Junior Minds #8 – Como Criar Valor num Mundo em Constante Mudança, com Francisca Cerquinho
No oitavo episódio de “Junior Minds” temos o prazer de conversar com Francisca Cerquinho, que iniciou o seu percurso académico na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, onde frequentou o Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação entre 2015 e 2020. Durante este período, demonstrou uma forte inclinação para a liderança ao integrar a JuniFEUP, onde passou pelas áreas de Marketing e Vendas e pelo departamento de tecnologia, onde posteriormente assumiu a liderança no cargo de CTO. Nesta função, foi responsável pela gestão de equipas e pela supervisão técnica de projetos, estabelecendo as bases para a sua posterior carreira em consultoria.
Em 2020, ingressou na Deloitte como Tech Analyst na área de AI & Data, sendo rapidamente promovida a Tech Consultant. Esta etapa permitiu-lhe consolidar competências técnicas em inteligência artificial e análise de dados num ambiente corporativo de elevada exigência. Pouco depois, iniciou uma colaboração com a ENSICO, onde partilhou o seu conhecimento como professora de Pensamento Computacional, promovendo a literacia digital e a ética tecnológica junto de estudantes mais jovens.
A sua trajetória prosseguiu na LTPlabs, onde permaneceu durante mais de quatro anos. Nesta vertente de consultoria analítica, a Francisca progrediu de Business Analyst para Consultant e, finalmente, para Senior Associate. O seu trabalho focou-se na aplicação de métodos analíticos avançados para apoiar decisões de gestão complexas, combinando o rigor científico com uma visão prática de negócio. Este período foi fundamental para a sua afirmação como uma especialista capaz de traduzir dados em valor estratégico.
Atualmente, a Francisca ocupa o cargo de Lead Data Scientist na Axians Portugal, onde lidera projetos de ciência de dados. Este percurso reflete uma profissional em constante evolução, que alia uma base tecnológica de excelência a uma capacidade crescente de liderança e gestão naquilo que é o ecossistema empresarial.
Neste episódio, abordamos a importância da aprendizagem contínua, as dificuldades na transição para o mercado de trabalho e de que forma a passagem pela JuniFEUP pode ser o fator diferenciador para atingir o sucesso profissional.
Junta-te a nós para descobrires como o percurso na JuniFEUP, aliado a desafios internacionais, pode ser o ponto de partida para um futuro cheio de conquistas e impacto!
Locutores do Episódio: Gil Oliveira, Lara Ravagnani
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- Trajetória profissional de Francisca CerquinhoExperiência na JuniFEUP · Carreira na Deloitte · Papel de Lead Data Scientist
- Inteligência Artificial
- Importância da aprendizagem contínua
- Soft skills no mercado de trabalhoComunicação · Trabalho em equipe
- Desafios na transição para o mercado de trabalho
Olá a todos, eu sou o Gil e sejam bem-vindos ao oitavo episódio do Junior Minds, o podcast da Junifeupe com a Engenharia Rádio. Ao meu lado hoje tenho a Lara, do departamento comercial.
Olá, eu sou a Lara, sou do terceiro ano de Engenharia Eletrotecnica. Hoje tenho aqui comigo a Francisca Serquinho, a quem já agradeço ter aceito o nosso convite. A Francisca iniciou o seu percurso na Junifelpe com uma trajetória invulgar, transitando do Departamento de Marketing e Vendas para a Liderança Tecnológica como CTO.
Esta experiência precoce de gestão de equipas e projetos reais, ainda enquanto estudante, dê-lhe as bases e a visão que viriam a definir a sua progressão vertical no mercado de trabalho. No plano profissional, construiu um currículo de elite no universo dos dados, passando pela estrutura global da Deloitte como tech consultant, antes de ingressar na LTP Labs. Nesta última, demonstrou uma evolução rápida Business Analyst, a Senior Associate, em cerca de 4 anos, consolidando como especialista na aplicação de métodos analíticos avançados para resolver M comunicando com comunicando comunicando comunicando comunicando comunicando comunicando comunicando comunicando comunicando
Desafios Complexos de Gestão e Sistemas. Atualmente, assume o cargo de Lead Data Scientist na Accent, onde o seu foco evoluiu o desenvolvimento técnico para o desenho de estratégias de IA e a liderança de equipas. Paralelamente à carreira corporativa, reforça o seu perfil híbrido com uma pós-graduação em direção de empresas na Porto Business School e uma passagem pelo ensino de computação na Insico, demonstrando um compromisso constante com a literacia digital e a gestão. Francisca, se calhar introduziste um bocadinho.
