Episódios de Entrevista à Sexta

ENTREVISTA À SEXTA com Fernando António e Vasco Marto – 1 Maio 2026 | Popular FM 90.9

01 de maio de 20261h
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Bem-vindos a mais uma edição do programa "Entrevista à Sexta" da Rádio Popular FM 90.9! 📻✨

Nesta edição, recebemos Fernando António, Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, e Vasco Marto, Comandante da Corporação. 🚒🔥

Uma conversa dedicada ao trabalho, aos desafios e à importância dos bombeiros na proteção e segurança da comunidade. Durante a entrevista, ficamos a conhecer melhor a realidade da corporação, os projetos em curso e o papel fundamental destes homens e mulheres no apoio à população.

📅 Horários:
▶ Transmissão em direto: Sexta-feira às 12h00
▶ Repetição: Sábado às 18h00

💬 Convidados:
🎙️ Fernando António – Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo
🎙️ Vasco Marto – Comandante da Corporação

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Participantes neste episódio1
F

Fernando António

ConvidadoPresidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo
Assuntos7
  • 75 anos Bombeiros Pinhal NovoHistória e fundação da corporação · Legado e continuidade · Comemorações e eventos
  • Equipamento de proteção individualFalta de EPIs para fogos urbanos e industriais · Custo elevado dos equipamentos · Validade e obsolescência dos equipamentos · Equipamento de respiração autónoma (ARICA)
  • Organização FinanceiraSuperação de dívidas estruturais · Custos diários e de reparação · Aumento do custo dos combustíveis · Contrato com o INEM e falta de atualização de valores · Concorrência de empresas privadas no transporte de doentes · Necessidade de contratos de programa e planeamento futuro
  • Atuação em municípiosApoio da Câmara Municipal de Palmela e Junta de Freguesia · Críticas à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) · Distribuição de viaturas novas pela ANEPC · Perda de viatura em incêndio e falta de reposição pelo Estado · Mês Municipal do Bombeiro
  • Treinamento ProfissionalNecessidade de mais efetivos profissionais · Desinteresse dos jovens pelo voluntariado · Falta de progressão de carreira e salários atrativos · Atração de jovens para a corporação · Escola de cadetes e formação
  • Aquisição de novas viaturas e equipamentosEmpréstimo bancário para aquisição de viaturas · Inauguração de motociclo de emergência médica · Necessidade de ambulâncias com menos de 6 anos · Custo elevado de equipamentos para ambulâncias · Apoio de mecenas e benefícios fiscais · Contribuição de 1% no IRS
  • Aumento de eventos meteorológicos extremosAdaptação a novos cenários · Simulacros em escolas e impacto na cultura de prevenção · Formação contínua dos bombeiros · Apoio em ocorrências de tempestades e inundações
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Entrevista à Sexta. As figuras e os protagonistas da região em entrevista. Às sextas-feiras, ao meio-dia. Entrevista à Sexta.

Boa tarde, começa agora mais uma entrevista à sexta. Hoje são nossos convidados o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penhal Novo, Fernando António, e também o Comandante da Corporação Vasco Marte. Uma entrevista que foi gravada na véspera, já que os Bombeiros Voluntários de Penhal Novo comemoram esta sexta-feira 75 anos de vida, de dedicação.

à proteção da comunidade e de todos nós. Importa, sem mais delongas, agradecer a presença de ambos nos estúdios da Popular FM, dar também, ainda que de forma um pouco antecipada, os parabéns à corporação por esta bonitidade e todo o trabalho que têm realizado ao longo dos tempos em prol das populações.

E, sem mais delongas, começando por si, Sr. Presidente da Direção, Fernando António, saber quais são as principais prioridades e metas a que a Direção se propõe neste novo mandato. Muito boa tarde. E obrigado, antes de mais, por terem aceitado o nosso convite.

Muito boa tarde, para essa é sempre um prazer estar na Popular FM, principalmente para falar de bombeiros, bombeiros do Pinhal Novo, a Associação Humanitária, que hoje celebra os seus 75 anos. Hoje celebramos não apenas uma data do calendário, celebramos três décadas e meia.

um quarto de história escrita com suor, sacrifício e dedicação à causa pública. Não podemos deixar de lembrar esta data e recordar o seu fundador Francisco Batista, o homem que teve a coragem e a visão de erguer uma casa do nada.

Cabe-nos a nós continuar com o legado que nos foi deixado por todas as pessoas que passaram por esta casa e que muitas cá estão, felizmente, para nos ajudarem a continuar a servir a população e a ajudar a causa pública e o socorro das nossas populações.

Os nossos projetos nós tomámos posse recentemente, fomos reeleitos para um segundo mandato, com a grande maioria dos membros que já vinham dos órgãos sociais anteriores, principalmente a direção também. Muita coisa a fazer nesta casa, muita coisa foi encontrada que não estava nas melhores condições.

Os dois anos do anterior mandato tivemos a preocupação principalmente com as instalações, com as viaturas, com os equipamentos pessoais. Claro que não conseguimos cumprir com todos os nossos objetivos. Temos agora mais de três anos pela nossa frente, uma vez que com a alteração dos estatutos que levámos a efeito.

No ano de transato, os mandados das direções passaram de dois para três anos. Portanto, nós tomamos posse agora recentemente, no mês de março. É claro que um dos objetivos principais que nós temos agora em mãos e que não conseguimos cumprir, como já disse no mandado anterior, é o reequipamento de todos os membros, todos os operacionais daquela casa.

Estamos a falar de equipamentos de proteção individual para fogos urbanos e industriais. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil dá aos bombeiros, para as épocas de fogos rurais, o equipamento de proteção individual para fogos rurais, que é um equipamento muito mais simples, muito mais leve, que não é sujeito a cargas térmicas tão elevadas.

Estamos a aproximar do 15 de maio de dar início a mais uma época de fogos florestais, de reforço de meios para esse efeito. No entanto, não há ninguém a nível estatal ou municipal que nos dê equipamentos de proteção individual para os fogos urbanos e industriais.

Estes equipamentos são muito mais caros, só para termos uma ideia, o equipamento completo de capacete de botas ficará na volta dos 1.700 euros. Por homem? Por homem, por pessoa. Portanto, equipar todos os 50 operacionais que temos em permanência no nosso corpo de bombeiros.

