Episódios de TinoCast — Bastidores da Indústria Criativa

#089 — O poder da ação coletiva

06 de maio de 20261h29min
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O que faz uma comunidade acreditar que pode transformar a própria realidade? Neste episódio, conversamos com Felipe Denz, facilitador e coordenador de projetos no Instituto Elos, sobre tecnologia social, mobilização comunitária e desenvolvimento territorial. A partir de experiências como as Vivências Oasis, ele compartilha aprendizados sobre ação coletiva, confiança e o papel das pessoas na construção de mudanças reais, mesmo com poucos recursos.

Host: Alan Miguel Gonçalves

Co-host: Daniel Cuca Moreira e Flavia Barros

Apoio: Differ Coffee, Padoca da Baxa, Laborama, Livraria Vanguarda

Patrocínio: Agência Incomum

Patrocínio Máster: Parque Una

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. Você também estará ajudando a nossa iniciativa.

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📺 Assista no YouTube, toda quarta, às 20h: youtube.com/@TinoCast_IC

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Participantes neste episódio2
A

Alan Miguel Gonçalves

HostHost
D

Daniel Cuca Moreira

Co-hostCo-host
Assuntos7
  • O papel da tecnologia na sociedadeO que faz uma comunidade acreditar que pode transformar a própria realidade? · Mobilização comunitária e desenvolvimento territorial · Vivências Oasis como metodologia · Construção de confiança e relações · O papel das pessoas na construção de mudanças
  • O Jogo Oasis e suas EtapasOasis como tecnologia social certificada · Etapas do jogo: Olhar, Afeto, Sonho, Cuidado · A importância de identificar sonhos comuns · Construção de maquetes como ferramenta · O 'milagre' do mutirão e a celebração
  • A Mudança de Perspectiva: Problema vs. SonhoA teoria das vidraças quebradas · A importância de focar no que as pessoas valorizam · Transformar utopia em metodologia · O poder da inspiração e do engajamento
  • Fundação Oasis· SociedadeExperiência do Oasis Pelotas em 2015 · Oasis em escolas e contraturnos escolares · Oasis para empresas e resolução de conflitos territoriais · Oasis para condomínios e comunidades · Oasis para desenvolvimento territorial e planos de bairro
  • Liderança HumanizadaDiferença entre liderança formal e afetiva · O papel das lideranças afetivas na mobilização · O protagonismo das pessoas na construção de soluções · A importância de acreditar no potencial das comunidades
  • Financiamento e Viabilização de ProjetosO que é possível fazer agora com poucos recursos · Busca por financiamentos e editais · Mentorias para escrita de projetos · Desenvolvimento de planos territoriais
  • Formação UniversitáriaGuerreiros Sem Armas: formação internacional · Geração GSA: programa para jovens · Elos na Liderança: programa para lideranças corporativas e comunitárias · Origem do Instituto Elos e a arquitetura
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Bom, vamos lá Tiro!

Salve, Atinada e Atinada. Esse é o TinoCast, o podcast da indústria criativa de pelotas e região. O TinoCast é um podcast parceiro do grupo DDD53 e a gente está gravando aqui no Alma Studios. Vida a ideias e criações. O Tino vai ao ar toda quarta-feira. Se você está nos assistindo agora no YouTube ao vivo ou se começou a assistir no YouTube também ou nos escutar...

em outras plataformas, vai no nosso perfil, dá um like ou no vídeo ou também no canal porque é muito importante para que mais atinados conheçam essa iniciativa que é o TinoCast, que a gente está quase completando dois anos. Olha que espetáculo, dois anos de podcast toda semana na sua tela ou no seu...

Streaming. Streaming favorito. Agora estamos em todas as plataformas. Quer no Amazon? Tem no Amazon. Quer no Deezer? Deezer. Toma Deezer. Quer Spotify? Tem no Spotify. Tem em tudo que é lugar. Agora não tem desculpinha de não nos ouvir ou de não nos assistir. Ai, não tem na minha plataforma. Tem.

Na sua plataforma preferida. Todas as plataformas, todas. Aqui na dela tá aparecendo um QR Code que leva lá pro nosso link da bio do Instagram. E lá tem tudo que já aconteceu no Tino e também tem um link que direciona você pro Apoia-se. Que é uma plataforma que você pode se tornar um atinado e fazer parte da nossa comunidade, contribuindo com as pautas, sabendo quais são os primeiros episódios inéditos que vão vir aqui, com contribuições a partir de...

15 reais. É isso mesmo. 15 reais. É um litrão. Olha aí. Um litrão. Um litrão. É um litrão a menos. Não é? Pra quem toma um litrão. Eu acho que é malata. Dependendo do rolê que tu vai, é um... Uma longinete. Uma longinete.

Mas é isso aí, ó. 15 reais faz parte da nossa comunidade e se torna um atinado e apoia a iniciativa da indústria criativa da nossa cidade e da nossa região também. Vou começar agradecendo aos nossos apoiadores. Boas pazes, que hoje eu tô bem. Tá, tá, tá. Vocês acordaram a mim hoje. Que isso aqui, ó. Não, o Puka me desafiou. Ah, eu vim. Ele sempre lia, né? E hoje o roteiro tá em tópicos. Ele teve que improvisar, olha só que maravilha. É verdade.

Começar agradecendo aos nossos apoiadores. Differ Coffee, Padoca da Baixa, Laborama e Livraria Vanguarda. Usando o cupom nas compras da Livraria Vanguarda no site, você ganha 10% de desconto e parte desse valor é revertido para a nossa iniciativa. E qual é o cupom? Tino. Tino. Tino. T-I-N-O. Usando esse cupom, você ganha 10% de desconto. Também agradecer aos nossos patrocinadores.

O TinoCast é patrocinado pela... Em comum, cuidadores de marca. E também ao Parque Una. Imagina você trabalhando em frente a um lago, com gente caminhando, se exercitando, curtindo o dia. Pause. Tá vendo que tem texto? Eu leio. Não pode ter texto. Não, mas esse aí tu não sabe de parte. Esse aqui mudou. Esse aqui mudou, óbvio que ele mudou. Não, não. Um lugar onde as pessoas se sentem bem, ele é aberto, te convida e inspira. O Parque Una.

O Parque Una é uma extensão do escritório. Você pode fazer reuniões nos cafés, sair com a equipe para ir já cabeça ao ar livre e interagir com centenas, não, milhares de outros negócios que já estão em atividade por lá. E se também quiser morar, tem como morar lá? Tem. Tem. Tem. Com Una Fácil você consegue... Aí misturou o meu chão.

Vou cortar, então volta. E também é possível morar lá no Parque Una. O Parque Una é um bairro para ser vivido agora.

E o nosso convidado de hoje, que vai daqui a pouquinho, está hospedado no Palácio. Está hospedado no Palácio. Num Airbnb. Está gostando? Estou gostando bastante. É legal, né? É. Aquela vista, aquele lago de noite ali, o pessoal correndo. É, ele não dormiu ainda. Ah, chegou. Chegou hoje, chegou. Chegou hoje, chegou. Ah, não. Vai dormir hoje, vai dormir. É. Vai ver. Vai dormir. Vai dormir, vai ver. Mas tinha bastante gente se exercitando lá, correndo, família. Bem legal.

O Mário falou no episódio de Shopping, né? Que Mário? Ah, tá. O do shopping. O do outro episódio. O do shopping. Que o Parque Uno é uma coisa surreal em Pelotas. Que é assim, tipo, uma Pelotas completamente diferente de Pelotas. E é assim, é. É um outro lugar. E, bom, já conhece, né? O Parque Uno já conhecia? Não, não conhecia ainda. Primeira vez. Então, tem várias restaurantes. Quando ele veio da outra vez, não tá lá. Não tá. Tão forte.

Hoje o tema do nosso episódio é tecnologia social. O que faz uma comunidade acreditar que pode mudar algo? Por que soluções simples muitas vezes não acontecem? Qual é o maior erro de quem quer ajudar uma comunidade? Enfim, essas são algumas das frases que vão nortear o nosso papo. E hoje o nosso convidado, antes de eu apresentar o convidado, dá um like nesse vídeo aqui e já se inscreve no canal. Porque esse episódio, tenho certeza que vai mudar a tua vida. Tenho certeza.

Nosso convidado de hoje, Felipe Dens, facilitador e coordenador de projetos no Instituto ELUS, onde atua na realização de diagnósticos para investimento social e na implementação de processos de mobilização comunitária e desenvolvimento territorial. Formado pelo programa Guerreiros Sem Armas, já facilitou diversas vivências

Oasis, em diferentes contextos, e hoje integra o quadro de facilitadores do programa. Gestor de turismo e pós-graduado em ciências humanas pela PUC-RS, esteve à frente da vivência Oasis Pelotas em 2015. Bem-vindo. Chega a outra frase já. Olá, pessoal. Transformar não é utopia, é metodologia.

Acho que essa frase a gente tem batido muito nessa tecla lá no Elos. Maravilha. E teu arroba? É Felipe Dens. E o do Elos? É Instituto Elos. Não é Elos Brasil? Agora fiquei na dúvida. Eu acho que é Elos Brasil. É Elos Brasil, tá certo. Conosco, nosso time completo hoje, Flavinha X Barros.

Você não pode voltar atrás e mudar o começo, mas pode começar onde está e mudar o final. Arroba Flávia X Barros. Mudança é agora. Daniel Cuca Moreira. Não há sobre nós sem nós. Arroba Curri em Comum. Profundo. Dale, tudo, tudo que nós tem é nós.

A gente tá muito junto. Porra, arroba alamiguelgonçalves, a gente nem se falou, não se falou. Arroba alamiguelgonçalves, arroba alma.estudios.br Bem-vindo, Felipe. É arroba elosbrasil.

Que prazer te receber aqui, cara. Bem-vindo à nossa cidade. E é um tema que a gente já queria... Já estava na pauta há horas e conseguimos essa oportunidade de te ter aqui. Bem-vindo. Que legal. Eu estava com saudade. E aí, acho que quase... Estava para fechar uns 10 anos que eu não vim a Pelotas.

já tinha conversado algumas vezes com a Estela dizendo, nossa, uma hora dessas eu quero aparecer por lá ano passado eu encontrei com ela no aeroporto falei, não, muito em breve eu vou aparecer em Pelotas e aí surgiu essa oportunidade de vir aqui pra conversar, matar saudade também

Eu carrego comigo memórias incríveis da experiência do Oasis Pelotas de 2015. Que legal. Foi um presente, assim, a oportunidade de ter participado, de ter conduzido. Que legal. Essa experiência. Para contextualizar, para quem não conhece, o que foi o Oasis em 2015, explica como é que foi esse trabalho para a gente começar dando esse pontapé inicial. Perfeito.

