Toda franquia precisa de um jogo de tabuleiro? | Fabuloso Podcast
Didi Braguinha, Fabricio do Aftermatch e Osmar Campbell da Caixinha Board Game entram em uma discussão daquelas para quem ama cultura pop e jogos de tabuleiro: afinal, toda franquia precisa ganhar uma adaptação para board game?
A conversa passa por grandes propriedades intelectuais, adaptações que deram muito certo e outras que parecem existir apenas para aproveitar o sucesso de uma marca. Entre exemplos como Duna, Game of Thrones, Star Wars, Senhor dos Anéis, Breaking Bad, Resident Evil, Rainbow Six, God of War, Narcos e De Volta para o Futuro, os três debatem quando uma franquia realmente combina com um jogo de tabuleiro — e quando tudo não passa de um caça-níquel para os fãs.
Também tem histórias de compras feitas no impulso, jogos que surpreenderam positivamente, decepções dolorosas, financiamento coletivo que virou dor de cabeça e até uma ideia completamente maluca para um possível board game brasileiro.
Será que qualquer filme, série, livro ou videogame pode ser transformado em jogo de tabuleiro? Ou algumas franquias simplesmente deveriam ficar onde estão?
Para saber mais sobre este episódio e os jogos mencionados:
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- Adaptação de Franquias para Board Games· EntretenimentoQualidade vs. Apelo da Marca·Caça-níqueis em Board Games·Deterioração do Hobby·Breaking Bad·Resident Evil·Game of Thrones·Duna
- Jogos de Propriedade Intelectual· EntretenimentoStar Wars: Rebellion·Dune: Imperium·Dune: Imperium Uprising·Senhor dos Anéis·God of War·Narcos
- Decepções com Jogos de Franquia· EntretenimentoRainbow Six Board Game·The Office Board Game·Jornadas da Terra-média·Breaking Bad (Galápagos)·Card Game de Game of Thrones
- Colecionismo e Valor de Produção· CulturaMiniaturas e Componentes·Valor de Produção·Colecionismo·Star Wars: Rebellion
- Adaptações de Franquias para Outras Mídias· CulturaCatan na Netflix·Zombicide·Attack on Titan·Sabotar (jogo)
- Mecanismo de Vencer e Perder em Jogos· EntretenimentoCompetitividade·Perda de Interesse ao Vencer·Between Two Cities·City of Horror
André, serve o Fabrício.
Eu sou o Osmar. Ih, caraca, o chefe não veio.
Ele não veio, né? Caramba. Bem, eu tenho uma questão para perguntar para vocês. Posso expandir aqui minha dúvida, por favor?
A gente tá aqui para te ajudar quando o André não vem.
Muito obrigado.
Nós somos as vozes na tua cabeça, Didi.
Vocês dois são o André, tipo isso.
Eu sou meio André, o Fabrício é meio André.
Eu tô com uma dúvida sobre Catota, tá? Que é um nome vulgo, é Vulgar de meleca. Não sei qual é mais vulgar.
Catota é o cacete, é meleca.
É porque nós já vimos em quadrinhos, a galera chama de catota.
Posso falar como é em Belém? Bustela.
Caralho, parece de comida. Bustela com barbecue.
Nossa, nem fala isso que já me dá agonia.
Concordo com Fabrício, porque dá vontade de ir numa churrascaria para pedir uma bustela.
E eu não sabia disso, né? Eu namorei uma paraense, não sabia que era bustela.
Fala isso em Belém. Chega no restaurante e fala isso aí: me vê uma picanha cheia de bustela.
Cara, o nome é muito bom, cara. Bustela, pô, bem trabalhado, né?
Muito bem trabalhado.
Meleca vai, né? Catota, tipo, bota meleca, sacou? Mas bustela, parece que teve uma reunião em Belém. Foi sério? Vamos fechar e pôr bustela. Bustela é um nome maneiro, imponente.
Podem pesquisar que eu não inventei essa palavra. Pesquisem aí.
Não, confio em você, pô.
Eu não confio não, mas se você inventou, tá de parabéns, foi excelente nome. Eu quero chamar meu filho de Bustela.
Pô, eu quero fazer um cardápio Bustela Bar, Bustela Bar e Choperia.
Caralho, meu Deus do céu, parem com aquela Bustelinha com a cervejinha no finalzinho da tarde, aquele cremoso.
Fabulosos ouvintes do Brasil, Maranhão e adjacências, estamos começando mais um fabuloso podcast. Eu sou Diogo Braga, Didi Braguinha, estou aqui com a presença dele, senhoras e senhores, de ordem alfabética, se for certo isso, se eu não errei o português, Fabrício Ferreira.
E aí, rapaziada, estamos aí para falar de um tema polêmico, que eu vou trazer polêmica, né? Vou chegar agredindo logo, que eu sou desses.
Olha aí, senhoras e senhores, e ele, o representante dos Osmaris que não são terraplanistas, Osmarcão, meus senhores e senhoras.
Muito obrigado, obrigado, obrigado. Sempre é um prazer, sempre é um prazer estar aqui. Pelo que eu tenho acompanhado as últimas semanas, ou eu estou presente em pessoa ou estou presente em alguma referência de pessoas loucas, né? Pessoas que são viciadas em vencer. Quando surge esse assunto, meu nome aparece nesse podcast. Com muita honra, tá? Eu sou muito— eu fico muito honrado nisso, cara.
Eu fico realmente muito feliz, que eu acho que é muito foda. A galera, a gente fica zoando, brincando essas paradas, a galera que gosta de ganhar e tal, não sei o quê. Mas difícil você encontrar um perfil de pessoa que seja mais do caralho tu jogar contra, porque não tem como hoje Neymar, que é o exemplo do momento, não se entregar no jogo, não se dedicar.
Eu tô dedicado.
Ainda digo mais, ele tem vontade de ganhar e não rouba. Porque eu conheço gente que tem vontade de ganhar e dá o jeitinho para roubar e depois falar que ganhou.
Tenho nojo, tenho nojo, entendeu?
Então, tipo assim, eu atesto, aprovo, numa noite regada, a pizza sem glúten, caríssima, ele quer ganhar e não rouba. Ele vai, ele vai na moralzinha. E detalhe, ainda confere a regra para não saber se não tá roubando. Que já teve situações que, cara, será que isso aqui eu tô roubando para ganhar? Aí ele vai lá e confere e não tá roubando.
Ou seja, ele mesmo se fiscaliza.
Inclusive, eu quero dar um, abrir esse parênteses, que a gente tá nesse assunto. No último, no último Fabuloso, vocês falaram de mim. O Didi especificamente falou que quando eu, que sou um cara que quero muito ganhar, se eu tô muito na frente do segundo lugar, eu perco a vontade. Falou isso, não foi isso que você falou? Que o jogo perde o interesse.
Ponderação, tira o pé. Eu tiro o pé.
Não, não é nem tira o pé.
Quer saber o que é que tu entendeu disso? Muito bom.
Eu entendi que o Didi falou o seguinte: para pessoas como hoje, Osmar, osmarianos, criou até uma categoria. Quando eu tenho certeza que eu vou ganhar, é lá pelo 70% do jogo, falta 30% ainda, mas tá certo que eu vou ganhar, eu perco o interesse no jogo porque o desafio foi embora.
Beleza. A ideia era da questão é o seguinte: que se você sabe que a vitória é fácil, esse jogo não vai ser tão interessante para você, você não vai ficar tão motivado com relação a isso. Faz sentido?
Posso complementar, por favor? Se por acaso eu chego em uma pontuação 90 e o meu adversário está em 50, o meu adversário já não é esse cara, é Eu quando fiz 100, eu tô mirando no top score do BG Stats, entendeu?
Porra, rapaz, vendeu um curso de ponte aí a dois palitos, hein?
Caraca, aí eu queria muito que a gente tivesse direito de postar, hein, para a gente subir Live to Win agora, que seria maravilhoso, cara.
Pô, tem um jogo que eu amo muito jogar. Desculpa sair muito do assunto, é que um dos meus jogos preferidos se chama Between Two Cities. Vocês conhecem com certeza? Ah, sim, sim, porque é jogo que é impossível alguém tentar fazer com que eu perca, entendeu?
