CORONEL LEITE É PRESO PELA MORTE DA MULHER, A PM GISELE - C/ ROSANGELA MONTEIRO
Cortes do Beto Ribeiro com Dra Rosangela Monteiro o caso da morte da PM Gisele Alves Santana, encontrada sem vida pelo marido, o Tenente-Coronel Geraldo Leite. Ele garante ser inocente, mas as provas mostram cada vez mais que ele seria um feminicida. Ele acaba de ser preso, no dia 18 de março de 2026.Assista a este episódio clicando aqui: https://youtube.com/live/C3VwjUIuJik
Beto Ribeiro
Rosangela Monteiro
- Morte de Mãe BernadeteSuspeita de feminicídio e prisão do Coronel Leite · Investigação inicial e a versão do marido · Análise forense e a cena do crime · Espasmo cadavérico e a posição da arma · Manchas de sangue e a dinâmica do crime · Limpeza do local e fraude processual · Mensagens e o comportamento do Coronel Leite · Machismo, misoginia e a cultura Red Pill · Hierarquia militar e o tratamento do Coronel
- Perfil psicológico do agressorDiscurso machista e misógino · Controle e ciúmes exacerbados · Narcisismo e a crença de superioridade · Red Pill e a visão sobre o papel da mulher
- Investigação do crimeImportância da perícia e análise de manchas de sangue · Técnicas de investigação e reagentes forenses · Interpretação de vestígios e a dinâmica do crime
- Hierarquia e cultura na Polícia MilitarAbuso de autoridade e tratamento diferenciado · Cultura machista e a proteção de oficiais · O papel do oficial na aplicação da lei
- Questões legais e processuaisPrisão e processo judicial · Indenização para a família da vítima · Fraude processual e obstrução da justiça
- Influência Familiar e SocialInsistência da família para uma investigação aprofundada · O papel dos amigos na denúncia de violência
Em princípio foi dado como auto-execução e graças à família da Gisele, aos amigos que não acreditavam que ela teria feito isso, que eles conseguem fazer com que a investigação exista. Eu vou trazer o primeiro panorama, daí a gente entra no que foi sendo descoberto até já em cima da perícia, já vai trazendo todas as coisas. Primeiro momento vinha...
Uma mulher muito bonita, uma PM, que teria tirado a própria vida, que morava com o marido, que é um coronel, é um tenente coronel da PM também, o tenente coronel Leite, como ele é conhecido, um homem bonitão também, de 50 e poucos anos, ela, uma mulher de 30 e poucos anos.
Moravam juntos há dois anos, ela com uma filha de sete, de uma outra relação. Aí dizia ele que estava tomando banho, que ouviu um barulho, achando que ela estava batendo na porta, saiu, olhou pela porta, com um papel muito pequeno, viu ela cair no chão da sala, já saiu, olhou, falou, meu Deus, ela se matou. Por quê? Porque ela me amava demais. Uma vez que, segundo ele, ele teria pedido a separação.
E ela, enlouquecida, nós vamos descobrir até, porque ele se chama de macho alfa, e uma fêmea beta não pode viver sem ser o macho alfa, como ele dizia que ele era.
E ele, então, ela embebecida dos ciúmes, da vaidade de não mais ter o amor da sua vida à sua disposição. E ele, um homem livre, que jamais ficaria um dia sem uma mulher fêmea, beta, porque ele é um macho alto. Ela, então, tira a própria vida, porque não haveria mais futuro para uma mulher de 30 anos, imagina.
Ela já tinha passado. Ele é um homem. Oficial da PM. O chefe dos chefes. Dentro da PM é interessante. Eu sou louco para saber o passado desse homem. Eu não consigo descobrir. Um homem de 55... 53 anos. Ele tem a minha idade. Ele deve ser 72, 73. Tem chão aí. Um homem de 53 anos está bem vivido. Por onde passou? Ele sempre buscou mulheres subordinadas dentro da polícia militar.
Parece que tem, em algum lugar eu li, que já tem alguma coisa relacionada a isso. O comportamento assédio moral, tem um caso de assédio moral de uma outra pessoa também soldada.
E ele pega, então, ele liga na hora que ele vê a mulher, ele liga primeiro para o 90, já fala que é o tenente coronel, casada, mande, porque minha mulher atirou para ver a vida. Aí ele liga depois, em seguida, para a polícia militar, para o bombeiro, para o resgate. O bombeiro está vivo, venham, e venham. Ela chega, eu já acho estranho, ele disse que estava tomando banho, mas não tem nada molhado. É, começa daí, né? Ele não está molhado, ele não está cheio de sangue, que é algo natural de pegar a pessoa que está ali.
Mas ele diz que ele, na verdade, era um superprotetor dela. E quando ela viu que ele ia embora, porque ele gastava sete contos por mês, como ele fala, porque ele pagava a escola, pagava o aluguel, ele era o provedor máximo de tudo. Ela dependia dele. Então, além de ela perder o amor, o pau dela e o dinheiro, ela perderia o dinheiro, então não tinha motivo. E ainda vai um desembargador.
que ele chama, que sobe dele, sai, toma outro banho. E toda aquela situação chamou muito a atenção dos socorristas. Os primeiros a chegar lá. Dos próprios policiais militares. Onde ele se colocava muito acima, lá muito abaixo. E ele, como policial militar, que foi o que eu falei na primeira live, uma coisa é uma pessoa que não tem o menor conhecimento. Ele, como policial militar, sabia muito bem o que é um local de crime. Depois ele vai até usar isso como argumentação, porque não tocou nela.
que é o local de crime, que não pode tomar banho, ele toma dois. Ele me lembrou até o marido médico da Larissa Rodrigues. Ele chama desembargador.
Ele manda... Liga pro superior dele. Liga pro superior. Os primeiros telefonemas. Limpa, dá uma limpada, porque já tem um rodo. E ainda manda três policiais militares, mulheres. Isso é um detalhe muito interessante, né? Ele manda três policiais militares, mulheres. Por que ele mandou três homens? Então, pra fazer uma limpeza, né? Porque pra ele, limpeza é coisa de mulherzinha. Exato. Então, ele manda três mulheres, policiais militares, pra fazer a limpeza do resto da casa.
Aquilo tomou uma proporção maior. É interessante que o socorrista que tirou aquelas fotos, não é?
Ainda bem, Beto. Foi ele mesmo, não? Foi, porque eles foram os primeiros a chegar. E começa daí, Beto. Então, o pessoal do resgate já tem experiência com isso. Eles atendem vários casos. Hoje é muito comum. Eu sou de uma época, ainda que não existia resgate, nem SAMU, esse tipo de coisa. Então, quem chegava primeiro no local...
Quando chegava alguém no local, era o policial militar. Esse é 99% dos casos. É o policial militar que chega, a primeira autoridade, ele vai isolar, preservar, blá, blá. Agora não. Surgiu a figura do resgate, ou do SAMU, que, em geral, eles chegam primeiro, porque, às vezes, o cadáver está lá pendurado, já está enforcado, já viu que... Mas eles chamam o resgate.
Isso é interessante. Então, eles são os primeiros. Eles foram tomando contato e aprendendo com essa experiência. Então, já chamou a atenção desse socorrista, especialmente, primeiro, a posição em que ela estava, a posição e situação do corpo.
E mais ainda, a posição e situação da arma de fogo na mão dela. Então, a primeira coisa que chama a atenção. Não é uma cena usual de quem atira na cabeça, estar naquela posição e com a arma entre os dedos, inclusive com o dedo no gatilho. Gente, isso só ocorre...
Fala. Então, esse tipo de situação... Deixa eu até explicar uma coisa técnica antes. O perseguínio está desse jeito. Ele está exatamente com a arma daquele... O que o perito tem que prestar atenção em um caso como esse? Negócio de faca ou qualquer tipo de objeto. Às vezes, encontramos cabelo, encontramos uma série de coisas, mas tem que ocorrer um fenômeno que se chama espasmo cadavérico.
Logo após a morte, o que acontece? Num relaxamento total. Isso, gente, é em 99,9999, nove dos casos, é um relaxamento total, com esse relaxamento, você não segura nada, o que você tem na mão, onde você está, cai, você não tem como segurar, a não ser que seja uma situação muito específica de você estar empunhando a arma, mas, mesmo assim, o que você vai ver? Eu já peguei um caso com duas armas.
um promotor, já é antigo, que tirou a própria vida com duas armas. Mas o que aconteceu? A arma estava próxima? Não, a mão dele estava aqui e as duas armas no colo, porque ele fez isso sentado. E ele atirou assim. Ele atirou aqui na direção do tórax, de baixo para cima. Ao mesmo tempo? Ao mesmo tempo, duas armas. Interessante. Tirou a própria vida. E a arma? No caso, como ela estava ali, não dá.
Também pelo seguinte. Então, primeiro, o perito tem que observar, ou quem é dali já sabe que tem que ter esse espasmo cadavérico. Ah, isso nunca ocorre. Ocorre. Mas fica tão firmemente seguro que você não consegue tirar. Então, perseguindo e confirma a regra. Exatamente.
O perito do perseguindo me fala que ele estava em mão de águia, que você chamou? Isso, é, porque, exato, é o espasmo cadavérico, porque ele fica... Travado, assim. Travado. Gente, para você tirar o que tiver na mão, você tem que fazer, literalmente, massagem. E já estava com uma bala na agulha, que fala. Isso, exato. A possibilidade de atirar, de mexer... De ocorrer o primeiro, sim.
Então, o que acontece? Se você pega só nesses casos. Então, eu já peguei casos que o indivíduo estava com uma faca na mão e a briga de faca entre dois homens, aí, evidentemente, não é isso que eu encontrei, perdeu a briga, independente dele estar com a faca. Porque ele foi ainda jogado, o outro ainda pegou e jogou ele no riacho, na água aberta.
E ele estava na mesma posição. É impressionante. E para você soltar aquele corpo, para colocar no recipiente adequado, para você colocar no cobre-óbito, você tem que massagear, senão você forçar, você quebra os ossos. Então, é só nessa situação. O caso dela não era isso. Ela não estava com essa rigidez instantânea, esse espasmo cadavérico que enrijece o corpo imediatamente. Ninguém sabe explicar direito ainda por que acontece. Então, é isso.
