PodPUB #37 - Marketing e Comunicação para se Reinventar no Exterior - Fernanda Sigilião
PodPUB #36
Voltamos das férias com força total publicando o seminário realizado pela Fernanda Sigilião no 14 PUB Paris, na Maison du Brésil, falando sobre O poder do marketing e da comunicação para se reinventar no exterior.
Fernanda vive em Paris há mais de oito anos e acredita que a experiência de ser expatriada é um exercício constante de ampliar horizontes. Além da experiência com grandes agências de publicidade, ela é co-fundadora do Entre Taças e Ideias, uma rede de mulheres brasileiras da indústria criativa em Paris, criada para transformar conexões em oportunidades e fortalecer a presença feminina no mercado internacional.
Links relevantes:
- LinkedIn Fernanda Sigilião
- Evento BAI Irlanda - 06/2026
- Estratégias de prospecção e networking para conseguir emprego no exteriormapeamento de contatos·cafés e encontros·introduções quentes·LinkedIn
- A experiência de Fernanda Sigilião como expatriada em Parischegada com visto de turismo·desafios de adaptação·privilégios e economias
- A importância do posicionamento profissional claro e diferenciais únicosfoco e ângulo·diferenciais do trabalho·soft skills
- Como explicar o que você faz de forma simples e impactanteanalogias e exemplos·foco no impacto·pitch de 20 segundos
- A importância de sair de casa e participar de eventos para networkingcoworkings·eventos e conferências·grupos de WhatsApp·Frida
- Visibilidade estratégica e criação de autoridade no mercado de trabalhoperfis em redes sociais·curadoria de conteúdo·compartilhamento de opinião
Oi, bonjour, buenas, tchau, hallo, dobrô honyá, olá, ni hao, assalamu alaikum, namastê, servus, shalom, hello.
Bem-vindos ao PodPub! Olá, de volta! Aqui é Daniel Misha do Pub Paris. Agora voltamos com tudo aí, PodPub 37, e vamos que vamos no gás, de volta das férias aí, renovado.
E aí, pessoal, aqui é o Luiz do Pub Paris. Fazia um tempinho que a gente não gravava, né? Voltando às atividades.
Bom dia, boa tarde, boa noite, meus colegas. Que saudade! Aqui é o Gustavo do Pub Paris. Estamos de volta aqui para o Pod Pub.
Fez falta, fez falta.
É isso aí, cara, tava fazendo falta mesmo. Quando é que a gente grava de novo? Mas hoje a gente, bom, chegou o dia glorioso, né? Estamos gravando novamente, temos mais um episódio, como o Daniel já mencionou, o nosso 37º. E aí a gente vai apresentar, né, a gravação de uma palestra dada pela Fernanda Sigilião, tá? Ela é Global Social Media Lead da Unibail-Rodamco-Westfield. É um grupo responsável, por exemplo, por vários shoppings aqui na região de Paris, bastante grande, é um conglomerado imobiliário.
E essa palestra dela foi dada no evento número 14 do Pub Paris, nosso evento presencial. Já aconteceu tem algum tempinho, foi no dia 21 de novembro de 2025, foi na nossa clássica casa, na Maison do Brasil. E o título da palestra dela foi O Poder do Marketing e da Comunicação para se Reinventar no Exterior. É um assunto bastante interessante, sobretudo porque todo mundo que vem viver no exterior tem que se reinventar de certa maneira, né?
Saiu da zona de conforto, saiu do país, do Brasil. Bom, e a Fernanda, ela é estrategista de marcas e ela é especialista em marketing digital e mídias sociais, né? Ela já vive em Paris há há 8 anos, né, e acredita que a experiência de ser expatriada é um exercício constante de ampliar o horizonte. Então, com passagens por grandes agências de publicidade, ela é cofundadora do Entre Taças e Ideias, que é uma rede de mulheres brasileiras da indústria criativa em Paris e que foi criada para transformar conexões de oportunidade, né, e fortalecer a presença feminina no mercado internacional.
E é isso. Agora acho que a gente vai ter um episódio muito bacana, mas antes da gente partir para o episódio como de costume, a gente tem alguns recados. Daniel, conta pra gente.
É isso aí, Luiz. Aqui agora vamos falar um pouquinho das participações do PubParis em alguns eventos que aconteceram lá no final do primeiro semestre. Participação do PubParis no evento da BAI, né, Brazilian Academics in Ireland, lá na Irlanda, né, e foi 25 de junho. Então a gente teve lá junto com o pessoal também da Rede Apoia.se da Alemanha, da Rede Sábia, fazendo aí uma apresentação dos nossos projetos, do PodPub, reuniu lá presencialmente o pessoal da Irlanda, um grupo muito grande, teve depois postagem nas redes sociais, então convido vocês aí a darem uma olhada, vai ter link aqui embaixo para vocês também darem uma olhadinha nas fotos, como foi o evento.
A própria rede BYE, ela fez esse, ela organizou esse evento, obviamente em parceria com muitas outras instituições. Logo em seguida, no mês de julho, a gente participou do 5º Sindab, que é um evento aí sobre mobilidade internacional, e diáspora, né, na Universidade do Minho em Portugal. A gente participou à distância, mas também mais uma vez teve a sua versão presencial, esse evento, e também ficou muito cheio, tiveram muitas sessões.
Foi uma semana inteira de evento, né, do dia 13 ao 17 de julho. A gente participou da sessão na sexta-feira, no dia 17 de julho, falando um pouco dos projetos também do Pop Paris, mais uma vez da Rede Sábia. Teve uma sessão dedicada ali, né, aos grupos, às redes de diáspora internacionais. Então foi bem rico assim o evento. E aí a gente participou não só do evento, mas a gente também vai participar ali com a publicação de alguns artigos nos anais do evento sobre o PodPub, sobre a Rede Sábia.
