MISTÉRIO E MORTE DAS PRIMAS - QUEM MATOU LETYCIA E STTELA? QUEM É O CRIMINOSO QUE TAMBÉM MORREU?
No dia 20 de abril de 2026, as primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida saíram de Cianorte (PR) para ir a uma festa na região de Maringá. O último registro das duas com vida foi na madrugada do dia seguinte, 21 de abril, quando foram filmadas por câmeras de segurança saindo de uma boate em Paranavaí acompanhadas por Clayton Antonio da Silva Cruz (de 39 anos), conhecido pelos apelidos de "Davi", "Sagaz" ou "Dog Dog". Ele já era um criminoso considerado de alta periculosidade, foragido por roubo, e utilizava uma caminhonete clonada. Clayton teria assassinado as jovens logo após saírem do estabelecimento. Depois de 4 meses, os corpos das duas jovens foram encontrados, e Clayton foi morto pela polícia. Confira o C/ Carlos de Faria.#crime #familia #psicologia #aovivo #mente #podcast #live
Beto Ribeiro
Carlos de Faria
- A morte das primas Letycia e Sttela e o criminoso Claytondesaparecimento das primas·Clayton Antonio da Silva Cruz·apelidos do criminoso·saída da boate em Paranavaí
- A romantização do crime e a desqualificação das vítimasexpressão 'meu réu primário'·perigo da fala 'tudo ou nada'·adolescentes como 'aborrecentes'·falta de convívio familiar
- A trajetória do crime e a ocultação dos corpos das primasdiscussão por motivação financeira·Clayton mata as primas·desova dos corpos em canavial·Magrão ajuda na ocultação
- A prisão e morte de Clayton e a delação de MagrãoClayton continua roubando fazendas·operação policial para prender Clayton·confronto e morte de Clayton·Magrão entrega localização dos corpos
- A importância da família e o impacto das mídias sociaisconvívio familiar e comunicação·pais como primeiros investigadores·mídias sociais e depressão·baixa bateria social
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Diretamente de um dos endereços mais famosos do Brasil, de um dos principais cartões postais da cidade de São Paulo, e com as transmissões feitas dos nossos estúdios na Avenida Paulista, eu sou Beto Ribeiro e eu pergunto: Que crime é esse? Olá, sejam todos muito bem-vindos. Por favor, não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho, marque nas suas mídias sociais, marque a todos nas mídias sociais. Se puder, seja membro.
Se não der, tá tudo certo. Desde que você venha comigo em casa até o nosso final, nosso encontro semanal, e dando like, né? Olha, gente, só avisar aqui que eu tive que fazer um procedimento aqui, por isso que eu tô meio roxo.
Você apanhou, velho? Todo mundo sabe que está levando porrada, tá com pau.
Eu detesto briga, mas se você fizer, eu vou com você até o fim. Aê! Eu detesto, não brigo, não discuto, não suporto. Agora, se quiser—
Você é minha turma, cara.
Eu não gosto de brigar. Você gosta de brigar? Eu não gosto de brigar.
Eu gosto.
Eu perguntei para a pessoa que mais gosta de causar que eu conheço na vida.
Calma, deixa eu explicar. Hoje já não, hoje já não, mas até uns 20 anos atrás.
Hoje você tá mais comedido?
Total! Perto do que eu fui, eu era um saci, eu brigava com todo mundo, mas eu brigava de sair na mão.
Na mão? Eu nunca te vi na mão.
Nossa, eu não consigo te ver. Nossa, eu já fiz cada uma, eu já aprontei. Meu, eu sou um homem do meu tempo, e do meu tempo a gente saía na mão. Eu sempre fui briguentinho assim.
Eu nunca saí na mão, eu não sei Até porque a palavra para mim ela é muito mais interessante na discussão do que a força física.
Eu tenho aquela coisa da voadora, né? Então para mim a voadora sempre me defendeu muito de mau caráter.
Karate Kid?
É, a voadora é a minha arma secreta. É aquela voadora que gancha no pescoço do cara e gira. Eu aprendi isso nos Gigantes do Ringue.
Para, os Trapalhões, né?
Não, não, os Gigantes do Ringue. Com aquele menino lá que tinha o Teddy Boy marinho, eu ia ver aquilo e meu pai me inscreveu na luta marcial para eu acreditar que eu ia extravasar um pouco. Ajudou, ajudou. Eu era muito...
É mesmo? Era.
Agora eu sou bom.
Mas isso daqui, na verdade, foi um procedimento estético que eu fiz e que machucou aqui, está preto. Estou com 8 corretivos diferentes.
Agora que eu tô vendo mesmo, tá meio esverdeado.
Aqui é, tem que fazer, tá aqui. Eu tentei o máximo, eu posso ficar de óculos assim, mas sabe qual é o problema? Esse óculos é para perto. Você fica olhando para vocês, começa a ficar tudo embaçado.
Não tá perdendo nada, me embaça. Pode me embaçar.
Começar aqui o caso em 2 segundos. Antes, só lembrando que a gente tá com uma promoção na loja Beto Ribeiro hoje, que é Saulo, 20% de desconto na Semana do Cliente, que vai valer esses 20% de desconto usando o cupom BETO20, vale até o dia 19 de setembro de 2026, que é o Dia do Cliente em si, né? Quando fecha, como é que é?
Quem?
O Dia do Cliente é hoje, mas fecha a Semana do Cliente dia 19. Então é válido até às 23:59 do dia 19. Aproveita, tá cheio de coisa legal. Tem aquelas garrafas que eu adoro, que eu tava com ela aqui, tirei, tava lá dentro. Tem um monte de coisa, tem umas camisetas. O Aru tá andando esses dias com a camiseta do Odete Reutemann, muito bom. Estávamos eu e ele na Angélica, a pessoa para ele porque reconheceu a camiseta, não me reconheceu.
Mas também com essas inchado que você tá.
Mas isso faz tempo, fiz isso ontem. Ah, mas foi, você sabe, a pessoa me viu e me reconheceu atrás de boné. Então tem algumas coisas muito legais lá na loja, tem caderno, tem tudo, vale a pena, colecione. O canal também, que vale, é muito divertido, presentei, usando o cupom BETO20, como está escrito aí, você tem 20% de desconto. E lembrando também do True Crime Club, que é o primeiro clube de crimes do Brasil, onde você pode se inteirar de todos, onde a gente se forma num grupo em cima do tema que a gente gosta, do true crime e do comportamento humano.
Você recebe uma caixa por mês com vários produtos diferentes, como um clube, como eu tenho o clube do vinho e tal, que eu recebo por mês vinhos surpresa. Eu tenho também o True Crime Club, que eu recebo por mês uma caixa surpresa, uma caixa ainda que vira um arquivo. Porque chega a caixa de vinho, joga fora a caixa. Nessa própria caixa já é algo a ser colecionado também ali dentro dessa brincadeira do True Crime Club.
É porque elas em conjunto na estante ficam bonitinhas.
Vira meio como arquivo morto, não é isso? E você também sempre tem dentro do True Crime Club, você tem um produto da Loja Beto Ribeiro ou das lojas parceiras do Rap Studio, que o Rap Studio é a produtora que faz esse estúdio aqui onde eu faço a live e as entrevistas. E também tem, eles fazem a loja, por exemplo, da Ju Cassini, por exemplo, minha amiga amada. Então você recebe também um produto da loja Beto Ribeiro ou da Ju, das outras lojas que eles também fazem produtos e tudo mais.
E em março de 2027, quando a gente completar um ano, quando completarem 12 caixas, do True Crime Club, vai haver um evento onde vamos todos ali nos encontrar e vai ter um Que Crime É Esse?, uma brincadeira de um jogo detetive, porque a cada caixa vem uma pista de um crime que aconteceu e a gente vai junto descobrir quem é que fez o quê, quem é o autor.
Não, mas é de um crime só?
É um crime.
É um crime que aconteceu?
Uma pista por mês desse crime que está sendo investigado. Está sendo desvendado. É um inquérito longo de um ano. Mas é bom, é tipo o Tony Flor, que foi um inquérito de 1 ano e que precisou mesmo, por conta— o delegado sabia quem tinha matado, mas não adianta só se saber, você tem que provar. Então, tem casos dessa maneira também. Tem mais alguma coisa para falar? Ah, sorteios. Se a gente chegar a 3 mil likes hoje, por favor, não deixe de curtir, curtir é uma coisa muito importante para o canal, para o vídeo, para todo mundo assim dentro da comunidade do YouTube.
Se você puder curtir, eu te agradeço muito. Curtindo, chegando a 3 mil likes, nós vamos sortear 5 assinaturas de membro para o canal. Carlos, nós resolvemos fazer o caso das primas porque eu achei que é o seguinte, foi um caso, eu estava vendo, por que eu resolvi colocar para nós? Eu estava vendo uma entrevista das mães, eu fiquei muito conduído delas, que elas estavam em busca das duas filhas, das filhas delas, são primas, devem ser irmãs, alguma coisa assim, ou cunhadas, mas acho que são irmãs.
E elas falaram de um jeito muito doce da tristeza que elas estavam passando, do ataque das pessoas quase colocando as filhas delas como copartícipes do fim delas. E eu olhei e falei, realmente, a gente está entrando num nível, no mundo, né? Por exemplo, tem gente que fala assim, olha, eu estou fazendo de tudo para não perder o meu real primário.
Ah, essa fala, essa fala, Eu acho muito, eu acho muito feia. Eu acho feia, ela é perigosa. Ela, as pessoas deveriam entender o que tá por trás disso e o simbolismo que tá por trás disso, porque isso quer dizer que você tá a fim de tudo ou nada, partir para tudo ou nada, né, para as vias de fato. E não é bem assim, gente, não é bem assim. Então tem duas frases hoje em dia que me incomodam muito, é essa e de tratar o adolescente como aborrecente, cara.
Falar. Sempre falaram, não é? Mas agora tá, agora pegou uma moda, né, dessas famílias que querem ficar tendo seu momento de TikTok, de tudo mais, e não dão atenção para os filhos. Olha, isso tá uma coisa muito complicada, viu?
