E se corre bem? José Borralho
- Medo e a zona de confortoA normalização do medo · O medo como antecipação emocional · A zona de conforto e a falta de risco · A proteção excessiva e a criação de homens fracos
- A importância da adversidade e da dorA adversidade como motor de crescimento · A dor como professora · Aprender sobre si mesmo através da dor
- Medo do SucessoO sucesso como mudança de identidade · O comodismo e o lugar seguro · A falta de estratégia de saída em negócios
- A cultura de sucesso e o medo de falharA pressão por sucesso desde a infância · O medo da exposição pública · A imperfeição como desculpa para o medo
- Transformação e MudançaO momento de atingir o limite · A estabilidade como inimiga da mudança · As necessidades emocionais: certeza, variedade, significância, conexão e contribuição
- Liderança aberta e a mentalidade humanaA importância da abertura mental na liderança · A criação de líderes intermédios · A resistência à mudança em estruturas organizacionais
- Falar com o medo e a prevençãoVerbalizar e dialogar com o medo · O medo como espelho de áreas importantes da vida · A importância da prevenção em saúde
- O provocador e a objetividadeA importância de ser direto e objetivo · Crítica construtiva vs. politicamente correto · A dificuldade em lidar com críticas
- A importância das decisões e bifurcações na vidaO arrependimento como sentimento inútil · Viver cada dia como se fosse o último · Aprender como se fosse o primeiro · Aceitar as linhas e bifurcações da vida
- Comparação e ego nas redes sociaisA exposição da vida perfeita nas redes sociais · A inveja como emoção estúpida · A insegurança e a desvalorização do sucesso alheio
Olá a todos, este é o podcast Isso Corre Bem. O que é isto do Isso Corre Bem? Isto é um espaço que nós queremos ouvir histórias. Histórias que nos inspirem. Histórias que nos façam acreditar que vale a pena arriscar. Este é um espaço do ECO que quer trazer líderes, gestores. Não líderes, histórias de sucesso e de insucesso. Mas sobretudo histórias. Histórias que nos façam continuar a acreditar que vale a pena. No final do dia, Isso Corre Bem.
Grandes inovações têm tudo para correr mal. Mas e se correm bem? E se criarmos um carro que reimagina a condução 100% elétrica? E se conseguirmos uma autonomia até 536 km e uma extraordinária potência com tração às quatro rodas e force? E se marcar um test drive para experimentar o emocionante Nissan Ariya? Tem tudo para correr bem. Nissan. The Fire Ordinary.
Bem-vindos ao podcast e se corre bem. Isto é um podcast do Jornaléque e hoje tenho comigo José Borralho. Bem-vindo. Obrigado. É um gosto ter-te aqui. Prazer estar aqui. Eu, antes de ligar o microfone, perguntava como é que eu te apresentava. E eu vou-te apresentar, José Borralho, o provocador. Provocador. Está bem? Está ótimo. Está para começo de conversa? É como me identifico, portanto... É como te sentes? Exatamente.
Porquê? Gostas de pequenino? Não tanto pequenino. Acho que foi uma consciência que eu fui tomando com a vida, mesmo enquanto trabalhava, que eu, no fundo, enquanto trabalhava, era um provocador. Um provocador de ideias novas, de formas diferentes de ver as coisas. E fui aprendido de uma coisa muito engraçada e, a determinada altura, na vida profissional, diziam-me, não sejas tão direto. Ser politicamente credo. Porque era prejudicial?
Havia essa perceção. E eu costumo dizer uma coisa que é o ser direto e objetivo poupa-nos de estupidez. Poupa-nos de estupidez. A nós que estamos aqui e com quem estamos a falar, porque muitas vezes as pessoas vivem num mundo idolatrado. E com determinados ideias. De rodeios, de cerimonial? Muito. E às vezes com convicções. E eu costumo, quando faço às vezes sessões de... Ou sou júri. Em negócios.
A pior coisa que tu podes ter no negócio é teres um negócio e expedirem aos teus pais, aos familiares, aos amigos, a opinião desse negócio. Porquê? Porque normalmente somos todos muito politicamente corretos e dizendo... E o meu soninho... O Diogo, impecável, adoro. Com força. E é preciso chegar lá, ainda bem num tipo que disse, pai, desculpe. Isto não tem pernas para andar. Isto é uma porcaria. Isto não tem pernas para andar ou não estás a ver bem.
e não é fácil tu conseguires aceitar essa crítica nós temos muita dificuldade em lidar com essa crítica se não for construtiva claro que eu quando faço isso vamos que é peito
Estamos a peito porque é cultural, é a forma como nós somos criados. Pensa bem no seguinte, uma criança com seis meses, com uma papa, deita a papa afara, faz a sua birra, suja-se toda, o que é que os pais fazem? Vão a cuidar. E riem-se, ah, que engraçado, que divertido que é.
Passam seis meses, a criança faz o mesmo, o que é que os pais fazem? Começam a olhar torto, começam a ameaçar que levas uma palmada, isto não se faz, etc. Portanto, na cabeça de uma criança... Começa a construir aí... Não, começa a questionar o que é que aconteceu, não é? Que isto era tão divertido... E deixou de ser. E agora deixou de ser.
Nos negócios é mais ou menos a mesma coisa. Quando tu apareces com uma ideia de negócio aos teus pais, eles dizem, epá, filho, porreio, não é? É isto mesmo, avança, tem força, coragem, etc. E ninguém é capaz de dizer, imagina que vais fazer produtos alimentares, não é? Uma receita qualquer de barritas energéticas, não é? E não há ninguém que diga...
pá, isso não presta para nada. O seu beidó horrível, não conseguiste acertar, tens de continuar a tentar. Ou como já aconteceu, pessoas que diziam eu vou pôr estas barritas nos cafés, ao pé do ginásio. E o tipo, mas... E qual é o negócio? Porque os cafés recebem a consignação, não compram. Ai, é, é.
Então, e a seguir, ao fim de si, qual é a validade das barritas? Ai, cinco dias. Sim, senhor. Então, ao segundo dia, se não for vendida, a pessoa está a mandar para trás, para isto ainda ter tempo. Então, e se não vendes aqui, onde é que vais? E a partir de determinada altura, as pessoas caem na consciência dizer...
Não tenho viabilidade, pois não. Portanto, é preferível ser objetivo e fazer, se calhar, isto é a mesma coisa quando tu geres pessoas e há momentos em que lamentavelmente tens que despedir as pessoas. Já tentaste nesta função, naquela, e a pessoa não encaixa. Muitas vezes aquilo que estás a fazer é um favor à própria pessoa, porque a pessoa não encaixa na organização. Isso pode ser natural.
Pode ser natural. Bem, com a nossa legislação laboral, nada é natural, porque não consegues fazer nada. Toda uma discussão. É um drama, não é? Mas isso é natural. Sim, mas é esse passo, ou seja, a pergunta é, até tocas no ponto da legislação laboral. Às vezes pode não encaixar. Não encaixa, às vezes não encaixa. E, portanto, se não encaixa, aquela pessoa tem que, se não tem a consciência, porque é assim, o que é que nós todos temos? Um instinto de sobrevivência.
E temos a mania de lamentar as situações, de quando acabas com uma relação, lamentas a situação, quando saís deste despedido, lamentas a situação, quando muitas vezes nós devíamos era celebrar e dizer, pá.
Boa, tenho o mundo inteiro agora para explorar o que é que eu quero fazer, com quem é que eu quero estar, etc. Portanto, vou começar uma vida nova. Mas isso como te leva para um território desconhecido, e como é desconhecido, portanto, não sabes o que é que se passa lá, isso dá-te um medo terrível. E agora?
E agora? E agora? E já lá vamos, mas medo é a palavra-chave de estarmos aqui hoje sentados. Eu desafiei-te, para avisar que isso corre bem, porque lançaste este livro. Exatamente. Chamado Medo. Passa-me a possibilidade, que eu li com muita atenção. Obrigado. E é extraordinário como tu contas e colocas aqui a nu a tua vida.
