Episódios de CRIME e MISTÉRIO c/ Beto Ribeiro

MÃE E FILHO MATARAM ADOLESCENTE C/ MARTELO E FACADA POR CAUSA DE JOGO - NICOLLAS LIMA

18 de maio de 202641min
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Confira o caso comentado do crime contra Nicollas Lima Serafim, adolescete que morreu na frente da escola onde estudava em Anápolis, Goiás. Maria Renata de Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos, mãe e filho, foram condenados pela morte do jovem Nicollas. Segundo a Justiça, o motivo do crime foi uma briga entre o irmão de Kaio e a outros adolescentes por causa de um game online (Fire Free). Além da vítima, outros dois adolescentes chegaram a ser internados em estado gravíssimo após também terem sido vítimas da violência.#crime #familia #games #podcast

Participantes neste episódio1
B

Beto Ribeiro

HostJornalista
Assuntos5
  • Roubo e criminalidade urbanaMaria Renata de Merces Rodrigues · Kaio Rodrigues Matos · Nicollas Lima Serafim · Mãe e filho condenados · Motivo: briga por jogo online · Uso de martelo e faca · Vítimas secundárias · Julgamento e condenação
  • Consequências do CrimeIntenção premeditada vs. impulso · O papel da mãe na armação do crime · Legítima defesa e a violência emocional · Consequências da prisão e perda de liberdade · A dor eterna da família da vítima
  • Reflexões sobre Poder e ViolênciaLei como limitação, não educação · Medo da prisão e a realidade carcerária · Aumento da violência e futilidade dos crimes · Feminicídio e o 'macho alfa' · Ausência de humanidade e o direito de vida e morte
  • Impacto dos videogames na formação geracionalGeração de 'gamers' e o futuro · Vida virtual vs. realidade · Importância do estudo e desenvolvimento intelectual · Jogos online como fonte de conflito · Discord e servidores de jogos
  • Bullying EscolarAmeaças e bullying no ambiente escolar · Responsabilidade da escola na segurança dos alunos · Casos de violência e a reação da escola · Vítimas de bullying e a escalada da violência
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Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Por favor, não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho, marque nas suas mídias sociais, marque a todos nas mídias sociais. Se puder, seja membro, se puder, está tudo certo. Deixe ser bem comigo até o final deste caso comentado, que vai ser rápido. A história em si, ela se fecha sem grandes... A história, ela é muito rápida, é uma sinopse muito rápida. Mas eu resolvi fazer o caso comentado porque eu tenho percebido o quanto as pessoas estão transformando

a realidade videogame, seja a idade que for, e principalmente a ausência até mesmo do medo de ser preso. Eu ouvi de um advogado que eu respeito muito, e eu tenho repetido isso, que eu acho que é importante a gente refletir sobre. A lei não foi feita para te educar, a lei foi feita para te limitar. Se você não entende a importância da vida humana, seja a sua ou a do outro.

a lei vai fazer você pagar por essa sua ausência de humanidade. Se você matar, você vai preso. E antigamente as pessoas, eu tenho uma sensação de que as pessoas tinham mais medo de serem presas, porque a realidade da prisão era algo muito doído de se imaginar estar lá.

Então você evitava fazer crimes não só porque você, em princípio, deveria não querer fazer crimes, mas porque para a cadeia não estava a fim de ir. Eu tenho sacado uma classe média que parece que se sente acima do bem e do mal e eu não sei de onde está saindo isso.

Por que as pessoas estão tão corajosas e tão poderosas de matarem umas às outras, na maior de todas as futilidades? O feminicídio também está fútil. Os homens estão matando as mulheres. Eu acho que, inclusive, porque as mulheres estão, como disse a Marilis Pereira Rocha, Marilis Pereira Jorge, uma excelente jornalista minha amiga, que tem até um bate-papo meu aqui com ela, da Folha de São Paulo e tudo mais, Nos últimos 20 anos, as mulheres...

têm conseguido serem mais donas de si mesmas. Isso está cada vez mais irritando o tal do macho alfa, que está se reorganizando em macho esfera e assim por diante. Então, o fato de a mulher estar se tornando um ser único dela mesma, faz com que os homens tenham ódio de eles não poderem mais exercer o seu bel prazer em cima delas, uma vez que hoje tem leis que proíbem, inclusive, violência doméstica.

Mas dentro do feminicídio, você ainda tem uma história a dois, uma relação que se construiu de uma maneira perversa e cruel, que termina numa morte em que existia, de fato, uma conexão entre autor e vítima. Eu não estou dizendo que isso justifica, eu estou só dizendo que isso...

faz com que a gente se torne um pouco distante do crime, uma vez que se você não tem esse tipo de atitude com as mulheres, sendo homem, ou mulheres não se relacionam com esse tipo de homem, você se sente um pouco mais seguro. Porque, afinal de contas, você não vive aquela realidade cruel e marginal ali dentro daquele tipo, que eu gostaria de usar uma outra palavra que não relacionamento.

