Lazaro Andrade - O CRISTO QUE GOVERNA A IGREJA (Efésios 1: 22 - 23)
Transformando Vidas Através da Palavra. Esta é a visão da Igreja Batista Zona Sul, liderada pelo pastor Marcelo França e com sede em Parnamirim, RN - Brasil.
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Lazaro Andrade
- O governo de Cristo sobre a IgrejaCristo como governante absoluto · A igreja não é governada por circunstâncias ou política · A garantia da vitória da igreja · A igreja como corpo submisso à vontade de Cristo
- Sinodalidade na IgrejaCristo como cabeça da igreja · A igreja como corpo de Cristo · O papel do cristão na igreja · A igreja como comunidade e não indivíduo · A igreja visível e invisível
- Cristo Incompreendido e a MissãoCristo como Logos · Cristo na Criação · Cristo como servo sofredor · Cristo como Filho de Deus · Cristo como Senhor da história · Cristo ressuscitado e vivo
- A importância da unidade na diversidade da IgrejaDiferentes dons e habilidades · Unidade sob a direção de Cristo · Todos os membros são importantes
Hoje é o encerramento da nossa série de mensagens, O Incomparável Cristo. E essa série de mensagens começou há mais ou menos um mês e uma semana, um mês e duas semanas. E a ideia é conversarmos acerca de Jesus Cristo com a igreja.
E terminada essa série de mensagens, iniciaremos uma já, provavelmente na próxima semana, acerca do Espírito Santo. Terminada a série de mensagens acerca do Espírito Santo, teremos a última, a série de mensagens acerca de Deus. E é uma forma de capacitar a igreja para a gente continuar caminhando aqui na Terra, está certo? Então, o título da mensagem de hoje é o Cristo que governa a igreja.
É a última mensagem dessa série. É a última mensagem dessa série. Para isso, a gente vai recapitular só algumas coisas, bem rapidinho, acerca do que a gente já falou aqui. Cristo é o Logos.
E é o Logos descrito por João, e o Logos estava com Deus, e o Logos era Deus, portanto ele existe desde a eternidade. Uma das preocupações para falar acerca de Jesus Cristo, de ter uma série acerca do incomparável Cristo,
é desmistificar um pouco aquela ideia geral que muita gente tem, de que Jesus Cristo nasceu na manjedoura, Ele passa a existir na manjedoura, e aí Ele cresce e se desenvolve, inicia o seu ministério.
morre, ressuscita, está à destra do Pai e acabou a história, é como se a gente pegasse a pessoa bendita de Jesus Cristo e colocasse nesse espaço temporal, nasce numa manjedoura, morre, ressuscita e agora está à direita do Pai, e a série foi pensada justamente para isso, e a gente já começou a ver lá atrás, que Cristo estava presente na...
criação, que por meio dele todas as coisas foram criadas, então o que a gente pôde ver do primeiro dia dessa série até o domingo passado, a gente pôde ver que não há a criação da pessoa de Jesus Cristo.
Há amor para, mesmo sendo Deus, se fazer como nós, para que nós tivéssemos vida. Não há inferioridade da pessoa de Jesus Cristo em relação à trindade, mas há humildade para, mesmo sendo Deus, se tornar o servo sofredor que nós vimos aqui. Não há uma manjedoura poética para a pessoa de Jesus Cristo.
mas a propósito de nos deixar uma mensagem profunda, que não aponta apenas para a eternidade, mas aponta para a nossa peregrinação enquanto cristãos aqui na terra. Então, Ele é o Filho de Deus, Ele é o caminho, Ele é a verdade e a vida, assim como descrito em João, capítulo 14, versículo 6, e Ele não rege apenas a criação, mas Ele rege a criação...
Ele sustenta todas as coisas e Ele nos regerá eternamente. Então, tudo isso nós estamos falando acerca do incomparável Cristo desde o primeiro dia dessa série. E hoje, para encerrar, nós vamos ver que Jesus Cristo entra na história que Ele mesmo criou e permanece nela. E agora Ele permanece nela como o cabeça da igreja.
E aí, o título do sermão é o Cristo que governa a igreja. O texto que a gente quer convidar você a ler nessa manhã, está em Efésios capítulo 1, versículos 22 e 23. Abra aí. São apenas dois versículos. Nós vamos ler esse texto algumas vezes durante o sermão.