E fazes um paralelo com os nossos medos. Mas eu não sei se consigo resumir o teu livro numa frase, mas diria que era, tu normalizaste o medo.
que é uma coisa que sempre tentei fazer para mim. Daí é que vou aos meus dois anos de idade e consigo perceber, aliás, consigo perceber na minha juventude o que é que eu sou e por causa de que? Começa todos nesses dois anos. Que é base? Que é base, porque eu tenho um problema no colégio, na altura ainda era filho une, e o meu pai, casais à antiga, tirou a minha mãe do trabalho para tomar conta de mim. E, portanto, eu sou, é-me tirada a componente social. És protegido? Sou protegido.
E na proteção desprotegeram-me, porque eu volto novamente à escola aos seis anos. Leva um choque. Leva um choque. Enfim, na altura não chamávamos bullying, mas na prática era... Mas já havia. Já havia. Portanto, era o miúdo alto, mas encolhido, sempre escondido. Tímido. Tímido. Os tímidos são altos do blog. Enfim, sempre atacado por um miúdo, que era, enfim, um pequenote, mas sempre calmeirão. E, portanto, todas as situações acabavam sempre num momento de, como eu lhe chamo na química da transformação,
em que chegas ao limite, dizes basta e tens uma ação, geralmente, violenta. E com a violenta ganhas o respeito e diz afinal o tipo consegue-se defender. É quase uma selva. É quase uma selva. E portanto isto vai evoluindo e tu quando chegas enfim, vida profissional, vida pessoal
começas a perceber isso. Eu tentei, e eu sou uma pessoa que se falares com a maior parte dos meus amigos, a dizer, não, não, o borralho não tem medo de nada. Não, não, a gente vai atrás do borralho que ele sabe tudo. Sempre fui entendido na minha vida à luta como o tipo que leva tudo à frente. Sem medo? Sem medo. Entendido? Entendido. Mas não era a realidade. Não, o que é que eu tive que fazer?
Eu aprendi, de alguma forma, a falar com o medo. Ou seja, o que é que é o medo? O medo é uma antecipação emocional de algo que ainda não aconteceu. Só que o teu cérebro já está a dizer, vai doer. Está bloqueado. Está bloqueado. E, portanto, tu olhas para o futuro e dizes, vou criar um negócio. Epa!
Lá vêm os medos. Não tenho recursos. Aliás, a maior parte das empresas falham por causa dessa mania. Não tenho recursos. Se quiser, o centro de lado. É engraçado porque dizes que os grandes projetos não nasceram de abundância. Não. Isso leva-nos a uma coisa muito engraçada. Perguntaram uma vez ao...
dos Emirates Árabes do Dubai ou da Abu Dhabi como é que via o futuro? e ele dizia uma coisa que era, olha o meu avô andou de camelo, o meu pai andou de camelo eu ando de Land Rover os meus filhos andam de Land Rover e os meus netos andaram de camelo, e o jornalista pergunta, mas porquê?
Isto é uma coisa muito simples. Quando tu tens tempos muito bons, tu crias homens fracos. Aquilo que acontece na maior parte da nossa sociedade hoje é que nós, ao protegermos os nossos filhos, os nossos netos, nós estamos a pô-los numa retoma de vidro. Tu achas que hoje estamos a... Continuamos.
Estamos a projetar homens e mulheres fracos? De alguma forma, porque é assim. O que é que tu tens hoje? Enfim, isto é conflituoso, as pessoas não são fracas, os jovens são. Sim, mas os jovens hoje, por força das circunstâncias, vivem em casa dos pais até aos 40 anos. Hoje, quando vais para um mercado laboral, não é? Vais sem aqueles quilos de arrascados?
Não só desenrascanço em termos de preparação, porque é assim, tu hoje tens um jovem numa organização em que se estiver cansado da organização, facilmente sai fora para uma nova, porque aquilo que tem em termos de responsabilidade é muito menor do que aquilo que eu provavelmente... Não há casa para pagar, mas não há filhos, não há filhos, nada disso. Portanto, estão numa situação de conforto. E a questão é, isto pode ser, não só em termos de trabalho, mas para outras áreas. Quanto mais nós protegemos uma criança,
menos ela vai ser capaz de lidar com a realidade. E isto não tem que acontecer no tempo, pode acontecer entre países. Portanto, hoje, por exemplo, na Ucrânia, calhão tu não estás a criar homens fracos, estás a criar homens fortes. Porque vêm de uma situação muito adversa. E, portanto, provavelmente vão conseguir lidar com a diversidade. Eu costumo dar o exemplo dos meus pais. Os meus pais, com 11 e 12 anos, saíram um das beiras, ou outro, Alentes, para vir trabalhar para Lisboa.
11 e 12 anos, crianças, porque havia fome e, portanto, tinham ganhado dinheiro. Eu já saí de casa com 19 anos. Decidi, por mim, vou. Saí de 19 anos, hoje 21 estava a casar, etc. O meu irmão, que não tem grande diferença de mim, e estamos mais ou menos na mesma faixa etária, o meu irmão tem 52, eu tenho 56.
mas já é de outra forma protegido é o menino mais novo o que não gostava de peixe a mamãe fazia sempre o bife não é? quando era para levar uma palmada do pai ele logo começava a choramingar já não levava palmada nenhum, portanto foi protegido já é um homem que sai de casa aos 40 a 42 anos achas que isso tem influência?
imensa. Ainda hoje eu sempre tive um capital da aventura de arriscar muito grande. O meu irmão é o indivíduo que fica agarrado àquele seu emprego e se tiver outro fica, não, estou aqui bem. Porque esse é um ponto que tu até has fiado a expressão nós temos de encontrar o momento basta da nossa vida.
É, tu na química da transformação a química da transformação é uma coisa muito gira tu tens um padrão, tens uma situação em que estás confortável, trabalho, relações com amigos, relações amorosas, etc e quando tu estás dentro daquele conforto há uma altura em que começas a ficar desconfortável queres mais, é natural o ser humano Achas o quê? A estabilidade inimiga da mudança?
Para algumas pessoas, depende daquilo que são as tuas principais necessidades emocionais. Se a tua necessidade emocional, nós temos quatro e duas espirituais, que é a certeza, se estás na certeza, isso não te incomoda. Portanto, só fazes o quê? Só mudas de emprego, de relação, etc. Se tivesse a certeza que vais ser feliz, que os teus colegas vão gostar de ti, que vais progredir na carreira, etc.
Depois temos um estado que é o da variedade. Pessoas que procuram variedade são pessoas que não conseguem parar 10 anos seguidos o mesmo emprego. Mas muitas vezes dizemos que são pessoas insatisfeitas? Sim, e aí já lá vamos pegar daqui a pouco na química da transformação. Portanto, são pessoas que precisam de risco na vida. Eu sou um desses casos, quer dizer, não peçam-me para estar 20 anos a fazer a mesma coisa, não é? Tive 14 a fazer a Consumer Choice e nos últimos dois disse entregas estão que eu já não tenho, eu quero outras coisas na vida. Então, que você é tudo?
Exato, e uma coisa minha. Pois tens pessoas que procuram significância, o que é que elas querem? Só fazem algo pelo reconhecimento, e não tem que ser uma questão de vaidade ou de eco, é porque se sentem bem quando reconhecem. E o reconhecimento, acho que pode vir o quê?
De uma simples opinião, às vezes, olhadas e diz olha, aquele lho excelente, boa pessoa que está sempre a ajudar instituições. E tu sabes que fazes a ajuda das instituições, mas também tu sabe bem saber aquilo. Tens pessoas que procuram conexão e amor, portanto, são as que procuram a relação fofinha. Isto, quando analisas isto nas negociações comerciais, é muito engraçado para ver como é que tu lidas com o curso. E depois tens duas espirituais, que é uma, as pessoas que só fazem algo por crescimento pessoal.
ou seguem determinadas modas por crescimento pessoal e depois tens umas num patamar já muito espiritual que é da contribuição só querem contribuir para o bem dos outros para o mundo etc, eu estou quase lá e portanto quando tu chegas
esta da variedade, ou seja, tirando-me da certeza, portanto, estás num padrão, estás confortável, começas a ficar insatisfeito, queres qualquer coisa a mais. E, portanto, quando começas a ficar insatisfeito, há um momento em que tu dizes isso, basta. É o teu limite, diz, chega. Não conseguis não mais. Não consigo mais. Tem que me despedir, tenho que acabar com este relacionamento, etc.
