ELA CASOU COM O PAI ESTUPRADOR - A GAROTA QUE VIVEU APENAS NA FOTO - TONYA HUGHES
Neste comentado / dica de séries, mergulhamos em um dos casos de True Crime mais perturbadores e complexos já documentados: a história real por trás de "A Garota da Foto" (2022). Beto Ribeiro analisa a trajetória de Franklin Delano Floyd, um psicopata que personifica o "mal bruto" e que viveu décadas sob identidades falsas, destruindo a vida de Suzanne Sevakis.O que começa como um suposto atropelamento em 1990 revela uma teia macabra de sequestros, abusos e manipulação psicológica. Entenda como uma criança brilhante, que sonhava com a engenharia espacial, acabou presa em um "universo fechado" criado por seu próprio carrasco, que alternava entre os papéis de pai e marido.#crime #netflix #series #misterio #casal #podcast
- Franklin Delano Floyd - Psicopata SerialIdentidades falsas múltiplas · Manipulação psicológica de vítimas · Padrão de comportamento predatório · Prisão e confissões · Arrogância e negação de crimes
- Relacionamentos AbusivosAbandono pela mãe e pai biológico · Crescimento sob abuso sexual · Isolamento social e controle total · Saúde Emocional · Morte sob circunstâncias suspeitas em 1990
- Morte Violenta e CrimesAtropelamento suspeito em 1990 · Sinais de morte por agressão contundente · Investigação negligenciada · Posterior confissão de Franklin Floyd · Desaparecimento como identidade falsa
- Sequestro e Morte de Michael Hughes - Filho de SuzanneSequestro na escola em 1990 · Morte por tiros na nuca aos 2-3 anos · Confissão tardia de Franklin Floyd · Corpo nunca encontrado · Motivação predatória
- Atuação de Lucia na políticaDescoberta de identidade falsa Tonya Hughes · Investigação policial inicial negligenciada · Cold Case reaberto pelo FBI · Escritor publica livro em anos 2000 · Agentes FBI conseguem confissões através de psicologia investigativa
- Relacionamentos FamiliaresReorganização da realidade da vítima · Impossibilidade de pedir socorro · Educação limitada e confinamento · Mudanças frequentes de cidade e identidade · Vítima sem contato com mundo exterior
- Origem Familiar e Vulnerabilidade de SuzanneMãe abandonada pelo segundo marido · Pobreza extrema da família · Pai biológico negligente · Mãe oferece filha ao cuidado do pai · Franklin Floyd conhece mãe na igreja
- Prostituição Forçada e Exploração SexualSuzanne como stripper forçada · Franklin Floyd como intermediário/cafetão · Marcas de violência física observadas · Gravidez resultado de exploração · Uso de vítima para lucro
- DocumentáriosProdução Netflix de 2022 · Revelação de identidade real de Suzanne · Entrevistas com mãe de Suzanne · Investigação do FBI apresentada · Reconstituição de eventos históricos
- Padrão Histórico de Crimes de Franklin FloydSequestro anterior na década de 1960 · Estupro de criança anterior · Evolução do modus operandi · Uso de documentos de pessoas mortas · Nenhuma confissão genuína de culpa
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chamado A Garota da Foto, que é de um suspense e de uma história de um dos homens mais maus que eu já vi na minha vida. Se você quer ver o desenho real de um psicopata, assista a esse documentário, porque o autor de tudo aparece, aparece sendo, tentando se construir como um homem bom, tentando se construir como um ser humano correto e os outros é que são os maus.
