Episódios de CRIME e MISTÉRIO c/ Beto Ribeiro

ELA ROUBOU 4 BILHÕES E VOCÊ VAI TORCER POR ELA / DONA BEIJA / HANDMAID'S TALE - MULHERES Q MANDAM

17 de abril de 202631min
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Neste vídeo do canal Beto Ribeiro, mergulhamos no mundo do streaming com dicas imperdíveis! Analisamos a nova série "O Roubo" (Prime Video) com Sophie Turner e o paralelo real de um assalto bilionário no Brasil. Falamos também de "Dona Beja" (Max), a força de Grazi Massafera, "Bad Influencer" (Netflix) e o impacto de "O Conto da Aia". Uma análise profunda sobre mulheres fortes, crimes e comportamento humano. Assista até o final!#crime #series #netflix #amazon #hbomax #podcast

Participantes neste episódio1
B

Beto Ribeiro

HostJornalista
Assuntos4
  • The Handmaid's Taledistopia · Gilead · autoritarismo
  • Série O Rouboassalto bilionário · Sansa Stark · Banco do Brasil
  • Dona BejaGrazi Massafera · história de mulheres fortes
  • Bad Influencermulher batalhadora · comportamento humano
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Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Se não me engano, não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar o sininho, marque nas suas mídias sociais, marque a todos nas mídias sociais. Se puder, seja membro, se puder, está tudo certo. Deixe-me comigo até o final desta dica de séries aqui com alguns, eu enlinquei alguns títulos para a gente falar sobre o que vale a pena.

Vale a pena ver, tem umas que eu não vou ver inteira, mas vou indicar, porque tem gente que gosta desse tipo de conteúdo, mas eu particularmente, que é uma especificamente, é muito cara de novela, eu não gosto, mas eu sempre acho que vale a pena a gente prestigiar a produção nacional. Tem série que terminou a temporada toda, mas está vindo um spin-off em breve.

Tem uma série muito interessante que começa muito bem e termina meio assim, mas que vale a pena também ver. São muitas coisas. Eu acho muito interessante quando você tem séries comportamentais, como por exemplo, eu vou falar de uma que é real, de uma mulher que aconteceu na história do Brasil, e a história do Brasil tem mulheres interessantíssimas.

que tem a ver também com esse universo. Tem uma outra que é uma distopia, e o mais terrível do mundo é quando você acha que é distopia, que é um mundo distópico, é um mundo que não existe, mas você olha aquela distopia de um mundo destruído. A distopia, na verdade, quando você faz uma série de distópicos, um filme distópico, é sobre um futuro...

caótico, vamos chamar assim. Uma palavra específica eu esqueci. Quando eu for começar a falar, eu falo. Mas o problema desta série é quando você começa a achar que aquilo não é uma fantasia, aquilo está se tornando uma realidade. E é assustador. É uma série difícil de você maratonar.

Todos os capítulos de uma vez, mas vale muito a pena ser assistida. Mas antes de mais nada, eu sou Beto Ribeiro e este é o especial Dica de Séries. Dica de Séries Flash. Essas dicas de séries flash, que nunca são flashes, mas eu continuo pondo flash, porque aqui eu vou trazer títulos, vale a pena ser, ah, você tá aí, sei lá.

E de carnaval, carnaval de 2079, vale a pena, porque são séries que você gruda nelas de alguma maneira, mesmo eu não gostando do final de uma ou de outra, mas são séries bem produzidas e tudo mais. Vamos começar como é que está um sucessão no Prime Video, que é O Roubo.

É uma série com a Sansa Stark do Game of Thrones, que também é uma série que indico muito. Game of Thrones, eu não gostei muito dessa nova que entrou ali, mas acho que eu estava com sono, preciso dar mais uma chance. Que é de um cara lá que fica com as espadas, achei meio chato.

Mas eu adoro o Game of Thrones e eu adoro a personagem da Sansa Stark, que é uma personagem muito rica de você acompanhar, de como ela sai de uma menina boba para uma mulher complexa, completa, vira uma rainha inteira e ela passa por sabores de todas as violências possíveis no Game of Thrones. E é uma atriz muito interessante, uma atriz que a gente viu crescer, literalmente, no Game of Thrones e que chega agora nessa série, o roubo.

