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História de Gatinho para Dormir 🐱🌙 Histórias pra Adulto Dormir com sons e rúidos gostosos

03 de maio de 202616min
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Foi em um bairro tradicional de Mogi das Cruzes que o gatinho Astolfo escreveu o seu nome na histórias das aventuranças. O neném é fogo e não tem medo de nada, nem mesmo da gangue dos 5 caramelos do final da rua.

Essa sinopse maneiríssima pra dizer que o Astolfo vai ser seu nome amiguinho aqui pelo Histórias. Uma saga inteira, cheio da ruídos e sons gostosos, e claro, muita aventura para fazer você dormir.

"Aventure-se enquanto eles dormir" SR. Astolfo.

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Assuntos2
  • Produção de PodcastsPodcast de histórias autorais para dormir · Frequência de episódios · Objetivo de induzir o sono
  • História do Gatinho AstolfoOrigem da história · Universo do Astolfo · Descrição do bairro em Mogi das Cruzes · Dona Clarice e sua rotina · A fuga de Astolfo pela primeira vez · Encontro com a gangue de vira-latas
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Histórias para adulto dormir. Um podcast confortinho com histórias autorais minhas, narradas por mim, com o intuito de te fazer dormir. Eu sou o Gabs e eu sou a sua nova companhia de todas as noites. Tem episódio novo duas vezes por semana, geralmente na quarta e no domingo.

Já se inscreve no canal, já comenta, já deixa o seu like. Pois daqui a cinco minutos você vai estar dormindo. Porque o episódio é cheio de ruídos, sons e detalhes que te fazem imaginar cada cena com riqueza. E essa imaginação induz ao sono. De forma criativa, de forma positiva, com sentimentos bons. Esse é o intuito do canal.

Inclusive, a história de hoje é uma sugestão de uma seguidora chamada Aline Chagas. Aline Chagas, você tá aí? Comenta aqui. Ela pediu assim, Gabs, conta a história de um gatinho.

e as suas aventuras noturnas por um mundo mágico. E isso me inspirou a fazer a história de hoje, que vai se tornar um universo. Então já digo, já adianto, que o gatinho Astolfo, que é o gatinho principal da minha história, ele vai aparecer em várias aventuras, vários episódios.

Assim como é o café das almas errantes, por exemplo. Um dos nossos universos preferidos por aqui. Então, quero apresentar-lhes o Gatinhas Toffo. E suas aventuras noturnas.

Bora lá? Feche seus olhos. Se ajeite perfeitamente, assim ó, da melhor forma possível na cama. Relaxe. Relaxe todos os membros. Respire fundo.

Mais uma vez. E soltando, vai deixando o corpo pesar no colchão. Permitindo que você tenha essa maravilhosa noite de sono. Sem medo, sem culpa, sem preocupação.

É um direito de todos descansar e ter uma ótima noite de sono. E esse é seu único objetivo e preocupação agora. Feche os olhos sem medo. Sem culpa. Boa noite. As Aventuras do Gatinho Astolfo

Tem coisas que só acontecem com um único ser vivo do planeta Terra. Ele vem da família Felidae, um gato doméstico magricel. Pelagem cinza, olhos amarelos, jeitinho travesso e inquieto chamado Astor.

Do alto da mureta baixa ele se fazia o rei, mas não passava de um mal trapilho qualquer. Seu universo se resumia a algumas quadras de um clássico bairro de Mogi das Cruzes, estado de São Paulo. Ruas de Paralelepipta, casas antigas dos anos 60 com aquele charme de casinha de vovó brasileira.

Muros baixinhos, portão de ferro e um pequeno jardim na frente. Algumas têm árvores antigas nas calçadas, com raízes levantando parte dos pisos. Aqueles pisos com mosaico de pequenos azulejos, formando o formato perfeito.

Postes amarelados, rua deserta pela noite, poucos carros. Puro silêncio. Se não fosse os latidos e miados. No meio da rua, era a casa da tutora do gatinho Astolfo.

A casa da tutora do gatinho Astolfo era amarela, de alvenaria, estilo clássico, tentando imitar um rococó do maior estilo classe média, um charme. A garagem de pedras alaranjadas da cor de um filtro de barro, pedaço por pedaço, formando um quebra-cabeça que ornava com as noitas do jardim.

falando em jardim. Um verdadeiro mimo de tanto capricho. Grama sempre a parada. Arbustos com flores coloridas e vivas. E claro, a miniatura de gesso da branca de neve e os sete anões. Era ali que morava Dona Clarice.

Professora aposentada, viúva, sempre com os cabelos pintados, batom retocado e lencinho no pescoço. Seu perfume era único daqueles árabes adocicados. As unhas sempre pintadas. Uma mulher vaidosa.

Nem mesmo o gato Astolfo era capaz de arruinar o seu capricho. Dona Clarice vivia com fitas adesivas a tirar os pelinhos do bichano das suas roupas. A única adutora de gatos sem pelos em suas vestimentas. Desde que perdeu seu marido há sete anos, Astolfo se tornou seu fiel companheiro.

De dia ele fica ali, por perto, na espreita. Um súgito caseiro debaixo da saia de sua dona. Espera ansiosamente o seu sachezinho molhado na ração e claro, aguinha fresquinha na fonte dos fundos. À noite, ele se transforma.

