Terapia genética e o espiritismo com Ricardo Cavalcante
Tema: Terapia genética e o espiritismo
Episódio V132 - 03/05/2026
Relator/Apresentador: Dr. Ricardo de Souza Cavalcante
Vídeo e Áudio: Augusto/Leandro
Produzido nos estúdios da WebRádio Meimei - radiomeimei.com.br
Ricardo Cavalcante
- Terapia genética e espiritismoPerspectiva ética da modificação genética · Origem espiritual das faculdades mentais e doenças · Doenças multifatoriais e carga genética · Ação do espírito sobre o corpo físico · Papel da terapia genética na saúde · Evolução espiritual e a necessidade de doenças · Comando do espírito sobre os genes · Definição da carga genética no reencarne · Genética em vegetais e animais vs. humanos
- Web Rádio Meimei e programa Saúde, Espiritualidade e VocêApresentação do programa e do apresentador · Convite à participação dos ouvintes · Contato para sugestões e dúvidas
A web rádio Meimei apresenta Saúde, Espiritualidade e Você. Bom dia, meus queridos amigos, ouvintes da web rádio Meimei. É uma alegria muito grande estar aqui com vocês no programa Saúde, Espiritualidade e Você. Meu nome é Ricardo Cavalcante, eu sou membro...
da Associação Médico-Espírita de Botucatu. Nós nos encontramos aqui todos os domingos, às 11 horas da manhã, neste programa, para podermos refletir sobre temas relacionados à nossa saúde diante de uma ótica espírita.
E eu convido vocês para participarem desse programa, não apenas ouvindo o programa, mas também trazendo suas sugestões, comentários, dúvidas, questões que gostariam que nós pudéssemos discutir aqui no programa, conversar aqui no programa. Para isso, basta encaminhar o seu comentário, a sua dúvida, a sua sugestão para o seguinte número de WhatsApp.
14, 9, 9834, 4781. Vou repetir mais uma vez. 14, o DVD.
998344781. Receberemos com muita alegria qualquer comentário, dúvida, sugestão, questões, para que a gente possa ir trazendo essa demanda e com a participação de todos vocês que nos ouvem, que nos assistem através deste canal.
No dia de hoje, nós estaremos conversando sobre uma dúvida, sobre uma questão que foi trazida para nós, que é bastante interessante. Nos dias de hoje, e se não é uma ideia recente, é uma ideia que já existe há bastante tempo, mas se discute bastante sobre as terapias genéticas, ou seja, possibilidades de nós modificarmos geneticamente um indivíduo pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos pelos
e trazer, com isso, benefícios para a sua saúde. Isso é um ponto que existe já há bastante tempo, é uma questão que, pelo menos há três, quatro décadas, vem sendo discutida.
mas que cada vez mais tem ganhado força, até pelo próprio avanço que a ciência tem promovido, que tem cada vez mais nos aproximado dessa situação. E foi trazido, portanto, essa questão para nós, se essa é uma medida que será possível ser feita e qual é o olhar que a doutrina espírita tem sobre esse tipo de conduta.
Tem alguns pontos que nós precisamos considerar a respeito dessa questão. O primeiro ponto, que ele é um ponto que recai sobre uma questão ética muito importante, é que esse tema, na própria ciência, ele já é discutido de uma maneira bastante ética, porque a gente não pode desejar modificar.
genes, modificar a genética, o DNA de uma pessoa, com o objetivo de tornar as pessoas, vamos dizer assim, dentro daquilo que seria uma raça perfeita, algo nesse sentido.
pelo fato de que nós temos que claramente respeitar as condições, a natureza de cada um, a sua origem étnica, que é muito importante. Então, o primeiro ponto é que claramente a doutrina espírita é completamente contrária, como eu digo assim, ela nos coloca que essa é uma postura totalmente inadequada, antiética, porque nós não temos dentro do conceito espírita, de uma maneira...
