496 - EVEREST 2026 - 7
PODCAST 496 - Neste episódio, Elias Luiz conversou com Diego Ariel e Adalberto Neto, além da participação de internautas ao vivo. Falamos sobre a escalada do Mera Peak, a travessia da Cascata de Gelo do Khumbu, Campo 1 e Campo 2 do Everest. Ouça e deixe seu comentário.
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OS BRASILEIROS
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- Cascata de Gelo do KhumbuSeráque bloqueando a passagem · Abertura da rota e segurança · Tráfego de Sherpas e montanhistas · Cascata de Gelo do Khumbu
- Aclimatação no Mera PeakCiclo de aclimatação no Mera Peak · Desistências no Mera Peak · Mera Peak
- Avanço das expedições no EverestChegada das cordas ao Campo 4 · Progresso dos brasileiros · Expedição Grade 6 · Francisco Campos · Adalberto Neto · Leonardo Pena
- O perigo de ficar ao derredorPerigo da temporada · Desistência de equipe científica · Histórico de mortes no Everest · Preparação psicológica
- Tecnologia e comunicação na montanhaComunicação via Garmin · Uso de drones para transporte · Proibição de drones pelo Nepal · Starlink
- Livros de Elias LuizLivro 'Everest, A Trilha dos Sonhos' · Outros livros de trilhas · Novo livro de ficção 'Voyager'
Portal Extremos, o seu portal de aventura. Bom dia, boa tarde, boa noite. Bem-vindo a Extremos, o seu podcast de aventura. Eu sou Elias Luiz, escritor, fotógrafo, guia de trilhas e editor do Extremos. Este é o sétimo episódio da temporada 2026 do Everest.
E bom, eu fiquei praticamente uma semana sem gravar podcast do Everest e chegou uma enxurrada de reclamações dos ouvintes, né? Por WhatsApp, por Instagram, por e-mail, recado por outras pessoas. Ó, avisa lá o Elias. Só faltou sinal de fumaça. Bom, mas eu tenho uma justificativa, né? Estou recuperando de uma gripe, garganta inflamada. É, ontem eu comi uma vaca atolada, deu uma melhora.
Mas tudo bem, segue o jogo. Eu ainda tô com a voz assim do Cid Moreira, né? Bom, vamos fazer um resumão então da semana. Tem o Diego Auriel que tava meio sumido, né? Tinha ido lá fazer o ciclo de aclimatação no Merapique. Vamos ver o que ele falou pra gente. Fala Elias e audiência super, mega, hiperqualificada do Extremes.
Quem fala aqui é o Diego Ariel, um dos 10 brasileiros aqui na tentativa de escalada do Everest. Como vocês viram aí no extremos, já foi liberado a cascata do Base Camp até o Campo 1. Muitas equipes aí já estão começando a fazer seus ciclos de aclimatação. E cada dia está melhorando por aqui.
Aqui do meu grupo com a CTSS, somos em torno de 14 a 15 que estamos tentando fazer o cume. Com essa indecisão de abrir ou não a cascata, nós resolvemos fazer nosso primeiro ciclo de aclimatação no Merapique.
Mera Peak tem quase 6.500 metros, ou seja, altura ali parecida com o campo 2. Então, a gente resolveu passar cerca de 4 noites lá em cima do Mera, que corresponderia já a um ciclo de aclimatação.
o problema que o Mera derrubou no nosso grupo Valeno. Dos 14, só 6 retornaram aqui para o Base Camp, o resto teve que descer para a Lúcula, a altitude pegou nesse nosso primeiro ciclo de aclimatação. Dois já desistiram de vez aqui do nosso grupo dos 14, 6 entre...
Esses seis eu consegui fazer esse primeiro ciclo de aclimatação E voltamos aqui para o Base Camp O resto foi para a Lucla E deve retornar daqui a um ou dois dias
O pessoal aqui voltou meio cansado. Pior que o Wi-Fi de rodoviária. Só o pó da rabiola. Mas conseguimos voltar. Estamos descansando. Aí o pessoal da CTSS pretende fazer os três ciclos de aclimatação. A gente vai descansar. Provavelmente vai fazer o nosso segundo ciclo. Lá para dia 10 ou dia 11. Vai tentar fazer um micro ciclo de aclimatação. Subir lá. Campo 2. Quem sabe campo 3. Descer. Descanso um pouquinho. E fazer um push para o Summit.