Acho que uma coisa que pode ajudar, assim, a compreender, né? Então, assim, eu trabalho, hoje trabalho pro Instituto Elos, é uma organização de Santos, nós trabalhamos muito, assim, com educação social, estimulando e promovendo que as pessoas consigam transformar suas próprias realidades. Existem muitas linhas que a gente atua, e o Instituto Elos desenvolveu alguns métodos, algumas ferramentas de trabalho, inclusive uma delas.

que é o Jogo Oasis, que é uma tecnologia social, certificada pela Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais. Então, ela está disponível lá no site, na plataforma de tecnologias sociais, como uma ferramenta possível para gerar transformação. Então, o Instituto Elos desenvolveu um método, uma forma de aplicar um conjunto de ideias sobre como envolver pessoas em torno de um grande sonho que seja comum a essas pessoas.

Então como que a gente pode fazer pra convidar essas pessoas, pra engajar, pra mobilizar, sensibilizar, e que elas se movimentem na direção do que é importante pra elas, né? Não o que eu acho que é importante pra elas, né? E eu apoio. Acho que um...

outro ponto também, né, que veio ali do Guerreiro Sem Arbors, então o Instituto, elas têm uma formação, então tem um programa pra pessoas que querem aprender, né, a atuar no mundo, a gerar impacto, pessoas que podem estar começando nessa história ou pessoas que já trabalham ou que já têm projetos, então a gente tem um programa, né, então o Instituto tem um programa que forma, eu fui, fiz essa formação em 2012 e aprendi esse método, né, conheci esse método profundamente, né.

E depois disso surgiu a oportunidade, esse convite de estar aqui e realizar essa vivência do jogo Asis em Pelotas, para reunir toda essa rede da Incomum para celebrar a existência.

da incomum, dessas relações, a própria cidade e juntar todo mundo para promover essa história. Então, o jogo está dividido em algumas etapas que conduzem esse processo e nós reunimos um time, visitamos alguns lugares, identificamos um lugar que tinha um potencial para a gente fazer esse trabalho.

E aí eu conduzi algumas atividades que nos levaram a conhecer mais as pessoas desse lugar, conhecer mais sobre as histórias dessas pessoas.

E a gente acabou identificando, pelo método, identificando algo que faria muito sentido para essas pessoas. No caso, tinha uma área, um terreno próximo das casas, e as pessoas queriam que esse lugar tivesse algumas melhorias, tivesse uma cara mais de praça, que eles pudessem se reunir com mais estrutura, com mais infraestrutura. E aí a gente topou entrar nessa história com essas pessoas que a gente conheceu. Era chamado de praça, inclusive. É, isso. Só que...

Ninguém cuidava da praça. Exatamente. A prefeitura não tem jardineiros pra cuidar de todas as praças. Então a praça era um matagal. E os moradores também não cuidavam. É, e aí... Então assim, naquela época a gente dividiu em duas etapas esse processo todo. A primeira etapa, o objetivo principal era identificar esse sonho comum.

e aí na segunda etapa a ideia era reunir o maior número de pessoas que a gente pudesse e conseguisse, pra colocar a mão na massa e fazer acontecer essa história então a gente parte a história do Asis, assim, né, acho que uma linha interessante é, a gente parte de uma mobilização de um estímulo, de uma aproximação com as pessoas de um determinado local

A gente constrói minimamente uma relação de confiança com essas pessoas, né? Então a gente vai pra lá pra descobrir o que existe de bom nesse lugar. O que é mais comum, assim, é... Nossa, aqui falta isso. Aqui não tem aquilo. Olha que ruim que tá tal coisa, né?

Bom, e pra gente descobrir os sonhos das pessoas, porque o sonho é o que vai nos orientar pro mutirão, né? O que vai ser feito, né? Pra gente falar de sonhos, a gente não acredita que o melhor caminho é começar falando do que tá ruim, do que tá feio, né? Então, assim, pô, eu preciso te conhecer mais pra poder falar de algo... Eu tô falando sonho, não algo assim... Ah, eu gostaria muito disso. Quando a gente fala sobre sonhos, a gente fala sobre...

as mais altas aspirações que a gente possa ter sobre alguma coisa, assim, né? Então, o que é aquilo que eu paro e olho pra cima e me conecto e faz o meu olho brilhar ao ponto de eu me movimentar? Isso, sabe, me aquece, me gera uma inquietação e eu falo, nossa, mas isso é muito legal. E se isso acontecesse, tipo, eu tô disposto a acordar mais cedo amanhã antes de trabalhar pra ir fazer essa história acontecer. Então, a gente vai em busca disso, né?

Então a gente busca primeiro reconhecer o que tem de bom, o que tem de belo, genuinamente, e a gente usa esse reconhecimento para se aproximar das pessoas. Então quando eu visualizo algo que para mim é belo, que me toca, a ideia é que eu possa usar isso como estratégia para tentar descobrir quem são as pessoas que cultivam essa beleza nesse lugar.

Então se eu passo na frente de uma casa e vejo umas plantas ou uma pintura, alguma coisa e falo assim, nossa, isso aqui é muito legal. É bem provável que tenha alguém dedicando tempo pra fazer isso acontecer. E se a pessoa tá dedicando tempo pra cultivar essa beleza é porque isso é importante pra ela. E se isso me toca a gente tem a chance de descobrir algo que a gente compartilhe de valores. Então assim, ó tem algo aqui que é semelhante pra nós dois.

Então, as primeiras etapas do Jogo Oasis, antes da gente falar sobre o que fazer, a gente experimenta e a gente dedica tempo para se conectar com as pessoas. É um pouco um processo de cartografia, assim.

De andar, de observar, de... Eu acho que pode ter alguma semelhança, sim, né? Esse grupo se espalha com a orientação de evitar falar sobre coisas a fazer e sem estabelecer vínculos, né? E aí, minimamente, esse vínculo estabelecido, aí a gente começa a abrir o espaço para falar dos sonhos. Às vezes, dói falar de sonhos.

Porque a vida não é muito fácil, muitas vezes, não é simples. Então, precisa ter esse lugar, assim, né? E aí, conversando com uma pessoa aqui, outra pessoa ali, a gente vai conseguindo perceber o que está mais quente, assim, no momento, né? Nossa, olha só, essa pessoa falou disso. Mas eu falei com uma pessoa que também falou tal coisa, né? Muitas vezes esse sonho não vem, assim, já tão elaborado. A gente vai, com o tempo, a gente vai ganhando experiência e a gente vai...

A gente vai entendendo que as pessoas às vezes estão falando de algumas necessidades que não estão sendo atendidas e a gente consegue traduzir para algumas coisas que possam atender essas necessidades, essas demandas. A praça é muito comum porque a praça, em muitos lugares, ela não existe.

Mas a praça é a estratégia para muitas outras coisas. E eu acho que isso foi muito forte naquele ano. Então a praça é um ponto de encontro. É onde as mães podem ir com as crianças, as pessoas se encontram, os amigos, vai tomar um chimarrão, vai bater um papo. Então a praça pode colher atividades, esporte, dependendo do tamanho da estrutura.

Se eu não me engano, eu não lembro de todos os detalhes, mas acho que a praça vem muito com essa característica de valorizar o espaço e tornar o lugar de encontro das pessoas ainda melhor. E aí a gente criou algumas estratégias, a gente conversou, a gente convida as pessoas para cuidar desse sonho. Então a gente começa no olhar, a gente depois vai para o afeto, depois a gente vai para o sonho e depois a gente vai para o cuidado. São os nomes que a gente tem no jogo dessas etapas.

E a etapa do cuidado é pra realmente cuidar desse sonho. Então se isso é importante, se tem um grupo de pessoas aqui que sonha isso, isso toca, move. As pessoas saíram de casa e vieram numa reunião pra conversar sobre isso. Aí é porque a gente convida e não sabe se elas vão aparecer. Sim. Porque por enquanto é um bando de louco que tá lá querendo saber qual é o sonho das pessoas. Sim, que elas já devem ter passado também por outros momentos de terem promessas e não terem...

Daqui a pouco, ah, eu vim aqui, disse o que eu queria o que eu desejava e me prometeram e nunca fizeram nada, vou de novo falar, talvez... E tem uma descrença de que é possível, né a vida tá dura demais ah, não vai rolar essa história, não vou sair de casa não vou... Tem ninguém lá que vai fazer essa história acontecer né

Vá que eu acredite e me decepcione. Total. E aí uma das coisas que a gente mais escuta é o seguinte. Depois que o processo acontece, naquele dia eu só vim porque aquela pessoa foi lá conversar comigo na minha casa.

Então, muitas vezes, a pessoa nem vem tanto, assim, pela possibilidade do sonho, mas ela vai, assim, ó. Eu tô indo lá porque é o seguinte, eu tomei um café com um rapaz, um cuca. Foi tão legal essa conversa, sabe? Ele não chegou apontando coisas, dizendo o que eu preciso, né? Ele tava lá me escutando, minha história. E é impressionante como as pessoas gostam de contar essas histórias, né? E quando a gente faz essa apreciação sobre o belo, né? Todo mundo gosta.

Quando alguém aprecia algo, né? Que foi feito... Então, quando eu chego, eu falo assim, nossa, que jardim bonito esse, né? Tipo, eu tenho um jardim na minha casa também, eu gosto tanto, né? E a pessoa, nossa, sou eu que faço esse jardim. E aí já cai, assim, tem várias coisas que caem por terra já, e tá aberta a possibilidade da gente ter essa relação, né?

E é claro, a gente tem um hábito, não precisa ser sempre assim, mas a gente tem um hábito de construir maquetes. Então a gente busca o que a gente pode fazer se nós nos reunirmos em um final de semana. Num final de semana breve, não muito distante. Ou naquela mesma semana, ou na semana seguinte, ou duas semanas depois.

O que a gente pode fazer que vai nos aproximar desse sonho? Ou que vai concretizar esse sonho também, em alguma medida, se a gente se juntar, juntar nossas habilidades, nossos talentos, nossa vontade, nossa determinação de fazer algo acontecer. Mas também os recursos que a gente puder acessar na nossa rede. Ou seja, o que existe disponível hoje para que a gente possa caminhar na direção dos nossos sonhos?

Tem sonhos que são muito grandes, que demandam tempo, planejamento, infraestrutura, muito dinheiro. Tá bom, mas por onde a gente pode começar? Eu acho que isso é uma coisa muito legal do que um jogo oasis, um dos potenciais do jogo oasis.

