504 - Rumo Sul - 1
PODCAST 504 – Cacá Strina inicia sua cicloviagem rumo ao sul, saindo de Joinville em direção à Carretera Austral. Acompanhe essa nova aventura de quem já pedalou pela Route 66, Caminho de Santiago de Compostela e muitos outros destinos.
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- Debate sobre ciclovias em São PauloCarretera Austral · Joinville · Cacá Strina
- Desafios no ciclismoBolsa de selim · Alforjes Ortlieb · Bolsa de guidão · Top bag · Drone DJI Mini 5 · Câmera Canon · GoPro · Barraca Durston
- Condições das estradasAcidentes iniciais · Adaptação de equipamentos · Desequilíbrio da bicicleta · Chuvas e frio
- Histórias de ciclismoRoute 66 · Caminho de Santiago de Compostela
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- Preparação para acampamentoiOverlander app · Medo de acampar sozinha · Javalis
- Marketing para fotógrafosBrooks Institute of Photography · Editora Abril · Revista Pais e Filhos · Ensaios infantis
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Bom dia, boa tarde, boa noite, bem-vindo a Extremos, o seu podcast de aventura. Eu sou Elias Luiz, escritor, fotógrafo, guia de trilhas e o editor do Extremos. Hoje vou falar com a Cacá Estrina, que começou uma cicloviagem rumo ao sul. Eu não sei que sul, só sei que ela tá descendo. Oi, Cacá, tudo bem?
Tudo bom, Elias, e você?
Joia, quanto tempo, hein?
Pois é.
Na verdade, a gente não se conhece ainda, né, Cacá?
Pessoalmente não, mas para mim você já mora no meu coração, né, Elias? A gente faz tantos anos que a gente se fala aí e, sei lá, você tem sempre me dado várias boas dicas e contatos que para mim você já é brother, você já faz parte do meu coração, viu? Não, é sério. É sério?
Antes de você se apresentar, deixa eu falar. Desde quando a gente se conhece, mais ou menos, né? Isso online.
É.
Quando que você fez a viagem para Santiago de Compostela?
Nossa, Santiago de Compostela foi 2012. Faz tempo, hein?
Tá, não, mas foi depois que aí você fez uns vídeos, nós publicamos no Extremos, né?
É, foi 2000 e 2014, 2015, uma coisa assim, né?
Não lembro.
É que a gente se conheceu, que a gente começou a se falar.
Exato. A gente, eu falo com a Cacá pelo menos uma vez por ano, normalmente é isso, uma vez por ano. Às vezes dá essa sexta ou sábado assim, dá umas 11 horas, 11:30, eu recebo assim, ela percebe que eu tô online. Oi, tudo bem?
Porque eu já tô, eu já tava ali, né, pensando em alguma outra presepada, né, Elisa? A verdade é essa, né?
Aí ela me chama, a gente começa a conversar, me liga ou eu ligo para ela, a gente vai conversar, vai até as 2, 3 horas da madrugada. Nossa, é verdade, até colocar todas as fofocas em dia.
Bom demais, né?
Legal. Eu tô entrando aqui no site, no Extremos, notar colunistas, e lá tá Cacá Strina. Deixa eu ver, episódio 2015.
Legal.
E outra coisa, a Cacá é a primeira pessoa, a única pessoa, única mulher que eu convidei para fazer uma trilha para livro e ela falou não.
Ah, Elia, você sabe que caminhar não é muito— tudo bem que eu tenho caminhado muito nessa viagem, né, ultimamente, muito hitchhiking, né, que os americanos falam. Meu Deus, como eu tenho empurrado a bike! Mas é que caminhar não é muito meu perfil, entendeu? Mas foi uma honra receber seu convite.
Uma hora convenço você.
Eu sonhei essa noite que eu tava fazendo um, que eu tava de mochilinha nas costas. Eu falei, nossa, eu tava fazendo trilha, cara! Então quem sabe, uma hora rola.
Tá legal. Cacá, se apresenta. Quem é você? O que que você faz? O que que você tá fazendo agora?
Então, eu sou a Cacá Strino, sou fotógrafa, trabalhei muitos anos, na verdade tô aposentada da fotografia, a não ser por conta das viagens agora, né? Mas trabalhei muitos anos aí como fotógrafa, eu fiz faculdade fora do Brasil porque na época não tinha ainda nenhuma faculdade por aqui, né? Então eu estudei na Califórnia, em Santa Bárbara, na Brooks Institute of Photography, que foi uma faculdade assim fenomenal, que é só cinema e fotografia.
Então assim, imagina, né? E na Califórnia. Então foi uma experiência única. E aí eu voltei para o Brasil, trabalhei na W Brasil como assistente do fotógrafo, e depois eu segui carreira. Não, antes de seguir carreira solo, eu trabalhei com outros fotógrafos ali, estúdio, pintei muito fundo infinito, limpei muito, muito equipamento de fotógrafos, e depois segui carreira solo. E fiz também, trabalhei para Editora Abril Fiz algumas revistas, Pais e Filhos.
Que mais? Fiz alguma coisa de gastronomia também pra Editora Abril. Mas eu acabei, eu me apaixonei pela revista Pais e Filhos. Até eu consegui duas capas, né, que nessa época, né, Elias?
Olha só!
É, eu fazia editorial de moda com esse lado infantil, mas essas duas edições aí deu capa. E nessa época, né, Elias, de revista pro fotógrafo era assim o auge, né? Você é o seu trabalho, o pessoal ali da edição, né, da editora escolheu o seu editorial para ser capa da revista. Então foi uma satisfação enorme.
E é, continua, continua.
Não, e aí depois eu segui, eu acabei me aprofundando mais nessa, nesse lado infantil, né, de ensaios infantis. Eu gostava gostava, porque eu queria muito trabalhar com editorial de moda, mas eu me dei conta de que eu sou muito tímida para, como é que fala, dirigir modelos e tal. É complicado, né? O fotógrafo, ele tem que ser muito bom nesse sentido, e eu não era. E eu vi que com criança eu tava, eu me sentia confortável, e como as crianças também sentiam confortável, porque eu nunca fui o tipo de fotógrafa que ficava faz isso, faz, entendeu?
Eu só ficava ali observando e criando situações, entendeu? Então aí eu tive muito sucesso aí nesse ramo infantil em São Paulo. E aí, o que que aconteceu depois? Quase casei, voltei para o interior, morei um tempo ali, mas eu já queria fazer outra viagem. E aí eu me distanciei da fotografia, fiz a Fui fazer a Hot 66, né, que foi um sonho assim que também de muitos anos, desde quando eu morei lá na Califórnia, mas que eu demorei na verdade acho que 3 ou 4 anos para conseguir patrocínio e formular todo esse projeto, né.
Fui lá, fiz, foi para mim foi um sucesso. E aí eu voltei para São Paulo e não fotografei mais. Aí eu montei uma outra empresa, fui ser empresária no Brasil, foi bom, mas foram 5 anos muito sofridos, de muita dedicação. Gostei do que eu fiz também, porque eu montei uma gelateria vegana que eu fazia todas as receitas, realmente artesanal, né, de verdade. E aí veio a pandemia, fui para Rio Preto, continuei com a gelateria lá, mas chegou um ponto que eu falei: meu Deus, isso aqui tem que ser muito guerreiro, né, para empreender no Brasil sozinha.
E aí que A gente começou a conversar de novo, né, Elias? Que eu falei: não, não, deixa aqui meus equipamentos. E começou aquele assunto, porque eu já comecei a querer retomar esse sonho, porque é uma coisa, eu vejo esses outros ciclos viajantes, Elias, e cara, eu me sinto, eu me sinto muito à vontade na estrada. É louco isso, né? Então é uma segunda casa. Gosto da minha casa, gosto de conviver com a minha família, de estar perto, né, das pessoas que eu amo, mas eu me sinto muito à vontade na estrada.
Eu gosto, eu gosto de conhecer pessoas, lugares, e saber como as pessoas vivem, né? Enfim, conhecer novas culturas. Eu gosto disso. E eu vi que, peraí, só sendo empreendedora ali, eu falei, eu não vou conseguir largar isso aqui, né? Não largar, né? Eu falei, eu não vou conseguir manter isso aqui e querer realizar esse sonho que é fazer essa minha próxima longa viagem. É isso.
É, antes você não comentou, mas você fez Santiago de Compostela, né, que é o que os vídeos que estão publicados nesse treino.
Exato, foi onde tudo começou, né, foi o que, vamos dizer assim, foi aquela picada, né, mortal, que você fala: nossa, é um perrengue, você vive como uma cigana, né, cada dia num lugar. Mas eu, é isso que eu te falei, eu gostei, eu me senti bem na estrada, muito bem.
Aí, sobre a Route 66, é, você dá para assistir esse vídeo? Você tem esses vídeos? Foi Gabriel Tarski que filmou, né?
Foi, foi Gabriel Tarski que filmou, e hoje ele tá lá no meu canal do YouTube. São 5 capítulos, 5 ou 6, agora não lembro, mas assim, que eu tive muito orgulho. Demorei muito tempo para editar porque a gente tentou, né, vincular e tal em TV, né, vender essa coisa toda, mas aqui também é muito complicado. E recebi propostas, mas ao mesmo tempo nenhuma edição acho que me representava, sabe, Liz? Porque eu como fotógrafa, assim, eu não queria uma coisa, um documentário vazio, sabe?
