Diego Barreto (iFood): escala 6x1, China e o futuro do trabalho no Brasil
Diego Barreto, CEO do iFood, fala sem filtro sobre escala 6x1, competição chinesa e o futuro do trabalho por aplicativo no Brasil. Um dos empresários mais influentes do país abre o jogo sobre o que realmente trava a economia brasileira.━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━📌 NESTE EPISÓDIO━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
- Por que a escala 6x1 pode prejudicar a produtividade e empurrar trabalhadores para a informalidade
- Como a China compete com empresas brasileiras em bases completamente diferentes — e o que isso significa para o iFood
- Drones de entrega no Brasil: a tecnologia já existe, mas a legislação ainda trava
- A liberdade dos entregadores de app e por que Diego defende um modelo que respeita a escolha de cada um
- O que o iFood sabe sobre o comportamento de consumo das classes A, B e C que a maioria dos analistas ignora
- Como o iFood apoia pequenos restaurantes com crédito, plataforma gratuita e consultores
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- Ofensiva chinesa no mercadoCompetição internacional com empresas chinesas · Diferenças nas bases de competição com a China · Espionagem industrial e falta de bases iguais de competição · Preço predatório e dumping por empresas chinesas · Custo de capital e a presença do Estado chinês nas empresas
- Escala de Trabalho 6x1Impacto da escala 6x1 na produtividade · Relação entre produtividade e crescimento econômico · Tendência global de redução da jornada de trabalho · Liberdade de escolha na jornada de trabalho · Risco de informalidade com a escala 6x1
- Logística de última milha e dronesOportunidade na logística de última milha · Entrega de restaurantes em até 20 minutos · Uso de drones para entregas específicas · Desafios da infraestrutura urbana para drones · Carrinhos driverless em shoppings
- Modelo de negócio e financiamento do iFoodFinanciamento de restaurantes pelo iFood · Acesso à linha de crédito para pequenos restaurantes · Análise de crédito baseada na operação do restaurante · Foco em produto em detrimento de finanças · Desconto de fornecedores e custo de capital
- O futuro do trabalho por aplicativo e PLPL do trabalho por aplicativo e sua tramitação · Segurança jurídica para o modelo de negócio · Impacto do desligamento do iFood na economia · Previdência para entregadores · Taxa mínima por entrega e seu impacto
- Perfil do cliente iFood e comportamento de consumoConsumo do iFood por classes sociais (A, B, C) · Frequência de pedidos por classe social · Pedidos de fim de semana e momentos de descanso · Indulgência e momentos de lazer com pedidos · Renda familiar versus renda individual para análise de consumo
- Home Office e modelo de trabalho híbridoFuncionamento do Home Office e modelos híbridos · Ajuste de cultura e mecanismos para o trabalho remoto · Híbrido flexível no iFood · Importância da mobilização de pessoas no trabalho
- Brasil 1958: Contexto Político e SocialCultura de inovação versus otimização no Brasil · Importância da construção de política pública · Superar a síndrome de vira-lata no Brasil · Foco no produto e soluções em vez de problemas
Salve, salve Brasil! Muito boa noite e muito bem-vindos a mais uma edição deste programa que é o podcast que mais cresce no Brasil. Eu sou Felipe Corleta, apresentador aqui do Café com Ferre. Quero agradecê-los todos pela audiência. Pedir o joinha no vídeo, compartilha com os amigos mais este episódio. Manda nos grupos do WhatsApp.
Esse episódio que é um oferecimento. Minerva Foods, adapta.org, G4 Educação, WShirt, Infinox e KuCoin. Patrocinadores aqui do programa. Ativados hoje nessa entrevista incrível que você está prestes a assistir. Então, senta na cadeirinha aí. Não perde esse episódio até o final. Rafael Ferri, muito boa noite. 2% do PIB está aqui hoje. Vocês nem imaginam quem é. Sem spoilers por enquanto. Queria agradecer.
Demais. A audiência mais qualificada do Brasil. De longe. Mas de longe. Quando você perguntar para algum empresário relevante se ele assiste algum podcast, você saberá qual podcast ele assiste. Se é algum político relevante, você também saberá...
qual podcast ele assiste. Estamos chegando a 7 milhões de inscritos no YouTube, rumo aos 10 milhões de inscritos. Queria agradecer demais todos os nossos patrocinadores. Não são patrocinadores, são patrocinadores. Tem gente que está aqui desde o começo, desde que nós tínhamos 30 mil inscritos.
que eu liguei e pedi, pode me dar uma força? Estamos começando. O pessoal prontamente atendeu. Estamos recebendo hoje aqui 2% do PIB. Você nem sabia, o presidente do iFood está aqui, Diego Barreto.
E eu quero abrir o podcast com uma pergunta maravilhosa. A escala 6x1, se aprovada, vai afundar a economia brasileira? Bem-vindo. Bom dia, boa tarde, boa noite. Boa noite. Dependente de quem está assistindo. Boa noite. 19 horas. 19 horas. Até boa noite. Antes do futebol.
A escala 6 por 1 vai afundar a economia brasileira? Bem-vindo. A equação é muito simples. Um país progride, gera riqueza ao longo do tempo com produtividade. Você faz mais com menos e aí sobra, você gera riqueza e aí você vai distribuindo essa riqueza ao longo do tempo. Todos os países do mundo que progrediram, todos eles foram com base em aumento de produtividade. A escala 6 por 1 atrapalha essa equação.
Ela tira a produtividade. Ela faz o mesmo restaurante, o mesmo supermercado, a mesma farmácia que antes vendia X, tem que vender X gastando um pouco mais agora com o custo mão de obra. Isso é um problema, isso atrapalha. Você perde competitividade, seja localmente, seja internacionalmente. Então pensa que você produz um produto hoje no Brasil e compete no mercado internacional.
Esse mesmo país que hoje está em igual capacidade de produção que você, ele vai ficar um pouquinho mais competitivo. Ele vai vender um pouquinho mais barato que você, porque você vai ter que encarecer o preço. Então, ele atrapalha. Sem dúvida alguma, atrapalha. A gente precisa achar uma equação que é melhor para todo mundo. Mas você é contra ou a favor desse cara? Você é 6x1.
Eu sou contra. Eu sou contra. Acho que a gente precisa, sem dúvida alguma, ter dignidade, ter escala, ter descanso. Sem dúvida. Ninguém está entrando nesse mérito. A discussão não é se tem que ter ou não dignidade. Tem que ter. Mas precisa ser equilibrado com produtividade para ter crescimento no país. Mas existe uma...
Um negócio meio romantizado de que é melhor a pessoa cada vez trabalhar menos e manter os mesmos salários. Para onde você acha que vai caminhar a economia brasileira? As empresas vão fechar um dia? Porque é mais barato, eu acho que a conta é mais barato, por exemplo, a Magalu fechar um dia da semana.
do que dar um dia a mais de folga para os colaboradores. Como é que é essa conta na tua cabeça? Eu sei que o iFood tem 7 mil colaboradores e tem 500, 600 mil colaboradores indiretos. Eu acredito que eu moro empregador do Brasil, devido a que alguém empregue tanta gente indireta ou indiretamente.
Eu sei que vocês já fizeram todo tipo de métrica de conta pra tudo quanto é lado. Na tua cabeça, as empresas vão começar a fechar um dia pra poder absorver essa lei? Ou não? Pra onde tu acha que vai? O que tu acha que vai acontecer? Ou essa discussão só tá pegando porque tem eleição, quando passar a eleição vai morrer? Como é que tá na tua cabeça? Essa equação pra mim ela é simples. Ela acaba empurrando as pessoas pra informalidade.
Veja, as pessoas, elas querem ganhar mais dinheiro. A gente enxerga isso no dia a dia. Eu tenho um problema hoje com os entregadores, que os entregadores criticam o fato de eu ter um limite de horas de trabalho na plataforma. Para os entregadores, eles queriam ter 24 horas disponíveis para poder trabalhar o quanto eles queriam. Fui nos Estados Unidos assim. Mas óbvio que aí está errado. Ninguém quer ninguém trabalhando 24 horas por dia. Mas se o cara quer...
Mas tem que ter um limite, tem que ter um limite, porque senão o que você está fazendo é explorando alguém que eventualmente está numa condição de necessidade. Mas o meu ponto aqui não é nem se discutir se esse limite tem que ser pouco, ou médio, ou muito. O ponto é, vamos estabelecer algo que seja um limite? Quanto é? Pronto, estabelecido. Dali para frente tem que ter liberdade de decisão.
E é nisso que a gente acredita. O que vai acontecer então? A pessoa que está buscando essa liberdade de decisão, ela vai acabar buscando na informalidade uma forma de compensar o fato de que ela está trabalhando um dia a menos. Aí alguém vai falar assim, não, não, mas o salário não vai ser reduzido. Como é que o salário vai ser reduzido? Ele vai ser reduzido por boa parte das empresas ao longo do tempo. Como é que a empresa faz isso? Na hora de contratar a próxima pessoa...
Ele vai pagar um pouquinho menos. Ele vai fazer esse ajuste de forma natural. Aí essa pessoa que está ganhando um pouquinho menos vai fazer o quê? Ele vai buscar um lugar para fazer um bico, para poder trabalhar um pouquinho mais e recompor aquela renda.
volta para onde? Volta para a produtividade. As empresas precisam trabalhar com uma métrica de eu custo tanto, eu preciso ter tanto de receita, senão não fecha a minha conta. Então isso vai acabar sendo equalizado, infelizmente, pela informalidade. E depois, ao longo do tempo, as empresas, em especial as mais frágeis, elas vão ajustar isso na conta do salário. Mas tu acha que essa discussão é política, principalmente porque a gente está indo no eleitoral? Ou é algo realmente que vem para o debate?
A realidade nua e crua é que existe uma tendência global no Ocidente de fazer essa mudança.
Quando a gente olha para a Europa, a Europa foi nesse caminho. Quando a gente olha para os Estados Unidos, existem forças que indicam esse caminho. Então, não dá para negar o fato. O fato é que existem mudanças estruturais ao longo do tempo. Aí você vai me dizer, mas ela fica mais forte, ela fica mais interessante no momento de eleição? Sem dúvida, ela fica mais interessante no momento de eleição. Mas não dá para negar que existe um caminho, uma direção em vários países do mundo nesse sentido. Agora, vamos fazer uma equação aqui.
países que foram nessa direção são os países que hoje mais crescem o PIB? São os países que mais geram renda? Que mais dão ascensão social para as pessoas? A resposta é não. É uma tendência? Não dá para negar. Os fatos estão aí para dizer. É uma tendência que gerou resultados melhores? A resposta é não.
Mas o que tu acha sobre o argumento do ministro do trabalho de que as pessoas trabalhando cinco dias por semana vão produzir melhor durante esses cinco dias, considerando a folga que elas têm a mais? Eu não conheço na ciência nada que comprove isso. Tchau, esse TDC. Então vamos partir de um pressuposto que tudo tem que estar dentro de um bom senso. Não dá para ir num extremo e não dá para ir no outro extremo.
Até hoje, não existem dados que são irrefutáveis de que o fato de você trabalhar menos, você produz mais. O que existe é o fato de você estar numa condição boa de equilíbrio físico, mental, social, espiritual, te faz produzir mais. Então é por isso que a gente não pode chegar no 24 horas. Óbvio que ninguém vai trabalhar 24 horas por dia. Mas o fato de você trabalhar menos não necessariamente vai levar pra isso. A gente teve no ano passado na China... A gente teve no ano passado na China.
entrevistou aqui um cara que foi nosso guia da viagem, e ele falou exatamente assim, cara, no Brasil tá se falando de seis por um, e na China é nove, nove e meia. É todos os dias das nove às nove, seis dias por semana. Lá funciona assim.
Tu acha que o caminho seria olhar para o outro lado ou ficar como está? Olhar e liberar a jornada de trabalho para quem quiser trabalhar o quanto for? Ou não? Deixa como está, não vamos mexer nisso, nessa legislação. Qual tu acha que seria o caminho correto que o Brasil já está tomando?
o caminho correto pra mim é as pessoas terem a liberdade pra escolher o que é o certo pra vida delas, resguardar dos limites do bom senso, de novo. Então, você vai ter pessoas, por exemplo, que em determinada idade, vai dizer, cara, eu quero trabalhar muito. Minha hora de crescer, de aprender, de ganhar conhecimento, e eu quero trabalhar muito.