É muito interessante porque eles vão roubar 4 bilhões de euros. Gente, uma matemática rápida, 24 bilhões de reais. E como roubar, né? Eu fiz, por exemplo, um documentário, uma vez, sobre aquele que seria o maior roubo do Brasil que não aconteceu.

que é... tem um cofre aqui no Brasil, aqui em São Paulo, no Banco do Brasil, e é um cofre que tinha... são vários cofres e num cofre especificamente tinha um bilhão de reais. E o pessoal da Delegacia Especializada aqui, Rouba Banco, de São Paulo...

captou ali um... eles prenderam um cara no litoral sul de São Paulo, vou contar isso aqui também, é um documentário difícil de achar, ele já passou faz muito tempo, então se eu achar é o link que eu coloco. Mas eles pegam um profissional do crime desses de grupos especializados criminosos,

E eles descobrem ali no litoral sul de São Paulo que haverá, eles estão organizando um grande crime de um bilhão de reais em São Paulo. E eles não sabiam onde. Com um detalhe, para você roubar um bilhão, os bandidos entram com cotas. Então assim, eu entro com 100 mil.

pra depois eu retirar não sei quantos milhões. É uma coisa absurda, porque é caro você fazer um crime dessa magnitude. Não é barato, não é fácil. E não é... O Alan tá me ligando. Alan, se você tivesse tido essa dica de séries, quando eu não atender, desliga. Porque quando eu posso, eu atendo. Liga, eu tô me atrapalhando aqui.

Sai ela. E aí o que acontece? Eles sabiam, eles descobriram que um grupo de criminosos, de uma facção criminosa, estava organizando esse crime. E eles, é muito complexo, é de uma forma absurda de você fazer um crime dessa magnitude. E isso é representado muito bem nessa série O Roubo, que eu já vou voltar para elas, vou terminar isso daqui.

E eles começam a entender, eles vão roubar um bilhão de reais num banco em São Paulo. Que banco pode ter isso? Eles vão descobrir que é um banco do Brasil, ali perto de Cia Gespe, ali na Marginal. E eles começam a entender de onde vão, como vão roubar isso. E eles percebem que devem estar construindo um túnel.

E aí eles vão com uma série de investigações, achando um, achando outro, ele consegue seguir um cara maior, que eles vão até o lugar onde eles estão ensaiando o roubo. Mas eles não sabem onde ainda é a casa. Isso é real, gente. Foi uma investigação de meses, até eles chegarem a conseguir ver onde seria esse túnel.

A polícia intercepta esse túnel há dois dias de eles conseguirem entrar. Eles já tinham todo um esquema, porque é tipo caça de papel mesmo. Você roubou, você tem que ir para carros. Tem todo um esquema de logística. Eles descobrem onde estariam esses carros, que estariam esperando após roubo. Eles tinham alugado uma casa há muito tempo, eles estavam cavando um pouquinho em pouquinho. Tinha engenheiro envolvido nessa história, ligado a ser a facção criminosa. Isso é real, aconteceu em São Paulo.

É o maior roubo que nunca existiu. E a polícia intercepta e consegue parar o roubo há dois dias. Só que como é que eu vou prender uma pessoa se ela não fez nem do crime?

Então eles como se pensaram a pegar os DNAs, porque na nossa casa eles ficavam descovando os dentes, ficavam fazendo muita coisa, eles conseguem achar muitos DNAs das pessoas ligadas a esse quase roubo, que eram pessoas procuradas. E eles vão conseguir prender vários, num dos lugares onde eles estavam ensaiando pro roubo, porque os bandidos não sabiam que a polícia foi a primeira vez que estavam na frente deles. E a forma de seguir o carro era fantástica, eles iam na frente. Então quando eles descobriram que ali era o lugar onde eles...

que estavam ensaiando o roubo, eles saíam na frente e o carro ia atrás. Daí o cara virava, no dia seguinte ele saiu na frente e virava, o carro virava. Daí eles descobriram que o carro ia reto e o cara virava à esquerda. No outro dia eles tinham, para chegar perto de onde era essa casa, que eles tinham alugado para fazer esse túnel, um túnel de mais de 500 metros.

