Episódios de CRIME e MISTÉRIO c/ Beto Ribeiro

ELA SEQUESTROU BEBÊ PARA VIRAR MÃE E SE TORNOU CELEBRIDADE NA NETFLIX - MEU PRÓPRIO FILHO

21 de setembro de 202658min
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Confiar o comentado / dica de documentário sobre o caso de Eleonor Alejandra Marín Mendoza (frequentemente grafado como Mendonça) refere-se a um caso criminal ocorrido no México em 2009, que voltou a ganhar grande repercussão internacional após ser retratado no documentário Un hijo propio (Um Filho Próprio), da Netflix. Eleonor Alejandra simulou uma gestação durante meses para sua família, parceiro e pessoas próximas, motivada por pressões pessoais e sociais relacionadas à maternidade. A subtração do bebê (17 de junho de 2009): No dia previsto para o suposto nascimento, ela foi até o Hospital Geral do México, onde tinha acesso às dependências. Na área de ginecologia e obstetrícia, subtraiu uma recém-nascida, retirando-a do hospital dentro de uma bolsa. E, agora, ela se torna uma celebridade com documentário próprio e festa de gala na Netflix. PLAYLIST DAS FALSAS GRÁVIDAS:https://www.youtube.com/playlist?list=PLDLjinFXUf8M#crime #netflix #mãe #podcast

Participantes neste episódio1
B

Beto Ribeiro

HostJornalista
Assuntos6
  • O caso de Eleonor Alejandra Marín Mendoza e o sequestro de bebêsimulação de gravidez·roubo de recém-nascida em hospital·Eleonor como celebridade da Netflix
  • A romantização do crime em documentários de true crime da Netflixpropósito de documentários de true crime·humanização de criminosos·Netflix e celebridades criminosas
  • A manipulação da narrativa no documentário 'Meu Próprio Filho'romantização da sequestradora·questionamento da vítima·ficção misturada com documentário
  • A versão de Eleonor sobre o sequestro e a realidade dos fatosMaíra como doadora do bebê·Eleonor como assistente social·Maíra nunca esteve no hospital antes do parto
  • A pressão social pela maternidade e suas consequênciasfamília conservadora e religiosa·desejo de ser vista e amada·livre-arbítrio e expectativas sociais
  • A farsa da gravidez de Eleonor e a manipulação do maridocasamento por gravidez falsa·abortos espontâneos questionáveis·enganação sobre a licença-maternidade
Transcrição12 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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BRBeto Ribeiro

At participating Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Por favor, não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho, marque nas suas mídias sociais, marque a todos nas mídias sociais. Se puder, seja membro, se não puder, tá tudo certo. Deixa eu vir comigo até o final dessa história que eu acho um absurdo. Eu acho absurdo, sabe? Agora eu não tô entendendo, gente. Vamos lá, como eu falei quando eu fiz o comentário sobre o documentário que a Susanne von Richthofen fez para Netflix, ou a Netflix fez para Susanne von Richthofen, e ainda não foi ao ar, mas eu consegui assistir.

Toda parte de true crime, principalmente documentários assim, quando são na primeira pessoa do assassino, da assassina, do bandido, da bandida, tem que ter um propósito. Qual é o propósito desse documentário ter sido feito? É para ser um especial de fim de ano É para enaltecer o crime? É para tentar humanizar a pessoa que matou, a pessoa que sequestrou, a pessoa que roubou? É querer dar a voz pela primeira vez para uma pessoa que se diz inocente contar a sua versão?

Por quê? Afinal de contas, o que faz a gente assistir a um documentário quando você faz um documentário de true crime na primeira pessoa do bandido, do criminoso. Qual é a motivação? Por que que um streaming, uma TV, uma produtora desenvolve um projeto como esse, coloca no ar? Para quê? Para que que eu tô vendo uma coisa? Por que que eu tô falando tudo isso? A Netflix estreou um documentário chamado Meu Próprio Filho. Você tem uma ideia?

Eu tô gravando agora 6 da manhã, porque eu assisti ontem à noite. Eu acordei e falei, não é possível, preciso falar. Esse Meu Próprio Filho é um documentário de uma mulher que se finge de grávida, rouba uma criança do hospital, ela é descoberta porque ela queria dizer que o bebê era dela. Isso a gente já viu em vários lugares, a gente já viu de maneiras diferentes. Eu tenho uma playlist aqui de falsas grávidas, inclusive na Netflix tem documentários sobre esse tipo de personagem e personalidade.

A gente tem no Brasil um grande icônico que é A Grávida de Canalhinha, uma mulher, a Rosalba, que vai atrás de uma amiga de infância, que descobre que tá grávida, ela se finge grávida também, ela mata a mulher, ela corta a barriga da mulher, ela tira a bebê, que essa ficou viva. As outras, na maioria que a gente fez, as crianças morreram também. Então você tem, existe já Um grande histórico de mulheres que se fingiram de grávidas para enganarem seus maridos e seus familiares e seus amigos no desejo, ela, e tem inúmeros porquês, no desejo de ser vista, no desejo de ser amada, no desejo de ser acolhida, no desejo de fazer parte de uma foto impregnada na gente desde criança de que isso é família perfeita.

O fato é que são mulheres sequestradoras, assassinas, perversas, manipuladoras, cruéis. E neste documentário aqui, que vai trazer uma mulher que fez quase tudo isso, ela apenas não matou, apenas não matou, ela é colocada numa outra prateleira. Eu fiquei muito incomodado como foi colocado um tapete vermelho, e não de sangue, mas de celebrização pra uma mulher que sequestra um bebê. E a vítima, no caso, que é a bebê e a mãe da bebê, são colocadas elas em circunstâncias muito possíveis de você questionar: quem é a má da história?

Quem roubou ou quem queria dar o bebê? Mas ela queria dar o bebê? Mas antes de mais nada, eu sou Beto Ribeiro e este é o especial Caso Comentado, né? Pera aí, é. E este é o especial Caso Comentado e também dica de documentário. Já trazendo de novo documentário, se chama Meu Primeiro Filho, Meu Próprio Filho, e é sobre uma mexicana que vai roubar um bebê, sequestrar um bebê. E só falando da parte técnica, o documentário é muito bem feito, tem uma parte muito interessante que ela mistura linguagem de ficção com documentário.

Eu achei uma boa ideia, mas uma ideia perigosa, porque ela romantiza o crime, ela romantiza o ato da personagem principal, da sequestradora. Ela coloca em xeque a mãe da criança sequestrada como se ela fosse uma quase vilã de tudo. E como você põe ficção, e muito bem dirigida e muito bem produzida, você pode se envolver com a personagem acreditando que ela está precisando da sua ajuda. Que é nela que você tem que se conectar e dela você tem que ter, por ela você tem que ter empatia.

E não é verdade. É absurdo como esse documentário, eu até falo para você assistir porque de novo a composição é boa e vale a pena você assistir olhando como eu tô te colocando agora. Olha como esse documentário manipula a gente como telespectador, assim como a personagem principal manipulou muitas pessoas. Ao longo de muitos anos, não são apenas os 9 meses mentirosos de gravidez dela. E como ela continua manipulando, e como ela continua, e continua, e vai conseguindo crescer no universo, e ela passa a ser uma celebridade, cara.

Não dá isso, sabe? A gente não pode celebrizar o crime. A Elis Matsunaga, muita gente fala assim, Beto, eu passo o pano rosa pra ela. Não pode. O fato de eu falar que o Marcos a construiu como assassina dele Não dá pra ela legitimidade da morte dele. E principalmente porque muitas vezes o crime fala muito mais do criminoso pós e não durante. E a Elize esquarteja o cara, mantém ele vivo com a família, quer destruir a imagem dele com o pai e mãe.