Bom, e para finalizar, a gente participou também em junho do primeiro Fórum de Associações Brasileiras na França, falando agora de um contexto mais local. Foi uma coisa bem legal, foi a primeira vez que as associações brasileiras se juntaram. Esse evento contou com 18 associações, tá? E não só necessariamente acadêmicas, né, de todos os espectros e áreas de atuação. Foi muito legal ter participado, agradecemos mais uma vez aí a organização do evento.
É isso aí, Daniel. Um outro recadinho que a gente quer fazer passar para vocês aqui, nosso público, é que nesse período de volta às aulas, início do ano civil na Europa, temos muitos editais da CONFAPE, né, para quem não conhece a CONFAPE é o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Tem muitos editais da CONFAPE em parceria com países europeus. Que estão financiando projetos de cooperação. Então, para quem entrar no site, os links vão estar aqui na descrição, vocês vão ver.
Tem um edital para Bélgica com foco em Amazônia, saúde. Tem outro edital para Itália. Eu tô vendo um outro edital aqui para Alemanha. Então, você que tá interessado numa mobilidade europeia para doutorandos ou para pesquisadores buscando um pós-doutorado, entre no site da CONFAC. Nós vamos listar algumas oportunidades que estão rolando, que estão abertas, principalmente para o mês de setembro. Fiquem de olho. Também vale a pena mencionar, né, sempre bom ficar de olho em outros editais que aconteceram nos anos passados.
Por exemplo, teve um do European Research Council que terminou no começo de julho. Devemos esperar que ele vai abrir ano que vem de novo, né. Alguns outros da CONFAPE, né, um com a Espanha, outros com Argentina, Reino Unido. Enfim, tem muito edital que abre. Esse site da CONFAPE, ele engloba, ele compila todos eles. Outros editais que estão rolando e são muito interessantes para nós é o Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Brasil, né, o Profix CB, então que é um edital do CNPq e é aberto pelas FAPs.
Então são as fundações estaduais de amparo à pesquisa, né, cada estado da federação tem a sua FAP. E então se você tá interessado em participar nesse programa, tá pensando em voltar para o Brasil e se fixar, realizar sua pesquisa lá, contribuir para pesquisa brasileira in loco, fiquem de olho, nós vamos colocar aqui o link na descrição dos editais Profixo CB, né? Então o CNPQ oferece, por exemplo, bolsa de fixação de doutores no valor de R$13 mil mais benefícios, e a CAPES disponibiliza com ela uma bolsa de mestrado e doutorado por projeto.
Mas é bom saber que as particularidades de cada edital depende, claro, do estado da federação. Então cada FAP abre um edital de um jeito diferente.
E é isso aí, pessoal. E 2026 é um ano par, mas é um ano par especial, né? Porque a gente teve Carnaval, Copa do Mundo, e agora tem eleições. E por causa das eleições, né, então os eventos das embaixadas eles estão cancelados até o pleito eleitoral por causa do Defesa. Mas assim, passando o período eleitoral, a gente já tem confirmações dos eventos que vão acontecer na Suíça, na Alemanha, e muito possivelmente aqui na França também.
Então continue acompanhando a gente, a gente vai divulgar pela nossa parceria de longa data com as embaixadas e com as outras redes. Fiquem antenados!
É isso aí, pessoal. Então, antes de ir para o episódio, a gente vai relembrar aí que os links estão na descrição aqui desse episódio, né? E lembrar também da nossa participação nas redes sociais. Segue a gente lá no Instagram, que é o @pubparis, Pub Paris, né, que se escreve tudo junto, underline no final. Nós temos também a presença no LinkedIn, que é só o Pub Paris, e o clássico email, né, pubparis@cyber.org. Vai estar tudo aqui também na descrição.
Para vocês não precisarem ficar gravando aí. Então segue a gente lá, acompanha as nossas atividades. Muito provavelmente a gente deve ainda fazer um evento até o final do ano e com certeza participar de eventos da embaixada, das quais a gente costuma participar. Então, sem mais delongas, vamos ouvir aí esse episódio especial.
Me apresentando um pouquinho, como é que eu cheguei aqui, a minha história. Eu sou carioca da Zona Oeste do Rio de Janeiro, Realengo, para ser mais específica. Eu trabalho como Global Social Media Leader, que é basicamente eu cuido de toda a estratégia e execução de redes sociais para o global da Westfield, que é cliente da Westfield é, bom, é uma empresa do setor imobiliário, é uma das 40 maiores empresas da França, que fez um merge com Westfield, que é uma empresa de centros comerciais, tá presente em 11 países, tem o Châtelet Léal, por exemplo, a Westfield.
E eu cuido das redes sociais, de toda estratégia. E aí eu venho do mundo das agências de publicidade, No Brasil eu trabalhei na McCann, na Publicis, sempre nessa área de estratégia de marketing. Nas horas vagas, que são poucas, eu faço vídeos, vídeos sobre Paris, meio falando sobre as dores, as delícias e os clashes culturais entre Brasil e França. E com a Flávia a gente tem o Entre Taças e Ideias, que é um evento super legal para mulheres brasileiras que trabalham com marketing e comunicação, é um lugar onde a gente bebe muito vinho Mas a gente também conversa sobre, e aí, como é que a gente arruma job?
