Episódios de Extremos

497 - EVEREST 2026 - 8

09 de maio de 202623min
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PODCAST 497 - Francisco Campos falou sobre o seu 2º Ciclo de Aclimatação, e Elias abordou um drama que pode se desenrolar no Everest nos próximos dias. Ouça e deixe seu comentário.

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Participantes neste episódio2
E

Elias Luiz

HostEscritor, fotógrafo, guia de trilhas e editor
F

Francisco Campos

Convidado
Assuntos4
  • Ciclo de Aclimatação no EverestCascata de Gelo · Seracs · Fendas · Acampamento 1 · Acampamento 2 · Monte Lótse
  • Condições climáticas pela manhãTempestade no Acampamento 2 · Recorde de Inscrições · Fechamento da Face Norte pela China · Janela de Cume · Jetstream
  • Cobertura de Expedições no EverestArlan Arnett · Alpinismo Online · Extremos
  • Livros de Elias LuizEverest · Vialpina · Rock Mountains · Patagônia · Tour de Mont Blanc · Gisladen
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Bom dia, boa tarde, boa noite, bem-vindo a Extremos, o seu podcast de aventura. Eu sou Elias Luiz, escritor, fotógrafo, guia de trilhas e editor de Extremos. Este é o oitavo episódio da temporada 2026 do Everest. Bom, antes de colocar um pouco de drama nessa história, vamos ouvir o relato do Francisco Campos sobre o seu segundo ciclo de aclimatação.

Fala aí pessoal da Extremos, tudo bom? Aqui é o Francisco, quero falar para vocês um pouco de como foi a minha segunda rodada de aclimatação. Eu já estou de volta no acampamento base do Everest.

Cheguei hoje às quatro e meia da manhã, aqui no horário do Nepal. Eu saí do Campo 2 às duas e meia da manhã, então eu gastei duas horas para sair do Campo 2 e chegar no acampamento base, passando pelo acampamento 1 e pela cascata de gelo. Mas vamos lá.

Quando eu saí do acampamento base, a gente saiu daqui uma hora da manhã, então começamos a cruzar a cascata de gelo e pessoal, é uma coisa inacreditável. Só estando na cascata de gelo para ter noção do que é aquilo. Você começa a andar pela cascata sem os grampos das botas, os crampons.

E é um pouco escorregadio, mas tudo bem. Você caminha alguns minutos e tal, você chega no crampon point, onde você coloca os grampos das botas e tal, para começar a subir algumas paredes íngremes, uns pedaços que tem gelo e tudo. Daí pessoal, vai subindo, aí você vai começando a ver umas fendas pequenas, vai começando a ver alguns blocos de gelo.

E na hora que você vai chegando no meio da cascata, vira uma coisa surreal. Você vê uns blocos assim de 20 metros de altura, você passando do lado.

E você só lembra que aquilo ali pode colapsar a qualquer momento. E uma coisa, na hora que você passa debaixo desses grandes blocos que chama Seracs, ninguém fica enrolando, todo mundo passa que passa, sabe? Isso aí é muito interessante. E outra coisa são as fendas que tem no meio do caminho.

Tem umas fendas que é de um metro, aí você consegue pular, um metro e meio consegue pular, dois metros, daí já complica, tem que achar um desvio ou colocar a escada. Tem um monte de vídeo rolando na internet de escada, tudo que tem sobre essas fendas. E é muito interessante passar também. Tem que ter calma, tem que prestar atenção, tem que ter coragem.

No caminho a gente vê muita gente que coloca o pé na escada e trava, não sai. Isso aí começa a dar aquele congestionamento, tudo que deixa bem complicado, sabe? E daí você vai continuando, subindo, passa por mais blocos, passa por umas fendas que dá para pular tudo. E do acampamento base até o acampamento 1.

O ponto, o trecho final é uma fenda assim de uns 10, 12 metros de largura e de profundidade. Gente, 50, 60, 70 metros. É complicado avaliar, você não consegue ver o fundo direito.

E essa aí é o cruzamento de fenda mais complicado que tem. Eles amarraram cinco escadas juntos e aí tem que passar. Na média demora um minuto, um minuto e meio para passar aí. Mas tem gente que trava, não vai de nenhum só, não vai. E aí Sherpa tem que ajudar e vira uma loucura aquilo. E para quem não tem noção do que é isso...

