Por Que Jogamos? | Fabuloso Podcast
Didi Braguinha e André Rumjanek mergulham em uma pergunta que parece simples, mas revela muito sobre quem somos: por que jogamos? A partir de histórias pessoais, campeonatos improvisados e experiências à mesa, os apresentadores exploram como os jogos criam narrativas, despertam emoções e transformam momentos comuns em memórias inesquecíveis, discutindo desde a competição até a imaginação que existe por trás de cada partida.
Ao longo da conversa, eles refletem sobre o papel dos jogos de tabuleiro na construção de histórias emergentes, a importância da interação entre os jogadores e as diferentes motivações que levam alguém a jogar. Entre divergências sobre jogos solo, comparações com esportes e exemplos do cotidiano, o episódio investiga como o ato de jogar vai muito além das regras e mecânicas, tornando-se uma forma de expressão, convivência e fantasia.
Para saber mais sobre este episódio e os jogos mencionados:
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Deselegante
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André, oi, Didi.
Existem reusos, rejogabilidades diferentes, né? Tempos diferentes de rejogabilidade ou de reusos para as suas roupas no seu corpo. Por exemplo, uma bermuda tem uma quantidade de reuso diferente da sua blusa, da sua cueca, da sua meia.
E tem as blusas que são tipo full power, já estão rasgando, né? Totalmente.
Eu não tô nem falando, eu tô falando, olha só que tu foi para um caminho higiênico, você nem considerou o que eu tô falando.
Não, não, lavando mesmo, lavando. Lavei, voltou pra gaveta e já foi usada de novo.
Então eu tô falando do seguinte: usei hoje, tirei pra dormir, acordei, botei de novo.
Tem também.
Eu quero saber como é que funciona essa proporção e quais os reusos dentro das suas—
A primeira pergunta é: em que estação do ano você tá falando?
Caralho, essa é muito importante, essa é muito importante, isso é muito importante. Porque verão é mais foda.
Verão é mais urgente. Verão eu usei a blusa, sei lá, 2 horas, ela vai pro cesto de roupa suja.
Coisa. No Rio, eu lembro que eu ia para o trabalho, eu às vezes, porra, eu ia para o trabalho, saía do trabalho, passava em casa para resolver umas paradas, ia para cá, para a gente nem passava em casa, ia direto para faculdade. Meu irmão, eu levava uma blusa extra na mochila, não tinha como, não tinha como.
Muito menos, eu pegava o ônibus para ir para o trabalho com uma roupa, chegava no trabalho, botava outra, sabe? Fazia assim, tipo, estou fedido no ônibus.
Agora no inverno, mas você falou de blusa, bermuda, quanto bermuda no verão você muda todo dia também?
Nada, se for aquelas bermudas mais grossas assim, não, assim, cara, mais ou menos, porque no verão no Rio, uns 2 dias pelo menos, 2 diazinhos, depende de quanto suado. Agora no inverno na serra aqui, é, meu amigo, aí a blusa ganha aí uma autonomia.
A blusa também?
A blusa também. Só a única coisa que não ganha autonomia é cueca, né?
Mas assim, cueca e meia. Vai feder, vai feder. Por mais que eu limpe, passe não sei o quê, ela tem um, vai chegar um tempo, vai feder.
No inverno eu ouso dizer que tem blusas que chegam que do dia vão para cama, tipo, sabe, dormir, acordei com ela e não é que eu acordo trocando, sabe, tipo, ah, esse jogo tá legal, vamos jogar mais uma partidinha.
Eu vou te dizer que na questão da bermuda ela é trocada quando existe uma mancha aparente.
Quando eu fui comer e me mamei, né? Tipo, opa, essa agora vai ter que trocar no final do dia.
A blusa para mim é tipo assim, meu irmão, dormir trocou, não tem muito jeito, não dá, não consigo. No inverno eu transpiro de noite, irmão, eu transpiro dormindo. Aí é foda, acordo melado, a blusa tipo empapada, né? É horrível, horrível.
Assim, teve uma época, agora tá passando, mas quando o Arthur tava muito ainda menorzinho, que ficava no colo, babava o tempo todo, aí era o tempo todo trocando roupa, porque Porque, sabe, aí gofava, aí é isso. E também outra coisa que começou a acontecer depois da paternidade, que é: tô com a blusa zoadaça, babada, e nem sei, não me importo quando descubra. Alguém fala assim: cara, tu tá todo molhado. Tá, beleza. E aí, quer que eu troque?
O que você quer que eu faça sobre isso?
É, boa. Vou trocar? Eu vou ficar andando com a mala aqui?
Fabulosos ouvintes do Brasil, Varoni adentra seus ouvidos de maneiras diferentes, porém todas no mesmo, na mesma, né, forma. Ondas de som que vem do áudio, né, pode ser do áudio elétrico, depois empurram o ar, empurram coisas mecanicamente até chegar na sua cóclea, no seu material, ondulando nos seus ouvidinhos o fabuloso podcast.
E é por isso que você escuta o fabuloso podcast, porque não adiantaria a gente fazer isso se você tivesse no vácuo. Você não ia ouvir o programa.
Depende, se a gente estivesse no vácuo, tu não acha que a gente de alguma maneira conseguiria criar uma forma de propagar o som? É porque a gente não tem essa necessidade.
Ah, entendi. É, ia ser, cara, ia ser aquele, o copo com cordinha, né? É, pô, total.
Tipo aquele, aquele Nova Forma, aquele novo microfone de ouvido que é por indução óssea, que é maravilhoso.
Sim, sim, sim, sim, sim. Tem um teste que você faz, sabe, diapasão, aquele que você faz? Sim, você pega um diapasão, bate nele, aí você bota ele na ponta do teu cotovelo e bota o dedo no teu ouvido. Tipo, a parada faz, sabe, porque passa pelo osso assim. É indução mecânica, né? Ele funciona bem.
Pô, será que a pessoa que tem osteoporose, ou seja, tem o osso mais rareado, né, mais rarefeito? Acho que é uma palavra boa. Pô, será que ela tem, propaga, o som ele conduz diferente por causa disso? Ele é mais sufler?
Acho que sim. E só que eu não acho que vai ser perceptível porque ela ainda tem, ela tá em pé, o osso dela funciona ainda, né, não é vazado, né, não tem câmaras vazias de ar lá dentro. É um soufflé que vai rachar a qualquer momento.
É isso aí, senhoras e senhores, está começando esse fabuloso podcast. Eu sou Diogo Braga, estou aqui ao lado do fabuloso André Rubiani. Que delícia! Hoje, André, nós vamos falar de um assunto que você não esperava: Copa do Mundo. Copa do Mundo acabou.
Não, você ia falar outra coisa aí, você não ia falar Copa do Mundo.
Eu ia falar então um assunto que a gente fala pouco aqui, Fórmula 1.
Fórmula 1, não, você ia falar outra coisa aí, cara.
Hoje nós vamos falar sobre bordo de mesa, tênis de mesa, que é um micro tênis, né? Tipo, é o tênis de pobre, pessoa não pode jogar tênis menor, né? Um tênis de pobre, é de pobre. Eu assim, eu adoro tênis de mesa muito mais do que tênis, tá? É, mas é sempre de pobre, é tipo a mesma parada.
É porque você nunca jogou tênis de mesa em quadra de saibro.
Tô calculando como seria.
Ou você bota a mesa de tênis normal, de ping-pong, em cima da quadra de saibro, e aí você tem, você joga terra na sua mesa de ping-pong, você joga saibro na sua mesinha de ping-pong.
Porra, isso aí, tá aí. Não daria para fazer isso, a gente botar uma mesa de ping-pong de grama e falar que a gente tá em Roland Garros.
Saque, errou, a bola não ficou.
Não, não, tu já viu aquelas mesas de futebol que a galera joga futevôlei? Aquelas mesas meio que tem uma arredondada. Isso, pô. Então aquilo ali é um micro futevôlei para quem não tem praia, né? Faz ali um futevôleizinho, cara. É mais ou menos isso. A gente pode ter um tênis de mesa, que é o ping-pong. Tanto que a galera do tênis que criou esse nome ping-pong para zoar quem joga ping-pong. Ah, tu tá achando que tá jogando tênis, é? Então Eu vou chamar essa merda de ping-pong porque faz barulhinho.
Joga para lá e joga para cá.
Aqui no nosso é—
olha só, a gente já passou por isso, mas nesse aspecto a sinuca é o golfe de mesa, né?
Totalmente. Mas vou te falar uma parada aqui, eu acho que eles estão— eles vão popularizar o golfe, irmão, porque tudo começou com frisbee, pelo menos para mim, a galera fazendo o frisbee golfe. Que eu achei legal, só que eu fui ver uma parada meio americana. E aí eu, os americanos se empossaram, né, sei lá. E aí depois chegou a vez do futebol. Tá rolando futebol golfe, moleque? É maneiro pra caralho, André. Os cara pega o campo de golfe, faz um buraco do tamanho de uma bola de basquete, e aí os cara vão jogando golfe com o pé, cara, com bola de futebol.
Cara, maneiríssimo.
Como é que é?
Muito foda. É, e eu acho maneiro que tipo o chutão inicial Para fazer o buraco de primeira, hole in one, né? Tinha que dar o maior lançamento, né?
Eu só queria ver a seleção de 94/2002 jogando.
Tipo, Jorginho, Jorginho ia ganhar essa.
Roberto Carlos, André, Roberto Carlos no primeiro chutão.
Eu sei, mas aí ia isolar a bola e perder a bola e nunca mais ia ver. O Jorginho cruzava a bola na área na cabeça do Romário, cara. O Jorginho sempre buraco, buraco.
Muito foda. Eu queria conhecer.
