Episódios de Escuta Matricial

Se a vida já ensina, será que precisamos de aprender a viver?

13 de agosto de 20261h10min
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Se a vida é a grande mestra, para que serve um curso? Para que serve uma sessão ou um acompanhamento? E será que a escuta também se aprende?

Neste episódio parto de uma experiência recente num curso de Autoconstelação Interna na Água, onde as perguntas e vivências das participantes me levaram novamente a uma questão aparentemente simples: o que significa realmente permanecer no corpo?

Permanecer no corpo não significa deixar de pensar. Nem afastar emoções, memórias ou imagens. A sensação pode oferecer-nos chão, mas não precisa tornar-se o limite da experiência.

Falamos sobre o movimento de nos perdermos e regressarmos, sobre a possibilidade de transformarmos até o corpo numa nova forma de controlo e sobre a diferença entre mudar um comportamento e conhecer a relação que construímos com este.

A partir daí, abro uma pergunta maior: se é a própria vida que oferece continuamente a matéria da aprendizagem, qual pode ser o lugar de um curso?

Talvez não seja ensinar-nos a viver, nem oferecer respostas para aquilo que a vida nos apresenta. Talvez seja criar condições onde possamos praticar, acompanhadas, uma outra qualidade de relação com a experiência.

Falo também sobre aquilo que eu própria continuo a aprender nos cursos que facilito: através das perguntas, das diferenças, das experiências que não correspondem necessariamente à minha e dos lugares onde a linguagem precisa continuar a ganhar precisão.

E chegamos finalmente à relação e à intimidade: o que acontece quando já não estamos apenas diante da nossa experiência, mas também diante de alguém que sente, deseja, necessita ou vê de maneira diferente?

Uma reflexão sobre corpo, presença, aprendizagem, relação e aquilo que talvez signifique, afinal, aprender a habitar.

No final do episódio, partilho também um pouco sobre o próximo curso, Habitar a Diferença na Intimidade Matricial.