é uma carga financeira muito elevada e nós, devido até às condições financeiras em que encontramos a nossa associação, não tivemos hipótese no anterior mandato, embora fosse um dos nossos objetivos. Portanto, no decorrer deste mandato, um dos primeiros, um dos principais objetivos é reequipar e proteger todos os nossos operacionais com este tipo de equipamentos.

Sr. Comandante, nada melhor do que esta introdução, também para o começo da nossa conversa. Então, como é que é para os bombeiros que têm de combater incêndios, muitos deles que colocam sobremaneira em risco as suas próprias vidas?

quando há falta de equipamento tão essencial, fundamental para a sua proteção individual e já agora também saber, em termos de recursos humanos para o corpo ativo que tem em mãos, se necessita de mais homens ou se aqueles que têm já são suficientes.

Boa tarde, então, e obrigado pelo convite. Como já falou aqui o Sr. Presidente, temos aqui alguma falha nos equipamentos de proteção individual, ou seja, nós temos equipamentos de proteção individual para incêndios estruturais.

só que muitos deles já estão fora da sua validade, é lógico que temos as equipas de primeira intervenção, que estão equipados e estão em condições para, em segurança, combater estes incêndios, mas a maior parte do corpo de bombeiros, ou seja, o corpo voluntário, a maior parte, ou seja, 90% desses equipamentos estão obsoletos. E como disse o Sr. Presidente muito bem, para equipar um bombeiro,

com o EPI para incêndios estruturais, entra na volta dos 1.700 euros, mais o equipamento de respiração autónoma, o Arica, que é mais 2.000, e também tem o seu prazo, também requer as suas manutenções, e é tudo muito, muito, muito caro. Estamos a falar das máscaras e de botijas de oxigênio?

Não é oxigênio, é ar ambiente. É ar ambiente. Exatamente, mas pronto, falando, é isso mesmo. São equipamentos que requerem manutenção, precisam de x-tempo, e são muito caras, por empresas certificadas, e depois também tem uma durabilidade aquele equipamento.

E como é que se dá a volta a isto, quando as condições não são as ideais? Neste momento, eu falo para os bombeiros do Pinho, ouviu pelo conhecimento que têm, atravessamos fases complicadas. Não só os bombeiros, mas penso praticamente toda a população em geral. Mas os bombeiros, e na direção, e por acaso têm feito um trabalho, não é por estar aqui, têm feito um trabalho que eu acho que tem sido.

muito sério, muito resiliente e têm tentado levar as coisas da melhor forma possível. Mas pronto, vamos tentar conseguir dar a volta a isso e por vezes pode ser que haja algum mecena que nos possa ajudar nessa situação, o que tem sido às vezes até a situação. Temos pessoas e empresas que nos apoiem quando são solicitados.

E em termos de número de efetivos é suficiente? Neste momento, efetivos profissionais no corpo de bombeiros, para dar resposta às necessidades, precisávamos de mais elementos.

mais elementos. O corpo em si voluntário, temos cerca de 90 no ativo, temos muita gente na reserva e na inatividade, mas como é de explicar, hoje em dia o bombeiro não tem uma carreira profissional.

E os jovens não estão muito virados para o voluntariado. Não quer dizer que não haja, temos uma escola a decorrer, temos formação a decorrer, mas depois eles não veem como uma progressão de carreira com um salário atrativo.

e então muitos dos nossos profissionais foram lá formados, muitos foram para a Força Especial de Bombeiros, outros vão para outras empresas onde não há mais condições. E depois ficamos aqui um pouco com dificuldade em dar resposta às necessidades, como é lógico.

Por falar em necessidades, o Sr. Presidente focou há pouco o aspecto financeiro. Quais são os maiores desafios da Associação hoje em dia para manter a qualidade de socorro em Penhal Novo? Que falamos sempre na localidade em que estão erradicados os bombeiros, mas não é bem assim. Os bombeiros, estejam eles erradicados onde estiverem, acorrem as ocorrências de uma ponta à outra do nosso país e basta ver quando chega a época quente do ano, não é?

Precisamente. Hoje em dia o socorro não se resume apenas às localidades em que cada corporação atua. Hoje vivemos a todos os níveis num mundo global, em que se há uma necessidade de um socorro em Palmela, podem ser os bombeiros do Pinhal Novo a irem socorrer essa pessoa.

Se há necessidade de um socorro no Pinhal Novo, pode ser os bombeiros do Sul e Sueste, e os nossos parceiros do Barreiro, que nos vêm a auxiliar também. Portanto, muitas das vezes, quando a população vê ambulâncias de outras localidades na nossa terra...

Há outras pessoas de outras terras que vêem as nossas lá também. Portanto, nós acabamos por estar dependentes de uma central de orientação de doentes urgentes, do CODU, em que fazem o acionamento de meios onde eles são mais necessários naquele momento. E dentro das disponibilidades dos meios que estão no terreno das várias corporações.

E os maiores desafios quanto à atual situação financeira? Os maiores desafios quanto à atual situação financeira, nós neste momento conseguimos superar todas as dívidas estruturais que tínhamos. Portanto, nós encontramos a associação com dívidas, podemos dizer, bastante elevadas. Há algumas empresas que nos fornecem material.

e todas essas dívidas foram saldadas. Nós, neste momento, as dívidas que temos são as dívidas do dia-a-dia, das reparações que vamos fazer diariamente, da compra do gás óleo, só para termos uma noção, nós mensalmente...

estávamos antes deste grande aumento dos combustíveis a gastar à volta de 8 mil euros mensais em gás óleo. Eu ainda não consigo contabilizar o qual vai ser o acréscimo mensal, mas calculo que seja entre os 2 e os 2.500 euros mensais com estes aumentos abruptos devido ao contexto internacional.