Mas existe. Muito bem, não era o caso dela. É um exemplo de pessoas que desmaiam. É assim, você desmaia e vai tudo para os lados. Exatamente, gente. Por que isso? Exatamente. Tem outro detalhe. É uma arma de grosso calibre, uma .40. Gente, o empuxo, o coice que essa arma dá é impressionante. Então, vamos supor, eu estou com a arma na direção da minha cabeça. É encostado, porque o disparo foi encostado. Então, houve até compressão do cano, da boca do cano da arma na cabeça dela.
Quando eu disparo uma arma dessa, junto com o projétil, como é uma pistola, todos os gases acompanham. Tem os gases ali da pólvora que está combustível, etc. Sai tudo junto. E é tão forte. E aqui, gente, é uma região onde tem um assoalho ósseo. Tem esse plano ósseo subjacente. Então, o que acontece? Se eu pressiono muito, sai esse volume de gases, bate no osso e faz o quê?
Volta, Bela. Então, se você está assim, o que acontece? Sua mão vai para um lado e sua cabeça para o outro. É bem essa situação, gente. De novo, para vocês pensarem. Você faz assim, solta. A mão já até solta, a arma vai cair lá. Nossa, a arma está lá longe. É isso mesmo, porque você faz ainda mais com uma arma dessa. Outra coisa.
sai projétil e tudo bate nesse osso, e aí volta, volta. Resquícios do próprio projétil, volta gases, volta sangue. Sangue.
Então, é o que chamamos de manchas de sangue de retorno. Nesses casos, arma de fogo, muito encostada na cabeça, produz um tipo de ferimento que chamamos de mina de Hoffman, que vamos encontrar chamuscamento tudo lá dentro, volta e volta sangue. Então, é comum observar, na mão de quem atirou, essas gotas características de retorno. Então, claro, o socorrista nem chegou a ver isso.
mas ele viu que ela estava numa posição, falou assim, esse negócio de arma na mão. O pé embaixo do raque. O pé embaixo do raque. Outra coisa, que eu já estou falando até da perícia. Não, já vai entrando. Pode entrar? Pode entrar, vai e volta. Então, vamos lá. O que a perícia observou neste raque? Conforme a mão dela foi solta em cima de uma poça de sangue, o que aconteceu? Espirrou sangue no raque. Então, gente, a análise das manchas de sangue nesse local foi fundamental, Beto.
Eu, assim, fico extasiada. Eu adoro quando vejo esse tipo de trabalho extremamente bem feito. Análise de mancha de sangue. Outra coisa que chamou a atenção. As manchas de sangue no próprio corpo dela. Porque, quando eu movimento um corpo, o sangue corre para um lado, ele corre para outro. E não era condizente com aquela posição. Ela tinha manchas de sangue que indicavam que ela estava em outra posição, não aquela.
Então, primeiro estranhamento. Eu separei todos os vestidos, tudo que a perícia falou. Então, você quer, daqui a pouco, entrar nisso? Porque uma coisa que é interessante que você está falando, que, olha só, ele primeiro liga falando que ela tirou a própria vida. Sim. Aí ele liga dizendo que ela está viva. Ela está viva. Por quê? Se ela está viva, ela tem que ser retirada do local, não é, Rosane? Claro. Porque se ela já está morta, você tem que deixar o corpo ali e chamar a perícia. E chamar a perícia.
Eu me pergunto se não foi até mesmo pensado depois essa segunda ligação. Por quê? Você só vai ter todos os elementos que você está contando porque alguém tirou a foto. Não, só porque alguém tirou. Quando a perícia vai... Já não tem mais corpo. Já não tem mais corpo. Então você só vai ter essa coisa do sangue nela mesma. A mão. A mão. O pé.
O pé embaixo do rack. Porque teve Deus ali na hora que pegou aquela pessoa entrando. Eu acredito que seja um socorrista. Sim, é um socorrista. Eu não sei qual a função dele lá. Se ele é o enfermeiro, se ele é o médico que está lá.
Gente, perfeito. Sem essas fotos, a gente não teria tanto detalhe. Não, não teria. Ficaria bem comprometido. Não daria para o senhor. Porque isso já chama atenção. Porque quando ele chama o socorrista, ela está viva, eles têm que tirar. Claro. Tem um vídeo desses socorristas entrando e é interessante como o socorrista olha para ele assim.
É que vocês têm que prestar atenção. Por quê? O que ele alegou? Ah, eu estava no banho, escutei o estampido. Não, não o estampido, ele escutou um barulho. Ele é policial, não sabe o que é barulho de tiro? Não, ainda mais de uma pistola. É um som seco, é bem diferente. Enfim, aquele dia acho que ele tinha esquecido como era a história. Então, ele escutou um barulho e ele sai. Quando ele comenta isso, o que o socorrista foi olhar?
Banheiro. Cadê as pegadas molhadas dele? Como ele está com o corpo? Está molhado? Ele estava com um calção. E outra? A calma dele. Ele estava passeando pelo local. Ele estava indo para lá, para cá. Você não vê nenhuma movimentação dele de apreensão. Ele está observando, está acontecendo. Só observando e falando. Eu não cheguei perto dela. Eu não cheguei a dois metros dela.
Eu não cheguei. Gente, se você tem uma pessoa querida, ou qualquer pessoa, isso é natural. Você sai pelado do banheiro, você sai com água, se você está tomando banho, você sai pingando, você sai escorregando e você vai para cima para ver. Não é assim, ela se matou. A primeira informação dele é assim, olha, super calmo, você chegou a ouvir? Sim, os áudios são absurdos. O segundo é um pouquinho mais já ensaiado. É claro, ensaiado, porque ele percebeu, falou, opa, ela está respirando, isso aqui vai dar...
vai dar, e que um problema, que se chega a PM e percebe que ela está, eles chamam imediatamente o resgate. E tem o detalhe que a primeira ligação é às 7h57 da manhã, e a segunda ligação às 8h05 da manhã. Isso é importante, porque aqui vão ter duas coisas entre essas ligações importantes.
Então, eles já ficaram assim. Os próprios policiais militares orientaram ele. O senhor não pode mais, porque ele entra no banheiro, sai. O senhor não pode tomar banho. Não, mas eu vou tomar outro banho, claro. Uma pessoa muito linda, Rosane. É, e outra. Ele, hierarquicamente, não tinha outro tenente coronel ali. Estavam os soldados lá. Então, é um negócio complicado a hierarquia. E o que você faz? O PM vai falar assim, vou segurar esse homem aqui e vai dar mais problema ainda. E ele até tomou banho.
Tomou. Porque a gente vai achar sangue lá no box que vai explicar o que acontece. Então, ele tinha, quando ele chega ali, ele liga para os dois, a gente tira a foto, e aí começa... Eu já vou deixar aqui a pergunta no ar, a gente vai respondendo ao longo do programa. Por que a gente precisou de uma exumação? Por que a gente precisou fazer uma nova perícia? Eu não consigo entender.
Eu mesmo olhando, falei assim, pô, será que ele tem controle do perito? Mas eu sei que Polícia Militar e Polícia Civil de São Paulo nem mal zimbicam. É, não tem. Quanto mais se defendem. Não tem. Então fica estranho, mas fica estranho do porquê que a gente precisou exumar um corpo que tinha características tão óbvias.
do que vai acontecer, que a gente vai entrar ali. Quando ele fala da ligação e tudo mais, tem um ponto também que é interessante, tem uma vizinha. A vizinha. Que ouve o barulho também. E olha o relógio, 7 horas e 28. Ela olha o celular, 7 horas e 28. 7 horas e 28. 7, 28. Quando você vai checar... Gente, tudo isso é checado.
Tudo. Então, o que ele falou? Não, primeiro eu liguei. Ele alega isso. Eu vi, ele falou. Não, primeiro eu liguei para o socorrista, para a PM, para os socorristas, só depois que eu fui falar com o desembargador que estava presente lá, porque é amigo dele, só depois que ele foi falar com o chefe dele, o superior dele. E aí, os dados levantados dessa ligação já começam daí, não bate.
Mas só depois que a família dela virou e bateu o pé, que ela não podia ter se matado. Porque, num primeiro momento, não sei nem se essas investigações estavam acontecendo. Peritos novos, que acabaram de entrar, que foram lá, como também os primeiros legistas que fizeram o exame. Então, claro que teve aí um suporte de pessoas mais experientes. E precisa, Beto. Não necessariamente no primeiro dia.
aqui tem uma urgência no Brasil que você tem que liberar logo, principalmente caso de repercussão. Você já tem que liberar, já tem que sair o exame necroscópico, já tem que fazer, porque é uma pressão terrível. Quanto mais importante a pessoa, mais pressão. Não porque você tem que soltar, porque é o fulano, porque ele é o filho de ciclano, porque o governador está pedindo, porque o secretário. Aí você fala, gente, pelo amor de Deus, um local como esse tinha que estar o quê? Não liberado. Você tem que ter essa autonomia e falar, não liberei.
Não está liberado. Passa a fita lá. Nós temos a fita. Local não liberado. Eu não sei o que vai fazer, porque, em um primeiro momento, está tudo muito confuso. O delegado não sabe exatamente o que aconteceu, porque ele está ouvindo as pessoas. A versão dada é só dele. Num primeiro momento...
É o que ele contou. Ele não tem acesso a nada. Nem o delegado tem. Ele começa a escutar. Então, as primeiras pessoas que chegam têm essa dificuldade, porque não se sabe nada. Não se sabe que ela já estava com problema com ele. Porque a família... Depois é que essas informações chegam. Então, é importante, gente. Vai liberar o cadarro? Não libera.
Se você está com dificuldade, não libera. É que é uma pressão, Beto, eu vou te falar. É uma pressão grande da família de tudo. Mas o cadáver tinha, a mulher tinha. Ela chegou ali no ML com marcas no pescoço de asfixia. Que não foram vistas ali no primeiro momento. Como não é visto isso, senhores? Eu não posso... Ele vai ser, até porque eu te coloco uma situação chata, até porque se der desse universo, até eu falo.
Eu, como cidadão, fiquei horrorizado. E uma pessoa que convive, não trabalha com crime... Mas você conhece, como é que é a rotina no MIT. Porque o que acontece? A gente vai conhecer esse caso quase com a exumação acontecendo. Esse caso estava meio... Até então estava muita conversa. Sem nada, sem uma policial militar, tirava a própria vida. A gente sabe que existe autoexecução...
