POLÍCIA INVENTA SATANISMO P/ PRENDER 4 CIGANOS E DEIXA PEDÓFILO SOLTO POR 20 ANOS - CASO GIOVANNA
Comentado Caso Giovanna Reis, a menina que perdeu a vida de forma brutal aos 9 anos de idade, em 10 de abril de 2006, no Paraná. A polícia quis brincar de ritual satânico, quase condenou 4 ciganos - apenas por serem ciganos - e deixou um pedófilo solto por 20 anos, e que acaba de ser preso, em fevereiro de 2026. Martônio Alves Batista é o monstro que pode estar, inclusive, ligado à morte de Raquel Genofre, que aconteceu dois anos depois de Giovanna.CASO RAQUEL GENOFRE:https://youtu.be/yxVv0PuMI6wPLAYLIST DO CASO: https://www.youtube.com/playlist?list=PLlHCt9SnkpCg6_UdezXh9zH7RqUArFa_H#crime #misterio #paraná #podcast
- Morte de Giovanna Reis CostaCircunstâncias do desaparecimento e morte · Descoberta do Corpo · Violência sexual e mutilação · Investigação inicial falha · Prisão do verdadeiro autor Martônio Alves Batista
- Incriminação falsa de ciganosAcusação infundada de ritual satânico · Investigação viciada pela polícia · Prisão de inocentes por 6 anos · Preconceito contra ciganos · Construção fraudulenta de provas
- Perfil de Martônio Alves BatistaHistórico de violência sexual contra crianças · Manipulação de mulheres vulneráveis · Modus operandi de predador serial · Documentação de crimes · Ameaças às vítimas
- Vítimas secundárias e inocentes encarceradosPero Petrovic e família cigana · Impacto da prisão injusta · Reconstrução de vidas · Compensação legal · Trauma e Comportamento
- Padrão de crimes de Martônio contra criançasViolação de menina Giovanna por 9 anos (6-15 anos) · Ameaças de morte · Uso de pornografia com crianças · Gravação de abuso · Possível comércio de material pedófilo
- Segurança OperacionalIncompetência investigativa · Busca por notoriedade e manchetes sensacionalistas · Fabricação de provas · Pressão em testemunhas · Responsabilidade civil do estado
- Trabalho do advogado Cláudio D'AledoneDefesa de ciganos acusados · Descoberta do verdadeiro autor · Papel de assistente de acusação · Justiça tardia para a família · Defesa de inocentes
- Imagens, Vídeos e Provas DocumentaisSaco de lixo Astor · Roupas de Giovanna dobradas · Fio idêntico usado na asfixia · Marca de urina no colchão · Colchão de Martônio como prova
- Preconceito contra religiões e culturas diferentesSatanismo como narrativa falsa · Discriminação contra ciganos · Julgamento baseado em aparência e religiosidade · Ignorância das autoridades · Estigmatização de minorias
- Possível crime e morte investigadaMorte em 2008, dois anos depois de Giovanna · Assinatura similar do crime · DNA encontrado mas sem autor identificado · Localização próxima de Martônio · Investigação e Delação
- Séries de TV e StreamingInvestigação jornalística · Mobilização da comunidade local · Reabertura de inquérito · Produção por jornalistas investigativas
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o Estado tem que pagar, porque cabe ao Estado fazer a justiça. Então, quando a gente tem casos mal investigados, casos mal denunciados, casos mal julgados, o Estado tem que pagar, tipo o caso Evandro, que até agora, agora só que saiu, definitivamente, que eles são inocentes, depois de 30 e não sei quantos anos esperando por isso, que destruiu vidas, destruiu sonhos, destruiu possibilidades de futuros diferentes e muito mais felizes.
Quanto vale uma hora da sua vida numa cadeia injustamente? Quanto vale um dia? Quanto vale um ano? Quanto vale dez anos? Quanto vale uma eternidade? É absurdo quando isso acontece. Nós vimos vários casos já aqui. Tem o caso Evandro Ânico, que ainda está se tentando ter uma justiça correta agora, né? A inocência deles por completo. E eles têm que ser indenizados, sim, pelo Estado. E bastante bem indenizados.
que não chegou a julgamento, mas teve um julgamento público notório, que destruiu a vida de duas famílias inteiras, destruiu uma escola lá na década de 90. Os emasculados de Altamira, que até hoje não se fez justiça. Os autores reais de todas as mortes dos meninos. O autor real está preso, que também era do Maranhão, mas os outros que foram presos injustamente, tem um que até hoje está na cadeia e os outros morreram. Absurdo, absurdo. Tem o Lago Sul de Brasília,
113 Sul de Brasília, que graças a Deus cancelaram o julgamento mal feito da Adriana Villela e que agora acabaram de inocentar aquele rapaz que foi colocado pela dupla do mal ali como construção de uma história que era o que a delegada queria. Tem casos comentados aqui de todos esses que eu estou falando. Tem o Bruxo Silvio, que também tem um caso comentado. É entrevista com ele, com o advogado, onde se prova por A mais B de que só porque ele era uma pessoa com uma religiosidade diferente,
Já o atacam sendo um pedófilo, satanista e tudo mais. É triste demais quando você percebe casos como esse que eu vou entrar agora da Giovanna Reis Costa, que ela é uma menina que morreu e que a justiça tarda a fazer e além de não fazer a justiça, criam-se outras injustiças em função única e exclusivamente do aparecer da vaidade de quem deveria apenas trabalhar pela justiça.
além da vítima fatal, da menininha, da Giovanna, porque uma delegada queria notoriedade em função de manchetes de jornal escandalosas e que tinha a ver também, inclusive, isso com desejos políticos. Isso dito pelas pessoas que estão envolvidas na história. Vou trazer a entrevista do Cláudio Daledoni, do advogado. Cláudio Daledoni, aquele que muita gente gosta de atacar, além de ele ter feito a justiça pelos inocentes que estavam sendo apontados pela polícia como os autores,
ele que descobre o autor real de tudo. Agora, em 2026, há um mês de prescrever o crime. Também entrevistei uma das pessoas apontadas por ser cigano como um satanista. As pessoas misturam como a ignorância e a sensação de que só o que você pensa é o que vale faz você se determinar julgador e criador de histórias complexas e mentirosas e que destroem muitas e muitas almas.