Mas uma coisa eu quero lhe dizer já de pronto. Esse texto é um texto muito objetivo, muito direto. Você consegue identificar o objetivo do autor logo de plano, quando você lê. E hoje nós vamos conversar, ou vamos tentar conversar, como a filosofia ou como o mundo moderno tem tentado nos afastar dessa verdade que está nesse texto. Efésios.
capítulo 1, versículos 22 e 23. Podemos ler? Amém. Diz assim, Deus submeteu todas as coisas à autoridade de Cristo e o fez cabeça de tudo para o bem da igreja. E a igreja é seu corpo, ela é preenchida e completada por Cristo, que enche consigo mesmo todas as coisas em toda parte. Vamos orar, agradecendo ao Senhor mais uma vez nessa manhã.
Senhor Deus e Pai, nós te louvamos e te agradecemos pelo privilégio, Senhor, de podermos, nesse dia, estarmos juntos congregando em adoração a Ti e estarmos aqui, Senhor, para aprender um pouco mais da Tua Palavra ou para lembrar um pouco mais dos ensinos que Tu nos deixaste. Pai, que a Tua Palavra encontre, Senhor Deus querido, morada em nossos corações, é o que nós pedimos em nome de Jesus. Amém.
A gente não vai fazer aquela introdução que a gente sempre faz. A gente já vai para os três pontos. Então, se você gosta de anotar os três pontos, ou se você é bem didático e gosta de escrever, fazer alguma anotação na Bíblia, então a gente já vai para os três pontos. E o primeiro ponto é...
Quem é a igreja de Cristo? Lembra que falamos aqui que o texto é muito direto, é muito óbvio, a gente já consegue enxergar no texto o que o autor quer nos dizer, mas que iríamos nos deter um pouco naquilo que o mundo tem tentado deturpar em relação a esse texto, ou em relação à igreja do Senhor.
de uma forma geral, então para que a gente entenda o que o autor está falando, realmente a gente precisa lembrar de quem é a igreja de Cristo, um autor chamado Einen Gruden, no livro Bases da Fé Cristã, que foi inclusive um livro usado aqui na igreja, num clube de leitura que tivemos alguns anos atrás,
Ele vai falar que a igreja é a comunidade de todos os verdadeiros cristãos em todos os tempos. Não só os cristãos que estão vivos ou reunidos agora, nós aqui e outros em outros lugares. Mas aqueles que vieram também antes de nós.
e os que Deus, pela sua presciência, sabe que ainda virão e serão encontrados por Ele. Então, a igreja, ela seria a reunião de todos esses cristãos verdadeiros. E aí, mais na frente, ele vai falar sobre a igreja invisível e a igreja visível. Essa reunião de todos os cristãos rendidos ao Senhor,
É a igreja invisível, é a igreja que apenas o Senhor consegue enxergar. Porque não é nossa função estabelecer se o cristão é rendido ao Senhor ou não. Mas o Senhor que consegue ver a cada um de nós, que consegue entender as nossas motivações, Ele nos conhece e Ele sabe quem é a sua igreja, independente do lugar onde ela estiver reunida.
Mas a igreja visível é aquela em que nós que somos cristãos conseguimos enxergar, que conseguimos ver a igreja. E aí é acerca dessa igreja visível que nós queremos conversar hoje, tá certo?
Então, enquanto a igreja invisível é aquela como Deus vê, a igreja visível é a igreja como os cristãos a veem. E nessa perspectiva de igreja visível que a gente está conversando hoje, eu queria lembrar vocês de algumas coisas que aconteceu já na nossa recente história, na nossa história recente.
Enquanto igreja. Eu tive o privilégio de ser um lar cristão. E eu não sei se vocês passaram por essa experiência. Mas durante um tempo. Quando eu era jovem. Adolescente. Porque jovem eu sou. Eu saí da adolescência agora recentemente. Então. Misericórdia. Não dá para mentir durante o sermão. Não dá para mentir hora nenhuma. Mas durante o sermão é pior.
Foi só uma brincadeira. Olha só, quando eu era adolescente, a gente tinha uma história, às vezes, de brincar com os nossos amigos e dizer que eles não eram irmãos, eles eram primos, porque eles eram de outra denominação.