Eu não sei se é a minha idade já avançando ou se é uma coisa que realmente passou, passou abaixo dos radares da população mundial, mas um esporte que eu gostaria de popularizar muito mais é bocha.
Olha, eu acho extremamente válido, porém, porém, eu ouso dizer que não é toda praça que merece uma bocha.
Entendi, entendi. Porque tem um, tem um, como é que é, um mindset, né? Tem uns, um pensamento, você tem que ter tranquilo, né?
Você tem que ter idosos disponíveis.
Eu queria tirar a bocha dos idosos, ou então ficar idoso logo. Cara, tu já jogou bocha competitivamente?
Porque assim, tem a bocha, tem bolinha de gude, que é a bocha.
Então é a bolinha, é o bocha de mesa, é o bocha de mesa.
Exato, exato. Mas eu gosto, eu gosto da bocha ser a parada dos dois, ter a ver com os dois.
É que assim, é muito divertido a coisa do você ter que fazer o arremesso perfeito e é calcular um pouquinho de força, um pouquinho mais, e a estratégia de empurrar a bola do outro para chegar perto. Cara, eu me diverti muito, eu joguei, mas eu nunca tinha jogado profissionalmente.
Quanto custa um kit bocha?
Um kit de bocha bonzão deve ser caro, porque a bola de bocha ela tem que ser toda de metal por dentro, sabe?
Mas não é aquele esquema do curling que a pedra do curling é feita nas geleiras do Himalaia? Sei lá, porque só tem um lugar que faz. Não, só tem uma pedra.
É tipo bola de sinuca, você vai ter bola de sinuca boa e ruim. Meu ponto é só assim, uma bola de bocha ela é de metal.
Tu tá maluco? Nem é tão caro quanto é.
Me dá um valor aí.
Olha só, jogo de bocha aí em madeira.
Não, aí, aí é outro, aí muda tudo, sabe? Aí você já não tá jogando bocha, tá jogando light bocha.
Olha só, vou voltar aqui. Tá, conjunto de bocha, de bola de bocha, 8 bolas de bocha para todos os climas, tá, padrão.
Aqui, ó, para todos os climas, pode pegar chuva, pode inventar aí, não sei o que é isso. Funciona na neve essa parada?
Eu acho que é tipo areia para tu jogar na praia, grama ou terra, qualquer parada. Que os pessoal tá jogando na praia, que eu tô achando surreal. Me dá um valor aí, André.
Não, isso aí não é bocha de verdade.
Isso aí é uma pedra, não é uma pedra, é uma bola de metal.
Mas enfim, meu ponto é só que assim, bocha é divertido porque é um, é, não sei se eu posso chamar de esporte, mas é um jogo que é sobre muita, é um jogo de destreza, né, mas que tem a parte estratégica. Então é tipo assim, a sua destreza é usada para valorizar a sua estratégia. Não adianta você, ah, já sei, eu vou botar a minha bola na frente da bola daquele cara para bloquear ele. Beleza, mas você consegue fazer isso? É o que a bocha te pergunta, né?
Não adianta, não adianta ser estratégico, você tem que agora botar a sua técnica em dia. Cara, é muito divertido, mas eu entendo que é um nicho já ocupado pelos idosos da Praça da Afonso Pena da Tijuca.
Eu vou te dizer até porque que você tá com esses pensamentos agora, porque você começou o seu discurso, deixando muito claro do porquê que você tá nessa vibe, porque você está chegando na idade da bocha.
Pode ser, e por isso que eu perguntei. É só porque assim, em 2010 eu fui num caso, eu morava na Inglaterra, eu fui num casamento de um amigo na França, no sul da França, super chique. O casamento era em Cannes. Aí fomos no casamento, é, aí A gente teve a festa, não sei o quê. No dia seguinte tinha tipo um brunch, uma parada assim, e tinha bocha. E os franceses jogavam e não eram idosos, era uma parada, sabe? Era tipo assim, e aí eu, vamos jogar bocha, vamos embora, moleque!
Eu não sabia disso. Sabe aquela, tu sempre fala que tu vai fazer uma parada e de repente tu descobre, meu Deus, eu nasci para isso, moleque! Eu amassei todo mundo, tipo o rei da mesa. Eu tipo, e eu assim, meu Deus, eu nunca joguei bola, eu descobri o meu talento natural na a bocha francesa, arrasando a bocha francesa. Sim, a bocha francesa, que é melhor, porque lá fora tudo é melhor.
Claro, tem que saber. arrogante quando tu ganhava? Claro, imagino que tinha que ser.
Ó, isso é a sua bocha. Não, moleque, eu era o único que não falava francês naquela parada inteira.
Todo mundo falando, conversou com ninguém lá.
Chegou, eu tinha um amigo que falava inglês e francês, que fazia de vez em quando uma tradução, mas chegou num ponto que eu simplesmente, e eu não tô de zoeira, eu simplesmente comecei a entender francês. O meu cérebro falou assim, meu irmão, não tá bom, vamos resolver essa parada.
Tu jogou bocha no estilo videogame, cada vitória desbloqueava habilidades novas, e uma dessas foi francês.
Agora eu já falei francês, muito bom, muito bom. Não, cara, muito bom. Eu tô falando isso porque eu acho que bocha deveria ser, deveria entrar no circuitão, sabe, junto ali com Copa do Mundo, Fórmula 1, bocha. Porra, olha aí, bocha competitiva de luxo patrocinada pela Louis Vuitton também, prêmio viajando na mala.
Só digo o seguinte, eu acho que a bocha é celeiro de bet tranquilamente.
Tudo é celeiro de bet, né? É verdade. Mas enfim, não queria ficar deprimido, então queria trocar rapidamente o assunto. Essa premissa que nos traz aqui hoje, que é a bocha super é válida, né, que é a pergunta assim, por que Por que a gente joga, né? E aí, cara, aconteceu há uns finais de semana atrás, aconteceu uma parada muito, muito maneira. Tu lembra que eu tô fazendo aqui em casa um campeonatinho de Hot Wheels, né?
Sim, sim.
É, sou eu, minha filha, meu filho e a Júlia. Cada um tem uma equipe. Claramente o meu filho tem 1 ano, ele não tem nem 2, então ele não super entende o que tá acontecendo. A Júlia claramente não se importa, apesar de ter os melhores carros, porque ela só— a gente fica, eu e minha filha assim, qual carro tu vai querer? Aí a gente fica testando. Aí, Júlia, e você? Ela: esse. Aí chegou o melhor carro, campeão, já ganhou antes.
Júlia é a enfermeira que cuida de você, né?
Isso, isso, aqui no asilo onde eu jogo bocha. E aí a gente fica fazendo campeonato. E o campeonato, a princípio, as provas são, né, a gente faz uma pistinha com rampa, aí você joga o carrinho, vê quem vai mais longe. Aí tem a primeira bateria, aí Os 4 últimos dessa bateria são eliminados, segunda bateria, vai. Só que como tem uns carrinhos que são muito rápidos e estáveis, eles geralmente têm tendência a ganhar. A gente começou a intercalar as provas com prova de dado.
A gente faz uma pista e só joga o dado e vai vendo quem ganha também, para poder fazer o campeonato oscilar. Aí, e a gente faz as provas da Fórmula 1. Então a gente só fez Interlagos primeiro, que Julieta queria fazer, mas a gente, o resto a gente foi Canadá, Melbourne, né, Austrália e tal. Tá. E aí a gente vai anotando tudo no site, só que cada um tem 4 pilotos e 4 carros. E a gente foi elaborando o nome dos pilotos, a nacionalidade deles e até a imagem deles, né?
A gente foi fazendo. E aí a Julieta tem um personagem que ela meio se espelhou nela, que chama Julieta, que virou Juliette Harrington, que é uma inglesa, tá? Só que o que que acontece, a Juliette Harrington foi ficando para trás no campeonato, no campeonato de jogar de rampinha foi ficando para trás. Quando chegou no dado, o dado era Silverstone, ou seja, estava correndo em casa.
Maneiro!
A gente criou uma regra que se você tirar 3 número 1 no dado seguido, não seguido, mas se você tirar 3 vezes 1, o seu carro bateu. Aí não é que a Juliette Harrington bateu em Silverstone, tipo em casa. Bateu, bateu, desqualificada. DNS, did not finish.
Será que a escuderia dela não tá pensando em trocar isso no meio da temporada?
Então, depois de a cada duas provas, se você faz duas provas, na terceira você pode melhorar o teu carro. E ela tinha, tadinha, ela tinha escolhido uma Lamborghini maneiraça que a gente tinha ganhado, mas o carro era horroroso. Aí ela atualizou o carro dela, ficou um carro rápido. E a gente fez a prova de Mônaco, que a gente pegou uma ladeira e botou mó ladeirão alto, muito, muito alto, para tipo assim, quando o carrinho sai da ladeira, só quem é muito bom sair reto.
Geral rodando. E tinha umas áreas que se você fosse para essas áreas era tipo você bateu. E a Juliette Harrington bateu de novo. Pô, de novo foi? Tava ficando muito triste, né? Aí, cara, no campeonato ela tava em último, ela tava com 0 pontos. Todo mundo já tinha mais ou menos feito um pontinho ou outro. Aí, cara, esse final de semana a gente foi fazer a grande prova de Xangai, né, na China, tá? A gente montou, a gente fez do lado de fora com muito espaço, no chão que não era craquelado, chão liso.
Aí botamos. Aí a Júlia tem um carro que é o Noberto, que é um argentino que ganha tudo. O carro aí, o carro é muito equilibrado, ele tem umas rodas grandes. O bichinho, se você botar nenhuma rampa, ele já começa a andar e já ganha, sabe? Ele é tipo O Bentinho já leva ele. Beleza. Aí começamos a prova. Na primeira bateria da Juliette, ela ficou em segundo lá, mas tipo assim, outra categoria. Os carros claramente tinham 3 categorias: os carros bostas que ficavam no começo, a Fabulosa Escuderia tava quase todos os carros dela tava nessa categoria.
