IRMÃS ASSASSINAS MATAM E ENTERRAM NAMORADO ABUSADOR. SERÁ MESMO ABUSADOR? - NAQUELA NOITE #netflix
Confira a dica de séries da produção "Naquela Noite", da Netflix. Três irmãs acabam matando e enterrando o namorado abusador de uma delas. Mas será mesmo essa a história? #crime #netflix #series #podcast
Beto Ribeiro
- Série Naquela Noite (Netflix)Três irmãs e um crime · Relação tóxica familiar · Consequências do crime · Chantagem e assassinato · Impacto do passado
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Meu amor, me dá um vinho, um papo, uma conversa, gente boa, eu fico a noite inteira, adoro uma conversa boa. Uma série que está explodindo, a Netflix, uma série espanhola, chamada Naquela Noite. De antemão, eu já aviso que não é baseada numa história real, mas que tem muitos elementos de crimes reais e de uma possibilidade...
de fato, de elementos para conversarmos aqui. O interessante é o seguinte, a história é sobre três irmãs que vão sair da Espanha e vão para a República Dominicana. E lá na República Dominicana elas vão ter umas coisas, uma das irmãs vai ficar, as outras duas vão voltar.
E por conta dessa viagem, que uma delas vai ficar grávida, que vai acabar as três se envolvendo num crime.
A história original é um pouco diferente porque ela é baseada num livro, mas antes de mais nada, eu sou Beto Ribeiro e este fez... Olá, então vamos lá, eu sou Beto Ribeiro e este fez especial Dica de Séries. Acho que vai ser flash, acho que nesse caso que eu não falei vai ser flash, porque a história, bom, sei lá, vamos continuar. A história original é baseada num best-seller, que na verdade são três irmãos que saem da Inglaterra e vão para a Itália.
Eu não sei como é a história do livro, porque eu não li o livro, não vou ler o livro, mas eu fico pensando como que eles resolveram, porque tem um artifício, tem um elemento importante nessa trama.
que eu não sei como é que foi resolvido, porque afinal de contas, se são três irmãos homens, é necessário que seja, tenha pelo menos uma irmã, uma mulher, mas vamos seguindo aqui. Três irmãs com personalidades distintas, e que a gente vai entendendo ao longo da série do porquê, eu vou trazendo alguns elementos, onde você tem a Helena, que é a mais velha, a Paula do meio e a... Eu estou enganando os nomes, gente.
Não, a Cris é a mais velha, a Paula é do meio, com certeza, e a Helena é mais nova, posso estar errando os nomes, mas eu vou seguir por aqui.
Você tem, são três irmãs até mesmo fisicamente distintas, com personalidades muito particulares. Eu digo que é o seguinte, eu tenho dois irmãos, vou me pegar de exemplo de novo. Nós somos muito diferentes em muitas coisas, mas nós temos a mesma base da vida que nos formou, que quem fez isso foram os nossos pais.
Por exemplo, eu e os meus dois irmãos, os dois são absolutamente pontuais, porque meu pai era um inferno da pontualidade. Tinha casamento, gente, minha mãe madrinha, o casamento era seis, ele fazia a gente chegar às 5h20 na igreja. Eu ia a dois casamentos antes. É uma coisa, meu pai sempre falou o seguinte, é um absurdo você fazer uma pessoa te esperar.
Isso é uma característica igual em nós três. Nós três ligamos para a mamãe todo dia. É uma coisa que a gente tem. A gente é muito, assim, eu sou muito mais falante, meu irmão mais velho é mais calado, até porque, coitado, né? Ele nasce um ano diferente. Ele nasce hoje, eu nasço um ano depois. Eu nasço falando, eu não dei chance pro coitado aparecer.
Então cada um tem uma forma diferente de ser, mas temos elementos iguais. Coisa que eu não consigo ver nessas três irmãs que aparecem na série. Mas você tem. A Cris, acho que é a Cris a primeira. A Cris, ela é mais gordinha, por exemplo, você vê que ela tem um problema maior de autoestima. Não por fato de ela ser gordinha, mas por conta da forma de ela ser.
A irmã do meio, a Paula, você vê que ela é mais amarga, você vê que ela é mais doída, ela é uma pessoa mais agressiva, inclusive, muito magra, uma franja enorme, preta, de olho azul, azul, azul, azul, então ela é muito mais dura na queda.