Antes de mais, obrigada. Acho que fico bastante envergonhada com essa introdução. Obrigada pelo vosso convite. De facto, olhando para trás, sim, já fui passando aqui por diversas oportunidades e experiências. Estava a comentar convosco, antes de entrar aqui, que o meu percurso por consultoria começou...
devido à FEUP, numa feira de emprego muito conhecida que é o ADATO, em conversa com um dos clientes que nós tínhamos convidado, ele propôs-me um tema para a tese e eu achei super interessante, já era logo na área dos dados. E foi assim que comecei no mundo da consultoria. Gostei bastante e acho que, tendo num mundo de tecnologia, e cada vez me apercebo mais, principalmente agora atualmente com a AI, e os sistemas dos agentes e a LLMs.
que é fundamental estarmos atualizados e mantermos sempre a literacia e tudo aquilo que está a surgir neste mundo completamente novo. Essa passagem pela ensino também foi interessante porque eu sempre gostei de ensinar e tenho seis sobrinhos e acho que era importante, neste futuro do ensino em Portugal, passar por ensinar a programar, porque como nós vemos vai ser o futuro.
e em si que tem um bocado essa missão e portanto eu dava aulas a quinto e sexto ano sobre a computação e como é que isso funciona.
Ok, boa. Depois desta introdução, se calhar voltava um bocadinho atrás e perguntava-te sobre a tua experiência na Junifelpe. Ou seja, tu começaste no departamento de marketing e vendas e acabaste como CTO. Como é que achas que esta forma, esta dualidade entre perceber o cliente e também perceber o lado técnico, ou seja, perceber o lado de marketing e o lado técnico das coisas, como é que isso acabou por influenciar o teu percurso mais tarde?
Acho que quando estamos na faculdade não temos bem a percepção do que é o mundo real e acho que isso faz parte e contribui para o nosso caminho. A minha ideia na altura de ingressar mais para um departamento de Martim e Vendas foi junto com uma amiga que se juntou a minha aqui à Junifelpe. Foi um bocado sair do mundo da tecnologia e também, como tu disseste, ter também o contato mais com o mundo real e outros tipos de experiências.
Acho que foi giro para pensar numa visão não tão tecnológica e mais numa visão, mais até comercial, de como é que nós podemos mudar, o que é que nós devemos escolher para captar os alunos e as pessoas. E acho que este aponto é fundamental, porque mesmo num lado tecnológico, nós temos sempre que ligar com o lado do negócio, portanto temos que perceber quem está do lado de lá. E acho que isso contribui para logo numa fase inicial ter essa visão. Ok.
E também nesta fase como CTO, foi a tua primeira experiência a liderar uma equipa, ou seja, era uma equipa de 8 pessoas, ainda estudavas. Como é que achas que isso também moldou o teu sentido de liderança ou se pegas em alguma coisa disso ainda hoje? Eu vejo a liderança muito como... sou muito a favor do trabalho em equipa.
Ainda relativamente tive uma experiência relativa a isso, que sentia que num projeto estávamos cada um a trabalhar para o seu lado e eu senti que precisava de juntar a equipa toda e dizer, não, é muito má, vamos ter resultados muito melhores, se trabalharmos em equipa não vale a pena cada um de nós trabalhar individualmente.
E mesmo eu tendo nesse papel de CTO, eu via mais como uma questão de alinhar o que era a visão. Na altura, não trabalhamos muito no site e no back-office e assim. E era mais alinhar o que é que fazia sentido em termos de desenho e distribuir tarefas. Mas eu trazia sempre a minha equipa e discutia as ideias em conjunto. E eu acho que a base tem que partir sempre daí.