Vou entrar agora na história, antes de mais nada, eu sou Beto Ribeiro e este é o especial Caso Comentado. E antes de mais nada, vamos falar de Insider, a nossa queridíssima Insider que está aqui com a gente no canal, usando o cupom BETO, você tem desconto. Fica de olho porque se você é a primeira compra ou a segunda compra, você tem esses descontos agora, são mais variáveis, então fica, dá uma olhada, veja também na loja da Insider, a InsiderStore.com, quando você pesquisa, porque lá você tem várias outras promoções de vários kits de...
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criado em homenagem, inclusive, a Raquel Janofre, em 2012, se eu não me engano, por conta do caso dela, que era uma menina que a gente tinha o DNA do autor, mas não tinha o autor, porque você não tinha cruzamento ainda no Brasil, depois de anos foi feito e ele foi preso. Só que a polícia sempre me falou da desconfiança de ele não ter agido sozinho. E este caso aqui, este homem que nós vamos descobrir depois, quem é o autor, ele tem uma assinatura muito interessante e que tem tudo a ver com o Raquel Janofre. Tudo, tudo, tudo.
chegaremos nele. Giovana dos Reis Costa, uma menina de nove anos, de uma família simples ali, de quatro barras, no Paraná. Uma menina novinha, com dois irmãos, um mais velho, se não me engano, e uma mais nova, de uma família cujo pai era marcineiro, é marcineiro, a mãe trabalhava também, como todo mundo no Brasil Batalha. E a menina tinha uma coisa com o irmão, de vender ali, por aquele bairro, pela região, pano de prato, uma balinha ou outra, para reforçar o caixa da família.
inclusive o sumiço da garota, foi muito apontado para a família como ela sendo uma família relapsa. Não tem nada a ver. A família não é uma família relapsa. A família é uma família batalhadora. Como todos os brasileiros são, e como muitas vezes em estratos sociais mais baixos, as crianças ajudam o sustento do próprio almoço e do jantar da família, dos seus... Infelizmente, nós temos crianças que trabalham por necessidade. Não tem o que discutir. É o real. E a Giovanna tinha essa característica,
de ajudar a família com o irmão, eles vendiam panos de pratos e assim por diante. Em abril de 2006, na quaresma, durante a quaresma, né, que é a quaresma entre carnaval e páscoa, a Giovana estava vendendo rifas de páscoa da escola dela, não tinha nada a ver com os pais. A escola tinha feito umas cestas de páscoa e isso daí eu fazia na minha escola também, a gente tinha até campeonatos que vendia mais rifas pela rua, assim por diante e tal.
Páscoa de uma cesta lá da escola, onde você tinha o canhoto e o número do número que você comprou da rifa. Aquele dia, ela sai pelas ruas ali, muito perto da sua casa. Ela para, inclusive, na casa, onde existia uma família de ciganos, dos Petrovics. É Petrovics? Não sei, desculpa falar o nome. Petrovic. Eu entrevistei um deles. Inclusive, eu entrevistei o Pero Petrovic. Vocês vão ver a entrevista dele assim. Essa família,
Pedro, Pedro, eu já tenho que começar a contar a história. Uma família cigana, da Cida em São Paulo. A Cida, ele nasceu no... A família que vem do... Meu Deus, o litoral de São Paulo. Ele, o Pero, nasceu em Cubatão, inclusive, aqui no litoral paulista. Ele depois vai morar em Araçatuba, no interior. Aí o pai dele morre e eles vão para Curitiba, onde tinham familiares, no ano 2000. De lá, eles ficam em Curitiba.
tinha um problema, a família cigana tinha um problema, que lembrou muito do casear aqui também, que o pai da Yara me conta os perrengues que existem entre essa cultura, essa... Eu acho que a cultura, a religião, esse ser, essa etnia cigana de hoje você ter muitas famílias inimigas. E quando o Pero chega em Curitiba, e ele até conta isso, que antigamente não era assim, mas passou a se ter, ciganos se verem como inimigos, para definição de territórios,
e ele até me fala, eu não estava entendendo essa coisa, que quando eles chegam em Curitiba, uma outra família cigana, vêem eles como competidores, e aqui não, aqui eu já estou, porque vão querer ler tarô com você, vão querer fazer coisas com você e não mais comigo, e não como uma forma de se ajudarem, de uma colônia se formar em torno de um ser único. Alice existe, hoje, pelo segundo Pedro Petrovic, existe uma versão,
a novas comunidades, novas colônias, a novos grupos ciganos quando chegam aos locais. Ali começa um problema entre as famílias, entre a família dele e essa outra família de cigano. Isso é importante porque essa outra família vai ter, inclusive, um desenrolar muito forte com tudo que vai acontecer na injustiça pela Giovanna e na injustiça por esses outros ciganos.
no Paraná. Ele via muito a Giovana passando pela rua, ele comprava os panos de prato, ele sempre ajudou a família da Giovana comprando as coisinhas que eles vendiam ali pela rua. Naquele dia específico, dia 10 de abril de 2006, quando a Giovana bate na porta do Pero, o Pero, inclusive, estava fazendo todo o trabalho do casamento do irmão mais velho que morava com ele, mas o casamento seria em Curitiba. Ele era meio que o padrinho, o primeiro homem, como é que chama isso?
Isso, gente, do First Man nos Estados Unidos. Vamos saber que no Brasil também tinha esse tipo de coisa, onde o padrinho se torna o homem que vai cuidar do casamento para o noivo. Então ele estava muito envolvido na história do casamento, especificamente naquele dia 10, porque o casamento seria ali no dia seguinte, seria o casamento do irmão. O irmão mais velho, inclusive, já estava em Curitiba. E ele até conta uma coisa interessante, é interessante os horários, para a gente entender mais ou menos quando a Giovanna vai sumir.
começando a ver video show, ou seja, é logo no começo da tarde. Ele sai, ele vê que a Giovanni vai, muito simpático, falar com ela. Ela o chama. Oi, tio, tudo bem? Eu estou vendendo rifa de Páscoa da escola. Ele falou, olha, eu não vou ficar com a rifa porque eu vou viajar, mas eu vou te ajudar. Ele pega e paga, acho que eram dois reais cada rifa. E ele dá o dinheiro para ela. E ela, mesmo ele falando que não precisava, ela destaca.