Eu fiz hoje uma entrevista, uma segunda entrevista com a Doutora Alice, que cuida do núcleo de inteligência da Polícia Civil de São Paulo, que está descobrindo todos esses crimes cibernéticos de discórdia, Isso, aquilo. É uma segunda entrevista. Eu fiz uma primeira, foi excelente, e a segunda agora, em cima da história da menina que perdeu a vida, que tirou a própria vida no Mato Grosso, dos 200 gatinhos sendo mortos ao vivo lá no Nordeste, da perversidade, da maldade e da maturidade criminal que essas pessoas estão chegando já muito rápido aos 18, 19 anos, porque elas já estão convivendo com isso desde os 12, 13 anos.
Isso.
E como já falou Paulo Freire, mas nesse universo é pior ainda, O oprimido virou opressor, que vai construir um novo oprimido, que vai construir um novo opressor.
Exatamente.
E um dos pontos mais conversados com a Doutora Alice foi esse: o quanto que falta, na verdade, é o convívio familiar.
Perfeito.
Dos pais. O primeiro investigador é o pai, o segundo investigador é a mãe.
Perfeito.
Os investigadores principais são os dois. Então o filho está lá na sala, quieto, no no computador, ela tá achando que tá tudo certo, cara, antes ela tivesse só jogando.
Olha, o que acontece é o seguinte: hoje as pessoas, as famílias, é claro que não são todas, mas o que eu tenho visto, obviamente, como você fala, essa avaliação empírica que a gente faz, a gente sempre vai fazer das pessoas que chegam até nós, né? Você, nos casos que chegam aqui, com todo mundo que tá aqui, a Rosângela, eu e Solange, tudo mais. E eu vejo muito pelo consultório. O que eu tenho percebido é o seguinte: as pessoas não conversam, pararam, elas não conversam, elas se comunicam por WhatsApp, ok?
Mas no momento familiar, e lembrando, e lembrando que são pessoas que habitam a mesma residência, Isso é o que mais me impressiona. Elas estão na mesma casa, o filho está apartado para lá, o marido está apartado para lá, a mulher está apartada para cá. Está todo mundo no mundo. Aí você pergunta assim, bom, aí uma dinâmica simples, que é a dinâmica das refeições. E aí vocês chegam, vocês sentam para comer. Quando senta para comer, quando a pessoa não faz o próprio prato e leva para o seu retiro, quando sentam para comer, do que vocês falam?
E aí eu fico surpreso que não se fala de nada. Mas não se levanta um tema, não se fala assim de política, religião, atualidades, nada. É um silêncio que se torna opressor. Então, a figura dos pais, ou cada um sentado, continuando aqui na sua tela, que é muito comum isso, por incrível que pareça. Então, assim, esse convívio com os pais se tornou um convívio opressor. O jovem não aguenta isso.
É, eu sou da geração que as pessoas jantavam e almoçavam olhando a TV.
Sim, tinha isso também.
Você tinha uma TV na sala de almoço ou de jantar. E eu me lembro que pelo menos você teria todo mundo olhando para o mesmo lugar. O que é angustiante hoje é que cada um tá num mundo só.
Num outro, é.
E que você vendo televisão, você, a novela fazia você conversar de alguma maneira. Ela não tá vendo o que ele vai fazer. Ainda vai. Novela, você ainda tinha uma interação.
E tinha o anúncio.
Pouco intervalo.
E aí as pessoas falavam, nossa, o que será que vai acontecer? Eu acho que é isso, eu acho que é aquilo.
Você tinha de alguma maneira. Hoje em dia você não tem nem esse senso. Então assim, isso a Doutora Alice falou também, a mesma coisa da refeição que você disse e da importância dos pais conversarem. Então vocês vão ver essa entrevista em breve. E dentro do que você estava falando dessa parte que falamos, meu réu primário, que eu não quero perder o meu réu primário, você tem noção do que significa não perder o seu réu primário? Você tem noção que você está dizendo que você pode matar?
É, você está ameaçando.
Você quer matar.
Então, de novo... Você está partindo do pressuposto que isso vai chegar nas vias de fato.
O que te impede de matar, então, não é a sua... O seu interno como ser humano evoluído que entende que a morte não pode ser uma opção numa briga, numa discussão. O que te impede de matar é a lei, é a lei para você ir para cadeia, exatamente. Ou Deus, para algumas pessoas.
Então entenda o simbolismo do que significa isso.
Foi muito impressionante. E também tem o que eu acho que tem muito a ver com este caso aqui que a gente entra agora, que eu já vou te passar, que é o seguinte: teve uma novela, eu não lembro de quem Não lembro qual foi, mas onde o criminoso se tornava o mocinho da história. E foi muito criticada à época, diziam que as pessoas estavam romantizando o crime e o criminoso, transformando... E eu me lembro que uma das coisas que eu ouvi de alguém, que eu lembro, falou assim: A novela está sendo apenas retrato da realidade.
Para mudar a realidade, às vezes, temos que falar dela. E essa história aqui, você entende o quanto existe de sedutor hoje no crime, na sociedade brasileira, Pelo poder que tem, pelo dinheiro, pelo status, pelo exibicionismo, pelo fato de você criar um respeito, um medo, um temor, e uma adoração, né?
E um temor em relação a você, entendeu?
É mulher de bandido, como diz assim.
Eu sou mulher de bandido, eu estou metido com...
Não estou dizendo que é o caso aqui, tem aqui, tem vários que vão passear por aqui.
Eu estou metido com uma facção, eu mexo, eu tenho amigo lá na comunidade, comunidade X ou a comunidade Y, é só eu falar para a turma, eles vêm para cá e acabam com você. Então, existe essa fala como uma fala de poder, como uma fala até ameaçadora. Como deveríamos falar assim: Olha, eu chamo a polícia?
Engraçado, eu olho para... É que nem política, eu olho sempre com um olhar de desconfiança para político, eu acho que hoje em dia também eles se constroem todos juntos. E nessa história aqui, pela minha empatia às mães delas, que eu vi que elas estavam estando tão sem ninguém para orar por elas, vamos dizer assim, era assim, ah, mas também, tá o quê? Quer sair com bandido e não quer morrer? Não, ninguém quer morrer. Agora, também dentro dessa história traz uma reflexão para nós de por que que as pessoas convivem como se fossem seres humanos normais e não são.
E não são ladrões, traficantes, criminosos em geral, que hoje em dia cada vez mais estão com pouca vergonha do que são. Eles ostentam. Você sabe o que mais me impressiona? Eles andam com altos carros roubados, é com, com Audis, com não sei das quantas. Eles ostentam, tá ficando cada vez mais característico e meio que personagem, aqueles cordões de ouro enorme, que era uma coisa do jogo do bicho lá atrás, anos 70, 80, dentro da contravenção, que é contravenção. Nunca entendi jogo do bicho não ser crime, ser contravenção.
É, eu não entendo o jogo do bicho ser contravenção e a bet ser liberada.
Não, eu não entendo mesmo.
Eu não entendo mesmo.
E os cassinos proibidos?
Exatamente.
E os bingos proibidos, mas a bet liberada? E tem uma coisa que em paralelo com esta história daqui, que tem interessante também, assim, lá atrás, até hoje, né, Carlos? O Rio de Janeiro, por exemplo, tem uma coisa com o jogo do bicho. Chega no Carnaval, eles se tornam verdadeiras celebridades, os bicheiros. E no mínimo contraventores são.
É aquela, é aquela, é aquela poesia carnavalesca do Rei Momo. Durante 4 dias todo mundo é rei, todo mundo é rei, e aí o bicheiro é Deus. E aí tudo pode, porque é o cara que tá mantendo tudo aquilo, que tá favorecendo aquilo. E aí tem aquela dupla moralidade, que para a dupla moralidade, que ele, ele tá na contravenção e ele mexe com coisas ilícitas, além do jogo do bicho muitas vezes, só que para comunidade ele favorece dando uma série de coisas que a comunidade não tem acesso.
Na verdade, assim como O bicheiro, como algumas comunidades religiosas, tudo mais, eles, entre outras coisas, eles estão entrando na fenda do Estado, onde o Estado não consegue atender. Mas não é, não consegue atender não é de 4 ou 8 anos, não consegue atender de gerações, gerações, no mínimo do século 20. Exatamente aquilo que eu falei na live da semana passada. Da minha idade, eu só vejo a coisa crescer, a coisa aumentar, e nós vamos ver isso, estamos vendo isso com outras coisas.
Por exemplo, uma coisa que não tem nada a ver, mas vale a pena sempre falar, nessas chuvas que a gente teve aqui, né, em São Paulo, a quantidade de lixo plástico que invadiu os rios da cidade e rios do interior também, afluentes e a continuação dos rios que passam aqui pela nossa capital. Ali a região de Salto, o Rio Piracicaba foi assim inundado com uma quantidade de plástico enorme. Então E isso é o tipo de coisa que assim, tá se fazendo vista grossa, vista grossa, vista grossa, ninguém faz nada.
A gente sabe que as prefeituras têm um baixíssimo índice de reciclagem de lixo. Vai chegar uma hora que isso não vai mais dar conta, como foi tudo, como é tudo aqui, né? Assim como morador de rua. Morador de rua agora, o que era um ou outro, tá virando uma pequena comunidade debaixo dos viadutos. Até eu te falei que eu fui lá falar com os meus, do meu viaduto lá, e fui orientar eles com a maior boa vontade, prometi que ia levar uma comidinha lá para eles, orientando, falando com eles numa boa: olha, apaguem essa fogueira, vamos ver aí o que dá para fazer, tá, tá, tá.
Porque eu acho que a comunidade também tem que— ele, e por incrível que pareça, você falou: nossa, você não ficou com medo? Quantos tinham? Eles são tão desprovidos de uma conversa mais assertiva que quando alguém chega para conversar com eles, eles ficam assim: admirados de tão abandonados que eles estão. Isso vai causar um problema daqui 10 anos.