Ok. Depois passando aqui um bocadinho mais para o mundo profissional, já disse isto há bocado, começaste na Deloitte. Como é que dirias que foi essa transição do ambiente mais académico para um mundo mais corporativo? Acho que não dá para preparar, porque acho que faz parte mesmo do caminho que nós íamos descobrir. Acho que é difícil decidirmos por onde é que vamos e por onde começar. Acho que é simplesmente arriscar ir seguindo...
aquele total feeling, acho que foi um bocado isso que eu fui sempre fazendo. É uma transição diferente e sinto que para mim, especialmente porque eu entrei num ano do Covid, eu comecei a trabalhar num ano do Covid e eu sou uma pessoa super energética e que gosta de conversar e gosta de estar com pessoas. E, portanto, foi um choque porque eu tive que começar a trabalhar numa realidade em casa 100% full remote.
Acho que foi bom para começar a perceber como é que as empresas funcionam e como é que eu ligo a parte empresarial à parte da tecnologia, porque eu sabia desde o início que não queria ter muito aquele trabalho atrás de um computador só a escrever código. Olhando para o teu percurso, nós vemos, lá está, uma combinação das áreas de engenharia, de gestão e da inteligência artificial. Hoje em dia, tu consideras que devemos especializar mais numa área ou que devemos ter este perfil abrangente, saber um bocadinho de tudo?
Acho que o perfil de abrangente é muito benéfico, especialmente aqui, eu estou a focar muito na minha área, não é? De tecnologia. Mas acho que aqui, então, cada vez é mais importante porque vamos caminhar para um mundo em que escrever código já não vamos ser nós a fazer e vão ser agentes. Era quase como na altura dos nossos pais que eles faziam contas de cabeça e quando nós começamos a usar a calculadora foi tipo...
Contas com calculadora e não de cabeça? Não pode ser. E agora é um bocado isso. Vamos ver os nossos filhos a usar estes modelos e vai-nos fazer confusão porque não vão estar a partir pedra como nós partimos. E acho que é um bocado ir-nos adaptando e, portanto, vai partir muito de nós termos a capacidade de comunicar, a capacidade de escrever, a capacidade de ler e, portanto, soft skills são cada vez mais importantes do que, se calhar, as art skills. Sim.
Tu vês, tipo, ou seja, falaste um bocadinho que estamos em constante mudança e também, se calhar estás a te referir um bocado à inteligência artificial. Sim, desculpem. Não, não é problema. Mas acho que vai afetar todas as áreas, não é verdade? Sim, é isso. Mas tu achas que, por exemplo, programadores, no caso developers, vão acabar ou sentes que se calhar vão ter um papel diferente? Vão ter um papel diferente. Acho que não vão acabar, mas vão ser preciso muito menos.
Dos que são precisos hoje, e isso vê-se. Já há muitas empresas a despedir bastantes developers e juniors, porque não são precisos, porque de repente temos um agente que em dois dias faz o trabalho de um mês ou dois. E, portanto, o papel, ou seja, não vão ser substituíveis, obviamente, porque vai ser preciso alguém a guiá-los, mas acho que vão ser precisos menos e acho que o modo de trabalhar vai mudar.
Porque eles erram, portanto é preciso alguém a revê-los. Sim, é isso. Não estou a falar em produtividade, vai ser preciso menos pessoas para fazer o mesmo. Tu falaste ali de soft skills. O que é que achas que hoje em dia, no mercado de trabalho e com a experiência que já vais tendo, quais é que achas que são as mais importantes que dirias? Acho que é o desenrascar.
Acho que é saber lidar com pessoas. Acho que dos desafios que eu fui tendo profissionalmente, maioritariamente foi em lidar com pessoas que trabalham de formas diferentes de mim, que têm formas de liderar diferentes daquelas que eu me rijo. E, portanto, acho que isso também contribui.
Tu ires atrás, não importa se tu não sabes, dizes que não sabes, mas que vais atrás. Acho que foi sempre o meu lema. Não ter vergonha de dizer que não sei e procurar saber com alguém da minha empresa que vejo que sabe fazer ou pesquisando. E pronto, este perfil também de comunicação. Acho que também caminhamos para um mundo em que toda a gente trabalha em casa fechados e acho que temos que também saber sair da nossa zona de conforto para progredir.
