FOI ENCONTRADA SEM VIDA E SEU CORPO CONTAVA TODA HISTÓRIA DO CRIME - CASO YANNY E RICKSON
Cortes do Beto Ribeiro c/ Dra Rosangela Monteiro sobre o caso Yanny e Rickson. Eles foram encontrados sem vida e de mãos dadas na casa dela, em Juazeiro do Norte, no estado do Ceará. Yanny era vereadora da cidade, e tinha terminado o namoro de anos com Rickson. O que aconteceu, afinal, com os dois? #crime #familia #live #entrevista #podcast #namorados
Beto Ribeiro
- Caso Yanny e RicksonViolência doméstica · Enforcamento · Esganadura · Pacto de suicídio · Investigação criminal
Que caso é esse? Que crime é esse? Então, gente, infelizmente é mais um caso de violência doméstica. E ganhou essa repercussão porque a vítima, a Iane Brenna, o sobrenome mais cumprido, mas vou ficar aqui na Iane Brenna, era uma pessoa muito conhecida na cidade, um expoente lá, médica, vereadora, e agora recentemente ela conseguiu ser, foi eleita lá...
A presidente da Câmara Municipal da cidade. A presidenta escolhe como você quiser. A portuguesa escolhe a tira a presidente, mas a presidenta já está sendo assumida. É, a presidente lá da Câmara Municipal. Então, era uma pessoa...
muito conhecida, de uma família conhecida também, porque eles estão ligados a política. O irmão é deputado federal. Então, claro, que todo mundo conhece. E, pelas informações que nós tivemos, ela era uma pessoa muito ativa, positivamente. Ela era acessível, essa moça de 27 anos, gente. Ela iria... Não é nova, não. Ela iria fazer 27 anos agora. Ela tem 26 anos. Morreu antes de completar o aniversário. Um pouco antes, né? Um pouco antes. Olha só.
E ela, sim, muito conhecida, acessível, e ela realmente estava utilizando o conhecimento dela, que é uma expertise, ela é médica, e, através da política, poder aplicar.
esse conhecimento em medicina. Então, é óbvio que a cidade, todo mundo ficou espantado, o rapaz também era conhecido, é de uma família lá, que todo mundo conhece, que nasceram lá. Mas o que a gente observa é que nada mais é do que violência doméstica, infelizmente. Então, o que aconteceu, gente? Como é que esse caso começou? Quando?
a pessoa ali que era ajudante, que era funcionária deles na casa, que a Iane estava morando já sozinha, ela saiu da casa dos pais, e essa funcionária chega.
pela manhã, para começar o trabalho, encontra os dois sustidos pelo pescoço, os dois enforcados. Sustidos? Sustidos pelo pescoço, o que é isso? Fica em suspensão mesmo? Sim, fica em suspensão, que pode ser completa ou incompleta. A completa é aquele tradicional enforcamento que todo mundo vê na TV, que o indivíduo fica lá balançando, que foi muito usado, e acho que em alguns países ainda tem, execução por enforcamento. Aquilo é o clássico.
do indivíduo ficar realmente sustido pelo pescoço, quer dizer, ele está ali dentro de um mecanismo criado para isso, e ele fica absolutamente no ar. Mas o que a gente observa, na verdade, Beto, é que a maioria esmagadora dos enforcamentos, a pessoa não fica totalmente...
sabe, sustida, ela fica com parte do corpo tocando, em geral, os pés. Eu já atendi caso que o indivíduo estava sentado no tanque, assim, de roupa. Quer dizer, é uma coisa até sentada. Mas a pessoa não tenta atirar? Não, a grande maioria não.
Porque deve ser angustiante. Exatamente. Quando é uma suspensão incompleta, onde o indivíduo apoia parte do corpo, porque eu já peguei indivíduo que apoia o braço, indivíduo que está sentado, indivíduo que está deitado e amarrou o instrumento, que é o laço, que nós chamamos de instrumento que ele utiliza para se enforcar, ele amarrou na cabeceira da cama. Ele só deitou.
E é impressionante como isso é efetivo. E é rápido? Não. Numa suspensão incompleta, esse processo pode perdurar por 7, 8, 10, 8 minutos. 8 minutos você sendo forcado? Sim, mas ele não consegue voltar. É imediato.
