Episódios de MMA Hoje

CASO MELQUI GALVÃO & AMANDA NUNES PERDEU MEU RESPEITO | "MULHER NÃO ENTENDE DE MMA" - EP. 10

03 de maio de 202640min
0:00 / 40:21

No episódio de hoje, nós mergulhamos nas motivações, estratégias e desabafos de Norma. Ela explica, lance a lance e golpe a golpe, a decisão técnica (e humana) de recuar no calor ardente dos três rounds contra sua oponente brigadora - e o porquê desse detalhe de trocação na base da grade ter custado a luta.Além do MMA, o clima esquentou fora dos ringues, onde discutimos frente a frente as recentes ações obscuras no cenário do Jiu-Jitsu. Falamos, sem maquiagens legais, do impacto social sobre mulheres nas academias marciais e o dever e responsabilidade das equipes de banirem lobos no esporte como no doloroso caso recente de abuso e assédio reportado sobre projetos como o do Melqui Galvão. Um episódio visceral, autêntico e de opinião rasgada, que a internet do esporte precisa debater.Vc vai ver:🥊 Análise Tática Pura Do UFC feminino (onde falhou e onde focar).🗣️ O fim do respeito mútuo com Amanda Nunes.🚨 O debate obrigatório e real sobre predadores e Assediadores nas academias marciais.🧠 Mente blindada contra o ódio de torcedores cruéis da internet.Timestamps:0:00 - A Mentalidade Do "Risco De Derrota" Dentro Do Octógono2:11 - O Porquê Norma Perdeu: "Nós Erramos Com Medo De Arriscar"6:23 - Qual O Próximo Passo Certo Para o UFC?7:30 - 🔥 A Atitude "Covarde" E Medíocre De Amanda Nunes?10:23 - O Retiro das Lutadoras Top 5 No UFC (Julianna Peña/Raquel)12:45 - 🚨 Casos Sombrios E Alerta De Abusos No Jiu Jitsu18:00 - Como "Mestres de Equipe" Aplicam Abuso Aos Poucos e Destroiem O MMA35:00 - A Acidez E Machismo Com As Mulheres Na InternetSE INSCREVE OU O CHARLINHO NUNCA MAIS SERÁ CAMPEÃO 🏆╔═╦╗╔╦╗╔═╦═╦╦╦╦╗╔═╗║╚╣║║║╚╣╚╣╔╣╔╣║╚╣═╣ ╠╗║╚╝║║╠╗║╚╣║║║║║═╣╚═╩══╩═╩═╩═╩╝╚╩═╩═╝www.mmahoje.comEmails com perguntas & pedidos de parceria para: info@mmahoje.com----------------------------------------------------------------Sigam nossas redes sociais ou eu vou falar mal de você no Podcast• Instagram - (https://www.instagram.com/mmahoje/)• Facebook - (https://www.facebook.com/mmahojepodcast/)• Twitter - (https://www.x.com/mmahoje_)------------------------------------------------------------------#ufc #mma #melquigalvão #normadumont #amandanunes #mmbrasil #ufcbrasil

Participantes neste episódio3
I

Igão

Host
M

Marcelo Brigadeiro

Co-host
R

Rafa

Co-hostMenina
Assuntos4
  • Jiu-JitsuCaso Melqui Galvão · Impacto social sobre mulheres
  • Análise da luta de NormaDecisão errada na luta · Estratégia de luta
  • Machismo Estrutural na SociedadeCultura de assédio · Reação da internet
  • Críticas a Amanda NunesAtitude covarde · Falta de respeito
Transcrição96 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Chegamos, hello E aí? Ah, eu tô triste pra cacete Mas você tá menos triste que eu Você tá lidando melhor Com a tua derrota do que eu Vou te contar, viu, cara? É sempre assim, né? Mas, rapaz, sabe por quê? Você lembra que eu te falei Eu te falei exatamente No dia da pesagem

que eu entro e saio com a mesma felicidade dentro do octógono, porque eu amo fazer meu trabalho e eu falei isso pra vocês eu falei isso pra Martulino, pra Luda falei, cara é o meu trabalho, então a gente sabe que corre o risco quando você assina o contrato não existe um contrato que você assina, que você fala assim essa tá no papo, não, todos que você assina você fala, bom, agora começou o risco, e é esse risco que é interessante Eu acredito

Porque é um risco de você pode ganhar, você pode perder. Entendeu? Então é isso que traz a dinâmica da parada. E eu já tenho isso na minha cabeça. Eu já perdi tanta coisa na minha vida que, assim, questão profissional, graças a Deus, o que realmente importa é que a minha família, eu nunca tive nenhuma grande baixa, minha mãe, minhas irmãs, olhei comigo. Mas em questão profissional eu já ganhei, já perdi. Então, assim...

Você entende que o risco está ali. E que isso não muda a sua carreira, não muda a sua história. E não muda o seu futuro também. Porque você pode ajustar e voltar e uma vitória, outra corrida de novo. Então, definitivamente, acho que é por isso que eu não baquei. Tanto que eu sei a minha qualidade, eu sei que eu vou corrigir, que eu sei o porquê que eu perdi. Por que você perdeu? Cara, eu acho que eu perdi porque primeiro eu errei, porque eu achei que eu estava ganhando os dois rounds.

segundo porque eu até falei isso com a equipe ali, a gente errou porque eu fiquei com medo de arriscar no terceiro round, eu sabia que eu podia entrar de brilho corporal com ela, ter botado para baixo, eu podia ter brigado que a gente estava com aquele receio, que a Joseline tem mão pesada, então depois do segundo round eu até cheguei a falar com o Lima assim, eu já senti a mão dela, não me nocauteia, vou brigar um pouco, a equipe também ficou com medo, o Lima falou, cara não, vamos manter o jogo.

