Episódios de CRIME e MISTÉRIO c/ Beto Ribeiro

INFLUENCERS MIRINS MATAM E MORREM NAS MÍDIAS SOCIAIS - ANATOMIA DO POST

13 de abril de 202645min
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Caso comentado / dica de documentário "Anatomia do Post", da Globoplay. Confira os exageros de pais de influencers mirins, jovens que perdem a vida por likes. #crime #documentary #influencer #globo #podcast

Participantes neste episódio1
B

Beto Ribeiro

HostJornalista
Assuntos3
  • Impacto em filhos e famíliaAdultização de crianças · Sextorsão · Impacto das redes sociais · Bullying online · Responsabilidade dos pais
  • Documentário 'A Anatomia do Post'Consequências da fama mirim · Crianças como influenciadores · Saúde mental de jovens
  • Cultura de redes sociais e hatersVaidade nas redes sociais · Projeção de beleza · Influência negativa
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Olá, sejamos todos muito bem-vindos. Por favor, não deixe de se inscrever, curtir, compartilhar, ligar sininho, marque nas suas mídias sociais e marque a todos nas mídias sociais. Se puder, seja membro. Se não puder, está tudo certo. Deixe bem comigo até o final deste caso comentado, que também vai ser uma dica de um documentário bom que está na Globoplay, chamado Anatomia do Post. Muita gente marcou, também já tinha visto algumas chamadas pelo Instagram e fui ver um documentário que dói. Dói muito.

Dói porque depois que o Felca abriu os porões das mídias sociais com seus influenciadores, que faziam, espero que o verbo esteja correto, faziam perfis, canais e tudo mais, se utilizando da adultização das crianças.

eu achava que as pessoas estavam começando a ter um pouco mais de vergonha de se utilizar de menores para ganhar dinheiro. Mas esse documentário, ele mostra que a coisa é muito mais embaixo. Além de ganhar dinheiro ainda com os seus pimpolhos, pais irresponsáveis, totalmente irresponsáveis, não adianta falar que a minha filha que quer, meu filho que quer...

Esse papo, gente, ele já morreu. Não tem mais. Criança não tem muito o que querer. Criança tem que estudar, brincar e não tem que trabalhar. E trabalho online é trabalho online.

De novo eu digo, falam assim pra mim, ah, mas e a criança que vende bala na esquina? Então, que triste, a criança precisa vender bala na esquina até para ajudar a sua família a conseguir ter almoço e jantar. E o que pais fazem com filhos, colocando eles como pseudo-celebridades mirins, é transformar aquelas crianças, aqueles adolescentes, em esparros, em pessoas.

que trabalham para os seus pais, para que os seus pais se exercitem, inclusive, na vaidade de quererem ter fama no custo que custar. É a nossa sociedade, ultimamente, com esses programas de realidade sem muito do porquê existir, a não ser criar ex-BBBs, ex-fazenda, ex-não-sei-o-que lá, que não são nada, na verdade. São pessoas que não têm...

Uma motivação real de ser célebre. Para você ser célebre, ser conhecido, você tem que ser decorrente de um trabalho, decorrente de algo que você fez e que por isso você merece ter o reconhecimento público daquilo que você fez. Um cantor canta, um escritor escreve, um apresentador apresenta, um entrevistador entrevista.

uma pessoa, um comentarista comenta agora muitas das pessoas elas estão querendo ser apenas e únicas exclusivamente famosas fazendo vídeo de passar no skin care numa criança de 14 anos de idade criança tem colágeno gritando inteiro e está lá fazendo skin care

Isso é uma maldade fazer isso com um filho ou com uma filha. Isso é uma crueldade. Não sei onde o conselho tutelar está, que ele não começa a agir de uma maneira mais efetiva. Esses pais precisam ser penalizados. Ainda mais agora com o ECA Digital, onde tudo e todos começam a ter muito mais a palavra responsabilidade de fato aplicada, tanto nas redes sociais como dentro das casas dessas crianças, o que está se fazendo.

Que movimento é esse? Que geração é essa tão contaminada por essa coisinha que é importante, que é bom, que nos libertou de alguma maneira, que é o celular, os smartphones, assim por diante. Eu mesmo tenho o privilégio de poder sair mais de casa trabalhando porque eu tenho um smartphone ali que me auxilia, mas eu não sou escravo de smartphone.

Agora, você tem crianças sendo escravizadas pelos smartphones, pelas telas, pelas redes sociais, e pais também já andando na mesma onda, surfando no mesmo mar. Então, a gente tem esse documentário.

Por isso que eu falei que é um documentário muito doído, porque enquanto no Felca ele mostra a adultização e pessoas que ganham dinheiro em cima dos seus pimpolhos, influencers, ou pessoas que fazem de crianças já sexualizadas para um público nojento, que o fato é esse, um público que vê uma criança sexualizada é um público nojento. Não tem outra palavra para ser utilizada.

Neste documentário, que é o Anatomia do Post, a gente vai se deparar com uma outra coisa. O quanto que esses pseudos mirins influenciadores estão destruindo, destruindo vidas de quem assiste, de quem os acompanha, de crianças e adolescentes que começam a ter nessas...

crianças escravizadas por pais, referências do que deveriam ser. É um bullying, sem ser o influenciador um bulinador de falar você é feio, você é isso, você é aquilo. O influenciador se torna um bullying real para muitas crianças e adolescentes, onde elas são colocadas como ideais e quem não é parecido com elas não se tem referências, logo são os patinhos feios de todas as suas histórias.