Eu sei que a Fabulosa não te representa, mas só para você saber, ela tá, ela não está bem no campeonato. E aí tinha os carros do meio, já tô torcendo pela Juliette. E aí a gente, e aí tinha os carros mais longe que estavam indo, era um da Tutu Racing, que é do Tutu, que é o Magabum, ele tava muito bom, e a Juliette. Beleza, chegou na segunda bateria, a Juliette ficou em primeiro. Eita, aí começou o sonho a crescer. Estão deixando a gente sonhar, estão deixando a gente Terceira bateria, Juliette em segundo de novo.
Beleza. Aí montou-se um seguinte cenário: quarta bateria. A quarta bateria só vão 4 carros, que essencialmente vai definir o pódio e o quarto colocado. Vamos botar lá. Botamos a Juliette. Aí Juliette foi longe para caraca, lá na frente, lá, lá na frente. Aí falou: não, beleza. Agora tinha um outro que eu não lembro quem era, que a gente botou, que já saiu da curva rodando para o lado assim, tipo Tá, beleza, tá no pódio já, cara.
Aí a gente botou o Magabum, que tava indo benzão, botou, ele foi, foi, foi, foi, foi, chegou perto da Juliette e parou um pouquinho antes. Aí eu olhei para minha filha, minha filha já tava assim com aquela cara de irmão, vai rolar, vai rolar, cara. Aí só faltava o Norberto, só faltava o Norberto, que é tipo Botei o Norberto, soltamos o Norberto. Moleque, o Norberto desceu a ladeira e rodou, foi para o lado, pá, bateu na lateral.
Moleque, caiu. Aí a Julieta ficou olhando assim, acabou, acabou. Eu, Juliette Harrington vence o campeonato! Moleque, eu olhei para Julieta, ela tava parada. Aí ela começou a chorar. Pai, eu tô chorando! Aí eu, porra! Peguei ela no colo, comecei a pular. Aí ela, ela ganhou! Ela ganhou! Aí a Júlia, a Júlia, eu olhei pra Júlia, a Júlia já tava completamente descabelada, chorando a alma. Todo mundo, ah, Júlia! Moleque, aí eu chorando, aí eu, Porra, é por isso, senhoras e senhores, que eu jogo!
É por isso, porra, cara! A gente construiu uma história que não foi uma história ali, ah, olha o que aconteceu. Ela foi uma construção de meses, sabe, que culminou nessa parada. E ali não era aquela questão de tipo assim, ah tá, gente, mas é só um carrinho, sabe? Tipo, até, e se eu não me engano, antes dessa prova tinha rolado alguma coisa, algum comentário que eu falei assim, não, a pista está pronta. Aí ela falou assim, ah, pai, mas não é uma pista, né?
É a varanda. Aí eu falei, filha, nunca fale isso. Isso aqui é uma pista e esse é um campeonato. Essas pessoas estão disputando. E aí terminou com essa parada, sabe? Foi tipo assim o pináculo da construção humana, do torcer, do celebrar, cara. Foi muito bom assim. Eu fiquei com essa parada assim, cara, que maneiro, né? Uma parada que não existia, uma parada que Porque é só quem é mais rápido, é só quem ganha no dado, sabe?
Primeiro comentário do fabuloso é o Zezinho Gameplay: parabéns, André, viciando a criança em bet, em apostas.
A gente no caso não tava apostando, viciando em torcer, talvez, né?
Mas é maneiro, nem é para ir para esse lado de viciar, porque não é sobre isso, longe disso, é muito mais, é muito maior assim. Da parada, porque a gente tá falando da capacidade que o ser humano, e talvez só o ser humano e outras pouquíssimas espécies, tenham de jogar e entender esse conceito do lúdico, né?
De que isso é fantasia, né? Que se trai da história que se conta nessa fantasia inventada, né?
Tu acha que, tipo assim, golfinho, ele consegue fingir? Aí, vamos brincar de polícia-ladrão, fingir que eu sou tubarão aqui. Sou tubarão e eu vou comer você. E aí tu tem que fugir, cara.
Eu super acho que sim, tá? Não sei se ele vai elaborar que ele é um tubarão, mas é tipo assim: haha, eu sou o predador mauzão que vou comer você. Porque os bichos fazem essa brincadeira, né? Eu só fiquei um pouco deprimido que eu achava que aquele, quando os golfinhos ficavam brincando de pique-pega, eles têm um tipo um, não é pique-pega, é um pegue a alga, que ele joga a alga, aí um pega e o outro tem que pegar. É maneiro, mas tem um que eles fazem isso com o baiacu.
Pô, eu tô ligado que é para eles ficarem se drogando, são viciados. Caraca, é muito bom porque depois tu vê eles meio que boiando assim, é muito engraçado.
E o Baiacu com aquela, meu Deus, o que aconteceu comigo?
Imagina o quão violado esse ser foi, né? Adoro o trauma que ele passou.
Chega em casa chorando.
Filho, o que houve? Ele infla de novo quando ele lembra. Filho, mas não tem ameaça nenhuma. Primeiro, o Baiaco com estresse pós-traumático da parada. Ele lembra, ele infla o tempo todo.
Me fumaram, mãe.
O filho fica na cama inflado o dia inteiro.
Ele não desinflou nunca mais.
Deve ser isso, né? O Baiacu com estresse pós-traumático, ele vive inflado, ele tá sempre— calma, minha filha, cara.
Ali a gente zoando a parada séria, mas assim, para voltar para o golfinho brincando, eu acho que ele brinca. Eu acho que, eu acho que o brincar leva você para o estado. Então, por exemplo, quando você vê dois gatinhos e o gatinho abaixa para atacar o o irmão dele, ele não vai atacar para matar, mas ele entra no barato e sente aquele friozinho que é o da caça. eu vou matar ele agora, sabe? Ele, ele, a brincadeira leva ele para o estado que é a fantasia, porque ele não vai de fato matar.
E ele também não perde o controle e mata sem querer o irmão, sabe? Ele sabe que tá brincando, mas ele se permite sentir. É tipo quando tu brinca de pique-esconde e tu se esconde, dá aquele friozinho. Às vezes te dá vontade de ir no banheiro, mas às vezes você só fica aquele, eu estou sendo perseguido.
Eu não sinto isso porque o bom escondedor sabe que não vai ser encontrado.
Ah, é que você já tá em outro nível, né, Didi? Tô falando do jogador amador.
São duas coisas que eu sou incrível, e aí a vida ela desequilibrou para outros lados, né? Eu sou muito bom, nunca fui encontrado nenhuma vez.
Tanto que quando começa a brincadeira, pega um táxi.
Uber. Eu ainda tô numa brincadeira que eu comecei em 88, nas férias, na casa do meu avô, e o pessoal demorou. Eu só tô aqui trabalhando porque tem que sustentar, fazer a vida.
Falou que não vale, né, no online não vale, tem que ser presencial.
E a outra é o Pandemic. Então só essas duas.
Caraca, eu tinha esquecido. É verdade, você é o cara.
Mas isso é muito foda. Eu acho que essa parada do por que que a gente joga justifica muitas vezes a gente comprar jogo merda e baseado numa temática, ou jogos que são iguais a uma parada que tu já jogou, mas ele tem um detalhe que te pega, sacou? É tipo, eu vejo muito em jogos que tem simulação de guerra, de batalha e tudo mais, são jogos e com miniatura costumam me pegar um pouquinho, porque eu tenho essa questão de me jogar para dentro do tabuleiro, de ficar imaginando aquele personagem, aquela miniatura movimentando.
Eu sei que idiota, e eu sou adulto, não deveria fazer isso, eu tenho que olhar para o tabuleiro como uma matemática, uma grande fórmula. Mas não, quando eu tô no jogo de miniatura e eu falei arrotando isso para dar ênfase, é uma técnica de teatro famosa. Eu fico imaginando, tipo, vou dar espadada no cara. Aqueles 2 segundos de silêncio que eu faço depois do que eu falo, eu imagino a miniatura levantando a espada, tirando o escudo da frente, descendo assim.
Então é muito mais sobre o que que tá acontecendo ali e a plasticidade da parada do que necessariamente a ganhar o jogo, né? E ganhar o jogo na verdade tá em último, último, sabe, nos últimos quesitos assim. Inclusive a gente recebeu um áudio aqui do nosso amigo Osmar Câmpio dizendo por que que ele joga. Vamos ver aqui, ó.
Pela vitória, para ganhar, porra, para ganhar muito, muito. Eu quero ganhar, é, cara. Assim, claro que tem aquela coisa que a gente sempre fala, né, que é importante você tentar ganhar, né? Senão não funciona o jogo, né? Você quebra o jogo se o seu Se suas miniaturas no tabuleiro resolverem simplesmente sair do tabuleiro porque querem ir para casa, meio que acaba o jogo. Até pode funcionar por um tempinho, mas você tem que querer ganhar, né?
O seu personagem tem que querer ganhar. Eu entendo, eu acho que é isso, eu acho que é a diferença entre você e um general. O general vai olhar para pessoas de verdade e vai ver só a matemática da coisa e como é que eu ganho, e, né, como é que eu— todo mundo morre, menos gente, eu ganho a batalha. Mas eu acho que essa pira do o jogo cria um estado que me traz, me transporta para fantasia. E a gente já falou isso, o jogo às vezes pode ser horroroso, são cubinhos de madeira em cima de um papelão, mas alguma coisa naquela mecânica específica faz você ser transportado.