Mas vão ter pessoas que talvez nessa mesma idade vão dizer, cara, o que eu quero é mais tranquilidade, porque eu quero equilibrar isso para cuidar dos meus pais, que estão eventualmente em uma certa idade. E essa pessoa tem que tomar a decisão então de procurar um trabalho que dê isso para ela. Enquanto aquela primeira, no primeiro exemplo, tem que ter a liberdade de procurar algo maior. Quando a gente cria regras que vão engessando um pouco mais a economia, o que você tenta fazer é fazer com que o país inteiro siga uma mesma lógica.
pessoas de idades diferentes sigam a mesma lógica, de que as mesmas geografias sigam uma mesma lógica, não faz sentido. O mercado já não é assim. Você sempre tem exceções, por exemplo, nas leis, para poder permitir flexibilidades ou rigidez. O ponto é você respeitar isso. A melhor forma de fazer isso é você criar princípios e deixar todo mundo operar com liberdade dentro do princípio. O Brasil é o contrário. Nos Estados Unidos, você deu o exemplo há pouco, por que lá funciona muito bem esse conceito?
Porque quando você vai no nível da Constituição, a Constituição tem meia dúzia de linhas.
É uma constituição principiológica. Ela fala, gente, precisamos respeitar esse limite do bom senso. O resto, vamos todo mundo trabalhar bastante e vamos fazer esse país gerar riqueza. Se não gerar riqueza, a gente sabe qual é a conta. Então, enfim, é um pouco da forma como eu vejo isso. Eu sou partidário da liberdade, de novo, sem abrir mão do bom senso.
A gente trouxe esse gancho da China e da jornada de trabalho, porque no fim acaba sendo uma discussão sobre competitividade. Os produtos lá são muito mais competitivos, cresceu muito mais a indústria, enfim, aqui. E a gente está vendo essa migração da China para o Brasil, já começou muito forte nos bens, nos produtos industrializados, mas agora chega nos serviços e toca diretamente no iFood. A gente vê a 99 chegando, a Kita chegando, enfim, empresas que...
chegam com um orçamento muito grande para começar também a tomar conta do setor de serviços aqui no Brasil. Como é que tu vê essa chegada desses concorrentes e desses chineses chegando também no setor de serviços aqui no Brasil? Ó, acho que é muito importante a gente ter consistência nas opiniões que a gente dá.
nos valores que a gente tem. Você pode mudar de opinião, mas não perder a consistência dos valores. Então, da mesma forma que eu defendo a liberdade para o trabalho, eu tenho que defender a liberdade para a competição. Tem que ter consistência. Não dá para eu defender de um lado e do outro porque é melhor para mim eu mudar de opinião. Tem que ter essa liberdade. Competição é bom. E a realidade é que, historicamente, no Brasil, a gente não tem competição.
Brasil é um país, e eu não estou falando do meu setor, estou falando do Brasil. O Brasil é um país que via de regra opera dando subsídio para a empresa e via de regra opera aumentando... Proibido quebrar, né? Exato. E ele aumenta imposto de importação para dificultar a entrada do estrangeiro. E aí o que a gente gera no final? Gera empresa que não é boa. Historicamente as empresas brasileiras não são as mais produtivas do mundo.
Então da mesma forma que eu quero uma pessoa produtiva, eu também quero um empresário produtivo. Então competição é bom. Aí vamos voltar então para os princípios. O que eu preciso? Eu preciso ter uma lógica principiológica. E aí eu não vejo nas empresas chinesas seguindo a lógica principiológica que a gente criou no Ocidente. Respeito a custo capital, a forma como a gente trabalha a governança, a forma como a gente trabalha a integração entre as empresas para gerar riqueza dos dois lados. Então vou pegar um exemplo aqui.
Você olha para grandes corporações europeias e americanas e vê brasileiros em cargos altíssimos nessas empresas. Fabrício. Fabrício é um exemplo. Você vê empresa chinesa? Raridade. Parece raro, mas é porque o Brasil não é um exportador de talento como, por exemplo, a Índia é. Na Índia, você pega lá, quem é o CEO do Google? É o indiano. Isso eu consigo citar, mas outros 10 indianos que estão liderando as empresas nos Estados Unidos. Então, o presidente da Gualcão é um brasileiro.
Por exemplo, o global da Gualcão é um brasileiro. Então, você consegue ver o estrangeiro no Ocidente chegando em cargos de altíssimo nível em empresas do Ocidente? Nas empresas chinesas você não vê isso. Você conhece algum estrangeiro que lidera alguma empresa chinesa?
O último foi preso, o Carlos lá, que foi da japonesa. O Carlos Gon. Botaram ele numa japonesa, teve que sair numa caixa lá para não ser preso. Eu vou te dar um outro exemplo que a gente está vivendo aqui agora. A gente está vivendo com o problema de espionagem industrial.
É um negócio que eu não imaginei ver no Brasil, porque isso foi coisa de Brasil de 40 anos atrás, quando eu estava lá trabalhando com meu pai. Agora aqui, eu estou vivendo isso no meu dia a dia. Já mandei três vezes a polícia fazer busca e apreensão na casa de pessoas. Como é que estão fazendo isso? Via uma estrutura de consultoria na China que acessa pessoas, paga para poder prover informação. Para não ver isso acontecer aqui no Ocidente.
Para os três concorrentes isso. Hã? Para os três concorrentes. Exatamente. Então, eu não vejo um problema do chinês vir. Assim como tem que vir um americano, tem que vir um europeu, tem que ter competição e tem que vencer o melhor. Mas o príncipe biológico tem que ser seguido. Você pega, por exemplo, a questão da exportação de produtos. Quando a gente olha para o mercado chinês, você não vê um mercado chinês operando com a mesma estrutura que opera o Ocidente.
Então, a mão de obra dele, por natureza, é mais barato. O produto, por natureza, é mais barato.
O quanto a gente tem de régua de compliance aqui pra poder seguir a legislação, governança, etc. Eu fui na verdade pra China, toda vez que eu vou, todo ano que eu vou, fico surpreso com alguma coisa. Tudo acontece assim. Mas em que bases? Os valores que você tem lá são os valores que você quer operar aqui? Lá, a discussão de democracia é diferente daqui. Lá, a discussão de liberdade de expressão é diferente daqui.
Qual é o tipo de valor que a gente quer operar? Então, para mim, essa discussão é importante. A discussão da competição, não. Tem que ter competição, o pau tem que quebrar e vencer o melhor. Está tudo certo. Mas a gente precisa ter as mesmas regras. Mas essa... Isso era um negócio que eu defendia no negócio da taxação das blusinhas. É, isso que eu ia falar agora. Porque, voltando para a minha pergunta, quando a gente tem essa competição muito estabelecida em bens, ela passa agora a ser de serviços. Então, assim...
É óbvio que uma roupa produzida no Brasil, ela potencialmente tem menos ali, uma mão de obra muito barata, talvez uma condição de trabalho muito ruim, em relação a uma roupa que foi produzida no Sudeste Asiático, na China, no interior. O maior nome dessa marca aqui mesmo?
Essa aqui, Zara? Não, essa aqui que eu tô usando. W Shirt? Uniclo? Mais japonesa essa. Só que o bem aqui, pô, a gente vai comprar o chinês, o brasileiro acabou comprando o chinês, e o governo fez o quê? Bom, vamos criar a taxa das blusinhas pra dar uma equalizada. Porque os caras fraudavam a receita.
Por isso que teve essa taxação. O cara... O produto custava 100 dólares. Mas também por ameaça a indústria nacional, né, cara? Uma ameaça a indústria nacional. Imagina uma Renner da vida, uma empresa local que produz aqui. Não é ameaça a sua, não. É fraude mesmo. Porque o cara comprava lá um cabo que custava 50 dólares e botava pra 1 dólar, pra uma nota. Por isso, cara. O ponto é, cara, essas equalizações... A taxação não resolve isso, né? Proteção eu sou contra.
Proteção eu sou contra. Exceto para indústrias claramente de segurança nacional, a proteção eu sou contra. Mas precisa ser em mesmas bases de competição.
Precisa ser mesmo a base de competição. Mas o Brasil não pode exigir que lá na China a pessoa tenha, no máximo, 44 horas de trabalho. Ele não pode... Mas por que ele não pode exigir isso? Para poder comprar... Veja, você faz negócio... Se eu fosse um traficante e viesse aqui me patrocinar o programa, você aceitaria? Não. Você pode exigir? A gente já teve proposta de puta, de jogo.
Você pode exigir. Então, eu não estou dizendo que a legislação lá tem que ser idêntica aqui. O que eu estou dizendo é que precisa existir. Por isso que eu volto para a discussão principiológica. Você precisa ter elementos em que você fala, gente, nós estamos competindo aqui em bases iguais. Então, veja o que está acontecendo aqui agora, por exemplo. Nessa situação minha. Eu estou vivendo uma situação de espionagem corporativa.
Aí eu trago o advogado e falo, ó, tá aqui todas as provas. Aí o advogado fala, ó, vem cá, isso aqui a gente vai ter que fazer o quê? Vamos ter que pegar a consultoria, provar na justiça que ela tá fazendo algo que é ilegal, quebra o sigilo dela e aí você chega no cliente final pra descobrir quem é a pessoa que tá pagando por isso. É assim que acontece em qualquer lugar do mundo, certo? Não, se você não quebrar o sigilo se for um contratante estrangeiro. Tem como, você entra na justiça lá. Você entra lá e faz isso.
É difícil, né? Não. Nos Estados Unidos, na Europa, isso é normal. Se existe uma questão de ilegalidade, de fraude, isso vai acontecer. Aí ele falou, o advogado falou, e aí? Onde é que está acontecendo? Quem são as consultorias? Aí a gente mostrou. Todas delas na China. Ele falou, esquece, não dá. Por que não? Não, porque lá o judiciário responde para o Partido Comunista Chinês. Então você tem um conflito de interesse. O Partido Comunista Chinês é o responsável por definir as diretrizes do judiciário.
Como é que eu compito de igual pra igual numa situação dessa? Porque aqui, se eu cometer uma ilegalidade, você vai me processar. E se você tá dando certo, em teoria, você vai ganhar. Como é que você compete igual pra igual? Então, quando eu digo competir de igual pra igual, é disso. Não é sobre você ter um judiciário idêntico. Não é ser igual dos Estados Unidos ou igual da Europa. Mas como é que tu faz, então, Diogo? Não faço. É um tubo.
Eu entubo. Então o que eu estou fazendo hoje? Eu estou criando uma série de protocolos e burocracias e engessamentos dentro da minha empresa para diminuir o risco que eu vivo hoje. Mas eu não tenho o que fazer. Mas essa espionagem acontece com executivos da empresa? É, basicamente o que eles fazem. O que eles fazem? É uma base de clientes. Uma consultoria te procura.
E fala, cara, eu quero fazer um... Eu quero fazer uma pesquisa. Estou fazendo uma pesquisa sobre o Brasil. Você topa dar uma entrevista sobre o Brasil? Eu pago mil dólares a hora. São cinco mil reais. Aí você fala, claro. Vamos imaginar que você ganha quinze mil reais por mês. Porra, cinco mil reais? Aí você vai lá e faz. Aí volta semana que vem. Ah, eu queria agora falar do setor de alimentos no Brasil. Eu te pago mais mil dólares a hora. Você topa? Topo. Entrou mais cinco mil reais.
Aí ele fala, agora eu quero falar de iFood. Você topa falar de iFood? Topo. É, entenda demais. 5 mil reais. Aí ele fala, então, você trabalha na área de comunicação, vou pegar o mais fácil pra ficar mais sensível. Você trabalha na área comercial, trabalho. Como é que você faz a precificação pra vender pro restaurante o seu serviço? Pago 5 mil reais. E assim ele vai empilhando de 5 em 5 mil reais. Pra uma pessoa que ganha 15, isso mexe o ponteiro.
Então, quantas pessoas recebem um pedido desse? 500. Quantas negam? 300. Quantas vão só até o segundo da entrevista? 50. Quantas vão até o final? 3. É 3 que pega a informação e fala, tá aqui, assim que a gente faz. Esse aqui pra esse restaurante a gente faz assim, pra esse restaurante a gente faz assado, pro entregador a gente faz esse tipo de cálculo pra fazer o pagamento. Precisava jogar limpo. É isso que tá acontecendo, que eu tô vivendo isso há 9 meses.
Eu já mandei, eu não vou dizer que mandei três pessoas pra cadeia, porque no Brasil ninguém vai pra cadeia assim. Eu já fiz três mandados de busca e apreensão com a polícia pra poder recuperar as informações. O teu tempo, tá gastando tempo. Pô, é brincadeira. É uma palhaçada isso que tá acontecendo. É um absurdo o que tá acontecendo. Eu não vi isso com empresa americana. Eu não vi isso com empresa europeia. Nunca vivi.