Nesse universo, tem várias, tem depressão, é um trabalho pesado e tudo mais. A gente vai entrar no assunto de verdade, para nós, o assunto chega para a gente, já com a exumação. E até porque você tinha um mistério, assim, a família disse que ela não se mataria.
Mas tinha sido dado como autoexecução. Nem todo mundo sabe quem vai se matar, gente. Às vezes... Exato. Você pode estar super bem. Hoje tem essa categoria. Você não mostra... Você não está com aquela depressão clássica, mas, de repente, você está fazendo uma foto sorrindo e se mata em seguida. Mas a família foi insistente.
Ele não deixava ela usar perfume, não deixava ela se maquiar, ele morria de ciúmes dela. Se eu não me engano, vai dar HPP. E aí começa uma investigação mais profunda. No seguinte sentido, se descobre essa mulher que houve estampida às 7h28, levanta os horários de ligação. Um é 7h58. Então ele teve meia hora para não ligar. E olha que interessante, ele fez duas ligações, mas não concluiu. Ele ligou e desligou.
Depois, novamente, ligou para a PM e desligou. Até fazer a ligação de fato às 7h58. Aí ele vai fazer uma outra ligação às 8h05. A primeira ligação é a 9h00, onde ele está super gelado. Gelado. Ele fala que eu sou fulano, minha esposa é soldado da PM. Soldado, ela tirou a própria vida. Por favor, mande uma viatura.
Ok, QAPP, QAPP, QRP, TKS. Hoje a gente sabe com a investigação que às oito horas ele desliga, às oito horas ele pega o celular dela e começa a ler mensagens dela. Aí ele liga às oito e cinco da manhã para o 193 pedindo socorro para tirar o corpo dela de lá.
Ali, quando a gente vai entrando, já começa a se ter uma coisa, e daí vai exumar o corpo. Quando sai o relatório de exumação do corpo, que ela tem marcas no pescoço de asfixia e que o legista deu que ela estava desmaiada, ou ela estava inconsciente na hora que ela leva o tiro, ele chegou, pegou, ela ficou e foi isso? Então, isso é o que saiu na imprensa. Eu acho...
Muito delicado. As marcas, tudo bem. Porque a dinâmica ali ficou muito interessante de como aconteceu. E o porquê dessas marcas no pescoço. Agora, não sei... Ela não tem defesa, né? Ela tem... Não. É o elemento surpresa. Ela fala assim, poxa, mas ela é uma policial militar. Primeiro, ele pegou ela por trás. Ela está de toalha. Exato. Pegou ela por trás. Então, o que ele fez? Ele segurou, ele veio por aqui... Não tem aquela coisa quando a gente está pelado de toalha, é o momento mais...
vulnerável. Você vai lá cair com as pernas abertas, com a toalha abre. Tem muitas dessas coisas também. O que acontece? Essa história de estar desmaiada ou inconsciente, eu não sei, não cheguei a ler todo o laudo da exumação e os laudos complementares que chegaram a essa conclusão, porque não sei de onde eles tiraram isso. Mas, enfim, as marcas estão ali. Como são essas marcas?
Porque se chegou, tanto com os vestígios que foram encontrados no local, depois com a utilização do reagente para mancha latente de sangue, porque tinha muita coisa que a olho nu não dava para ver. Principalmente porque no dia seguinte já chegaram as três policiais militares. No mesmo dia, às seis da tarde.
Aí a polícia vai levantando, você vê as imagens, aí às seis da tarde você descobre que três policiais militares femininos... Foram lá para limpar o local. E eu falo feminino porque é tão machista que ele não manda nem três homens. Que mulher que serve para limpar as coisas. Ele manda três mulheres que eu não sei se ela sabia o que estava indo fazer, o porquê que elas estavam, mas ela já sabia que a mulher tinha se mandado.
Exatamente. Mandaram lá para limpar. E na Polícia Militar tem essa hierarquia que manda quem pode, obedece quem tem juízo e quem precisa. Tem uma coisa, sei lá. É hierarquia mesmo. É hierarquia, sim. Inclusive, ele vai responder também por abuso de autoridade. De chegar para uma subalterna, para uma subalterna e falar assim, você vai lá limpar. Vai cometer crime.
Então, aqui um detalhe, Beto, por isso que o perito, sendo um perito jovem ou um perito mais antigo, quando ele vê uma situação como essa, que está quadrada, que a gente chama, ela não se encaixa, ela não está redonda, ela está cheia de aresta. Você fala, gente, espera aí.
não vou liberar o local. Se a perícia passasse uma fita e falasse não está liberado, ele não ia mandar ninguém limpar. Tem isso. Se ele mandasse, ele ia ter que cortar a... Por que você fez isso? A coisa estaria mais complicada. Então, não pode liberar. Deixa lá, gente. Ah, mas ele precisa pegar. Aconteceu um crime. Quem põe essa fita? Perito.
É o perito que fala. Fica um policial militar, é isso, esperando a perícia chegar. Não necessariamente. Como é que fala guarda de... Não, fazendo a preservação. A perícia chega e o policial pode ir embora. Não necessariamente, eles ficam acompanhados, tem que ficar. Então, o que acontece? O perito tem autonomia e é ele que vai falar. Não liberei o local. Não liberei. Passa a fita.
Fecha tudo e fala, liga para o delegado. Olha, aqui o negócio não está muito bem esclarecido. Eu vou ter que voltar. Eu preciso analisar, eu preciso ter um resultado ainda de algumas coisas para poder voltar aqui e liberar esse local. Mas, por enquanto, não. Porque agora, aqui no momento, não dá. Mesmo que ele tenha que pedir outros exames, não libera o local. O que aconteceu? Ele liberou o local. Agora, o estranho dessa situação é um tenente coronel da Polícia Militar
pedir para logo na sequência a perícia vai embora, você pega e fala assim, limpa tudo aqui. Ele não deveria, se ele realmente... Mas e se já fotografou tudo, Rosângela? Porque tem as fotos. Tanto que através dessas fotos do local que você tem as manchas de sangue na parede, no rack e tudo mais. Ele já fez toda, ele já periciou e para ele não precisa preservar, poderia já limpar? Poderia, se ele libera foi o que aconteceu.
Ele só mandou essas policiais. Eu não tenho conhecimento que alguém tenha... Que tinha faixa. Que tinha faixa e que falou que não está. Eu vi um vídeo passando... Que hoje deve ter a faixa. É um X, não é isso? Na porta. Exatamente. Eu não tenho conhecimento que o perito que foi ao local, ou o delegado que primeiramente... Porque isso é o perito que tem que falar. Ó, não liberei o local. Acabou. Não liberei. Nem que ele tenha que voltar no dia seguinte ou no outro e falar assim, não, tudo bem. Eu já fiz tudo o que eu tinha que fazer.
Então, liberou o dono do imóvel, ele tem total liberdade para chegar lá e limpar o...
Então fica essa dúvida aqui. Por que elas vão e por que elas limpam? Porque não tinha esse X? Não, não estava impedido. Aí está liberado. Aí está liberado. O estranho... Ele liberou, inclusive, para o coronel. Aí também não é fraude processual. Não. Ele vai responder fraude processual? Porque quando ele monta tudo isso... Sim, tudo isso, sim. Quando ele monta o corpo... Ele diz que não chegou. A bermuda dele tinha mancha de sangue, foi revelado também. No banheiro. Ele lavou tudo, limpou o que pôde ali.
Por isso que tinha um rodo com pano. Rodo com pano, claro. Ele foi fazendo a limpeza básica do que ele achou que estava importante. Isso é fraude processual. Não tem como. O estranhamento é o indivíduo ser um oficial da PM e falar assim, olha, por enquanto, deixa o apartamento daquele jeito. Deixa quieto, porque isso aqui ainda pode. Eu faria isso.
Até porque eu não quero que ninguém pense que eu matei ela. Exatamente. Eu faria isso. Gente, deixa o apartamento. Eu nem consigo ficar aqui. Eu vou para casa da minha mãe, eu vou para São José dos Campos. É porque foi onde ele foi preso. Exatamente. Quando amigos meus falam assim, se eu chegar em um lugar e tiver uma pessoa, você dá três passos para trás, não mexe mais nada, liga para a polícia, você faz a preservação do local enquanto ninguém chega, antes de ninguém entrar.
Está morto mesmo, dá para ver? Agora, se estiver vivo, pelo amor de Deus, também chama o resgate, tem que estar desse salto. Agora, não faça nada, porque qualquer coisa que você fizer, você vai se prejudicar. Exatamente. É isso, aprendi. É isso mesmo, você aprendeu. Ele, no caso, queria sumir com as coisas.
coisas. Ele queria sumir, é evidente. Beto, que você já tem o métier, você conhece mais ou menos, você tem que chegar e falar assim gente, deixa fechado lá, fecha esse apartamento e deixa aí, dois, três dias. Vai confirmar com o delegado, ó, eu já posso, como é que é, né? Mas não foi o que aconteceu. Limparam. E mesmo assim, ainda bem que a perícia inicial observou todas essas manchas de sangue que foram fundamentais para chegar na dinâmica, Beto.
E uma coisa muito interessante é que existiu na investigação, quem quer ter investigado, o desejo de conhecer o perfil das personagens. Isso é fundamental. Até então, uma das provas que a família tinha de que ele era ciumento, porque ele estava colocando que ela era ciumenta, que ela não aceitou a separação. E daí ela cometeu esse ato extremo. Porque sem ele ele não poderia viver. Quem vai viver sem aquele homem?
Daí um primo dela, que tinha um print do Instagram de uma mensagem, mostrando uma mensagem que ele, Coronel Leite, manda através do perfil dela, falando que ele era o macho da Gisele, e que é para ele se ligar, para ele cair fora, que é para parar de estar cheio de graça, falou o primo dela. Então, era a única informação que a gente tinha, próximo do que a família dizia, que contradizia. Era essa mensagem. Era essa daqui, está vendo?
Boa tarde, eu sou a Maria da Gisele, eu tenho acesso às redes sociais dela e elas minhas, minhas redes sociais. Eu que printei as conversas suas com ela, acho que você está, não sei o que lá, blá blá blá. Na verdade, é o dele, né? Ele só tem dois seguidores? Ah, porque ele não... É ali, ó, Rosa Neto, sei lá. Não importa, não quero que daí ele explique, conheça a Gisele desde que era da época, nem olhei com as segundas intenções. Não importa, não quero que fique de conversa. Essa era a única?