Mas isso são situações de limites. Situações de limites. E raras? Sentes que é raro na sociedade de pesquisa? Não, não. Todos nós, a determinado momento, temos isto. Não tem que ser uma coisa radical, não é? Mas imagina, passas uma semana inteira a comer bifes, não é? Chega. Chega, não é? Quero peixe. Portanto, tiveste o teu momento limite. Isto é o nível mais básico, não é? E nesse momento limite abrem-se de oportunidades.
os chamados insights, e tu começas a ver ok, afinal há queijo, há polvo, há marisco, há vegetariano, etc. E fazes a tua escolha, e tu abres ao mundo e ganha. E, portanto, isto acontece com alguma frequência. E, portanto, há pessoas que só quando atingem este limite é conseguem fazer a mudança. Há outras que não fazem nunca.
e não quer dizer que estejam mal estão bem, estão dentro daquilo que é o tu falas muito, tu tens esse lado mas depois colocas aqui a tónica e é muito daquilo, foi por isso que eu desafiei confesso, depois li que tu até numa entrevista dizias, isso corre bem que é uma pergunta que se sabes que este podcast, como eu te explicava antes ligarmos aqui os microfones na ideia de que há muita gente que acha
que é melhor que o outro, e tu explicas muito bem isso no teu livro. Que as pessoas têm uma percepção que eu fazia melhor, era muito melhor do que qualquer outro. Um CEO, um mostrador, um cantor, o que tu quiseres.
Mas depois há aquilo que tu dizes dos recursos. Da pergunta ao contrário, tu o que não fazes? Por que não saias do sofá e vais fazer? E é pouco, é por isso a questão da estabilidade. Todo esse sentimento, a ideia de que, e também é uma ideia que expressas muito livre, a ideia de que eu tenho um ornado ao fim do mês, tenho as contas pagas, está tudo certo, é um fator que não me leva a pensar, vou arriscar?
Tens dois fatores. Um é esse, porque realmente, eu sempre disse a minha vida toda, ser empregado é muito bom. Porque chegas ao fim do dia... É cómodo. Vais para casa, vais à tua vida, chegas na segunda-feira, no fim de mês está certinho. Alguém tem que pagar o ordenado? Tem que pagar. E quando tu és empresário, tu tens de preocupar com os impostos que pagamos, que são uma loucura, com os ordenados, onde é que estão os clientes, se pagaram, se não pagaram.
O que é que tens de fazer para o negócio desenvolver, etc. E, portanto, isso provoca muito medo às pessoas. E, aliás, o meu pai dizia-me, quando eu era criança, e com toda a razão, nem todos podemos ser médicos. Há uns que têm que ser carpinteiros, pedreiros, etc. E todos podemos ser empresários? Não, nem todos temos a capacidade para serem empresários. Porque isso é uma coisa que eu tenho muita gente a trabalhar comigo. Pessoas, minhas amigas. E, claramente, muitos deles eu digo, esqueço, não tentes.
Que não faz parte da natureza da pessoa. Não faz parte da natureza. Tu tens que ter... Tens que ter consciência daquilo que não... Eu não estou a dizer que ser empresário é mau. Eu dei muito bem como empresário, não é? Portanto, tens... Que é esse? Sou, não é? Houve coisas que correram menos bem, outras que correram bem. Mas isto leva-nos ao ponto que eu penso que é frutal e que levanta muito medo, que é quando tu perguntas mas o que é que dá mais medo?
É fracassar ou ter sucesso? Eu acho que está muito mais a medo para a maior parte das pessoas que é ter sucesso. Ter sucesso? Sim. Porquê? O fracasso. Tu já conheces de alguma forma o bem-estar, o conforto onde tu estás. Comodismo é comodismo. Comodismo. Por muitos pode ser fracasso. Não consegui fazer aquilo, mas sinto-me bem aqui. É o meu lugar seguro. É o meu lugar, estou aqui seguro, estou bem, já conheço.
E muitas vezes tu enfrentas isto com a dor. Tu podes ter dor, tu podes estar numa relação em que já não queres, mas tu já sabes como é que has de lidar com ela. Sabes com o que contas. Já sabes com o que contas. E esse sabes com o que contas pode ser um desconforto dentro do conforto.
A questão do sucesso é muito simples. Tu quando queres, quando eu te digo que há mais medo do sucesso, é que o sucesso obriga-te a mudar de identidade. Tu deixas de ser a pessoa que sempre foste para ser outra. Mais responsabilidades, uma nova perspectiva das coisas, uma visão diferente, portanto tens a responsabilidade. E a maior parte das pessoas, quando olha para isto, eu acredito muitas vezes que não quer que não se... Porque é um território desconhecido, não sabes o que é que é. Não sabe lidar com o sucesso. Porque não sabes lidar com o desconhecido.
Tu não consegues, se a vida for um grande queijo, tens três fatias. Uma muito pequenina, que é o que nós sabemos. Outra igualmente pequenina, que é o que não sabemos. Depois há o que não sabemos, que não sabemos. E esse que não sabemos, que não sabemos, é muito grande. E, portanto, quando tu olhas para o sucesso, se me perguntasse há 20 anos se eu imaginava fazer o que faço hoje, dar palestras, escrever livros, nada nunca projetei.
Mas há uma coisa, por exemplo, há cerca de 15 anos, quando criei a Consumer Choice, eu vim com uma mão atrás, outra à frente, literalmente. Poxa, tens uso, há pouco até dizias, chamaram-me privilegiado. Sim, sou um privilegiado. Tens um privilegiado. Eras um privilegiado ou nunca te sentiste assim?
Deixa-me ser irónico. Fui o provocador, fui o privilegiado que tinha relações com bancos, com a pessoa individual, sem qualquer problemas e ninguém te deu nem um aumento de um cartão de crédito, nem contas calcionadas, nem empréstimos. Quando a grande chavão dos bancos na altura era apoiarmos as startups. E depois dizendo, não tem que ter dois anos de resultados positivos, amigo Tom.
Isto já não é uma startup, não é? E portanto, aí tens grande... Tu não achas que é pouco, tu dizes nos cursos também, se não é inibidor das pessoas arriscarem? É, vou-te contar o que é que eu fiz. E quando as pessoas dizem, sim, mas isto tem que ser consciente, tem que ser consciente, o que eu fiz foi muito simples. Fiz as continhas, o dinheiro que tinha, planeei para quando é que ele dava. E dava-me para nove meses para pagar a renda da casa, ao Banco Inter, o Colégio das Miúdas, a comida, a ninhinha, pronto, está garantido.
A partir dali foi traçado um plano, que era, ao nono mês tenho que entrar, senão eu tenho que voltar ao mercado de trabalho. Tenho que nos enrascar. Isso é o momento em que tu decides arriscar. Isso é o momento em que eu decido arriscar. Desculpa, só para ter de nos dizer. Tu trabalhaste.
Eu trabalho por conta de outra, girei a geria em Espanha e em Portugal. Não gostei. O meu limite chega ali. Eu trabalho numa organização em que não me identifico com os valores. Não sou feliz. Tu eras só hoje aí. Não, não. Tinha uma pequena cota, mas não significava nada.
E chega um momento em que eu digo, chega. Estamos a falar na área de consultoria. As relações públicas. Eu tinha o produto do ano na altura, essa pessoa perdeu o produto do ano e eu fui buscá-lo. Fui buscar-lo depois. Outros anos depois.
E tu chegas a uma altura em que dizes não me identifico com nada disto. Não me identifico e, portanto, se não sou feliz, eu tenho que arriscar e, portanto, decido arriscar. E naquela altura, sem dinheiro, e é uma coisa que ainda hoje digo muito, sobretudo, quando estou a falar com jovens empresários e com miúdos, tem a ver com o plano. A maior parte das pessoas tem problema na definição do plano. Porquê? Traça o plano A, B, C. E aí começa esta questão.