E a terceira irmã, ela é uma espuleta louca da vida. É uma pessoa muito mais, vou viver a vida agora. E vai ter pontos importantes por causa do passado, que elas viveram cada uma de sua maneira. Mas essas três irmãs, elas vão...
A história começa em um determinado momento, mas eu vou contar aqui numa cronologia. Elas vão num momento específico passar férias na República Dominicana. Elas saem da Espanha e vão para a República Dominicana. Eu não sei se isso é normal na Espanha, eles virem para o Caribe e para a República Dominicana. Eu achei o lugar deslumbrante. O Aru, que já foi, eu nunca fui, foi com os pais e disse que é incrível.
Só que eles falam muito mal, inclusive, da República Dominicana. Falam que é um lugar sem lei, um lugar onde a polícia é corrupta. Eles destroem o caráter daquela ilha. Mas ok.
Eu me perguntaria, os espanhóis não vão mais, por exemplo, para as Canárias, que são as ilhas deles mesmos ali na costa da África, que é do lado da Ilha da Madeira, que é o lugar que para um dia ainda muda. Mas ok, ela vai para a República Dominicana. Elas três caem na República Dominicana e elas se divertem. A Paula, que é do meio, é lésbica, tem uma mulher e elas querem engravidar, inclusive. Elas estão tentando engravidar. Ah!
A Cris, que ela tem uma autoestima mais baixa, ela é menos bela perto das duas irmãs, e você percebe que ela tenta ser amada e ser vista, ela é muito ligada aos cachorros de rua ali daquela região. Sendo que uma coisa interessante, elas têm um pai, as três têm um pai.
Ainda não vou falar da mãe, mas elas têm um pai que tem uma clínica veterinária lá em Pamplona. Que parece interessante porque Pamplona é uma cidade marcada pelo crime, pelo aquele estupro coletivo horroroso. Tem aqui um caso comentado sobre essa história. E ela é uma cidade no mapa do crime, né?
Bem triste. Uma cidade muito bonita. Eu nunca fui, mas é uma cidade muito bonita por tudo que eu já vi de fotos e tudo mais. E que até aparece na série. Então, as três têm esse pai que é dono de uma clínica veterinária.
A Cris, a mais gordinha, e a Paula se tornam veterinárias, assim como o pai. A mais nova, que ainda é mais nova, ela é a recepcionista da clínica veterinária. Mas você percebe que ela não sabe muito bem o que ela quer. A mais nova, a Helena, se vê que ela é muito mais sem perspectivas de futuro. E tem até um porquê que eu ainda vou ter que entrar no passado dessas três pares. Eu vou entrar no passado agora, ou vou depois. Não sei, vou contar a primeira.
As três, então, vão para a República Dominicana. Quando elas estão já partindo, lá na República Dominicana, elas estão muito doidas, elas bebem, elas vão, tal, não sei o que lá. E a Helena, que é a mais nova, elas vão para uma boate. E nessa boate, ela vai se encantar lá por um local, por um homem local, que está, inclusive, estudando para ser detetive. Lá eles chamam de detetive, ou, sei lá, investigador, policial, não sei o que vai ser.
E é um gatão, tal, não sei o que lá. Ela acaba transando com ele, mas ela mesma fala que o transando foi boa. E elas ficam transando a noite inteira. E elas vão embora, vão voltar pra Espanha. Quando elas estão chegando no aeroporto, a Cris, que é com a autoestima mais baixa, ela tinha visto um cachorrinho e ela tinha ficado, não sei o que lá. E ela resolve que ela precisa mudar a vida dela, que ela precisa ficar na República Dominicana, que ela precisa abrir um centro de abrigo para cachorros, porque ali tem muito cachorro de rua, segundo elas. Eu nunca fui, não posso dizer nada.
E que ela quer, aquilo lá pra ela foi... Ela é muito ligada, assim, na energia, nos milagres da vida, nos sinais que Deus traz, e assim por diante. Então ela achou que aquilo era um sinal, porque ela viu um cachorrinho passando pela rua, que estava doente, ela pegou, deu remédio, ficou bom, então aquilo é um sinal, ela precisa abrir. E ela fica, ela resolve ficar na República Dominicana. Corta.