Em relação às outras empresas, a gente está um pouquinho atrasado. Mas, assim, está seguindo bacana a aclimatação, tentando fazer as três rotações. Vamos ver se vai dar certo nosso plano. Qualquer coisinha aí, atualizo a galera dos extremos. Valeu!
Valeu, Diego. Sempre bem animado e obrigado pelas informações aí. Cara, que triste, né? O pessoal foi fazer um sigo de aclimatação, que é o Merapique, que é 6.476 metros. É um excelente ponto de aclimatação, porque é a mesma altitude do Campo 2 do Everest. Eles passaram quatro noites lá. Maravilha, né? Quatro dias, eu acho.
Então já se aclimataram bem, mas o problema é que duas pessoas desistiram no Merapique, a 6.400. Eu estou falando isso porque uma expedição Everest, pela empresa que eles estão, é em torno de 50 mil dólares. Agora, esses dois desistiram escalando o Merapique. Para quem quer escalar o Merapique, as agências vendem a 3 mil dólares o Merapique.
Então você pode ir lá fazer o treco do Everest, ou pode ir lá só para escalar a Merapeak. A Merapeak é bem bonita, a vista é muito bonita. O Everest ainda está um pouco longe, mas você vê a uma da Blanc, Everest, a fundo, então é uma ótima opção para quem não quer grandes altitudes, e o preço mais convidativo. Bom, vamos seguir em frente.
Será que, será que Está dentro da gente Que não devia Nós tivemos a polêmica do será que Será que é um bloco de gelo Que ele tanto pode estar Dependurado na montanha Na parede da montanha, na encosta Ou são aqueles blocos de gelo Que o pessoal passa em volta Ali na cascata de gelo E sempre
Alguns tem alguns 5, 6 metros, outros tem até 20 metros, é uma torre. E era um desse que estava bloqueando a passagem e eles estavam querendo passar ali com a corda. Então, por isso que eles, se não me engano, no dia 8 de...
De abril eles chegaram e verificaram esse seráque, e aí eles resolveram esperar o seráque cair. Isso que atrasou, porque aí começou a passar o tempo, passou uma semana, dez dias, e nada do seráque cair. Então, aí chegou até a cair um pedaço, mas eles não estavam querendo. E isso, a reclamação foi essa, né? Por que não procuraram um outro caminho, né? Tentar contornar, porque a largura ali da cascata é de 100 a 200 metros, né? De largura.
mas ali era a melhor rota, então eles tentaram esperar, e o que acabou acontecendo? Como estava pressionado com o tempo, outras equipes foram ajudar, porque eles têm um grupo do SPCC, mas outras agências foram ajudar e ativaram a cascata, a via, mas não desviaram.
As cordas chegaram no campo 1, campo 2, hoje já está no campo 3, já está acima do campo 3, deve chegar no campo 4, hoje dia 7 de maio, uma quinta-feira, deve chegar até amanhã as cordas no campo 4. Mas qual que foi o lance? Eles acabaram não desviando do Seráque. E o SPCC, que é o órgão que monitora isso, que tem os doutores da cascata de gelo que fazem a abertura da rota.
Eles metiram uma nota e falaram, não é um trecho muito seguro e reforça que todos devem atravessar a área o mais rápido possível. Reduzir cargas, manter rigor nos protocolos de segurança, nas escadas e evitar exposição desnecessária.
O cara tá escalando ali, 5 mil não é pedrado ali. Aqui deve ser uns 5,700, algo por aí, 5,600. Não tem como passar. Tudo bem, dá pra dar uma apressadinha, mas não tem como correr. E ali, qual que é o problema? Ali passa muitos charpas, muitos charpas.