E a gente falava isso brincando, claro, mas durante muito tempo houve uma percepção que apenas algumas denominações estavam certas. E existem pessoas que passaram a vida inteira buscando dizer qual era a denominação que estava mais próxima da igreja primitiva, dizer qual era a denominação que era mais certa, que correspondia.
ao que Cristo deixou aqui na terra, e por muito tempo teve uma série de pessoas, teve um grupo de pessoas que achava que a igreja era o templo físico, achava que se alguém se referisse à igreja, tão somente seria a estrutura.
Só que as coisas evoluem, as pessoas evoluem, o conhecimento está acerca da palavra, as pessoas começam a ter mais acesso e as pessoas mudaram esse discurso. E eu fazendo essa reflexão em casa, quando estava escrevendo o sermão, eu lembrei que depois desse período de achar que o templo, que a igreja era o templo, as pessoas começaram a achar que a igreja era...
ela mesmo, era eu, a igreja era o cristão, e aí as pessoas passaram a dizer, eu sou a igreja, e aí as pessoas passaram a dizer, a igreja não é o templo físico, a igreja sou eu, e ambas as percepções acerca do que a igreja são perigosas, quando se pensa que a igreja é o templo, quando se pensa que a igreja é o CNPJ, quando se pensa que a igreja é o templo,
é a organização, o ser humano automaticamente começa a achar que só a igreja que ele faz parte é a correta, se não, não havia sentido dele estar lá, as pessoas começam a se tornar julgadoras de qual é o lugar certo para se estar, quando se tem essa percepção. Por outro lado, quando a pessoa acha, quando o cristão acha que ser cristão, que eu sou a igreja,
E aí está resolvido o problema, ela começa a enveredar por um caminho, onde ela se acha autossuficiente, e santa demais, e perfeita demais, e já alcançado o objetivo da caminhada aqui na terra, e ela decide então não se congregar mais, porque ela sozinha, como igreja, já é o suficiente.
E aí abre-se margem para uma série de coisas como pessoas desigrejadas, pessoas que falam, eu sou cristão, mas eu não frequento a igreja porque eu não suporto a igreja. Pessoas que dizem assim, eu entendo o evangelho, mas jamais eu entrarei numa igreja, porque eu sou igreja e aí não entende muito bem. E se vocês olharem, o sermão de hoje é sobre o Cristo que governa a igreja.
Mas a gente precisa entender o que é essa igreja. E a gente precisa entender como isso se desenvolve na nossa vida. Porque senão a gente vai para esses extremos aí que temos falado. Quando acreditamos...
que a igreja é cada um de nós individualmente, nós abrimos margem para não mais congregarmos. E será que é isso que é a igreja bíblica? Será que é isso que Paulo estava falando aos efésios? Não.
De forma alguma. A verdade é que a igreja de Cristo não é um templo e nem um indivíduo. Mas somos nós juntos como um corpo que desempenha funções diferentes, porém todos sob o mesmo governo. Quando entendemos isso, nós passamos a entender porque somos tão diferentes entre nós, porque temos tantas habilidades diversas, mas conseguimos peregrinar aqui na terra em unidade.
Não é porque somos bons. Não é porque o pastor é excelente em juntar pessoas e administrar a convivência dessas pessoas. Mas é porque somos um corpo governado por um cabeça que é Cristo. Então Cristo é o cabeça que governa a igreja.
Em condições de vida normal, e aí a gente não está falando daquele irmão que não pode congregar, porque está internado, ou porque tem uma limitação física que o impede de estar aqui, mas em condições de vida normal, quando alguém acha que consegue ser igreja sozinho, esquece o que o apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos Efésios, capítulo 2, 19 e 21. O apóstolo Paulo vai escrever para os irmãos lá e vai dizer assim, Portanto...
vocês já não são estranhos e forasteiros, mas concidadãos do povo santo e membros da família de Deus. E aí a gente pode até falar que ele está falando da igreja invisível, né? É aquela igreja que só o Senhor vê. Só que no versículo 20, aí ele diz assim,
Juntos somos sua casa, edificado sobre os alicerces dos apóstolos e dos profetas, e a pedra angular é o próprio Cristo Jesus. O versículo 20 inicia, juntos, não é verdade? Não é você individualmente é a casa. Não é eu individualmente sou a casa. Mas se o apóstolo Paulo...
infinitamente melhor do que eu em termos de crescimento espiritual, assim de demonstrar maturidade espiritual em suas ações, atitudes e palavras. Disse que é juntos, quem sou eu, Lázaro, coitado, para dizer que não é juntos.