A consciência acaba em quanto tempo? Sim, rapidamente. Mais rápido que os oito minutos. Claro. Não é que eu fico oito minutos esperando, não é que imaginei isso. Mas é que o processo é demorado, é interessantíssimo isso. Como que uma pessoa que é leiga, porque quem é especialista aqui em enforcamento? Eu posso falar que eu sou, mas não a maioria da população. Quando você vai atender, são pessoas desde, sabe, humildes.
porque eu sou da época, ainda que não tinha... Hoje você pode pegar o celular, procurar, você vai saber como é que você faz. Mas, sabe, sendo que o que é divulgado é aquele enforcamento clássico do indivíduo pendurado pelo pescoço e tal. Mas, não, é incrível. Então, basta...
comprimir esta região do pescoço, você não volta mais. Agora, é interessante, se você está numa suspensão incompleta, se alguém te encontrar dentro daqueles minutos, cinco, seis, sete, porque isso depende muito também da fisiologia, do indivíduo, daquela pessoa, você consegue tirar o laço. Mas a pessoa está inconsciente. Sim. Eu fui atender uma vez um local em que a vítima estava viva, ela estava lá.
E aquelas histórias, tem gente que não pensa muito. O delegado pediu uma reprodução simulada do enforcamento. Aí eu chego lá, a vítima do enforcamento está lá, porque ele sobreviveu, a mãe tirou. E, muito interessante, porque o suco que é produzido estava no pescoço dele. Ele estava ainda com suco. Eu falei, gente, preciso fotografar isso. O cara está com suco no pescoço, está vivo. Fotografamos. É, eu chego lá. É um grande registro. É um grande registro.
impressionante. E aí eu tive que perguntar para ele, ele estava lá, você imagina? Só que na hora de fazer o mecanismo, de fazer a reprodução, porque a reprodução é você tentar reproduzir aquela cena. Então ele fala, olha, eu coloquei a cadeira em cima da mesa, aí eu subi na cadeira, passei a corda pela vida. Ele contou para mim, é assim, meio surreal, você falar com uma pessoa, conta como é que você fez.
Imagina se eu falo para ele, agora você sobe e faz. Como você tentou se matar? Agora vamos ver se é possível mesmo. E pede. Quer dizer, aí nós tivemos que colocar uma outra pessoa, evidentemente, porque eu não ia me arriscar com isso, porque é uma pessoa que já tentou. Efetivamente, ela fez. E qual foi a dúvida desse caso?
É aquelas coisas que, às vezes, o delegado sabe para ilustrar o inquérito, porque esse negócio de ilustrar, eu acho, o fim. Não, acho que tivesse sido uma coisa muito fora do comum. Não, nada de dúvida, não, nada, porque ele mostrou como ele fez, totalmente viável. É ali, o que aconteceu? Mas é porque não foi feito o exame de local. Como a mãe socorreu, tirou a corda, então ficou faltando aquilo. Cadê o exame de local? Mas não tinha mais nada, a não ser ele lá vivo e a mãe.
Então, gente, a imagem que se teve era isso, os dois enforcados. Em princípio. Agora já estamos na Iane no Rixon. Voltamos na Iane, tá? Desculpa, eu só dei um. Não, é ótimo. É, pra explicar mais ou menos o que é isso. Então os dois...
num primeiro momento, para uma pessoa que é leiga, você olha aqui e fala, nossa, os dois cometeram suicídio. E eles estavam de mãos dadas mesmo? É possível. Porque eles olhiam quentes, lugares que já estão na abertura. Mas como ninguém sabe... Tem uma entrevista que eu vou trazer pedaços aqui de uma fonte que eu conversei lá de Vazeiro, que conhecia as pessoas, não vai ter nome, rosto, nada. Ele é realmente conhecido, porque eu pedi para checar, eu pedi fotos e tudo mais.
Mas eu perguntei, ele falou, não ouvi falar disso, mas eles podiam estar de mãozada? Ele deu a mão e ficou? Podiam, sim. Mas a gente não sabe se ele está realmente com aquele espasmo cadavérico. Lembra que eu já comentei que em alguns casos ocorre esse espasmo cadavérico, que é do indivíduo ficar rígido imediatamente após a morte, que não é o normal, vamos dizer assim. Após a morte, existe um relaxamento total.
do corpo, dos músculos, dos esfíncteres, das mucosas, etc. Você fica relaxado, é o primeiro relaxamento. Mas tem casos em que ocorre esse espasmo cadavérico, que é a rigidez instantânea. Ninguém conseguiu explicar ainda direito por que ocorre isso. Então, você fala, mas uma morte muito sofrida, ou alguém que morre de repente em um acidente e tal, e fica dessa maneira. Não dá para saber como eles estavam. Mas o fato de ele estar com a mão encostada na mão dela,
Ali pode ter sido aquela leitura que eles estavam de mãos dadas, porque eu não vi a fotografia. Mas isso aí, Beto, vem reforçar algo que tem de diferente neste caso. Então, gente, isso aí aconteceu.
do dia 2 ao dia 3, não se sabe exatamente o horário, porque dia 3 de março é que a funcionária chega e vê a cena. Ela chama imediatamente a polícia, isso foi cedo. A perícia chegou ao local umas 9h30, então foi muito rápido. E 3 de março foi uma sexta-feira, então era dia de semana. Olha que interessante, gente. Essa moça já estava mesmo, efetivamente, com todo mundo sabendo desse relacionamento com o rapaz, um pouco mais de um ano.