Pera aí, tentar fazer com que você, ou fazer você perder, para a galera poder entender. O City Between Cities, você monta duas cidades, uma com teu amiguinho da esquerda, do que teu amiguinho da direita.
Isso, todo mundo com quem você interage, você quer que essa pessoa ganhe, jogue bem.
É, você, você ganha com a sua segunda pontuação e não com a primeira pontuação. Olha aí, então se você faz 120 com uma cidade, 40 com a outra, tua pontuação é 40, entendeu?
Isso. Ou seja, quem tá do meu lado, que tá interagindo comigo, vai jogar bem, entendeu? Não tem como alguém falar assim, eu vou fazer tudo, pô, mas não ganhar. Não tem como.
Por isso que é bom tu jogar com pelo menos 4 pessoas, né?
Não, como assim?
É porque que acontece, você só interage com a pessoa da esquerda e da direita. Se você jogar com mais pessoas, tem gente que tu não vai interagir, é isso, tá no outro lado da mesa, entendeu? Que é porque você só joga com quem tá à sua esquerda e com a sua direita. Tu monta uma cidade com cada um que tá com você ali.
Porque o meu perfil de jogador, que é o cara competitivo, que jogo bem, geralmente sou alvo das pessoas. Então eu não posso jogar jogos como, por exemplo, City of Horror, que eu não sei se vocês já jogaram. City of Horror é um jogo tipo, tipo um Zumbicide da vida, só que você controla um grupo de sobreviventes. Você controla 5 sobreviventes ou 6, dependendo do número de jogadores. E quando entra zumbi numa região onde tem aquelas pessoas, aqueles jogadores, aqueles personagens, cada personagem tem um voto, então, para ver quem morre.
Então, se eu tiver 5 jogadores, personagens aqui, e tu tiver 1, são 5 votos contra 1. Eu escolho esse personagem que vai morrer. Só que se eu espalho meus personagens pelo mapa, dependendo dos meus objetivos, todo mundo que tá naquelas regiões votam para ver quem vai morrer. E sempre sou eu, sempre sou eu que morro, sempre, sempre, não importa, eu sempre morro. Então esse é o jogo que eu comprei, joguei 3 partidas, eu falei, não tem como jogar esse jogo, vendi.
Todo mundo vai escolher você para morrer, todo mundo escolheu primeiro. Bang, então tu não dura uma rodada no Bang, né?
Que Bang tem time, né? É.
Ah, mas Aí eu jogo com uma galera que se tiver um maluco, todo mundo mata ele logo de primeira, eu não tô nem aí.
É, depois a gente vê quem ele é.
Se é delegado, se é... Já passa cerol nele e se perder, perdeu.
É, no Beat Into Cities pelo menos não tem como fazer isso, o jogo não permite.
O Beat Into Cities cabe até 7 cabeças. Olha o desespero do Osmar, porque ele tem... Ele tá jogando com 2 do lado e pode ter mais 5 ali querendo destruir ele. E pior, ele pode virar pro cara que tá jogando contigo na outra cidade e falar, dá essa peça pra mim aqui, vamos perder, vamos deixar o Osmar pra lá.
Mas, ó, o assunto hoje infelizmente não é vitória, né? Não é vencer.
Como ser a pessoa melhor na vida? Como desbloquear a sua mente, né?
Desbloqueia sua mente, seja um vencedor. Mas, ó, o assunto hoje é: toda franquia tem que ter um board game? Todo filme tem que ter um board game? Toda série tem que ter um board game? Chegamos nesse momento porque há alguns anos atrás passamos por isso, de certa maneira. Com os games na época do Atari, do Nintendo, toda porra desses videogames, todo filme que saía, toda parada que era lançada, a galera: vamos fazer um jogo para Atari.
Aí fazia um porra de um jogo lixo para o videogame e tal. Isso quase destruiu a indústria de games na época. Aí ela se recuperou depois, claro e tal, óbvio, né? Estamos vendo aí alvorar, alvorada não, mas o florescer, o despertar dessa porra já há muito tempo. Mas a gente teve um momento que a indústria dos games ela quase foi à bancarrota por causa dessa porra. Porque eles faziam de tudo que era jeito. E agora a gente vê uma tendência dentro do mercado de board game e uma descoberta de que as grandes franquias, desde séries até filmes, estão vindo com board games.
Você tem coisas que são interessantes e você tem coisas que são, meu irmão, caça-níqueis. E aí vai de cada um aí, porra, né, julgar o que que é válido, o que que não é. Mas nós temos caça-níqueis e nós temos jogos bons, isso é uma verdade. Tá saindo aí, tá sendo lançado agora o Kingdom Come: Deliverance com dois nomes fortíssimos do mercado, né? O Vlada e o malandro do Sete.
Grande, pô.
O cara do Sete é o bafafá do momento, o maluco que tá vindo aí, porra, com um dos jogos mais, né, mais, porra, falados dos últimos tempos. E o Vlada é o Vlada, né, irmão?
Vlada é o Vlada.
Então os caras mais versáteis do board game que existe. Então os cara tão, o jogo já tá aí para você pegar, a galera já tá pegando lá fora e tal, não sei o quê. Jogão baseado no Kingdom Come: Deliverance, que é um jogo de jogo de mundo aberto. Para você fazer o que você quiser dentro disso. E a gente sabe que essa mecânica de mundo aberto, né, esse esquema do mundo aberto dos videogames, ele precisa ser adaptado de uma maneira muito específica para ter algum tipo de funcionalidade próxima ao mundo aberto dos games quando a gente fala de jogos de tabuleiro.
Temos alguns exemplos disso que são interessantes, mas são sempre um vislumbre, né, são sempre um simulacro do que é ali o mundo aberto. E aí eu pergunto para vocês: franquia vende jogo?
Ô, pra cacete, com certeza!
Se não vendesse jogo, ainda teríamos nas prateleiras o jogo de Breaking Bad que foi lançado Galápagos muitos anos atrás, que é um lixo, que é um jogo horrível, mano, é péssimo.
Pô, fala isso não, que eu tava botando para venda agora.
Eu não gosto de falar mal de jogo, é para eu falar mal de um jogo é difícil, mano. Mas eu joguei algumas vezes.
Algumas vezes? Caraca, para confirmar que é ruim.
É porque o grupo, né, tava com um grupo lá, a galera queria conhecer. Então, para ver, o jogo vende tanto que eu joguei algumas vezes, um jogo que não era para ter jogado nenhuma.
E provavelmente você jogou ele porque o pessoal que tava contigo é fanático de Breaking Bad, né?
Muito, muito. E gostaram de jogar? Gostar assim, tipo, pô, me diverti agora nos jogo assim, mas se você for baixar a empolgação do tema, tudo bem, esse jogo é ruim.
Mas só para entender, ele é ruim porque ele é uma cópia de alguma coisa ou ele é um jogo fraco? O que que é ruim? Só para entender o que que você tá falando.
Ele tenta ser um The Resistance, digamos assim, mas com 3 times, que é a polícia, não lembro agora, polícia, os traficantes, só que são 2 já, tem 2 tipos de traficante diferente. Um é o Walter White, o Jesse Pinkman, e outro são os salamancas. Tá, só que ele, ele tem, ele é meio perdido, é difícil. Eu não consigo lembrar exatamente tecnicamente porque faz muitos anos isso. Não sei se Fabrício jogou.
Essa reação do Osmar é comum por causa do grande problema dos jogos de propriedade intelectual, tá? É com relação aos videogames que você falou, que a indústria do videogame quase foi à bancarrota por causa disso e tal. Os jogos de tabuleiro, eles não nasceram se pendurando em propriedade intelectual. Os grandes nomes dos jogos de tabuleiro não foram pendurados em propriedade intelectual. Então ele vai, ele vai nascendo independente dependente disso.
No videogame não. Você teve o ET lá atrás, que quando lançou o videogame pro Atari, todo mundo: caraca, vamos comprar o cartucho do ET pra jogar no Atari! E foi um tapa na cara, assim, morreu, sacou? E nos jogos de tabuleiro eles não tinham essa dependência. Mercado de jogo de tabuleiro, ele vive perfeitamente bem sem jogos de propriedade intelectual grande. A gente não tem um best-seller assim, cara, esse jogo— tu pega aí o top 20 do BGG aí, veja quantos jogos de propriedade intelectual tem no top 20 do BGG?