Então eu poderia ter voltado para baixo que até o raposinho que era meu corredor falou cara eu errei eu achei que estava indo tipo estava estava controlado a situação não quis arriscar e eu falei com a equipe nós erramos com medo de errar.

Com medo de brigar, com medo... Faltou justamente o arriscar, né? O arriscar, entendeu? Até porque realmente na minha cabeça estava doida a zero. Então faltou eu arriscar. Até arriscar nos outros rounds também. É o que eu falei, a fórmula, né? Você vai ganhando, são muitas vitórias seguidas. A fórmula está dando certo, o movimento pega, o movimento pega. Mas fica muito interpretativo enquanto você anda para trás, movimentando e contra-golpeando.

Às vezes um golpe que a pessoa dá mais andando para frente ali, o hábito pode interpretar de forma diferente. Então, o que eu falei? Bom, o que eu errei também? Porque eu deveria ter progredido esse jogo para um pouco mais agressivo. E eu deixei ele mais confortável para mim. Então agora a gente volta, corrige, movimenta, muda. No camp eu tinha botado para baixo todos os rounds, focado em botar para baixo também no sinalzinho do round, porque eu sabia que...

Na hora que ela perdesse na movimentação, ela ia tentar brigar. É um estilo dela, é uma brigadora. Então era o time de botar para baixo. Mas na hora ali, eu não achei o time de fazer. Os meninos também não acharam o time do comando. E a gente ficou aquele receio de tipo, será que precisa? Porque se eu estou ganhando 2x0, ou entro num movimento errado, ou então vou para a briga, tomo a mão usada e cai, a internet hoje estava xingando do mesmo jeito.

com a luta na mão me faz uma dessa é, na verdade a não ser que você entre lá e absolutamente jambroli ela, todo mundo ia falar sempre, né, mas isso aí é normal então é isso que eu te falo, que na hora da luta a gente tem pouco tempo pra decidir eu tomei a decisão errada ali de não brigar eu tomei a decisão de não brigar então eu falei, bom, então eu tomei a decisão

E é uma coisa que eu gosto, muitas das vezes durante abril eu gosto de controlar, mas vira e mexe, eu gosto de dar uma brigada no meio. E a gente ficou naquela cara, não podemos fazer isso porque isso é o jogo dela é o que ela gosta de fazer. Então mesmo depois que eu senti que a mão dela não me causava dano pra nocaute, eu deveria ter brigado. Porque é o que eu falei com as minhas, eu vou sentir a mão dela. Se eu ver que é muito perigosa, a gente evita. Mas eu senti e falei, cara...

Ela me acertou com tudo que ela tinha, eu não sentia o impacto de local. O que eu acho que pode ter feito alguma diferença do ponto de vista da tela de cá, totalmente leigo, é que algumas das situações, vocês entraram, sei lá, quatro ou cinco momentos ali de trocação franca, e o último golpe foi sempre dela.

porque ela rodava o braço ela ficava Joseline joga rodando o braço o último pá era sempre dela aí falava assim, porra, Norma perdeu essa trocação mesmo a minha mão chegando mais alinhada, o bolso alinhado ela sai rodando o braço e na hora da minha saída que é o que eu tinha falado com os meninos muitas das vezes seria o jogo melhor o que na hora de começar a briga e no final da briga, em vez de eu sair porque ela tem braços longos dá o último ensaio

Nem da última e sair, da última e derrubar. Melhor ainda. Porque você impediria o restante dos movimentos dela. Porque ela é uma brigadora, ela crava e amessa três, quatro golpes parados, brigando, nem vê a direção, ela joga. Então, mas é o que eu falei, eu estava confortável demais e eu permiti que ficasse nesse conforto. Então, eu não fico triste demais por isso, porque eu pego, claro que você fica por, tem até ganhar e tal.

Mas eu penso assim, tudo bem, eu errei aqui, não tá difícil de corrigir, tá fácil. Não foi, tipo, nossa, eu perdi porque ela é muito melhor. Não, eu perdi porque eu tomei a decisão errada, no momento errado, e acabei deixando o jogo da Joseline sobressair naquele momento, pro juiz. A gente volta, corrija o detalhe, nada, evolui. Então, pra mim, por isso que eu fico tranquila, porque eu sei que o próximo passo tá ali, é só subir. E qual é o próximo passo? Vamos falar do próximo passo já.