É absurdo, eles conseguiram fazer isso. E esse tipo de roubo é muito sofisticado, é um roubo caro, porque o próprio bandido tem que gastar muito dinheiro com isso. Isso a gente vê, por exemplo, no caso de papel também, que eu acho muito boa a série até o episódio 6 da primeira temporada. Depois de escamba para o mundo faz de conta, aquele professor lá começou a me irritar. Ele queria falar para ele, põe uma lente contácia, tira esse óculos. Chato.

Ah, e depois o Berlim. Ah, não gostei. Eu achei um porre. Ele sempre sabe de tudo. Ele consegue dar um plot. Ele é o... Nossa senhora, me dá o nome da Mega Sena. E vai jogar Mega Sena, não precisa roubar dinheiro. Neste... Nesta série, o Roubo, que é uma minissérie de seis episódios. Seis episódios eu acho sempre um tamanho muito bom.

A nossa Sansa Stark, atriz principal, que está muito bem, está muito bonita, ela trabalha num banco de investimentos. Me lembrou muito essa história do Banco Master também, tem tudo na série de coisas. Ela trabalha num banco de investimentos, que trabalha, que é um banco pequeno, perto de bancos grandes, mas um banco importante porque ele faz os investimentos e os fundos de pensão, que são fundos que buscam... ...

colocar o seu dinheiro, porque esses fundos de pensão nada mais são do que as aposentadorias futuras daquelas pessoas. Que é o que aconteceu aqui no Banco Master de São Paulo. Eu só não faço Banco Master. Primeiro, é muito confuso, mexe com tudo que é urgente. Gente, eu nunca vi como um banco desse tamanho no Brasil conseguiu pegar todo mundo. Eu esperando isso aí, eu acho que... É tão chato o falar dele, mas é tão impressionante como esse Banco Master conseguiu fazer isso. E nessa série, o roubo...

do Prime Video, a Sansa Stark trabalha nesse banco e ela é uma operadora ali de riscos e tudo mais e tem uma série de fundos de pensão ligados a policiais, bombeiros e ela ainda fala, são fundos de pensão de quem ganha pouco. Então tem um quê ali de estamos trabalhando dinheiro de pessoas que precisam muito, porque eles não terão outra possibilidade de ter uma outra aposentadoria futura se esse dinheiro não for bem investido.

Um belo dia, estão ali, eles comendo o dia que a gente chega, a gente chega junto com uma estagiária, então a gente vai descobrindo o banco junto com essa estagiária, foi bem pensado no roteiro, vai entrar uma quadrilha, que está claramente, mas não tão obviamente, com próteses no rosto para que os registros, agora a tecnologia facial que pega as pessoas pela rua, não conseguissem se reconhecerem depois. E eles entram nesse banco.

já todo organizado, querendo 4 bilhões de euros. De euros não, de pounds. E estão ali as pessoas trabalhando, eles entram nesse banco, e são todos executivos de banco, são pessoas ali que operam os seus computadores. E eles prendem todo mundo, tem toda uma organização, eles estão sabendo de muita coisa. E eu fui olhando e falei assim, pô, mas um banco como esse, você não tem dinheiro na conta, não é assim? Todos esses dinheiros estão aplicados.

Como que é assim? Os dinheiros estão aplicados para você tirar, às vezes, de um fundo, demoram 60 dias. Num banco desses, então, que buscam bons investimentos para terem rentabilidade maior para fundo de pensão, como que é assim? Eles têm 4 bilhões na conta. E como assim? Você não tira, não chega num banco de investimentos e fala assim, ah, transfere para a minha conta. Não é uma pessoa para você, para você mesmo, para você mexer no seu dinheiro, não tem o token, o digital, o rosto, não sei o que lá.

Como vai fazer isso? E eles souberam fazer no roteiro a realidade dentro desses bancos. Quando eles chegam, eles prendem todas as pessoas do escritório e falam, eu quero duas pessoas de análise de... Tem um cargo lá que seria a pessoa que possibilitaria a transferência bancária, que é a Sansa Stark e um amigo dela, um histérico que fica chorando tempo inteiro. Não existe ninguém como você e nunca vai existir.