Então ela é uma criminosa. Você não pode tirar dela o sangue das mãos que ela ficou com o sangue do Marcos. Cara, a última coisa que ela decapitou foi a cabeça. E geralmente as pessoas começam pela cabeça pra você tirar a personalidade daquela pessoa com que você tem um punch e você está fazendo tudo aquilo. Ela deixa a cabeça do cara pro cara ficar vendo o que ela tá fazendo com ele. Vendo no sentido figurado, porque ele já tinha morrido.

Não podemos, gente, a gente não pode subverter, porque senão você vai construir uma sociedade de pessoas que fazem fazendo crimes para se tornarem célebres. Mas esse caso aqui, vamos começar pelo começo. Então, documentário vale ver, bem produzido, até para você perceber o quanto tudo ali está te fazendo crer que a bandida é boazinha. Sabe Ruth e Raquel? A Ruth é boazinha, Raquel é má. Que a bandidona é boazinha e a má é a mãe que teve sua filha sequestrada.

Isso é absurdo. É absurdo. É absurdo na Netflix. Você não pode— Olha, o documentário da Susanne von Stoffen Passeia por ali. O da Elize ainda o propósito é ela tentar conversar com a filha, a gente dá uma perdoada e a primeira vez que a gente vê ela falando sobre o crime dela ela não nega o que ela fez, pelo menos. Agora esse daqui é um absurdo, mas vamos lá. É uma mulher chamada Eleonor Alejandra Mar— eu não sei falar espanhol, né?

Marín Mendonça. Eleonor Mendonça, vamos chamar de Eleonor mesmo, vamos fechar os nomes porque é muito grande. Eleonor Mendonça. Essa mulher, ela é lá da Cidade do México, no país México, que a capital se chama Cidade do México. Ela vem de uma família muito religiosa, muito careta no sentido de muito conservadora. Ela vem daquela certeza daquela família bem latina, que o brasileiro também tem, de papai, mamãe, filhinho, filhinha, e todo mundo vai ser feliz.

Fazendo filhinhos porque assim a gente faz a fotografia perfeita. Sim, isso é muito colocado no documentário e até entendo, mas vamos lembrar que a gente tem o livre-arbítrio de mudarmos e de sermos o que quisermos ser. Mas essa Leonor vai casar muito cedo com um homem chamado Arturo. Vou chamar só de Arturo. Esse Arturo com quem ela casa, ela casa aos 17 anos, no ano de 2000, e ele devia ter uns 20. Ele parece É assim, uns 15, uns 38 anos a mais que ela, mas ele deve ter uns 10.

Então, se ela tinha 17, ele tinha 27. Ela muito jovem, ele já um homem de 27 anos. Eu até entendo certas colocações que se mostram, até para a gente se perceber o quanto que nós muitas vezes somos dragados pela sociedade como colocadora de modelos a seguirmos. Entendo perfeitamente. Como homem gay que sou, eu fui colocado com essa realidade na minha frente, mas eu a neguei. Eu falei, eu não vou casar com uma mulher, eu não vou ter, é mentira, eu não gosto disso, não quero, eu rompo com isso.

E neste caso aqui, essa moça, essa Eleonor, ela foi desde muito nova colocada pela família dela e depois pela família do noivo, namorado, marido, como sendo um exemplo de uma mulher, uma mulher que pare, é uma mulher que tem filhos, porque assim é Deus que quer, assim que Deus faz, assim tem que ser, porque o casamento é homem e mulher com filhinho e tudo mais. Ela foi moldada dentro dessa argila que coloca muito forte a presença do que é certo e do que é errado aos olhos de quem assim construiu a sociedade.

Entendo perfeitamente. Agora, o que ela vai fazer foi porque ela quis, né? Mas muito bem, então ela vai casar aos 17 anos dizendo estar grávida. Nesse documentário, por exemplo, não é questionado se ela realmente estava grávida, porque a Rosalba, a grávida das Canelinhas, diz que ela abortou algumas vezes, mas ela não tem nenhum exame que comprovasse que ela estava grávida alguma vez na vida, nem de aborto espontâneo pelo qual ela teria passado.

Agora não se fala mais aborto espontâneo, mas eu não lembro como é que se fala. Eu vou pedir desculpas, mas as pessoas estão mudando as formas de falar e a gente tá se perdendo um pouco buscando essas novas palavras. Eu ainda não lembro como é que fala. Peço perdão, vou tentar me atualizar e vou lembrar na próxima vez. Mas agora foi um aborto espontâneo que a Rosalba teria passado. Ela diz isso como uma forma— a Rosalba da Grávidas Canelinha, que vai ser uma imitação da Leonor— ela diz que ela coloca os seus abortos espontâneos como a forma de ter construído nela o desejo de ter uma criança, no custe que custar, que vai imitar a Eleonora.

A Eleonora então vai casar em 2000, aos 17 anos, dizendo estar grávida. A documentarista, que aí, desculpa, se você é uma documentarista, você tem que fazer isso, você tem que ter o contraponto, você tem que questionar. Jornalista, documentarista, pergunta, gente. Não fica ouvindo aqui e trazendo pra cá. Você não filtra e entrega. Se você não está a fim de dar uma entrevista e responder às perguntas que têm que ser respondidas, não dê uma entrevista.

E se você está a fim de fazer um documentário de uma mulher que sequestrou um bebê e está se colocando como uma anti-heroína, minha doutora documentarista, a senhora faça o seu trabalho. Por exemplo, ela disse que casou grávida aos 17 anos. Cadê o comprovante? Cadê o... Quem disse? Quem foi com ela ao médico? Essa é uma mulher, a Silene, é uma super manipuladora. Todas essas falsas grávidas são muito exímias na sua manipulação.

Elas conseguem enganar muita gente durante muito tempo, mas não o tempo todo. E aqui no caso dela, ela já nasce dizendo que casou grávida. Eu perguntaria: alguém foi com ela ao médico? Perguntaria para mãe dela: você viu o exame? Eu perguntaria para o marido dela: você viu o exame? Você foi com ela? Você constatou que de fato Essa mulher estava grávida porque ela vai trabalhar em hospital, gente. E ela vai fazer um monte de coisa porque trabalha no hospital, pra ela facilitar ainda mais esse tipo de crime que ela vai construir e conceber.

Que ela vai parir, de fato. Então, seguindo o documentário que já está como ficção, a menina muito boa atriz que faz a bandidona é ótima, o cara que faz o marido, todos os atores são muito bons. Se fosse um filme de ficção, só Sem se basear no fato, seria muito bom, porque todo elenco a gente entrega realmente todas as dores e sabores das personagens. Mas temos que lembrar que é real, e temos que lembrar que esse documentário é contado na primeira pessoa da bandida, da sequestradora.

Você não vai ter bandido, você não vai ter assassino sem dourar todos os seus problemas e transformar o outro, a vítima, no seu algoz. E é o que a gente vai acompanhar durante esse documentário de uma hora e meia que passa assim. Vale a pena. Então essa mulher vai dizer que ela casou aos 17 anos grávida e ela disse que ela era muito pressionada pela família do marido, que a família do marido pediu o tempo inteiro um neto e que a mãe do marido, a sogra dela, não gostava dela.

Desculpa, isso daí, ai, você e 787 trilhões de pessoas já passaram por isso ao longo de todo o planeta Terra da sua história. Você não tem nada de diferente. Sogra que não gosta de nora Tá aí na literatura faz tempo. Agora, você conviver com a sua sogra é uma opção sua. Você casar com um homem cuja mãe não gosta de você também é uma opção sua. Beto, ela tinha 17 anos e estava grávida. Estava mesmo grávida? Ou ela já estava manipulando para conseguir ter aquele porta-retratos que era colocado pra ela desde criança como correto?