Quais são as dificuldades? Como é que tá o seu CV? Mas também faz amizade. É muito bom pra gente se sentir mais integrada também. Aí eu vou contar um pouquinho da minha história. Assim, quando eu cheguei aqui foi em 2018. Foi um ano que aconteceu muita coisa. Foi um ano que aconteceu um desastre. O Museu Nacional do Rio de Janeiro pegou fogo. Isso foi muito triste. Teve o escândalo da Cambridge Analytica, vocês lembram? Mark Zuckerberg dando aquela entrevista no Congresso.
Greve dos caminhoneiros, lançamento do Falcon Heavy da SpaceX, eleição do Jair Bolsonaro. Eu meto o pé do Brasil e eu chego aqui na França. Parte 2, eu chego, foi bem particular até, eu chego com visto de turismo O meu namorado francês. Vem o amor, né, move a gente. E eu chego aqui com vista de turismo e um sonho determinada a arrumar um trabalho aqui que seja legal, que seja na minha área. Isso, eu muito feliz com sorvete, que eu ainda não tinha tentado alugar um apartamento, nem pegado a linha 13.
Eu tava a Paris. Berré, vinho, queijo. Mas logo eu entendi que quando a gente chega aqui de outro país, a gente enfrenta vários desafios. A gente tem o desafio da falta de rede. No Brasil você ou já tem na parte acadêmica colegas, ou você já tem, se você já trabalha, você já tem uma rede profissional que pode te indicar. Eu cheguei aqui, eu não conhecia ninguém. A experiência no Brasil, ou até, sei lá, falar UFRJ, UFF, ninguém conhece.
Poucas pessoas vão conhecer. E a tua experiência no trabalho, de trabalho aqui também não é tão conhecida, ou não é conhecida. Não dominar o idioma, é muito importante falar francês. E a burocracia também, que você tem que, ao mesmo tempo que fazer contatos e aprender a se vender, a se recolocar e aprender francês, você tem que estar lidando com a busca por apartamento. Você descobre que tudo passa pelos Correios, que também é uma outra treta.
Então foi uma chegada conturbada, mas eu tinha duas coisas ao meu favor. Acho que é importante falar essa questão do privilégio também. A primeira coisa ao meu favor é que eu tinha uma experiência no Brasil já. Eu trabalhava em agências internacionais, então eu podia falar Publicis, que é uma empresa francesa, ou GV. E através do meu companheiro francês eu conheci outros franceses, então isso me ajudou a falar francês. Um ou outro trabalhava com publicidade, então eu pude me conectar através da rede dele.
E na verdade, uma terceira que é importante eu falar: eu tinha algumas economias, então eu pude ficar aqui 3 meses fazendo networking e bebendo vinho e comendo croissant e aprendendo a gostar de comer ostras. E eu tive, eu apliquei uma estratégia, foi muito intuitivo em 2018 essa estratégia, porque na minha cabeça era única. Mas hoje, olhando para trás, é um pouco do que eu vou trazer para vocês. Foi uma estratégia com metodologia científica para arrumar um emprego, que eu tinha 3 meses com visto de turista.
Eu apliquei uma estratégia de prospecção que a gente aplica no marketing quando a gente é uma empresa B2B, por exemplo. Empresa trabalhando para empresa. Primeiro eu mapeei, né, o meu círculo de amigos. Na época era Facebook, é muito cringe, né? Eu me sinto muito velha, muito velha falando isso. Eu tô no TikTok, em minha defesa. Mas eu basicamente mandei mensagem para o meu círculo de amigos, eu fui no Facebook, falei: galera, agora é oficial, tô chegando em Paris para uma temporada de croissant.
Foi mais vinho do que croissant e muito trabalho. Se se você tem um amigo lá, me apresenta. E esse post bombou, 50, mais de 50 pessoas marcaram amigos. E aí o que eu fiz foi eu montei um Excel, networking em Paris 2018. Foi divertido para mim montar essa apresentação e rever, e rever. Tipo, eu montei um Excel e eu botei o nome de cada uma das pessoas. Cássia virou uma grande amiga, cada uma das pessoas. E durante 3 meses eu tomei café com cada uma delas.
Teve de um tudo, teve desde, desde um cara que era produtor de banda de rock metal. Claramente ele não me indicou para lugar nenhum e a gente nem falou de trabalho. Teve gente do meu setor E tinha até uma brasileira que tava mais desesperada para arrumar emprego do que eu, mas que virou uma amiga. E eu fiz bons contatos também, eu fiz amigos que eu guardo até hoje. E nesse meio de 50 pessoas tinha a irmã de uma amiga do meu namorado que era creative strategist no Google, e ela me amadrinhou.
Então eu vi muita gente até que eu vi essa mulher. Eu não falava francês e ela falou, gostei de você, sempre me pedem recomendação. E ela começou a me indicar para agências de publicidade. Não era necessariamente agência de publicidade que eu queria na época, mas eu sabia que seria muito mais fácil eu continuar o que eu já tinha experiência do que tentar ainda adicionar uma complexidade que seria mudar de carreira. Eu acho que isso é um ponto interessante também pensar, que às vezes para você chegar onde você quer chegar, você precisa passar por um outro lugar para chegar lá.
E acabou rolando. No final, consegui trabalhar na McCann, que é uma agência americana, e eu não precisava falar francês. E eu acho que o que que funciona quando a gente tá numa estratégia de prospecção, tentando, procurando trabalho, é o que eu chamo dos pilares de contratação. Primeira coisa é o posicionamento profissional claro, com foco e escolhendo um ângulo. Eu sinto uma diferença cultural grande entre a França e o Brasil, e é pessoal.
