MoovCast 22 - Mc Lozin
- Desafios da carreira nacionalMudança para São Paulo · GR6 · Kevin · Projeto A Procura do Quinto Elemento · KL Produtora
- Escândalo do funkPioneirismo em Goiânia · Educação musical no funk
- Goiânia no cenário musicalCentro-Oeste · Eletrofunk · União dos artistas
- Reconhecimento e cobrançaExpectativa do público · Manter o sucesso
- Início na músicaSertanejo · Funk · Trap
- Objetivos e legadoLaboratório Secreto · Dominar o mundo
- Futuro e parceriasDJ Oreia · MC GP · Menor K
Você ouve agora Movecast. Salve, salve, Movers. Eu sou o João Lucas Ribeiro e está começando mais um Movecast, o podcast da Move FM que te conecta com cultura, música e tudo sobre o movimento de Goiânia e do Brasil. E agora a gente vai falar de música, superação e a caminhada na cena e o nosso convidado é o MC Lozinha, artista goiano, referência da nova geração do funk, do trap, com tangente...
Trajetória forte na cena independente, além de passagens importantes pelo cenário nacional. Hoje, cada dia mais nacional que nunca. Bem-vindo, Lozinho. Salve, minha família. Tu presente, mano. Obrigadão aí pelo convite mais uma vez. E vamos fazer acontecer aqui hoje na Muv, tá ligado? Olha, pra galera aí que não saca o início, como que a MC Lozinho entrou na música?
Meu irmão, eu vim do sertanejo, né, mano? Goiás. Goiás, né? Não tem como. Aprendi ali a tocar as notas principais do violão, comecei no sertanejo. Só que, graças a Deus, eu tive o senso, mano. Falei, mano, não sou apto pro sertanejo, tá ligado? Cara, a gente ouviu muito isso no documentário. Jacaré também falou, cara, eu tava ali no sertanejo, mas sertanejo dá trabalho demais. Mano, você tem que...
ter um gogó muito abençoado, saca? Então, tipo, eu tinha a noção vocal, mas eu não tinha a capacidade vocal. Eu tinha a noção, mas não tinha capacidade. E aí foi quando começou a estourar as músicas dos 4M, que veio Kevin, veio Ariel, veio o Pedrinho, o Livinho.
E naquela época eu deslumbrei com o funk, falei, mano, da hora, a molecada é da minha idade, estão fazendo acontecer, é uma parada que eu gosto, é um movimento que eu gosto. E comecei daí, saca? Aqui em Goiânia não tinha o funk, não existia funk em Goiânia. Eu sou um dos pioneiros, eu sou um dos que puxou o bonde, né, mano? Mas tive raça, tive força de vontade, fiz acontecer e também até hoje, 10 anos de caminhada. E justamente eu acho que esse destaque seu é pela qualidade vocal também, porque assim, às vezes...
Você ser um cantor mediano no sertanejo não é o suficiente, mas você ser um cantor que se destaca ali dentro do funk, você veio de uma nova geração que tem o vocal bem mais trabalhado do que o funk de início, né? Sim, mano. É porque, tipo, o funk, mano, a gente tá tendo uma educação musical de alguns poucos anos pra cá, né, mano? No começo era só a batida ali, crua, o 130... Chak-chakipo...
E você desenrolava como podia, tá ligado? Então era raro ver MCs que tinham uma noção musical. E hoje, graças a Deus, cada vez mais o funk tá mais profissional, tá cada vez com mais instrumento, cada vez mais capacitado pra isso, tá ligado? E assim, sair da cena de Goiânia e chegar no nível nacional. Tipo, muito rápido até pra alguns trajetórias. Como é que foi o maior desafio nessa transição?
Mano, o mais difícil, eu acho que pra qualquer coisa na vida é começar, né, mano? Tipo, os primeiros passos são os mais difíceis. E foi exatamente isso. Quando eu comecei, o povo me achava de louco, falava, mano, funk não existe, você vai passar perrengue e tal. E a minha transição real foi quando eu fui pra São Paulo, que eu fechei com a GR6. Foi onde eu tive o acesso dos maiores nomes da cena, né, mano? Que foi onde eu consegui o feat com o Kevin. O Kevin me concedeu esse feat, me abraçou.
E foi dali pra frente que tudo começou a mudar, que a minha carreira começou a ter uma relevância de fato e as coisas mudaram legal. Esse projeto A Procura do Quinto Elemento foi pré essa GR6 ou depois? Não, foi antes, foi bem no comecinho. Foi bem no comecinho.
Na real, o Quinto Elemento foi muito importante, mano, porque foi ele que me fez acreditar em mim mesmo, saca? Porque, tipo, era bem o começo, eu não tinha estourado nada, eu não tinha nada de viralização, tipo, nada batia. E aí o Quinto Elemento foi um reality show feito pela KL Produtora, na época tava estourado o MC Bin Laden, tá tranquilo, tá favorável, bem dessa época, tipo, muitos anos atrás.