Tem alguns, sacou?
Se for aparecer aí, o melhor dele deve ser o Battlestar Galáctica no BGG, na Duna.
Mas o Battlestar Galáctica é Duna também.
Mas o que acontece, a gente tem jogos de propriedade intelectual e que as pessoas se dedicaram a criar bons jogos. Sim, por exemplo, o que você deu exemplo do Breaking Bad, provavelmente o cara pagou uma fortuna para ter a propriedade intelectual para poder criar o jogo e não teve dinheiro para investir no desenvolvimento do jogo. No game designer do jogo.
Eu posso estar errado, tá, Fabrício, mas eu chutaria que foi ao contrário. Eu acho que o dono da propriedade do Breaking Bad deu uma grana para alguém lançar um jogo com ele. É, mas pode acontecer isso também, mas a gente, eu acho que é mais fácil ser isso, entendeu?
Mas também tem um lance de, por exemplo, os jogos baseados em Street Fighter, card game de Street Fighter da Marvel lá atrás, pô, são jogos muito ruins que o cara chegou, bancou para pegar a propriedade intelectual e não teve tempo de desenvolver. Mas a gente também tem no passado o exemplo de jogos que disseram bem. O Battlestar Galáctica é considerado um clássico.
Sim, mas ele é baseado em outro jogo ou não?
Não, foi, ele criou ele mesmo ali. O que aí a propriedade intelectual não foi renovada com a editora, ele parou de ser produzido e ficou mais caro ainda. E é um ótimo jogo. Hoje ele veio para o mercado, pegaram a propriedade intelectual do Cthulhu que virou domínio público E lançaram o Insondável, né, o Unpoppable que eu chamo. O Insondável foi lançado e ele é o Battlestar Galáctica, só que no universo do Cthulhu, né. Nós temos o Duna como ótimos jogos, mas também tem jogo ruim do Duna.
Tem o Duna tipo The Resistance que é horrível. Eles criaram um jogo do Duna, uma versão mais light de um jogo do Duna que é maneiríssimo, antigo, que é um controle de área, já era do tempo do filme, do primeiro filme lá de trás. Mas eles fizeram uma versão mais palatável para lançar quando saiu esse remake do Dune, que é ruim. O Dune Imperium e o Dune Imperium Uprising são exceções dentro da temática do Dune, não são regra, não são regra não, são exceções ali, entendeu?
E são jogos incríveis, são jogos maneiríssimos. E contrapartida saiu agora o Mistborn, que é baseado num romance de livro do Brandon Sanderson, sei lá Brandon Sanderson, né?
Brandon não, como é o nome dele?
Alguma coisa parecida.
Brandon Sanderson.
Isso aí. Eu tenho zero leitura desses livros, zero apego pela franquia. O jogo para mim foi horrível, sacou? Para mim foi um jogo feito para fã.
Então, mas olha só, olha que coisa, o Brandon Sanderson, cara, ele tá vindo board game, né? Tá vindo o Mistborn e tal, mas ele tá vindo também com RPG que já tá sendo, já tá rolando, e tá vindo a parada de RPG. Então a gente tem, tá vendo aí até franquias de board game se transformando em outras mídias derivando para isso, como próprio Zombicide. Tem o Zombicide RPG, Arcanor tá com o Arcanor RPG. Então a gente também tá vendo eles se espalhando enquanto propriedade intelectual, eles indo para outras mídias e gerando novos públicos.
Seria muito maneiro ter um filme do Zombicide, né? Imagina um filme.
Vou te mandar, porque olha só, a gente já teve aí um bafafá legal recentemente, né? Tem um ano, talvez alguns meses, na real.
A Netflix pegou o propriedade do Catan, né, cara?
Pois é, ela já tá de parceria de papinho com algumas pessoas, com algumas empresas, para produzir jogos, séries ou filmes derivados de algumas, de alguns nomes fortes do board game. Será que eles vão? Porque Catan, porque eu ia fazer uma afirmação, mas eu vou fazer uma pergunta em vez de afirmar.
Catan é ousado.
Então, mas Catan, quer dizer, Zombicide tem um tamanho e uma quantidade de venda maior ou próxima a Catan? Zombicide em conhecimento, você acha que Zombicide é tão conhecido quanto Catan internacionalmente?
Dentro do jogo de tabuleiro, o Catan é mais conhecido e mais aprovado também.
Tem muita gente que não gosta de Zombicide no mundo, mas no mundo geral eu acho que Zombicide furou a bolha mais fácil.
Eu acho, é, acho que até porque fizeram a parada de zumbi, a parada mais palatável, né? Tem uma série, uma série não, acho que é um filme da Netflix que virou um Zombicide, virou um tipo de Zombicide. Esqueci o nome agora. É uma série que é em Las Vegas, e Las Vegas é cercada e os caras têm que estar cheio de zumbi lá dentro. Acho que é isso aí, Army of the Dead virou um zumbicide, virou um, estão falando de zumbicide.
Eu acho que é mais fácil alguém ir para o cinema porque o filme é zumbicide do que alguém ir para o cinema porque o filme é Catã.
Isso é fato, isso é fato.
Mas pera aí, mas tu acha isso pelo tema zumbi ou pelo nome? Imagina que esquece que a parada é zumbi, mas tu acha que o público, a maior parte, o maior público conhece, mais gente conhece Catã ou mais gente conhece zumbicide enquanto marca?
Aí fora da bolha, acho que zumbicide seria mais conhecido.
No geral, no geral, zumbicide é mais conhecido?
É, mano.
É porque Catan é estupidamente famoso.
Eu sei que para a gente, né, dentro do jogo de tabuleiro, é a parada, é o turning point, né, que a gente chama.
Pois é. Não, eu acho que até fora, porque o que apresenta o tabuleiro moderno, um dos definidores, né, do tabuleiro moderno, é o— tem muita gente que considera o Catan como o turning point da parada. Sei lá, eu, bem, eu tava perguntando isso porque eu acho que eu tava questionando isso, cara. O fato da Netflix começar a ter esse encontro com Catan e tal, falar, debater falando em Catan, que é um jogo que que não tem facilmente uma história ali para ser contada, sendo que ele, se fosse para um Zombicide da vida ou alguma outra marca que é mais plausível, mais palpável, talvez fosse mais fácil uma adaptação, né, um trabalho nesse sentido.
Sei lá, eu acho curioso esse investimento dessa forma, mas são estratégias. Até Netflix agora vai, fechou aí para fazer a preview exclusiva de um overview, overlook de GTA 6, daqui a pouquinho, né? Inacreditável.
Mas eu acho que esse caminho é Na verdade tem muita coisa que vem daí, mas não põe o nome. Tem uma série, se eu não me engano, na Amazon, que é o Saboter, é o jogo Saboter. Um dos caras tá sabotando o grupo para sobreviver e as pessoas têm que ficar tentando descobrir quem é.
Eu esqueci o nome, mas eles são anões.
Não, Dio, caralho, Dio.
Então não é o Ale, Fabrício, desculpa, tá errado.
Mas ele pega essa vibe do Saboter e do Resistance. É um reality show que as pessoas têm que cumprir missões e tem alguém sabotando elas.
Mas isso não vem do jogo, né, Fabrício?
Isso é uma mecânica, mas é muito parecido. Também no volume do jogo.
Mas tu acha que ele puxou alguma coisa? Tu acha que ele viu, tipo, jogou, e aí ele tá chupinhando ali uma mecânica?
Já pensou que se faz um spin-off do Hobbit, pega os anões todos e faz um Sabotear? Olha que parada maneira a ideia aí.
É isso que Sauron tentou fazer, pô, para botar um anel para corromper o dele lá, mano. Geral querendo cavar para direita, o maluco não, cava para esquerda ali, cava para esquerda, e do nada desabou.
Ah, que sacanagem!
Pera aí, o que que é aquela, aquela chama de Udûn ali surgindo? Do fosso do inferno. Mas, ó, tem, por exemplo, tem obras que vocês veem que fala assim, meu irmão, não tem como adaptar esse conteúdo, não tem como adaptar essa série, não tem como adaptar tal parada. Pergunto isso se tem alguma coisa específica, porque eu vejo muito em alguns jogos, como por exemplo o Jogo da Vida. O Jogo da Vida é um tipo de jogo que recebe uma porrada de roupa nova, e antigamente recebia de maneira muito artificial, só colocava a roupa nova em cima e tá tudo bem, é, botava essa skin lá em cima do jogo.