A partir daqui temos que tentar efetuar mais serviços de emergência médica, porque é junto do INEM que nós conseguimos algumas verbas, muito embora o contrato que nós temos com o INEM acaba por nos limitar na nossa receita, porque o contrato está feito a valores de janeiro de 2025.

e neste momento, após praticamente ano e meio, não houve qualquer atualização. Além de que, e como é assurajamente sabido, inclusivamente a Liga de Bombeiros Portugueses fez um ultimato ao INEM, em que no prazo de 120 dias, se não fossem resolvidas as dívidas que havia com as corporações de bombeiros,

rescindiríamos o contrato e o fornecimento de serviços ao INEM. E acha que vai chegar a um bom ponto? A população não ficaria sem socorro, atenção, a sua população nunca irá ficar sem socorro, mesmo que essa medida chegasse a produzir alguns efeitos, porque o que iria acontecer eram as associações humanitárias.

fazer cobrar ao INEM os valores que têm em tabela, não os valores que têm em contrato, nos seus protocolos. Portanto, a população pode ficar descansada, os seus bombeiros atuaram sempre em seu socorro e estarão sempre prontos para os auxiliar. Temos também as unidades locais de saúde, através do serviço de transporte de doentes não urgentes.

Também é onde vamos buscar também as nossas receitas, muito embora cada vez há mais empresas privadas a concorrer com o serviço que era quase exclusivo dos bombeiros, e neste momento também há muitas plataformas que nós, quando tentamos aceder para...

angariar alguns transportes de doentes não urgentes, elas já foram bloqueadas para empresas privadas e nós já não temos essa hipótese. Mas aí já entra, digo eu, o dedo de quem decide inclusivamente.

o governo que tem a obrigação de deitar um olhar mais atento para esta situação. É assim, nós não podemos continuar a viver de subsídios que nunca sabemos quando eles vêm e é que data é que chegam.

É muito importante, não podemos continuar a viver de promessas, é muito importante que os apoios oficiais traduzam em contratos de programa, para que nós, a médio e longo prazo, saibamos com o que é que podemos contar. E planear. E planear o futuro, porque se eu pretender efetuar um investimento, seja numa ambulância, seja numa viatura de transporte do entes não urgentes.

Ou seja, como o comandante acabou de dizer, em equipamentos de proteção individual ou nos ARIC, equipamentos de respiração, eu tenho que saber à empresa que vou contratar para me fornecer esses equipamentos, quando é que eu vou poder pagar. Porque se eu não tiver uma data minimamente aceitável para poder pagar...

Ou não compro ou a empresa também não me vai fornecer. Isto da mesma forma se passa com os nossos bombeiros, tanto os voluntários como aqueles que já são assalariados da nossa casa.

Nós não podemos estar a esperar um profissionalismo de excelência sem oferecer em troca uma carreira digna aos nossos bombeiros. Não é aceitável que os nossos bombeiros continuem a ser uma estrutura que valorize a sua carreira e a sua tabela salarial. Portanto, nós vemos hoje em dia, todas as corporações têm tabelas salariais diferentes, aplicam formas diferentes de pagar aos seus bombeiros. E tem que ser não.

tratar o que é igual porque é igual e o diferente porque é diferente, haver uma equidade ao fim e ao cabo, porque o bombeiro que é bombeiro no Pinhal Novo tem que ser bombeiro no Montijo, em Palmela, em Águas de Moura, seja onde ele for necessário, e nessas associações acabar por ter idênticas regalias. Porque o que nós vemos hoje em dia é bombeiros que vão passando de corporação em corporação.

porque nos nossos vizinhos do lado pagam um pouco melhor e então saem com muita facilidade de corporação para corporação. Isto para já não falar, é outro tipo de empresas em que os nossos bombeiros, é claro que têm que procurar um nível de vida melhor e que se adapte, muitos deles não deixando até o voluntariado, continuando a fazer o voluntariado, mas profissionalmente vão para outras empresas. Comandante, É...

Penso que é um ano ou à volta disso que já leva de comando. Se não for assim poderá corrigir-me. Como é que avalia a prontidão operacional e o espírito de corpo dos seus operacionais face aos desafios crescentes que se têm registado na nossa região, em particular, ainda há bem pouco tempo?

Tivemos uma sucessão de tempestades em que toda a gente teve que estar de prontidão e oferecer socorro e encadeada neste balanço que lhe estou a pedir também, saber se a frota de veículos, que é sempre uma preocupação constante.

se está a necessitar, e deduzo que esteja, de ser reforçada nos bombeiros de Pinhal Nova.

Em relação a... Sim, eu vou fazer praticamente um ano de comando, como comandante. Eu entrei para o comando em 2015 e depois tive ali umas épocas como comandante em regime de substituição e estou... Foi empressado em junho, junho, julho. Vai fazer praticamente um ano. O comando neste momento está coeso, transmite aos seus bombeiros...

Qual é a finalidade? É socorrer a população, independentemente do acordo, do género, da religião. Tentamos transmitir esses valores e penso que neste momento as coisas têm ocorrido bem. Tem havido mais coesão.

também tem o Comando que tem tido muito apoio de direção na contratação de mais bombeiros profissionais, fez um ajuste salarial conforme a legislação, portanto, eu penso que as coisas estão no bom caminho.

Em relação às intempéries, tivemos aqui um mês complicado, mas tivemos sempre, sempre no terreno e sempre, sempre com as pessoas. Por vezes sentimos-nos um pouco impotentes, falta de equipamento, equipamento por vezes é bastante importante, mas tivemos sempre com as pessoas e aquilo que nós podemos fazer, fizemos.

Viaturas. E com os veículos, sim, sim. Veículos, nós temos veículos, tanto faz-se combate a incêndios urbanos como combate a incêndios florestais. Nós precisamos, era, de substituição. Já são veículos com muitos anos. Tem sempre muitos quilómetros.

muitos quilómetros e as reparações são elevadíssimas. Portanto, precisávamos de veículos novos, ou seja, para substituir aqueles que já estão um pouco obsoletos. Embora estejam com um aspecto ótimo, extraordinário, equipamentos bons lá dentro, mas depois o interior deixa um pouco desejado. De veículos, neste caso de ambulâncias, estamos bem.