Só com paisagens ou só ciclista. Não, eu queria que as histórias que eu vivi lá também, das pessoas que eu encontrei, elas fizessem parte. E as pessoas que começaram, que fizeram essa proposta de edição, isso não entrava. Entrava só o lado da ciclista e da estrada, entendeu? E eu não queria uma coisa egocêntrica nesse sentido, entendeu? Eu queria contar também o outro lado, né, dessas pessoas fantásticas que eu encontrei lá. Enfim, então eu— mas eu fiquei muito feliz assim.
Demorou também para eu editar porque foi muito sofrido assim, sabe? Todo o processo, enfim, cansa. Também tive, por exemplo, nesse meio tempo, quando eu voltei da Rota 66, a minha irmã descobriu que ela tava doente. E então eu meio que parei, sabe, um ano para dar atenção para ela. Ela tava grávida, enfim. Mas graças a Deus tá tudo bem, ela e o filho tão ótimos, bem-vindos aí. Mas foi um grande susto para gente. E então eu deixei um pouco a minha vida de lado, mas aí eu consegui retomar, né, a trancos e barrancos aí essa parte da edição, né, que você sabe, ainda mais um material que fica parado, né.
E eu não queria que fosse uma coisa chata, mas eu fiquei muito feliz com o resultado. Legal.
Aí, para achar o canal lá, é Cacá Strina?
É Cacá Strina, tá?
É com C, tá, pessoal?
Com C, é. E é sem mudo.
Exatamente. Outra coisa que você falou, você falou de revista, é que hoje em dia, né, tem muita gente não sabe nem o que é revista. Mas o auge era você tá numa capa de jornal, numa capa de revista, que o fotógrafo, né, Uma revista aqui de Campinas, mas eu acho que eu nunca, por mais que eu fosse o único fotógrafo e eu fazia moda, fazia social, fazia tudo, eu acho que eu nunca fiz capa, porque ele sempre comprava a capa, tipo era Angélica, era alguma coisa assim, sabe?
Ele sempre comprava. E mas depois eu trabalhei para Aventura e Ação, né? E antes de eu fazer uma capa, eu apareci na capa e todo mundo, pô, você tá na capa? Eu, foda-se que eu tô na capa, eu quero, não fui É, eu queria uma foto minha, né? Aí demorou, acho que mais umas 2, 3 edições, eu consegui uma capa lá da Chapada dos Veadeiros. Foi, ufa! Agora posso morrer feliz.
Exato.
E você falou que trabalhou na Editora Bio. Eu tive algumas fotos publicadas na Editora Bio, mas eu tive na Caras, na Contigo, na Querida.
Ó, que chique! Você rendeu mais que eu então nessa parte de editorial, porque eu nunca fui assim, nunca foi muito meu perfil, sabe? Mas aconteceu, eu tinha uma, sei lá, uma produtora que me indicou alguma coisa assim, aconteceu, mas nunca foi meu perfil.
Então, mas eu trabalhava com uma revista de Campinas e aí aconteceu algumas coisas que eu acabei vendendo essas fotos para essas revistas que eu falei, que Mas foi por causa da Karla Pérez.
Mentira!
Eu fotografei o segundo beijo da Karla Pérez com Alexandre Pires.
Mentira! Olha, glamuroso isso, hein?
Elas já eram amigas já. Pior que é verdade, essa história é legal. Outra hora eu conto. Mas aí teve outras fotos também de artistas que acabou saindo na querida, na continha. Mas é legal assim, porque o pessoal vê a gente só na aventura, acha que a gente nunca fez nada diferente, né?
Acha que não tem um passado, né, Elias?
A gente tem um passado. Como dizem, né? Ainda bem que não existia mídia social naquela época. Ô, Cacá, vem cá, você tá aí, qual o seu objetivo? Você pode falar?
Então, assim, esse sonho, né, Elias, eu sempre tive vontade de fazer a carreteira austral. Mas assim, eu acho muita pretensão ainda falar sobre isso, porque como a gente já conversou anteriormente, assim, o caminho é longo. Eu não sei ainda como eu vou, eu tô assim sem pressão, sabe? Tanto que eu tenho postado vídeos lá já no canal do YouTube, já tem 3 capítulos lá dessa viagem. Mas eu não sei assim dizer se eu sou uma pessoa resguardada, eu não quero ter pressão dos outros e falar assim, ah, eu quero ir para o Chuaia, mas eu quero.
Eu quero fazer a Carreteira Austral, mas sem pressão, entendeu? É porque é uma viagem completamente diferente das outras que eu fiz. Por exemplo, Caminho de Santiago, eu fui sozinha, né, sem apoio. Eu fui com alforjes, eu tava levando acho que uns 14 kg de bagagem também. Para eu não era ciclista, não pedalava nada, simplesmente eu peguei em 5 meses e falei eu vou para lá. E 5 meses eu treinei, fui. E me encantei, né? Foi tudo certo assim para mim, a viagem foi um sucesso.
Mas agora é completamente diferente porque eu sei que eu vou ter que passar em lugares que eu vou ter que fazer um camping selvagem, né? E assim, eu já acampei duas vezes, né, nessa viagem, mas foi em campings. E era para ontem, era para eu ter acampado, mas acabou que tava Ontem não, anteontem, antes de eu chegar aqui. Mas tava muito frio e ainda bem que eu tomei a decisão certa, mas ao mesmo tempo eu sofri horrores para chegar aqui.
Mas eu ainda não sei se eu vou ter toda essa coragem, entendeu? Vontade eu tenho, como eu te falei. Eu vejo outros cicloturistas, eu assisto aquilo, eu falo: meu, que demais, né? O cara tá acampando ali no meio do nada, não tem ninguém, não é camping, não é nada. Eu acho muito legal, mas ao mesmo tempo eu ainda tô preparando meu psicológico para isso, entendeu? Então vamos ver o que que vai acontecer. Mas a carreteira austral é um sonho, entendeu?
Tá, tá. Eu nem falei nada porque eu falei, não sei até onde ela quer falar. E o Cacá, falando nisso, fazem 5 anos que eu não gravo nada de ciclo viagem.
É mesmo?
Viu, viu como você tá embora do meu coração e não paga aluguel? O boleto vai chegar, hein, cuidado.
Não, você é muito querido também, viu, Elias. Nossa, olha, gente, esse cara aí, ó, o que ele pode ajudar. É verdade, né, Elias? Assim, do nada, cara, você já me deu várias dicas, vários contatos. Enfim, é muito bacana essa troca, eu agradeço demais.
Tá, obrigado, obrigado. Mas vamos voltar. Que dia que você começou?
Eu comecei dia 24 do mês passado, já é de maio, é de maio. Então assim, eu tô bem lenta, eu tô bem atrasada com meu roteiro, na verdade, né?
Tá, hoje a gente tá gravando dia 30 de junho, o pessoal já vai começar a escutar isso, já vai ser julho já, que deve publicar amanhã. E tá, então você saiu Como é que tá o seu equipamento? Tem que estar de equipamento.
Então assim, eu tive alguns, algumas desilusões, vamos dizer assim, porque eu comprei um top bag, né? Eu tô com 2 Alforge da Ortlieb, eu tô com mais 2 novo garfo, né, de 10 litros, tô com uma bolsinha de guidão. E eu comprei esse top bag que eu achei que eu fosse dar conta de levar, é de 20 litros, eu acho que é da, é uma marca brasileira, agora não vou lembrar o nome. Mas e coloquei todas as minhas coisas lá e fui. Só que quando eu cheguei em Joinville, desci, eu quis vir de ônibus porque eu não queria passar o perrengue de encaixotar bike e tal, porque eu falei assim, ah, eu vou descer em Joinville, já vou sair pedalando.
Aí eu, né, tive esse problema aí com ônibus que não queriam deixar eu embarcar com a bike daquele jeito, mas depois resolveu, enfim. E quando eu desci em Joinville Até a pousada que eu tinha reservado, quer dizer, aquilo saiu sambando assim, parecia que eu tava com um rabo enorme, né, atrás da bike. Eu falei: nossa, isso não vai dar certo. Eu me senti super insegura, mas eu não estava com— é porque tava tudo atrás, né, não estava o meu equipamento que iria no garfo, ele não tava, né.
Então tudo bem, normal. Então a bike tava realmente desequilibrada. Mas aí essa bag, a hora que chegou, ela já chegou meio que solta para trás, enfim. E aí eu passei uns dias lá em Joinville para rever isso e eu acabei eliminando muita coisa, muita coisa, porque eu falei assim, ah, vamos, né, vamos ser mais realista, enfim. E aí eu fiz uma tentativa com esse top bag e eu vi que eu tava, que aquilo tava me trazendo uma insegurança muito grande, porque eu tô com a mesma bike que eu fiz o Caminho de Santiago, né, eu tô com uma gravel.
E a dirigibilidade de uma gravel, o fato de você, a maneira que você segura no guidão ali é completamente diferente de um guidão reto, né, aonde você tem uma segurança maior, né. A bicicleta tá mais na palma assim, na sua mão. Não sei se você consegue entender isso, mas as pessoas vão perguntar: então por que que você tá com essa bike? Porque eu tenho, né. E infelizmente no Brasil a gente não acha, é muito difícil você encontrar uma mountain bike que ela tenha furação no garfo, né, para você colocar equipamento, até mesmo furação atrás, né.
E eu não me vi capaz de comprar, que nem o Rica Bike, né, ele acabou que montou a bike dele, mas eu não me vi capaz de montar essa bike. Mas ela tá indo super bem. Aí eu dei essa enxugada aí nos equipamentos e deixei muita coisa para trás. E ela tá vindo bem.
E você falou que ela tava meio desequilibrada. O que que é exatamente? É aquela bolsa de selim atrás que você tá reclamando?