Porque os Sherpas, eles têm que montar toda a logística no capo 1, 2, 3 e 4. Então, enquanto os montanhistas, os brasileiros, os estrangeiros, passam ali 4 vezes, né? Que é o que vão passar nessa temporada, que é subir até o campo 2, tocar o campo 3 e voltar. Então, aí já foi duas vezes, né? É ida e volta. E depois o ciclo de cume, mais duas vezes.
Agora, os Sherpas têm que passar várias vezes, porque eles têm que montar um acampamento. Imagina, tem que levar cilindros de oxigênio. Quantas viagens eles têm que fazer? E os Sherpas ganham os porteadores, né? Tem uma pouca diferença nisso, porque alguns Sherpas, eles são guias.
Então, esses muitos guias, Sherpas, que vão para o cume, eles também fazem esse trabalho, porque eles ganham mais. Cada viagem, cada carga que eles levam, o peso, conta no salário deles, aumenta o valor. Então, tem muita gente passando ali. Por isso que a cascata de gelo morre mais gente, exatamente por isso, porque passa mais vezes os Sherpas do que os montanhistas. Então, isso que é perigoso. Os montanhistas, quando passam por ali, na maioria das vezes, pelo menos na subida,
Eles passam de madrugada, por volta das, sei lá, 3, 4 horas da madrugada, porque está mais frio e é mais difícil de ter uma queda de seráque, de blocos de gelo. Então, é um horário mais seguro. Enquanto o dia esquenta um pouco mais, aí acontece mais avalanche. E isso foi o que aconteceu. Dias depois, caiu um bloco de gelo. Tem pessoas que falam que foi desse seráque aí que estava...
De pendurado, mas pela foto eu achei muito próximo, assim, porque eu já vi o acampamento base pra trás, né? Lógico, não tava tão atrás, mas eu não sei se esse mesmo será que caiu. E soterrou, machucou um montanhense indiano e o Sherpa ficou soterrado até a cintura. E não é neve, tá, pessoal?
Se afundar na neve, isso é gostoso, mas ali é gelo, gelo duro. Então foram resgatados, o helicóptero chegou rápido, o pessoal da Grade 6, os montanistas, tinham acabado de passar por ali, tanto é que eles filmaram o helicóptero chegando, não dava para ver se tinham atingido, tanto é que depois eles me perguntaram o que aconteceu, e eu mandei para eles, mas é sempre um risco.
Então não é fácil. E o que aconteceu com isso também? Tem uma equipe de cientistas da Inglaterra, são inglesas, que iam escalar o Everest, iam coletar dados do campo 2, acho que talvez campos mais altos também, e eles estavam lá para fazer pesquisa. E iam escalar o Everest, lógico.
Mas toda com essa pressão psicológica que se tornou esse atraso das cordas, o será que... E também que agora afunilou, né? Porque como teve atraso, o tempo de chegar ao cume pode ser encurtado. Mas já disseram que não, se precisar eles vão, eles conseguem chegar ao cume até a primeira semana de junho, né?
Mas essa equipe de cientistas, eles desistiram, eles estavam no acampamento base, não tinham feito nenhum ciclo de aclimatação, não tinham feito passagem pela cascata de gelo, só pelo zum zum zum que fica ali no acampamento base, nas mídias, inclui os extremos nisso e tudo mais, eles ficaram com medo, falaram, não, esse não é o ano, está muito perigoso esse ano, a gente está aqui para trabalhar, não é para escalar o Everest, então a gente vai embora porque está perigoso.
Bom
perigoso todos os anos são, né? E cada ano é algo diferente. Às vezes é mais a cascata, às vezes é mais o vento, às vezes mais o frio. Então, o clima muda muito rápido. Não tem um ano do Everest que é seguro. Acho que é um, acho que nos 20 e poucos anos, nos últimos 20 e poucos anos, acho que um ano só que não teve nenhuma morte. E isso porque a temporada ainda foi encerrada, acho que foi da pandemia. Ou teve o outro lá que teve a...