Eu acho que na França as pessoas precisam te colocar um pouco, entender mais dentro de uma caixinha o que você faz. No Brasil, o perfil generalista, sobretudo no marketing, na comunicação, ele é muito mais valorizado. Aqui eu sentia que eu precisava explicar: eu faço tal área, eu faço marketing de conteúdo, eu faço estratégia do que falar, eu faço tudo. Os franceses, eles ficavam meio confusos quando o meu discurso era muito amplo.
Então uma das primeiras coisas que eu fiz foi me posicionar falando, bom, eu vou depois mostrar o pitch, mas eu faço isso e eu busco com clareza. Eu falava agência de publicidade internacional para que a pessoa que tivesse na minha frente ela pudesse falar rapidamente, conectar. Se eu souber dessa oportunidade, eu vou lembrar da Fernanda. Uma outra coisa que eu acho que é importante é definir os 3 diferenciais únicos do teu trabalho para uma entrevista, para um networking.
Aí você pode adaptar esses teus diferenciais de acordo com o teu interlocutor, com quem tá na tua frente. Mas é importante ter uma clareza assim de quais são os diferenciais do que que eu faço, por que que eu faço isso melhor do que outras, do que talvez um francês. Ou uma outra pessoa. E eu acho que é importante quando você tá numa vibe de networking, de encontrar, de abrir rede, você conseguir se apresentar rapidamente. O que eu entendo que quando se trabalha também talvez no meio mais científico seja difícil porque é complexo.
Na minha área, eu não sei tanto quanto é na área mais científica, os melhores trabalhos são que a gente vai chamar off-market. Elas nem vão para o LinkedIn, ou quando elas vão para o LinkedIn, tem, já tem gente fazendo entrevista. Então é no boca a boca, é no networking. E é muito importante quando você encontrar uma pessoa, você conseguir explicar o que você faz de uma maneira clara e explicar o que você quer. Porque se você não é claro sobre o que você procura, como é que o outro vai lembrar de você depois e pensar, pô, baixa.
É oportunidade que tá, Luísa, pô, isso aqui tem a ver com a Flávia. Então é importante. E estratégia no geral é sobre fazer escolhas. Mesmo que o ser humano é infinito e que você pode fazer mil coisas, vale mais a pena fazer uma escolha e ser claro do que ser generalista, generalista demais. E aí eu queria uma pergunta, que vocês levantassem a mão, se você considera que você tem dificuldade para explicar o que você faz? Não é muito fácil, né, a gente explicar o que que a gente faz.
Tem uma forma de ver isso que é o desenho do iceberg. Eu acho que, tipo, quanto mais a pessoa— quanto menos a pessoa entende o que você faz ou tá numa área distante, mais você tem que pensar em explicar o que você faz só pela superfície. E aí tem coisas que podem ajudar, que fazer uma analogia ou falar do impacto ou dar um exemplo. E quanto mais a pessoa entende da tua área, mais você pode ir para o profundo e dando o exemplo de coisas específicas.
Uma analogia, um exemplo. E um ponto para rebondir no que você falou é que quando você vai fazer um primeiro contato de alguém que pode ser interessante para você, o desafio é transformar aquilo numa conversa. Então, mesmo que não seja completo ou totalmente correto, o importante é a pessoa entender ou se identificar e lançar uma pergunta de volta. O desafio é não começar com uma coisa muito complexa, tão complexa que a pessoa não queira parecer nem burra de— acabou a conversa.
Ah, interessante! Física, teta, teta, o teta. E acabou. E na verdade é porque a pessoa não entendeu. Nem sempre a gente tem 30 minutos para explicar, né? É, e é um desafio, né, explicar o que a gente faz. Mas tem formas de chegar lá. Nossa, muitas palavras. Vamos por partes. Eu acho que a primeira coisa é o posicionamento profissional claro. Você é um exercício de fazer em casa, de refletir Mas pensar uma frase forte ou uma explicação curta que mostre que tipo de mudança você faz.
Ah, eu ajudo prédios a ganharem eficiência energética. Poxa, é muito mais complexo, mas é uma frase, gente. Ah, entendi. E aí depois a pessoa talvez faça uma pergunta que vai ter o nível de conhecimento que ela tem, mas que já vai dar para aprofundar a partir daí. E eu acho que é interessante quando você foca no impacto do que você faz, porque mostra que é estratégico também. Então eu, no meu caso, eu sou estrategista de marca e de conteúdo especializada em ajudar marcas internacionais.
Na minha carreira eu me especializei em marca global, a se conectarem culturalmente com seus públicos, não apenas a fazer mais meme ou publicar mais, mas de fato ser estratégico. O meu foco é transformar comunicação em presença real, criando narrativas, aí tá, vai o blá blá blá, né, criando narrativas, conteúdos, estratégias que aumentam relevância. A mudança que eu busco é trazer, é trazer, é simples e profunda, fazer com que as marcas elas falem, se comuniquem com intenção, com clareza, com verdade, e que elas usem esse conteúdo e as redes sociais Instagram, TikTok, Twitter, como um motor estratégico, não como uma obrigação.
Aí, preciso estar lá comunicando, mas não estrategicamente. Eu vou me conectar com a minha audiência, eu vou gerar notoriedade sobre o assunto da eficiência energética, porque quanto mais as pessoas souberem, mais elas vão ficar sensíveis a isso e correr atrás e pedir. E aí os meus diferenciais. Quais são, acho que é legal cada pessoa pensar quais dentro do teu universo são os teus diferenciais que fazem com que você de fato seja diferente.