Que já... Que chegaram e falaram. Você está entendendo que ele não está falando a verdade? E aí, com essa nova investigação que chega, descobrem as ligações, o contrato de vitória das investigações, a gente vai ter uma nova perícia. Perícia apurada. E também a nova constatação da personalidade. Você quer ver agora as mensagens para depois entrar na perícia? O que você prefere fazer? Pode, vamos falar. Vamos primeiro falar dessa...
A parte subjetiva, comportamental. Como que, por exemplo, uma mensagem que foi importantíssima também, que a família tinha, mostrando que a Gisele, ela queria ela se separar dele. E ela queria, porque essa mensagem já está começando com o pai. Ela já estava falando de futuro. De futuro. Um imóvel, próximo da casa da mãe, por causa da menina, por causa do trabalho. Então ela está falando de um futuro longe dele. Vamos ver a mensagem que ela manda para o pai. Uma mensagem de áudio. Ah, entendi.
Não, pai, pra mim é melhor ir na rua, entendeu? Quanto mais perto daí, melhor. Por quê? O que acontece? De manhã eu vou sair muito cedo pra ir trabalhar. E aí eu vou ter que deixar a Giovana dormindo aí, entendeu? Era isso aí que eu tava pensando. E aí se for lá no Jardim Helena, eu vou ter que ir lá, voltar pro Romano.
E aí do romano pegar o trem pra ir trabalhar cedo. Entendeu? Aí não compensa. Então quanto mais perto melhor. Porque eu já deixo ela ir e já pego o trem pra ir trabalhar. Entendeu? Pra não ficar... Tendo essa viagem aí de manhã. Entendeu? Vai, volta.
Ela está falando com o pai. Com o pai. Para deixar a filha na casa dos pais, enquanto ela vai trabalhar. Por isso que ela queria morar. Exato. Porque ela pega já o trem, já sai. Então isso, gente, é o quê? Não é uma mensagem de uma pessoa que vai tirar a vida. Não. É uma mensagem que está falando de vida nova. Sim. E aí começam a aparecer as outras mensagens. Porque a polícia, é claro, a polícia vai fazer o levantamento.
Ah, e tem uma imagem, não sei se vou ter aqui o vídeo, de ela na academia de anterior, que é a última imagem dela. Você vê que é uma mulher que está malhando na academia de pressa. Sim, ela não está. Não, e é importante esse tipo de informação, que ela já está pensando no futuro, ela já está elaborando. Eu tenho que sair. Ela ali, ela está ali na academia. Exatamente, eu tenho que estar perto dos meus pais, ela já estava fazendo a logística.
Então eu mudo pra lá. Da nova vida. Exato, da nova vida. A minha filha, eu saio cedo, deixo a menina aí. Então ela não tinha mais interesse nenhum em ficar com ele.
E aí começam a aparecer as outras mensagens. Aí tem uma que ela tira, que é aquela que você está falando com uma amiga dela. É uma mensagem com uma amiga dela. É bem interessante, dois aspectos aí. Que ela fala que daqui a pouco ela vai terminar morta. É como vão vindo as coisas. É, vão vindo as pessoas. Começam a aparecer, claro, os amigos. Porque daí essas novas, eu acho que foram extraídas do celular dele. Dele, dela, olha lá. Ela fala, porque não é você, né? Então.
Aí a amiga diz, deixa ele falar, depois passa. A sensação que a gente teve aqui é aquela coisa assim, pô, Zangelo, o Aru não para de me maltratar. Você fala, ai, Beto, deixa pra lá. Vai, deixa pra lá, depois passa isso aqui e tal, né? Aí ela fala, pode ler aí. Tem que controlar os ciúmes dele, ela já está preocupada com isso, né? Qualquer hora, ele me mata, ele me mata.
E aí a outra fala, ele fica cego. Não vale a pena ficar brigando. Não vale a pena ficar brigando, mas, poxa vida. Ele fica cego, não tem como controlar. Não tem como controlar. Mas o que ela fala? Eu não tenho como controlar o que as outras pessoas falam. Gente, eu vou falar uma coisa hoje em dia. Se você se sentir ameaçado com a sua vida, se você achar que uma pessoa pode te matar, acredita. Acredita, gente. Acredita.
Pode ser amigo, irmão, mãe, marido, esposo. Se você perceber...
que os limites estão todos ultrapassados. Está meio estranho, não está, Rosana? Mas, infelizmente, é isso que acontece. Essas vulnerabilidades. Não é culpa da vítima, claro. Mas ela, na verdade, falou, eu tenho o controle, ele não vai fazer isso. Qualquer hora ele me mata, mas não é bem assim. Ele não vai fazer. E ele pega ela de surpresa. Porque ela, sendo também uma policial, ela ia reagir de alguma forma. E com a arma dele. Não sei se você tem essa informação, se é do celular dela ou dele.
Eu tinha, mas esqueci. Você consegue ver para mim se essas mensagens são do celular dele ou do celular dela? Tem dele. Tem dele, do celular dele, do celular dela. Eu achei interessante que o delegado, eu vi uma entrevista dele na CNN, fico convido para dar a entrevista, que ele fala o seguinte, que eles leram todas as mensagens entre eles desde 2023. Sim, antigas. Que é quando eles ainda, porque eles casados, eles estavam há dois anos. Eles casaram em 24. É, eles conheciam em 21.
Para mostrar aquela coisa. Tem uma lei que obriga a pagar uma indenização? Com certeza vai ter. Toda pessoa que é condenada, ela também é obrigada a pagar dinheiro para a família. Você tem casos, por exemplo, se o Pedro Turra agora for condenado pelo homicídio, o promotor pede 400 mil reais para ser pago de indenização. Cada promotor pede, mas sempre tem uma indenização. Todos, todo mundo que é condenado também paga dinheiro.
Já respondendo para a Carita Marra. E está perguntando sobre a filha dela. Ela está nos Estados Unidos? Ela está nos Estados Unidos. Vamos ver as mensagens. Vamos pôr primeiro aquela... Eu mandei em duas levas. Vamos pegar essa daqui. Essa daqui. É, lugar de mulher. É um pouco antes da morte dela. Olha só. Ela falando. Você enfiou a mão na minha cara ontem. Sim, dia 6. Gritou comigo hoje. Então ele já tinha passado do...
do limite e já estava nas vias de fato. Para ele sentar a mão na cara dela... Uma policial militar que, com certeza, faz local de mulheres em violência doméstica. Exato, gente. Olha como isso é complexo e como isso é difícil de discutirmos. Então, não dá para reduzir... Ah, mas ela gosta de apanhar. Ah, mas com todos aqueles comentários machistas e sexistas. Gente, não dá.
E olha o que ele fala, lugar de mulher é em casa cuidando do marido e não na rua caçando assunto. E o que ele fala aqui? Na rua é lugar de mulher solteira procurando macho. Quer dizer, coisa mais machista que essa... Eu gostaria de fazer para ela, inclusive não vou conseguir fazer para Gisele. Não dá bom, não dá bom. Que momento que ele se mostra o que ele é?
É durante o namoro ou é após o casamento? É tipo a... do cantor, a Rafaela Brilhante, que ele só se demonstra o que ele é, de fato, depois do casamento, e o que ele se mostra depois do casamento, aos olhos de hoje dela, ela percebe sinais lá atrás, mas que não eram evidentes. Nesse caso, ele tem uma verborragia tão fácil de ser...
que eu não sei se eles... Mas tem um comentário dela, Beto, em alguma conversa que ela fala, por que você não é mais aquele cara sedutor, aquele indivíduo sedutor que você chegou... Então teve esse primeiro, ele está dentro daquele padrão do indivíduo violento que a gente conhece, que primeiro joga...
Um helicóptero de pétalas de rosas. É o cara sedutor, romântico, envolvente, sexo bom. Está tudo bom, está tudo bom. Você pode ficar tranquila. Se o seu problema é dinheiro, não é mais problema, porque eu seguro as pontas. Você pode... Ele já conheceu ela, policial militar. Ele já conheceu ela, policial militar. Agora, ele não foi, né? Pelo jeito, ele não vai procurar uma que tenha patente dele também.
É, uma tenente coronel, porque tem. Tem, tem, eu conheci várias. É, porque depois ele usa esse expediente para humilhar. Tem coronel, porque é tenente coronel. E tem coronel, exatamente. Então, ele usa desse expediente. Por que eu estou falando isso? Porque ele usa isso. A coronel Maria, conheci a coronel Maria, que era responsável pela comunicação da PM. Mas o importante, gente, é isso. Ela percebeu. Você vê que ela fala, você enfiou a mão na minha cara?
Não dá. E tem esse momento de uma dessas mensagens que eu li. Vamos ver as outras mensagens que a gente teve. Olha, não dá para entender. Você pediu para eu não ir embora. Eu fico e você continua igual. Até pior com o seu tratamento. Falando coisas para me humilhar, para me provocar.
Olha isso. Se você quer separar... Se você quer separar, vamos separar. Mas se você continuar, vai ter que mudar seu comportamento estúpido, ignorante, intolerante e sem escrúpulos. Estou deixando bem claro para você que não vou aguentar muito tempo esse comportamento babaca. Ela cita em outras mensagens. Tem mais uma, eu acho. Aqui, olha.
Toda hora jogando piada, me chamando de burra, mandando arrumar um soldado. O que a função tem a ver com relacionamento? Lugar de mulher em casa cuidando do marido e não na rua caçando assuntos. Gente, ele tem uma mania de repetir isso, não? É, rua é lugar de mulher solteira à procura de macho.
e não tem essa crase. É, gente... É do celular dele. Isso foi extraído do celular dele. Ela está apagada. Ela mandando mensagem para ele, falando, escuta, você pede para que eu fique, que eu volte e continue com o mesmo tipo de comportamento. Então, ela já estava ali. Ela não tinha a menor dúvida. Ela só não acreditou que ele chegasse efetivamente. Chamava ela de burra, falava para buscar um soldadinho para ela, porque ele era demais para ela. Meteu a mão na cara dela, segundo ela mesma.