Dois números entregam para ele. E ela não põe o nome dele porque ela não sabia o nome dele. Chamava de tio, não falou, e ele também não sabia o nome da Giovanni.
Giovanna, então, ele pega as rifas e volta para casa. Aqui nós vamos ter dois caminhos. Eu vou seguir agora com a Giovanna. A Giovanna, então, nesse dia que não sabemos muito bem o que vai acontecer, ela vai desaparecer. O que nós já vamos saber é que ela vai voltar para casa, porque o bloco de rifas é encontrado na casa da Giovanna. Então, ela obrigatoriamente voltou para casa.
dos números dele, porque a gente vai encontrar, isso vai ser levado ao júri e tudo mais, se no bloco de rifas, depois que ela vende as rifas pra ele, que não tem nome marcado, havia mais rifas vendidas. Ele disse que sim. Pergunto pra ele se dava pra ver o nome das últimas pessoas que compraram a rifa dela. Ele falou que no dia ele não se ateve a isso. Pergunto porque o próprio autor também vai morar ali do lado. A Giovanna, então, vai desaparecer no dia 10 de abril de 2006.
Come, desaparece e a família rapidamente vai no calço dela. Não sei se a polícia também, mas a família e os moradores locais começam a procurar pela Giovanna. Um rapaz, inclusive, ali da região que era policial, que morava ali pelo bairro da Giovanna, ele ajuda nas buscas. Inclusive, ele vai aparecer, um ponto importante, porque ele vai bater na casa do Pero naquele dia 10 e fala, a Giovanna, a menininha que estava vendendo rifa, sumiu. Ele falou, meu Deus.
Você quer entrar, ele fala, não precisa, ele pegou, ele mostrou, eu comprei dois canhotos dela, comprei duas rifas dela, por onde ela está, espero que ela seja encontrada, assim por diante. E as buscas vão seguindo. No dia 12 de abril, logo na parte da manhã, a Giovanna vai ser encontrada dentro de um saco plástico de lixo. Um saco, isso é importante, que é muito bem apontado pelo Cláudio Daledon, é um saco sem... Quando você pega um saco de lixo, você tira da lixeira da sua casa, ele já vai se deformar, não é?
Às vezes pode rasgar, às vezes pode ficar mais amassado e tal. E a Giovana é encontrada em frente à casa do Pero, no meio da rua, no dia 2, sendo que as pessoas estavam buscando por todo lugar. E a Giovana morava na casa de trás do cigano, do Pero. E ela vai ser encontrada na calçada da frente da casa do Pero. Ou seja, há duas casas da casa onde estava Giovana. Giovana sendo procurada durante o dia 10, durante o dia 11 inteiro, e ela é encontrada no dia 12, à noite. Durante o dia.
Ela é encontrada num saco de lixo, numa posição fetal, com o cabelo cortado, bem como o menininho, como o meu cabelo. Ela tinha o cabelo comprido. Ela tinha sido asfixiada por um fio de... Esses fios de... Gente, esses fios que ligam luz ali. Totalmente violentada. Eu vou deixar os detalhes de como estava o corpinho dela nas entrevistas que eu fiz. Eu não vou conseguir falar.
Isso tudo, gente, igualzinho a Raquel Janofre. Só que a Raquel Janofre, tudo aconteceu com ela em 2008, e ela é encontrada na rodoviária de Curitiba, dentro de uma mala. Até apontado pelo Claudio Daledoni, que ela é encontrada dentro de uma mala, ao lado de uns indígenas que estavam dormindo ali na rodoviária, como se estivesse querendo jogar a culpa para os indígenas. Até porque, se esse homem, que é o autor de tudo, preso agora, estiver envolvido também com a Raquel Janofre, porque ele morava em Curitiba durante a morte da Raquel Janofre,
ele estaria fazendo a mesma coisa que tinha dado certo com os ciganos. Quando a Giovanna é encontrada por esse saco plástico, ao mesmo tempo, acontecem duas coisas. Vai ser encontrado, a Giovanna é encontrada em saco plástico, feito a perícia ali do lado, e a mulher de um homem chamado Martônio Alves Batista, hoje com 55 anos, hoje em 2026, mas lá atrás, em 2006, com seus 30 anos a menos, 20 anos a menos,
5 anos, tinha 20 anos a menos que hoje, ela era uma das esposas, eu vou entrar, vou contar daqui a pouco a história do AMI, mas o que acontece? Ela chama a polícia por quê? Porque quando ela chega na casa dela, existe um colchão com uma marca de urina muito forte nele. E ela acha aquilo estranho, ainda mais porque ela tinha ficado fora, e a Giovanna some exatamente quando o marido dela, que era um motorista de ônibus interestadual, estava de folga.
e ela chama esse cara. Chama a polícia por causa desse cara, porque ela já sabia muito bem quem era ele. Quando a polícia chega ali para ver o colchão, a polícia fala, não mexe nada e também é encontrado um pedaço de fio exatamente igual ao fio que a Giovanna tinha sido asfixiada pelo fio, o fio que foi amarrado. Mesmo fio. A polícia pede para não mexer nada porque ia chegar a perícia.
busca e encontra um saco de supermercado da marca Astor, e é importante essa marca Astor, em cima do muro que dividia a casa do cigano praticamente com a casa da Giovanna. Dentro desse saco estavam todas as roupas da Giovanna, todas dobradinhas e tudo mais, porque parece que inclusive esse martônio é extremamente meticuloso. Ele era bem, se for um psicopata bem meticuloso, ele dobra tudo certinho. E a Giovanna tinha, as roupas dela estavam urinadas.
assim como um possível colchão que tinha sido chamado por essa mulher desse Martônio. Quem é o Martônio e por que a mulher dele chama ele? Martônio é um homem no interior de São Paulo, extremamente violento, extremamente manipulador e que ele se vendia como um homem evangélico e ele ia às igrejas evangélicas, cantava os hinos e tudo mais e dentro dessas igrejas por onde ele passava, ele escolhia as mulheres mais sensíveis.