Mas no meu caso é que ao longo dos anos eu trabalhei estratégia, mas também execução criativa. Então eu vou pensar, fazer os PowerPoints grandes onde a gente pensa qual é o público, para quem que vende, qual é a palavra que a gente usa para descrever. Mas ao mesmo tempo, depois eu vou lá e vou fazer, fazer mais como manager assim, vou orientar a criação dos posts, por exemplo, e transformar conteúdo em marca de uma forma inteligente.
E eu tenho um background em pesquisa e comportamento. Uma coisa que eu acho que é interessante é quem não tem ainda experiência ou que não é tão do meio profissional como eu, você pode colocar como diferencial toda a parte de soft skill. Se você vem mais da parte do meio acadêmico, você vai se confrontar uma primeira entrevista. Se o seu projeto de pesquisa é um projeto complexo, uma soft skill pode ser: bom, eu tenho uma capacidade de síntese, eu tenho uma capacidade de analisar múltiplos dados de fontes diferentes e chegar a conclusões.
Soft skill: eu tenho a capacidade de trabalhar com problemas complexos e deadlines, ou eu colaboro com diferentes pessoas, fontes diferentes para chegar, eu trabalho com ecossistema amplo de, enfim. Então às vezes a soft skill ela pode contar. Parece que eu copiei do ChatGPT. Eu acho que o que faz diferença é focar no impacto e dar um exemplo concreto. Na dúvida, o impacto do que eu faço é, às vezes eu falo, bom, tem uma marca global que tá em múltiplos países, que é o caso da Westfield.
Cada país faz o que quer. Parte do meu trabalho é garantir que, independente da rede social que você vá, tem a cara de Westfield. É uma forma de simplificar isso. A buzzword é brand coherence, sabe? Então aí, o que que eu faço? O guideline do visual, a narrativa, o conceito. Isso é embaixo do iceberg. No cima do iceberg é isso, é puxar no problema. É uma ótima forma de se falar problema, solução. E a pessoa vai se conectar com o problema, falar, ok, uma empresa de robótica, eu trabalhei com uma que fazia, que fazia o, ai, como é que é, organização de produtos em storage.
E o problema é, imagina, você precisa ganhar em eficiência para ir achar o produto certo dentro de uma warehouse enorme. A nossa empresa especificamente, ela tinha os robôs certos para ir pegar o produto certo e ganhar eficiência. Então, problema-solução ajuda muito a fugir das keywords. Então, pitch de 20 segundos, quando você tem aquele momento para explicar o que você faz, 3 perguntas ajudam a responder. Eu acho que a primeira é: qual é o meu setor profissional?
Que seja, dá um contexto para pessoa. Trabalho com, no meu caso, marketing e social media internacional. Ah, entendi, pronto, já situou. No que que eu sou especialista? Eu sou especialista em redes sociais e comunicação e branding, criação de marca. E quem eu ajudo? Qual problema eu resolvo? Qual impacto eu projeto. Precisa responder as 3, mas uma das 3. E se você não responde assim em 20 minutos, você perde muita oportunidade.
Eu vejo o tempo todo as pessoas perderem oportunidade de explicar o que elas fazem e não criar uma conexão no momento ali. A coisa do networking, eu passei meio rápido sobre isso, mas um ponto importante é algumas pessoas eu sinto que elas têm resistência com networking porque acha que, ai, Eu não quero parecer interesseiro, eu não quero. E eu acho que a forma de ver é simplesmente assim: vou fazer uma conexão e talvez um dia eu ajude essa pessoa, ou essa pessoa me ajude.
O mundo dá voltas. Ou às vezes é a amiga dessa pessoa que vai precisar de um apartamento, nem tem a ver com trabalho, mas que a minha amiga tá alugando. Então é meio que assim, é meio que fazer o zoom da troca de oportunidade profissional e se conectar por se conectar. E às vezes as coisas acontecem diretamente, às vezes não. E as coisas acontecem de formas muito random mesmo. Às vezes uma pessoa que você acha, nossa, esse é o contato que vai me abrir portas, não abre porta nenhuma, e é uma amiga de uma outra pessoa.
Independente de qual seja a forma, eu acho que saber se apresentar sabe, treinar esse pitch para você ter confiança também, expressar essa confiança faz toda a diferença quando a gente tá, quando a gente é gringo, não tá no nosso país, tá tendo que expandir rede. Eu acho, eu acho que é importante adaptar, que a coisa do iceberg, mas também adaptar é de acordo com o interlocutor. Se você tá numa entrevista de emprego, você pode ir profundo e já falar umas keywords que vão ser, que vão ser mais específicas, que a pessoa vai Ah, ela sabe que eu sei.
E mas se você tá num evento aberto assim, você pode, eu acho que é sempre importante adaptar. E eu sinto realmente que os franceses te colocam mais em caixas, pelo menos no marketing, na comunicação. O perfil generalista ele é até mal visto. É melhor você dizer eu faço isso e eu busco isso e mudar de repente que você busca de acordo com a pessoa que tá na sua frente. Ah, mapear contatos. Essa parte de, ai, mas por onde eu começo?
Networking, vou procurar emprego ou financiamento e tal, como é que eu faço isso? Tem uma estratégia. Primeira coisa que você pode fazer, é uma vez que você já tem esse pitch, já sabe o que você quer, é mapear o teu círculo quente, que são os contatos primários que você tem, os seus amigos. Depois você pode mandar mensagens para o seu círculo morno, que é o famoso oi sumido. Oi, quanto tempo e tal! Oi, pensei em você! Óbvio, senão vai ficar um cold calling chato se essa mensagem não é personalizada.