Porra, e agora o que a Hasbro tá fazendo, ela tá olhando para propriedade intelectual. Porra, ela fez isso com Harry Potter, ela fez isso com FIFA World Cup, ela fez isso com Pokémon, meu irmão, Dungeons Dragons, D&D, cara. E cada jogo que tu pega de Monopoly é um outro jogo, é outra pegada, é outra parada, é outro esquema.
E Monopoly do Iron Maiden, porra.
E vou te falar, o Monopoly do Harry Potter e o Monopoly do Pokémon são coisas distintas, né? Da mesma forma o FIFA é um outro jogo.
Tu jogou o do Pokémon?
Cara, vou te falar assim, eu achei interessante. Para quem é fã, fudeu, pessoa vai ficar mais trincada, cara, vai querer aquilo ali na casa dele, porque ele é uma mecânica simples, ele já conhece em relativo, core game tá lá, ele sabe o que que é, mas muda, muda o jogo, ele dá aquela mudada suficiente para você falar assim, né?
Senão, pois é, eu não me sinto com vontade de ficar jogando nenhum jogo que só muda skin, tem que entregar uma paradinha diferente.
Vocês acham que dá para adaptar tudo com boa vontade? Faz sentido adaptar tudo?
Eu gostaria que tudo fosse adaptado. Que tivesse versões de jogo tabuleiro, mas que fosse entregue com qualidade, não só para servir o fã. Essa coisa é só para o fã.
Quando sai o filme e no mesmo mês sai o jogo com a foto do ator, eu já não meto a cara.
Ó, eu, a gente pode falar do Duna, porque, por exemplo, Dune Imperium, ele é irado, só que ele foi lançado colado com o primeiro jogo lá. Quando tu vai jogar o Dune Imperium Uprising, tu tem a sensação que o maluco teve mais tempo para trabalhar, porque eu acho Dune Uprising bem melhor do que o Dune Imperium normal.
Bem melhor.
É, eu tenho a sensação assim de que o Dune Imperium foi feito rápido para entregar junto com o filme, para aproveitar o lançamento do filme. E é o Dune Uprising que veio agora, que nem veio empatado com 2, com 3, com nada. Ele veio solto aí, veio de boa, de boa. Toma aí, toma aí. Veio quando tava pronto, veio quando tava pronto. A sensação que eu tenho é justamente essa, que o Dune Imperium Uprising foi lançado tipo assim: temos um jogo maneiríssimo daqui, vamos Não que diminua o Imperium, o Dune Imperium é irado, mas o Uprising para mim suplantou, acabou.
Não faz sentido ter os dois, por exemplo. Tanto que eu quero vender meu Dune Imperium e ficar só com Uprising.
Pô, mas é isso, para mim isso não é meio que uma— é porque eu vejo assim, esse exemplo que você trouxe do Dune é muito bom porque Dune realmente é uma franquia que teve algum, teve dois sucessos muito relevantes, mais até. Mas por exemplo, Game of Thrones, cara, Game of Thrones tem aquele jogo de tabuleiro que é o Game of Thrones Board Game, que é um jogo Porra, legal, intenso e tal.
Mas ele é pré, é pré-vídeo, né? Ele é o Game of Thrones primeira edição, ele vem dos livros, ele vem de 2003.
Ah, ele é dos livros já? Não sabia que ele era dos livros.
Aí eles fazem, eles têm o primeiro, sai com os livros, baseado nos livros. Depois eles lançam uma expansão tudo baseado nos livros. Aí eles juntam isso para lançar quando a série já tava para sair.
Isso. Aí faz a segunda edição, né?
Aí faz, não faz a segunda edição e Tipo assim, ele não teve, a única coisa que ele fez foi juntar, acho que era a mecânica da catapulta que não tinha no primeiro lançado.
Ele não teve a pressão, né?
Então por isso que ele é sensacional, é um dos melhores jogos de controle de área de traição que tem, é assim absurdo o Game of Thrones. Mas ele não teve a pressão do audiovisual da série da HBO.
Então, mas olha só, nesse lado, nesse ponto, eu acho que a gente tem uma conversa, uma convergência de dois elementos que são extremamente importantes, é quando A propriedade, a licença, ela serve ao jogo e o jogo serve a licença. É um encontro de duas vontades aí dentro. O problema é que você chega, você, a galera começa a vender, botar essa porra da marca em qualquer lugar, em qualquer lancheira, em qualquer estojo, caralho, caderno, e quer botar essa porra em qualquer jogo, quer fazer qualquer roupa, qualquer parada.
Eu não tô criticando a Pandemic System, não tô fazendo nada, é uma referência a nada disso. Até porque eu acho que tem jogos que funcionam muito bem. Senhor dos Anéis é um exemplo, funcionou muito bem com Pandemic System.
Sim, sensacional.
Mas é, muitas vezes, cara, não funciona. Ele, a Teve um jogo de Game of Thrones que tinha um lance da politicagem das coroinhas, lembra? Que tinha uma porrada de coroinha, tu ia dando para galera, que era baseado no Cosmic Encounter, se eu não me engano. Exatamente. E para mim não funcionou, para mim tipo não funcionou, definitivamente não funcionou.
E o Cosmic Encounter é um jogo que tem meia-idade, ele é de 76. Então eles pegaram o jogo, jogou a skin, mas é que eu tô falando desde o início, vocês não estão me ouvindo. Quando o cara pode desenvolver, o bagulho vem bonito, cara. Cara, é tudo uma questão disso. Se você não, se você quer lançar junto, o Breaking Bad, sacou, porra, é a série mais maneira que tem assim, que bombou aí depois de Lost. Que não é, eu não tô falando que Lost foi uma série sensacional, mas foi uma série que todo mundo viveu Lost.
O Breaking Bad é a série que todo mundo viveu Breaking Bad, de caraca, entender a situação do maluco, porque que o cara tava fazendo aquilo. E os cara faz um jogo qualquer para aproveitar a franquia, é um jogo merda.
E deu certo, que vendeu, esgotou.
Exatamente. E todo mundo comprou por causa do Breaking Bad.
Mas olha só, isso eu entendo que é interessante porque você vende, mas isso tem um custo, se não a curto prazo, que não é realmente a curto prazo, a curto prazo ele é, isso é uma opinião minha, a longo prazo. Que é o quê? Um cara que tá olhando para o hobby, olhando de fora, tá, o maluco não é insider da parada, porra, o cara viu o lançamento desse jogo, falou, porra, lançaram um jogo moderno, um jogo aí, essa parada de board game, né, lançaram board game, pô, vamos pegar esse botinho do jogo tal, compra a porra do jogo.
Jogo e o jogo tá longe de ser a diversão que ele imaginava, ou que um board game moderno pode ser, cara, você tá cometendo um dano, prejuízo a longo prazo na indústria toda, na verdade.
Isso aí, cara, é, concordo. Só que às vezes o cara que tá com, o cara que só tem esse jogo, ele nem sabe, ele vai amarrar, vai ficar apaixonado, ele não sabe que é ruim.
Eu já tive caras feios olhando para mim em eventos com não gamers, com pessoas que não estão acostumadas a jogar. Aí a pessoa virou e falou que jogou o jogo tal da franquia, inclusive foi o Breaking Bad, porque viu a série, gostou. Ai, joguei Breaking Bad. Aí eu tô calado, a pessoa já sabe que eu sou criador de conteúdo. Então, isso aí, cara, o que você achou do jogo? Pô, o jogo é bem ruim para você que não joga. Aí a pessoa fica, cara, que desmanche, cara!
Meteu o rapaz, pô.
Mas aí a idade tá aí para isso, para a gente meter essa bronca, maluco. Porque eu, porra, eu falei, cara, ele não entrega. Cara, uma outra coisa, por exemplo, isso aí eu acho que eu não tinha nem o canal ainda, isso foi em 2015. Uma grande amiga minha é fã, é fanática por Resident Evil. Ela comprou o card game deck building do Resident Evil. Caramba, nem sabia que é o mesmo sistema do Marvel deck building, do DC deck building, do Alien deck building, do foda-se deck building, do caralho a 4 deck building, tipo Ascension da vida.