Porque olha só o que vai acontecer: ela casa grávida, não passam 2 meses, ela aborta. Também perguntaria: ela abortou onde? Alguém viu? Alguém levou? Ela foi ao hospital? Um médico comprovou que existiu uma perda de um bebê espontaneamente? Eu tô tentando lembrar como é que fala isso. É a gestação... Ai, não sei, não lembrei. Eu li uma vez, não entendi nada. Eu li uma manchete assim e tal, falei: mas o que é isso? Aí eu fui descobrir que é como se fala agora aborto espontâneo.

Eu falei assim: essa mulher Ela foi— como que você sabe que ela perdeu o bebê? Porque ela está falando. No documentário ela aparece deitada na cama chorando e chorando muito, e todo mundo abraçando ela, aninhando. Isso também tem um quê de síndrome de Munchausen lá. Eu já fiz vários aqui da mulher que ela tinha filho e matava quando ele tinha 2, 3 anos porque ela gostava da gravidez e da viuvez do filho, né, de perder um filho.

Então, porque assim, ela tinha os olhares e os abraços de todos. Então essa Eleonora aqui, aos 17 anos, casa grávida e perde o bebê. De novo, cadê o exame que comprovava que ela tava grávida? E cadê tudo que comprovava que ela realmente perdeu esse bebê? Ou ela estava inventando uma história e manipulando todo mundo para acreditar que ela tá passando por maus bocados, ela precisa desse afago, dessa empatia, dessa compaixão? Vem comigo, Arthur, e paixão, paixão.

Não sei. Essa mulher vai ficar grávida novamente, segundo ela, algum tempo depois. Também não aparece no documentário e também não é questionado. Cadê o exame que ela realmente ficou grávida e cadê a forma que ela perdeu o bebê? Essa mulher trabalhava num hospital. Num hospital. O terceiro vai ser mais comprovado porque aparece no documentário e eu acredito que a documentarista tenha feito a checagem com a médica. Mas então ela vai perder o bebê pela segunda vez.

E vai aparecer muito nesse documentário toda essa cobrança da sogra falando que quer crianças correndo pela casa do filho, que pra quê uma casa— esse homem aí, esse Arturo, que eu não sei o que faz, não aparece, ele teria comprado uma casa aos olhos dela gigante e pra quê uma casa tão grande só pra duas pessoas se na verdade nem criança aqui tem. Gente, a mulher não tinha nem 23, 24 anos, né, minha senhora? Vamos também parar com isso.

Vamos parar. Gente, Não, não, ó, seguinte: parem de encher o saco das pessoas que casaram, das mulheres ou dos homens solteiros. Parem de perguntar: você tá namorando? Quando vai ser casamento? E o meu netinho, quando chega, hein? Tô louco pra ser titio. Pelo amor de Deus, vá cuidar dos seus problemas e pare de atazanar a vida das pessoas. Quando vai trazer a namoradinha aqui em casa? Nunca vai conhecer uma pessoa chata como você.

Nunca insuportável, seja quem for. Parem de atrasar a vida do outro e da outra, principalmente de mulher, como se toda mulher nasceu para parir, toda mulher nasceu com maternidade. Mentira! Nem todo mundo nasceu para ser pai, nem todo mundo nasceu para ser mãe. Você tá a fim de ser pai, ser mãe? Ótimo, beleza, beijo para você, seja feliz. Só não vai ter um monte de filho que você vai ter o problema financeiro, né? Filho custa caro hoje em dia.

Agora também é problema teu, quer ter 20 filhos, problema teu. Vou fazer um caso da família lá de 19 filhos que é horrorosa, mas isso é outra história. Aqui nessa história aqui ainda da Eleanor, então ela casa aos 17 e logo em seguida perde o bebê, que é a causa do casamento. Ela só casa porque está grávida. Aí ela perde o bebê. Aí ela vai ficar grávida pela segunda vez. Não é mostrado na história quando que ela traz essa segunda gravidez.

Será que algum momento que o cara tava querendo se separar? Será que ele tava quase pegando alguma amante? Será que é porque a sogra estava enchendo o saco dela demais e ela inventa? Será uma nova invenção? Não sabemos. A documentarista resolve não contrapor em nada. Então fica só a Dona Eleonora, a bandida célebre, contando a história do jeito que ela quer. Pelo amor de Deus, né? Eu fico horrorizado com esse tipo de coisa. Fico nos corno mesmo.

Bom, aí ela vai ter uma terceira gravidez. É sempre assim, quando ela fica grávida, ela trabalha muito, ela gosta de trabalhar, ela gosta de ser uma mulher moderna, ela gosta de ser uma mulher pra frente, e ela quer ser não sei o que lá. E o marido fica: você vai perder o bebê, você tem que ficar descansando, você vai perder o bebê. E ela: não, eu vou continuar a minha vida. E ela perde o bebê. Aí ela se coloca muito no documentário como uma culpada.

Me sinto muito culpada, devia ter ouvido o Arturo. Será que sou eu que estou errando na forma de fazer? Minha senhora, o mundo fica grávido e o mundo trabalha. Senão ninguém vai pagar tuas contas. É um drama mexicano nessa hora, no sentido de novela mexicana, que não cola em mim. Eu falo, ah, pelo amor de Deus, mas tá louca? Mas nem a Thalia vai me convencer disso. Bom, ela pega e agora fica grávida pela terceira vez. E o Arturo fica, mas tu tem que parar de trabalhar.

Não, não paro de trabalhar. E ela trabalha em hospital, trabalha no administrativo de hospital. Detalhe: ela trabalha no administrativo do hospital, da área de ginecologia. E ela era uma mulher gostada em todo o hospital. Era o hospital central do— parece que é tipo o HC nosso aqui de São Paulo, é um hospital público da Cidade do México. Hospital grande e tudo, e ela trabalhava nesse hospital. E ela era gostada por todos, ela tinha entrada fácil pelo hospital inteiro.

Como uma boa manipuladora e como uma boa— não sei se ela é narcisista, porque eu não posso aqui laudar ninguém. Mas toda pessoa muito assim, ela tem um narcisismo que atrai. E ela era muito gostada, o que facilitou e muito para o crime que ela vai organizar. Bom, o terceiro filho, ela está esperando o terceiro bebê, que vai perder. Óbvio que vai perder, porque ela vai perder, porque pra mim nenhuma dessas histórias é verdadeira.

Mas tudo bem. E eu tenho o direito de questionar, uma vez que a dona documentarista que fez esse documentário não provou. Aí outra coisa, gente, vamos botar problema de machismo onde tem problema de machismo. Tá? Porque esse documentário aqui quis trazer também uma coisa muito forte do machismo que impera, não sei o quê. Pera um pouquinho. Não tenho dúvida nenhuma que o machismo construiu a sociedade com os olhos que a gente traz hoje.

Sem dúvida nenhuma que a sogra que questiona o bebê e o neto é por conta de ela ter vindo de uma sociedade machista, blá blá blá. Mas a história dela, ela vai sequestrar uma criança, não tem nada de machismo. Aqui ela vai sequestrar uma criança para ela ter uma filha. Grande escolha até o sexo, cara. Todas elas querem menina, né? Impressionante. Aí é o que que ela faz? É a bonequinha, né? É a bonequinha. O que que ela faz então? Ah, porque outra coisa. Então vamos fazer então documentário.