Agora, se calhar, falando um bocadinho do teu trabalho atual, tu em poucos anos chegaste a uma posição de lead data scientist. Qual é que tu dirias que foi o maior choque a passar de uma função que tu executavas mais para uma função mais de liderança? O que é que sentiste? Como é que está a ser? Esta função eu comecei em janeiro, portanto é recente. E eu, como estava a explicar há pouco, se calhar também explico aqui,
Eu trabalho numa empresa que é uma consultoria muito grande, mas que está dividida em áreas de negócio. Podem ser elas, por exemplo, o setor público, fundos de investimento, saúde, retalho, por aí fora. E o meu departamento onde eu trabalho é com a inovação, da AI especificamente.
E é uma área mais de suporte transversal a todas estas áreas de negócio. E é uma área que já surgiu há oito anos na empresa e este é o terceiro mandato e que também começou agora em janeiro. Portanto, temos uma visão para os próximos anos. A equipa que existia antes foi migrar para BUs específicas, para áreas de negócios específicas dentro da empresa. E, portanto, nós atualmente somos só dois. A pessoa que lidera o departamento e eu.
E, portanto, eu já estive em um projeto em que liderei novamente, mas eu senti que a minha parte de liderança era semelhante ao que eu fazia na LTP, ou seja, eu só estava a gerir o trabalho de alguém que acabou agora de ir para o mundo empresarial.
O que eu sinto agora aqui de novo, e portanto ainda não tive principalmente a experiência de liderar uma equipa muito grande, acho que vai fazer agora a parte do caminho porque também estamos a desenhar a estratégia, o que eu sinto é que tenho muito mais oportunidade para desenhar a metodologia de todas as nossas ideias do início ao fim, portanto é mesmo que começar um papel em branco, discutir, tenho alguém que também já tenha muita serenidade.
e tem passado um bocado por aí também tenho a oportunidade de ler de investigar e esse trabalho de liderança para já não tem sido assim muito o foco porque nós estamos muito ainda numa fase de desenho da área Tu sentes que se calhar a Junifel trouxe-te alguma coisa, ajudou-te assim no mundo empresarial, o que é que sentes que a Junifel te possa ter trazido e te possa ter ajudado?
Acho que contribuiu, claro, porque nós éramos estudantes de cada um de áreas diferentes, portanto só aí estou novamente a contactar com pessoas com perfis completamente diferentes do meu. Deu uma oportunidade de começar a pensar e estruturar ideias e como é que isso funciona, falar com clientes, com potenciais empresas para virem trabalhar em alguma coisa connosco, o trabalho em equipe, que eu novamente acho que é super importante.
E portanto, acho que sim, acho que contribuiu para eu também trabalhar este papel da comunicação, de como lidar com pessoas e como trabalhar em equipa. Nós sabemos também que estás agora a fazer uma pós-graduação na Porto Business School. Não, já terminaste. Já terminaste. O que é que sentiste que te falta ou faltava na altura ainda desenvolver nesta fase da tua carreira?
Como eu disse, eu venho de uma área muito técnica e, portanto, eu sentia que faltava um bocado a parte de gestão e de perceber como é que funciona todo esse mundo de gerir uma empresa, a parte financeira, aquilo que acho que um estudante aprende em gestão e economia.
não tinha essa base e acho que acaba por, quando olho para a progressão da minha carreira, que vai naturalmente sair mais de uma parte mais técnica e cada vez mais ser uma parte mais de gestão, é importante perceber como é que tudo isso funciona. Ok. Eu tenho uma pergunta que, pronto.
Há muita gente que pensa em fazer Erasmus e pensa também até que ponto é que isso lhe pode trazer vantagens, não só a nível cultural, porque eu acho que, e para outros países, acrescenta-nos muito, se calhar mais a nível cultural, não tanto numa perspectiva mais escolar e tudo mais. Queria-te fazer uma pergunta, se calhar nesse sentido, porque fizeste Erasmus no Chile. Quais eram as suas expectativas que tinhas quando fostes para lá? Ou seja, o que achas que te trouxe de bom?