para a perversidade, para a perversão que o atrai tanto. Ele tem o prazer de ser uma pessoa ruim e de destruir a vida das outras pessoas e de reorganizar a forma com que as pessoas enxergam ele e o mundo. Essa é da crueldade na sua maior essência. É o mal bruto, sem lapidação nenhuma. É uma série onde você vê um homem que se faz passar para o marido,
pai, e não é nada, ele é apenas o diabo respirando. Mas antes de mais nada, eu sou o Beto Ribeiro e este é o especial Dica de Séries. Tudo começa assim, completamente, é muito bem estruturado o documentário, eu vou tentar contar a história mais ou menos como a dele, porque foi me surpreendendo, como eu não conhecia essa história, não sabia do que era, do que se tratava, eu fui sendo tomado pelas emoções na medida em que eu ia tendo
contato com as mudanças, as alterações do que são de fato as personagens. Mas uma mulher em 1990, ela é atropelada. Isso em abril de 1990. Ela é atropelada e é encontrada praticamente morta à beira da estrada. As pessoas param, levam ela para o hospital, chegam no hospital. O médico acha estranho porque ela não tem características de um atropelamento,
uma agressão na cabeça, ela tem um traumatismo na cabeça, tudo, mas não foi investigado como tentativa de homicídio ou depois até homicídio, no caso feminicídio, por conta de terem levado adiante de que ela teria sido atropelada. É descoberto que o nome dela era Tônia Hilks. O nome dela era Tônia Hilks. Acham ela, acham o marido, o marido não deixa ninguém visitar ela no hospital e essa mulher vai vir a perder a vida em alguns dias.
chamado Michael. Filho de 2, 3 anos que ela tinha adoração a ele. Essa moça era uma stripper. Numa dessas boates nos Estados Unidos tem. Nos Estados Unidos não pode ter prostituição, mas pode ter stripper. Você não pode tocar, você não pode vender o seu corpo por sexo. Mas você pode fazer um show erótico, vamos dizer assim. Eu acho que o único estado que a prostituição é permitida é nevada. E aí ela tinha essa vida de stripper e até as
amigas dela ali não gostavam do marido dela, era um homem bem mais velho que ela, e ele estava agora querendo cuidar da criança, do Michael, só que a polícia ali percebe que tem alguma coisa errada, começa a investigar e ele vai, o Michael vai ser tirado dele e vai ser colocado num lar adotivo, mas pais adotivos vão adotar esse menino e ele vai começar inclusive a ser uma criança mais feliz. Só que as pessoas
essa boate, querem avisar a família dela de que ela morreu, né? De que ela morreu, pra avisar, pra velório, isso aqui. E acham o nome da mãe dela na lista telefônica e ligam pra mãe dela, pra mãe da Tonya Hughes. A mãe da Tonya Hughes atende e fala assim, coração, a minha filha morreu faz 20 anos, ela tinha 18 meses de idade, minha filha já morreu faz muito tempo. E todo mundo é tomado por uma surpresa. Então, afinal de contas, quem é a Tonya e quem é aquele homem
ser o marido dela e de quem, afinal de contas, o Michael é filho. Esse homem, esse marido da Tonya Hughes, que chamava Clarence Hughes, começa, inclusive, a querer a criança de volta no custo que custar, entra com processo, isso, aquilo, blá, blá, blá, e o menino morria de medo daquele cara. A polícia, então, resolve fazer, o conselho tutelar dele resolve fazer um teste de paternidade e descobre que o menino não é filho biológico
Clarence Hughes. Então ele é proibido de ter qualquer relação com esse garoto e esse garoto é adotado por uma família extremamente amorosa por quem ele tinha devoção e as pessoas gostavam muito do garotinho. Quatro anos se passam e esse menino vai ser sequestrado na escola onde ele morava, onde ele estudava. E a polícia sai porque descobre que foi esse Clarence Hughes e a polícia sai no calço dele pra achar o sequestrador de Michael. E ali vai começar, a gente vai começar a descobrir uma série
de mentiras construídas ao longo de muitos anos. Porque você fica sem saber quem é quem nessa história, qual é a real biografia das personagens e das pessoas. Aí você vai começar a conhecer a Tonya Hilkes. Você vai descobrir que o nome dela não era Tonya Hilkes. O nome dela era, sei lá, Sharon. Vamos chamar de Sharon porque acho que é Sharon o nome dela, esqueci o nome dela, esse segundo nome dela. Como que é descoberto isso? Porque estava passando uma matéria, uma reportagem,
sequestro do Michael e mostrando a foto da mãe do Michael. E uma mulher vê aquilo, chama a filha dela e fala assim, gente, a Sharon, a Sharon tá aí, e o nome dela não é Sharon, é Tonya, mas o que aconteceu com ela? Morreu, daí eu tenho uma comoção, porque essa garota que vê na televisão, ela era amiga dessa Tonya, que na verdade chama Sharon, desde criança, desde criança num outro lugar, acho que é na Flórida que ela morava. E ela vai contar a história, ela passa a contar, ela conta o seguinte,
uma menina, extremamente inteligente, extremamente capaz, que ela tinha passado, ela queria fazer engenharia espacial, ela tinha passado na universidade. Só que ela tinha um pai extremamente estranho e horroroso. E ela conta, inclusive, que a mãe da Sharon tinha morrido com a Sharon bem criança. Aquela mulher que foi atropelada, que se chama Tonya, na verdade é Sharon, e você vai te ver que não é Sharon. E que ela tinha a informação de que a mãe dela tinha morrido quando ela era criança. E ela só foi conviver com o pai durante a vida inteira.