Eu quando entro num projeto, se eu tenho um plano B, eu vou-me desfocar. Eu já não estou a questionar e se corre bem. Eu já estou a questionar e se correr mal. Se correr mal, eu tenho um plano B. Então tu desfocas completamente a atenção. E quando tu te agarras a um plano, tu ganhas coragem e ganhas empenho nesse plano, porque tu não queres ter o plano B. Mas não é humano esse lado? Ou seja, aquilo que tu dizes no teu livro do medo de... Mas se calhar eu não sou humano.
a questão da normalização mas tu há pouco dizias-me uma empresa nunca cresceu em termos de abundância ou nunca arriscou em termos de abundância há um lado quase desculpa uma expressão de loucura como sou arriscado
Dizem as estatísticas que 95% das pessoas são daquelas que esperam para ver e depois chegam até 95%. 95% são os loucos que vêm o mundo de outra forma e, portanto, fazem... Sinto-me completamente no 5%. Sinto-me completamente no 5% por tudo aquilo. Enfim, não me sinto um gênio, mas...
A determinada altura sinto-me e digo, eu faço parte dos 5% que acredita que é possível mudar, nem que seja a própria vida e a vida dos que estão à minha volta. E hoje os que estão à minha volta, felizmente, têm muito excelentes vidas, os meus pais, o meu irmão, os meus filhos, etc.
algo que os meus pais não conseguiram dar-me, portanto deram-me carinho, deram-me muito amor, e em último caso contribuíram para eu ter aquela infância assim um bocado atabalhoada, mas que fez... Estes a ver a base depois da tua pessoa, do que és? Foi, porque é assim, nasce de uma base de...
insatisfação estou a determinada altura aliás há um episódio os meus pais só ficaram a saber isso agora quando eu publiquei o livro o meu episódio ali nos 11, 12 anos em que chumbo de propositadamente a tudo no segundo ano
e mete a beber, fumar drogas e outras comuns, o que eu chamo de futebol, sexo e rock and roll, muito jovem. E aquilo, eu tenho ainda hoje, a plena consciência, que foi consciente, foi o meu grito do Ipiranga, foi dizer, eu mando na minha vida, eu é que controlo o meu destino. E, portanto, eu não vou ser mais o menino que é tratado com os pais.
Não faz uma noção, mas esse teu grito de piranga também é válido para depois as normas da sociedade em que eu tenho que ir para uma consultora, se bem de gestão e de economia ou de marketing. Eu tenho que seguir aquele percurso todo direitinho? Eu tenho um processo um bocado doido. A determinada altura eu estudo contabilidade e gestão, técnico de negociador, não queria de todo ir para a universidade. Depois aparecem os primeiros cursos de marketing.
É capaz de ser giro. Gosto de publicidade e tal, e portanto tiro marketing no IPAM, e depois determinado algum momento, acho que aí é que foi um momento completamente de viragem, até para a minha forma de arriscar, eu tenho várias empresas a responder, eu já trabalhava numa empresa alemã.
na área da indústria, na área do planeamento e controle financeiro, ao fim de uma semana de estágio eu estava a ser contratado, portanto, porque achei lá, olhei para aquilo e disse, está tudo mal feito, não é? E ao fim de uma semana, não, está a contratar, só tenho um estágio de três meses, não faz mal, quando é que é bom o estágio, está a contratar. Já percebemos que é diferente. E a determinada altura, eu tenho a Caixa de Depósito, o Espírito Santo, a Xerox e a Proter & Gamble, para contratar.
e enfrento um dos maiores medos, que é eu não sei vender. Não é, mas o comercial? Não, eu não sou um comercial, eu não sei vender. E agora? E a carreira que me propõe na Próter, na Arbora, que era a dona da Dodote e da Evax, era começar nas vendas. E eu só faço uma pergunta. Quanto tempo? E respondo o diretor-geral, até ter sucesso. Eu digo, estou tramado.
e vou para a Torralta, uma empresa, uma empresa que já tinha sido intervencionada pelo Estado, voltou a ser enquanto eu lá estive, em que me dizem, não, não há dinheiro para Martim, e às vezes nem para ordenados. E a verdade é que eu tive seis meses, certo de saber. Mas isso deu-me uma capacidade que foi, tu podes continuar a fazer as coisas sem dinheiro, até usava todos os recursos que tinhas.
Semanas de férias, fins de semana, trocava por publicidade, fazia, acontecia, era com o fornecedor dos sacos plásticos que fazia, usava férias, íamos para a fronteira, para cá, ia promover imobiliário. Afinal, tinhas um lado comercial. Tinha um lado comercial. Aliás, costumo contar esta história hoje muito quando me falam dos medos dos comerciais.
Eu quando olho para a minha vida, eu vendi, depois tive uma agência de relações públicas, era um sócio minoritário, portanto eu vendi relações públicas. O que é que é a promessa que tu fazes a alguém que vai sair na TV, na rádio, nos jornais, e que isso lhe vai aumentar a reputação e provavelmente o negócio?
A seguir, meti-me na questão dos sistemas de avaliação, sabor do ano, produto do ano, ou seja, a expectativa que tu ganhás um prêmio entregue pelos consumidores te vai ajudar a aumentar vendas, não é? E, portanto, eu quando dei por mim, eu nunca vendi um produto pau-pau-pau. Estou agora a vender o livro. Portanto, que é das piores coisas que tu tens para vender, são intangíveis.
E eu cheguei a esta conclusão e digo que sou um vendedor do caralho. Fiz um grande comercial. Sou um grande comercial, percebes? E são medos. Se tens ficando na prova, portanto, se calhar, se tens meses, estavas de dinheiro. Se calhar eu era feliz como sou. Não se sabe. Se calhar estava, enfim, com a minha idade, provavelmente, se calhar era diretor-geral para aí de uma Venezuela, de uma Argentina, de uma coisa qualquer, que era o caminho, era a América Latina.
Mas se calhar tudo isto não estava aqui. E era um perfeito desconhecido, ou não. Agora, اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور
Acho que foi muito na Torre Alta, em Troia, que eu aprendi este meu lado. Ainda hoje as minhas equipas sabem isso, que é, vamos tentar fazer sem dinheiro. Que essa filosofia é importante, aquilo que eu dizia da abundância é importante. E tu no próprio livro dizes, a empresa que vai à frente, que é líder do mercado, tem que ter esse espírito na mesa. Tem que ter esse espírito. E tens que inovar.
E não é inovação controlada, como eu gostei da expressão que tu usaste. Não, tens de estar sempre à procura. É sempre o teu papel como líder. Falas de Netflix lá, alguns, também a dizer que quando aparece a HBO, quando aparece a Disney... E vê, tu olhas para os grandes exemplos da gestão, cuja aparece nos livros, a Blockbuster. Certo. A Netflix tentou que a Blockbuster a comprasse, e a Blockbuster nunca quis, não é? A Kodak.
que tinha toda a tecnologia de fotografia digital e continuou a fazer as perguntas que era como é que vendemos mais voos e achas que esses exemplos a Nokia é outro exemplo também que lançou os telemóveis e depois não faz um telemóvel tu achas que o facto de eu estar sentado numa liderança como é que eu lhe posso explicar isto não é desvirtua mas é facilita e aí
E deixa-me de estar tão ativo. Quando tu olhas, quando tu estás numa liderança e olhas para a conta bancária da empresa, para o orçamento de marketing, normalmente facilitas. Costumava dar um grande exemplo, aliás, às vezes falo desse exemplo, um grande gestor que tivemos em Portugal que ganhou muitos prémios e que geria um orçamento de quase 200 milhões de euros, não é? E que de repente sai e nunca mais ninguém o viu. É muito fácil.
Nós estamos sentados num grande poleiro com muito dinheiro e somos os maiores. É muito difícil quando não temos. Isto é a mesma coisa que... Estou a falar de quem? Desculpa. Estou a falar de José Albano. Era quando eu estava a pensar. Exatamente. Mas saiu por questões diferentes. O que é que construiu depois disto? O que é que é conhecido?