Ascension System, uma porra dessa.
Mas o Ascension é bom, né? Esse deck, essa série de deck building da Marvel que tu joga com 5 Hulks, tu bota 5 Hulk na mesa, faz o menor sentido essa porra. Caralho, o Resident Evil era baseado nisso, tinha do Street Fighter. Pô, Street Fighter foi o jogo que eu mais joguei quando era moleque, sacou? Já botaram arma em cima do fliperama para eu sair da máquina e o cara poder jogar o fliperama de Street Fighter. É mesmo, é Zona Norte do Rio de Janeiro, ele tem que sobreviver.
E aí o Resident Evil era desse mesmo esquema. Ela chegou sorridente na casa de um amigo nosso, todo mundo já jogava e tal, não sei o quê. Cara, tu via a menina derretendo, a gente vendo que o jogo era uma merda, porque a gente vai jogar o Resident Evil que ela queria e tal.
Osmar, nessa hora vale mandar um caôzinho, mandar mentira, porra, fingir diversão, vale para alegria do próximo?
Ah, cara, às vezes vale falar assim, pô, tá bacana, pessoa acabou de gastar o dinheiro dela, tá investindo.
Se é gamer, se é do meio, eu não tenho pena não.
Assim, sim, não é isso.
Aí vai mamar. Agora, se é uma pessoa que não tá acostumada a jogar, que porra tá de bobeira ali e tal, não sei o quê, tu quer vender o lúdico, tu não quer desestimular a pessoa continuar no hobby, entendeu? É tudo é taxa de conversão, meus amigos.
Então, mas essa é a grande parada. Um jogo de franquia, o jogo de propriedade intelectual que é fraco e custa caro, ou ele é só uma repetição boboca, merda de alguma coisa né? E ele, eles estão indo obviamente para pegar quem gosta da franquia, né, pelo apelo da marca e tudo mais. Cara, uma pessoa quando chega num grupo para jogar aquela porra toda feliz e toma um baque desse, meu irmão, é o ponto dela falar. Se ela nunca jogava, ela não vai continuar jogando, a pessoa vai parar. Cara, então eu não vou ser enganado para esse lixo.
Essa pessoa que não joga junto com um grupo de amigo delas que não joga Elas vão pelo entretenimento da marca. Tu quer ver uma parada? O Attack on Titan, que vocês— eu não entendo porra nenhuma disso, de mangá, de nada, essas paradas.
Mas o Attack on Titan lançou um jogo, sim, mais de um, se eu não me engano.
O que a Gmodito trouxe para o Brasil, que foi o que eu joguei, o Titã Gigante na mesa, que você vai ficar rodando em volta. O jogo, para quem é gamer, para quem joga jogo de tabuleiro, ele é um jogo ruim. Mas para o cara que não é, ele vê aquele Titã ali 3D na mão dele, ele botando as paradinhas para escalar e matar a parada, é sensacional, pô. Mas para quem joga, não.
Ainda mais se ele gosta já da série, já, né?
Exatamente. Aí tem o efeito reverso. Por exemplo, o cara que é fã de Star Wars, ele compra o Star Wars Rebellion, ele vai ficar desesperado, ele não vai jogar.
Verdade.
Ele vai ficar com aquilo ali só para as miniaturas, ele não vai nem botar aquilo na mesa.
Mas posso defender? Posso defender. Eu acho que ele vai, não vai jogar, mas ele sabe que ele está segurando uma mina de ouro na mão dele. Tô falando de venda, não.
Tu acha?
Porque é um jogão.
Não, é um baita jogo, mas eu acho que ele não consegue descobrir isso não, se ele não conversar com alguém do Cheiro não vai descobrir isso não, brother.
Mas ele vai olhar aquela porra, cara. É porque assim, óbvio, aí obviamente tô falando porque eu gosto para caralho de Rebellion.
Rebellion é sensacional.
Eu acho que ele não sabe não, Didi.
Porra, cara, ele tem cheiro de jogo bom.
Eu acho que é mais fácil ele vender aquilo baratinho porque ele não tem mais espaço em casa do que ele achar que ele tá com um jogo foda que tá out of print e todo mundo quer. Porque o Rebellion, por exemplo, Rebellion, eu, isso eu vi, não me contaram, mas ele vendeu para cacete. Mas ele não vendeu porque a pessoa saber que era um jogo foda, foda. Ele vendeu porque a pessoa olhou para ele e falou, pô, esse jogo custa R$500 e tem uma porrada de miniatura foda de Star Wars.
Eu não vou pagar R$600 naquele Luke levitando ali na Iron Studios, nem fodendo. Vou pagar R$500 nesse aqui, tem uma porrada de miniatura de plástico, sacou?
É, mas esse é o pensamento, é, isso faz parte do pensamento que eu tô, que eu tô tentando imprimir vocês aqui.
Mas eu acho difícil ele chegar e dele achar que são, que é um jogo foda. Ele vai saber que é um jogo que tem miniaturas lindas.
Ele sabe que é um jogo caro, né, que ele pagou dinheiro.
Então ele sabe que é um jogo caro. Ele, se ele for conversar com qualquer pessoa de dentro, ele vai ter um feedback positivo daquela porra, porque é um jogão. Se ele não tocar naquela parada, ele vai embelezar a estante dele com aquelas miniaturas, ou até com a caixa do jogo, porque a caixa do jogo é maneiro. E quando ele abre o mapa, ele vê a robustez da parada, ele vê como aquela, aquele jogo é assim. Eu concordo com vocês, tá?
É um jogo pesado, visualmente pesado para você olhando, fisicamente também, né? Fisicamente é. Mas eu falo isso obviamente porque eu sei que o jogo é bom, porque já jogamos, né? Todos nós já jogamos, então a gente sabe. Mas é É óbvio que quanto mais miniatura o jogo tem, quanto mais valor de produção, vamos botar assim, o jogo tem de uma franquia baseado, né, um jogo baseado na franquia, ele tem esse valor de produção com miniatura, mapa, playmat, não sei o quê, não sei o que lá, cara, me parece que a sensação de não valeu a pena ela é suavizada, porque pelo menos eu tenho isso, pelo menos esse jogo tem coisa para caralho, pelo menos faz sentido esse pensamento, ou é só uma desculpa lá?
Eu ouvi pessoas falando que as pecinhas de metafetamina do Breaking Dead eram maneiríssimas.
O pior que é maneiro mesmo, tem um valor, né?
Às vezes o cara não comprou pelo gameplay, né?
Ele comprou para falar: eu sou fã de Breaking Bad, tenho essa merda aqui na minha estante, mas é meu.
É, vai pelo colecionismo que você tá trazendo, vai ficar na estante, vai ficar.
Eu já ouvi isso de um amigo meu, que é um amigo meu que inclusive faz muito conteúdo de série, de filme, do site Ligado em Série, já fez muita coisa já. O Bruno Carvalho olhou o jogo e falou assim: mano, isso aqui vai ficar lindo na minha estante, acho que eu não vou nem abrir.
Até Caralho, para valorizar, né?
Não, nem para valorizar, é porque eu acho que o plástico vai proteger esse meu bibelô.
Verdade, verdade. Mas ó, pergunta importante, eu vou perguntar para o Osmar porque o Fabrício eu já sei qual é, mas eu vou perguntar depois. Osmar, qual foi o jogo de franquia de propriedade intelectual que tu comprou meio que sem nem pesquisar, só porque era da parada?
Puts, mano, eu acho que Jornadas da Terra-média foi.
Ah é? Caraca, eu gosto, tá? Eu gosto, eu gosto.
Me decepcionei um pouquinho, um pouquinho, pelo simples fato de não poder alterar o grupo durante a campanha.
Decepcionou errado, tá? Concordo, concordo.
É porque eu gostei da mecânica de jogar, e só que aí quando foi umas fases posteriores, que é o que o Decent me permite mexer no grupo, aumentar o número de jogadores ou diminuir o número de jogadores dependendo da, tipo, a terceira fase da campanha eu tô com a mesa cheia, vai todo mundo e a gente joga, entendeu? Isso dá para fazer, isso legal. No Jornal da Terra-média não, é aquele grupinho vai até o final da campanha. E às vezes você não gostei de alguma coisa de um personagem, pois esse cara, esse personagem não tá evoluindo como esperava, tem que começar do zero.