Ele chega, um dia essa amiga dela que vê ela na televisão, descobre que ela morreu, conta que uma única vez ela foi dormir na casa da Sharon, e o pai da Sharon pega e abusa da filha com ela do lado. Com detalhe, o pai da Sharon, que é a Tônia lá na frente, é na verdade aquele que vai ser o marido da Tônia. Ou seja, o pai da amiga dela, o pai da Tônia, casa com a Tônia.
A menina, a Sharon, vai se engravidar e ela resolve ter o filho e doar para a adoção. Belo dia, a Sharon começa a ter uma amiga, inclusive, e eles começam a viajar, saem pelos Estados Unidos. A Sharon não vai fazer universidade porque ela tem que cuidar do pai, o pai não deixa ela ir fazer universidade. Ele vai sair daquela cidade, vai para outra porque começam a encher o saco dele.
strip. E ele virou o gigolô da filha. Então ele se apresentava como o pai da menina, então ela era o gigolô da filha. A Cheryl vai ter uma amiga. E essa amiga vai passar a participar do dia a dia da casa dela com o pai. Dá-se a entender que virou meio um trisal ali dentro daquela casa do inferno. Nem Nelson Rodrigues escreveria uma coisa tão horrorosa assim. Eu falo que a vida é a pior das roteiristas.
e ela mostra que realmente pode existir. E essa amiga dela passa a conviver com eles. Um belo dia essa mulher some, ela desaparece. E esse Clarence aqui, Hughes, que ela tinha outro nome quando era pai da Tony, ele resolve então sair de lá com a filha corrido. Ninguém entendia muito bem por que ela saiu corrido. A Sharon vai ter uma outra filha que vai dar essa filha também para a adoção, que a gente vai ver no documentário lá na frente,
E ela vai ter um terceiro filho, que é o Michael, que não vai vir a ser o filho do pai dela. Por que ele casa com a filha e o que acontece? Quando essa amiga da Sharon desaparece, na verdade, ele matou essa garota. E para ele não ser procurado pela morte dela, ele tinha enterrado o corpo dela em um certo lugar qualquer, ele muda o nome dele, porque ele muda o nome 500 vezes. Ele tem vários nomes dependendo da década que a gente vê. Eu estou agora na década de 1980.
Quando ele tinha como pai da filha na escola, era na década de 1970. Então agora na década de 1980, ele anda por cemitérios e pega nome de pessoas mortas. E ele consegue documentos novos, dando novos nomes e novas identidades para ele e para aquela menina que ele chama de filha, com quem ele vai se casar. Aí eles vão ser Tonya Hughes e Clarence Hughes. E ele vai dizer que ele é o pai do Michael.
Ela tinha muitas marcas, as meninas da boate do strip falam que ela estava sempre roxa. E isso, óbvio que era. Além de tudo, ela era também abusada fisicamente pelo pai, que no caso, o marido. A morte da agora Tônia levanta suspeitas, como eu contei, porque como ela tinha sinais de uma morte com objeto contundente e não de um atropelamento, todo mundo ao redor fica desconfiado que ela tenha sido morta.
isso não é levado adiante, não é levado na investigação. Com o sequestro do Michael que vem agora, na década de 1990, que vai tomando corpo e a polícia vai começando a querer entender quem é esse homem que sequestrou esse menino, que nem filho dele é de fato, e por que ele quer tanto assim esse garotinho. Aí vai se descobrir que o nome desse demônio, na verdade, é Franklin Floyd. O nome dele nunca é Clarence, não é outro, ele tem um nome chamado Franklin Floyd,
Nasseu na década de 1940, se não me engano, 1943. Ele já tinha passagem pela polícia por um sequestro de uma criança e estupro dessa criança, por roubo a banco e por ter batido numa mulher. Ele se dizia pai da Sharon e depois marido da Sharon, que vai virar Tony. Ou seria, seria um homem que casa com a própria filha. Ele tinha fotos, inclusive, da menina muito criança. A polícia vai começar a querer entender o que está, qual é a real história, porque a polícia começa a estar desconfiada no seguinte.