E aí foi selecionado 40 mil MCs, e pra encurtar bastante a história desses 40 mil MCs, foram 10 pra final, foram várias peneiras por vários meses, e eu fui um desses 10 finalistas, onde os 10 finalistas recebiam o contrato com a KL Produtora, mas eu sempre tive no coração que eu queria GR6, tá ligado?
E aí quando o contrato tava na mesa, os caras falaram, mano, você tá na final, vamos assinar o contrato. Eu falei, mano, vou levar o contrato pra casa, vou assinar com a GR6. Muito bom. Eu só queria provar que eu conseguia. Nesse caminho, você também transitou com o trap, principalmente nos últimos trabalhos. O que que te guia na hora de criar a batida? O que que te leva? Enquanto você acompanha a música, você já pensa ela no funk ou no trap? Mano. O que você sente?
Quem estiver ouvindo a rádio aqui E trabalha com a música vai me entender Trabalhar com composição Não é o que você quer fazer É o que a composição te leva, saca Tipo, às vezes você acorda e fala Mano, hoje eu vou fazer um trap, acaba saindo um funk Às vezes você fala, mano, hoje eu vou fazer um funk Sai um trap, porque tipo Até porque os dois andam junto no BPM Tipo, o funk e o trap são 130 BPM E só muda a melodia Tchau
Então, às vezes, os mesmos beats que você usa pra fazer um trap, você faz um funk e vice-versa, saca? Eu toquei nesse assunto principalmente porque quem aqui acompanha a movie desde o início, saca que Lobaiada é uma das nossas músicas mais tocadas e ela vai um pouco mais pro trap. Eu acho que é seu ápice vir no trap, né? E agora a gente tá chegando com dois funkzão. Então, o pessoal vai ter a oportunidade de conhecer os dois lados do Lozinho, né? Sim, sim. Mano, eu gosto muito de produzir com o Mortão, porque, tipo...
O Mortão, sim, mano, é um mano que ele me direciona, ele me incentiva 100% no estúdio, porque os beats do Mortão, irmão, não dá, mano, tá ligado? Os beats do Mortão, eles conversam, tá ligado? E tipo, eu até brinco, eu falo, mano, na hora que eu tô com o Mortão no estúdio, não é eu que escrevo, mano, vem um santo lá de cima lá, tá ligado? E a caneta mexe sozinho, eu só falo o que alguém quer falar, tá ligado? E pra quem não sabe, o Mortão é grande prêmio da música brasileira, com o MV Bill, ele ganhou fazendo várias...
Eu tava presente, eu tava lá Foi uma noite passa O Morton é meu sensei na música Ele me proporciona umas paradas aqui Papo reto, sou grato eternamente E essa fase de ir pra São Paulo Tudo isso, GR6, toda essa visibilidade Depois você sentiu que teve mais cobrança Que vem junto com reconhecimento também, né? Mano, com certeza Cada passo que a gente dá Mais no degrau Vem junto, mano Mais expectativa do público, tá ligado?
É até por isso que as pessoas falam, tipo, não é tão difícil estourar, o difícil é manter, porque se você atinge ali certo degrau, as pessoas não vão aceitar que você regrida, tá ligado? As pessoas não vão aceitar que você vem menos ou inferior, então, tipo, a cobrança vai ser sempre cada vez mais e mais e mais, acho que...
A gente é obrigado a se superar cada dia, né, mano? Isso aí. E esse trabalho com o Mortão, mas você também já tá buscando trabalho com outros artistas. Já nos últimos trabalhos você tem composições e feats. O que o pessoal pode esperar aí do futuro? Tem parceria nova vindo, alguma coisa chegando? Sim, tem muita coisa chegando aí, mano. Recentemente, agora a gente lançou o feat com o DJ Oreia e MCGP.
Salve Mano G Tropa do Semperreco tá na pista Saiu tem dois meizinhos, já estamos caminhando Pra um milhão de views no Spotify Fora as outras plataformas Tava recentemente agora com o Menor K Passei alguns dias com o Menor K A gente gravou três bombas Então vocês podem esperar que tá vindo muita coisa E muito trabalho da hora, muito fit relevante
Cara, antigamente o pessoal achava que vou ter que ir pra São Paulo, porque é lá que tá o sucesso aqui. E hoje a gente vê tipo MC Pedrinho, ficou uns dias aqui em Goiânia, Jacaré tá indo aqui, se não que é Universal. O Eletrofunk tem sido a voz do funk pro Brasil, né? Hoje você também fica entre Goiânia e São Paulo, né? Aproveitando essa oportunidade que você tem de poder transitar aí entre os mundos. Sim.