Qual o ano seguinte? Da avalanche. Então, não tem anos sem mortes. Aí, você querer isso, a gente sempre quer, né? Tomara que esse ano aconteça uma morte. Mas é uma utopia, né? Então, quando a temporada tem em torno de quatro mortes, é uma temporada até boa, tá? Essa é a média. Dois anos atrás, morreram 17 pessoas. Então, isso é trágico, né?
Mas, escala Everest, pra quem vai escala Everest, se você não tiver isso, preparado seu psicológico para isso, então você não deveria nem viajar, nem ir pra lá, né? Isso é o que eu penso, porque, lógico, vai ter situações lá, que teve aquele ano, que teve a avalanche, lá matou, acho que foi 16 Sherpas, aí foi até interrompida a temporada. Então, tem situações e situações.
Mas o pessoal ia até o acampamento base desistir, isso tudo bem, né? É que eu falo. Era um cientista, né? Não eram exploradores, escaladores, montanhistas, né? Não estavam preparados, talvez, para esse barque, que é o Everest, né? Que todos os anos são assim.
Tem um trecho da cascata de gelo, né, que esse ano eles disseram que tá mais direto e tá mais rápido, né. Talvez por não ter feito aquele desvio no Será, que eles estavam falando que ia ter que acrescentar até mais 10 escadas. E como eles seguiram reto esse caminho, tá um caminho mais direto, mais rápido pra chegar no campo 1 e com menos escadas. Mas tem um trecho lá que eles têm que atravessar uma greta, né, que é um buraco, uma rachadura no chão.
Só para você ter uma noção da largura dessa greta. Foram amarrados cinco escadas. São escadas de alumínio. Eles vão amarrando as pontas entre uma e a outra. Faz algumas fixações de corda nas duas pontas. E é onde o pessoal atravessa. Então você tem que atravessar aquele seráque. Devia ter uns 30 metros de profundidade. Pela foto que eu vi.
E você atravessa ali, tem duas cordas esticadas para ficar como corrimão. Você com a bota e o crampom. Então o crampom são várias pontas de ferro que você vai tentando encaixar ali na escada de alumínio e tentando se equilibrar nas cordas e ver como que passa. Eles até tem outro...
uma outra greta que eles colocaram mais uma fileira de escadas, então agora são duas para o pessoal subir e para o pessoal descer para ter menos congestionamento mas é um trecho que não é fácil não
Tem que tomar cuidado. Teve, nessa temporada, teve um, acho que se não me engano, foi um Sherpa, caiu. Ele ficou despinturado, né? Porque você vai com a cadeirinha de segurança, né? Conectado, mosquetão. Ele ficou despinturado a corda, o pessoal acabou puxando ele e seguiu em frente.
Vou dar a posição dos brasileiros para vocês que estão acompanhando aqui pelo podcast. O Francisco Campos, no dia 4 de maio, ele subiu do campo base ao campo 1. E no dia 5 ele foi para o campo 2. Estava programado no dia 6, ele ia até 6 e 900 ali na parede do Lótis, no começo da parede do Lótis, e voltar para o campo 2. E no dia 7, descer para o acampamento base. Hoje é dia 7, mandei mensagem para ele, não retornou.
Tudo bem, ele pode ter descido, cheio cansado lá no acampamento base e não ter ligado o celular ou estar descarregado. Mas como ele não respondeu e ontem ventou bastante, é capaz de eles terem dormido uma noite a mais no acampamento 2.
e hoje terem feito a parede do Lottes. Então ele deve retornar, deve dar sinal amanhã, dia 8 de maio. A Grade 6, com o grupo do Santa Helena, Odessio, Leonardo, Roberto, Adalberto, Eduardo e Gustavo, eles subiram no dia 5 do acampamento base para o acampamento 1. Aí...
Chegou lá, dormiu e no dia seguinte, dia 6 de maio, eles iam seguir para o Campo 2 e eu recebi esse áudio aqui do Adalberto. Saindo agora do Campo 2, baixa visibilidade, é muita neve, a maioria das pessoas que estavam aqui já saíram também. Nós somos uma das últimas expedições, mas 8h30 da manhã vamos chegar lá por volta, acho que são 3 horas, porque não dá para ultrapassar.