Cara, o próximo passo agora é... Você tava falando pra mim com quem você quer lutar, você quer falar disso ou não? Você quer falar pessoa ou não? Cara, eu acho que agora é o momento pra gente fazer uma luta contra a Aili Pérez, que é uma adversária que já vem conversando Ah, eu gosto, hein? Eu tô sendo meio artistinha aqui, porque a gente falou disso já, mas eu gosto. Sim, porque eu acho que é uma luta que ela já tá pra acontecer a qualquer momento e eu acho que é uma luta que vem grande de novo.

quase da do fato da gente não se gostar de verdade é mais obviamente que nós temos ele Juliana

aquela história a merda é que aconteceu pra mim exatamente o que você falou que principalmente agora que você perdeu vai meio que acontecer o que será que você acha que não? não, porque eu não acho que Juliana vai vir Amanda Nunes comentando agora todo mundo comenta, fica todo mundo naquela parada de oportunidade a Amanda Nunes, ela pra mim, ela teve uma atitude muito medíocre Eu acredito

que eu estranhei de verdade, porque a gente sempre se deu muito bem, eu sempre respeitei muito a Amanda mesmo, pedindo para lutar. Foi uma atleta que passou os últimos quatro anos desconversando sobre essa luta, desconversando claramente.

não me respondia, nunca respondeu nada meu na rede social de luta contra ela, mas semana passada a gente comentou sobre a Kyla e porra lá, a Kyla é foda troca uma ideia, conversa normal de boa, e aí espera um momento onde eu tropeço e ela aparece grandona tirando sarro falei caralho ela esqueceu que ela perdeu ela foi finalizada pela Juliana ela esqueceu disso e aí

Ela esqueceu que você pode perder mesmo para um atleta de um nível técnico inferior. Você pode perder se você não tiver numa boa noite, você tomou a decisão errada. Ela quase foi nocauteada e finalizada pela Juliana na mesma noite. Juliana Penha. Aquilo foi terrível. Que foi finalizada por Germane. Aquilo foi terrível. Entendeu? Exatamente. O maior... A maior azarona da história do EIA feminino.

E aí ela apareceu tirando sarro como se nunca tivesse perdido na vida, como se nunca tivesse... Como se tivesse estado aqui sempre à disposição pra lutar. Sabe por que essa galerinha não perde? Amanda, Juliana, Raquel não perde pra ninguém de baixo? Porque elas têm medo de lutar. Porque têm medo de perder. Entendeu? Só não se arrisca, a gente falou disso, né? Não se arrisca, porque têm medo de perder. A categoria, o top 5 do UFC, ele tá se segurando não é porque elas são foda pra caralho, não.

Porque tem medo, porque segura. Prefere ficar dois, três anos sem lutar do que pegar uma luta que pode ser bom, pode ser ruim. Entendeu? Ou se arriscar de fato, chamar e falar não, vamos trabalhar, galera, vamos lutar. Então assim, aí você aparece igual uma hiena depois fazendo graça, você tem que estar muito pronta para quando você cair. Porque a luta dela com a cara está logo ali.

Você tem que estar muito pronta. Porque assim, a galera vai... Eu sou uma das que vão cair matando. Sem sombra de dúvida nenhuma. Porque quando ela perdeu pra Juliana, a internet toda caiu matando em cima dela. E eu inclusive fui uma das que eu defendi. Falei, gente, acontece. Ela não tava num dia bom, ela não se apresentou bem. O problema de você ter uma noite ruim de trabalho é esse, né? É uma luta, você perde a luta, né? É complicado, né? Exatamente. E a gente não tem como saber. Eu tive um tempo perfeito.

Tempo perfeito, corte de peso perfeito, você não sabe como vai ser. Estava me sentindo bem, estava me sentindo tranquila para a luta. Mas foi uma pequena decisão errada, como quando ela lutou com a Juliana, ela teve uma decisão errada, tomou uma mão usada, sentiu, desceu nas pernas do Juliano e foi finalizado. Então, assim, é difícil, cara. É o que eu falo, a gente tem que tomar muito cuidado para apedrejar o outro, ainda mais nós atletas, porque o fã, o rei...

Briguinha de internet, jornalista que conversa fiado, jornalista que tem uns que dão sua opinião, todos vocês podem dar, tem uns que atacam para poder tirar. Vocês, eu sou jornalista não, não vem não. Não, não, eu estou falando a mídia mesmo. Tem uns que atacam para poder abraçar aquela raiva do público ali e fazer aquele tem que se movimentar. E era a minha opinião, isso para mim com toda sinceridade, foda-se, não faz diferença nenhuma. Entendeu? Agora de atleta para atleta.

É o que sempre me incomoda, porque uma coisa é minha rivalidade com você diretamente. A gente não se gosta, a gente vai se cutucar uma outra porque a gente vai lutar e tal. Isso aí, ok. Agora, agir da forma como ela agiu. Seis, quatro anos caladas, seis vitórias seguidas em silêncio completo, total. Para aparecer agora, eu achei um ato de covardia gigantesco. E uma sensação de que, caramba, você esperou perder para botar a cara?

E o que eu achei estranho, o que eu achei estranho, você sempre falou que vocês trocavam ideia numa boa, assim, nos bastidores, entendeu? Tanto que todas as vezes que eu chamei a Amanda, eu nunca desrespeitei a Amanda, eu nunca ofendi ela por causa disso, porque a gente se dava bem, entendeu? Não tem outro motivo a não ser por isso, eu sempre falei assim, cara, eu não tenho como falar mal da Amanda como pessoa, porque a gente se dá bem, e nem como falar mal dela como atleta.

Mas eu queria essa luta, né? Por questão de respeito. Agora não. Agora ela mostrou a cara dela de verdade. O quão covarde ela é. E aí sim, aí sim ela criou uma inimizade que definitivamente era o que eu precisava. Na verdade, no final das contas, ela ainda me ajudou. É complicado. Porque agora eu não preciso mais ter respeito e carinho por ela. Agora não tenho que ficar botando papinho mais, né? Exatamente. Agora acabou.

