Yoga: quando a prática se torna relação
Comecei a praticar Yoga aos 16 anos, depois de me ter sido diagnosticada uma escoliose bastante acentuada.
O que começou como uma possibilidade de cuidar do corpo tornou-se um caminho que me acompanhou durante décadas: diferentes escolas, estilos, formações, tradições, professores e, também, momentos em que a prática se confundiu com a procura de uma referência fora de mim.
Neste episódio da Escuta Matricial percorro um pouco dessa história, não para contar a história do Yoga na minha vida, mas para olhar para uma pergunta que hoje me interessa muito mais:
- o que acontece quando uma prática deixa de ser apenas uma técnica e passa a ser uma relação?
Falo da relação com o corpo, das tradições e da autoridade, da liberdade, da diversidade de práticas que fui integrando e também do nascimento do Ma Yoga:
- não propriamente como um novo estilo de Yoga, mas como a forma que fui encontrando de ensinar e praticar depois de tudo aquilo que atravessei.
Não sei se o Yoga curou alguma coisa em mim. Nem preciso de lhe atribuir esse poder.
Mas reconheço algo que permaneceu ao longo de todos estes anos:
- o Yoga ofereceu-me muitas oportunidades para aprender a estar em relação com o meu corpo.
Talvez uma prática não precise de nos dizer quem devemos ser.
Talvez possa simplesmente criar condições para escutarmos, um pouco melhor, aquilo que está vivo agora.