É a mesma coisa que colocar uma escada entre dois prédios que tem aí um do lado do outro aí, um prédio, sei lá, de uns 10 andares, e passar um prédio que está distante um do outro de 12 metros, e estou falando de um prédio de 10 andares aí. É algo muito interessante. E outra coisa, você está passando ali 4 horas da manhã, 5 horas da manhã, pode estar escuro, pode estar de dia.

Outra coisa aí também da parte da cascata de gelo. Você começa a escutar uns cracks, que parece que está quebrando alguma coisa. E é muito interessante ali, viu? É um teste de coragem. Mas estamos aqui para isso, é muito interessante.

Daí passou esse trecho aí dessa última fenda, já está quase no campo 1, é andar mais uma meia horinha, 45 minutos, está no campo 1. Campo 1 é um acampamento bem precário, tem umas barracas lá que ficam duas pessoas, tem cozinha ali de apoio e tal.

Muita gente passa do campo 1, vai direto para o campo 2, mas como a minha era a fase de aclimatação, a segunda fase, aí a gente ficou uma noite no campo 1. E do campo 1 também é muito interessante, porque você tem uma vista de frente para o Monte Lótese.

O Monte Lótice é a quarta montanha mais alta do mundo. Fica ali do ladinho do Everest, do lado direito do Everest. A gente vê também o Everest, vê o Kumi Sul e o Kumi do Everest. E também vê a montanha Nútse, que fica do lado direito da montanha Lótse. Só que daí uma coisa, gente. O Campo 1, ele fica no Vale...

entre NUPTSI e o Everest. Então, todo raio solar bate, reflete nas paredes e vai para o meio do vale. Então, o campo 1 e o campo 2 estão recebendo luz direta de alta radiação solar a todo tempo. Aquilo ali, gente, vira um forno.

Eu estava medindo ali a temperatura dentro da barraca, 42 graus dentro da barraca no meio do dia. Estava assando ali, uai. E aí você tem uma coisa. Andou a madrugada inteira passando pela cascata de gelo e aí você quer dormir. Então é abrir a barraca, colocar uns trens em cima da barraca para cobrir, para tentar fazer sombra dentro da barraca, mas faz calor demais da conta, demais.

Mas não tem jeito, é aquilo ali. Daí passamos a noite no campo 1, saímos de manhãzinha do campo 1, indo para o campo 2, que durou 2 horas e meia mais ou menos do campo 1 para o campo 2. E é outra coisa, a gente quer sair cedo, porque igual eu falei, a luz reflete nas paredes das montanhas e bate no meio do vale.

Pra assar, gente. Aí o bom que a gente saiu, tipo, às sete da manhã, na hora que tava dando, às nove horas da manhã que o sol tava começando a bater no vale, a gente já tava começando a chegar no campo dois. O campo um, ele tá a seis mil e setenta e cinco metros de altitude. O campo dois, onde tava a nossa barraca do grupo, seis mil e quinhentos metros. E uma coisa interessante também.

Quando você chega no começo do campo 2, até chegar na nossa barraca ainda tinha uns 30 minutos caminhando. E nesses 30 minutos é que o sol começou a bater na cabeça da gente. Nossa, foi complicado. Mas é aquilo, tira camada de blusa, passa protetor solar e segue.

Daí chegamos no acampamento 2, vai comer um trem, arrumar barraca, tudo, que também é uma barraca para duas pessoas que tem lá, mas no acampamento 2 é um acampamento mais...

mais avançado é como se fosse um mini acampamento base. Aí tem uma infraestrutura melhor lá e tudo, mas de qualquer forma, a barraca também fica ali no final do vale e também esquenta, também media a temperatura dentro da barraca, estava ali os seus 40 graus, 42 graus, é a mesma coisa, abre barraca.

Coloca a blusa por cima para fazer sombra. Para tentar dormir durante o dia. Para tirar um cochilo, sabe? Aí beleza. Dormimos uma noite. No dia seguinte a intenção era subir até na base da parede do Monte Lótice. Mas o que aconteceu? Teve uma tempestade no acabamento 2.