Esse cara já sequestrou uma criança lá atrás, na década de 1960. Quem é de fato essa Tônia que se chamava Sharon? É filha dele de verdade? É ela? É de fato ela? E a polícia começa a ter um encalço de achar o Michael e de tentar entender quem é aquela mulher que morreu atropelada, até mesmo pra começar a grudar nele um assassinato daquela que ele chamava de filha e depois de esposa. Mas eles não conseguem, eles não conseguem enxergar, a tecnologia era outra, eles vão...
em busca de pessoas desaparecidas e não consegue, vai virar num cold case. Por quê? O Franklin Floyd, ele vai ser preso por conta de uma batida policial, eles vão conseguir chegar nele porque começam a mostrar o fato dele, vão descobrir onde ele está e vão pegar ele. Só que quando pegam ele, o Michael já não estava mais com ele, diz ele que ele tinha deixado o Michael em alguma outra cidade que ele não lembrava onde era. Ele nunca assume os seus crimes, ele não se vende como um homem mau.
ele é um homem que não é reconhecido. Ele deve ter usado o argumento de que ele foi traído pela esposa, que era filha dele, e que o filho era dele, mesmo sendo biológico, ele deve ter usado todos os artifícios como um bom psicopata que ele é de fato. Esse é um psicopata mesmo. E aí ele vai contar a historinha dele, que ele tinha sido abusado desde criança, que ele apanhava na escola, que ele sofria bullying na igreja, que ele era violentado na igreja,
E aquilo foi construindo nele esse caráter dele. Todos esses psicopatas, é impressionante, como sempre passam por essa parte de abuso, o que pode não ser mentira, pode ter sido de fato o fermento para a construção do mal total dele. O que a gente sabe bastante bem é que pessoas que foram abusadas das crianças, elas se tornam seres humanos muito mágicos, no sentido de proteção ao outro, inclusive.
uma criança passando o que ela passou. No caso dele, ele se utiliza disso pra se fazer de vítima e dizer que o que ele faz é culpa dos outros e não dele. Isso é muito característico das pessoas com esse tipo de transtorno de personalidade, pelo que eu já entrevistei as pessoas e assim por diante. Mas esse cara vai preso e ele não conta onde está o Michael, ele não conta o que aconteceu com a Cheryl e ele não conta nada. Ele resolve e não conta nada. Ele foi preso, ele foi condenado pela...
pelo sequestro do Michael, ele foi condenado pela morte da amiga da Sharon depois, mas ele não conta quem era a Sharon e onde estava o Michael. E isso fica no coração dos investigadores, principalmente, de querer descobrir quem é que eram aquelas pessoas. Fica uma lacuna em quem investigou não ter conseguido chegar até o final. Nós vamos chegar no começo dos anos 2000. Nos anos 2000, um escritor resolve fazer um livro sobre esse caso.