Não, eu não tenho a bolsa de selim. Eu tenho, na verdade, os alforges. E aí, o que que eu fiz? Eu tinha uma bag, sabe? Ah, que nem cicloturista coloca mesmo, que tem as duas. Aliás, é, coloca uma outra bag em cima dos alforges. Então eu não sei se é o meu bagageiro, que de repente o meu bagageiro também é da Ortlieb, mas eu acho que eu comprei um bagageiro que não é— que hoje você não acha, né, equipamento no Brasil. E eu acabei comprando um bagageiro para 20 kg.
Eu não tô com mais de 20 kg no bagageiro traseiro, mas sabe quando você sente que ele tá meio mole assim? Quando eu tava com muito peso. Mas agora tá ok assim, eu já tô— já me sinto— eliminei essa bag, que nem eu te falei. Então tá tá ok, né? Coloquei os pesos agora nas bolsinhas do garfo, então a bike já foi melhor. Mas o primeiro dia assim, quando eu saí de Joinville, tanto que eu voltei para pousada, e a dona lá, o que aconteceu?
Eu falei não, mas eu acho que é prudência também, né? Eu falei não, não dá para sair desse jeito, eu vou morrer na estrada desse jeito. Porque a bike ela é mais pesada, né? Você não tem tanta agilidade com ela, ela não é uma bike rápida, Quando ela tá sem peso, né, pedalar com ela sem peso é uma coisa. Agora com peso, então ela não responde tão rápido, né. Então tem que ter esse cuidado. Mas eu eliminei bastante coisa e agora eu tô mais tranquila, entendeu? Tô mais confiante.
Tá, você eliminou, mas você acha que o que você tem dá para fazer? Você vai ter que comprar coisa? Você ainda vai eliminar mais?
Não, não, eu fui eliminando e eu acho que agora tá ok. Inclusive eu tava preocupada porque eu não— eu tava sem espaço para comida. Então assim, eu eliminei uma câmera que eu, uma Canon, que eu gostaria, mas depois eu vi que a GoPro faz o que ela faz. Porque aí eu entrei no, como é que fala, fui pesquisar realmente o que a GoPro faz, né? E eu tava no modo amador. Depois você entra lá no modo profissional da GoPro, você fala: nossa, não sabia que tinha tudo isso, entendeu?
Então até já fiz uns timelapse super legais assim com a GoPro, que eu achei que eu só fosse conseguir fazer com essa Canon. Então eliminei ela, então eu já eliminei ali só dela pelo menos quase 2 kg e de espaço também, né? Eu acabei comprando também um drone. Eu fiz o Caminho da Fé, né, no final do ano passado. Aí eu vendi esse meu drone pequenininho, que era um Neo, e comprei um drone melhor. Comprei o Mini 5. Então, mas ele já tem mais espaço, já ocupa mais espaço, já é mais pesado, mas eu não me arrependo assim.
Eu ainda tô também aprendendo a fazer umas imagens legais com ele, mas eu vi que o Neo ele era mais prático. Talvez eu não devia ter vendido ele para outras situações, mas a qualidade do Mini 5 é bem melhor. Mas assim, consegui eliminar bastante coisa, então hoje eu já tenho, já tô tranquila porque eu tenho bastante espaço para comida. É, inclusive, tô esses dias aqui em Bom Jardim da Serra que eu falei, nossa, eu preciso comer as coisas que eu tô carregando, porque é essa adaptação, né, Elias?
Porque assim, por exemplo, de repente você fala, nossa, você tem geleia e tem pasta de amendoim, porque pô, eu passei por Urubici e tem aquela geleia maravilhosa lá. Então eu comprei a geleia, aí eu comprei a pasta de amendoim entendeu? Para fazer, colocar, comer com tapioca. Aí você fala: mas você não precisava de tudo isso, né? Podia ser só geleia ou a pasta de amendoim, entendeu? Mas eu tô aprendendo, isso que é importante, né?
Então, eu tenho o Mini 4, o DJI Mini 4, e é fabuloso. Eu acho, tipo assim, se você uma hora for ter que despachar o seu Tenta prolongar o quanto mais, porque teve uma boa diferença. Todos os meus livros eu fiz sempre com uma máquina profissional, né? E o Via Alpina eu levei drone, foi o único que eu levei drone. Eu fiz umas imagens aéreas e isso tá, as fotos estão no livro, que ele dá uma dimensão maior de onde você, o que você tá fazendo.
Que na hora que eu tô subindo uma montanha, atravessando um passo de neve lá, e eu tiro foto, eu só enxergo aquele plano. Exato, você tira assim o drone, você pega o visual todo, você fala caramba, depois você olha, pô, juro que eu tava aí mesmo.
Então você consegue, é coisa que a gente não enxerga, né? Que nem eu fiz agora aqui o Parque São Joaquim, que foi, eu acho que um dos trechos mais sofridos dessa viagem até agora, porque eu demorei, foram 42 km em 8 horas, foi ridículo, foi ridículo, entendeu? Não recomendo ninguém fazer esse rolê de bike, mas a hora que eu tava lá no Aí eu falei, não, eu vou subir o drone. É, como é que fala, a gente tem que ter assim, toma tempo, né, Elias, a gente querer compartilhar essas coisas.
Mas a hora que eu subi o drone, depois eu vi as imagens, eu falei, nossa, é uma imagem que eu não tô vendo. E é muito, vale muito a pena. Então assim, esse drone eu não me arrependo. Agora, por exemplo, a câmera fotográfica eu já não tô sentindo falta dela. Por quê? Porque com essas, esses novos, esse novo setup aí da GoPro eu vejo que inclusive eu posso, eu tenho, tô com iPhone bom, né, tô com o último agora. Então se eu quiser fazer uma gravação mais de perto, né, de sei lá, fazer algum relato e tal, eu sei que eu tenho o iPhone.
Agora a GoPro, com esse setup Pro dela, eu posso até diminuir a lente, né, você tem como configurar tudo isso, e eu não tô sentindo falta na minha câmera. Então assim, Então dá bem que eu— e outra, não era só a câmera, né? Era a câmera, o carregador e o tripé, né? Porque eu também comprei um tripézinho, um tripézinho super top, que era leve, lógico, mas ocupa espaço, né? Não tem jeito.
É, na minha mochila, drone, máquina fotográfica, outra lente, cabos, tudo, carregador, tudo dá 5 kg. Isso numa mochila. É, então imagina espaço também, né?
Então a minha mochila, esse bag meu do garfo, que são, que tem 10 kg, né? Então são 2, um é equipamento, o outro é comida, para você ter uma ideia, tá? Entendi. Então assim, a gente carrega um peso, né? A gente gosta de fazer essas coisas e a gente carrega um peso aí pelo equipamento, mas tudo bem, né? E isso não me importa.
Sim, também não. E a gente tem objetivos diferentes. O meu é escrever um livro, né? Então precisa ter foto boa, mas, e por isso eu tenho equipamento bom, tripé, hoje em dia drone. Mas você já é voltada para o vídeo, né, Cacá?
Mas eu gosto de foto também, por isso. E eu inclusive, como eu não tava mais fotografando, né, que eu tava com a gelateria, eu vendi há muitos anos atrás, eu vendi boa parte dos meus equipamentos, né? E aí eu comprei essa Canon justamente por ser fotógrafa, Elias, mas eu vi que É, eu não acho assim que o iPhone vai, o iPhone novo vai ficar tão para trás também. Eu vou ficar um pouco limitado em certas coisas, mas com relação a peso chega uma hora que você tem que repensar, concorda?
Porque é muito sofrimento, é muito sofrimento, cara, porque é muita coisa para levar. É barraca, é fogareiro, é, entendeu, isolante térmico, enfim.
É, então assim, para vídeo eu acho que você não perde, para foto, para mídia social você também não perde.
Exato.
Agora, para publicação aí precisaria de uma máquina profissional.
É, então você sabe disso, né? Mas eu não vou fazer ampliações de 2 metros, entendeu? Então eu acho que eu tô ok.
Concorda? Não, pelo que você tá fazendo, tá perfeito. É aquele negócio E quando a gente escolhe alguma coisa, a gente nunca sai ganhando 100%. Você sempre tá perdendo um pouquinho, mas você tá ganhando mais do que você tá escolhendo, entende? Então é isso, não dá para—
eu já tava querendo investir em lente série L de novo, que eu tinha série L. Aí eu falei, não, filha, para, para. E aí você vê, abandonei a câmera, mandei de volta, porque você também tem que pensar nisso. É o peso que está carregando, cara, porque senão você não vai, você não vai chegar se você ficar carregando muita tralha, entendeu?
Então fala, como foi? Então você foi para onde?
Nossa, o primeiro dia sair de Joinville nem lembro, é tanta cidade, meu Deus do céu! Eu sei que assim, ele, Joinville já foi um tapa na cara sair de Joinville, né? Porque Eu peguei aquela serra, aquela estava lindo, sair de Joinville, lindo. Ah, tem ciclovia bastante lá. E aí eu peguei aquela Estrada do Arroz, agora eu nem sei onde é. Eu saí pela 108, ó, tô até com mapa aqui. Eu sei que eu fui sentido Guaramirim. E aí eu peguei um trecho dessa Estrada do Arroz e tinha um entrocamento.
Aí já veio a estrada super tranquila, mas aí tinha um entrocamento e eu vi que tinha um barranquinho assim de, sei lá, 20, 30 centímetros de altura, e aquele carreadorzinho de vaca, sabe? Olhei para trás, falei: nossa, não vem nada, né? Vou continuar aqui na pista. Nossa, veio um infeliz, cara, buzinando. E aí você não lembra mais, né, porque tudo é muito rápido. Mas eu não lembro de ter outro carro do outro lado da pista, entendeu?