Do produtor de Bohemian Rhapsody. E do diretor de Dia de Treinamento. Deixe a sua luz brilhar. Prepare-se. Você é o melhor de todos os tempos. Existem muitas lendas. Mas existe apenas um. Michael. Hoje, nos cinemas. Verifique a classificação indicativa.

E ela vai pra lá, é ela que domina, porque esse amigo dela é um bobalhão, fica chorando, não consegue fazer nada. E eles falam, vou matar todo mundo se vocês não fizerem. Só que aquela história, ela faz a transferência, tem que esperar o banco ligar pra confirmar se aquela transferência de 4 bilhões de pounds é real. Aí ela fala que sim, é real, mas aí tem o comitê de investimento, tem que aprovar 3 pessoas. E naquele dia específico, no banco...

Todo o comitê de investimento estava lá, todo o dinheiro estava na conta e as pessoas estavam todas prontas para isso. Óbvio que vai dar umas mexidas, a polícia vai acabar chegando, porque você tem que ter adrenalina da ação, inclusive. Mas é muito interessante que você vai ver que, quando você começa a parar para olhar, o roteiro não tem furo, principalmente no primeiro episódio. E você pensa, tem que ter alguém dentro do banco, no meio desses bandidos, porque eles tinham todas as informações.

Porque era natural que eventualmente, a cada 3, 4 meses, o banco tirasse alguns dinheiros de alguns fundos de pensão, colocasse na conta para redistribuir. Então eles sabiam, o dia que o dinheiro estaria na conta, nesse dia, especificamente esse comitê de investimento, que nem vai todo mundo todo dia, porque são pessoas externas também que participam, que são os tais conselheiros, estariam ali no banco.

E as pessoas necessárias para a primeira transferência também estariam. Então eles sabiam o dia exato. Não podia ser no dia anterior nem no dia seguinte. Tinha que ser naquele dia. E é óbvio que você vai ter alguém envolvido nisso. E você vai descobrindo que a nossa Sansa Stark está nessa história. É claro que ela está nessa história. E dei um spoiler aqui, tá? Mas esse é o menor dos spoilers. Porque você vai descobrir todo o sistema que está sendo operado numa história meio Robin Hood.

Não é ruim a ideia.

Mas o final é tão óbvio que você fala assim, pô, podia ter sido... Mas vale a pena, porque ela mexe muito com o nosso caminho investigativo. A Sansa, na verdade, a Sansa Stark, eu chamo de Sansa Stark porque é a personagem do Game of Thrones, ela é uma boba, ela é um peão qualquer. Na verdade, ela está sendo mais usada que todo o resto. E o que vão fazer com esses 4 bilhões? Como que vão usar esses 4 bilhões? Entre muitas aspas, para o bem. E como se faz isso? E quem está por trás de tudo isso?

Então essa é a série O Roubo Vamos pra próxima Essa é uma série brasileira que foi produzida há muito tempo E tá entrando no ar agora na HBO Max Eu não vou assistir inteira Porque eu assisti ao primeiro episódio Não assisti ao segundo Mas vale a pena aqui como indicação Mesmo eu não tendo amado Porque eu não gosto de ritmo de novela

Eu não gosto, o que não significa que você também não precisa gostar. E eu tenho um ponto. Essa novela linha da HBO Max, chamada Dona Beija, eu assisti na década de 1980 e também na de 90, quando foi reprisado, eu acho que eu tinha até os VHS. Eu assisti com a Maitê Proença, que fez brilhantemente. Foi uma novela minissérie da Manchete, da TV Manchete, que também vai fazer Chica da Silva, que é uma outra personagem, outra mulher histórica no Brasil, mas negra, nesse caso Dona Beija Branca.

Naite virou, para mim, a maior atriz do Brasil naquele período, e ela fez depois Marquês Edson Santos, que também é uma outra personagem histórica.