é confirmar que existe a possibilidade da gente dar alguns passos na direção daquilo que é importante. Mesmo que o cenário não esteja pronto para o grande sonho. E isso, assim, na história principal do Instituto Elos é muito recorrente, sabe? Então, hoje mesmo, eu até comentei, eu estava mostrando umas fotos de alguns projetos e tinha uma foto de uma horta que fica lá em Santos.

que é uma horta que tá super consolidada, a horta comunitária, tem projetos de educação, eles fornecem alimentos pra vários lugares, assim, no entorno, uma super referência, tem mais de 10 anos, assim, né?

E essa horta, que é gigantesca hoje, ela começou num mutirão em que uma das senhoras falou, olha, isso tudo aqui é muito legal, mas pra esse sonho também ser meu, eu quero plantar uns chuchus, assim, aqui nesse cantinho aqui.

E ela plantou num cantinho, assim, uns chuchus. E disso gerou uma empolgação, ela ficou muito animada, ela tava cuidando, algumas pessoas vieram conhecer, e disso foi indo, foi indo, e hoje é uma grande referência na Baixada Santista, né? Então eu acho que isso é uma coisa muito legal, né? Nem sempre a gente tem condições plenas de conseguir concretizar.

todas as coisas que a gente deseja ou precisa mesmo, né? E é muito comum que a gente fique acomodado. Ah, então quando tiver isso, quando tiver o cenário tal, quando eu conseguir tal coisa, né? Em muitas realidades de lugares mais vulneráveis, isso acaba ficando muito depositado no poder público, assim, né? Então, assim, ah, o dia que...

poder público vier aqui e fizer, a gente vai ter. Ou alguém doar, né? Tipo a cartinha do Papai Noel. Ou alguém... E eu acho que... Tem muitas camadas, né? Disso, mas eu acho que muitas vezes é difícil que as pessoas percebam algumas possibilidades que já estão dadas ali, né? Eu converso muito, assim, em muitos lugares e as pessoas reconhecem um potencial gigante que tem nas pessoas.

pra fazer acontecer. Então as próprias pessoas do seu território falam, cara, tem gente incrível aqui, e tem mesmo, pessoas maravilhosas. Mas às vezes no material, às vezes fica... Eu acho que tem um... Pô, mas precisa de tal material pra fazer, né? Enfim.

isso não é unanimidade, não é sempre, mas a gente se depara às vezes com isso, né? E eu acho que o jogo vem pra convidar, pra assim, não, mas o que a gente pode fazer agora, né? Claro, acho que a capacidade criativa nesses lugares é gigantesca, né? As pessoas criam, improvisam, encontram soluções, assim, impressionantes. E aí vem como uma novidade...

E com um potencial criativo e de instigar as pessoas. E tipo, ó, gostei disso aqui, né? E em 2015 vocês foram convidados, vocês vieram junto com o Em Comum. Isso, a Em Comum que fez o convite, assim, o chamado. Legal.

E geralmente quem é que contrata a Elos ou quem contrata para fazer esse jogo? São instituições, são empresas, são pessoas? Como que funcionam essas contrações e até onde vocês estão atuando com o jogo? Legal.

É, naquele caso especificamente nem foi com o Elos, né? Foi contigo, sabe? Foi comigo diretamente. Legal. Foi comigo, eu já tinha feito a formação e tudo mais. Acho que o primeiro contato foi via Elos. Acho que tinha alguma questão lá que não seria possível. E aí me procuraram. Uma pessoa do Elos falou, cara, olha só.

Quer bater um papo com essa galera? Acho que pode rolar um negócio legal. Lá em Pelotas, né? Moro em Porto Alegre, sou de Porto Alegre. Então foi direto comigo mesmo, né? Eu pessoalmente tive, por exemplo, a Incomum, né? Que me trouxe pra cá, mas eu cheguei no Rio Grande do Sul trabalhar com escolas, né? Então olha que interessante. Uma diretora de uma escola em Porto Alegre me procurou e falou assim.

Tô com um problema aqui dentro, que é o seguinte. Eu tenho contraturno escolar pras crianças. E eu gostaria que as crianças participassem mais do processo de decisão do que elas vão fazer no contraturno. E eu não consigo dialogar com elas. Eu não sei muito bem como inserir elas. Eu procuro elas e elas não me falam nada. Fica uma coisa meio apática, não chega a lugar nenhum.

ela falou assim, tu acha que dá pra gente fazer um jogo oasis aqui dentro e talvez chegar num lugar diferente de onde eu tô chegando? E aí foi incrível, assim, porque eu fiz o jogo oasis com as crianças durante o contraturno delas e aí elas escolheram uma transformação que elas queriam fazer dentro da escola, né? Olha só, a gente descobriu que elas não tinham um lugar muito assim, pensado pra elas pra ficar entre o término da aula da manhã e o início do contraturno na tarde, depois do almoço.

E elas sentiam sono, queriam dar uma cochilada. Então a gente montou uma sala, descobriu um lugar que estava servindo de depósito. E elas planejaram, a gente organizou, as famílias vieram num final de semana também para participar. E basicamente o que surgiu é o seguinte, né? Elas não acreditavam que era possível levar para a escola o que elas queriam.

Ah, isso não vai funcionar, não vão nos escutar, não vão não sei o que lá. Tinha uma menina que me dizia no início assim, eu odeio o Oasis. Pô, e aquilo me pegava assim, né? E eu pensei, mas por que ela tá me dizendo isso, né? E aí um dia ela me falou assim, não, é porque não vai funcionar, não vão nos escutar.

Olha só que curioso, uma criança. E aí no final de tudo, foi tão legal, tão incrível, que foi tão fácil conversar com elas.

E aí eu ajudei as crianças a organizar um documento com todas as percepções delas, as coisas que eram importantes para elas, o que elas gostariam de ter. Aí eu também fiz um trabalho com as famílias, né? E aí a gente entregou isso para a escola. E a escola conseguiu levar em consideração o que era importante para as famílias, o que era importante para as crianças. Bom, e aí eles trabalharam isso depois lá para tentar viabilizar, né? Então, eu acho que assim, empresas, escolas, poder público, governos, né?

Eu acho que a gente atua bastante no Instituto Elas com Editais também. Eu acho que tem um movimento de fazer jogo oásis de forma voluntária e espontânea também. Principalmente das pessoas que fazem a formação do Guerreiro Sem Armas. Então isso acontece pelo mundo, né? Acho que eu não comentei, mas o Guerreiro Sem Armas é uma formação internacional. Então, uma vez por ano, um grupo de mais ou menos 40 pessoas de vários lugares do mundo.

que tem interesse em mergulhar mais na forma como elas trabalham, de se aperfeiçoar, de gerar impacto nos seus territórios.

Vem pro Brasil, a galera vai pra Santos e passa um mês imerso lá, praticando, indo nos territórios lá da Baixada Santista e experimentando como que o Elos faz, assim, né, esse trabalho. E essa galera volta depois, que foi o meu caso, né, eu voltei pra Porto Alegre querendo fazer oásis, né, pelo mundo e passei algum tempo fazendo alguns oásis, indo em oásis que amigos meus também executavam, né. Então, acho que tem esse movimento, assim, também. Legal. Pessoas que querem promover isso. Uhum.

acho que se conecta com valores pessoais e essa ideia de falar sobre território é uma coisa muito legal porque a gente pode trazer até, tu és formado em turismo e agora a gente está com uma ascensão aqui no nosso território que é para falar sobre a Costa Doce Gaúcha de se entender como um grande território porque a Costa Doce Gaúcha vai do Chuí até Camacuã

até Guaíba, desculpa. Então, é difícil que todo esse território se entenda como Costa Doce. E aí, trazer um jogo oásis para essa localidade, como um território como um todo, seria uma coisa bacana para a gente entender o que acontece e depois tentar transformar numa ação. Isso ia ser uma coisa... Falamos sobre coisas parecidas hoje. A gente está muito...

hoje, eu tô amando as pessoas tendem a acreditar que os lugares que se desenvolveram mais aconteceram por um motivo inexplicável, as pessoas lá dá certo, aqui não dá certo

Só que as pessoas que estão nos lugares que não se desenvolveram ainda, também tem uma dificuldade de crer no futuro. Então isso que a menina disse foi a mesma coisa que eu disse pra ele quando acabou o nosso jogo. Ele disse pra ele assim, eu achava que não ia dar certo. Por quê? Porque tu envolve, tu sai da objetividade, do pragmatismo e tu entra num lugar de confiar num processo humano e confiar nas pessoas.

E tem aquela frase, confia no processo. Então, se chegou alguém com uma técnica, com uma tecnologia social, no caso, confia no processo. Te integra, te entrega para o processo. Integra também. Integra e entrega para o processo e te doa. Porque se tu não te doar, não vai dar certo. Então, a gente tem que acreditar e tem que ir fundo. E deve ter muita gente que está vendo isso e pensa, ah, isso não dá certo aqui.

Não dá certo se as pessoas não acreditarem que vai dar certo. Se as pessoas acreditarem, vai dar certo. Isso que é a mágica. Mas acabou que tu falou da escola, mas o Elos também tem clientes, são empresas, né? Sim. Conta isso aí. No nosso caso, a gente não tinha uma questão Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant Ant

a ser resolvida. A gente queria comemorar o nosso aniversário de 20 anos na época e não quisemos fazer uma festa. A gente quis dar um presente para o lugar onde a gente mora. Foi isso. Mas empresas contratam Elos por problemas específicos. Sim, o universo das empresas, dos institutos das empresas, ele é muito presente. Eu trabalho hoje num setor dentro do Instituto Elos que atende esse público. Trabalho especificamente com esse público.

É... É...

É, eu acho que tem, assim, ó, alguns casos nos procuram, por exemplo, assim, olha, a gente precisa fazer um investimento. Por exemplo, sei lá, a gente precisa ter uma determinada certificação e isso exige que a gente tenha uma atuação e a gente não tem um time estruturado pra isso, né? Essa não é a nossa expertise, a gente precisa de apoio porque a gente quer fazer algo com qualidade, que gere resultado, né? Impacto, a gente não...

bom, e que nos leve a conseguir o que a gente também precisa, né? Então acho que tem esse, esse é um tipo de caso que surge bastante pra gente.

existem, mas a grande maioria dos casos, ela está vinculada a desafios que as empresas vivem no seu cotidiano, no seu dia a dia, onde elas estão inseridas. Desafios na relação com esses territórios, com as pessoas, com os impactos que esse negócio muitas vezes gera.

também nesse território, né, ambientais, sociais, às vezes, sei lá, às vezes pode acontecer algum tipo de problema lá nessa empresa, nessa fábrica, nessa indústria, que vai gerar um impacto, e isso traz uma demanda de relação com os territórios, né.