E tem crianças, gente, adolescentes, perdendo a vida. Em função desses influenciadores e em função do quão terrível que é esse esgoto que muitas vezes se coloca, e não é na dark side, não é na dark web, é na superfície mesmo, em veículos, em redes sociais à la Discord.

que permite que tudo se exerça, inclusive o mal pelo mal, na sua totalidade. E nada acontece. Mas antes de mais nada, eu sou Beto Ribeiro e este é o especial Caso Comentado e também Dicas de Séries. Na verdade não é série, né? É um documentário rápido, um documentário de uma hora, extremamente profundo, que está na Globoplay, e que eu vou começar pelo fim do documentário.

porque me lembrou muito também um filme que ainda... Talvez eu faça uma coisa ainda maior, mas eu já trago aqui, que é o Close. É um filme que está na Netflix agora, ele veio do Mubi, é um filme francês de uma beleza extrema em todos os sentidos, onde você tem dois meninos que são amigos de infância.

E que quando entram numa escola nova, ali, não sei direito onde é, não se coloca geograficamente no local, é falado em francês, mas eles estão na Holanda, pode ser na Bélgica com a Holanda, onde são crianças que vão estudar numa escola que inclusive se aprende também o holandês. Nessa escola, o fato de esses dois meninos serem muito amigos, irmãos,

Eles têm entre eles um carinho humano, não é um carinho homoafetivo. Nesse filme não fica claro se ali são dois meninos gays, crianças de 13, 14 anos. O que se tem é uma genuidade, uma ingenuidade...

de um amor fraterno entre dois meninos, desconhecido por todo o ambiente que o cerca, por quê? É colocado para eles que o homem, machista, o homem, o homem tem que ser machista, que o homem não toca outro homem, que o homem não tem carinho por outro homem, que o homem não chora, é um red pill com o incel da vida que eu já falei no outro caso comentado. E neste caso aqui, esses dois meninos são levados por um certo bullying escolar, e até a próxima.

que fica tirando sarro porque um é muito carinhoso com o outro. Mas você não tem a certeza que eles são um casal. O que você tem a certeza é que eles têm um amor muito grande um pelo outro. Duas crianças que cresceram juntas, que correm de bicicleta juntas, que brincam no campo das flores juntas e...

Um desses meninos, o loirinho, ele vai cair na armadilha do querer ser aceito por todos e de não ser apontado pelo diferente que ele é. Ele não entende que ele é melhor que os outros, uma vez que ele não nega a sua afetividade.

Eles vêm de famílias, os dois, o Loirinho e o Cabelo Castanho, eles vêm de duas famílias extremamente amorosas, afetivas, muito bem organizada. O Loirinho tem um irmão mais velho que o ama e ele ama demais o irmão. Então, pais extremamente afetivos e amorosos e que não tem nada desconstruído naquele universo, naquele núcleo familiar.

O de cabelo castanha é filho único de um casal extremamente jovem, de uma mãe que eu fico em dúvida se é enfermeira ou se é médica, de um pai que a gente não sabe muito bem o que faz, mas um pai extremamente carinhoso, presente.

E o loirinho, ele vai cair na armadilha feita pelo bullying da escola, que não é um bullying tão direto, são risadinhas que você vê pelos cantos. E porque para os coleguinhas, aquele amor que ele tem pelo amigo só pode ser carnal. E se for carnal? E qual o problema se os dois forem um casal gay? Qual o problema disso? Só que o loirinho, ele não se conhece ainda, ele se desconhece.

O que ele sabe é que ele ama demais aquele outro amigo dele, que pode ser um irmão e que pode ser até mesmo uma paixão.

Mas ele não vai se permitir se entender que ele precisa olhar para o que é belo na sua vida, que é a amizade que ele tem com aquele amigo, e não olhar para o lado e querer ser aceito por aqueles que não reconhecem neles mesmos o amor fraterno que ele tem. O loirinho, então, vai se distanciar do menino de cabelo castanho. O menino de cabelo castanho vai entrar numa depressão e ele vai...

entrar no fim de um todo e vai tirar a própria vida. E aquilo vai ser um furacão, um tsunami na existência daquelas famílias tão carinhosas entre eles. Isso vai acontecer também neste... E aí no filme vai ter um desenrolar, é muito bonito, um filme lindo, lindo, lindo, tocante. Muito obrigado, Saulo Kutch, que me indicaram o filme, o meu casal de amigos que eu amo.

E no Anatomia do Post também tem. Por isso que eu falei que eu quero começar pelo final. No final do documentário, eles trazem uma realidade nua e crua de quanto que você pode estar entrando num universo muito mal com pessoas ainda muito jovens e que não tem estrutura nem mental, nem emocional.

para aguentar um tranco, que é a exposição que você mesmo se colocou através das mídias sociais ou através de WhatsApps da vida, onde você conversa com alguém. E você vai ver nesse documentário, no final, uma família, lá do Rio Grande do Sul, numa cidade pequena, que é uma tristeza, porque a polícia nada fez ainda para se investigar e precisa se investigar, chama Fortaleza dos Valos.