Bem, então vamos lá, como é que a gente, como é que a gente chutou isso na Fiel? A gente descobriu esse problema. Aí o que que a gente fez? O Guilherme com a Juliana, namorada dele, começaram a jogar com 4 personagens, cada um pilotando 2. E aí quando chega alguém, alguém pega um dos personagens e joga, entendeu?
É boa.
Então, porque tipo assim, o Guilherme tinha 8 saves no Tipo, para começar com a galera diferente, sacou?
Caraca, eu não gostei tanto assim do jogo, né?
Para ter, não, eu não sei o que acontece, ele jogava com pessoas diferentes, as pessoas queriam jogar com outros personagens, então ele ia salvando, ele começava de novo a parada, ele não ia embora. Aí o que acontece, como ele descobriu isso, nós lá na Fiel, a gente tem o nosso jogo salvo com vários personagens, eles vão jogando com vários. Então, por exemplo, se o Guilherme chegar amanhã com a Ju, eles tiverem de bobeira e quiserem jogar o Terra Média, que é quem tá jogando junto, eles pegam lá e jogam, e cada um pilota 3 personagens, entendeu?
Quando a gente for jogar, cada um pega um personagem que já tá salvo no aplicativo mesmo.
E aí, mano, quero só ver se eu entendi direito. Eles pegam aí, por exemplo, hoje o Marquinhos entrar no teu grupo lá para jogar, ele vai pegar o personagem salvo de uma outra jogatina deles, vai transportar aquela mesma?
A gente, porque tem, cara, ele tem uma rejogabilidade bem alta por causa do aplicativo, você vai jogando bastante jogar lá. E tem vários modos, tem um que é tipo Dungeon Crawler mais fechado, tem um que é um mapa do mundo. Por isso que eu gosto muito do Jornadas na Terra-média. Só que você não pode trocar, por exemplo, tá jogando com o Guile, vai estar o Guile naquela galera ali até o final. Então o que que a gente fez na Fiel?
A gente, quando vai jogar com menos gente do que o total dele, se eu não me engano até 5 players, se eu não me engano, né, é de 1 a 5, né? É. E a gente joga sempre com 5, Ah, tem 3 pessoas, uma pessoa vai controlar mais de um personagem para estar sempre andando ali, a gente poder ir conhecendo a história, entendeu?
Ah tá, não é que ele vai pegar de outro, Osmar não vai entrar pegando. Entendi, são os homicides da vida, né? Homicídio é meio isso, né?
É homicídio.
Não, ele vai entrar e fala assim, ó, a gente tem todos esses personagens aqui, Osmar, qual que tu quer jogar? Ah, quero jogar com Aram. Beleza, vai lá, pega ele aí, joga aí, e a gente vai embora.
Mas tem que ter ele nessa party, né?
Isso, isso, isso.
A gente vai jogando, porque se você comprar as expansões todas, você começa a ficar cheio de personagem. Mas é, em outro lado da pergunta, o jogo que eu peguei sem saber nada sobre o jogo e por causa de franquia, mas que foi um jogo bom, eu gostei muito do Orla Exterior do Star Wars.
Porra, tá, que é um jogo colocado de lado porque não tem Jedi, né? É um jogo que não vem, é um erro, né? Não, cara, sabe o que é bizarro?
Tu acha que é por isso?
É por isso. Você sabe por quê? Porque o brasileiro clamava pelo Mercantes e Marauders. Mercantes dos Esmeraldas é considerado um dos melhores pickup delivery do mundo e é um jogo de piratas e nações imperialistas no Caribe. E você tem que fazer as entregas. Você, eu sou a Holanda, eu tenho que fazer entregas. E se eu brigar com alguma outra facção, eu perco reputação com elas. Aí não posso parar no porto dela para entregar. Tem tudo isso.
O Horde Exterior é o reskin do Mercantes dos Esmeraldas, é exatamente uma reimplementação dele dele com a skin de Star Wars.
Sabia não.
E quando o brasileiro vem, quando a Conclave trouxe o Merchantes e Marauders em português, vendeu assim, sumiu das prateleiras. E até hoje ele é um jogo muito procurado. Eu não sei se teve briga do designer com a Fantasy Flight, eu não sei o que que houve, que ele parou de ser produzido. Aí a Asmodee chegou, saiu comprando todo mundo, Z Games, né, porque a Z Games não, a Z-Man Games, que era dona do Merchantes e Marauders, foi comprado pela Asmodee, foi, saiu comprando geral.
E aí eu não sei se teve briga de direito, que foi que o jogo nunca mais foi produzido. E eles tacaram na skin do Star Wars, o Ordem Exterior, essa skin. É a mesma coisa. Se você jogar, a única diferença é que um é um tabuleiro do Caribe, o outro é o tabuleiro no Star Wars Ordem Exterior. Tem 4 facções, né? Você vai brigando por reputação, vai entregando.
Eu pesquisei aqui, é o autor, o cara foda aqui, né?
É o Corey Koniecka, que é o maluco do, que era o cara que fez uma porrada de jogo Fantasy Flight.
É o próprio Rebelion, o próprio Rebelion, né?
Sim, tudo, tudo. A maioria dos jogos que eram da Fantasy Flight é tudo ele que fez, os bons, né? Não, até os ruins. Tem jogo ruim da franquia da Games Workshop, que é do Warhammer 40K, que é ruim, ele fez também. Mas o que acontece, e o brasileiro quando saiu lá no exterior era para sumir das prateleiras, já que você cria tanto Mercante Marauders, era para o exterior evaporar, porque exatamente o mesmo jogo.
Somou um jogo bom com uma franquia boa.
Exatamente. Ficou parado, foi até para Black Jedi.
Cara, aí faz muito sentido o teu argumento agora, pô. Para, que fundamentação!
Não tem Jedi. Aí acontece, eu prefiro, não tem Jedi. Aí eu falo, pô, é um jogo, não tem Jedi, cara. Não tem Jedi, tinha nave do, do, não, é só, é só a de nave.
Ele tá dentro da nave, esse que ele quer dizer. Não dá para ver, mas ele tá dentro da nave. De quem é? Do Luke?
Do Luke. Tem um Luke como, como Companion?
Não, mas você não joga com Luke, você só joga com você só joga com os mercenários e as naves dos mercenários, e a tua função é ficar fazendo pickup and delivery pela Ordem Exterior.
É que você pode ter, você pode ter a sua crew, né, a sua tripulação.
É, mas não tem Jedi na brincadeira.
Aí na tripulação pode ter o Luke, pode ter o quê, mas não tem porrada.
Não tem, não tem, não tem Jedi. Abre aí, não vai ter Jedi nenhum, só tem uns droides. Você bota o droide, você contrata os carinha lá e tal. Tudo é fora, fora do ambiente. Jedi.
Mas é um jogo divertido para caramba, porra.
Eu sou apaixonado. Para mim, um dos melhores pickup and delivery que tem é o Ralo Exterior e o Mercantes de Manaus.
Olha só, isso é interessante porque é, sem querer, querendo, é uma pequena reprodução do problema que Star Wars vem vendo, vem sofrendo nas outras mídias também.
É, mas isso foi antes dos problemas, né?
Não, não, isso já tava rolando. A gente tava rolando por quê? Porque nos filmes que saíram, cinema, falando cinema, é um grande peso, um grande parada. Tá, pera aí, a gente vai falar de Star Wars, tem que falar Luke, Rei Leia, Darth Vader, tem que falar Chewbacca, Han Solo, não sei o quê. Você não fala desses caras, é Star Wars. Ah, não, né? Não é, pera aí, é também. A gente tem uma porrada, tem um universo gigante aí junto.
Entendi o problema.
Mas o grande público, ele ignora o restante de tudo que acontece. Tanto que as séries que eles tentaram lançar, que geral criticou, eu particularmente gosto da grande maioria do que eu vi, das coisas que eu vi. Quer dizer, a grande maioria é pesado demais, mas eu acho muita coisa. Só que, pô, realmente o que vinga é a sensação é A galera quer de qualquer jeito, sabe, de luz já dá e porra, vamos embora. Não dá certo, você é a mesma merda.
Mas ó, pergunta para vocês, pergunta idiota do dia: King of Tokyo é jogo de propriedade intelectual?
