Sexualidade: quando deixamos de procurar a forma certa
Durante muitos anos, explorei e ensinei a sexualidade através de diferentes práticas e linguagens:
- polaridade masculina e feminina, energia sexual, alquimia, presença, entrega, cura e transformação.
Algumas dessas experiências foram importantes no meu percurso. Mas, ao longo do tempo, começaram também a surgir perguntas que já não encontravam resposta dentro das mesmas referências.
- Porque é que uma sexualidade mais lenta seria necessariamente mais profunda?
- Porque é que a intensidade teria de significar menos presença?
- Porque é que associamos determinadas formas de desejo ao masculino e outras ao feminino?
- E porque é que tantas vezes interpretamos aquilo que uma pessoa não deseja ou não consegue viver como algo que precisa de ser curado?
Neste episódio da Escuta Matricial, regresso ao tema da sexualidade a partir de uma perspetiva que tem vindo a ganhar forma no meu trabalho e, mais recentemente, no curso Habitar a Diferença na Intimidade Matricial.
Conversamos sobre as hierarquias invisíveis da sexualidade, os limites da linguagem da polaridade, a procura de experiências espiritualmente mais elevadas, o prazer, a intensidade, a descarga orgásmica, a diferença de ritmos, o desejo, os limites e o consentimento.
Não para substituir uma teoria por outra, mas para abrir espaço a uma pergunta:
- E se a sexualidade não precisasse de nos conduzir a um estado ideal para poder ser uma experiência significativa?
Ao longo do episódio, partilho também uma pequena microprática de Escuta Matricial, um convite a observar as ideias que aprendemos sobre como a sexualidade deveria ser e aquilo que acontece quando sentimos que precisamos de lhes corresponder.
Este episódio não pretende encerrar o tema. Pelo contrário, sinto que há ainda muito por explorar.
Talvez esta conversa possa continuar, mais adiante, em encontros ou sessões de grupo, com espaço para perguntas, experiências e diferentes perspetivas.
- E tu? Que ideias sobre a sexualidade tens vindo a questionar?
- Gostarias de aprofundar estas questões num encontro de grupo?
Podes partilhar comigo aquilo que esta conversa despertou em ti.
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