Vindo na contramão para o cara ter me assustado desse jeito. Eu sei que ele veio, era uma descida, né? Porque provavelmente era uma pontezinha ali com rio, e ele veio buzinando, cara, meteu a mão na buzina, me assustou de verdade. E aí que eu fiz? Eu me joguei nesse É, me joguei nesse canteirinho. Só que aconteceu, né, o pneu da bike subiu, né, o da frente subiu. Só que aí eu peguei, caí de lado. Isso já no primeiro dia. Aí eu ralei o ombro, pegou meu joelho.
Caramba!
Foi, foi, é, o primeiro dia foi tipo assim: bem-vinda, gata, né? Você quer mesmo fazer isso? Você tá com essa coragem toda, né? Ah, foi assustador, foi assim decepcionante, né? Porque Se levanta, aí você primeiro assim, e eu bati um pouco a costela, né? Então você sente assim, você fala, bom, pera aí, deixa eu ver se eu tô bem, né? Não, tá bem, tô respirando, não tem nada quebrado, o ombro, né? Olhei minha camiseta toda ralada.
Aí você levanta a bike, aí é outra preocupação, né? Será que a bike tá toda em ordem? Graças a Deus não tinha acontecido nada com a bike. E aí tinha um posto logo ali na frente, não era nem 300 metros, tinha um posto lá. Parei, comprei uma Coca-Cola com aquela adrenalina assim, né, alucinante, tipo, né, meu Deus, obrigada, Senhor, né, sobrevivi. Meu anjo da guarda é foda. Mas aí segui, parei no hotel lá, fiquei, e no dia seguinte acordei toda dolorida, saí tarde do hotel.
E ainda bem que a recepcionista tinha um Dorflex lá, porque eu tava realmente— o pior é o dia seguinte, né? Aí você fala: nossa, tá tudo doendo, né? Aí ela me deu um Dorflex, esperei um pouco, saí tarde também, né, o segundo dia, lógico. Porque aí você fala: nossa, tá, segui, foi tudo bem. Aí eu peguei chuva e eu tava já a caminho de Pomerode. E aí eu peguei uma chuva bem chatinha, mas um visual super bonito assim. E aí uma estrada muito boa, mas com acostamento às vezes meio limitado assim, uma pista boa, nova.
E eu lá no meu lado, de repente eu vejo um caminhão, aí um infeliz que ele vem ultrapassar na pista contínua. E eu lá, e eu filmei isso, isso tá lá no YouTube. Aquilo me assustou demais, demais assim, que Eu sou o tipo de ciclista que eu acho, eu acho que o certo do ciclista andar na mão direita, né? Mas esse dia, depois desse carro, eu falei: eu vou para o outro lado, eu vou para contramão, porque pelo menos eu vou ver. Porque não é o certo, né?
Não é o certo. Mas eu falei assim: não, eu vou para o outro lado e não quero nem saber. E aí eu fui até passar chuva e tal, cheguei em Pomerode. E aí foi lindo, tava aquele tempo friozinho, arrumei um hotel lá também. Era para eu ter ficado num camping, mas como tava chovendo lá, mas me deliciei com as cervejinhas artesanais e tá tudo certo.
Que maravilha! Se for assim daqui até Carreteira Austral—
não, pelo amor de Deus, que seja mais suave, né?
Não, meu Deus! Mas normalmente o primeiro dia é sempre complicado, né? Porque você tá, né, você sai da vida cotidiana e você cai ali de repente.
É, daí a gente vai se adaptando, né?
Isso, exatamente. Tá, que mais? Pomerode você foi para onde?
Ai, também não lembro, Elias.
Eu sei que depois você foi para Alfredo Wagner, não é?
Espera aí, é, deixa eu ver aqui. Eu até deixei o mapa aberto aqui, que eu não vou lembrar, mas é Então aí eu acampei numa cidade, eu acampei, cara, eu fui num camping familiar na verdade, não era em Dayal, nem lembro.
Tudo bem, é, foi numa propriedade familiar, né?
Era uma cidade até bem bacana também, não sei se foi, não foi Rio do Sul, ah, não sei onde é que foi. Que foi bem legal também, porque eu queria muito, eu quero muito acampar nessa viagem, né? Mas assim, foi bom porque era um camping que eu sabia que tinha, né, eu ia estar abrigada ali, né, dentro da propriedade. Foi bem gostoso. E mas assim, nada, esse não foi grande coisa. Aí eu acabei que seguir para Depois eu segui para Alfredo Wagner, né, e fui para— aí eu acampei no Soldados de Sebold, que também foi bem sofrido para chegar lá. Gente do céu, ninguém conta isso para gente, né?
Não, o pessoal só mostra o vídeo ali do lago.
É, eu até reclamo disso, viu, bastante. Eu falo, eu falo, gente, eu tive uma uma, como é que fala, uma referência equivocada, distorcida desse rolê. Porque os caras estão lá, falei, eles pegaram um transfer, não é possível. E esse cicloturista, ele carregava, ele carrega na verdade uma térmica de 5 litros, sabe aquelas de camping?
Tem uma marca, como que é, Thermolar, não é? Sei lá qual que é a marca.
É de, como é que fala, de Cortador de cana, né? De quem não é assim, eu falo, cara, como é que ele subiu com um negócio desse aqui, entendeu? Não é possível que eu tô tão treinada. Eu fiquei indignada, mas assim, foi lindo. É, o soldado de Sebold foi incrível. Só não consegui ficar lá mais tempo. Eu achei caro camping para quem vai acampar, eu achei muito caro.
R$100. Dá quase para dormir num hotelzinho, né?
Exato, pô. Eu tô pagando nessa cabana que eu tô aqui, que é fofa, que eu postei esses dias no Instagram, que ela tem cozinha, aquecedora, aquecedor no banheiro, ela tem um fogareirinho ali, meu, toda linda, uma casinha, é uma mini casa, entendeu? Eu tô pagando R$150 aqui, Elias, você entendeu? Tudo bem durante a semana, mas eu acho que para um camping R$100, eu fiquei bem decepcionada lá com esse camping dos soldados, porque aí no dia seguinte eu queria.
Eu já cheguei tarde, né, porque foi super sofrido chegar lá. Eu cheguei 4 horas da tarde, aí você vai montar barraca, ou seja, é inverno, né, o dia é curto. Vai tomar banho, tudo bem, fiz um time-lapse lá. No dia seguinte eu acordei, fiz umas, subir o drone e tal, mas pô, eu queria ter feito os passeios assim, as trilhas que tinham lá, eu queria ter subido, mas mas você tem que sair 11 horas da manhã. Ou seja, eu acordei, subi o drone e tomei café da manhã e arrumei as coisas, vou embora.
E outra também, porque de bike, né, para eu voltar para Alfredo Wagner também foi super sofrido, né? Então eu também não podia sair muito tarde. Então eu achei caro assim, eu fiquei bem, bem decepcionado. Eu queria ter conhecido mais ali os soldados. Mas também não ia pagar mais R$100 para ficar lá. Achei muito abuso, não sei.
Eu falei que tem um lago, mas não é no Soldados que tem lá, é no outro lugar.
Era esse que eu queria ter ficado, que é os— ai, como é que chama? Ele tem outro nome, que tem o pôr do sol mais bonito, que ele fica do outro lado. Eu parei numa loja, tanto que eu comprei um casaço novo lá da Porque eu tenho um casaco de penas, né, de plumas, e é, mas eu vi que ele, ele era meio fraquinho assim, porque, sei lá, ele é tipo duas estrelinhas assim de aquecimento, e eu não consegui. Enquanto eu tava planejando essa viagem, eu não achava nada assim, sabe, para comprar online e tal.
E aí eu parei nessa loja que é lá em Alfredo Wagner, muito boa, e tinha esse casaco que é com aquele alumínio dentro, sabe, com aquela forração. E ele não é de plumas, então achei legal porque se chove, se molha, né, você tem que lavar alguma coisa assim, dá menos trabalho. E ele me falou, falou, não, Cacá, ele me deu o caminho, só que eu acho que eu peguei o caminho errado porque eu queria ficar gigantes, como é que é, não sei o quê, é uma coisa assim que tem o pôr do sol mais bonito.
Só que eu não sei o que aconteceu, a hora que eu vi eu estava, a única plaquinha que tinha era para esse mais famoso, aí eu fiquei puta. E aí eu cheguei a mandar mensagem para o dono desse gigante, né? Mas aí ele falou, ele falou assim: ah, se você quiser vir aqui, pode vir, mas a gente fecha hoje. Eu falei: ah, então eu já fui para o Alfredo Wagner, dormi lá, e aí no dia seguinte eu segui para Bom Retiro. Então fala que é o pôr do sol mais bonito, que diz que o pôr do sol lá é muito bonito, que tem a lagoa, que nem você falou, né?
E na frente da lagoa tem um pôr do sol. E era um preço mais em conta para camping. Pô, Elias, hoje você pagar, meu, R$50 um camping, né, ok, mas R$100, cara, aí é foda. Eu achei caro. É, por exemplo, em Alfredo Wagner eu fiquei num hotel que eu paguei R$120 com café da manhã.
Então, mas é por causa do atrativo ali, né?
É, tudo bem, mas pô, você tá campando. E outra, Mas eu, talvez, eu acho que os caras devessem ter, é, por exemplo, fazer uma tarifa então para quem, não para quem chega de carro, né, para quem chega a pé. É, ué, não é? Você quer cobrar caro, então você cobra do cara que chega de carro. Agora, pô, aquela pessoa que chegou a pé, que chegou de bike, pô, ela merece um desconto, vai, não é? É porque se aproveita menos. Entendeu?
