Episódios de Extremos

507 - Lake O'Hara

02 de outubro de 20261h31min
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PODCAST 507 - Neste episódio do Podcast Extremos, converso com Leo Rodriguez sobre um dos lugares mais espetaculares das Montanhas Rochosas canadenses: Lake O’Hara, no Parque Nacional Yoho. Um verdadeiro paraíso para quem gosta de caminhar, cercado por lagos de águas azul-turquesa, montanhas e algumas das trilhas mais bonitas do Canadá.

Falamos sobre as principais trilhas da região, como funciona o acesso extremamente controlado a Lake O’Hara, as dificuldades para conseguir uma reserva, camping, hospedagem e a experiência de caminhar por esse lugar tão preservado. Leo compartilha suas experiências e informações para quem sonha conhecer esse pequeno e exclusivo pedaço das Rockies canadenses.

Participantes neste episódio2
E

Elias Luiz

HostEscritor, fotógrafo, guia de trilhas e editor
L

Leo Rodriguez

Convidado
Assuntos6
  • A beleza e exclusividade do Lake O'Hara nas Montanhas Rochosas canadensesparaíso para caminhadas·lagos azul-turquesa·montanhas e trilhas·acesso controlado
  • Dificuldades e estratégias para conseguir reservas em Lake O'Haraacesso extremamente controlado·dificuldades para reserva·camping e hospedagem·reservas por cancelamento
  • As trilhas mais bonitas e desafiadoras de Lake O'Haracircuito alpino·Opabin Prospect·trilhas de um dia·ganho de elevação
  • Opções de hospedagem e infraestrutura no acampamento de Lake O'Haracamping e lodge·refúgio do ACC·conforto do acampamento·preparação para o frio
  • A experiência de fazer scrambles e trilhas fora do roteiro oficialmontanhas com scrambles·livro do Alan Kane·Yukon Mountain e Monte Schaffer·regras dos Rangers
  • A importância da sinalização e o respeito às regras nos parques canadensessinalização de trilhas·manutenção das trilhas·regras dos Rangers·preservação da vida animal
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LRLeo Rodriguez

Portal Extremos, o seu portal de aventura.

ELElias Luiz

Bom dia, boa tarde, boa noite! Bem-vindo a Extremos, o seu podcast de aventura. Eu sou Elias Luiz, escritor, fotógrafo, guia de trilhas e editor do Extremos. Hoje vou conversar com o Léo Rodrigues e vamos falar sobre o Lake Ohara. Olá, Léo, beleza?

LRLeo Rodriguez

Fala, Elias, beleza? E aí, você?

ELElias Luiz

Joia! Ó, faz tempo que a gente não grava, hein?

LRLeo Rodriguez

Outro dia mesmo tava gravando, abre o canal lá, só tem episódio. Nossa, poxa, o pessoal tá em falta aí de convidado aí? O pessoal não tá querendo gravar? O que tá acontecendo, cara?

ELElias Luiz

O que que é TV Vereste? Depois eu viajei, você viajou? Tem um de bike lá também, eu gravei.

LRLeo Rodriguez

E agora você publicou aí o da sua volta da Kung Island, né? Eu cheguei a ouvir já também.

ELElias Luiz

Ah, legal, legal. Valeu. Ó, e novidade, hein? Voltou depois aí, pessoal que tá escutando, aí dá um feedback aí como que tá o áudio, que voltei para o sistema que eu tenho aqui no computador, então que eu tenho mais controles, então É muito melhor para mim, pelo menos eu acho muito melhor que o Riverside que eu tava usando e pagando, né? Isso que aí grava online, né? Então vamos ver como vai ser esse. O pessoal aí depois digam como que tá o áudio.

LRLeo Rodriguez

Estive participando como cobaia aí nessa parada também.

ELElias Luiz

Isso no último ano, né, Léo?

LRLeo Rodriguez

Tudo foi só para testar o sistema de gravação.

ELElias Luiz

Quantas vezes a gente testou e não dava certo, desistia, testava, não dava é destino. Nossa, aluguei você para caramba! Tenho que concordar, cara. Recebi um email, recebi um email bem legal, cara. É, eu recebo vários emails, né, mensagem sobre meus livros, sobre estreios, várias coisas. E eu recebi um email aí, para fazer diferente, eu peguei e converti o texto do email para não ficar lendo o email com IA. Então vai ter uma voz aí, aí vocês vão entender. Então escutem aí.

?Voz C

Oi Elias, bom dia, boa tarde, boa noite. Sou ouvinte recente do podcast Extremos. Comecei a ouvir há cerca de 3 ou 4 meses e fiquei apaixonado pelo podcast, pelo portal. Devorei a temporada do Everest de 2026 e recentemente comprei 2 dos seus livros, Everest e Patagônia. Estou te escrevendo porque ouvir os episódios despertou em mim algo que estava adormecido há bastante tempo. Atualmente tenho 40 anos e estou com cerca de 140 kg, em um quadro de obesidade mórbida.

Luto contra a obesidade a vida toda e já cheguei a pesar 170 kg. Em 2014 fiz uma cirurgia bariátrica e cheguei aos 80 kg. Foi justamente nessa época que comecei a viajar pelo Brasil. O peso é uma limitação para quem viaja. Nem todo mundo cabe confortavelmente em uma poltrona de avião. E poder viajar com mais liberdade abriu um mundo novo para mim. Foi nessas viagens que conheci a Chapada Diamantina e descobri o trekking. Fiquei apaixonado!

Fiz 4 viagens para a Chapada, percorri o Vale do Pati, viajei pelo Rio São Francisco e vivi muitas outras histórias pelo Brasil. Viajar e conhecer o país começou a ser parte importante da minha vida. Eu trabalhava pensando nas próximas viagens, curtia o planejamento, fazia cadernos com as memórias de cada aventura. Até que veio a pandemia. Resumindo bastante, durante e depois da pandemia, o trabalho foi ocupando cada vez mais espaço na minha vida.

Ganhei muito peso novamente e o consumo de álcool também acabou ganhando um espaço que não deveria ter. Mas calma, minha vida não é uma tragédia. Trabalho com o que gosto, sou relativamente bem-sucedido profissionalmente, Tenho um relacionamento muito feliz e sigo vivendo a vida em meio aos desafios do sobrepeso, do trabalho e dos demais desafios da vida. Estou te escrevendo porque, em meio a tudo isso, seu podcast e seu conteúdo me fizeram reencontrar algo que eu achava que tinha perdido: meu prazer pelas aventuras, pelas caminhadas de longa distância, pelas viagens e pela vida ao ar livre.

Estou iniciando um projeto pessoal para voltar a ter uma vida mais saudável e outdoor. Quero voltar aos trekkings e às travessias, e quem sabe daqui alguns anos chegar a objetivos que hoje parecem muito distantes: Praia do Cassino e Campo Base do Everest. Sim, eu sonho grande. Não sei exatamente até onde vou conseguir chegar, mas achei importante te escrever para que você saiba o quanto o seu trabalho é importante na vida de quem está do outro lado te ouvindo e lendo.

Espero poder te escrever novamente daqui algum tempo contando sobre as travessias que fiz e os objetivos que consegui conquistar. Obrigado por tudo e Feliz Natal! Um grande abraço, Bruno.

ELElias Luiz

Legal, hein? Ó, e o Bruno roubou todos os meus bordões, né? Bom dia, boa tarde, boa noite e Feliz Natal!

LRLeo Rodriguez

Nossa, muito legal, né? Show de bola!

ELElias Luiz

Legal receber esses eventos, né?

LRLeo Rodriguez

É, eu acho que uma das coisas mais legais é essa interação, né, que acaba sendo possível, né, hoje em dia, com mensagens e comentários. E às vezes até a gente começa a encontrar conexões assim, né, nessa galera aí que tá ouvindo e curte os mesmos assuntos e tal. Isso é uma das partes mais legais, né, do podcast, do canal, na minha opinião.

ELElias Luiz

Exatamente, ótimo. E a gente tá conversando aqui como fosse um, né, uma, tivesse no boteco, no bar, numa mesa, e a gente nem imagina o que acontece do outro lado, né. Então é legal quando a gente tem esses feedbacks. O pessoal lá no Spotify costuma comentar bastante, né, costuma até zoar eu e você.

LRLeo Rodriguez

Então, né, mas tem piada, né, a gente. Então, não, mas bem legal, a gente se diverte bastante com isso, a gente adora as mensagens.

ELElias Luiz

Continue enviando. Legal, é isso aí, pessoal, escreve aí. E o Bruno, sucesso aí na empreitada, espero que você volte às atividades. E quando concluir aí, manda mensagem para gente. É, acho que você vai estranhar a voz que eu coloquei sua aí, mas tudo bem, né? Mas ele mandou por email para mim. Deixa eu mandar também um abraço para o Jôder, acho que é Jôder que fala, e para Shirley e Marlise. O Jôder comprou 3 livros meus da Patagônia.

Cara, sempre quando alguém compra vários livros do mesmo, é porque estão combinando com amigos para ir, tem que viajar.

LRLeo Rodriguez

Ou ele, ou ele tá querendo ler o livro 3 vezes, né, Elisa?

ELElias Luiz

Esse gostou, tá querendo procurar a frase secreta, mas no Patagônia não tem, pô. A Shirley, a Marlise também, e teve uma outra mulher também, amiga delas também, mesma coisa. Uma comprou, aí depois a outra veio. Ah, a Shirley comprou também, tô comprando. Aí a outra também. Eu acho que o próximo verão aí vai ter vários brasileiros descendo para Patagônia. Patagônia, viu?

LRLeo Rodriguez

Ele quer ser o brasileiro que mais comprou livros da Patagônia.

ELElias Luiz

Exatamente. Ó, tá entre os primeiros aí, viu? Ô Léo, o que que a gente vai falar hoje?

LRLeo Rodriguez

Vamos então falar um pouquinho de Lake Ohara, né, Elias?

ELElias Luiz

Tá. É, que que foi? Caminhada? Vamos já escalaminhar.

LRLeo Rodriguez

Todo mundo já sabe aí, né? Já clicou aí, já viu o título do episódio, né?

ELElias Luiz

Sim.

LRLeo Rodriguez

Bom, vamos lá, é porque não é uma escalada, né? Não vamos falar assim de nada muito extremo hoje, né? Eu acho que o assunto ele trata mais de um destino que é principalmente para quem gosta de fazer trilhas, né? Assim como você faz muitas trilhas aí, eu também gosto de fazer trilhas, né? E essa viagem, essa volta ao Lake Ohara, né, que eu já fui antes também, para mim tem sido parte de, ah, não precisa ser super intensa a experiência para que ela seja muito, muito boa, né?

Existem diferentes formas da gente ter satisfação, né? E aquelas recompensas que temos, e não precisa necessariamente ser nas experiências mais difíceis ou mais intensas, né? Eu acho que é um engano pensar que, ah, então vou fazer aquilo ali que é super difícil para ver se eu tenho mais satisfação, né? Então eu costumo navegar aí entre atividades diferentes que eu gosto de fazer, e com isso eu vou também encontrando respostas a essas perguntas, né?

