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Banco de graça não existe: o CEO da Revolut explica quem paga a conta

14 de outubro de 20261h23min
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Glauber Mota comanda a Revolut no Brasil desde 2022. Antes foi sócio do BTG Pactual, onde ajudou a montar o banco digital do grupo, e passou cinco anos na Suíça integrando o banco que o BTG comprou por lá. Engenheiro formado no IME, com mestrado em matemática aplicada às finanças no IMPA, ele conta como montou a operação brasileira a partir de uma página em branco: abrir CNPJ, pedir licença ao Banco Central e convencer a matriz de que o Brasil merecia o investimento antes de outros países.Na prática, a conversa é sobre quem paga a conta do banco de graça. Segundo ele, quem diz que não cobra nada cobra no spread do câmbio ou em outro relacionamento, e a Revolut preferiu cobrar mensalidade às claras. Ele explica também por que a empresa quase não faz propaganda no Brasil, como o Pix virou em duas semanas o maior meio de pagamento alternativo da Revolut no mundo, e por que a insegurança jurídica brasileira é difícil de explicar para quem decide lá fora: segundo ele, a regra do IOF mudou às 17h e precisava estar valendo à meia-noite.

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