Um ano depois, a gente vai ver, e é assim que começa a série, com a Cris terminando esse centro de adoção de animais, ou de proteção de animais, que eu fico sem saber de uma coisa. Elas vão...
Da Espanha pra lá, eu sei que elas ganham em euro, mas elas são ricas. Porque assim, como é que ela fez tudo isso? Porque assim, a Cris, essa mais gordinha, ela vai pegar e quando ela vai achar um namorado que...
Ela chega a fazer tatuagem igual a do namorado. Eu já fiz isso no caso comentado do John Kennedy Jr. Não façam tatuagens iguais, gente, pelo amor de Deus. A aliança serve pra isso, acabou a história, você tira, você não fica na carne. É uma coisa... Mas ok, ela vai fazer uma tatuagem com esse cara, ela faz um lagarto deste tamanho.
Ele faz um lagarto desse, ela paga o curso de garçom pra ele, ele tem uma tia muito doente, precisando de muletas, ela compra muleta, ela tem uma tia muito doente, precisando de um tratamento, ela paga o tratamento, ele precisa de um carro, ela dá um super jipe pra ele, e eu pergunto, ela tem dinheiro de família? Porque olhando o que aparece deles na Pamplona, eles vivem muito bem, mas eles são uma classe média espanhola, de onde vem o dinheiro dela? Não faço muita ideia.
O que aconteceu aqui, hein? Não? O que foi? Espera aí que eu já volto. Sei lá, deu um... Espero que não esteja ruim. Ai, ai, ai.
Mas daí a Cris, ela tem esse garanhão dela lá da República Dominicana. As duas irmãs voltam um ano depois pra visitar essa irmã que ficou. Chegam a Paula com a namorada dela, que tinha ido outra vez, e chega aquela irmã mais nova, que é a Helena, com um bebê no colo. Ela virou mãe nesse um ano. Tudo bem, todo mundo aceitou, sobrinha, blá, blá, blá. Quando elas chegam ali na ilha, vai ter um momento que a Helena...
vai inventar de passear um pouco à noite, porque ela é estimulada, inclusive, pelas irmãs. Vai se divertir um pouco, a gente cuida da bebê. E ela sai. De repente, ela liga para as duas irmãs falando que ela tinha sofrido uma tentativa de assalto e que ela atropelou o assaltante. Quando essas irmãs chegam ali ao encontro dela, num lugar completamente ermo, elas veem o cara morto embaixo do carro e elas resolvem a brilhante ideia, idiota, e ela descobre que o cara era policial, ou seja, é o policial da outra vez.
que ele era policial, que ele estava com uma arma na mão e a Paula, que é a irmã do meio que ela é super protetora pelas outras irmãs ela tem uma necessidade de salvar as irmãs por conta do passado, que eu vou contar daqui a pouco ela resolve ter a brilhante ideia de ocultar o cadáver ah, mas a gordinha fala, não, vamos ligar para a polícia, e ela fala, não, de jeito nenhum e elas falam, então vamos enterrar esse corpo em qualquer lugar e vamos amanhã embora para a Espanha
E a Cris que está lá, ela falou, mas eu não quero ir embora daquela forma, mas você tem que ir embora, porque agora ferrou, a gente entrou no crime, a gente está junto, a gente vai voltar para casa. Até porque a Paula queria que a irmã voltasse com ela por causa do pai, que está lá na Espanha e ela fica cuidando do pai sozinha. Mas o pai está ótimo, é veterinário da clínica.
O crime vai unir as irmãs e vai destruir aquelas irmãs também. Porque você não tem no crime, aquilo que eu falo, o único casal que eu... Só tem dois casais que eu conheço que o crime uniu e não desuniu. Um que são os irmãos Cravinho, em função de eles, inclusive, terem confessado, e o outro são os Nardone, o Alexandre, a Ana Carolina Jatobá. Eles não separaram, em princípio, durante todo o processo. Eles se dizem inocentes. O resto, todo mundo se entrega.
O que vai acontecer aqui? E vai, vão ter outros... Tem muitos elementos, tem muitas histórias paralelas que eu não vou entrar, vai ficar na história principal.