Eu mesmo às vezes quero fazer algo mais intenso pensando que com isso eu vou encontrar mais satisfação, né, naquela determinada experiência. E quando na verdade assim, fazer trilhas, né, simplesmente na natureza, ela já traz pelo menos para mim uma satisfação gigante, né, em lugares bonitos, né. Desde sempre, sempre eu gostei de procurar lugares que me atraíssem assim com a beleza natural do lugar para fazer trilhas, né, e me sentir mais conectado com aquele ambiente.

E aí então, voltando no tema do episódio de hoje, eu acho que é isso que vale muito a pena falar do Lake Ohara, porque parece que é um destino ainda não tão conhecido pelos brasileiros e em geral também, porque ele tá lá escondidinho, ele tem também uma certa dificuldade de acesso. Mas cara, como eu disse, né, Eu fui a primeira vez em 2021 para lá e tive essa oportunidade de voltar o mês passado. E é muito bonito, Elias, é demais assim, é entrar num quadro assim em 3 dimensões, com o cheiro, com tudo assim, é beira a perfeição, sabe, de beleza natural.

Então a gente já conversou antes, né, sobre o Lake Ohara, né, já esteve aí no radar de algumas pessoas que a gente conhece e entre os nossos assuntos. Então foi nisso que eu concordei que vale a pena gravar um episódio só sobre o Lake Ohara.

ELElias Luiz

Legal. Quando eu tive aí no Canadá em 2018, eu fui 2018 e 2019, eu lembro que tava fazendo a trilha, eu conversei com um cara, ele falou assim, ah não, é A gente vai, acho que era ele, a esposa dele, a gente vai para o Lake O'Hara. E do jeito que ele falou, cara, era o lugar mais bonito do planeta Terra e mais exclusivo, porque tipo a gente conseguiu uma vaga, né, hoje no camping. Então é um dos problemas, né, você pode falar que talvez não seja tão intenso, mas é exclusivo, né, não é fácil conseguir vagas, reservas, né, lá.

LRLeo Rodriguez

Não, não, com certeza. Então é, mas é exatamente esse tom aí que você teve, das pessoas que você conheceu, que realmente é o que eu ouço com todo mundo que eu converso quando o assunto é Lake Ohara, tá bom? Mas primeiro vamos falar da onde se trata, né, onde que fica, localização, né? Na sequência a gente pode entrar um pouco nessa parte de como então ir para lá, como chegar lá, e esses esquemas das reservas, né? Então é bom, a gente tá falando do Canadá, né, a província de British Columbia.

Lá ele fica no Parque Nacional chamado Uhuu National Park, que é ali no miolão, ali bem, bem localizado entre as principais atrações até das rochosas canadenses, né, as Canadian Rocks. E Para quem já foi para as Canadian Rocks, eu acredito assim, muita gente vai entre as viagens que faz e vai uma vez só, né? E, ah, beleza, já fui, já conheci, pá, dá o check e para de pensar em voltar até, né? E como eu estive indo mais de uma vez lá e eu gosto de conhecer lugares diferentes, foi também quando eu passei a ter esse conhecimento.

Ah, mas precisa conhecer esse lugarzinho aqui, aquele cantinho de lá e tal, né? E é assim, Elias, que voltando para o mesmo lugar, indo para lugares diferentes ali na região, e a gente começa a conhecer lugares assim até mais atraentes, assim mais bonitos, eu diria, né? Porque vamos lá, né, começando do começo de novo, né? Vem cá, das Canoas de Groton.

ELElias Luiz

Sim, apesar de ser na Colômbia Britânica, o acesso se dá por Alberta, né?

LRLeo Rodriguez

É ali, quando a gente faz a viagem, o aeroporto maior, o principal para acessar essa região das Canadian Rocks, é o de Calgary, né? Tem os aeroportos menores, voos assim bem, até não tem voos comerciais e tal, mas voo é grande, aeroporto grande é o de Calgary em Alberta, né? E aí a distância do aeroporto para esse destino também é mais fácil de Calgary. Mas ali, quando você vai de Calgary para as Canadian Rockies, você é bastante comum você estar navegando entre as duas províncias, né, de Alberta e a da Colômbia Britânica, porque ali na cadeia de montanhas das Rockies é também onde tá a divisa das províncias.

Então dá para vir dirigindo lá de Vancouver, é bem mais longe, dá para vir dirigindo de outros destinos de de British Columbia também, chega ali no Yoho também, chega ali no que é o estacionamento ali para ir para o Lake O'Hara. Mas é mais acessível para quem, ah, poxa, tô focado, quero ir para as Canadian Rocks, incluir aí os principais lagos, os principais destinos, e quero incluir Lake O'Hara, é sim pela província de Alberta.

Tem razão. Então assim, Para quem tava viajando ali pelas Canyons Rocks, já conhece, né? Tem ali 4, 5 lagos, né? As trilhas e as montanhas ali são todas muito conhecidas e bonitas também, principalmente por conta dos seus lagos, né? Tem ali Lake Louise, Moraine Lake, tem o Peyto Lake, o Bow Lake, Emerald Lake, né? Esses 4, 5 lagos aí que numa primeira viagem para as Rocks é mais fácil acesso assim, todo mundo conhece. E realmente eles são, estão entre os mais bonitos dos que a gente consegue conhecer.

Mas tem um problema, né? Em geral, estes mais que são assim, mas você dá um Google lá, quais são os lagos mais bonitos, vai aparecer esses aí, tá? Por conta de fontes aí de internet que tem muito mais informação sobre Lake Louise, Moraine Lake, Peyto Lake. Mas tem um problema de durante a temporada aí de trilha, né, a temporada de visitação, né, mais comum, é muito cheio de gente, é muito lotado de gente assim. É dependendo do horário que você vai assim, é, chega a ser insuportável assim, a não ser que tudo bem, né, tem gente que gosta de entrar ali no meio da muvuca lá.

Mas para aqueles assim como eu não preferem assim um lugar tranquilo, né, para ter mais contato assim com o que tá vivenciando da natureza, né. É muito difícil você encontrar uma forma de visitar ali o Lake Louise, o Moraine Lake, sem evitar a muvuca, tá, a multidão. Então aí, passando por esses lugares que tem mais difícil acesso, né, e o Lake O'Hara é um deles, Eu acho que é isso que também faz do lugar ele ser assim mais bonito, a ponto de ser, é quase imbatível, tá, Elias?

É muito, é muito bonito. E não é só questão de ter menos gente, eu acho que por ser um lugar muito especial, o Parque Nacional também dedicou muitos esforços para manter aquele lugar assim. Então a primeira vez que a gente conseguiu a reserva foi desse jeito aí que você conversou aí com os camaradas lá. Nossa, conseguimos reserva, não acredito, vamos lá, é o lugar mais sensacional do mundo. Foi meio assim, e a gente foi, a gente ficou de boca aberta assim também.

Caramba, que que é isso, né? E aí a gente passa, você passa a entender, você fala assim, ah, é muito difícil às vezes conseguir essa reserva. Mas é também por isso que esse lugar é assim, entendeu? Você encontra resposta para aquela suposta dificuldade de acessar o lugar, mas não é tão difícil, né? Então acho que aí que a gente também pode dividir aí, compartilhar informações para não, para as pessoas não perderem as esperanças que um dia possam conhecer também, né?

Então com relação à localização Olhando no mapa ali no Google Maps, eu tava olhando esses lagos dos mais bonitos que tem ali das Rochosas Canadenses, né, eles não são tão distantes uns dos outros, né. O acesso ao Lake Louise ali é o mais fácil de todos, né, tem um estacionamento grandão assim, né, apesar que eles estão cobrando bem caro para usar o estacionamento lá agora, justamente por causa da multidão que tá visitando todo mundo ao mesmo tempo.

Então eles estão incentivando o uso de ônibus locais lá. O Moraine Lake, até 2021, ele tem um estacionamento menor, dava para chegar até de carro. É uma estradinha ali entre Lake Louise e Moraine Lake de 12 km, e era fácil acesso de carro. E nos anos que eu acabei indo lá de carro, eu lembro que já precisava se programar para ir assim 3 da manhã para pegar lugar, a vaga de carro naquele estacionamento, que não era permitido pernoitar o estacionamento.

Então, tipo, 2, 3 da manhã já tava indo gente, e se chegava lá já tinha um monte de carro chegando, lotando um estacionamento lá que é pequeno, não é tão grande. A partir de 2022, eles até implementaram, o Parque Nacional implementou um sistema de shuttles lá, e só pode ir através desses shuttles do Parque Nacional ou privativos. Que também tem a sua dificuldade de conseguir vaga ou acaba sendo uma opção muito cara, né? Eu ouvi falar que um transporte ali particular que uns turistas pegaram, eles chegaram a pagar $240 canadenses para ir conhecer o Moraine Lake esse ano.

Eu falei, nossa, realmente ficou muito caro e o acesso também bem difícil. Mas enfim, Moraine Lake e Lake Louise ainda estão entre os mais fáceis, né, de lá. E é super importante que você inclua no seu roteiro caso o seu destino seja as Canadian Rocks. E então, Lake O'Hara, né, existe lá 3, bom, dá para assim, tem um estacionamento, estacionamento é relativamente médio, e para chegar do estacionamento até o lago São 11 km por uma estradinha de terra.

Isso aí tá aberto para quem tá ali visitando o Parque Nacional, né? As visitas ao Parque Nacional só exigem que você tenha o passe do Parque Nacional para passear à vontade ali pelos parques nacionais, né? E dá para ir a pé. Então muita gente que não consegue a hospedagem— hospedagem a gente já vai falar, são 3 possibilidade de hospedagem lá no Lake Ohara. Mas antes disso, antes de falar das hospedagens, antes que eu me esqueça, quando a gente fala em Lake Ohara e esses camaradas seus aí fala, nossa, lugar mais bonito, e não é o lago, tá?

Não é o lago necessariamente, é a região do Lake Ohara, é um vale ali minimamente grande que tem o Lake Ohara como sendo o principal ali no centro, tá? Da mesma forma que o Lake Louise, na verdade não é só o Lake Louise, é um vale grande lá e tem várias trilhas, várias montanhas por ali que dá para subir de trilha ou de escalaminhada, né? E o Moraine Lake também, o Lago Moraine também é um vale, né, que acaba formando o lago ali e tem as trilhas para os dois lados, tem montanhas, tem diferentes tipos de formas que dá para aproveitar até o dia inteiro lá, ou vários dias.

Então, Lake Ohara é assim, mas você vai até de carro assim com mais liberdade, você vai até o estacionamento e de lá é 11 km caminhando. Para quem tá acostumado com corrida de trilha assim, né, com correr, é uma subidinha gradual, não é muita coisa, dá para fazer uma corridinha até o lago. Ou muita gente começa ali 2, 3 da manhã para fazer a caminhada até o lago. Esses que não conseguem a reserva, não se preocuparam em ir atrás da reserva, né, e conhecem o lago.

Mas já iria dizer de cara assim, e essas pessoas já estão fazendo, já sabem, em geral, quase que não vale a pena ir só para ver o lago e voltar, tá? Então, além dos 11 km aí toda vez que as pessoas começam de madrugada, vale a pena acrescentar aí mais tempo no seu dia para você conseguir fazer alguma coisa mínima por ali, assim, tá? Das várias coisas que dá para fazer. Então, por isso, já começa a perceber que vale a pena tentar se hospedar lá, né? Passar pelo menos uma ou duas noites lá, né?