Você aproveita mais tarde, tem que sair mais cedo.
Lógico, é, ué, viu?
Você deve existir uns 10 milhões de Porto Sol mais bonito na Terra, né?
Porque todo lugar, não, sem dúvida. Eu saí de lá xingando, para falar a verdade, viu? Nossa, quem for assistir esse capítulo do YouTube aí, vocês vão ver, cara. Eu saí, nossa, praguejando lá.
Não dá para chegar lá.
Porque eu falei, nossa, eu fiquei tão puta, cara, porque eu tava tão empolgada. E eu sofri muito para chegar lá, muito, entendeu? É muito perrengue para chegar lá de bicicleta.
Aí depois você foi para Bom Retiro.
É, aí eu voltei para Alfredo Wagner, né, recuperei as energias lá. E aí eu fui para o Bom Retiro, que eu me surpreendi também. Bom Retiro é uma cidade linda. Muito mais bonitinha que Alfredo Wagner, assim, não de atrativos, né? A cidade, ela é muito mais bonitinha. E aí eu cheguei lá, mas assim, achando que também que eu fosse ficar em hotel e tal, aí também não consegui porque te falei, né, tava tudo lotado. Fiquei surpresa, né, uma cidade de 7 mil habitantes e não, né, tá tudo lotado durante a semana. E foi muito.
Fala. Caramba, tava lotado durante a semana.
Pois é, não tinha. E esse hotel que eu tava em Alfredo Wagner, a dona falou: Cacá, procura esse hotel, pode falar que eu que indiquei e tal. Falei: Ah, como que se adiantasse, né, se não tem vaga? E ainda falei para pessoa, falei: Mas não tem um lugarzinho para montar uma barraca aí, pelo amor de Deus, né? Não tinha. Ai, não é engraçado as pessoas também Aí eu comecei a procurar, porque assim, também é uma região, Bom Retiro, não sei se você sabe, mas é o portal da Serra Catarinense.
E assim, lá não tem tantos atrativos, mas é o início e tal. Mas tem muitas, muitas pousadas, muitos assim para o meio do mato, né? Tem muita coisa, só que aí é R$300, R$500, entendeu? Tem umas coisas É, não, não que se eu precisar não vou pagar, mas é fora do meu orçamento, né? Para quem quer ficar aí 6 meses na estrada, para mim é demais. Mas assim, eu acho que isso é legal também porque te abre portas, né? Aí eu vi esse tal do recante do tio, como é que era, tio Zilo?
Não, daqui a pouco eu vou lembrar. Tiozinho, não, vozi, uma coisa assim. Aí eu mandei mensagem outra, eu tava preocupada com altimetria, né, porque tinha outros lugares, eu já tava cansada. Então eu parei no posto de gasolina e comecei a olhar a distância e altimetria, né, desses lugares, que eu falei, deixa eu ver enquanto eu tomo uma cervejinha aqui, deixa eu ver aonde eu vou dormir, né. Aí eu mandei mensagem, uma fulana ela respondeu que era caro inclusive, mas era 7 km, tinha altimetria, mas ela falou assim, ah, eu 'Olá, vou poder te receber 7 horas da noite.' Eu falei: 'Eu vou chegar aí 7 horas da noite, cara?
Não.' Ficar esperando, né? Eram 3 horas da tarde. Aí esse senhor respondeu, mas ele ficou meio desconfiado de mim. 'Ah, onde você tá? Onde você não sei o quê?' Aí eu: 'Manda uma foto de onde você tá.' Aí eu mandei. Eu tava no posto de gasolina, que foi onde eu almocei também, que tem um cafezinho, um restaurante lá, Café Italia, que É por quilo lá, um preço ótimo, uma comida excelente. Aí mandei, ele falou assim: não, vem aqui.
Eu falei: tá, mas quanto que você vai me cobrar? Você tem camping? Não tem? Ele: não, não tenho camping, mas vem aí. Ele falou, eu falei: ai meu Deus do céu, 5 km. Eu peguei e fui. Aí cheguei lá: nossa, seu Valdir! Nossa, aí começamos a trocar ideia com ele, não sei o quê. Ele falou assim: não, eu tenho 4 cabanas aqui, as 4 estão desocupadas. Eu falei: tá, então eu não vou acampar. Ele falou: não, escolhe uma aí, qual que você quer ficar.
Eu falei: a primeira, tá ótimo, né? Aí, ó, e aí ele sim, não, você vai rir, Elias. Ele se denomina, porque na verdade ele falou assim para mim, Cacá, eu não moro aqui, a propriedade é minha, foi eu que construí, mas quem mora aqui são os meus sogros. A hora que eu cheguei lá, eu falei, cadê seus sogros? Porque eram sogros, eram mais novos que ele, entendeu? Aí ele fala assim, ele se denomina, e a sogra dele também fala, não, ele é o velho da lancha.
Sabe aquela história do velho da lancha que viralizou na internet lá? Então assim, a namorada dele tem a mesma idade que eu e os pais dela moram lá e cuidam do lugar. Aí ele falou assim, não, fica aí, não vou te cobrar nada porque eu fiz isso aqui que a ideia é alugar, mas por enquanto eu nunca divulguei. Olha que fofo! Então só os meus filhos que ficaram aqui e tal. Aí ele falou assim, ó, a Dete, que é minha sogra, ela vai lá, vai mostrar para você também.
Uma cabaninha super fofa com cozinha, chuveiro, enfim, salinha, quarto. Aí fiquei lá, dormi, fez um frio. E ainda bem que eu não arrumei lugar para acampar, né? E ele falou, não, cacá, não quero que você me pague nada.. E aí no dia seguinte de manhã ele mandou mensagem para mim: vamos tomar café? Não sei o quê. Eu falei: vamos, vamos, calma, calma aí, né? Porque demora, Austrália demora para arrumar, né? Aí fui lá, eles fizeram café, fizeram pinhão para mim no fogão a lenha.
É uns povo. Aí vira a Dete, né, a sogra dele, fala: Cacá, ele vai te levar lá para Urubici, porque eu tava indo para Urubici. Aí ele falou assim: não, ele vai te levar por UBC. Eu falei: não, imagina, seu Valdir, não vai me levar nada. Eu falei: não, eu vou, porque tem uma subida muito difícil e tal, que é o Morro da— como é que eles chamam? Morro do Panelão. Não, Cacá, é uma subida muito difícil, eu vou te deixar lá em cima do morro, tá bom?
Eu falei: não, seu Valdir, pelo amor de Deus. Aí vira a sogra dele e falou assim: deixa, Cacá, deixa, é velho, olha lá, ele precisa se ocupar, ele não tem o que fazer, deixa ele te levar. Então assim, foi quase como se pra ele também fosse uma, assim, né, uma coisa diferente do dia dele. Aí a gente passou na farmácia, que a namorada dele trabalha na farmácia. Ele já me apresentou a Juliana. E aí chegamos lá no, como é que fala, tem um santuário, né, de Nossa Senhora Aparecida.
Aí no final das contas ele virou pra mim e falou assim: "Cacá, não, eu não vou." eu vou te levar até Urubici. Eu falei: para, seu Valdir! Ele me deixou lá em Urubici, eu fiquei morrendo de vergonha. Aí, é, aí me deixou lá na igreja. Nossa, Elias, eu quase chorei! E olha, posso falar, ainda bem que ele me deixou lá, porque a estrada era— o acostamento das estradas daqui de Santa Catarina, depois que eu fui descobrir, né, porque não tem, não são particulares, né?
Não tem pedágio aqui. Isso alguém que me falou, né? Cacá, não tem pedágio aqui, você não percebeu? Eu falei: verdade. Então assim, as estradas são muito mal conservadas e ia ser realmente um risco. Quer dizer, ia, mas entendeu? Já que ele falou que ele queria me deixar lá, você vai fazer o quê? Você agradece, né? E fica feliz. Então foi isso.
Então, quanto tempo você ficou em Urubici?
Então, aí, Urubici, eu tenho um amigo, né, que eu conheço ele desde que eu já tinha feito um pedal em Urubici, em 2014, depois que eu voltei do Caminho de Santiago. É, aí eu conheci o Hendrik, que ele é guia local lá, um fofo também. Aí eu falei que eu tava indo, ele falou: vem aqui, Cacá. E aí, o que aconteceu? Como eu tinha caído, né, e eu tava eu tava com esse problema no meu joelho, meu joelho tava bem inchado, viu, Elias?
Aí ele falou: não, fica aqui em casa e tal. Ele já tinha falado: vai ficar em casa, né? Aí quando ele viu o meu joelho lá, ele falou: Cacá, eu vou fazer uma travessia com outro conhecido nosso aí numa outra, ali perto também, de 3, 4 dias, uma coisa assim. Ele falou: fica aqui em casa e eu cuido dos meus cachorros. Eu falei: ótimo! E aí acabou que, mas acabou que se estendeu um pouco mais, né, por causa das chuvas. Esse El Niño tá complicado também, né, Elias?
Mas foi ótimo, mas foi ótimo porque assim, eu também consegui conhecer lugares de Urubici que eu não conhecia. E eu gosto muito de Urubici. Nossa, ainda não conheço. Não, eu tenho meu sonho é morar lá.
A Ângela, que fez a primeira parte da Via Alpina comigo, ela é de Urubici, é guia.
Nossa, se tivesse me falado, devia ter perguntado por Hendrik, ele deve conhecer então.
Mas vem cá, ficou 16 dias, você morou?