Eu tenho esta mania que na altura não sei se me arrependi, mas eu fui com uma amiga para estudar para lá e nós queríamos aprender, que eu foge um bocado daquilo que é o típico ir de Erasmus. Nós queríamos tirar partido de uma faculdade lá fora para aprender o que não tínhamos a oportunidade de aprender cá.
E, portanto, na altura, nós fomos escolher cadeiras específicas que não existiam de todo na FEUP. Começaram a surgir temas mais da AI. Na altura, até não se trabalhava Python na FEUP e ainda não se ensinava. Portanto, eu não sabia programar em Python e foi lá que eu aprendi. Acho que a experiência... Acho que devem ir, quem pode, e tem essa possibilidade, porque, como é óbvio, também tem a parte financeira. Deve ir, é uma experiência em que saímos da nossa zona de conforto.
Contactamos com uma faculdade diferente, com estudantes diferentes, de todo o mundo.
e acho que contribuiu para a profissional que sou hoje a todos os santos. Mas achas que, tipo, ao nível das empresas, tem alguma relevância? Tipo, para o bom e para o mau? Depende da forma como falas dessa experiência. Por exemplo, se calhar se for dizer, olha, fui para aquela faculdade e aprendi X ou Y, ou até mostras que aquela experiência te ajudou a desenvolver algumas soft skills que não tinhas. Pronto, acho que as empresas valorizam, sim.
E tu há bocado falaste sobre a inteligência artificial e que isso estava a ter implicações no mundo do trabalho. Como é que tu vês a inteligência artificial a entrar, por exemplo, na faculdade ou até no mercado de trabalho? Como é que vês? Não sei, mas tenho muito medo quando reflito sobre isso, porque...
Eu falo por mim, não é? Eu venho de uma área técnica, portanto eu sei que ao longo do meu percurso, tanto académico como profissional, eu tive a oportunidade de escrever código, desenvolver produtos, o que for, e bati muitas vezes com a cabeça na parede, fiquei dias em que fui dormir a pensar no erro e acordava à meia da noite com a solução.
E acho que esse bater com a cabeça na parede contribuiu para eu agora ser uma melhor profissional e se calhar ver coisas que se não tivesse essa experiência eu não via. E penso como é que os estudantes hoje em dia, principalmente desta área, vão conseguir ganhar isso, porque de repente têm um chat com quem conversam, com quem têm uma resposta bastante rápida, não têm que ir atrás do problema e isso é transversal a todas as áreas, não é? Eu falo da minha, mas as vossas também vão estar a...
afetadas. E tenho medo relativamente a este desenvolvimento do pensamento crítico, nós hoje em dia queremos as respostas muito rápidas, eu vejo por mim, vejo os teixos na diagonal e tenho muitas dúvidas, portanto eu não tenho de toda a resposta para isso, acho que temos que nos adaptar, acho que isto é como em tudo, vão se calhar surgir empregos diferentes, formas de trabalhar diferentes.
Mas acho que o meu conselho é tentarem tirar o melhor partido destas ferramentas porque também quem não as souber usar vai estar desatualizando. Sim, eu acho que acaba por ser, se calhar, um bocadinho como quando foi a revolução tecnológica, ou seja, o aparecimento dos computadores e assim. Da internet. Eu acho que...
Sei lá, o mundo mudou um bocado. Um bocado muito. E pronto, lá está. Ao nível social, acho que piorou. Mas acho que... Ou seja, as pessoas começaram a comunicar menos. E acho que agora também vai acontecer se calhar algo do género. Isso é verdade. Isso é um bom. E pronto, não sei. Eu acho que é só a questão... Primeiro, nós não sabemos o que é que vem. Mas acho que é um bocadinho adaptar-nos. Tipo, perceber...
se calhar fazer mais uma introspecção e perceber até que ponto é que estamos a aprender por exemplo, eu falo por mim eu às vezes estou a estudar e sinto mesmo que estou preguiçoso, ou seja estou a fazer um exercício e é tipo quero ver logo a resposta, quero ver como é que se faz e nem sequer tento
pensar. Acho que temos que nos obrigar a fazer isso. Como a Francisca disse, já não bates com a cabeça na parede. É isso. Já há muito mais aquela coisa de vou logo procurar. E se calhar o Gil pegou aqui num ponto que é esta coisa de ser preguiçoso. Eu não sei se calhar se fizeste algum estágio ao longo do teu percurso académico, estágios de verão ou alguma coisa. Não, não. Não sei se recomendas o que é que... Eu acho que é bom para alguém que não tem noção para onde é que quer ir depois de sair da faculdade. Portanto, ter a oportunidade de experimentar tudo bem.