ELElias Luiz

Você não tá falando, né? Mas é o Para quem chega caminhando no Lake Ohara, é só uma parte da beleza, porque a maior beleza vai ser quando você subir montanha. É isso, né? Ver do alto.

LRLeo Rodriguez

É mais ou menos isso. Isso tem várias trilhas chegando lá, né? Tem um mapa de trilhas só dessa região do Lake Ohara. Para quem não quer, ainda passando, né, do mais simples para o mais sofisticado, vamos dizer, para quem não está disposto a subir montanha, por exemplo, tem a trilha ao redor do lago. Dá para fazer a trilha só ao redor do lago e descer para o estacionamento, mais 11 km, né? Então vamos falar nem de 11 mais 11, mais a volta ao lago, deve ser uns 5 km a volta inteira no lago.

É um dia longo, é um dia bastante longo, tá? Só para dar a volta no lago, né? E poxa, se for a sua única opção, você tem um dia lá, eu diria vai, se for a sua única opção. Mas ao invés de— agora vamos falar de outras trilhas, né, que tem para quem tá com essa opção apenas de um dia. Ao invés de fazer a volta no lago, eu diria sobe num platô que tem ali. É uma subidinha fácil assim, é uma trilha fácil contornando o lago e continuando através dele.

Que assim, na minha opinião, e pelas fotos, quando você der um Google Imagens lá, Lake Ohara já vai dar o acesso àquela que é a melhor vista do Lake Ohara, tá? Na minha opinião, é um platô assim, o nome dele se chama Opabin Prospect ou Opabin Platô também, e nele já tem essa vista assim para o que, da onde saem as melhores fotos assim, daquela melhor vista na minha opinião, que é a cara do Lake Ohara. Então esses 11 km, ele é meio chatão, tá?

Ele não tem muita, não vai ter muita vista, nada, é só uns 11 km de estrada de chão mesmo assim. E aí chegando no Lake O'Hara já é bem bonito ali e tal. E mais essa subidinha, eu diria, eu não tô com os números aqui apesar de marcar sempre as trilhas, mas eu diria que é assim, 3 km para ir mais 3 para voltar até a base ali na beira do lago, e mais os 11. Então seria um dia de 11 mais 11 mais 6, que dá uns 27, 22 mais 6, 22 km.

E pode considerar aí que vai dar uns 800, 900 metros de ganho de elevação também desde o estacionamento, né? E do lago até esse platô vai dar uns 200 metros de elevação. Acredito que— eu tô chutando agora, mas eu acredito que seja esses quilômetros, vão 500, 600 apenas também de elevação do estacionamento até o lago. Ali, pronto, você resolve, conhece, é bonitão. Mas eu ainda gostaria de aproveitar o espaço aqui e insistir. Vale a pena ficar mais tempo, tá lá.

E mais tempo assim, duas noites podendo esperar três dias, então, né, é facilmente muito mais interessante assim a dedicação ao seu tempo, já que tá por ali. É porque, e agora eu entrar, tem uma trilha lá chamada Alpine Circuit, que nem circuito alpino. Né, e sai ali. E aí você precisa de bem, de bem mais, você precisa de um dia inteiro, né? É entre duas, se você tem duas noites, seria o dia do meio de três dias, né? Então uma sugestão assim padrão que muita gente faz, se você tiver duas noites de hospedagem lá no Lake O'Hara, né, seria o primeiro dia fazer essa parte mais curta assim, já faz aquele platô ali, aquela vista tal.

Dá para fazer mais coisas nesse primeiro dia dependendo do horário que você chegar lá. E no dia do meio reservar para o que é, o que seria a trilha principal ali da região, que é esse circuito alpino, daria uns 16 km com mais ou menos 1000 metros, tá, de ganho de elevação. Com paradas para fotos, super tranquilo assim. Eu verifiquei aqui hoje antes da nossa conversa, eu lembro de a gente ter feito em 9 horas. Então assim, começou às 8 da manhã, terminou às 5 da tarde, tá?

Não era super intenso, mas você vai terminar cansado aquele dia lá, e super naquele cansaço com uma dose cavalar de satisfação assim, porque é muito bonito. É tria de um dia eu acho que vai, vai estar entre as trilhas mais bonitas aí possíveis de se encontrar por aí, tá, Elias?

ELElias Luiz

Para quem visita o Lake Louise, já é maravilhoso, né? E você chega ali de carro, de ônibus, né? Ou depois você vai para o Moraine Lake, é maravilhoso, já é a coisa mais linda. Agora imagina se o Lake O'Hara é mais bonito ainda, né?

LRLeo Rodriguez

Mais ou menos isso aí. Assim, pode confiar, vai, conhece Lake Louise, conhece Moraine Lake, já são mesmo dos lagos mais bonitos assim que a gente acaba conhecendo. Mas assim, ó, eu não conheço tudo, né? Tem muita coisa para conhecer e eu sempre que eu posso eu tô querendo viajar por lá ou por outros lugares para conhecer, né? Mas dos lugares que eu conheci, eu diria que o Lake Ohara está assim, liderando, tá? Uma folga aí, tranquilamente, que aí o lugar mais bonito daqueles que eu conheci, tá?

E de trilha assim de um dia, que vale muito a pena tentar essas duas noites para conseguir fazer o circuito alpino, é esse dia aí, o circuito alpino, tá? É porque a trilha é o tempo todo bonita, sabe? Você vai andando assim, subindo, descendo, passa por vários lagos. Lê Kyo-hara é só umzinho deles ali. Aí você vai vendo vários lados com diferentes cores, aí você vê vários ao mesmo tempo de cima, assim, vários lados em diferentes níveis da montanha com diferentes cores. É sensacional mesmo.

ELElias Luiz

E dependendo da época, você mandou várias fotos aqui para mim, tô até com dificuldade qual que eu vou usar aqui, porque aí o pessoal também já vai ter uma noção. Tem uma que você tá mais para baixo e tem uma outra que você tá numa Tipo uma plataforma, numa base.

LRLeo Rodriguez

A gente pode ver junto as fotos depois para escolher a capa, porque das fotos que eu te mandei, elas também são de lagos e regiões diferentes por ali, tá? Então de repente a foto que você mandou aí não é nem mesmo Lake O'Hara, é outro lago que tem ali por ali, tá?

ELElias Luiz

Essas primeiras que você tá em pé, depois você tá sentado. É dali do Lake O'Hara, não é?

LRLeo Rodriguez

É uma que eu tomei aqui no platô em cima, e atrás de mim você vê dois lagos, um mais azul, mais verde assim.

ELElias Luiz

Não, só um lago e floresta. Ah, tudo bem, são dois. Tudo bem, são dois.

LRLeo Rodriguez

É, depois a gente vê.

ELElias Luiz

Não, não, mas é que o ouvinte tem que saber.

LRLeo Rodriguez

Ah, tá. Mas eu não estou vendo a foto que você está.

ELElias Luiz

Não, mas eu sei qual que é.

LRLeo Rodriguez

Deve ser, deve ser a do platô, deve ser a do platô que eu falei aí.

ELElias Luiz

E essa que é a mais bonita, né?

LRLeo Rodriguez

O ponto mais bonito de lá, para tirar uma foto legal assim e ficar ali apreciando assim. Todos os lugares são muito bonitos de diferentes maneiras, né? Mas, por exemplo, se você subir uma montanha por ali que é mais alto que isso aí, você vai ter a vista desses lagos e outros, vai ter até possivelmente uma vista de 360 graus. Com as montanhas de trás que são todas assim forradas de glaciares e tudo, geleiras. Então assim, qual que é mais bonito, né?

Não dá para, não dá muito para falar, mas essa foto assim que você vai ver na internet, se você quiser tirar aquela foto lá, é essa aí sim, é o Clabin Prospect.

ELElias Luiz

Tá, vem cá, mas tá bom, você conseguiu vaga lá, mas você acampou ou você dormiu na cabana?

LRLeo Rodriguez

É, então já acabei acelerando aqui, me empolgando. E vamos então voltar nas opções de hospedagem lá, né? E depois eu falo como que nós ficamos. Mas lá tem 3 opções de hospedagem assim na região, já no lago, bem próximo ao lago, ou acampando, né? E faz parte do Parque Nacional, então é através do sistema de reservas que tem no site do Parque Nacional. Dá para reservar ali online, só que é bem difícil conseguir a vaga.

ELElias Luiz

São 30 espaços de camping e até 4 pessoas, né?

LRLeo Rodriguez

Então, isso, 30 espaços. Cada espaço pode somente uma barraca e até 4 pessoas. E a região de acampamento, ela é muito boa, a Elisa. É uma das melhores regiões de acampamento que eu já fiquei também. Tem um banheiro ali, tem duas casinhas para cozinhar se o clima não estiver muito bom assim, estiver chuva, estiver nevando ou muito frio, que lá já é um ambiente alpino, tá? Então mesmo no verão você pega temperaturas de 2, 0, pode até nevar, tá?

Que fica bem na montanha mesmo já. Não é, não tem altitude, tá? Não tem altas altitudes assim preocupantes. Mas é Canadá, né? Então 2000 metros, é mais ou menos 2000 metros de altitude o acampamento, e a trilha você vai fazer ali por 2500, 3000 metros no máximo. E isso já é, já é frio, né? Bastante frio. Então é para acampar precisa ter assim mínimo de roupa de frio, não frio extremo, mas frio de 0, 5 graus, -5. Tem que estar preparado para um -5 ali.

Isso no verão, isso no verão, que é quando tem possibilidade de visitar ali, quando o acampamento tá aberto. Então esse acampamento só funciona assim de junho a começo de outubro, acredito, tá? São os meses aí que consegue visitar, porque depois começa a nevar, antes disso, depois disso. Então no começo e final da temporada é bem provável também de pegar uma neve caindo, é bem comum. E bom, então tem um acampamento que é bem difícil conseguir.

Tem um dia lá do ano que eles abrem essas vagas para serem reservadas, né? Então você já precisa estar com seu login pronto, já precisa ter ensaiado lá a compra em algum outro acampamento do Parque Nacional para quando abrir no Lake Ohara você já tá rápido ali, que é questão de clicar assim, você consegue ou não a vaga. E assim a gente conseguiu em 2021, tá? E agora 2026 a gente conseguiu através de cancelamentos. O mesmo site fica também falando lá de cancelamentos e tal, e você pode ficar lá olhando se sai cancelamento, você pega e vai.

E assim como outras trilhas ou acampamentos que eu andei vendo por aqui no Canadá e na América do Norte, nos Estados Unidos, né? Eu diria assim, tenta a reserva primeiro e depois faz o plano da sua viagem com as outras coisas que são mais flexíveis em torno disso, né? Então muita gente consegue primeiro a vaga para trilha, vaga para o acampamento, e depois vai atrás do resto, até mesmo passagem aérea, tudo, né? Essas trilhas mais procuradas.