Vale mais a pena, quando a gente tá procurando oportunidade, mandar para 20 pessoas, mas é uma mensagem para cada uma. Ah, lembra aquela última vez que a gente se viu? Então, ó, queria só te falar que eu tô mandando meu CV, se você puder dar uma olhada, me dá uma dica. É muito melhor do que mandar mesmo para todo mundo, é até mal visto. E pedir apresentações, que são as warm introductions, pedir apresentações quentes, que é falar: poxa, você não tem alguém que possa de repente me indicar ou ser interessante para mim?
Uma coisa que eu não falei, dos 50 cafés que eu tomei, eu sempre em cada um dos cafés falava: e você conhece uma outra pessoa com que eu possa encontrar? Às vezes a pessoa falava: ai, tem uma amiga minha que pode ser legal para você conhecer, ela trabalha na L'Oréal. Então é ver como é que você faz essa estratégia de crescimento para que um contato possa te indicar um outro. Eu não botei aqui na apresentação, mas uma outra brasileira nessa mesma época, ela chegou na mesma época que eu, ela mandou um email, na época era email, hoje em dia seria uma mensagem de WhatsApp, para várias pessoas da rede dela falando: galera, acabei de chegar, gastei todas as minhas economias, como vocês sabem eu sou muito boa nisso, nisso e nisso, meu CV tá anexo, se vocês souberem de alguma coisa ou conhecerem alguém da minha área, vocês me indicam.
E aquele meu thread quase virou um fórum e todo mundo foi respondendo, sabe? Às vezes é isso, é você ser muito sincero, ter clareza. Faço isso, busco isso, e não dá muito trabalho porque o povo também não quer passar 2 horas refletindo onde você pode se inserir. É melhor você ser direto. Olha, eu tô buscando esse setor Facilita para quem vai ler, para que ela leia em 2 minutos e possa já tomar uma ação para te ajudar. É, eu acho que hoje em dia o WhatsApp ele pode ser mais eficaz.
Não mande áudio e não mande uma mensagem muito longa, tem que ser algo— imagina que a pessoa ela tá no metrô, ela tem que ler rapidamente. A importância de chegar lá, mas de ter um portfólio, de ter um site, mesmo que o seu trabalho seja um trabalho completamente acadêmico. É importante as outras pessoas poderem visualizar, entender ele. E eu acho, quando a gente tá fazendo networking, é importante ter esse mindset de: o não você já tem, você já não tem nada.
Então você já não tem, peça introdução. No máximo você vai levar um gol, sim, mas você já tava Já tava gostada antes. Então perder um pouco a vergonha de, daí vou explicar, vou pedir. De repente, sabe, as pessoas elas se preocupam menos com a gente do que a gente imagina, sabe? Assim, vão julgar menos. E a visibilidade estratégica é um outro ponto que é importante, que na época que eu tava fazendo networking eu também fazia, porque eu não tinha muita coisa para mostrar, né?
Eu tava procurando emprego, eu não fazia nada na França, não tinha nada de experiência na França. E eu comecei a escrever uns artigos, eu vou mostrar. Mas eu acho que tem várias coisas que podem ser feitas. Para quem é mais de se mostrar, você pode ter um perfil. Adoro essa Priscila Del Valle, ela é PhD, ela tá no Instagram, ela mostra laboratório, ela mostra as pesquisas dela, ela se mostra. Quem não gosta de se mostrar, nem de filmar falando um voiceover, nem todo mundo tem que virar de conteúdo, completamente contra isso.
De repente é só de tempos em tempos falar, bom, enquanto a preguiça de atualizar o meu Lattes impera, eu compartilho aqui a minha skin acadêmica, apresentei o meu artigo. Conta o que você tá fazendo, né? É uma forma também de, sabe, no LinkedIn, de tempos em tempos, bom, tô fazendo essa pesquisa, fui nesse encontro, encontrei tal pessoa, aprendi tal assunto. Eu acho que é importante, sabe? Quem não é visto não é lembrado. Minha mãe falava isso.
Eu acho que de fato é importante. Então você pode criar uma percepção de autoridade no exato território em que você tá buscando emprego. Isso faz diferença, principalmente quando você não tem experiência ou no país ou na área. Na época que eu cheguei aqui, eu comecei a entrevistar e contar histórias sobre empreendedores franceses. Mas também, que vocês, pessoas, outras pessoas, de repente pesquisadores, podem fazer é divulgar outras pesquisas, né?
Isso pode ser uma forma de conhecer gente. Você acha uma pesquisa de uma outra pessoa e fala, cara, adorei sua pesquisa, posso divulgar? E tu faz um post de LinkedIn falando, olha, essa pessoa tá pesquisando tal assunto, muito interessante. Pronto, de repente já faz até uma amizade. E o networking é assim, eu te divulgo, você me divulga. E aí nessa época, 2019, eu comecei a encontrar empreendedores e escrever no Medium a entrevista.
Medium era um blog que existe, mas tá mais versão paga agora, né? Na época era mais aberto. Tem duas coisas, tem um papel que você pode ter como curador, que é, você não é expert nesse território, mas você pode estar fazendo a curação das coisas legais. É, isso já é legal, é um motivo para as pessoas te seguirem e gostarem de ver o seu conteúdo também, né? Ou de acharem que você é antenado. É uma forma de você surfar nos outros assuntos.
E aí você pode compartilhar adicionando né, a tua visão única, sem ser ChatGPT, mas a sua visão. Olha só, tô compartilhando isso aqui, achei muito interessante porque acho que o futuro do não sei o quê tem a ver com isso. Então você pode ser curador, é uma das formas. A outra forma é compartilhar a opinião, mas aí a opinião é importante que eu acho que ela seja ou uma âncora de uma experiência ou com uma reflexão que é com textura, né, para não ficar só acho bom, acho ruim.