é muito clara e objetiva nenhuma superioridade racial. Não existe ninguém melhor do que ninguém. Até porque, para a doutrina espírita, o que dá a característica do indivíduo, em termos da sua conduta, do seu comportamento, da sua moralidade, é o espírito e não o corpo físico. Então, não importa em que corpo nós vamos reencarnar.
não importa a etnia com a qual nós iremos encarnar. O que define o indivíduo é o espírito que está ali. O corpo tem muito mais um papel no sentido da nossa saúde, daquilo que nós vivenciaremos ao longo da nossa vida por essa condição. E nesse aspecto, quando nós pensamos em mudança genética, em modificar o indivíduo geneticamente,
para trazer mais saúde para ele, e esse é um assunto que realmente interessa, e a doutrina é, vamos dizer assim, bastante favorável a essa posição. Um outro ponto muito importante que a gente tem que sempre considerar é que todas as faculdades...
que sejam mentais, intelectuais, elas são de origem espiritual. E nisso compreende também, certamente, as doenças de ordem emocional, de ordem mental. Elas, embora possam ter algumas alterações orgânicas que nós encontramos nessas doenças, a origem delas vem do espírito.
vendo nosso comportamento, da forma como nós estamos cuidando. Inclusive, no programa passado, nós comentamos sobre os problemas de ordem mental. Então, a origem disso tudo recai no espírito. Não adianta a gente modificar geneticamente o indivíduo, porque mesmo assim, se o espírito que está habitando aquele corpo, que está encarnado ali, ele trouxer essa bagagem, de alguma forma aquilo vai se manifestar.
Embora nas doenças de ordem emocional, de ordem psiquiátrica, a gente possa ter um componente genético. A mais conhecida delas é a esquizofrenia, que a gente sabe que existe um componente genético, mas é uma doença multifatorial. O componente genético é uma parcela, ele é uma condição que pode contribuir para isso, mas ele não é nem uma condição.
necessária e ela também não é uma condição que só ela é suficiente para causar. Você tem um conjunto de situações levando a cura. Isso a gente tem que considerar. Aliás, isso vale para as doenças de modo geral. A gente não tem doenças, são muito raras as doenças, que são definidas exclusivamente por uma condição genética.
De modo geral, as doenças são multifatoriais. Você junta a carga genética do indivíduo com as exposições, com aquilo que ele tem no seu dia a dia, com o seu comportamento, com a alimentação que ele leva, com o estresse que ele tem no seu dia a dia, com hábitos de vida. A gente junta uma série de condições.
E a doutrina espírita ainda nos mostra que, além de tudo isso, ainda há toda a predisposição espiritual que o indivíduo vai colocar nessa condição. Então, tudo isso, a soma de tudo isso, conduz o indivíduo ao adoecimento.
Então, a mudança genética é um fator. Então, nós não temos a ilusão de que, modificando geneticamente as pessoas, as doenças irão desaparecer. Isso não é uma realidade, porque nós sabemos hoje em dia que as doenças não são determinadas exclusivamente por condições genéticas.
Com algumas exceções. Existem algumas doenças, que são inclusive doenças mais raras da gente encontrar, que você tem uma determinação genética exclusiva.
Mas a pessoa que nos trouxe essa questão a respeito dessa abordagem, ou seja, de uma terapia genética, permitindo com que a gente evitasse doenças, evitasse problemas maiores na nossa vida, trouxe com o seguinte pensamento, olha, na doutrina espírita nós aprendemos que temos temos temos temos temos temos temos temos temos temos temos temos temos temos temos
As doenças, na sua maioria, acontecem pela ação do espírito sobre o corpo físico. Então é o nosso pensamento, é o nosso sentimento, estando aqui encarnados, habitando este corpo.
E nós estamos projetando sobre o nosso corpo físico, sobre cada uma das células do nosso corpo, e, consequentemente, a gente vai imprimindo, seja o pensamento bom ou o sentimento bom, seja o pensamento mal ou o sentimento mal, que vai, obviamente, nos conduzir a um processo de adoecimento. Então, com esse pensamento, qual seria o papel da terapia genética?