Este caso que a gente vai falar aqui agora, que é do menino do Nicolas Lima Serafim, um garoto de 14 anos que morreu ali em Anápolis, em Goiânia.

É algo, ali próximo de Goiânia, ali em Goiás, é algo que eu fiquei olhando, eu revi 500 vezes o que deu para ver de material em todos os portais locais que cobriram muito bem essa história. E eu, cada vez que eu olhava, eu falava assim, não é possível. Não é possível que eu estou falando da morte de um menino de 14 anos, que foi organizada por uma mãe e por uma mulher.

que num primeiro momento queria ainda se colocar em legítima defesa. E aí você vai vendo o quanto tudo vai se tornando cada vez mais diabólico, uma vez que uma pessoa sai de casa com um martelo.

e com uma faca. Só o ato de você sair de casa com essas duas ferramentas já mostra a sua intenção. Você não foi pego de sopetão, não dá para falar que foi violenta emoção, não vai falar que foi legítima defesa, uma vez que você vai para cima dos outros.

com uma faca e com um martelo. Inclusive, as próprias defesas dos dois autores, que eu vou entrar aqui, mãe e filho, eles, em momento nenhum, negam o ato da morte construída e realizada por essa dupla familiar de filho e mãe.

Mas você olha de novo a futilidade de matar uma pessoa, de sair de casa na intenção de matar. E além de tudo, mata aquele que nem sabia que ia matar. Então assim, é tudo tão nada, a vida está se tornando tão nada, com penas tão agravadas, que você tem uma certa sensação de que por mais que a gente coloque pena perpétua, 200 mil anos de prisão, isso, aquilo.

A pessoa que está decidida a matar, única e exclusivamente porque ela acha que ela tem esse poder de vida e morte, ela não vai ser tolida dessa construção que está na sua primeira pele. Então, pergunto, já deixo essa pergunta no ar. O que fazer para pessoas como essas daqui que nós vamos entender?

possam perceber que elas não têm o direito de determinar quem vive e quem morre. Mas, antes de mais nada, eu sou o Beto Ribeiro e este é o especial Caso Comentado, que já é também um caso encerrado, porque encerrado foi agora, nesses últimos dias de abril de 2026.

Esse caso se encerrou. É um caso que começa no dia 20 de fevereiro de 2024. Eu estou gravando isso daqui em 2026, pouco mais de dois anos. A história em si, ela vai ser muito... De novo eu vou repetir, a história em si vai ser muito curta, porque você não tem uma...

Um arcabouço de emoções, a não ser a única e exclusivamente a história de uma pessoa perversa que quer porque quer tirar a vida de alguém. Mas no dia 20 de fevereiro de 2024, o Nicolas Lima, ser afim de 14 anos, vai morrer.

Está decidido. Ele não sabia. E eu vou te falar, talvez nem os autores da morte dele sabiam que iam matar ele, mas os autores sabiam que iam matar alguém. Tudo acontece na frente de uma escola estadual, uma escola estadual simples, ali nessa cidade Anápolis, ali próximo de Goiânia.

Onde, do nada, tem um grupo de jovens ali numa esquina, acabaram as aulas, era mais ou menos meio dia, os adolescentes ficam ali batendo papo, ainda na frente do portão da escola. De repente, você vai ver em imagens, depois, durante a investigação, eu vou construir como foi a história, depois eu vou contar como foi a parte cronometrada corretamente.

Você vê pelas imagens, de repente chega uma senhora, mais baixinha, e um outro rapaz, que é mais velho já, já com 20 anos de idade, essa senhora tem 43 anos, a época em 2004, 43 anos, e esse rapaz, 20 anos, ao lado dela, mãe e filho.

Na verdade, você vê ainda mais um outro jovem chegando junto. Então você tem a mãe, que é a Maria Renata Rodrigues, que é uma mulher de 43 anos, junto com Caio Rodrigues Matos, filho dela, com 20 anos, e um terceiro, junto, que é o João Gabriel, que já falaram esse nome muitas vezes, que é o filho dela ali, adolescente.

Esses três chegam numa esquina e começam, já vão ao encontro. Não sei nem se falar se você vai em encontro ou de encontro, porque ela vai bater mesmo de frente com os outros, né? Porque ao encontro é ir ao encontro e de encontro é de encontro de bater. Ela vai encontrar com alguns rapazes que estão ali na esquina desta escola e eles já chegam impetuosos. Você não tem o alto, mas você tem a visibilidade da ação corporal de todos eles.

Com detalhe, essa senhora carrega em suas mãos um martelo. E esse rapaz, o Caio, de 20 anos, uma faca.

Começa uma discussão ali, uma coisa em petó, assim, vai, bate e tal, não sei o que lá, uma coisa muito de posicionamento lá, parece uma briga de galo que vai começar ali. Começa um empurra-empurra. Essa senhora começa a pegar aquele martelo e jogar ao vento, assim. Parece que ela não acerta ninguém com o martelo, mas ela vai ser a Charles Manson da história, por isso que a pena dela vai ser muito alta, inclusive.