Cidade pequena, onde você tem um pai e uma mãe extremamente amorosos com um filho extremamente querido. Um filho de 13, 14 anos também, que nada parecia estar errado com ele.

E esse menino, tristemente, num domingo, ao sair da igreja onde os pais frequentavam, ele vai pra casa e vai tirar a própria vida. Gente, uma criança de 14 anos não vê saída deve ser devastador pros pais. E a mãe desse menino, queria dar um abraço nela, queria dar um abraço nesse pai.

Eles são tão honestos, porque eles dizem o seguinte, nós não vimos que o meu filho estava passando por um problema por causa do celular. Ele não demonstrou nada. E você vê que era uma família unida que se conhecia. Esse menino, ele vai ser impactado por um WhatsApp desconhecido.

que em princípio seria uma menina, e que depois vai se revelar que é de um grupo de terroristas digitais nigerianos, são nigerianos da Nigéria, que são os reis disso, desse tipo de crime virtual.

onde ele vai trocar conversa com uma menina, que ele acha que é uma menina, e a menina vai mandar nude para ele e o menino vai mandar nude para ela. Vão passar alguns dias, nesse domingo específico, esse garoto, quando ele chega da igreja, ele recebe um WhatsApp.

de um número da Nigéria, falando que ou ele paga 100 reais para eles, ou eles vão soltar todos os nudes dele para toda aquela cidade, para toda aquela escola. Esse menino, em 45 minutos, ele vai se ver sem saída. E detalhe, ele tinha uma boa relação com os pais.

Imagina então crianças e adolescentes que não conversam com os seus, ou que pais que não ligam mais para os seus filhos, porque o filho está lá. A coisa mais irritante que tem, quando eu estou no restaurante eu vejo mãe e pai dando o iPad para o filho, e dizem, vê aí para o outro celular e eles ficam, eles também, os pais no celular.

Eles acham hoje em dia, os pais, que bom que meu filho está no quarto, ele não está na rua, mas a rua, dependendo, está muito mais segura. E dependendo, está muito mais segura na rua, porque pelo menos é real, do que dentro dos seus computadores, tablets e celulares, que você não sabe com quem os seus filhos, menores de idade, crianças, adolescentes, ainda sem estrutura.

real de vida com quem eles estão conversando. E os pais têm que ter essa responsabilidade de saber com quem os filhos estão conversando. Neste caso aqui, do lado do Rio Grande do Sul, do Fortaleza dos Valos, os pais conversavam muito com o filho. Esse menino vai ficar com tanto medo de ter os seus nuvens vazados, que ele tira a própria vida.

E aquilo foi um pacto muito forte para os seus pais, que até em princípio, inclusive, não sabem por que o menino tirou a polícia. Eles não têm noção do que está acontecendo. E eles começam a chamar a polícia, a polícia vai, e a polícia de Fortaleza dos Valos, inclusive para esse documentário da Globoplay, eles dizem o seguinte, que eles estão com muito sem tempo.

Eles não estão com tempo não, estão com muita coisa para fazer e eles não estão conseguindo ainda a investigação completa. O celular do menino está prendido pela polícia e precisa ser periciado. E precisa descobrir através do celular desse garoto quem é essa quadrilha do mal. Você acha que é só esse menino em Fortaleza dos Valos que passou por isso? Eles estão fazendo isso direto. Então se a polícia de Fortaleza dos Valos não consegue ter competência para isso, e entrega, pelo amor de Deus,

por favor, entrega para a Polícia Federal, porque isso precisa ser investigado urgente.

É uma quadrilha agindo contra crianças e adolescentes, porque principalmente crianças e adolescentes não sabem por onde... Gente, eles estavam pedindo cem reais. Esse menino, ele ficou com medo de perder toda a sua intimidade, toda a sua privacidade, ser achincalhado por todos, por conta de estar sendo chantagem. Chama-se isso sextorção. Não sabia que tinha esse nome. Sextorção, que é uma extorsão pelo sexo, uma vez que o menino está com seus nudes quase prontos para serem vazados.

Isso é uma abertura para uma discussão gigantesca. Quanto o Felca mostrou a adultização, este documentário mostra tranquilamente a...

simplesmente a não preocupação de pais e mães em função dos seus filhos e filhas. O que eles estão fazendo, com quem eles estão conversando. Criança e adolescente, gente, precisa de monitoramento, precisa de indicação, precisa do não e do sim.

É nessa fase da vida que a gente vai se preparar para as frustrações futuras. É quando o seu pai e sua mãe falam para vocês, vai dormir? Você fala, vai dormir. Você vai dormir frustrado, mas você vai começar a entender a partir daquele momento que você vai passar por momentos na sua vida que o não vai ser mais fácil do que o seu querer. Então nós estamos construindo...

a geração, essa geração hoje, que vai chegar ali na frente, na fase adulta, sem entendimento, inclusive, do quais são as suas funções dentro da sociedade. Você vai construir pessoas extremamente vulneráveis, porque elas passaram pela infância e pela adolescência.

sem qualquer entendimento dos riscos que correram ou dos crimes que até já cometeram, que no documentário a gente vai entender. Você vai ter, por exemplo, uma menina que também é uma tristeza, uma garota.

eu acho que é do Nordeste, que ela tem uma fixação numa pseudo-influencer mirim, acho que aqui de São Paulo ou do Rio de Janeiro. A menina é branca, a influencer é branca, o cabelo liso, é uma menina que fica fazendo skincare. Gente, agora eu tenho 13, 14 anos, pelo amor de Deus, skincare com 13, 14 anos?