Já competi com o Uber Eats americano, já competi com o Glovo espanhola, já competi com muita gente, impureza brasileira, Magalu investe no setor, Stone investe no setor. Pô, é brincadeira ter que viver isso. Isso é coisa de 40 anos atrás, de um Brasil que era meio faroeste. Nós estamos vivendo isso. Então, o ponto para mim não é competir. O ponto para mim é competir em bases iguais. Na hora que você pode vir no meu judiciário e me acessar e me executar, eu não posso no seu? Ué, está errado isso.
E tem esse tema das bases, mas tem também uma questão de funding, né? Completamente. Porque, assim, a gente vê muito isso no varejo, né? No varejo... Pô, pega empresas daqui do Brasil. Magalu. Magalu, que nos apoia no programa aqui. Por exemplo. Por exemplo. Pô, essas empresas, elas competem com o Mercado Livre, que tem funding lá fora, com uma ajuda muito menor. Competem com a Amazon, que tem deep pockets, né?
Pô, competir com os chineses, tem um pouco disso também. Até onde os caras podem dar cupom e comida grátis pra turma? Eu vou voltar pra questão do principiológico. Os caras estavam dando um negócio a seis reais, mas em frente grátis, não sei o que era.
Era lanche grátis, né? É. Não pediram lanche grátis? Isso chama preço predatório. No final, o cara está pagando para você usar para tentar comprar mercado. A gente chama de mercado internacional, no comércio internacional, chama de dumping em relação entre empresas e preço predatório. Mas essa estratégia o iFood já usou. Não, é diferente. Uma coisa é você usar cupom para poder chamar a atenção de alguém, formar hábito e seguir. São duas coisas muito diferentes. No iFood, eu não dou um desconto de 40%.
Não existe isso contra 50%, contra 60%. Eu não faço isso e não cobro do restaurante e pago a mais para o entregador. Isso aqui é você operar abaixo do teu custo de produção. Eu nunca fiz isso na minha vida. É diferente da cupom. Todo mundo dá cupom. O que é dar o cupom para uma empresa que opera olhando para a custo de capital? É uma empresa dizendo assim, cara, esse cara aqui, ele não pede almoço de segunda a sexta.
Ele não tem o hábito. Como é que eu formo o hábito nele? E aí eu falo, cara, eu vou te dar um cupom de 10 reais. E se você usar, eu te dou mais um na semana. E aí você opera dois, três meses com a pessoa assim, ela forma o hábito e aí você para de dar o cupom.
É assim que é diferente de você falar, eu não vou cobrar do restaurante e dar 50 reais para uma pessoa e pagar o dobro para o entregador. Onde é que termina isso? Termina num lugar ruim. Todo mundo sabe. Mas eu vou te falar, eu nem estou incomodado com isso, porque mesmo com toda essa estratégia, a empresa continua crescendo muito, o usuário está aumentando frequência aqui, os entregadores estão aqui, porque meu serviço está num outro patamar, minha capacidade tecnológica está num outro patamar.
O meu problema com isso não é isso. O meu problema com isso é, de novo, eu voltar lá para o princípio.
Quando você olha os múltiplos de uma empresa europeia, americana ou brasileira, elas são invariavelmente maiores do que o múltiplo de uma empresa chinesa. Por quê? Porque aqui no Ocidente nós respeitamos um negócio que todo mundo aprendeu na escola, na faculdade, foi trabalhar com mercado financeiro e coisa do tipo, chamado custo de capital.
Dinheiro custa alguma coisa e, portanto, você precisa remunerar aquele dinheiro. No Brasil, a Selic é no mínimo 15%, então nós temos que remunerar no mínimo a 15% desse capital. Então você não deveria me dar seu dinheiro para investir em alguma coisa. Eles não seguem essa lógica. Por quê? Porque o Estado chinês é muito presente nas empresas. Então, por exemplo, boa parte das indústrias chinesas, elas recebem o terreno de graça, não pagam pelo terreno.
Boa parte dos investimentos que são feitos nas empresas é feito no Estado. É isso. Mas aí, o que você está fazendo? Você está trabalhando em bases principiológicas diferentes. Uma coisa é você ter uma indústria nacional. Você precisa. Mas nessa teoria, não tem como competir com os caras. Mas é isso que está acontecendo pelo mundo.
Certo? Se você olhar pelo mundo, o que está acontecendo é isso. As empresas chinesas estão ganhando o mercado europeu a rodo. E como estão ganhando o mercado latino-americano. Por quê? Porque você está trabalhando em bases diferentes. Por que o americano e europeu não fazem isso? Os Estados Unidos é tão grande quanto, maior, tão capaz quanto do ponto de vista de fund, do ponto de vista de custo capital, mas você não vê esse mesmo movimento de ganhar. Por quê? Porque o cara tem que respeitar a custo capital lá, cara.
O cara tem que dar retorno. O investidor é na Bolsa, é público. Então, você vê, você está trabalhando em bases principiológicas que são diferentes. A gente sabe onde vai dar. Isso vai dar ruim. É claro que vai dar ruim. Você acha que a indústria brasileira vai conseguir suportar isso? Diego, quantos por cento do PIB movimenta o iFood hoje? Diretamente 0,6% do PIB nacional. Diretamente? E indiretamente? Ali chega a quase 2%. Obrigado.
Quase 2%. E esse cálculo é um cálculo que vocês fizeram indiretamente. Como é que é essa conta que você só... Porque indiretamente do PIB brasileiro é coisa demais. É bastante. Basicamente, todos os restaurantes que trabalham com a gente trabalham vendendo o percentual que eles vendem via a gente e o efeito que isso tem na cadeia do suprimento dele, porque ele precisa comprar o alimento, e no entregador. Então, quando você soma todo esse movimento de dinheiro só, o que dá uma lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lote lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot
tem ligação direta com as nossas vendas, você tem esse efeito. Deixa eu perguntar sobre uma coisa que eu já vi estou falando que é bem polêmica. Home Office. Home Office funciona ou não funciona? Claro que funciona. E óbvio que funciona. Agora você precisa criar um ambiente para isso. Você precisa criar os mecanismos para isso. Toda vez que alguém me fala assim, Home Office não funciona.
Eu falo, deixa eu entender, aí eu pergunto pra pessoa por quê? Ela fala, não, porque cultura tem que estar junto. Aí eu falo, ah é? O cara que inventou a multinacional, então ele não deveria ter inventado a multinacional? Um cara, um belo dia, falou, vamos sair desse país aqui, vamos criar um troço que fica do outro lado do continente? Vamos. Ah, não, não vamos não, porque a gente não vai estar junto, e aí não vai formar cultura.
Beleza, vamos então para um outro exemplo. O cara que criou a venda expandida pelo país, dispersa, Stone, duas mil pessoas espalhadas pelo Brasil fazendo venda. Não devia ter feito isso também? Essas pessoas estão espalhadas. Não, não, vamos pegar um caso prático então, uma empresa do meu tamanho, oito mil pessoas. Vamos pegar um prédio que caiba oito mil pessoas. Oito mil pessoas dispersas em trinta andares, vinte andares.
As pessoas estão realmente ali. Estão dispersas em 20 andares. Então o ponto pra mim não é se funciona ou se não funciona. O ponto pra mim é que você, se tomar essa decisão, tem que ter a responsabilidade de fazer funcionar.
Você tem que alterar os mecanismos da sua empresa. Você tem que ajustar a cultura da sua empresa. Se você não fizer isso, é óbvio que não vai funcionar. Claro que não vai funcionar. E no iFood a gente nem tem home office. As pessoas confundem esses conceitos. Existe um conceito que é o home office, que é todo mundo em casa trabalhando. Existe um outro conceito que é o híbrido, que são as pessoas tendo que ir, por exemplo, terça, quarta e quinta para o escritório.
E tem um outro conceito que é o nosso, que é o híbrido flexível, que é existe o escritório. E você tem que ir se a empresa pedir.
Mas você não tem que ir se a empresa não pedir. Então, puta, temos aqui um negócio super importante. Cara, vamos ter que passar uma semana aqui trabalhando. Tem que vir, ponto. Não tem discussão se tem que vir ou não. Puta, não, vamos entrar numa fase aqui que dá pra fazer tudo de longe, analiticamente e tal, trocando base. Tá bom, você tá morando lá em Curitiba? Vai morar lá em Curitiba. Não tem problema. Então, onde é que eu acho que as pessoas polemizam? As pessoas não têm dados diretos pra poder provar que não funciona.
E eu também não tenho esse dado. O único dado que eu tenho que não prova perfeitamente é que minha empresa continua crescendo muito, dando resultado e inovando bastante. Esse é o único fato que eu tenho. Não é nenhum dado que prova a minha tese.
Mas o meu ponto é, se isso está acontecendo, é porque alguma coisa aconteceu. Alguma coisa mudou. O que mudou lá dentro? A gente se propôs nos últimos quatro anos a revisar todos os nossos mecanismos para isso funcionar. Aparentemente está funcionando. E se deixar de funcionar, eu vou lá e mudo tudo. Não tenho problema nenhum. Eu não tenho ideologia com isso.
Eu só não tenho uma opinião que simplesmente responde a uma ansiedade minha de querer controlar as pessoas. Porque se elas não estiverem aqui, eu não me sinto dono do que está acontecendo. Eu sou muito tranquilo com isso. Mas, ô Diego, tu vai no escritório todos os dias? Todos os dias, segunda a sexta. Eu saí de lá e vim pra cá e de lá eu estou voltando. Fica 40 minutos daqui.
E você vai porque prefere. Eu gosto. Não porque eu sou obrigado. Porque pra mim é importante. Por quê? Porque boa parte do que eu preciso fazer envolve a mobilização de pessoas num nível mais individual.
sentar contigo, explorar, descer no detalhe, estruturar, fazer um problem solving muito diferente do que boa parte das outras discussões na empresa. Eu preciso estar. Agora, e se eu não precisar ir na próxima semana inteira? Eu não vou, mas via de regra eu vou. Diogo, tu tem um cargo que tecnicamente tem que ter skills aí.
Para tu tocar o teu cargo, administrar 8 mil pessoas, 600 mil vendedores, problema de imagem, às vezes o influenciador não recebe o lanche, o cara bota na internet, aquela coisa toda diariamente. E tu também agora é um gestor político.
tu precisar, porra, defender a escala 6 por 1, explicar que, pô, isso aí talvez não seja tão bom assim, né? A gente tem um monte de patrocinador aqui, o pessoal, pô, quando a gente convida alguém da política, a pessoa fala, pô, pô, te convida alguém da política, não sei o que, então, assim, invariavelmente com o nosso e-mail em cima, a gente recebe todo mundo aqui, né? Desde médico até, e tu também, agora, tu tem que também trabalhar a parte política.
porque tu tem que estar falando politicamente, ativo politicamente, não só tecnicamente como é que é essa divisão de trabalho técnico e político além de ter que tocar em companhia agora, tu tem que resolver espionagem industrial, juridiquês e também defender que escala 6 por 1 vai quebrar o país, como é que é esse negócio, porque assim no Brasil lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot lot
O país é complexo aqui, é difícil de operar. Cara, você sabe que... Você sabe que... Eu vou pedir um cafezinho também, sabia? Café tem, de graça. Eu sou viciado em café. Se for de graça, eu bebo o dobro. É, de graça. Eu sou viciado, por isso que é café com fé. Você sabe que eu sou... Eu vejo essas coisas tudo como um bloco só. Uma empresa como a iFood, dada a característica dela, do modelo de negócio... Veja, a iFood se propõe a mudar a estrutura do mercado de trabalho, em última instância, concorda?
O fato de você trazer um trabalho, pensa isso há 10 anos atrás. Há 10 anos atrás, não existia uma discussão no Brasil se dava ou não pra ser CLT. No momento em que você chega aqui junto com o Uber, muito obrigado, você chega aqui junto com o Uber e você fala, cara, dá pra ser diferente do CLT? No último instante, você tá se propondo a mudar o mercado de trabalho. Certo?
Então, isso faz parte do meu modelo de negócio. Faz parte, então, isso pra mim tá no meu dia a dia. Então, assim, eu não vejo isso como uma exceção, ou como algo estranho ou diferente. Eu vejo isso como parte. O que significa que eu tive que me dedicar muito a aprender sobre o diálogo político, sobre o que é Estado, o que é governo, entre outras coisas. Então, eu vejo isso com muita naturalidade. Assim como... E aí
Eu já tive a chance de sentar com a esquerda, eu tive a chance de sentar com a direita, eu tento construir essas pontes, porque no final o que eu quero é resolver. O meu ponto não é fazer política por fazer política. O meu ponto é conseguir resolver questões estruturais que são boas para mim, são boas para o iFood, são boas para o Brasil. Essas coisas precisam se encontrar no final e serem boas. Independente de quem estiver no governo.
