Conversa Segura T4#18 | Biosseguro, agro e carbono: como o seguro pode destravar a economia da floresta em pé
O que é biosseguro e por que ele pode se tornar uma peça-chave na agenda climática e no futuro do agronegócio brasileiro? Neste episódio do Conversa Segura, do canal SeguroPod, a jornalista Leila Sterenberg conduz uma conversa aprofundada sobre inovação, sustentabilidade e o papel estratégico do seguro na viabilização da economia de baixo carbono.
Participam do episódio Fábio Damasceno, diretor técnico de seguro agrícola, pecuário e patrimonial rural, e Pablo Haack, gerente técnico e comercial de seguro agrícola, ambos da MAPFRE. Eles apresentam, em primeira mão, os fundamentos e as aplicações do biosseguro, uma solução inovadora que conecta proteção financeira, restauração ambiental e mercado de carbono.
A partir de uma análise técnica e orientada por evidências, o episódio explora como o biosseguro surge para responder a uma lacuna crítica: a falta de garantias para investidores em projetos de reflorestamento e restauração de ecossistemas. Ao mitigar riscos — especialmente eventos como incêndios — o seguro se posiciona como instrumento essencial para destravar capital e viabilizar projetos sustentáveis em larga escala.
Entre os principais pontos abordados:
⦁ O conceito de biosseguro e sua inserção na estratégia de sustentabilidade e inovação no setor segurador.
⦁ O papel do seguro como mecanismo de proteção e viabilização financeira para projetos de reflorestamento e créditos de carbono.
⦁ A importância da previsibilidade e da gestão de riscos para atrair investimentos em ativos ambientais.
⦁ O potencial do Brasil na economia de carbono e os desafios da precificação em um mercado ainda em consolidação.
⦁ A customização de soluções securitárias para projetos complexos, considerando biomas, riscos climáticos e ciclos de longo prazo.
⦁ A integração entre agro, floresta e tecnologia, incluindo perspectivas para agroflorestas e modelos produtivos sustentáveis.
⦁ O papel do Seguro Rural como instrumento de política pública para descarbonização, recuperação de áreas degradadas e segurança econômica no campo.
Ao longo da conversa, os especialistas destacam como o setor segurador pode ir além da indenização tradicional, atuando na estruturação, monitoramento e sustentabilidade de projetos ambientais. A discussão também evidencia como inovação, parcerias e conhecimento técnico são fundamentais para transformar oportunidades em soluções viáveis.
O episódio traz ainda reflexões estratégicas para investidores, empreendedores e formuladores de políticas públicas, reforçando que sustentabilidade e rentabilidade não são agendas opostas, mas convergentes em um novo ciclo de desenvolvimento econômico.
Leila Sterenberg
Fábio Damasceno
Pablo Haack
- Conservação ambiental e florestalConceito e aplicação do biosseguro · Papel do seguro na viabilização de projetos de reflorestamento · Mitigação de riscos em projetos ambientais · Mercado de carbono e créditos ambientais · MAPFRE
- Seguro Rural e Política ClimáticaSeguro rural como instrumento de política climática · Descarbonização e transição energética · Recuperação de áreas degradadas · Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC)
- Inovação e Sustentabilidade no AgronegócioInovação no setor segurador · Sustentabilidade como oportunidade de negócio · Agrofloresta e modelos produtivos sustentáveis · ESG (Environmental, Social, and Governance)
- Créditos de CarbonoVolatilidade do mercado regulado de carbono · Potencial do Brasil na economia de carbono · Precificação de créditos de carbono · COP30
Olá, eu sou Leile Sterenberg, jornalista, e vou conduzir esse episódio da série Conversa Segura no canal Seguro Pode. Você já deve ter ouvido falar em bioeconomia, né? Mas e biosseguro? Vou falar sobre isso com dois representantes da Amafri. Fábio Damasceno, que é diretor técnico de Seguro Agrícola, Pecuário e Patrimonial Rural, e o Pablo Hac, que é o gerente técnico e comercial.
do Seguro Agrícola. Rapazes, bem-vindos. Obrigado. Boa tarde, Lila. Obrigado. É um prazer ter vocês aqui e falar de um assunto tão importante considerando o peso do agro nesse nosso país. Ô, Fábio, o que é bioseguro e o que motivou a criação desse bioseguro na Mafri?
O Biosseguro vem alinhado com o pilar estratégico da MAFRE. Então, nos últimos anos, a MAFRE vem tendo ações na questão de sustentabilidade e faltava um ponto que era a questão da introdução da sustentabilidade no negócio.