Mas território da internet virou uma coisa hoje em dia onde cada um fala o que quer. E eu acho que o valor tá em uma boa curação, tem valor, sabe? As pessoas estão seguindo menos pessoas, até é uma tendência do Instagram, tá caindo o número de ninguém segue mais 5 mil pessoas. Então Quem faz uma boa curadoria de conteúdo ganha. Eu fui deixando o português de lado e comecei a escrever em inglês os posts de LinkedIn, todos em inglês.
Vai depender da sua comunidade, né, das pessoas que seguem você. O Instagram, a maior parte das pessoas são brasileiras, eu falo em português. No LinkedIn tem bastante gente de diferentes países e muitos franceses, então comecei a falar em inglês. Se eu faço uma publicação que eu gostaria de segmentar para o público francês, eu falo, faço em francês. Respondeu essa pergunta? É difícil fazer a transição, mas eu acho que o inglês ele pode ser uma boa transição, porque o brasileiro vai entender e o francês pode entender também.
Porque se você faz a transição para tudo francês, tendo 10% de franceses só na sua, na sua comunidade, os brasileiros vão ficar de fora. Mas se tiver uma coisa que você quer que os franceses leiam mais, vai, o índice de engajamento do post ou de visualização pelos franceses tende a ser mais alto quando é na língua francesa. E aí é um convite à reflexão: transformar pesquisa complexa em mensagem acessível não é simplificar, eu acho que é ampliar também impacto.
Quando você simplifica sem tirar a morfologia do negócio, mas você leva esse assunto para pessoas que não necessariamente são da área ou que não se interessariam, Então eu vejo um ponto positivo. Eu adoro fazer isso, acho que é uma das coisas que eu faço bem, que é trazer, simplificar mensagens complexas para que elas possam chegar a mais pessoas. E quem trabalha com a área científica, eu acho que tem esse valor também, né, que é expandir seu horizonte, sair do seu próprio universo, mas compartilhar eu, o seu aprendizado com mais pessoas.
E o mapeamento de Paris também foi uma coisa que eu recomendo e que me ajudou bastante, que é uma coisa que é sem fim. Eu comecei em 2018. Em 2018 eu lembro de eu ir, não sei se vocês conhecem, no Canal Saint-Martin tem uma loja de livro, chama Desartes, eu acho. Eu fui nessa loja de livro e comprei uma cartinha de coworkings Paris. E aí eu comecei, desses 3 meses dos cafés, a ir nos coworkings que eram gratuitos. E a partir desses coworkings eu fui entendendo os ecossistemas, os hubs de startup.
E por aí foi descobrindo um pouco. Então eu acho que mapear as redes também ajuda muito. Os meus dois últimos empregos foram por rede, nem foi networking de cafezinho, mas o último eu ouvi um podcast no LinkedIn da Sara e da Alexa que criaram a Female Agency, que é uma agência de recrutamento que coloca mulheres diretoras e level em empresa de tech. Então elas têm essa missão feminista de botar mais mulher na indústria de tecnologia.
Eu vi o podcast, escrevi para Sara e falei, oi, tô procurando emprego. E aí ela falou, ai, tenho 10 minutos essa semana. Eu, show! Lancei meu pitch e falei, ó, tô procurando isso. Ela, tem uma vaga. E foi assim, e eu arrumei a Spag, que foi o meu anterior trabalho. Um amigo do meu namorado apresentava um podcast onde ele entrevistava pessoas ele entrevistou a Sara e eu escrevi no LinkedIn para Sara: amei seu episódio. Amei mesmo, era muito bom.
Eu falei: amei seu episódio, tô procurando. E aí calhou dela tá lançando essa agência de recrutamento e rolou. Então, e a Westfield, como é que eu arrumei? Eu descobri que tinha um grupo chamado Frida, para mulher. Frida. Então quem criou a Frida foi a Flo, que é a minha chefe hoje. Entrei na Frida, nunca fui em nenhum evento, não cheguei aí, mas eu via que tinha uma entreajuda ali, entreajuda entre mulheres, de: ai, será que o meu currículo tá bom?
Ou tem alguém aqui que é jornalista para me preparar para uma entrevista? Porque semana que vem Então eu tava ali e a Florence, ela publicou a vaga. Ela falou, olha, eu nem vou lançar oficialmente com RH, mas tô procurando uma consultora. Pronto, rapidamente as vagas elas aparecem no marketing, elas aparecem, desaparecem em 2 dias. Então isso é o meu caso, o universo do marketing. Mas o convite é, no universo de vocês, quais são essas esses grupos de WhatsApp ou esses canais de Slack ou essas empresas e redes que existem onde as pessoas estão trocando e falando provavelmente das redes ou dos projetos ou dos incentivos que vão ser interessantes para vocês, porque é lá que a informação boa tá.
E é muito importante sair de casa, né, sair de trás do computador. Estamos chegando no final. Expandir os horizontes, ver a rua. Então sair para trabalhar num café na minha área, eu sei que se eu for trabalhar no Pimpim, que é o meu café preferido, vai ter um monte de gente de marketing. Eu ainda não fiz amizade porque não é o Rio de Janeiro, é mais difícil, é mais difícil as pessoas se falarem. Ah, você também? No Rio de Janeiro ia rolar até date.
Mas eu gosto de ir lá, eu sinto que eu tô com pessoas da minha área e Ah, eu, as lanternas, as pessoas ficam fazendo call, é bem um lugar de trabalho assim. E enfim, eu acho que elas são da minha área, eu não tenho nenhum dado para basear o meu achismo, mas sei lá, sair de casa, sabe, ver novos ares. Ele mostrou fórmulas, mostrou fórmulas. Sei lá, empiricamente eu sinto que é um povo criativo. Mas sair de casa faz muita diferença.