Tem que acontecer. Então, acho que talvez o grande aprendizado que eu tive foi deixar de ter... Nem deixar, porque eu acho que eu nunca tive. Mas nunca me contagiar por aquele fervor de você ficar tentando defender alguém como se fosse um clube de futebol. Isso eu não faço. Eu sou um cara que estudo muito, eu tenho meus princípios e eu tento criar pontes a partir desses princípios. Mas o que significa criar ponte a partir do princípio?
Significa você também encontrar o meio do caminho para as coisas. Senão você vai ficar só sentado chorando, reclamando, dizendo que as coisas não vão mudar.
Então, eu vejo isso de uma forma muito natural no meu dia a dia. E eu me envolvo muito nisso. Diego, deixa eu te perguntar. A gente convidou o Luciano Hang pra vir aqui. O podcast tem um desafio, né? Que é trazer bons convidados. Ixi, é raro hoje, hein? E aí a gente... Não, não te preocupa que as perguntas boas não chegaram ainda.
E aí eu falei, bom, eu vou num podcast aqui, eu já sei como é que o Luciano Ramos vai me ligar. Fiz um corte falando, o lucro que ele divulgou não era um lucro real, não era operacional, era financeiro. Porque ele financia o fornecedor, e aí o negócio porra de dar lucro, porque está financiando o fornecedor, a operação de varejo não dá tanto dinheiro assim. Em que momento vocês ainda não foram seduzidos pela parte financeira? Financiar esses...
Um milhão de restaurantes. Você já deve ter entrado nesse business, mas ainda acho que não está a fervor. É 4%, paga em 120 dias. Se tu quiser descontar, tu só desconta comigo a 5% ao mês. Essa coisa... No final, está todo mundo endividado no Brasil e está todo mundo ganhando dinheiro em finanças. Só quem ganha dinheiro é banco. Só. O resto, ninguém vai ganhar dinheiro no Brasil. Então, em que momento vocês ainda não foram picados e não foram picados.
Pelo desconto de fornecedores. Cara, olha. O iPhone é preso. Não, não. Essa pergunta é difícil. Não, essa para mim é mais fácil de todas. Mais fácil de todas. Porque... E vocês serão picados. Vocês já foram picados. A gente tem uma filosofia, cara, que é uma filosofia de prestar muito pouca atenção em finanças para prestar muita atenção em produto. Eu não sou uma empresa de capital aberto e nem vou ser uma empresa de capital aberto. Exceto se alguma coisa muito drástica mudar.
Eu não sou uma empresa que toma dívida, meu balanço é 100% desalavancado. E eu não faço, por exemplo, desconto fornecedor, como você mencionou. Por quê? Porque não é isso que vira meu jogo.
O que vira meu jogo é fazer um produto muito foda a ponto de alguém vir aqui com um bilhão de dólares e no final, 99% dos restaurantes, entregadores e consumidores estarem exatamente onde eles estavam antes. Fazendo do mesmo jeito. Quem leva a cabeça muito pro financeiro, e tá tudo certo levar, é uma estratégia de negócio, cada um tem a sua. Ela acaba perdendo um pouco o foco de construção de produto. Então, o que eu tenho no meu negócio?
Eu tenho no meu negócio... É um bom ponto. Eu tenho no meu negócio financiamento de restaurante.
Mas olha que interessante, dos restaurantes que estão no iFood, que representam basicamente a média brasileira, exceto aqueles grandes, as grandes cadeias, quantos deles tem acesso à linha de crédito? Quase nenhum.
Por quê? Quem que é o restaurante típico do Brasil? É o cara que já quebrou duas, três vezes, é o cara que tem o restaurante no nome dele, a maquininha no nome da esposa e faz o pagamento da folha pelo CPF da mãe. Gente, é o típico empreendedor brasileiro, comerciante. O cara tá lá se virando. É que no Brasil, ou é isso ou é zero. E esse cara não tem acesso à linha de banco tradicional.
Por quê? Porque ele não consegue mostrar uma contabilidade. Ele não consegue chegar lá e falar, tá aqui, meu, minha DRE. Não existe isso. Então, eu faço isso. Então, você vê. E olha que interessante. Eu, hoje, eu desembolso por mês mais ou menos 180 milhões de crédito por mês pra restaurante. Prazo médio de pagamento de 18 meses. Não existe ninguém no Brasil que faz isso.
Como é que eu precifico isso? Olhando a operação do cara. Você vê, aí eu estou olhando para o meu produto. Aí eu estou olhando e falando, eu estou fazendo um negócio que ninguém mais faz. Eu estou olhando lá e vendo. Por que um restaurante deveria receber crédito? Um, ele repassa na inflação, ele repassa no preço da inflação? Sim.
Ele é bem avaliado pelo consumidor? Sim. Ele cancela pouco pedido? Sim. Ele aumenta turnos ao longo do tempo no negócio dele? Sim. Ele é uma pizzaria, mas como pizzaria não vende segunda-feira e terça via de regra, ele transforma o online nisso numa padaria pra vender massas? Sim. Esse cara é um puta gestor. Essa empresa é boa. Ela só não tem a contabilidade arrumadinha, porque é o Brasil.
Eu dou crédito pra esse cara. Então, você vê, esse é um olhar de produto. Mas tu dá o que de crédito? Crédito? O cara vende 30 mil por mês no iFood, tu dá 30 mil? Cara, não, não, não, não. Eu dou pra ele, pra um cara que vende 30 mil por mês, ele vai tirar no iFood.
Ele vai tirar no iFood... Ele vai tirar uns 100 mil reais de crédito. Três vezes o faturamento mensal. Exatamente. E vai pagar isso em 18 meses. Então, para você que está precisando de dinheiro e tem um restaurante, só mandar uma DM no Instagram. Tem que ter um restaurante que funciona bem, né? No Instagram do Diego pedir quero três vezes o que eu vendo no iFood por mês. Prontamente você vai receber uma resposta.
Quem é o cliente do iFood? Porque assim, a gente tava numa discussão ferrenha aqui antes de tu chegar. É um negócio beat to beat to see, né? Calma. Eu falei, pô, gente classe CDE não pede iFood, eu falei, né? E o pessoal falou, não, mas tu não sabe nada porque eu peço, porque não sei o quê, porque eu peço todo dia, não sei o quê. Eu falei, cara, mas só um pouquinho. Se 100 milhões de pessoas no Brasil ganham até 3 salários mínimos, que dá 4 mil reais, porra.
O iFood não é tão barato assim. Quem é o cliente do iFood? A classe A, B, 80% da receita vem da classe A, 80% é a B. Como é que é essa? Tu pode falar disso ou não? Eu posso falar tudo. Essa conta sua, ela precisa de um refino. Esse valor precisa ser visto sob uma ótica de família e não de pessoa.
Então, na verdade, o meu cliente reage assim. O meu cliente não pede ele, ele pede a casa dele. As pessoas, quando almoçam na casa, elas tendem a fazer isso juntos, ou jantar, ou tomar o café da manhã. Então, via de regra, quando você olha para a renda, o que você vai olhar é o seguinte, tem um pai, uma mãe e um filho. Pai, mãe e filho estão ganhando juntos 10, 12 mil reais. 14 mil reais, 15 mil reais. Então, aí o que vai acontecer?
O cara da classe C, ele tá no iFood. A diferença é que ele tem um perfil diferente da classe B, que tem um perfil diferente da classe A. Qual que é o típico perfil da classe C? É o pedido de uma vez por semana, e ele tá ligado ao momento de descanso. Então, geralmente, é a pizza do domingo.
Ou é o futebol de sábado, seis da tarde? Ele está ligado a esse momento muito específico de descanso, de família, de esse é o nosso momento. Vou te dar um exemplo. Na Rocinha, eu faço dois mil pedidos por mês. Na Rocinha. O que as pessoas pedem via de regra? McDonald's e Burger King no sábado.
Esse é o momento de descanso da pessoa. Esse é o momento que ela falou, cara, agora eu vou fazer minha indulgência. Vou pedir um McDonald's aqui, um Burger King. Vou pedir para asqueria aqui, um McDonald's. Quando você vai para a classe B, aí o que você já vê? Você começa a ver uma rotina de quinta a domingo. Então a classe B, o que você tem? Você tem a classe C desse tamanho, classe B desse tamanho, só que ela tem uma frequência maior.
que eu tô enquadrado na classe B, vai. Calma, não, mas... Você tá na classe A, só falta eu mandar uns cupons pra mudar seu comportamento. Vai ter cupom hoje aqui, hein? Vai ter cupom... Então, a classe B tá muito focada nisso, em especial no noturno. A classe A, ela é de segunda a segunda.
E aí ela tem praticamente todas as noites e boa parte dos almoços. E um pedaço do café da manhã. Café da manhã. É. E aí você tem então a classe A. Só o Mariano. Quem que é o Mariano? É o melhor cliente de vocês. É o amigo mais rico que vocês têm, é isso? Não, ele pede sempre disso por mês. Ele pede sempre disso por mês, nada. Ele pede esse cara. Então é ele, esse cara. Café da manhã, almoço e janta. É ele, esse cara. Dá 25 por semana. Ele é exatamente esse cara.
Não frita um ovo em casa. Espero que ele esteja feliz. Então, o que você tem? Voltando à tua resposta. Na verdade, eu tenho a classe A, B e C. Eu tenho número de pessoas, muito de classe C. Mas eu tenho a grande frequência na classe A. Então, ele é uma relação inversamente proporcional. E é uma lógica de Brasil. 80% de faturamento está B.
Não, eu tenho 65% de AB e aí eu tenho o restante na C. Que aí eu tenho muita gente, mas com uma frequência. D é muito raro pedir. E eu... Ô Diego, se tu fosse... Eu tava certo, hein, ô Paiva.
Se tu fosse ficar hoje como uma das verticais de negócio do iFood, qual que tu ficaria? Delivery, mercado, fintech, anúncio, benefício? O que é o melhor negócio? O consertismo absoluto é o food delivery. O delivery. Não tem nada melhor do que isso. Por uma razão simples. Porque é lá que está a frequência e é lá que está a retenção. O melhor business que você pode ter na sua vida, gente, é o business de vocês.
É um business em que todo dia alguém vai lá ver e que a pessoa tá vendo o máximo possível. Só tem seis episódios por mês. Não, não, mas o que tu quer dizer é o seguinte. Você tem seis episódios, o cara faz seis vezes. É qualificado. E aí ele fica, se tem uma hora, ele fica 45 minutos em média.
Ou seja, isso é melhor do que você ter um negócio que é um filme por ano no cinema que o cara vai uma vez por ano e lota uma sala de cinema, tá tudo certo. Então, o meu business de mercado, ele é bom? Ele é maravilhoso. O meu business de farmácia é bom? Ele é maravilhoso. O meu business de ads é maravilhoso. Só que tudo tá calcado numa premissa, no seu amigo, que entra 25 vezes por semana pra comprar.
Tem. Tem tudo lá. Tem Tiffany. Mas por quê? Porque você tem frequência e retenção. Por que você não encontra grandes negócios digitais longe disso aqui?
porque é difícil achar a frequência de retenção. Aí você fala, pô, o Mercado Livre deu certo, o Magalu deu certo. Por quê? Porque aí ele pega 200 verticais, eletoméstico, pneu, bugiganga, papelaria, e aí ele empilha várias pra conseguir chegar numa boa frequência, numa boa retenção. O Full Delivery eu preciso de uma. Quanto fatura o... Não é aberto o número, né? É, a gente fala. O ano passado a gente vendeu 140 bi.
140 bilhões. Então é mais ou menos o faturamento do meu amigo Marcos Molina, que está faturando 170. Nosso patrocinador novo aqui. Mas deixa eu te perguntar a sensibilidade aqui. Quantos por cento tu vende mais se tu anunciar frete grátis hoje? Tu dobra o faturamento ou não? Porque pensa eu como restaurante. Eu sou um restaurante, o frete é 15.
a minha margem no delivery é 30. Então faz sentido eu pagar o frete. Ou não? Faz. Se eu vou vender o dobro. Faz sentido.