Embora eles falassem desde 2020, mas não era algo assim que estava... Todo mundo soubesse. Todo mundo soubesse. Então, o que todo mundo estava sabendo é cerca de um ano e pouco, um ano e meio, um ano e três meses, que ele estava, inclusive, ele estava na casa dela, morando.
Ela saiu de casa, pelas informações que nós temos, porque a família já não estava achando legal aquele relacionamento. Deu um conflito aí, ela falou, então é melhor eu sair. Ela saiu, alugou o imóvel. Inclusive, quem procurou foi ele, o Rickson, tá, gente? Vamos botar nome, né? É a Iane, Brena e o Rickson Pinto.
ele, inclusive, que procurou alugar esse imóvel e estava vivendo com ela. O que é que nós sabemos disso? Ok, está lá a cena, a perícia chega, nove e pouco, vai para o IML. A perícia recolheu ali o material, que é a tal da corda. Ela estava com a corda envolta no pescoço e ele também.
E aí começam a surgir as informações. Mas, espera aí, do nada ninguém faz isso. E começou a especulação. Ah, eu acho que os dois se mataram. Romeu e Julieta. Romeu e Julieta. O que nós chamamos de pacto. Não é impossível acontecer. Você pegou muito? Eu atendi, sim, eu atendi. Acho que o doutor Moraes atendeu. Várias pessoas no núcleo atenderam esses pactos. Em geral, são pessoas muito jovens.
que estão naquela coisa de adolescência que tudo é muito, supervalorizado. Aí vamos supor, mas a minha família não aceita. Não, nós estamos numa situação sem saída. Romero e Julieta mesmo. A família não aceita, nós estamos sem saída. Por isso que jovens fazem mais esse tipo de coisa, de criar esse pacto.
na morte. Por que não vê saída? Porque não tem nem ainda aquela região que a gente fala do córtex pré-frontal desenvolvida. Então, ele não vê saída. Ele não tem ainda ferramenta para chegar e falar que vamos fugir ou continuar e eles vão aceitar. E acabou. É tudo muito intenso. Então, eles falam que a única maneira de a gente permanecer junto é morrendo.
Porque aí nós vamos para a eternidade juntos. Tem gente que mataria pai e mãe, eles se matam. É, se matam. Ou então vai para o outro lado. Sempre tem alguma coisa a mais. Não que não existam casos, chegar nesse momento. A gente vê muito caso nos Estados Unidos disso.
É interessante, é o tipo lá da sociedade que... Ah, daí um monte de gente vai ver ET, não sei das quantas, se mata junto para o cometa levar, que teve aquele caso. Ou então essas tragédias, porque minha mãe não aceitava o relacionamento, o meu pai não aceitava. Então vamos matar os pais ou então a gente se mata. Então, gente, o pacto não é algo assim que não aconteça. Já vimos também na casuística do núcleo idosos, porque eles passaram a vida toda juntos. Aí um deles está com uma doença.
terminal, essa é uma das possibilidades. E, assim, eles não querem se separar. A mulher ou o marido fala, eu não vou conseguir viver sem você. Então, a gente se mata junto. Também acontece isso. Então, não é algo inédito. Só que a perícia, gente, ela está ali para realmente ou comprovar que houve um pacto ou não. Qual a outra possibilidade ali?
homicídio seguido de suicídio. Ela poderia ter matado, morto, e aí ela se matou? Sim. Poderia ser o contrário? Ele matou a Yane e depois se matou? Você veja que tem todas essas possibilidades. O perito, quando chega lá, ele tem que pensar em tudo isso. Até uma outra pessoa entrou, matou os dois e fez de conta que um matou o outro e se suicidou. Também.