antes de decidir, acho que é bom. Na nossa empresa, aproveito até para dizer, nós temos estágios de verão e estamos a precisar de pessoas, portanto, quem estiver interessada, depois partilha aqui um link com a equipa. Mas é um estágio de dois meses, começa já este verão, já abrimos as candidaturas e é para vir-lhe trabalhar connosco, podem trabalhar ou na área onde eu estou com a inovação, ou integrar mesmo projetos nas áreas de negócio, como eu mencionei.
Boa. Eu se calhar perguntava-te que conselhos é que tu darias a alguém que está agora a começar o percurso na Junifel? Ok. Acho que...
1. Trabalhem em equipa, juntem os vossos perfis todos diferentes, porque isso é que vai tirar o partido para terem ideias boas. Tentem pensar naquilo que a Juni já fez até hoje, porque acho que a Juni tem uma dificuldade, não é? Porque os mandatos estão sempre a mudar, 3 em 3 anos já não moram. É da na ano. Portanto, acaba por ser um bocado difícil de passar as coisas de um para o outro e perdem-se aqui algumas ideias que se calhar num ano é difícil de ter.
É sistematizarem as ideias possíveis num ano, do que não for possível num ano passar para o ano seguinte, tentarem fazer uma retrospectiva do que existe e do que pode existir, e tentarem contactar de alguma forma as empresas lá fora para virem aqui trazer valor e partilhar convosco, se calhar há uma experiência para vos ajudar também a guiar do que é que será o vosso futuro.
E se calhar mais a nível dos estudantes. Eu se calhar posso falar um bocadinho para mim. Eu estou no terceiro ano e eu ainda não sei bem ao certo o que eu quero fazer. Sei mais ou menos a área em que gostava de trabalhar, mas não sei ao certo. Ou seja, por acaso, ainda por exemplo no ADAT, eu fui dar o Talent Pitch e falei do meu percurso, mas no fim perguntaram-me se calhar onde é que eu me via mesmo a trabalhar. E eu fiquei um bocado sem saber o que é que ia dizer. E acho que às vezes isso não é bom. Só que eu quero perguntar...
Se calhar, outro lado, até que ponto é que isso é mau? Não, não é mau, acho que é super normal. Acho que nós primeiro escolhemos o curso para onde queremos ir super cedo. Acho que depois também quando saímos temos uma variedade de opções. Portanto, acho que totalmente faz parte. Acho que é arriscar, honestamente. É seguir aquele que é o teu feeling. Se calhar, quando pensas no que é que tu podes fazer, tens aí algumas ideias, mas não sabes para onde é que há de ir.
escolha uma que te esteja a puxar mais vai, se não fizer sentido para ti, mudas, acho que estamos num mundo em que isso faz, é fácil de mudar, é fácil de... Mas mais numa perspectiva das empresas Não, sim, o Tarso é para mudar, eu entendo E é isso, tipo é não sei, parece que sei lá, elas se calhar olham e pensam tipo, não sabem quem é que é ou seja, até que ponto é que eu quero uma pessoa que não sabe bem quem é que é, ainda que possa trazer muita ambição e quer aprender não sei, tipo acho que Sim, tudo bem
Eu, se calhar, pego-me do lado deles e penso, tipo, não é assim tão vantajoso. Sim, acho que numa fase inicial, não vais ficar num sítio onde não estás a gostar e não te identificas, acho que tens de explorar. Acho que podem tirar partido de, se calhar, trazer pessoas que trabalham em empresas, explicarem o que é que elas fazem especificamente e isso pode-vos ajudar um bocado a decidir. Por exemplo, uma iniciativa que a Juni pode fazer...