Então, para isso, a gente criou um produto, que nada mais é que um produto que está no meio rural. Ele faz parte do nosso portfólio de produtos, mas ele já tem um apelo diferenciado, um apelo de sustentabilidade. E foi bem interessante, porque ele vem de um projeto interno de empreendedorismo.
e alinhado com o pilar estratégico da empresa. Então ele casou muito legal, foi o fit do projeto, foi muito interessante dentro da Mafra. Então ele vem sendo desenvolvido no último ano e o Biosseguro vem para a primeira pegada de produto mesmo para o mercado de carbono na Mafra. Então está bem interessante. E aí, Pablo, ele tem a ver com restauração de mata nativa, manutenção de floresta em pé, por aí?
Perfeitamente. Só antecipando o que o Fábio bem trouxe em relação a como surgiu a ideia, acho que é muito bacana destacar isso, que é um trabalho já de vários anos, esse projeto de inovação que a gente tem na companhia, que é justamente promover ideias em relação a projetos de inovação como um todo. E no momento que a gente fala muito de sustentabilidade na companhia, e como a gente poderia, de fato, trazer isso aos negócios.
E a gente, como área técnica, pensou em buscar algum tipo de solução que, de fato, faria diferença para esse mercado. E aí, a partir de muitas discussões, e isso acho que é muito bacana pela importância que a companhia tem hoje no mercado, a gente teve as possibilidades corretas de conversar com muitos entes desse ecossistema. Tanto que a ideia surgiu de uma forma, ela foi se configurando a partir das necessidades que a gente pôde entender, as principais dores que o mercado tem hoje.
E apesar dele ser incipiente no mercado brasileiro, a gente sabe o potencial gigantesco que ele tem. Então ele vem com esse viés de sustentabilidade de fato, fazendo de fato a diferença naquilo que até então a gente demonstrava. E o mercado como um todo demonstra. Então a gente tem uma expectativa muito grande e toda a possibilidade de poder divulgá-lo oficialmente na COP30 torna ainda tudo muito mais especial.
E a que público ele se destina? Quer dizer, propriedade de que tamanho? E se eu sou uma produtora rural e eu quero contratar esse seguro? Em que contexto eu contrato esse seguro, Fábio? A princípio ele foi desenhado para as grandes estruturas de investimento que estão sendo montadas no Brasil. Então ainda esses projetos são muito incipientes. Tem muitas boas ideias, tem muitos entes trabalhando, mas poucos projetos efetivamente colocados.
Então, o primeiro passo são esses projetos estruturados, mas é um caminhar natural em relação à estruturação de grandes projetos, a passar para pequenos proprietários, de repente organizados ou em cooperativas, junto à própria indústria, que provavelmente a gente vai chegar nesse mercado pequeno produtor. Por hora, ainda não é possível pequeno produtor sozinho, unicamente, chegar e contratar.
Porque previsibilidade é muito importante para esse investidor, que vai bancar um projeto de restauração de uma mata nativa, de plantio de árvore, então ele tem que ter garantia e o seguro entra nisso? Entra nisso. Até essas conversas que nós fizemos com todos os participantes dessa cadeia, era muito interessante, porque a gente falou com o financiador, nós falamos com os fundos, com quem organiza e operaciona o projeto Ensino Campo, e todos tinham...
Falta uma garantia, falta uma segurança desse meu investidor. Em caso de um incêndio, eu posso até controlar. Mas e se não tiver controle? E se eu perder a floresta? O que acontece? Então, o seguro vem para responder esses receios do mercado, principalmente do financiador.
Bom, aí neutraliza esses temores, né? E o potencial deve ser muito grande, né? Para esse produto. É, a gente acompanhando e cada vez que a gente foi buscar mais informações para ir configurando o produto, a gente se impressiona exatamente com o oceano de oportunidades que a gente tem, né? E como é importante a estrutura disso envolvendo todo mundo, né? Porque é muito fácil nós montarmos um produto e ele não fazer sentido, né?
