Como vivemos com aquilo que somos?
A aprendizagem de habitar a diferença.
Durante muito tempo, muitas diferenças não tinham nome. Eram frequentemente interpretadas como incapacidade, inadequação, timidez excessiva, dificuldade ou falha.
Hoje vivemos outro momento. Temos diagnósticos, investigação, maior reconhecimento e novas possibilidades de acompanhamento.
Para muitas pessoas, encontrar um nome para aquilo que vivem pode trazer compreensão, acesso a cuidados e o reconhecimento de uma experiência que durante anos permaneceu invisível.
Mas talvez exista uma aprendizagem que começa depois:
sabemos habitar aquilo que aprendemos a reconhecer?
Neste episódio parto também da minha própria infância, sem procurar reinterpretar retrospetivamente aquela criança através de um diagnóstico:
- da dificuldade em socializar, da solidão, do medo na escola e da mudança que aconteceu quando encontrei outras condições relacionais.
Partilho sobre a diferença entre reconhecer uma condição e transformar essa condição numa identidade, sobre adaptação e autoabandono, segurança, contexto e sistema nervoso, e sobre a possibilidade de deixarmos de perguntar apenas “o que tenho?” para começarmos também a perguntar:
- “Como posso habitar aquilo que faz parte da minha experiência?”
No final, partilho uma breve microprática de Escuta Matricial para entrar em relação com uma diferença sem precisar imediatamente de a corrigir ou definir.
Este episódio abre também algumas das questões que atravessam o percurso Habitar a Diferença na Intimidade Matricial.
www.anataboada.com