E ela fez brilhantemente bem e foi uma mensagem que marcou muito uma geração inteira, gerações inteiras daquele momento. E eu não quero ver algo que foi tão bom e tão prazeroso pra mim, de uma maneira que hoje eu acho que tem erros e eu não vou apontar todos eles, porque eu acho que você pode assistir. É bem produzido, parece que tiveram problemas, mas as pessoas gostam de fazer umas fofocas. É assim, gente, produção, quando você vai gravar, sempre tem uns problemas, não adianta. Isso faz parte.

Mas a Grazi Massafera está fazendo, ela está muito bem. Além de linda, de morrer, de viver, a Grazi Massafera está uma grande atriz também. E é uma personagem que tem muito a ver com a força da... E até mesmo a própria... a força de reencontro da Dona Beja com a vida, da própria Grazi Massafera, que no começo, quando sai do Big Brother, ela é muito rechaçada para não ser atriz, e ela deu uma super volta por cima, e ela está excelente. Só que eu acho...

que não me pega, que é o seguinte, a Dona Beja é uma personagem, ela nasceu em 1805, se eu não me engano, e ela foi sequestrada, pelo que eu levantei, pelo que eu lembro, ela foi sequestrada, a Dona Beja é o seguinte, ela ali no interior de Minas Gerais, uma moça muito bonita, uma família mais simples, ela ia casar com um menino que tinha aula com ela de primeira comunhão, na minissérie aparece sendo uma família negra, tendo a Débora Evelyn como a mãe branca, não sei se foi assim real, eu não me lembro disso.

na década de 80 e também não vou me aprofundar tanto assim na história dela agora. É uma personagem que eu quero ler uma biografia, alguma coisa, para um dia falar dela. Mas na minissérie agora da HBO é colocada como sendo uma família negra mais abastada que era. Inclusive isso acontecia mesmo no Brasil. Acontecia.

A gente era mais difícil de se entender aos olhos de hoje, mas acontecia. Olhando historicamente, você sempre acha que não existia poder negro lá no trás e existia. Tinha o Luiz Gama também depois, que é um super personagem real, um advogadão. A própria Chica da Silva. Existem grandes mulheres históricas, como a Chica da Silva, que era uma mulher negra, que foi a dona de Diamantina.

A própria Marquesa de Santos depois. A gente tem a primeira mulher do Dom Pedro I que acabei de esquecer, a Imperatriz Leopoldina, que é ela que fez a independência do Brasil. Você tem histórias de mulheres fantásticas ao longo da real história com H maiúsculo do Brasil. E a dona beija uma delas, por quê? Ela era uma mulher, uma moça muito bonita, que foi sequestrada por um ouvidor do rei. Ouvidor é o que o rei ouve, basicamente um conselheiro.

E ele, eu acho que é isso, e ele tinha muito poder e ele sequestra a beija, por ela ser muito bonita, quando ele vai visitar ela nessa cidade dela, lá, Araxá. E ela é levada para a corte no Rio de Janeiro, depois ela é largada por esse ouvidor, porque já não quer mais, e a cidade rechaça ela como se ela fosse uma prostituta, porque ela quis. Ela foi sequestrada, ela é uma grande vítima. E ela vai, em função da cidade, a não a querer...

Ela vai abrir o maior bordel de luxo, que já teve no Brasil, que tem lá o casarão dela do Araxá, eu acho que virou um hotel e tudo mais.

Mas a série, a minissérie, tem um problema assim. A Dona Beja, a Beja, ela é sequestrada muito nova. E a Grazi Massafera tem 40 anos, eu acho ela linda de perfeita. Só que a personagem pede que naquele momento ela seja uma mulher mais nova, porque não imprime que ela tem 15 anos. Vai, se quiser que ela vá, vamos ficcionar, ela vai ter 20. Não imprime.

Já tem uma versão dela, pequena, criança, que eu achei linda a menina, cara da Grazi, super boa atriz. Por que não fizeram uma segunda geração para chegar a Grazi Massafera, como foi feito Tieta, por exemplo, a novela, que começava com a Claudia Johanna e entregava para a Beth Faria? Eu acho ruim, eu acho ruim, então não me atrai, não me pega, eu acho que estou me fantasiado.