Então, porque negócio de economia economia 1 microeconomia ganho marginal sensibilidade do preço sensibilidade do preço à demanda eu entendo que um frete de 15 de graça
Eu acho que a sensibilidade seria algo... Você tem toda a razão. Algo babilônico. Por que que o... Essa é uma dúvida pessoal. Por que que o dono do restaurante não banca a porra do frete? Por que o cara vai vender 50% a mais? Então, o cara aqui tem duas... Primeiro, você tem razão. Esse é o primeiro ponto. Mas tem duas coisas aqui na sequência. Tem uma primeira que é... O restaurante só deveria fazer isso quando ele tem capacidade ociosa.
Então pensa assim, pensa um restaurante que na hora do almoço, quando você vai, a cozinha dele tá tomada. Lá no offline. 100% tomada. Então você deve ter um restaurante que você almoça aqui, que você chega lá e fala, porra, isso aqui tá 100% lotado. Todos aguardam, todos estão tomando. Esse cara nesse momento não precisa fazer isso. Por quê? Porque ele já tá com a capacidade dele tomada. Tudo que ele produz, ele vende. Isso, o que você pode dizer é, cara, esse cara deveria abrir uma segunda unidade.
Concordo. Mas assumindo só aquela unidade, naquele momento ele não precisa. Mas ele pode dar o frete grátis? Ele pode.
Ele pode. O que os restaurantes que operam bem, o que eles fazem? Na hora que ele vê a capacidade caindo, duas e meia da tarde, vocês começam a voltar, começam a diminuir aqui os restaurantes, aí ele entra com o frete grátis. Porque aí ele começa a pegar as pessoas que ainda vão almoçar, que vão pedir um lanche, que vão sei lá o quê, e aí ele começa a tomar capacidade ociosa e aí vale a pena essa incrementalidade, apesar de ter um custo menor, uma margem menor. Quem opera bem faz isso.
Quem não opera bem, o que ele faz? Ele faz uma conta errada. E aí é um problema de gestão financeira que no Brasil, a gente, infelizmente, ainda é muito mal educado isso no Brasil. Na escola você não aprende isso. Eu imagino. Então o que esse cara faz? Ele faz uma conta diferente. Ele faz assim, pô, ganho 30. Mas se eu fizer o frete grátis, vou ganhar 15. Não faz sentido. O cara que opera mal, ou ele faz essa conta, ou ele faz outra conta. Ele fala, vou dar o frete grátis e repassar 15 no preço.
Então ele pega a comida que custa R$60 e põe R$75. E dá o frete grátis. E aí ele perde a sensibilidade de novo, porque agora o preço está caro. E aí ele não entende isso. Aí tem o cara que ainda opera pior. Quem que é o cara que opera pior? É o cara que põe o frete grátis 100% do tempo. E aí ele não leva em consideração esse primeiro elemento, que é o elemento de quando você está com baixa capacidade ociosa. Você não precisa fazer isso, porque você já está vendendo.
Aliás, o que acontece com esse terceiro grupo é que ele atrapalha a operação dele.
Aí ele começa a vender tanto, ele já tá vendendo bem no offline. Aí ele começa a vender tanto no online, ele começa a atrasar, começa a ter pedido cancelado, e ele começa a ter problema. Então o seu raciocínio tá perfeito. O que muda é só o perfil do gestor. Eu tive esse... Se ele é burro ou inteligente, por exemplo. Não, burro não, porra. Não fala assim. Se ele não se preparou. Ele é burro, ele é inteligente, ele só não se preparou. É uma questão de matemática, porra. Os caras não sabem fazer conta.
Mas é que pensa, aí tem um lado, a gente tem um pouquinho de empatia. Pensa assim, tem muito cara de restaurante que ele é um artista na prática. Um cara que aprendeu a fazer uma massa, um tempero, não sei o quê. Ele não aprendeu a fazer isso ainda, ele vai chegar lá. Aí você vai falar, pô, mas esse cara é burro? Não, ele só não chegou lá. Assim como às vezes um cara muito bom de finanças não sabe fazer um pão gostoso e portanto não vai conseguir vender. Mas aí tu... Mas como é que tu... Tu...
Tu oferece um curso pro cara aprender a fazer isso? Eu faço três coisas, cara. Eu tenho uma primeira que é, eu tenho um RP, que pra mim não é um business em termos de ficar ganhando dinheiro. Então a gente tem um RP que basicamente tenta, em última instância, levar uma ferramenta pro cara pra ele operar um negócio melhor. Então ele enxerga esses insights. Mas ele tem preguiça.
Eu não vou nem dizer que tem preguiça, é falta de hábito. A nossa educação financeira e de gestão, nesse caso, não é grande no Brasil. Exceto se você for lá fazer uma faculdade de administração, dificilmente você vai ter acesso a isso. Ou engenharia de produção, talvez, dificilmente você vai ter acesso. Então esse é um jeito. Qual é o segundo jeito? Eu tenho uma plataforma totalmente grátis que os restaurantes podem aprender isso de forma online. Ele pode aprender a fazer uma gestão melhor.
E aí eu faço uma terceira coisa, que é, eu busco consultores do Brasil que ganham dinheiro dando curso para restaurante, trago eles para dentro do iFood e deixo eles aprenderem tudo.
E incentivo eles voltarem, então, pra poder levar esse conhecimento pros restaurantes. Eu não ganho nenhum real com isso. Meu ponto aqui não é ganhar dinheiro. Então, seja na ferramenta, seja na minha plataforma, seja via pessoas que ganham dinheiro com educação pra restaurante, é assim que eu tento levar isso pro restaurante no Brasil. Mas são, cara, um milhão e meio de restaurantes. Pra você que tá precisando de fazer um negócio, você pode lançar uma mentoria para donos de restaurante. Quantos restaurantes tem no Brasil? É um milhão e meio, quase. Olha aí.
30 conto, uma mentoria pra restaurante, tá barato, né? Vale. Aí, pra você que tá precisando, querendo fazer um bom negócio, e é bom de matemática, que matemática é complicado pra cacete, parece fácil pra cacete, mas é difícil pra cacete. Então tá aí uma bela de uma dica. Ô, Diego.
Me explica, grosso modo, como é que é o economics de um pedido de 100 reais. A pessoa fez um pedido no iFood de 100 reais. Quanto disso aqui ficou para o restaurante? Quanto ficou para o entregador? Quanto ficou para o iFood? Como é que funciona um pedido de 100 reais na plataforma? Se eu entrar agora e pedir um almoço aqui de 100 reais. Isso é uma pergunta típica de engenheiro. Minha comissão média é de 15%.
15%. Então 15% fica pra mim e 85% fica pro restaurante. E o entregador? E aí o entregador... Não tem dupla tributação, hein?
Não, não tem. Aí, do lado do entregador, existe um custo que é ou cobrado ou não do consumidor. Aí depende da história que a gente estava falando aqui do frete grátis agora. Então, se não existe um custo cobrado, eu ou o restaurante entramos pagando isso para o entregador. Se existe um custo cobrado, o consumidor entra nessa equação pagando para o entregador. Aí o entregador vai variar por distância.
Então o entregador, em média, ele vai fazer numa distância de 5 quilômetros, ele vai ganhar 15 reais.
Então, se você imaginar que o consumidor pagou R$5 de frete, então eu ou o restaurante colocamos R$10. Se ele pagou R$15 de frete, ninguém colocou nada. Se ele pôs zero, aí isso vai variar, vai ter muito dinâmico isso, e é muito caso a caso isso. Mas grosso médio, então, grosso modo, dos R$100, R$15 foi para o iFood, R$15 foi para o entregador.
Sobrou R$70,00. Aí assume que vai entrar mais R$6,99, R$7,00, que é o que o consumidor em média paga pela entrega. E se eu pago a gorjeta lá? Vai 100% para ele. Vai 100% para ele, além dos 15 que ele já ia receber. Isso, exatamente.
Então quanto que ganha o entregador hoje no iFood? Ele ganha por hora. É uma forma de facilitar essa conta. Você pega o salário mínimo e dividir pelo número de horas de trabalho, que são hoje as 44 horas de trabalho por mês, o entregador no iFood ganha 200% do valor de salário mínimo hora. No mínimo. Exato. Em média. Em média ele ganha 200% do salário mínimo por hora. Exato.
Ô Diego, qual é a oportunidade que tu enxerga nesse teu mercado? Porque a turma, frequentemente a gente recebe aqui alguns CEOs, e o pessoal geralmente não fala muito, o pessoal geralmente esconde o jogo. Qual a oportunidade que tu enxerga nesse business que ninguém está olhando? Até teve aqui o presidente da...
Smart Fit, né? Quando tu olha aquele business da Smart Fit, o Edgar teve aqui e tal, e... Tu olha o business da Smart Fit, o cara ligou um galpão lá, um espaço, tocou-lhe umas máquinas aqui e ligou a 199 aqui a mensalidade. Parece barbada, mas na prática é impossível de copiar. Parece fácil, mas na prática tem muito... Te recomendo até assistir...
impressionante a entrevista, uma das melhores que a gente fez inclusive, de 130 com o Edgar Corona. Qual é a oportunidade do teu ao redor, do teu ecossistema que ninguém tá trabalhando? Fora essa da mentoria pros restaurantes financeiras que eu acabei de dar a ideia que provavelmente alguém qualificado vai assistir e vai fazer.
Cara, tem muita coisa, a gente acha que está no começo dessa jornada ainda. Acho que uma primeira é a questão da logística. O mundo está caminhando inteiro para uma logística de última milha, que é essa logística que chega na sua casa, essa última perna. Exatamente, é um cara mais chique, fala tudo em inglês.
Eu não falo nada em inglês. Essa logística de última milha. Nessa logística de última milha, o que você ganha é a possibilidade de servir com conveniência máxima, que é entregar em 15, 20 minutos o negócio, qualquer coisa que seja. Aqui tem uma grande oportunidade. Isso muda o jogo radicalmente. Então, o nosso grande esforço de logística hoje é ir nesse caminho. Hoje eu estou entregando o restaurante já em até 20 minutos, o que é um negócio louco. Você pensar que o cara precisa receber o pedido.
fazer a comida e entregar. Em 20 minutos. Já faço isso em oito capitais. E agora começa a expandir isso pro Brasil a partir desse ano. Esse alega é uma hora lá. Ah, não é nem ferrando, viu? Meu, eu vou te mostrar aqui, ó. Eu só quero avisar o pessoal do McDonald's que eles ficaram me devendo um McLunch feliz. Não me entregaram. E aí, quando tu entra no iFood, eu vou te mostrar que não consegue reclamar aí. Ah, impossível. Então, eu vou resolver isso agora aqui, ao vivo.
Estão me devendo um McLunch feliz pro seu Antônio Ibrahim, meu filho. Que é, vou te mostrar.
Quer ver? Eu sou um bom cliente lá, hein, pô. Ah. Pera aí que eu vou ver o negócio aqui ao vivo aqui, ó. Quantas entregas estão fazendo? Ó, agora eu vou na... Ó, ó, ó. Porto Alegre.
Cara, tem um monte de entrega aqui em até 20 minutos. Eu não vou pedir seu endereço ao vivo, senão vão aparecer lá na sua casa. Fala o nome de um shopping aí de Porto Alegre. Iguatemi. Iguatemi. É o melhor shopping lá. É o melhor shopping. Fazendo propaganda aqui, não tô sendo patrocinado. Já, ó. O Ciro, o CEO do Iguatemi aí, ó. Já tá aqui o... Vamos ver aqui, ó. Pera aí. Então, precisando expandir aí, porque é pra gente pra TV aí. Precisando expandir os patrocinadores.
Ó, olhando aqui agora, McDonald's, no Shopping Guatemi, você vai receber em até 15 minutos, Burger King, ó, tudo isso aqui de lá, ó, tudo em até 15, 20 minutos, ó. Na prática, a teoria é outra, né? Não, não, não, não, não tem desse papo, não. Eu vou fazer o pedido em casa, e aí vou te printar a hora que eu fiz, e aí vou esperar a hora que eu receber. Ó, o ícone, turbo.
Você vai clicar nele aqui. Tudo. Você vai clicar nele aqui. Tudo que tiver aqui dentro, entrega em até 20 minutos. Tudo. Deixa eu ver se o meu tem. Não, claro que tem. Aí você vai me mandar um print. 100 dias de oferta. Vê aí. Onde está aqui?
O meu não tá atualizado, é isso? É, pô, você tá antigo, hein, bicho. Tem que atualizar. Não, tá aqui, assim, ó. Ó, turbo. Ah, tá. Tá vendo, ó. Mas onde é que é? Dentro do... É que ele varia, né? Ele sabe os horários que você olha e não olha, então ele ajusta essa home aí. Ah, novo. Viu aí? Ah, novo.