E você, sei lá, a pira é você se sente sendo um general, pode ser também, você pode ser o personagem. Você pode ser, você pode se ver nos bonequinhos, nos soldadinhos, como você falou, né?
Porque então, eu não me vejo lá, tipo, ah, eu sou esse cara. Não, não, eu vejo aquele personagem performando a ação que ele fez.
Sim, sim, sim. É como eu acho maneiro quando a gente vê isso também numa construção em passos. Então você faz assim, sei lá, um jogo que dependa mais de sorte. Na primeira rodada, o bonequinho avançou Na segunda ele recuou e na terceira ele avançou de novo. Aí você não consegue só aceitar isso como um dado matemático, você instantaneamente já vai criar um, tipo, o cara foi para cima, aí ficou com medinho, voltou, mas aí falou, não, não, não, eu vou, eu vou.
E aí, sabe, a gente constrói essa narrativa e eu acho que é isso que é maneiro, porque são símbolos acontecendo e a gente interpretando da forma que a gente quiser ou conseguir. É isso que eu acho maneiro, é isso. No campeonato de carrinhos são carrinhos, a gente que deu o nome, a gente que inventou a personalidade, a gente que inventou nacionalidade para ele, sabe? Mas a gente vê uma história, você vê assim, não foi só aquele carrinho chegou na frente, pô, não, aquele carrinho vinha progressivamente perdendo e tinha vontade de ganhar, e aí agora ele consegue, sabe? É uma volta triunfal dele, não é só ele ganhou uma, sabe?
Você poderia criar uma história nisso, né? E isso é muito foda, porque assim, eu acho que a gente entrando num cerne mais básico, num beabá desse questionamento, a gente cai no a gente se perguntando por que que a gente joga, a gente vai nos básicos assim, cara, por diversão, por fuga, pela competição. Eu jogo porque eu tenho, porque eu coleciono, e aí eu preciso jogar de certa maneira, né, para justificar para minha esposa. Porque eu entendo que assim, a maioria das pessoas, e aí eu tô só julgando aqui o que eu acho, ela começa a jogar porque ela gostou de jogar algumas coisas e o colecionismo vem depois.
Eu conheço poucas pessoas que primeiro colecionam para depois jogar. Então, tipo, você, quando você coleciona e você joga, tem um mix de você tá mexendo na sua coleção, então de você tá também dentro desse lado do colecionismo e tudo mais. Mas acho que assim, por essência, a gente pode dizer que a diversão, ela, a diversão, o lado social, sejam talvez os dois, as duas, os dois motivos primordiais do porquê as pessoas jogam. Só que existe uma camada que se rompe quando o hobby, ele vai, quando ele vira hobby, né?
Quando você começa a jogar com frequência, quando esse hábito de jogar ele deixa de ser uma parada que você faz eventualmente na casa de colegas e tal, e você começa a ter os jogos, você começa a procurar, quando você começa a se entender. E aí a gente pode dizer que a gente começa a jogar até por necessidade, cara, preciso jogar alguma coisa.
Isso me define, eu preciso, estou muito tempo sem jogar.
Pois é, e quando a gente entra nesse lado, nesse lugar, eu acho que a gente pode fazer uma interpretação ruim disso, porque tudo dá para a gente interpretar de maneira ruim. Ah, é o vício, é, nossa, eu fumo todo dia e não sou viciado, sabe? Mas pode cair para um lado desse, de viciado na parada, mas pode cair também para um lado de identidade e de fuga diária. Um lugar de tranquilidade, de calmaria para você na sua rotina, né? Tem várias, vários.
Mas olha só, eu preciso, eu preciso trazer o exemplo, né? Acabou de acabar a Copa do Mundo. E aí assim, a pergunta é: por que que a gente joga futebol? E eu sei que o esporte tem uma coisa diferente do jogo assim dito como tabuleiro, porque ele envolve técnica no sentido de corpo, né? Ah, eu sou melhor, eu corro mais rápido.
Para mim, a única diferença é que um é físico E o outro é mental.
É, mas então eu ia chegar nesse ponto, eu ia falar, mas independente de um ser uma técnica física e exigir preparo físico, na prática é, você é bom no jogo ou você não é bom no jogo, certo? Seja pandêmica ou seja futebol. Só que a pergunta que eu fico é assim, tá, mas por que que a gente joga futebol? Por que que a gente não só joga futebol como a gente chegou no nível de organizar um campeonato mundial, sabe, de 4 em 4 anos, super complicado de fazer a logística, Para fazer isso.
Porque assim, para todos os efeitos, a gente não tá falando de, ah, isso é para a gente ver quem é o melhor que bota a bola dentro do quadrado, sabe? Porque não faz sentido. Assim, eu até entenderia assim, ah, o campeonato de boxe, a gente tá querendo ver quem é o melhor lutador do mundo. O campeonato de arco e flecha, o melhor caçador. Mas assim, futebol não. A gente não tá selecionando uma habilidade útil para a humanidade.
É puramente entretenimento, puramente esporte.
Tipo, o futebol não é para selecionar as melhores pessoas que não usam a mão para pegar a bola, sabe?
Então isso deixou de ser há muito tempo, né? Eu acho que desde o conceito básico da Olimpíada, do esporte lá grego e tudo mais, isso ele—
mas a pergunta é, por que você jogou aí entretenimento? Beleza, mas só o entretenimento por si só É, seria assim, se todo jogo de futebol fosse interessante, e ele não é. Tem jogo chato, assim como tem todos os esportes, tem a versão chata dela que não acontece. Mas tem uma história que é construída, especialmente em campeonato. E tem a outra coisa que é a torcida, que é você, ah, eu tô assistindo, sei lá, Uzbequistão contra Azbequistão.
Aí você, sei lá, eu não tô torcendo para um dos dois aí, sei lá, não sei. É, agora quando tem alguma bandeira ali, ah, é Brasil contra não sei o que lá, beleza, Brasil, tô torcendo Brasil. Aí você tá, é como se tivesse um personagem criado para você, você está torcendo pelo Brasil. Não é que é imutável, se todo mundo do time começar a bater no outro time, você pode parar, se não, meu, esse Brasil aí eu não torci.
Mas tem uma parada que vai, oi, tem um propósito, tem um propósito, e tem uma parada que é o time que você escolhe do teu estado ou que você escolhe no mundo. Ah, eu sou Real Madrid, porque você escolheu só e ponto. Sim, sim, do time da seleção é inato, você não escolhe, né?
Não, e é isso, e é uma escolha, e ela funciona melhor quando ela é imutável mesmo, porque senão você sempre fala assim assim, ah, eu adoro Marisa Monte, amo Marisa Monte, eu gosto de ver os shows da Marisa Monte. Ah, ela começou a cantar mal. Ah, meu irmão, mas eu vou continuar indo no show dela. Não, ninguém faz isso, sabe? O cantor ficou ruim, você não continua indo no show. Você fala: não, tá bizarro. Time já não funciona assim.
Se você falasse: pô, Flamengo tá jogando malzão, eu não vou mais e não vou mais torcer para o Flamengo, vou começar a torcer para Botafogo. Meu irmão, tu vai ser apedrejado. Por quê? Porque um dos dogmas importantes de torcer— e eu não tô dizendo que eu concordo, tá? Eu tô dizendo, é uma análise fria. Um dos dogmas é: você é aquilo e acabou. Por quê? Porque lá na frente, e todos os botafoguenses recentemente sabem disso, lá atrás você perde, perde, perde, perde, perde, perde, perde, perde, perde, perde, perde.
Quando você ganha, você fala: ó, eu nunca desisti, o sonho, eu estou acordado, rolou! E depois de muito tempo eu vi uma vitória. Tem isso que acontece na Copa do Mundo. A gente acha que o Copa do Brasil ganha muito porque a gente pegou a Copa de 94 e 2002. Mas já tem 24 anos, já tem gente aí com 24 anos na cara que nunca viu o Brasil ganhar. Então já tá com essa coisa assim, pô, quero ver o Brasil ganhar a Copa do Mundo. Eu acho que tem uma narrativa por trás também que remete às nações disputando, sabe, sem ser numa guerra, sabe.
Ah, estamos disputando, vamos ver quem é o melhor país. Não interessa, que é sobre botar uma bola no quadrado sem usar as mãos, sabe.
Então eu acho que existe isso, eu acho isso é muito legal porque é um É uma guerra, uma disputa entre nações café com leite, porque você não vai, não vai morrer gente, não vai ter catástrofe, não tá dilacerando o outro, e você pode guerrear contra o outro. Você cria um campo de batalha. Tanto que toda vez que essas comparações, essas metáforas de futebol com campo de batalha são super válidas, que são super usadas, né, justamente por causa disso, porque é uma guerra dentro das 4 É um jogo, né?
Porque tem um, sai um vencedor, alguém sai vitorioso.
Eu só acho que a única diferença do futebol com o resto das outras brincadeiras, que no fundo é isso, tudo é uma brincadeira, é que os adultos gostam de jogar bola e por isso eles precisaram fingir que não é uma brincadeira, que não é uma coisa de crianças e o caralho. Mas no fim das contas, a gente convencionou que isso é uma parada que adulto faz e tá tudo bem. É tranquilo um adulto jogar bola toda quarta-feira à noite, por toda quinta-feira à noite, sem falar naquele infantilizado.
Pelo contrário, poderia estar sendo um profissional, né? Ele poderia ganhar dinheiro com isso se ele quisesse.
É, mas mesmo para o cara que não tem nenhuma intenção e não tem nem como fazer, mas ele joga o futebol toda quarta ou toda, sei lá, duas vezes por semana, sei lá, o cara faz isso, tá tudo bem, ele não vai ser infantilizado. Agora Se tu bota um malandro que vai encontrar com os amigos toda quarta-feira para jogar um board gamezinho, um RPG, adulto infantilizado, porque ele está vivendo, a menos que seja xadrez.