Pessoal, a tempestade que deu, o vento chegou a bater uns 50 km por hora. Para vocês terem ideia, a gente tinha duas barracas de banheiro lá no acampamento. A barraca voou, o vento levou a barraca. Estava isso aí, 50 km por hora, menos 20 graus de temperatura. Aí aconteceu, tivemos que abortar a nossa subida. Passamos o dia inteiro dentro da barraca.

e não pudemos ir até a base da parede de Lótice, que estava a 6.800 metros de altitude. Então, segunda noite dormindo no acalmamento 2.

No terceiro dia, no dia seguinte, o tempo estava bom tudo, saímos mais ou menos umas 9 horas da manhã, estava vento mais tranquilo, chegamos lá no pé da parede do Lótice, que é 6.800 metros de altitude. Com isso, em questão de altitude, eu terminei a minha aclimatação, aí a gente voltou para a base do acampamento 2.

Daí jantamos, dormimos lá. Ah, e um comentário. Nessa tarde eu encontrei com o Murilo. Daí eu falei para ele, Murilão, você viu os outros brasileiros aí? Ele falou, estão tudo ali, chegaram. Chegaram hoje também.

Aí eu fui lá, conversei com o Carlos, conversei com o Décio, Adalberto. Foi muito massa lá. Primeira vez que eu conversei com o Carlos e com o Décio. Muito gente boa, pessoal. Gostei de bater um papo com o Exo aí. Daí, passado isso, voltei para jantar. Relaxamos, combinamos o dia.

levantar uma hora da manhã para poder descer a cascata de gelo e voltar para o acampamento base, porque já era terceira noite ali no acampamento 2, aí o que aconteceu? Atrasamos um pouco, encontramos para tomar um café, um chá, uns trem lá, o pessoal da Seven Summit Tracks às duas da manhã, e aí eu saí do acampamento 2 às duas e meia.

Desceu eu, um polonês O Pavel E também um Sherpa Para nós dois O Sherpa falou, cara, vamos descer rápido Porque vocês ainda podem dormir Aí aconteceu Nós saímos do acampamento 2 Duas e meia da manhã

Meio corrido, passamos pelo acabamento 1. Chegamos 30 minutos depois de sair do acabamento 2 no acabamento 1. Paramos no acabamento 1 para tomar um chá quente e descemos a cascata de gelo. No final, gente, a gente demorou duas horas do acabamento 2 até no acabamento base. E na cascata de gelo, mesma coisa.

Passa, fenda, passa por cima daquela escada 5 conectada, só que dessa vez tinham duas escadas, o que facilitou bastante para não ter tráfego lá naquela área, mas também passamos na cascata ali debaixo daquele bloco de gelo gigante, que pode colapsar a qualquer momento, risco de avalanche, então por isso que a gente até deu uma apertada no passo para passar correndo. E aí deu tudo certo.

Aí chegamos então 4h30 da manhã no acampamento base, dei uma relaxada, dormi até as 8h da manhã, aí depois foi bater papo com o pessoal e agora é isso, agora é estar aqui no acampamento base, esperar o time da corda fixa chegar até no cume do Everest, fazer o cume.

que a gente espera que seja aí já entre os dias 15 de maio até dia 17 de maio, todo mundo na expectativa, e aí é começar com o plano para a Takakumi. Uma notícia boa que a gente teve foi que agora no finalzinho do dia...

O pessoal atingiu o campo 4. E aí parece que agora está indo, está indo bem. É isso aí, pessoal. Acho que eu falei bastante aqui. Mas é sempre bom mandar notícia para vocês aqui. Então, um forte abraço aí. Continue seguindo o pessoal do Extremos. E a gente vai se falando. Bora para cima, hein?

Muito bom, obrigado Francisco, ele foi bem detalhista dessa vez, é assim que a gente gosta, pode continuar mandando áudios assim. E lembrando, o Francisco Campos fez um primeiro ciclo de aclimatação lá no Lobo Cheiste, e agora acabou de fazer até o início da parede do Lótice. Então, agora a próxima vez do Francisco Campos é o ciclo de Kumi.