Graças a Deus estamos em uma altura muito complicada, mas agora a coisa está composta. O corpo dos bombas do Penhal Novo, tal como outros, tem estado, e já aqui falámos disso, ativo no apoio a ocorrências nacionais. Como é que a corporação equilibra estas missões de âmbito nacional quando tem de se deslocar ao norte?

quando se desloca ao sul do país, com a garantia de manter a segurança imediata na freguesia de Pinhal Novo. É fácil? Não é fácil. A nossa freguesia, ou seja, aqui a nossa área de intervenção, que vai desde Vila Nova da Arueira.

até aqui à zona de Olhos d'Água, a venda do Alcaide é uma zona bastante grande, mas bastante extensa. Temos sempre as nossas equipas de intervenção no quartel para esse fim. Como é que conseguimos, neste caso, dar apoio, neste caso, aos incêndios fora do nosso distrito, com o voluntariado?

de um trabalho de secretaria muito grande, com solicitação a empresas que...

nos cedem os trabalhadores para aqueles dias necessários, dois ou três dias, e então tem que ser assim. Depois temos aqui uma outra dificuldade que é, de 24 em 24 horas os homens são rendidos, não estão lá como nós há 30 anos, estávamos uma semana lá em cima, como se comandizaram nos fogos. Não, eles saem, por exemplo, hoje às 5 da tarde, 7 homens, por exemplo.

E amanhã às 5 da tarde saem outros 7 homens. Pós-Render. Pós-Render. E assim excessivamente. E chegamos a estar há um mês misto.

praticamente o período todo, infelizmente, devido aos incêndios que têm ocorrido. Mas temos conseguido sempre, com muita resiliência e com muito trabalho, fazer essa gestão. Nunca pondo em risco aqui a nossa população, como é lógico. Está sempre garantida a segurança na Tragizia de Pinhal Novo e a Redor. Exatamente.

Seu Presidente, falou-se aqui também há pouco da necessidade de atrair jovens para a corporação, não existem as condições, já focou isso mesmo, mas o que eu lhe pergunto é que estratégias é que tem a direção dos bombeiros voluntários de Punhal Novo, implementadas ou preparadas para implementar.

com esse objetivo de atrair mais jovens para renovar o corpo ativo dos bombeiros voluntários de Penhal Novo, sabendo de antemão que a questão da carreira é um óbice porque não é atrativa para ninguém.

É claro que formar bombeiros não é de um dia para o outro. Demoram anos a serem bons profissionais. Porque aí está uma ideia errada e que se continua até a nível governamental, e o que nós vemos, que só se dá atenção aos bombeiros na época entre 15 de maio e 15 de outubro.

que é agora a época de fogos florestais. Portanto, os bombeiros existem durante seis meses. É o importante a nível estatal, a nível das entidades oficiais, é aí a grande preocupação. Mas os bombeiros atuam durante 365 dias no ano. E para formar esses bombeiros para atuarem durante os 365 dias no ano, não é de um dia para o outro que eles fazem. Tem que ser um trabalho ao longo de muitos anos.

com condições, com os contactos que nós temos feito e que o nosso comandante tem efetuado bastantes workshops e simulacros, situações junto das nossas escolas, da nossa freguesia.

E temos que começar logo dos mais novos, desde pequeninos, até na pré-escolar, com as visitas que fazem ao nosso quartel, na primária, irmos às escolas, contactarmos as crianças, para que elas um dia mais tarde venham até nós e queiram integrar a nossa casa.

Isto é um trabalho que tem que ser feito ao longo de muitos anos, de décadas, para conseguirmos ter um corpo. No imediato nós temos neste momento uma escola de cadetes a decorrer, temos agora, e irá terminar, e irão ser promovidos agora no...

foram promovidos hoje, no dia 1, durante o decorrer das nossas cerimónias, os estagiários a bombeiros da terceira, vamos sempre tentando cativar e incentivar que pessoas venham até nós, mesmo vindas de fora, não só os bombeiros das outras corporações, como eu frisei há pouco.

Este trabalho tem de ser um trabalho diário, chegar junto das pessoas, chegar junto das populações, dar-lhes a conhecer a nossa casa e abrir-lhes as nossas portas, que é o primeiro passo, abrir-lhes as nossas portas, dando-lhes a conhecer a nossa ação, a nossa atividade, o que fazemos, como fazemos.

e o que pretendemos que eles façam também para que, em socorro e em prol de toda a população, que pretendemos servir. É claro, como eu disse há pouco, temos que oferecer uma carreira digna para que essa situação consiga sortir efeito.

Mas aí já não depende da corporação, da associação. É claro que os jovens hoje em dia têm outros níveis de interesse, que não propriamente o voluntariado ir para uma corporação de bombeiros.

Porque existem sacrifícios, ser voluntário nos bombeiros, existem sacrifícios. São noites perdidas, noites fora de casa, como o nosso comandante acabou de dizer, é ir deslocarmos quando necessário para outros distritos, para pontos do país onde somos necessários, e é muito importante que as pessoas tenham consciência disso e que estejam dispostas a aceder a esses desafios.

É claro que quando nós apresentamos à população e aos jovens, aos futuros bombeiros, viaturas novas, viaturas com novos equipamentos, é sempre atrativo do que termos viaturas já antiquadas.

É claro que nós tentamos que elas estejam o mais bem preservadas possível e que estejam operacionais, nem podia ser de outra forma. Infelizmente, o que nós temos visto, e voltando aos focos florestais, e como o comandante disse, nós precisamos de viaturas mais modernas e eficientes.

Nós temos verificado, e eu vim de uma área que nada tinha a ver com bombeiros, achei muito estranho e como, fazendo parte da população e desconhecendo como é que se passavam as situações e como é que eram dados os apoios e a distribuição de viaturas.

às corporações de bombeiros, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que representa o Estado junto dos bombeiros, como é que estas viaturas eram distribuídas, porque visitando empresas que constroem estas viaturas, víamos dezenas de viaturas a serem construídas. O que é certo é que o Distrito de Setúbal, ultimamente, não tem recebido nenhuma viatura nova fornecida para a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Mas o distrito de Setúbal é o distrito aliado até provavelmente ao distrito de Lisboa que mais meios fornece para os outros distritos a nível nacional. Nós vamos para o norte, nós vamos para o sul, nós vamos onde somos necessários. E o que é certo é que para corporações até desses distritos são fornecidas viaturas novas.

e nós que os vamos reforçar constantemente não recebemos. Exige-nos que nós tenhamos, e são dadas para essas necessidades, para esses fogos, quando há necessidade, são dados esses meios, são disponibilizados esses meios, claro, nunca descorando a nossa casa. Na nossa casa tem que ficar sempre os meios necessários para auxiliar e ocorrermos ao que é necessário dentro da nossa casa. Mas essa é uma crítica forte à Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Mas é verdade. E há alguém que o desmita, porque é verdade. Os números assim o dizem. E é fácil demonstrá-los, pela distribuição que tem sido feita pelas viaturas. E mais grave, onde passado o Montijo perdeu uma viatura no incêndio. Se quiserem perguntar à corporação do Montijo quanto é que o Estado compartilhou para repor essa viatura, eles diriam-lhe um.

