Depois de um tempo
Nesse episódio eu falo sobre britadeira
Johnny Drummond
- Invenções humanas inspiradas na natureza e suas funcionalidadesbritadeira inspirada no pica-pau·avião inspirado em pássaros voando·carro inspirado em animais que correm·ventilador inspirado na brisa natural·ar condicionado para combater o calor
- A dificuldade de focar em muitas coisas acontecendo ao mesmo tempobarulho de britadeira durante a gravação·agonia de tentar prestar atenção em tudo·dificuldade de focar em várias atividades
- A evolução das invenções e a criação de objetos a partir de necessidadescomputador como invenção incrível·celular e relógio como computadores·motocicleta a partir da bicicleta com motor·descanso da moto como necessidade·microfone para amplificar a voz
- A origem e o sentido dos nomes de objetos cotidianoscadeira como 'sentador'·cama como 'deitador' ou 'dormidor'·aparador para 'aparar' coisas·cortador de unha com nome autoexplicativo·abridor de lata com nome funcional
Meu nome é Johnny Drummond, sejam bem-vindos à minha mente. Tá começando mais um pensamento alto, pensamento, é um podcast, né, que eu, podcast, você entra na minha mente, escuta meus pensamentos. Acho que assim começa. Tem tanto tempo que eu não gravo podcast que eu acho que eu perdi, perdi o bordão que tinha de introdução. Nesse momento tem uma obra acontecendo, não sei se vai dar para sair na gravação. Mas tem um barulho na rua, parece uma britadeira.
Não era que eu gostaria que tivesse agora no momento que eu tô gravando, mas acontece também. O mundo continua o tempo inteiro que tá acontecendo qualquer coisa, tá acontecendo outra coisa também. Sempre que tá acontecendo uma coisa, ao mesmo tempo essa coisa que tá acontecendo, muitas outras coisas estão acontecendo também, tudo ao mesmo tempo. Uma coisa uma coisa não vai esperar outra coisa acontecer para começar a acontecer.
Elas vão acontecendo tudo junto, né, eu acho. E aí às vezes fica até muita coisa na cabeça, né, porque como acontece muita coisa junto, você pode passar por esse momento de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e dá até uma agonia se você tentar prestar atenção em tudo ao mesmo tempo. Se você for no lugar que tiverem talvez 10 pessoas, e essas 10 pessoas cada um tiver fazendo uma atividade, essas 10 pessoas cada um tiver fazendo uma atividade, acho que é difícil prestar atenção em 3 pessoas.
Já é difícil, eu acho, dessas 10 aí. Porque se tiver uma pessoa dessas 10 uma atividade aqui, ela tiver costurando, aí a outra pode estar pintando um quadro, a outra tá consertando o computador, aí a outra tá tocando a guitarra, aí a outra tá dançando, aí a outra tá cozinhando uma comida, um alimento, a outra tá fazendo esse barulho que estão fazendo agora nesse momento, que parece uma Parece um pica-pau feito de aço tentando furar o chão, meio que isso.
Acho até que a britadeira foi inventada nesse sentido, né? Acho que ele foi visto, pica-pau, e falaram, ó, esse bicho aqui ele bate o bico na madeira e a madeira começa a furar aqui, ó, e até corta a madeira aqui. De acordo que ele vai bater no bico. Se a gente fizer uma máquina que faz isso, só que de metal, a gente coloca isso nas pedras, aí vai fazer a mesma coisa que faz na madeira, só que nas pedras, porque vai ser um bico do pica-pau aqui.
E acho que fizeram a britadeira assim. E a britadeira, eu acho que a britadeira que tá rolando aqui, acho que não pode ser outra coisa que pode estar acontecendo aqui não. Em algum lugar que estão fazendo uma obra, tá tendo essa Essa britadeira. Acho que muita coisa do nosso mundo que foi inventado foi inventado de acordo com a natureza. Ser humano vê a natureza e inventa outra coisa. Passarinho voando, olharam, fizeram avião, porque, ó, tem passarinho voando.
Se a gente fizer um negócio tipo aquele passarinho ali que voa, a gente vai dentro, já vai ser legal. Ser humano foi lá, inventou isso também. Ah, isso ali é um bicho que corre muito rápido. Carro, pronto, já pega ali, já bota 4 rodas, né, e já vai como se fosse as 4 patas de um bicho. Até o carro até hoje fala que é esse carro aqui é muito potente, que tem a potência não sei quantos cavalos. Já bota o bicho aí no meio, já vou ver o Jaguar, né, que é um carro Muito brabo.
Se for ver o Jaguar, o Jaguar ele é um carro que tem um bicho, né, na frente dele. O bicho são, os bichos são o tempo inteiro aí usado como referência. As coisas da natureza, né, são usadas como referência o tempo inteiro para fazer as outras coisas. Pô, ventilador, bom, bateu uma brisa aqui boa. Pô, se tivesse a máquina que fizesse uma brisa, uma máquina que faz brisa artificial, Pô, tem como fazer? E aí vamos fazer. E aí faz a máquina que faz um vento que já tem na natureza já.