É só eu. Então eu sozinho posso ser igreja. Então quando a gente vai para o texto bíblico, a gente entende que é juntos, que temos que estar juntos. E certamente, quando a gente entende isso, a gente pode olhar para quem está ao nosso lado aqui e ter duas certezas. Eu não vou fazer o que o Marcos fez, de mandar você dar um abraço em quem está do seu lado.
Não precisa, você já fez isso aí. Mas você pode fazer um exercício que é olhar do seu lado agora e agradecer a Deus pela pessoa que está do seu lado. Você pode agradecer a Deus pela pessoa que está do seu lado, porque a soma dessa pessoa com você é que nos permite dizer que estamos em igreja.
E aí é a soma da pessoa que você gosta, que deve estar aí do seu lado por conveniência, mas também é a soma das pessoas que você não gosta muito. Porque nós somos assim, nós temos nossas diferenças. Ou você acha que nós somos perfeitos e não irritamos ninguém.
Tem alguém que olha e faz, ah, Deus me ajuda, me ajuda, porque eu acho aquele irmão, ele fala tão grosso comigo, às vezes assim e tal, mas a soma, você pode agradecer a Deus, porque a soma dessas pessoas com você, é o que testifica, é o que diz que você...
está vivendo em igreja, que você está fazendo o que o Senhor quer. E a segunda coisa que você pode ter certeza, olhando assim para a pessoa que está do seu lado, e aí quanto mais você conhecer essa pessoa, mais você vai ver que isso é verdade. É saber que somos um corpo sob a direção de Cristo.
E mesmo essa pessoa que está do seu lado sendo tão diferente de você, tanto você quanto ela trabalham sob a mesma direção que é Cristo, e a obra do Senhor é feita e o nome do Senhor é glorificado. Dá para fazer isso sozinho? Não dá.
Então é juntos, nós temos que estar juntos. Nós somos irmãos, não por uma tradição, ou porque historicamente dizemos que somos irmãos. Mas cada um de nós, um dia ou sempre, ou de vez em quando, faz uma oração.
E eu vou dizer para você qual é a oração. A oração é assim, Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós, ao vosso reino, seja feita a sua vontade. Você começou dizendo como? Quem está do seu lado é seu irmão. Porque sob o governo do Pai, sob o governo de Cristo,
Mesmo sendo tão diferentes, operamos em unidade para que seu nome seja glorificado. Então, a luz da Bíblia é impossível ser igreja sem viver em comunhão uns com os outros.
ou peregrinamos juntos como igreja, governados pelo incomparável Cristo, ou distorcemos as escrituras para justificar nosso egoísmo e sentimento de superioridades, e vivemos como desigrejados, em carreira solo, que acha que dá para ser igreja sozinha. Não dá.
Então, se o primeiro ponto é quem é a igreja de Cristo, eu louvo a Deus, porque todos nós que estamos aqui entendemos que a igreja de Cristo somos nós. E que nós estamos aqui, então até agora todos nós temos passado no crivo dessa palavra. Segundo ponto, se já entendemos que somos a igreja de Cristo, qual é o meu papel nessa igreja?
Agora que nós lembramos que não dá para ser igreja em carreira solo, vamos olhar o texto novamente. Eu falei que a gente ia voltar para o texto. Versículos 22 e 23, de novo. Deus submeteu todas as coisas à autoridade de Cristo e o fez cabeça de tudo para o bem da igreja. E a igreja é o seu corpo. Ela é preenchida e completada por Cristo, que enche consigo mesmo todas as coisas em toda parte.
Versículos 22 e 23, talvez seja uma das maiores pancadas gospel da atualidade. Talvez seja um dos versículos ou um dos textos que mais confrontam a gente quando a gente para e vai entender todo o contexto de ser igreja e como ser igreja.
Porque Jesus não só preenche a igreja, mas Ele dá a vida à igreja, Ele nutre a igreja e Ele governa a igreja. A gente está falando que o segundo ponto é qual é a minha missão, qual é o meu papel, qual é o meu lugar nessa igreja. Podemos entender claramente que nós, enquanto igreja, devemos assumir um único papel, que é fazer a vontade de Cristo.