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BRBeto Ribeiro

E sequestra o menino, e anos depois só que ele descobre quem é sua família verdadeira. Ela já tinha sequestrado uma outra filha mais velha ainda, ela sequestrou duas crianças. É igualzinha a história. Ela sequestra o menino para que o cara fique com ela, dizendo que também inventou, também engordou, também fez tudo. Então o sequestro do Pedrinho, a gente vai trazer agora no Brasil um documentário pela visão da Vilma. Espera um pouquinho, a Vilma já foi feita ali com base na ótima novela do Agnaldo Silva, Senhora do Destino.

A personagem é a Nazaré. Quem tá certo, quem tá errado? Que isso? Mas então essa mulher, gente, eu realmente fiquei muito bravo com esse documentário, mas vamos seguir. A Eleonora, Eleonora, não, que às vezes pode ser Eleonora, Eleonora. A Eleonora então tá com o terceiro filho, ela trabalha nesse hospital na área de ginecologia. Terceiro filho segundo ela. De novo, não tem documento de nada. E ela vai estar no hospital e vai perder o bebê.

Aí vai começar o sangramento e ela tinha como chefe uma ginecologista. E ela vai, essa mulher vai descobrir que ela perdeu o bebê lá fazendo ultrassom. Pergunto: isso foi confirmado pelo documentário com a médica que confirmou o aborto? E é um aborto espontâneo? Não é um corte? Ela não se feriu obrigatoriamente pra sangrar e parecer que está tendo um aborto espontâneo? Porque todas essas pessoas, a gente faz, elas fazem isso, viu?

Nada não pensado nessa história. E aí nós vamos entrar na ficção da ficção, na ficção da cabeça dessa Leonor. O que que ela vai falar? Que ela começa a chorar muito nesse dia que ela perdeu o bebê. E como que ela vai poder falar para o marido que ela perdeu o bebê? Porque ele vai ter razão, ela vai perder o marido. Perde o marido, minha filha, você tem que estar com um homem que te queira do jeito que você quer, que você tá, e te dá apoio.

Você não tem que estar com raiva porque ele quer que você tenha filho e você não consegue ter. Vai ser feliz. Ai não, porque ele vai me pressionar, minha sogra vai me pressionar. E ela começa a chorar. Aí é uma piração dela, claramente ali na visão dela, dentro dessa ficção aí mal escrita. Então ela vai pra sala de recepção da área de ginecologia onde ela trabalha e segundo ela, ela está chorando e Deus mandou. E para, moça Eleonor, de botar Deus nessas coisas, hein?

Quem tá conversando com você é o diabo, Deus não faz isso não. Não vem com esse papo aí de que Deus te pôs nesse caminho, destino de Deus foi escrito. Não faz isso. Tem um diabinho ali que também sabe se meter na vida dos outros. E aí a gente entra porque quer. Ou, menina, põe Deus na coisa não, hein? Tão religiosa e põe Deus nisso? Daí ela disse que Deus colocou toda a história dela ali, que ela estava chorando na cena, até bem ruim.

Ela tá chorando porque ela tá chorando na recepção ali, assim, e ninguém olha pra ela. Ela tá chorando de um jeito, para de chorar assim. Aí ela tá chorando e do nada vai sentar uma moça lá dela chamada Maíra, que é a real vítima dessa história. E essa moça Maíra é descrita por ela e é comprada pela documentarista e por todos os restos dos da Netflix, produtores executivos, todo mundo. Então ela vai estar chorando e vai sentar ao lado dela essa moça chamada Maíra.

Então você tem a Eleonor que acabou de perder o bebê e ela diz que senta uma mulher ao lado dela chamada Maíra, muito com uma cara péssima, brava, deprimida, chateada, irritada porque está grávida. Você tem a Eleonor, tadinha, chorando pela perda de um filho, cara, que é tudo, e ao lado dela uma mulher fria sebosa que tá grávida e não quer ter a filha, e ela estava lá em prensinho pra tirar. Não sei se no México pode, porque ali ela tava nesse hospital central, seria pra isso.

E ela conversa com a Maíra, e a Maíra falou assim, ah, não, talvez melhor do que— acho que vou dar o bebê. Do nada ela fala pra mulher que quer ter um filho, não custa, ela disse que quer dar o bebê. Isso é a visão da Elonor, tá? Daqui a pouco eu vou te contar a versão real. Isso daí é a versão da Leonor, não é a versão— não tem nada disso na investigação, tem nada disso. Isso daí é a visão dela comprada pela Netflix e colocada em primeira pessoa pra gente se compatibilizar, se conectar com essa Leonor.

Não entendi por quê. Gente, só antecipando, essa mulher depois vai sair da cadeia, tal, não sei o quê. Ela vai, essa Leonor, vai ter uma festa de lançamento no México desse documentário, essa mulher entra no carpete vermelho. Eu dei uma pausa mesmo, não é que frisou o seu vídeo não, é uma pausa para você pensar até onde nós estamos chegando. Uma festa de lançamento de um documentário de uma mulher que sequestra criança e ela é alçada como se fosse a Julia Roberts chegando no lançamento de um filme.

Não dá isso. Eu fiquei pesquisando, eu fiquei horrorizado com esse momento. Ela aparece ainda, tira foto toda assim. Que isso? E cadê a Maíra, que é a vítima? É para ela que você serve café e põe tapete vermelho? Não para uma sequestradora. Não é para ela que você vai dar toda essa glamorização escandalosa desse documentário. Mas Sigamos. Então ela vai estar sentada, Maíra, com essa cara de mulher que não escovou os dentes, que além de tudo ela tem que ter cara ruim, astral ruim.

Ela vai dar o filho. Daí ela conta pra Maíra que aquela segunda filha dela, ela tem um filho com outro homem, que aquele é o segundo namorado e que não vai dar certo, que ele não quer. Então ela dá, ela tá todo um script pra pra essa Eleonor, virar pra ela e falar assim: ai, então me dê a sua filha, eu fico com ela, eu faço tudo pra você até você ter a sua gravidez. E ela vai pegar? E assim, né, não adianta. Manipuladora é manipuladora, enganadora é enganadora.

Você tem que estar na frente deles, só que eles estão a 20 quilômetros na sua frente. Ela vai dizer que para não ter contato direto com Maíra, porque ela ficou muito preocupado de Maíra começar a chantageá-la futuramente, de Maíra um dia querer a filha de volta. Então ela preferiu não ter os contatos com a Maíra. Isso já é, gente, 2008, se eu não me engano, uma coisa assim. É, eu notei o ano aqui, fiz, acho que é 2009. O crime em 2009, isso é 2008, tá?

Ela em 2008, a gente já tinha celular, a gente já tinha um monte de coisa, tinha computador, tava 2008, tava chegando primeiro iPhone, que era o 3G, mas ainda ninguém tinha porque era muito caro. E aí continua sendo caríssimo, mas na época então era muito ainda. E ela tinha celular o dia todo, então era muito fácil ela ter o contato dessa mulher, ainda mais que ela tá querendo ter o bebê dela. E ela jura para essa garota que ela vai ajudar no pré-natal e tudo mais, até porque ela trabalha no hospital e ela trabalha na área de ginecologia.

Então ela teria aberto uma ficha no nome dessa mulher, ficha essa aqui apareceu, ela teria colocado essa mulher pra fazer ultrassom no hospital, algo que nunca aconteceu, tá? Então, mas ela vai aparecer no documentário, vai aparecer como se ela estivesse organizando a gestação da Maíra pra que quando ela tivesse a filha dela, ela desse a filha pra Eleonor. Com um detalhe aqui: Eleonor trabalha no hospital, ela sabe como é a adoção, não é desse jeito.