Falei, tá expandindo, pô. Porto Alegre já tá aí, ó. Ah, tem o McDoor, mas esses aqui me ficavam devendo o McLeod. Aí você vai me mandar um print do que deu errado, então que eu vou descobrir o que deu errado mesmo. Eles não mandaram mesmo. Eles não mandaram mesmo. Esse é o problema. Ô, Diego, tu acha que a gente vai ter essa logística de last mile no Brasil que nem tem lá na China com carrinho elétrico autônomo entregando? Isso já existe, cara, aqui. Aqui no Brasil? Deve ter a faria ali, né? Nossa.
A gente tem drone e carrinho com driverless. É que as pessoas confundem isso com marketing. Então eu vou separar esses dois mundos. Então vamos falar da realidade. A entrega com drone é uma coisa que vai acontecer. Eu já faço aqui no Brasil. Não, mas é uma coisa assim, tudo vai ser drone. Não vai, é isso que as pessoas se enganam. Por que não? Eu vou te explicar. E é aí que entra o marketing. Porque aí você vai lá pra China ou recebe um vídeo de alguém dos Estados Unidos.
Mas é muito mais fácil de tu pegar um drone e sair do McDonald's e entregar na minha casa. É um minuto. Eu vou te explicar qual é o problema disso.
mais barato não é mais barato ainda, vou te explicar qual o problema disso, então assim ó, tudo que você vê na prática é marketing a realidade não tá aí, a realidade tá no seguinte
A tecnologia do drone já existe, é real. Eu tenho aqui, eu tenho três rotas hoje aprovadas na ANAC e eu faço entrega com drone. Mas para que serve o drone? O drone serve para resolver questões logísticas específicas. Então, por exemplo, em Aracaju eu entrego com drone. Por quê? Eu tenho um shopping aqui que tem 60 restaurantes, eu tenho um condomínio aqui com 5 mil pessoas e no meio eu tenho uma mata que é uma reserva ambiental que o entregador precisa de 40 minutos para circundar ela. Caraca! Então o drone faz isso em 5 minutos.
O drone serve pra isso. Ele sai de um shopping, fácil, né? Vai lá no estacionamento, põe um porto, que a gente chama de drone port, e aí ele vem pra cá e no condomínio tem um fácil. O cara busca no drone port. Isso. Por que ele não funciona no modelo que você falou? Pô, vou receber na minha casa. Porque a infraestrutura urbana não foi feita pra isso. Um drone com comida, se ele cai em você, ele te mata.
Ele mata. O peso dele descendo 30, 40 metros em queda livre, ele te mata. Então, por que ele não funciona na sua casa? Porque tem fio, tem árvore, tem semáforo. É um caos, via de regra. Porque a nossa infraestrutura urbana não foi vinda pra isso. Então, em Campinas eu tenho outra rota. O que ela faz? Shopping, condomínio, rodovia no meio. Agora tá saindo a nossa terceira rota, que é a Alphaville. Shopping, condomínio de Alphaville. Então, o drone serve pra isso. Isso já é uma realidade.
Por que o preço ainda não é melhor? Porque na legislação brasileira eu ainda tenho uma obrigação de, para cada drone, ter uma pessoa supervisionando. Agora a gente está trabalhando para alterar isso. Isso não existe. É que nem o negócio da espionária. Isso é ridículo. Mas a gente vai chegar lá. Isso é ridículo. Então é uma questão de evolução. E está tudo certo. O que eu vou ter, provavelmente, se tudo correr bem esse ano ou no ano que vem, a gente vai de três drones para uma pessoa supervisionando.
E o que é o sonho? O sonho é pra 10 drones ter uma pessoa supervisionando. Na hora que eu vou pra 3, eu começo a empatar essa conta. O drone, ele pode ser pilotado e não por humano, obviamente. Ele não é por humano. Hoje já não é. Só que ele precisa de... A legislação me obriga a ter supervisão. Já viu aquelas telas enormes numa sala que fica alguém olhando pro centro de controle? Tipo aquilo. Ele me exige isso.
Mas vai chegar. Aqui é uma questão natural da inovação e as pessoas irem entendendo e tudo mais. A NAC tem sido super parceira porque pensa que pra cada drone que opera, eu preciso fazer um processo muito parecido com o de um avião. Porque eu preciso alugar, entre aspas, aquele espaço aéreo por um determinado tempo.
para não passar ali um avião, para não passar ali um helicóptero, para não passar ali qualquer outra coisa. Então é um processo burocrático, complexo. Burocrático no bom sentido da palavra, porque ele realmente é importante. Quando você pensa nos carrinhos driverless, isso já existe. A gente usa esses carrinhos a rodo aqui no Brasil dentro de shopping.
Fazendo o que? Pegando, e você não enxerga ele, por quê? Porque ele está nos túneis internos. Então ele passa numa lojinha do McDonald's, o cara coloca o lanche, aí ele vai na loja do Habib's, ele coloca o lanche, ele vai na loja de não sei o quê de doce, coloca o lanche, e aí ele vai lá onde tem os entregadores esperando. Então, por que você não vê entregadores em shopping via de regra? Porque os carrinhos estão operando nos túneis.
nas partes internas que existem no shopping que a gente como consumidor não enxerga. Isso é uma realidade. Eles falam, mas porque eu não vejo na rua? Aí tem uma questão cultural. Você acha que vai funcionar na rua aqui no Brasil? O nego vai derrubar o carrinho.
Não vai, no Brasil não vai funcionar, cara. Vai virar o carrinho? Não vai, não vai. Nos Estados Unidos tem problema. Mas o drone, Diego, o drone, tudo bem, tem fio, tem não sei o que, mas cara, isso aí tudo vai ser solucionado. Isso vai, mas para chegar nisso, isso vai com certeza, para chegar nisso a gente precisa superar mil coisas antes.
Por exemplo, pensa essa rua que a gente está aqui. Você fala de... Essa aqui é mais movimentada de São Paulo. Não, pensa lá na que você mora. Pensa assim, pensa que em algum momento o fato de descer um drone e parar na frente da sua casa vai ter um próximo problema. Você vai parar onde? Vai parar na... Vai ter que ter uma estação, né? Então, aí tem que ter uma estação.
Você vai ter uma estação, você no condomínio precisa aprovar isso. Todo mundo do condomínio vai ter que sentar lá e falar, tu não vai pôr 50 conto aqui pra gente fazer uma estaçãozinha? Tem um processo que é muito demorado. Então, como é que funciona quando você vê no marketing? É só uma adesão, tempo de adesão.
Isso, é um tempo de adesão. Tempo de adesão. Exato. Mas você tem lugares que isso vai... Alphaville é um bom exemplo de onde vai evoluir muito. Porque só tem condomínio Alphaville. Os fios são enterrados via de regra, etc. Então lá vai ser uma evolução muito rápida. Então isso já é uma realidade. Mas em nenhum lugar ele é uma realidade em escala. Por quê? Por causa desses problemas urbanos. Então na China o montante de entrega por drone é completamente irrelevante. Ele absolutamente parece grande porque a China tem 1.5 bilhão de habitantes.
Mas ele é relativamente 0,001. Assim como é pra gente aqui também. Daqui a 10 anos vai ser uma pandemia. Na China. Na China vai. Cara, a gente ia pra China, a gente não tinha nuvem.
Não tinha nuvem... De Xangai, né? Cara, não tinha nuvem que tinha tanta poluição. Agora a gente vai lá e tem nuvem, caralho. Com certeza. O céu tá claro? Essa evolução vai acontecer. Eu concordo contigo. Eu concordo totalmente contigo. Os caras tiraram daquelas nuvens podres lá de Xangai, pô. Só que aí você entende que toda vez que você dá um passo nisso, outros problemas acontecem. Por exemplo, quando você coloca 10 drones voando numa região relativamente próxima, você começa a ter uma discussão de poluição sonora.
Eu subi no condomínio lá, o vizinho baixou uma lei lá que eu não podia mais andar com o drone. Ah, é? Disculpa por Deus. Eu tava espionando ele. Eu nem vou falar aqui pro meu querido vizinho que não é ninguém na face da terra, mas ele tava achando que eu tava espionando ele porque eu tava brincando com o drone.
O resumo da ópera é, tecnologicamente não é mais uma discussão. Economicamente já tá muito próximo de chegar lá. Agora é uma discussão dessas adaptações urbanas, sociais, etc. Pra isso ganhar escala. Qual é a oportunidade do teu negócio que tu não falou? É essa entrega de última milha em 20 minutos. Isso muda tudo, cara. Pensa que tudo... Mas...
Mas como vai ser executado isso? Via mais IA? Porque basicamente produção de comida e entrega, cara, é que nem um bebê. Demora nove meses pra nascer. Não consegue fazer em dois minutos. Só se você é pronto. Não, não, não. Não concordo não, cara. Porque pensa assim, ó.
Pensa que... Esse Rap 10, que lançaram lá atrás. O Rap Turbo. Aquilo foi uma inovação absurda, que o cara entregava em 10 minutos. Agora não entrega mais em 10 minutos, agora em 15 minutos. Mas aquilo não é uma inovação absurda, cara. Aquilo é força bruta pura. O que eu quero dizer? O que eles faziam lá? Eles entregavam uma barrinha pronta.
Então se eu colocar 200 lojinhas espalhadas pela cidade, eu vou conseguir entregar em 10 minutos. Não tem nada de inovador nisso. É força bruta. No mundo, onde é que você viu aquilo em escala? Em lugar nenhum. Porque é força bruta. Na força bruta, cara, não fica de pé. Onde é que fica de pé? Fica de pé quando eu ganho capacidade de prever demanda.
E é isso que a gente hoje tem trabalhado muito bem aqui. O que é o... O IA. Exato. Então assim, na hora que eu vou conseguir entender quem é você e eu tenho essa capacidade de prever a demanda, o que eu faço então? Eu começo a produzir antes. Então isso a gente já está fazendo. À medida que eu prevejo demanda, o que eu faço? Eu vou no restaurante e falo, pode deixar pronto. Vai rolar. Vai rolar, vai vir a demanda. Na hora que a demanda vem e isso está pronto, eu consigo chegar na sua casa então em 20 minutos.
E o restaurante automaticamente vende mais. Sem dúvida. Porque aí, onde é que eu entro? Eu entro com ele dando a demanda garantida. Então, em alguns cenários, eu chego para ele e falo, pode produzir. Ele fala, cara, mas isso aqui não der certo. Não, não, fica tranquilo. Vai dar certo. Eu te dou a demanda garantida. Então, eu te dou lá um percentual de demanda garantida. E o cara fala, beleza, então eu estou tranquilo. Então, você vê a mudança. Aí é inovação. E aí, tu consegue.
pegar, por exemplo, o prato mais vendido do restaurante, falar, deixa 30 sempre pronto, 20 pronto, porque vai sair. Mas isso já está fazendo. Isso eu já estou fazendo. Só que isso eu estou fazendo numa escala ainda pequena. Por que numa escala pequena? Porque o grande gargalo aqui não está na questão tecnológica. Está na questão operacional.
que é você fazer alguém, e veja, não é alguém fazendo para o Brasil inteiro, você tem milhares de restaurantes fazendo para milhões de clientes uma operação funcionar assim. Vou produzir, vou deixar no lugar, vai ficar quentinho, a qualidade vai se manter e eu vou entregar. Essa operação não sou eu que controlo. Então ela é complexa.
Ela é muito complexa. Então, aqui entra um dos motivos de eu ter entrado no business de IRP, naquele modelo de gestão, dos sistemas de gestão que eu te expliquei quando a gente falou aqui dos restaurantes operando. Por quê? Porque eu preciso enxergar melhor a operação do restaurante para saber, um, qual restaurante que eu posso confiar no DZ, para começar já esse trabalho. E dois, quais os que não são bons e por que não são bons para eu ensinar ele a ser bom. Por que tem gente que não adere ao iFood?
Cara, é a minoria que não adere ao iFood. Minoria é minoria. Ou o cara desliga o iFood. Às vezes eu vou pedir e não tem o iFood. O cara não tá atendendo. E a demanda dele não adere. Tem mil motivos aqui. Se você entrar no iFood e você ver o cara lá e ele tiver cinza, ele não tiver aberto no momento que ele deveria estar aberto, o que foi acontecer aqui? Aconteceu um fechamento de restaurante. Por quê? Porque ele tá colapsando na operação.
Então eu faço isso pra preservar o nível de serviço com o consumidor e com o entregador.
