Episódios de Inverso Podcast

Entre fraldas e oração #089

08 de maio de 20261h1min
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Vale a pena ter filhos no mundo de hoje? Como lidar com os desafios, medos e cobranças que cercam a maternidade? O que realmente significa ser mãe? Este episódio do Inverso responde a essas perguntas com histórias reais e emocionantes de mulheres que vivem a maternidade de formas diferentes. Em um mundo onde as prioridades parecem invertidas, elas mostram que ser mãe continua sendo uma das maiores expressões de amor que existe.

Apresentação: Pr Richard Ogalha (@richardogalha)

Convidados:

•⁠ ⁠Profª Vânia Cristina (@vaniacristina73)

•⁠ ⁠Danielle Prado (@danibprado)

•⁠ ⁠Rita Alvez

Participantes neste episódio3
R

Richard Ogalha

HostPastor
R

Rita Alvez

Convidado
V

Vânia Cristina

ConvidadoProfessora
Assuntos8
  • Presença maternaProfª Vânia Cristina · Rita Alvez · Danielle Prado
  • A Oração Poderosa da MãeFilho com problemas com bebida · Recuperação através da oração · Oração pela família · Rita Alvez
  • Maternidade e Amor IncondicionalDesafios da maternidade no mundo atual · Ser mãe como expressão de amor · Maternidade e prioridades invertidas
  • Adoção e Amor IncondicionalMaternidade por adoção · Desafios da adoção · Amor incondicional · Profª Vânia Cristina
  • Maternidade de Cinco FilhosDesafios de ter muitos filhos · Ser mãe em tempo integral · Filho com autismo · Danielle Prado
  • Individualidade e Amor MaternoAmor diferente para cada filho · Filhos como bênção · Mães como exemplo
  • Paternidade DivinaAmor de mãe comparado ao amor de Deus · Maternidade como sacrifício · Maternidade como bênção
  • O Papel da Mãe na SociedadeCríticas à maternidade · Maternidade como escolha · Novas gerações e maternidade
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Olha, você tem certeza do que você está fazendo? Porque ele é lindo. Porque uma vez você descer desse carro, você nunca mais vai vê-lo. E ela desceu.

Ah, gente, que dia especial. Nós estamos aqui hoje, porque está chegando o dia das mamães. E eu hoje tenho o privilégio de ter aqui na mesa junto comigo do inverso.

Três belíssimas mamães com histórias bem diferentes, mas que vão juntas aqui a brilhantar para a gente falar nesse universo que nós temos, num mundo em que as prioridades se inverteram. A gente costuma dizer que o mundo está de ponta cabeça.

de pessoas que muitas vezes nem pensam mais na maternidade. Eu estou aqui como pai, mas vou mais ouvir do que falar hoje, eu prometo, porque tem tanto para ser ouvido aqui dessas histórias maravilhosas. Mas nesse mundo em que as pessoas nem pensam mais em ser mães, muitas meninas não pensam em ter seus filhos. Eu tenho aqui comigo três mães bem-sucedidas.

para a honra e glória de Deus, que vão falar um pouquinho da sua experiência e dos desafios da maternidade, né? Que bênção ter vocês aqui, é um privilégio, privilégio a gente estar juntos aqui. Eu vou começar as apresentações, na verdade, eu não vou fazer a apresentação, vocês é quem vão falar de quem vocês são, um pouquinho de quem vocês são.

O que está fazendo hoje? Como que tem sido? Ah, não, me dediquei completamente à maternidade. Ou não, não. Eu tenho meus desafios. Tem lá, tá, é maternidade, mas eu tenho a minha vida ali também. Tô firme e forte, né? Uma eu já sei que tem mesmo. Tá aqui. Tá aqui sentado do meu lado. Eu vou começar por quem eu conheço mais. Vou pedir aqui a professora Vânia. A professora Vânia, nossa departamental do Ministério da Criança, do Ministério da Adolescente, aqui na União Central Brasileira.

E tem uma história empolgante. Só de saber aqui um pouquinho da história, eu já estou empolgado para entender um pouquinho desses desafios e das bênçãos também da maternidade. Senhora Vânia, por favor, eu só falei da sua função na União, mas a senhora pode avançar. Quem é a Vânia hoje? Amigo, é um prazer estar aqui mais uma vez no Inverso.

compartilhando um pouco deste assunto tão especial, que é esse assunto da maternidade, né? Meu nome é Vânia, sou casada com o pastor Luiz Charles, temos dois filhos, Luiz Henrique e Amanda.

Cuido de todas as crianças e adolescentes do estado de São Paulo. Muitos filhos. Juntamente com o professorado e suas famílias também. De formação sou psicóloga. Então também já atuei nessa área por muito tempo.

E hoje estou aqui para compartilhar um pouco disso, né? De tudo que a gente aprendeu um pouquinho aí durante a vida com os professores, as famílias. Gosto muito de artesanato também. A gente quase não tem tempo, né, amigo? Você sabe, mas o pouquinho que tem, a gente gosta de se dedicar a isso também.

aí, vivendo a vida. Que legal, professora Vânia, que legal. Vai ser, vai ser, eu que cheguei há pouquinho tempo aqui, vai ser legal saber um pouquinho mais, né, de quem senta do nosso lado ali, não só aqui no podcast, senta ali do ladinho, literalmente, a gente está próximo na sala, vai conhecer um pouquinho mais. Que legal. É um privilégio. Bem-vinda, tá bom? Muito obrigada. Eu quero seguir a sequência, a sequência ilógica, né, contrária ao relógio, irmã Rita Alves. Nascido.

Da Silva. Irmã Rita. Irmã Rita, fala um pouquinho dessa experiência toda, dessa caminhada maravilhosa, empolgante. Eu vou dar só um spoiler aqui. De ser mãe de oito filhos. Como que é isso, irmã Rita? Quem é irmã Rita? Fala um pouquinho pra gente.

É, eu sou mãe de oito filhos. Mas vivo, tem uma que não tá viva, né? Uma menina. A senhora perdeu uma menina? Perdi minha filha. Ela já tinha... Tinha 16 anos.

Nossa, ela já era uma adolescente. Não, era uma mocinha já. Aham. Filho. E os outros sete filhos estão aí, firmes e fortes? Estão. Estão vivos, firmes e fortes. Eu fiquei sabendo que o meu amigo, conhecido nobreza, né? Pastor Edmilson, eu fiquei sabendo que ele é a rapinha do tacho, é isso mesmo? É. É a rapinha do tacho. Foi sua última obra de arte, Marita? Foi.

Irmã Rita tá onde hoje? Mora onde? Eu moro no Tocantins. Eita, Ralu. Cidade de Gurupi. Eita, eu conheço bem esse lugar. Dois anos e meio trabalhando ali. Que benção. Eu trabalhei o Tocantins todo, mas Gurupi eu adorava ir. Um povo empolgante. Mas eu não nasci em Gurupi. Não? Não. Nasceu onde, Irmã Rita? Eu nasci no Maranhão. Eita, terra boa.