Então ela já sabia que fazendo do jeito que ela disse que combinou já é um crime. Pros dois lados, pra Maíra e pra ela. Mas pra ela ainda mais, porque ela tem o conhecimento, ela trabalha no hospital, ela trabalha na área de obstetrícia, ela já deve ter visto muita criança indo pra adoção. Então ela não vem com esse papo, ela sabia, a ignorância não lhe será uma boa coadjuvante nessa hora. Então ela diz que ficou, não pegou o contato, nunca conversou com a Maíra, nunca mandou uma mensagem, com medo de no futuro a Maíra, até o Mark já está dando a filha, começar a chantagear ela com dinheiro, alguma coisa assim, sendo que a Elana não é rica, não, não é.

Então não tem esse papo de vai me chantagear do quê, minha senhora, não rola isso. Então ela fica com uma relação com a Maíra assim, então nós nos encontramos daqui 4 meses, sem conexão. Isso é super importante. Por que que eu tô contando isso já? Porque lá na frente ela vai tentar transformar a Maíra numa dadeira de filhos, e não tem como, porque essa mulher nunca nem no hospital teve antes do nascimento da bebê. Só que ali a Eleonor resolve naquele dia, que em princípio ela teve um terceiro aborto, segundo é mostrado no documentário, mas não sei se tem a comprovação, se foi conversado com a médica.

Acredito que sim, porque a médica aparece na cena falando isso. Espero que tenham checado. Aí ela tem uma brilhante ideia: ela vai manter a gravidez. Ela não vai contar para o Arturo que ela perdeu o bebê pela terceira vez. Ela vai manter a gravidez. E ela vai entrar e vai começar a pesquisar como fazer para engordar. Adoraria ter essa possibilidade de pensar nisso. E ela vai começar uma dieta de engorda. Cara, ela vai sair de 50 kg para 98, para você ter uma ideia.

Uma gravidez. A senhora tiver grávida, engorda. Tem grávida que às vezes só engorda o feto mesmo ali, o bebê. O feto é feio. Fala, não, mas é o feto, né? Ai, gente, hoje em dia tá tão problemático, a gente tem que se preocupar com tudo que vai falar. Eu acho isso um saco. Mas daí o que acontece? Ela vai então para começar o processo de engorda para dizer que está grávida e enganar o seu entorno, porque ela começa a ser festejada pela família e começa a ter todo aquele borogodó de ser o centro das atenções.

Ela vai fazer o clássico, como fez até aquela lá que matou, a Gabriela Partata, que matou o sogro, a sogra envenenada com— ai, mulher horrorosa também, porque ela inventou que tava grávida de um cara com quem ela nunca tinha tido mais do que 3 vezes na vida e chamava ainda de namorado. E esse caso tá para ser julgado, depois vou fazer o— quando acabar, vou fazer o encerrado. Isso daí eu acompanho desde o início, tem aqui no canal playlist também.

Então ela vai fazer chá de revelação dizendo que é chá de bebê, né? Não era nem chá de revelação, é chá de bebê, que na época não tinha chá de revelação. Aí ela faz chá de bebê. Gente, vai passar por uma coisa seguinte: ela vai a todos os pré-natais, a todas, sempre sozinha. Ela dá sempre uma desculpa de ir sozinha, como todas as outras mulheres que fingiram que estavam grávidas também fizeram. Isso não é só dela. E depois que você entende o crime, as pessoas ficam muito chocadas.

Como que eu nunca percebi? Porque ela é uma manipuladora. Todo mentiroso é um manipulador. Ele tá na tua frente, é quem inventa que tem câncer, aquelas coisas que eu já falei aqui algumas vezes. E no caso dela, tá inventando que tá grávida, que é um momento muito importante, muito festivo, mas também que você precisa fazer vários exames, ainda mais no mundo atual, né? Em 2008 já era muito assim também, não tá na década de 60, que a mulher descobria que estava grávida e só voltava para o hospital para ter o filho.

Algumas faziam uma ou duas passagens por ano ali. Hoje você tem o pré-natal mais certinho e tudo mais, fazer ultrassom e tal. Ela manipula, ela engana, ela faz, ela continua trabalhando no hospital até que o marido dela— só que ela engordou tanto que ela começou a ficar muito cansada. E ela engordou muito em pouco tempo, então seus joelhos não estão esperando isso, seu tornozelo começa a ficar ficar muito— ela consegue mais andar direto, ela fica cansada.

E o marido e a mãe dela pedem para que ela tire a licença-maternidade, que é um momento muito dramático porque ela não tá grávida. Mas aí sim o diabo entrou em cena e conseguiu construir para ela o plano quase perfeito. Você acredita que ela vai? Porque pelo que eu entendi lá no México, você tem que passar por uma triagem Não sei se ainda é assim, mas você tem que passar por uma triagem do estado para ele, para um médico, tipo médico do trabalho, que você tem que ir depois que você sai em carteira registrada.

Você tem que passar por um médico de triagem para garantir que a mulher está grávida e tá no período certo para sair licença-maternidade. E o Arturo faz ela ir nesse, ela tá assim, ela fica. Só que como a gente de novo está vendo primeira pessoa, você começa a ver ela desesperada, quase contando pro marido que ela não está grávida. Duvido que isso aconteceu. Bom, é um senhor lá, aparece um senhor. Eu achei isso meio ruim, que parece que assim, médico mais velho é mais tonto, que é bem o contrário, porque quanto o médico mais tempo tem, mais ele sabe do seu ofício.

E esse médico vai ouvir o— é o escutar que fala? Vai ouvir o coração da criança. No primeiro momento ele não ouve. Daí o Arthur já fica preocupado, tá morto. Mal sabendo que não tem bebê nenhum ali. E aí ele pega outro aparelho, ele ouve o bebê, ele ouve o coração do bebê. E é assim, depois ele explica no documentário, que são— eu também achei aquilo explicação tão idiota. O cara não fez direito o trabalho dele, gente. É isso, sabe aquela coisa?

O médico que tá lá só pra assinar. É isso que aconteceu. Não vem com esse papo de que ele ouviu. Não ouviu nada. Não ouviu nada, foi lá e dá. E ele deu a licença-maternidade. Então ali foi quase uma chancela. E a gente tem que lembrar uma coisa: de fato, o marido não sabia, a família dela não sabia, como aconteceu com a Rosalba. Porque o Arturo vai ser preso, assim como na Rosalba ali, a grávida escanelinha, o marido dela também foi preso.

Porque você fica indignado de imaginar que o marido não soubesse de nada, uma vez que neste caso aqui, na Rosalba ainda, o marido ele ficava fora a semana inteira. E é claro que a Rosalba fugia de qualquer possibilidade de intimidade com o marido. Neste caso aqui, a Eleonor dormia todos os dias com o Arturo, e o Arturo queria ter intimidade com ela, mas ela falava que ela tinha medo de machucar o bebê. Era o contrário do que muitas vezes acontece, ela que impossibilitava de qualquer tipo de relação sexual e tudo mais.

Ela sempre não gostava que pusesse a mão na barriga dela, tinha aquelas coisas assim que as pessoas acabam respeitando, imaginando que é uma mania da da mulher grávida. Não, ali na verdade era uma estratégia de uma bandida, que é isso que ela é. Aí o que vai acontecer? Ela vai ficando, o dia da gravidez tem 9 meses. A Rosalba da Gravidez de Canarinho, ela chegou a ter gravidez de 10 meses. Olha que loucura! A mulher tá lá com 9 meses.

Aí segundo ela diz, a Eleonor, ela reencontra a Maíra E a Maíra teria dito pra ela a data que ela faria mais ou menos a cesárea. No dia que foi, não foi, seria no dia seguinte. E o marido perguntando, e aí, vamos pro hospital fazer o parto? Ela, não, tô aqui no hospital, tô ótima, se eu precisar eu te chamo. Não dá, né? Ai, minha mãe de Deus. O que vai acontecer? Ela vai, segundo ainda a versão da Eleonora, hein, eu vou contar a verdadeira daqui a pouco.