Essa é uma pergunta bastante interessante para a gente refletir. É claro que nós não temos uma resposta precisa, porque nós não sabemos o futuro, nós não temos ainda como prever o futuro. Mas nós podemos responder essa pergunta baseada naquilo que a própria doutrina espírita nos traz através das...
das inúmeras obras, principalmente as obras de André Luiz, de Emmanuel, que foram ditadas por esses espíritos psicografadas por Francisco Cândido Xavier, e que trazem subsídios para a gente poder entender esse processo. O que a gente pode entender? Que, com certeza, a ação do espírito é inegável. E nós temos esse papel sobre o nosso corpo.
A terapia genética vai ter uma importância, assim como tem a importância, as outras terapias que nós utilizamos no nosso dia. Então, quando se desenvolve uma medicação para tratar uma determinada doença, quando se desenvolve uma cirurgia para se tratar uma determinada doença, nós estamos utilizando recursos que são...
exclusivamente materiais. Mesmo até quando a gente pensa na homeopatia, que pode ter uma ação no corpo espiritual, ainda nós estamos agindo dentro dos corpos. Tem ações diretas, pode não ser no corpo físico, é no corpo espiritual, mas ainda não é na origem de tudo que é o espírito, que é a mente.
mas estamos agindo nesse entorno. A terapia genética vai ter um papel semelhante, ou seja, ela também vai agir nesse entorno, também vai agir naquele corpo que, geneticamente modificado, pode sim...
facilitar para que ele possa evitar determinadas doenças, para que ele possa tratar determinadas doenças. Então, ela é uma terapia aceitável que a gente vai poder utilizar. E lembrando, que são parênteses importantes, que quando esses tratamentos revolucionários chegam para...
na sua misericórdia, na sua providência, ele permite com que a humanidade avance, evolua, desenvolva a sua inteligência e crie os meios de poder tratar e solucionar os problemas que afligem a vida.
Conforme a gente avança, o tratamento das doenças vai se tornando cada vez melhor. Por quê? Porque quando nós adentrarmos num mundo de regeneração, quando a gente chegar num momento em que o bem imperar sobre nós, é muito provável que a maior parte dessas doenças não sejam mais necessárias para nós. Nós já não precisamos mais ter que vivenciá-las, experimentá-las como forma de...
resgatar ou de espiar os erros que nós cometemos, porque já estaremos e teremos atingido uma condição de evolução espiritual diferenciada.
Nesse momento, ainda essas doenças são necessárias para a nossa vida, para o nosso dia a dia, para o nosso enfrentamento, como ferramenta para a nossa transformação, para que a gente possa mobilizar a nossa intimidade.
os sentimentos que estão ali presentes, construindo as virtudes que Jesus nos ensinou. Construindo o amor, a tolerância, a paciência, a mansuetude, a simplicidade, construindo o perdão, a fé, a esperança, todas as condições, a humildade, todas as condições que são necessárias para o nosso crescimento espiritual. Dessa forma...
A gente tem que compreender que a terapia genética vai ter essa importância. Sim, com certeza, será muito bem-vinda e permitirá o tratamento de certas doenças que têm um papel cuja base genética seja mais significativa, ou seja, na prevenção.
que evita que talvez as pessoas tenham, seja no tratamento para aquelas pessoas que já adquiriram aquela doença. Porém, a ciência, hoje, ela ainda trabalha na superficialidade do ser. Nós compreendemos que nós não somos apenas esse corpo físico. Nós estamos habitando transitoriamente esse corpo. Nós somos o quê? Nós somos um espírito, uma alma.
que esta sim é a fonte, é a sede de todo o nosso pensamento, de todo o nosso sentimento, de tudo aquilo que nós somos. É o espírito, é a alma. E ela sim tem um comando significativo sobre cada um dos nossos genes. Nós sabemos hoje que nós, seres humanos, possuímos cerca de 20 mil genes e produzimos.