Nasci no Maranhão e depois eu vim pra Gurupi. Só atravessou o estado do Tocantins, né? É. Porque do Maranhão, lá no Bico do Papagaio, eu cansei de ir no Maranhão. Eu dormia no Maranhão pra atender o Bico do Papagaio no Tocantins, que é a pontinha do estado. Só atravessou e foi lá pra outra ponta do Tocantins, é isso?

Porque o Gurupi já é aqui, quase no Goiás, né? É. Não, é o seguinte. Eu nasci no Maranhão, mas eu moro no Tocantinho. É isso aí. Porque nós viemos pra ir, né? Eu vim com os meninos pequenos. E aí eu vim morar no...

Ali em Gurupi. Em Gurupi. E o Edmilson nasceu em Gurupi, então? Nasceu, mas nasceu em Gurupi. Tá bom. É uma experiência tanto. É uma vida. 87 anos... Pois é. A senhora tá... Irmã Rita? Tô. Ela não tá completa, mas tá dentro. 86 pra 87, então. Que benção. Que benção. Vamos conhecer a Dani também? Que aí, Dani?

Meu nome é Daniela e é um prazer estar aqui. Sou mãe de cinco filhos. Cinco filhos? É. Rafaela, Maria Fernanda, Leonardo, Daniel e Isaac. Uau, uau. Sou casada com o André.

A vida me levou a estudar pedagogia agora, né? E eu tô aí. Gosto de treinar agora. Aprendi que eu tenho que cuidar de mim também. Que legal. E aí, tô nessa nova... Novo hobby. Ah, que bênção. Sempre quis ser mãe de muitos filhos.

Enquanto as minhas amigas estavam falando, olha, eu quero fazer isso, fazer aquilo. Eu ficava bem quietinha, porque falar que você quer ter muitos filhos ainda é, já era um pouquinho assim, como assim? E eu sempre quis ser mãe de muitos filhos, é que estou. Só que eu falava que ia ter três, né? Aham. E cheguei a cinco. Mas eu quis o cinco.

Olha, a minha filha mais velha tem 21 anos. Se eu não tivesse feito a bendita da cirurgia, né? Da vasectomia, eu devia ter uns 12 filhos hoje. Provavelmente, é. A família ali era daquele jeito. E a Débora ia querer, então ia dar tudo certo. Eu assisti o podcast com a sua esposa e vi que ela é apaixonada pela maternidade.

é verdade, é verdade gente, nós estamos recebendo essas três preciosidades aqui a gente tem histórias diferentes caminhos diferentes, processos diferentes, lugares diferentes, mas o objetivo é um só, e na verdade é hoje, o objetivo desse podcast é contar a respeito do amor que envolve a maternidade

Que é um desafio também nos dias que a gente está vivendo hoje. Mas um grande amor que foi compartilhado em pessoas. Em pessoas, para o arregulado de Deus. Bom, eu vou pedir para as meninas, eu espero que vocês não tenham judiado muito hoje. O nosso podcast. Vou pedir para elas trazerem aqui a caixa. O medo dessa caixinha. Irmã Rita, nessa caixa aqui tem uma surpresa.

Olha só. Não é o presente. O presente, a senhora vai ganhar na saída. Que é a caneca. Tem uma caneca dessa lá embaixo, embrulhadinha pra senhora. Vânia, você já ganhou? Eu já ganhei. Elas são chatas, elas não vão dar a saída. Quem ganhou, já ganhou.

Mas aqui tem uma surpresa para a gente começar a nossa conversa, Marita. Tá bom? Então vamos ver o que tem aqui. E aí vamos ter as impressões de vocês a respeito desse assunto. Vamos lá? Vamos lá? Surpresa!

Ah, até uma coisa que encanta vocês, não? É, coisa linda. Uma plantinha? Uma plantinha. Parece um lírio. Parece? Ah, é? É. Vai ser um lírio? Eu sou péssimo com essas coisas. Olha aqui. Ah, muito... Ah, tá bom. É uma pontinha aqui, né? Aham. É de verdade mesmo, meninas? É, né? Uhum. Natural. Elas não colocaram nada artificial num tema como esse, eu tenho certeza, né? Tá bom. E aí? O que isso tem a ver com maternidade?

Qual a impressão de vocês? Tem uma plantinha aqui agora. O que você tem a ver com maternidade? Tudo. Tudo, tudo. Tá parecendo minha mãe, minha mãe falava assim, por que não? Ela não. Não. Por que não? A gente vê uma planta, né? É... A vida. Então, vida que floresce, que dá frutos, que cresce. Então, a maternidade.

Vida que floresce, que dá os frutos e que crescem. Então, é isso. Primeira impressão, assim, pra mim é isso. Eu já matei algumas plantas. Eu já matei.

Pode dar a mão pra minha esposa Que ela matou alguns também E na última mudança O meu marido falou Amor, não dá pra levar suas plantas O que a gente vai fazer? Eu falei, coitada Depois que elas estavam tão lindas Mas quando eu olho pra planta Depois de ter matado muitas É que elas requerem muita atenção Muita atenção Então trazendo pro lado das crianças, dos filhos É atenção total E aí quando não existe, né?

Aí eles secam, né? Aí quando não existe essa tensão. É necessário, é muito necessário. Irmã Rita, é mais fácil criar uma planta ou uma criança? Um filho ou uma plantinha? Eu nem sei. Porque a planta, pra mim, é uma coisa muito importante. É? É. A senhora criou muita planta? Tem muita planta ou não?

Eu já tive muita planta. Muita planta. Mas eu ainda tenho. Ainda tem? Tem. Lá na minha casa eu tenho muita planta. Mas os filhos deram mais trabalho que as plantas ou as plantas deram mais trabalho que os filhos? Ah, tem filho que deu trabalho. É. Mas tem outros que não deu, não. Foi muito bom. Entendi. Tem um filho aí...

Que a senhora tem uma vida de oração por ele e que a senhora está acabando de colher frutos a respeito disso. Me contaram, me falaram aqui no ponto, que está ouvindo? Eu sei, eu ia falar isso aí. Então fale agora. Eu só queria chamar a sua atenção para a senhora falar a respeito disso. É o filho mais velho. O filho mais velho. O que aconteceu?

Não, o filho mais velho, porque ele foi toda a vida um menino meio prevesso. Toda a vida eu pelejando com ele, pelejando. E ele era meio terrível. E ele bebe muito, viu? É mesmo. Bebe muito, muito mesmo. Mas só que agora eu oro muito por ele. Muito, porque eu oro para o meu filho demais.

Mas só que agora ele está mudando, viu? Que benção. Ele largou de beber faz pouco tempo, porque ele está largando, viu? Que bom. E aí ele não mexe mais com esses negócios de bebida, dizendo ele que nunca mais. Que nunca mais a gente... Rapaz, a gente ama demais. Até o de Milcim já...