a possibilidade de ele ser o dono delas. Mulheres que estavam mais fragilizadas por algum motivo, que tinham filhos pequenos e que criavam os filhos pequenos sozinhos. Ele, então, dominava essas mulheres, passava a morar com elas, a ser o marido delas, e dentro da casa ele violentava os filhos e as filhas dessas mulheres e eram extremamente violentos com essas mulheres.
direito ele, esse Martônio, mas a mulher, ele via sempre chorando, sentada ali dentro da casa, porque era na casa da frente. Essa casa da frente, onde a Giovanna é encontrada na calçada, era a casa, inclusive, do Martônio. O Martônio, então, ele estava há um ano, mais ou menos, ali em quatro barras, porque ele tinha, ele era um andarilho, ele tinha trinta e poucos anos, não sabe o que ele fez antes disso, vai saber depois outras coisas que ele vai fazer, porque ele vai se tornando mais arrogante, e ele chega, ele
Está lá em Quatro Barras, na casa dessa mulher, e ele estava de motorista interestadual, o que é perfeito para um serial killer, ou para um serial estuprador, ou para o que quer que seja, essa coisa de ficar entre cidades, porque ele não tem residência fixa nas outras, e podem ter crimes acontecidos em volta dele, por onde ele passava, inclusive quando ele vai passar perto da Raquel Genoff, e tem um caso hoje sendo estudado,
que ele fazia por ali, então pode ser que ele esteja ligado também a essa história desse crime, ainda está em investigação, e ele ficava menos tempo naquela casa, lá em Quatro Barras. A mulher desse Martônio, com quem ele estava há um ano, sabia da violência do marido, e com certeza sabia da violência que o filho sofria. Por isso que quando a Giovanna some ali, e ela vê a marca de urina no colchão sendo colocada no sol,
e chama a polícia porque ela conhece o caráter do marido. Uma coisa que é interessante, que eu perguntei, que é o seguinte, durante as buscas pela Giovanna, no dia 10 e no dia 11, falaram que eles entraram em muitas casas, mas eles não entraram na casa do Martoni. Por quê? Ninguém sabe. Mas o Martoni sabia que a Giovanna estava sendo procurada. Inclusive o próprio Pero Petrovic, o cigano, conta que durante a noite, perguntei muito se tinha câmeras naquela época, pela data achava que não, mas até mesmo, de repente, por um lugar mais simples.
O Pedro Petrovic tinha câmeras, mas não eram câmeras que gravavam. Era apenas de monitoramento. E o cachorro dele, naquela noite do dia 10 para o dia 11, latiu de uma forma estranha. Ele, então, o Pedro, liga para o guardinha, que eles fazem rondinha, e liga para o guardinha e fala assim, olha, tem alguma coisa aqui, dá uma olhada, porque eu acho que eu estou vendo, eu vi um homem passando, e ele olha, e era um homem passando com o fio na mão.
Provavelmente ele viu o Martônio com o fio que vai matar a Giovanna depois. Só que é muito louco que esse guardinha depois foi arrolado pela polícia,
como testemunha de acusação, colocando ele como fazendo umas inverdades com esse homem. É um absurdo. Esse saco de lixo, Astor, esse saco de supermercado Astor, que é encontrado, onde são encontradas as roupas da Giovanna, é um elemento extremamente importante, que a polícia, quando faz trabalho de direito, já teria descartado o Pero e todo o resto, muito rápido, já teria chegado ao autor no mesmo momento.
O diabo, colocar a pessoa errada na frente de tudo. A polícia estava determinada a fazer com que os ciganos fossem maus. Por quê? Porque nada como se criar um ritual satânico. E como as pessoas desconhecem o que significa ser cigano e já acham que tudo que é diferente de si é tudo mal, é muito mais rápido de você organizar tudo para fazer a manchete perfeita. Ciganos satanistas fazem ritual com menininha de 9 anos virgem.
presidia o inquérito, pelo que todo mundo coloca, que nas matérias mostra um trabalho péssimo que essa mulher teve. Ela me lembra muito a delegada do caso da Lagoa Sul de Brasília, Lagoa 133, sei lá qual, que ela pega uma vidente. Aqui ela vai pegar uns outros ciganos. Nós vamos entender. Com o achado dessa sacolinha com as roupas da Giovana no muro dos ciganos e com a Giovana morta, a polícia vai a encalço de querer construção de provas
para fazer dos ciganos os culpados, que sairia perfeito para o que ela queria. Lembra que eu te falei que eu ia fazer um caminho para um lado, primeiro caminho para o outro, que eu segui primeiro a Giovanna? Vamos seguir aqui agora o Pedro Petrovic. Lembra que eu te disse que ele estava cuidando do casamento do irmão e que ele iria para Curitiba? Em Curitiba ele estava, no dia 11. Quando ele volta do casamento do irmão, que ele chega em casa, tem um cadeado no seu portão e ele entra na casa e vê tudo revirado. Ele acha estranho?
porque não roubam as coisas de maior valor. Ele acha que aquilo é já um problema com aquela família de ciganos que ele saiu de Curitiba, pra ter menos problemas, querendo fazer dele um traficante, alguma coisa, que ele podia ter colocado alguma droga, alguma coisa assim, pra prejudicá-lo. Ele sai, ele vai até a delegacia. Quando ele chega na delegacia, ele fala, olha, deixa eu falar uma coisa. Entraram na minha casa, eu não fiz nada, tô chegando de viagem, eu queria que vocês entrassem lá pra vocês olharem se tem alguma coisa, porque se tiver não é meu. Quero contar a história desse cigano.
delegado nem ninguém, não tinha plantão. O cara que atendia, o Pedro, vira e fala assim, ah, você é o cigano? É. Então deixa eu te falar, a delegada pediu pra te avisar que é melhor você cair fora porque você vai ser linchado. Ele falou, linchado por quê? Porque a gente tem certeza que você matou a Giovanna. Como assim? Matei a Giovanna. Ele fala, eu tava no casamento do meu irmão, eu faço tudo que vocês quiserem, não tem forma, não tem possibilidade de ser eu, não sou o assassino, não tenho nada a ver com isso. Ah, mas o saco foi encontrado,
E eles foram fazer busca. Quando eles chegam na casa, quando eles entram na casa do Pero e da mãe do Pero, da Vera, olha que absurdo. Eles olham. Tem duas imagens ciganas ali. E eles, até anotei o nome, porque eu realmente não sei. Tem um tal de gárgula. O McDonald's tinha feito o McLunch Feliz. Que você ganhava um bichinho gárgula, não sei o que é, de algum desenho, alguma coisa assim. McLunch Feliz deu esse gárgula. O McDonald's, então, é a central.