Não, ué.
Pô, mas tem King Kong, tem Godzilla. Porra, irmão, eu posso continuar aqui. Vai, tem o Namagedera— não é, pô, do Godzilla. Pô, tu viu a imagem, caralho, Osmar? É visualmente inacreditável, é uma parada assim, é, eu acho que fosse pelo visual, esse seria um jogo que eu teria que ter na minha coleção.
Meu King Tokio preferido é o Dark Version, né? Dark Edition, Dark Edition, que é o Godzilla na capa pretão com os olhinhos verde assim, maneiríssimo. É o único que eu tenho, o único King of Tokio que eu tenho é esse aí. A Buró lançou, a Buró lançou um print pequeno no Brasil, eu tenho ele, eu sou apaixonado por ele, que é o King of Tokio sem ser cara para criancinha, né? Parece dar mais pesadinha. Mas tu não vai me perguntar não dos jogos não, meu não, pô.
Eu sei qual é o teu já, o palhaço.
Eu pergunto, mas eu quero saber, eu não sei, Fabrício. Márcio, já teve alguma vez que você por acaso olhou um jogo e falou assim, eu gosto dessa franquia, vamos comprar? E aí quando chegou na sua mesa você se decepcionou? Por favor, responda essa minha dúvida.
Eu vou responder essa porque o jogo nem chegar chegou.
Pô, tu tocou na ferida, brother.
O cara vai chorar.
E foi o Rainbow Six, né, que eu tomei a volta aí, que não chegou o jogo. Mas por exemplo, um que eu comprei sem saber nada foi o próprio Game of Thrones Board Game. Comprei em dólar e paguei mala pesada de Las Vegas para o Rio porque eu comprei lá gringa.
Mas por causa dos livros?
Por causa dos livros, por causa dos livros. Eu fui apresentado em 97 aos livros. Um amigo meu morou na Inglaterra e falou deles. Então já ficava maluco por Game of Thrones e tal. E aí quando eu tive oportunidade, eu comprei ele em Las Vegas quando eu fiz a viagem, porque não tinha ele no Brasil, só tinha ele gringo. Tanto que o meu Game of Thrones é em inglês, sacou? E eu sou apaixonado nele assim, maluco. Acho um jogo sensacional, acho muito bom ter ele no Brasil.
Acho muito importante ter também. Mas já teve decepções, por exemplo, e dentro do próprio Game of Thrones, pô. Eu comprei o card game do Game of Thrones na mesma viagem e já vendi tudo, vendi tudo dele.
É, esse não durou porque esse aí eu achei bem fraquinho sim.
Eu quero saber do Rainbow Six porque quando, quando foi anunciado não existiu o jogo.
O Rainbow Six existe, R$800 na Amazon, só que eles deram volta em quem participou do financiamento coletivo.
Cara, o Fabrício comprou o jogo no panfleto, quando o maluco falou assim: acho que eu vou lançar um board game de Rainbow Six. Tava na fila da Loja Americana já, já tava na Loja Americana falindo, e o Fabrício na fila já para comprar o bagulho.
Cara, era tempo de pandemia, a gente tinha que segurar a grana. Eu larguei R$1,400, comprei o kit boladão dos caras, os caras deram o balão, aí repassaram para uma outra empresa, aí essa empresa falou que ia resolver o problema de todo mundo, resolveu R$5.000. Do Brasil não, do Brasil eles botaram frete de $10.000 para entregar no Brasil.
Caraca, maluco!
Tu entrava lá no sistema dos caras, aí falava, pediu comprovante que tu deu, e tu escolheu o país para ver, calcular o frete, te mandar. Quando eu botava Brasil, $9.999 para entregar.
Poxa, pechincha, hein? E por esse motivo tu negou?
R$50.000, tava de bobeirinha aí, né?
Fabrício, desculpa, tu é muito pobre, Fabrício.
E tu não podia cancelar?
Então o que acontece, quando começou a dar merda, eles viraram e falaram, a gente não vai ter dinheiro para entregar vai ter que fazer uma contribuição extra. Mó galera meteu o pé e pediu o dinheiro de volta. Aí eu sou putinha de pré-order, né, eu compro tudo na pré-order, não sei o quê. Eu falei, não, vou continuar. Botei lá o dinheirinho que eles queriam extra.
Que era quanto? Tipo $50, $20?
Não era uma parada muito puxada não, era tipo, acho que era uns $45, $50, isso aí. E na época eles anunciaram que teria parceria de entrega no Brasil, por isso que eu participei. Eu tenho print até hoje, tava, tinha lá que ia ter Brasil friendly, ou seja, ia ter uma editora no Brasil que entregava Até onde eu não descobri quem é, já tinha pegado fogo antes. Aí que acontece, a empresa quebrou, não mandou, mandou para algumas pessoas no Brasil, o meu não chegou.
Pessoal, algumas pessoas receberam, não sabia não, achava que ninguém tinha recebido.
Algumas pessoas receberam sem pagar $9.000, pagando só o adicional que eu paguei. Aí quando uma outra editora pegou, editora que faliu, disse que ia resolver todo mundo, entrei em contato, mandei os e-mails e tal, não sei o quê, e já tava disposto Aí eles iam me cobrar mais $100 e mandar a parada. Aí no sistema que eu ia fechar, eu marquei os $100 que eu ia pagar mais, e quando eu fui botar o frete, ele somou $10.000. Ou seja, não queria entregar, né?
E tu não chegou a perguntar: oi, tudo bem? Apareceu um valor aqui, deve ser um erro.
Não, o frete para o Brasil é isso, porque um outro amigo meu participou também, eles responderam a mesma coisa.
Caralho, que cálculo é esse?
Não é o cálculo, eles não queriam enviar para o Brasil esse ponto.
Não, Fabrício, presta atenção. É um jogo, o Rainbow Six Board Game é um jogo de operadores que estão ali em situações táticas de guerra, né, de tiro, de SWAT e tal. Provavelmente eles mandaram o seu jogo percorrer o mundo, porque ele deve passar lá na Rússia, né, para KGB, ele deve ir para o Japão nas paradas mais agressivas que tem, vai para porra para todos os lugares de conflitos do mundo para poder ganhar essa experiência que ele precisa para chegar na sua casa como um jogo de guerra.
Por isso o frete alto, por isso o frete alto, não é à toa.
Ele tá pegando os treinamentos militares para já chegar até com as bordinhas desgastadas, né, mas tudo zoadinho, para dar aquele cheirinho de guerra, né?
Marcas de guerra, passou pela Pará, é a única explicação, irmão.
Mas aí me dá que eu levo no Complexo do Alemão aqui, resolvo isso rapidinho, manda com frete mais barato, cara.
Eu tenho um board game aqui em casa que é de franquia, que é de propriedade intelectual, e que eu não tenho coragem jogar, ué, com medo dele dar errado, que é o The Office Board Game, que é o jogo do The Office. Chance forte de ser uma merda.
Nossa, e eu ficaria triste também. Caramba, eu te entendi completamente, Didi.
Pô, agora rolou uma empatia, né?
Rolou uma empatia.
Pois é, cara. E ele é um presente, foi um presente tão carinhoso que me foi dado que eu fiquei, que eu fico, eu não quero dar essa Olhar e falar, é, né, legal, isso aqui, isso aqui lá, só olhar e, puta, cara, e ficar meio decepcionado. Não quero.
Só um parêntese, como é o nome do jogo? Eu tô pesquisando no BGG que tem muitos The Office, tá?
The Office Board Game.
Meu Deus, assista esse aqui, ó, Assistant to the Regional Manager.
Esse aqui tem um jogo, vê qual é a nota dele.
É, o peso dele tá 2, ó, o rating dele, ele tem 17 votos, tá? Desses 17 votos, um é nota 10. 3, 1 nota 8, 3 é nota 6, é nota 5. Temos 1 voto 4 e 3 votos nota 3.
Eu não vou com a maioria, nunca fui. Eu vou, né, com os haters. Pois é, tá estragando a minha experiência, tá, com o jogo. Ele é um jogo de 16 anos ou mais, 16+. Ele é de 16+. Olha lá, muito louco, né, cara? Mas o bagulho é, cara, eu joguei joguei o jogo do De Volta para o Futuro e eu fiquei impressionado porque ele superou minhas expectativas, porque eu tava botando ele na mesma caixa do The Office achando que ele talvez fosse ser uma parada meio caça-níqueis, e eu me surpreendi porque eu falei, opa, ah, mas tu vai ter uns que vai te ajudar bastante, né, vai te surpreender também bastante.