Maquiagem, com 13, 14 anos. 13, tá, um batonzinho agora. Pelo amor de Deus. Ela vai chegar o quê? Com 25 anos, com a cara toda dura. De tanta coisa que vai fazendo. Vai começar a fazer botox com 16, 17 anos? Onde nós estamos com tudo isso? Onde a vaidade dos pais está levando os seus filhos?

É angustiante assistir ao documentário nesse momento, que você vai ver essa influencer mirim, que ela é toda colocada pela mãe, que não tem o menor pudor de dizer que ela, a mãe, quer ser famosa.

porque ela precisa ser famosa, então ela começa a fazer uns vídeos que eu não sei por que uma pessoa assiste aquilo, e aí a filha dela, que era criancinha, entra no vídeo e ela percebe a força da filha na coisa da viralização, incentiva e faz, e essa menina passa a ser, então, uma influência que passa a ser uma referência. Referência do quê? Referência do que é ser feliz, do que é ser belo? A menina fala, eu ganho as minhas publis. A garota tem 13, 14 anos.

Pelo amor de Deus, não se paga criança para trabalhar. Pelo amor de Deus, marcas nenhuma pode mais pagar para crianças e adolescentes anunciarem nada. Ou nós, consumidores, temos que parar de comprar coisas de marcas que incentivam influenciadores mirins. Que incentivam com que os pais façam com que influenciadores mirins, crianças, trabalhem.

Não tem esse papo ela quer. Quem quer são os pais, não é a criança.

E se ela ainda ganha dinheiro, tem uma equação muito mais completa, porque além de completar a minha vaidade, de eu não ser famoso, mas o meu filho é, então logo eu sou a mãe do piquei ruxo, eu ainda ganho uma grana, não preciso nem trabalhar, porque o meu piquei ruxo ainda virou meu escravizado. É uma distorção de tudo, só que além de tudo que esse documentário mostra, que é muito interessante, que é um complemento a tudo que o Felca já fez, é que a gente vai entender...

Qual a força de um influenciador mirim na vida de outras crianças e adolescentes, que vão ver nessas pseudo-celebridades online de 14, 13, 14 anos, o que deveria ser para ser feliz.

Então essa menina do Nordeste, que o documentário chega, vai mostrar uma família muito amorosa, uma família de um pai, uma mãe e uma filha, que sempre tiveram uma convivenção muito legal, e o pai fala, infelizmente eu dei um primeiro celular pra ela, acho que com nove anos de idade. Desde então, essa menina parou de olhar pela janela da casa e passou a olhar, exclusivamente, a janela do celular.

E ela vai se jogar dentro desse universo que é real hoje em dia, mas é tudo mentiroso também, porque, desculpa, no Instagram ninguém põe foto feia. Tem uma menina que eu adoro, uma influenciadora, esqueci o nome dela agora, que ela falou assim, olha gente, deixa eu te contar, se eu não compartilhar foto que você postou comigo, é porque eu estou feia na foto e eu não estou a fim de ser feia no meu Instagram. Achei extremamente verdadeiro, divertido, o que é real. Só que para crianças e adolescentes...

Essa irrealidade que passa a se tornar a verdade, se torna o que elas deveriam ser para também serem queridas, desejadas, populares, felizes. Essa menina, ela tem... Esse documentário conseguiu ter revelações e depoimentos extremamente complexos de serem conseguidos, porque a pessoa precisa ter muita confiança no que está falando. Você tem com essa família...

Acho que é Melissa o nome dela, agora não lembro. Dessa menina, que é uma menina negra, e ela vê nessa influenciadora branca do cabelo liso, castanho, o que ela deveria ser para ser feliz. Só que começa que ela é uma menina negra, com o cabelo cachado, deslumbrante, ela começa a alisar o cabelo para ficar igualzinha a menina que é branca com aquele cabelo. Ela não se vê...

Ela não se percebe a beleza que ela tem. A mãe, é muito interessante que a mãe fala pra ela assim, minha filha, olha a Zendaya. Zendaya não, Zendaya, a menina do Euphoria. Uma menina deslumbrante, eu acho a Zendaya, meu Deus, mulher linda em todos os sentidos. Uma super atriz, uma celebridade com toda a qualidade de ser, uma vez que ela é uma grande atriz. Ela se torna célebre pelo trabalho que ela exerce.

E a mãe fala, por favor, para de olhar essa menina branca do cabelo liso e olha para uma pessoa que onde você pode se projetar. A gente se projeta. É natural, é normal que a gente se projeta. Eu me projeto em pessoas pela inteligência. Eu sempre achei que beleza cada um tem o seu. Eu não vou ficar brigando. Eu tenho marido muito lindo. Se eu for ficar brigando com a beleza dele, eu vou perder em tudo.