Tem aquela mensagem dele? Eu sou gostoso, eu sou macho alfa. Ah, não, que é macho alfa, que a mulher é beta. É, você é... Eu tenho ela aqui no meu, se não tiver aí. Tem aí a próxima mensagem? Gente, é de um narcisismo. É um redpill, né? Eu sou macho alfa, eu sou gostoso, eu sou o cara, eu sou provedor. E você é a beta fêmea. Você tem que o seu papel é ficar submissa.
obedecer ao marido e estar disponível sexualmente. Deixa eu ver aqui. Ela até responde isso. E fala, não, eu não vou querer. Como é que você vem exigir esse tipo de coisa para mim? Eu salvei aqui, deixa eu só pegar e vou ler. Eu não vou conseguir mostrar.
Tem uma outra que ele fala assim Eu invisto todos os meses 3 mil reais de aluguel 2 mil reais de condomínio 500 reais de água e luz, 500 reais de gás Fora as coisas que eu compro no mercado E todas as vezes que nós saímos Eu pago tudo sozinho E você investe quanto? Isso é uma humilhação financeira Humilhação, claro E outra, se o cara não é macho Para ter uma mulher dessa Ele não é um macho alfa Então, você não quer fazer o papel de provedor E você fica jogando na cara da mulher? Que é assim?
Ele fala assim, quer ver? Vou ler aqui, cadê? Tenta achar só essa mensagem, que ele diz o seguinte. Segundo ele, o marido precisa ser provedor e a esposa é carinhosa e submissa. Sim. Ele fala, sou rei, religioso, honesto, trabalhador, inteligente, saudável, bonito, gostoso, carinhoso, romântico, provedor soberano.
Soberano? Meu Deus, acho que ela deveria todo dia esperar ele assim, estender um tapete vermelho, botar uma bacia, uma linha nos pés. Eu quero achar que ele fala que ela tem que ser, se vocês acharem a mensagem... Ela tem que ser mulher beta. Ah, não vai ler. Vou rolar, não vou conseguir. Manda pra mim essa foto aqui, pra eu ler, por favor.
Olha como ele chama ela no celular. Amor. É que eu não vou conseguir ler. Se você mandar para mim por WhatsApp, é que eu tento ver. Eu tento ler daqui. É, ele fala mulher comprometida. Que ele é macho alfa. É.
Tem que ser comprometido, obediente e está disponível. Enquanto eles procuram, também encontram nas mensagens um vídeo de ele com uma arma na cabeça, falando que se ela se separar dele... Não vou mostrar isso porque é muito forte. Porque se ela se separar dele, ele vai se matar. Ele ia tirar a própria vida. Aí ele é confrontado pelo Cabrini, no Domingo Espetacular. Porque o que acontece? Enquanto eles procuram essa mensagem, essa mensagem vale a pena ler.
Ele deu entrevista em vários programas, hein? Ele começou naquele que é um menino super bom, do Balanço Geral, não sei o nome dele. É um cara bom, eu gosto de ficar vendo ele. Eu vejo ele, eu vejo muito dele. É aqui de São Paulo. É, eu sei quem é. Eu também não lembro o nome dele, mas eu sei quem é o rapaz. Lá, Lá, uma coisa assim. E ele ligou para o cara e entrou no ar ao vivo na Record.
Quando ele chega e resolve dar uma entrevista, por que que aconteceu? Ele começou a ficar aquado. E ele começou a querer confirmar as coisas que ele falava, que ela era louca por ele, que ele era o provedor, que, na verdade, ela tirou a vida. Ela não tinha aceitado a separação. E tinha saído já...
O laudo da exumação que tinha as marcas de pescoço no pescoço. Exato, encontradas. Confrontado com esse vídeo de ele com a arma na cabeça, ele diz que era inteligência artificial. Aí o Cabrinho rebate e fala, olha, isso aqui já foi analisado. Periciado por dois. Periciado por dois peritos expert. Isso aqui não é inteligência artificial. Isso é inteligência artificial. Não, acabou, claro.
Talvez como o coronel, o tenente coronel, ele estava muito acostumado a todo mundo. E o que as marcas? Por que as marcas, Rosângela? A menina de sete anos...
que ficava no colo agarrado. Gente, e ele fala isso sem cerimônia, sem ficar vermelho, sem qualquer tipo de pudor. Ele fala e pronto. Ele está achando que todo mundo vai abaixar a cabeça. Vou tentar ler aqui. Então, ele começou a, inclusive, eu digo construir a própria personalidade narcisista, que eu não estou dizendo que seja... Mas estou dizendo uma pessoa que escreve que é gostoso. É narcisista, Beto. É gostoso. Um homem violento.
Não, vai falar que é o quê? O filho de Maria? Cara, acho que nem o Brad Pitt teria coragem de se auto-intitular tão forte. Ele fala assim, ó. Poderia, né? Acho que você está me confundindo, Neto. Eu cansei de tentar conversar com você sobre nós dois. Quem está cagando andando é você.
Fotos juntos no perfil, casado na bio, não cumprimentar homens com beijo no rosto e abraços, não usar roupas... Não, gente, vocês entenderam. Ele está dando a orientação de como ela tem que ser com ele a partir deste momento aqui, que eu não tenho a dar. Isso é um comportamento... Isso é enviado, Rosaneiro, dia 2 de fevereiro de 2026.
Ela vai morrer daqui a alguns dias. Exato. Olha como a coisa está ficando... Porque ela está refutando. Ela está discutindo com ele, ela não está aceitando e já está falando para ele. Eu vou me separar. Porque você não muda, você pede, você implora e depois você continua com o mesmo comportamento. Pode até deixar as mensagens do lado, essa que eu estou lendo, só porque eu consegui... Aí ele fala assim...
Ele nem tinha um para ela. Não. Ele vira e faz assim, fotos juntos. Ou seja, ele está dando ordens de como ela tem que ser com ele. Claro. A partir de agora, tua foto é junto comigo no teu perfil. Casados na Bios. Você tem que escrever casado com o macho alfa gostoso, tesudo e tal.
Não cumprimentar homens com beijo no rosto e abraço. Tipo, dane-se a seu pai, seu amigo. Não cumprimentar homens no geral. No geral, porque todo homem acorda para estuprar uma mulher. Inclusive ele, né? Porque ele deve estar pensando...
E se eu tenho, claro, como ele pensa, isso é óbvio. Porque ele faz isso. É aquela velha história, gente. Quem tem uns ciúmes exacerbados é que sabe o que você pode fazer uma vez que ele faz. Uma vez que ele faz. Não adianta. Isso daqui é matemática. É matemática. Ele fala assim, não usar roupas tão coladas.
ela vai na academia, uma burca, acho que seria o ideal. Ela fala assim, se pensa isso de mim, realmente temos que separar, porque eu não confio em você, nem você em mim. Isso porque você não passou um terço do que passei com você referente à traição, mentiras e falta de lealdade. Exato, isso eu também vi. Porque teve casos já de traição, ele até chegou a usar isso. Ah, é porque nós começamos a ter problema a partir de um suposto relacionamento que eu tive. Gente.
Vocês estão percebendo? Quer dizer, o que ele está tão preocupado, porque é uma mulher lindíssima, claro que ela chamava atenção, uma menina, uma boneca, chamava atenção, as pessoas deviam fazer uma brincadeira, você está lá, ou fala, nossa, que moça bonita, por quê? Porque o comportamento dele é isso. Ficou mais do que provado. Não, e olha o que eu vou ler ainda. Esse que você colocou, Saulo, eu não estou com ele aqui. Dia 13 de fevereiro, volta.
Dia 13 de fevereiro... Opa, são meus. Volta para aquele que estava, que é muito interessante. Eu vou chegar lá. Espera aí.
Esse daqui. Você percebe que ela fala que ela deve... Amor. Esse é celular dele. Porque o nome... Ela tinha... Ao invés de chamar Gisele, no contato é amor. Nossa senhora, imagina se fosse ódio. Ela deve ter dito para ele que ela está se sentindo praticamente solteira. E ele fala, jamais, nunca será. Nunca será. Dali...
Dali cinco dias ela morre. Aí ele diz assim. Eu vou ser viúva, que você vai... Pode voltar lá para aquela mensagem. Porque eles são casados. Olha o que ele vai falar. Mulher comprometida tem que ter foto junto com o namorado, o noivo ou o marido. Para os outros machos verem a foto juntos e já desanimar e cair fora.
Foto sozinho e a senha autorizando... Foto sozinho? Meu Deus do céu. Foto sozinha é senha autorizando outros machos a chegar junto. Cara, essa palavra macho você não tira da boca, hein? Não, eu não tira. Nem meus amigos gays falam tanto macho assim. Casamento é uma via de mão dupla. Os dois têm que contribuir para dar certo. Eu contribuo com dinheiro. Sou provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo.
Gente, isso não é Não é nem um discurso Machista, é claro, sexista É misógino Ele reduziu a mulher É aquilo, ó Sabe o que ele fala? Marido é provedor, esposa é carinhosa E submissa Não tem atrito Essa já é a próxima foto, tá?
Essa daí mesmo. Aí ela tinha escrito que ela está praticamente solteira, ele fala, jamais nunca será. Se você quer ter liberdade para seguir quem você quiser, você tem que ficar solteira. Enquanto você estiver casada comigo e vivendo na minha casa, na minha comanda, as coisas serão do meu jeito. Enquanto você estiver casada comigo, não admite seguir outros homens e ficar de conversa com outros homens. Mulher casada comprometida...
É que o marido é o único provedor do lar, tem regras a cumprir. Se você quer ter liberdade, não fique casado. Quando estiver casado comigo, morando comigo, onde eu pago todas as contas. Aluguel, condomínio, água. Ou seja, taca na cara dela. São as minhas regras e tudo do meu jeito.
Ela, quando ela fala, tá bom, então eu vou me separar porque eu não quero. Não, aí não. Ele já deixou escrito, você nunca vai ser, jamais você vai ser solteiro. Aí tem alguma coisa que eu não sei porquê, no dia 16 de fevereiro, ela ainda fala, são esse tipo de boato, eu não sei se ela está falando de boato sobre ele ou sobre ela. Ela fala assim, se eu soubesse que você iria me tratar dessa... Ela diz, se eu soubesse que você iria me tratar dessa forma, após casar, eu não queria casar.