O Narcos me surpreendeu.
Porra, é bom? Não joguei, cara, nem cheguei perto.
É, o Narcos ele foi lançado quando tava no auge da série mesmo, né, e foi pela Comedianaut com Amigos Nossos envolvido no desenvolvimento. Então o que deixa mais desesperado aí, porque porra, se tu achar uma merda, como é que tu vai falar para o teu brother? O jogo já tinha sofrido um certo problema lá fora na Gen Con. As pessoas, quando sentavam para jogar e descobriu que você tinha que negociar cocaína, levantavam e ia embora.
Sério, sério, sério. Você pode perguntar isso para os nossos amigos envolvidos, que você sabe quem são, e que eles vão te confirmar essa história. Só que ele era um Interpol bombado, sabe qual é, para tu poder descobrir as coisas. Coisas, tentar fugir, entendeu? Gostei, achei maneiro, sacou? Achei maneiro. E é uma série que eu gostei também.
A série era muito boa. Eu não sei se a gente tá falando do mesmo amigo, mas se foi esse amigo também, ele fez God of War, que é uma adaptação de videogame, que eu acho que funcionou muito bem.
Eu não joguei ele inteiro não, só peguei uma brinquedinha ali.
Vocês acham que ninguém vai saber quem é?
A gente tá evitando falar o nome dele.
É porque se a pessoa procurar, é um mérito dela.
É verdade.
É tipo Diário de Leto, porque quando a gente cita ele dá ruim na audiência do programa. Sacanagem, tem nada disso não. Mas eu gostei de não falar o nome dele só para evitar, porque ele não fala o nome do meu podcast também, então vai se foder. É verdade. Mas, mas, cara, ele, essa adaptação dele do God of War ficou muito boa, porque eu entendi que ele foi na essência do jogo, trazendo para mesa as batalhas de criatura, você ter que manejar ali, fazer um hack and slash bem, bem interessante.
Gostei gostei muito. Coisa que a gente já falou de outros board games, já falamos até aqui no Fabuloso também. O XCOM, né, em essência é um jogo que ele não— horrível, é bem fraco e tal, ele não pega essa essência. E aí para mim que falta isso, né, o que a gente falou no começo, o jogo ele não conversa, né, o lore ele não serve ao game design, o game design não serve ao lore. É uma parada que eles estão tentando forçar uma parada e não é, não tem jogo ali, não tem porquê aquela parada existir.
Parece que se tivesse feito muito playtest, muito muito, muito playtest para arrumar o jogo, teria que tirar elementos que prejudicariam a interação com o tema. E aí, melhor não.
Pois é. E aí eu acho que assim, respondendo a pergunta feita no começo, eu acho que toda IP, toda propriedade intelectual, ela é adaptável. A questão é, nem toda propriedade intelectual precisa ser adaptável, porque muitas vezes uma série ou um filme de mistério tem os seus problemas, tem as suas tramas resolvidas na própria série, já tá tudo resolvido por por lá. E aí não sobra nada para derivar para um board game, por exemplo.
O legal que eu acho é quando uma parada é tão grandiosa, tão interessante e tão ampla que quando você pega o board game você se sente fazendo parte daquilo. No Game of Thrones, o Game of Thrones ele relativamente se resolve na tua trama, só que, cara, você fica imaginando todas as negociações fora daquela trama principal.
Não, quando o resultado é diferente das paradas, né, vários momentos jogando Game of Thrones, o board game, Maldição da Múmia, sacou? Que na literatura aí, nos vídeos lá, era uma outra parada. E a gente reverteu, cara, sacou? Por exemplo, aquela casa do Sul lá, que é o do Pedro Pascoal, Dorne. Caraca, Dorne vindo lambendo geral, mano, porrada estancando, indo lá dando tapa na cara dos cara. Pô, tu monta uma outra narrativa, tu dentro do ambiente que você já conhece.
Por isso que eu nunca sou contra o lançamento de propriedade intelectual, porque ele pode te vender uma outra coisa diferente de uma outra mídia. Ah, claro, sacou? Eu só fico puto quando o maluco chega e faz nas coxas, faz zoada a parada, né?
Só quer enfiar, só quer te enfiar um produto qualquer para tu gastar teu dinheiro achando que vai ter um e não entrega nada.
Senhoras e senhores, estamos chegando aqui no momento final do programa, tá? Esse aqui é o momento fatídico, vai terminar, é inevitável o fim. Chegou Thanos, Thanos inevitável está presente. Pergunta final final para Osmar Campos e Fabrício Ferreira. Algum recado final?
Eu achei que você ia perguntar qual franquia poderia ter um jogo e não tem.
Essa pergunta não precisa, tá bom? Porque vamos lá, é uma boa pergunta para a gente terminar. Então traz para mim uma franquia. Qual franquia tá faltando no mundo dos board games? E o recado final, por favor.
Eu só pensei na pergunta, eu não tenho ainda uma resposta. Não sei, Fabrício, tem alguma em mente?
Eu acho que a gente precisa ter um jogo que mate robôs gigantes com uma certa qualidade. Porra, aí é isso.
Vou te falar que isso já foi desenvolvido e redesenvolvido algumas vezes.
Nunca fica bom.
E por respeito aos fãs, não é lançado.
Não é lançado. Perfeito. Ó, queria deixar um recado. Quem quiser me encontrar nas redes sociais, @osmarcambell. Quem quiser jogos de tabuleiro, @caixinhabg ou caixinhaboardgames.com.br. Em breve, loja física.
O porra, eu tô ansioso para isso, hein.
Vai ser na Grande São Paulo, perto do metrô Ana Rosa. Até final do ano sai.
E vou te falar uma parada, o único lugar do mundo que eu fui roubado foi no metrô Ana Rosa. Tenho traumas, hein.
Foi mesmo?
Por isso que ele tava olhando lá, porra.
Eu era moleque, tava indo dar trabalho, fui roubado no metrô Ana Rosa. O único lugar do mundo. Eu sou carioca, 49 anos.
Armado? Armado?
Não, o cara pegou minha parada, eu fiquei sem dinheiro para voltar para o Rio, deu mó merda.
Olha aí, eu tenho traumas do metrô. Nada com dinheiro enrolado.
Em 2099 tu andava com dinheiro enrolado mesmo.
É verdade.
Mas Osmar, eu tenho a sugestão de um jogo para o de pé na rede, em pé na rede, de destreza geral em pé na rede. É, mas é isso, é, mas é que ele tem que ser de pé, tem que ser de pé. Porque qual o lance? Tu vai ter várias redes enfileiradas e o teu objetivo é você passar do ponto A ao ponto B e falar alguma coisa engraçadinha entre elas.
Mas um jogo de destreza com tecido mesmo, aí vai vai do Deluxe.
Pode ser que no Deluxe você tenha em tecido, né, com as rendinhas da rede e o caralho, edição de colecionador. Mas senão pode ser só de plástico mesmo ou num papelzinho, não sei como é que seria. Mas o lance é, você tem que ir empilhando os seus meeples para ir andando na rede. O problema é que quando você— tô dando ideia para alguém roubar essa porra de mim, mas não, já tô jogando no cloud aqui, já tá fazendo, já tá saindo do ar.
Quando você tem que passar por cima do outro, tu tem que empilhar o teu meeple em cima do outro meeple. Só que a rede ela é balançar, ela balança, sim, ela fica presa só em dois palitinhos do lado. O centro de gravidade muda. Então tu tem que equilibrar ela certinho, depois se afastar, tipo um jenga.
Vão ser 3 bipouzinhos, um não vai ter um dedinho.
Isso, vai ter que fazer essa porra aí. Posso te adiantar, já tá no Kickstarter. O frete para o Brasil vai ser $10.000.
Estou aguardando. Porra, vamos agilizar aí que eu quero comer uma costela com fritas aqui que eu tô cheio de fome.
Muito obrigado pela presença, obrigado pela audiência. Semana que vem a gente tá de volta. Um beijo para todo mundo, valeu!