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STF limita penduricalhos; cunhado de Vorcaro troca de advogado para negociar delação

26 de março de 20266min
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O Supremo Tribunal Federal decidiu estabelecer uma série de regras para colocar ordem nos chamados penduricalhos, aquelas verbas indenizatórias que turbinam salários de servidores acima do teto do funcionalismo. A proposta prevê uma regra de transição, que limita o pagamento desses benefícios.

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Participantes neste episódio1
C

Carolina Moran

HostJornalista
Assuntos6
  • Limitação de penduricalhos
  • Eleições Rio de Janeiro
  • Delação de Daniel Vorcaro
  • Guerra no Oriente Médio
  • Juri de Los Angeles condena Meta e Google por vício em redes
  • Greve dos caminhoneiros
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Olá, seja bem-vindo ao Giro. Eu sou Carolina Moran e esse é o podcast em que você fica muito bem informado em cerca de cinco minutos. Bora para o Giro? O Supremo Tribunal Federal decidiu estabelecer uma série de regras para tentar colocar ordem nos chamados penduricalhos, aquelas verbas indenizatórias que turbinam os salários dos servidores acima do teto do funcionalismo. A proposta prevê uma regra de transição que limita o pagamento desses benefícios. A Samantha Klein tem os detalhes.

O tribunal definiu que a soma de todas as vantagens não pode exceder 70% do valor do teto. Este limite foi dividido em dois blocos de 35%. Por antiguidade, a parcela de valorização por tempo de serviço é de 5% a cada cinco anos, limitada ao teto de 35 anos de exercício. E em verbas indenizatórias, a soma de diárias, ajuda de custo para remoção, gratificação,

comarca de difícil acesso e férias não gozadas podem chegar ao limite de 35% do teto do funcionalismo público. Ontem a gente falou aqui no Giro sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de caçar e tornar inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Depois disso, o estado do Rio mergulhou num mar de incertezas com muitas dúvidas sobre a eleição do novo governador. O TSE esclareceu que essa eleição vai ser indireta, mas as regras desse processo ainda estão sob análise do Supremo Tribunal Federal. O Matheus Maciel explica pra gente esse rolo.

O Rio de Janeiro terá eleições indiretas para escolher quem vai governar o Estado no mandato tampão. Um erro cometido pelo Tribunal Superior Eleitoral ao anunciar a condenação do ex-governador Cláudio Castro gerou dúvidas sobre o formato da eleição, se direta ou indireta.

No entanto, as regras que vão definir a votação na Assembleia Legislativa ainda vão ser definidas até segunda pelo plenário do Supremo Tribunal Federal. Já o governador interino do Estado, presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, pediu calma para evitar a nulidade do processo.

Além do banqueiro Daniel Vorcaro, mais uma figura central no escândalo do Banco Master deve negociar um acordo de delação premiada. O cunhado dele, Fabiano Zettel, que trocou de advogado justamente com esse objetivo. Vorcaro também avançou na proposta de delação. A expectativa é que a equipe de defesa faça a apresentação em até três semanas. No Congresso, os senadores entraram com um mandado de segurança no STF para a instalação de uma CPI do Master. O requerimento já reúne 53 assinaturas.

A gente volta já já com o giro. Representantes dos caminhoneiros participaram de uma reunião no Palácio do Planalto para tratar do aumento dos custos do transporte de cargas. A categoria diz que não há motivo para uma greve nesse momento, apesar da alta dos preços do óleo diesel. Agora o foco é o valor dos fretes. A Rani Veloso nos conta.

Os caminhoneiros descartaram a possibilidade de uma paralisação nacional. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, após uma reunião da categoria no Palácio do Planalto com o ministro Guilherme Boulos. Com a greve fora do radar, a pressão dos motoristas agora se volta para o Congresso Nacional, com o objetivo de garantir o pagamento do piso mínimo do frete. O governo federal anunciou regras mais duras para as empresas que descumprirem a tabela.

E essa pressão sobre os preços dos combustíveis deve continuar porque não há no horizonte sinais de um acordo de paz no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã não se entendem sobre um plano com 15 pontos apresentado pelo governo de Donald Trump. E Israel fala em aumentar a área ocupada no Líbano. O Guilherme Marconi nos atualiza sobre o conflito.

Autoridades dos Estados Unidos seguem negando que o Irã tenha recusado as propostas de paz enviadas pelo governo Trump. A porta-voz da Casa Branca chegou a afirmar que a guerra se tornará ainda mais violenta caso Teherã não aceite um acordo.

o regime de Teheran chamou o plano excessivo e desconectado da realidade e disse que os Estados Unidos reconhecem a derrota ao falar em negociações. O secretário-geral da ONU disse nesta quarta-feira que a guerra no Oriente Médio saiu do controle e se encaminha para virar um conflito maior e mais espalhado, enquanto Israel falou em ampliar a zona de ocupação no sul do Líbano.

Para fechar o nosso giro, uma notícia que pode abalar as big techs. A Meta e o Google foram considerados responsáveis e devem pagar indenização a uma mulher de 20 anos que alegou que seu vício nas plataformas de mídia social das empresas a levou a sofrer uma crise de saúde mental. O júri de 12 pessoas de um tribunal estadual da Califórnia decidiu que as duas empresas devem pagar juntas cerca de 3 milhões de dólares em indenização à vítima.

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