Você viu que foi depois do casamento. Após casar. Claro. Agora, oficializou agora você. Garantido. Minha. Eu vou fazer o que eu quero. E agora tem...
Eu não sei porque falam cereja do bolo, porque eu sempre tiro aquela cereja do bolo. Se fosse cereja de verdade, nós somos aquela cereja que é uma cor de válido. Ah, que é de... Não. Eu vou chamar o chantilly do bolo. Chantilly, chantilly eu amo. Ele fala assim, eu te trato como todo homem macho alfa trata a sua esposa, com amor... Nossa, muito amor. Carinho, nossa. Gente, eu fico pensando quem ele trata sem carinho. É.
atenção e autoridade de macho alfa, provedor e fêmea beta, obediente e submissa, como toda mulher casada. Gente, isso aqui é a Red Pill. Não, é Red Pill. Como toda mulher casada. Esse moço deve seguir. Eu queria saber, eu queria saber. Esse é um tipo de homem, Rosângela, que precisa ser estudado.
É uma carnice, isso. Um homem desse. Eu nunca vi tanta clareza num texto. É que nem esse outro homem que entrou, deu 20 tiros na casa, com um negócio lá no Recife, com gasolina na mão, ele manda mensagem para a mulher. Eu vou ficar 30 anos na cadeia.
Mas você vai ficar no fogo do inferno. E se eu for preso sem te matar, eu já tenho gente para mandar te matar aqui fora. E ele vai feliz para a cadeia. Aquilo que a gente sempre fala. Então, sim. Esse tipo de homem não se intimida com medida protetiva, com o B.O. que você vai fazer.
Não, ele não se intimida. Isso aí é um estímulo para ele. Então, se ela fosse fazer, inclusive, uma medida protetiva, isso ia parar na corrigedoria da PM, um Pipinovski. Ele não ia. Tem mais uma aqui? Você mandou? O indivíduo não aceita. Não aceita.
Ele se mostra todinho. Você não precisa de nada. Ela era louca por ele. Por isso que ela se matou. Um homem desse, Rosângela. Maravilhoso. Um homem desse é impossível. Macho alfa. Uma fêmea beta. Gostoso. Gostoso. Provedor. Aí ela fala, porque eu achei que você era um príncipe. Cavaleiro, romântico, galanteador. Perdeu toda a essência do Xaverco. E me trata de qualquer jeito. Sou mais que um príncipe. Eu sou o rei. Sou religioso, honesto, trabalhador.
Sou o rei, gente. Uma pessoa escreveu ali que no cabrinho ele mostrou o celular dele, era ele no fundo da foto. Para você ver o narcisismo, precisa ser especialista para observar. E ele diz que ela tem a foto dele. Sou o rei religioso, adoro, né? Religioso, muito religioso. Nenhuma religião autoriza o assassinato. Honesto, trabalhador, muito honesto. Trabalhador, inteligente, nem tanto. Saudável, pode ser bonito, depende do ângulo.
Gostoso Depende também do shape Depende do dia Carinhoso, acho que não Romântico Muito romântico Você é submissa, eu sou alfa E você é uma mulher submissa Amor, vamos com calma Porque o teu muito pode ser pouco pra muita gente
Porque bonita do jeito que ela era, se ela queria ser fêmea beta, como você chama, ela estaria com um milionário, que não estaria pagando 500 contos de condomínio, estaria pagando 500 mil de condomínio. Exatamente. Então, você não é tão rico assim para você se... Não, não é. Para achar que está podendo. O problema é que ele está se achando, não é? Não, ele se acha. Não, é um absurdo. E detalhe, olha a última palavra que ele diz que ele é. Soberano. Soberano.
Ridículo. Ridículo, gente. Como você convive com uma pessoa dessa? E ele vem me dizer... Que ela que tirou a vida... E que a filha dela que deixou aquelas marcas. Então, gente, olha...
com todas essas mensagens. E é importantíssimo hoje em dia. Não dá mais para deixar de lado as questões subjetivas, o que tem por trás. Porque você, para entender o que aconteceu, você tem que ir. E hoje tem essa possibilidade, porque todo mundo se comunica pelas redes sociais. Não adianta pagar, não adianta nada, porque vai lá e levanta. A polícia tem possibilidade de levantar tudo isso.
Cadê o cartucho? O cartucho sumiu, né? Sumiu. Ele tirou, né, gente? Porque a pistola... Mas a pistola ejeta. Ele é diferente do revólver. Ele sumiu com o lugar que pra onde caiu. Fraude processual. Porque foi dentro do apartamento, esse cartucho tem que estar lá. Quem foi? O Espírito Santo que tirou? E o cartucho vai ter uma... Ele tem uma máquina. É uma coisa, eu digo o seguinte...
Sim, a movimentação. Sim, de acordo com aquela arma. Às vezes, ejeta para a esquerda, às vezes, ejeta para a direita. De acordo com como tudo aconteceu. Exatamente. Tinha que estar ali. Então, o negócio estava me explicando o seguinte. Então, você pode pegar aqui porque foi... Vou por trás de você. Ó, viro. Isso. Agora, eu não vou nem ligar se é para a esquerda ou direita. Só para as pessoas verem que fica mais fácil. Ó, da direita para a esquerda. O sangue, que é assim, né?
O sangue entra e sai. E a minha mão aqui vai receber o sangue, protegendo, inclusive. Vai sair sangue para lá, sangue para cá por causa da minha mão e sangue na minha mão. E sangue na tua mão. Que na mão dela não tinha. Esse sangue na mão não chega na parede. Então você consegue já estabelecer como é que estava. Exatamente.
Só que não tinha sangue na mão dela. Tinha, nem lembro. Agora a gente vê a foto. A mão dela estava assim, pela fotografia, ela estava numa poça de sangue. Então já não daria para ver. O corpo não estava lá. Agora a mão dele com certeza teria. Porque o sangue que espargiu... Lembra que eu falei daquela...
É um calibre muito grande, encostado, então vai e volta. O que acontece? Inclusive o ferimento fica diferente, fica um ferimento aberto, que parece saída, mas é porque o fluxo de gás encostado ainda é tão grande que ele bate nessa superfície óssea, não que não frature, mas tem uma superfície óssea subjacente ao local onde está esse cano. Então ele bate e volta, volta com sangue também. Entendi. E aí o que foi? Para a mão dele, se...
ele não tivesse percebido se ele não tivesse lavado a mão, porque ele fez isso. Inclusive, na roupa dele, ele toma banho, depois ele se troca. E aí entra a perícia, novamente, com a utilização dos reagentes para mancha latente de sangue. Mas vamos voltar para você. Até como é que você contou lá, ele pega e dá o tiro. Dá o tiro. Aí ele... Sustenta ela.
O sangue ali já está mostrando o movimento, não é isso? Sim, já está. Toda a movimentação que ele faz com o corpo é sangra demais, gente. Tinha uma quantidade de sangue grande. Você viu na foto ali. É uma quantidade. A gente viu as fotos. Então, se ela está em pé, tem toda uma característica. Eu não sei se foi transfixante ou não. Eu acho que não foi transfixante. Não, eu acho que sai, Rosângela. Sai o projétil? Ali eu não tenho essa informação. Mas de qualquer maneira... Eu acho que ele saiu.
Porque eles falam sempre que não foi encontrado o cartucho, mas o projétil, ninguém fala que não foi encontrado lá, então pode ter ficado instalado, alojado no cérebro, na cabeça. Então tem, e sangra muito, gente, ferimento na cabeça tem.
otorragia, nasurragia, exato, pela boca, tem muito, pelo nariz, pelo ouvido, então sangue é demais, qualquer movimentação, eu estou deixando marcas, eu deixo marcas no piso. É, porque se ela fez assim, caiu, você vai ter sangue aqui, ali a minha mão caiu, e o sangue descendo. O sangue vai te dar o desenho.
Exatamente. Então, você sabe tudo. Você olha as manchas, vê a velocidade dessas manchas, que é diferente no momento do disparo, é um espargimento. São manchas de alta velocidade. Aí vai ter mancha de baixa velocidade, vai ter respingo, vai ter gota.
arrastamento, arrastamento, ele tirou, colocou, ajeitou ela na posição, e olha que interessante, quando ele coloca a arma na mão dela, ele solta, então a mão dela bate numa poça de sangue e espirra na parede, no haki.
Então, a gente sabe até a velocidade daquela mancha. Ele fez isso. Ele pegou, soltou ela justamente numa poça de sangue. E ali espargiu. Como é que veio isso? Pela fotografia. Que foi tirada no local. Pelo menos no local, a documentação dessas fotos foi bem feita. A documentação, gente, foi. Foi e pegando-se aquela foto do corpo no local, que foi fundamental, gente. Se não tivesse o corpo, Rosângela, se não tivesse a foto do corpo.
Não fica impossível. Já não fica. Porque esses elementos dá para você ter ideia. Então, como é que tem essa área de sombra?
o sangue ali. Então, agora, foi fundamental aquilo. Aí ele coloca o que acontece, começa a ter manchas sobrepostas sobre outros. Então, você vê. Ela vai arrastando para cá, depois para cá. Vai descendo aqui, para lá. Primeiro ela começou a sangrar aqui, depois ela começa a cruzar para cá. Aí desce aqui. Tudo isso foi possível de se avaliar.
pelas manchas de sangue. Pelaquela foto, pelo corpo, pelaquela posição esdrúxula. Então, aí a coisa começa a ficar complicada. Encontraram manchas que foram limpas, isso também é fraude processual, então, na bermuda dele, no banheiro e em outros locais do apartamento. Isso que aconteceu, quando ele vai matar, provavelmente ele estava com a bermuda.
Sujou. Sujou, ele limpou a bermuda e tomou banho. Foi tomar banho. Sangue ficou lá. Essa movimentação de sangue para lá e para cá é ele mesmo.
é transferência. De tirar o corpo do local. Ele não pode falar que é porque ele faz barba e se cortou. Porque dá para saber que aquele sangue é dela? E é sangue é dela. Pelo que eu vi, foi constatado que é dela. Todas essas áreas onde foi encontrado mancha de sangue era dela. E tem contato e transferência. Se ele está ali, você imagina uma pessoa sangrando.