Entendeu? Agora, eu gosto de me projetar em pessoas inteligentes, em pessoas que deram certo, que fênix da vida é por si só, que deram a volta por cima. Eu me projeto na Rita Lee, que conseguiu levar a vida até o final em uma dança doida da felicidade da realidade e que fez músicas que são pra sempre. Eu me projeto em pessoas...

que elas vão além de serem, elas não podem ser referências para mim no quesito físico, só que o que a gente tem hoje muito forte dentro dessas gerações, principalmente o que é mostrado nesse documentário, é exatamente isso que eu estou falando. É a projeção física.

É a projeção do que a gente acredita que passa a ser a régua da beleza, a régua da realidade, a régua do que é ser feliz, a régua do que é ter dado certo. Então essa menina, inclusive, ela escreve como comentário nessa influência branca de cabelo liso, ela não põe nem fotos dela.

Porque ela tem vergonha do que ela é. E ela fala isso com muita clareza. E os pais discutem muito importante com ela. Você vê que os pais querem controlar o tempo do celular dela. A menina não deixa. O pai fala, você não consegue nada de bom nesse celular. Ela fala, não, é mentira. Eu sei tudo que é de transtorno. Tudo que é disso. Pelo amor de Deus, uma criança de 14 anos buscando transtorno de personalidade?

Rotina puxada, né? No meio de tantos compromissos, também é preciso se comprometer com você. Chegou Nestlé Vital, a nova linha de suplementos para o bem-estar adulto, com opções para apoiar o seu dia e a sua noite. Vital é ter foco sustentado ao longo do dia. E também ter uma boa noite de sono, para começar o dia bem. Qual você escolhe? Um ritual matinal ou um ritual noturno? Clique no banner e conheça, porque se cuidar é vital.

Desculpa, menina, mas você não tem nem capacidade intelectual ainda para poder entender o que é isso. Você está se autodiagnosticando? O que essa menina tem, claramente, é uma quebra de autoestima e não é por ela, é pelo que o mundo lhe entregou. E é muito doído ver a mãe dela chorar, porque a mãe dela tenta tirar a menina disso. O pai dela faz de tudo para tirar essa menina disso. Só que a menina está sequestrada por esse universo.

que todos nós acabamos entrando nele e muitos de nós acabam se tornando, única e exclusivamente, uma continuação da nossa mão. Gente, as pessoas vão ter problemas de pescoço.

E eu posso falar isso porque eu trabalho com isso. Eu sou um criador de conteúdo, hoje em dia. Sempre fui criador de conteúdo, mas agora com a minha cara na frente. Mas se você me encontra na rua, você vai ver que eu não estou com o celular na mão. Eu não fico olhando o celular o tempo inteiro. Eu detesto, aliás, o celular pra mim... São momentos que eu tenho que olhar coisas do canal ou postar alguma coisa e acabou. Eu estou com os meus amigos, estou conversando com os meus amigos.

Eu não estou nem um pouco interessado em saber o que o meu outro amigo, que nem está comigo na sala, está fazendo o story dele. Eu não vejo.

Eu não vejo, não adianta nem tentar fazer comigo uma vingancinha online, porque eu não vou ver. Não espere de mim. Eu não vou ver uma pessoa fazendo nada que não me interessa, porque o que me interessa são as pessoas de verdade. Por isso que eu entrevisto, por isso que eu converso, porque eu gosto de conversar com as pessoas. Eu gosto de trazer a história delas real pra cá. Só que você ainda tem hoje em dia...

A falsa sensação de seguir uma influência que fica lá mostrando a cumbuca, a cumbucha lá, sei lá como é, daquele negócio que eu detesto, o negócio ruim, que agora ficou na moda também, não tem gosto de nada. Ah, é que ela toma nada. Toma nada. Tá lá, fazemos de... não toma nada. Entendeu? É que nem essa menina aí, que não tem 14 anos. Ela fica fazendo procedimentos que eu faço. Só que eu tenho 50 anos de idade.

Eu preciso estimular colágeno. Se a garota tem colágeno, dormindo ou não dormindo. Pelo amor de Deus. Essa minha vai chegar aos 50 anos como, gente? Ou não vamos pensar no futuro? Porque ela vai chegar um dia nos 50 anos. Espero, senão a outra opção é mais triste.

Então, assim, nesse documentário a gente vai conseguir ver o menino que perde a vida, que tira a própria vida, em função de ter sido uma vítima de uma chantagem online, de uma sextorsão, que eu não sabia que tinha esse nome, porque ele apenas entrou em contato com a sua sexualidade através de um WhatsApp que chegou até ele.

e que ele foi enganado, foi um phishing de uma pseudo menina que mandando nudes pra ele, que nem era essa menina, e ele repete o nudes e ele é chantageado, ele tira a própria vida com medo da vergonha do que poderiam vir a descobrir dele. Essa menina, essa outra garota, ela está a um passo de um problema muito sério emocional e muito jovem.

Uma menina muito nova e o que acontece no caso dela impacta em tudo. Por exemplo, essa menina que nem precisava de maquiagem, que ela é linda sem nada, ela começa a querer imitar aquela influenciadora que está sendo colocada para influenciar através da vaidade da mãe. Você entende a roda viva que esse documentário mostra e como quebrar isso? Aí a gente vai descobrindo também durante o documentário, por exemplo, a meta.