Ó, eu quero falar com você um negócio muito chato que está, que estourou segunda-feira, terça-feira, na verdade, né? E saber a tua opinião, se você já passou por alguma coisa parecida dessa história do Mel Galvão. Agora tem mais...

Coisa aparecendo, estão falando que vai vir muito mais ainda. Ele está preso, não acredito que... Dessa prisão temporária, não acredito que ele saia. E espero que não saia. Ainda mais com o nível de acusação que está aparecendo agora.

E queria saber de você, cara, de experiência, principalmente porque você tem uma vida nas artes marciais, sendo mulher, já passou por alguma coisa parecida, já viu em algum lugar, o que tem que fazer, sabe? Mas, pô, assim, eu falo assim, ó.

Nos anos 80, nos anos 90, ali no comecinho dos anos 90, de repente rolava aquele estigma de tipo, porra, vou falar, vão me zoar, vão me ridicularizar. E é daí que vem essa cultura de ficar quieto quando a mulher é abusada ou quando numa outra prateleira muito menos grave, mas coisa de bullying era a mesma coisa.

Mas hoje em dia, isso não é mais assim. Não é nem perto de ser assim. Hoje em dia, mulher que levanta a mão pra falar fui abusada, fui agredida, tem o apoio da massa. Inclusive, teve alguns casos, você acha que não? Mais ou menos. Você acha que não? O caso do Galvão não foi do I.C., né? Então, o caso do Galvão, inclusive, foi arquivado ontem, né?

O caso do Galvão foi o abrompente. Só estourou porque tinha áudio. Tinha prova concreta. Mas a menina foi indicada, inclusive, por se quisesse aparecer. Entendeu? Então, assim, com toda sinceridade, é complicado. É complicado pra falar. Até porque, assim, Rafa, geralmente, eu tenho 20 anos que eu frequento tatando. Comigo nunca fui assidiada, nunca aconteceu.

Porque o predador, ele sabe também aonde ele mexe, porque geralmente os predadores vão em cima de meninas que são mais quietinhas, são mais caladas, não tem uma personalidade mais forte, de peitar, de bater de frente, de xingar, de brigar.

eles sabem muito bem aonde eles vão de repente de meninas que idolatram, porque no áudio eles aparecem como pai é isso, é isso que eu ia falar ele aparece como pai primeiro no áudio ele fala, né ela mostrou um carinho diferente por mim mas de repente é um carinho de ídolo, né cara tipo, é uma menina que tá almejando ser faixa preta, quer ser campeã do mundo vê um cara daquele e fala porra Eu acredito

esse cara vai me ensinar tudo o que eu preciso para ser alguém na vida, não é? Vê com uma admiração, né? E eles fazem esse jogo, né? Eu sou o cara, eu sou o professor, eu sou muito bom. Começa com um carinho como se fosse de um pai, vai aproximando. E você tem que entender, principalmente adolescente, criança e adolescente, atleta em si já é muito carente. Eu falo isso sempre, tanto homem quanto mulher.

E eu falo assim, mas eu falo, a atleta é carente demais, tudo que é pai, toda hora vocês querem pai, eu não tive pai, eu não quero, que se laça. Mas a galera é meio carente no meio da luta. E aí, o professor geralmente, ainda mais o assediador, ele sabe disso. Então ele aproxima da criança, mesmo que tenha pai, tá? Mesmo que tenha pai. É diferente. A adolescente, a criança, ele vê o pai ali na casa, depois dessa parte de idade, como uma pessoa chata. E aí ele vai ver um professor.

de artes marciais, cara, esse professor é muito maneiro, ele é legal, eu queria que ele fosse meu pai, eu queria ter crescido aqui nesse ambiente. O menino fica deslumbrado, a criança fica deslumbrada com aquilo e começa a pegar um nível de confiança muito grande.

E aí o predador vai aproximando, ele vai criando uma atividade, ele vai criando uma relação. É muito mais fácil em alguns casos, óbvio, tem alguns casos que não chega nem a ter esse sentimento de menina para homem ali. Mas tem casos que o cara consegue até criar esse vínculo com a criança como se a criança ou o adolescente realmente fosse apaixonado por ele, por causa da proximidade.

pelo que ele apresenta ser e o predador ele é inteligente ele sabe disso, ele sabe que criança é mais vulnerável a essas coisas não sei se foi o caso dessa que estourou, da menina que estourou ou se é o caso de algumas que pode ter estourado ou não, se todas realmente foi um como dizer, um assédio direto e não uma criar uma conexão mais profunda com a criança para depois assediar Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência Eu acredito que é inteใer experiência

Mas é o que eu vejo, é o que eu vi, já presenciei acontecendo em academias, já saí de academias por causa disso, de sentir essa coisa do paizão, sabe? Ah, eu quero ser o paizão. E a gente, depois de velha, a gente sente, cara. Mulher, depois de velha, a gente sente, assim, o cara já chega querendo ser o paizão da galera e abraçando e tal, você já arrepia na hora, você fala, vixi, Maria. Nossa. Isso não cheira bem. Mas uma adolescente, uma criança não tem esse feeling.