Desse jeito, com ferimento desse na cabeça, e ele movimentando para lá e para cá. Ele também ficou sujo de sangue. Ele respingou, ele pisou e ficou levando pelo apartamento, que o pessoal achou com... Por isso que ele pega o rodo e limpa. Exatamente. Eles viram, dá para ver até a limpeza, gente. Dá para ver as marcas. Então, não é só a resposta, nossa, deu azul, então aqui é sangue. Não é só isso que você vê, você vê a configuração daquilo.
Como a topografia, o desenho daquelas manchas. E aí você consegue ver velocidade, ângulo de incidência, uma série de coisas. Se foi gotejamento, se não foi, foi espargimento, se é mão suja que levou o sangue, se é o teu pé que está sujo de sangue e você leva para outro local. Eles encontraram tudo isso. E ainda conseguiram provar que o sangue era dela. Coleta. Primeiro, você joga um reagente que é...
Blue Star, que se usa, que é reagente para mancha. Fica tudo azul, no escuro. Você joga e ele vai aparecer. Não precisa de óculos, luz especial, nada disso. É visual. Achou? Você coleta. Então, ali eu sei que é sangue, mas eu não sei se é sangue humano. Aí, faz-se um outro exame, que hoje a gente usa um reagente que é o FECA-CUT.
Faz e vai falar se aquilo é sangue humano. Constatou? Ok. Coleta-se o máximo possível, encaminha para o DNA, para o laboratório de biologia e bioquímica, que vai constatar se é dela. Já com a amostra do corpo ou da família para chegar à conclusão. E foi constatado que é dela. E aí ele foi preso.
Então, em cima disso tudo... Em São José dos Campos. É que a prisão dele... Enquanto você vai olhando o resto... É que a prisão dele, vou te falar uma coisa, para mim foi um tapa na cara da sociedade. Porque o Nardoni é preso, algemado, colocado atrás, fechado. A Suzane vai lá, fica de cabeça baixa com os dois. O outro vai, todo mundo... Agora, ele vai, uma comitiva, buscar ele em São José dos Campos. Ele vai no meio de dois policiais militares para proteger o rei. O rei soberano. Ele fala que ele é soberano.
Ele vai até, assim, com todo mundo xingando ele, faz parte do jogo. Ele vai para o presídio de policiais militares e chega no presídio. Ele é abraçado.
É o fim. Alguém fez isso com o Douglas, que matou a Tainara? Alguém fez isso com... É o fim, gente. Então, espera um pouco. É assim... O que é isso? Então, ele realmente tem razão. Ele é o gostoso, ele é o soberano. Primeiro, essa é a hierarquia que existe. Então, a polícia militar é maior. Então, a lei não é para todos? É, então. A polícia militar tem uma lei melhor, superior para ele. É.
É impressionante, gente, como ainda essas pessoas são acolhidas, uma situação como essa, um absurdo, e o cargo dele pesa bastante. Dentro da hierarquia da Polícia Militar, oficial... Fica até complicado para um soldado, às vezes, chegar para um oficial, ele não vai fazer isso. Quer dizer, o que ele queria também é que ela batesse continência para ele quando chegasse em casa. O que ele tem lá na corporação, ele estava aplicando dentro da casa.
Eu fiquei olhando aquela cena de ele sendo abraçado e eu lembrei de uma vez eu estava num táxi e ele virou e falou, o taxista passou o carro da GCM da Maria da Penha, eu falei, putz, Maria da Penha nessa hora, meu Deus, o que está acontecendo com essa mulher? Já falei para os caras, cara, não vale a pena mais bater em mulher. Você vai se ferrar por causa de mulher? A mulher está cheia aí. Eu olhei e falei assim, meu senhor, deixa eu te falar uma coisa.
Não é que você não pode bater numa mulher ou matar uma mulher porque vai ser ruim para você. Você não pode bater numa mulher e matar uma mulher, ponto. Porque isso é extremamente ruim. E ponto. Não, é porque assim... Mas a mulher ainda é vista como propriedade. Olha o pensamento. Eu só falei que não vale mais a pena. Beto, infelizmente, a mulher ainda é vista como propriedade. É que nem o cachorro que você tem, o gato. Ele falou assim, pô, cara, você acabou com a tua vida por causa daquela mulher?
Está cheia de mulher aí. Está cheia de mulher, você fica estragando a sua vida. Ele está cheio de foto com mulher, e ele diz também que é inteligência artificial, ele é tarado na inteligência artificial. Tudo é inteligência artificial, é a criança que faz, nunca é ele, claro. Narcisista do jeito que ele é. Então, gente, o comportamento dele, o que pesou para chegar nessa conclusão? Comportamento é a história de tomar dois banhos, não, ele tomou um banho depois, porque acho que antes...
Ele não deve ter tomado um banho, ou só lavou a mão no chuveiro? Lavou a mão. E aí, esse comportamento dele no local, a história de como ele conversa com a PM, quando ele vai relatar o que aconteceu, esse período que ele fica entre...
A testemunha ouviu o disparo, chamou a atenção, porque é um disparo muito diferente, um único, ela fala ainda, um único estampido, e ela ainda olhou no celular, era 7h28, quer dizer, meia hora depois é que ele vai ligar para a primeira autoridade ou para alguém. Enquanto isso, essa moça ficou lá agonizando.
Por que meia hora, você acha? Porque pensando em tempo, gente. Ah, mas é o tempo de limpar, é o tempo de ligar para quem ele queria. Ligou duas vezes, tal, aí liga para o chefe, para o superior dele, aí liga para o outro lá. Liga, liga. Ele teve um tempinho. Foi matador quando ele falou assim, eu achei que era ela batendo na porta. Ah, desculpa.
Não dá, né? Batendo na porta... Um policial, cara. Com um tiro de 1.40, gente. Não, não dá. Sabe, é ridículo. Eu acho que isso aí é um escárnio dele, quando ele fala. E as marcas no pescoço, isso aí é da criança que fica pendurada. Ah, mas não sei o que. Não, isso aqui é inteligência artificial. É um escárnio. É um escárnio com a sociedade, com todo mundo. Eu ainda fiquei muito chateada com relação a...
A demora... Está se fazendo justiça, mas a demora, se não fossem os familiares em cima, se não fosse o socorrista que tirou a foto, se não fosse o acaso, se não fosse o acaso, podia ser outro socorrista.
Poderia ser um outro Que ele achou, não quer me meter Acabou Você vai com uma pessoa comprometida com a verdade Que é esse socorrista Você tem uma família que quer a justiça Por uma pessoa Você tem uma casa e um amor
Você tem o socorrista e você tem o amor da família. Porque senão, Rosane, a gente não está nem falando disso. Não, não estava nem falando. Ia ficar como mais uma policial militar. Como pode um legista não olhar essas coisas? A mulher teve que ser exumada, cara. Teve um outro caso agora, acho que foi ontem. Novamente, um feminicídio. O legista aí que não fez o legisto dele, o autópsia dele, também tinha que ser penalizado. Está no gancho de dois salários sem receber. Isso aí deveria já ter sido explorado. Está tão visível que na exumação,
Pelo amor de Deus, gente. A perícia que liberou... Foi como o caso da Isabela. Chegou lá, a menina caiu do nono andar. Tá bom, o legistro olhou e falou, mas ela está asfixiada. Não tem como você falar, não. Ela não morreu de queda. Morreu da queda, asfixiou durante a queda? Não tem como. Tinha marca, esganada. A marca no pescoço, é. Exatamente. Então, vocês perceberam? Ele vem por trás, segura ela. E é o trabalho, então, sabe? É.
Então, vamos lá, tudo que foi visto, o comportamento dele, essa demora para ele entrar em contato, a maneira como ele fala, o disparo foi feito de baixo para cima, com o cano encostado na cabeça. Então, é que não deu, ele lavou a mão, senão nós veríamos todas as manchas que saem do disparo, estava na mão dele, gente, estava tudo aqui. Mas, infelizmente, ele lavou a mão, essa meia hora serviu para isso, para passar um pano lá, tirar onde ele achou que era importante.
mas só que ele não contava com astúcia. O que será que foi o ponto final para ele? Não houve constatação de disparo de arma de fogo na mão dela e na mão dele. Gente, esse exame residuográfico é um exame de orientação, ele não é de certeza. Nós já fizemos N experimentos, eu fiz, o doutor Moraes fez, a gente pegava o revólver, que realmente os gases saem.
Não é pólvora também, viu, gente, que a gente constata. Pelo amor de Deus, isso aí já foi lá em 1900 e bolinha. O pessoal fica assim, vamos constatar pólvora na mão dela. Ô, gente, pelo amor de Deus, acho que eu quero estar com uma ronqueira, daquela de municiar pela boca, enfia lá. Como é que fala? Eu acho que eu falo. Pelo amor de Deus. Residográfico, gente. Residográfico que fala. Não, é o residográfico. Mas não é para constatar pólvora.
Os caras estão falando de coisa de 1930, para com isso. Me conta o que eu tenho que falar. Mas não é. Os jornalistas, eu estava lá ouvindo o cara da Tena, porque é pólvora, porque é pólvora. Mas o da Tena ainda existe? É o filho dele, é o filho. Mas todos eles fazem isso. Não é pólvora. O que você constata?
São partículas. Quando o projeto sai, ele sai assim na boca da arma, ele vai assim, no movimento helicoidal. E ele fica raspando em reentrâncias e saliências, aquilo vai comendo o projeto. O chumbo, a liga tombaque, aquela de cobre, como é uma pistola. Então, o que faz? Isso aí sai...
e vai ficar impregnado, volta. Se é revólver, mais ainda, porque aquilo é aberto. Ele é aberto atrás. Ele é aberto do lado. A pistola já é mais difícil de você encontrar. Não é impossível, mas é bem mais difícil, porque ela é toda fechada. Sai tudo pela boca. E não tem uma coisa que o revólver... Acho que o revólver faz assim a bala sai, e a pistola faz assim o gás. É isso que está errado.
O gás vai para frente. Sim, o revólver não é que vai para trás. Ele sai também pelo tambor. O tambor é aberto.
Na pistola você não vê, é um pente que está dentro da arma. Só pula o projétil. Pode, eventualmente, você encontrar essas partículas nas mãos do atirador? Pode, mas é bem mais difícil. E isso não é determinante, gente. Nós já fizemos, não só nós aqui em São Paulo, nem só o doutor Moraes, nem eu, nem sei lá quantos peritos que fizeram. A gente pegava revólver, revólver que é aberto, disparava, pá, pá, pá, pá, lá no túnel de tiro. Aí ia fazer residuográfico e não dava nada.