Porque na ponta do entregador, o que acontece? O cara chega lá e fica esperando 15 minutos. Quando ele deveria esperar, 3 minutos. Na ponta do consumidor, você esperava receber em meia hora, recebeu em uma hora e meia. Então, eu tenho um modelo que quando ele vai vendo o restaurante colapsar na operação, ele fecha o restaurante. E aí, para você, fica estranho. Você fala, pô, por que o restaurante não está aberto? Porque eu tenho que fazer isso preventivamente. Então, o serviço depois piora. Ô, Diogo, como é que tu... O...
qual é a bonificação, por exemplo, vou te dar um exemplo clássico. Tem, obviamente, como todas as profissões no mercado financeiro, que a gente trabalha aqui com investimentos e tal, tem o cara bom e o cara ruim. No teu caso, tem entregador bom e tem entregador ruim. O cara que fez lá, às vezes eu pego uns Ubers.
15 mil viagens. Ela tem 5. Como é que esse filho da puta manteve 5 em 15 mil viagens? Pô, é impossível. Porque alguém, um dia de mau humor, deu 1 pro cara e baixou pra 4,99. Como é que tu premia esses caras que são fora da curva? Quanto eles ganham mais? Tu tem uma premiação? Pô, o cara ganhou uma moto.
Tenho. Eu tenho duas formas... Tu dá uma moto? Não, a gente até dá, mas não é esse o grande ponto. Porque você não consegue escalar. Porque assim, quanto mais 5 o cara tiver, ele ganha uma bonificação de X. Porque na média, a tua qualidade de entrega vai ser melhor, ou não? Sim, sim, total. Ele ganha, só não é a moto. Então deixa eu te explicar, eu tenho 600 mil entregadores.
Eu não consigo tentar dar 300 mil motos. Isso nunca vai ficar de pé. Então, o que a gente tem? O que eu tenho aqui são duas coisas. Uma que é uma relação direta com a demanda dele. Então, quanto melhor você é, mais demanda você recebe. Ah, pela IA tu... Exatamente. Tu joga mais... Tu dá mais bola pro cara fazer gol. Cara, é simples. Assim como você vai numa loja e se você tem um vendedor ou uma vendedora que te atende muito bem, você vai tender a ser fiel àquela pessoa. Obviamente.
dar bola para quem vai fazer gol. Exatamente. Então, você vai em um restaurante que te atende bem, certo? Eu conheço bem a mesma coisa. Então, aqui esse é um lado. E tem um outro lado que é, à medida que você vai subindo nas categorias de boa avaliação, você vai ganhando benefícios. Então, por exemplo, na categoria mais alta, um dos benefícios é você recebe o dinheiro um dia depois. Isso para o entregador tem um valor enorme. Na outra, ele recebe em sete dias.
Então, por que eu faço isso? É porque eu quero incentivar ele a ser bom. Não é porque eu quero ficar com o dinheiro sete dias, até porque eu nem ganho dinheiro com isso. O ponto é que eu preciso é que ele se sinta incentivado a ser muito bom. Vou te dar um outro exemplo. Você tem um float em média de 10 bi, como não é bom? Não, mas não é, cara. Porque o valor do entregador não é relevante quando você pensa no todo. Pensa assim, se toda a venda que eu faço do entregador em sete dias... ...
pagando em média, não é um negócio que muda a minha vida. Eu prefiro muito mais esse cara operando bem e você aumentando a frequência aqui do que ganhando os juros de sete dias com o entregador. Entende? Essa conta não mexe o meu ponteiro. O que mexe o meu ponteiro é você dizendo, pô, isso tá bom, hein? Amor, vamos deixar de almoçar em casa e vamos cozinhar e vamos pedir?
É isso que mexe a minha conta. E aí eu preciso do entregador operando muito bem, do restaurante operando muito bem. Qual que é a outra coisa que ele recebe? Ele recebe vários benefícios que parecem pequenos, talvez para algumas pessoas aqui, mas que para ele é muito valoroso. Por exemplo, quando ele chega no grau máximo, ele ganha o pacote de celular, de internet.
Isso pra ele é muito bom, porque ele fica o dia inteiro na internet. Então, sem esse pacote, ou é caro, ou eventualmente ele fica no risco de perder o pacote dados. Porque ele pôs lá 30 reais e acabou. Então, eu gero esses estímulos dessa forma, com demanda e com uma série de benefícios. Então, o trabalho via de regra é de subir. E aí, o que eu faço na parte de baixo? Na parte de baixo, aqueles que operam com má fé, eles saem da plataforma e não voltam.
Mas aí o cara bota o nome de outra pessoa. Ele não consegue, porque ele tem que fazer face match.
Então, quando um entregador se cadastra, ele tem que subir algumas coisas. Dentre eles, por exemplo, pensar no cara da moto, ele tem que subir a carteira de motorista. Eu bato lá na base do governo, confirmo que é ele, tenho a foto, e dali pra frente, duas, três vezes por dia, ele tem que fazer o face match. Então, ele não consegue fazer isso. E na média, se ele tá ganhando três salários mil, cinco mil, seis mil reais, o cara tá ganhando razoavelmente bem, o cara vai arriscar uma profissão, não vai arriscar.
Não vai arriscar. Cara, mais do que a grana, a grana é importante, sem dúvida, mas é a flexibilidade.
Cara, esse tema é violentamente importante pro entregador. Você não tem noção como isso é importante. Você pega... O cara trabalha quando ele quer. Cara, é. Agora, tenta jogar isso pro lado prático da vida. Então, o lado prático é assim. A moça que trabalha na sua casa, ela talvez acorde seis da manhã pra chegar na sua casa às oito. Ela nunca levou o filho na creche. Quem leva é a mãe, é o vizinha, é o primo, é o filho mais velho. A pessoa do iFood leva.
Cara, isso é um valor que a gente não percebe. As pessoas pensam em flexibilidade como um negócio meio espiritual, um negócio intangível. Então eu vou te dar um exemplo. É impactante. Impactante, cara. Eu vou te dar dois exemplos aqui. Cara, em jogo da Champions, você consegue ver esse efeito. O cara para, encosta num bar, pede um cafezinho e tá ali assistindo. A mulher que gosta do futebol faz a mesma coisa. Você imagina uma mulher... Quantos por cento dos entregadores são mulheres?
25% mais ou menos. É bastante. É um número grande. Agora, tem um outro efeito que é importante também. Uma pessoa num trabalho rígido, que está passando mal, ela chega lá para o chefe dela e fala, cara, precisa ir ao hospital. Ah, beleza, vai lá. Vamos imaginar que isso... Mais um dia, a pessoa chega de novo e fala, cara, precisa ir ao hospital de novo. O chefe já começa a olhar e falar, porra, sacanagem, de novo.
Esse sou eu. Então, você fica bravo ou você fica doente? Eu falo, porra, todo dia vamos trabalhar, né? Então você imagina esse cara, esse cara dizendo, porra, vou ter que falar lá pro Ferre de novo, cara. Pô, eu tô passando mal aqui. Eu reclamo mesmo. O entregador não tem esse problema. Ele fala, tô passando mal, eu vou lá, cara.
Então, veja, eu não estou dizendo que isso aqui justifica tudo. Eu só estou dizendo que isso para ele tem um valor brutal. E a mudança desse negócio de... Eu queria perguntar sobre o PL do trabalho por aplicativo. Como é que está? Tu acha que isso vai andar, que não vai andar? Não, o governo enterrou isso na semana passada. Uma pena. Uma pena. Era bom? Com certeza. Com certeza, cara. O que ele fazia? Primeiro, ele deixava claro que não é um trabalho de CLT.
Então, o que ele fazia? Ele tira... Mas isso já tá morto. Já tá morta a cobra aqui no SLT. Isso já tá, mas eu preciso de segurança jurídica, cara. O que me garante que amanhã não tem uma mudança no entendimento nos tribunais e tudo volta atrás? Nada, eu preciso da segurança jurídica. Pô, daí quebra só o iFood. E aí não tem mais entrega.
Só isso, os restaurantes também... Desliga o iFood dois dias pra tu ver o caos que dá o país. Eu vendo 30% na média dos restaurantes. Então, desliga pra tu ver. Vou te falar um negócio. Esses motoboys aí quebram a cidade inteira. Eu vou te dar... Eles sequestram o Tarcísio. Alô, governador! Sequestra o Tarcísio. O governador tá vindo aí. Não, é verdade, pô. Deixa eu te dar um dado. Vou perguntar pro governador isso. Cara, 60% dos restaurantes no iFood, entre 60 e 70, esse número varia um pouquinho, eles não tem salão.
Eles são só a cozinha. Ou seja, você desligar o iFood, cara, o impacto é brutal no comerciante, bicho. Dois cento do PIB. No comerciante. E os motoqueiros. Eles quebram a cidade inteira. Esse é feito direto, 0,65. Eles matam os caras que aprovaram. Eles matam os caras que aprovaram. Então, cara, esse é o primeiro ponto. O segundo ponto, o que ele tinha ali também? Ele tinha a previdência.
E a previdência, ela é importante. Sabe por quê? O Estado brasileiro já arca com esse custo via BPC. A pessoa chega lá aos 60, 70, 80 anos de idade, ela vai pedir o BPC. Já. O que eu estava me propondo aqui? Fazer a contribuição. Assim como sua empresa, para quem é CLT, contribui, eu estava disposto a fazer isso.
Por que o governo não topou? Porque o governo queria... Manhã a gente tem evento com três senadores, tá convidado, aí tu já vai lá e fala pra eles isso. Eu falo pra todos, não tenho nenhum problema de falar isso ao vivo, em público, nenhum, zero, porque essa discussão é importante, é um diálogo importante. Volta lá pra aquele tema inicial da política que você perguntou. É importante ter esse diálogo. O que aconteceu aqui? O governo insistiu com uma taxa mínima de R$10,00 por entrega, mais R$2,50 por quilômetro rodado a partir dos 4 quilômetros.
Então faz essa conta. Pensa lá na Rocinha, que o ticket médio é de 20 reais. 25 reais. É de 20, né? É. O cara pede o lanchinho dele. É isso que ele pede. Aí você bota uma taxa mínima de 10 pro cara rodar um quilômetro de entrega, entre onde ele vai de um ponto até outro, você encareceu 50%. O que acontece aqui? Não compro. Óbvio. É óbvio que acontece isso. Então o que a gente dizia? Cara, traz esse valor pra 8,50.
E cria uma alternativa que é ou é 8,50 ou no mínimo 200% do salário mínimo hora. Que é o que o entregador já está ganhando. Só que aí o que você faz? Você equaliza para todo mundo e garante que quem não opera assim, outras plataformas, passem a operar também. O governo não quis. O governo queria os 10 reais. E aí a gente infelizmente não conseguiu avançar. Quem que perdeu com isso? Só o entregador.
Só o entregador perdeu com isso. Os entregadores do iFood gostam de ti ou te odeiam? Cara, eu todos os dias, sem nenhuma exceção, eu caminho de 30 a 60 minutos pela rua. E eu paro pra falar com entregadores. Tem uma relação boa, muito boa.
tranquilamente você elegeria deputado em São Paulo. Não, para com isso. O que eu tô dizendo, cara, é o seguinte, toda vez que você vê uma... Porque usualmente os entregadores odeiam o senhor das empresas. Mas, cara... Não, usualmente. Ah, é. Mas, cara, para pra pensar assim. Toda vez que tem alguma manifestação, alguém me fala assim, nossa, teve uma manifestação, você viu? Eu falo, eu vi. Quantas pessoas tinham lá? O cara fala, eu passei lá, vi assim, tinham umas 100 pessoas.
Eu falo, ó, eu tenho 600 mil entregadores. Na cidade de São Paulo eu tenho 80 mil entregadores.
Cara, espera aí. Coloca em bases relativas. A relação é muito boa. Isso não quer dizer que não tem coisas para melhorar? Não, é claro que tem coisas para melhorar. Isso quer dizer que não tem que ter previdência? Tem que ter previdência. Isso não quer dizer que a gente não tem que ter mais pontos de apoio e achar uma equação? Claro que tem que ter. É óbvio que tem que ter. Agora, a relação é muito boa. Por quê? Porque o cara tem liberdade.
Cara, pensa isso. Esse cara a vida inteira ganhou igual ou menos do que ele ganha que tinha um chefe.
Agora ele não tem. Se ele quiser ver o jogo de futebol no meio da tarde, ele encosta a moto, pede um cafezinho e assiste o jogo. Se ele quiser não trabalhar aos domingos, ou às segundas, ou às quartas, ou às quintas, ele escolhe o dia, ele faz do jeito que ele quiser. Ele não é penalizado por isso. Esse cara gosta. Diego, qual é o que você falou dos três principais aprendizados que tu teve com o iFood? Pô, cara, eu tive muito aprendizado.