Então, o perito, quando vai ao local, ele tem que olhar tudo isso. Não é só a posição, situação do cadáver. Tudo ele tem que olhar. Como é que estão os móveis? Tem sinal de arrombamento? Como é que estava a porta? Estava trancada? Foi ela que abriu? Todas essas informações para você chegar a uma conclusão. Só que foi assim, gente. Assim que esses corpos chegaram no IML, no exame necroscópico da Iane, a coisa já ficou muito evidente.
primeiro que, tudo bem, ela morreu de asfixia, os dois, ele, ok, enforcamento, tinha todas as características, o suco, foi observado que esse suco foi produzido em vida e não pós-mortem.
Então, está ali toda a reação vital no suco, devido à compressão feita pela corda. E é interessante que a superfície do instrumento fica impregnada, ele está ali, no suco. Você consegue ver o desenho da corda, do trançado da corda ou do cordel, fica ali estampado.
Tem gente que às vezes vai tentar esse... Sim. Se mutir os dedos? Não, só tentar. Tipo aquela varal, que é bem dura. Nossa, cordel de nylon. Se a pessoa fizer isso aqui, às vezes está pressionando e pode até amputar a deda. Gente, não volta. Não volta, Beto. Eu tenho até uma fotografia que eu não posso mostrar para vocês. Não, não pode. De um caso desse, gente, que é uma senhora, ela está em suspensão incompleta porque ela está com o pé no chão.
O que acontece também é que o perito tem que observar. Você imagina uma pessoa que passa uma corda e fica assustida. Ela pode estar 3 centímetros, 5 centímetros, os pés longe do chão. Só que a corda pode ceder e o pescoço estica. Você imagina o peso de uma pessoa que tem 50 quilos, 60 quilos. Porque é o peso da própria vítima que constrange.
Aperta o laço. Vocês já até contaram, né? Sim. Fiz uma catapulta. Fez uma catapulta e quase que arrancou o pescoço do indivíduo. Numa árvore ainda, você imagina. Na hora que ele cortou a árvore, é uma catapulta. Boou com a cabeça. Não, mas o cordel, ele passou pelo pescoço. É terrível, né? Ele estava praticamente decapitado. Isso é uma outra situação. Mas não é esse tipo de corda que ele estava?
Me parece que é uma corda... Não sei o tipo de corda. Eles não foram específicos. Pode ser uma corda de sisal, que é natural, aquela corda que a gente... Eu acredito que essa corda é mais difícil de conseguir hoje em dia. Mais fácil é o cordel de nylon. Pode ser aquele acabamento de carpete, que usam também bastante. Ele é de material sintético. O cordel, por ser um material sintético, ele não rompe, gente.
Ele pode arrancar a cabeça do indivíduo, mas ele vai. É um dos instrumentos, ou é o instrumento mais eficaz. Lençol ou rompe? Lençol, ele vai produzir um outro tipo de suco, que é o tal do suco mole. Quanto maior a superfície de contato com o pescoço, maior é o suco. E mais superficial ele é. Entendi. Se eu tenho um instrumento com diâmetro...
pequeno, o que acontece? Ele afunda. Ele aperta. Você imagina o teu peso puxando aquilo. Então, pode ceder. Realmente, o pescoço fica mais alongado. E esse caso que eu estou comentando é interessante porque a mão dela estava aqui. Ela conseguiu, nos últimos momentos, aquela agonia. Ela colocou as mãos. E lá a mão ficou. Lá a mão ficou e ela...
Realmente. Me dá até falta de água. O óbito... Sim, é horrível isso. Agora, o Rickson tinha a marca certa de... Ok, o Rickson, tudo bem. Ele realmente se enforcou ali. Se enforcou. O Rickson, ok, já descartei. E ela? O que os legistas observaram? Primeiro, as lesões que ela apresentava.
lesões típicas pelo corpo, lesões típicas de luta ou contenção, porque os vestígios são muito parecidos. Você imagina você conter uma pessoa. Eu já expliquei aquela coisa da pinça, que quando você segura alguém, o que você vai ter? Equimose de um lado e equimose...
no oposto de outro, porque é o quê? De um lado você aperta o dedão, do outro você está com os quatro dedos apertando ali. Então, esses ferimentos eu não vi. Tanto ele pode ser de contenção ou de agressão. Está de luta. Eu vou botar daqui a pouco uma fala dessa fonte que eu conversei, parece que ele batia muito nela.
Então, o que aconteceu? Mais uma coisa que surgiu. Aquela coisa assim. Ah, mas você não terminou. Ela tem a contenção. Depois a gente vai falar disso. Então, depois a gente fala. Vamos terminar essa parte que está boa. Ela estava em contenção. Ela apresentava. Ele não apresentava nada. Ela, sim. Então, o que a gente pode deduzir? Que ela lutou muito com relação a isso. Ou ela foi contida violentamente, ou ela foi agredida. Isso é possível se observar. E aí o suco, não é, Beto?