Pô, tá calor para caramba aqui, se a gente fizesse uma máquina que fizesse não fazer mais calor, uma máquina que funciona de um jeito que fica tudo frio, fica tudo frio. E aí, será que vale? Pô, vamos fazer então, vamos fazer uma máquina que fica tudo frio aí. O tempo inteiro, bora, bora, e aí faz. E aí, entre outros, que mais? Gelo na natureza. Pô, se fizesse alimento baseado na neve, ia ser bom também. Aí faz. Há muita coisa o ser humano faz é baseada na natureza, exceto outras coisas também, né?
Acho que um computador, por exemplo, que tem a tela, o monitor, Não sei se pode ser baseado na natureza, mas ao mesmo tempo pode sim, porque a gente vai ter que ver imagens. Imagem a gente já vê na natureza também. A gente escolheu uma caixinha para ver um monte de imagem. É incrível, computador, acho que é uma das invenções mais incríveis, porque nesse momento eu tô com um computador na mão, né? Tudo é um computador, na verdade.
O celular é um computador, um relógio acaba sendo um computador, né? Eu acho muita coisa, eu acho que o computador. E aí os cara inventaram um computador que aí dá para usar, e aí usa internet, fala com uma pessoa que tá em outro lugar do mundo. Você conversa com essas pessoas que estão em outro lugar do mundo. É muito impressionante que o ser humano vai inventando. Eu acho que eles vão inventando e aí vão inventando as coisas em cima do negócio que já inventaram.
Eu acho que é isso também que vai acontecendo. Porque se você for parar para pensar numa invenção da motocicleta, o cara inventou a motocicleta, mas eu acho que antes de inventar motocicleta inventaram o carro. E aí de repente o carro pode ter tido algum acidente, alguma coisa que andou em duas rodas, falou, opa, andou em duas rodas aqui, isso aqui se a gente fizer um que é só de duas rodas mesmo, a gente faz mais fininho. E aí faz, inventou a moto, motocicleta, pegou a bicicleta, né, já tinha inventado anteriormente, botou o motor e virou uma motocicleta.
Na verdade, acho que deve ter sido isso. Fizeram a primeira bicicleta e aí falaram, pô, legal isso aqui, se a gente fizesse um negócio que não pedalasse mais. Bota o motor aí do carro, não sei se já tinha inventado o carro, pega o motor aí e bota aqui na bicicleta. Pronto, motocicleta. Botaram até esse nome porque tem um motor e é uma bicicleta ao mesmo tempo. Então é motocicleta. E aí acho que fizeram a motocicleta e aí pensaram, pô, mas e aí, a gente parou a motocicleta aqui, se a gente soltar a motocicleta aqui ela cai.
Aí tiveram que inventar um descanso, né, para poder descansar a moto enquanto não se está usando. E aí veio a invenção do descanso. Aí ninguém inventou um descanso se não existisse motocicleta antes, eu acho. Até a motocicleta aqui Aliás, não existe motocicleta aqui, mas ó, inventei um descanso. Mas o que que é isso aí que você inventou? Essa aqui é um descanso. Mas para que que serve isso aí? É para descansar as motocicletas.
Pô, mas o que que é motocicleta? Ah, não sei o que é motocicleta. Motocicleta acho que é um negócio que eu vou inventar ainda. E aí quando inventarem, já tem isso aqui, descanso. Acho mais difícil ter acontecido isso. As coisas vão acontecendo de acordo com as coisas, com as necessidades. Eu acho, acho que tem muito objeto no mundo que são feitas de acordo com a necessidade. Ah, microfone, a pessoa fala baixo. Pô, mas se a gente fizesse um aparelho que botasse perto da boca dessa pessoa e o som da boca dessa pessoa ficasse alto para caramba?
Pô, vou inventar isso, é, vamos tentar fazer, porque a pessoa vai falar, a pessoa precisa falar tão alto, porque já vai amplificar aqui, ó, nesse negocinho aqui. Aí vai um microfone também, legal, já é outro objeto também. E aí acho que um objeto puxa o outro no final das contas, e a necessidade tem essas coisas, né? Uma cadeira, por exemplo. A gente descobrir que o ser humano senta em lugares para descansar, né? O ser humano tem duas pernas, fica em pé, aí beleza.
Aí tem um momento que o ser humano precisa descansar corpo dele, ele senta num negócio que inventaram, que é a cadeira, que é um— poderia se chamar sentador, sentador, cadeira. Não sei de onde que vem a palavra cadeira, não sei por que que tem esse nome. Não sei se existe, se essa palavra existe há muito tempo. Depois eu vou pesquisar sobre a palavra cadeira, de onde que vem. Mas realmente não faz mais sentido. Um sentador, assim como uma cama, poderia ser um deitador também, já que um potinho de comida de um cachorrinho muita gente chama de comedor.