A gente vai descobrir, na verdade, que essa história dessa irmã mais nova, da Helena, de que ela tinha sido quase assaltada, ela não cola dentro do crime que aconteceu. Uma vez que aquele policial estava com um mandado de proteção da filha, porque aquela bebê...
da menina é filha dele. E agora a gente vai começar a ter enredos muito distintos, porque primeiro que ela tinha dito, que ela tinha chegado naquele lugar, porque o GPS tinha errado, e que ela chegou ali, e o cara pôs a arma e atropelou o cara. Não tem a má dinâmica que não fecha.
Aí depois a gente vai voltando pra trás e vai entender que na verdade esse policial, segundo, você já te mão, ninguém vai saber o que aconteceu nesse crime. Ninguém, não tem como porque você fica com versões. E versões que se você prestar atenção durante a série, não coadunam com nenhuma delas, porque elementos vão aparecendo. Primeiro que a forma que esse cara tá morto é uma forma muito estranha, ele tá embaixo do carro, mas ele tem outras coisas. Ele tá com uma arma na mão, essa arma claramente está colocada na mão dele.
E aí a gente vai descobrir o quê? Que esse detetive, segundo a Helena, foi ao hotel e fez uma chantagem com ela pedindo 100 mil dólares para ele não tirar o bebê dela.
E ela, esses 100 mil dólares, eu fiquei em dúvida se é real ou não, por quê? Como ela chega a pedir 100 mil dólares pro pai dela, e chega a pedir 100 mil dólares para a cunhada, a namorada da irmã dela, você pensa o seguinte, ela pediu 100 mil dólares por quê? Porque segundo ela, depois ela vai falar, ela foi chantageada por esse policial para que ela não perdesse a guarda dos bebês e pegasse os passaportes de volta. A gente não vê nem esses passaportes.
Eu pergunto, será que ela ia oferecer 100 mil dólares pra ele? Porque ele tinha na carteira dele, quando depois a irmã do meio pegar, na carteira dele tem esse mandato que a filha é dele também, ela não pode sair do país que ele quer ter direito à filha. Fica estranho um homem que tem um mandado.
querendo ficar com a filha, que já foi expedido pela justiça, então ela nem poderia sair do país, eu não entendi como ela saiu, ser um cafajeste falando que quer 100 mil dólares. Segundo a versão dela, ele chantageia. Será que ela não pensou em pagar 100 mil dólares pra ele? Pra que daí... Será que ela não pensou em comprar a filha dela, achando que ele aceitaria dinheiro?
E ela ia oferecer, a gente fica sem. Porque ela vai, inclusive, a irmã no meio dela, com a namorada dela, tem um fetiche que é usar o gema. E ela vai e pega os algemas da irmã e pega também um remédio pra dormir. Do cara.
lá da cunhada, pra fazer esse cara dormir. Qual era a intenção dela? Ela leva ele pra jantar. As pessoas têm um vídeo de os dois jantando. Não tem, não existe ali na cena, uma cena de chantageista. Ela tenta dopar ele, não consegue. E quando o corpo dele é encontrado, ele está com as algemas nos pés. Por que ela algemou os pés dele?
Por que que aquele lugar ela encontrou ele morto? Ele morreu ali ou ela levou o corpo dele pra passar com o carro e criar ali uma cena de crime? Porque ela começa, inclusive parece que ela gosta de podcasts de true crime. E ela é uma menina extremamente ansiosa com a vida. Por quê? No passado dessas três, a mais gordinha, a Cris, estava brincando lá na rua com os amigos num determinado dia. E a mãe dela...
a da gordinha e das outras duas, estava com dois filhos gêmeos que ela tinha. Ela tinha o Roberto e a Helena, essa que vai ser mãe do bebê. E essa mãe, claramente ela tem um problema mental, ela tem uma doença mental, alguma coisa assim, e quem está ali no corredor é somente aquela irmã do meio que quer proteger todo mundo, a da franja e do olhão azul. A mãe sai com os dois e se joga da janela.
A mãe e o irmão morrem, a Helena fica viva, que é essa menina que é espivetada e não está nem aí para o futuro. Tem todas umas lógicas, aí você entende que a... Porque a Paula, irmã do meio, grita pra irmã mais velha, pra Cris, que hoje é mais gordinha, falando, olha, a mamãe está trancada no banheiro, ela fala, não tem nada a ver com isso. Todas carregam culpas.