Eu acho que o som está ruim, fica uma dica para a Edwin Marx, o som está ruim, eu não consigo entender o que as pessoas estão falando. O áudio, a captação de áudio está muito ruim e eu acho às vezes a fotografia muito estourada. Então por isso que eu acho que tem uma cara de novela do SBT. E não estou aqui usando o SBT como adjetivo ruim, apenas porque você tem características de forma de fazer, luz muito estourada e tudo mais.

Vale a pena ver? Tem gente que está gostando, então assista. Vai que você gosta. Você me conta aqui no comentário se você gostou. Eu indico, eu não vou ver.

Já estou avisando que vocês não vão me ver falando mais da série. Eu posso um dia falar da personagem, porque eu gosto de biografias e tudo mais. Mas assista, é uma série, uma novelinha. Aí está num dia com chuva, um final de semana com chuva, isso aqui. Deve ser uma coisa interessante. Começa no meio-dia, abre um vinho, termina. E aí que o dia passa, porque tem cenas aéreas muito bonitas. A Grazi Massavela está realmente muito bonita e está muito boa atriz. Vale a pena ver por ela.

Mas eu não vou ver. Então vamos pra próxima. Eu tô falando só de mulheres fortíssimas aqui nessas dicas de séries. Essa terceira que eu vou dar vai ser mais rápida. É o Bad Influencer, que é uma série da África do Sul.

extremamente bem produzida da Netflix, e é muito interessante porque é todo um universo negro. Os negros, em todas as suas funções de protagonista, vilão, é o ambiente daquela cidade, inclusive com o problema do racismo que tem por ali. E o que acontece nessa série que é interessante? É uma mulher...

batalhadora, que tem um filho com espectro autista, e ela está super angustiada. E ela, essa mulher, ela é uma grande artesã, e ela consegue fazer bolsas falsas, como se fossem as verdadeiras. Por exemplo, se ela fosse contratada pela Fendi, ela seria trilhardária, porque ela sabe fazer a Fendi, ela conseguiria até desenhar bolsas novas para a Fendi.

Mas não é essa vida dela real, ela é uma mulher que mora em uma comunidade bem carente, bem pobre, ali na África do Sul. E ela, inclusive, está cheia de dívidas, porque ela foi pegando dinheiro com a agiota e os agiotas querem o dinheiro de volta. Ela, então, consegue fazer algumas bolsas falsas parecerem extremamente reais. E ela, num primeiro momento, ela faz grandes bolsas falsas e vai vender para umas milionárias ali.

Uma dessas milionárias eu acho estranho, porque como é que ela consegue ter bolsas que para você conseguir ter elas demora às vezes cinco anos? Ela tinha todas as bolsas. E aí ela acaba se dando mal, perde essas bolsas que valerem uma grana, e ela vai acabar terminando encontrando e conhecendo uma menina.

que o nome dela é Pink, porque ela se veste toda de rosa, e ela quer ser influencer, ela quer ser uma instagramer, ela quer ser uma menina influenciadora. E ela, ao mesmo tempo que ela tem um sugar daddy, ela tem um monte de questões ali e tudo mais, ela quer bolsas caras e tal, e elas vão acabar se juntando, por conta das necessidades de cada uma, para fazer dessa menina da Pink vender as bolsas falsas dela como se fossem reais. E isso vai num crescente.

Ela vai acabar caindo dentro de uma facção criminosa, dentro da Africa do Sul, que quer que ela faça essas bolsas falsas para eles venderem, para ser um business deles.

E ela vai acabar caindo por terra muitas coisas. O final da série, claro que ela vai se apaixonar por um policial, tem muitas coisas. O final da série é bem interessante porque ele não nega a necessidade da realidade do fim dessa personagem para que ela recomece. Acho que ele deve ter uma segunda temporada. Uma série fácil de maratonar.

Não é, assim, a última coisa do mundo de super legal. O roteiro é fraco. Eu ia falar não fraco, mas resolvi falar. O roteiro é mais fraco, mas você se diverte. Os atores são muito bons. Tem uns plot twists interessantes. Também, dia de chuva e tal, não sei o que lá. Pega e...