E esse outro filho dela, esse Caio, ali em princípio parecia que ele estava porque ele queria estar ali e não sob o comando de alguém, começa a desferir golpes de facadas e vai dar um golpe de facada fatal no Nicolas e mais duas outras vítimas que quase morrem, mas não morrem por pouco. Uma das vítimas, gente...

Ela até teve um, foi receber uma facada, não vou dizer superficial, porque uma facada para mim nunca é superficial, mas uma facada que não colocou em risco de morrer ou em risco de vida. Tem gente que fala em risco de morte, mas é a vida que está em risco. Algum jornalista lá na década de 90 inventou que é risco de morte, é risco de vida, a sua vida está em risco.

Mas eu vou, você usa o risco do jeito que você quiser. Quase que o cara... Tem um que não morreu, não morreria pela facada. Mas a segunda vítima, até anotei, porque eu fiquei tão horrorizado, tudo que aconteceu com ele. Então você tem o Nicolas, que recebe uma facada, ainda anda durante o vídeo. Você tem um outro menino que até ele levanta a blusa e você vê a facada nele. E você tem um terceiro que você não vê ali no momento do vídeo.

Mas o Nicolas, ele anda um pouco e ele cai já praticamente morto. Esse outro menino que consegue...

não morreria pela facada, mas é uma facada que com certeza o marcará para sempre, né, na sua memória, e esse é um tipo de trauma muito complexo de você conseguir passar por tudo isso. E você tem a terceira vítima, que vai quase, ele fica no limite.

Entre a vida e a morte, esse menino também, o Nicolas tinha 14 anos, um tem 12 e o outro tem 15 anos. Eu não sei qual dos dois, porque você não tem os nomes e tal, mas uma das vítimas que quase...

quase, por pouco, bateu na trave, ele perdeu um rim, perdeu parte do intestino grosso e perdeu o básico. Ele não morreu, mas a vida dele mudou para sempre. Porque quando você recebe esses golpes tão fatais, que vai mexer internamente no seu corpo, você vai ter que reentender muitas coisas.

que para você era natural. Quando você perde um rim, você fica com o outro muito mais sobrecarregado. Então, o fato de tomar água e tudo mais, se torna algo que seria tão corriqueiro para todo mundo, para ele sempre será um ponto de alerta. Ele perdeu parte do intestino grosso, eu não sei se ele carrega aquela bolsinha de colostomia. Ele perdeu o baço. O quanto que o baço vai impedir de ele comer e beber tudo que ele poderia comer e beber ao longo da vida.

Isso é para sempre. O menino que levou a facada e ele não morreria, ele tem o trauma, assim como esse outro. Então você tem uma mãe e um filho que chegam num colégio, numa escola de crianças, determinados a matar. E esse é um ponto que eu sempre digo que a gente pode aprender e muito.

com a vida e a morte das histórias que a gente conta aqui, até mesmo para nos olharmos. As pessoas andam muito nervosas, gente. Todo mundo tem o seu dia ruim. Todo mundo pode ter um dia, inclusive, de fazer um escândalo, de gritar, de berrar, de brigar. Gritos, berros e xingamentos, eles ainda não matam.

São perigosos, você não sabe o quanto que você está fazendo, está maltratando outra pessoa, o quanto que isso está fazendo do outro vir para cima de você para você morrer, é um risco que você corre também. Mas todo mundo tem o seu dia de fúria, desde que você não pegue uma faca e enfie no outro. Mas você pode às vezes brigar, brigar, não na porrada, brigar verbalmente, dependendo do que se fala também é crime, mas não é um crime de vida e morte.

Neste caso, aqui, as pessoas saíram de casa para matar. E o que eu mais acho incrível é o seguinte.

Uma coisa é você estar na sua casa e o seu vizinho começar a te irritar e você começar a gritar pela janela que você odeia ele. Outra coisa é você sair de casa para encontrar o seu vizinho na esquina para matar ele. A sua intenção de matar já não é mais uma coisa de um dia ruim, um dia que você está mais esquentado. É uma decisão tomada na calma e usada no desejo.

Neste vídeo, você percebe que ali ninguém está sobressaltado. Está todo mundo decidido. O que aconteceu nessa história? Num primeiro momento que você tem a chegada da Maria... Como é o nome dela, Jesus? Eu e meus nomes, né, gente? Vamos lá. A chegada...

da Maria Renata e do Caio, porque a Maria Renata é mãe do Caio Rodrigues, de 20 anos, e ela é mãe do João Gabriel, que é adolescente. A chegada deles teve uma motivação, e qual é essa motivação para fazer tudo isso acontecer? Num primeiro momento, se jogou muito no ar, que seria por ciúmes de uma menina.

que seria a namorada do Caio, e que o Nicolas estaria ficando, e que aí eles foram lá, mas não dava muito jogo na imagem, porque eles nem iam pra cima do Nicolas, vão em cima de um outro rapaz. Então tá, então o ciúmes na verdade era desse outro rapaz, que é amigo do Nicolas, e o Nicolas se meteu, e aí o Nicolas morreu. Mas ciúmes ainda seriam emoções mais fortes.

para você trazer para o humano, apesar do desumano, os ciúmes, o amor, a paixão, o ódio, a vingança, são sentimentos carregados de fúria, mas são sentimentos que têm uma ligação emocional entre a autora e vítima. Neste caso, vai ser tudo desmontado.