Se for xadrez, tudo bem, porque o xadrez já trilhou esse caminho da intelectualidade para gente, né?
Exato, xadrez ele já fez isso. Os adultos já falaram, não, não, isso aqui, isso aqui é outro esquema, isso aqui é uma mudança gradual, né?
A nossa geração jogou muito videogame e fez questão de trazer o videogame para a esfera de todo mundo. Antigamente, lembra, quando a gente era moleque, a gente jogava computador ou videogame, era nerd. Hoje em dia todo mundo joga videogame. Aí tem dentro os gêneros, né? Ah, eu jogo Call of Duty. Ah, maneiro, você é sério, sabe? Eu jogo um jogo indie. Ah não, tu é nerd.
Mas ó, pergunta sobre board game: você joga porque você quer estar com outras pessoas? Você joga porque você quer habitar outro tipo de mundo, outra pseudo-realidade. Você joga porque você quer vencer.
Eu jogo pela nova fantasia, assim, o que que vai vir. Por isso que eu acho assim, quando você fala assim, ah, lançou o jogo lá do, sei lá, construir plantação de cana-de-açúcar, aí isso meio que você faz assim, o jogo é muito bom. Aí eu falo assim, tá, mas eu de cara já não me engajei com o tema. Eu topo de ver qual é. Mas o tema de um jogo é muito importante para mim por isso, sim, sabe? Porque o Zé, eu quero entrar naquele mundinho, eu tô nessa pira.
Então é ficção científica, maneiro, tô no espaço, pô, legal, eu gosto disso. Aí medieval, tô com minhas tropas, maravilhoso, quero ver como é que é, sabe? E aí a história que aquilo conta. Por isso que eu sempre geralmente saio muito chateado quando o jogo conta uma história fechadinha já, sabe? Tipo uma história porca, uma história que tipo basicona, ou só pré-construída, era isso e acabou.
Sabe, eu gosto do jogo que tem a história emergente também, que ela é criada ali, daquela deriva daquela parada e ponto. Ela não tem aquela pré-história anterior, sabe? O jogo que não necessariamente está se preocupando em contar uma história, mas ela vai existir porque as ações que envolvem são maneiras. Eu acho muito foda. Mas eu acho, eu boto também um ponto, André, dessa questão de você habitar outros lugares. Eu acho isso do caralho, mas é engraçado porque todas as vezes que eu penso sobre o porquê, o porquê se joga e os motivos e tudo mais, inevitavelmente a gente cai no social.
Eu não tô fazendo um xiste aqui com o lance do jogo solo, não, não é isso. É, mas necessariamente quando a gente pensa em jogar, a gente tá pensando em jogar com outras pessoas, e isso cria um fator dependente ou codependente do sociável, do social. E aí é bizarro porque o jogar, ele, ele pode ser uma desculpa para se socializar, né, uma desculpa aceitável para a gente estar junto. Mas ainda tem gente que, quando tem grupos que quando você vai se juntar, você fala assim, ah, vamos embora se encontrar, bora bater papo, as pessoas não gostam de jogar, elas querem só conversar.
Então, tipo, ah não, vamos só bater papo aqui, jogar é outra parada. Só que ao mesmo tempo tem jogos que você, que eu preferia não ter jogado porque a mesa era ruim, porque as pessoas na mesa se compõem, né?
E eu fico nessa assim, queria que só antes de abordar o social propriamente dito, é assim, é o que, o que é maneiro na questão do jogo. Eu só queria voltar para tua pergunta original, porque eu não só jogo para trocar de fantasia. Por exemplo, pensei aqui no Slay the Spire. O Slay the Spire A história que ele conta é meio porca, tipo, você tá numa masmorra indo enfrentar um chefão e não muda. Não, ah não, mas aí que foi maneiro.
Não, o maneiro ali é que você na sua corrida você constrói um personagem e aprende a usar ele. Isso para mim é extremamente divertido. Isso aí mexe com o lado meu de consertar bicicleta, sabe? Que é tipo assim, tu pega a bicicleta, sai para pedalar e fala assim, cara, tem algo estranho. Aí você vai dar uma ajeitadinha no peão Melhorou, mas ainda não é isso. Aí você vai nos Laders, você vai assim, cara, eu vou puxar aqui mais veneno, veneno, veneno.
E ficou só muita fraca, tô precisando mais defesa, sabe? A história não tem necessariamente uma história, tem uma brincadeira, uma mecânica divertidíssima que você chega no final, caraca, eu arrasei, eu consegui cumprir aquele obstáculo. É escalada. Escalar é bom porque você chegou lá e conseguiu descobrir o desafio da crux, passou e foi.
Mas nisso que eu bati o ponto da parada, que para mim pelo menos, a parada da história emergente, porque que às vezes não é uma proposta do jogo te contar algo elaborado, mas vai derivar do seu gameplay.
Isso, assim, se a gente tá aceitando que isso é uma narrativa, né, de que eu estou otimizando, vamos lá, é o Factorio que eu sempre joguei no PC. Ele, a história dele é isso, constrói um foguete. E o divertido ali é otimizar sistemas, e é divertidíssimo isso. Só de falar já me deu aquela, será que é um estalo de novo? A gente se fala daqui a 700 horas, mas Dito isso, o que faz essa narrativa ou essa mecânica ser interessante são as coisas que são jogadas em mim, os desafios, né?
Quando você traz o lado social, e eu quero entrar nele, é muito legal porque eu não sei o que os outros vão fazer. Eu posso imaginar, tipo, me parece que o Didi faria isso, mas ele pode fazer aquilo, porque você, você pode inclusive fazer uma terceira coisa que eu nem pensei. No jogo solo ele também me dá isso. Eu acabei de comprar o Warp's Edge, que é um jogo que nunca veio para o Brasil, que é um jogo sobre você tem uma navezinha, você tem que destruir a nave-mãe, só que ela tem outras naves, e é um bag builder.
Então você pega pecinhas e você vai construindo. Então ele tem essa mecânica parecida do Slay the Spire, onde você vai construindo o teu personagem, né, e vai ver como é que dá no final, se você consegue derrotar. Ele é extremamente divertido, ele funciona bem, ele é estrito solo, é muito bom. Mas aonde que o jogo solo não entrega é na questão do blefe, é na questão do você fingir que vai fazer uma coisa e não fazer. Porque assim, os autômatas, eles invariavelmente ou eles já têm um script pronto e eu sei o que ele vai fazer e eu preciso lidar com isso, ou ele é extremamente aleatório e eu não sei o que que vai acontecer e nem tenho como saber.
Eu me preparo para uma coisa geral. O adversário presencial, né, a pessoa, é maneiro. Porque se eu recuo minhas tropas, ele vê que eu recuei minhas tropas. Se eu avanço as minhas tropas, ele viu que eu avancei minhas tropas. Se eu avanço por um lado, ele viu isso. Isso é bom e ruim. Eu posso estar tentando jogar com a cabeça dele ou eu tô me expondo. Isso eu acho muito valioso, porque aí é uma história. E aquilo, e tem também o jogador social extremamente aleatório, né, que você não tem como ler. Mas jogos de blefe você não consegue ter.
Mas uma pergunta, você quando joga solo, você sente que você curou aquela necessidade? Você alimentou aquela fome totalmente?
Totalmente.
Caralho, eu não consigo nem acreditar no que você tá falando, cara.
Totalmente.
Tão distante que é para mim assim.
É porque é, você tenta interpretar como se tiver, eu acho, tá? Me parece que você tenta interpretar como se houvesse um Uma só coceira do jogo é o que eu falei. Por exemplo, eu não nem sei se tem, mas eu não jogaria Cidadãos solo. Por quê? Porque o maneiro do Cidadãos é você tentar imaginar o que que a pessoa escolheu. Se a escolha foi aleatória por um autômata, não me interessa, sabe? O jogo perde toda a sua coisa. Mas quando eu jogo Warp's Edge, funciona. Quando eu jogo High Frontier, funciona. Quando eu jogo Final Girl, funciona.
Eu não consigo substituir Nada, nenhuma comparação que eu faço de um jogo solo com um jogo com pessoas, ele ganha em momento algum assim. Ah, mas eu gosto de entender a mecânica. Para mim, o jogo solo é um tapa-buraco da falta, da falta da presença.
Mas deixa eu te perguntar uma coisa então: você, quando joga no PC, você só joga multiplayer ou você também joga single player?
Depende do jogo, e aí depende do porquê que eu jogo aquele jogo.
Tá, porque assim, eu tô perguntando isso porque assim, o single player é o jogo solo, né, no PC. Eu entendo que o computador, por ser um autômata mais elaborado, ele consegue produzir resultados interessantes. Um jogo de corrida onde você joga contra outros carrinhos, eles parecem pessoas porque eles estão se mexendo de verdade.
Então é que não é sobre isso nesse caso, é porque eu acho que o videogame enquanto mídia de de passando mensagem, né, enquanto o uso de mídia para artisticamente falando, a intenção de um jogo single player, quando eu vou jogar ele, é eu vivenciar a história daquele personagem, eu passar por aquela jornada daquela história e tal. E o board game, quando ele é solo, e aí é uma crítica ao design de jogos, não aos designs, né, mas ao design dos jogos, o board game ele não é feito para você vivenciar uma história como um videogame faz ou como um filme faz.
Ele foi para você se divertir com aquela mecânica e fazer aquela parada e tal. Ele não tem esse foco, é claro, de nessa jornada, ó, você tem que ver a história desse personagem.