Ficar em casa, a gente acha que o mundo é uma coisa, mas quando você vai, comunidades na área tech, a Estação F tem visitas, vocês pode organizar a visita e fazer o tour, descobrir outros hubs e lugares que seja interessante visitar ou ir trabalhar, ou pegar o hábito de uma vez por mês trabalhar num lugar diferente. O Welcome to the Jungle é uma plataforma ótima para achar trabalho em diferentes setores, não só comunicação e marketing, mas acessar o Welcome to the Jungle.
Às vezes eles, se eles organizarem aperro, ir nesses eventos. Conferências. VivaTech é um enorme, mas tem várias conferências. Então é importante ir também, leva um amigo. E às vezes, às vezes nada rola, mas às vezes rola um contato. E laboratórios e hubs de inovação. Eu tava dando uma olhada no Google ali, não me aventurei em mostrar isso, mas tem vários aqui em Paris, hubs de inovação para área científica. Então Fica ali, segue no Instagram, vê se tem evento.
Eu acho que sair de casa é muito importante. É muito difícil. Eu acho que é muito mais fácil quando o evento tem um talk antes, que nem a gente tá fazendo aqui hoje, porque você pode falar com a pessoa depois sobre o assunto dela. Ou quando o evento tem alguma dinâmica, um quebra-gelo. Quando é só um aperó A dica é leva um amigo muito extrovertido que fume cigarro. E longe de mim ser a favor, mas tem uma vantagem na França. Então você não precisa fumar, mas leva um amigo que fuma e leva o isqueiro para os fumantes.
Mas enfim, é muito difícil. Eu senti muita dificuldade aqui em fazer conexão assim espontânea, mais do que eu acho que eu teria no Brasil. No entanto, é, seleciona os eventos que de repente tem um talk, uma coisa antes, porque aí— e nunca ir sozinha, é mais difícil sozinho. Sim, muito. Eu acho que tem esse cuidado assim em, é, um em ajudar o outro. Tem muito brasileiro bem posicionado no marketing, na comunicação, pelo menos a gente conheceu bastante gente.
Quando eu penso numa recolocação futura para mim, eu penso em contactar os brasileiros que estão bem posicionados. E de repente o mesmo pode ser válido para vocês. É quem são os outros brasileiros que já estão, porque eles são mais likely, do likelihood, de indicar a gente, de indicar a gente. Mas os franceses também. Eu sinto, tem essa parte. Eu acho que o que pode ajudar também, além disso, de pensar em empresas que possam ter esse incentivo, mas é pensar em quando você for chamar um francês, é deixar claro assim por que que está chamando e tentar pensar assim, o que que eu vou agregar para essa pessoa também, para não ser só um tomar dela, né, ou chegar com expectativa para ela.
Mas pensar assim, o que que eu vou ensinar para ela? Às vezes a pessoa ela só quer falar do trabalho dela também. Aí então o que você pode oferecer é boas perguntas para que ela faça aquela terapia gratuita com você. Não, mas que ela, que ela enfim tem um momento de contar talvez sobre o assunto que ela gosta, né, o trabalho, o assunto do trabalho. Eu, é, as pessoas foram mais abertas. Eu acho que foi mais difícil marcar com alguns franceses Mas quando marcava, era de fato a presença real ali, sabe?
A pessoa tava ali, queria ouvir a minha história. Geralmente tinha uma conexão com o Brasil, isso ajuda também você fazer conexão com pessoas que já viveram no Brasil. O lance é você fazer um contato mais, tipo, chamar cold, né, de contato frio, uma pessoa que você não conhece. Se você falar que tá procurando um emprego a pessoa não vai te responder. Mas se você falar assim, poxa, vi que— me fala uma coisa aí científica, uma vaga legal.
Dá um exemplo da área de vocês: técnico de laboratório para uma startup. Se você vê uma pessoa, você acha lá no LinkedIn, você falar, eu queria trabalhar no laboratório também e tal, a pessoa não vai te responder. Mas se você falar, poxa, eu queria muito entender quais desafios assim a tua área Sabe, você tem nesse tipo de empresa? Porque eu tô querendo entrar nessa área, eu tenho experiência em tal área, mas eu não consigo me projetar muito.
Você consegue tomar um café para me falar um pouquinho como é teu dia a dia? Tem mais chances da pessoa falar, ai, tá bom, vou fazer um trabalho voluntário aqui, vou ajudar uma pessoa. Do que ela, se ela não sabe de vaga nenhuma, ela vai nem perder o tempo dela, né? Mas não é sobre vaga, é sobre fazer uma primeira conexão, é mais, tem mais chances. É isso, resumindo, chegando ao final, então não existe uma receita, não existe uma receita perfeita para a gente se reinventar no exterior, mas saber se comunicar, fazer o pitch, explicar com simplicidade o que você faz, manter-se curioso, né, sair de casa, visitar os hubs, descobrir quais são os eventos, ouvir o podcast.
Escrever para uma pessoa que participou do podcast e agir com estratégia faz toda a diferença para a gente se recolocar. Essa sou eu, muito obrigada. Um prazer, obrigada pelo convite.
É isso aí, pessoal. Então esse foi mais um episódio aí para vocês do Podpub. Esse foi o Podpub 37. Então fiquem aí ligados para mais conteúdo interessante aí sobre a diáspora brasileira de ciência, tecnologia e inovação. Os links estão na descrição, nossas redes sociais, Instagram @pubparis_, no LinkedIn PubParis. E é isso aí, até a próxima, um abraço!