Bom, então eu estou indo para acampamento, né, que acampamento assim tem uma questão de custo, é mais razoável, né, não é tão caro, é só um precinho assim carinho, não é tão caro, é um preço de hospedagem barata, é o preço do acampamento lá, eu diria. Aí a outra opção para os mais abonados, tem ali, dá para ficar em umas pousadas lá no lodge que tem bem na beira do lago assim, Mas a última vez que eu vi, custava assim por dia aproximadamente $1.000 canadenses por noite para duas pessoas.

Então assim, para a gente aqui nem entra mesmo no rol de opções de, ah, beleza, vamos lá ficar no lounge.

ELElias Luiz

E é isso? Tem 24 vagas, é isso?

LRLeo Rodriguez

Isso eu não vi, mas é bem pouca, bem pequena, uma casinha aqui, uma cabaninha ali, é menos que o camping. Menos que acampamento. E uma outra opção que eu acho que vai acomodar aí, tô chutando, tá, umas 30 pessoas, é o refúgio. Tem um refúgio que é do ACC, que é Alpine Canadian Club, que é, né, o clube de alpinismo aí do Canadá. Você precisa ser associado do ACC ou não, né, eles têm um outro preço para quem não é associado. Mas para o Lake O'Hara, esse refúgio, ele também é super difícil conseguir e era bem mais caro também.

Então as duas vezes que a gente foi, a gente ficou no acampamento. Foi a forma mais que a gente conseguiu e que também não era exorbitante o valor. E não, acampamento super direitinho e tal assim, é uma excelente opção para quem assim também tá querendo acampar pelas primeiras vezes assim, provar, porque é um acampamento meio que até Nutella assim, sabe? Tem Tem torneira, tem água assim potável, tem armário guarda-volume, tem o food locker, né, que é tipo um armáriozinho de comida que é grande assim, um para cada espaço de acampamento, que é para, que é inclusive é obrigado deixar tudo lá que tenha cheiro, não só comida, tudo que tem cheiro assim, por conta de possibilidade de urso também, né.

Ali já tem o mecanismo assim para o urso não abrir e tal. E fica tudo ali concentrado perto da área que tem umas mesas de piquenique, tem uma fogueira ali que o pessoal fica socializando à noite. É bem legal o acampamento, bem bacana.

ELElias Luiz

É padrão Canadá, né? Eu, quando fiz a Great White Trail, vários acampamentos eu peguei desse jeito aí.

LRLeo Rodriguez

É espetacular, dá para ir assim tranquilo, sabe? Se preocupa somente com as suas coisas, leva sua comida, é claro, mas chegando lá praticamente você tem um certo conforto assim de acampamento, que para quem tá acostumado a acampar assim Brasil, América do Sul, poxa, vai chegar lá, vai se sentir num hotel assim, é muito bom. Bom, então voltando para as trilhas, né, agora falando um pouco das hospedagens, né, essas vezes que a gente foi, a gente ficou duas noites, tinha três dias.

Então quando vocês levam o acampamento Você já tem também o ônibus de ida e ônibus de volta. O de ida tem um horário definido lá, todo mundo tenta ir no horário mais cedo, né, no primeiro ônibus, para chegar lá e já ter o resto do dia inteiro. A gente pegou o ônibus 10:30 da manhã, chegou lá 10:50, fica 20 minutos de ônibus, soltou as nossas coisas lá, montar nossa barraca, e ainda o resto do dia, né. Então tem bastante tempo para fazer bastante coisa no primeiro dia.

Aí tem o dia seguinte inteiro, dependendo da hora que você estiver disposto a acordar e aproveitar bastante mesmo, né? E tem o terceiro dia que você pode pegar o ônibus da volta a qualquer horário. Eles te dão uma moedinha ali, vale ônibus, e você pode voltar no ônibus dos horários que tem o ônibus lá. A cada 2 horas tem ônibus lá, 12:30, 4:30, 5:30 da tarde.

ELElias Luiz

E o ônibus, ele vai para Banff ou Canmore? Ou Calgary?

LRLeo Rodriguez

Não, ônibus só volta para o estacionamento ali.

ELElias Luiz

Ah, tá, verdade, verdade.

LRLeo Rodriguez

É um shuttle do estacionamento para o McElhara daqueles 11 km.

ELElias Luiz

E só para o pessoal também entender, ali você estava viajando, você estava dormindo em Banff ou Canmore ou Calgary?

LRLeo Rodriguez

Então, de algumas vezes que a gente já foi, né, dependendo do que eu quero fazer nas Canadian Rocks, eu fico hospedado em lugares diferentes por ali. Eu gosto assim de Calgary, saindo de Calgary, uma primeira cidade mais legalzinha assim para ficar hospedado. Tem outras também, mas uma com mais infraestrutura assim seria Canmore, né? Ali em Canmore ainda não é parque nacional, é logo antes dos parques nacionais, mas nossa, cidade super legal, super charmosa, tem de tudo e tem muita coisa para fazer por lá já.

Dá para fazer. Eu mesmo já fiz viagem de só ficar em Cameron e fazer trilha e montanha só por lá. Já vale a pena. Mas depois de Cameron, 20 minutos de carro, é Banff, né, que é a famosa aí, super cheia de gente, né, também super lotada já direto. E aí, portanto, também vai ser bem mais caro e tudo, até mais difícil assim de transitar por lá, mas super charmosa a cidade também, super bonitinha, né, quem não conhece. Precisa conhecer.

E ali perto também várias coisas legais para fazer, várias trilhas, enfim, por toda parte lá.

ELElias Luiz

Eu fazendo a trilha lá, eu cheguei em Banff no dia, cheguei um dia antes, né, mas aí no dia seguinte era dia 1º de julho.

LRLeo Rodriguez

Nossa, é Canadaday, lotado! Nossa, imagino, né, porque além de ser um feriadão É alta temporada, já é calor, já é verão, já é gostoso, e é um feriadão, e tá todo mundo no centro do centro do centro de turismo assim. Então imagina como devia estar cheio lá.

ELElias Luiz

Agora você foi em que época?

LRLeo Rodriguez

Agora setembro. Eu gosto de ir em setembro. Setembro já tá, tem um feriado setembro que é parecido sempre com 7 de setembro do Brasil, e aqui é o dia de trabalho. Nessa mesma época, nesses mesmos dias. E é quando o verão vai, todas as atividades, os eventos de verão vão se encerrando. Então quem tem viagem com família assim, com criança, vai acabando as férias também nesse feriado, tá, das crianças no verão. Então depois desse feriado vai diminuindo um pouco, tá, ainda tá cheio, tem atrações, ainda dá para fazer várias coisas.

Começa a esfriar, né, para meio, final de setembro, pode até já chegar uma neve. Então vai diminuindo, vai terminando a temporada. E aí que eu gosto, aí que eu costumo ir, porque não tá tão cheio, é mais fácil conseguir as coisas, né? E eu acho mais prazeroso assim. Mas respondendo a sua pergunta, ali perto do Lake Ohara não tem muita coisa, tá? Naquela estrada ali que já é British Columbia, tem uma cidadinha lá chamada Field, tem ali uns albergues, umas hospedagenzinhas assim difíceis, pouca coisa.

E já é tudo parque nacional. Então, a partir do momento que virou parque nacional, ficou quase nada de desenvolvimento, né, de cidades e coisas. Então, ali perto, 10 minutos de carro, é a vila de Leque Luiz, tá? Então, em Leque Luiz tem o lago ali com hotelzão, e 5 minutinhos de carro para baixo do Leque Luiz tem a vila de Leque Luiz, que é uma vila assim que quase nem vila é, tá? Tem um posto de gasolina, tem um um estacionamento com umas lojinhas de conveniência assim, um restaurante, essas necessidades básicas para ficar ali na vila.

E tem um albergue lá que eu gosto muito e que eu quase todas as vezes que eu tenho ido para essa região de Leque Luiz e tal, acabei ficando lá. Então era 10 minutos do estacionamento do Lake Ohara, foi lá que a gente ficou na véspera e na noite voltando do Lake Ohara, tá legal. Depois só tínhamos o tempo, né, para sair e conseguir já aproveitar o dia inteiro lá, né, não interessa. Então é isso. Mas aí, bom, a gente falou, falou, falou e começou a falar das trilhas, né.

Eu falei do Alpine Circuit, que é assim, foca, vejam vídeos, vai atrás. Quem gosta de trilha e tá interessado em conhecer assim das mais bonitas que existe, para não dizer talvez a Ah, mais bonita, pelo menos nessa região aí também, é o Alpine Circuit do Lake Ohara. E ali você vai contornando todo o vale assim do Lake Ohara, saindo, né, do acampamento, subindo ali o que se chama Wee Wax Gap, que é um passo. E dali você já vai ver vários lagos à distância, né, com diferentes cores e tal.

É super, super assim impactante. E eu tava também falando uma hora ali, depende da época que você for, é ainda mais bonito, né? Depende do dia, claro que muda muito, mas a gente que foi essas duas vezes, no começo da temporada ainda tem bastante do que estava congelado há pouco tempo. Então alguns dos lagos estão ainda com blocos de gelo, né? Tem mais neve assim pegando e tocando os lagos. É bastante bonito, tá? Então, quem tiver curiosidade aí, eu mando umas fotos aí, só pedir, porque a foto é aquela coisa, né, fica na lembrança, né?

E muitas vezes não faz, não faz justiça para a real, tá? Então assim, coisas para fazer, né? Outras trilhas nesse plano padrãozinho aí. No primeiro dia você faz ali talvez a volta no lago, tem umas cachoeiras ali perto do lago, esse platô que é bonita vista, já tem várias coisinhas para ficar meio por ali, não ir tão longe e terminar o dia por ali mesmo, né? Aí o segundo dia faz um dia longo ali de circuito alpino. Terceiro dia tem umas trilhas que sai para fora, para uns outros vales ali, chama Linda Lake e Morning Glory Lakes.

ELElias Luiz

A gente fez também esse Morning Glory Lakes. Que que é? Ele é bonito só de manhã?

LRLeo Rodriguez

Não, ele é bonito o dia inteiro, mas tem esse nome aí, não sei por quê.

ELElias Luiz

Mas eles chegaram de manhã lá, né?

LRLeo Rodriguez

Foi descoberto de manhã. Que nome vou pôr?

ELElias Luiz

Ó, vem cá, vamos dar um corte aqui. O Canadá é cheio de nomes estranhos de lago, não é?

LRLeo Rodriguez

Então não sei se foi só para mim, né, que eu tô sempre vendo essas coisas, a questão de algoritmo, ou se é um negócio que viralizou geral. Tá cheio de vídeos aí tirando sarro, falando assim, quão engraçado é esses nomes desses vários lagos, né, no Canadá. Porque o Canadá tem tantos milhares de lagos aí, não tiveram mais criatividade, acabou os nomes e tal. E aí fica mostrando uns nomes assim mais bizarros que outros de lagos que existe mesmo, né?

ELElias Luiz

É que cansaram, acabou os nomes para dar, começaram a inventar nome.