Pelejou com ele, né? Todo mundo tem pelejado com ele. Quantos anos ele tem, Marita? Quantos anos? Ele tem seu filho. A senhora lembra ou não? Lembro, peraí. Ele é... É o mais velho. É o mais velho. Ele é de mil... Ele é de... Deixa eu ver o que aconteceu. Eu tô tão... Não, gente. Tô esquecida. Peraí, deixa eu ver. Ele é de... Ele é de... A senhora falou que a senhora lutou a vida toda com ele, né?

Até agora. Lutou a vida toda. Agora que ele tá melhorando, viu? Mas eu já sofri muito com ele. A mulher dele, que é uma pessoa muito boa. Tadinha, ela tem pelejado demais com ele. Mas agora parece que ele vai melhorar, porque agora ele tá vendo que isso não é pra fazer. Ele nunca gostou de ir pra igreja, mas ia.

na marra mais dia e agora está melhor ele quando ele não ia nem no médico a parte de um médico era maior luta do mundo agora ele quer ir nos médicos e sei que agora está melhor e fala pra mim mamãe o senhor

ore muito por mim, porque eu não tô bom, não. Eu sei que desse aqui eu não vou escapar. Vai, meu filho. Você vai largar esse negócio aí seu. Se eu se largar, você vai ficar outra pessoa. E agora ele tá bem melhor. Que bom. Graças a Deus. Me disseram que já quase 40 dias sem beber. E isso é uma grande bênção. Eu tenho 40 dias.

Gente, eu tô calçando meu olho aqui porque eu tenho calçando esse olho. Ele tem 40 dias que ele não bebe mais, viu? 40 dias. Eu tô aqui, mas eu tô ligando pra ele quase todo dia. Amém. Eu sei da vida dele todinha. Olha que bonito, né, Pastor? 87 anos. Então, uma mãezinha dedicada ao cuidado desse filho. É, eu falo muito com ele. Aí ele fala lá, mãe, eu tô bem agora, mãe.

Porque não é só isso aí. Ele tem outras coisas. Eu esqueci agora o nome da doença. Tem um aqui.

que não pode comer carne, não pode comer essas coisas assim. Gota. Gostamente. É gota. O ponto falou. É. Tudo certo. É, tudo certo. O Bastardo Edmilson chegou. Chegou, é. É gota. Mas agora ele tá conversando com os médicos, porque ele não conversava nem com os médicos. Vai lá, ele leva ele do médio e dá, não vou não. Vai, não, não vou.

Mas agora ele tá conversando com os médicos, a bichinha Dorinha, o nome dela é Dorinha, a mulher dele, né? Sonora. É. Aí ele fala, falou pros médicos, olha, eu tenho uma doença, tal, assim, assim, assim, tudinho. Eu não posso comer carne, não posso comer isso, comer aquilo.

Aí agora ele tá vendo. E o negócio agora tá diferente, né? Plena recuperação, graças à oração de uma mãe. Olha, 40 anos, mais de 40 anos de oração, eu tenho certeza. E agora 40 dias de resultado pra honra e glória de Deus. E que seja assim. Aí ele contou tudo pro médico. Que tinha isso, isso e isso, mas bebia.

Aí o médico deu uns conselhos pra ele, e aí se agora você vai melhorar, porque se você largou essas coisas, você vai ficar bom. E assim tá lá. Lá no grupi, mora no grupi. Que benção, que benção. Qual que é o poder que tem a oração de uma mãe, professora Vânia?

Muito. É importantíssimo que essa mãe ore todo o tempo pelo seu filho, pela sua família. E essa oração dá um poder, eu penso, que chega diferente aos ouvidos do nosso pai.

Pelo olhar do nosso Deus. É diferente esse cuidado. Porque o Senhor cuida de nós. E ele observar isso, a mãezinha cuidando dos seus filhos, é lindo ver a dona Rita na sua experiência, que tão vivida, né?

E aqui, preocupada com esse filho lá em Burupi. E que não tá aqui passeando, que eu sei que tá passeando, mas liga pra ele todo dia. Liga. Vem pra casa, um pouquinho pra casa do filho. Um pouquinho pra casa e preocupado com o outro. Esse amor é o amor incondicional, né? É aquele amor que não tem nada que atrapalhe.

Não importa onde essa mãe esteja, ela vai estar cuidando deste filho. Assim como Deus é conosco. Não importa onde estejamos, ele cuida de nós. A Marita é mãe de oito, você tem dois filhos. Eu tenho dois. Qual é a sua experiência na maternidade? Como que surgiu essa experiência que você tem hoje? Porque é uma experiência diferente.

Da maioria das famílias. Sim. Da maioria das famílias. Sim. Mas tão abençoada, tão feliz, tão próspera quanto. Fala pra gente um pouquinho. Foi realmente algo diferente que aconteceu conosco. Nós nos casamos e em pouco tempo descobrimos que não podíamos ter filhos. Então, nós caminhamos pro lado da adoção. Então, hoje eu sou mãe adotiva. Tenho dois filhos.

Isso aconteceu lá no ano de 97, quando meu menino chegou. Em 99, a Amanda chegou para nós. Através de fórum, né? Então, a gente, nós fizemos a documentação, tudo o que precisava. Um amigo, na época, disse que seria mais interessante se fosse em outro estado, que seria mais fácil.

E por isso a gente foi por este caminho. Então um processo nós abrimos em São Paulo e o outro em Santa Catarina. Mas Deus já estava direcionando tudo. Nós entendíamos que era assim, que era apenas um caminho para facilitar. Mas Deus sabia de tudo. Por que eu digo isso?

Porque o processo de São Paulo saiu primeiro, que era onde seria mais difícil. E se isso não tivesse acontecido, nossa menina não teria chegado. Por quê? Porque nós esquecemos do processo de Santa Catarina quando ele veio. E por isso eu fiquei com dois bebês, que é algo que foi muito difícil na época.

Quando o Luizinho estava com um ano e seis meses, a Amanda chegou de cinco meses. E eram dois bebês, em fases diferentes. A Dani, que tem aí um monte de bebês, sabe disso.

Em fases diferentes, mas os dois de fralda, mamadeira, apenas com meses de diferença. Então, não eram gêmeos. São muito dependentes. O mais velho é muito dependente ainda. Total. Total. Isso mesmo. Quantos anos eles têm hoje, professora Vânia? Hoje, o Luiz Henrique tem 28 anos e a Amanda, 27.

28 e 27 anos. Sim, os preciosos. Qual foi o maior desafio dentro desse perfil de maternidade? Onde você vai em busca desses filhos, onde você passa por um processo de adoção? Que desafios foram que você viveu com eles? Qual o desafio da maternidade nesse contexto, professora? Eu já vou em você, viu Dani? Já chego aí. Olha, são vários desafios.