Porque eu tenho um exemplo muito mau numa viatura que perdemos no incêndio de Palmela, em 2022. 13 de julho de 2022 ficou marcado o grande incêndio que ocorreu no nosso concelho, em Palmela, em que pôs em causa, inclusivamente, a vila, em que perdemos uma viatura. Uma viatura foi apanhada pelo fogo, tivemos bombeiros feridos, e o que é certo é que essa viatura, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, até ao momento, não nos deu qualquer valor para repor essa viatura.

Estamos nós, neste momento, e com o auxílio de pessoas amigas, de mecenas, e tenho que deixar aqui uma palavra de reconhecimento e agradecimento ao senhor João Palmela, ao Nuno Tavares e ao Walter Mochacho, pessoas que têm lutado muito para recuperar o nosso veículo de combate a incêndios, o nosso VS5.

porque a Autoridade Nacional de Emergencia e Proteção Civil, para nos dar uma viatura nova, tínhamos que mandar abater esta. E davam-nos 40 mil euros, à volta de 40 mil euros, 42 mil.

Uma viatura que nova neste momento custa perto de 300 mil euros. Portanto, e nós tínhamos que abatirmos esta, cancelávamos a matrícula, a viatura era abatida e dávamos início à aquisição de uma nova, onde é que a associação vai buscar 200 mil euros para ir adquirir uma viatura nova.

Só se junta a banca, temos que nos empenhar, porque as associações não têm dinheiro para este tipo de aquisições, salvo raras exceções, todos os caros são muito caros. Portanto, além do processo de ter sido mal conduzido, mas isso são outros assuntos.

que a seu tempo foram levados ao conhecimento de todos os sócios nas Assembleias Gerais, mas não podemos deixar de criticar todas estas situações. Nós, neste momento, o melhor veículo que temos de combate a incêndios é de 2020. Incêndios urbanos? Incêndios rurais. Rurais? Rurais. É de 2020. É um Unimog, Mercedes, Unimog.

É de 2000 e... 2000. Peço desculpa, peço desculpa, 2000, tem 26 anos. Peço desculpa. E é a melhor. É a melhor de todas. É aquela que, quando chega, dá nas vistas. É um carro de todo terreno, capaz de atuar em qualquer cenário. Ora, um carro com 26 anos, se eu tiver o azar de ter um incidente com esse carro, esse carro comercialmente vale zero.

Mas eu, para recuperar esse carro, um carro igual àquele, vou precisar de 250 mil euros no mínimo. Não os temos. Mas a Autoridade Nacional de Emergencia e Projeto de Acesse Civil aceita-me esse carro no dispositivo de fogos florestais. Já está dado. Aliás, já está dado para o dispositivo de fogos florestais, que se iniciará no próximo dia 15 deste mês.

portanto eu não sei o que é que o Estado pretende dos bombeiros o Estado tem que olhar de outra forma para os seus bombeiros para as suas corporações bombeiros a proteção civil começa nos seus bombeiros e como foi referido ainda há pouco estas tempestades este comboio de tempestades que aconteceram e que infelizmente devastaram maioritariamente o Conselho de Iria os bombeiros estão em primeira linha os bombeiros estão lá mas nós nós nós nós nós nós nós nós

Quando os outros viram as costas, são os bombeiros que estão ali a auxiliar as populações. Portanto, as entidades oficiais têm que olhar para os bombeiros de outra forma e saber o que é que pretendem dos nossos bombeiros e o que é que querem das associações. Porque somos nós que nos damos a cara, somos nós que auxiliamos as populações. Não é mais ninguém.

Sr. Comandante, como é que têm sido preparar os seus homens para novas realidades, como acabámos de falar nos incêndios rurais, mas sobretudo os fenómenos meteorológicos extremos que parece que vieram para ficar?

Por um lado, como é que tem sido preparar para as novas realidades com que nos vamos deparando, por um lado. Por outro lado, os simulacros que o Presidente falava há pouco realizados nas escolas são frequentes, mas o que eu também quero saber é qual é o impacto real que estas ações...

que o senhor comandante julga que estas ações têm, de facto, na cultura de prevenção na freguesia de Pinhal Novo.

Para mim é muito importante e é prioritário estar junto da população, ou seja, tenhamos uma proximidade de forma a lucidá-los e transmiti-los e apoiá-los naquilo que é necessário. Iniciámos aqui um trabalho na escola secundária, de 20 e tal turmas, com alunos jovens, 16, 17, 18, 19 anos.

Não é fácil, mas conseguimos atingir os objetivos, neste caso, dos professores que nos propuseram este desafio e eu também lhes propus de uma visita que fizeram ao nosso Corpo Bombeiros. Verifico que, neste caso, não fugindo da sua pergunta, acho que é muito importante estarmos junto das escolas. Todos os anos fazemos dois, três exercícios em escolas.

Já para não falar, no programa de comemorações que vai ter novamente até o final de maio, vários simulacros distribuídos por várias escolas. Exatamente. Eu já tenho alunos no secundário que com 5, 6 anos...

estavam neste caso no ensino básico e lembram-se desta temática, da evacuação, do ponto de reunião, como é que eles têm que fazer, aqueles procedimentos todos em caso de ligar o 112, como é que funciona, esta matéria que eu acho que é muito importante, esta temática que os jovens devem ter. E agora aqui há pouco, se calhar aqui há dois meses.

viu-se um miúdo, que se tornou para o 112, que estava dentro do carro com a mãe, e pronto, foi ele praticamente o L de ligação mais importante para salvar a vida da mãe, e correu tudo bem. Em relação aos homens, tenho uma oportunidade muito grande com eles, estou sempre com eles. Apoio-os sempre naquilo que é necessário.

