#81 - Isso NÃO é Desinfluência (e ninguém te contou)
Você já percebeu como a “desinfluência” virou tendência nas redes? Mas e se eu te disser que nem tudo que parece liberdade… realmente é?
No episódio de hoje, eu te mostro o que está por trás desse movimento que promete fazer “as pazes” com vulnerabilidade que existe em todos nós, mas que tem se mostrado mais uma trend vazia e passageira por parte de algumas figuras “ilustres”.
Se você já se sentiu confuso com tantas opiniões, tendências e “verdades” na internet, esse vídeo é pra você.
Janaína Ferreira
- Autenticidade vs ComercialismoA linha tênue entre vulnerabilidade genuína e tática de marketing · A importância da coerência e linearidade no discurso · O papel da comunicação não violenta · O efeito ralo e o efeito Ben-Dwan · A necessidade de pertencer a um grupo
- O fenômeno da desinfluênciaCrítica ao movimento de desinfluência nas redes sociais · A busca por autenticidade e vulnerabilidade · A desconfiança em relação a figuras públicas e marketing digital · A pressão social e a busca por pertencimento
- A importância de ser verdadeiro e coerenteA necessidade de alinhar a rota e ser autêntico · A conexão real gerada pela identificação · A diferença entre autenticidade e verdade
- O conceito de 'arena da vida' e o viver e aprenderA importância de se expor e errar para evoluir · A ressignificação do erro como oportunidade · A autopercepção e a busca pela melhor versão
- Lidando com o erro e a críticaA dificuldade em aceitar o erro na internet · A comunicação não violenta como ferramenta · A coragem de discordar e se expor
- A complexidade humana e a multipotencialidadeAssumir a complexidade e as múltiplas versões de si · A importância de ser verdadeiro consigo mesmo
- Exemplos de autenticidade e coerênciaIsabela Mat · Gabriela Prioli · Bianca Andrade
- O papel da comunicação e do storytellingLinguagem narrativa e construção de conteúdo · A criticidade em relação às narrativas da internet
Nada desse papinho de desinfluenciando. E aí eu mostro eu lavando os pratos. Desinfluenciando. Aí eu mostro eu na igreja. Porque antes eu não mostrava. Agora eu estou mostrando. Te desinfluenciando. Aí eu mostro que eu tenho conta para pagar.
Não, isso não é um movimento real, tá? Te desinfluenciando a... Será mesmo? Eu tenho certeza que você já ouviu algum post no Instagram, ou algum Reels, ou algum TikTok, onde a pessoa está dizendo que está te desinfluenciando, contando sobre uma vulnerabilidade dela. Mas por que será que todo mundo começou a falar sobre suas vulnerabilidades no mesmo momento? Vamos falar sobre isso hoje, porque para mim isso é muito curioso.
Então sejam muito bem-vindos e bem-vindas a esse podcast. Eu resolvi falar por Janaína Ferreira. É uma alegria imensa ter você aqui comigo. Eu espero que você esteja bem, eu espero que você esteja feliz e eu espero que você esteja sendo você em essência, em autenticidade. E pare de seguir a manada.
Tá, já fica aqui o recado, para de seguir a manada, porque nada mais é do que uma nova treine, para mim, esse movimento das pessoas quererem mostrar uma parte vulnerável sua para se fazer pertencente a um novo modelo de conteúdo, um conteúdo que está sendo viral. Gente...
Vamos aprofundar um pouquinho sobre isso, porque eu não quero ficar na superficialidade aqui com vocês. Eu gosto de mergulhar mais profundo, vocês sabem. E também dizer um pouquinho da minha opinião de tudo isso, o que eu estou achando desse movimento. E por que só agora começou esse movimento? Na verdade...
Não foi só agora, agora teve o boom, agora eu tô vendo mais pessoas fazendo isso, mas há algum tempo, digamos, há um ano atrás, eu já vinha percebendo as pessoas começarem a falar um pouco mais das suas insatisfações, mostrar um pouco mais a sua vida real, menos personificada, sabe? Que o Instagram pede que a gente seja o tempo todo aquela face perfeita, só que na verdade a vida não é isso, a vida não é um roteiro.
perfeito, onde tudo está muito polido, onde tudo está muito encaixado, onde tudo dá certo não é assim a vida real tem suas nuances a vida real tem seus problemas quando a gente decide esconder isso, porque sim, por muito tempo nós decidimos esconder por uma pressão social vinda das redes sociais decidimos que a nossa face imperfeita não era bonita para se mostrar mas
Não era engajável, não era algo que as outras pessoas buscavam. As pessoas buscavam sair da sua própria insatisfação, do seu cotidiano medíocre, e encontrar na rotina do outro um oásis, onde ela pudesse sonhar, onde ela pudesse se inspirar, onde ela pudesse sentir inveja muitas vezes, e isso movimentava a vida das pessoas.