A Eleonora disse que Chega ali no dia da cesárea, que ela teve a cesárea, e ela chega ali na enfermagem. Como ela tinha o crachá que andava pelo hotel, pelo hospital inteiro, que uma das coisas que ela fez de cara, a Eleonora, quando ela inventa a gravidez, ela pede transferência da área de ginecologia para área de urologia, se eu não me engano. E aí ela fica distante das médicas e tudo mais, então ela tem um pouco mais de calma para manter a mentira da sua gravidez, porque ela falava pra uma colega que tinha feito pré-natal, pra outra falava que tava indo amanhã.

Mas o crachá dela andava pelo hospital inteiro. Ela chega a essa área onde tá a Maíra, que acabou de ter o filho, a filha, e ela chega e fala: Oi, tudo bem? Azólios, Daila não. Oi, pessoal, vim aqui buscar minha filhinha. Como é que ela tá? Tá ótima. Nisso chega o pai da garota, da menina, e questiona: quem é você que está fazendo aqui? O que você está fazendo aqui? E ela fala: me dá minha filha aqui, ele fala. E ela fica preocupada.

A Maíra, segundo ainda a versão da Eleonor, estava com muito frio, que ela estava com febre, e isso é real, estava com muita febre. Ela tira, isso é importante, a Eleonor tira a malha dela lá, ela chama de cárdigan, o cárdigan dela, que está inclusive com crachá da Maíra dentro, pendurado. Tá com o crachá da Eleonor pendurado. E a Maíra põe isso para ir ao banheiro e voltar com menos frio, e ela fica com aquilo. Quando o cara dá uma saída, ela diz que vai buscar fralda e volta.

O cara deu uma saída, o pai. Segundo a Eleonor, a Maíra sai, levanta e fala, aí, vou embora, tchau, pega essa criança e leva embora. E a Maíra some. A Eleonor diz que ela ficou na dúvida, sabe, o que que ela fazia e tal. Só que daí ela viu uma sacola sacola, ela pegou essa criança, pôs dentro da sacola e saiu do hospital. Quando ela sai do hospital, quem está chegando ao hospital? O Arthur, o marido dela. O marido dela falou assim: o que você está fazendo?

Ela falou assim: acabei de ter o bebê, estou ótima. Ele falou assim: não, já tive que trabalhar de parte, já podemos ir embora. Então, o bebê está aqui, ó, na sacola. Gente, aí você percebe que aqui deve ser real, porque ela entra no carro E o Arthur não quer que ela fique no carro com o bebê, ela quer que ela devolva o bebê. E ela começa: não, eu nunca estive grávida, mas eu perdi o bebê e eu fiquei com medo de você me deixar.

Te amo, paixão, paixão, te amo, paixão, paixão. E eu consegui essa bebê porque é de uma mulher que queria dar o bebê, ela me deu o bebê, o bebê é meu, é de presente para mim. Eles vão para um hotel chamado Hotel Hollywood, Motel Hollywood. Ele acaba embarcando um pouco naquela loucura de uma paternidade falsa. E ela tinha um detalhe, quem se interessar, interessante. Isso parece que é real mesmo. Por que que ela não adotou bebê?

Porque segundo é mostrado o tempo todo, e ela queria em princípio ter adotado, o Arturo era contra, porque o marido dela queria um filho do próprio sangue. Ele não queria ser pai de criança adotada. Então a adoção era uma impossibilidade para a construção daquela família no porta-retratos. Mas também eu tenho comigo que muitas dessas falsas grávidas, o que elas querem mesmo é a adoração à gravidez. Ela precisa sentir que as pessoas olham para ela diferente, como ela olha para uma mulher grávida.

Que é, uma mulher grávida, você pode querer ser mãe ou não, tá tudo certo isso, para mim pouco me importa, mas é indiscutível da beleza da gestação, de você ver uma mulher desenvolvendo uma vida dentro. Aqui isso é Isso é Deus. Isso é Deus. Se ela não quer ficar grávida, não fica. Se quer adotar, se adota. Não tô dizendo nada disso, mas é indiscutível que a gente olha para uma mulher grávida como se fosse uma divindade, porque ela tá desenvolvendo uma— gente, ela tá desenvolvendo um ser humano dentro dela.

Isso é Deus. Isso é Deus na sua totalidade. Então essas falsas grávidas têm essa fascinação pela pela gravidez em si. Então acredito que não seria tão simples. A Rosalba mesmo, ela nunca quis não estar grávida. Ela chegou a ver adoção para ela fingir que pariu. Ela queria todo o processo dela, da grávida de canelinha, ela queria todo o processo para ela. Então nesse caso aqui, ela pega esse bebê e vai com esse marido dela para um hotel.

Por que para um hotel? Não faço ideia. Por que que não foi para casa dela? Não sei. Aí ela chega, não sei, não faz Ela vai para esse hotel e eles ficam ali adorando a bebê. Vai chegar a polícia, vai estourar a porta e vai prender os dois. E ali vai começar a grande saga da sequestradora de bebês, porque na.

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BRBeto Ribeiro

Hospital, ele vê que a bebê não está ali e ele começa a ficar desesperado e chama a polícia, pede para o hospital, hospital, e o hospital vai pegar as câmeras de segurança e vai ver todo o material de ela saindo. Nesse momento que eles são presos, aqui no documentário tem um grande corte. O que a gente viu até agora como ficção passa a ser como documentário mesmo, de entrevistas e tudo mais, na sua mais clássica dos seus formatos.

Ela então vai ficar mantendo que ela não sequestrou. Ela pegou, ela, Eleonor, pegou um bebê que lhe foi dado. Mesmo ela sabendo que não são as normas legais de adoção, mesmo sabendo tudo isso, ela estava num momento muito angustiado da vida dela, que era por isso que ela fez a mentira da gravidez, mas que ela não sequestrou, ela não roubou bebê nenhum, ela simplesmente pegou aquilo que lhe foi dado. E que a bandida da história é a Maíra, a mãe da bebê, que ela sim sabe que se ela contar a verdade, ela vira criminosa.

A Eleonora tem a cara de pau de falar durante o documentário que alguma das duas tinha que ser presa, ou ela ou a Maíra, e que a Maíra covardemente não fala a verdade, não diz que as duas tinham esse pacto. Pacto esse que ela não consegue comprovar. Isso é muito importante, gente, porque senão as pessoas saem falando qualquer coisa num júri E olha, essa é a história, compra aí, beleza. E não é assim, você tem que trazer provas, você tem, não adianta confissão.

A confissão pela confissão não diz nada, você tem que confirmar que a confissão, já expliquei aqui várias vezes porque a Solange Beretta já me ensinou isso, inclusive para nós ao vivo em algumas lives. A pessoa que confessa, ela pode estar confessando porque ela tá sendo paga, porque ela tá com medo, porque ela tá querendo salvar alguém que ama, alguma coisa assim. Então a confissão pela confissão, ela tem ter as provas técnicas para trazer.

No caso aqui da Maíra e da Eleonor, a Eleonor diz que a Maíra ia dar a bebê para ela, que ela encontrou a Eleonor 9 meses antes, que ela, que a Eleonor que falou que não queria abortar e tudo mais. E ela transforma a Eleonor, não, a Maíra, a Eleonor transforma a Maíra numa pessoa odiosa. E odiava. E a Maíra diz que não é nada disso. No documentário tem a juíza, ela é muito boa essa juíza, ela é muito interessante, ela fala o quanto que a construção, que ela realmente viu que o Arturo não tinha envolvimento nenhum, ele ficou 2 anos na cadeia, aí saiu.