Ela até teve um desejo de diminuir a exposição de fotos de pessoas que você não conhecia, porque eu me irrito, né? Quando pouco eu entro no Instagram, não aparecem os meus amigos, não aparece a minha família. Eu ponho eles todos melhores amigos, então aparece muita coisa que eu não faço ideia do que seja. Porque a ideia deles originalmente era que eu passasse a ver mais as fotos e stories das pessoas que são verdadeiramente próximas a mim.

E aí veio o TikTok, eles explicam isso, que quando chega o TikTok, que continua sendo o viral em cima do viral, o Instagram esquece essa boa política que teria sido feita e passa a fazer esse tipo de entrega também, que eu vejo, gente, tem gente que fica o dia inteiro assim, as pessoas, olha, as pessoas vão ter problemas de pescoço, tem problemas de mão, vai ter que ter minhequeira, porque é assim, é absurdo.

a forma física que as pessoas ficam. E as pessoas não prestam mais atenção umas nas outras. E o tempo inteiro... Tinha uma mesa do lado, uma vez, que as pessoas ficavam tirando selfie e publicando. Só que na selfie tava todo mundo sorrindo, publicando tava todo mundo assim. Só que essas pessoas que eu tô falando, elas, na época, deviam ter uns 23 anos. Cinco anos antes, elas tinham 14. 13, 14 anos. Sei lá quando eles tinham. 15 anos, 16.

10 anos pra me facilitar? 13, 10, 23, 13. É muito recente. Então, assim, essas pessoas estão crescendo. Esse documentário mostra, seriamente, o quanto que essa geração que hoje está esquecida por seus pais e que a responsabilidade é dos pais, não é da escola. Você pôs filho no mundo, a responsabilidade é tua. Ah, mas sabe, não quero saber. Ah, mas eu trabalho, então não tenho filho.

Agora teve, tem que ir até o fim. Por exemplo, tem uma menina também que aparece, que é muito interessante, que aí nós vamos ver essa parte toda também. Que essa menina, ela fala que ela sempre se sentiu estranha, isso, aquilo, e ela vai acabar descobrindo através de não sei o que o Discord. Que ela entra no Discord. Gente, eles vão mostrar o Discord. O Discord é uma rede que tem que ser tirada do Brasil.

Chegou num ponto que eu acho que os países têm que começar a proibir esse aplicativo. Beto, mas é a liberdade de expressão. É liberdade de expressão você colocar criança pedofilizada com grupos, escrito pedófilos online? É liberdade de expressão você ter grupos de pessoas que fazem desafios de fazerem crianças adolescentes, crianças de 9, 10, 11, 12 anos, tomarem detergente? Crianças estimuladas a se automutilar? Crianças estimuladas...

a mandar fotos eróticas delas? E se não mandam, são penalizados pelo material que já mandou, porque aquilo foi guardado pelas pessoas e elas começam a disparar por todo mundo? Ah, mas Beto, o que uma criança de 9, 10 anos está fazendo? Eu não sei, se o pai e a mãe não conseguem, o Estado tem que ser regularizador disso também. O Discord tem que sair. O Discord tem que ser banido do Brasil. Tem que ser banido.

Não dá. E o TikTok é mostrado no documentário, ele tem que se ligar também, porque ele começa a mostrar reels que mandam para o Discord. Desses grupos, assim, que tem que ser investigados e presos. Até aparece a polícia aqui de São Paulo tentando chegar, eles avisam o Discord. Gente, vai ter um evento hoje, às 8 horas da noite, que vai ter isso, isso, isso, isso, que as crianças vão ter que fazer isso, isso, isso. O Discord não faz nada.

Eles precisam, para eles conseguirem chegar, o Discord tem que entregar quem são esses perfis, atrás desses fóruns, dessas panelas do Discord, existe o fogo que é um adulto.

É um adulto. Então esse adulto precisa pagar na cadeia o que ele está fazendo. E os pais precisam ser responsabilizados, porque eles também têm que estar olhando o que o seu filho de 9, 10 anos de idade está fazendo às 10 horas da noite e no discorde. Onde estão esses pais? Também estão no celular. Também estão nas suas panelas.

Então fica uma coisa doida. Fica uma coisa que você termina a juventude documentar e você pensa, meu Deus do céu, qual é a solução que a gente tem disso? A solução ainda é a gente, cada um de nós, percebermos a nossa responsabilidade sobre tudo aquilo. Tem uma juíza que aparece, que é muito raro o juiz dar entrevista. E essa juíza, ela é de uma clareza.

Eu queria que todos os juízes, principalmente porque parece ser uma juíza de juizado de menores, ela é de uma clareza, ela é de uma lucidez, essa mulher, porque ela tinha que fazer, assim, trabalhar para os outros juízes serem iguais a ela. Eu fiquei encantado com essa mulher. Ela aparece no julgamento porque um menino, inclusive,

que é responsável por um bullying de provocar em outras crianças auto-execução, no Discord, eles conseguem, e ela fala que se o menino tivesse chegado às vias de fato, esse garoto teria sido responsável por ação análoga a crime de auto-execução, uma coisa assim.