Acho que foi, é, praticamente morei lá. É, e ele é solteiro, né? Eu falava, e assim, homem solteiro quando já mora muito quem tá sempre solteiro é meio metódico, né? Então eu ficava assim cheia de dedos com ele, né? Eu falava: gente do céu, não posso dar um fora aqui, que senão ele vai estrelar comigo, né? Mas uma gente boa, fiquei, arrumei, arrumei. Aí quando ele foi embora, ele falou assim: Cacá, você tem duas coisas aqui para fazer, ó: tirar as bostas dos cachorros e rastelar as folhas lá.
Nossa, teve um dia que eu passei acho que umas 3 horas rastelando aquelas folhas lá, juntei tudo. Aí eu já não sabia mais o que fazer. Fiz os montinhos lá, falei, liguei para minha mãe. Minha mãe falou assim: não, São Paulo, né? Não, filha, não pode botar fogo que ele vai tomar multa. Falei: não, mas não vou fazer nada, só fiz os montinhos aqui. E ele tem um cachorro, ele tem um macho só, né, e 4, 3 fêmeas. E esse macho, um fofo, ele vem e põe a bolinha no seu pé para você jogar.
Aí teve uma hora que eu joguei a bolinha, o fia da mãe não foi em cima do morro que eu fiz. E espalhou todas as folhas de novo. Eu falei: "Ai, não é possível, cara." É romântico, viu? Mas o romântico de morar nas cabanas, de ter que repor lenha e tal. Esse lado ninguém mostra, né, Elias? Mas eu gostei. Eu gostei dessa experiência que eu tive lá. Foi bem bacana.
E depois você foi para Vacas Gordas?
Aí eu fui para as Vacas Gordas, que eu também sofri horrores para subir aquela piramba. E eu tava com muito frio. Veio um vento muito frio, muito frio, muito frio. E eu também achei que eu fosse conseguir. Na verdade, esse dia de Urubici eu achei que eu fosse já conseguir atravessar o parque lá. Imagina, doce ilusão. E aí eu comecei a procurar lugar para ficar, parei nesse Cascata dos Amores, que até é um negócio chique, umas cabanas chiques, tem banheira, hidromassagem, assim, negócio caro, viu?
Mas bonito, né? Eu vi as fotos, os vídeos.
Incrível o lugar. E aí assim, eu também tive a sorte de ser bem recebida ali pela Maria Fernanda. E o dono tinha me visto na estrada e ele depois ele me contou, ele falou assim: 'Ai, tomara que ela fique lá.' Olha só, olha só. Então quando eu pedi desconto, né, aí ele imediatamente falou: 'Não, pode deixar.' Aí a primeira diária eu paguei um pouco mais caro, né? E também como tinha previsão de chuva, ele— aí eu vi ele conversando com alguém lá de um folheto, alguém criticou o folheto dele e tal.
Aí eu falei, ó, sou fotógrafa, não sei o quê. Aí eu peguei, ajeitei o folheto dele, ele falou, não, tá bom, Cacá, então fica aí mais duas noites aí, a gente faz essa permuta. Então foi ótimo. Então fiz vários vídeos para ele também, foi muito bacana conhecer, conhecer a história dele, né? Isso Olha que interessante também, né, Elias, que a gente acha que a pessoa tem, montou ali um paraíso, mas na verdade esse paraíso ele comprou em 2000, é, e ficou lá parado.
Enfim, né, lógico, o cara tem também as suas decepções como todo mundo, né, de fazer legal assim você conheceu por trás da da história de quem construiu um espaço, né? Então, e ele tá lá na luta ainda, mas um cara super leve, sabe? Ele tem, quando ele tem, ele tem uns 60 e poucos anos, mas um cara super de boa também. Nossa, super querido, seu Albino, um fofo.
Então essa vida de fotógrafo também ajuda a gente conhecer por trás, né, por trás das coisas. Então eu gosto disso também. E o Kaka, aproveitando, a gente ainda tem um pouco algumas coisas para falar. Fala qual que é o seu Instagram.
Meu Instagram é KKStrina, com C e S mudo.
O C é o KK que ela tá falando, e depois S mudo, Strina, é tudo junto.
KKStrina, é legal.
Eu tava vendo aqui seus vídeos, os vídeos do drone, fantástico, tá? E depois Vacas Gordas, eu tô vendo aqui também pelo mapa, você tá SC-110 aqui, pelo que essas coisas que você tava narrando antes, né? Então por isso que quando você foi falando eu tava vendo o mapa, eu vi aqui a sequência. E depois de Vacas Gordas você foi para onde?
Aí eu passei, então aí de Vacas Gordas eu entrei logo tipo 2 km para frente, eu peguei uma esquerda e entrei no Parque Nacional de São Joaquim. Ai, Elias, olha, posso falar? É bonito lá, mas eu não achei assim, o trecho inteiro foi bonito, eu Eu peguei imagem super bonitas ali, tanto do topo do parque, mas não valeu a pena o tanto que eu sofri, não. Eu devia ter ido pelo asfalto, viu? É, eu demorei, foram 42 km, eu demorei 8 horas para fazer.
Você imagina se eu não sofresse bastante. E eu dei sorte, na verdade, que Chegou, eu ia acampar, né, como eu te falei. Só que eu não, eu meio que tinha visto lá no iOverlander, né. Só que aí, a hora que eu, eu era 20 km, né, de Vacas Gordas. Falei, ah, tá bom, 20 km. Eu sabia que ia ser um dia duro, então eu falei, ah, 20 km eu acampo e tem água ali, né, que tem um riozinho e não sei o quê. Só que eu não achava esse riozinho, meu Deus do céu.
Aí até que chegou uma hora que eu vi, eu falei, ah, deve ser aqui. Só que eu vi que tinha fogo queimado lá e era, já tava, eu nem lembro que horas era, mas acho que devia ser umas 3 horas da tarde e já tava bem frio. E era um lugar muito fechado, sabe, com muita sombra. Eu falei, nossa, isso aqui à noite vai estar, vai estar mais frio ainda. E eu vi que era um lugar meio visado, apesar de ser indicação do iOverlander, né? Você entende o que eu tô falando, né?
Você vê fogueira, você vê marca de carro. Eu falei, então também não tava tava querendo receber visita à noite, concorda? E aí eu segui. E aí quando eu vi que faltavam 17 km e eu já tava bem judiada, aí eu joguei a água que eu ia, né, assim, usar para fazer meu jantar, né, já joguei, eliminei aquele peso e falei: não, agora você vai chegar em Bom Jardim, né, custe o que custar. Aí 10 km, foi um trecho muito bonito, eu não me arrependo, mas assim, não acho que foi tão espetacular, entendeu?
Mas aí 10 km eu já tava ficando com medo, que eu falei, gente, frio, frio, frio. Eu falei, gente, eu vou chegar na cidade acho que umas 7:30 por aí, porque do jeito, porque a subida são muito íngremes, né? Então você não consegue fluir tanto com pedal. E aí até que passou uma caminhonetinha lá, tinham passado outras, mas eu não pedi a carona porque às vezes não tinha espaço atrás, sabe? Quando você vê que a caminhonete não tem espaço atrás, que aquela curtinha, falei, não adianta nem pedir carona.
E aí esse daí eu vi que ele diminuiu a velocidade, mas aí que eu falei, vai. Mas ele disse que não viu. Aí ele deu ré, ele falou, foi um santo na verdade. Aí ele falou, você quer carona? Eu falei, agora, né? E faltava trecho ainda, quer dizer, lógico, 10 km, mas a questão não são os 10 km, né, são o sobe e desce que tem. E aí ele me deixou lá na porta da pousada que eu tinha reservado, né, que não é essa, mas que me salvou assim, porque ia ser muito sofrido. E tô aqui agora esperando a chuva passar.
Ah, fantástico! Vem cá, faz tempo que eu não gravo podcast de cicloviagem, normalmente é mais esse pessoal que fala sobre isso, apesar de não ser só para cicloturismo. Fala o que que é o iOverland.
Ah, o iOverland, ele é um aplicativo que ele dá lugares assim, opções de camping, né, tanto camping pago como camping selvagem. Por exemplo, ah, eu vou lá amanhã, eu fico num camping, arrumo um lugarzinho assim Camping selvagem. E aí eu vou lá, dou o meu check-in, tiro foto e tal, e compartilho com as pessoas para dizer: olha, aqui é um lugar seguro, aqui tem água ou tem internet, né? Porque tem gente que também faz o check-in, por exemplo, em lugares que às vezes tem internet, ou às vezes um camping pago.
Tem tudo isso, entendeu? Tem água também, né, que eles que mostram. Esse iOverlander É bem legal esse aplicativo, assim, ele salva vidas, viu?
E tem para App Store e para Android também.
Tem, é.
E aí não é só para quem tá fazendo cicloviagem, é para mochileiro, pessoal de moto, motorhome, tá procurando algum lugar para dormir, acampar, alguma coisa assim.
Eu vejo muita gente de motorhome aí também que posta que compartilha esses novos lugares. É bem legal.
Ó, que tá falando aqui que ele indica locais para acampar, hotéis e pousadas, banhos e lavanderias, pontos de água potável, combustível, oficina, mercado, restaurante, Wi-Fi, hospital.
Se tem internet, não tem, é bem legal assim. Eu ainda tô aprendendo assim a mexer com ele porque Até tava conversando com esse meu amigo lá de Urubici, porque assim, eu tô com essa dificuldade, né, Elias? Porque, por exemplo, eu vi um lugar aqui para frente, né, que eu quero fazer um camping selvagem, mas você coloca, você copia as coordenadas, mas não tem aplicativo que— porque assim, eu tenho que pensar que eu tenho que lidar com situações que eu não vou ter internet.