O maior deles, eu penso que é a questão, normalmente as pessoas olham para nós e até falaram muito, inclusive alguns da família. Você é doida de fazer isso? Você não conhece essas famílias. Quem você vai trazer para a sua casa?

Eu falei, crianças. Quem gerou eles? Quem gerou? Inclusive, até mesmo assim, e se tiver algum problema? Sabe? Então, os maiores desafios, eu penso que no princípio foram esses. Depois tem... Enfrentar a barreira social que envolvia isso. A barreira social, inclusive dentro da igreja, pastor.

Tem muita gente que tem preconceito. Como você vai fazer isso? Você tem uma vida tão tranquila. Você pode fazer isso de uma outra forma. Não, mas a gente deseja desta forma. E outra, quando você vai adotar, você precisa se desprender do seu eu.

para poder buscar alguém para você amar, acolher, cuidar. E essa criança que a gente vai atrás, normalmente, não tem as nossas características. Então, aí vem a segunda parte do desafio. Por quê? Como que você vai fazer isso? Mas ele é muito diferente de você.

E aí quando você vai, e realmente é um amor incondicional, é um negócio assim, quando essa criança chega, você não tá preocupada como ele é, você simplesmente quer aquela criança, porque a gente não consegue conhecê-la antes. É na hora. Ele nasceu e eu fui buscar.

Sem saber de muita coisa. Apenas que essa pessoa estava doando e gostaria que fosse uma família pastoral. Ok. Tinha essa característica. Tinha essa característica, essa condição, para que a gente pudesse ficar com ele. E isso aconteceu. Então, na hora vem muitas conversas.

que é uma longa história, mas foi aí que aconteceu dessa criança chegar até mim. E ele tinha dois dias. Nascido. De nascido. Mas a gente ainda fez um trabalho com essa mãe, pra ela ficar com essa criança. Mesmo querendo muito, mas a gente fez, porque o meu esposo falou pra ela uma coisa que eu nunca mais esqueci.

Ele disse assim pra ela, olha, você tem certeza do que você está fazendo? Porque ele é lindo. Porque uma vez você descer desse carro, você nunca mais vai vê-lo. E ela desceu, sabe? Então, é...

Ele é nosso. Que benção. 28 anos. E Deus colocou nas mãos de vocês pra formar o servo de Deus, essa moça. E eu achei interessante, você falou aquele medo de não parece, não tem os traços de vocês e o pessoal até fala que eles são parecidos com vocês.

Hoje ele parece muito comigo e ela parece muito com ele, com meu esposo. Tem até as covinhas dele, assim. É muito interessante. Porque meu esposo é bem clarinho, pra quem conhece, ela é bem galeguinha. E ele é moreno. E ele é morenão. É o nosso morenão. Então lá em casa a gente fala que é o nosso leitinho e a cevada. Ah, que legal.

e é assim histórias emocionantes e a gente chega na Dani agora uma mãe tão nova e com cinco filhos não tão nova e aí Dani, fala pra gente um pouquinho dessa experiência toda de ter cinco o pessoal fala rebentos

É maravilhoso. Eu amo ser mãe. Dá muito trabalho, realmente, né? Quando alguma pessoa fala pra mim, ai, eu não sei se eu quero ter filho, eu compreendo. E falo, realmente, eles dão muito trabalho, mas é maravilhoso. É recompensador, aquele sorriso. E quando o menino fala, ah, mamãe, você é tão linda, igual agora eu me arrumei. Você tá linda, mamãe. Então, é muito gostoso.

É uma responsabilidade muito grande também. Eu sempre quis ter uma casa cheia, porque eu acho que, como eu fui filha única, eu sei que tem muitos filhos únicos que não pensam assim, mas eu sempre pensava que era uma casa cheia. E o meu maior desafio...

São muitos, né? Como a Vânia falou, são muitos dos menores aos maiores, mas assim, é sem ter a íntegra, assim, em todos os sentidos, né? O exemplo, a parte espiritual, a paciência, para que eles olhem falando, minha mãe é paciente. Legal.

E decorar tudo, viu, dona Rita? Porque, olha, às vezes as pessoas falam assim, qual é o número de sapato do Daniel? Gente, não, não sei. Não lembro, peraí, é o Daniel. É que tá anotado aqui. Quantos quilos, quando eu vou no pediatra, quantos quilos a última... Doutora, olha, por favor, porque eu não lembro. Então, assim, são inúmeros desafios. Eu não trabalho, né? Eu sempre quis ser a mãe que fica em casa.

E eu falava pro meu marido, olha, a gente vai casar, eu quero ter filho. Ah, tudo bem. Você tem que completar essa frase, eu não trabalho fora. Eu não trabalho fora, exatamente. Eu não trabalho fora. Trabalho muito em casa, mas sempre foi algo que eu quis. E eu falava pro meu marido que queria ter três filhos, aí ele falava, eu também. Ele falou, mas daqui a três anos. Aí eu falei, eu não sei, vamos ter logo. Aí com dois anos de casado, no aniversário de dois anos, eu tava grávida da primeira filha.

Que agora vai fazer 17 anos. 17 anos é mais ou menos. Então... Uau! Ela é nossa. É. Já tem 17. E o mais novo? O mais novo vai fazer 3 agora em março. 3 anos. 3 anos. Então tem esse desafio de todas as idades. Porque eu tenho adolescente, pré-adolescente, tenho...

o que está saindo dos dois anos, e tem o Teia também, um autista. O meu quarto filho é autista nível 1, é um querido, um inteligentíssimo, mas com todas as suas questões. Peculiaridades. Exatamente. E são esses os desafios. Então, como eu disse, eu queria ir aí...

Quando eu tive a primeira filha, aí foi aquela coisa, porque a família, a igreja, também me questionava, mas você é tão inteligente, pode fazer tanta coisa que você quiser e você vai ficar em casa. Você vai ficar em casa com seus filhos. E aí, quando eu tive o segundo, eu fui ter... Não, você vai ficar em casa ainda com três filhos? Não, você é muito. Aí, o meu marido sempre falava assim, realmente, você é muito.

muito boa pra ficar com eles. Assim, no sentido de, se você quiser ir trabalhar, eu te apoio. Mas, quão maravilhoso vai ser ter você com eles, né? E, assim, eu realmente me dedico muito a eles. Que bênção. Às vezes me cobro muito, né? Porque a gente acaba se cobrando muito.

E é interessante como a sociedade nos cobra, né, Dani? Tanto. Da minha parte, por ser essa mãe adotiva, mas da sua, por ser nova e ter cinco filhos. Sim, sim. Nunca tá bom, né? Se você não tem... Não tem, eles querem que você tenha. Todo mundo quer que você tenha um filho. Exatamente. Aí a gente tem, aí por que teve? Então, assim, não agrada nunca.