Inclusive, na época que eu vi isso daí e tal, e estavam até esperando o IPM de uma menina, que teria sido o pivô de tudo, mas tudo foi sendo rapidamente quebrado e esse crime vai sendo apresentado de uma maneira ainda mais vulgar no seguinte sentido, sem motivação nenhuma.

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Eu voltei seco na calça. Não era um casaco future form, porque o Saiba não tem. Sider, faça um casaco future form. Por quê? Sabe aquela coisa de andar na chuva e ficar a barra da calça molhada? Não fica, gente. Eu tô falando sério, de verdade. Isso aconteceu comigo. Eu cheguei no hotel e falei, Aru, olha isso, realmente não... A calça tava seca. Eu fiquei impressionado. Então tem toda essa tecnologia da Sider que vem pra gente.

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Ah, é tão assim que eu fico olhando, meu Deus do céu, por que as pessoas vão estudar? Estavam jogando, jogou online, e eu pergunto de novo. Já vou começar com essa pergunta. O que estão fazendo, fazendo jogo online o dia inteiro, gente?

Pelo amor de Deus, garota, vai estudar um pouco também, né? Eu fico imaginando que geração que tá chegando aí que só sabe fazer jogo online. A vida não é 3D, a vida não é uma tela, a vida não é... Gente, como é que vai ser o seu trabalho? Como é que vai ser o seu desenvolvimento intelectual? Quem vai ser o presidente desse país daqui a 50 anos, meu Deus?

Eu fico olhando, é uma geração do videogame que acha que deu reset, a vida volta do zero, não volta. Você não tem três chances na sua existência, você só tem uma que é aquela que você está vivendo. A vida é um plano sequência, só tem um corte na vida, que é o dia que você morrer.

E você tem essa coisa hoje em dia de jogos, antigamente você jogava Atari, você jogava você e um amiguinho do lado. Então era um jogo real, você e um coleguinho. Hoje você joga na sua casa, no seu celular, no seu computador, e o outro colega joga onde ele estiver no mundo. Então isso se ampliou para uma coisa, assim, monstruosa, onde você tem jogos, às vezes tem 7, 12, 20, 30 pessoas jogando ao mesmo tempo, numa mesma trajetória de um joguinho ali.

Que dá, inclusive, briga. Porque se você for um jogador menos bom que o outro, o outro ainda vai ficar bravo porque você tá no time dele. Só que é um jogo online. Gente, é um jogo online.

Eu queria saber quantas horas por dia todos os envolvidos na história que eu vou falar agora jogam jogo online. E eu queria saber por que não vão estudar. Por que vai fazer um esporte? Vai jogar bola? Vai ir para a academia? Vai fazer natação? Vai fazer inglês? Porque se você é um menino de 14, 15 anos...

E se você tem o luxo de ficar fazendo jogo online a tarde inteira, é porque você não precisa trabalhar. Olha como você já saiu na frente do rapaz de 14, 15 anos que tem que ainda trabalhar para ajudar a família a pagar o jantar. Se você tem tempo para ficar fazendo jogo online, você tem tempo para estudar. Se utiliza desse tempo porque for melhor para você. Vá aprender a escrever, vá aprender a ler, vá fazer línguas, vá fazer natação, vá fazer algo que vai ser bom para o seu futuro. Jogo não vai te dar futuro, coração.

Você pode virar o melhor jogador do mundo e virar trilhardário. Mas mesmo o melhor jogador do mundo precisa, inclusive, desenvolvimento intelectual. Porque jogo é estratégia. Não é só você saber onde está o cubinho mágico. Ele tem uma série de coisas que é a matemática. Estudar matemática é o que vai te trazer. Mas estavam lá jogando.

online. Esse filho mais novo da Maria, Renata e irmão do Caio, que é o João, o Gabriel, uma coisa assim, ele estava jogando online com outros rapazes da escola.

Um desses meninos, amigo do Nicolas. O Nicolas não estava, aliás, não sei se é Nicolas com ela ou com dois L's, porque os pais do Nicolas apareceu saudade e Nicolas com ela e só, mas todos os lugares escrevem Nicolas com dois L's. Fica aqui o convite, inclusive, já de antemão para os pais do Nicolas dar a entrevista para as defesas da Maria Renata e do Caio também. É só mandar e-mail para a equipebertorribeiro.com Mas...