Sim, mas só que sabe como é que tá se resolvendo hoje em dia muitas coisas, né? Muda a forma de falar. Você falou morador de rua, não pode agora pessoa em situação de rua. Eu até entendo a diferença, porque morador de rua parece que a pessoa mora na rua, pessoa em situação de rua ela está em situação de rua. Só que não adianta mandar a expressão, você muda a expressão, mas você não muda o problema. E as pessoas hoje estão muito mais taradas na palavra falada, na expressão usada, do que no problema refletido.
Gente, mas se é para falar, eu falo qualquer coisa para enfrentar o problema. É para falar de pessoa em situação de vulnerabilidade, é para chamar de mendigo, não pode falar mendigo, não pode falar morador de rua, não tem que falar pessoa em situação de vulnerabilidade.
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Wayfair, every style, every home. O problema é o mesmo e está aumentando. Então, se tiver que chamar de meu bem, eu também chamo.
Assim resolve. Agora, o problema é resolver. Concordo cem por cento com você. Mas vamos então falar do caso das primas da Letícia Garcia Mendes e a Estela Dalva Melegari Almeida, que achei lindo esse nome, tá?
Estela Dalva.
Estela Dalva, né?
Que é Estrela Dalva.
Estrela Dalva, imaginei também.
Estela é estrela em italiano. Duas primas de 18 anos ali do noroeste do Paraná, uma vivia em Cianorte, a outra morava numa cidade muito próxima ali do lado que chama Jussara, né? E elas estão desaparecidas desde a noite do dia 20 de abril desse ano, né? Então, dá para imaginar a aflição dessas mães procurando essas filhas desde o dia 20 de abril, não tendo o mínimo, a mínima pista do que de fato aconteceu. Até tem a investigação, e elas até já sabiam com quem elas estavam, que estavam do lado do Cleiton Antônio da Silva Cruz, o famoso Dog Dog.
E também tem mais um nome, ele tem outro apelido. É, deixa eu pegar aqui, eu lembro, eu lembrava, eu acho os apelidos, um era o Dog Dog, todos têm muito apelido, né? Sagaz, sagaz, ou Davi, porque ele nas mídias sociais ele se apresentava, ele alugava apartamentos e coisas no nome de Davi. Eu acho que nas mídias sociais ele chamava de Davi também.
Eu acho que ele se apresentou para as meninas como Davi.
É, porque acho que as mães delas ouviram falar de Davi.
Ah, eu vou sair com o Davi. E foi o que aconteceu, né? Nessa noite do dia 20, do dia 19 para o dia 20, elas saíram de Cianorte, né, com ele numa caminhonete, com destino uma cidade, desculpa, gente, que é o nome difícil, Paranavaí. Que era uma cidade também ali na região, que eles iam curtir à noite, iam para uma boate e tal.
Aliás, até de antemão, a gente vai ter que falar aqui de várias cidades, porque ele faz uns— mas talvez a gente erre, porque são muitas cidades, deve ser tudo muito perto, mas a gente pode errar às vezes. Ele saiu de uma cidade para outra? Não, saiu dessa para aquela, mas tudo bem, o mais importante é entender que ele fez uma trajetória.
Ele fez uma trajetória. Então, eles vão curtir à noite em Paraná, vai, não é, na madrugada do dia 21. Eles estão indo, então eles saem de Cianorte, saíram na caminhonete com as duas moças, com as duas primas. Eles passam em Jussara, uma delas mora lá, e elas passaram para pegar, pegar pela linha do tempo, fica mais fácil aqui, elas passaram para pegar uma mochila. Uma delas foi pegar uma mochila, porque parece que elas já estavam na intenção de não dormir lá, iam dormir em algum canto, ou uma ia dormir na casa da outra, em Cianorte, ou iam ficar com ele, dormir na casa dele, não sei o que ele tinha dito, falado, prometido.
Sei que elas passam em Jussara, ela pega a mochila, tudo mais, e E aí eles vão para a casa noturna em Paranavaí. Eles vão chegar por volta da 1 da manhã. E o que nós temos de fato é esse caminho, elas postam, elas postam na internet. Inclusive, uma delas, não sei qual, não lembro direito qual delas, fez uma postagem dela assim, meio postando assim: Sabe-se Deus onde eu vou, para onde eu vou. Ela fez uma postagem, uma fala assim, né?
Me leva aí, me leva aí, vai ser assim, tô livre, leve e solto.
E as pessoas estão criticando. E eu já vou deixar aqui de antemão assim: elas fizeram, né, o que muitos e muitos jovens sempre fazem, o que eu fiz muito, entendeu? Ai, vamos sair para noite, sair para noite. Elas saíram para noite, elas estão em cidades que têm pouca atração, E elas vão para uma outra cidade que tem uma boate, que tem uma noitada, coisa de jovem, 18 anos, gente, 18 anos, né? Quantas e quantas vezes a gente não saiu com pessoas e do lugar foi para outro, e do outro foi para outro, do outro foi para outro?
Eu fiz muito isso sem nenhum espírito de perigo. Havia um perigo sempre? Sim, claro. E sempre há um perigo, entendeu? Mas então, o que também tem são essas câmeras dentro dessa boate aí de Paranavaí, e parece que o que mostra esse registro dessa boate é que parece ter, entende-se que houve um desentendimento entre os três.
É, o delegado fala na coletiva Que primeiro tem uma coisa importante, a Letícia já conhecia o Cleiton, que é o, como Davi ou como Cleiton, ou se ela sabia que era Cleiton e chamava de Davi, pouco importa, mas ela já tinha, já conhecia o Cleiton. Muitos falam se de repente eles estavam namorando, não estavam namorando, o que é dito é que talvez ele tivesse um interesse sexual nela, não sei se ela tinha um interesse emocional, porque esses caras de crime, eles têm várias namoradas.
Eles têm, eles não são, por isso que tem a expressão mulher de bandido, é amor de bandido, é uma mulher que tá no rol de várias, não tem como. E aí ele já conhecia a Estela, foi a primeira vez que encontrou com ele, por isso que eu acho que então ela segue. Eu não sei se, por exemplo, a Letícia já tinha 18 anos, a Estela completou 18 anos. Isso a gente não sabe, mas o fato é que quem tinha contato primeiro é a Letícia. E aí eles vão para essa boate e, segundo o delegado na coletiva dele, ele diz que eles tinham rompante já, né, e que eles teriam discutido dentro da delegacia.
O que eu achei interessante, delegacia da O que eu achei interessante do que o delegado conta, ele não conta, ele conta a história, mas ele não conta o santo. Ele conta a história de uma maneira que tem que ter testemunha ocular, mas ele não diz quem é a testemunha ocular de muita coisa onde se redesenha toda a trajetória do crime.
E aí a última postagem, a última conexão que se tem notícia foi por volta das 3:15, 3:16.
Eu vi 4 horas da entre 4 e 4:40 da Estela. Não, de ele saindo da boate, é isso?
Não, não, ela faz uma conexão, ela faz uma postagem, ela devia estar na pista, fez algum—
Se vocês tiverem as imagens dela saindo da boate, tem ali o horário, que é sempre interessante.
Exatamente. E aí eles pegam, entram na caminhonete e vão. E aí eles vão rumo ao destino delas, né, que parece que aí continua a discussão. E a gente tem que entender uma série de coisas: o que foi, o que aconteceu, o que, o que que foi, o que, em que estado eles estavam, estavam muito alcoolizados, usaram drogas, estavam acelerados por conta de alguma substância, tudo mais. Porque parece que isso tudo na estrada chegaram no ponto do limite, né?
Ó, que horas que aparece ali? Só para ter uma ideia, elas estão entrando, elas estão entrando, deve ter elas saindo. Aí o que acontece assim, segundo o delegado na coletiva, ele fala que a motivação teria sido financeira. A sensação que se dá, e aqui com todo respeito a todo mundo, a gente tá apenas falando do crime, não tô julgando a moral, Porque ele é criminoso e ponto. Ele tinha 2 mandados de prisão contra ele de roubo e tráfico, e ele era um cara super atuante ali dentro.
Ele adorava roubar fazendas, ele adorava roubar joias das pessoas. Ele tinha uma coisa muito forte ligada a roubos, inclusive ao roubo que vai fazer a polícia chegar nele, porque ele tem uma complexão física muito óbvia, é um gordo. Daí então você olha e fala, ó, o gordo ali. O gordo no seguinte sentido, que ele é o mais gordo dos criminosos que estão com ele ali. Ele é conhecido por isso, inclusive. Então ele tem essa predisposição já para o crime, ele é criminoso, ele é julgado, ele tem mandado de prisão, ele tem uma ficha extensa.
Tinha 39 anos de idade e ele tinha uma verdade para ele que é assim: eu nunca mais vou para cadeia, tanto que vai terminar como vai terminar.
Isso.
Ele é criminoso, porque muito se aponta assim, ah, mas também as meninas, as garotas de programa. Eu não tenho essa informação por nenhum lugar oficial. O que se fala é que teve uma briga por uma razão financeira. Naturalmente você pode pensar que foi um desentendimento comercial, só que elas, se garotas de programas forem, eu não tenho nada a ver com isso, nem você, ninguém, não são criminosas. Não, quem tá no crime é ele, é ele. Mas é, ela é, elas são muito mais julgadas do que o criminoso.
Então, e aí a gente tem que entender o seguinte: se elas eram garotas de programa, ou se elas estavam fazendo eventualmente um programa, ou se elas tinham compactuado com algum tipo de divisão financeira, alguma coisa ali, ou cada um dá tanto para a gente usar tal coisa, ou para entrar em tal lugar, ou para comprar tal coisa, que pode ser também, entende? É uma incógnita. De qualquer forma, elas não estão no crime.
Então, prostituição não é crime.
Então, elas não estão no crime, né? E elas estão no direito delas de pedirem o que elas quiserem. Se foi um acordo de um mixê, de um programa, se foi uma divisão de alguma outra coisa, aí ok. Não acredito Sinceramente, pelo que eu li, eu não acredito que tenha sido uma divisão de bebida.
Ah não, ele pagou as coisas.
Eu não acredito nisso. Eu acredito que a coisa foi escalando para um perfil de um programa, né, do qual talvez ele quisesse fazer com duas.