Então é bem comum, tem uma dor, olha, eu estou vivendo essa dor aqui na relação com essas pessoas, nesse lugar existe um tensionamento X, Y, eu gostaria muito de ter o apoio do Elos. Então basicamente qual é a história que pode surgir disso? A gente acredita que para poder qualificar essas relações, para poder diminuir essas tensões, a aposta total é no fortalecimento do vínculo e da relação que essa empresa tem com esse território.

E aí, pra isso, a gente precisa fazer coisas juntos. E aí, as coisas que o Elos faz criam essa possibilidade. O jogo oasis, ele é muito usado como um primeiro movimento de aproximação, um primeiro contato, assim, pra gente poder limpar um pouco, assim, algumas ideias, né? Porque muitas vezes a gente chega, a atenção tá formada e assim, ah, eu odeio esse, eu odeio aquele, esse aqui fez isso, esse aqui fez aquilo. Todo mundo se apontando e ninguém aberto pra dialogar e cooperar e caminhar no mesmo sentido. E o jogo oasis, ele ajuda muito.

Ele cria um ambiente propício ao entendimento mútuo. É, e ele confirma pras pessoas que apesar das diferenças, apesar de uma situação específica, a gente pode concordar em muitas outras coisas. Tim, quebra um gelo inicial.

E é nesse lugar onde a gente vai concordar, é nesse lugar que eu falei da planta, né? Nossa, eu também, isso aqui é importante pra mim. É nesse lugar que a gente vai descobrir as soluções pra realmente cuidar com qualidade dessas tensões, né?

Uma boa parte das soluções, elas são muito reativas, imediatas, bom, às vezes até violentas, dependendo da situação, né? E a gente não acredita que isso vai ser duradouro, né? Que isso vai trazer a possibilidade de que essas tensões possam mudar, né? Então isso é bem comum, assim, é bem comum. Eu lembro que tinha um caso uma vez lá no Porto de Santos que...

jogavam pedras por cima do muro lá do parque dessa empresa e era bem um lugar onde ficavam os carros exportação, importação não lembro exatamente o prejuízo diário era astronômico parabrisa quebrado não sei o que eles não sabiam muito bem como resolver tinham feito umas tentativas no final das contas a gente foi pra lá não sei o que

Fez um trabalho inicial que foi baseado no OASI e tudo mais. E a gente descobriu que no final das contas era o seguinte. A bola das crianças caíam pra outro lado e nunca jogavam a bola de volta. E as crianças caíam. Imagina só. Era uma vingança. O nível de qual as pessoas possam conversar. E elas não tinham ideia do que tinham do outro lado, assim, também, sabe? Então, nesse... Eles deviam ouvir uns barulhos. Joga a perna. É, sei lá. Se dá um barulho, senão...

foi algo mais ou menos assim, faz muitos anos isso, eu não lembro de todos os detalhes, mas mais ou menos isso, e aí nesse próprio processo do trabalho que foi feito, a gente descobriu um cara genial assim, desse território, um jovem que fazia alguns projetos ainda numa mais embrionários assim, com os jovens, ocupava os jovens com coisas, né.

Ele tinha jiu-jitsu, tinha reforço escolar, tinha um apanhado de coisas que ele fazia dentro da própria casa dele. E nesse processo, a empresa conheceu, a gente conheceu, a gente apresentou, a galera da empresa conheceu, porque a galera da empresa também foi para o território participar das atividades e nisso se descobrem, se conhecem e começam a conversar.

E essa empresa apoia até hoje esses projetos. Esse rapaz fundou um instituto, esse instituto é muito conhecido lá na Baixada Cientista. E claro, teve uma resolução do problema, mas teve toda a parte do impacto positivo que foi gerado também por esse apoio que a empresa...

ofereceu também pra esse território, né? Então tinha uma imagem do tipo assim, ah, isso aqui é desgraça, isso aqui é o nosso problema, isso aqui é um horror, eu não consigo chegar lá, eu tenho medo, eu tenho medo, né? E a gente sai desse quadro pra um quadro do tipo assim, a gente se conhece, a gente sabe o que a gente partilha, o que existe de comum entre nós.

E a gente valoriza o que está acontecendo aqui e a nossa forma de contribuir é fazendo esse investimento. Talvez a maioria das pessoas, não sei se a maioria, mas muitas pessoas tenham esse receio de que se aproximar vai aumentar esse abismo entre elas. É, eu acho que tem uma coisa que surge de medo, que é o seguinte, mas se eu for lá e ajudar, vão começar a me pedir tudo.

E vão bater na minha porta agora pra pedir todos, pra resolver todas as questões, né? O que acontece com frequência mesmo, né? Se a gente não cuida dessa relação. Sim. Porque é isso. Falta. Muitas vezes falta. E aí, quem é que tá lá, né?

Claro, as pessoas muitas vezes não têm uma noção real de qual é a situação, mas olha, essa empresa tem dinheiro aqui. Ela tem mais que eu, ela pode me dar. Eu preciso pedir pra ela, não importa se eu tô pedindo um lápis, eu tô pedindo que ela construa uma universidade aqui dentro do território, né? E esse é um ponto, assim, né? Como que a gente acomoda os diferentes papéis que podem existir nessas relações, né?

a empresa não tem condições de arcar com todas as questões sociais e todas as mazelas da sociedade, né? Mas talvez ela possa algumas coisas, e talvez ela até queira algumas coisas, talvez ela reconheça valor, né? Mas como que essa empresa quer se colocar...

qual é o melhor que ela pode oferecer e um movimento para a empresa também que tipo, que nem você falou temos um problema, precisamos resolver mas às vezes a resolução é se aproximar e fazer com que essa relação amistosa tu passe a conhecer e o teu problema deixa de ser o problema mas se passa a ser a solução que é essa conexão uma pergunta que eu queria te fazer é, bom Antioquia

Foi uma empresa que te chamou para trazer uma solução lá em Santos, tá? Só que grande parte, depois da Vivencio Asis, por exemplo, a gente pode ser que esbarre em recursos financeiros. É de como vou viabilizar isso.

Que ideias, que iniciativas, quando chega esse momento assim, tipo, sem recurso financeiro, dá para realizar tudo? Não dá? Como que é a solução que vocês trazem também depois do jogo, junto à empresa, à instituição e à comunidade, assim? Sim, legal. É, acho que em processos mais no início, a gente trabalha com a ideia do que é possível fazer agora, no tempo que a gente tem com as pessoas que nós temos.

Então a gente precisa descobrir quais são os recursos que cabem nesse processo, o que a gente pode acessar. E o que de melhor a gente puder fazer, a gente vai fazer. E esse é o primeiro passo, né? Super importante. Legal. Ele acontece em dois dias de propósito. Não dá pra levar seis meses. E as pessoas já desistiram. Mais uma vez confirma que não vai acontecer. Então eu não preciso ter uma super crash.

sabe, pronta, vários andares, várias estruturas, né? Eu posso ter um processo embrionário ali. Tô falando isso porque esse é um exemplo que a gente tem no Elas, né? Então, no final de semana, com os materiais que tinham, as madeiras, o pessoal montou lá uma casinha e tal, e ele foi o...

o embrião de uma creche que alguns anos depois, com busca de recursos, financiamentos, projetos arquitetônicos, aprovação legal, enfim, todos os trâmites necessários, tem lá e a creche existe até hoje. Isso está lá no início do Instituto Elos, lá no final dos anos 90.

lá em Santos. Então, acho que o primeiro ponto é isso, o que de melhor a gente pode fazer agora é que nos aproxima de onde a gente quer ir. Aí, o que acontece é, claro, tem muitas coisas ainda que precisam ser feitas. E aí, o que a gente oferece muitas vezes, quando a gente tem essa possibilidade, e muitas vezes os parceiros, as empresas buscam e financiam essa parte, um dos caminhos é... Bom... Tchau, tchau.

Existem muitos financiamentos por edital, mas para conseguir os financiamentos a gente precisa aprender a escrever os editais, a gente precisa experimentar e a gente precisa validar hipóteses também sobre o que pode ser legal para acontecer nesse território. Então, uma das linhas de atuação é fomentar editais. Então, fazer investimento direto nas ideias das pessoas desse território.

Isso, claro, para gerar os resultados dessa proposta. Eu quero um projeto de geração de renda, eu quero um projeto para as crianças, eu quero um projeto de reforço escolar, eu quero um projeto de aula de música, eu quero, enfim, muitas coisas surgem assim. Quero um projeto, a gente fez agora não muito tempo, sei lá, para gerar, para definir uma tecnologia aqui que a gente possa usar, um jeito de usar os painéis solares para gerar energia aqui para o lugar onde a gente está.

Então tem esses resultados diretos, mas tem algo que é impressionante e fundamental que é, cara, como eu tiro uma ideia da cabeça? O que eu faço com isso? Eu quero um projeto para as crianças, mas o que é esse projeto? Então a gente oferece mentorias para a escrita dos projetos.

Então a gente faz vários encontros, a gente ajuda as pessoas a pegar essa ideia, elaborar essa ideia, organizar, levantar custos, organizar os gastos. Como é que isso se encaixa dentro da verba que vai ser disponibilizada do edital? Quais são as estratégias para a continuidade desse projeto depois? Então a gente faz todo um trabalho inicial.

E a galera vai apresentar o projeto depois para concorrer aos recursos, né? Então a galera vai lá fazer o seu pitch, vai lá defender a sua ideia. E passando, sendo aprovada, né? Depois a gente tem um processo de acompanhar esses projetos. Essa é uma linha, né? Então, porque essa é uma possibilidade real de conseguir recursos, né?

E a gente está vivendo agora, nesse momento, uma situação de um território lá em Porto Alegre, onde a gente trabalhou alguns anos, que depois de todo esse processo, um dia eles nos ligam, quase bate na porta lá e fala assim, olha, tá bom, a gente agora está pronto para um passo maior.

a gente tá organizado e tem um edital aberto que a gente quer escrever e a gente tá convidando vocês pra vocês entrarem junto nesse edital, pra gente a gente quer escrever junto com vocês, assim, né então é isso, assim, né sei lá, edital de alguns milhões

Nível federal, o que encaixava lá para eles. Então, acho que essa é uma linha bem importante. Isso atende uma demanda também, eu acho, das empresas, das organizações, dos institutos, que é o seguinte, muitas vezes tem recurso, está disponível, mas não tem projeto.

É algo que eu escuto com frequência. Pô, mas a pessoa tá vindo aqui me pedir o caderno pra escola, mas eu não posso dar o caderno. E a pessoa olha pra cá e fala assim, essa empresa desse tamanho não pode dar um caderno? É, mas tem vários trâmites, tem várias barreiras, tem várias coisas. Mas eu tenho muito dinheiro pra tal coisa. E aí a pessoa não consegue montar um projeto pra isso, né?