das seitas. Gente, cuidado, McDonald's pra essa delegada é central das seitas. E lembrando que é uma coisa importante que é apontada pelo Cláudio Zaledon. Essa delegada é uma ferrenha evangélica. E eu detesto quando as pessoas misturam religião com seus trabalhos. Você quer adorar quem você quiser? Você adore. O seu Deus não é maior que o meu. Agora, você não transforme a sua forma de ver, a sua visão na minha vida da forma que eu tenho que viver.
E não transforme os seus preceitos na realidade numa lei que não são as minhas. Então, lei é lei. Não tem nada a ver com religião.
Como ela era, é, deve ser, sei lá, essa mulher tá aposentada, gente, essa delegada. É um absurdo, porque a pessoa faz tudo o que fez e é aposentada. E a gente ainda fica pagando de imposto a aposentadoria dessas pessoas que deveriam ter trabalhado. Como que essa mulher não foi processada pelo Estado? Como que essa mulher parece depois que ser prefeita, um monte de coisa assim? Não dá, e ela parece que se nega a aceitar, que inclusive o trabalho dela, porque assim, se ela aceitar, ela vai ser pior do que quem matou a Giovana. Tem tudo isso.
também tem a própria vaidade e as próprias crenças. Quando essa mulher vê essa gárgula do McDonald's, ela diz que aquilo é uma adoração ao diabo. A gárgula dada, sei lá que desenho que é, pelo McLunch Feliz, do McDonald's, passou para, aos olhos dessa delegada, se tornar o símbolo de um ato satanista, porque ela precisava construir histórias. E eu até pergunto, vocês vão ver nas entrevistas, mas qual é a lógica que se tem?
homem, por que o Pero mataria a Giovanna? Porque o Pero ia casar com uma outra cigana. Eles eram jovens, o Pero tinha 18 anos, essa outra cigana tinha 16 anos. E a construção mágica dessa senhora, dessa delegada, ela faz o seguinte, ela diz que o Pero e essa Giovanna, junto com a mãe do Pero e o pai dessa menina, e só não põe o irmão dele, mais velho, que morava na casa, porque durante todo o período, o irmão dele estava em Curitiba fazia tempo que ele ia casar, lembra?
Então é por isso que ela não consegue pôr o irmão, porque ela queria pôr o irmão também.
que eles tinham feito um ritual com a Giovanna para eles terem, eles, o Pero e a futura esposa dele, um casamento de prosperidade, que eles precisavam do sangue de uma virgem. Detalhe, a menina não tem um corte. E que ela diz que, na verdade, eles penetraram a vagina da menina e tiraram coisas da vagina. Não tem nada. Gente, o ritual satânico, inclusive, ele respeita certas obrigações. Um deles é ter o sangue, vísceras. A menina não tinha um corte. Cadê o sangue para ter ritual satânico?
saindo de tudo que era matéria e de uma burrice em cima do que são as coisas que está apontando. Porque vai estudar, pelo menos. Eu quero que seja retor satanista. Você tem que criar o retor satanista, minha senhora. Não existe isso. Eu não sei como é que daí o promotor vai topar, o juiz vai topar. Eles não foram condenados, mas tem um certo momento que ainda vai seguindo à frente. Essa mulher, então, essa delegada, com a gárgula do McDonald's, ela resolve que vai pegar o pero que o pero que é o autor.
estavam falando também desse Martônio, que achavam esquisito. Ela chega até a tomar uns depoimentos dele, mas tá nem aí. Vai chegar um polígrafo também, que ela vai pôr o Martônio e o Pero pra falar, e o Martônio é apontado pelo polígrafo como estando mentindo e o Pero não, e ela descanta, ela não quer saber do Martônio. Não quer. Porque essa delegada, inclusive, foi influenciada por aquela família de ciganos, que tem problema com a família Petrovic,
eram satanistas. Ok, gente, então eu vou entrar agora numa delegacia e vou sair falando, apontando que o meu vizinho é satanista, porque eu detesto ele. O que é a Santa Inquisição aqui agora? Essa família de ciganos tinha que ter sido, inclusive, criminalizada, porque você fazer denúncia falsa de crime é crime. E nada aconteceu com eles. Como nada aconteceu com o seu delegado. Nada. 20 anos pra agora começar a se ter justiça pela Giovanna. Os outros autores que eu vou apontar aqui, o Pero, a mãe dele, o ex-sogro e a
uma mulher possível com quem ele ia casar, os quatro quase foram condenados. Mas eles passaram o perrengue de anos presos. Então, a delegada tinha com ela a seguinte informação na cabeça dela. Foi um retal satânico, estava saindo a dar com pau matéria em tudo que é lugar, ibope na TV, ela sendo reconhecida como praticamente anti-satanista. Ela precisava construir uma história. Então ela dizia toda essa bobagem de que os quatro tinham se juntado para matar. Mas onde? Foi feito o luminol na casa, não tinha nada.
no carro do Pero é apontado ferro, mas o ferro tem ferro. Gente, tem que saber, inclusive, ler laudo. O laudo fala que não tem sangue no carro. É encontrado que o luminol mostra pontos de ferro. Vamos lembrar que é 2006. Isabela Nardone é 2008, que é quando você tem o estado da arte do luminol com a Rosângela Monteiro. As pessoas ainda estavam em desenvolvimento de conhecimento de luminol. Era muito perigoso. O Brasil ainda não tinha dominado a tecnologia e você tinha poucos peritos capazes de poder fazer um tipo de análise como esse. Foi feito porque foi feito. Vamos fazer.