LRLeo Rodriguez

É tipo, ah, o nome do lago é Outro Lago, e o outro lago lá dele é o Lago que Está ao Lado do Outro Lago, é o nome do lago. Vai longe, né, essas falsas criatividades ou criatividades que eles tiveram na nomeação de alguns lagos aqui. É um negócio que viralizou aí nos últimos meses, eu não sei se foi só para mim, fica aparecendo, mas sempre que eu vejo eu dou risada. Então, Morning Glory talvez seja um deles, né? Manhã gloriosa.

Bom, essa trilha aí, Morning Glory, E Linda Lakes, comparado com os vales principais aí do Lake Ohara, eu já diria que é mais normalzinho assim. É uma trilha bonitona, mas não é prioridade, tá? Não precisa priorizar. Um outro vale ali perto, que até mais bonito que a gente achou mais bonito que Morning Glory Lakes, é o MacArthur, é o Lago MacArthur. Aquele lago é bem bonito, vale a pena ir lá. E é isso, né? Pronto, conhecemos, já fez o principal de trilhas lá.

Poxa, iria de novo para fazer tudo de novo porque tá entre os lugares mais bonitos que eu já conheci. Esse ano a gente acabou conseguindo reserva de novo através de cancelamentos. Então conseguimos de novo duas noites, porque no sistema de ou reservar ou conseguir através de cancelamentos É bem mais fácil aparecer só uma noite aqui, uma noite ali, sabe? É mais difícil aparecer duas noites. E tem gente que consegue até três noites, tá?

Que é o máximo, acho que dá para reservar três noites ali no acampamento. Daí eu falei, ah, então tá, mas será que a gente faz a mesma coisa igualzinho, né, que a gente fez 5 anos atrás? E de lá para cá eu andei fazendo essas escalaminhadas aí, né? Comecei a ir para montanha para subir a montanha, né? E lá eu percebi, eu já soube que, logo soube que tinha também uns scrambles lá, Elias. Então eu quis encaixar dessa vez.

ELElias Luiz

Então deve ser o que mais tem lá, cara, não é?

LRLeo Rodriguez

Olha, dependendo da região tem mais ou menos, tá, de montanhas assim com esses scrambles, tá? Um parâmetro assim que serve muito para essa comunidade que faz ali as escalaminhadas É aquele livro do Alan Kane que você até comprou.

ELElias Luiz

Isso, eu comprei digital e você comprou agora nova versão, é isso?

LRLeo Rodriguez

Isso, eu comprei a versão física mesmo para levar comigo na mochila, que às vezes ele descreve ali todas as montanhas, como sobe, por onde ir, quais são as dicas, o nível de dificuldade, onde tá e tal. E se você lembra do livro, ele é bem organizado, né? Ele é por regiões. Assim ali nas rochas. Então você vai perceber que tem regiões das rochas que tem várias montanhas lá, que esse cara subiu e descreveu e ficou no livro e virou meio que um guia assim para quem tá fazendo as montanhas.

E curiosamente, lá nessa região, eu identifiquei ali nessas pesquisas que o que acontece, essas calaminhadas, é quando sai da trilha, né, e começa a não ser mais trilha, começa a nem ser mais parte do que é o que o parque ali divulga como trilhas oficial. Você muitas vezes vai ter que descobrir a própria trilha, né? Então, e muitas montanhas, como teve já bastante gente fazendo, vai ter visualmente alguma coisa para navegar, mas normalmente não é tão simples assim como fazer uma trilha.

Então eu identifiquei nas fontes de informação, que são grupos no Facebook, são livros e tal, 3, apenas 3 lá, Alice. Que assim, além disso, seria escaladas que demandaria mais dias, né, exigiria mais equipamento e tal. E daí eu nem fui ver, só fui ver o que daria para fazer de um dia assim a partir lá do Lake Ohara. E das 3 que apareceram, que é ali no próprio vale, né, nas proximidades do circuito alpino, eu consegui encaixar 2 dessa vez.

Então o Lake Ohara tá ali, né, tem uns valezão assim, você vê montanha para todo lado. E atrás dele tem uma montanha que divide os dois lados dessa montanha, outros dois, digamos, subvales assim com seus lados, né. E atrás dele é que tá um monte de montanha ali super nevada, cheia de glaciar, que já seria assim uma expedição de vários dias para começar a chegar mais alto nelas, tá. Então essas montanhas que estão mais assim ao alcance visual e de trilha de um dia, né, seja trilha ou escalaminhada, tem essa do meio ali que tá atrás do Lake Ohara.

Quando você chega nele assim, que tá atrás dele, chama Ilknis Mountain, né. E eu vi lá que era moderado, média, falei, ah, beleza, vou tentar, né, porque eu gosto de tentar. Se for difícil, eu dou meia volta e fala, beleza, não deu. Isso é normal, direto, né? E uma outra que eu já havia visto pessoas fazendo ali pelo Strava também é o Monte Schaffer, que é ali na proximidade desse Lago McArthur. Então, no segundo, eu percebi que pelo livro do Alan Kane tem somente o Yukon Mountain, tá?

Não tem essas outras duas que em algum momento eu já vi que as pessoas fazem também, seja porque o Alan Kane não fez, né, e daí não incluiu no livro dele, ou seja porque quando ele tava fazendo e subindo não era tão popular ou não tava tão fácil, né, ainda de subir. Então foi naí que tinha mais descrição no livro tal, e fizemos lá eu e um camarada, dependendo do que é a subida. Não gosto de fazer sozinho, né, e uma coisinha ali e tal, precisa pelo menos ter mais alguém, né?

Então, para os scrambles, Elias, eu tô, já fiz alguns sozinho, mas cada vez mais eu tô preferindo ter pelo menos mais uma pessoa assim, tá? E depois fizemos o Monte Cáceres, que parecia menos difícil e mais curto, no terceiro dia dessa vez que estivemos lá 3 dias. E basicamente foi isso que fizemos entre, tipo, na ida e na volta, passar por vários lugares por lá também, repetir uns passos ali, outros lados, né? Então, cara, de novo ali foi umas 700 fotos, 100 fotos e vídeos só nesses 3 dias, sabe?

Absurdo assim, cara, que você não para assim, cada 5 minutos você quer fazer a foto ali de um ângulo diferente Todo lugar, cara. Absurdo. Eu gosto também, né, de bater foto e tal.

ELElias Luiz

O Léo falou para mim esses dias, né, Elias, vamos gravar o podcast lá do Lake O'Hara. Falei, putz, falei, cara, não vai dar. Eu não gravo mais podcast com quem tira foto com celular.

LRLeo Rodriguez

Tudo bem então, cara, mas que lugares!

ELElias Luiz

Aí depois eu falei, ô Léo, a gente não vai gravar? Ele falou, você falou que não vai.

LRLeo Rodriguez

Não, eu não vou dizer que a máquina assim certinha, profissional, ela, eu não vou dizer que ela não é melhor, tá? As fotos ficam melhores, tá? Ponto. Mas, cara, esse camarada que estava com a gente dessa vez e a gente fez os scrambles, eu até te mandei umas fotos aí, né? Ele tinha uma máquina mais poderosa. E ele tirou várias ali até que tava tirando assim, e realmente tem mais definição, a foto ela fica melhor, o fundo embaçado, cara.

Mas quer dizer, dependendo do lugar, cara, eu coloquei algumas fotos dele assim lado a lado, né, a resolução seria um pouco melhor, mas cara, foto celular fica tão boa também, isso fica tão boa assim.

ELElias Luiz

Não, é zoeira minha, vai. Pegar no seu pé, mas as fotos que você mandou para mim para eu olhar aqui foi do celular, linda, maravilhosa, entende? É que eu pego no pé, não sei.

LRLeo Rodriguez

Eu te mandei, eu até te desafiaria, que assim, às vezes não, você não vai saber se ela foi feita com celular ou com uma máquina mais profissional.

ELElias Luiz

Então, se eu jogar no monitor aqui de 42 polegadas, que é o que eu trabalho, aí aparece, entende? Porque dá para ver definição. Mas é assim, você olhando em mídia social, em celular, é linda, entende? Não tem nem como.

LRLeo Rodriguez

Ou até mesmo monitor na televisão, sabe? Tá bom, enfim, é que é muita tralha, né, para carregar.

ELElias Luiz

Não é não, não é não, não vem com essa não. Ó, você põe os quartozinho na alça da mochila, engata a máquina ali, você nem sente.

LRLeo Rodriguez

Ó, Aí você tá fazendo aquela caminhada lá, você pega assim com a mão na primeira rocha, a segunda rocha pega e vai direto na lente da câmera. Eu ia ter mais essa preocupação, mas aquela caminhada vai ser meio que atrapalhada.

ELElias Luiz

Não, mas é verdade isso, né? Só para pegar no pé e também o pessoal, né? Tem umas máquinas menores, né, 4/3, acho que a gente chama, que eu fui, a que eu usei para ir na Concursilady agora. Porque eu tenho uma Nikon Z6, que é full frame, faltava uns 10, 15 dias para viagem, eu peguei, ó, deixa eu dar uma olhada aqui na minha máquina, né, e dar uma limpada nela. Liguei ela, falei, que isso, o que tá acontecendo? Deu problema na lente.

Aí eu levei aqui no lugar de confiança, aqui na Tema Técnica, aqui em Campinas. E quando eu levo lá, a gente passa 5 horas conversando para depois dar entrada na máquina, porque foi onde eu fiz o meu primeiro curso de fotografia. Eu e a Willian, né, o dono ali, a gente sempre conversa bastante. E ele fala, não, Elias, beleza, eu conserto aqui, daqui um mês você vem buscar. Falei, cara, como assim? Tô viajando para Cumbis. Aí eu tive que usar minha outra, tem uma máquina reserva que é a Lumix GX9, que é muito boa.

Eu fiz vários livros com ela. Acho que os 4 primeiros livros foi com ela, ou uma outra parecida, com uma versão anterior, né? Porque lá nas Rock Montes, né, eu perdi uma máquina porque eu caí no rio. E só que ela não é full frame, entende? Então, quer dizer, é uma qualidade um pouco abaixo do que— só que ela é bem pequena e leve. Então, cara, tanto é, quando eu voltei e peguei e fui lá retirar minha Nikon Z6, cara, eu falei, nossa, que fonte.

Isso porque ela já é mais compacta do que essas D850, essas coisas aí, né? Então, quer dizer, quem tá procurando máquina, quer subir, né, dar o up aí, sair do celular, procura essas 4/3 e tenta, se possível, full frame, né? Que aí você vai pegar, vai ter uma qualidade muito boa, né? Então é só para dica.

LRLeo Rodriguez

Quer dizer então você tem aí uma segunda máquina reserva e que você fica me enchendo o saco para comprar uma máquina? Sim, porque você quer emprestar a máquina para quem você fica enchendo o saco para tirar foto com sua máquina.

ELElias Luiz

Você quer que eu empreste a máquina? Você sabe que tem coisa emprestada minha com você, né?

LRLeo Rodriguez

Você não precisa emprestar, você pode me dar de presente. Por todos esses episódios e anos, toda essa contribuição, tá?

ELElias Luiz

Você sabe que você tá com 2, 3 livros meus, né?

LRLeo Rodriguez

Isso eu comprei, eu paguei com o meu dinheiro, com esforço.