O desafio social é realmente muito complicado. E não é só social da sociedade, mas familiar, né? Também. Mas familiar. Gente, olha, eu tenho certeza que vocês nunca mais foram as mesmas depois dos filhos. Sem dúvida. Porque a questão da maternidade, ela não muda. Muda também, eu sei que mudou a minha vida, mas a vida da mãe é imprescindível na vida dos seus filhos. Mas não muda só a rotina de uma mulher, muda a identidade de uma mulher.

A maternidade muda a identidade de uma mulher. Eu estou dizendo porque a minha mãe fala, eu sou uma antes de você e uma depois de você. Então, eu vejo assim, e as nuances, né? Você falou, né? É um menino que você tem com o Té, é isso? Sim.

Me lembro do pastor Amin Rodor, meu professor. Ele tem o Michael. O Michael fez teologia, inclusive, mas ele disse assim, alguém um dia me disse que Deus colocou o Michael para que eu ensinasse. E eu, na verdade, foi ele que me ensinou tudo sobre vida. Extraordinário. Filhos são realmente bênção. Deus falou isso. Deus falou isso.

Irmã Rita, deixa eu perguntar uma coisa para a senhora. Vai, vai rolar. Fala para mim, a senhora ama um filho mais do que o outro? Cuidado com essa resposta. Não, eu estou brincando com essa questão. A mãe ama um filho mais que o outro? Eu sei que alguns são mais chegados, tal, decidem estar mais próximos do que o outro. A senhora tem oito filhos. Mas a mãe consegue dividir o amor de igual modo para os filhos ou não?

Não, mais ou menos. Porque eu, meus meninos, tudo eu gosto. Todos eles? Todos eles. Não tem diferença, então? Tem. Tem diferença. Porque tem deuses que não quis estudar de jeito nenhum.

Aqui e acolá tem, né? Mas eu não falo nada, não. Não falo assim, ah, eu gosto mais de fulano do que de fulano. Não. Não falo isso, não, porque eles ficam achando ruim, né? Não. Não. Tá certo, tá certo. Mas o fato é, os filhos são diferentes, mas o amor da mãe tá presente na vida de todos eles. Muito bem. Que bênção, que bênção. Marita.

Esse é o Osvaldo, que é esse que me deu muito trabalho, mas ainda está aí, né? Bota na mão de Deus que eu oro por todos os meus filhos, eu oro. Que benção. E por ele eu oro também muito, porque assim a gente pode deixar lá na...

Eu gosto muito dos meus filhos. Muito, muito mesmo. Quando era um pequeno, eu gostava mais daquele ali. Porque eu era pequenininho, ele era uma cegueira comigo, maior do mundo. Rabinha do Tava. Dona Rita, eu tava sendo filmado. Vixe Maria, não. Vocês voltaram pra filmar a coisa aqui. Não, mas os meninos não vão saber por causa disso, não. Não vão fazer nada, não. Mas a gente...

Sente, né? Sente muito. Mas eu gosto muito dos meus filhos. Que bênção. Que bênção, Marrita. De tudinho. Maravilha. É. O Osvaldo que era assim, mais grosseiro, porque ele... Como eu falei já, né? Tinha essas coisas que ele fazia, que ele bebia. Mas ele agora, ele tá melhor. Não. Ele agora não tá assim mais como ele era, não.

Você sabe que eu sempre fico pensando numa coisa a respeito, por exemplo, de Deus, né? O amor que a gente mais compara com o amor de Deus é o amor de uma mãe.

Mas imagina que até uma mãe que tem essa ligação tão forte com seus filhos, que é capaz de orar uma vida toda por um filho, não desistir, por mais que ele dê problema, por mais que aconteçam coisas, né? E é um desafio. Imagina, para os dias de hoje, gente, é tanta gente falando para a gente, inclusive, assim, não é época mais de ter filho, não. Você tem uma criança de três anos. Não é época mais de ter filho, não. Olha que desafio. Olha a sociedade como que está. As coisas como estão, tal.

Veja, e uma mãe ama, ama, a Bíblia diz assim, né? Mesmo que uma mãe se esquecesse do seu filho, Deus nunca se esqueceria. Mas é, veja, a Bíblia só faz essa comparação porque não existe amor mais forte. Eu amo minhas filhas, eu amo minhas filhas, mas eu reconheço que se alguém pudesse faltar desse casal que fazem parte das minhas filhas, esse alguém deveria ser eu, não a mãe delas.

E graças a Deus eu não faltei até agora. Nós somos uma família completa, mas se alguém me desse o poder da escolha, dizer assim, e aí, prefere você ficar com elas ou a Débora ficar com elas? Ah, seria a Débora. E eu sei por causa da diferença que minha mãe fez na minha vida.

Eu costumo dizer pro pessoal, já falei tantas vezes essa questão, de vir e mexe o assunto sai, meu pai me ensinou algumas coisas, não muitas, mas boa parte do que eu sou tem a ver com aquela baixinha, que escolheu ter o bebê que na ocasião foi inclusive indesejado. Escolheu ter aquele filho. E todo esse amor foi vivido.

Em cada detalhe, em cada detalhe. E é vivido até hoje. Em cada ligação que a gente faz diariamente. É tão bom, assim, ela atender. Ela atende no meu telefone, hoje são videochamadas, né? Graças a Deus. Ela atende no meu telefone, assim, com aqueles olhinhos toda vez. E ela atende rindo todas as vezes. Minha mãe não é... Ela é uma mulher de 64 anos, então... Na verdade, não posso falar. Ela vai fazer 64 anos esse ano, né?

E aí ela tem sempre sorrindo, né? E assim, naquela felicidade de Ah, deu tempo de você me ligar hoje. Que bênção, né? Ah, que amor que é esse, gente. Que amor extraordinário. É demais. É uma construção todos os dias, né, pastor?

O fato de você dizer, olha, ligo. Então, se eu não dedicar, colocar aguinha, pôr no solzinho, não vai florescer, né? A criança é a mesma coisa. E não importa adotivo ou não adotivo. É o mesmo cuidado. Muita gente me pergunta, ah, não é diferente? Ama igual? Claro, eu nem lembro que eles são adotivos. São os meus filhos.

E ponto, né? Porque dá o mesmo trabalho, é a mesma construção, é a mesma dedicação, acolhimento, oração, é tudo isso. É a mesma coisa. Talvez teve lá no início algo a mais. Uma resolução de um documento a mais.

visitas ao fórum, que foram várias, e até mesmo visitas em casa. Então, tem uma burocracia a mais. Mas em questão no quesito filho...

A mesma coisa. Que ótimo. Tem diferença. E aí, Dani, hoje o que você retrata? Porque a gente fala de desafios da maternidade, mas existem grandes bênçãos envolvidas nisso também. Muitas. Você trocaria essa vida de mãe de cinco filhos por qualquer outra ou não?