E é até fácil falar, né? É simples falar. Talvez se eu tivesse perguntado qual seria o papel que cada um deve fazer, ou que cada um deve desempenhar, a maioria de nós acertássemos e dissesse fazer a vontade de Deus. Parece simples, mas na prática, para muitos cristãos, tem sido difícil entender que, embora possamos ser...
os braços e as pernas do corpo, nunca poderemos ser o cabeça da igreja, pois essa função foi dada por Deus a Jesus Cristo. Em um mundo que nos incentiva a controlar tudo e aditar os rumos da nossa própria vida, refletir acerca desse texto, significa muitas vezes sair de um discurso sobre o que a igreja deveria ser ou não ser, fazer ou não fazer, każdy,
e passar a ser um testemunho de vida acerca do que já fazemos por ter recebido já a direção da parte de Deus acerca de qual é a nossa missão.
Vivemos dias onde pessoas têm se levantado no meio evangélico, dizendo que são portadores da mensagem que redirecionará a igreja e a tirará do caos que se avizinha. Nós não precisamos ser redirecionados. Nós já recebemos a direção, a cumprimos fielmente e temos um Cristo que nos governa durante essa peregrinação. Então...
Nos dias de hoje, parar e entender que quem governa a igreja é Cristo. É entender que a analogia descrita por Paulo é o cabeça e o corpo. Não importa que lugar do corpo, é corpo. O que nós não somos é a cabeça, é o cabeça.
O que nós não fazemos é trazer os rumos da igreja para a nossa percepção, porque os rumos da igreja já foram traçados pelo incomparável Cristo, a que temos pregado desde um mês e uma semana atrás. Então, entender que o meu papel é ser corpo que executa a vontade de Deus.
primeiramente, na pregação do Evangelho, na pregação das boas novas, é lembrar o que a gente viu aqui na série de Atos também, que a união de Atos 2, que é quando a gente recebe a capacitação pelo Espírito Santo, com Mateus 28, que é a grande comissão, essa é a nossa missão, propagar o Evangelho das boas novas, significa também confiar que Cristo nos fará operar em unidade.
Ah, mas somos tão diferentes. Somos e é bom que sejamos. O Senhor operará em nós através das nossas diferenças. Mas como é Ele que controla...
O fruto do nosso agir enquanto servos apontará para a glória do Senhor. O fruto do nosso agir enquanto servos abençoará esse mundo perdido. O fruto do nosso agir enquanto servos, cada um tão diferente, quando estamos todos ligados ao cabeça que é Cristo, nos fará ser a igreja vitoriosa, que ainda vamos falar no terceiro tópico.
Então, a atribuição de governar não é nossa, não é dos nossos líderes, mas é exclusiva do cabeça da igreja, o incomparável Cristo. É nele onde tudo começa e é nele onde tudo terminará. Lembra que a gente falou que não é aquela poesia da manjedoura, porque o Senhor Jesus Cristo já estava no ato da criação? Também não é agora que Jesus, como vimos domingo passado, que Jesus morreu e ressuscitou e vivo está,
que agora simplesmente ele ficará na situação de um espectador, à direita do pai, deixando que nós vivamos a nossa vida do jeito que queremos, de forma alguma. Deus o constituiu sob cabeça do corpo. Ele não é um espectador, é ele que nos governa, é ele que nos orienta, é ele que nos diz o caminho que devemos seguir. Então, nessa realidade...
Não importa se os nossos dons e habilidades nos fazem visíveis, como os braços que se erguem em adoração na condução do louvor, como vocês viram aqui. O pessoal conduzindo a igreja em adoração e levantando os braços. Não importa se é tão visível daquela forma. Ou se o nosso chamado nos esconde da congregação, como ocorre com o ministério da oração, que fica separado enquanto o culto está acontecendo aqui, tem um grupo orando.
Mas eles são, mesmo que ninguém vejam, como se os pés, que muitas vezes até cobertos, ou como Paulo estava falando para aquela época, empoeirados da jornada, já que não tinham sapatos fechados assim, e ninguém via, mas eram pés que sustentavam o corpo.
Eram pés que davam sustento ao corpo, e por que não interessa se são os braços que se erguem, e todo mundo vê, ou se são os pés que sustentam o corpo? Porque a analogia nos traz uma realidade de que, Cristo é o cabeça, e nós somos...
o corpo, então não importa, se aparece aquilo que você faz, aos olhos humanos, não importa se está escondido, se é na preparação, não importa, se é algo que as pessoas não conseguem ver, o importante é que cada um de nós, se vamos ao corpo, na medida das nossas habilidades, e dons.