Um lugar onde você bebe água, o pessoal chama de bebedouro, bebedouro, né, também. Então acho que poderia ter esses nomes também. Cadeira, o pessoal ia se acostumar a chamar de sentador, ia ser mais tranquilo. Mais tranquilo não, mas ia ser acostumável, mas ia fazer mais sentido. Porque cadeira, cadeira, cadeira, não, essa palavra não me remete ao que a cadeira é. Agora, sentador, que a gente faz, senta no lugar. Sentar é o quê?
O ato de você encostar nas nádegas em algum lugar. É doideira também isso, mas é, no final das contas é isso. E aí então você tem um sentador Faz mais sentido que você ter uma cadeira, assim como você tem um deitador ou um dormidor, se for uma cama, chamar de cama. Cama também, essa palavra deve ter vindo de algum lugar até chegar em cama, deve ter vindo de algum lugar para chegar na cama. Um apoiador também, aparador. Existe o aparador que ele serve para aparar as coisas, né?
Imagina que o aparador Uma mesinha, ele serve para parar. Acho que eu vou pegar essa coisa aqui, e essa coisa que ia ser puxada pela força da gravidade vai ser aparada agora nesse objeto aqui que se chama aparador. Pronto. Assim como um cortador de unha se chama cortador de unha. Acho que é um nome muito bom, acho que escolheram muito bem. Quando escolheram o nome do cortador de unha, para mim, a pessoa ali mandou bem demais. Que ela pegou um negócio que é um cortador de unha e falou: o nome desse cortador de unha aqui vai ser cortador de unha.
Pronto, não vai ser cadeira, não vai ser mesa, não vai ser cama, essas palavras que não fazem tanto sentido. Vai ser cortador de unha. Então quando tu fala cortador de unha, a pessoa já não vai perguntar: ué, que que é isso, cortador de unha? A palavra já vai dizer já, ó. Aí falou já cortador de unha, então já sabe o que que é, não vai nem perguntar sobre isso, que já Um cortador de unha. Agora, cadeira, difícil de saber o que que é.
Mesa, que isso, não sei o que que é. Aparador, opa, aparador já sei um pouco. Aparador, ele apara alguma coisa, né? Ah, para parar as coisas que bota aqui, né? Beleza, então aparador, mais ou menos esse nome. Poderia ser apoiador, poderia ser superfície, pano para colocar coisa em cima, mas é muito grande também. Fica muito grande também. Cama poderia ser deitador ou dormidor. Cadeira poderia ser sentador. Mesa poderia ser— é, acho que ficou como aparador mesmo, que mandaram bem também nisso.
Abridor também, acho que o abridor também é um ótimo nome quando escolheram. Abridor de lata, e aí a palavra já sabe o que que é. A pessoa fala, me dá aquele abridor de lata. Já sabe que aquele negócio ali serve para abrir lata. Para que que serve abridor de lata? Então ele serve para abrir lata. Então tem nomes que serve legal. Serrote. Serrote é um nome que ele vem de uma variável da serra, né? Que a serra é feita para serrar.
Então você serra ali A Serra com S, né? Tem a Serra com S, se eu não me engano. Tem Serra com C também, posso estar enganado. Língua portuguesa é difícil, hein? Língua portuguesa é bem difícil. Pensamento Alto, depois de muito tempo, voltou. Não sabia que eu ainda sabia gravar esse podcast. Vai voltar mais vezes. Talvez tenha mudado o formato sem querer aqui, porque eu acho que não existe desde o ano passado. Então, de um ano para cá, as pessoas vão mudando, né?
As pessoas vão aprendendo coisa, esquecendo coisa, aí reaprenderam uma coisa que já tinha aprendido, mas esqueceu, aí aprende mais uma vez. E as pessoas vão mudando o jeitinho delas de alguma forma. No caso, como eu faço parte das pessoas, eu também tô incluído nisso. E deixa eu dar uma olhada aqui, ó. Caramba, já tem bastante tempo aqui de podcast. Você olhar agora no podcast, você vai ficar até impressionado, porque eu vou falar exatamente o tempo que tem que você tá olhando aí, ó.
Você tá olhando aí e tem 14 minutos e 29 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39, 40 segundos. Agora fechou, tá vendo? Eu tô vendo aqui em tempo real. Obviamente que é uma gravação, mas é sendo visto aqui em tempo real o tempo que tá sendo gravado. Vai fechar com 15 minutos porque é muito tempo também. Talvez 15 minutos e 15 segundos para ficar um tempo legal aqui. Agora que eu tô verificando aqui o tempo, eu tinha um bordão também que finalizava, que eu vou tentar lembrar dele agora em 15 segundos, menos de 15 segundos, 5. É: todo pensamento que começa, uma hora termina.