Não, não. Já passou, você já olhou a vida de alguém e falou assim, nossa, olha lá, só ele e ela, eles viajam o tempo todo, eles não sei o que e tal. Eu tenho uma brincadeira com meu marido, que quando tá caótico assim, aí eu brinco, a gente podia até ir em Dubai. Quando tem quatro colégios pra pagar, porque só tem quatro ainda na escola, eu falo...

E daria um carro zero. Então, eu tenho essa brincadeira, mas não trocaria. Não trocaria. Amei ficar grávida todas as cinco vezes. Gostei muito. Tem muitas mulheres que têm muitas questões com isso, mas eu não abriria mão. E o pastor falou, né? Muda a vida. Eu era uma Daniele antes, mas a Daniele hoje é melhor.

Ah, que benção. É mais amorosa, é menos egoísta, menos mimada. Da minha primeira filha pro meu último filho, é outra pessoa. Então, assim, não trocaria. Dá trabalho, tem dia que é exaustivo. Tem dia que eu penso, meu Deus, me dá forças. E eu falo pras minhas amigas que os meus filhos...

me aproximam de Deus, porque eu preciso orar, eu preciso pedir, Senhor, eu quero ser um exemplo, eu preciso fazer meu devocional, eles precisam me ver lendo a Bíblia. Então, tudo isso não é nada fácil, é fácil falar, né? E eu tenho até...

Uma tristeza quando alguém fala assim, ah, eu amo, porque tem uma frase assim, eu amo meus filhos, mas odeio a maternidade. Eu não sei quanto polêmico é isso, né? Eu amo meus filhos, mas odeio a maternidade. Mas está tudo ligado. Tem como separar isso aí? Então, eu não entendo essa separação. E...

A gente precisa olhar os filhos como um presente mesmo. E eu acho que o mundo que a gente tá, tá tão egoísta, a gente não olha aquela vida. Me entristece quando alguém fala, mas três, podia ter parado no terceiro. Eu falo, pô, e o Dani e o Isaac não iam vir? Olha só! Olha só! Como?

Não dá, né, pra pensar na vida sem um deles. Não, e assim, eu acho lindo entrar na igreja, encher o meu banco. Eu já encho um banco, gente. Olha só. É, o carro hoje, na verdade, já não é um carro comum, né?

Não, é o de sete. Tem que ser o de sete. E o banco da igreja também enche. E entra isso também, né? É desafiador ir para a igreja com cinco crianças. Muito desafiador. É um dos desafios. Eu prefiro lá na Central, tem o primeiro culto. Prefiro que eles conseguem ficar mais quietos, né? Porque é mais calmo e tem inúmeros desafios, mas eu não trocaria.

Depois que volta à escola sabatina, chega cheio de ideias, aí pronto, é melhor primeiro culto, então. Primeiro culto? Não, pra mim, todos eles preferem o primeiro culto. Mas eu vou falar, viu, Dani, eu não sei se a professora também pensa assim, não importa se são cinco ou são dois, sempre vai ser desafiador levar pra igreja. Sempre!

Eles são barulhentos E é bom demais É bom, isso é vida, é saúde Claro que Na devida orientação E tá tudo certo Mas é isso mesmo Tem gente com dois O meu menino era terrível Agora você comentando da igreja Eu lembro

A gente ajoelhava para orar e quando vi, ele passava por baixo e ia lá ver o pai. E eu fui com o meu pai, porque o Charles estava pregando, ele queria ir. E aí eu vinha aqui, não vinha. Então, assim, é bom demais também. Isso faz parte de todo esse crescimento e desenvolvimento. E histórias, né? E histórias. Muitas, muitas histórias. Muitas histórias.

Eu fico imaginando a mãe que carregou, é isso mesmo, produção? O ponto falou aqui pra mim que a senhora carregava o Edmilson nas costas com 7 anos de idade pra ir pra igreja, é isso? Carregava. É? Mas é porque ele não queria ir? Não, ele queria ir sim. É? É porque nesse tempo a gente não tinha medo.

Eu vou contar a verdade. Eu não tinha coisa para levar ele no carrinho. É um carrinho e tudo. Ele era pequeno ainda. Ele chorava porque o sol estava quente. Eu moro num lugar muito quente. Gurupi é muito quente. Quente, eu sei. E aí eu levava ele nas costas. E aí o povo ficava falando. Mas aquela menina...

É tão baixinha. E vai levar um menino. Precisão que tem lá esse menino nas costas. Ele que escutava. Eu nem escutava. Levava ele nas costas aqui. Nem prestar atenção. Tá vendo?

A senhora mal acostumou. Agora é a gente que fica carregando ele nas costas aqui. Como que faz? Não, não. É brincadeira, é brincadeira. A senhora ensinou muito bem. Hoje carrega muita gente nessas costas aí. É, meu filho. É um homem de Deus. É, meu filho é um homem de Deus. É um homem de Deus mesmo. É isso aí. E minha filhinha morreu, mas...

Eu entreguei para Deus. Deus também queria ela. É isso. Eu fico pensando, né, no coração. Veja a irmã Rita, né? Depois de tanto tempo, o coração ainda parte, o coração ainda dói, as lágrimas ainda descem. Não tem como esquecer. Não tem como separar isso.

E ao mesmo tempo, que bom que tem esperança, né? Que bom que existe esperança. Uma mãe dedicada que criou oito filhos do caminho do Senhor, que nunca desistiu daquela ovelhinha que se desgarrou, agora está vendo no final, numa reta final da história desse mundo, o filho mais velho, ele está voltando, está atendendo. A oração está sendo atendida. Que bênção, né?

tem alguma oração que foi imprescindível, que foi feita e que foi atendida nesse desafio de ser mãe que gente, eu tenho plena certeza que a oração de uma mãe é a oração mais poderosa que existe alguém disse certa vez assim, a diferença entre oração e súplica porque quando eu oro, eu oro pelo filho dos outros, quando eu suplico, eu suplico pelos meus filhos

Sou eu orando pelos meus filhos, é a súplica de verdade, é uma oração mais forte, é diferente, o coração de uma mãe envolvida assim. Tem uma experiência, porque a gente já sabe da irmã Rita, a experiência de oração dela está sendo vivida agora, o resultado. Vocês passaram por algo assim ou não, nesse desafio de ser mãe, de orar pelos filhos, cuidar dos filhos?

Olha, é atual, né? Eu tenho uma adolescente, então eu tenho orado por ela, pelas influências, pela faculdade que ela vai escolher, para que ela tenha a vida toda encaminhada, mas com propósito, né? Porque a gente sempre conversa, eu quero fazer isso, aí eu falo, conversa com Deus, né? E tenho orado por ela, orado por eles.

Por cada desafio que cada um tem, de cada idade, né? Porque são várias idades, então cada um precisa de uma súplica diferente, né? E acabo que orando para que eu entenda eles, porque quando são idades diferentes, eu preciso ser... e cinco, eu preciso...

ter presença individual também, para que eles se sintam queridos, se sintam amados. E aí eu oro por isso também, para que eles sintam isso. E é interessante que essa questão de filho preferido, né? Você tem o filho preferido. Lá todos se dizem ser o filho preferido.