É porque aí que tá, a gente vai saber de coisas que a dúvida que eu tenho, não tinha mais ninguém dentro do carro? Porque na saída da boate Tem apenas o gordinho, o Cleiton, e as duas, a Letícia e a Estela. Mas o delegado traz detalhes, inclusive da execução delas, que só alguém que estava lá para saber, é para contar. Porque senão assim, como que sabe? Uma coisa você falar, olha, as duas morreram de tiro. Outra coisa você me falar que uma leva um primeiro, a outra acorda depois.
Você pode até me dizer que pelo desenho dos corpos parece que foi assim, mas não é trazido como uma verdade absoluta.
Eu também não tenho desenho de corpo aí nesse, nesse momento, tá? Porque os corpos não estavam ali, não estavam ali. Você não tem como fazer uma trajetória, não.
O local do crime não foi descoberto, não tem as manchas de sangue.
Fala exatamente isso. O carro para no lugar, eles discutem, eles discutem. Eu não sei o que que o carro tava parado ali, se ali seria o local que eles iam fazer alguma coisa, transar, chupar uma droga, não sei o que que eles iam fazer. É, pessoal chupa agora droga, você já viu? Eles chupam droga, não é? Porque agora tem isso, eu digo isso. Então não sei se eles iam transar, se eles iam chupar uma droga ali, não sei o quê. Eu sei que o carro Carro para, ainda tão num calor de uma certa discussão, e ele, e uma delas desafia ele, ele tira a arma, ele tira a arma e ela fala, eu duvido que você me mate. E ele não teve dúvida, ele apontou a arma para cabeça dela e disparou.
E ela tá no banco de trás, a outra corre, sai correndo, lógico.
Óbvio, né?
Você faria o quê? Porque era pá pá, né? A outra sai correndo, a outra sai correndo, e aí ele acerta. Aí tem um ponto assim no desenho. Então isso é o que é dito, isso é contado pela delegada, alguém contou para ele, alguma testemunha ocular que a gente não sabe quem. Então significa que tinham 4 pessoas no carro, porque eu digo o seguinte, É, como que sabe que foi essa ideia?
Ou ele contou para alguém, ou ele contou para alguém, ou ele contou para esse tal do Magrão, que já vai entrar já já.
A gente vai entrar já já, porque é o seguinte, o Magrão, se foi o Magrão que é o comparsa dele, parece que é primo dele. Então, se os primos e as primas, ele tá vivo, o Cleiton tá morto, ele conta o que ele quer, né?
Óbvio.
Ele vai trazer as informações que ele quiser, inclusive porque ele bandido também é. Ele tem 2 mandados de prisão contra ele também, roubo e furto.
Até a hora que eles estão entrando na caminhonete, saindo da boate, naquela discussão ou não, coisa e tal, entrando na boate, até aí numa cidade pequena você ainda tem muita testemunha ocular, né?
Ah, sim, se eles brigaram lá dentro, se eles não brigaram.
Você pegou a estrada Você já não tem, você tá, você tá no anonimato. Se você chegou numa zona rural, que parece que foi para um canto rural, a não ser que você tenha tido o azar de cruzar com algum proprietário, com algum capial que tá por ali, não, às vezes acontece, mas o cara já teria corrido no primeiro tiro.
Pois é, sim, para saber que foi uma discussão por causa de dinheiro uma discussão de acerto financeiro, ela vira e fala: duvido. Nossa, ele viu tudo isso?
Ele ouviu também, ele tá tão perto para ouvir isso. Então essa hipótese do tal do Cleiton, o Dog Dog, o Sagaz, ou Davi, ou Davi ter comentado com o Primo Magrão parece a hipótese mais viável pelo que a gente consegue observar daqui.
Ou tem gente querendo apenas ocultação de cadáver, porque se tem uma coisa que bandido sabe é a pena do crime e os códigos. Então ele sabe muito bem, ele topa uma ocultação de cadáver, porque ocultação de cadáver dá 3, 4 anos de cadeia. E olha lá, tá, homicídio, no caso se for um feminicídio, porque vamos lá, se o Cleiton tinha uma relação com a Letícia Pode se enquadrar como feminicídio. Se eles já tinham um lance amoroso, alguma coisa assim, pode ser enquadrado como feminicídio, aquele é muito maior.
Não sei se o Magrão estando lá também seria colocado como coautor de um feminicídio. Mas quem deu o tiro? Cadê a arma? Não tem, não tem. A gente sabe aqui, a única informação que se tinha É que o Cleiton é o último a ser visto com elas. Segundo a nova namorada do Cleiton, que também foi presa ali no dia, ela fala que o Cleiton disse que não matou as duas e que não tinha nada com elas, e que ele foge porque, sei lá, tava com medo de, como ele já era, já tinha outros, outros, ele foge porque ele é bandido.
Ele tava no local de um crime que não tinha testemunha e tava esperando.
Ele vai ser preso de qualquer jeito, ele tem 2 mandados de prisão. Ele vai fugir.
E ele vai ser indagado sobre isso e ele vai ser—
Porque existe toda uma construção de um crime contado por alguém, com detalhes muito— Porque o que se coloca: a motivação é qual? É assim, por exemplo, a Letícia sabia— Letícia, não é? A Letícia sabia que o Cleiton andava armado? Então ela sabia do perigo ali tão próximo? Porque um bandido com arma, Eu já não gosto de arma, arma com bandido é mais perigoso.
Se ele é um cara, se ele é um cara comum que não deve nada a ninguém, já estar armado já é ruim. Onde tá a arma? Tá num porta-luva ou tá na cintura? Porque tem uma diferença. Então se tá uma arma na cintura, a facilidade de sacar e acontecer alguma coisa é muito maior. Entendeu? Ainda mais se as coisas já estão encaminhando para uma discussão ali entre eles. Outra coisa é, será que ela sabia que ele tava armado?
E mesmo assim, então, se ela já saía com ele, ela já tinha consciência de que ele saía armado? Gente, o cara é bandido, ela sabia que era, ela sabia quem era o cara, né? Ele não tava, ele podia ter se apresentado como Davi, mas ela sabia muito bem que ele era um Golias, né? Então assim, não dá para dizer que elas eram ignorantes com quem elas estavam. Mas também, de novo, continuam sendo as vítimas, hein?
Não, não, não, estão vítimas, só sabe que o cara é bandido.
Apenas fica aí essa coisa, a gente volta para o começo, esse imaginário pseudo-romântico de amor bandido.
Perfeitamente.
Não namorem bandido, gente.
Perfeitamente. Mesmo porque elas são moças de 18 anos e na troca de conversa Qualquer um já sabe qual que é a do cara. Ele não é um alto estelionatário de uma, da Avenida Paulista, que ninguém sabe que tem uma fachada. Não, não, não, a gente não tá falando disso.
Ele não é um criminoso famoso. Não, Alexandre Nardoni. Mas ali naquela região, eles sabem que ele é o bandidão.
Sim, eles sabem que ele é o bandidão.
Ele gosta de aparecer, gente.
Ele também gosta de aparecer. É um cara que, que aquelas coisas Faz, acontece, tem uma figura. Isso, exatamente.
O jeito de se vestir, as sobrancelhas, os carros, a forma, o ouro, porque você precisa se projetar, né?
Claro, você trabalha com o quê? Se você vai roubar, se você não for roubar para se projetar, você vale do quê? Entendeu? Então você tem que roubar, e cada ladrão na sua medida, né? Tem uns que querem a caminhonete, tem uns que querem a Ilha do Amor. Cada um na sua medida. Querem virar político, é cada um na sua medida, cada um, entendeu?
Cada um na sua possibilidade.
Se você rouba 100, você pode comer um frango. Se você rouba 1 milhão, você pode outra coisa. Se você rouba 100 milhões, outra coisa. Cada um na sua medida. Então ela sabia.
E aí tem uma coisa assim, é muito interessante, porque que eu acho que isso é um grande mistério Fall never arrives all at once.
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Dela, a gente vai entendendo. O que acontece? Segundo a polícia conta, segundo o delegado traz na coletiva, ele sai, para o carro, dá os tiros, põe elas, porque parece que era uma picape, né?
Isso.
Põe elas no porta-malas da picape, corre para qual o nome das cidades? Paraíso do Norte.
Isso, ele vai para Paraíso do Norte já para tentar desovar, desovar.
Isso, aí ele leva até esse lugar que é no meio de um canavial, só que depois do canavial, acaba o canavial, tem uma floresta, uma mata, e é nessa mata que ele larga o corpo e deixa a caminhonete, larga tudo lá. Eu queria saber, ele saiu de lá, foi até encontrar o Magrão como?
Andando.
Mas tão perto assim, você viu do drone, é como, cara, o bicho tem que ter vontade, hein?
E aí ele chega para o Magrão e conta o que aconteceu.
Aí ele chega para o Magrão e fala, ele procura, então aqui no meu negócio parece que ele leva o carro para ser lavado, então ele teria ido de carro.
Não, não, ele, ele, ele, ele, ele, ele vai para a região de Rondon.
Antes, então assim, ó, pelo que isso aqui é a minha decupagem do que o delegado fala, ele fala que depois dessa desova provisória que ele larga o corpo, ele, ele deixa os corpos a céu aberto, aí ele pega e vai de carro e leva, vai até a região de Rondon para lavar todo o carro e tirar os vestígios de sangue. Por isso que não tem como ele ter ido a pé. Aí ele segue em direção a Humoarama. Ele chega no dia seguinte, ou no mesmo dia na verdade.
Tudo começa às 4 da manhã, agora seriam 2:30 da tarde. Ele chega em Humoarama, onde fica 2 horas, que é onde ele vai procurar o tal do Magrão, Michel, ou Magrão, ou Magrão. Muitos nomes, temos muitos nomes aqui. O Michel Magrão, que seria um comparsa, um parceiro do crime e um primo, e que ele talvez tivesse entrado na história porque ele tava devendo dinheiro para o Cleiton.
Isso. E aí ele pede para, ele pede para ele ajudar a desaparecer com os corpos. E eles voltam lá onde os corpos estão largados.