E eles chegam prometendo mundos e fundos, chegam prometendo favores, ainda mais se pega criança de comunidade, que às vezes não tem muito pra onde ir. Você chegou a ouvir o depoimento dessa menina que falou que tinha 12 anos quando foi abusada por ele? Ele prometeu um kimono pra ela. E eu vou te pegar depois da escola e a gente vai lá buscar o kimono pra você, cara. Olha, me embrulha o estômago, me embrulha o estômago. É o que eu te falei, ele sabe a necessidade dela.

E a outra também que foi pego lá, ele ofereceu academia nos Estados Unidos. Então assim, e ele sabe como amarrar a vítima nele. Porque se ele falasse, não, eu vou abrir academia nos Estados Unidos lá e a gente faça 50-50. Ele sabia que a partir do momento que a pessoa começa a ganhar dinheiro com aquilo, ela não pode abrir a boca porque ela ia destruir o nome dele, destrói o reinado seu e dele, teoricamente.

Então, esses caras sabem como costurar e como emendar. Ele fala, né? Ele fala, se a marca cair, se a marca cair, acaba com todo mundo. Aí mais de 100 funcionários. É, cara. Como se... Aí é o que eu... Toda pessoa fala isso. Eu penso assim, é mesmo, irmão. Então, por que você não pensou isso quando você foi sediar? Exatamente. Ou você quer que a sua vítima pense por você na merda que você tá fazendo. É isso. Entendeu? É terrível, cara. E assim, infelizmente, é muito comum.

Eu fico muito triste por isso, porque eu sempre falo para todas as pais de adolescente e criança, põe as crianças no Jiu Jitsu, põe no Judô, leva para treinar. Eu acho que o Jiu Jitsu e o Judô é muito bom para a criança começar a precisar de coordenação e tal. E aí você vê situações dessas acontecendo recorrente, com grandes academias, grandes nomes.

Eu acho que isso vai gerar um pouco de medo nos pais, sabe? Com certeza. O maior clichê do esporte é quando você oferece... Coloca no jiu-jitsu, a pessoa fala assim, aquele esfrega-esfrega lá, menina com menina. Você fala, cara, não tem isso. Não tem isso. É luta. Está todo mundo preocupado em se defender, em atacar. Não tem isso. Não tem isso. E a gente tem que lembrar também que aconteceu, inclusive, nos Estados Unidos, com a filha do Caim Velasquez.

É, não, mas ali foi ali foi diferente, né, foi ela tava num ela tava numa creche, né era o filho do dono da creche que tava Ah, achei que era o professor de Taekwondo? Não, não era, não era era um filho, era tipo, a menina tava num daycare e era o filho da dona do daycare que ficava lá no meio das crianças e fez merda com as crianças. Eu te falo que é só, olha, com toda sinceridade

toda vez que a gente lida com crianças e adolescentes, geralmente eu prefiro que seja mulher que lide com crianças e adolescentes. Vamos dizer que a chance é menor de acontecer esse tipo de coisa. E eu desconfio muito, eu sempre fico muito incomodada, como eu vejo o homem velho de 40, 50 anos, andando com o adolescente para cima e para baixo. Isso me causa um desconforto muito grande.

Porque eu penso assim, não tem, não tem. Você pode ser professor, você vai ser professor. Mas você não é amigo de um adolescente de 13 anos de idade, 14 anos de idade. Você não é amiguinho. Ah, eu tenho 40 anos, mas essa menina anda comigo. Ela anda comigo pra cima e pra baixo. Não, não, ela vai estar com você no tatuano. Com você e com outras pessoas. Toda vez que já começa a misturar demais, aproximar demais. E o homem vem andando com o menino adolescente, porque a cabeça de adolescente é muito fácil de mexer.

Eu não gosto. Eu definitivamente acho que tem alguma coisa errada ali. Geralmente tem alguma coisa errada com esse adulto, não com a criança. Exato, exatamente. A gente estava conversando bastante sobre isso essa semana e eu falei, cara, é obrigação.

se acontecer, já é uma situação tão constrangedora, acho que de um professor ter que chegar para uma aluna adolescente e falar, escuta, eu sou teu professor, entendeu? Tipo, eu sou um cara mais velho, eu tenho idade para ser teu pai. Essa conversa já seria constrangedora o suficiente para os caras terem. E se a pessoa não tem a índole de fazer isso, se a menina quiser, vai acontecer.

Se a menina quiser, pela idolatria, né, pelo... Fala, meu Deus, ou de repente, ah, ele vai me ajudar, ele vai me levar pros Estados Unidos. Às vezes a criança, principalmente vindo de uma comunidade carente, de uma situação difícil, às vezes vê isso como uma fuga de vida mesmo. Porra, vou fazer o que tiver pra fazer pra melhorar minha vida, cara. E esse filho da puta se aproveita de uma situação dessa. É um negócio... É bizarro.