Ele vai sair do acampamento base, deve ir direto até o acampamento 2. Aí já não dorme mais no acampamento 1, porque já está bem aclimatado. E depois o acampamento 2 deve dormir talvez lá uma noite, que normalmente eles fazem isso para dar uma descansada. Aí sobe o acampamento 3, 4 e cume. E aí volta para dormir no acampamento 4. Então, o próximo ciclo do Francisco Campos é o ciclo de cume.

Outra informação importante que acabei de receber é que bateu o recorde de inscrições para a escalada do Everest nesse ano. Bom, a China fechou a face norte. Na verdade, a China fechou para os estrangeiros. Hoje eu fiquei sabendo que eles já estão com cordas no campo 3, que é 8.300 metros de altitude.

Então, eles devem chegar com as cordas, mais ou menos, próximo do mesmo dia da face sul. Mas, então, os alpinistas que iriam escalar pela China, pela face norte, que era o Tibete, acabaram vindo para o Nepal. Então, aí aconteceu esse recorde de 492 inscrições, 492 pérmites. Sendo que são...

387 homens e 105 mulheres. Dá 79% de homens e 21% de mulheres.

É uma temporada cheia, essa vai ser movimentada. Espero que a janela de Kumi seja bem larga para poder dividir os dias de ataque ao Kumi para não ser tão lotado assim os dias de Kumi. Mas eu até vou entrar, no início do podcast eu falei que ia colocar um pouco de drama, que tenha um pouco a ver com isso.

Então é uma temporada cheia, várias pessoas já, eu já até relatei aqui nos podcasts que já desistiram, mas isso é comum, tá? Todo ano, chega nesse período, já vários desistiram, né? Então não é os 492 que vão fazer o ataque ao Kumi. Tem que lembrar que esses são os estrangeiros, né? 492. Cada estrangeiro vai com pelo menos um Sherpa.

Tem expedições que eles colocam mais de um no grupo inteiro, né? Então eles colocam um ou dois a mais. Eu sei que tem agência que tem 40 clientes e nem é a maior essa, hein? Então no dia de atacar o cume, lógico, eles dividem também essa equipe de 40, não vai os 40 no mesmo dia, né? Porque cada um vai se aclimatando de uma forma, então eles depois vão dividir os dias de atacar o cume dessas agências. Nossos minutos.

Depois, no geral, eles tentam conversar entre si qual é a melhor janela, que dia que vai atacar o cume, para não ir todas as agências no mesmo dia.

E o grupo da Grade 6 está de volta ao campo básico de Everest. Depois de fazer uma aclimatação ali até o campo 3, agora estão de volta e eles devem descer até Nantibazar. Era para descer hoje de helicóptero para Nantibazar, mas o tempo estava fechado e eles devem descer agora nesse domingo para descansar e regenerar melhor o corpo em uma altitude mais baixa. Eles chegaram até o campo 3.

E isso é espetacular, já estão aclimatados agora até 7.100 metros. É interessante que o Eduardo, o Roberto e o Gustavo, esse foi o segundo signo de aclimatação deles. Eles primeiro fizeram lá no Lobo Cheiste e agora fizeram ali até 7.000 metros de altitude.

O Leonardo, Décio, Carlão, Adalberto e o Murilo, que apesar de estar acompanhando ele, está em outra agência, eles estão fazendo um ciclo só de aclimatação, que foi esse até o campo 3, até 7 mil metros. O próximo ciclo deles já é ciclo de cume. Então é interessante, eles estão fazendo uma expedição mais rápida, em menos de 30 dias, e vamos ver isso como vai se sair.

nos finalmentes, né? Eu não vou falar muito sobre isso porque amanhã ou depois amanhã eles devem começar a enviar os áudios pra mim de como foi esse ciclo, aí a gente cria um podcast só sobre esse assunto com eles. Então vamos para o tema que eu falei ali no início do podcast, sobre o drama da temporada, que lógico se baseia sobre as cordas e o clima.

E essa notícia vem do Arlan Arnett, que é uma das três pessoas no mundo que faz a cobertura do Everest, toda a cobertura. É o Arlan Arnett, que faz inglês. Tem o pessoal da Alpinismo Online, que é na Argentina.