Esperava pacientemente Dona Clarice desligar as luzes do quarto, despejar o terço de rosas no bidê e, por fim, ajeitar a cabeça no travesseiro. Sempre acompanhada de um ai-ai, por volta das oito e quarenta e cinco da noite. Um ritual perfeito que ela repetia todas as noites.

Astolfo já havia decorado os movimentos. Depois do ai ai, dona Clarice jamais levantava da cama, ou ao menos até aquela noite. Acordando às cinco e quarenta e cinco da manhã com o canto dos pássaros,

E às oito e quarenta e cinco, Astolfo deixava de ser um gato qualquer para se transformar em um gato aventureiro. Seu ponto de fuga? Um buraco feito sob medida durante meses com suas garrinhas afiadas atrás da máquina de lavar da lavanderia. O buraco já existia, mas era menor.

na largura para passar o cano da água da máquina. Mas Astolfo foi raspando, raspando, raspando, até se tornar um portal para o mundo externo. Tal como aquele ditado popular, água mole pedra dura tanto bate até que fura. Astolfo era sagaz.

Foi com dois aninhos de idade que Astolfo conseguiu fugir pela primeira vez. Logo depois do ruído do rosário do bidê e do famoso ai ai, Astolfo saiu de fininho pelos cantos e rodapés da casa até a lavanderia.

esticou seu corpinho magricelo em formato de salsicha e por fim rastejou como uma cobra para os fundos da casa perto da fonte da água e fugiu. Foi como acessar o mundo novo, o mundo que era proibido? Veja bem, Dona Clarice era uma ótima tutora, mas impedia Astolfo de se aventurar.

Segundo ela, o bairro era sujo demais, fedorento, perigoso, um lugar hostil para o seu bichinho de pelúcia favorito. Mas como tudo que é proibido é mais gostoso e mais convidativo, este foi exatamente o motivo que o fez sair por aquele buraco pela primeira vez. Era de noite, terça-feira.

21 horas e 12 minutos. A essas horas, Dona Clarice já está vendo os sete ursinhos carinhosos em cima de um asco-íris sobre o céu. Astolfo, então, atravessa a garagem, observa o entorno. Faz pouco barulho para não acordar os cãezinhos. Sobre a mureta e decide olhar para trás, em direção à janela.

para espiar-se, Dona Clarice não o espiona. Tudo estava no mais absoluto silêncio. Cuidado, um carro. De repente... Ufa! Achou que algum cão havia lhe visto, mas não. Era só um carro passando que despertou alguns vira-latas.

Ué, carro a essa hora? A estofa estranha. Dona Clarice vivia a dizer que depois das oito e quarenta e cinco, ninguém se mantinha de pé, somente os pecadores. Como pode então o carro estar na rua a essa hora?

Como todo filho perfeito, criado a pão de ló e hipersegurança, Astolfo aos poucos ia descobrindo que sua vida era uma mentira. Em um salto ensaiado e meticulosamente calculado, Astolfo pula para o outro lado do mundo, disposto a conhecer tudo o que lhe foi escondido até agora. A calçada.

As hostias terras estrangeiras que Dona Clarice tanto fala. E então ele vai andando passinho por passinho. Patinha por patinha. Fazendo o reconhecimento do suposto inferno de Dante, de Dona Clarice. Mas quanto mais avançava, mais percebia que nem era tão ruim assim. O chão parece limpo.

Aliás, não limpo, mas sujo não era. Não há cachorros nem gatos, tampouco pássaros ou pessoas. Ué, era na verdade tudo uma grande paz? Nada muito diferente de dentro da casa. Era tudo mentira? Pergunta Astolfo para si mesmo.

Imunido de uma autoconfiança e senso de liberdade jamais sentido, o gatinho sai na disparada. A esquina é o limite. A escuridão, o seu palco e os postes, o seu holofote. Opa, será que eles me viram? Um gato cinza, magricelo, miúdo, no meio da rua, tal como um vulto para lá e para cá. Uma hora iria chamar a atenção.

Astolfo resolve então se aproximar de casa, procurando um perímetro seguro para explorar. Ele então abandona a esquina e começa a retornar o caminho percorrido, desta vez em passos leves, para não fazer barulho. Até que, lá no fundo, do outro à ponta da rua, Astolfo percebe cinco ou seis pontinhos pretos se aproximarem.

Eram ratos? Gatos? Lobisomens? Não! Era uma gangue de vilaralatas. Suas garras talvez não abatessem o caramelo, pois eram regularmente cortadas. Seu corpinho talvez não sobrevivesse a uma lutinha seis contra um. As tofos saem na disparada.

Suas pernas compridas e magricelas poderiam ser fracas, mas eram rápidas. Tal como uma guerra de titãs, um encontro de antagonistas, um duelo de estrevas. A gangue se aproximava de um lado, rastolfo do outro. Tipo o Valdemar em Harry Potter, um encontro fatal, ponto de colisão, o meio da rua.

A Casa Amarela de Dona Clarice. Cinco. Quatro. Três. Dois.

Ninguém estava esperando o pulo do gato, passando por cima das seis cabeças piolhentas e aterrissando perfeitamente no muro de sua casa, fora do alcance das boquinhas famintas dos cachorrões. A gangue olha para a gangue e diz, Boa sorte pelas ruas do bairro.

Você vai precisar. E sai rebolando o bumbum e o rapinho. Como quem são os donos do pedaço há muito tempo. É. Astolfo vai ter história pra contar. Vim. Amei.

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