Um passo atrás para dar dois à frente
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- Vitória das skatistas no STU NacionalRegularidade da equipa · Defesa forte · Perda de avançados titulares
- Reconstrução do FC PortoVendas de Galeno e Nico Gonzalez · Contratação de Francesco Farioli · Mercado de transferências · Desempenho na época 24-25
- Calendário e estrutura da temporada 2026Sequências de vitórias · Eliminações em competições · Proposta de jogo
José Mourinho e Rui Borges foram unânimes ao darem os parabéns ao Futebol Clube do Porto. Ambos os treinadores realçaram o mérito da conquista azul e branca porque foi a equipa mais regular ao longo da época. Que mais pode dizer de uma formação que liderou o campeonato do princípio ao fim e que nunca se deixou surpreender pela concorrência. Foi a melhor e a mais forte e por isso é um justo campeão nacional.
Quem quiser fazer a história deste título número 31 dos Dragões terá obrigatoriamente de recuar ao mês de janeiro do ano passado e às vendas de Galeno para a Arábia Saudita e de Nico Gonzalez para a Inglaterra. A equipa diretiva de André Vilas Boas encaixou cerca de 110 milhões de euros e com esse dinheiro começou a preparar a temporada 25-26.
A época 24-25 que estava a meio seria como uma espécie de ano zero que acabou por não correr nada bem. O Futebol Clube do Porto, com o argentino Marti Anselmi, que havia substituído o português Vítor Bruno, ficou no terceiro lugar da Liga Portugal, fora da Liga dos Campeões, sendo que a passagem pelo Mundial de Clubes foi uma catástrofe.
Na construção da nova época, os responsáveis pelos dragões começaram por ir em busca de um treinador e escolheram o Francesco Farioli, o jovem italiano de 36 anos, por quem metade do futebol europeu andava apaixonado. Mesmo que tenha perdido o Campeonato dos Países Baixos ao serviço do Ajax da forma que foi. A seguir, lançou-se desenfreadamente no mercado em busca de jogadores que pudessem interpretar as ideias do novo treinador. Ao todo, chegaram 15.
Sendo que a SAD despachou entre empréstimos e vendas cerca de 20 atletas. Desses 15, 8 estão entre os mais utilizados da temporada, o que confirma a mudança profunda do que foi feito de uma temporada para outra. Com a máquina montada e a carburar, este novo futebol clube do Porto entrou de prega fundo.
a surpreender tudo e todos, tendo conseguido 9 vitórias consecutivas em todas as competições. Perde pela primeira vez no final de outubro, na Liga Europa com o Nottingham Forest. É derrotado em casa pelo Vitória de Guimarães para a Taça da Liga e depois volta a fazer mais uma sequência de 9 vitórias consecutivas, até perder outra vez em fevereiro para o campeonato, a única derrota até agora nesta prova, com o Casa Pia.
Já na fase final da temporada, na mesma semana, são eliminados da Liga Europa nos quartos de final e da Taça de Portugal nas meias finais. Mesmo assim, nunca perderam de vista o grande objetivo da época, que era a reconquista do campeonato, que garantiram no sábado à noite ao derrotar o Alverga por um zero. Uma equipa que, para além da derrota com o Casa Pia, só perdeu pontos com o Sporting, Famalicão e Benfica nos dois jogos.
que ainda pode repetir a proeza de chegar aos 91 pontos. O máximo já conquistado por uma equipa, no caso os Dragões, de Sérgio Conceição, em 2021-2022, só podia acabar campeã. Uma equipa que não teve o melhor ataque da prova e percebe-se porquê, já que perdeu os dois avançados titulares. Luke de Angle zinou-se no final de novembro e Samu no início de fevereiro.
mas que compensou isso com uma defesa de Betão que sofreu apenas 15 golos, deixando a concorrência muito longe. Nunca há ideia de que os ataques marcam golos, mas as defesas é que ganham os campeonatos fez tanto sentido. Um futebol clube do Porto começou a reconstrução em janeiro do ano passado, que volta agora aos títulos e que tem uma proposta de jogo muito física, pressionante e veloz. É sem dúvida o tal ADN Porto que parece estar de volta.
e que se achava perdido. Agora pelas mãos de André Vilas Boas, o presidente campeão que já foi treinador campeão. Até amanhã.