E ele vê a foto da Sharon e fala quem é essa garota da foto, por isso que vira a garota da foto. Ele vai entrevistar o Franklin Floyd lá no presídio, quando ele conta todas essas mazelas da vida dele, mas ele não diz quem é o Michael e ele não diz que ele matou a Sharon e não diz quem é ela. Ele lança o livro, esse livro vai causar em alguns agentes do FBI o desejo de conseguir descobrir,
e fechar esse, como eles chamam de cold case. E são essas pessoas que vão conseguir dar pra gente o que de fato aconteceu com aquela mulher morta em 1990, atropelada, ou melhor, morta, por uma pessoa no meio da estrada. São engenhosos, são dois agentes FBI que lembram muito mais de Hunter, bastante. E eles vão fazer uma entrevista com esse Franklin Floyd, já na cadeira, ele já estava mais velho, porque ele nasceu em 43, isso é 2010,
2011, e ele acaba, acho que pela vaidade, esses agentes conseguiram entrar numa gaveta de vaidade dele, e eles sacam que esse Franklin Floyd, ao longo de toda a vida dele, ele foi mudando de nome. E eles entram numa conversa com ele pra saber da esperteza e da inteligência dele. Um mais bruto e outro mais tranquilo. Isso é o jogo do tira bom e tira mal. Ele, então, esse Franklin Floyd, ele acaba respondendo uma pergunta,
pela própria necessidade da arrogância. O policial pergunta para ele assim, o investigador, que nome você usava na época que você conheceu a Sharon? Ele nem pergunta se sequestrou a Sharon. Ele fala, meu nome era tal. Eu usava tal nome. E eu de você... Como é que a Sharon veio? Daí ele começa a entregar que, na verdade, ele, na década de 70, estava numa igreja e chegou uma mulher que tinha problema com os filhos, para ter os filhos de volta,
embora. Ali estava o nascedor de quem é aquela mulher morta na estrada. Gente, um bom investigador. O que é muito legal desse documentário é você ver o desejo de investigar. O desejo de chegar até o final. O desejo de contar aquela história que não está sendo contada direito. Isso é muito, isso é fantástico, isso é fabuloso. É uma coisa assim, deixa a gente com vontade de ver cada vez mais coisas, porque você vê o comportamento humano, inclusive, em quem quer descobrir o
humano que existe nesse enredo tão macabro. Então eles vão descobrir que, e a gente vai ver no documentário a entrevista com a mãe real dessa mulher. A mulher, na verdade, a Tônia, que depois chamava Sharon. O nome dela real é Suzane Marie Savakis. Qual a história dela? De onde ela veio? Por que ela se tornou, inclusive, o objeto de desejo de um psicopata que foi com ela até o final de onde ele queria? Esse cara é classicamente um pedófilo.
Pedófilos, eles não se relacionam com as pessoas adultas depois. No caso aqui desse Franklin Floyd, ele tem que dar o cabo daquela que foi filha, depois esposa, claramente para pegar o filho. Nós não sabemos o que ele fez com o Michael, mas não deve ter sido coisa agradável, não deve ter sido um passeio no parque. Devem ter sido coisas terríveis para esse menino, o que ele deve ter, porque o menino passou a ser o novo objeto dele.
a Tonya, que foi um dia a Sharon, ela vem de uma mãe, ela é filha, de uma mãe que casou muito jovem com um rapaz que era inclusive veterano do Vietnã. Quando esse veterano do Vietnã volta, a mãe se separa, a mulher dele se separa dele, casa com outro cara e tem duas filhas. Então ela passa a ter três filhas. Quando ela se separa desse segundo marido, ela fica sem casa, sem comida, sem dinheiro, sem nada. E ela até oferece a Suzane, que é a Sharon, para o pai cuidar.
cheio de traumas e ele abriu mão da filha. Essa mulher, a mãe da Suzane, a mãe da mulher que morreu lá em 90, pseudo atropelada, diz ela que ela entrou na igreja, foi pedir uma luz para Deus e conheceu esse Franklin Floyd, que já imediatamente ele propôs o casamento. Gente, pelo amor de Deus, né? Essa mulher, essa mãe da Suzane, ela é copartícipe do fim do que a filha teve de final.
Um dia ele pega as três meninas dela e leva embora, vai embora com as três. E ele larga as duas mais novas, porque ele tinha verdadeiro fascínio pela Suzane, que vai vir a se chamar Sharon, porque ele muda com ela e a mãe tentou procurar, mas não achou. O pai também, beijo para a filha. Essa moça morre do abandono exato de pai e mãe. Quem nunca abandonou ela foi nas amigas, que ela tinha que largar pelo caminho,
uma vez que ela era obrigada por esse homem que ela chamava de pai depois de marido, porque ela não tinha outro conhecimento, essa menina cresceu com ele. Cresceu, inclusive, entendendo que o que ele fazia com ela era correto, era certo. Não era vergonhoso, era uma brincadeira do papai, porque ele organizou a cabeça da sua vítima para não o ver como algoz.