Depende do jogo, né, Didi? Tô achando que está um pouco generalizando, porque no geral é isso.
A gente não tem o foco do board game na contação dessa história, é de maneira, de maneira, da maneira coesa como é no videogame, onde você joga, ou na maneira coesa como é um filme, tipo William Wallace, Coração Valente. Cara, o que que é Coração Valente? É a história do maluco que foi atrás e incentivou.
Sim, mas aí eu acho que já tá tudo pronto. Eu acho que eu tô entendendo, mas talvez eu não esteja.
A ideia do videogame, por exemplo, Red Dead Redemption, por que que você joga o Red Dead Redemption? Porque você vai atravessar aquela jornada com aquele personagem, jogando aquilo, vivenciando a vida daquele cara. No board game, isso não— se existe, é uma coisa que ou tá começando agora ou vai começar a partir de agora. Mas não é o core do board game.
Eu não sei, eu tô lembrando assim, eu joguei muito do High Frontier. O High Frontier conta a história da minha empresa, da minha agência espacial, conta mesmo. A diferença para um cinema é que o arco não tá definido, não está garantido que eu vou ter sucesso e tampouco que eu vou chegar em Marte ou em qualquer outro planeta. Isso vai depender das minhas decisões, que é para mim o single player no computador. Eu posso jogar, beleza, você Assassin's Creed, a jornada tá toda pronta ali.
Eu tenho uma sensação de sandbox, eu posso fazer pequenas coisas no caminho, mas tem uma missão grande, né, central, que tá me levando. GTA era assim também. Mas no board game, eu, eu depende do jogo que você tá jogando, né. Eu concordo, tem jogos que são mecanicamente, mas assim, o Final Girl, ele conta uma história da Final Girl, que é a menina que sobrevive ao horror lá, né, o assassino. Final. E ele conta, aí você foi dali para lá, fugiu o tempo todo, deu um jeito, arrumou uma arma e matou o cara.
Então para mim conta. O que eu realmente, aonde eu corto a linha e digo o board game solo não supre esse elemento, é especificamente essa coisa do, óbvio assim, não tô substituindo a mesa, tá?
É que para mim socializar, para mim quando você bota isso, você, se você compara de igual a igual, para você ter pessoas é irrelevante.
Não, por exemplo, quando eu comparo socializar Aí eu não posso falar que eu me sinto socializando quando eu tô jogando um jogo solo, né? Nem é a proposta. Agora, quando a pergunta é jogar, você sente que você está jogando quando você tá jogando solo? Com certeza. Agora, eu sinto falta da mecânica previsível, não é porque não é previsível, né? Mas essa mecânica de falar, de tentar acompanhar o raciocínio do outro. As decisões do autômata são sempre ou muito aleatórias ou escriptadas.
Eu sei o que vai acontecer. Então assim, tem jogos que mitigam isso e fazem ficar interessante, mas no geral eu não tenho como saber assim, tá, ele vai, talvez ele vai fazer isso porque eu fiz isso. Ele reage pouco. O humano não. Humano é maneiro porque o humano vai reagir ao que você fez. Mas assim, para mim não tem, eu não, eu acho que eu não associo jogar a socializar. E talvez você associe. Quando eu falo assim, vou, quero jogar, tanto faz se é solo ou se é social.
Agora, quando eu falo assim, pô, queria jogar um jogo com a galera, aí eu quero jogar um jogo com a galera.
Assim como jogo de tabuleiro, ele é— e perdão, fala, termina.
Não, você vai falar, quando eu quero jogar um jogo solo, que tem esse momento, tipo quando eu tava jogando bastante Marvel Champions antes da Fantasy Flight me decepcionar com este mundo, eu, eu tipo assim tinha dias que eu falei assim, cara, eu quero jogar Marvel Champions, mas eu quero jogar sozinho assim, eu não quero ninguém vindo aqui, ah, posso jogar com você? Não, eu quero jogar sozinho esse jogo, eu quero fazer minha jornada aqui.
Assim como quando eu jogo um jogo no computador, sabe, que às vezes eu quero jogar sozinho, não quero multiplayer. Inclusive não gosto da ideia de ser o multiplayer dependendo do jogo, sabe.
É engraçado, para mim o board game ele é inerente, o social é inerente, não tem como você tirar. Eu entendo, eu sempre vejo, e pode ser uma questão de, sei lá, de estética, o que seja. Não, pode ser limitação da idade, pode ser também.
Redes sociais muito solidificadas.
Eu não consigo, toda vez que eu vejo o solo, é uma, é um caça-níquel para você poder ter essa parada. E aí deriva-se um novo mercado, deriva-se um novo estilo de jogo atrás de um lugar onde você tem essa possibilidade de jogar sozinho e se divertir. Mas a experiência full experience, né, a experiência cheia, o pacote completo ele só existe, ele só habita onde existe o outro, onde existe o outro, o outro ser humano controlando o outro lado, ou do seu lado com você.
É óbvio que por essência o game design ele existe independente, mas no momento do jogar, cara, eu acho, eu acho muito esquisito. E digo isso de um lugar onde eu venho, cara, cada vez mais achando interessante alguns jogos Porra, tenho jogado RPG, tenho testado modalidades de RPG solo. Já falei da parada do ChatGPT e tal, mas a presença do outro para mim ela é parte essencial do game design.
Eu acho que isso é parte da sua resposta para pergunta por que jogamos assim, né? Para você jogar é um ato social.
Então ele é não porque eu use para socializar, mas sim porque faz parte do board game para mim.
Isso, para você jogar, é estar com outras pessoas, não necessariamente se desafiando, né?
Mais do que isso, é o game design, ele precisa do social. O game design do board game, para mim, em essência, ele tem que levar em consideração várias pessoas, ou duas pessoas, ou mais de uma pessoa, sabe? Eu, eu, e aí, pá, você tem preconceito contra o solo? Sim, tenho. Para mim, jogo solo dá para operar, que você já tá dito desde lá de trás, mas Mas eu, para mim é essa parada, tipo, cara, ele não é necessariamente uma questão sociável onde eu vou cumprir a minha meta social ou vou satisfazer o meu, minha necessidade de encontrar pessoas.
Mas é a essência do board game, ela vê um conjunto de regras, vamos supor, sei lá, dados, objetivo, drama, problemas, pessoas.
É, para mim, para mim é sobre É, o objetivo é fundamental, porque o objetivo ele determina o que fazer e se eu consegui ou não, né? Mesmo, mesmo que eu tenho objetivo que não é ganhar ou perder, mas é chegar lá, e já é o suficiente. O conjunto de regras para mim é fundamental, e acho que para mim essa é a definição de jogo. Tem que ter um conjunto de regras que diz você não pode fazer isso, você pode fazer isso, e tem objetivo.
O resto, se tem dados, se tem cartas, se tem pessoas, se é sozinho, se é no escuro, é completamente irrelevante. E aí sim, dentro disso tem o que eu gosto e o que eu não gosto. Agora, se é jogo, se é, né, se tem outras pessoas, se isso faz ele ser um jogo ou não, se as regras são claras, não. É, meu ponto é: tem regras, tem objetivo, é um jogo. Agora, é bom? Não sei. Para mim, eu adoro esse caminho, eu adoro quando eu posso olhar para o jogo e falar assim: nossa, que história maneira que ele me contou.
Adoro quando tem esse puzzle de quebra-cabeça de otimização também, de tipo, você tinha um objetivo, você conseguiu fazer? Consegui. Tá, então vamos deixar mais difícil. Conseguiu? Não, não consegui. Como é que eu posso resolver? Sabe, essa pira para mim independe de outras pessoas. Adoro quando tem o, quando o jogo bota pessoas contra pessoas, né, tentando se perguntar o que que o outro tá fazendo, o que que ele faria. O xadrez, né, faz isso assim.
Pô, fazer isso, aí depois ele vai fazer isso, depois isso, depois isso. Aí você pode induzir o outro a fazer. Eu adoro isso, né, o espaço de informação do tabuleiro, o tabuleiro como espaço de informação para eu tentar ler o seu pensamento. Eu não vejo o seu pensamento, eu vejo as suas peças no mapa como projeção da sua mente. Isso é maneiríssimo. E aí, óbvio, interpreto errado porque eu não tenho como saber, ou você interpreta a minha interpretação e já sabe o que tá fazendo.
Essa é a mecânica muito maneira quando tem outras pessoas envolvidas na mesa, né? Só para mostrar uma coisa, que assim, ao mesmo tempo que eu já falei disso lá atrás, eu queria trazer aqui porque acho que contextualiza. O Pokémon TCG, o jogo de cartas do Pokémon de duelo, ele quando você começa a melhorar, chega num ponto da curva de tá bom, e aí não tô nem falando de pay-to-win, que você tem muito dinheiro para ter o melhor deck não, até equiparando uns decks assim, ele fica quase que automático naquela onda assim, a melhor decisão é essa.
E aí eu já sei o que você vai fazer, eu já sei o que eu vou fazer e o que você, e lá lá lá lá lá lá, fica quase aquela coisa que todo mundo olha e fala assim, beleza, você ganhou o jogo sem nem jogar, sabe? Aí é o problema do jogo, porque tem duas pessoas na mesa, mas o jogo agarra de uma forma na mecânica que ou vai depender de um arremesso de moeda no final que rola isso no Pokémon, você ganhar o jogo na moeda ou na sorte das cartas que vieram.
Mas o que você faria, o que eu faria, meio que tá mapeado. Isso para mim é uma falha da mecânica do jogo, porque ele tá usando outra pessoa, né? Então ele tem o poder de processamento social do outro, né?