é mais importante chegar bem do que chegar rápido.
Obrigado pelas informações, Adalberto. E nesse dia que eles estavam saindo para o Campo 2, estava um vento forte, levantando aquela névoa, aquele flocos de gelo que fica no chão, e estava tenso o dia. Ali, esse dia não é uma caminhada muito longa, e eles acabaram concluindo, eles estão lá, estão todos bem, todos chegaram bem, todos estão lá no...
no acampamento 2, hoje era um dia de descanso para eles, aí eles começaram a conectar, mandar fotos, vídeos, e aí a gente soube um pouco mais sobre ele.
sobre eles, né? O Aldo Alberto, ele acabou mandando esse áudio pra mim, e ele tem mandado mensagens, texto, fotos e áudio pelo Garmin. O Garmin conecta com o... O Garmin faz a conexão via satélite, e ele com o celular, digita no celular, faz a transferência pelo Garmin, e transmite isso. Então, fantástico, né? Você sem um Starlink, sem nada, apenas com o Garmin, você consegue ir para sempre.
Garmin, um celular, você consegue se comunicar. Eu acredito que eles estão com o Starlink lá, fala até baixo isso, porque é proibido por lá, mas várias expedições usam, não só no Everest e em outros lugares, mas o Nepal está meio chato. Tinha os drones que iam ajudar a transportar equipamentos, eles trouxeram esse ano drone que suporta até 100 quilos, só que na altitude que eles estão, que é...
5.400 metros e para levar até 6.400 lá no campo 2, o drone aguenta carregar 50 quilos. Já é mais do que usaram no ano passado. No ano passado usaram um drone de 30 quilos de capacidade.
Só que liberaram e eles estavam prontos para transportar equipamentos, algumas coisas, cilindros de oxigênio, e o Nepal acabou barrando. Emitiu um comunicado lá que estava suspenso qualquer voo de drone desses maiores. Então, ninguém deu explicação de nada. Tinha empresas lá já preparadas para isso, que foram contratadas para isso. Mas o Nepal é sempre difícil, não é fácil.
Mas deve ser coisa política. Aí bloquearam porque os drones eram chinês, tinham drones americanos também. Então tem alguma politicagem por trás. Complementando esse trecho do acampamento 1 ao campo 2, o Adalberto e o Leonardo Pena fizeram em 2 horas e 42 minutos. Foram muito bem. E eles enviaram fotos, publicamos, divulgamos.
E uma internauta, a Selma, me manda uma mensagem particular. Abre aspas. O que acho interessante é o da Alberto Neto. Pleno em todas as fotos. Barbeado como se tivesse acabado de sair do banho.
Essas coisas a gente não nota. E é verdade. Se olha as fotos do Novelha, ele tá... De barba feita sempre. Bem interessante. Depois você tem que perguntar pra ele qual que é a proeza que ele faz. Isso escalando a Everest não é fácil não, viu?
Muito bom, muito bom. Cumprimentando o Murilo Vargas, ele hoje deve estar chegando no campo 2. Ele fez umas imagens de drone ali da cascata de gelo. Acho que vai ser a foto da capa aqui.
e ele subiu do campo base, dormiu uma noite no campo 1, e hoje ele iria seguir para o campo 2, eu não tenho notícia dele, ele está sem rastreamento também. Lá no extremos.com.br, na cobertura do Everest, lá eu deixei o rastreamento de dois brasileiros, deixa eu ver, do Leonardo Pena, tem o Garmin, se você clicar lá, você consegue rastrear ele em tempo real.