É mesmo isso, é trazer pessoas. Até podem contactar, como fizeram comigo, pessoas que trabalham antigamente na Juni, que estamos todos a trabalhar em sítios diferentes, estou a pensar em alguns que trabalharam comigo, e partilhar um bocado essa experiência. Olha, eu, por exemplo, isto é engraçado, a minha história, mas eu não sabia para onde é que queria ir, sabia que gostava de matemática e de engenharia. Um amigo do meu irmão falou-me de engenharia de gestão industriada, disse, ok, eu gosto daquilo que ele disse que fazia.
acho que posso experimentar. Disse que queria, tipo, encadidatei-me, mas não entrei, depois pus mecânica e na altura quem fez a candidatura foi o meu pai, porque eu estava de férias e não conseguia aceder ao computador e eu disse, pai, olha, agora a partir da terceira opção escolhe o que tu quis ir. E portanto foi o meu pai.
sem querer, que definiu o meu percurso, que agora faz todo o sentido para mim, honestamente. E acho que é a minha cara. Agora, tu fazes essa pergunta e eu também faço essa pergunta relativamente a mim. Eu não sei onde é que eu estarei daqui a 10 anos, honestamente.
Sim, é isso. Por acaso ia perguntar isso também. Não tenho, principalmente agora com estas mudanças todas, não sei como é que vai ser o meu perfil. E se calhar, olhando um bocadinho para trás, para não fazer esta pergunta aqui, o que é que tu farias diferente se estivesses na Junifep? Ou seja, se voltasses atrás, o que é que farias diferente? Acho que era mesmo concretizar. Acho que nós demorávamos bastante tempo para concretizar as coisas. Acho que é mesmo pegar e agarrar e tentar...
pegar esta oportunidade de trabalhar na Juni, de ter este segundo trabalho, sendo que o vosso primeiro trabalho é o estar, e tentar conciliar isso. Acho que é um bom ponto, um bom above skill, que é saber gerir duas coisas completamente diferentes ao mesmo tempo.
E tu sentes que sabias gerir na altura? Gerias bem? Sinto, mas sinto que se calhar não havia... Como as coisas demoravam algum tempo até serem concretizadas, se calhar nós não colocávamos como uma prioridade. E acho que era giro, se vocês têm toda esta proactividade que eu já vi, tentarem mesmo definir, olha, nós até ao menos x vamos fazer isto, e vamos dividir as tarefas, e cada um vai...
E acho que isso vos vai dar a skill depois também do que é a realidade no mundo de trabalho. Arriscar, ir, se não der, não deu. Está tudo bem. E tu sentes, não sei, que termos este background da Junifel, se isso traz benefícios quando, por exemplo, nós nos vemos candidatar para o mercado de trabalho, sentes que é um mais... Sim, sim, sim.
Porque traz aqui uma dualidade. Vocês não estavam só focados na parte académica também, como se conseguiram gerir com o outro lado e começaram a... Sim, por exemplo, eu sinto muito isso, tendo no departamento comercial, tendo mais a falar já com os clientes, de ter já uma... à vontade para reuniões e para tudo mais. Sinto que isso traz bastante. Sem dúvida que é uma mais boa.
E tu sendo passado por várias coisas, estás no marketing de S&T, eu também acho que isso pode ter trazido algumas coisas. Sim, e acho que na altura quando me candidatei foi uma mais-valia, tanto é que acho que captei por estar a fazer parte de uma junior empresa e acho que isso foi sempre destacado no meu currículo.
Claro que agora não é o destaque que já trabalha alguns anos, mas no início acho que sim. Sim, porque é isso que a maior parte dos estudantes não têm grande experiência, mesmo se calhar académica, e a nível de trabalho menos ainda. É normal.
Teres alguma coisa e teres algum ponto. Claro. Na cima do mundo está cada vez mais competitivo. É verdade. Acho que é uma... Eu não sei se disseste, mas tu disseste que entraste em marketing com uma amiga. Sim. Mas porquê a Junifep? Ou seja, porquê que entraram em algo? Porquê que não, sei lá, núcleos ou outro tipo de comunidades? Não sei.
Já não lembro bem, acho que na altura foi o que nos chamou a atenção. Nós queríamos, estávamos no segundo ano da faculdade, queríamos não estar só focadas no curso e acho que vimos a June e saltou-nos à vista e pronto. Acho que não me lembro, não me recordo bem honestamente. Ok.