A maioria dos que eu vejo realmente é muito por idolatria. Muito por falar é normal, não fica preocupada, eu faço isso com as outras meninas também, todo mundo aqui. Aí pega uma outra atleta às vezes da academia, que é uma referência da academia também, e fala, olha, fulano também faz isso comigo, é normal.

eu amo todos vocês o cara ele vai jogando ele dá um jeito de fazer ser comum ser normal até pelo fato de uma não reclamar com a outra ele vai contornando aquilo e vou te dizer, quando estoura é porque já rodou muita gente e ele errou uma vítima é aí que estoura poder escolher uma presa errada e essa presa falou aí é que ele roda é porque agora é que ele é maior é porque agora é que ele é maior é porque agora é que ele é maior é porque agora é que ele é maior é porque agora é maior é porque agora é maior é porque agora é maior é porque agora é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior é maior

Porque enquanto ele está escolhendo as vítimas certas, ele não cai. Então quando cai, aí as outras criam coragem de falar aos próprios pais. Acho que, por exemplo, se acontece isso numa academia igual foi agora, os pais das alunas que frequentam chamaram suas filhas, provavelmente perguntam, isso já aconteceu com você? Às vezes já aconteceu pequenos assédios, como o da menina lá que parece que passou a mão na barriga dela enquanto ela dormia.

Às vezes já aconteceu pequenos assédios, que nem a menina mesmo percebeu que era um assédio, assim. Ela só falou, ah, aconteceu algo estranho uma vez. Aí fala, aí o pai identifica, fala, não, isso é um assédio também. Aí tem mais acusações e tal. Então a tendência é de que quando estoura, eu falo sempre isso, quando eles deram as vítimas, vem um monte junto. Não precisa nem conversar.

Não precisa nem ter o toque pra ser o assédio, né? Sim. Eu vi uma menina me marcou no post ontem, falando que um professor de lá falou pra ela, assim, tem que malhar mais pra você ficar ainda mais gostosa. E ela era menor de idade. E ela ficou indignada com isso. E foi reclamar e passaram pano. Aí que abriu. Entendeu? Então, tipo, as pessoas têm que entender.

que assédio não é, acho que o toque, né, a tentativa de encostar, de pegar, já é lá no último step. Quando o cara já não tem medo. Exato, exato. E tem que falar, cara. E eu vou te dizer, a gente vai ver, Rafa, geralmente sempre quem vai cair nessas coisas são os chefes das equipes, são os líderes. Ou os grandes nomes da equipe. Por quê?

Porque se o cara, sei lá, o Pachazul lá começou a treinar, tem dois anos na academia, e ele faz alguma coisa do estilo, a menina vai reclamar primeiro com o professor. O professor vai chegar no cara e falar, meu irmão, não pode fazer isso, para. Ou então você está expulso da equipe. Ali morre a treta. Quando é o professor, a galera fica com medo, e o dia que vai reclamar para quem? Aí a maioria das meninas faz o quê? Quando se sentem de fato desconfortáveis, elas se trocam de equipe.

E aí acaba a treta de novo. E aí aquela treta morreu. Mas aí daqui a pouco entra outro. E aí ele vai assediar outro. E aí a menina sai. Quando é um aluno, a gente reclama diretamente pro professor, o professor resolve. Quando é o professor, a mulher troca de equipe.

entendeu? Nossa, que loucura. E nessa brincadeira a gente já perdeu várias possíveis grandes atletas que saíram do esporte. Com certeza, com certeza, com certeza. E a história assim, ah, mas o que fazer? Infelizmente, o único jeito de, eu acho que de fazer é falar, é denunciar. Mas a pessoa tem que denunciar o menor ato.

porque as meninas tem que entender que junto com ela vai ter mais 30 mais 40, mais 50 mas você entende que é difícil? eu imagino que deve ser muito difícil o que acontece, você pega um cara igual ele, um cara que era referência aí você chega e fala assim ah, ele me chamou de gostosa a menina é adolescente você vai chegar na delegacia e vai falar isso e eles vão falar assim Eu acredito que é diferente

Tá bom. Tá enfiada no patã, cheia de homem, isso vai acontecer. Ela se indispõe com a equipe. O que é errado pra caralho já, porque não era pra acontecer, né? Já se humilha, porque você vai ser humilhada mais uma vez. E aí você fala o quê? Ah, velho, deixa eu falar, vou mudar de equipe. Entendeu? Ou às vezes nem muda. Às vezes nem muda, às vezes muda de horário. Deixa pra lá, só me chamou de gostosa e tá tudo bem. Ou às vezes entende como, tipo assim.

Será que eu exagerei? É só um elogio. Então, isso cria-se uma situação que... Aí na próxima o cara vai criar mais coragem, vai criar mais coragem. Ou então vai mandar alguém bater nela no trem, não machucar ela.

Ela reclamou do assédio. Nossa, que louco. Ou porque ela não quis ter uma relação com ele. Aí chega no treino e já manda só treino muito duro pra machucar a menina. Eu já vi isso acontecer desde o Tatã. Meu Deus. Entendeu? E aí a atleta acaba saindo, a mina acaba saindo. Então, isso é muito complicado, Rafa. E por incrível que pareça, por pior que pareça, é muito complicado e é muito comum. Então, geralmente, a galera só vai botar a cara pra falar quando tiver prova concreta.

do que elas acreditam que de fato é um abuso, como por exemplo, botar a mão, um assédio mais... Geralmente é um assédio quando começa a tocar. Aí é onde a menina de fato geralmente fala, mas com provas. Dificilmente. A história do Galvão prova isso. A menina chegou, a menina falou o que aconteceu e tudo mais. Falaram que ela queria pau, porque ela não tinha prova nenhuma.

Mesmo tendo outras pessoas também reclamando da mesma situação, ninguém tinha prova. O caso foi abafado. E arquivado, né? E arquivado. Eu não sei nem a que ponto o abafado. É porque ela vai, todo mundo questiona, né? Não tem prova, não tem prova, não tem prova. E a polícia? Não é a polícia que tem que ir atrás?