ELElias Luiz

Não, você levou livro aqui, você vem aqui em casa que você levou.

LRLeo Rodriguez

Tem 2, tem 2, tem 2, ó, são reféns, são reféns. Eu troco por uma máquina que é a segunda Hoje.

ELElias Luiz

Não, você vai vir quando para o Brasil? Traz uma mochila para mim.

LRLeo Rodriguez

Voltando à campanha dos direitos trabalhistas aqui. Bom, enfim, segurei tirando foto. Eu tenho um amigo que me enche o saco só porque o meu celular ele é antigo. Não, você precisa comprar celular mais novo que a máquina é muito melhor. As fotos ficam bem melhores. E nem nisso eu tenho feito. A máquina pixelando meio para caramba aqui. Mas eu tô feliz, cara, tô bem com minhas fotos, eu gosto delas, eu olho para elas assim, beleza.

Eu não sinto assim, ah, putz, eu queria ter tirado essa foto com uma máquina melhor, sabe? Eu não tenho essa vontade.

ELElias Luiz

O cara é muquirana, ele faz 10 viagens no ano, mas não compra, não muda para uma máquina fotográfica de verdade.

LRLeo Rodriguez

É onde eu dedico dinheiro, né? Depende de onde usa o dinheiro. Eu ponho em viagem, cara, gosto de viagem. Milhares de dólares, bora! Máquina, tipo, $1.000, não. Mas não é praticidade também, né? Eu gosto de enfiar o celular no bolso assim, bora, sabe? Não preocupar. E ultimamente ter tirado até menos fotos, eu percebi assim. Eu tenho que lembrar assim, não, melhor eu voltar ali, eu parar ali, porque ali sai uma foto legal. Não tô não tenho muito mais me concentrado em fazer a foto, sabe?

Tenho meio deixado para lá assim. Mas voltando aí para o meu tema de hoje, que é o Lake Ohara, ali é para quem gosta também de fazer as fotos, tá?

ELElias Luiz

Nossa, o Lake Ohara, né, que eu falei que eu ouvi falar a primeira vez quando eu tava aí, né, fazendo a Great Divide Trail.

LRLeo Rodriguez

E também acabou energia aqui, cara.

ELElias Luiz

Nossa, mas a gente tá gravando, tá aqui no controle.

LRLeo Rodriguez

É porque eu tô no celular, né, no celular, mas eu estava tão bem olhando as coisas no laptop aqui, fotos, mapas, as referências, e apagou tudo, tá?

ELElias Luiz

Eu vou assistir, viu? Eu não vou fazer corte não, tá? Você tiver com medo aí, se liga a lanterna.

LRLeo Rodriguez

Eu vou aqui procurar umas velas.

ELElias Luiz

Ué, você não tem headlamp não, pô?

LRLeo Rodriguez

Parece que voltou.

ELElias Luiz

Deixa eu ver.

?Voz C

Voltou.

ELElias Luiz

Deixa o pessoal vai se divertir com esse corte aqui, viu? É o seguinte, a primeira vez que eu ouvi falar foi quando tava fazendo Growth by the Trade, que tá no meu livro, que você pode comprar o livro lá no extremos.com.br ou no Mercado Livre. Chama Rocky Mountains. E também eu falo do Lake Ohara, que acho que não sei se você sabe, não sei se eu já comentei com você. Eu escrevi um livro de ficção científica, chama Voyager, que eu devo lançar, não sei, até o final do ano.

E eu falo do Lake Ohara, olha que coincidência! Nossa, é um livro que se passa no espaço, mas eu falo do Lake Ohara. Como pode isso, cara? Muita coincidência.

LRLeo Rodriguez

E o que você você fala do Leike O'Hara, você não vai querer falar?

ELElias Luiz

É lógico que não, compra o livro, pô.

LRLeo Rodriguez

Mas não tem, não tá nem à venda, não tá nem pronto.

ELElias Luiz

A gente tá gravando isso dia 1º de outubro de 2026. E falando nisso, eu escrevi uma matéria, coloquei uma matéria hoje no ar. Então, ouvinte aí, depois procure, pode entrar lá no site estrangeiro.com.br na parte de notícias. Em 2026, é dia 1º de outubro, que eu falo sobre sinalização de trilhas, que a gente pode gravar um— acho que eu poderia até falar aqui alguma coisa, mas a gente podia gravar um podcast sobre isso, né? Que a gente— acho que você mandou umas coisas aí, você falou, porra, adoro placas, né?

LRLeo Rodriguez

É, eu vi seu post ali e eu estava aqui organizando as fotos da viagem, e eu tenho fotos que eu tiro das placas, e eu gosto quando eu vejo uma placa, né? Uma placa legal assim e tal, ou às vezes uma placa simples assim, nem é tão legal, Mas dá uma satisfação, né, de tipo, ah, estou no lugar certo, estou indo para o lugar certo. Sempre vou lá e confiro e olho. Acho tão importante assim, eu dou tanto valor à placa, né. Então foi nisso que eu mandei até umas fotos para vocês assim, adoro placa, olha que legal essa placa, né. Você faz até protótipos das placas, cara.

ELElias Luiz

O vídeo, ver isso aqui, cara, eu fiz uma placa, uma mini placa, acho que tem uns quase 20 centímetros, igualzinho, igualzinho que tem a placa lá na Suíça, lá a Via Alpina que eu fiz, igual com os mesmos dizeres, mesma cor, mesmo corte. Eu, eu, é uma maquete. E agora acabei de voltar. Você viu as fotos da, da Kungsleda, da placa que eu fiz?

LRLeo Rodriguez

As fotos da placa com os dois você me mandou, né? Você falou ali, eu não sei se eu mandei, que é com o xizinho lá, que é a placa de Ah não, você tinha me mostrado aquela sinalização nas pedras.

ELElias Luiz

Ah, então eu trouxe uma pedra também e pintei a ponta da pedra igual que eles fazem lá, cara. Isso para pôr aqui no escritorinho aqui para ficar o visual legal. Então eu gosto, cara, você olha assim, de repente aí você lembra da trilha. Pô, eu acho fantástico isso, sou meio louco.

LRLeo Rodriguez

Acho que tudo que faz a gente lembrar, né, tipo, seja objetos ou fotos, no meu caso são as fotos, eu acho que é muito importante, né, para a gente reviver, né. Conforme a gente vai também ficando velho, vai vivendo do passado, né, vai aumentando nessa bagagem, esse repertório assim, você vai tendo mais coisas para reviver, né, através de objetos fotos.

ELElias Luiz

Tá aí, só puxando um gancho, mas a gente podia gravar realmente um podcast falando sobre sinalização de trilhas. É bem sinalizada as trilhas que você fez lá para chegar no Lake Ohara?

LRLeo Rodriguez

Demais! Não, em geral, as trilhas que são assim definidas como parte do que é promovido, né, ou divulgado pelos parques nacionais, são extremamente bem mantidas ali no no Lake Ohara é assim, até mesmo a, eu vou chamar de pavimentação das trilhas, né, o reposicionamento de pedras e onde é mais rochoso e tal, às vezes formando degraus assim para avançar, é extremamente bem cuidado, não somente nas placas, né, nos sinais. Outra trilha dos mesmos parques nacionais às vezes tem menos cuidado, mas são todas super bem definidas.

Já quando a gente se atreve e quer fazer o que seria os fora de trilhas, né, seria das caminhadas e tal, dá para ter que nem eu tô olhando aqui o mapa do Lake Ohara, que até dividi contigo, né, para a gente conseguir ter as referências, né. Tem ali o Monte Yuknes, tem o Monte Kaffer, e já não mostra nada as trilhas, né. E aí tem também uma barraquinha de rangers lá, né, do pessoal que fica ali cuidando do parque, né, monitorando as coisas e tal.

E eu gosto de perguntar, né, eu gosto sempre ter mais informações. Então mesmo para os scrambles eu fui lá e eu queria saber, ah, e aí, tá passando, o pessoal tá fazendo, tem algum trecho que é para ficar atento. De repente não tá chegando no cume esse ano por causa de algum motivo, de alguma passagem de neve, não sei. E as pessoas desse, dessa barraquinha ali, né, da cabine ali dos Rangers, eles são extremamente profissionais, né?

E eles sabem as respostas, né? Eles conhecem, estão morando lá na temporada, mas eles não podem falar, né? Eles não podem dividir a informação. Eles falam assim, não, isso aí É fora do domínio assim do que a gente até mesmo pode dividir. Não é proibido, não é nada assim proibido, você pode fazer o que você quiser, mas eles não querem ter responsabilidade para se algo acontecer com você quando você tá se metendo assim nos fora da trilha, entendeu?

Inclusive eles recomendam que fique dentro da trilha e tal, mas sabem que essa montanha aqui não vai ser um dano prejudicial a a natureza lá, porque em geral é rochas assim, né, que você vai subir pelas rochas. Então ele fala, beleza, você pode ir, entre aspas, mas a gente não vai ajudar, a gente não vai fazer parte disso aí, né. Ele já dá um passo para trás assim e não querem se responsabilizar por qualquer coisa. Assim, ah, senão fulano lá deu informação para gente, ah não, pode ir, tá fácil lá.

E o outro vai lá quebra uma perna lá, alguma coisa, e pode até mesmo de repente entrar com processo, né? Por aqui o pessoal tem muito disso, né, questão da responsabilidade e medo de levar um processo.

ELElias Luiz

Exatamente isso.

LRLeo Rodriguez

E aí tem várias outras particularidades, tá, entre as trilhas, né? Quando você chega lá, tem tipo uma reuniãozinha assim com o Ranger lá também, ele vai te dar as regras que eles gostam que todo mundo respeite por ali, senão regras até básicas assim, de que muita gente tá indo para lá e às vezes tá uma primeira vez acampando, né? Então, ah, onde que você vai fazer isso? Onde vai fazer aquilo ali? Não saiam da trilha, não pise, né?

Vamos manter aí. Só de pisar uma vez ali numa flor, pode ser que ela nunca mais vai se regenerar, né, tal. Então eles provêem bastante informação assim do que, para manter, né, o ambiente do jeito Tá? E isso é legal, né, porque evita bastante as anormalidades, né? Por exemplo, você não vê ninguém acampando fora das áreas de acampamento. Daria até para, sei lá, a gente como brasileiro, a gente às vezes já, como brasileiro, a gente já abre o leque de opções, né?

Ah não, vou estacionar o carro lá meia-noite, vou subir a pé, vou levar minha barraca e vou enfiar fazer uma barraca ali no cantinho. Beleza, a gente pode fazer e pode até acontecer que não dê nada assim mesmo. Mas mesmo as pessoas que estão lá frequentando, elas, para manter o sistema funcionando em ordem, elas vão querer dedurar, entendeu? Elas vão falar, pô, tem um cara acampando, vai lá ver, entendeu?

ELElias Luiz

O Ranger passa ali de cavalo ou fazendo a ronda dele, se ele ver você fora dos sítios, né, que é delimitado para acampar, você vai tomar um gancho ali, né? E eu até conheço dois brasileiros, né, um homem, uma mulher, e eles montaram a barraca deles na cabana do rancho, sabe? Naquela frentinha assim de madeira que tem na arinha ali, que tem dois brasileiros, um chama Elias e outro chama Daiane Luiz. Cara, eu não sei o que tem na cabeça, cara. É dois idiotas, cara. É que tava fechado.