Ele procura o parceiro de crime, chega sujo de terra, inicialmente alega que teve problema com a polícia e deixou a caminhonete lá. Então ele lava o carro e volta e deixa. É uma coisa estranha, porque ele chega todo vestido, todo sujo de terra, para conversar com o Magrão.
Aí ele fala, olha, aconteceu isso, isso, né? Ele conta para o Magrão, e eu larguei as mina lá, né? Agora você tá me devendo aí uns favor, você é um parça, não sei o que lá, você precisa me ajudar a sumir com esse corpo.
Então vamos embora, vamos para lá, e a gente vai pensando no caminho que a gente vai fazer antes Depois eles passam na casa do Cleiton em Cianorte para o Cleiton pegar roupas, porque ele já tava pensando que ainda vai Paraguai depois. É uma corrida.
Aí eles vão lá para onde tinham largado o corpo das garotas, né?
Isso.
E eles fazem, e o Magrão ajuda ele a fazer a cova, uma cova rasa.
É porque segundo o Michael, ele só ficou sabendo no caminho, né? No caminho, o que que o Cleiton tinha feito. Acabei com a minha vida, acabei com a minha vida.
Uma vida, fiz uma besteira.
Eu acho muito estranha para bandido aquela coisa.
Eu também acho também.
Apesar de que eu já conversei com delegados que eles falam assim: tem bandido que é só roubo mesmo, não entra em homicídio, porque eles têm uma série, uma certa, não entra nem latrocínio, não vai matar.
Eles têm uma certa ética.
Eles não querem matar, eles não querem brigar, eles acham que Deus não vai gostar disso.
Eles roubam e eles se justificam. Mas isso tem uma verdade. É verdade, eles criam, exatamente, eles criam uma narrativa para eles.
É um anti-herói.
Por que que roubar é Deus permite, mas matar não?
Então, se a gente for por esse caminho, tem lógica a fala dele. Se a gente for pelo bandido, pelo bandido, que ele é um grande bandido, também é um degrau que ele sobe, né? Homicídio sobe.
Mas ele não tem, começou com 2, né? Então, ele não tem histórico de homicídio, ele pode—
a polícia saiba, né, Carlos? Porque a pessoa dá um tiro na cabeça da outra, pegar e mirar e dá dois, ela já sabe o que fazer, né?
Bom, e também já sabe atirar muito bem, já sabe onde esconder corpos.
Porque acontece, se a família dessas moças não tivesse se envolvido publicamente, talvez ninguém tivesse falando delas.
Com certeza, com certeza ia cair naquela velha história, naquela vala Garotas de programa, pessoas invisíveis, na bandidagem, na noite, bebida, sexo, droga, rock and roll.
Ah, porque ele sabia para onde levar elas, sabia. O que ele não tinha eram as ferramentas necessárias, segundo a polícia conta, que é contado para ela. Ele não tinha as ferramentas necessárias para fazer um esconderijo melhor. Então ele pega, sai com o carro, lava o carro, ele deixa o carro em algum lugar, chega sujo de terra para falar com o primo, primo. O primo pega ele, vai até Cianorte, Cianorte, pega as roupas e pega uma pá, vai para o carro do primo. O primo vai com eles andando.
Aí diz o cara que está preso, esse magrelo, nada como morar numa região rural, né? Todo mundo tem uma pá ali, porque se for em São Paulo, São Bate, né? Então tem uma pazinha ali já.
Você não tem uma pá?
Você não pensa em uma varetta.
Porque assim, o que que eu faria com uma pá morando no apartamento? Eu quero entrar num prédio vizinho, no apartamento vizinho.
Gente, às vezes eu não tenho nem pá para cavar o vaso, eu tenho que pegar uma colher lá mesmo.
Mas enfim, aí ele vai, eles chegam no caminho, que ele conta para o Magrão, sim, que eu acabei com a minha vida, acabei com minha vida.
O que que você fez? A gente tá lá para resolver isso. Aí chega até lá, vê os dois corpos mortos como Então vamos fazer o quê? Vamos enterrar.
Eles fazem uma cova rasa porque fica com preguiça de fazer cova funda. Vocês acham que cavar é fácil? Não, gente, dependendo do terreno, se tiver aquele solo, ui, cara, você tem que ter jeito. Que nem que é lenha, para você quebrar lenha não é força, é entendimento, entendimento do veio da madeira, né? Porque só uma vez a gente, o Aru tava construindo um negócio lá em Piracay, lá no sítio. Aí ele, que era o orquidário dele, é de puta, a gente não conseguia nem começar a fazer com aquela coisa.
Chegou o moço que trabalha lá, mas ele só fez assim, ó, tutututu. Eu falei, não, está muito seca a terra. Não, é jeito de saber fazer.
Exatamente.
E ali talvez eles não saibam também.
E uma mão, né?
E uma mão.
E tem que ter uma mão.
Luva.
Não, se eu fizesse com a minha mão É uma mão apta a— então ele, tanto é que eles fizeram uma cova rasa, assim, devem ter passado horas cavando para fazer uma cova rasa, colocar as duas garotas lá, os corpos, e tampar com aquilo que eles tiraram, eles puseram em cima.
Parece que foi entre as 10 da noite, às 2 horas da madrugada do dia 21 já, né, que ele consegue, que ele faz que eles fazem esse serviço. E no lugar muito ermo, tanto é que não, no meio de um mato, no meio de um canavial, que depois do canavial tem esse matagal. O próprio delegado fala que se eles não fossem, a polícia não fosse levada até lá, não teria como encontrar, não teria como encontrar. Isso em abril, é isso, em abril de 2026.
Esse Cleiton vai cair fora, vai pegar o carro, vai até o Paraguai se desovar dessa caminhonete. Isso, se você olhar onde ele atirou, nós não sabemos. Não dá para fazer nem para ver se tem mancha de sangue, para ver se tem algum desenho. A caminhonete não existe mais, então a gente não tem como confirmar que os tiros foram dentro, pelo menos um deles dentro da caminhonete. Isso, por isso que eu digo assim, tem uma história contada.
Eu só gostaria de saber quem contou, quem contou e o que que essa pessoa estava fazendo lá.
Quem contou? A única pessoa que parece, até pelo desfecho, pessoal que tá em casa aí devem estar curtindo muito porque essa narrativa tá muito boa. Pessoal que tá em casa deve estar pensando, ah, então eles pegaram o Cleiton e ele que abriu o bico. Não vai rolar. Agora vocês vão saber, segura aí que vocês vão saber.
E o Cleiton volta para o Brasil, volta para região dele ali com outro carro, um carro branco, se eu não E vai continuar a vida de bandido, de bandido, porque ele já tem a namorada dele, a Jéssica.
Ele é bandido, que ele ia lá de vez em quando, ficava lá, tudo mais. E ela ali na casa dela, ali é o esconderijo dele, inclusive o local de receptação.
Porque vamos lá, ele tava sempre se escondendo, é que com o caso das primas a cara dele ficou mais em notoriedade. Claro, mas ele já tinha 2 mandados de prisão contra ele. Claro, então ele já era procurado, só que ele era mais arrogante porque ele não tinha receio nenhum de ir a uma boate, você entendeu? Ele não tinha nada de problema de ir à boate, de sair à rua, de ir à festa, de comprar roupa.
Aí entra um detalhe muito, muito muito delicado, porque a gente não sabe como é que essas pessoas— a gente tá falando do noroeste do Paraná, né? A gente não sabe como essas pessoas circulam ali nessa região, né? E tem esses municípios muito próximos, tem essa facilidade e tudo mais. E a gente não sabe como que são os— eu não faço ideia como que— como se tem barreira, se eles averigam placa, se tem radar, como é que faz isso? Porque aqui, por exemplo, aqui em São Paulo a gente sabe que de tempos em tempos tem as barreiras em São Paulo, as blitzes, onde eles fazem, eles encontram pessoas que estão foragidas, pessoas que deveriam estar cumprindo uma ordem. E hoje em São Paulo tem esse Smart Sampa, que é um bom comercial.
Higienópolis inteira, eles trocaram todos os postes. Agora é uma coisa assim, se um carro roubado passar por Higienópolis, A polícia consegue fazer o desenho de todo com o radar e com rosto ainda.
São Paulo tá toda assim, você vê, as pessoas veem esses postinhos com aquela bola pendurada, é isso aí que tá acontecendo. Mas aquilo, aquilo a gente achava que era uma coisa para verificar o trânsito, não é não, não é não.
Eu acho bicicleta em São Paulo, só uma adenda, bicicleta em São Paulo tá tendo tanto roubo de celular, isso aqui de eu emplacar a bicicleta. Ah, mas, Beto, eles vão fingir a placa. Ok, mas esse radar vai te mostrar por onde essa bicicleta está passando e para onde ela está indo, mesmo com a placa falsa. Então, eu vou chegar até o ponto onde esse desgraçadinho largou a bicicleta. Você vai chegando mais perto do cara?
Você vai chegando, óbvio.
Entendeu? Eu esqueci de você.
E sempre tem alguém que vê. Não, eu acho que é isso, eu acho que a gente vai começar, até pelo número de pessoas que habitam hoje uma grande cidade, a gente vai ter que ter monitoramento em tudo.
Eu, por mim, pode ter monitoramento na minha casa. Se assim você me garantir que não vai entrar bandido, tá lindo, não tô nem aí.
Se quiser botar a câmera na frente também, quem foge do monitoramento é quem deve. Quem não deve, tá tudo ok, entendeu?
Bom, mas enfim, mas nesse caso a gente não sabe exatamente isso. Ele transitou, ó, foi em abril. E de novo, se a família dessas duas moças, dessas primas, não tivesse tivesse empenhado em transformar elas numa busca, pelo menos estadual no Paraná, ele estaria mais tranquilo ainda. Porque ele sabe para onde levar o corpo, ele sabe como fazer, ele sabe, ele sabe quem, ele sabe receber o roubo, ele sabe passar adiante.
Já já visto que ele levou a caminhonete lá para o Paraguai, ele já voltou com outro carro, ele tem todos os conhecimentos e continua roubando, porque afinal de contas a reviravolta tá de volta disso, foi agora em agosto.