Então, eu acho que isso ajuda também a ter mais ferramentas para o protagonismo das pessoas nessa busca. Eu acho que existem outras linhas também que estão ligadas ao desenvolvimento das associações comunitárias, os grupos comunitários. A gente tem que contar isso. Aquele exemplo que tu nos deu hoje lá, que aconteceu na escola e que ali foi criado um projeto de comunidade.

Ah, tá, tá, sim, sim, sim. É, o... Então, assim, na linha das associações, né, a gente ajuda com formalização, essa parte jurídica legal, né, como organizar, como se preparar pra poder acessar recursos, acessar financiamento, né. O ponto é, assim, é muito difícil gerar algo que simplesmente vai gerar o recurso, assim, né. Nessas realidades, o que é mais comum, mais viável.

É de fato acessar recurso público, é acessar os editais das empresas, dos institutos. É muito difícil gerar, até porque as questões são muito de infraestrutura, é muito recurso, é muito dinheiro, é habitação, saneamento, muitas vezes. Não é tão simples assim, a gente vai criar um produto aqui que representa o nosso território e isso vai gerar o recurso necessário para a gente cuidar de todas as coisas. Então a gente vai muito nessa linha.

de como ampliar as possibilidades via os editais, esses financiamentos, e como ampliar a rede também com os atores locais. Então, uma parte do nosso trabalho, ela está muito ligada a ampliar essa rede dessas pessoas. Então, hoje eu conheço a empresa. Por quê? Porque o muro dela está aqui, eu moro aqui do lado, é quem eu vejo aqui todo dia. Eu estou lá me relacionando, estou pedindo, estou demandando, estou fazendo coisas juntos.

Tá bom, mas quais são os outros atores que existem aqui nesse município, nessa região? Então tem todo um trabalho feito de articulação, de mobilização, de criar, de abrir portas, para as pessoas se conhecerem, se apresentarem. E aí eu acho que o Cuca está trazendo, uma das coisas que a gente faz e que apoia também nisso tudo, é a gente tem trabalhado bastante com o desenvolvimento de planos territoriais.

planos de bairro também é muito conhecido como plano de bairro, né? Nada mais é do que um documento que orienta o investimento nesse bairro, nesse território. Ou seja, o que a gente quer aqui? O que as pessoas desse lugar sonham para esse lugar?

o que precisa ser feito a longo prazo. Visão de 10, 20 anos de desenvolvimento desse bairro, por exemplo. Então, esses documentos reúnem informações, pesquisas, dados técnicos, todas as informações que vêm das pessoas também, ou seja, o que é importante, o que é relevante, como o que precisa acontecer.

Qual é a ordem que elas desejam que as coisas aconteçam, né? Pra que quando chega uma empresa, chega o poder público e fala, ah, legal, que bom que vocês vieram aqui. A gente quer muito o apoio de vocês. E são essas as coisas que a gente quer. A gente não quer qualquer coisa.

Então essa é uma forma também de pensar no longo prazo, no futuro. E aí é muito legal, porque uma parte desse trabalho é fazer a articulação, sei lá, multissetorial. Então as empresas, as universidades, o poder público, a gente precisa contar o que é importante para esse lugar, o que a gente já está fazendo, que eu acho que isso é uma coisa muito legal, desses impulsos, ou seja, a gente já está fazendo e a gente quer mais.

A gente tá indo nessa linha e são essas coisas que a gente quer. Vocês topam estar junto nessa história? O que de melhor vocês podem oferecer pra entrar nessa história junto conosco, né? E esse é um lugar muito diferente de só reclamar, né? Que droga, isso aqui tá uma porcaria porque a prefeitura não vem aqui. Isso aqui tá uma porcaria porque a empresa não veio arrumar não sei o que lá.

E aí tá lá, né? Tá uma porcaria há cinco anos, há dez anos, há vinte anos, e às vezes cara, se a gente se juntasse, a gente poderia começar né? E num ano a gente faz alguma coisa, no outro ano a gente faz outra, né? Então acho que a ideia, acho que vai pra esse lado assim, legal. Não, e a nesse caso, que tu nos mostrou não, é que eu fiquei encantado porque a comunidade assume um papel ativo E aí

um protagonismo ali. Então, ele contou que... Esse plano de desenvolvimento territorial, né? Fala do evento, tá? Lembrei, lembrei. É que a gente falou tantas coisas hoje. É, e aí o que a gente faz é, depois que esse plano tá pronto, e eles são documentos robustos, assim, tá? Tem muita coisa, muita informação. Rapidinho, mas quem pede esse plano? É a comunidade? É o...

a secretaria, vem de onde esse plano? Essa é a minha curiosidade, porque ah, veio um plano aqui, desejo, né? Esse caso, por exemplo, em Porto Alegre, as pessoas pediram, elas não tinham isso, assim, a gente quer o plano territorial.

Mas elas disseram, pô, a gente já fez um oásis, a gente já experimentou os editais, a gente já tava voando em algumas coisas. Mas era um grupo comunitário, não era formalizado. Eram vários moradores que a gente foi conhecendo no oásis. A gente descobriu que tinha a pessoa daquela escola, a pessoa ali tinha um projeto ali na casa dela, ou tinha uma associação também que tava participando. Que legal. E aí, num determinado momento eles falaram assim, tá, mas a gente quer mais, né?

Isso ainda não é suficiente. E não é mesmo, né? Que mais a gente pode ir? Pra onde a gente pode ir? A gente quer outras coisas aqui pra esse bar. E aí a gente trouxe a proposta de fazer um plano de território.

e foi incrível, é um processo que vem, que parte das pessoas que moram nesse lugar, então a própria ideia, claro assim, esse plano não tem um detalhamento completo de todas as questões da sociedade ali, mas a gente levanta, quais são os temas prioritários, o que é mais urgente, o que está vivo, e principalmente, o que vocês têm vontade de fazer acontecer.

Então nesse plano não tem todas as coisas que poderiam ser trabalhadas lá, mas tem as coisas que eles entendem que eram importantes e que eles estavam dispostos a colocar energia para fazer acontecer. Não adianta eu rechear esse documento com um monte de coisa que é importante, precisa, mas ninguém quer se movimentar para fazer isso acontecer.

Então, parte disso, são várias oficinas, a gente levanta essas demandas, a gente vai construindo camadas e camadas de conhecimento, de informações, vai cruzando isso com dados técnicos. Então, a gente monta uma equipe de urbanistas para levantar dados, para construir também essas informações. E essas equipes são do Instituto.

Algumas são do Instituto, a base de condução do processo do Instituto, mas a gente vai trazendo especialistas também para ir compondo, parceiros nossos. E aí no término de tudo isso, a gente vai então contar para a cidade que esse plano existe.

E aí é feita uma articulação, um evento, acontece no território e os próprios moradores apresentam pra cidade o plano de desenvolvimento que eles têm pro bairro deles. Você convida os vereadores, convida o prefeito, convida as empresas, universidades, parceiros. Hoje vamos apresentar o nosso plano pro nosso...

E é isso aqui que a gente está imaginando, claro. Então, assim, nesse evento eles podem apresentar várias propostas, os eixos, os trabalhos, os dados, a história do lugar. E aí, a partir disso, o que acontece são processos de articulação para gerar as possibilidades de investimento.

Ok, o que cabe à secretaria tal? Então vamos lá e vamos aprofundar essa conversa com essa secretaria. Vamos identificar o que precisa. Está faltando alguma coisa? Tem algum estudo específico que precisa? E isso tudo, cada vez mais, a gente vai transferindo para esse grupo. E a ideia é que esse grupo possa se tornar, de fato, um grupo mais formalizado e que faça a governança desses processos no futuro. Eleva o padrão de conversa.

Não é uma reclamação assim Ah, o esgoto tá passando aqui na frente Não, nós temos um plano

Hoje é isso, amanhã é aquilo, amanhã é aquilo. Nós queremos chegar. A gente tá aqui hoje e a gente quer chegar aqui. É aqui, quem é que vai nos ajudar nisso? Tá aqui o nosso plano de pensô, a gente é pensante. E ativo. Aí muda tudo, né? Muda tudo. Tu tinha dito quatro fatores que explicam o processo do jogo Oasis. É o afeto até chegar no resultado. Me explica um pouquinho, pra quem... Tá.

tá chegando agora, tá? Tipo eu, já sabia do programa Oasis, mas eu não sei de fato o que que ele é. Ele é, bom, ele é do Elos, o Elos só trabalha com o Oasis, o que que o Elos faz? Essa é uma pergunta. E a outra, o que que é a vivência Oasis? Quais são esses quatro pilares da vivência Oasis? É isso que eu queria saber.

Tá bom, vamos lá. O Oasis é uma metodologia. Ela tá desenhada como jogo pra ficar mais fácil de replicar e pra aproveitar das qualidades que um jogo pode trazer, de engajamento, encantamento e tudo mais.

É uma ferramenta, é uma tecnologia social. Ela é livre, de uso livre, ela está disponível. Qualquer pessoa pode entrar no site da Fundação Banco do Brasil ou lá no Elos e pode baixar os documentos com orientações sobre como executar essa tecnologia social, que serve para mobilizar, engajar em torno de um projeto comum, um sonho comum.

vou usar no meu condomínio lá, certo? Uma galera já usou em condomínios, é muito interessante. É, porque tem que ter essa gamificação. Bem desafiador. É, total. Essa gamificação é muito importante para que as pessoas se... É, porque tem os papéis, né? Então tem umas cartas que orientam o que fazer em cada uma das etapas, como fazer, o que organizar, o que coletar de informação, convites, cuidados na relação com as pessoas.

Então assim, vá, mas cuide isso, cuide aquilo, evite tal coisa. É bem legal, tem um tabuleiro, tem uns personagens, né? A gente vai… Ah, é um jogo, um jogo mesmo. Foi desenhado pra ser um jogo mesmo. Claro que não tem vencedor, não tem isso, mas é… É um jogo colaborativo, né? Venceremos se todos chegarmos lá no final. A gente não precisa do jogo, a gente não precisa do tabuleiro pra fazer uma experiência dessas acontecer.

Mas existe o tabuleiro pra apoiar. Então o Oasis é um jogo, uma metodologia. Poderia usar outras. É a porta de entrada, digamos. A gente usa o jogo Oasis como porta de entrada, como um impulso. Porque ele é rápido, a gente pode fazer com o que está disponível. Inclusive se o tabuleiro não está disponível, não precisa dele pra fazer. Início, meio e fim. Início, meio e fim, rápido, gera impacto, gera resultado. Rápido diz quanto tempo.