Eles estavam ali jogando online. O João Gabriel, filho da Maria Renata e irmão do Caio, dos assassinos, junto com outros garotos da escola. Um deles, amigo do Nicolas. O Nicolas não estava no meio disso daí. O Nicolas não fazia parte desse jogo online. Eu não sei se o Nicolas não jogava online, mas eu sei que nesse dia específico, o Nicolas não estava jogando online. E começa uma briga entre eles. Segundo a mãe, segundo a Maria Renata vai falar, durante o julgamento dela,

O filho dela vinha sofrendo muitas ameaças dentro da escola, muito bullying dentro da escola e tudo mais, e que ele andava com medo. Olha, eu como sobrevivente de bullying, eu posso te falar, não é matando que você resolve nada.

Às vezes é só trocando escola. Por mais, porque o próprio pai do Nicolas vai depois, numa entrevista que ele deu pra Record, ele vai se contar a mágoa que ele carrega, inclusive, em relação à escola onde tudo aconteceu. Porque quando o Nicolas morre, ele simplesmente recebe uma ligação. Seu filho foi esfaqueado e ele morreu. Seu filho foi esfaqueado, ele chegou no hospital e tinha morrido. E ele pergunta pra escola, mas vocês estão cuidando dele? Desligam na cara dele.

Fica também a pergunta para a escola. Ela sabia dessa confusão que estava existindo ali dentro, envolvendo, segundo a Maria Renata, o João Gabriel, o filho mais novo dela, e os amigos do Nicolas? Ela sabia, é verdade que o João Gabriel sofria bullying? É verdade que o João Gabriel, ele era, como é que fala? Ameaçado, inclusive de morrer. A vida dele estava sob ameaça.

A escola sabia, a escola não sabia, os professores não percebem? Porque tem que perceber, gente. Eu sei que não é a escola que educa, mas ali é o local, se tudo acontece na escola, a escola tem que estar de olho. Não adianta. Ah, são muitos alunos. Não adianta. Se você não quer esse trabalho, não vai dar aula e não seja diretor de escola. Olha que coisa simples.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais. Em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.

Não é? Se você não quer... Não adianta você jogar a culpa no sistema e no seu emprego. Você está nele porque você quer. Eu vou te devolver. É função, sim, da escola saber o que está acontecendo ali dentro, entre os alunos. Até mesmo para salvar vítimas de bullying.

Vítimas de bullying estão acabando se transformando em atiradores também de escolas através dos Discord da vida. Jogo aqui uma pergunta. Essa turma toda desta morte do Nicolas não estava no Discord também? Onde eles estão fazendo esse jogo online? É através do Discord?

Eles faziam parte de servidores e panelas? Convido você a assistir a entrevista com a doutora Liz, que eu fiz aqui, que ela explica toda essa parte do discórdio, onde existem, inclusive, esses desafios de brigas online, brigas gravadas, torturas e assim por diante. Eles fazem parte? A investigação vai chegar até aí para entender de onde está vindo tanto ódio e tanta decisão de vida e morte em pessoas ainda tão jovens? Mas o fato é que...

Amigos do Nicolas e o João Gabriel estavam fazendo esse jogo online. Segundo o Caio, o irmão do Nicolas e um dos assassinos, irmão do Nicolas não, perdão, o Caio, o irmão do João Gabriel, o Caio esse e um dos assassinos, o Caio disse que o irmão começou a sofrer ameaças de que ia apanhar na escola e o Caio entra no jogo online e fala, ninguém aqui vai bater no meu irmão. Sendo que o Caio tem 20 anos, os outros tem 14, 15 anos.

Claro, eu tenho irmão mais novo. Sempre vou tentar defender ele, apesar que eu nem precise. Meu irmão mais novo, ele que me defende. Tem um em 90. Forte pra caramba. Ele que vai me defender. Mas quando ele era criança, eu era irmão mais velho. É óbvio que a gente entraria em defesa do irmão mais novo. Eu entendo até o Caio.

Ter falado, no meu irmão ninguém vai encostar. Eu entenderia eu cair na escola e falar assim, se encostar, no meu irmão vai sair na porrada comigo. Até porque hoje tem uns 15 anos, que é um dos caras gigantescos. Eu não entenderei jamais pegar uma faca, ir com a faca para esfaquear. E uma mãe com um martelo para martelar. Isso não tem como. Eu entendo o desejo de defender o seu irmão mais novo. Claro, isso é a irmandade. Mas a defesa parte, inclusive, de chamar a polícia.

de ir lá na escola falar com a diretora, de ficar enchendo o saco do professor e até mesmo trocar o menino de escola. Porque às vezes o mal vai ganhar. Mas é melhor a gente estar bem, vivo e tranquilo, do que tendo que vencer tudo, inclusive quem é que está mais certo e mais errado na escola. Não precisa, a gente já vai ter tantas batalhas na vida, mas não foi nada disso que aconteceu.

Naquele dia específico, no dia 20 de fevereiro, teria uma briga marcada, a gente vai resolver lá fora na escola. Eu juro por Deus que eu achei que isso tivesse acabado, achei que isso fosse do passado, mas continua existindo. A mãe do João Gabriel e o Caio ficam sabendo e eles vão até a escola buscar o João Gabriel, a Maria Renata.