Vamos fazer, vamos fazer. Ela queria a construção de histórias. E aí ela diz, quando o Pero, inclusive, vai a primeira vez à delegacia, por livre espontânea vontade de falar, não fui eu, ela pede o documento dele. Ele dá o RG dele, um RG da Praia Grande de São Paulo. Lembra aquele nação em Cubatão? Aqui no litoral sul do Paulista. Ela vira e fala, esse documento é falso. Ele fala, não é falso mesmo, imagina, sou cidadão de São Paulo.
Isso é falso, não existe. Ela decide que o documento é falso. Ela prende esse homem durante seis dias.
falso, sendo que era verdadeiro. Sendo que o Estado de São Paulo, inclusive, quando ela pede confirmação do documento, o Estado de São Paulo dá porque tem um delegado que pega o documento. O Estado de São Paulo tinha falado já pra ela que aquele era um documento real, que ele era a pessoa daquele RG, que aquele RG não era falso. E ela mantém ele preso durante seis dias. Seis dias. Inclusive tem uma passagem interessante que são lugares pequenos.
Ele vai pra uma cidade ainda menor. Nessa cidade menor, que era a cadeia, o cara da cadeia fala, vem aqui comigo, fica aqui, atende o telefone que eu tenho que dar uma saída.
O policial vai embora, ele fica sozinho. E ele atende ao telefone. E era esse cigano do mal que queria falar ainda mais mal dele. Então ela estava... Quais eram as provas dessa mulher? O cigano que não gosta da família Petrovic dizendo que eles são satanistas. Uma gárgula do McDonald's. Sendo que na casa... Ah, Beto, e o colchão? E o resto das coisas? Na casa do Martônio, quando a mulher conta... Quando o Martônio descobre que a polícia foi lá,
e a mulher, eles dão o colchão e põem fogo em um monte de coisa que tinha na casa. A polícia não encontra nada. Ela estava limpa do cabelo. Lembra que eu te falei que ele dobra a roupa perfeitinha? Ele limpou a casa inteira. E na época, o luminóide não era tão entendido assim, os peritos não eram tão conhecedores dessa técnica. Nada foi encontrado na casa do Matoni, até porque o colchão não foi periciado. O fio tinha ficado. Então você no mínimo tinha uma informação que policiais viram o colchão com urina. Não foi feito, óbvio, DNA do colchão com a roupa da
da Giovanna, que estava urinada também, porque sumiram com o colchão, e a polícia não fez o trabalho dela também de fazer aquele local de crime, e deixou os dois caras entrarem lá e mexerem em tudo, que é prova. No mínimo ele tinha que ter sido processado por fraude processual, no mínimo. Mas não, nada aconteceu, porque se a delegada não estava afim, ela estava afim dos satanistas que era mais gostoso para ela, para sair na foto na revista.
Aí, o que acontece? A polícia, então, ela não tinha... Gente, olha como que ela faz o inquérito dela fechado,
Mataram uma menina por ritual satânico. Diz ela que... Porque tem uma gárgula do McDonald's na casa dele. Porque um outro cigano que não gosta dele falou que ele é mau. E mais nada. E ela inventa ainda que foi encontrado sangue no carro dele. Joga na imprensa. Não sei se foi ela que inventou, alguém que inventou. Mas possivelmente tem que ter saído da polícia essa besteira. Porque quando sai o laudo, já vai lá pra manchete. Sangue é encontrado no carro do cigano.
E não tinha sangue nenhum. Então ela também pode ter se utilizado dessa manchete falsa.
O mais impressionante é que ela convence, ela passa pra frente esse inquérito horroroso e o Ministério Público pega aquilo, aceita e faz a denúncia dessas quatro pessoas, uma menor de idade inclusive, como satanistas de um crime terrível, inclusive de violência sexual. Os quatro vão ser presos preventivamente. Preventivamente os quatro vão ser presos. Eles vão ficar até 2012 presos, que é quando vai ter o julgamento deles.
Cláudio Aledoni entra na história, ele consegue fazer o desaforamento. O que é isso? Você mudar o local onde vai ser o julgamento. Deixa eu só ver um negócio aqui, que ele tinha me falado em 2010, eu anotei agora. Bom, eu e minhas anotações, né? Bom, agora não tem. Em 2012, então, quando vai ser feito o desaforamento para Curitiba, onde vai ser o julgamento final, muda-se o promotor. E o Cláudio Aledoni consegue explicar para o promotor o que aconteceu, de fato.
Mas ele veio às provas, porque aquele promotor também estava contaminado por aquela delegada. Dois. Uma maldade é dois ali, porque você tem um delegado e um promotor em conjunto para querer e a juíza permite que seja feito o desaforamento, porque ela percebe que tem coisa esquisita, mas mantém a prisão deles durante... Cada vez ficaram presos seis anos. A menor cumpriu o que ela tinha. O Igor, o Pero e a mãe ficaram presos seis anos.
da menor, que seria o futuro ex-sogro do Igor, que não foi mais sogro do Pero, ele fugiu. Ele foi julgado à revelia, que fala, não me lembro como foi. Eles foram julgados. E o promotor pede a inocência deles. O promotor vê que aquele arcabouço de provas não tem arcabouço de provas. Aquilo é uma loucura. Que, assim, é um absurdo. Uma denúncia, pré-denúncia, ter feito tudo aquilo e ter colocado aquelas pessoas presas.
pessoas quase condenadas por um ato horroroso chamado ritual satanista com violência sexual. Gente, esse homem ficou preso durante seis anos, esse Pedro, numa cadeia, sendo ele apontado como um violentador sexual de criança. Na cadeia, o crime tem outras organizações. E ele mesmo conta que na cadeia os criminosos perceberam que ele estava falando a verdade e que avisavam para todo mundo que ele era nascente. Por isso que ele não foi, gente, vilipendiado. É o que aconteceu com ele.
tudo pro coletivo. Vocês se preparem, hein? Bangu no Rio de Janeiro. Hum, bonitinho vocês. Tudo tomador de leite ninho de criança. Vamos lá. Uma coisa que é interessante, uma das coisas que a delegada faz com o Pero, ele lá chega e fala assim, achamos uma bituca de cigarro ao lado do saco plástico de lixo. Ele fala, minha mãe fuma. Qual cigarro que sua mãe fuma? Ele falou, Calton. Ele falou, me dê outra marca que ela fuma. No máximo ela fuma uma Hilton comprido.