Eu pelo menos não conheço nada. É discreto hoje em dia. Pronto. É a mesma coisa que eu e tu, se fomos convidados para treinar o Sporting, o Benfica ou o Porto, o único risco que temos é sermos campeões. Ok. Os recursos estão lá todos. Há lá o dinheiro, estão lá os atletas, estão lá as infraestruturas. O autor desta frase correu esse risco. E correu esse risco. E foi campeão.
e portanto a melhor coisa é serem despedidos com aquelas indeníduas e eu não me importava de treinar qualquer um dos três só para ser despedido qualquer 10 milhões faz a festa, faz aquilo barato e portanto o que é que tu tens? Eu acho que quando és líder tu tens de ter uma cultura tens de ser a pessoa mais aberta em termos de mente na organização
E isso não acontece ainda hoje muito em Portugal. O líder. O líder tem que ser a pessoa mais aberta. E tu as continuas por questões culturais, ainda a ter muito líder, que tem vergonha de ir pedir aos colaboradores opiniões ou equacionar em um negócio conjuntamente. Porque foste educado a ser o patrão é que sabe. Portanto, quando o patrão não sabe, organiza-se... Está perdido. E esses líderes têm medo? Os? E das que têm medo? Alguns.
Eu acho que qualquer líder tem sempre ali a sua pontinha de medo. Porque, em último caso, é aquele também que está exposto publicamente. E tu hoje vives numa economia de exposição pública. Sabe-se tudo. Tu tens a expressão de... Já lá vamos à rei do chesto. Eu gosto muito da tua expressão que tu usas. Mas tu deste números neste livro e dizias que nove em cada dez das pessoas tinham medo era profissional.
não era bem assim em momento de falhar profissionalmente exatamente, tu tens uma cultura de sucesso que é isso? desde pequenino, desde pequenino tu tens de ter sucesso tens de ter boas notas na escola tens de aprender a andar como deve ser quando vais dar a subir aqui este grau vem logo o pai ou a mãe e dizem não que te vais magoar, tens de ter sucesso tens de subir o grau como deve ser e esta cultura de sucesso é recorrente logo na vida toda
E portanto, como é que não há de ter medo de falhar? Como é que não há de ter medo de dar passos diferentes? Sempre foste educado para o certo. Para isso. E nunca te foi permitido ver.
porque eu costumo dizer que quem quiser ser pai ou mãe hoje deveria ter um curso sobre medos porque é natural, é o nosso instinto protetor daquele que amamos mas muitas vezes ao proteger-nos nós estamos a desproteger completamente Tu tens essa parte pessoal que é nas relações, que é na questão da parentalidade
Mas também nos empregos e nas empresas também há essa proteção? Também. Tu hoje tens um conceito, não é? Que é o errar depressa, para aprendermos depressa. Mas na maior parte dos casos é tanga. É conversa. O que é que quer um acionista?
eu sou a sinistra de empresas, eu quero lucro eu quero a rentabilidade agora se me disserem que me vai custar X porque temos que aprender e quer lá saber do erro não é continuem a trabalhar e a dar-me soluções e nos deixem lá o erro, não vão tirar a rentabilidade da empresa porque é preciso provocar o erro agora
A questão acho que nem está tanto aí. Está na abertura que tu tens que ter. E assumir que às vezes, não, eu errei agora, vamos errar de propósito, fazer uma cadeira com três pernas para ver se funciona. Não, precisa de quatro pernas, já sabemos disso. Com três também funciona, depende de como é que se fizemos em posição de triângulo, ela vai funcionar, não é? Agora, a questão é que tu tens que ter abertura e hoje tu vives uma cultura, mesmo em termos de consumidor, em que nós sabemos que não há perfeições.
E, portanto, uma marca que não é perfeita e que assume os seus erros é muito mais aceito. Tu dizes isso. Alguns também têm... Tem muitas entrevistas. Diz também. A imperfeição é importante. Nós somos todos imperfeitos. Nós andamos aqui durante umas gerações a pensar a perfeição. Aliás, eu costumo dizer que a perfeição acaba por ser uma desculpa.
Aliás, a perfeição esconde-te aquilo que é um medo de não suficiência ou medo de julgamento. Por que é que tu queres ser perfeito? Quantos de nós não dizemos, ainda não é um momento perfeito? Não, tu tens o medo de errar. Tu não tens o medo de errar, aliás, tens o medo do julgamento.
E aí o peso maior. O peso maior é quando te vão julgar. Quando te vão dizer, ah, o Diogo fez aquilo mal. Está bem, mas o Diogo tentou, sim. Mas isso não é valorizado. Muitas vezes não é valorizado. Eu muitas vezes nas minhas equipas sempre disse isso, que é, eu prefiro enfim, não é penalizá-los, mas chateá-los, chamar-lhes a atenção por decisão do que por omissão.
tiveram a coragem de tomar a matriz. E eu pago-lhes para isso. Achas que isso é um dos grandes problemas da nossa sociedade, desde o empregador ou o empresário, a não decisão? Quando tu não crias condições para isso, é normal que as pessoas... Qual é a postura de um empregado? O patrão é que sabe, ele é que se paga, portanto isso é com ele. Eu faço o meu e fiz uma intervenção agora numa empresa há seis meses.
de um amigo meu, onde havia precisamente essa filosofia. Ele não pedia opinião em termos de gestão aos colaboradores. Estamos a falar de uma empresa já com alguma dimensão. Os colaboradores olhavam para ele e diziam ele é que sabe, ele é o patrão, portanto queremos lá saber. E fizemos uma coisa muito gira. Aliás, é um case study. Eu fiz uma sessão de intervenção estratégica na empresa, começando por diagnóstico, sem o líder da empresa.
O líder ficou completamente fora. Primeiro choque nos colaboradores. Como é que é? Nós nunca fizemos isto. E agora é a verdade a abertura para falar o bem e o mal da organização. Vamos às duas todas.
Que é o que não existe. Que é o que não existe. E aconteceu uma coisa fantástica. Primeiro, ele não acreditava no relatório. E há isto não sei o quê, isto não sei o quanto. Isso é a tua perspectiva. Se as pessoas dizem isto, isto acontece. Sentei. E foi preciso. Portanto, nós temos que mudar a nossa mente para as coisas mudarem. Ele mudou a mente dele. Fizemos agora há duas semanas a reunião de seis meses. É incrível a opinião das pessoas. É pá, não, nós sentimos que...
Temos uma autonomia, mas é uma autonomia com responsabilidade, porque agora é nos pedido que tomemos decisões. E então aquilo passou de o patrão é que sabe, para dizer, não, não, nós agora é que sabemos. E ele disse, não, chegamos ao ponto em que ele dizia, é sim. Agora ele diz, qual é a tua opinião? É esta. Muito bem, estás a pensar bem e a tua decisão avança, não é? E aí nós ficamos, uau!
não estão habituados e chegámos a um ponto em que há pessoas, e era uma pergunta que eu lhes fazia no outro dia o vosso diretor-geral mudou a empresa mudou e agora vocês? também têm que mudar e tens lá pessoas ainda que ainda continuam muito presas mas sempre foi assim e outras já dizem foi, mas já não é mais o Manel
Não é mais. Agora tu tens... Epá, ainda me estou a habituar. Não, não estás a habituar, estás com medos. Como vens de uma escola de... Se erras, é chamada a atenção. E até à frente dos colegas, publicamente, não é aquela vergonha alheia de que era o julgamento.
está toda a gente do Jame porque eu fiz a geneira e passaste por uma situação em que tens que tomar decisões e portanto isto não, muitas vezes há a ideia, ai porque não tenho uma liderança, sim a liderança tem que ter uma cabeça aberta e criar condições para que o resto da estrutura se junte a ela, também não é possível chegar lá e mandar toda a gente começar a pensar diferente, agora isto
Vamos sempre à mesma coisa. É a mente humana. Se nós não abrimos a mente para determinadas coisas, não vale a pena. Isto é como nos casais, não é? Eu gosto de dizer, se dois não daçam, se eu não quiser. Se não quiser. Até nessa parte da exposição, tens uma exposição que eu achei deliciosa, que é a rede de sucesso é uma vitrine.