A velha carrega a culpa por não ter subido para ajudar a irmã mais do meio. A irmã do meio carrega a culpa por não ter parado a mãe. Mas a irmã do meio tinha 6 anos, 50, ela não conseguia parar uma adulta. E a menina que sobreviveu, ela vive a possibilidade da morte, porque era para ela ter morrido. Então para ela a vida é agora, agora, agora, agora, agora, agora, agora.
Ela realmente, ela não lembra de nada, mas ela passeou perto da morte. Então cada uma traz esses elementos e se torna tudo isso uma relação tóxica familiar, porque o pai delas faz com que elas vivam em função e com ele. Até como proteção, mas uma fica em cima da outra. Então o problema das irmãs, todas elas se ferram pelo problema da irmã mais nova, inclusive o pai, porque obrigatoriamente entre eles tem a obrigação de se ajudar e de se proteger até mesmo criminalmente.
Coisa que a irmã mais velha, a gordinha, não vai aceitar e ela vai ser a única pessoa que vai trabalhar a verdade a favor dela, tanto que ela nunca vai ser presa. Elas te chamam na cabeça delas que tem coisas estranhas, enterrar uma pessoa não é fácil, elas não são da lavoura, elas conseguem enterrar um cara, é uma cena ridícula porque elas chegam no lugar e ela fala precisamos de uma pá, ela abre uma porta e tem uma pá, sabe? Tem umas coisas assim da série que você fala, ai que coisa chata isso.
Fica muito verossímil. Mas tudo bem. Elas acharam que enterrado estava e o cadáver estava enterrado. Não é assim. Elas enterraram o lugar que as pessoas passam. As pessoas devem ter sentido o cheiro e o cara é encontrado. E foi feita uma investigação. Elas achavam que elas estavam num país sem lei. Na investigação, chegam até elas. E a polícia espanhola faz com que elas tenham que pagar o crime. E elas devolvem, inclusive. E aí tem um monte de coisa que vai acontecer.
ali dentro, entre elas, que eu vou deixar para você assistir, para você ver, mas que você vai entender que, na verdade, ali é uma relação tóxica familiar, onde você tem um pai que se utiliza, inclusive, do terror do que a mulher dele fez com os filhos para constranger as filhas da liberdade, até como proteção, mas também como autocompaixão e faz com que todas elas tenham uma vida desgraçada.
Todas. Ele faz com que todas as filhas tenham uma vida horrorosa. Inclusive que vivam em função dele da clínica veterinária dele. Que não tem problema nenhum as pessoas viverem de um trabalho familiar. Acho legal, beleza, tem, ótimo. Mas elas fizeram isso porque foram obrigadas, fizeram isso porque quiseram. E fica muito forte, é muito óbvio que aquele pai tão... Ele tenta fugir, é horrível.
É meio ridículo, a fuga deles é uma coisa falada. Mas a série é boa. A série são seis episódios que te prendem. A linguagem é muito interessante. E que fica naquilo que eu sempre falo. Não crime. Não vai. Gente, você só vai criando mais crimes.
Se ele realmente chantageou, ela tinha que ter ido à polícia. Se ele tinha um mandado com razão de poder ter a filha, ela tem que entrar em acordo com ele, tem que pôr um advogado. Ela não tem que matar ninguém, ela não tem que chantagear ninguém se foi ela chantageada, a chantageista. Se ela foi chantageada, ela tem que ir à polícia. Se ela tivesse que... Tem que fazer teste de DNA. Ele até pede pra fazer e ela diz que... Ela conta que ele pede pra fazer teste de DNA e ela diz que ela ia tentar e não consegue. Fazer a mesma coisa.
E elas resolvem ocultar o cadáver. Depois elas resolvem fugir. A única que vai lá e conta toda a verdade que é a mais velha é a verdade dela. Fala, olha, eu só sei da história a partir do momento que eu entrei. O que aconteceu pra mim foi isso. Então ela nunca vai presa. As outras duas vão. As outras duas estão muito costuradas entre elas. Inclusive a mais do meio, que queria ser mãe, ela fica grávida, perde o bebê. Ela perde a mulher.
Ela vai morar, ela, na República Dominicana. E a irmã mais velha, a gordinha, vai morar na Espanha para cuidar.
da filha, do bebê, da irmã mais nova.