É, mas aí fica aquela... Porque não chegou aí com a polícia, tanto que arquivaram o caso por falta de prova. Eu acho que às vezes a própria vítima tem uma hora que ela cansa, sabe? Porque eu vi nos comentários da época, em algumas páginas, acho que é por isso que eu peguei um ranço. Eu quase não mexo no Instagram e não vejo comentários dessas coisas, de quase nada, porque eu comecei a perceber que eu estava adoecendo de raiva do ser humano.

E não falando de mim, falando dos outros. Essa menina, por exemplo, na época eu vi uma enxurrada de homens atacando ela. E eu acredito, o Rafa, outro dia eu estava até conversando com o Artúlio, a internet ela me parece estar, e olha que eu nem sou essa de machismo, feminismo, eu nunca gostei, mas ela parece estar mais ácida para mulher agora do que nunca. Então, muito cara falando tipo, ah, está querendo aparecer em cima do mestrão, ah, está querendo não sei o que, em cima do mestre.

E aí não tem jiu-jitsu pra aparecer E aí quer aparecer fazendo esse tipo de coisa Então eu acho que chega uma hora Que a vítima fica tão cansada daquilo E ela não tem provas concretas E ela deixa pra lá E some Aí muitas das vezes a menina simplesmente some Entendeu? Muda de país E aí acaba o problema de novo Acaba de novo o problema Então assim, não é algo fácil Eu sei que parece que é fácil Parece hoje, tá tudo melhor Tá melhor Tá melhor

Mas ao mesmo tempo que está melhor, ele também, todos os processos que a gente passa hoje em dia, eles são mais doídos porque você não tem só o julgamento de um juiz. Você tem o julgamento da internet. E o julgamento da internet é uma terra sem lei nenhuma. Se você não é uma pessoa que consegue ler aquilo e entender que é um idiota que está do outro lado e não faz diferença nenhuma, você adoece, você fica mal. E eu acho que esse é o grande problema hoje.

E a galera se mete em tudo, né? É o padeiro falando de medicina e o médico falando de como fazer um pão. É, exatamente. Virou uma loucura a internet. Então, a galera tem muito medo de julgamento hoje. Muito. É engraçado porque a minha impressão era justamente o contrário. Eu sei que tem...

Eu sei que tem as exceções pros dois lados, né? Os extremos, tem menina que inventa história, como tem cara que inventa história também. Mas eu acho que assim, pelo que eu vejo, e eu sou meio que nem você, assim, eu não fico vendo posts de muita outra coisa, eu vejo...

Eu gosto mais de YouTube também. Eu sigo o lutador que eu acompanho só, sigo o UFC só por causa da página. Na minha página pessoal eu não sigo, entendeu? Então é...

Mas a impressão que eu tinha era de que, assim, pelas movimentações que a gente vê sociais, tipo, a fulana teve um problema. E vai todo mundo, vamos apoiar a fulana, vamos apoiar o ciclano, aquela parada de cancelamento. Esse cara é predador, vamos cancelar. Acho que as mídias, sim. Os casos dos jornalistas, quando acontece isso, sim.

Mas se você for olhar os comentários, você vai ter muitos comentários atacando mulheres em várias situações, em vários postos, principalmente no meio do esporte. Eu te falo isso porque eu tenho, só de UFC, eu tenho sete anos.

E eu nunca vi tanto ataque pessoal à mulher como a gente está sofrendo nos últimos tempos, mesmo falando de luta. Ataque ao corpo das meninas, ao físico das meninas. Mas você não acha que isso é uma... Ataque ao machismo mesmo de ficar falando ai, não deveria estar lutando, ai, luta de mulher isso e aquilo. Então, era isso que eu ia falar. Você não acha que isso é uma...

uma regra absurda, mas é uma exceção à regra por ser um esporte de uma cultura machista, assim, de falar, porra, a mulher não tinha que estar lutando então, meio que o público cor ali vai nessa mentalidade eu falei com o Maurício esses dias assim eu não sei se você viu a história do do cara que matou os dois filhos dele e jogou a roupa na mulher Eu toche agora

aqui em São Paulo o cara matou os dois filhos dele com um tiro, se matou ela traiu ele, não foi isso? a esposa falando que ela traiu ele primeiro ponto, vamos lá se toda mulher for matar os filhos porque o marido traiu nenhum de nós estava aqui nenhum de nós estávamos aqui entendeu? vai nisso de conversa o marido traiu ele

E a internet estava... Essa mulher foi tão atacada. Deixa eu te dar um exemplo. Bem merda, mas o próprio áudio do Melk Galvão fala assim. Eu sou um cara melhor. Eu não traio a minha esposa desde 2016. Olha que beleza. Olha que bonzinho que eu sou.

Você entendeu? Caralho! Caralho, Paulo! Ele não considera assédio traição. Não é? Tipo, caralho! Não, exato, exato! Alguém traga mosca pra esse homem, né? Cara, porra, é... Essa mulher, Rafa, ela não conseguiu ir no velório dos filhos. Porque tinha um monte de homem atacando, homem e mulher, mas atacando ela no velório, dizendo que a culpa era dela.