Acho que o primeiro deles foi, acho que tem a ver com inovação. O iFood me abriu uma cabeça do quanto a gente inova pouco no Brasil.
Porque eu passei por outros lugares, eu conheço várias pessoas que estão em outros lugares. E é impressionante como a gente é uma cultura, a gente tem uma cultura empresarial só de otimização e não de inovação. Sabe, cara, eu treino o meu próprio modelo de LLM dentro do iFood. Eu conto isso para as pessoas, as pessoas falam, por quê?
Eu falo, cara, por que você está perguntando por quê? Ao invés de você dizer que é animal. O que você está tirando de legal disso? A cabeça nossa ainda é uma cabeça de muita otimização, cara. O Brasil não pode ser mais isso. Cara, acabou. As barreiras de fluxos, qualquer tipo de fluxo, ela está derrubada no mundo. Mesmo no mundo menos globalizado, os fluxos estão aí, cara.
Com o nível de inteligência artificial generativa, a gente vai chegar em AGI, que é uma inteligência que é mais genérica no nível do ser humano. Daqui a pouco acabou, cara. Você vai criar coisas muito rápidas e vai expandir isso para qualquer lugar muito fácil. Então, inovação foi o primeiro ponto. O segundo ponto, cara, foi entender a importância de política pública.
A importância, cara, de você ir lá no governo e tentar construir política pública. E no Brasil, cara, a maioria das empresas ainda opera muito via associação.
Não, vou lá na associação. É que política é tóxico, né, cara? Quem quer se meter com política? Cara. Eu vejo aqui, povo. É, mas isso você tem que fazer, concorda? Cara, a vida é sobre isso. Qualquer comentário que eu faça discordando ou concordando com você, não quer dizer que eu estou te agredindo. Eu só tenho uma opinião diferente. Está tudo certo, sabe? E eventualmente alguém vai te usar, vai fazer lá uma brincadeira, vai te agredir.
Faz parte. Você não precisa fazer o mesmo, mas faz parte. Mas eu aprendi isso, construir política pública. E o terceiro ponto pra mim, cara, que é muito importante, a gente precisa perder a síndrome de vira-lata que existe no Brasil, cara. Eu aprendi isso dentro do iFood, cara.
Cara, a gente enfrentou todos os tipos de competição aqui. A gente foi vencedor até aqui em todas. A empresa cresce muito até hoje, apesar de ser muito grande. Cara, a gente é uma empresa que conseguiu construir um modelo que não me obriga a ter que abrir o capital. Cara, a gente fez muita coisa que o senso comum não fala pra você fazer.
A gente precisa perder esse senso de vira-lata de Brasil, sabe? A gente precisa acreditar, cara, que a gente é tão capaz quanto, e é possível. Ah, mas o Brasil, o custo Brasil, para de falar dessa porcaria. Você quer resolver? Você vai lá e vai ajudar a fazer política pública. Você não quer fazer isso? Então você tem que aprender a operar do jeito que é. A gente precisa sair desse modo, sabe? De ficar reclamando, reclamando, reclamando, reclamando.
Ah, Deus, ó céu, ó terra, ó não sei o quê. Então, vira e mexe alguém, vira. Pô, mas no Brasil não é foda isso? Cara, eu nem preste atenção nisso.
Dentro do iFood é proibido falar de taxa selic e inflação. Eu não quero falar sobre isso. Eu quero falar do produto. O que nós estamos fazendo? Como é que nós estamos construindo? Qual a solução? Ah, tentei mil coisas e não achei. Vamos para mil e um, vamos para mil e dois, vamos para mil e três, vamos para mil e quatro. Eu acho que esses são os três grandes aprendizados. O que você acha que o Fabrício te escolheu como o senhor?
Cara, cultura, com certeza, e capacidade de mobilização. Imobilização interna e externa. Cara, cultura para nós é muito importante. A gente é louco nesse tema. A gente entende que uma empresa de sucesso e perpétua tem a ver com cultura, não tem a ver com outras coisas. As outras coisas são derivadas de cultura.
E o segundo ponto é a capacidade de mobilizar, cara. Esse é um negócio que, de novo, toca na estrutura de mercado de trabalho. Esse é um negócio que, cara, opera via uma cadeia de valor. Eu não produzo a comida, eu não produzo remédio, eu não vendo o remédio como uma farmácia, não vou vender o remédio como uma farmácia. Eu preciso aprender a operar. E são cadeias muito diferentes. Restaurante é muito fragmentado, farmácia um pouco mais concentrado, mercado mais concentrado ainda, pet shop muito fragmentado.
É tudo muito diferente. O pet shop vende o mesmo remédio em todos os lugares do Brasil. O restaurante é muito local. É tudo muito diferente. Essa capacidade de mobilizar algo tão complexo, acho que sem dúvida alguma foi um ponto muito relevante na cabeça dele. Caramba, eu já tenho que fazer o episódio 2, porque a pauta inteira nós não fizemos.
A gente foi só falando sobre as nossas dúvidas. O pessoal gosta das minhas dúvidas, usualmente. Pô, são dúvidas pertinentes, pô. Então toma uma decisão certa. Ah, das luzes anotadas ou as que aparecem? Aqui a pauta. Tem 36 páginas aqui, pessoal.
Ô Diego, qual que é o teu grande sonho? Cara, eu... O meu grande sonho... Eu explico ele com uma frase muito simples. Depois eu tenho que explicar melhor a frase, porque senão o meu grande sonho é ser presidente do Brasil. Quando eu falo isso, as pessoas falam... Ah, você vai ser candidato? Eu falo, não, não é sobre isso. Essa é uma forma simples de explicar o impacto que eu quero fazer no Brasil.
Mudar estruturalmente as coisas. Então quando eu falo de fazer política pública, isso aqui tem impacto real. Tem. Real. Eu não quero só aqui fazer uma empresa, ganhar meu dinheiro. Cara, minha cabeça não tá aí. Sabe por quê? Porque rolou já. Pessoas que tiveram o privilégio, os privilégios que eu tive, cara, rolou já. Deu certo. Rolou. O que você quer? Você quer ganhar mais dinheiro? Você quer ter mais um carro? Mais uma casa? Mais não sei o quê? Cara. Então...
A minha forma de ver essas coisas é diferente. Tipo, já rolou. O que eu quero, cara, é saber como é que a gente muda esse troço como um todo. Eu venho de um pai que empreendeu no interior, trabalhei com meu pai boa parte da minha vida, que eu vi ele sendo esmagado a vida inteira. E meu pai não é a sessão, meu pai é a regra. Meu pai teve 10 caminhões na empresa dele. Ele tinha uma empresa de transporte. Seis foram roubados. Você imagina o que é você construir um negócio que você chega no décimo e aí seis vão embora?
O meu pai comprou um caminhão de volta. Meu pai foi roubado. Ele achou o caminhão roubado em Cidade Del Leste, no Paraguai. Foi lá, comprou de volta. Foi junto com o ladrão na delegacia lá no Paraguai. E eles assinaram um documento como se a polícia tivesse achado o caminhão e tivesse devolvendo pra ele. A minha revolta com o Brasil vem de ter vivido essas coisas.
Então eu não tô aqui pela grana. A grana já rolou, cara. As pessoas deram certo. Algumas pessoas, cara, tem o privilégio de poder chegar no lugar e dar certo. Meu ponto aqui é mudar o Brasil. Então quando as pessoas me perguntam o que você quer ser? Eu quero ser presidente do Brasil. Você quer dizer que você vai ser candidato? Não, mas eu quero mudar o Brasil.
Vamos fazer a sessão 2, porque a gente deixou a pauta aqui sobre todo empreendedorismo, acabamos falando sobre outras coisas. Vamos fazer a sessão 2 com o presidente do iFood, Diogo Barreto. Está aqui para uma aula de empreendedorismo deste que é o podcast dos formadores do Opinião.
Quem faz o PIB assiste, vocês são presentes. Tu gosta de fazer churrasco em casa? É, vegano. Que isso, cara. Olha aqui, ó. Imagina aqui, ó. Vou mostrar pra você. Vou mostrar a fotinha aqui, ó. Desse domingo, olha, preparando. Aí, ó, o debate. Meu amigo debate, um grande beijo.
Pede o nosso seguimor. É? Mandei uma fotinha pra ele ontem. Tirei e falei, ó, tô aqui. Porra, isso é... E aí ele sempre me devolve dizendo assim, ele sempre me devolve dizendo assim, é possível estragar um churrasco bom. É só um churrasco que ele ser ruim. Aí eu entendo isso como um feedback. Churrasco Minerva Food. Aí, ó, Minerva Food te dá um churrasco pra tu levar pra casa. Obrigadão. Cara, pra ele definir o final. Ó, tá geladinho. É carne mesmo, né? É carne, pode beber. Que churrasco, pô.
E aqui tem o super kit churrasco da Estância 92, que é a marca top da Minerva Foods. A gente vai fazer uma sessão presentes, que nem todos os patrocinadores dão presente. Vai ter tanto presente que o cara não vai conseguir ir embora. Canequinha no podcast? Adapta.org. Adapta.org. A maior... 200 mil assinantes. Você tem parceria com a Adapta? Acho que não. A maior e melhor empresa de viagem negativa. Max, quantas pessoas usam o iFood por dia?
por dia dá uns 6 milhões de pessoas. Tá aí. Para você que não sabe uma parceria nova pra se fazer. Aê, Túlio! Rapaz do céu! Abre aí, abre aí. Túlio da Express. Eu não me dei ideia, inclusive, do presente. Eu até vou botar 500 cruzeiros lá na Express. É uma... Deixa eu ajudar aí? Ó, foi.
É um jogo de xadrez. É legal, pô. Abre aí, abre aí. Ó, olha só. Presente novo aqui da Express Securitizadora. Nosso parceiro aqui no podcast. Isso aqui é pra ter uma boa estratégia. O jogo da estratégia. Vocês estão playboy aqui, hein? Não, não, não. Calma. Calma que vai ter mais presentes aqui. A gente não ligou ainda todos. Nem que eu vou levar isso pra casa. Tu veio antes. Tu veio antes do...
No momento, high present. Vai ter 15. Tem 15 pra votar. Olha só, esse aqui é o presente novo da Infinox. Não, o presente é top, velho. A Infinox, que patrocina o Tottenham, a Porsche Cup e o Carvergo V. Chique, hein? Ah, inclusive, quem gosta de trading... Nossa, cara, meu. Eu tenho um filho mais novo que ele é louco por carro. Cara, ele é carrinho. Não, isso tá legal. Louco num nível que você não imagina, cara. Olha aí. Puta, olha isso aqui, cara.
É top. Você tem noção, esse aqui é o... É o carro do Marcos Regadas, que já foi campeão da Porsche Cup, inclusive, um abraço para o Marcos. Que legal. Inclusive, a Infinox está patrocinando o Trading Floor, que é uma SaaS, que é uma coisa de operar no mercado. Vai lá.
pro TF que a turma usa a Infinox e pode te ajudar a não fazer besteira nesse dia a dia do trade. Um episódio sobre empreendedorismo com o homem que toca 2% do PIB e também tem que se responsabilizar por políticas públicas brasileiras. Estamos aqui com o Diego Barreto, CEO do iFood. Em breve, deputado federal por São Paulo, para com isso. Pra quem não sabe, Diego Barreto, recados finais do iFood.
Recados finais. Recado final, cara, é que a gente vai fazer o episódio 2 ainda, porque a pauta foi vencida. Semifinal. Só estamos começando, cara. Tem muita coisa. Foco é 100% no Brasil. Gostamos demais disso aqui. Vamos continuar crescendo muito, inovando. Vai dar bom.
Quem quiser pedir um iFood agora de noite, o código é barretinho15. Quando você ouvir esse estalo, você saberá que esse, de longe, é o melhor podcast do Brasil. Ainda não o maior, em breve, o maior podcast do Brasil. Eu falo isso há dois anos, e nessa jornada nós já estamos chegando a 10 milhões de inscritos nas redes sociais.
E você nem viu. Com muitos apoiadores, estamos recém começando em breve na TV aberta. Um grande beijo a todos. Até o próximo Café com Ferre, o podcast que mais cresce no Brasil. Valeu, turma. Obrigado para a equipe aqui toda na produção. Valeu, Diego. Valeu, audiência. Compartilha o episódio, deixa o like. Beijo!
BYD
Magalu
Trading Floors
Trading Floor (sala de trading ao vivo)