Aí você copia latitude, longitude, enfim, e coloca dentro do Strava alguma coisa para eu conseguir chegar lá mesmo sem internet, entendeu? Porque a gente não pode depender de internet aqui, esse tipo de viagem que eu tô fazendo, entendeu? Então tem isso também, tem que ficar bem atento.
E também existe o campo selvagem, né? Qualquer lugar parou e dormiu também, não é?
Não, tem, tem o campo selvagem, óbvio. É só você se sentir seguro lá. E eu ainda não superei isso, mas eu vou, eu vou ter que superar, né?
Não, mas vai ter Tempo para esperar isso, e não só tempo, ocasiões, né? Enquanto você tá atravessando cidades próximas, é fácil você escolher, né?
Sim, eu não tô me pressionando com relação a isso, mas é uma coisa que eu tenho pensado. Quanto, por mais que eu goste de assistir outras pessoas fazendo, e eu, e eu me sinto vontade, eu sinto vontade de fazer, entendeu? Sabe quando você se vê lá Ah, quando você está no lugar, a situação é outra, né?
Totalmente.
Então eu ainda tô trabalhando meu psicológico, mas eu vou ter que superar isso, porque senão, entendeu? Aí, né, rota 40 vai ser complicado, né?
Enquanto a teoria, né, você pode tudo, né? Eu acho que eu falei isso no Via Alpina. Você sonha o que você quiser, mas na hora que você chega ali na realidade, fala: pode ser, não pode.
Exato. Eu espero que eu supere, meu, senão eu acho que eu vou ficar muito chateada comigo. Mas não sei, eu acho que vai ter, é igual band-aid, né? Eu acho que eu vou ter que ir falar, filha, é que nem ontem, anteontem na verdade, tipo, ó, não tem onde dormir, você vai ter que dormir aqui. E é melhor você acampar rápido porque eu também não quero chegar no lugar à noite, entendeu, Elias? O meu primeiro camping selvagem que eu imagino, eu quero chegar pelo menos 3, 4 horas da tarde.
Por quê? Porque eu quero me ambientar com aquele lugar, entendeu? Saber o que que ele é de dia, porque aí eu vou dormir tranquila, sabe assim? Você fala, ah tá, né? Do que chegar e você não saber, entendeu o que eu tô falando, né? Enfim, não sei, vamos ver.
Na Via Alpina, a primeira vez eu fiz parte campando, parte dormindo em hotelzinho, ou até almocei lero lá, eu dormi. É, tava eu, tava com a Ângela do UBC, e a gente dormiu no primeiro dia, a gente dormiu num lugar que depois, um ano depois, eu voltei para refazer a trilha, né? E quando eu passei ali, eu falei: não acredito que a gente dormiu aqui! E era verão numa trilha, passava pessoas, sabe? A pessoa ficava olhando assim, eu falei: não acredito, é muito cara de pai, muita foto de opção, sabe?
Então eu tenho uma Um outro receio que a gente conversou outro dia, né? Eu tô com medo do meu sleeping bag, ô Elias.
Quanto que é a temperatura do seu sleeping bag?
Confortável, ele é o Sea to Summit, ele é -10 confortável. Mas eu fico achando que tá faltando pena ali.
O meu é um da Deuter e acho que o Astro 400, eu acho que é -5 ou é -2, alguma coisa assim. Eu fiz com que é isso, Navarino, lá para lá da Patagônia, entendeu? Ótimo. Não sei também quanto de frio você sente, né?
É, então às vezes eu olho ele contra a luz, porque teve um hotel, uma pousada que eu fiquei aqui nesse primeiro dia que o cara me deu carona, que era uma pousadinha super simples, né? Parede de madeira e tal, frio, mas frio o quarto, que eu peguei e abri o sleeping bag. Eu dormi no sleeping bag. Aí eu fiquei, aí me bateu mais dúvida ainda. Eu falei, pô, eu tô dentro de uma pousada e eu tô dormindo com sleeping bag aqui. Imagina se eu pegar -2, -3 aqui, esse sleeping bag não vai dar conta, entendeu?
Vem cá, que roupa que você tava usando pra dormir no sleeping bag?
Não, no sleeping bag eu tava com uma calça térmica, fim minha. É, agora, que que eu sei que você já falou isso para mim, que a gente não deve dormir com muita roupa no sleeping bag, né?
Exatamente.
Mas tudo bem, ele demora para esquentar, né?
Isso, exato. Então o meu é conforto zero. Não, para homem é -6, para mulher que é zero. Ah, então o meu -6, fui lá para Patagônia, fui para tudo quanto é lugar com você.
É, eu cheguei à conclusão que a única coisa que eu tenho que fazer é testar ele mesmo o mesmo. E se eu achar que, se eu pegar uma temperatura, né, tipo, sei lá, -2, -3, eu passar frio, eu arrumo outro, não tem o que fazer.
Sim, aí isso acampando. Vem cá, qual barraca que você tá usando?
Eu tô com uma Durston, mas eu tô com a, eu sou pequenininha, mas eu sou espaçosa, né, Elias? Então eu tô com uma, eu tô com uma Durston para duas pessoas, e que eu achei bom porque na verdade não é, não é grande coisa não, porque eu consigo colocar as coisas dentro da barraca, e me deu uma comodidade maior, porque eu tinha uma outra que era daquela Big Agnes, eu tinha para uma pessoa, mas eu achei que ela era muito fraquinha. Eu falei, essa barraca não vai dar conta não. E aí eu comprei essa.
Então ela é muito fraquinha, né, da Big Agnes. Ó, juro para você, na hora de acampar, o pessoal vinha dar parabéns pela barraca, né? Só de olhar você sabe que o negócio é fino, né? É leve, que ela também Aí o pessoal, aí teve o acampei lá na Suíça, na Valino, o cara falou: Elias, você não quer dormir com a gente? Você vai morrer congelado nessa barraca. Aí eu falei: não, o importante é o saco de dormir na barraca, né? Mas depende de situação, lógico.
Mas é o seguinte, você tá tipo assim, a Big Agnes é uma das melhores, né? Dan Durston é um cara que ele começou a fazer ele mesmo, fazer a barraca, porque ele queria fazer uma barraca mais leve, tudo. Lógico que ele manda fazer, produzir na China, né, eu acredito. Mas é, a barraca dele é bem pensada, bem minimalista, bem leve, e aparentemente ela é bem resistente, né.
Então eu ouvi falar super bem, né, porque não é É esse modelo que eu tô, é o modelo novo, né? Mas assim, o cara já faz aquelas outras barracas que não são freestands, né? Elas são a Zipack Duplex, que é dele também, que são barracas super leves, né, para quem faz hiking. Mas tem que ter terreno ali, né, para você, e tem que ter os pôs, né, os trekking poles lá para você deixar barraca de pé. Mas assim, eu fiquei— eu não sei, Elias, se eu fui muito pensando no peso, porque ela é uma barraca super leve, né?
Mas eu não sei ainda o quanto ela é quente, porque, por exemplo, eu vejo esses outros cicloturistas aí que são brasileiros, que eles têm uma barraca que é, vamos dizer assim, o dobro do peso da minha, mas É uma barraca mais quente.
Então eu ainda tô—
é isso que eu— isso me surgiu insegurança, você entendeu? É que eu ainda não testei, eu dormi duas noites só, entendeu?
Tá assim, tipo, o pessoal tá com barraca mais pesada porque é mais barato e também que é mais resistente, vai durar tranquilamente. Uma é para durar uma barraca tipo a Big Agnes, ou talvez a sua O problema é, não é se ela é quente ou fria, é o problema que ela vai existir durante 6 meses. É isso o problema. Mas é um material mais fino, mais leve, então você tem que ter mais cuidado. A minha, eu tenho, você naturalmente você tem mais cuidado com ela, mas eu também não acampei tantos dias assim com a minha, sem sequência, isso que eu quero dizer. A minha é fantástica.
Se a minha durar 6 meses, eu tô feliz, mas a questão é O que eu ia te falar é a questão do calor, porque eu vi alguns cicloturistas falando, porque dessas barracas mais baratas, que a borda dela, sabe, a saia, ela é mais alta. E aí eu fiquei olhando a minha, ai, eu fiquei tão frustrada, Elisa. Eu falei, ai, eu vou passar frio nessa barraca.
Compra meu livro da Patagônia, tem uma foto de eu lá na na Varino com a minha barraca. E esse problema aí é isso daí que o pessoal olhou, falou: não, Elias, você não vai aguentar, cara. Eu passei a noite tranquilo.
E como é sério, então, então isso que eu penso, porque poxa, ô Elias, nós estamos falando de uma barraca super barata que esses cara tão. Agora, meu, esse cara aqui desenvolveu uma barraca dessa que não é barato, não é uma barraca barata.
E outra, é um Canadá, né?
Eu, ah não, olha, dos Estados Unidos.
Não, ela é canadense.
Ah, não sei. Agora, é uma barraca para 3 estações. Eles vendem uma barraca para 3 estações e tem gente que acampou na neve. E ele mostra lá, assim, as pessoas mostram, né, tipo, ah, com peso de— eu vi que ela é uma barraca super segura com relação a vento e tal, mas eu não quero passar frio também, né? Eu não quero morrer de hipotermia, cara. Esse é meu medo, morrer de hipotermia.
Não, não, tranquilo. E outra, o seu saco de dormir é confortável? Menos 5, mas ele, né, você só morre se passar por menos 30 e pouco, se eu não me engano.
Não sei, Elias, porque se eu tava dentro do negócio lá, entendeu? Eu ainda não estou confiante, na verdade, com meu saco de dormir, tá?
