Quando deixamos de prever e começamos a viver
Depois do episódio sobre alta sensibilidade e estratégias de sobrevivência, esta reflexão aprofunda uma pergunta:
- O que fazemos com a nossa sensibilidade quando deixamos de a usar para antecipar a vida?
Ao longo deste episódio, partilho experiências recentes e muito concretas: uma conversa difícil na relação, uma crítica ao meu trabalho, o desaparecimento temporário do meu gato, a conclusão dum trabalho manual que não ficou exatamente como imaginava e a aprendizagem de permanecer diante daquilo que não consigo controlar.
Falamos sobre a necessidade de prever, interpretar e ler sinais como formas de procurar segurança.
Sobre a diferença entre intuição e vigilância.
Sobre o excesso de análise, tanto racional como simbólica.
E sobre a possibilidade de confiar mais na experiência do que na antecipação.
Talvez a serenidade não venha de saber o que vai acontecer.
Talvez venha de reconhecer que podemos encontrar-nos dentro da experiência quando esta chega.
Neste episódio, exploramos:
— a falsa segurança da previsão;— a sensibilidade ao serviço da vigilância;— a diferença entre agir e controlar;— a capacidade de sustentar experiências contraditórias;— o corpo como lugar de presença;— o símbolo depois da experiência;— a simplicidade como profundidade;— a confiança na vida sem garantias.
No final, deixo também um convite ao novo curso:
Habitar a Diferença na Intimidade Matricial
Um percurso de quatro encontros vivenciais dedicado à relação, à proximidade, aos limites e à possibilidade de permanecer diante da diferença sem nos abandonarmos nem tentarmos mudar o outro.
Início: 13 de setembroValor promocional até: 15 de agosto
https://www.anataboada.com/_habitar-a-diferenca-na-intimidade-matricial
Talvez a vida não precisa de ser antecipada para poder ser escutada.