Seja numa emergência médica, seja num acidente, seja num incêndio estrutural, seja num incêndio florestal, caso exista a minha necessidade de eu estar com eles, eu estou com eles. E apoio-os naquilo que é necessário. Temos tido muita formação no Corpo Pombares, que é bastante importante.

Portanto, sem formação não conseguimos atingir os objetivos que é salvar vidas e bens. Estamos a decorrer neste momento um curso de bombeiro, terceiro que iniciou em 2025, está praticamente na fase final. Iniciámos com 27 elementos, neste momento temos 13. Iniciámos ontem mais um curso de SD, ou seja, de salvamento e desacarceramento.

Temos elementos a tirar o curso técnico de emergência médica, suportados pelo Corpo Pongueiro, pela Associação. São cursos que têm que ser pagos. É um investimento, não é um... Não é um custo, é um investimento, como se costumam dizer. Na formação das pessoas, que se depois traduz no bom serviço prestado à população.

E estes fenómenos meteorológicos extremos têm obrigado a adaptação dos bombeiros para outro tipo de cenários? Eu não noto muito, ou seja, muita diferença, eu pessoalmente. Particularmente as equipas que temos lá durante o dia são pessoas muito experientes e que já estão há muitos anos, pelo menos os chefes.

Nós tivemos sempre aqui, é lógico que não sofremos o que sofreu, neste caso, a zona de Santarém de Leiria, por aí fora. E também lá estivemos a dar apoio, com um veículo e homens.

em seis quilómetros de estrada, em quatro dias, só conseguiam abrir 600 metros. Aquilo foi uma coisa mesmo. 600 metros, ou seja, fazer desobstrução na via devido a árvores. E tivemos também lá a dar o nosso apoio. Aqui, o que é que nós sentimos mais? E eu também andei no terreno, também, a apoiar.

Chegámos a andar três veículos, quatro veículos fora, em cada ponto. Olha, é necessário ir ali ver, ou fazer, e andámos aqui na vila, desde Val da Vila até o Terrim, corremos aqui as áreas todas mais complicadas, devido às águas e aos documentos, as pessoas tinham água dentro das habitações até à cintura, com crianças, e pronto. E nós não sentimos dificuldade.

em ajudar as pessoas. Por vezes temos dificuldade em resolver o problema que não conseguimos, de momento, como é lógico. Não conseguimos tirar a água daqui para pôr aqui, porque ela vai para aqui mesmo, mas isto está, é complicado. Às vezes as pessoas dizem, mas tire-me a água dentro de casa, eu tiro-lhe a água dentro de casa.

Vou pô-lo na rua, mas a água vai entrar na mesa, porque isto está completamente alagado. Não há escuamento de águas, isto está tudo indipíduo. Enquanto isto não baixar aqui os níveis de água, não há hipótese. Mas onde pudemos pôr bombas para tirar, tirávamos, como é lógico. Portanto, a preparação está lá? Sim, as pessoas estão preparadas. Para as ocorrências que se registarem, independentemente de fenómenos meteorológicos mais intensos ou não? Estamos preparados para isso. Muito bem.

Sr. Presidente, como é que descreve a relação atual da associação com as entidades locais, como a Câmara Municipal de Palmela e a Junta de Freguesia de Pinhal Novo?

no que toca ao apoio logístico e financeiro. Há pouco queixou-se dos EPIs, dos equipamentos de proteção individual, que contribuem pouco, não sei se é por aí. Nós temos equipas de intervenção permanente, equipas de primeira linha, como o comandante disse, e muito operacionais e muito conscientes da sua missão.

com uma grande experiência de terreno. Estas equipas são compostas por, são duas equipas, cada uma delas por cinco elementos, em que são apoiados em 50% cada um dos elementos, nos seus vencimentos, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e pela Câmara Municipal de Palmela.

É claro que estas pessoas, o vencimento é muito bom, está garantido por estas duas entidades, mas como disse há pouco, estes homens precisam de meios logísticos também para atuar no terreno. E ao ser constituídas estas equipas...

Não está nos protocolos que foram estabelecidos o fornecimento de equipamentos de proteção individual. Se estas equipas estão ao dispor, e a Autoridade Nacional de Emergencia e Proteção Civil, presentemente, pode dispor destas equipas para puxá-las para onde elas forem necessárias, inclusive para fora do município, até há bem pouco tempo, tinha que pedir autorização ao município. Neste momento, basta dar conhecimento ao município para puxá-las para fora do município.

da sua área de intervenção. E corrija-me aqui o senhor comandante se eu estou errado, penso que só temos que dar conhecimento à Câmara no prazo de 24 horas, após elas serem puxadas pela Autoridade Nacional de Emergencia e Proteção Civil.

Ora, todos os equipamentos com que estas equipas atuam, seja da proteção individual, ou seja, os meios necessários para acorrerem às necessidades, são fornecidos pela Associação. E a Associação nada recebe em troca, não tem nada que beneficie a Associação para que possa equipar estes homens.

A relação que nós temos com o município e com a junta de freguesia, como perguntou, é ótima. Nós não temos qualquer celeuma com a Câmara Municipal nem com a junta de freguesia do Pinhal Novo. As relações institucionais são ótimas, estamos em sintonia com a Proteção Civil Municipal, com os governadores da Proteção Civil Municipal, que sempre que necessitamos de alguma coisa...

ou eles necessitam de alguma coisa, nós estamos de braços abertos e sempre disponíveis para o que é necessário, tanto mais que vamos ter e foi instituído, faz este ano também, este mês de maio que se iniciou hoje, 25 anos que foi instituído no nosso município, o mês municipal do Bombeiro, este ano...

Por ironia do destino, calha-nos também ao Pinhal Novo, organizar o evento dos 25 anos do mês municipal do Bombeiro, o qual terminará, terá o seu ponto alto, além de todos os simulacros, todas as intervenções que irão ser feitas ao longo do mês, seja pelos bombeiros do Pinhal Novo, Águas de Moura ou Palmela.

mas iremos ter no dia 24 de maio, no Pinhalmovo, mais uma comemoração idêntica à que tivemos hoje, junto ao Monte do Francisquinho, que terminou há relativamente pouco tempo. Iremos ter também junto ao Ex Libris da nossa vila, a nossa estação ferroviária.

as comemorações do mês municipal do Bombeiro, em que demonstra a corporação que existe entre o município e as suas três corporações de bombeiros.