Vitrine da perfeição, não é? Uma pessoa liga hoje e vê... Dives a vida que não é tua, ou expões a vida que não tens. Mas isto é um efeito brutal na pessoa que recebe.
Em dois sentidos. Primeiro, como é que este tem isto? Exatamente. Olhas e dizes o sentimento da inveja, não é? Porque é que ele tem este vaidoce, tem isto e não sei o que. Ou podes ter...
O rejubilar, que eu tenho uma vida muito melhor do que este tipo. Embora tu normalmente quando vais para as redes sociais nunca tens ninguém a dizer mal da sua vida. Normalmente é tudo. Aliás, nesses pontos as pessoas fogem muito. Quando é falar mal? Sim, sim, sim. Ou já és um influencer e tens ali um objetivo. Nós temos sempre, muitas vezes, apesar de qualquer pessoa nos LinkedIn da vida a contar a sua história maravilhosa e teve e aprendeu e diz que اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور اور
tudo é perfeito. Mas há essa vitrine... E, por exemplo, no estudo, esse estudo que mandei fazer a Consumers Choice, sobre os medos, há uma altura em que se fala disso. Sobretudo em termos de... nas novas gerações, em termos de emprego. A maior parte do medo de errar tem a ver com o medo da exposição pública.
Hoje tens uma câmara a filmar em qualquer lado. Em todo. E, portanto, rapidamente te apanham numa coisa ou noutra e as pessoas têm medo dessa exposição. Pela qual nunca não riscam muito. Estamos mais expostos. Estás muito mais expostos também porque queremos. Olha, eu deixei de ter a minha vida pessoal nas redes sociais. Também é uma decisão de cada um. Sim, sim, sim.
Um, não acrescenta valor, certo? Segundo, sou um tipo seguro, não preciso de andar a pedir validação, nem a dizer estás muito bem, não sei nada. Terceiro, porque na maior parte dos casos isso só traz inveja. Inveja é um ponto pesado hoje ainda na nossa sociedade. Inveja é a coisa, acho que é o sentimento mais estúpido, a emoção mais estúpida que tu possas ter.
porque és tu que sofres com aquilo que os outros fazem bem mas nunca consegues atingir os outros nem ficas a olhar ao contrário nada, nada, nada eu olho para ti e digo o Diogo tem uns adidas muito fixe que eu não consigo ter, tenho inveja de ti
Mas vai atrás, não é? Mas eu é que estou a sofrer. É uma emoção idiota. Idiota mesmo. Mas tens muito isso. Porquê? As pessoas têm muita insegurança. Era o que falávamos no início. É fácil eu olhar e... Escuta, qualquer pessoa que nós vemos que esteja bem na vida, a maior parte das questões é... Ah, não, aquilo é dinheiro ilegal, fez negócios não sei o quê, andando na droga...
Portanto, estás sempre a fazer qualquer coisa. Tem esquema, como quer, ali. Esquema, tu nunca tens. Mas que por isso é algo. Seja valorizado. E depois nós vemos muito, até contra o meu negócio, eu falo, os jornais, que eu gosto do meu caso do ECO, mas depois há muita denúncia anónima e depois também vemos muito nisso. Porque se passou a pregulhar a vítima, enfim, não entrando noutras questões, mas a verdade é que quando tu és vítima e a denúncia anónima passou a ser premiada por isso, e daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí daí
quando és a vítima, tu não vês, por exemplo, num sistema em que tens vítima e o herói, a atenção vai muito mais para a vítima do que para o herói. Portanto, é muito mais fácil tu tentares receber o carinho porque não consegues lá chegar, tens uma vida desagressada.
Este tipo é bom. Os teus pais não sei o que. O Manel que teve uma vida desgraçada. E não olhaste para o outro e dizes este gajo é brilhante. Este gajo veio do zero. Vê o exemplo de Cristiano Ronaldo. Uma criança com fome. Tirar os pais para vir para Lisboa ainda criança. Os mais pobres do país. E buscar os hambúrgueres que sobravam. Hoje tens muita parte da população.
Que despreza. Ah, ganha legais, não sei o quê. E esquecem que foi uma criança que se focou e conseguiu construir o conjunto. Outra dia de inveja, mas foi à luta. Porque é inveja, não é? Porque tu tens dificuldade em aceitar as pessoas bem-sucedidas. Tem que haver sempre um problema qualquer com uma pessoa bem-sucedida. Fez qualquer coisa de igual. Isso é triste. É.
Mas somos nós latinos. Nós latinos, nós somos quem é mais português. Muito português. Muito português. Eu acho que os espanhóis aí já têm... Tem outra coisa, não é? Tem outro salero, exatamente. O português é muito isso. Porquê? Porque se calhar tens uma democracia muito recente. Se calhar ainda não tiveste tempo para trabalhar estas questões. Com a oportunidade. Com a oportunidade na escola. Os próprios pais. E tu hoje olhas para...
Eu costumo falar muito disso, quer dizer, tu hoje tens dois filhos, há um filho que tem boas notas, outro não, não está sempre a ser comparado, olha para o teu irmão, também tens de conseguir, e tu estás ao longo da idade a criar crenças. Aí marcas. Estás a criar marcas, aliás, a maior parte das pessoas diz no estudo, 77% do salveiro das pessoas diz que as crenças da infância ainda marcam a vida adulta.
Tens coisas tão simples como o teu irmão é melhor do que tu. Estás logo a criar uma crença de incapacidade. De inferioridade. Ou podes dizer que tu consegues mais. Tens que ter notas mais alta. Insuficiência. Mas isso não é pressão boa?
Nós achamos que é a profissão boa, mas na prática é aquilo que estás a fazer. Quando dizes a uma criança, tu consegues mais, tens de conseguir mais. Por exemplo, se ela estudou, o que lhes estás a dizer é, tu estudaste, mas não é suficiente, tens de conseguir ainda muito mais. Então aquilo que ela sente é, eu fornei-me de trabalhar, e afinal isto ainda não é suficiente para o meu pai ou para a minha mãe. E a determinada altura isso cria-lhe uma crença de desamor.
Porquê? Estás num sistema em que ah, o meu pai ou a minha mãe só me ama muito e trata-me quando eu tenho boas notas. Portanto, se eu não consigo, eles não me amam. E tu estás a tua vida toda. Tens coisas, aliás, nós fizemos perguntas abertas e foi fantástica a forma como as pessoas participaram. Tu tens homens que nas relações não conseguem ser vulneráveis porque toda a vida lhes disseram um homem não chora.
Era uma coisa que se ia muito antigamente. Um homem não chora. Eu lembro-me disso. Um homem não chora. Mas um homem também chora. Mas um homem chora e um homem deve chorar. Porque o homem tem emoções como tem uma mulher. E, portanto, tu tens pessoas em idade adulta que estão agarradas a isto. Ou aquela famosa... Isto não é para ti.
O pai de Cristiano no jornal deve ter dito muitas vezes Ah, isso não é para ti Estás aqui na Madeira, não sei o que, deixa-te lá E portanto Tens de ter uma estrutura Também se vende o medo com essa estrutura? Achas que essa estrutura é fundamental Para vencermos os nossos medos ao longo da nossa vida? Tens de ter uma estrutura mental Forte, e eu acho que isso Começa em ti
Eu acho que começa com os pais. Primeiro vens a este mundo, ninguém te convidou para vir. E sais daquele estado líquido, quentinho, chegas cá fora e berras que nem um perdido. E você diz o que é. Luzes, pessoas, máscaras, etc. E depois, a partir dessa idade, uma coisa, se eu tivesse um filho hoje, seria um case study. Porque tudo aquilo que eu sei hoje permite-me trabalhar uma criança de uma forma completamente diferente.
E isso começa nos próprios pais. A questão é que os próprios pais, muitas vezes, eles ainda são filhos. Não conseguem ser pais.