Eles não apontam, ai meu irmão, a mamãe gosta mais do Isaac que é bebê, a mamãe gosta mais da Rafa porque a Rafa é mais calma, né? A Maria às vezes brinca, não, a mamãe gosta do que dá mais trabalho e sou eu.

Então, cada um fala, mas quando eu descobri que o Dan poderia ser autista, eu orei muito para compreender. Eu não queria ser a mãe que dizia, ah, entrei no luto. Não queria isso. E Deus trabalhou muito no meu coração e foi muito leve para mim e para o meu marido receber essa notícia.

As pessoas pensam, mas ele é um nível 1, ele vai ter questões futuras que a gente tem que trabalhar agora. Mas essa foi minha oração e tem sido as minhas orações. Que legal, que legal. Professora, e aí? Qual que é a sua experiência de oração? A oração pelos filhos? Você viu coisas se cumprindo? Sim, pastor, muitas. Inclusive até por estas questões da adoção mesmo. Nem tudo são flores.

Então, no desenvolvimento de ambos, cada um com a sua peculiaridade, seu jeitinho de ser.

mas apresentaram também algumas dificuldades, e nós tivemos ao longo aí desta formação, inclusive, é até complicado dizer isso, mas pessoas que não compreendiam. Então, eu penso em você, Dani, na hora que tiveram também as suas dificuldades com relação até mesmo à escola, porque os profissionais não estão tão preparados.

E a gente viveu algumas questões bem complexas e até mesmo de ouvir coisas, por exemplo, ah, ele é assim porque é adotivo. Nossa. Imagine só. Aí o seu menino chega em casa e fala, mamãe, então eu dou trabalho porque eu sou adotivo.

Acontece, no meu caso, eu sou assim, mamãe. Ou eu não tenho isso, mamãe, porque eu tenho muitos irmãos, né? Porque é o que dizem pra eles, né? Então, assim, colocam um peso sobre eles, é porque você tem muitos irmãos. Você não tem essa festa porque você tem muitos irmãos. Olha só. E eu...

é peço muita sabedoria para falar assim você tem irmãos isso é um presente e hoje eles já são presente e futuramente você vai entender que é muito bom ter irmãos né hoje você vive com eles e sempre você vai ter um final do ano muito incrível né a sua casa sempre vai tá cheia você vai ter com quem contar então assim mas eu

Tento muito que esse peso não fique sobre os ombros deles. Exatamente. E é isso que a gente trabalhou, eu e meu esposo, todo o tempo. Não, meu filho. Você é amado de Jesus. E você é nosso filho. Então, você não é assim porque você é adotivo, mas nós vamos trabalhar essa questão para que você possa melhorar. Nós somos... A gente pode melhorar todo o tempo. Então, a gente conversava muito.

E hoje está tudo certo. Ele se formou, ele é advogado, ela é publicitária, ele também tem mais outros negócios, um menino muito promissor, né? Está crescendo, está amadurecendo, porque até a gente amadurece todos os dias, né? Enquanto mais eles em formação. Mas são desafios? Sim. Houve ainda coisas diferentes? Até hoje houve.

Mas a mãe sempre vai estar orando por eles, passamos até mesmo por milagres, eu diria, porque como eu disse, na infância ele era bem arteiro, então ele fez muitas traquinagens, que eu sempre digo, meu Deus, não sei como eu não perdi meu filho ainda, pelas traquinagens que ele fazia.

Tem coisas que você soube depois, né? Mamãe, você sabe aquele dia? Então, mas eu sabia, Dani, como por exemplo, uma vez que ele resolveu pular de 5 metros de altura e ele caiu. Por exemplo. Então, Deus tem um propósito. Meu filho, você é de Jesus mesmo, você está entregue nas mãos dele, porque pelas artes que você fez, e você está aqui. Então, hoje você pode testemunhar disso.

Então, é bênção. É só bênção. É bênção. Gente, olha, eu tava só pensando numa coisa até da perspectiva da minha esposa mesmo, né? Essa questão dá duas coisas. Uma, da individualidade. Eles são diferentes.

mesmo vindo até da mesma fonte, até oito, cinco filhos, eles são diferentes, não importa. Eu vejo hoje a Maria Luísa, a Maria Luísa é bicho solto, a gente fala, né? Foi pra Albânia, vai esse ano de novo pra Albânia, passar uns dias lá como missionária, e eu já sei que quando ela se formar, ela não fica em casa. A Débora, o coração dela até aperta a falar isso, a Manuela não, Manuela é ninho.

Ela está ali, quer ficar debaixo da asa. E a gente até fala que quem trouxe a gente para a Iturna Nogueira aqui foi a oração da Manuela. Depois de seis anos fora de casa, ela queria morar em casa e ponto. Veio morar em casa. Ela vinha estudar no NASP e a gente veio para cá junto com ela. Deus providenciou isso. Mas a questão da individualidade, né? Como é possível? Deus é tão perfeito nisso.

Que deixa que você que é mãe, embora tenha dois, cinco, oito filhos, ame cada um deles de forma diferente. Gostei tanto de você ter falado isso, Dani, porque o pessoal até fala assim que o filho do meio é o que mais sofre sempre. O filho do meio, o filho do meio e tal, né? Você tem cinco, né? Tem três no meio de dois na pontinha e eles se sentem todos preferidos. Sim, é lindo isso. Que ótimo trabalho, né?

Que bênção isso. É esforço de uma mãe, é dedicação, e tudo isso é muito bom. É muito bonito. Lá em casa é o preferido e a favorita. Ah, então. Que joia. Gente, meninas, é um assunto especial, numa data especial, o Dia das Mães é sempre para comemorar. Eu vejo lá, a minha esposa não tem mais a mamãe dela. A gente tem uma história bem singular, porque...

ela perdeu a mãe dela seis meses antes de eu perder meu pai. Foi bem próximo. Os dois tinham 48 anos de idade, eram bem jovens. Mas eu me lembro hoje, eu agradeço tanto a Deus pela esposa que ele me deu, não só pela mãe que ela é para as minhas filhas, mas pela filha que ela se tornou para minha mãe. Então elas se tratam como mãe e filha, e isso foi uma benção. Na verdade, isso foi o sinal que eu pedi para Deus para casar com ela.

Porque minha mãe sempre criticou minhas namoradas, e aí o dia que ela aceitou a minha namorada, eu falei, bom, com essa ideia eu caso.

Mas o fato, as mães de filhos têm esse quê, esse porém. Mas maternidade é uma grande bênção, não tenho nenhuma dúvida. Eu já expressei aqui a minha opinião a respeito disso. Eu tenho certeza que você que tem os seus filhos, que está aqui assistindo a gente hoje nesse podcast, consegue se identificar de alguma forma com essas três preciosidades que aqui estão.