Aqui quebra totalmente a violenta emoção, por quê? Essa decisão de que eles irem à escola acontece no dia antes. Não acontece na hora.

E eu nem estou entrando aqui porque a defesa não entrou em violenta emoção, mas muita gente pode falar. E teve gente até que suscitou quase. Ela, no primeiro momento da prisão, os primeiros depoimentos, principalmente tomados do Caio, que tem em vários lugares, ele disse que praticamente foi legítima defesa. E não é legítima defesa, Caio. Não existe isso. Você foi julgado, condenado por homicídio, não legítima defesa.

Os dois vão então buscar o João Gabriel. Eles pegam o João Gabriel na escola, colocam o João Gabriel no carro. Durante o julgamento, a Maria Renata deu um depoimento muito emocionada, chorando muito. É claro que ninguém quer pra cadeia, né? Ninguém quer pra cadeia.

Ela fala que ela estava ali, que daí ela parou o carro e falou que... Já com os dois filhos dentro do carro dela. Sendo que ela vai de casa para a escola com o carro dela, com uma faca e um martelo. Ela, a Maria Renata, segundo tudo que saiu, é ela que dá a faca para o carro. A mãe arma o filho. É o Charles Manson, né? Eu não preciso suaquear ninguém, você vai lá e suaqueia para mim.

Ela vai, então, para o carro. Ela já está indo embora. Ela podia ir pra polícia, ela podia ir pra falar com a diretora, ela podia ter feito uma série de ações. Mas ela toma a decisão que já estava decidida. Ela, então, a Maria Renata, para o carro e fala, bate boca com os meninos que tinham feito...

o jogo online com o João Gabriel. E eles falam, segundo ela, segundo a depoimento dela, eles dizem assim, eu não tenho nada a ver com você, o meu papo eu vou bater só no João Gabriel, não vou me bater em você, tia.

Ninguém viu isso. É o que ela disse que ouviu. Ela para o carro. Ela já estava no carro indo embora. Que é o que o juiz, eu vou botar depois a fala do juiz, que foi muito correta para todos nós. É uma fala para todo mundo entender que, de novo, a lei não vai te educar, a lei vai te limitar. Gente, ninguém quer ir para a cadeia.

Só quem cai pra cadeia é bandido de verdade, porque lá na cadeia ele faz um doutorado, um mestrado. Ele sai mais forte porque é a carreira dele de bandido. Se você... A Maria Renata e o Caio, eles estão entrando num mundo que não era deles. Mas que agora vai ser por um bom tempo. Talvez, no caso da Maria Renata, pro resto da vida.

Maria Renata, então, sai do carro, desce o carro com o Nicolas e com o João Gabriel e vai bater de frente com aqueles meninos ali na esquina. Naquele grupo está o Nicolas Lima Serafim, que não estava fazendo aquele jogo online. Ali você começa a ver que tem um punch de empurra-empurra. A Maria Renata muito postada, inclusive com o martelo na mão.

E começam a se empurrar as pessoas ali, fica uma confusão durante o vídeo. Eu não vou pôr o vídeo aqui porque o vídeo é muito violento. Ele, se eu quiser, você vê, tem mais lugar. Aí ele começa a se empurrar e empurra. E o Nicolas está ali junto com o amigo dele, porque esse amigo do Nicolas, que eu não sei se é um dos meninos que saiu ferido também, esse amigo do Nicolas é quem estava com um problema com o João Gabriel. O Nicolas já nada, só estava... E aí

Ele acaba levando a pior das faquelas. Ele entra em batida e você vê no vídeo a atitude do Caio, decididíssimo. Gente, ele sabe que o faquel é uma pessoa. Que é difícil, hein? É complicado, você tem que ter muita força, tem osso, tem tudo.

Ele dá essa facada no Nicolas, aí ele ainda acaba dando mais uma facada nesse outro menino que perdeu o baço, parte o intestino grosso e um rim. Daí deve ter sido mais, né? Porque dá pra numa facada só pegar tudo isso, não sei. E esse terceiro menino também leva uma facada. A mãe, você vê que ela fica assim com o martelo.

Não se dá a sensação de que ela acertou ninguém e não saiu em lugar nenhum na imprensa que ela teria acertado a martelada em ninguém. Mas ela é a autora dessa morte. Tristemente, os pais do Nicholas vão receber essa ligação da escola falando que o filho tinha levado uma facada e que já teria, inclusive, morrido.

Tá certo, pai. A forma com que a escola falou com ele foi muito triste. Muito, muito triste, segundo ele, muito desumana até. E muito sem levar em consideração. Eu não acendi as luzinhas ali atrás? Ah, eu não acendi as luzinhas. Agora vai ficar sem luzinha. E sem... Sem...