Só para deixar registrado, para que não as pessoas falem de jogo idiota, é sim, você tá certo se você afirmar isso, mas não é esse idiota que eu tô querendo dizer. É porque assim, eu sei que em essência, tecnicamente falando, o jogo não precisa levar em consideração pessoas para aquele game design, para aquilo se declarar um jogo. O jogo ele não precisa. A gente tem, porra, paciência. Paciência não precisa. O solitário, né, a gente não precisa de mais ninguém.
É uma pessoa só e pronto, acabou. Ah, no RPG a gente tem o livro-jogo. Livro-jogo, ele é um livro-jogo, é uma parada que tá fazendo ali. Só que para mim essas coisas, elas são, elas entram num escopo de isolamento, que quando eu vou falar de board game, é, para mim, o que é o conceito do board game é levar em consideração essas pessoas, as pessoas. E aí a gente, quando vai para o solo, a gente vê, a gente tem que limitar ou emular outras pessoas, a gente tem que criar esse autômato para poder, para poder fazer.
O jogar, para mim, ele quase que em sua essência ele necessariamente está ligado ao social, óbvio. Que a gente tem um videogame, a gente tem outras paradas e tal, mas jogar seria uma tarefa social em todas as esferas. É, perdão, uma atividade social.
Vai fazer a tua tarefa, vai jogar.
Em essência, em todas as esferas ele seria essa atividade social. A gente consegue individualizar, a gente consegue deixar ela única emulando, né, o outro de alguma, com alguma mecânica, com alguma outra, tudo mais. Mas o que eu só queria deixar isso para explicar, para não ser chamado desse tipo de idiota, me chama do outro. E aí vem a minha próxima pergunta.
Eu tenho uma coisa em cima disso que eu queria só colocar, porque eu não tô tentando te convencer, porque eu já entendi a tua posição há muito tempo e eu não tô querendo provocar não. É só porque assim, que eu acho que conecta com essa coisa do o que é o jogar e por que jogar. Você falou assim, quando você vai fazer um jogo solo, você tem que emular o outro, né, ou simular o outro. E o jogo é isso, o jogo é uma grande de uma simulação e emulação de tudo.
Você não tá de fato mandando uma nave para Marte, você não tá de fato fugindo de um assassino homicida, sabe? A questão é quanto que esse jogo tá precisando emular do quê. Inclusive, muitas vezes jogos que se vendem como jogos de simulação ficam complicados demais por querer simular todo e cada aspecto daquele, sei lá, da corrida ou do que seja lá o que você tá jogando, ele passa do ponto. E aí fica assim, ah, mas aí agora eu tô gerenciando coisa demais.
E aí é maneiro até às vezes quando o jogo simplifica e fala assim, não, meu irmão, para o teu carro andar tu joga um dado e vai estar lá, tá tudo incluído nisso. Assim, resolvi para você, o dado resolve tudo, o dado é o seu motor do seu carro, sabe? Tipo, isso é maneiríssimo, porque apesar de, pô, mas o meu carro tem 8 válvulas, tá, mas aqui não tem, aqui é um dado, você vai jogar esse dado e vai rolar E se você se permitir, se a fantasia, o véu funcionar, você não vai estar jogando um dado, você vai estar arrancando teu carro e tu vai fazer, e tu vai jogar e vai passar a marcha, vai fazer o barulhinho da marcha passando e vai ser maneiro, sabe?
Então assim, por esse aspecto eu só queria pontuar esse, ah, mas aí eu vou ter que emular outra pessoa. Dependendo do jogo, isso é parte, é só mais uma emulação ou simulação dentro daquele jogo que é um bando de emulações, escolhas dos simulacros, das simulações que você vai definir.
Mas é aquela parada, você finge que você tem uma espada na sua mão, beleza, estou simulando que tem uma espada, você tá, já começou a jogo nisso, tá simulando. Agora eu não preciso fingir que tem uma outra pessoa com a outra espada na minha mão quando eu posso ter uma esgrima, e é um jogo ali, uma disputa, né, tem um esporte ali que a gente chama porque a gente é adulto. Mas é, a gente tá brincando de espada.
Você pulou um passo quando você fala eu não preciso, né? Não é, é que tipo assim, finge que tem uma espada, finge. Ah, não preciso fingir que tem outra pessoa, mas eu posso também fingir que tem outra pessoa.
E pode, mas você entende que são escolhas que a gente faz. E aí escolher não ter uma pessoa, para mim é tipo, cara, mas tem a pessoa aqui comigo, sacou? Escolher não ter uma espada ou não ter uma nave faz sentido para mim. Mas, ó, deixa eu avançar aqui o assunto, senão a gente vai ficar nessa parada. É, mas eu queria te perguntar o seguinte ponto, que entra no ramo do prazer, André, do prazer. Você acha que parte do seu prazer de jogar vem do controle do que vai acontecer ali?
Quando eu digo controle, eu não tô dizendo que você tá, você vai ganhar Mas do controle, porque é um conjunto pequeno de regras que você é capaz de domá-las. Então naquele período de tempo você tem um sujeito, um sujeito, verbo, predicado, né, o início, meio e fim de algo que tá na sua mão. Você acha que parte do seu gostar de jogar vem desse prazer de durante um pequeno período do seu dia você ter esse controle?
É engraçado você usar a palavra controle. Porque eu entendo que você tá falando assim, aquele mundo está todo, você é o deus daquele mundo, né? Você está pilotando aquilo. Mas assim, ao mesmo tempo, me interessa muito as variáveis que o jogo vai jogar para mim, tanto que eu adoro o jogo.
Eu não disse que o controle porque é você, eu tô falando controle, esse mesmo controle eu usaria se essa pergunta fosse feita para mim, né?
Eu entendi, eu entendi, eu entendi.
Eu tô falando que você é controlador? Não, pelo amor de Deus.
Não, não, eu não entendi isso. Eu entendi que você tava perguntando sobre essa coisa do controle. Mas eu ia falar isso, eu gosto quando tem as variáveis, tanto que eu adoro um jogo que tem preparação variável, sabe? Assim, ah, e esse terreno aqui fica de cabeça para baixo, tá? E essas pecinhas aqui você embaralha, bota de cabeça para baixo, e você só vai descobrir se você for lá, porque dá aquela sensação de, esse jogo é diferente daquele outro, né?
Mesmo num jogo de cartas assim, qual vai ser a ordem que vai vir no meu deck? Qual vai ser a ordem que vai vir do inimigo e tal? Eu gosto muito disso. Por não ter, não saber o que vai acontecer. Mas eu acho que eu te entendo essa coisa do, mas as escolhas são todas minhas, né?
Então, controle, quando eu digo, em essência, é o fato de você saber que perdeu e que ganhou, é uma forma de controle. Você sabe, no mundo real não tem essa porra. Às vezes tu perde, não sabe que tá perdendo, né? Talvez tu nem descubra na tua vida que você perdeu várias vezes ali. Tu passou por aquilo e perdeu. E aqui no jogo não. No jogo você sabe se você ganhou e o porquê você ganhou. E sabe por que você perdeu e o porquê você perdeu. Sim, né?
Mas então, atento, mas até do que saber o porquê, é isso, você sabe o passo a passo, nada ficou invisível ali, né? Isso aconteceu, que causou aquilo, que causou aquilo outro, que foi por ali. Por ser uma simulação, por ser uma emulação, é tudo, todos os passos são simplificados e são todos expostos para você, né? Então você tem essa sensação de, caraca, na real eu perdi ali atrás quando eu não joguei aquela carta e joguei aquela outra.
Pô, quero jogar de novo. E aí volta para refazer, né? É mais do que controle, acho que eu usaria a palavra transparência. Tá tudo visível, não tem nada, não tem nenhum sistema opaco.
E eu tô vendo justiça quando você pega 1 euro, que tem poucas variáveis de sorte, e você tá perdendo, você não tem o que culpar. É, você perdeu porque você tomou decisões ruins ali, ou porque o mercado não favoreceu. Mas assim, você, oi?
No entanto, o pessoal consegue achar a culpa e manda aquela clássica frase: putz, eu só perdi porque eu não fiz aquilo ali.
Mas você entende que eu concordo para caralho que a puta desculpa: ah não, é, tentei sair. Mas ao mesmo tempo ainda recai sobre você a culpa do teu fracasso, a culpa da tua não vitória, a culpa do que quer que você seja acontecendo. Tanto a vitória, você culpa. Quando você vai para um jogo mais, mais variável de sorte uma rolação de dado, e nem é só sobre isso, sobre o rodado, mas que tem umas variáveis mais aleatórias, a percepção do que aconteceu ela fica um pouco mais nebulosa.
Não que não existe, porque a gente ainda continua lidando com a probabilidade, a gente tá continuando.
Mas aí a história fica interessante. Vou dar o exemplo que a gente citou no nosso jogo de corridas, que é o Thunder Roads Vendetta. Thunder Roads Vendetta, a sensação que eu tenho é que eu tô assistindo, tá? Eu escolho o que eu tô fazendo, tá? Mas assim, para efeitos de conversa, eu tô assistindo o Mad Max ali live na mesa, porque é muito caótico, tem bastante sorte. Isso não faz do jogo menos interessante, ele faz outra proposta de jogo.
Mas essa coisa de eu falar assim, putz, eu não ganhei porque— ai, meu irmão, não ganhei porque foi um caos ali, 3 pessoas me bateram por ali, eu voei para lá, meu carro explodiu, e é isso. Mas eu me diverti para caramba no processo, vendo meu carro explodir, o teu helicóptero destruir, entende? Também aí uma coisa salva a outra, né? A história salva o caos da sorte. Eu não tenho essa pira tanto de, ah, não quero sorte nenhuma, e também sou contra, ou tem que ter sorte.
Eu gosto de ver ambos os cenários, mas eu te entendo essa coisa de ser transparente o jogo, e você tá ali, as mecânicas foram feitas por você, pilotadas por você, né?