Fica tranquilo, saco é um bom equipamento. E o Dan Durst, ele mora na Columbia Britânica, no Canadá. E foi ele e a esposa dele que me deram algumas dicas quando eu fui fazer as Rocky Mountains. Eu fui fazer a Great White Trail porque ele e a esposa dele eram os recordistas de tempo de fazer a GDT, né, que é a que eu fiz com a Daiane. Aí depois foi uma brasileira lá, foi a Elaine Bissoio, e ela bateu o recorde e ela ainda fez ioiô, ela foi e voltou.
Olha só, 1100 km, quer dizer, ela fez 2200 km. Absurdo. Então, quer dizer, eu conheço ele faz tempo e tipo assim, se eu mudar de barraca, vai ser para uma barraca dele, entende?
Da Durston, você fala?
Isso, eu iria para uma barraca dele.
Ou mais, eu não sei se eu me arrependi, porque assim, essa Durston que eu tenho, que a Midi sei lá o quê, ela tem para uma pessoa e ela assim, ela tem, eu achei muito legal que ela tem as aberturas laterais, né, que dá para você colocar equipamento e tal. Depois Depois eu fiquei pensando, eu falei: ai, será que foi muito exagero eu ter comprado para duas pessoas e tal? Mas eu fiquei pensando assim que, como eu tô lenta, né, no processo, é o que você falou assim, às vezes se eu precisar ficar mais tempo dentro da barraca, pelo menos eu tenho mais espaço, né? Então por isso que eu acabei optando pela de duas pessoas.
Para mim, barraca de duas pessoas, não tem porque comprar uma de uma. A diferença de peso, ainda mais nessa linhas que a gente compra é 150 gramas, nem 200 gramas é a diferença, né? E a gente tá falando barraca aqui de menos de 1 kg, tá, pessoal? Sim, sim, é que normalmente as barracas que o pessoal costuma usar é 2 kg, 2,5 kg, né? Então é, então, mas você tá com um bom equipamento, sim, maravilha.
E aí eu comprei mais uma outra coisa que eu comprei que eu me arrependi Apesar de eu ser pequena, né, eu tenho 1,58m, eu comprei o isolante térmico, né, o, como é que fala, o colchãozinho lá da Therm-a-Rest. Só que eu errei, Elias, isso eu errei, porque eu comprei o oval só para dar bunda para as costas.
É isso?
Nossa, cara, eu sou pequena, Elias, mas posso falar, esses primeiros dias acampando aí, o cotovelo o joelho cai para baixo, né? Você tá lá dormindo, ou você dorme de lado, né? Agora, se você dormir de barriga para cima, por um acaso, você põe as mãozinhas assim no peito, aí os cotovelos caem para o lado, cara. E eu ainda tô com o isolante térmico casca de ovo, né? Mas eu cortei, eu cortei uns pezinho dele lá. Então ele fica, o isolante térmico, ele vai do joelho para cima. O problema, enfim, pode ser exagero meu, mas eu comprei também.
O ThermalRest, da onde ele pega no corpo?
Não, ThermalRest ele pega no meu corpo inteiro. Só que o único problema, o único problema é que eu comprei aquele oval. Eu não comprei, eu devia ter comprado retangular, que é retinho, entendeu? Esse não, ele é, é o tal negócio, né, a hora que ele chega ali perto da coxa e do joelho, ele dá uma funilada. Então ele é mais estreito, né?
Ele é mais largo perto da cabeça, mais estreito.
Isso eu errei, falei: nossa!
A maioria assim, viu?
Não, ele tem o retangular inteirinho, retangular. Eu ia, por exemplo, hoje se esse daí der pau, começar a furar demais, enfim, eu vou comprar o retangular.
Mas ele é inflável?
É inflável, lógico, é o da Therm-a-Rest, aquele amarelinho.
Aquele ele enche sozinho ou você tem que encher?
Não, ele não enche sozinho.
Ah, tá, que tem um que enche sozinho. É legal, eu uso da Sea to Summit e Tudo bem. É o seguinte, quando eu faço viagem é no máximo um mês, 20, 30 dias, né? E agora para 6 meses, é isso que o pessoal às vezes não gosta, prefere casca de ovo porque sabe que não vai chorar em nenhum momento. Mas é gostoso.
É, não, eu gostei também. Às vezes que eu dormi, eu dormi muito bem, viu? Essas duas vezes que eu acampei, eu dormi muito bem.
Então, o barraca, para mim, tá, é só de 2 lugares, né? Porque eu gosto também, mesmo que você falou, de espaço. E também, vamos supor, normalmente as minhas viagens sempre junto com a companheira, eu convido alguma mulher para ir comigo, e ela também tem a barraca dela. Então, se algum momento der pau ou na minha barraca, na barraca dela, a gente tem um espaço de emergência.
Nunca aconteceu, mas não tinha pensado nisso.
Dá para brigar alguém. É um urso também. O seu problema vai ser puma, não vai ser urso, mas tudo bem.
Não quero nem ver. Eu já fiquei preocupada, cara, esse ontem. Quer dizer, a hora que eu tava vindo para cá, né, aí até falei com essa minha carona, né, que ele me deu carona. Aí eu falei para ele, foi assim, nossa, chegou momento, porque assim, eu gosto de olhar para trás, né, Elias? Olha para trás para ver se tem um visual mais bonito e tal. De repente, olhei para as montanhas assim, aí eu vi uns bezerrinhos descendo lá da montanha.
Aí eu olhei, eu falei assim, não, esses bezerrinhos tão rápido demais, cara. E assim, e era muito bezerrinho e não tinha vaca. Aí eu falei, cara, aí falei, isso não é bezerro Isso não é biseu, cara. Aqui tá cheio de javali, sabia?
É verdade.
Aí eu falei, cara, vaza daqui, vaza, meu Deus do céu. E eu fiz uma trilha também com o Ranger, que lá em Urubici, que ele mostrou assim umas cavucadas. Ele falou assim, ó, isso aqui é coisa de javali, porque eles comem uns tubérculos, né? E a hora que eu cheguei aqui na cidade, conversei com esse cara também, ele falou assim: ah, com certeza, imagina, que você acha que bezerro ia estar fazendo o quê lá no alto da montanha sem vaca? Era javali, com certeza, cara. E não tem predador, né?
Isso é, nossa, e aí a caça tá complicada, tem que liberar isso.
Exato, meu.
Que mais, Cacá? O que aconteceu aí?
Nossa, acho que eu contei tudo.
Acho que você contou tudo. E o que você não contou, o pessoal pode ver no YouTube, né?
Pode, mas eu acho que assim, ele vai visualizar lá, né? Na verdade, vai visualizar lá que tá bem legal assim. O primeiro capítulo, eu confesso que tá bem morno porque eu tive problema com ônibus, aí eu quis falar sobre isso, enfim, mas Mas eu tento fazer uma edição bem enxuta, dentro do possível. Não sou aquela cicloturista que vai ficar relatando todos os dias. Acho isso muito chato. Então é isso, né? Colocar os pontos fundamentais aí, o que é mais interessante, né?
Porque na verdade eu não faço isso para os outros, viu, Elia? Sabia, né? Não, quando eu fiz, quando eu quis, fiz o Caminho de Santiago, que eu filmei todo o Caminho de Santiago, eu não fiz para os outros, eu fiz para mim. Porque eu falei assim, um dia eu vou ficar velhinha e aí, e aí eu não vou lembrar mais das coisas, eu vou falar assim, ah lá, né, quem que é essa menina aí, ó? Pelo menos eu vou ter o que assistir, né?
Porque é isso, é legal que vocês se veem, né?
Ela fez isso, fiz isso mesmo, que bom!
Você falou que tem quantos vídeos lá no YouTube?
Olha, já tem 2 ou 3.
É, tem 2, é um de 51 minutos.
O terceiro vai sair agora quinta-feira. Normalmente eu tento, eu tô tentando me programar para fazer um vídeo a cada uma vez por semana, que eu acho que tá ok. Ninguém quer me ver, como é que fala, todo dia cozinhando.
Ai, como é que você faz xixi?
'Não é, Elias?' A gente tem que ser dinâmico. Eu tento fazer, eu tento editar de uma maneira dinâmica, mesmo porque eu tenho algumas pessoas muito críticas, principalmente dentro da minha família, entendeu? A minha mãe é uma. Ela fala: 'Ai, tá chato, demorou demais.' Então, mas eu acho legal isso, concorda?
Sim, sim.
Porque eu acho que tem realmente que ser dinâmico, e eu tenho aprendido a fazer isso cada vez mais.
Então Enfim, legal. Um vídeo tá com 52, outro tá com 47. Muito bom, tem muita coisa.
E o próximo tá menos ainda, tá vendo? Porque eu já recebi críticas, tô muito falada. O próximo acho que tá com 30 minutos.
Ah, legal.
Não, não é bom, mas eu acho assim, ele pode até ser longo, mas desde que ele tenha conteúdo, né? Eu sou dessa opinião também.
Sim, exatamente. É isso. Então você tá descendo para o sul e daqui, sei lá, uns 20 dias a gente grava um outro podcast.
Pode ser, vamos ver. Eu espero que eu tenha coisas mais interessantes para te contar, Elias.
Depende da situação, se for perrengue nem tanto, né?
Não, é, pode ser perrengue, ué. Eu quero, eu quero te contar, eu quero, na verdade, eu quero compartilhar com você essa vontade que eu tenho, que é de, né, acampamento selvagem. Eu quero, mas a gente se fala.
Tá bom, tá bom. É isso então, Cacá. Obrigado pelo podcast e até a próxima.
Obrigada você, Elias. Super beijo, viu, para você e para todos os ouvintes aí. Espero que vocês gostem.
Valeu, obrigado. Feliz Natal.
Oi, Feliz Natal.