Ela falou assim, não, fale mais marcas. Quando ele falou Malboro, ela falou, era só o que eu precisava. Ela precisava que ele falasse Malboro. Porque o cigarro que foi encontrado foi Malboro. É absurdo essa mulher, é absurdo, minha senhora. Olha, todos os inquéritos que essa delegada fez deviam ser revistos. Todos. 127% três vezes. Seis equipes distintas. Porque uma pessoa que faz uma coisa dessa deve ter feito outras. Não sei, não.
Bom, fica aqui uma exposição. Eu, se fosse o Estado, a Secretaria de Segurança do Paraná, eu faria isso.
porque eu não tenho rapazes com ninguém, mas as pessoas, sei lá o que acontece. No caso aqui, ela vai, com isso eles são inocentados, só que você tem uma coisa que é real, eles foram inocentados, eles não são os autores da morte de Giovanna, mas quem foi que matou? E tem alguns pontos também interessantes. Lembra que eu te falei do saco de supermercado astro, que foi encontrada a roupa da Giovanna? Então, não existe esse supermercado astro em 10 quilômetros de raio de distância daquele local.
Homem, o Pero vai ao supermercado, comprar umas coisas, que ele ia viajar pra Curitiba. E a polícia faz com que a dona do supermercado diga para eles que o Pero tinha comprado saco de lixo. No julgamento ela fala, esse saco de lixo eu nunca vendi, porque era um saco de lixo especial. O saco de lixo, além de tudo, era um saco de lixo que naquele supermercado não tinha. E o saco de lixo, o saco astro, que tem roupa dentro, de onde vem esse saco?
desgraçado Alves Batista, ele estava com uma mulher que tinha um filho que ele tinha conhecido ali e brincava de religioso e, na verdade, ele era um violentador de criança e de mulher. Ele, esse menino, esse enteado dele, que era violentado por ele também, esse enteado dele tem um pai. Esse pai trazia comida, trazia coisas para o filho dele, que ele vem de uma outra cidade, onde tem um supermercado Astro. É daí que vem o saco de supermercado Astro.
é a via o pai desse cintiado desse cara. Nunca a polícia não vê esse tipo de coisa. Porque não quer ver ou porque não sabe. Olha, a incompetência é absurda e a burrice é absurda. Você escolhe o caminho que quiser, os dois vão cair no mesmo lugar. Incompetência, então cai fora. Não é pra isso que você serve. Não é policial. Isso não é polícia. Isso não é polícia. E isso, me desculpem todos, mas não é polícia mesmo. Tô aqui até vendo se tem mais uma coisa aqui. Bom, não é que Lanche Feliz de Gárgola é maravilhoso.
O que acontece? Com o advento da inocência dos ciganos, os ciganos vão reconstruir suas vidas. Hoje o Pero mora em Santa Catarina, a mãe dele está um pouquinho de Alzheimer, mas ela está viva. Os outros dois, o que seria a esposa dele e o ex-sogro, ele não tem mais contato há muito tempo. Ele nem fala deles porque ele tem uma outra família. Ah, fica a coisa. Tudo bem, foi feita uma justiça. Os ciganos foram inocentados.
Porque a promotoria pede a inocência dos ciganos. Eles não são culpados pela morte da Giovanna. Eles agora processam o Estado, processam uma série de coisas, porque eles têm direito com 66 anos na cadeia, meu amor. Quanto vale da sua vida? Então esta parte da primeira injustiça foi resolvida com a justiça. Triste, ficaram seis anos presos, um menino de 18 anos vai pra cadeia e sai, porque o Pedro tinha 18 anos na época, ele vai sair quase como um homem de 30, está se reconstruindo. Já se reconstruiu.
E a Giovanna? Ali vai continuar uma coisa que eu achei muito bonita da parte do Daledone, porque o trabalho dele era fazer a justiça para os seus clientes que eram os ciganos. Só que ele fica conduído da morte da Giovanna. Quem matou a Giovanna? Como que a Giovanna, quem matou não vai ter justiça pela Giovanna? E ela tinha sido lavada. Ela não tinha uma coisinha de DNA, lavada por dentro e por fora,
como um dia foi feito com a Raquel Genofre. E o Cláudio Daledoni resolve que vai voltar ele para a investigação. E ele volta a estar casado na investigação. E ele vai conseguir chegar, e ele sabe que é o Martônio Alves Batista, que já tinha caído fora. Ele já tinha caído fora, já tinha mudado de mulher, já estava violentando outras pessoas, ele já tinha passado por Curitiba, a Raquel Genofre já tinha morrido, e ele está lá. Cada vez ele está violentando uma criança e uma mãe, violentando uma criança e uma mãe.
Ai, eu acho que é 2018. Acho que é 2018. Esse Martônio Alves Batista vai ser preso por importunação sexual. Por quê? Um tarado. E um tarado, além de tudo, arrogante. O que ele faz? Ele deixa um celular gravando o banheiro do lugar onde ele trabalhava. Será que esse tipo de gente trabalha? Ele tinha entrado em algum banheiro feminino, tinha deixado o celular e foi encontrado, descobriu o cara dele. Ele estava preso por importunação sexual. Preso, sim, na delegacia.
Nesse momento que ele é preso, chega algum aviso pra eles, porque você põe, né, robozinho pra ver, pra ficar te avisando de certas informações, chega o aviso que aquele homem tinha sido preso. Ele vai olhar e tinha sido avisado pelo Facebook. Quando ele entra no Facebook, ele vê uma mensagem de uma mulher falando assim, finalmente você vai ter o que você merece, sua máscara vai cair. Eles olham e falam assim, essa mulher conhece cara.