Então, se olharmos com atenção para o texto, ele não deve ser usado para destacar partes do corpo em si, mas o texto serve para destacar dois lugares, o lugar reclamado por Deus para Jesus Cristo, que é seu cabeça, e o lugar determinado por Deus para todos nós, que é seu corpo.
No texto só existe espaço para Cristo e para a igreja. É a junção de nossos dons e habilidades que direcionados por Cristo nos permite cumprir o chamado. Quando pregamos um sermão aqui, passamos em torno de 40 minutos falando.
Mas antes de iniciarmos, alguém chegou aqui uma hora antes, ligou o som, ensaiou, colocou cones lá fora para não atrapalharmos os vizinhos da igreja, nos recebeu com um largo sorriso, iniciou um momento de oração. Então, não existe mais importante. Todos somos importantes na mesma medida, porque somos o corpo. Lembre-se disso. Sem mãos, queridos, sem pés.
Ah, eu sou os braços que todos veem. Não, somos corpo. Somos o corpo que juntos glorificamos a Deus. Nenhum de nós é mais importante.
Todos servimos de igual modo e foi o ato de congregar e servir com o coração rendido sob o ensino genuíno da palavra e a ministração dos sacramentos, batismo e ceia que nos torna a igreja de Cristo.
Então, nossa atuação no corpo de Cristo, ela não gera status, não é para aparecer, não é para que alguém olhe e diga, como ele faz bem isso, como ela faz bem isso, como canta bem, como dirige bem, não, não é. A nossa atuação no corpo de Cristo nem é para gerar status e nem sempre será extremamente prazerosa, no sentido de que nós vamos chegar aqui e não haverá nenhum tipo de sacrifício.
Entre estar aqui dentro, no ar-condicionado, sentado, confortável, e estar lá fora no sol de 37 graus. Estava quente, quando terminou o culto, entre o primeiro e o segundo, eu fiquei ali fora, está muito quente. Olhando os carros dos irmãos durante uma hora e meia. Isso gera sacrifício.
Então, estar na igreja implica muitas vezes sacrifícios que precisamos fazer. Senão nós corremos o risco de não mais servir. Porque quando precisarmos de alguém para trabalhar na cozinha, para fazer o lanche entre os cultos, quer servir entre os cultos, vamos falar, então vamos contratar uma empresa terceirizada para fazer esse serviço, porque é ruim ficar no fogão do domingo de manhã. Eu já passo a semana cozinhando, e aí eu vou passar um domingo por mês servindo na cozinha, não dá.
E aí quando falam em servir lá fora, na recepção externa. Não, vamos contratar algumas pessoas para olhar os carros dos irmãos durante o culto, para que os irmãos possam estar só na igreja adorando ao Senhor. Amém, irmão. Você vai estar aqui adorando ao Senhor. Aí você vai estar num culto aqui adorando, e no outro você vai estar lá fora servindo. É uma vez no mês.
Mas às vezes as pessoas têm falado sobre igreja e esquecido que igreja também, ser igreja implica também muitas vezes sacrifício. No primeiro culto eu perguntei, quem esteve aqui no aniversário da igreja? Levanta a mão. Mais de mil pessoas, eu acredito que estavam ali. Tudo muito lindo, uma bênção. Vocês sabem que horas a equipe de eventos começou a chegar lá? Fora o trabalho que eles tiveram antes.
A última vez que eu tinha olhado no grupo, eles estavam planejando 4 da manhã. Pode ter antecipado alguma coisa. Deixar mais tarde é difícil, mas antecipar sempre é mais comum. E eles passaram o dia lá trabalhando. E nós fomos e adoramos ao Senhor. E depois fomos embora todos felizes. E quem ficou? É eles.
Aí você vai dizer que não gera sacrifício? Ser igreja também gera sacrifício. Ser igreja não é só, ah, eu participo da igreja Batista Zona Sul, que bênção. Ser igreja também tem isso. Mas às vezes as pessoas querem ser igreja só sentada, apenas vivendo aquilo que ele julga ser o melhor.
Mas na verdade ser igreja é um caminho completo. Então para finalizar esse segundo tópico sobre a nossa missão, sobre o que fazemos, sobre qual é o meu papel nessa igreja. Nós podemos fazer duas afirmações. A primeira, temos a consciência que o nosso papel é fazer a vontade de Cristo que é o cabeça da igreja. Começando pela propagação do evangelho. Fato.