A gente precisa que realmente ele faça a diferença. Eu acho que esse é o grande intuito de tudo que foi construído e está sendo construído. É de fato fazer a diferença. E a gente vê, são projetos de longo prazo. A gente fala de projetos de reflorestamento para o produto. Então tem todo um trabalho que a gente pode trazer a expertise do mercado segurador para isso. Desde o monitoramento dessas áreas, porque muito além de a gente desenvolver o projeto e foi falado nos painéis hoje de manhã.
que a importância de a gente ter a perenidade desse projeto. A gente ter a certeza de que, durante o período do projeto, tudo vai ocorrer dentro do ciclo, conforme foi combinado, mas a sequência daquela floresta se mantém em pé, ela continua garantida com aquele resgate, e os créditos que foram gerados a partir de então, eles, de fato, se mantenham. Então, muito além de a gente trazer essa garantia para os projetos, talvez...
flexibilizar ou auxiliar nessa viabilidade de desenvolvimento, a gente pensa na prosperidade também desses projetos. Então, tem uma relevância muito grande esse monitoramento e eu acho que a gente pode apoiar bastante com o trabalho que a gente já faz nos seguros convencionais de agro. Sim, e você tem que medir, obviamente, o risco nos diferentes biomas brasileiros. Então, a probabilidade de haver o incêndio lá na região do Pantanal, no Nordeste, a seca, como é que vai ser?
A enchente no sul e por aí vai, tem esse trabalho. Essa parte, a gente fala que é a parte de precificação e valoração de um produto.
Esse risco a gente conhece, a gente tem um produto floresta que cobre contra incêndio. Então a questão de frequência, severidade foi muito bem estudado. O que faltava era uma preparação técnica para a questão do carbono. E por isso mesmo que os grandes projetos trazem estruturações robustas de vários parceiros.
que são empresas qualificadas, com expertise, que trazem essa bagagem. Então, por que não aproveitar cada um no seu core business e a gente ir juntando essas expertise para montar um produto? E muito objetivamente...
a questão da cobertura, da mitigação dos riscos, a gente sabe que tem fundos, e quando a gente está num mercado de taxas de crédito super altas, quando você fala nos créditos desses fundos, fundos verdes, que tem um apelo melhor, então tem muita coisa que pode ser feita, mas os investimentos não são destravados por falta de segurança.
Então o seguro vem para dar essa segurança e a gente conseguir destravar os investimentos, que pode ser muito benéfico para os produtores. Pode não ser o produtor, nesse primeiro momento, beneficiado, mas vai destravar para o produtor. E o carbono entra nisso? Quer dizer, eu imagino que vocês estejam acompanhando toda a discussão a respeito de mercado regulado de carbono, essa discussão no mundo, e é uma precificação complicada de fazer também. E como é que vocês estão de olho nisso, Pablo?
A gente vê uma volatilidade muito grande agora com o mercado regulado no Brasil. A gente sabe que a tendência é que se fale mais a respeito, se busque mecanismos para que esse mercado se desenvolva cada vez mais. Novamente, a potencialidade que a gente tem no Brasil hoje para poder, enfim, explorar cada vez mais esse mercado.
foi uma preocupação muito grande em relação ao desenvolvimento e como nós pensarmos esse produto. Porque no momento que a gente tem um projeto de reflorestamento, e a gente tem a preocupação em relação a... E hoje deixou mais em evidência, depois dos painéis, que como o incêndio, que é o principal fator de cobertura que a gente busca no produto hoje, ele é realmente uma das principais dores.
E a gente conseguir garantir que aquela área seja replantada a partir de um evento que atinge parte da floresta ou toda ela. E a partir de um período que ela já está formada até a projeção. Porque uma vez falando de projetos de reflorestamento, é um mercado hoje que precisa ser altamente regulado pelo longo prazo de desenvolvimento. Então a gente tem muitas informações que o Fábio bem trouxe.
de que a gente utiliza dessas expertise utilizadas para concessão desse crédito, para análise dele. A gente se aproveita desses insumos de uma forma muito boa, essas boas práticas, daquilo que já passou pela esteira do ecossistema, para pensar o nosso produto e pensar de que maneira a gente pode precificá-lo, que maneira a gente pode, de fato, apresentar para esses entes. E como eu mencionava, no momento que eu tenho a formação dessa área e poder pensar uma cobertura que a partir daquilo que eu perco e que eu tinha projetado de conseguir resgatar,
Eu tenho a racionalidade financeira para buscar isso no mercado e, principalmente, eu continuar o projeto. A gente sabe que hoje uma floresta nativa é bastante cara para ser desenvolvida. Então, a gente conseguir apresentar um produto viável que realmente faça diferença, acho que é o início de um novo momento para a gente pensar produtos sustentáveis. Então, a gente fica muito feliz de estar buscando esse tipo de modelo num momento tão oportuno como agora.