Ele até fala um negócio lá assim, é, mas ninguém entendeu que isso destruiu minha vida. Ele deve ter algum processo contra o Estado, deve estar pedindo alguma indenização, com toda razão. A juíza, ela disse que assim, é entendível a construção social pela qual Eleonor passou para desejar ter um filho no custo que custar, e principalmente um filho de sangue, já que seu marido não queria adotar. Ok, gente, no custo que custar dentro da lei.

Até a loucura dela de inventar que tá grávida e chegar depois de 9 meses e não tá, aí é uma discussão psicossocial, que as pessoas que vão— agora ela roubou um bebê, então não tem esse papo. Aí, sequestrou porque ela tava pressionada pela sociedade. Então as pessoas vão sair matando porque estão pressionadas pela sociedade, vocês vão sair dando tapa na cara porque estão pressionadas pela sociedade, vocês vão sair atropelando pessoas na rua porque estão pressionadas pela sociedade.

Entender a justificativa dela não é dar pra ela carta branca pra ela fazer o que ela fez. Isso a juíza deixar claro. Só que tem um ponto muito importante aqui. O problema mental dessa bandida, da Eleonor, você pode até tentar inventar aí um laudo junto com alguém que compre tua ideia e diga que você, tadinha, você é fruto de uma sociedade perversa. Agora, no caso, ela diz que ela não sequestrou, ela disse que ela ganhou a bebê.

Logo, a Maíra estava entregando sua filha, né? Só que ela conta, lembra que eu te falei que ela disse que ela encontrou com ela na recepção da maternidade, que a Maíra, ela, ela não tinha conexão com a Maíra por medo de a Maíra um dia chantagear isso, aquilo? Ela não tinha nenhuma ligação com a Maíra que comprovasse que ela lá atrás entrou nessa negociação com a Maíra. Com um detalhe muito importante: a Maíra mostra, ela falou assim, a única vez que eu entrei neste hospital Central foi para ter minha filha.

Toda a parte de pré-natal ela fez em uma outra clínica. Ela nunca tinha entrado no Hospital Central da Cidade do México. Ela só entra para ter o parto. Ela nunca tinha, ela não foi, ela não pode ter encontrado com a Eleonora e compactuado com ela essa doação absurda. Porque ela nunca encontrou com ele, o Eleonor não tem provas. Aí tem assim, a juíza fala o seguinte, ela explica que o Kia Maíra, e a Maíra aparece pouco tempo no documentário, e assim, eu vejo o horror que ela está de ter participado dessa produção, que é um absurdo essa produção, é absurdo essa produção.

A Maíra, ela conta o seguinte, que ela estava na área de cesárea que a Eleonor chega até ela se dizendo assistente social, com crachá do hospital e tudo mais, e ela era do administrativo, e que ela começa a fazer várias perguntas para a Maíra recém-saída de uma cesárea, com 40 graus de febre e com uma infecção vindo por aí. E ela começa a fazer, e todas as perguntas que ela fazia, e essa papelada foi encontrada durante toda essa perseguição da sequestradora, ela fala: ela só sabe que era minha segunda filha com segundo pai, só aquilo, porque ela me perguntou isso nessa ficha que ela se diz ser assistente social.

Por isso que a Eleonor tinha informações reais sobre a Maíra e que dentro da cabeça dela construiu uma justificativa de a Maíra querer dar a filha. O pai da menina nunca quis não ser pai da menina, o pai da menina não marido da Maíra, mas pai da menina ela quer ser. Que bom, olha, viu, um homem salvou o ciúme. O homem não é obrigado a ficar com ninguém, mas ele é obrigado a ser pai. Não quis ser? Agora vai arcar. Então a Maíra explica muito bem do porquê que a Eleonor tem informações reais sobre ela.

Ela se passou por uma assistente social e que ela estava com 40 graus de febre. Ela não fala isso, mas é meio óbvio. E que ela estava com muito frio. A Eleonor com certeza tirou o cardigan dela e deu para ela. Até pra começar uma conexão mais humanizada com a mulher da qual ela vai sequestrar o bebê. A Vilma fez isso com o Pedrinho, gente, entendeu? Aí o que acontece? A Maíra explica que ela estava com 40 graus de febre e que ela foi levada, porque a Eleonora disse que a Maíra pegou, se vestiu e falou, tchau, fica com essa menina, eu vou embora, e some.

A Maíra explica que ela tava com 40 graus de febre, alucinando, E que levaram ela para fazer exames de urina para saber de onde vinha a infecção, para dar o antibiótico correto. Que quando ela volta, que ela chega e fala, cadê minha filha? Junto com o pai, fala, cadê minha filha? Porque ela avisa a polícia. Então a Eleonor, ela não teve pacto nenhum com a Maíra. A Eleonor, na verdade, fez a Vilma. A Vilma do Pedrinho, ela tinha ido dias ali no hospital onde ela sequestra o Pedrinho para encontrar a criança perfeita.

Por quê? Não bastava apenas sequestrar um menino, tinha que ser um menino branco, cabelo castanho, isso, aquilo, porque ela mentia para o pai do homem lá, pro homem que ela queria, inclusive tem um caso comentado aqui, que ela estava grávida dele. Então ela queria uma criança com as características físicas do homem que ela estava enganando. A Vilma do caso Pedrinho. Neste caso aqui é registrado isso, isso mostra que essas danada aí dessa Leonora aí, essa sequestradora, ela já estava indo naquele período que ela poderia, em princípio, dessa gravidez falsa dela, ter um filho.

Ela estava indo ao hospital e ela tinha dito pra todo mundo que seria uma menina, que os médicos falaram que era uma menina. Então ela queria uma menina, e uma menina possível. A gente não sabe quantas vezes ela chegou a abordar outras mulheres e que precisava também a menina ter características físicas compatíveis com ela e com o marido dela. Então assim, tanto tem uma cena ali que com certeza foi a Maíra que passou isso, a vítima real da história, que ela, a Leonor, fala, nossa, essa é bem branquinha, que era exatamente o que ela queria, uma menina bem branquinha.

Então não existe dentro dessa história nenhuma romantização de uma mulher que quer ser mãe a custo que custar, pressionada pela sociedade odiosa que obriga todos nós a seguirmos a cartilha da família margarina perfeita e que, portanto, ela encontrou uma mulher que a mulher disse que queria dar o filho e ela mesma nunca faria tal coisa porque ela não é uma mulher má. Não, desculpa, Dona Leonor, você sequestrou uma criança, você tirou uma criança do hospital, você levou essa criança pra— você inventou, você manipulou ainda mais um pouco o seu marido e aí você pega Amy Poehler, você é uma sequestradora e acabou.

E não tem que ter tapete vermelho pra você. E é impressionante, você que se impressionou ou acha chocante, acha absurdo que na série Tremembé mostre a realidade das figuras do crime vivendo até ok dentro da cadeia, se prepare pra ver quando você encontrar com a Eleonor na cadeia do México. Porque o documentário vai até essa a saída dela. Então a gente vê toda a história na ficção, ela roubando bebê. Aí você vai ver na forma real as fotos reais, os vídeos reais e tudo mais que aconteceu com ela, ela sequestrando e tudo mais.

E aí você vai ver ela na cadeia. Gente, essa mulher não está na cadeia, ela está numa colônia de férias. Ela vive muito melhor que muita gente aqui fora que trabalha e paga imposto, porque bandido, desculpa, só gasta imposto, né? Eles não pagam nada, eles só gastam. Cara, ela mora numa suíte Morou, né, porque ela já saiu. Morava numa suíte na cadeia. Uma suíte. Uma suíte decorada do jeito que ela quis decorar. Ela era a cabeleireira das bandidas.