Só que a gente chegou num momento onde todo mundo está cansado, exausto, de sustentar um personagem que não faz sentido para ninguém. Não faz sentido para ninguém. E agora eu tenho percebido que esse movimento tem crescido, inclusive entre pessoas famosinhas do digital, do marketing digital, pessoas famosas, artistas, atores. E eu tenho, por uma parte, gostado disso e por outra parte, me questionado se isso não é mais um movimento de...
Trend de marketing. Porque, gente, eu sempre fico com o pé atrás. Aliás, com os dois pés atrás. Quando eu vejo esse movimento em massa. Principalmente vindo de pessoas que trabalham com marketing digital. E por que isso? Tirei um print de um comentário que foi feito no post do Yezer. Que é um criador de conteúdo já muito...
antigo, bem estruturado dentro do marketing digital. Gosto da pessoa do IES, ele é bem legal, passa um conteúdo legal. Só que aí o IES, assim como várias outras pessoas, a Bettina, o Dolfo, a Hannah...
A Hannah também postou um conteúdo próximo a isso, parecido com isso. E o da Hannah, eu vou contar para vocês o que ela colocou, mas vamos falar do Yezer. O Yezer colocou um post lá dizendo que não aguentava mais postar, porque ele estava estimulado a criar conteúdo como ele sempre criou para o Instagram. Só que aquilo que ele estava fazendo era um post, só que era um post de posicionamento. E as pessoas começaram a comentar sobre isso e perguntar a ele, mas por que só agora?
Será que isso não é mais um movimento de marketing? Você não está querendo vender alguma coisa? E aí a gente chega num ponto onde há descredibilidade. Quando você passa muito tempo sustentando um personagem que não é a sua vida real, que não é você 100%,
E aí você volta e faz esse movimento de começar a contar um pouco mais sobre você, a face real da sua vida, um pouco mais da sua vulnerabilidade. As pessoas começam a desconfiar. Porque, ora, se há muito tempo você era o cara perfeito, da vida perfeita, dos grandes milhões, por que só agora você começou a dizer que está desmotivado a criar conteúdo, enfim, não vê sentido mais nisso tudo? As pessoas começam a desconfiar.
E é natural esse movimento de desconfiança, porque por muito tempo a gente foi bombardeado por uma narrativa que dizia exatamente o contrário. E agora, pum, tem uma ruptura, o plot twist, né? Como eles falam. Vem a ruptura. Não, gente, eu não sou aquilo ali, não. Eu sou isso aqui também.
E não é que seja errado ele começar a falar sobre as vulnerabilidades, mostrar essa face dele agora. Não é errado, não estou dizendo isso. Mas é estranho, porque exatamente nesse momento, tantas outras pessoas começaram a fazer a mesma coisa.
O post da Hannah, ela contou exatamente assim, que todo o sucesso, todos os resultados que ela teve nos últimos anos foi pura sorte, porque ela sofre de síndrome da impostora. Como assim, gente, foi pura sorte? Não foi pura sorte, gente. A mulher trabalhou, lógico, ela poderia estar vivendo a síndrome da impostora? Sim, eu não estou dizendo que não.
Ela estava vivendo, mas ela estava ali fazendo, apesar da síndrome da impostora. Ela estava fazendo, ela estava ali, correndo atrás. Então, a síndrome da impostora não foi suficiente para parar ela. E ela conseguiu alcançar os resultados que ela desejava.
Então não foi pura sorte, foi trabalho, foi constância, foi dedicação. E aí quando ela coloca dessa forma, me soa sensacionalista. Me soa um pouco falso essa mensagem, essa narrativa. É meio que aquilo de, olha, eu estou contando tudo para vocês, para que vocês entendam que eu sou igual a vocês.
Só que na verdade não, você está contando essa narrativa de uma forma muito bonitinha, do jeito que você acha que vai trazer um comportamento das pessoas, que eu não sei qual é um comportamento X, que você espera a partir dessa sua nova versão. Pode ser sim que você esteja esgotada de sustentar aquele personagem, mas pode ser também uma estratégia de marketing, a gente fica sempre nessa indecisão. É ou não é?
Vai depender do quanto você confia nessa pessoa. Eu confesso que eu tenho algumas pessoas que já estão muito descredibilizadas. Na minha opinião, elas já estão muito descredibilizadas por causa desse comportamento oscilante. À medida que vai mudando a plataforma, vai mudando o comportamento de consumo das pessoas, eles seguem esse modelo, gente. Não vamos nos iludir.
Eles estão ali para se adequar às novas ondas que a internet vai demandando. É sempre uma necessidade de atender ao que a internet e as redes sociais exigem. Se agora está imperando um conteúdo mais low profile, um conteúdo mais orgânico, um conteúdo mais cara limpa mesmo, mais vulnerável, é por esse caminho que essas pessoas vão seguir para manter o público deles, fiel ao público deles.