Eles clicam e vão descobrir. Essa mulher é filha de uma outra mulher que esse matone teve, que essa menina foi violentada dos 6 aos 15 anos de idade,
Giovanna. Também é Giovanna. E ela conta que ele falava pra ela, eu já matei uma Giovanna, se você não for boazinha, eu vou matar você. E ela começa a contar a dinâmica do Martoni. E através dela, com a mãe, com os outros, eles vão começando a mapear as outras mulheres e filhos que ele pegava, enteados, enteadas, que ele ia violentando ao longo da vida dele. Eles já levantaram vários. Mas ele tinha um modo operando desse Martoni. Ele gostava de ficar vendo pornografia,
com as crianças e fazia elas assistirem para fazer depois a violência sexual. Ele gravava sem saber as mães dessas crianças transando com ele, sem as mães saberem, e mostrava para as crianças. Avisava as crianças que ia matar as mães se elas não fizessem o que ele queria, porque ele batia na mãe na frente das crianças. E com certeza ele já estava gravando coisas com as crianças para fazer comércio de pedofilia. Isso com certeza. A polícia está levantando ainda isso. Isso foi feito em 2018.
O Daledoni junta tudo isso, vai lá e não consegue fazer com que a polícia do Paraná comece a investigar novamente o caso. Está chegando 26, porque vai prescrever dia 10 de abril de 2026. Só que quis Deus que a Giovanna tivesse, de fato, o direito a descanso. O que vai acontecer? A Globoplay vai começar a fazer uma série sobre o caso da Giovanna, que ainda não estreou. Vou esperar ansiosamente.
grandes jornalistas investigativos, uma produtora e uma jornalista, tal, não sei o que lá, a própria local começa a se mobilizar. Porque você volta, imagina, a Globo chega lá no lugar e começa a fazer muita pergunta pra todo mundo, todo mundo fica mais de olho. O Cláudio Daledon consegue uma procuração dessa Giovanna viva, da vítima viva, e consegue abrir uma denúncia, consegue abrir um inquérito pra abrir uma denúncia. E ele foi denunciado, já por duas vítimas de estupro que já assinaram.
Todos vocês que foram estuprados por esse homem, pelo amor de Deus, vai lá e assina.
conseguiram colocar as provas originais do fio e tudo mais para ele estar denunciado e hoje denunciado e preso preventivamente pela morte da Giovanna. Então ele foi, ele vai ser ainda pronunciado e depois vai ao julgamento com certeza. Só que ele foi preso, gente, na quaresma de 2026. Essa menina foi morta na quaresma de 2026. Esse homem foi preso em final de fevereiro de 2026.
no dia 10 de abril de 2026. Um mês e pouco antes da prescrição do crime, conseguiu-se se fazer justiça pela Giovanna. Então hoje nós estamos assim. Os ciganos que foram malditamente colocados como autores por uma pessoa que não fez seu trabalho, eles estão vivendo suas vidas. A Giovanna agora começa a ter uma possibilidade de justiça mais real, porque o autor dela,
Realmente foi, ele não confessa, mas lembra daquela mulher dele, lá de trás, lá do que chama a polícia por causa do colchão urinado, ela disse que ele falava pra ela, eu que matei a Giovanna, você fica quieta, você não mata o teu filho. Então você tem testemunhos, você tem esse fio, que é uma prova técnica pra denúncia, e você tem o próprio modus operandi dele, em cima de uma testemunha que ficou anos ouvindo ele, eu já matei uma Giovanna, eu mato outra.
de caráter que esse pedófilo nojento tem, né? Então, esse é o caso de Giovanna dos Reis Costa, que ela tenha a sua dignidade, a sua possibilidade de ser... Não sabemos qual a primeira vítima dele, porque esse homem que vai chegar e matar Giovanna desse jeito, ele já fez coisa, gente, já fez coisa, que teria que ter alguém real querendo agora ir buscar o passado dele, né? Antes da Giovanna, e isso é uma coisa mais complexa de se fazer, você teria que buscar,
pelos lugares, você teria que fazer todo um desenho. Ele nasceu onde? De onde foi pra onde? De onde foi pra onde? Chegou lá. Ele era motorista interestadual. E qual era a linha que ele fazia? Alguma criança desapareceu? Alguma criança foi encontrada? Alguma criança foi encontrada com essas características de posição fetal, cabelo cortado de menino, e a marca da violência sexual dele é muito impressionante. Parece uma assinatura, que é igualzinha da Raquel Genoff. E a própria Raquel Genoff
sendo olhado se ele também não é coautor da morte da Raquel Genova, porque ele morava num cortiço muito perto de onde ela foi morta, onde ela foi encontrada. Então eu falei tudo aqui, né? Falou. E essa família cigana que chegou falando todas essas besteiras, precisava mais, sabe do quê? Belo de uma cadeia pra eles também, viu? Aqui, bloco de rifas, eu falei, delegacia de segura de depoimento. Os pais e os irmãos da Giovanna no julgamento dos ciganos falaram, eles não mataram meus filhos.
minha filha, eles não são os autores. Os pais da Giovanna e os irmãos da Giovanna falam isso lá no júri e a delegada fica super nervosa e fala pra eles que não. E ela falou, foi sim, não são eles, para de mentir pra mim. E uma coisa interessante, um dia o Claudio Daledoni foi o... Não tô defendendo nem fazendo propaganda dele não, é porque ele é um personagem importante nessa história também. O Claudio Daledoni, que foi um dia o advogado de defesa dos ciganos, que eram apontados como satanistas e as pessoas ainda abraçavam ele nisso,
Abraçava ele ou não abraçava essa história? Hoje o Cláudio Daledoni é o assistente de acusação da família da Giovanna. E ele que vai, a júri, através da Giovanna, a fazer defesa pra ela, junto com promotoria. Olha que coisa interessante. E o Cláudio Daledoni fez Caso Evandro e Masculado de Altamira. Ele que faz a inocência daquela senhora lá. Esqueci o nome dela. Tá nos dois. Aquela mulher que foi pra Argentina e tudo mais. Tô com violante na cabeça. Tá mãe, tá aqui? Sacola pra... Aqui.
É isso aí. Esse é o caso da Giovanna dos Reis Costa. Espero que vocês tenham curtido os casos comentados. A gente vai seguir com esse caso. Vão entrar várias entrevistas aqui. Fica de olho. E eu vou com ele até a final. Agora quero saber julgamento, quero saber tudo. Quero esse Martoni preso. E eu ainda falo, essa delegada tinha que ter alguma coisa. O Estado tem que fazer alguma coisa. Até já. Tem vídeo todo dia, hein? Tô te esperando.