E é muito interessante que ela pede pro menino sair e ela fala pros pais, o seu filho, o autor do bullying online, fala, o seu filho que é um bulinador online, ele está pedindo socorro pra vocês. E vocês não estão fazendo nada.

A responsabilidade, assim como do pai e da mãe, que olharem se os seus filhos estão fazendo parte desses locais horrorosos ou se colocando quase como seita, seguidores de influências que dizem que são aquilo que não são, é tudo mentira. É tudo mentira, que a vida real não é nada disso.

cabe também aos pais dos bulinadores saber o que seus filhos estão fazendo de mal para os outros.

Eu acho que pais de bulinadores precisavam pagar como seus filhos. Aliás, eu tenho uma ideia. Eu acho que todo pai e mãe tinham que pagar como adultos o crime que seus filhos, crianças e adolescentes fizeram como menores de idade. Se para eles o Estado ainda vai passar a mão na cabeça e vai dizer que eles são dodói porque são menores de idade, os pais são responsáveis por eles. Então, eles que paguem como adultos.

Se o seu filho matar uma pessoa, você, pai e mãe, tem que ir preso. Se o seu filho roubar uma pessoa, você, pai e mãe, tem que ir preso. Se o seu filho estiver online, sacaneando os outros, fazendo meninas mandarem fotos pornográficas, fazer bullying online, fazendo pessoas tirarem a própria vida, você, pai e mãe, tem que pagar pelo filho que você fez. Essa obrigação de educar um ser humano para a sociedade é do pai e da mãe. A escola é uma outra base.

A escola é cultural. Educação, responsabilidade, cidadania é feito pelo pai e pela mãe com a escola. Mas não adianta só a escola se você não tem pai e mãe presentes, pai e mãe olhando, pai e mãe que não tem que ser amiguinho, pai e mãe tem que ser pai e mãe.

Não pode. Tem dois meninos ali, também que aparece no documentário, um menino que faz uma prova, que ele não sabia o que escrever, ele começou a fazer um garrancho qualquer, praticamente um negócio assim, pra enganar a professora, tipo, ela não vai conseguir ler nada e vai me dar nota. O que é, garoto? Você tava jogando muito videogame, você acha que a vida real é assim. E sim, ele estava jogando muito videogame.

Cadê o pai e a mãe para tirar o videogame? Para determinar... Não, eu sou contra que tenha o seu videogame. Mas para tirar, para limitar, uma hora por dia. Gente, eu passei por isso, estou ótimo. Minha mãe me deixava jogar Atari uma hora por dia.

Por isso que eu sei fazer, por exemplo, o cronograma que eu tenho que fazer no dia. Porque eu entendo que o meu dia tem que ser repartido por ações que eu preciso exercer. E não em função de uma única estrutura, que hoje é o celular. Você tem que estudar. Você tem que estudar. Porque quando você for trabalhar, você não tem esse papo de que você estava jogando videogame. Porque se você não fizer, você é mandado embora. Aí você não é nem mais contratado.

Porque hoje em dia, com inteligência artificial, a inteligência humana tem que correr, meu amor, atrás, numa velocidade que ninguém estava esperando, mas já chegou a essa velocidade.

E essa nova geração, essa geração hoje, sei lá, que se é Z, que geração que é essa daí, que fica metendo essas letras aí, faço ideia para o porquê, essa geração que hoje tem, sei lá, até 16 ou 17 anos, é uma geração que me dá muita angústia de imaginar daqui a 40 anos os médicos que serão.

Ou vai ser tudo pelo computador? Tudo vai lá no chat GPT, no Gemini, pergunta como operaram o coração. Daí vem um vídeo do YouTube, ele fica olhando e fica cortando a pessoa. Senhor Jesus! Como construir um prédio? Você imaginou engenheiros daqui 30 anos, essas pessoas que têm 16, daqui 15 anos, que vão ter 30 anos e vão estar nas construtoras como engenheiros? Eu não quero mais esse prédio.

Vai cair. Só que essas pessoas, inclusive, acham que tudo tem reset e tudo tem uma segunda vida. E não tem. A vida real, a vida real do menino lá do Rio Grande do Sul, acabou.

O pai e a mãe têm que chorar todos os dias a ausência de um filho que eles amavam enlouquecidamente e que eles conheciam, mas eles não entenderam que o filho estava passando, até porque o filho não pediu socorro e o filho poderia ter pedido socorro para eles. E a maior tristeza deles é que, no primeiro momento, o filho tira a própria vida. Com uma arma que o pai tem, por isso, gente, pelo amor de Deus, arma em casa.

Você quer ter... Mas assim, o cofre... Adolescente, criança, não tem que saber onde está a arma, não tem que saber mexer em arma. Vamos entender isso, pelo amor de Deus. Não estou dizendo que a culpa é do pai e da mãe desse menino que eles tinham uma arma. Mas entender o que aconteceu com esse garoto para nós evitarmos novos futuros meninos assim. Arma é uma coisa de gente adulta que tem que ter passado para ter aquela... Deveria passar, aliás, para ter arma por análises mentais severas.

E não é assim, né? Não é assim. O povo acha que ter arma é ter segurança, não tem segurança nenhuma. Tem essa possibilidade de auto-execução no final, como aconteceu. Esse documentário que a Globo fez muito bom...