E vocês estão voltados, por exemplo, também para projetos de agrofloresta, que incutem algum plantio, alguma coisa, mas isso conjugado à existência da floresta, porque isso é algo que vem se desenvolvendo no Brasil também. Eu acho que o...
Foi super interessante o painel hoje de manhã, porque o Agrofloresta veio na conversa. E a gente entendeu que existem bons projetos, projetos super interessantes, até de uma autossustentabilidade das culturas que estão na floresta. Não estavam mapeadas no início, mas com certeza vai ser um próximo passo.
Como a gente tem um know-how muito maior na agricultura, foram os mesmos processos da agricultura, integração lavoura-pecuária, lavoura-pecuária-floresta. Então, acho que toda essa parte de integração em algum momento vai vir para a discussão. E já veio, já viu hoje. A gente teve, só em relação ao mercado de carbono, se eu puder complementar o que o Pablo falou. Claro.
Também, trazendo a expertise dessas empresas que estudaram muito bem e tem isso muito mais fácil do que uma seguradora. A seguradora promove a inovação, a tecnologia, produtando o produto de seguro, mas essa tecnologia do crédito carbono, da valoração de um bioma específico, a gente está com parceiros interessantes que fazem esse processo. O que a gente tem olhado bastante, hoje é uma palavra que veio muito no painel,
foi um tal de buffer. Então, todo mundo trabalha com buffer. Então, se tudo der certo, a gente tem um buffer. Se tudo der errado, a gente tem um buffer. E o seguro é isso. A gente começar a trabalhar na questão de... A valoração de carbono, a gente sabe que ao longo do tempo ela vai ter uma valorização, desvalorização. A gente vai ter que ter buffers específicos, franquias. Então, isso tudo a gente está trabalhando com esses nossos parceiros.
Nossa, é um mundo novo, né? Descortina, impressionante. E o bacana é que da forma como a gente configura o produto, né, Fábio? Cada projeto é um projeto que vai ser avaliado de forma customizada, sabe? Então a gente não está falando de um produto de prateleira, um produto massificado, mas é um produto que a gente vai redesenhá-lo para cada projeto para realmente fazer sentido.
Então, a gente tem uma preocupação, uma parcimônia muito grande de como desenvolvê-lo, de fazer tudo da maneira correta, todas as percepções do que o modelo precisa com o tempo até de possíveis adaptações ou quanto a gente pode explorar a partir dele, porque, realmente, se aprofundando um pouco mais nesse tema, a gente vê que a gente é um oceano de oportunidades. É um pontapé inicial de algo que a gente pode explorar e não só nós, o mercado, como um todo.
Acho que tem aí uma baita oportunidade para todos. Bom, e está totalmente alinhado com...
ESG ou ASG, se a gente portuguesar, o E de Environment para Ambiental e tal, da MAFRA, afinal. Exatamente, acho que a construção dele foi completamente alinhada com o pilar estratégico do ASG dentro da MAFRA. A MAFRA tem diversos outros projetos através da Fundação MAFRA aqui no Brasil e no mundo.
no ano passado, se não me engano, a gente lançou o MAF na favela, esse bioseguro, de alguma forma, vai chegar nas populações que precisam, a gente tem outros produtos que estão aí no forno, em relação à agricultura e floresta também, para atender as pessoas, não em situação de vulnerabilidade, mas que precisam de um apoio mais social, né? Porque o ambiental a gente já está olhando algumas boas alternativas em produtos.
Eu fico pensando até no micro, eventualmente, o telhado verde, a horta comunitária, coisas muito pequenas, mas que elas podem ter uma capilaridade gigantesca. Um exemplo prático são os painéis solares. Claro. Então, a troca energética, a troca de matriz energética, então painéis solares.
É um produto que está na nossa área e tem um caminhão de oportunidades. A gente vê em todas as regiões do Brasil sendo financiadas com crédito super em conta e faz uma diferença tremenda. Bom, e esse projeto, Pablo, ele surgiu...
Você mencionou no grupo de inovação da Amafri. Então, o que você diria para os colaboradores que eventualmente estão acompanhando aqui essa nossa conversa? Porque dá orgulho, né? E aí vocês trazem esse projeto para a COP, que é aquela coisa toda. Então, dá visibilidade também.