Cara, a versão mais curta de um Oasis, ele começa numa segunda e termina na outra segunda. Uma semana. Todos os dias. Aqui a gente dividiu em dois modos, dois blocos, né? Mas a versão mais, assim, curta é segunda de tarde. A gente reúne o time que quer jogar pra ir pra um território, pra conhecer as pessoas.

Esse processo de se aproximar, conhecer, ele acontece durante semana, final de semana acontece mutirão, na segunda-feira a gente faz uma etapa que é, vou explicar aqui, que é a etapa de revolução, que é o Q.

se em dois dias a gente fez tudo isso, se em uma semana essa história toda aconteceu, o que a gente quer pro próximo mês, pros próximos dois meses, ou o que a gente quer fazer se a gente tiver um pouco mais de tempo pra planejar algumas coisas e organizar. Importante, assim, com a comunidade. Então essa mensagem fica...

O exemplo que foi dado foi a Incomum. Mas a Incomum foi lá pra auxiliar a comunidade. Mas na verdade não precisa ter esse agente. Pode ser só com a comunidade. Não, a gente faz direto que nem eu fiz com as crianças da escola. Fiz direto com elas. Elas fizeram o olhar dentro da escola delas. Não é? Pô, Alan. Tem que tirar do gancho, Alan. Alô? Oi. Oi, Fabiano.

O André quer falar comigo? Tá, chama ele aí. Pode passar. Fala, André. Tudo bem? Sim, o Felipe tá... Qual o prédio? Ele no canto? Não, ele tá no Ola. No Ola. Não, ele tá no Ola. Não é no canto. Tá. Não, vou pedir pra ele... Tá. Gostei. Vamos fazer um oasis no Ola?

Com a comunidade? Com o condomínio. Com o condomínio. Podemos tentar. Ele disse que é um desafio aqui. Tá, eu falo com ele. Tchau, querido. Até mais. O pessoal do Parque Una sempre liga pra gente. Gostam assim demais. Eles estão ligados em todos os episódios e a gente tem aqui um bloco que se chama Una Pregunta.

E o nosso patrocinador faz uma pergunta para o nosso convidado. E eu vou fazer aqui o que o André já tinha me dito, porque ele é ligado. Se uma cidade como Pelotas tivesse que resolver um único problema coletivo usando tecnologia social, qual problema você escolheria mobilizar primeiro?

Pode trazer um exemplo, não só de pelota, mas se já aconteceu em algum outro caso. Qual seria o primeiro passo? Qual seria o primeiro passo? Eu acho que o primeiro passo é a gente conseguir sair da percepção do problema e descobrir aquilo que realmente vai engajar as pessoas.

A gente descobriu, a gente foi aprendendo que quando a gente se coloca em... Claro, a palavra problema é muito presente. A gente identifica quais são os problemas que a gente quer resolver no dia a dia, quais são as demandas e tudo mais. Não tem uma oposição nisso. O que eu estou querendo trazer aqui é o seguinte. Eu acho que o primeiro passo é a gente descobrir o que tem potencial de reunir as pessoas, de engajar as pessoas.

A gente não vai conseguir fazer melhorias consistentes, duradouras, e que as pessoas se sintam parte dessa história para poder cuidar disso tudo, se isso não partir de um lugar de muita inspiração para essas pessoas. Então, se eu quisesse promover algo em Pelotas, se eu quisesse promover algo no Una...

eu dedicaria tempo para descobrir o que as pessoas valorizam lá. O que conecta as pessoas, por que as pessoas escolhem estar ali. Nesse lugar especial, nesse lugar de importância, a gente vai encontrar o nível de disposição e engajamento necessário para a gente transformar. E aí a minha frase do início vem porque quando a gente fala isso é, ah, mas isso é utopia.

E a gente tem batido nessa tecla que transformaram a utopia em metodologia. Tem um caminho pra fazer essa história. E eu tô dizendo isso também porque independente do que a gente quiser cuidar, independente do que a gente quiser cuidar, a gente vai precisar construir um cenário favorável pra poder cuidar disso. Então a gente pode querer construir a rua mais bonita que a gente puder sonhar em que a gente mora.

né, então pode ser a rua, né, pode ser a escola do bairro, pode ser a empresa, pode ser interno dentro da empresa, né, pode ser interno dentro da escola, pode ser no poder público, então acho que a minha dica é, eu começaria investigando o que movimenta e mobiliza as pessoas, porque o potencial que tem de envolvimento, a gente precisa que as pessoas participem, tá?

Senão vai ficar sempre assim, ah, mas aí a gente pegou tantos mil reais, reformou a praça e no outro dia tá quebrado. Aí no outro mês já tá tudo destruído, né? Enquanto as pessoas não se sentirem parte...

o nível de cuidado delas com aquilo que tá, é baixo. Então, se eu participo, se eu me sinto parte, se eu me reconheço nisso, isso é importante pra mim, meu nível de contribuição, ele é muito maior pra fazer acontecer e pra cuidar dessa história. Então, a gente precisa descobrir o que conecta as pessoas. Eu acho que a gente parte, às vezes, pensando assim, a gente parte, às vezes, do princípio de que alguma coisa, que o que tá pior seria o que nos levaria a um movimento um...

mais intenso. Mas na verdade tem a teoria das vidraças quebradas, né? Que se eu chego e a vidraça já tá quebrada, tanto fácil eu quebrar mais, né? Se o meu carro tá sujo, tanto fácil eu comer dentro dele, porque ele já tá sujo mesmo. E o contrário, né? Se tu chega numa cidade que é impecável, eu sou impecável com aquele lugar também. É, e tem uma coisa, uma das pessoas que fundou o Elos dizia algo mais ou menos assim, ó.

Ah, não é nem elegante, né, eu convidar alguém pra ir resolver um problema, né? Mas é que eu acho que isso... Tipo, vamos lá, assim, vamos lá, vamos pegar esse final de semana, assim, que a gente já tá cansado da semana e tudo mais, e vamos tapar esses 200 buracos que tem na rua.

tá quente, sabe? É previsão de chuva. Ah, já tá tudo zoado mesmo, não vai dar em nada, né? Agora é muito diferente se a gente conseguir chegar num lugar de pensar assim, qual é a rua em que eu sonho em viver? Se a gente conseguir chegar nesse lugar, esses buracos não existirão mais nessa rua. Porque eu não vou sonhar em morar num lugar que tem esses buracos. Então, assim, a chance da pessoa levantar...

pra construir a rua que ela sonha em viver. Eu quero pintar, eu quero ter plantas. Não pode ter esses buracos. A chance dela se levantar, se mobilizar e tapar os buracos, a gente acredita que é muito maior. Claro, ele fazia essa brincadeirinha assim, né? Mas não é elegante eu convidar alguém pra resolver problema, passar perrengue, fazer força, sabe? Tipo, pô, vamos lá, tem que levar essa montanha de brita daqui lá pro outro lado.

Que droga, sabe? É que é uma mudança de pensamento e que é uma coisa natural do ser humano, essa coisa do problema, né? Porque, por exemplo, pode até não ter muito a ver, mas outro dia eu estava falando com uma pessoa, assim, ah, tá pago. Tipo, ah, um dia antes eu fui lá, comi mal, bebi, fumei, aí eu vou lá e pago. Ou seja, eu tento compensar uma coisa errada que eu fiz.

E aí eu falei assim, ah, eu não pago, eu planto. E a pessoa disse assim, como assim? Eu planto. Eu sei o que eu quero lá na frente e eu sei o que eu tenho que fazer pra lá na frente eu colher. Então, é a mesma coisa. Eu tô fazendo a mesma coisa. Eu tô indo pra academia e a pessoa também. Mas ela tá indo pra recuperar uma coisa e eu tô indo pra construir uma coisa. E eu acho que tem coisas muito sutis que mudam completamente.

Até os resultados, sabe? Porque é uma coisa meio… Sei lá, assim, de energia. Enfim, mas é uma… Eu acho que é o jeito que tu olha pra coisa que transforma. É, eu não sei exatamente o quão natural é. O que eu acredito é que a gente foi muito bem treinado pra encontrar problema, pra ver o que tá faltando, pra ver o que não é legal e reclamar dessa história. Pra achar o que não vai dar certo. O que não vai dar certo. O ponto é o seguinte, assim…

Eu acho que assim, eu acredito que não se trata muito assim de, ah, então agora eu não posso pensar em problemas, né? Acho que não é sobre isso, acho que o que a gente, a gente tá escolhendo dedicar tempo pra experimentar fazer as coisas de uma outra forma. A gente pode fazer de muitas outras também.

Eu tô às vezes lá na minha casa e falei, pô, tô com um problema aqui nesse banheiro, aqui preciso resolver esse negócio, né? Vamos fazer um jogo ágil. Agora, quando a gente a gente tem, é isso a gente tem escolhido dedicar o nosso tempo, a nossa energia pra promover, cultivar essas experiências pra que fique

Pra que não tenha dúvida das pessoas que participaram de que é possível a gente fazer as coisas de uma outra forma e que a gente pode conseguir resultados muito impressionantes. As etapas, rapidinho, a gente começa no olhar, eu vou em busca do que existe de bom e de potente aqui. Depois é o afeto. Eu preciso estabelecer vínculos minimamente de confiança, de proximidade com as pessoas. E a estratégia é onde a gente se encontra aqui.

depois disso a gente vai pro sonho que a gente precisa descobrir o que é um sonho mobilizador dessas pessoas o que vai mobilizar essas pessoas pra uma transformação acontecer a gente vai cuidar desse sonho que é criar estratégias, vai fazer um plano melhor que a gente puder depois disso a gente vai pro milagre

que é a etapa do mutirão não tem um cunho religioso nessa história mas é que as pessoas experimentam coisas muito inesperadas inimagináveis pra elas e aí a gente ao longo desses anos todos escutou muito isso, nossa mas na real aconteceu um milagre aqui porque não tinha como isso acontecer não era possível, eu não tinha uma referência mas se mantém

de que isso era possível. Eu nunca vi algo parecido acontecer, né? Aí depois do milagre tem a celebração, que acontece normalmente no próprio mutirão, no final do mutirão. A gente celebra o que aconteceu e principalmente a gente reconhece a contribuição de cada uma dessas pessoas.

Então isso só aconteceu porque cada uma dessas pessoas dedicou tempo, fez escolhas, correu riscos de se frustrar, de não funcionar e tudo mais. Então a gente reconhece as pessoas, o trabalho. E a gente vai para a última etapa, então são sete etapas. O método está dividido em sete etapas, que a última etapa chama Re-Revolução.