É claro que o município de Palmela tem, e nós já temos referido isso, entre os três dirigentes das três associações humanitárias e a nossa atual presidente e até com o anterior presidente, Álvaro Amaro.

tem três filhos, tem que dividir pelos três filhos. Há municípios que só têm um, têm mais sorte, se calhar têm mais apoio a essas corporações, nós gostaríamos de ter mais também, não é? É claro que é sempre bem-vindo todo o apoio que possa ser dado, seja pelo município, seja pela junta de freguesia.

Nós não temos só a Junta de Freiguesia de Pinhal Novo na nossa área, como às vezes se pensa erradamente. Posseira ou Marateca, nós temos grande parte da freguesia de Posseira ou Marateca, como o nosso comandante acabou de referir à Aldeia Nova da Arueira, faz parte do...

da área de intervenção dos bombeiros de Pinhal Novo. E é muito longe, está muito distante da nossa sede. Portanto, para deslocar um veículo para lá, além do tempo que demora, é a despesa que acarreta também. Mas para isso, nós, e para o apoio às populações, é claro que nós temos que nos socorrer, e voltando novamente aos apoios e à...

e aos financiamentos, como é que conseguimos superar as dificuldades financeiras. Nós, no ano que passou, tivemos que correr à banca, contrair um empréstimo junto de uma...

de um banco, uma instituição bancária, para conseguirmos adquirir duas novas viaturas de transporte de doentes na Urgente, e uma ambulância de socorro pré-hospitalar.

que foram inauguradas hoje, foram hoje inauguradas na nossa batizada dia 1 de maio. Estamos a falar na véspera, mas dia 1 de maio para acabar com as pessoas. Dia 1 de maio, no dia em que está a ir para o ar esta entrevista. Muito bem. Portanto, foram inauguradas, é claro que com pompa e circunstância, que é isso que tem que ser, são ferramentas importantes para a atividade dos nossos bombeiros.

e para o auxílio às nossas populações, para o transporte das pessoas, tanto em situação de emergência como em situação não urgente, que é necessário socorrer a unidades hospitalares, seja para fazer exames, seja tratamentos, seja para sempre que somos solicitados.

E isso é claro que a associação agora tem que fazer uma gestão e imaginar como é que se conseguirá agora suprir todos esses valores e pagar mensalmente todos esses encargos, claro que sim. É porque esta ambulância de emergência pré-hospitalar...

ela obrigatoriamente teve que ser adquirida, porque nós temos um contrato de um posto de emergência médica com o Instituto Nacional de Emergência Médica. O protocolo exige que nós tenhamos uma ambulância com seis ou menos anos de idade, para que esse protocolo possa continuar em vigor.

É claro que nós tentamos cumprir a nossa parte dos protocolos, contrariamente ao outro lado que demora-nos algum tempo a pagar, que têm que ser, como já foi referido anteriormente, pressionados até por outras instâncias para que desbloqueiem as verbas.

O Sr. Presidente do INEM disse ainda esta semana que foram disponibilizados 10 milhões de euros para pagar às associações, mas não pagou tudo, pagou parte do que está em dívida com as associações. Portanto, ainda temos mais dívidas.

E esses valores é importante que sejam pagas atempadamente, portanto elas devem ser pagas até ao final do mês seguinte à prestação do serviço e estão a ser pagas às vezes com 90 dias e mais de atraso e isso não pode acontecer, isso não pode acontecer porque vai criar muitos constrangimentos de secretaria, muitos constrangimentos financeiros.

Mas, como eu estava a dizer, adquirimos essa ambulância para um melhor auxílio, muito embora, e como o nosso comandante disse, nós neste momento temos seis ambulâncias de socorro pré-hospitalar.

É claro que temos algumas com vários anos de idade e que, se houvesse possibilidade, já deviam estar abatidas. Só que uma ambulância, uma carroçaria, se calhar custa à volta de 50 mil euros. Mas são necessários mais 50 mil ou mais do que isso para equipar tudo o que é necessário para que ela esteja pronta a atuar e a socorrer a população. Portanto, nós estamos a falar de uma ambulância que custa...

e não indo a grandes marcas e equipamentos muito sofisticados, há volta de 100 mil euros, 100 mil euros para equipar uma ambulância. O INEM neste momento e o protocolo que nos fez em 2025, deixou de nos compartilhar para a aquisição das ambulâncias, aumentou-nos o prémio mensal.

em cerca de 1.200 euros. Esses 1.200 euros seriam para pagar uma prestação de um empréstimo, supostamente. Mas depois deixou-nos pagar também algumas manutenções que nos pagava anualmente, que nos compensava anualmente para algumas manutenções. Portanto, deu-nos com uma mão, mas tirou com outra. E passou a pagar tardiamente.

Portanto, com o município, com as autarquias... Está tudo bem, não temos... Aliás, o nosso melhor parceiro, fala por nós, mas penso que a nível, pelo menos distrital...

pelas congéneros que temos e pelo contato que tenho tido pelas congéneros, porque eu também faço parte, presentemente, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal, e temos feito visitas às nossas congéneros do Distrito. E a relação, o feedback que temos é que a relação institucional com as nossas autarquias é ótima, está de boa saúde e recomenda-se. Portanto, se alguém disser o contrário, não está a falar o verdadeiro.

O mesmo não se poderá dizer das entidades estatais e do Poder Central. O tempo caminha a passo largas, entramos mesmo na reta final, mas tempo ainda para que cada um de vós deixe uma mensagem, numa altura em que se comemora, eu não quero dizer bodas de diamante, mas em que se comemora uma bonita idade, em que os bombeiros de Pinhal Novo comemoram uma bonita idade.

Uma mensagem direta aos associados, aos habitantes de Pinhal Novo, do Conselho de Palmela, começando por si, Comandante Vasco Mar.