Sem preocupação, né? Gente, tem pedagogos na escola, em todas as escolas que eu digo, uma escola quando passa por uma situação dessas, eu lembro, por exemplo, um menino morreu na minha escola, quando eu tinha 14 anos, ele morreu afogado no mar durante as férias de julho. Cara, pra escola contar, ele era um menino de uma série, acho que era abaixo da minha.

Foi muito bem feita. Eu me lembro que a escola ficou em silêncio total, porque ao mesmo tempo, em todas as salas de aula, estava sendo contada essa partida tão triste desse menino. E eu me lembro que foi a primeira vez que eu senti a morte perto de mim, porque era uma pessoa da minha idade.

Próximo a mim, pelo menos. E ali era um metriche, né? Um pai e tal. Segundo, o pai foi muito mal acolhido pela escola. Fica aqui o convite, se a escola quiser, na entrevista. A escola, que eu digo, né, gente, as pessoas responsáveis pela escola, poderem trazer o seu ponto de vista. Só estou retratando o que o pai contou.

Eles vão ser presos e eles vão, num primeiro momento, Maria Renata e o Caio Rodrigues Matos, Maria Renata de Mercês Rodrigues e o Caio Rodrigues Matos vão ser presos e eles ainda vão estar muito quentes falando praticamente que eles tinham razão no que eles fizeram.

Ah, vamos, vai sair primeiro, como eu já contei, como se fosse uma coisa de ciúmes de uma menina, não tem nada a ver com isso. Foi um jogo, uma briga durante um jogo online que, segundo a mãe do João Gabriel, o filho dela, estava sendo ameaçado já fazia tempo, e ela vai tirar as dores do filho e ela acaba matando meio que sem querer, não era a intenção. Ela disse que a ideia de mostrar o martelo, o problema dela é muito interessante, ela fala assim, eu só queria mostrar o martelo para meadrontar, minha senhora, de verdade, vai, você estava com a matéria.

Você só não acerta uma pessoa porque a pessoa não tem desenvoltura, como o seu filho Caio teve de esfaquear os outros, você não teve desenvoltura de martelar. Porque a fúria estava estabelecida. E a decisão tinha sido feita pela própria Maria Renata. O Nicolas morre naquele mesmo momento e a gente vai esperar alguns anos para termos o júri que foi agora, final de abril de 2026.

Vamos olhar o que o juiz fala, tão bem falado, sobre a condenação de tantos anos que ele dá para mãe e filha. Resumindo, então, ao contrário do seu filho, que teve 29 anos e 7 meses de reclusão, a senhora cravou 40 anos de reclusão. Regime inicial é o fechado, obviamente vai continuar presa.

E eu espero que todos os presentes reflitam todas as vezes que foram cometer qualquer situação de afogadilho, de rapidez. A senhora vai ter alguns anos para refletir, o filho também. E os familiares, infelizmente alguns, vão ter a perda eterna. E só um detalhe muito importante, que isso tem que deixar fincado aqui, em relação a esse crime específico.

Todas as vezes, se vocês tivessem pensado 10 segundos a mais, ninguém estaria aqui hoje, estaria todos vocês felizes em casa, a vítima, a réu, tem que pensar, não pode agir no impulso, não pode agir no afogadilho, não pode agir sem raciocinar. Se a mãe tivesse levado os filhos, são muitos cis.

Se a mãe tivesse levado o filho, já tinha buscado, todos já estavam no carro, por isso que eu te perguntei, mesmo assim você sai do carro? Já estava resolvido, era só ir para casa. Sai do carro, aí o final da história, você já sabe. Estou explicando isso porque todas as vezes que alguma situação muito difícil acontecer, o melhor que a gente tem para fazer é refletir.

A Maria, ao contrário do filho dela, a Maria foi condenada nas penas de corrupção de menores. O filho não foi. Então o filho tem atenuante, o filho não foi condenado em corrupção de menores, a mãe foi. E o filho teve duas causas privilegiadoras de pena reconhecidas e a senhora não teve. Bom, 21 horas e 55 minutos, eu declaro encerrado o dia de hoje. Muito obrigado.

A Maria Renata pegou 40 anos, era cravado 40 anos de cadeia, e o filho dela pegou 29 anos. Ele pegou menos, porque uma das atenuantes que ele tem é porque ele é menor de 21 anos de idade durante o crime. Então por isso que a pena dele cai bastante. Gente, essa mulher tem... em 2024, ela tinha 43 anos. Se ela ficar os 40 anos, ela vai sair com 83 anos. Se ela ficar 30 anos, ela vai sair com 73 anos.

Eu posso falar por mim, porque eu tô nessa fase. Quando você faz 40 anos, você se sente no meio da vida, porque você pensa que você ainda pode chegar aos 80. Então você fala, pô, tem mais 40 anos para viver, e se eu estiver bem, viver bem. Quando você chega aos 50, você sabe que já não tem mais metade da vida, porque dificilmente vai chegar aos 100. Então você tem que aproveitar os anos que vem vindo por aí. A cadeia destrói, principalmente quem não é bandido profissional, não adianta. É uma mulher...

que matou um menino, quase matou outros dois, porque eles foram condenados não só ao homicídio do Nicolas, como tentativa de homicídio dos dois outros garotos. Mas ela perdeu a própria vida. Ela perdeu a própria vida. Ela vai passar a metade da vida dela que ela teria agora para desfrutar futuramente, se tivesse neto, se não tivesse, se ela ia ser importante ter neto ou não. Mas assim, ela vai...