Tu viu que ele gosta de roubar fazendas, né?
Gosta de roubar fazenda, joias das pessoas, ele é tipo cangaceiro.
E aí ele apareceu, você viu? Tem uns vídeos de ele. Ó, gente, por favor curta que é super importante. Pode curtir também gravado ou não, ao vivo, mas ao vivo agora, quem tiver ao vivo, chegando em 3 mil likes a gente vai sortear 5 assinaturas de membro aqui com maior felicidade. No caso, que eu falei, que eu parei.
Não, que ele sabia, ele tem o conhecimento da receptação.
Você viu o vídeo dele roubando? É todo assim, é ele e uns outros caras, eles todos de preto, acho que só aparece o olho, e um até tá de chapéu, ou ele pegou o chapéu do cara da fazenda e pôs. E eles roubaram um monte de coisa ali numa cidade próxima, que começou uma operação em algo porque estavam fazendas sendo roubadas. Eram tudo ele. Ele não parou, não. Aquelas pessoas falam se ele estava em fuga. Não, ele estava apenas vivendo como ele vive.
Não, não, dando uma baixada da bola das meninas, que mais 6 meses para de falar.
Exatamente.
Ele tava vendo como ele vive todo dia.
Ele era um trabalhador do crime. Ele tava lá operando, ele tava com os pontos ativos de receptação, ele tava com contato com essa Jéssica, que é a namorada. Ele tava na casa dela, tava na casa dela, tava levando as coisas para lá. Essa casa dela, tava distribuindo, tava operando.
Carlos, é que acontece que a gente começa uma operação de paralelas para prender essas quadrilhas de fazendas, de fazenda, que é um problema. Ele é corpulento, me falaram para parar de falar gordinho, tá bom, mas como ele era corpulento, era mais fácil identificar e parecia muito com ele.
Como é que a pessoa fala para você parar de falar? Por onde que você tá vendo isso?
Pensamento, eles nos apontam. Eu tenho pensamento.
O que que é isso?
Mas o que acontece é o seguinte, tem o, o, o, o que acontece quando ele é preso, a polícia também estava monitorando ele, tentando chegar nele por causa das meninas, mas ele é preso e principalmente também em função desses roubos nas cidades próximas.
Sim, ele vai, ele, eles vão atrás, 2, 3 operações simultâneas.
Imaginam as meninas, aquele Cleiton, porque, ó, olha que ele parece com esse cara.
Isso, olha o vídeo, ó, o vídeo dele na boate, olha, olha ele corpulento. A fazenda que foi assaltada já falou de 2, 3 tipos sendo um, como eles descreveram, tava encapuzados, mas eram dessa estatura, tá, tá, tá, tá, tá, tá. Então a polícia vai cruzando, vai cruzando, vai cruzando, vai cruzando até dar, prende, eu acho que também a ex-namorada dele, uma coisa assim.
Aí chegam nessa casa, chegam nessa casa já sabendo que é o Cleiton que estavam procurando com relação às meninas, que se chamava Davi no começo.
Isso, ele tá lá nessa casa, entendeu? Eles fazem o cerco e aí tem o confronto. E é muito interessante, afinal de contas ele falou para, como é que ele fala, para cadeia eu não volto mais.
Tá ele, o Magrão, Então essa menina que é, eu venho, o depoimento dela, ela não fala que é namorada, colocaram ela como namorada, falou que é amiga, mas tudo bem. Aí ela até fala, eu ajudei um amigo meu, ela disse que ela não é receptadora nada, que ela só deixou ele dormir na casa dela e que ele que levou as coisas, mas ela não era, não participava. Aí é uma coisa, a polícia tem que aguardar.
Então aí também volta essa história, né? Então peraí, tudo que tá chegando na tua casa veio da onde?
Não, se você tem um amigo normal que chega na tua casa, você descobre que ele é bandido, uma coisa. Agora, vai, sabe, vai, jura mesmo que as pessoas não sabem? Jura mesmo que as pessoas que convivem com esse homem não sabem que ele é bandido?
Então, você convive comigo, você não sabe que eu sou bandido?
Eu sei. Então, bandidão, isso daqui é amor marginal.
Eles chegam, eles estão também investigando roubo de veículo.
Ah, ele roubava carro e roubava fazendas, ele roubava.
E teve inclusive a grande, o final ali, o vestígio final foi um roubo de veículos ocorrido em São João do Ivaí. E aí todos esses roubos que eles vão fazer, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Rodoviária Federal odeia, né, ajudou a inteligência da Polícia Civil a chegar até a Mandaguari, que era essa casa onde ele estava com a Jéssica.
Por isso, quando você vê a prisão, a polícia chega... Primeiro, o Tigre, ele é tipo um BOPE, o Garra, não sei se... Ele é militar, então ele tem que ser mais rota. Acho que o Tigre é... Eu cheguei a gravar com ele.
Eu acho que o Tigre é militar.
É porque eu vi coronel, Tipo Tigre do Paraná. Eu acho que eu gravei com eles, como é que eu não lembro? Às vezes me dá um branco.
Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial da Polícia Civil do Paraná.
Ele é o Tigre Civil, né? Então tá. Então o Tigre é mais parecido com Garras nosso aqui, com o GOI, que é o Grupo de Operações Especiais e tal. No Rio eu não lembro qual que tem. No Rio tem o CORE, se eu não me engano, que são os grupos de repressão ao crime pós o crime cometido. Que a Polícia Militar tem como exercício impedir o crime, isso, ou chegar no ato do crime. E a polícia tem, a polícia investigativa, Polícia Civil, ela investiga e prende.
Então tá isso, Tigre, ele tá aí. Por isso você tem o Tigre, você tem a Polícia Rodoviária Federal, PRF, e a Polícia Civil. Você tem os três porque foram coisas coordenadas em função Dessa, dessas operações em paralelo para prender uma quadrilha que estava roubando fazendas e carros.
E aí o pessoal ainda acha que a polícia rodoviária federal tá lá só para ver carro que furou pneu.
Você entende que não estavam fugindo nada? Nada, nada. Ele ficou foragido, ele saiu da cidade que ele tava ali para parar em Mas ele não parou de trabalhar no trabalho horroroso que ele faz. Ele não parou. Não é que a gente ainda não tem, mas aposto que ele continua indo no forró, no funk, não sei lá, na boate, na discoteca, foi dançar amadora, alguma coisa.
Porque olha, olha, ô Beto, ele, ele chegou a percorrer nesse tempo aí 27 cidades.
Olha, não é uma pessoa que tá muito com medo de se esconder, atuando, né, atuando na oportunidade.
Chefão, chefão, chefão.
A polícia chega no dia 21 de agosto, não é isso?
Boa, na manhã do dia 21 de agosto, exatamente, em Mandaguari, 4 meses depois. 4 meses depois. E aí, quando eles, quando ele percebeu a aproximação dos policiais, aí Fall never arrives all at once.
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Wayfair, every style, every home. E foi então deve ter sido uma cena incrível porque ele tenta fugir, ele pula no muro, sobe em cima de telhado com aquele corpanzinho todo. O que que é adrenalina, né, filho? E aí vai, e aí ele entra numa residência e faz os moradores de refém. O cara tá para—
eu vi a entrevista do homem que foi feito de refém, é muito interessante, que ele acorda às 5 horas e aí ele começou, um cara bater, falou: o que você quer? Ele falou: quero entrar. Ele abriu.
Gente, mas é 8 horas da manhã, mas nem a pau, já veio.
Bom, 5 horas da manhã, eu hoje tava indo para minha 5:30, você me encontraria na rua. Aí o que acontece, ele tava, você viu como é que ele faz de refém? É com garfo de, sabe aqueles garfos de churrasco?
De churrasco, é.
Tudo bem, aquilo mata.
Porra, mas não mata a lege.
É um bandido sem arma.
Não, ele foi pego na surpresa, ele correu, saiu correndo.
Bandido nunca está na surpresa. Bandido dorme armado, bicho.
Bom, isso é verdade.
Bandido, todo bandido, todo bandido sabe que pode ser seu último segundo.
Eles vão fazer cocô de arma na mão, eles põem a arma junto, eles põem a arma ali, né? Geralmente é ali que eles põem. Mas pelo jeito pegou o cara, eles fazem, eles, bom, pegou o cara desprevenido, ele pulou o muro, subiu no telhado, pegou o garfo de faca, primeira coisa, o garfo do churrasco, e pegou o outro até que Nesse confronto, ele levou um tiro com garfo no pescoço, ele morre.
É em condição encontrada a arma, ainda nem hoje o que acontece.
Aí o Magrão, então assim, ele não contou, ele não teve oportunidade de falar da cena do crime, das circunstâncias criminais com as duas primas.
Por isso que quem contou tem muita informação. Ou um bom roteirista para se tirar da situação e colocar o outro. Então, porque aí o que não tô dizendo seja isso. Aí o Magrão vai ser preso junto com essa namorada, que é a dona da casa onde ele estava, a Jéssica. Tem uma ex-namorada também. Aí muitos falam de tribunal do crime, porque se a menina, se a menina tava namorando o Cleiton, às vezes tem ex-namorada que manda matar. Mas a polícia descartou totalmente isso daí, não tem nada de tribunal do crime, nada Aí o Magrão entrega, o Magrão fala assim, olha, meio que assim uma delação, primeiro não sei se aconteceu, que ele tem 2 mandados de prisão, ele tem 2 também.
Ele fala, eu vou te contar a história do crime das meninas e eu vou te levar até onde os corpos foram enterrados.
Deve ter sido negociado alguma coisa, não sei, alguma coisa assim.
Aí ele vai e ele chega e tem 2 ossadas, claro que elas têm que ser confirmadas. Segundo a mãe, parece que as duas já foram confirmadas, porque uma foi confirmada.
Eu vi até o número, o número do processo de perícia.
Foram confirmadas, uma foi por arcada dentária e ela tinha uma coisa muito característica no osso dela quebrado. Aí eu ainda, mas já saiu que realmente uma tinha tiro na cabeça?
Tinha uma, uma tem tiro na cabeça. É assim, ele chega a uma conclusão que foi por morte violenta.