LRLeo Rodriguez

Às vezes tá tão acostumado, né? Às vezes já tá muito acostumado assim com informalidade, né? Que, ah, beleza, eu vou lá e pronto. Mas Parque Nacional tem, né, seus controles, né?

ELElias Luiz

É o seguinte, não é que é campanha.

LRLeo Rodriguez

Ali era Parque Nacional ou você estava fora do Parque Nacional?

ELElias Luiz

Não, era parque ali, o Cananascas, né? Acho que o final do Cananascas é tudo provincial, é tudo parque provincial. E acho que já entrando, porque depois dali a gente saiu, já desceu para Cameron, né? E em vez da gente acampar do lado da cabana, né? Não, mas por que a gente acampou na varanda? Porque era coberta, né? Se chovesse a gente— então não, tá cheio disso em todo lugar, mas tava, não tinha Ninguém na cabana. E outra, a gente vinha cruzando o Canadá inteiro a pé, então quer dizer, era acho que a primeira cabana que a gente encontrou assim.

Aí falou, vamos acampar aqui, vamos, vamos. A gente começou a montar, cara, e não tinha ninguém. Daqui a pouco me chega um Ranger, cara, acho que a cavalo ou não, veio a pé, cara. O cara, nossa, cara, o cara quer dizer, ele trabalha Ele tratou a gente super bem, mas secão, né? Mas, cara, eu acho que a vontade dele era dar uns cascudos na gente. Aí ele falou, ó, vocês caminha mais um pouco. É, com total razão. Ó, vocês caminha mais 100 metros, tem área de campo, vocês pode acampar lá. Aí, pô, que nós com rabinho no meio das pernas, a gente foi acampar, cara.

LRLeo Rodriguez

Tá certo, tá vendo? Até ajudou, poxa. Encontrar muita gente perdida assim, simplesmente procurando, né? Em Kananaskis não é tão difícil, né, arrumar vaga nos acampamentos também. Em geral você vai, às vezes consegue na hora e tal.

ELElias Luiz

Sim, sim.

LRLeo Rodriguez

E aí depois ele perguntou, eu tava olhando, eu tava olhando o mapa aqui para ver se não tava esquecendo de falar nada, né? Nessa questão de controle até que a gente tá falando agora, né, e das pessoas respeitarem para caramba, até demais. Tem uma trilha lá, a gente não fez essa trilha, tá, Elis? Ela é um platô também, chama Oda Ray, O-D-A-R-A-Y. Ele fica meio para trás, é meio distante do que é o miolão lá, cheio de lagos, e portanto das maiores, mais intensas belezas naturais lá, né?

Mas deve ser bem bonito também. Alguma oportunidade eu vou ver se eu vou. Mas ele tem uma regra que é assim, chegando na entrada de uma subida ali que vai para esse platô, né, a gente passou nessa entrada que era nosso caminho lá de uma trilha que a gente tava fazendo. Tem assim uma, um standzinho assim, como se fosse uma placa grande, né, só com um telhadinho para placa assim, falando as regras. E as regras lá são assim, dependendo do período ali dentro da temporada, é permitido passar daquele ponto apenas 2 ou 4 grupos por dia.

Então, dependendo do dia que você tá lá, só pode 2 grupos por dia. Dependendo do período do verão lá, pode 4 grupos no dia, e cada grupo de até, acho que, 6 pessoas. Então, o que as pessoas— e aí tem um livrinho lá, quando você chega você escreve o seu nome, tô no primeiro grupo, 2 pessoas, tô indo. Ah, chegou outras pessoas, sou o segundo grupo, somos já 6 pessoas, tô subindo. Acabou, não pode mais subir ninguém. E é só um livro lá que tá dentro de uma caixinha, você abre o livro e sabe se você pode subir ou não.

É só isso, tá? E é para até preservação da vida animal lá, dos ursos que estão vivendo por ali. Então, para não causar nenhum incômodo assim no ambiente deles. Entendeu? Para não ter muita gente lá, só pode subir no máximo 12 pessoas dividido em 2 grupos, quando é 2 grupos, né? E as pessoas no acampamento, elas já combinam, ou elas vão lá, ah, meu grupo é só eu e minha esposa. Então elas esperam outras 4 pessoas chegarem lá para ser amigável assim, para ir nesse primeiro grupo 6 pessoas, para aproveitar que pode até 6 no grupo e colocar 6 pessoas no grupo.

Então as pessoas se organizam para seguir a regra direitinho e não tem ninguém olhando isso, tá? É tudo na confiança, é tudo assim, não tem ninguém fiscalizando. Você vê lá, tá cheio, você vai, vai voltar, ninguém vai saber ou perceber isso, mas as pessoas respeitam, sabe? Quando você se depara com a beleza do lugar, que eu me entendi, eu disse lá no início, você fala, pô, eu vou querer também seguir as regras aqui para que isso seja assim daqui a 10, 20, anos, entendeu? Senão vai deteriorando mesmo, né, Elias?

ELElias Luiz

Vai deteriorando, com certeza. Só tem um problema essa região do Canadá, ou boa parte do Canadá, mas mais aí das Rocky Mountains, né, é que você tava falando aí de várias trilhas, né, vários lagos, vários vales, né? É que chega um momento também que é que você fala que é bonito, aí depois você fala, ó, esse outro lago é bonito também. O problema é que lá é tudo é bonito e tudo bonito parecido, entende? É como se, vamos supor, se você gosta de loira, você vai para Finlândia, é um monte de loira, aí na hora que você vê uma ruiva fala, nossa! Aí só que você vê uma ruiva, você tem que ir para Islândia, entende?

LRLeo Rodriguez

Não, total, eu não, eu concordo.

ELElias Luiz

É um raciocínio.

LRLeo Rodriguez

Mas imagine que, imagine que seja, vai, se for seguindo o seu exemplo, loira, só gosta muito de loira. Será que ela vai ali para Suécia e ela vai se cansar de ver loiras diferentes?

ELElias Luiz

Será?

LRLeo Rodriguez

Vou mudar a prosa, vou mudar a prosa. Só gosta de carne, só gosta de carne, vai para Argentina comer carne. Elas vai assim, sei lá, chegar a enjoar.

ELElias Luiz

Pô, aí você vai voltar, você vai querer comer um sushi, cara, ou um sashimi, alguma coisa para variar.

LRLeo Rodriguez

Então, mas imagina o viciado em carne poder ir para Argentina assim várias vezes e conhecer diferentes, sei lá, churrascarias.

ELElias Luiz

Você foi mais político, você mudou para comida. Ouvinte, eu tô ainda meio que girando em círculos aqui nas viagens para Suécia, mas não, mas o ouvinte, ele entendeu onde eu quis chegar. Pior que é verdade, cara. O Canadá é lindo, maravilhoso, as Roque Montes, né? Mas chega uma hora que são todos iguais, sabe? Não, não é igual. Igual, tá? Eu sei que não é igual, mas aí você muda. Se você vai para Finlândia ou vai para Islândia, cara, aí o planeta é outro.

Lógico também, se você só ficar na Islândia, você vai enjoar também. Então aí você tem que, né, ir, sei lá, para Suíça.

LRLeo Rodriguez

Não, eu acho que, eu acho que assim, nós somos normalmente motivados por assim coisas novas, né, coisas diferentes. Eu até a pandemia, até 2020, eu tinha uma regra assim que eu queria organizar o meu tempo livre. Era assim, ah, já que eu tenho esse tempo de férias aqui, por que que eu vou ficar indo para o meu mesmo lugar? Eu vou sempre para um lugar diferente, né? Porque tem tanto lugar que eu quero conhecer, tantas coisas diferentes, que eu quero sempre estar viajando, conhecendo lugares novos.

É o pensamento mais óbvio, né? E agora eu comecei a ir mais de novo para um ou outro, alguns poucos lugares, mais vezes para o mesmo lugar, tá? E não sei se é parte de ficar mais velho também, mas existe uma beleza em você voltar para o mesmo lugar. Por exemplo, nessa questão de montanhas assim, nas rochas lá, por exemplo, em diferentes épocas. Se você fizer duas viagens, uma no verão, uma no inverno, são duas viagens completamente diferentes, entendeu?

E aí, entre esses dois extremos do mesmo lugar e viagens completamente diferentes no mesmo lugar, existe tudo que é variação, né? Você ir no outono e ver ali as lácteas, você ir no começo da temporada que tem esse degelo ainda, que tá tudo ainda meio nevado, meio congelado, E cara, eu comecei a apreciar também a beleza de ir para o mesmo lugar e vê-lo de forma diferente, né? Fazer coisas diferentes ou até mesmo trilhas diferentes de avão.

E não para de me surpreender, viu, Alice? Não para de me surpreender. Nessa viagem a gente fez outras trilhas também, né? Acampando, outras sem precisar acampar. E assim, tem uma trilha lá que chama Bird Lake Trail. Que é na Embréstica também, que eu ainda não tenha feito porque também é difícil conseguir a vaga do acampamento. E eu sempre vi essas coisas em rede social tal, que era das vistas mais bonitas, e eu ficava com o pé atrás assim, falar, poxa, eu considero Lake Ohara, mas eu não fui para esse lugar ainda, não posso dizer nada.

Aí dessa vez eu fui com esse objetivo também, eu quero saber se ele é equiparado, se ele me satisfaz mais ou menos que o Lake O'Hara. E assim, é a vista das mais bonitas que tem no Canadá, com certeza, assim, disparado também, tá entre as 3 vistas mais bonitas, a chegada ali nesse Bear Lake. É outra loira, e assim, é outro, dá para gravar outro oficial sobre, mas assim, tá completamente fora do roteiro básico ali de Canadian Rocks, né?

Mas se olhar ali, dá um Google Imagens aí, galera, Berg Lake, B-E-R-G, Berg Lake Trail. E tem esse lago ali com um glaciar chegando assim no lago, assim, a coisa mais linda assim. Quando você tá lá, o negócio na sua cara assim, na sua frente, é inacreditável mesmo. E aí agora que eu fiz essas duas, eu fiz o Lake Ohara de novo e o Berg Lake, eu pude ter a certeza comigo mesmo. Ah, eu ainda considero o pacote da região do Lake Ohara, tá, o mais bonito de todos que eu conheci.

O Berg Lake é bonito demais também, precisa também conhecer. Então Para quem já voltou 2, 3 vezes precisa voltar para mais essa, se quiser também conhecer, claro. Mas o Berg Lake é assim, você anda, anda, anda, anda, anda e aparece uma coisinha, aí anda, anda, anda, anda, aparece outra coisinha, uma cachoeira, um outro lado, entendeu? É bastante caminhada para menos vistas ou atrações assim no caminho. E já o Lake Alhambra, nesse circuito alpino aí, você tá circundando assim os vales e vendo ver tudo ao mesmo tempo, de diferentes ângulos, sempre assim, é sensacional. Então, Lake Haroun continua sendo aí o número 1.