E a segunda, se Ele é o cabeça e nós somos os seus pés e as suas mãos, só podemos dizer que fazemos a sua vontade quando estamos servindo uns aos outros sob o senhorio de Cristo. Então ao invés de ficar em discussões vãs de igreja a tempo, igreja sou eu, igreja isso, igreja aquilo, tenha isso em sua mente.
Você só consegue fazer isso quando você, sobre o Senhor e o de Cristo, serve uns aos outros, vive em comunidade, quando você se congrega. Então, se o primeiro ponto foi, quem é a igreja de Cristo? O segundo ponto, qual é o meu papel nessa igreja? O terceiro ponto, e aí a gente já vai caminhando para o encerramento, é quem é o Cristo que governa essa igreja? E aí a resposta do tema do sermão.
Se para alguns a história de Cristo começa na manjedoura, para outros ela termina na cruz. São pessoas que não conseguem enxergar Cristo após a ressurreição. É como se Cristo agora estivesse estático sem causar ou sem gerar influência alguma nas nossas vidas.
Mas hoje, a gente já conseguiu entender que isso não é verdade. A gente já entendeu que as ideias que limitam Cristo a esse lapso temporal estão erradas. Que a história da criação começa e termina em Cristo também.
No começo da série aprendemos que Ele estava presente na criação e tudo se fez por meio dEle. Hoje, no encerramento, vamos entender que a ressurreição não tem como consequência um vácuo da pessoa de Jesus Cristo. Não tem como consequência a saída de Jesus Cristo da nossa história, porque Ele é quem cria a nossa história. Ele entra na nossa história para nos salvar, Ele ressuscita, mas Ele permanece na nossa história.
como aquele que nos governa. Então, para muitos é como se agora Jesus estivesse apenas a deixa do Pai em um estado contemplativo, aguardando apenas o momento de vir buscar a sua igreja. Mas para nós que entendemos o governo de Cristo sobre nós, sabemos que Ele não só governa a sua igreja, como nós que fazemos parte dela também somos governados,
por ele, é por isso que quando o culto encerra, nós vamos para casa e continuamos testificando que pertencemos a essa igreja
porque o Senhor, Ele não está limitado à atuação em um ambiente, mas Ele quer que testemunhemos que somos parte da sua igreja em todos os lugares. Na minha família, junto com os meus, eu continuo testificando dessa realidade, eu continuo testificando daquilo que a gente tem falado aqui acerca de ser igreja.
Então até agora, foi até um pouco cômodo ouvir essa série, foi até um pouco fácil, digamos assim, porque rememoramos quem é o incomparável Cristo e o nosso coração se enche de alegria e fé, ouvindo acerca da pessoa bendita de Cristo. Nós ouvimos que Cristo não nasceu na manjedoura, nós ouvimos e vimos que Cristo se tornou servo sofredor, nós vimos que Cristo é o bom pastor.
nós vimos que Cristo é o Senhor da história, e nós vimos domingo passado que Cristo ressuscitou, e que Ele está vivo, até agora, nós olhamos a história do incomparável Cristo, e podemos dizer que tudo foi graça, Ele quis, Ele participou, Ele salvou, Ele nos encontrou, Ele fez,
Até agora, nós conseguimos ver toda a história de Cristo, com o olhar de que Cristo vai guiando todas as coisas, todas as coisas vão se encaixando para que o seu intento perfeito seja manifesto. Mas agora a gente começa a entender.
que o incomparável Cristo, ou que a história do incomparável Cristo, converge com a nossa própria história, não só no ato da criação, não só no ato da redenção, mas agora, no ato da nossa peregrinação aqui na terra. Então, com a mesma alegria e com a mesma fé, que louvamos a Deus.
por ter criado todas as coisas, e louvamos a Deus, porque Ele, vendo o homem caído, entrou na história que Ele mesmo criou, e nos resgatou, nos redimiu, é a mesma fé e a mesma alegria, que temos que sair daqui conscientes, que Ele nos governa, então a igreja tem que entender, que as circunstâncias terrenas, não governam a igreja,
A igreja tem que entender que as dificuldades humanas não governam a igreja. A igreja tem que entender que ela não tem outro governo que não seja o nosso Senhor Jesus Cristo.