Pois é, porque eu ia botar até a questão da sorte. Por mais que a gente diga que a sorte ela tira um pouco da previsibilidade das coisas, né, e de certa maneira reduza esse controle ou essa percepção. E eu acho interessantíssimo porque quanto mais a gente joga, quanto mais hardcore o jogador, né, ou a jogadora, eles são, mais se entende dentro dessa convenção do board game que a pessoa ela vai para o Euro, que ela vai para jogos mais pesados onde ela define todas as coisas.
E aí daí que vem essa questão do controle, né, de fazer Mas ao mesmo tempo não é necessariamente isso, acaba se tendo isso porque a gente quando tá falando de 1 euro a gente tá falando de um jogo com muito mais camadas. 1 milhão é mais próximo de um controle total de regras ali, de domínio, de um simulacro perfeito, chegando nisso. Mas ao mesmo tempo os jogos que têm uma aleatoriedade muito grande, de porra, rola muito dado, é muita variável, não sei o quê, sei lá, meu irmão, ainda assim se tem um prazer e uma previsibilidade tão grande porque você ainda está falando de probabilidades, Oportunidades que, dependendo da quantidade de variáveis, que são cada vez mais próximas de você prever realmente, né, o que pode acontecer ali.
E aí esse elemento caótico que é aleatoriedade, ele é um sal, ele é um tempero para o jogo, que traz às vezes diversão.
Você vê como um tempero, tem gente que vê como um estrago, sabe? Isso que eu falo, caiu coisa ruim na comida.
Então, que às vezes vem como uma diversão mas que às vezes vem como desespero, que às vezes vem como uma coisa ruim, que às vezes vem com uma parada. E isso faz com que pessoas gostem disso ou não, mas dentro do conceito de jogar, tudo está englobado. Sim, você vai para o caminho que você quiser dentro dessa parada.
Assim, tem, tem, eu não sei por que veio esse exemplo específico na cabeça, mas é que foi assim, eu tenho jogado Fórmula D diariamente, tipo, tabuleiro já tá amassado do dado caindo em cima. A gente tem uma regra que para mim sempre ficava incomodando, que eu demorei um pouco para entender, que é assim, Você tem as marchas do carro, né, e você tem as duas marchas mais altas. Quando você tá nas marchas mais altas, tem dados que vão até 20 ou até 30.
Quando você joga 20 ou 30 nesse dado, você tem que— é como se você tivesse forçado demais o motor, e você tem que jogar o dado preto lá, que é o dado que resolve as coisas acidentais, né, da sorte. Se cair um ou se sair 1 a 4, agora não lembro certinho, você pode dar dano no teu carro. Você toma um dano no motor, porque os danos são todos distribuídos, né? E aí a parte que me deixava confuso era quando você, quando você, quando isso acontece contigo, você, todo mundo que tá nessa marcha alta tem que jogar o dado também.
E aí fica assim, peraí, peraí, mas eu acelerei demais, e por que que então você tá tendo que jogar esse dado também? E aí eu tô trazendo porque isso era uma coisa que quebrava um pouco minha imersão, né? Ficava uma coisa assim esquisita de por que diabos eu tô, eu tô, você tá jogando dado também. Mas eu entendi que isso tem a ver não com, ah, eu acelerei demais, você tá tomando dano no teu carro, mas tem a ver como um cara usando um pouco da regra Por exemplo, você precisa que esse teste de pessoas que estão andando muito rápido, do motor estragar, aconteça de vez em quando.
Então tá, então quando uma pessoa cair, 20 ou 30, todo mundo faz o teste. Não é a história, não é a fantasia que tá sendo quebrada, o cara tá só injetando um pouquinho de regra, que nem alguns jogos fazem de correr também, que foi assim, ah, na tua rodada de carro pode mudar o clima. Como é que eu mudei o clima? Não, não é que você mudou o clima, mas a gente tava usando esse esse momento técnico aí de regras para poder adicionar uma probabilidade, saca?
Eu acho isso interessante também, quebra um pouquinho da imersão, né? Porque parece não fazer sentido. Como é que meu carro mudou o clima quando ele bateu, sabe? Mas não é. Aí você tá entendendo assim, não, o cara injetou uma regrinha ali só para dar tudo certo, tá? Relaxa, tá tudo bem. Eu gosto disso também, de entender essas coisas que acontecem no jogo, sabe?
Mas tecnicamente muda, né, André? Porque ninguém fica feliz, mantém a felicidade depois do acidente automobilístico, né?
Tem que mudar o clima. Apresenta com a física quântica. Ele, aí eu estou chateado, e fecha o tempo.
O observador afeta o observado, né? Não tem como. Você fica preocupado, todo mundo ficou preocupado, chuva.
Aí o clima pesou, aí mudou, choveu. E quando eu estrondo no meu carro, você estronda o seu também, e aí explode tudo.
Olha, é, obviamente a gente tá chegando aqui no final, e esse é um assunto que dá muito pano para manga. É uma pergunta que eu já boto para a gente pensar para próximo, para uma parte 2, é a gente perguntar, a gente se questionar se existe jogo sem ego. A gente é capaz de jogar sem ter um ego, sem botar o ego em jogo?
Isso me lembra aquele, a outra pergunta que era jogar um personagem de RPG que não é você. Como que você consegue fazer isso, né?
Essa pergunta é muito boa também. Já fica, ambas ficam aí para a parte 2 do nosso papo. E a gente vai chamar convidados para evoluir isso aí, ou não, porque a gente, só a gente quer falar dessa parada.
A gente não quer ouvir porque é o meu eco. Eu queria fazer um aviso, eu sei que sendo no final aqui do programa você que tá ouvindo isso provavelmente já sabe disso, mas eu só queria ouvir porque já aconteceu umas vezes lá. Primeiro que a gente tem o nosso fabuloso Discord, e eu tenho visto gente algumas vezes no Discord lá perguntando assim, ah, qual foi aquele jogo que vocês comentaram no episódio? Ou então, qual é o site daquele jogo?
Como é que eu chego naquela campanha? Toda postagem que a gente faz do episódio tem um link falando assim: para saber mais sobre todos os jogos que foram mencionados, vai levar para o nosso site, que é o fabulosopodcast.com.br. E aí vai levar para a página daquele episódio. Lá na página do episódio tem uma abinha que é jogos mencionados e vai listar todos os jogos que a gente falou. Assim, claro, dependendo não vai estar tudo, porque alguns a gente fala tão rápido que não merece menção.
E se você clicar no jogo, vai para a paginazinha do jogo onde mostra todas as outras vezes que ele foi mencionado em outros episódios. E lá vai ter o link dele da Ludopédia, BGG. Se for uma campanha de Catarse, vai estar lá a campanha. Se for do Bipostarse, vai estar lá a campanha, ou site oficial também. Só para saber que rola isso, que você pode procurar por lá.
E lembrando que toda terça-feira também tem o nosso podcast sobre notícias, senhoras e senhores, notícias e lançamentos, novidades, o que que tá rolando no mercado, fofoca do mundo do board game. E que devo dizer que nessa última, é, no Diversão Offline agora, eu garimpei não, mas me senti um evangelista do nosso podcast de notícias, que eu acho que a gente tem que ter um nome, tá? Que a gente ainda não deu um nome, não quebrou a champanhe nele, não, para jogar ele na água de um jogo de lado na água ainda, cara.
É muito engraçado, é tipo, vamos botar esse navio na água, aí joga ele de um jeito de merda para ele parecer ser um um pebolim, tipo um boneco.
Eu não entendo disso, mas se você jogar ele de frente, ele pode quebrar ou só entrar água, né? Você tem que jogar ele de lado.
Beleza, qualquer motivo para explicar que você quer— a verdade é idiota. Basicamente, você pega um navio, você arremessa ele no mar, e se ele persistir, se ele resistir a isso, ele é destruído.
Espartana, né? Joga ele no mar de qualquer jeito. Se ele sobreviver, ele é bom. Senão, ele não merece. Precisa sobreviver.
E a gente só dá a porra do nome, quebra a garrafa de champanhe caro.
Quebrar também é isso, né? Quebra uma garrafa dura, porque se não aguentar também não merece. Joga, taca fogo nesse barco também, vamos ver se ele aguenta mesmo.
Parabéns aí para o construtor, que o barco ruiu depois de uma garrafada.
Pensando no barco de madeirinha assim, porra, quebrou o barco.
Aproveitando que você chegou até esse momento aqui, bora, não esquece de deixar aquele like maneiro, de entrar aqui no entrar na plataforma que você segue, seja pelo YouTube, seja pelo podcast, pode não sei o que lá, Spotify, pelo próprio site do fabulosopodcast.com.br. Deixa aquele likezinho, dá aquela moral para gente, porque toda vez que você clica no like, que você comenta, o que você compartilha o link do seu agregador de podcast favorito, você tá avisando para aquela plataforma que o Fabuloso Podcast é relevante.
E mesmo que você não ache, nós somos, porque Nós fomos o 24º podcast mais relevante. 24º não, desculpa, nós fomos o 100º podcast mais relevante do Brasil diante de todas as categorias, de todos, é tipo junto, é no geral, no geral. A gente tava disputando com os podcasts gigantes, não era só de board game, jogo, né?
É, não, com tudo. E da categoria lazer a gente é o 24º, não é isso?
Eu não sei se Alguma coisa assim, mas a centésima, dessa vez os números 100 é mais valioso do que o G4.
100, o melhor.
É o rabo do macaco, a gente tava ali no rabo do macaco. Mas é isso, senhoras e senhores, obrigado pela presença. Semana que vem a gente tá de volta com mais um fabuloso podcast. Beijo!