Então, tudo bem, mas se foi tiro na cabeça, foi a curtíssima, porque do jeito que é falado, tem que ser curtíssima distância. As armas encontradas estão em perícia para ver se... Mas não tem o projeto, então não vai adiantar nada, não vai saber se... Porque agora é só osso que tem ali, não tem mais nada que possa ser...
Os exames concluíram que... O material pericial número 189/2026 correspondia à Letícia e o número 190/2026 correspondia à Estela, por conta de registros odontológicos e arcadas dentárias.
Então ela, que ela usava aparelho.
Isso. Portanto, não é apenas uma suspeita, né? Os restos mortais já estão oficialmente identificados como os das duas moças.
E aí o Magrão diz que ele só participou, Magrão ou Michael, Michel, só participou da ocultação. Óbvio, todo mundo topa uma ocultação, óbvio, que é uma pena muito ridícula.
E mesmo naquela situação, eu devia um favor, ele não, ele me contou no caminho, ou seja, não tinha muito como fugir daquilo, porque senão eu ia também entrar na dança. É praticamente isso que ele está dizendo.
Bate, ele conheceu as duas meninas. Então é tudo, a polícia vai ter que entender e descobrir. O problema, esse ponto é o seguinte: ele está preso hoje, mas não é por conta da ocultação de cadáver, é por conta do mandado de prisão que ele já tem. Justamente porque ocultação de cadáver não põe ninguém em cadeia preventiva, nada. A pena é muito baixa, não vai ter, não vai rolar. E agora tá com essa situação, que é: se provado ficar que é o o Cleiton sozinho, a história se fechou nela mesma, né, porque ele foi morto.
Se tiver tido mais gente, mais gente uma hora aparece. E se toda a história real for isso daí, só o Michel ou Magrão, ele vai responder por ocultação de cadáver.
Olha, de um levantamento aqui que eu fiz, o que foi comprovado Tá? Foi a saída de Cianorte delas, a chegada a Jussara foi comprovado, a postagem da Estela ainda em Jussara dizendo que ia para noite, pá pá pá, a saída de Jussara, a última postagem da Estela lá antes de entrar na boate, a entrada na boate, tudo tá comprovado. A discussão é uma versão da investigação, tá? O último registro da Estela tá comprovado, o deslocamento após a boate não foi reconstruído publicamente, tá?
Porque em princípio nenhuma grama sabe.
Não, os homicídios é uma janela estimada pela polícia, né? O transporte dos corpos também é uma versão da investigação, e o enterro e ocultação é uma versão policial apoiada pela localização dos corpos. E a versão do Magrão, que é a peça fundamental nessa história, desse relato todo que nós temos, que nós não sabemos se ele estava junto o tempo todo, inclusive participou desse corre de lavar carro, de buscar pá e tudo mais, ou se, de fato, ele estava na casa dele e o Cleiton foi o dog dog, foi lá buscar ele e chamou ele e tudo mais, Mas isso é uma lacuna, né, que vai—
se você parar para olhar, vamos dizer que o Magrão esteja falando a verdade, que ele só participou da ocultação de cadáver. É natural que eles ficaram 2 horas enterrando um dos corpos, que o outro conte. Ele pergunte: mas que merda você fez? Por que que você fez isso? Ele conta: ah, ela pediu 100, veio 50 a mais, eu não vou pagar. Mulher, não precisa olhar para mim, quem não me quer. E ela topou, eu topou o cara errado, me pôs contra a parede, falou que eu não era macho.
Então eu peguei, dei um tiro, a outra não tinha mais o que fazer, a outra correu, já viu, tive que matar. Pena, perdemos duas gostosinhas. Eu consigo ver a cena.
Sim, porque afinal de contas você tem um período muito grande que é o deslocamento deles até onde é tal coisa e fazer a cova.
É uma coisa suficiente para você questionar. Por isso ele guardou o fato.
Agora, com certeza eles não estão discutindo o jogo do Chapecó, eles estão discutindo é o crime, é claro.
Até porque o jogo do Chapecó é Santa Catarina, né?
Sei lá, o Moarama, o Coritiba, eles não estão discutindo o jogo, eles estão lá cavando e discutindo o que foi feito, o que fazer e o que fazer.
Não, mas ninguém vai dar nada, essas meninas não eram ninguém, ninguém vai... Vamos ficar na moita que ninguém sabe nada.
Fica tranquilo, ninguém sabe nada, elas...
Essas daí merecem mesmo. É isso. É o tipo...
É isso.
E ainda destituir das duas a nobreza de ser humano.
Então, e isso que você falou me veio um insight agora muito interessante. Quando as pessoas começam a destituir as pessoas como ser humano, elas estão se igualando à narrativa de bandido.
Mas no caso eles são.
Sim, eles são, mas a gente tem que tomar cuidado porque não é, e começa a desqualificar a vítima. Porque quando a gente começa a desqualificar a vítima, a gente se iguala a bandido assassino.
Então você substitui contra o poder de ser humano, você se iguala ao bandido. É uma frase às vezes muitas vezes boba, comum, ingênua, muitas vezes a gente volta lá para o começo da conversa, quando você tem pessoas que olham para uma pessoa em situação de rua ou morador de rua ou mendigo, que seja, é como nada, como nada, exatamente.
Então você reproduz uma fala de bandido ali no almoço da tua casa com seus filhos, querendo muitas vezes até criar uma, uma fala pedagógica, educativa, você reproduz a fala do bandido, que é desqualificar o outro.
Bom, acho que esse é o caso, que a gente arredonda. Ficou boa a dinâmica hoje aqui, gostei.
Deu aí, o pessoal curtiu? Não deu?
Já deu 3 mil curtidos, já deu ali. Quer mandar beijo para quem, coração?
Eu quero mandar um beijo para o pessoal lá que me entrevistou ontem, que foi o Bruno Silva, que fizemos uma entrevista para o NC News sobre a soltura do Francisco de Assis, vulgo Maníaco do Parque, que tá, que de vez em quando eles estão agora levantando qual, qual as medidas cabíveis, né, de avaliação psicológica, de avaliação psiquiátrica do Francisco para uma soltura em 2028. Então a gente falou um pouco disso. Um beijo aí para turma, que vocês tenham muito sucesso aí nesse canal de vocês.
Acho que agora vão ter depois dessa entrevista que eu dei. E um beijo para, principalmente para minha, hoje eu vou que vou mandar um beijo para essa turminha maravilhosa que fica aqui dentro no aquário, os meus peixinhos. Que eles, sem eles nós não seríamos nada. Aquela menina Mayara, que já vai me trazer um cafezinho, né, Mayara? Isso. Esse menino aqui, o doce, o doce menino Saulo, que tá agora usando um topete muito charmoso.
E aqui no canto, que vocês não estão vendo, escondidos, o meu grande querido amigo Aruaí. Sem ele eu não estaria aqui, nada seria possível. Um beijo para vocês, tá? Tô trazendo o Dari aqui é porque você sabe que ele que aproximou a gente, né?
É verdade, é verdade. A gente já se conhecia, mas a amizade vem quando eu conheço o Aru. É exatamente em 2004, 2005. E eu encontrei, você mais antigo.
E não, eu encontrei com ele em 2012 em Buenos Aires.
Demorou tanto tempo assim?
Demorou, mas a gente se via, né? A gente se encontrava, a gente se encontrava, mas a gente não se frequentava.
Não, mas eu acho que sim.
A Uaru que fez o jogo de campo. Então um beijo para vocês, que eu nunca mandei beijo para eles. E vamos que vamos!
Meu beijo é para o Alan. Aí é o Alan Caribeira, nosso amor, cara. Caribeira lá, nosso produtor que fica em Salvador. Aniversário dele ontem, um super beijo para o Alan.
É meio Lombardi, né? A gente ouve a voz dele, mas nunca viu.
Eu nunca vi o Alan.
Você nunca viu também? Também. O Alan, eu fui a Salvador para encontrar com ele, ele me deu uma desculpa esfarrapada, fugiu e não quis aparecer. Ele é meio lombarde, a gente ouve a voz dele.
Converso com o Alan todo dia, toda hora, mas ele não aparece, danado. Então vamos aqui, um beijo para Denilson. A gente ama você, Alan. Denizinha, boa tarde, meus divos, beijos sonoros da Denise de Porto Alegre. Tá em Porto Alegre. Kari Tamara tá nos Estados Unidos e fala que bom estar aqui com vocês hoje, estava com saudades. Mais um caso Desde que fica mais leve com a companhia de vocês. Obrigado, um beijo grande. Camilão Bara da Cruz.
Camilão?
Camila Bara da Cruz. Obrigado pelas assinaturas, beijos. Bruno Martins: Tenho 18 anos, trabalho e estudo bastante. Estou passando por uma depressão funcional, mas comecei a fazer terapia. Obrigado por serem minha companhia no trabalho. O que é uma depressão funcional?
Eu não sei o que ele está se referindo, mas acho que é uma falta de volição, de atitude, de... De necessidade de atuar.
Também é uma coisa assim, trabalho e estudo bastante. Ele tem 18 anos. É claro que com energia, a gente tem muita energia, mas também o nível de cobrança, o nível de distância hoje em São Paulo. Vamos supor, não sei se ele mora, vamos dizer, na Vila Mariana, trabalha no Morumbi e estuda em Santana.
Não, é fazer o que eu fazia Hoje eu morava no Campo Belo e estudei durante 5 anos na PUC de Perdizes, sendo que eu não podia ir todo dia de carro porque não tinha gasolina para ir. Então eu optava em alguns dias de carro que eu tinha mais aula e eu ia de ônibus. Então assim, eu fico imaginando isso hoje, realmente eu não faria, eu não conseguiria fazer também não.
Melissa 2B adora a live de vocês, super beijos. Poxa, o anterior, por favor. Era o que a Maiara tá aqui, ela não tá mandando mensagem. Puxa a mensagem anterior da Melissa. Jéssica Pereira, boa tarde a todos. Enviei email sobre uma pauta, nos ajude. Casa Marta Kellys de Volta Redonda. Não conheço. Marisco buscar resposta, deixou 3 filhos pequenos. Eu não conheço, Jéssica Pereira. Marta Kellys de Volta Redonda. Vou ver aqui, pera aí.