E aí quando a gente faz essa construção, quando a gente entende tudo isso, nós temos a plena certeza que o incomparável Cristo não é o espectador da nossa história, mas Ele é quem coordena a nossa diversidade enquanto pessoas, para que em unidade triunfemos.
não importa as circunstâncias, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, nos garante, que o inferno não pode prevalecer contra a igreja, mas Lázaro, e se vier uma perseguição política, e se vier uma mudança cultural, e fecharem a igreja Batista Zona Sul, nós somos igreja além da igreja Batista Zona Sul.
E o Senhor Jesus Cristo nos garante que as portas do inferno não prevalecerão. Então o Senhor Jesus não nos deixou a própria sorte. Ele nos deixou para cumprirmos a sua vontade. E nos garantiu que conseguiríamos andar nessa terra e ser vitorioso nela. Com todos os desafios que ela apresenta. Então não precisa se desesperar.
você deve se posicionar assim como o pastor Marcelo já tem falado aqui, outros pastores têm falado aqui também, você precisa se posicionar politicamente, você precisa se posicionar socialmente lá fora, você precisa se posicionar frente ao mal, você precisa se posicionar frente ao que o mundo diz ser o certo, uma coisa que você não pode fazer é se desesperar.
porque quem garante a sua e a minha vitória, a nossa vitória enquanto igreja, não é ninguém que nasceu, viveu, morreu e morto está, mas quem garante a nossa vitória é alguém que criou, que depois nasceu, viveu, morreu, ressuscitou, e vivo está à direita do Pai, para hoje nos governar, então acalme seu coração.
A última coisa que a gente quer dizer para você é que Ele é o Senhor absoluto da igreja. E Ele não divide seu governo com ninguém. Não existe revelação sobre novos rumos que a igreja deve tomar. O rumo já foi dado e ficaremos firmes até a volta do Senhor Jesus. A sério e incomparável Cristo foi para te lembrar que o Deus que pode todas as coisas, Ele também é poderoso para te sustentar na peregrinação aqui na terra.
aconteça o que acontecer, não estamos sem garantias, mas estamos com a garantia do incomparável Cristo, porque Ele governa a sua igreja, então hoje terminamos essa série, do incomparável Cristo, lembrando que tudo converge para uma verdade inegociável,
O Cristo que estava na criação de todas as coisas é o mesmo que habitou entre nós, morreu, ressuscitou e hoje nos governa. Ele não é apenas o espectador da nossa história, ele é o centro absoluto da igreja. Nós não somos seu corpo, nós não somos a cabeça da igreja, nós somos o corpo. E como corpo devemos nos comportar submissos à vontade de Cristo. Que sejamos uma igreja viva.
uma igreja rendida, uma igreja que enquanto lá fora se fala muito, em crescer e fazer o que você acha que é certo, possamos ser uma igreja, que diz em todos os lugares lá fora, que sabe o que é certo, porque entende o que Cristo nos mandou fazer, e que vai cumprir o chamado, durante todos os dias da nossa vida.
essa série termina hoje, com um chamamento para nós, no sentido de entendermos, o nosso lugar, no sentido de entender, tudo o que Cristo fez, mas o que Ele ainda continua, a fazer, nós temos um dom, somos governados por Ele, e que você passe, todos os seus dias, lembrando, e agradecendo a Deus,
pelo privilégio de ser governado por Cristo, você pode curvar a sua cabeça? Senhor Deus e Pai, nós te louvamos e te agradecemos, porque foram dias, Senhor Deus querido, intensos de conhecimento acerca do incomparável Cristo, e vimos tantas coisas como o teu poder na criação, como o teu poder na redenção, como o teu poder, Senhor Deus querido, ao ressuscitar,
Senhor Deus querido, ficamos com os corações aquecidos, Pai. E hoje, Senhor Deus querido, tivemos o privilégio, Senhor, de entender que a história não terminou, mas que ela continua, porque estamos em uma época onde participamos da igreja sob o teu governo.
onde nós que somos tão diferentes, Senhor, nos reunimos aqui, e damos graças, Senhor Deus querido, porque fomos alcançados, encontrados, resgatados, Senhor, por Teu amor, Senhor Deus querido, pelo Teu perdão, nos ajuda, Senhor Deus querido, a reconhecer a cada dia mais o Teu senhorio sobre nossas vidas, nós Te louvamos e Te agradecemos, em nome de Jesus, amém.