Aparece ela com as bandidas ali, ninguém— porque assim, gente, estão todas na cadeia, coisa boa não fez. Mas dá-se também um ar quase um Sex and the City por trás das grades. Então ela tá lá pintando o cabelo das colega, elas falando da vida, elas falando da paixão, elas falando do amor, uma lê carta de tarô pra outra, uma fala: uau, que bacana, vamos dançar. E aí tá chegando a saída, porque a Leonor foi condenada a 13 anos de cadeia e tá a hora de saída dela.

E aí elas vão todas juntas com a Leonor, está chegando o momento, e elas se abraçam, choram. Eu quero saber qual é a ficha criminal de qualquer uma daquelas que que estão ali, qualquer uma daquelas que tá ali. Eu não estou a fim, gente, de aplaudir bandido. Vamos entender isso, porque o Tremembé mostra os monstros que ali vivem. Nesse caso aqui, do caso desse documentário, é, você vai ver a Eleonor dentro da cadeia com um monte de bandida, mas parece de verdade, gente, que elas estão no spa.

Pagos pelo imposto dos contribuintes mexicanos. E choram e ficam se emocionando. Não, não, eles se ilusionam. Ah, me poupe. Acho que ela sai em 2026, 23, 24, porque tá com pessoal de máscara, você vê que ela sai de um período da pandemia. Bom, ela vai sair e aquele Arturo lá dela tá ainda paixão com ela, eles se correspondem por amor, paixão, isso aqui. O Arthur então vai buscar ela e fala que vamos recomeçar, vai toda a família, aplaude.

Cara, ela está saindo da cadeia, ela não está chegando ao aeroporto da Cidade do México vinda de uma grande pesquisa feita na Noruega. Que isso, a gente aplaudindo a bandida? A solidão tem que fazer parte do castigo de quem faz esse tipo de coisa. Ela sequestrou uma menina, uma criança. Ela podia ter matado essa menina nessa sacola. Bom, aí ela é super ovacionada, tal, não sei o quê. Aí vai ficando cada vez mais... Eu falei, gente, essa documentarista, é um absurdo o que ela tá fazendo.

Ela pega e segue essa mulher, né? Aí ela vai falar assim, Leonor, se você pudesse voltar, que parte você voltava? E a Eleonor joga muito cabelo assim, ela joga muito cabelo. Ela fala, ai, meu Deus, ai, meu Deus, eu não sou uma sequestradora. Aí, gente, eles vão fazer uma cena de ficção com os atores de um momento de paixonite cafona, que essa palavra pode ser usada, entre a Eleonor e o Arturo. E ela tomando sorvetinho, a atriz.

E a Eleonor vendo tudo junto com o Arturo e se emocionando, falando, é tão incrível ver vida retratando. É, então vê você se retratando roubando uma criança, sequestrando uma garota, um bebê. Bandida. Ai, ai, ai. Não se romantiza, não se transforme em protagonista uma sequestradora. Ela não tem heroína em nada, ela não é anti-heroína, ela é uma sequestradora de bebês. Ponto. Acabou. Ah, mas Beto, ela não tem direito à segunda chance.

Dá você direito à segunda chance pra ela? Eu não quero. Ah, mas e se ela não quer mais? Mas ela já fez. É que nem a Suzane, só matou o pai e a mãe. E era dela ainda, hein? Claro, matou o irmão, né, mentalmente. Assim, quantas pessoas alguém tem que matar para ela ser rechaçada e limitada dentro da sociedade, já que a lei e a cadeia não limitou? Então essa mulher tá aqui fora, né? Ela ainda assim, o Arturo separa dela. Aí ele vai pegar uma mulher lá qualquer, que ela diz assim, um peguete, assim, ela fala que foi um peguete.

E aí ele vai ter um filho com essa mulher porque ele quer ter um filho do sangue dele, ele não quer adotar. E aí ele separa dessa mulher e volta pra essa Leonor, pra sequestradora, e ela agora tem um filho com ele. Ainda termina afinal feliz, gente. Felizes até que o sequestro nos separe. Sinceramente, mas assista até para ficar com a raiva que eu fiquei. Vou falar de novo o nome do documentário que eu esqueci. É Meu Filho, é isso?

Meu Próprio Filho. E olha, numa boa, eu acho que devia ter aí um meia-culpa, um pensamento, uma reflexão dos streamings, das TVs, em não transformar o bandido em celebridade, em glamourização. Você tem que ouvir todos os lados. Eu ouço todos os lados no canal, mas a gente tem que ter o respeito à sociedade, aí sim a toda a sociedade, de a gente não querer fazer de um coitadismo a justificativa para uma pessoa matar, sequestrar, roubar.

Senão, cara, fica super fácil. Senão fica super tranquilo você— que eu deixo passando ali o o contador, agora, se não fica muito simples para todo mundo, senão todo mundo vai ter uma— você sempre terá uma justificativa para matar uma pessoa. Só que não pode, a lei te limita. A lei não tá aqui para te educar, a lei tá aqui para te limitar. Você não entendeu que não tem que matar? Vai preso. Você não entendeu que não pode sequestrar?

Vai preso. Agora, não dá para você depois: ah, mas eu já paguei minha conta. A sua conta você pode ter pago e tá tudo ali dentro da cadeia, mas o que você fez não pode ser romantizado por ninguém. No mínimo, no mínimo, no mínimo, essa mulher tinha que ter respeito, essa Leonor, pela criança que vai crescer e vai assistir esse documentário. É o mínimo que essa mulher tinha que ter tido era respeito, porque essa criança pode ser ainda essa menina olhar e falar assim: mamãe, você quis me dar?

Porque o documentário foi construído de tal maneira que você compra no início a ideia de que Leonor, na verdade, é a mais boba e a mais coitadinha do mundo, usada, abusada pelo machismo que impera nela, obrigação de ser a mulher ideal e perfeita, mãe, parideira, não consegue, coitadinha. Daí vem a outra que pode tudo, que consegue parir e não quer o filho, não respeita a lei divina, não pega. Ó, meu Deus, coitadinha de Leonor, ela não tem a chance, a outra que tem não valoriza.

Então ela pega a filha, ela só estava fazendo o bem. Eleonora, você estava sequestrando uma criança, não estava fazendo bem a ninguém. Até porque, de novo, ela trabalha dentro de um hospital, ela sabe muito bem como é o processo de adoção, ok? Estamos dito. Então é isso. Fiquei bravo, fiquei mesmo. Assim como eu acho que a gente pode fazer sensacionalismo, a gente não pode fazer romantismo em crime. Não dá. São termos que você não São termos muito perigosos para você conseguir.

Porque eu gosto de falar do true crime para a gente se olhar como seres humanos e melhorarmos, e a gente ver o comportamento humano para não imitarmos. Agora, nesse caso aqui, eu não entendi esse documentário. Bom, é isso. Assista, me diga se você assistiu, me diz se você também ficou indignado. Agora é o seguinte, gente, eu sou um homem, defendo tudo. Agora não venha me falar que tem uma— Ah, Beto, você está sendo machista. Não estou.

Não vou defender as pessoas apenas pelo gênero que elas têm. Existe o crime, existe quem é o autor, existe a vítima. Muitas vezes a vítima pode ter transformado o autor em assassino, mas o assassino tem que pagar. Ou então, como o caso da mulher que jogou o homem na fornalha, que tem aqui toda a história dela aqui no canal, também tem uma playlist. A mulher que jogou o homem na fornalha e foi inocentada. Porque assista o comentário e entrevista que eu fiz com a ótima advogada dela, que você vai entender.

Senão vai virar um novo comentário. Beijo, até já. Tem visto todo dia, hein? Espero.

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