O suco não tinha resposta vital. Totalmente diferente do suco dele. Então, esse suco foi produzido pós-mortem. E ela tem ali características de ter sido esganada. Esganada com mãos, asfixiada. Esganadura. Esganadura, gente, é apertar o pescoço do outro com as mãos. Você pode repetir muitas vezes? Porque eu... mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas mas
A gente estava numa live com a Solange e falei, Solange, não sei, a Rosângela me explicou 227 vezes. Eu sei o enforcamento, porque é muito fácil, você tem a imagem. A forca, a gente jogava a forca, fazia tudo. Exato. Então, a esganadura é que vai te dar aquela... Tinha marcas de dedo, é isso? Marcas do quê? Equimoses produzidas pelas pontas dos dedos e marcas também ungueais, que nós chamamos, que são aquelas semilunares, que é a unha.
uma esganadura, apresenta esse tipo de coisa. Tanto marcas de unhas, se a lâmina está um pouquinho mais crescida, porque quando você aperta, essa polpa do dedo, ela retrai. Então, fica a unha. E aí deixam aquelas marcas semilunares, bem assim.
A não ser, né, gente, hoje a gente tem que considerar, porque tem uma mulherada aí, várias das mulheres, que colocam aquelas unhas de gel e tal. Fica um formato totalmente diferente. Mas dá para identificar. Se for uma mulher, por exemplo, com unhas desse tipo.
apertando o pescoço de alguém, em geral de criança. É muito difícil esganar um adulto, mesmo sendo homem, fazendo isso numa mulher. Porque tem mais força. Você precisa de muita força. Você vai lutar pela sua vida. E a vítima luta pela vida. Então, pode estar conectado isso, muito provavelmente. As lesões que ela apresenta de luta ou contenção com os sinais, os vestígios da esganadura. Então, o que ele fez? Ele esganou...
E isso conforme informação que nós recebemos. Não vi o laudo, mas não foge muito, gente. Ou ela foi esganada ou ela foi estrangulada com algum outro tipo de instrumento. Ele pode ter pegado o negócio e foi... É, sabe esse carregador? Aquele fio é suficiente? Qualquer coisa. Uma peça de roupa, um...
Sei lá, N coisas. É, tendo o ódio na medida certa. Exatamente. Então, tanto ela pode ter sido estrangulada. Estrangulada, gente, é quando eu também vou constringir a região do pescoço utilizando qualquer tipo de instrumento com que eu posso fazer isso, mas uma peça de roupa dá para fazer. Tem muitos casos de crimes sexuais que o indivíduo usa o sutiã.
da vítima, a calcinha, e estrangula. Então, a constrição é feita por mãos de terceiros, não da própria vítima.
Isso no caso de homicídio. Nós temos também estrangulamento, suicídio. Mas aí tem características bem diferentes. Porque o indivíduo que quer cometer o suicídio por estrangulamento, ele tem que ter um tipo de instrumento que ele puxe e não volte mais.
Porque ele não vai conseguir ficar segurando e falar, vou esperar morrer. Ele não vai ficar fazendo assim. Exatamente. Auto-esganadura. Você vai me matar. Auto-esganadura não existe. Porque é algo instintivo, gente. Se você começa com as tuas mãos a apertar teu pescoço, você vai parar. Lógico.
Claro, não tem como. Agora, o estrangulamento também. Então, eles usam muito, vou usar o termo aqui, que é uma presilha que o pessoal chama de enforca gato. Que não tem nada a ver. Desculpe o termo, porque tem o bichinho, não gosto. Mas as pessoas sabem o que é. É aquele que parece um lacre, só que quando você puxa, não volta mais. Você pode... Puxou...
parou a circulação, você já fica inconsciente e vai. Não é o caso aqui. Então, tudo indica que os vestígios nela eram de uma esganadura.
ela apresentava as lesões, as unhas estavam quebradas, porque ela lutou muito com isso. As pessoas falavam, será que foi tortura? Não, gente, não necessariamente. Foi ela lutando pela vida mesmo. Você quebra a unha, você faz de tudo, porque você quer sair daquela situação. E a esganadura não é na hora. Não é assim que você mata uma pessoa. Você precisa ser forte e manter ali aquele...
as mãos no pescoço, muito embora a vítima vá lutar. Você tem que segurar até você conseguir o intento, que é matar. Então, não é fácil.