O que acontece, deixa eu explicar uma coisa vocês. Eu não faço, gente, casos que não sejam já— eu não investigo, eu não abro inquérito, eu não sou Ministério Público. E muitas pessoas tendem sempre a trazer— já sei que ela teve complicações de procedimentos cirúrgicos. Isso daqui precisa ser como já no caso Benício, no início, com inquérito instaurado, com delegado fazendo investigação e já olhando como homicídio, no mínimo culposo ou doloso.
Porque hoje em dia eu não posso pegar o caso desse daqui e eu ir investigar no hospital. Eu não faço isso, eu não tenho credenciais para isso.
A gente não tem credencial para isso.
Eu não tenho credencial. Então assim, É uma questão só de vocês terem o inquérito, e de preferência ainda mais a denúncia, tá, Jéssica? Agradeço. Eu já tinha visto, já me mandaram tal, mas acho que a primeira vez chegou, eu falei, mas já tem inquérito finalizado? Porque eu não posso pegar e falar de uma pessoa que morreu na desconfiança de que um médico matou e depois nem o inquérito indicia. Aí eu destruo a vida do médico. Boa, é uma responsabilidade que a gente tem que ter em todo sentido, né?
Desejo do fundo do meu coração, maior abraço para a família dessa moça. Mas vamos torcer aqui para, se tiver inquérito, aquilo daí vocês podem mandar. Quero fechado, inquérito que o delegado tope com o menino Benício. Me deu entrevista, entrevistei o advogado da médica, entrevistei os pais do Benício, entrevistei o advogado da família. Eu tenho umas 8 aqui. Então, beijo. Bruno Martins, tenho 18 anos. Bruno, um beijo para você. Fique na sua terapia, não deixe disso. Continue.
Se o teu terapeuta te indicar um processo, um acompanhamento medicamentoso, não tenha preconceito, use. Os medicamentos estão aí para isso, eles são fundamentais para desalavancar o indivíduo de um processo de depressão, as neurociências evoluíram para chegar nessas moléculas que são fundamentais. Não há problema nenhum. O problema é você continuar com essa depressão funcional.
E tem hoje em dia, a gente, essas mídias sociais, essas coisas assim. A gente falou no começo dos celulares. Você vai muito em casa, você vê que a gente não fica com o celular na mão.
Não, mas não é para ficar.
Eu tô te falando assim, festa com 30 pessoas, não é para ficar. Ninguém fica, no máximo tira uma joga videogame, sei lá.
A gente faz aquele registro gostoso da gente, como se fosse uma máquina fotográfica das nossas épocas.
E acabou, gente.
Mas também não tem como, porque ali toca música, tem papo bom, tem bebida, se dança, se bebe, se come. São, é um grupo enorme de pessoas que às vezes não dá nem conta da gente falar com todo mundo. Depois reclamam que a gente não fala com ninguém. Não é por mal, gente, é porque é muita gente. A gente vai ali. Então quer dizer que, para que que vai ficar com celular?
Eu não sei o que que me perguntou assim, nossa, mas as fases, os encontros na sua casa, na minha casa do Aru, vão longe, né? Eu falo, por quê? Eu falei, porque as pessoas conversam, porque não fica ninguém no celular. E não é porque eu pus ordem, é porque ninguém fica. Mas eu tenho uma relação de amigos, eu fico pensando o seguinte, hoje as mídias sociais sociais diminuíram demais a sociabilidade das pessoas, estão fazendo pessoas mais deprimidas.
Porque você não conversa, você vai conversar curtindo uma foto de um amigo que você não encontra, comentando uma foto que você não tem resposta.
Por isso que as pessoas estão falando que a bateria social delas, que também é outra frase que me irrita, a minha bateria social de uma hora, sim, mas chupa mesmo. Se você ficar numa festa durante 3 horas conversando com grupos diferentes, assuntos diferentes, não vai vai jogar tanta energia do que você ficar meia hora em rede social vendo o outro.
E as pessoas falam isso falando no vídeo. Eu falo, mas ao invés de você gastar então esses 15 minutos falando vídeo, conversa com alguém. E é, eu tenho bateria social baixa para eventos, eu nem vou assim, não vou, não vou, não quero mais Bienal, não quero mais nada. Não, não quero evento, eu não quero evento.
Um monte de gente que foi Aliás, eu vou falar parabéns para todos os envolvidos que estavam lá. Foi maravilhoso. Tive pacientes que estavam lá nas mesas de discussão. Eu ouvi muitas pessoas, gostei muito de ouvir isso, porque muitas pessoas, principalmente estudantes, sabe, que tem um dinheirinho mais curto, foram e fizeram ótimas aquisições com valores que eles não conseguiriam comprar em livraria. Exatamente. Então Isso é maravilhoso.
Mas o jovem, o estudante, ele tá com as forças nas pernas, então ele consegue ir lá, entrar, passear, tudo mais. A gente que já é mais decano, a gente já não aguenta tanto, porque realmente é muita gente, não dá esse tipo de evento.
Eu não vou, assim, mas eu gosto muito de encontrar os amigos, família, isso aqui, ficar. E adoro encontrar as pessoas pela rua e tudo mais. Mas é isso, então beijo Um beijo, novamente, para o Bruno Martins, 18 anos. Que bom que você já tem essa consciência, mas também pega leve com você mesmo, pegue leve com você.
É, você só tá começando, hein, filho? 18 anos aí, pega bem leve, não engatou nem.
Se eu pudesse falar comigo com os meus 18, 19 anos, eu diria para mim mesmo: calma, calma. Todo mundo acha que eu ando a 700 por hora, vocês não me conheceram com 20 anos, eu dava 3.000 por hora. Eu já que eu não podia perder um segundo da vida, uma segunda oportunidade, um segundo. Você pode perder sim. Eu não podia perder nada, era exaustivo, era exaustivo.
E às vezes eu saía de casa para fazer uns programas de índio, de, perdão, não falei isso, uns programas errados da época que a gente fala. Eu fazia, hoje eu vejo, saía de casa, às vezes tava sem carro, pegava o ônibus para ir lá para o antiga para ver uns teatros, umas coisas.
Mas que bom, você tem coisa para contar.
Tenho isso, eu tenho. Que nem por isso que eu tô falando, essas jovens desse caso, tudo bem, eu não andava com bandido e nem andava com ninguém armado, que eu tenho pavor a isso. Mas que a gente fazia essas estrepolias de para cá e para lá, né?
Opa, sempre um beijo para Kelly Silva, um beijo para você, obrigado. Obrigado, né, que é o Ana Pereira Galega. Beto, querido, Doutor Carlos, meus ídolos. Obrigado, minha querida. Dia 5 teve um feminicídio perto de casa, mas ela tá no Japão. A confeitaria aqui perto foi incendiada com gasolina por um homem de 70 anos. Ele a esfaqueou, queria um relacionamento com ela, e os dois funcionários morreram. Esse terror tá no mundo todo.
Um beijo, Aline Lima, seus maravilhosos. Minha rotina da tarde, amo os vídeos. Obrigado. Ela tá lá em Fortaleza, linda Fortaleza. Que frio foi esse São Paulo! Fui para Bienal passado, semana passada. Não, você não sabe, Aline, esse frio tá para gente um saco. E essa chuva que não para. Olha, mas hoje tá sol, tá uma claridade aqui.
São dias estranhos. Não, é que assim, gente, é primeiro para vocês que estão vindo para São Paulo, deixa eu só explicar uma coisa assim. Primavera em São Paulo é uma estação fria, número Segundo, chegou uma onda de frio atrasada que não fez em julho, resolveu fazer no final de agosto para setembro.
Uma coisa com esse terror horroroso, é o quê, umas 3, 4 semanas, né?
Por aí. Então quer dizer, veio um inverno atrasado, né, com chuva, com rio cheio de água, cheio de plástico. Rio de plástico, não, eu vi uma coisa uma coisa que eu fiquei impressionado, Beto. Só o pessoal aqui de Salto diz que quando chove, o rio levanta uma coisa que tá lá embaixo no leito, é uma fuligem preta. E tem umas imagens do rio correndo para região de Salto ali, de Tuque, a primeira queda do rio, parece petróleo, que é a fuligem que levanta Nossa, é uma coisa!
E a Nayara Pereira: Doutor Carlos e Beto, gostamos muito de vocês. Muito obrigado, minha querida. Somos as meninas de Ribeirão Preto que mandaram o vinho para vocês através da Doutora Rosângela. Pegou teu vinho ali?
Não, não peguei o meu. Tá aí. Opa! Ô meninas, muito obrigado! Agora com esse friozinho já é.
Você acha que eu ligo para temperatura externa? Meu amor, eu tomo vinho tinto 45 graus no Rio de Janeiro, tô nem aí. É só pôr um pouquinho no gelo, tá bom. Um beijo, Nara, muito obrigado pelo vinho. Beijo, muito obrigado mesmo, Rosângela, deu de todo o coração. Um beijo grande para vocês. Agora eu só tenho sorteio, esqueci do sorteio. Vamos sortear as membros. Deixa eu pegar aqui. Aliás, enquanto eu vejo aqui dos membros, é para vocês saberem, na semana que vem, nesta quinta, tem live com a Rosângela.
Na semana que vem eu vou participar de um evento do YouTube que vou ficar 3 dias fechado com todo mundo lá. Então as lives serão na segunda e na terça, tá? Na semana que vem, aqui, assinatura 5, aqui, sortear. E aí na outra semana vai ser meu aniversário e eu vou me dar de presente uma semana no Rio de Janeiro. Um beijo grande para vocês, para quem ficou até aqui agora, o final. Um beijo para você, um beijo, Saulo, um beijo, Maiara, um beijo, meu amigo querido Carlos aqui, o beijo do Carlos aqui, um beijo.
Até amanhã, tem comentário, tem live na quinta, tem vídeo, tem vídeo todo dia, toda hora. Até daqui a pouco, um beijo.
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