Então, assim, deu positivo, não tem discussão. Ele disparou. Mas será que foi porque ele pegou na tinta que tem chumbo? Gente, não tem nada a ver, tá? Acaba mesmo porque tinta não tem mais chumbo, não tem mais isso. Ah, mas eu já sabia. Então. Nem arsênico, não é? É, arsênico, não é? Não, não tem mais, tá? Mas não tem nada a ver, é uma liga diferente. Então, deu positivo, é positivo. Deu negativo, não sei.
Pode ser positivo ou não. Nunca dá. Positivo é positivo, negativo não dá. Pode ser um falso negativo, é isso? Exatamente. Porque não aparece. Falso positivo não existirá. Não, não tem. Positivo é positivo. O reagente já é para esse tipo de material. Muito bem.
Vestígio não teve, então não quer dizer nada também, não é determinante para falar, não, ela não atirou, ele não atirou, porque nele também, ah, ele lavou a mão? Ele pode ter feito isso, muito provavelmente. Porque esse período do imponderável, que a gente chama de imponderável, Beto, são os 20 minutos, meia hora, que ele fica, ele e o corpo.
A gente nunca vai saber diretamente como a pessoa viva. Não é que estava morta. Primeiro ele achou que ela estava morta. Primeiro ele falou assim, ela se matou. Depois ele vê que ela está provavelmente nos estertores da morte, que é aquele momento que você faz um som muito característico, você tenta respirar, já tem sangue nas suas vias aéreas, no esôfago, na traqueta, então você fica...
Nesse sentido. Já está com hemorragia, com um monte de coisa. Então, ele deve ter percebido. Quando ela cai, o pai chega, o Alexandre chega. O Alexandre chega. Ele não chegava nem perto. Ele achou que ela estava morta. Porque faz um som muito característico. Eu já vi meu pai. Exatamente. Faz um som característico. São os extertores da morte. Ele percebeu e falou, putz Guilherme. Agora ele liga de novo e fala, não, ela está viva ainda. Aí é mais aquela coisa mais de urgência.
Porque no primeiro ele estava muito tranquilo. É, muito bem. Tá, aí vamos ver. Situação, a posição e situação do corpo. Foi gritante, né? E, graças a Deus, a perspicácia desse rapaz do... Do socorrista. Do socorrista, que tirou a foto. E é muito interessante ele olhar para ele assim. Ele estava, acho que, ouvindo. Ele passa assim perto dele, mas dá uma olhada de cima e embaixo. Ele está falando, pô, esse cara está aqui, né? Está muito estranho.
Ela estaria na sala, pelos vestígios... Ah, tá ali a foto ali, Rosane. É ótimo. Gente, olha a secada que o cara dá nele. É sério mesmo que você vai ficar assim com a sua mulher morta? Você acabou de sair do banho sequinho assim. Tô vendo, tô vendo. Tô vendo. Mas ele olha de cima e embaixo. Maravilhoso, muito bom. Parabéns, parabéns. É isso aí. Parabéns pela perspicácia, pelo tirocínio, por tudo. A posição e situação, gente, ela estaria...
Em pé, como eu expliquei, ele vem por trás, pega aqui, vira e dispara. E é tudo muito rápido. Ela ainda tentou, e os legistas são muito precisos nisso. Então, a unha marcou. Olha só que interessante. Essa história da arma na mão, só se houvesse um espasmo cadavérico, e ela não tinha, não dá, gente. Vocês percebem? Uma arma potente como aquela, dá o tiro, você faz assim, ó.
É essa aqui. Tum! A tua cabeça vai para lá, a área onde você tirou, e a mão já cai assim. Não é assim, segurando. Na sala, de costas para a varanda, abordada por trás, ele vem, pega a cabeça, etc.
A vítima ainda tem tudo. Acho que voltar é a hora que faz a escoriação, que é a marca da unha. No pescoço. No pescoço e na face. Mas a filha dela é de 7 anos? É, a filha de 7 anos. Projetou o sangue no vidro da varanda.
E na parede adjacente. Exatamente, lá onde ela foi encontrada. Aquela maca de sangue ali, ela está aqui no cola. Não dá, gente, ela não anda dali até ali, cai não com um tiro desse na cabeça. Então tem no vidro e na parede, e tem a área de sombra, indicando o quê? Um anteparo, que é o seu corpo, que é a sua cabeça, que é o seu braço, é a sua mão. Isso é um anteparo, a área de sombra é essa. Você vê o espargimento todo em volta, e ali uma área, às vezes dá para ver o desenho da pessoa.
Interessante. Então vamos lá, vamos ver. Sangue escorreu pelo ombro da vítima, de direita, em direção quando o corpo foi posicionado. Então o sangue escorreu e já não era condizente com aquela situação, incompatível com a posição final do corpo. A vítima no chão, ele colocou a arma, quando ele soltou, ela bate, a mão bate numa poça de sangue.
e espirra no raque. Então, deu para colocar certinho ali como foi feito isso. Ele disse que não se aproximou em momento nenhum do corpo, como é que ele tem sangue na bermuda. Então, que momento foi isso?
banho, ele disse que tinha acabado de sair do banho, todo mundo achou estranho, porque ele não tem... Rosane, ele era uma pessoa muito limpa. É, muito limpa. Aí ele resolve tomar banho, mesmo as pessoas falando assim, não tome banho, vai e toma. É, não pode e tal, ele não está nem aí, e vai mesmo. Sangue no box do banheiro, foi encontrado, e outras partes do apartamento. Então é isso, ele estava ali, para lá, para cá, tinha na mão, tinha em qualquer lugar, ele foi limpando. Por isso esse rodo com pano que ele deve ter limpado. Exatamente.
Ele, acho que, dá ordem para três policiais militares femininas limparem o apartamento, e parece que ele vai responder por isso, por abuso de autoridade, porque não é função de PM feminina limpar o apartamento. Nada contra limpar, não é isso. Mesmo sendo soberano, macho alfa, gostoso, lindo.
O exame necroscópico está muito claro. Eu só não sei como eles chegaram à conclusão que ela desmaiou com isso. Eu tinha lido o meu negócio, que ela teria desmaiado antes dela... Antes do disparo. Eu também li. Não sei. E aí todas as mensagens dela, escancarando essa situação que ela vivia. Eu abriria até esse caso uma coisa maior, que acho que a gente tem que começar a se olhar como um coletivo. Alguém ali que escreveu, depois vou ler o superchat.
O que mais impressionava é que isso vem de um policial militar que deveria proteger. Gente, ele é o tenente-coronel de uma corporação. Com um discurso...
Um dos maiores registros de misoginia, machismo e red pill que eu já vi. Sim. Assim, sem vergonha de ser. Não, sem vergonha. Porque, assim, o que a gente tem que lembrar é que esses machistas, misóginos e red pills, que eles querem ser soberanos das mulheres, logo você precisa de mulheres que se entendam que são submissas. Exato. Existem mulheres que também são do movimento red pill. Claro, sim, que acham que tem que ser isso mesmo. E elas querem. Só que esses domadores...
Eles querem subverter mulheres para o movimento. Não é que eles vão atrás de uma mulher que existe? Eu vou fazer um documentário chamado Por Dentro da Macho Esfera, um documentário da Netflix que acabou de entrar, vale muito a pena assistir, é sobre os influencers do Brad Pitt. Eu fiquei enjoado, eu tive que tomar um vonal. De verdade, eu tive que tomar um vonal. Eu como e detesto imitar, eu tive que tomar um vonal, porque senão eu teria que imitar.
É horrível. Só que ali você tem esses Brad Pills aí que dois ou três que aparecem com suas esposas, elas são mulheres Brad Pills também. Que a monogamia é só por parte delas. Sim, porque o homem é a natureza do homem, tá? Só que o que eu tenho visto cada vez mais é que é aquela coisa do sádico real. O sádico real não quer o masoquista para dar prazer para o masoquista.
Então, ele não quer a mulher submissa, ele quer... Ele quer submetê-la, domar uma mulher. Ele quer fazer a mulher, a ensaio da machosfera ali. Esse jornalista é maravilhoso. Então, o que eu tenho percebido nesses casos, e este, para mim, é super forte, uma vez que você está dentro de uma corporação militar, dentro de uma polícia militar, eu acho que a polícia militar deveria se olhar para dentro e falar assim, esse é um tenente coronel, que é abraçado.
Quando chega na penitenciária de polícia militar. Ele foi abraçado. Ele não foi algemado. Ele foi levado no meio dos outros dois policiais militares e mais dois policiais militares. Mas, Beto, ele está custodiado. Ele tem segurança. Todos têm.
segurança. Todo mundo tem que ter. Inclusive, é aquele cara que a polícia civil lá do Nordeste. A população abriu a cá e ele foi linchado. Assim como todo mundo. Todo mundo, então. Mas por que com ele é diferente? Por que ele foi de primeira classe? Ele não foi no... Como é que chama? Cachorrão? É o chiqueirinho. O chiqueirinho. O chiqueirinho que é o... Por que ele não foi no chiqueirinho? É. Por que ele não foi tratado como feminicida?
O quanto que esse homem, como rei absoluto, soberano, ele está sendo rei absoluto e soberano para os homens dentro da polícia militar e fortificando dentro daquela... Porque isso é seita. Red Pill. É seita.
Então, você precisa de seitizados. Claro. Num ambiente extremamente machista, no sentido de ter muitos homens, que é o policial militar, é assim. Polícia civil é mais misturado, a polícia técnica científica é mais civil mesmo. Não é a polícia militar, ainda mais que tenha hierarquia. Ele chegando com certos discursos, os seus subordinados, será que passam a vê-lo como um líder de pensamento?
De macho alfa buscando e fazendo a fêmea aberta? Então, você pode ter certeza que não é o único dentro da corporação. Não existe só ele. Não, ele foi abraçado, Rosângela. Exatamente. E depois as pessoas acham que não é, que a cultura não tem nada a ver, que é o indivíduo. Não é, gente. Cultura do machismo. E pior que machismo e sexismo, é a misoginia. É você desprezar o que é feminino, desprezar o que é ser mulher, o que é mulher. Acabou.