Portanto, nós, no final, nós temos sempre um joguinho. Ok. Não é nada de especial. Basicamente, eu tenho cinco temas. E o objetivo é, eu dou-te o tema e tu tens, tipo, um minuto máximo, se calhar, para falar sobre ele. E depois acaba o tempo, eu dou-te outro. Sempre assim. Ok. É tranquilo. Portanto, primeiro, FIUP.
Acho que é uma universidade com estudantes de diferentes engenharias. Engenharia de Estão Industrial e Mecânica são vistas como as melhores aqui dentro. Não sei, agora fui dizer isto. Que chatice. Podemos cortar. Vamos odiar, tenho imensos amigos nesta área.
Informática, sempre fomos os nerds, não sei como é que está agora, mas éramos muito poucas meninas. Acho que é uma faculdade que tenta atualizar, tem que estar atualizada, e que tem, que é um engenharia, um mundo que abre portas para diferentes tipos de empregos e oportunidades. Chil.
Ora bem, a minha experiência no Chile foi caricata, porque eu fui para Erasmus numa altura em que houve uma crise social. E portanto, eu, antes do Covid, contatei com uma experiência em que tive de estudar em casa. Não sei se essa parte não sabia.
Mas eu fui para o Chile em julho e em meados de outubro, novembro, deu-se esta crise social em que estavam muitos sítios a arder, faziam imensas manifestações agressivas na rua e eu vivia na praça destas manifestações e, portanto, acho que ganhei algumas skills aqui. E também contentei com esta parte de... A faculdade era muito gira, eu gostava muito de ir para a faculdade, que era muito diferente, era muito americana.
E de repente tive que ir para casa com estudantes que não conhecia muito bem e tentarem que nos ajudassem a conseguir fazer as cadeiras. Pronto, uma mais-valia. Ai ai.
Uff, AI, um mundo novo que me está a assustar bastante, honestamente. Não sei por onde caminhemos, não sei que tipo profissional deve ser, não sei como manter atualizada, tento fazê-lo, mas sinto que estou sempre assustada com informação diferente, todos os dias acordo e sai uma realidade nova.
Acho que vamos ser contactados também com uma realidade em que vai haver cada vez mais ataques e as empresas vão sofrer aqui um pouco com isso. E, portanto, a segurança já era importante, mas acho que agora ainda mais. E temos de ter cuidado com como é que usamos e com que tipo de dados demos, porque não sabemos como é que vão ser utilizados. Ok. Consultoria.
Ok, acho que nem toda a gente gosta, vê bem consultoria da melhor forma. Eu gosto bastante porque me dá a oportunidade de contactar com diferentes indústrias. Tenho uma dualidade que é, não estamos, para alguém que gosta de vestir a camisola e um produto, não é que eu não vista a camisola, mas eu sinto que é diferente. Trabalhar numa empresa em que desenvolves um produto específico.
É um bocado difícil, porque de repente tu desenvolves uma solução, entregas e sais. Portanto, não sabes como é que aquilo ficou. Portanto, se fôs uma pessoa que gosta continuamente de fazer a atualização e estar atualizado relativamente àquilo que desenvolveste, acho que pode ser difícil. Mas acho que é bom para ter uma visão geral de como é que todas as indústrias funcionam. Ok.
Por último, temos uma que se calhar é mais óbvia, que é a Genifeupe.
Então, tenho muito carinho por esta júnior empresa. Fiz grandes amizades aqui dentro. Era um escape nas horas livres de aulas e estudos. Acho que aconselho a quem faz parte dela a tirar o maior partido, trazem alguma dedicação e entregarem, não terem medo e arriscarem. Já disse isto mil vezes, mas acho que é mesmo isso.
Ok. Pronto, para mim, era aí. Obrigada. Agradecemos muito. Acho que toda a gente aprendeu sempre um bocadinho e espero que tenham gostado. Para as pessoas que estão lá em casa a ouvir, os Univapers, universitários, qualquer pessoa, espero que tenham gostado, espero que também tenham aprendido alguma coisa e vemos-nos no próximo Junior Minds.