Não passaram? Não passaram. Eu às vezes assisto a sermas... Porque nunca passaram. Continuam sempre a ser filhos, não é? Sim, porque depende, e hoje ainda vejo adultos a serem tratados pelos próprios pais como se ainda fossem crianças. E os próprios a meterem-se nessa posição. Portanto, quando tu tens um pai ou uma mãe que ainda está no estado de filho, é muito difícil conseguir educar uma criança. Comece a ser pai. E ter esta consciência que muitas vezes... Eu estive em África agora há pouco tempo.
numa aldeia, enfim, crianças sem sapatos, é a vida deles. Como eu dizia às minhas filhas, isto é um mundo real. Estas pessoas são felizes assim porque não me conhecem mais. Ou seja, se eu vos pizesse nessa situação, era um drama, porque vocês conhecem-me um, sabem outras coisas.
O ver na bolha. Exatamente. E quando tu não tens uma bolha, tu rapidamente cresces. É a adversidade que nos faz crescer. É na dor que tu cresces. Se olhares para todos os momentos da tua vida, foi no momento em que tiveste dor que tu aprendeste qualquer coisa. Não foi o momento em que tiveste confortável, tranquilo, porreio. É quando caímos? É quando caímos. Escuta, eu já levo com três divórcios. Em cada um deles cresci.
que sim, e há uma ideia das pessoas mas já sabias como é que repetiste? Não foi sempre pela primeira vez uma pessoa diferente, um momento da minha vida diferente, um contexto completo é diferente portanto eu testei, ainda há pouco tempo voltei a testar e já não cheguei ao quarto de casamento, mas terminei a coisa antes do tempo porque já vivi o suficiente para conhecer o processo e para me conhecer a mim agora, tu tens que ter tens que
É na dor que tu aprendes. Porque vais chegar ao fundo, é quando ficas... Vi alguém que dizia, eu acho que era o Robin Williams que costumava dizer isto. As tuas melhores lições são quando tens um estómago vazio, uma carteira sem dinheiro e um coração destroçado.
era ele que dizia isto portanto é nestas três situações que tu aprendes tu vais aprender sobretudo imenso sobre ti eu nos últimos anos aprendi imenso sobre mim e digo-te uma coisa e eu estou no dia a fazer uma esta pergunta então o medo não te assiste não, o medo continua a assistir aquilo que eu aprendi foi a falar com o medo
Foi a verbalizar o medo. Podemos falar com medo? Podemos falar com medo. Eu acho que tens de trazer o medo para a mesa e falar com ele. E às vezes é um exercício. Enfim, nos anos tive a oportunidade de estudar coaching, PNL, essas coisas todas. Há exercícios muito interessantes para falar com medo. Eu ainda hoje faço isso. Muitas vezes se quer falar com o espelho.
Fale comigo, como se fosse um estranho. E tens que perceber o seguinte, tens que perceber o que é aquele medo. O medo muitas vezes é um espelho. O medo, quando tens o medo de alguma coisa, isso reflete uma área da tua vida que é muito importante para ti.
por isso é que tens medo, não é? Oito dos dez principais medos, oito por exemplo, vêm da área da saúde. O medo da cegueira, o medo do cancro, o medo da hospitalização, o medo de ficar tetraplégico, etc, etc, etc.
Quando nós pegamos os 10 principais medos e tens 8 que são da saúde, isso quer dizer que os portugueses preocupam-se com a sua saúde. A questão a seguir é e o que é que fazem? Eu sei o que é que fiz. Quando comecei a ver amigos a ter AVCs com 40 e tal anos... Te afideste.
Fui para um cardiologista e fui pedir tudo o que eram exaños de prevenção. Nós não fazemos. Na maioria dos professores não faz. Nós fazemos o quê? A tentativa da cura. Eu fui fazer a prevenção. E portanto fui perceber. O que falta? Fui perceber até ao nível. O que é que me podia acontecer? O que é que me podia acontecer? E sei hoje, porque pedi um secório de cálcio, tenho uma artéria com ligeiro bloqueio.
Mas também sei que não é suficiente para ter um AVC e me acontecer alguma coisa. Portanto, o que é que faço a seguir a isso? Então eu tenho que ter cuidados de saúde maiores para tentar evitar comer hidratos, açúcares em excesso, bebidas alcoólicas, ter uma vida desportiva... Ativa. Ativa, etc. Portanto, a questão é, se tu tens estes medos, se tu tens o medo, tens que perceber o medo.
E tens que seguir trabalhar o medo. Muitas vezes, começar quando me quiseram convidar para falar. Toda a gente tem medo quando entra em palco. Falhar publicamente. Em público, não é? A semana passada entrei em palco numa conferência no Camp Camp. Antes de entrares, tu estás sempre... Porque os julgamentos estão aqui uma série de colegas de empresas, alguns clientes, não é? O que é que vais dizer a seguir? Se eu digo alguma asneira.
Se eu digo algo mais, eu por acaso digo muitas. Assumidas. Isso é uma defesa? É. É uma identidade. Quando falava ainda há pouco, o sucesso dá muito trabalho. Eu percebi que o sucesso que tenho tido em alguns campos obrigou-me a mudar a minha identidade.
Porquê? Eu não me via a ir para cima de um palco e a dizer mais as coisas normais. Eu digo, então eu tenho de ter a minha própria identidade. Este é o começo. Tenho de sentir bem. E como eu gosto de provocar, gosto de fazer perguntas, gosto de ser disruptivo, aliás, vejo-me aqui hoje, calças da Ludadine, que é o meu novo style.
Está à vontade. Não, é como sinto bem e, portanto, eu tenho que ir para cima de um palco, tenho que ir com mensagens diferentes e, portanto, a semana passada dizia aquela malta do Marting há muitos disse, digo-me, a parte de vocês não tem estratégia. Nenhuma.
Os nossos são uma manada atrás uns dos outros, vão para o TikTok, fazem... Os seguem o que o outro faz, o que acham que é trendy... Completamente, entre outras coisas. Portanto, em 15 minutos aquilo foi um espancar que nunca mais acaba. Mas percebo que isso funciona quando tu a seguir acabas e tens 6, 7, 8 pessoas a virem ter contigo, algumas dos quais a convidarem para isfalar às empresas dela ou para outros seminários. Portanto...
A grande dificuldade seria eu ter medo, manter-me no registro que já existe atualmente, dizer mais do mesmo e não fazer isto. Portanto, é muito mais fácil, foi muito mais difícil, aliás, eu criar esta identidade. Digo, sou eu, eu sou um provocador. E assumo isso. E assumo esta conversa assim. Assumo isso e percebo que é isso que me diferencia. E esse livro é um pouco isso também. Eu pensei muito e digo...
teria de escrever um livro, até que há uma altura na minha vida em que tenho uma crise de medo medo da rejeição, medo de ficar sozinho e durou-me dois ou três dias, que isolei-me logo, pensei naquilo e digo, isto é um disparate, não tens medo de nada não é porque isto é um disparate, a tua cabeça enche-se de porcaria e a fazer-te ter determinado tipo de emoções e portanto quantas pessoas não viveram já isso, e comecei a pensar naquilo e digo, mas...
mas tenho que ter uma explicação, eu tenho que ir atrás da minha vida toda, fazer a linha da vida e perceber... E chegar lá aos meses. E quando cheguei lá disse, pá, vamos fazer um estudo para perceber-se como é que está a população portuguesa. O que é que acontece aqui?
E saiu essa bela peça que aí está. E parece que, pelos vistos, não estava, eu que não sou, enfim, nenhuma pessoa conhecida fora mais ou menos do âmbito das marcas, de repente, lê-lação um livro disso, não sou psicólogo, não tenho informação em psicologia, nada disso.
Mas tenho sabido muito bem, cada vez que recebo uma mensagem de alguém a dizer, li o seu livro, identifiquei-me, porque tenho momentos desde os dois anos até aos 55, de empregado com os medos, que é um empregado de pai solteiro, os medos, a criação do negócio, venda do negócio. Venda do negócio? Venda do negócio é uma das coisas que ainda hoje pergunto muito. Também é o medo que acontece muito. É, sabes porquê? Porque a pessoa é dele e tem o receio de largada? Exatamente. É o bebê?
Na maior parte das pessoas, não sei, 99% não acontece isso. As pessoas criam um negócio e nunca pensam na seguinte pergunta que é, qual é a minha estratégia de saída? Um dia tenho que deixar o negócio.