Os genes produzem as proteínas e produzimos cerca de 120 mil proteínas, ou seja, seis vezes mais proteínas produzidas do que os genes que nós temos. O que significa que um gene produz várias proteínas diferentes. E como que o corpo sabe disso? Como que o corpo sabe que ele tem que produzir a proteína A, B ou C, o mesmo gene? A gente sabe que esse comando...
como André Luiz nos ensina, como Emmanuel nos ensina, ele vem do espírito, ele vem desse comando, vem do próprio perispírito, modelo organizador biológico, como o doutor Hernando Guimarães Andrade definiu para nós. Por quê? Porque o perispírito é um molde para o corpo físico. Mas o perispírito está totalmente sujeito à ação mental. Então é assim que a mente vai...
através do perispírito, agir sobre o corpo físico, determinando todo o seu funcionamento.
Então, a partir do momento que a ciência compreender esse aspecto, dominar esse lado da vida, ficará muito mais fácil para que essas terapias se tornem mais eficazes. Então, nós trazemos isso aqui porque nós compreendemos que, sem a ciência entender esse aspecto, a terapia genética pode funcionar, mas é provável que o seu funcionamento seja...
limitado, ou seja, ele não vai conseguir promover grandes mudanças, grandes transformações, porque há um espírito encarnado ali e a sua condição será necessária para que aquela genética funcione de uma maneira adequada. Então, esse é um ponto fundamental para a gente poder compreender esse aspecto. Mas...
Lembrando sempre que as terapias que chegam são sempre muito válidas, porque mesmo que não traga grandes saltos, mas trazem benefícios que vão, aos poucos, trazendo melhoria da saúde e da condição de vida das pessoas. É muito importante que a gente considere esse aspecto dentro...
deste cenário que a doutrina espírita nos traz. Lembrando também que a nossa própria carga genética é definida no momento do nosso reencarne. Também já tivemos a oportunidade de conversar sobre isso aqui.
que quando nós vamos reencarnar, já é definido lá no mundo espiritual quais serão os nossos genes, qual será a nossa carga genética necessária para o cumprimento das nossas necessidades reencarnatórias. Então, de qualquer maneira, por mais modificações que a gente promova no nosso gênero,
enquanto encarnados, as nossas necessidades reencarnatórias, elas são mandatórias e elas acabam acontecendo, mesmo que a ciência promova certas mudanças. Por isso que a compreensão deste lado espiritual, no futuro, ela permitirá que a gente faça uma terapia genética muito mais ampla, muito mais efetiva. Algumas pessoas...
dentro desse contexto, dentro desse pensamento, às vezes questionam, puxa vida, mas quando o Gregor Mendel, que é considerado o pai da genética, estudou lá as ervilhas, a genética parece que ela funcionava tão bonitinha. E realmente, ela funciona tão bonitinha por quê? Porque nos seres...
que nos antecederam à evolução espiritual, então quando a gente olha os vegetais e até mesmo os animais, aonde os instintos ainda predominam, aonde a ação do espírito sobre a matéria é mais reduzida, porque não há essa liberdade de pensar como nós temos, como seres humanos. Há os mecanismos naturais, os automatismos.
eles funcionam de uma maneira mais clara. Por isso que quando a gente estuda a genética nas plantas, mesmo nos animais, elas funcionam de uma maneira mais simples e objetiva do que em nós, seres humanos, que somos seres bem mais complexos e que, obviamente, temos uma interferência espiritual própria nossa, da nossa mente, muito maior sobre essa dinâmica que é o nosso corpo físico.
Fique aqui, portanto, para a reflexão dessa nossa semana, para que a gente possa compreender melhor aquilo que acontece conosco e aquilo que está à nossa volta. Que tenhamos todos uma semana de muita luz e de muita paz.
Meio