Então a irmã mais velha não pôde viver a vida dela que era na República Dominicana, mesmo entrando numa fria com aquele macho tonto que ela encontrou, mas ela podia depois ter encontrado, porque ela gostava muito do sol, ela gostava muito dos cachorros daquela região. Esse cara era óbvio, estava enganando ela, ela descobre que ela fica super mal, que ela estava pagando o michê, como diz a Irmandade. Então ela tem uma coisa triste, porque cada uma delas tem uma vida que não escolheu.
Nem escolher. A mais nova vai presa durante muitos anos, a do meio também fica presa durante muitos anos. E você olha e fala assim, Deus, como as pessoas realmente constroem não só o seu assassino, como o seu destino destruidor, autodestrutivo. Porque pra quê? Pra quê? Você vai...
se embaranhar, se naquele momento que o cara está atropelado, tivessem ligado pra polícia, elas teriam pagado uns dias ali de encheção de saco. Mas, a história teria sido contada daquela maneira. Ou então, assim, se elas tivessem ouvido o cara, que o cara fala que eu tenho direito de ser pai e eu quero também fazer parte da vida da minha filha, que é um direito que ele tem também. Ué? Vai ter que... Você não quis se transar sem preservativo?
Teve o filho, não teve? O filho não é só seu, o filho é dele também. Ele quer ser pai. Pô, é a primeira vez ter um cara querendo ser pai, agora, então, assim, fica uma construção. Ah, a irmã do meio, ela fica uma louca. Ela entra na farmácia, que é brato, fica insuportável.
Uma moça insuportável, uma educada, porque ela vive um turbilhão de uma panela de pressão onde ela se colocou, porque como ela vê a mãe se jogando com os irmãos e ela não protegeu os irmãos, ela vira uma mulher que quer proteger o mundo. Gente, pelo amor de Deus, autopreservação primeiro. Tanto que, avião, se as máscaras caírem, primeiro coloque a máscara em você, em seguida no outro. Você sabe por quê? Se você tentar pôr no outro, se você não pôr em você, você não vai conseguir, vai matar o outro e vai morrer.
O primeiro momento é para dar vida. Você não pode querer salvar todo mundo. E nem todo mundo dá para ser salvo.
E tem pessoas que precisam passar pelos perrengues que tem que passar até para amadurecer, aprender, melhorar. As pessoas confundem. Eu vi um cara no Instagram, não sei o nome dele, que ele falou uma coisa que eu achei interessante. As pessoas confundem empatia e compaixão com ser salvador. Aí você, na verdade, quer ser herói. E você quer impedir que aquela pessoa passe pelo que ela tenha que passar, porque você acha que sabe o caminho melhor.
O amigo teu tá sofrendo, chora com ele, ouve ele, mas não diz o que ele tem que fazer o tempo inteiro. A sua irmã fez esse horror, tá lá com o crime, não tenta passar a mão na cabeça dela e falar tá tudo bem, eu vou te salvar. Não, você atropelou, você vai contar essa história pra polícia. Porque a verdade, a verdade num crime, ela vai prevalecer. E se você mesmo naquela situação for inocente, com uma legítima defesa que seria aquele ponto...
Você vai ser inocentado. Se você atropelou ele porque ele quis, desculpa, a perícia vai pegar. Talvez você explique por quê. Talvez no julgamento a sua pena seja a menor. Só que você vai ter que pagar a penalidade pelo crime que você fez. Agora não adianta o seu pai, sua mãe, suas irmãs tentarem te salvar. Você não vai ser salvo. A gente não consegue ser salvo, gente. Por tudo e tanto inteiro sempre tem. O que você vai ter que pagar? Não adianta. Boa de salva-vidas, eu te jogo.
Agora eu não vou me jogar com você e tentar te puxar, nós dois vamos afogar junto. E essa série mostra muito isso. É muito interessante. Assista na Netflix, chama Naquela Noite. Não vou contar tudo pra vocês verem a forma que foi feito, mas vale a discussão de até onde as pessoas tentam salvar os outros para serem heróis também da história e o quanto que isso transforma todo mundo no demônio. O que foi que aconteceu aqui? Então é isso. Tem vídeo todo dia. Até já. Espero que tenham gostado. Até já.