Sem dúvida. A gente lá no Água sempre é muito participativo do projeto, né? Acho que em todos os anos de projeto a gente sempre tem muitas ideias e realmente participa, entendeu todo o sentido do projeto como um todo, né? E se eu posso deixar um recado pros colegas que estão ouvindo, é...
aproveitem a oportunidade que a companhia nos concede, sabe? Porque acho que é um momento único. Claro que a premiação, ganhar é muito legal, mas tu viver essa experiência de ser ouvido, sabe? De trazer ideias que verdadeiramente vão ser vidas pelo board da empresa. A gente ter essa liberdade para poder construir algo que realmente faça a diferença, né? Acho que isso é talvez um dos grandes diferenciais e que vale muito a experiência, sabe?
Se vale o recado para os colegas, se participe. Não deixe a gente participar porque realmente é uma experiência única. Ô, Fábio, falando do seguro rural de forma mais ampla, né?
Ele pode ser um instrumento de política climática também, né? Até porque a gente tem uma questão no Brasil que a principal fonte de emissões da gente é o uso da terra. Então, se a gente melhora esse uso da terra, a gente já mitiga um bocado, a gente já caminha para chegar mais perto da...
da nossa NDC, aquela nossa contribuição nacionalmente determinada exigida pelo Acordo de Paris e por aí vai. E também o agro tem uma cobertura pequena ainda no Brasil por parte dos seguros, não?
Perfeito. O seguro rural tem tudo para fazer o suporte nessa transição de matriz energética, na questão da descarbonização. O que a gente tem de área hoje de produção, a gente tem mais duas vezes a quantidade de áreas degradadas que podem ser...
recuperadas, que podem ter uma agricultura, a gente pode duplicar a nossa produção agrícola. Falta investimento, acho que falta investimento, falta políticas públicas, programas que realmente apoiem, existem os programas, mas eles não são suficientes para a gente fazer esse crescimento de uma forma exponencial, que a gente vai precisar, a gente vai precisar alimentar uma população daqui a 10, 15 anos, que a gente não imaginava então
de ter que produzir tanto alimento assim. Mas o seguro vai fazer esse papel. Então, acho que na questão da organização, o apoio público, a questão de novos produtos, a gente pode sair dessa questão de 2, 2,5% que esse ano a gente vai cobrir de áreas para 10, 15, 20, quem sabe 40% da área.
de produção coberta por algum tipo de seguro. E o biosseguro nessas oportunidades em relação a principalmente as áreas devastadas, então você tem área que precisa passar por uma recuperação e tem uma área de proteção permanente.
Se a gente conseguir monetizar essas APPs de alguma forma... Vendendo crédito de carbono, por exemplo. Se a gente criar incentivo para que o produtor mantenha aquela APP, refloreste ou comece a renovar o seu...
sua área produtiva, acho que a gente consegue marcar um belo de um golaço em relação a toda a política de sustentabilidade. Claro, é muito além do que o seguro apenas pagando uma indenização porque o cara perdeu a safra porque teve uma seca. É, o princípio básico do seguro é isso.
deixar o produtor no campo, mas a gente vai ter que ir além, porque se o produtor não recebe a indenização ou tem um seguro que não é eficiente, você acaba não prejudicando, mas tem cidades que vão perder toda a sua economia, porque a economia gira em torno do agronegócio. Fábio e Paulo, começando pelo Paulo, que mensagem você deixaria para investidores, empreendedores que ainda veem sustentabilidade?
como custo e não como oportunidade de negócio.
é sobretudo enxergar o potencial que o Brasil tem para esse mercado. A gente ainda é muito incipiente, acho que está iniciando as discussões que a gente tem, um evento como a COP30, trazendo isso de uma forma tão difundida, acho que é extremamente importante. Com certeza o reflexo das pautas que estão ocorrendo aqui vai reverberar para o mercado, mas não deixem de olhar com muito carinho para esse segmento, porque realmente o que ele vai crescer nos próximos anos vai ser algo extraordinário.
E quem estiver fazendo parte desse mercado nesse momento, certamente vai se usufruir disso. Então, não deixe de olhar com carinho e com o potencial que de fato ele tem. Quer fechar, Fábio? Acho que a missão objetivo é se o investidor conseguir olhar diferente, que existem novas ferramentas sendo criadas para dar maior segurança nas operações. Eu acho que a gente já cumpriu o nosso papel principal aqui durante o evento. É muito legal.
Rapazes, muito obrigada pela conversa e boa sorte para o produto, que é muito interessante, realmente. Obrigado, Leila, pela oportunidade. Obrigada a vocês também e até a próxima.
MAPFRE
biosseguro