daquele universo, aquilo era o correto. Aquilo era o bom. Ela não conhecia, ela achava que o ruim era bom porque ela não conhecia o bom de fato. Ela não convivia, ela não podia ir à casa dos amigos e nada assim por diante. Apesar de ela ir à escola, ela tinha dentro do universo dela, fechado, aquela realidade que pra ela era existente com todo mundo. E ele era muito sacana e safado mentalmente, porque ele percebia que quando ela ia começar a poder raciocinar,
ia e mudava de nome. Ela não teve tempo. Quando ela começa a ter uma maturidade emocional, uma maturidade intelectual, ele já leva ela embora, casa com ela e taca ali filho. Os filhos não eram dele. O que é levado em consideração é que ele provavelmente a vendia como prostituta para vários homens e ela acabou engravidando. Porque ela não tinha relacionamento com homens, ela não tinha namorados, ela não tinha ficantes. Ela tinha o que o pai permitia que ela tivesse, o pai obrigasse ela a ter. Essa mulher vai ter três filhos. Um que a gente não sabe,
O que aconteceu? O outro que ele vai acabar contando, Franklin Floyd, para esses investigadores, que ele matou o Michael com dois tiros na nuca e teria enterrado em certo lugar. O corpo desse menino nunca foi encontrado. Mas ele confessa a morte do Michael e diz como foi. A da... que agora o nome real dela, Suzane, fica na dúvida, mas ele também, ele que com certeza tirou a vida dela. Isso sem dúvida nenhuma. Só que ele tem a facilidade
do convencimento da sua vítima, uma vez que ele tem essa vítima o tempo inteiro ligado a ele como o único cordão umbilical familiar. Mesmo ele não sendo família, ela não fazia ideia, ela não sabia. Ninguém procurava por ela. Ninguém foi botar ela como desaparecida. Ela não sabia que ela não era dele. Para ela, ela sempre tinha sido. E aquilo era o que ela tinha que viver e ser. E aí ela teve um filho que a gente não sabe para onde foi, que aconteceu.
por esse Franklin Floyd. E vai ter uma terceira filha, que ela vai aparecer no documentário, porque a Sharon vendeu com o marido dela, então, acho que todos achando que era o marido dela, que não era nada, era o sequestrador dela. Ela vende a filha dela para um casal que queria adotar. Então, inclusive, a tia dessa menina, a tia adotiva, ela conheceu a Suzane.
morreu ali na estrada. E essa menina queria saber de onde ela era, como ela era, mas ela inclusive ajuda o FBI, quando esse autor lança esse livro, ela entra em contato com ele e fala, se o meu DNA ajudar, eu cedo ele para poder chegar em uma linha familiar. Eu até achei que fosse ser utilizado dessa maneira para chegar até a família dela, mas não foi. Como aconteceu com o João, aqui da mãe narcisista, que eu fiz as entrevistas, que ele descobriu de onde ele veio através desses laboratórios,
que cruzam DNAs para ver com a sua família, de onde você veio e tudo mais. E ela não foi, isso não aconteceu. O que acontece é que ele, o Franklin Floyd, acaba contando para os investigadores o nome que ele usava à época, quando ele leva embora a menina chamada Suzane, que vai vir a ser Sharon, vai vir a ser Tonya, e vai ter 20 anos, ela morre com 20 anos, essa garota, morre de uma maneira horrorosa. Ela teve três filhos dos 20 para trás,
entre os 15 e os 20 anos. Ela viveu em fuga com esse homem e ela viveu mudando de nome. E ela não sabia qual era a sua identidade. Pra ela, a identidade dela era o que aquele ser horroroso dizia que ela era. Não tinha dúvida sobre isso. Então, essa história... Deixa eu ver se tem mais coisa aqui. Essa história da Suzane Marie Savacks, que é esse ótimo documentário A Garota da Foto. Vale muito a pena assistir. Mesmo com tudo que eu contei aqui, você vai continuar entrando no suspense.
Ele é muito bom, muito bom, mas muito bem produzido. As entrevistas são ótimas, a cadência, os pontos de virada. E é um documentário de uma hora e vinte. Se você assistir, pá, já foi. É isso, parece que tenham gostado. Se você já conhecia essa história, porque esse documentário é de 2022. Estou fazendo agora, em 2026. Estou um pouquinho atrasado, mas cheguei aqui. Se você já conhecia essa história, me fala, me escreve aqui no comentário.
Me deixa a dica de séries, porque eu preciso saber o que vocês querem assistir junto comigo aqui. Então, até já. Obrigado. Tem vídeo todo dia, hein? Até já.