Bom, amanhã o Corpo de Bombeiros e a Associação celebram 75 anos de vida. E num dia até importante, que é o dia 1 de maio, o dia do trabalhador. Como é lógico. A mensagem do Corpo de Bombeiros, neste caso para a população, é que pode estar descansada, porque o Corpo de Bombeiros está de boa saúde, tem bons profissionais e fará de tudo para apoiar nas necessidades, neste caso que a população precise.

A população em si, acho que devia de apoiar, entre aspas, mais o Corpo de Bombeiros, nem que seja como associados. Se associassem ao Corpo de Bombeiros, seria se calhar aqui uma mais-valia para o Corpo de Bombeiros e depois também na prestação do socorro, como é lógico. Sei que temos praticamente, se calhar até já passamos dos mais de 30 mil habitantes aqui na...

na aldeia, é uma das coisas que preocupa neste caso o comandante do Corpo de Bombeiros porque a população está a crescer e nós temos que ter capacidade para responder às necessidades nos últimos anos a vila tem crescido exponencialmente com habitações e habitantes que vêm de outros lados e é nesse ponto que podemos nos preparar, mas a população pode estar descansada, depender do Corpo de Bombeiros estamos cá Sr. Presidente Sr. Presidente

Eu não podia deixar de passar este momento sem fazer um agradecimento às pessoas que nos apoiam, de uma forma ou de outra. Temos muitos amigos, muitas pessoas que connosco colaboram.

Voltando ao dia em que esta entrevista está a passar, dia 1 de maio, nós inauguramos hoje um motociclo de emergência médica, que nos foi oferecido pelo Motoclube de Pinhal Novo, a quem muito agradecemos, tanto ao Motoclube que se disponibilizou para abraçar de imediato este desafio.

Há o Álvaro Amaro, que foi a primeira pessoa que falou comigo para fazermos o espetáculo da engariação de fundos para que fosse possível. Ex-presidente da Câmara Municipal. Álvaro Amaro, ex-presidente da Câmara Municipal de Palmela, enquanto cantor e artista também da nossa terra.

Há os artistas convidados ainda a semana passada no espetáculo, mais um espetáculo que foi realizado no Motoclube, que se predispuseram, graciosamente, a colaborar connosco na agregação de fundos e à população. Fundos para a caracterização do motociclo, porque o resto já tinha sido garantido. O resto já estava praticamente garantido.

e à população, à população, aos espectadores que colaboraram connosco e que foram assistir aos espetáculos, que esses são também a parte mais importante, porque sem eles não conseguiríamos os fundos, os artistas só por si a cantarem não conseguem os fundos.

Temos que ter os espectadores, temos que ter a nossa população, temos que ter os nossos sócios do nosso lado. Com o pouco ou muito que contribuam, tudo é bem-vindo para ajudar financeiramente a nossa associação. Para terminar? Já agora, queria também agradecer à Canali Pinhal, que também nos ajudou financeiramente para a aquisição, depois, dos equipamentos que vamos incorporar nessa mota. Porque não basta a mota.

Não basta a caracterização da moto, é muito importante, mas agora a moto tem que ser equipada com todas as valências para prestar o socorro e isso também custa o seu dinheiro e bastante. Tal como as ambulâncias, a carroçaria tem um valor, mas o equipamento tem um valor ainda superior, se calhar, à carroçaria. Tudo isso é.

E há pessoas individuais e anónimas que nos têm apoiado nesta causa. É uma causa e isto é um veículo que, quanto a nós, é muito importante. Como eu já disse anteriormente no tempo de entrevista que dei, hoje em dia o Pinhal Novo, e como o comandante acabou de referir, cresceu, a vila do Pinhal Novo cresceu muito.

Hoje já temos horas de ponta no Pinhal Novo, para atravessar o Pinhal Novo de um lado ao outro, temos horas de ponta, seja de manhã ou seja de tarde. Daí a importância desse motociclo que se chega com muito maior rapidez. Com certeza, é muito mais fácil um motociclo circular no meio do trânsito congestionado do que uma ambulância. E o socorro e o salvar uma vida são segundos, segundos podem fazer a diferença.

e é muito importante termos este meio para podermos atuar. À população, aos nossos sócios, como o comandante disse bem, a cota mensal para os bombeiros são 3 euros, são 2 cafés por mês que deixamos de tomar, e é importante que se associem na nossa associação humanitária, façam-se sócios, é um pequeno contributo, mas é importante para nós.

aos mecenas que contribuam ao abrigo da lei do mecenato. Há benefícios fiscais de 135% sobre os valores que foram doados à associação. Portanto, tudo isto dá benefícios fiscais. E não tem muito tempo para mais.

No nosso IRS, muito rapidamente, no nosso IRS que está na altura de todos metermos, podemos fazer o contributo metendo uma cruzinha de 1% e contribuindo para, é só obter o número de contribuintes da Asociação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo e contribuímos com o que havíamos de dar ao Estado, damos 1% ao bombeiro.

aos bombeiros. Portanto, não se sai nada do nosso bolso, é aquele que nós já estamos a pagar ao Estado. Contrariamente às vezes à ideia que as pessoas têm, não, é aquele que vamos dar ao Estado, não é aquele que nós vamos receber ou que teremos que pagar ainda. Fica este sublinhado, fica este apelo também, chega assim ao fim mais uma entrevista à sexta, hoje dedicada aos bombeiros voluntários de Penhal Novo, que comemoram

75 anos de vida. Uma entrevista com o Presidente da Direção, Fernando António, também com o Comandante da Corporação Vasco Marto. Os parabéns por tudo aquilo que tem a corporação feito em prol das populações, de todos nós.

Votos de que se repitam mais 75 anos e com maior pujança e robustez e, já sabe, com apenas um gesto pode ajudar todos nós, contribuindo para uma causa nobre e fundamental para o bem-estar de todos nós, apoiando os bombeiros de Penhal Novo, 75 anos de vida.

Muitos parabéns, foi mais uma entrevista à sexta, regressaremos na próxima semana, a continuação de uma ótima semana de trabalho.

ENTREVISTA À SEXTA com Fernando António e Vasco Marto – 1 Maio 2026 | Popular FM 90.9 | Castnews Index — Castnews Index