Os formatos são diferentes, as famílias se formaram diferentes, as experiências são diferentes, mas a gente consegue enxergar nos olhos de vocês o mesmo amor, a mesma dedicação pelos filhos. Me fala, vamos fazer o seguinte, vamos fazer um que bom diferente, qual que é a parte boa da maternidade? Fala pra mim um que bom da maternidade. Vai lá, fala pra mim. Que bom.

Que bom é ser mãe deles, dessas duas crianças que o Senhor escolheu para mim. Porque não veio de mim. É diferente, né, no meu caso. Mas eu tenho, assim, convicta certeza que o Senhor escolheu estes dois para mim. Pela história e por tudo que a gente viveu.

Amém, amém. Parte boa, Dani, vai lá. Parte boa. Ai, o cheiro do cabelo deles. Eu sou muito beijoqueira. E o beijo, o cheiro, o sorriso deles, o mamãe ao acordar. Ai, é muito bom. E eu amo adolescente também, gente.

adolescente, a minha adolescente ganhou meu coração. Então, quando alguém vai falar de adolescente, eu falo assim, não sei, gente, mas é uma parte muito boa.

Pra quem quer ter filho gestar, eu achei maravilhoso também. Eu sei que pra algumas é difícil, mas é muito bom. É difícil escolher uma, mas são várias. Irmã Rita, esse aqui é um momento bem rapidinho que a gente faz. Bem rapidinho. Mas fala pra gente uma parte boa de ser mãe.

Eu nunca achei nada pra me dizer assim, ah, eu não aguento ser menina, eu não tenho condição de fazer isso, fazer aquilo, não. Nunca. Então não tem nada de ruim. Toda a vida é cuidar dos meus filhos. E eu acho que não tem nenhum que...

Que eu gosto mais do que o outro. Vou falar a verdade. A parte boa de ser mãe é os filhos. A parte boa é os filhos. Aliás, ela não achou nada de ruim, na verdade, nisso, né? Então não tem que pena? Ou tem que pena? Tem que pena ou não? Se não tem que pena na vida da maternidade, vocês, da experiência de vocês, tem alguma coisa que vocês enxergam aí na sociedade que vocês podem falar assim, ah, que pena que tá assim desse jeito e tal. Vamos lá, uma impressão rápida de vocês isso.

Que pena que as novas gerações pensam diferente. Hoje tem esse conceito de que, nesse caso, que as meninas, por exemplo, na hora da maternagem, maternidade, vai estragar o corpo, por exemplo. A gente ouve bastante isso. Principalmente nós que fazemos...

Muitos encontros de adolescentes já vieram coisas do tipo, ah, mas pra que, né, maternar ou passar pela maternidade se vai estragar o meu corpo ou outras questões, mas enfim, é o que mais a gente ouve. Vai tirar o meu tempo. Então, vai tirar o tempo, eu não vou estudar, eu não vou seguir a minha carreira.

Então, hoje, as novas gerações, elas estão diferentes, pensam de formas diferentes da nossa época, do jeito que a gente pensava. Dona Rita, então, nem se fale, né? Era um outro mundo, é como se hoje nós vivêssemos mesmo de um outro jeito. Então, que pena, porque é lindo viver isto. E aí, Dani?

Que pena, mas que pena também que às vezes a gente erra. E é preciso aceitar também. Porque a gente tem que saber que nós somos falhas. E os nossos filhos também são pecadores. Mas que bom que Deus nos perdoa. Que bom que Deus está conosco. Que bom que Ele acerta aquilo que a gente errou.

Que legal, que legal. Deixa eu adivinhar aqui o que pena da irmã Rita, que pena que a gente corre risco de perder os filhos aqui.

como a senhora perdeu a sua menina. Que pena que os filhos se vão em algum momento. Isso pode acontecer. Eu me lembro do meu avô diante do caixão do meu pai, dizendo assim, um pai nunca deveria enterrar um filho. Não é o processo normal da vida. Mas eu estou só tentando adivinhar, irmã Rita. A senhora pode falar. Tem alguma coisa que a senhora lamenta na maternidade, nesse momento, nesse período de ser mamãe? Eu acho que não.

Eu fui muito carinhosa com meus filhos. Demais, demais mesmo. Que gostoso. Ele riu lá, é verdade, viu? Ele tá rindo lá, isso é verdade. Que gostoso, dona Rita. Meninos, olha, a gente... Acho que a gente pode chegar ao final desse inverso. A plena certeza. De que maternidade é um dom divino.

E Deus escolheu a mãe para conseguir representar, e a gente sabe que isso é um conjunto, é pai e mãe, mas a mãe para representar o amor mais próprio que Deus tem pelo ser humano. E eu não tenho nenhuma dúvida que nenhuma mãe, mãe mesmo, de verdade, como vocês três que estão aqui, se negariam a dar a vida pelos próprios filhos. Como Deus fez também. Como Deus fez também. Foi um privilégio imenso conhecer vocês aqui, ouvir um pouquinho da história.

de saber dessas histórias diferentes, mas desse amor incrível que vocês dedicam a esses, e dedicaram, né? Tem que dedicar, dedicam porque estão todas aqui ainda. Dedicam a esses filhos, né? E eu acho que se eu olho para o nosso público hoje, nós vamos ter a foto ainda, não esqueci da foto, mas embora se eu pudesse falar alguma coisa, que tal você se permitir pensar nisso?

Que tal analisar esse amor que Deus teve por você e tem por você, a ponte da própria vida por cada uma de vocês, meninas? Porque isso aqui é para você agora, que talvez pensou em algum momento em ter filhos, desistiu disso por causa de experiências negativas que de repente a vida trouxe.

Talvez está trocando uma bênção tão grande como essa por algo que a professora Vânia citou aqui, tão ínfimo, o parto da maternidade. Ah, não quero estragar meu corpo. A maternidade é uma bênção. Eu vejo nos olhos e eu sei que é uma bênção, não é porque eu sou mãe, não sou pai, mas eu sou filho de uma grande mãe.

Então, parabéns pra você nesse dia das mães. Parabéns pras nossas mamães que estão aqui. Um grande prazer compartilhar, ter a história de vocês compartilhada nesse inverso, nesse mundo que realmente ficou de ponta cabeça onde mães não querem, mulheres não querem mais ser mães e vocês estão contando uma história diferente. Invertida da realidade atual. Parabéns pelas mamães que vocês são. Que Deus abençoe vocês. Nós vamos tirar a fotinha e aí depois eu falo tchau.

Olha lá, irmã Rita, lá pra aquela moça bonita lá com a câmera lá na mão. Aí.

Está registrado, fica o registro, mas eu espero que fique o registro mais ainda na sua mente, no seu coração, desse encontro que nós tivemos aqui hoje, desse bate-papo de lembranças especiais daquilo que Deus fez na vida dessas mulheres maravilhosas através de seus filhos. A gente se encontra no próximo Inverso. Grande abraço.

E aí