Depois foi se esclarecendo tudo. Na verdade, o que tinha acontecido? O cara tinha traído ela alguns meses antes. Ela descobriu a traição. Separou dele. E por fim, ela começou um relacionamento com outro cara. E ele descobriu que ela estava com outro cara. Ou seja, a história, para começar, nem era essa. Mas se fosse essa história ainda assim... Se ele tivesse descoberto a traição... Na verdade, a mídia é uma merda, né? Fizeram toda essa história. Depois saiu todo o julgamento, toda a história. E aí, todo mundo fez, vixe.

É isso que eu te falo. Mas é tarde demais, não é? A hora que todo mundo fazia o visto, já passou, né? Os comentários eram... E não era de luta, tá? Comentário de página policial ali. Os comentários eram exatamente assim. A mulher acabou com a vida desse cara. A mulher fez ele fazer isso. Não, não. Não. Ninguém fez ele fazer isso. Ele tirou as vidas do filho dele porque ele é um descontrolado.

Entendeu? Então, algumas outras coisas, pequenas coisas que eu vejo também, e eu falo muito, caramba, vamos olhar o exemplo da luta aí também, apesar que o público de MMA, o filho já é meio machista, mas a gente tem a Trace e o Poitain, o Poitain, como todo mundo, a Trace Cortezas namorou dois caras do UFC ali, ela é rodada e o Poitain é o comedor, é o cara. Então, são ataques que a gente sofre com muita frequência na internet. E... E...

A gente está sofrendo muito ataque, porque tem uma galerinha ali, os odiadores de mulheres também na internet hoje, que estão bem fortes. Então, infelizmente, acontece em todas as situações. Todas as situações desse perfil, você sempre vai ver uns comentáriozinhos. Não é a maioria. Graças a Deus, não é a maioria.

Mas você tem um grande número de comentários ali falando tem que ver se a história é real, tem que ver se a menina não quis. Mesmo que a menina, adolescente quisesse, gente. Adolescente, quem aqui com 14 anos, 15 anos tinha capacidade de tomar uma decisão certa? Nenhum de nós. E aí um velho de 50, 50, tem. Tem que chegar pra menina de 14 anos e falar assim Minha filha, você é uma filha pra mim.

não faz isso, vamos pais dela tira a menina de lá sei lá, cara é aquela história que eu falei assim essa situação já é uma situação desconfortável você imagina você ter que nossa, cara, é um absurdo deixa pra lá exatamente, mas a gente espera que a galera vem evoluindo cada vez mais, vem ali ganhando forças positivas na internet pra proteger nossas mulheres pra proteger nossos atletas não só mulheres, os homens não todo

adolescente homem também tem muito moleque que passa por isso também é ainda mais hoje em dia que virou cool né gostar dos dois lados é uma cultura muito louca cara, eu não sou nem um velho assim, mas eu não consigo sou de outra época mas assim é o que a gente espera é isso, que as coisas melhorem, que o julgamento seja feito é o que a gente espera é isso

Que não passe batido, né? Que amanhã, ano que vem, ele não esteja no campeonato como se nada tivesse acontecido. Porque assim... Não aprende não, tá? Não aprende não. Se tiver oportunidade, vai fazer de novo. Vai! Não falou no próprio áudio, falou talvez eu seja doente mesmo, eu procurei tratamento. É. Porra. Sempre assim. Sempre assim, Miguel. É... Vamos torcer pelas notícias melhores semana que vem.

Tem o F6 Fim de Semana, Carlos Prates. Aí, na outra semana, já tem Sean Strickland. Aí tem umas lutas legais pra gente comentar. A gente volta. Quarta ou quinta-feira da semana que vem, a gente tá no ar. Martúli estará lutando esse vídeo, né? Eita, é isso. É verdade. F6 Fim de Semana, o outro, né? Isso. Newark, né? Você viaja com ele, né?

isso, viajei o Eli e o Tchô também vão lutar na semana seguinte vai lutar o Ketch também, nós estaremos em velhas também que massa vamos ver se a gente troca uma ideia semana que vem então vamos falar da luta do Marco Tullio

Fechar lá é mais fácil, porque lá eu tô ajudando, né? Aí eu tô de férias agora. Eu de férias, só que eu tô indo fazer agora. Adivinha. Mas é aula aí. Ah, mas a vida de atleta é diferente, né? Eu falo, ó, vocês não têm noção a vida de atleta.

o tanto que é o compromisso com a saúde é complicado. Ah, vamos lá, a Norma já lutou, não sei o quê, chega numa quarta-feira lá na casa dela e fala, e aí, vamos comer uma pizza? Ela fala, não dá, cara, não posso, tem que manter o peso. Já tô com o dedo trincado, eu tô com o dedo trincadinho, mas tô em malhar, meu filho, faço parte da vida. É sempre assim, é sempre assim. Ah, mas que dó. Pode deixar a peteca cair, não. É, exatamente, é difícil voltar, né?

é por isso que eu não gosto, sabe? tem gente que descansa um mês aí eu não gosto porque eu acho que você fica muito quebrado pra voltar eu prefiro nem deixar a peteca cair eu fico ali 3, 4 dias porque o corpo fica todo doído depois de luta tem dores que a gente não sabe nem de onde vem mas depois de 3, 4 dias eu já quero malhar e voltar ao ritmo semana que vem a gente volta e fala da luta do Turo e das outras lutas e um update aí também, tá bom? beijão, valeu, Norma, tamo junto beijo, até mais