Então assim, com base nessa experiência, o que mais a gente quer fazer juntos? E aí normalmente a gente faz isso meio próximo, a gente faz uma reunião, uma conversa. E claro, e aí o Elos pode acompanhar isso ou não, né? A pessoa que tá facilitando pode acompanhar, desdobrar dessas coisas ou não. Porque nesse andamento também se reconhece alguns líderes, assim, dessas lugares. É, brotam, né? E uma coisa muito legal sobre as lideranças, acho que é interessante, isso a gente não falou, né?

O que eu acho que contribui muito para as coisas acontecerem. É muito comum que as lideranças mais formalizadas, mais institucionalizadas, existam e apareçam. Quem é o presidente do bairro, da associação?

Cara, essas pessoas são importantíssimas, mas muitas vezes essas pessoas de fato não representam o que realmente está acontecendo ali. Às vezes tem distanciamentos, tem divergências. Então a gente fala muito em buscar as lideranças afetivas.

Quem são as pessoas que as próprias pessoas reconhecem como sendo uma pessoa importante aqui pra esse bairro? E claro, tem as pessoas com papéis mais institucionalizados, mais formalizados, isso precisa existir e é importante. E a gente dialoga e convida essas pessoas. Mas tenha aquela senhora, aquele senhor...

Então o nosso trabalho de diagnóstico, quando a gente faz antes de começar a fazer um trabalho, a gente vai para o território, abre uma conversa com alguém e a gente sempre no final pergunta assim, quem são outras pessoas importantes de eu conhecer para que eu consiga entender como é esse bairro? Nossa, vocês precisam conversar com o fulano de tal. As perguntas certas, né? Ele é um cara que faz muitas coisas acontecer aqui.

Ah, que legal, que bacana. A gente vai lá, conversa com essa pessoa. E aí, me conta. Porque a liderança institucional, ela troca, né? A afetiva, ela não troca. Porque eu acho que tem o líder nato, né? Que é aquele que naturalmente agrega, né? E toma a frente e resolve. E tem o líder que daqui a pouco foi votado pra ter lá e que daqui a pouco nem tem, né? E às vezes tem outros interesses por trás. Tem muitas coisas que se misturam, né? Não é sempre, mas...

É, eu acho que é isso. Tem o líder nato e ele pode estar num papel mais institucionalizado. Isso acontece muitas vezes. Mas ele pode não estar. E ele é um cara que está há 20 anos lá. E qualquer pessoa daquele bairro, se for perguntar assim, quem é uma pessoa muito importante aqui vai dizer, ah, o fulano de tal. Pô, ele cuida das crianças.

Ele faz projetos para senhoras, ele faz não sei o que. Essa pessoa conhece intimamente as questões desse lugar. Essa pessoa conhece intimamente muitas pessoas desse lugar. Eu estava pensando num condomínio que eu morei agora enquanto eu estava construindo, e era isso, deu bem a parte da enchente, e todo mundo dizia assim, chama o fulano, o fulano resolve tudo, se tiver que carregar saco ele resolve. É um professor do IFSU, entendeu?

Mas era o cara que tudo que tinha que articular fulano, o que nós vamos fazer com esse monte de areia depois? Ah, nós vamos fazer tal coisa. E ele não era um síndico. Ele era um morador, mas que tinha essa coisa de ser agregador mesmo. Sabe, eu não tô na mão, não tem problema. Qual é a tua casa? Eu já vou botar o saco lá, já vou fazer isso. Tu nem pedia e ele se atirava pra fazer, sabe? E essas pessoas têm uma capacidade de mobilização gigantesca. Gigantesca. As pessoas vão porque essa pessoa tá lá.

Sim, e o que ela sugere, todo mundo acaba dizendo, o que eu posso fazer pra ajudar com isso? Qual é a minha parte nisso aqui? Quando a gente escolheu a comunidade que ia ser feito no jogo Aziz de Comum, a gente visitou várias. E aí algumas eram muito mais carentes, mas não foram eleitas, porque não passaram em alguns crivos. Tu quer falar um pouquinho disso?

Eu não lembro de todos os detalhes, mas como que funciona, né? É, eu acho que pra um jogo ases acontecer, primeiro de tudo, a gente precisa encontrar pessoas que queiram que esse jogo ases aconteça. O potencial. Não faz nenhum sentido a gente aqui se reunir e falar assim, vamos lá fazer um jogo ases nesse lugar que eles estão precisando. Que lugar precisa de algo assim, né? Essa é a nossa percepção. Eu não tô invalidando a nossa percepção. Sim, lógico. Pode fazer muito sentido, inclusive.

mas se a gente quer partir de um processo que venha das pessoas, que potencialize e traga cada vez mais autonomia, a gente precisa saber se as pessoas querem.

Então é muito importante. E às vezes estão preparadas, né? Porque também às vezes estão tão carentes, tão carentes, que não conseguem, que não têm o mínimo de condições, assim, né? Porque tem problema pra comer amanhã. Entende? É, eu acho que a gente... É, eu acho que... Eu acredito que sempre existe alguém nesse lugar que tá pronto pra fazer.

Talvez essa pessoa não vá se engajar, ela tá conectada em outras coisas, é a comida, é o nosso... Mas eu acredito que sempre existe alguém. Então tem um trabalho de investigar mesmo, né? Quem são as pessoas... Tu precisa ter x-alguens, né? Tu precisa ter um número específico pra ter os jogadores. Porque o que que acontece, né? Vamos lá. A gente, dessa realidade, cara, a infraestrutura é muito precária mesmo.

Então, pras coisas acontecerem ali, já tem muita gente fazendo muita coisa. Porque não tá pronto pra funcionar. Então, já tem muita gente fazendo. Então, quem são as pessoas que já fazem coisas ali dentro?

E a gente vai em busca dessas pessoas. E claro, a gente se apresenta, a gente escuta, a gente pede pra escutar essa pessoa. Cara, nos conta sobre a história desse lugar, como que é teu trabalho, como que são as coisas aqui. E aí a gente sempre vai buscando ir pra um lado mais do que tem de bom, do que, cara, me conta quais são os problemas do que tá faltando aqui. Vamos fazer uma lista de coisa horrível que tem aqui.

não, então a gente já vai indo pra esse lado e a gente vai reconhecendo o que a pessoa faz e a gente vai potencializando isso a gente vai então, pra acontecer o oásis a gente tem que encontrar as pessoas e claro a gente tem que ter um mínimo de estrutura pra poder rodar essa história, onde é que a gente vai se encontrar onde é que a gente vai a gente se vai se encontrar o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

Acaba já identificando potenciais de lugares para acontecerem atividades. Às vezes a gente já tem um conhecimento maior desse território. Porque o seguinte, não tem problema do OASI ser direcionado para uma temática.

Não tem problema também. Ter oásis mais raiz ali é... A gente vai sem saber o que vai acontecer. Não sabemos. Mas a gente faz... A gente já fez muitas vezes com um certo direcionamento, né? Então, por exemplo, a gente teve um parceiro uma vez que queria trabalhar com praças pelo Brasil.

Então a gente foi em busca de praças que não estavam sendo ocupadas pelas pessoas ou que as coisas que aconteciam na praça não eram as coisas que as pessoas queriam que estivessem acontecendo ali. E que aí fica muito evidente aquela lógica, a gente não vem aqui porque tem isso.

E que na verdade é, isso aqui tá aqui porque ninguém ocupa a praça. É o inverso, né? É o voar a galinha, né? É. E a gente rodou, por exemplo, sei lá, muitas praças pelo Brasil, partindo do sonho que é a praça, né? Então, claro, a gente tinha que encontrar uma praça que tivessem pessoas querendo sonhar a praça.

Então não foi qualquer praça. A gente visitava, sei lá, 30 praças numa cidade até chegar em uma. Legal. A gente tem um bloco aqui que a inteligência artificial faz uma pergunta pro nosso convidado. Que interessante. Então eu quero que tu te prepare, porque agora não é o André. Agora é ela. Olha lá. Se amanhã todas as lideranças formais de uma comunidade desaparecessem, as pessoas saberiam continuar se organizando ou tudo pararia?

as lideranças, a gente falou sobre isso. As pessoas fazem muitas, estamos falando especificamente desse recorte de território, as pessoas já fazem muitas coisas lá. E eu arriscaria dizer que uma parte considerável nem acaba sendo feita pela liderança formal, institucionalizada.

Eu acho que essas lideranças todas são muito importantes. Existem contextos específicos que a galera que é mais institucionalizada vivencia essa relação com o poder público. Então tem uma galera que está nesse lugar que tem uma experiência maravilhosa, incrível. Mas aquela pessoa que está lá todo sábado com as crianças fazendo uma atividade, essa pessoa é fundamental também. Então tem um trabalho que precisa ser feito também de reconhecimento desse trabalho.

Porque, cara, essa galera faz sem ganhar. Essa galera faz com o que tem. Essa galera improvisa muitas coisas, né? Então, eu acho que tem uma coisa interessante de quando acontece essa aproximação das empresas, né? Cara, eu escuto com uma certa frequência, assim, nossa, né? Mas, puta...

precisa de tão pouco pra gente já fazer uma diferença tão grande. Olha só, se a gente ajudar essa pessoa aqui, e às vezes parte do tipo assim, não, precisamos ter milhões, precisamos ter uma super estrutura pra gerar esse impacto, né? Então a gente tem evidências muito sólidas, assim, de que os impactos acontecem profundamente em camadas muito pequenas, às vezes. São micro ações, micro atividades, né?

Eu confio demais no poder das comunidades, dos territórios, das pessoas. Eu acho que elas vivem muito profundamente o sentido de comunidade, muito mais do que em outros lugares. Sabe? Porque é isso, a galera precisa se ajudar. Então, a gente aprende demais. O que que tu aprendeste com a ASIS que tu não aprenderia em nenhum outro lugar?

Eu não sei se eu não aprenderei em outro lugar, mas eu não encontrei em outro lugar. Então hoje eu encontrei. Eu acho que é... Eu acho que tem duas coisas que são muito fortes pra mim. Eu acho que é... Eu tenho plena confiança hoje no poder que a gente tem de realizar coisas quando a gente se junta. Plena confiança.

E a outra coisa que me marcou muito dessa experiência é descobrir que é possível estabelecer um nível de conexão, de vínculo com as pessoas num lugar que eu nunca tinha experimentado assim na minha vida. Então quando eu limpo as lentes do julgamento e já saio rotulando.

que a gente é um mecanismo, né? Eu não sei explicar isso, mas sei que temos mecanismos internos de categorizar as coisas, de descobrir se existe risco ou não e tudo mais. Tá, mas eu acho que a gente também tá muito treinado pra ver os problemas. Então, eu acho que essa capacidade de genuinamente, profundamente conseguir estabelecer um vínculo com uma pessoa que eu nunca vi na minha vida. Eu tô há 15 minutos falando com a Dona Maria.