Muito bom mesmo. Ele tem... Ah, e uma coisa, essa menina negra que segue essa menina branquinha do cabelo liso, ela se auto chama no Instagram dela de loirinha. É ela querer se transformar na vida virtual, algo que ela não é na vida real. E o real dela é muito mais bonito do que o que ela vê pelo Instagram. Meu amor, se eu posso falar uma coisa pra você, a vida não tem filtro.

E muitas vezes, uma colocada interessante, que muitas das jovens e crianças estão olhando a vida apenas pelo filtro do Instagram, do Facebook. Então eles não querem sair de casa porque o mundo vai ver como eles são sem filtro. E posso contar uma coisa? A vida sem filtro é a vida mais legal para ser vivida.

Porque você vai descobrir de fato que nas imperfeições é que mora o belo de fato, gente. Em todos os sentidos. Eu vendo esse documentário, eu olhava e falava assim, meu Deus, o que vai ser dessas pessoas quando elas se tornarem adultas?

a gente vai ter uma geração muito grande de pessoas com profundos problemas emocionais, construídos e criados unisclusivamente pela tela do celular. Impactados a vida inteira por um scroll que não para. É isso, esse documentário é muito triste, muito doído mesmo, muito doído.

Bastante doído. Bastante, bastante, bastante. Essa história do menino final, e a juíza fala uma coisa que é verdade. A gente está construindo uma... Ela até explica aquilo que a gente já falou algumas vezes. Você não pode diagnosticar uma criança ou um adolescente como um psicopata, mas você sabe que nele já mora, já tem várias características do que vai transformar ele em psicopata lá na frente.

E ela, como juíza, ela sabe do que ela está falando, ela avisa. Está vindo aí uma geração gigante de psicopatas. Ela até fala, construídos pelo celular. Eu teria que perguntar para um psiquiatra, porque tudo que eu aprendi até hoje entrevistando os psiquiatras, eles me dizem que as pessoas nascem psicopatas, elas não se tornam. Então o celular não as tornou psicopatas.

podem apenas terem aberto as mídias sociais e o prazer do discórdia da vida de ser o pior dos demônios, podem ter abertos nessas pessoas portas que ou poderiam nunca ter sido abertas, ou escancarado logo cedo, o que vai deixar eles, um psicopata, ainda pior lá na frente. Isso eu concordo com ela. O quanto que essas mídias sociais, da maneira que essas crianças e esses adolescentes estão usando, já estão antecipando...

movimentos que poderiam ao longo da vida serem mais, às vezes até mais fechados, mas que com o advento discórdia, que liberta os seus diabos que você não entendeu que precisavam ser guardados, o quanto que você consegue pôr de volta. Você não consegue mais. Já passou o Cancelas da lógica humana, que é muito...

importante de você ter essas cancelas entendidas ao longo da sua vida, entender o que você não pode fazer com as pessoas, seja pela lei, porque a lei não está aqui para educar, a lei está aqui para te limitar, mas seja principalmente por você ter se entendido como ser humano, o valor que uma outra vida tem, o respeito que todas as pessoas precisam ter. E isso...

Essa coisa das pessoas acharem que o celular, que as redes sociais podem ser usadas o dia inteiro, e principalmente redes como Discord, que precisa ser banido do Brasil, eu acho que do mundo, mas como eu estou no Brasil, que seja banido do Brasil, isso tudo fica mais complexo, né?

E claro, agora com ECA Digital, você tem ali os conteúdos mais chocantes, as plataformas precisam fazer logo suas travas de não permitir conteúdos nem de red pill, nem de formas de criando, mas só que demora para tirar, daí as coisas já viralizaram.

Você vai ter chaves agora de reconhecimento facial. Mas isso eles driblam tudo depois. E tem pais e mães que vão lá e fazem um perfil e tal. Vai, vai usar. Ai que bobagem seca digital. Coisa chata. Minha vida estava tão boa sem ter que conversar com seu filho. Se um dia o seu filho estiver fazendo uma outra pessoa tirar a própria vida, a responsabilidade é tua. E temos dito. É isso. É um vídeo complexo. Eu fiquei vendo, eu fiquei bastante...

Aí fui dormir mal. Eu assisti à noite, fui dormir mal mesmo, fui dormir enjoado. Não pela qualidade do documentário, porque o documentário é ótimo. O áudio só que é um pouco ruim. Deixo aqui minha dica para a Globoplay. Principalmente começo, o áudio é bem ruim, mas depois ele vai entrando. Mas o documentário é muito bom. O documentário tinha que ser mostrado em todas as escolas do Brasil. Com os pais assistindo.

Porque não adianta só o adolescente ver. Pai e a mãe tem que entender o tamanho do problema que está criando para o mundo. A responsabilidade é do pai e da mãe. Entendeu? E eu acho que o meu conselho telácio é começar a pegar tudo que é esses influenciadores mirins, ir atrás do pai e da mãe e falar, pode fazer aqui, vamos conversar aqui. Não, não, não. Não. Pai e mãe, vaidoso?

Tem que pagar a pena de ser pai e mãe vaidoso. Pra não dizer narcisista, né? Mas eu não laudo ninguém, então é isso. Obrigado. Tem vídeo todo dia. A gente se vê daqui a pouco. Até já.

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