Vai, vamos para a última. Essa série é uma das minhas cinco séries preferidas da vida, chamada The Handmaid's Day ou O Conto da Aya. É uma série extremamente complexa de ser assistida. É uma série que dói no coração, na alma.

É uma série que dá medo daquilo realmente já estar a caminho. O que acontece? Tem a June, que é a personagem principal, que é uma mulher, ela é, se não me engano, designer ou jornalista, assim, aqui no nosso dia a dia. E dentro dos Estados Unidos, porque dentro daquela realidade distópica, o ser humano não está mais tão fértil, então não estão nascendo crianças. Ou seja...

A sociedade vai acabar, porque se você não tem gerações chegando, tudo acaba. Você acaba, a gente termina. A última geração vai terminar comendo capim na causada, porque quem vai produzir, para quem vai produzir, para quem vai vender.

E isso entra num dilema mundial. O mundo vai acabar se nós não temos pessoas férteis. O porquê não se sabe direito. Dizem que é por causa da água, dizem que é por causa da comida, dizem que é por causa da poluição, dizem que é por causa do aquecimento global. Mas o fato é que as mulheres e os homens estão menos férteis. Vai se criar dentro dos Estados Unidos uma filosofia chamada Gilead. Essa Gilead, ela é criada por uma mulher, que é a Sabrina.

Você tem duas grandes personagens, a June e a Sabrina. A June que vai ser a Aya, a Sabrina que vai ser a esposa. Essa mulher, ela constrói uma nova estrutura social para os Estados Unidos que vai sofrer um golpe.

de Estado, e vai deixar de existir os Estados Unidos, vai passar a se chamar Gilead. Americanos conseguem fugir, vão para o Canadá e fazem ali a resistência americana, ainda querendo voltar a ser dos Estados Unidos. E só existem agora dois Estados nos Estados Unidos que ainda são a América, que é o Alasca e o Havaí, se não me engano, e mais um que eu esqueci.

Só que você não pode sair, porque não é assim, olha, a gente vai fazer a guilhada, você não gosta, beijo, tchau, vai pra sua vida. Não, eu preciso de todas as forças humanas que ali estão dentro daquele país, inclusive as mulheres férteis.

E ela vai construir essa Sabrina. É Sabrina o nome dela, né? Eu acho que é Sabrina. Que é o seguinte, o mundo tem que ser machista, porque os homens é que tem que decidir. O mundo não pode ter a mulher lendo, escrevendo, estudando, sendo senhora de si. Todas as mulheres agora passarão a se chamar esposas. No grupo de mulheres, na hierarquia. Os homens poderosos se chamarão comandador.

Acho que é comandador. Ele é tipo um capitão de tudo. Ele é um commander.

E você tem, os comandantes vão se casar com as wives e com as esposas. Então você tem comandador, comendador, esposa, e aí você vai ter a classe trabalhadora, e todos só vão usar a mesma cor. Então os comandantes vão usar preto, as esposas verde, os trabalhadores cinza. Dentro da casa, só os comandantes poderão ter filhos.

Porque eles têm que ser criados pelos melhores homens daquela sociedade inventada pela Sabrina. Aí você vai ter uma casta chamada Martas, que são as domésticas das casas dos comandantes. E as domésticas, elas vestem um marrom. É um marrom acinzentado. Aí você vai ter as tias, que são as mulheres más.

que controlam as aias. As tias, elas... E tem uma estrutura nazista nessa série assustadora. Assustadora. Você tem uma estética na... A fotografia é deslumbrante, as câmeras são maravilhosas. É assim, é com a Elizabeth Moss, que é a June, que é fantástica, fantástica, fantástica. Eu tenho até uma foto, cara. Se eu lembrar, vou por aqui.

E ela vai... E você vai ter essas tias que controlarão as aias. O que são as aias? As aias são as mulheres férteis. Essas vão vestir vermelho, porque elas conseguem parir crianças. Só que vamos lembrar que as únicas pessoas que podem conceber são os comandantes.