Ela foi tão em busca de ser maior que o mundo para defender o seu menino, que ela se pôs na cadeia e pôs o outro filho na cadeia. Porque o menino é que tinha 20 anos. São 29 anos, se ele ficar 29 anos, ele vai sair com 49. Ainda sai um homem.

Não sei qual o tipo de vida que vai ter. Porque vai sair com 50 anos, trabalho, família. Já é difícil a gente construir uma carreira aos 50 quando a gente está solto e trabalhando a vida inteira. Preso.

Meu amor, teu futuro está na mão de seu irmão. Seu irmão que te espere na saída. Se na saída estiveram esperando. É muito triste o que o juiz fala, só reconformando aqui. Ele diz que para a família do Nicolas é uma perda eterna. Não tem tempo. Não tem prisão. A prisão é eterna. Se quer uma prisão perpétua no Brasil, é para a família da vítima.

E o juiz falou algo para a gente realmente refletir muito todos nós. O quanto as pessoas estão sendo estúpidas nas suas decisões soberbas de se acharem acima do bem e do mal. De que comigo nada vai acontecer.

A cadeia não é confortável para ninguém, nem Monte Carlo. Porque o fato de você não poder sair daquela cela, te possibilita de você viver de fato, de encontrar os seus, de tomadas de decisão. Não é mais você que vai decidir a hora que você acorda, que você dorme, que você come, que roupa você veste. Você não vai mais ter decisão nenhuma.

Ai, que delícia, assim eu vou poder viver. Não, você vai morrer na cadeia. Você vai estar com uma alma morta. Você não vai estar, de fato, girando com o mundo. E essa fala desse juízo é tão consciente que eu acho que todos nós devemos parar para repensar em vários momentos que a gente... Sabe, deu cinco minutos? Ai, que eu tinha bebido, então bebe de menos. Ai, porque eu estava nele, então sai de casa. Ai, toma um chá de camomila e dorme.

ou antes de você tomar uma decisão tão afobada, entenda as consequências seríssimas pelas quais você vai ter que responder e se pergunte se você está de verdade afim de gastar dinheiro com o advogado, perder a sua liberdade e ter a sua cara estampada como uma assassina de uma criança de 14 anos. Não tem justificativa, nenhum crime tem justificativa, esse aqui menos ainda.

Mas menos, menos ainda. O pai do menino falou uma coisa muito forte na entrevista que ele deu. Ele disse assim, depois do julgamento, ele falou que a justiça, pelo menos assim, ele teve uma boa justiça, né, gente? O menino lá que matou a mãe, a Marcia Lanzano, pegou 20 anos de cadeia. Essa mulher pegou...

40, porque ela teve duas tentativas de homicídio, mais uma é o de homicídio e tudo mais. Mas ele falou que ele não se refere à Maria Renata como mãe. Para ela não existe essa palavra, porque existe a palavra monstro. Ela é um monstro, segundo o pai do Nicolas. Ele tem o seu veredito correto, principalmente ao olhar dele. Que mãe é essa que faz um filho matar?

Geralmente as mães dos assassinos choram o filho que tiveram, que puseram e se transformaram em monstros. Nesse caso, a mãe entrega a faca para o filho e fala para ele ir adiante.

Então, um caso muito triste, eu resolvi fazer esse caso comentado, acho que no fim nem foi tão rápido, acho que ia dar uns 20 minutos de caso comentado, acho que deu 40. Porque é uma coisa pra todos nós, gente, não briga com o vizinho, não briga com o amigo de escola, não briga, não briga, não briga. Sabe quem vai sair ganhando se você não entrar na briga? Você. Não importa se o outro sair falando que ele tá bem, dá o bundão, bundão.

Antes um bundão vivo até os 100 anos vivendo sua vida, do que um bundão morto. Ou então um bundão que mata e vira um assassino e vai pra cadeia. Esqueçam, não vêm ter em briga. De verdade, gente, o mundo está muito, muito, muito, muito cruel e muito pesado. As pessoas estão muito decididas a se tornarem assassinas. Eu não estou entendendo isso. Qual é a graça de dizer assassina? A mãe diz que o Caio era ameaçado de morte e tal, não sei o que lá. Ela teria que provar isso. Eu acho que não provou, né?

Porque uma pessoa que é bulinada o tempo todo, a gente tem muitas provas, né? Mas aqui também, mesmo se fosse, não é matando que se resolve absolutamente nada. Bom, gente, esse é o caso do comentário. Espero que vocês tenham curtido. Tem vídeo todo dia. Até já.

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