ELElias Luiz

Legal. Você falou de visitar em épocas diferentes. Eu acabei de voltar da Kungsleden e agora fui no final do verão, que é quase início do outono. E como lá você tá muito no norte, então o outono, né, as cores do outono chega muito mais cedo, né? E, cara, comparando a outra vez, eu fui no início de agosto e agora fui no início de setembro, é outra trilha, totalmente diferente, né? E tanto é que eu fui 9 anos depois, muita coisa eu não lembrava também, né?

Além de eu não lembrar e vendo com todas as outras cores, né, avermelhado, laranjado, amarelo, coisa maravilhosa, né? O que você falou, né?

LRLeo Rodriguez

É quase como eu tenho feito pela primeira vez. Exatamente, uma nova viagem. Então assim, Tem lugares que merecem essa atenção, sabe? Eu vejo pessoas às vezes, amigos meus, né, eu até mesmo me encontrei em algum momento assim, às vezes contando países, né? E assim, nada contra, mas de novo, a partir do momento que vai ficando mais velho, a gente vai percebendo que vale mais a pena para aproveitar o nosso tempo daqui para frente, né?

É ir para aquele país que assim, tudo bem, vai ter suas belezas, vai ter suas curiosidades, mas isso ou voltar para um mesmo país que eu já fui mais vezes e para todos esses outros lugares e para fazer todas essas outras experiências novas que esse outro país que eu já conheço oferece, mas eu não vivenciei ainda. Então assim, quando eu coloco na balança, né, é quando eu Eu parei de contar país, tipo, não vou contar país porque o que vale na vida não é assim, ah, fiz um monte de país.

ELElias Luiz

Que mal ele pergunta.

LRLeo Rodriguez

Acho que nem vem ao caso porque não é o que importa assim, sabe? O que importa é vivenciar.

ELElias Luiz

Você contava, você parou, até o momento você contava, você sabia, aí você parou, você não deu mais valor. Mas até quando você contava Mais ou menos quantos países?

LRLeo Rodriguez

Ah, eu já, olha, sinceramente eu já não lembro, mas eu acho que chegou uns, eu era 50 ou 60, tava assim, o dobro.

ELElias Luiz

Eu acho que em torno de 30 que eu conheço, mais ou menos.

LRLeo Rodriguez

É que eu tive uma época que eu viajei a trabalho bastante pela Europa, então só Europa acho que já tem uns 20 ali, né? Então nessa época eu queria conhecer países diferentes assim da Europa, eu pegava assim Todas as vezes que eu ia do Brasil para Europa, eu queria conhecer um lugar diferente. E aí eu escolhia um aeroporto diferente lá, um país diferente. E aí, tipo, esse tipo de viagem, sabe, acaba, chega uma hora que fica muito assim, né?

É, e assim, começa a não ser o que mais satisfaz. É legal, é bacana, tal, né? Isso é uma cultura, mas com o tempo você começa, sei lá, eu penso muito assim no que que tá me trazendo mais satisfação, no que tá me trazendo melhores memórias, né? E sei, hoje em dia eu tenho muito mais vontade de conhecer números diferentes de parques nacionais do que de países ou cidades grandes e tal, né? Então você começa, você começa, né? Você conhece a cultura e tal, mas sei lá, nunca, nunca, para mim isso nunca Acho que foi muito interessante, museu, essas coisas de cidade grande, ou sei lá.

ELElias Luiz

Eu gosto do mato, eu também gosto disso, mas tipo assim, se eu vou no mato, fico 15, 20 dias, depois sei lá, eu passo por Paris, fico 2, 3 dias, adoro também, tá? Mas é nessa proporção também.

LRLeo Rodriguez

Eu sou uma pessoa da cidade, eu moro numa cidade grande e eu me vejo assim, e quando eu vou para o mato Não quer dizer que eu quero morar lá, quer dizer que é lá o lugar que eu quero visitar, que eu quero passar alguns dias, e eu quero voltar para minha casa. Então na questão de viagens, né, na questão assim, ah, para onde vamos? Acho que era essa a conversa, né? O Léo, onde vamos morar?

ELElias Luiz

O Léo, quantos anos você tá? Olha, isso não tava no script.

LRLeo Rodriguez

Pois é.

ELElias Luiz

Isso não tava no roteiro.

LRLeo Rodriguez

Então vamos lá, eu ainda não sou um cinquentão.

ELElias Luiz

Ô louco, então é moleque, tá?

LRLeo Rodriguez

Eu não chego a ser um cinquentão como algumas pessoas que eu conheço.

ELElias Luiz

É por isso que você usa celular, você é moleque. Criança assim usa celular. Quem é jamais?

LRLeo Rodriguez

Eu tô beirando, eu tô beirando cinquentão em breve, tá? Então foi uma boa pergunta porque eu tenho um pouco tempo de oportunidade para responder, responder para você desse jeito aí, que eu tinha encheu o saco também, né? Que você já tá batendo quase 60, né? Eu acho, né, Elidio?

ELElias Luiz

Ó, você tá com 49, então eu tô com 55, acabei de fazer. E é que eu tô falando isso porque nem você falou, ah, você tá no momento de você escolher o que você quer fazer, e ainda mais pensando que daqui para frente você vai ficar mais velho e talvez você não consiga você fazer, né? E eu também já penso assim já faz tempo, já não é de hoje não. Até quando eu comecei a escrever os livros, né, até eu pensei assim, pô, eu tenho que escrever, eu queria escrever 10 livros, né?

Eu tenho que escrever os 10 livros até perto lá, sei lá, uns 58, 57, porque eu vou estar com pique ainda, né? Eu acredito que eu estarei com pique, cara. Acabei de voltar lá com Insider, foi com o senhor Amando, né? O Kenji, ele tem 76 anos, ele fez os 200 km lá tranquilo. O ano passado ele fez Tour du Mont Blanc comigo, 170 km, com ganho de altimetria de 10.000 metros, né? Então, e ele fez com 75 anos. Então, quer dizer, esse negócio que a gente pensa, né, também acho que a gente ainda tem um bom chão aí pela frente.

LRLeo Rodriguez

Não, inspiração total, né?

ELElias Luiz

Total, né? Total.

LRLeo Rodriguez

Ou para a gente se sentir logo derrotado de cara. 75 anos, eu não consigo fazer nem metade que ele faz. Tipo isso também, né? É bom às vezes olhar a metade do copo cheio, né? Não quero chegar a 75 com pelo menos uma parte dessa saúde aí, né? Não, mas inspiração total, total, cara.

ELElias Luiz

É fantástico. Eu com medo assim, já contando a idade, aí chega ele, cara, fabuloso isso.

LRLeo Rodriguez

Sensacional, sensacional. E pô, legal. E que mais?

ELElias Luiz

Então tá, faltou alguma coisa do Lake Ohara?

LRLeo Rodriguez

É, não, tava aqui, né, acho que olhando para o mapa. O mapa, quem quiser, eu mando o mapa aí também, já tá fácil na mão. Você vê ali que esses vales, né, eles estão no Parque Nacional do Iorvô, né, e faz fronteira bem pelos topos das montanhas ali, das cadeias, né, do topo das montanhas mais altas, delimitam a divisa com o que é o Parque Nacional de Banff do outro lado. Do outro lado é Banff, do lado é Yoho. E também a divisa de províncias, né, onde é Banff, Alberta, onde é Yoho já é British Columbia.

E lá você fazendo— eu fiquei ali no Lake Louise, né, na vila lá, no albergue lá que eu gosto de ficar lá. E lá tá bem perto da divisa. Então, então, dependendo da trilha que você vai fazer, que você vai visitar no dia, vai estar lá passando para a província da Colômbia Britânica, voltando para Alberta e vice-versa.

ELElias Luiz

Se você tiver com o carro, depois você pega ali a estrada, vai lá para o Peytole Lake, que é maravilhoso também.

LRLeo Rodriguez

E isso, isso aí qualquer dia a gente até grava aí um episódio só sobre a Canadian Rockies, né, da gente fala mais desse esse roteiro aí básico, né, básico, mas já é sensacional assim, né, que dá para visitar os principais pontos e tal. E eu adoro falar esse assunto aí.

ELElias Luiz

Legal. E lógico, tem muita gente que, tipo assim, por mais que tem essas dicas todas, as pessoas gostam, quer ir guiado, né. A gente tentou levar um grupo esse ano, né, Léo, acabou não dando certo.

LRLeo Rodriguez

Isso, não fechou, né.

ELElias Luiz

Exatamente. Agora, se Aí se tiver algum grupo aí, umas 4, 5 pessoas ou mais, tiver com intenção de conhecer ali as rochosas canadenses, fala com a gente que a gente guia o grupo, entende?

LRLeo Rodriguez

Não é?

ELElias Luiz

E outra, tem que ser ASAP, né? Tem que ser já, porque as reservas é o que mais pega nessa região.

LRLeo Rodriguez

Então tem que ser muito exatamente Seria bem legal, a gente faria com o maior prazer. E eu estou pela região lá e pretendo estar todos ou quase todos os anos. Então, para mim, é simplesmente reservar alguns dias lá e com prazer ajudaria aí quem quiser conhecer com a gente, sem a gente também.

ELElias Luiz

Isso, exatamente. O que eu falei é sério, porque tanto o Tour Mont Blanc, você quer fazer o Tour Mont Blanc, você tem que reservar agora. Não adianta você falar chegar em março, falar eu quero fazer o Trumbull, não vai ter vaga, né? E hoje em dia esses principais lugares são assim, né? Então a gente reserva em torno, normalmente é até outubro, novembro no máximo, a gente tá fazendo, fechando essa reserva que é para o ano que vem.

Então para quem tem interesse, qualquer um desses roteiros, fique atento. Ou você quer ir com outras pessoas, sem problema nenhum, mas quando você tem que montar, planejar sua viagem, agora, né? Para você ir no verão do ano seguinte, o verão, né, do hemisfério norte, né, tô querendo dizer. É isso, Léo. Ô, Léo, então fica agendado então um podcast sobre sinalização de trilhas.

LRLeo Rodriguez

Vamos, podemos, podemos fazer. Aí eu posso resgatar aqui que eu já tirei foto de sinalização de trilha, né. Aí a gente consegue acumular conteúdo assim. Sobre curiosidades das trilhas.

ELElias Luiz

Legal, legal, fantástico! É isso. E depois, pessoal que ouviu aí, dá um feedback para dizer como que ficou o áudio, ficou bom ou não. E é isso, valeu, Léo!

?Voz C

Obrigado!

LRLeo Rodriguez

Os primeiros comentários aí vão ganhar, vão ganhar, vão ganhar, Elias!

ELElias Luiz

Vão ganhar um chocolate canadense que você vai enviar, a mochila, a mochila! É, eu preciso Quero ver com a Tuli outra mochila. Já pode comentar que eu vou conseguir. O Juliano é gente boa lá, sempre consigo.

LRLeo Rodriguez

Deixe seu comentário mochila e estará automaticamente concorrendo a mochila dos prêmios.

ELElias Luiz

Tá bom então, valeu, Léo! Valeu, um abraço aí, feliz Natal, até mais, feliz Páscoa, falou, tchau!

507 - Lake O'Hara | Castnews Index — Castnews Index