Então essas aias vão ser emprestadas para as casas dos comandantes e se cria aí então uma coisa de seita, é um momento da concepção que essas mulheres, essas aias são violentadas, estupradas pelos comandantes e seguradas pelas esposas.

Quando elas engravidarem, elas vão dar os seus filhos para as esposas, porque elas nada mais são do que uma barriga e um óvulo, mais nada. Então, aquela criança não é dela, aquela criança é da esposa, porque a esposa tem, dentro dessa nova sociedade, a possibilidade de educar aqueles que devem ser a melhor casta de todos.

E o mundo não rompe com a Gilead, que agora é o antigo Estados Unidos, por conta de financeiros, e o mundo começa a gostar dessa ideia. Eles vão começar a querer exportar esse tipo de cultura. E eles matam todos os gays, e eles enforcam, eles deixam as pessoas enforcadas pelo caminho. Eles matam judeus, eles matam todas as minorias religiosas, sexuais e tudo mais, porque é a contaminação.

Eu não lembro de mostrar, mas com certeza eles também tirariam os deficientes, eles tirariam as pessoas com doenças mentais.

porque eles vão aproveitar para higienizar a sociedade. Eles não têm problema de racismo, da cor da pele e tudo mais, porque você tem mulheres negras, zaias, você tem esposas negras, orientais também, árabes e indianas, porque você precisa povoar o planeta, você não pode chegar nesse nível. Mas gays, judeus, eles vão matando todos pela frente.

E são seis temporadas assustadoramente reais quando você vê pessoas, estados e sociedades atuais querendo voltar o tempo onde o machismo seja o imperador do mundo. Eu tenho medo, eu não vou a países homofóbicos porque eu não vou levar meu dinheiro para eles e eu tenho medo de mim, eu não vou à Polônia, eu não irei à Polônia, não irei ao Egito, não irei aos países do Oriente Médio de maneira nenhuma.

Ah, não levo dinheiro e eu não quero correr o risco. Eu não vou ao Egito. Adoraria ver as pirâmides. Eu não vou ao Egito. Só que essa série, ela é difícil de você maratonar, porque ela vai trazendo uma possível realidade tão à flor da pele que você chora, você se angustia. Então é uma série que eu diria pra você assim, se você for muito emocionada e emocionante, não assista tão fácil e tente, ou talvez até evite.

Porque ela mexe internamente com...

com coisas nossas que são assustadoras. São assustadoras de você se assustar de fato com o que o mundo pode se tornar e até onde o ser humano pode ir. E é muito rica essa série nas mudanças. A June vai se tornar uma grande Joana d'Arc dessa história, da libertação da Gilead. E o término da série é boa, porque ela também vai dentro da realidade dela uma realidade possível. Eu gostaria mais que fosse ficcional. Queria que te voltasse, toda aquela gente de Gilead fosse para a prisão.

e saia, mas a vida não é assim. Então assista a série, as mulheres que fazem, todas as atrizes são fantásticas, a tia Lídia, uma personagem que tem vontade de jogar pela janela, e no final ela vai ser redimida, é muito interessante, é muito interessante. É uma série muito importante para quem gosta de comportamento humano e para ver até onde um ser humano pode ir. E gente, por mais que seja uma distopia, é uma distopia que está batendo na nossa porta.

E aqui eu não estou falando de direita, de esquerda, de nada disso. Estou falando de países autoritários. E pode ter de esquerda e pode ter de direita. O autoritarismo não exige que você seja de um lado ou de outro. Querer ser dono do outro não te faz ser obrigatoriamente para lá ou para cá. O mal humano está em todas as cores da política.

Porque senão seria fácil, você deixa de ser o um, você vai ser o bom do outro lado. Nada é cartesiano. E essa série mostra muito bem isso. Assista, me diga, se você já assistiu, me diz aqui também se você gostou, se você assistiu. É isso, são essas quatro séries de mulheres fortes, importantes, de personagens muito bem estruturados, femininos, com grandes atrizes exercendo essa coroa e com histórias que nos deixam bem impactados. Assista, me digam, até já.

Ah, me diz se você chutou, se você tiver dica, me fala, você sabe que tem vídeo todo dia, então eu tenho que gravar muito. Beijo.