Mano, graças a Deus, tá tendo uma relevância muito da hora aqui pra nós, né, mano, do Centro-Oeste. Tipo, não só na música, mas tipo, Goiânia tem crescido cada vez mais, mano. Tem novela da Globo, tudo. Mano, papo reto. Que orgulho de ser Goiânia, irmão. Papo reto. Goiânia, mano, tá só enchendo o coração de orgulho. E a gente tá tendo uma relevância muito boa na música. Tanto no 130 BPM, que é o funk, que é o eletrofunk, que é o trap.
A gente tá acendendo cada vez mais estrelas aqui. Eu acredito muito, mano, no nosso potencial aqui no geral, tá ligado?
Você acha que falta alguma coisa ainda pra consolidar a Goiânia nesse mapa? Você acha que às vezes um nome... Ou já tá consolidado? Mano, não. Com certeza a gente não tá consolidado. Falta muita coisa. A gente ainda é uma criança, tá ligado? Se a gente for parar pra olhar outros cenários do Rio, de São Paulo, a gente é uma criança ainda, sabe? E nesse momento a gente requer mais união, né? Que não deslumbrar. Exatamente isso. Tipo, é esse ponto que eu ia falar. Você falou o que falta.
Parece até meio clichê, mano, mas tipo, mano, é sempre a mesma tecla, se a gente segurasse na mão do outro ia, tá ligado? Mas é sempre aquela, mano, um quer brilhar mais com o outro, um quer, ah, eu vou chegar primeiro. Então, mano, vai ser sempre essa competição aí, tá ligado? Eu mesmo...
nada declara mas mano, você acha que que é construído aqui pra frente na música, contando e tendo essa noção que você já tá no estágio já de reconhecimento e de planejamento mesmo qual é o seu objetivo hoje? irmão eu carrego comigo o slogan do laboratório secreto, que é meu selo que é vamos dominar o mundo
E isso não é brincadeira, tá ligado? É uma parada que eu levo no coração. E tipo, eu atingi Centro-Oeste, eu cheguei a atingir outros estados do Brasil, eu quero atingir o Brasil, e depois o Brasil, mano, a gente quer estar dominando o mundo real, tá ligado? Eu quero mostrar porque que nós veio, mostrar que a gente pode, tá ligado? É isso aí. Se você pudesse falar com você mesmo, lá no começo da carreira, o que você diria hoje?
Porque, moleque, você é zica, não desiste. Eu tenho muito, tipo, o meu eu hoje, mano, o lozinho de hoje, tem muito pra aprender com o lozinho lá do começo, tá ligado? Eu olho pra trás e, tipo, o moleque lá do comecinho lá, ele foi uma escola pra mim hoje, tá ligado? Bacana demais. E o conselho que você deixaria pra molecada que tá começando hoje no funk e no trap?
Mano, se você acredita, se é isso que você quer, não dá importância pro que vão falar do seu lado, tá ligado? Faz o seu independente do que vão bochichar, porque pra te parar, mano, pra te gorar, pra falar que não vai dar, vai ter vários. Mas pra fazer dar certo, é só você mesmo. Acredita, bota na mão de Deus e corre atrás que tudo acontece.
E agora a gente vai dar sequência com aquele quadro que é clássico e clichê, mas que a gente vai fazer. Uma música que te inspira. Irmão, Paris, Tô na Tela, lançamento novo aí. É isso aí. Um artista referência. Ariel. Sempre mestre raridade. Um estúdio inesquecível que você já foi. Laboratório Secreto Music.
Uma batalha ou um show marcante da sua vida? Social Narg Piscina em Brasília. Meu primeiro show que abriu minhas portas em Brasília. E um sonho ainda não realizado, um feat dos sonhos. Gravar com o Ariel. É o único MC que falta pra gabaritar aí de todos. Olha...
A Ariel vai estar aqui em Goiânia no Inter, o maior Inter de todos, e a Rádio Movie vai ser a rádio oficial desse evento. Vamos fazer acontecer alguma coisa nesse evento. Vamos movimentar, vamos movimentar. Isso aí, MC Lozinho, obrigado demais pela presença, mas antes da gente encerrar, deixa todas as suas redes aí para o pessoal que está ouvindo procurar mais sobre você. Quem não conseguiu sacar...
tudo ainda. Aí família, segue lá no Instagram arroba MC Lozin MC L-O-Z-I-N N de navio, e essa é todas as minhas redes sociais, Youtube, todos os canais, vocês podem colocar esse arroba aí que vai dar nas minhas redes É isso aí, história forte a visão e a representatividade pra cena e fica ligado que tem MovieCast toda semana, acompanha a gente em movie.radio.br e o som do Lozin já tá nas plataformas musicais e também aqui na MovieFM, tem várias músicas na programação e aí
É só você ligar e pedir. Eu sou João Lucas Ribeiro e esse foi mais um MovieCast. Até a próxima e segue o beat. Vamos embora.