Ou tenho que o vender, ou deixar para alguém. E a maior parte das pessoas com quem eu falo nunca pensou nisso. Acham que são eternos? Nunca pensaram. Entraram, normalmente por paixão. Aliás, faço três perguntas. Porquê que entrou no negócio? Porquê que se mantém no negócio? E qual é a sua estratégia de saída?
Toda a gente sabe porque é que entrou um negócio. Alguns já começam a ficar nas dúvidas. Porquê é que eu mantenho por necessidade? Porque não tenho ninguém? Porque a empresa continua a depender de mim? Não depende. E se eu te falasse, não há insubstituíveis? Ninguém. O cemitério está cheio deles. Não é? Como se costuma dizer. Está cheio de insubstituíveis. Mas é uma coisa que está... Mas há esse medo também? Ah. Em que é, vem alguém e faz melhor que eu?
Porque eu conheço muito. Achas que não é esse o medo? O medo é, se alguém começar a fazer...
Eu sou um inútil. Eu vou me sentir um inútil. Eu já não sou útil na empresa. E isso é um medo. Isso é um medo. Eu muitas vezes... Perdes a importância. Eu tenho muitos CEOs sentados nessa cadeira. Todas as semanas tenho aqui um convidado. E muitas vezes muitos dos CEOs me dizem não, não, eu tenho gente muito melhor que eu na organização. Então porquê que não abdica? Olha, há tempos um amigo meu, nesta fase... Esse é um ponto. Em que eu vendi a empresa, veio ter comigo e diz, José.
porque és mais novo que eu, mas dá-me lá um conselho agora nessa fase da vida em que estás. O que é que achas que eu deveria fazer? Eu disse-lhe uma coisa. Olha, Luísa, é muito simples. Se tens saúde financeira para isso, contrata alguém para fazer o teu lugar e vai viver a vida. Se calhar não precisas trabalhar tanto, só precisas estar tipo helicóptero, orientar, que é aquilo que hoje faço nas minhas organizações.
percebes como é que está, e vais lá, dás um toque daqui, dás um toque dali, e aquilo corre aos mil maravilhas. O grande medo é, quando tu tens uma equipa que funciona, o que é que acontece? Deixam-te questionar. Oh Diogo, ah não sei o quê, oh Diogo, o que é que eu faço? Oh Diogo, não sei quanto. E enquanto tu estás nessa posição, não é que depois queixas, estou horrível, tenho uma vida terrível, mas estás bem, porque sentes importante, e eles dependem de ti. Obrigado. Quando eles deixam de te procurar, tu começas a ser... Obrigado.
parece que ontem tinha esta conversa com uma jovem mãe e que ela dizia, pá, é horrível porque às vezes estou para o mercado à noite antes de dormir para ler um livro e estou com consciência pesada porque ainda podia estar a fazer mais uma máquina ou duas ou preparar a refeição da manhã
Porque a maior parte de nós, sobretudo os que são empresários e líderes, achamos sempre que não merecemos. E eu vivi isso. Não merecemos o quê? Não merecemos esse tempo de qualidade. É tu chegares às seis da tarde... Agora parei. Não, não. E ires parar e dizer... Pá, não posso. Tenho nada de às sete, oito, nove da noite no escritório.
Porque, não é? Estou a dedicar. Não! Se tiveres as coisas devidamente organizadas, podes parar às seis ou às cinco ou às quatro da tarde. Como eu costumo dizer às minhas equipas, eu não me interessa se às duas da tarde estão na praia ou às quatro, desde que eu trabalho. O que parece? Está tudo bem, não é? Eu tive uma colaboradora que trabalhava aos fins de semana inteiros. Não gostava do fim de semana. E à noite. Então, à segunda-feira, esquece que ninguém conseguia falar com a Carolina, porque ela estava a curtir.
E era o ritmo dela. Mas como isso não impactava o resto da entrega, estava tudo bem. Portanto, isso é outra coisa que tu tens. Fomos todos, é das nove às cinco, ou das nove às seis, ou um patrão não pode sair às seis da tarde porque tem que sair às dez ou às nove. Tem que dar o exemplo. Tem que dar o exemplo, não é? Somos presos a muita coisa, mas a maior parte deles tem a ver com isso. Tu sentes-te um inútil a partir do momento, hoje... Não te ocorre.
Sim, eu hoje tenho se calhar três e meios por ler. Não é nada de importante. Mas escuta, e as pessoas que me conhecem muitas vezes disseram pá, tu não vais conseguir viver assim, tu és... Arcaólica. Ativo, arcaólica, etc. Dá-me a saber pela vida. Tenho tempo para mim, faço... Todas as manhãs são minhas, absolutamente minhas, com o meu exercício físico. Reúno com as minhas equipas, faço o que tenho a fazer, continuo a desenhar projetos e a ter ideias de projetos para o futuro.
chega ao fim do dia, ainda tenho tempo para as minhas fizes, ainda tenho tempo para fazer mais um bocadinho de exercício. E tu percebes, afinal tu consegues viver em equilíbrio, não tens de estar constantemente naquele estado de estresse. E sobretudo, não sinto falta nenhuma de ter as minhas equipas constantemente a pedir e achar, mas também tive o cuidado nos últimos anos criar líderes e líderes intermédios para perceberem e terem a mesma qualidade de vida que eu tenho. Nós sempre voou. Ficámos aqui, olha, os dois.
Achas que, olhando para o jovem que começou a sua carreira privilegiada, que não foi privilegiada e que no teu livro demonstra isso mesmo, os diferentes percursos da tua vida, correto bem? Muito bem. Correu como eu fiz correr. E há uma coisa que nós demos, um dia se calhar escrevo sobre isso, o arrependimento é dos sentimentos mais estúpidos que podes ter, juntamente com o invés.
Já não tenho hipótese de voltar lá atrás. E há uma coisa que eu faço todos os dias. Acordo-me e decido viver como se fosse o último dia da minha vida. Mas decido aprender como se fosse o primeiro.
e isso faz com que eu olhe portanto já falámos aqui, se eu tivesse ido para a Próter o que é que eu seria? Se eu joguei futebol, se tivesse insistido numa carreira de futbolista em vez da turnil Jesus, era novo cristiano? Não era que já estou, não é? Mas o que é que teria sido a minha vida? E portanto
Estão menos decisivos na nossa vida? Eles são todos, porque isto é muito giro, não é? O facto de eu entrar hoje aqui e fazer este podcast contigo. Mudou a tua vida? Mudou a minha vida. Conhecemos-nos melhor. Se calhar aconteceram coisas lá fora em que eu não estive envolvido, etc. E, portanto...
nós temos que aceitar estas linhas, estas bifurcações que nos aparecem na vida e nós criamos para a esquerda e para a direita. Ficar a pensar... Não, não, não. Escuta, às vezes eu faço exercícios e não consigo fazer o exercício. Se eu tivesse ido para a Próter, o que é que tinha sido? Ou se eu não tivesse criado a Consumas Choice, onde é que eu estaria hoje? Ou se eu não tivesse vendido a Consumas Choice, agora no final deste ano...
O que é que faria? Como muitas vezes as pessoas me dizem pá, mas começaste aos 42 anos, já viste se tens começado mais cedo. Mas foi naquele momento que eu senti isso. Aquele foi um momento. Foi o teu momento. Ideal. E eu nunca andei a procurar ainda. Não é um momento. Não, foi naquele. Aconteceu em plena crise. Toda a gente dizia, és maluco, um negócio desse, em plena crise. Estávamos a sair da troika, etc. Portanto, continua-me a correr muito bem a vida. Mesmo quando tenho percalços, como toda a gente tem.
Eu acho que o facto de acordar todos os dias e estás vivo, acho que já é uma benção. Um gosto. Você foi meu. Excelente conversa. Obrigado. Obrigado, Ivo. Espaço para ideias empreendedoras? Temos. Espaço para a família? Temos. Espaço para a sofisticação? Temos.
O Nissan X-Trail dá-lhe o espaço necessário para tornar as suas aventuras em família muito mais emocionantes. A partir daí, todo o resto só pode correr bem. Nissan. The Firedenary.