E eu tô experimentando algo que, cara, eu não sabia que existia. E eu experimentei isso numa vivência oásis, assim, né? Com as orientações de como fazer esse diálogo, de como me aproximar, de como fazer isso de forma cuidadosa, respeitosa e com bons convites.

essas coisas assim, né, os... Quais são os bons convites que a gente vai fazer pra gente poder ter uma relação legal, assim, sabe? Isso acaba mudando todas as relações da vida da pessoa, né? Porque quando tu entende como chegar e te conectar com uma pessoa que é estranha e que não tem por que confiar em ti...

Muda a forma como tu olha pra todo mundo e como todas as relações acabam se... E aí a minha crença mais utópica é de que cara, a gente poderia estar vivendo num mundo mais assim, né? Acho que a gente tem uma jornada muito grande ainda pra conseguir estabelecer, mas acho que essa é a contribuição que eu tô trazendo aí pro mundo e a contribuição que o Elos traz, né? A gente não...

A gente não deseja, não acredita que a gente vai resolver os problemas todos. A gente tá querendo construir repertório, referência. Porque se a gente não acreditar que é possível, cara, não vai rolar, né? Não vai rolar. A gente não vai dar chance pra que as coisas aconteçam, né?

E é nesse campo sutil mesmo das coisas. A gente precisa trabalhar nesse lugar também, né? Porque as evidências mais concretas e duras não nos apontam. Não apontam soluções. Não parece que vai ser possível resolver as coisas. Então, eu acho que isso eu aprendi nessa história do A.S. Que legal.

é realmente bem profundo. E eu acho que tem uma coisa, né? Eu vivi o oásis primeiro, né? Eu caí de paraquedas num oásis. Uma pessoa que eu não conhecia me escreveu um dia, eu escrevia uma coluna que tinha no jornal. Falava sobre coisas de sustentabilidade, não sei mais o que lá. E aí era um caderno jovem que tinha lá e eu escrevia. E aí a pessoa seguia onde ela me escreve. E falava, tem um negócio muito legal acontecendo em Porto Alegre. Vai lá.

E eu fui, assim, na parte da minha casa, eu caí num mutirão. Mutirão de oásis e tudo mais. E isso mexeu, assim, né, profundamente. E aí eu fui pro Guerreiro Sem Armas. Né? E...

Bom, aí eu mergulhei profundamente nessa experiência. Então, por exemplo, o que muitas vezes no Oasis acontece assim, um turno ou um dia para fazer o afeto, lá eu vivi, sei lá, quatro dias seguidos profundamente essa experiência. E como voltar no dia seguinte e experimentar aprofundar ainda mais a conversa.

Então, acho que essa experiência lá, o Guerreiro Sem Armas, ele cria condições da gente superar crenças que são muito limitantes. Claro que é muito difícil reproduzir isso no cotidiano depois. A gente cria uma certa bolha, sabe? Assim, lá da experiência, né?

Sim, até porque pra tu mudar o padrão tu vai ter que pegar essa crença nova que tu entendeu que ela tem que ser substituída e repetir, repetir, repetir, repetir até que ela se torne um novo padrão Perfeito, é Agora, é empírico, né eu não posso, não tem como dizer que não dá pra fazer eu fui lá e experimentei profundamente

Então, acho que isso é muito legal dessa experiência, porque, cara, no final o Guerreiros não vai te entregar tá aqui, ó é assim que faz, resolve lá todos os problemas do teu país mas ele vai construir essas crenças essas confianças, de confiança ele vai construir esse repertório eu diria que quase inabalável de que é possível Quem tá gostando desse papo e quer se mantém se mantém se mantém se mantém se mantém

experimentar um pouco mais ou conhecer um pouco mais, tu sugere que faça o quê?

Bom, acho que tem uma camada, assim, de buscar as informações. Então, tem muita coisa na internet, né? Então, o site do Elos, o Instituto Elos.org, tem bastante coisa. O canal do Elos no YouTube tem muitos vídeos de muitos projetos, muitas coisas, assim, por onde o Elos já transitou. Tem essa camada de ir experimentar, né? Então, tem uma possibilidade de, se em algum dia estiver acontecendo um oásis na tua cidade, participa, vai lá, é aberto.

É só chegar, é só participar. E eu acho que tem a camada de buscar essa experiência diretamente com o Elos. E o Elos tem cursos, né? A gente tem alguns programas hoje no Elos. Então tem o Guerreiro Sem Armas, que é a origem do Elos. O Elos surge. O Guerreiro Sem Armas, ele vem antes do Elos. Através de uma experiência que teve lá atrás e que surge a vontade de se construir o Elos.

O Guerreiros é um programa de um ano com uma imersão presencial em Santos em julho. São 28 dias imersos com várias pessoas de vários países, uma média de 15 a 20 países diferentes. Que legal. E as pessoas vão experimentar esses conceitos todos ali na prática, mescla experiências nos territórios.

e com experiências internas do grupo de desenvolvimento interno. Então a gente vai mesclando diferentes conhecimentos, ferramentas, para apoiar o desenvolvimento pessoal dessa galera. Acontece junto com o Guerreiro Sem Armas, que é um programa mais recente, o Geração GSA.

Então, pra galera, o Guerreiros é 18 pra cima, né? 18 anos pra cima. E o Geração GCA pega de 14 a 17 anos. Então, é um programa que foi desenhado com a mesma base de conceitos e tudo mais. Ele dura uma semana, então é um programa mais curto e ele acontece no mesmo período do Guerreiros.

Então, mais ou menos ali... E local. E local lá em Santos também. E local. Em Santos, é. Isso mesmo, obrigado. Então, mais ou menos ali, depois de uns 10 dias, mais ou menos, do Guerreiro Sem Armas, chega a turma da galera mais jovem, né?

E eles ficam hospedados no mesmo lugar e eles interagem em alguns momentos. Então é muito legal para a juventude que está conectada, que está afim, que está querendo. É uma oportunidade de se conhecer ainda mais, se desenvolver, ampliar as perspectivas de vida, de mundo, de atuação.

Vai se conectar com uma galera da mesma faixa etária que está na mesma pegada que está querendo e vai interagir com essa galera um pouco mais velha que já está fazendo outras coisas pelo mundo. Então vai poder trocar, vai poder aprender e tudo mais. Sim, tem a inspiração ali dentro também. É. E a gente tem o Elos na Liderança, que é um programa que acontece em Santos também.

que é da família GSA, Guerreiro Sem Armas, que é focado para lideranças corporativas, lideranças comunitárias. Então, as pessoas que fazem gestão de equipes, de grandes organizações, de grandes empresas, se reúnem, é um programa de cinco dias.

Então é o menor programa. Ele acontece também durante essa história toda. Eles terão alguns momentos de interação com a galera do Guerreiros e a galera do Geração. E todos esses três grupos vão participar do mutirão conjuntamente. E aí é isso. Essas lideranças indo lá discutir.

as suas questões, quais são os desafios internos dentro das empresas os desafios de equipe os desafios de posicionamento os desafios que surgem na relação com os territórios onde essas empresas estão inseridas e o ELOS traz toda a base de conhecimento do ELOS referências, abre diálogos e discussões ali sobre possibilidades e essas lideranças conversam entre si também, então é muito legal porque tem uma troca de experiência super bacana que legal o que se faz?

Então essa também é uma outra possibilidade que tem, e a gente tá entrando agora, é bem recente, também em trabalho direto com escolas, então público adolescente, de levar essa essência toda pra dentro das escolas e trabalhar também diferentes habilidades, diferentes questões também dentro das escolas. Tem que ser curricular. É, é.

e o Instituto Elos foi fundado por arquitetos por isso que tem esse lance do território e por isso tem a maquete

Eles se perguntaram onde a arquitetura não chega normalmente. E eles tinham uma sensação de que, nossa, eu não sei se o que a gente está aprendendo aqui de fato representa o que é importante para as pessoas. Será que o que a gente está desenhando, será que o que a gente está fazendo representa mesmo? Aí eles se perguntaram, tá, mas o que é importante então para as pessoas? Bom, então a gente tem que ir lá perguntar. E aí eles escolheram ir num lugar onde a arquitetura não existe.

que não tem um desenho para essa casa. Então as próprias pessoas constroem, autoconstruídas, as próprias pessoas constroem suas casas, as próprias pessoas. E eles foram para esses lugares e passaram vários dias dialogando, conversando, entendendo como é.

que eles poderiam contribuir. E dessa experiência, eles eram muito envolvidos no movimento estudantil da arquitetura na América do Sul. O Rodrigo, inclusive, que é um dos fundadores que veio já, fez uma palestra uma vez no Natalks. No Natalks, sim. Foi, enfim, presidente do movimento e tudo mais, há bastante tempo.

e aí essa experiência eles compartilharam com seus pares ali, seus amigos e essa galera falou assim nossa, será que a gente pode vocês topam fazer de novo essa história e a gente voltar lá então essa é a origem do Guerreiro Sem Armas

Então foi a escola aberta de verão. A escola para aprender aquilo que não estavam aprendendo dentro da universidade. Claro, todas as coisas importantes da universidade, mas eles estavam sentindo falta de algumas coisas. E aí eles voltam no outro ano, fazem essa experiência, e isso hoje é considerado como a primeira edição do Guerreiro Sem Arvas, mesmo que não tivesse esse nome ainda. Que massa. Na época.

Felipe, quero te agradecer demais por ter vindo aqui. Esse papo foi surreal. Temos um café? Temos um presente pra te dar do nosso patrocinador. Tu gosta de café? Tu mói? Tu mói? Sim, sim. Então é pra ti mesmo. É pra ti. Pega ali aquele pacotinho. Esse pacotinho aí é o café do Romildo, do nosso apoiador, que é a Differ. Tenho certeza que tu vai amar esse café aí. Uma torrefação.

Que legal, que bacana. Muito obrigado, agradeço e depois retorno pra eles também. Maravilha, maravilha. Que legal. Obrigado pela tua participação, que a tua estado em Pelotas seja muito boa, como foi o nosso papo, né? E te esperamos numa próxima oportunidade aí, cara. Foi muito bom. Eu agradeço o convite, tô muito feliz também, foi muito bacana e eu tô empenhado.

e encontrar oportunidades da gente fazer coisas juntos aqui em Pelotas toma, toma nas tua cara já consegui mais gente por um mutirão o André disse que vai esse foi o TinoCast podcast da indústria criativa de Pelotas e região e até a próxima com muito mais TinoCast tchau

Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Antônio Ant

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