E isso vai ser ainda mais legal na próxima fase, que é o ciclo de cume. E do Eduardo Gouveia também. Então, por enquanto, tem o link dos dois. Vocês também têm a possibilidade de fazer o rastreamento, ver eles se deslocando na montanha lá em tempo real. Já que eu divulguei a mensagem da Selma, né? Então, deixa eu colocar um áudio aqui que eu recebi, que na verdade foi um compartilhamento da Regiane Ogliari. E é bem divertido, e talvez vocês se identifiquem com isso.
um negócio pra vocês. Ninguém me perguntou. Vou contar duas coisas pra vocês. Eu tenho um hiperfoco muito grande. É uma obsessão, na verdade. Nessa época do ano. Que é o ataque ao cúmulo do Everest. Todo ano eu acompanho. Todo ano. E... Eu só não vou...
porque eu não tenho dinheiro, né? Ai, gente, mas você gostaria de fazer o Base Camp? Não, eu queria subir o Everest. Nossa, louca? Sim, vocês me acompanham há quanto tempo aqui? Vocês ainda não perceberam que eu não tenho um parafuso? E eu que gostaria muito de subir o Everest. Mas vocês têm noção o quanto custa? É mais ou menos uma bagatela ali em torno de...
500 mil reais. Sim, eu já pesquisei. Muita coisa. É muito dinheiro. Mas eu super tentaria. Mas se eu tivesse o financeiro... Menina...
Sim, o Kumi. Porque o Base Camp eu vou fazer. Em determinado momento da minha vida, eu vou fazer. Assim, tanto que eu sou tão obcecada por isso, que o Daniel, ele tem um objetivo em vida se eu morrer antes dele, que é jogar as minhas cintas no Everest. Eu falei pra ele, ó, se eu morrer antes que você e eu não conseguir ir até lá...
Você tem um objetivo. Jogar as minhas cenas lá. Apenas. Senão, eu volto. É só isso que ele tem que fazer. Apenas. Pra vocês terem noção de como eu fico nessa época do ano. Cara, eu fico assim, ó. Qualquer coisa que tem disso eu vou fazer. O que tá acontecendo? Eu adoro acompanhar tudo. Eu acho assim, ó. Muito massa.
Talvez por isso também que Deus não me deu muito dinheiro até hoje também, né? Eu vou dar dinheiro pra essa louca, ela vai fazer o quê? Vai torrar no Everest? Deus não dá a alça pra cobra. Se não, ela estava voando no topo do mundo, meu amor. Literalmente, assim, ó. Se tem uma coisa que era, era literalmente. Sim, eu tava.
Muito bem, Regiane, não se preocupe. A gente te entende muito bem. Eu te entendo tanto que em 2010 eu fui lá, fiz esse trekking, e depois, agora recentemente, escrevi um livro sobre isso. Para quem quiser, é um livro excelente para quem sonha em fazer o trekking para o momento base do Everest. Eu fiz lá a face sul, depois eu fui para a face norte, lá para o Tibete, cheguei a Italiasa, então é uma experiência incrível. Isso está no meu livro, que o nome do livro é Everest, A Trilha dos Sonhos.
de Elias Luiz. Você pode encontrar no Mercado Livre, na Amazon, ou direto no Extremo. Você também pode comprar direto comigo no Instagram. E esse é o... Eu tenho seis livros, né? Tenho o livro da Vialpina, das Rock Mountains, da Patagônia, Tour do Mont Blanc e da Kingsley. São sempre livros contando, narrando a minha experiência, a minha vivência, as minhas reflexões e uma trilha de longa distância. Então, todos os meus livros são baseados nisso.
Pra quem estiver interessado, corre lá, compra. E também tá me ajudando aí com esse projeto meu do podcast, da cobertura do Everest e tudo mais. E tô pra lançar um novo livro, hein? Aguarde aí, vai se chamar Voyager, o que resta de nós. Esse será meu primeiro livro de ficção, vamos ver. Em breve eu conto mais.
Tá certo, pessoal? Obrigado pela paciência e esperar esse podcast. E o próximo podcast vai já sair em breve, porque assim que o pessoal descer desse ciclo de aclimatação, que eles vão até a parede Lótice, e eu vou conversar com eles, eles vão mandar áudio e a gente lança um próximo podcast sobre isso. Tá bom? Valeu, pessoal. Obrigado e Feliz Natal!
Garmin
Dispositivo de comunicação via satélite