E tem o Extremos comigo, Elias Luiz, que desde 2005. Então todos. O Alain Net, se não me engano, começou em 2004. O pessoal da Argentina também foi mais ou menos nesse período, no início do ano 2000. Então somos nós três que fazemos a cobertura da temporada toda. Outros sites publicam notícias quando acontece uma morte, alguma avalanche, algo assim. Ou de alguém famoso que chegou no cume. Então são as notícias esporádicas. Nós três que...

Há mais de 20 anos aí, fazemos a cobertura do dia a dia. E o meteorologista amigo dele passou uma informação para ele que eu vou ler aqui, abre aspas. Situação realmente complicada pela frente. O atraso causado pelo Serac colocou todos entre a cruz e a espada. Um sistema de tempestade atravessa o Everest entre os dias 9 e 10. Eu estou gravando isso no dia 9 e agora nesse momento já é 10 lá no...

Lá no Nepal. Depois eu confirmo com o pessoal lá se realmente nevou. E ele está falando aqui. Com acúmulo de 30 centímetros de neve. Depois disso haverá uma breve janela de cume. Em seguida o Jetstream ficará sobre o cume do Everest entre os dias 14 e 18 de maio.

Se eles não conseguirem abrir a rota até o cume no dia 13, então vocês podem imaginar o que acontece. Então é isso. Os Sherpas já tinham falado uma semana atrás que eles pretendiam chegar com as cordas ao cume no dia 15.

Até o dia 15, né? Eu não sei se eles já tinham essa previsão ou não. Então, mas pela essa previsão, eles têm que chegar com as cordas até o dia 13, no máximo, sei lá, talvez o início do dia 14, não sei que horas que vai chegar esse Jetstream, que tá marcado pro dia 14, né? Então, se as cordas chegarem antes, não tem problema nenhum, maravilha, né? Então, a partir aí, nisso, como o Jetstream vai estar do dia 14 ao dia 18,

no kumi, as equipes já podem começar a subir para fazer o ciclo de kumi. Por quê? Vamos supor, a equipe subindo no dia 15, ela chega no dia 16, ela chega no dia 15, no acampamento 2, dorme mais uma noite no acampamento 2, depois dorme no acampamento 3. Quer dizer, até o momento que eles começarem a fazer o ataque ao kumi, já deu o dia 18 ou dia 19. Então, é...

Eles podem começar. Lógico, aí quanto mais próximo tiver, melhor eles vão ter a previsão desses dias. Agora, aí complica, né? Para caso os Sherpas não conseguirem instalar as cordas no cume até antes desse Jetstream aí que vai ficar do dia 14 ao 18. Aí eles só iriam conseguir chegar no cume no dia 18 ou 19, né? Então isso complicaria toda a temporada. Mas os Sherpas também já falaram que se precisar, eles prolongam

a temporada do Everest até a primeira semana, ou até dia 10 de junho. Isso já aconteceu antes, é raro, é muito raro acontecer isso, mas já aconteceu. Por quê? Quando chega junho, começam a chegar as monções, então aí o clima começa a piorar ainda mais. Mas, então, se é início de junho, depende do ano, não tem problema nenhum. Então, eu acho que nós não teremos grandes problemas, apesar de a gente ter esse ano o recorde de pessoas...

que está escalando o Everest. Então, desde que a gente tem uma janela com vários dias de cume, eu acho que a gente não vai ter problema nenhum. Agora, imagina que, tudo bem, as cordas chegam no cume, só que aí mesmo assim vai ter dias ventando, dias não tão bons, e só tem, vamos supor, uns 5 dias para chegar no cume. Aí imagina você colocar quase mil pessoas em 5 dias.

aí sim que complica, que aí vai ser muita gente todos os dias tentando chegar ao cume. Mas aí, a gente só vai saber disso mais para frente quando a gente tiver melhores previsões do clima. Eu espero que corra tudo bem, imagino que vai correr tudo bem, mas vamos esperar.

É isso, pessoal. Quem quiser comprar meus livros, está lá no extremos.com.br ou você acha lá no Mercado Livre ou na Amazon. Elias Luiz, aí tem livro do Everest, Vialpina, Rock Mountains, Patagônia, Tour de Mont Blanc e com o Gisladen. Também tem versão digital que você pode achar tanto na Apple Books, na Apple Livros ou na Amazon. Então, é isso. Valeu, pessoal. Obrigado e até o próximo podcast.

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