E nunca é um movimento 100% verdadeiro. Estou até julgando, falando isso, mas, para mim, eu não sinto como um movimento 100% verdadeiro por conta dessas contradições no meio do caminho. O que é que eu valorizo muito? O que é que, para mim...
soa como verdade, 100% verdade, se você manteve a mesma postura em todas as fases que a internet pedia. Se você sempre foi essa pessoa que teve ideias criativas, inovadoras, autênticas, e defendeu isso com unhas e dentes, se você sempre foi aquela pessoa que remava contra a maré e estava ali sustentando o seu B.O.
não cedendo às pressões das mudanças da rede social. Poderia até se render um pouco, mas não 100%, estava ali sempre com o mesmo posicionamento. Isso, para mim, soa mais verdadeiro do que uma pessoa que, do nada, começa a falar sobre suas vulnerabilidades, quando todo mundo já está falando sobre isso. Uma pessoa que eu posso dar de exemplo, dentro desse mundo do marketing digital, é a Isabela Mat. Eu sigo a Isabela desde 2021.
Quando eu comprei o primeiro curso dela, lá atrás, enfim, era outra coisa. E desde o momento, eu já conhecia a Isabela de outras coisas, enfim, da parte da moda, mas eu não seguia, vim começar a seguir depois que ela entrou nesse ramo do marketing. E ela, para mim, se mantém em um posicionamento linear.
Não que ela não tenha mudado, ela mudou, mas ela se mantém numa linearidade mais confiável para mim. Ela consegue dizer o que ela sente, o que ela pensa, quem ela é, independente do que as outras pessoas estão dizendo, fazendo. Ela está pouco se importando para isso. Então isso para mim sustenta uma verdade, é uma vulnerabilidade verdadeira.
e que tem feito com que ela mantenha o seu público fiel, e esse público vai comprando essas mudanças que ela vem fazendo, porque não fica tão brusca a mudança. A mudança acontece, faz parte da vida, ela é ótima, ela tem que acontecer, mas ela não vem de uma forma tão brusca, onde você começa a desconfiar. Opa, peraí.
Você não era assim. Por que você mudou logo agora? Essa descredibilidade, essa desconfiança do público, minha inclusive, ela não acontece quando aquele personagem que a gente admira, ele mantém uma certa coerência dos seus valores, de quem ele é, do que ele acredita.
Esse é o caminho que eu tento seguir na internet, desde o começo. Eu já tentei, inclusive, por necessidade de comprar essa verdade que as pessoas estavam dizendo, olha, você tem que agir dessa forma nesse momento, você tem que vestir essa roupa nesse momento, você tem que falar desse jeito nesse momento. Lá no início, eu tentei sucumbir essa minha autenticidade para tentar me adequar e tentar pertencer a esse novo mundo que eu estava entrando.
Da comunicação, do marketing, de me expor na internet. Só que chegou um momento que eu parei e disse assim, eu sempre soltava em alguns momentos quem eu era, mas eu estava meio que contida.
Só que ano passado e ano retrasado, quando eu decidi romper com isso, definitivamente, eu já não aguentava mais. É algo tão intrínseco meu, é algo tão orgânico meu de ser verdadeira o tempo todo, apesar das críticas, dos julgamentos, apesar da perca de seguidores.
Apesar de qualquer coisa É intrínseco Eu tenho essa necessidade de ser Verdadeira comigo mesmo Valorizar quem eu sou Os meus valores Defender os meus posicionamentos Para que assim eu possa me sentir Mais completa nos ambientes Em que eu estou Eu estava tentando tirar partes minhas
Que não fazia sentido eu tirar, gente. Eu sou complexa. Eu sou complexa. E tudo bem. Eu sou multipotencial. E tudo bem. Eu posso mostrar várias versões minhas. E não vai soar distoante. Não vai soar incongruente para as pessoas. Porque eu estou ali reafirmando todas essas minhas versões. Essa complexidade que eu sou. Então eu venho fazendo esse movimento nos últimos anos. De assumir essa complexidade.
E logo agora, justamente agora, as pessoas também compraram essa ideia de, opa, eu vou mostrar também a minha vulnerabilidade aqui, eu também vou falar um pouquinho dos meus problemas da vida real, para que todo mundo entenda que eu também sou gente como a gente. E a gente acaba caindo no limbo da descredibilidade, no limbo da...
Desconfiança, que foi o que aconteceu com o Iezer Com a Bettina, todo mundo começou A questionar, já vi vários vídeos No TikTok, onde pessoas estão fazendo Análise de perfil dessas pessoas Fala dessa nova versão E diz que é uma nova Jogada de marketing dela, agora
Ela não é mais a empresária, ela é uma pessoa cristã, mas é quase uma missionária. Ela está sendo quase uma missionária, pregando, fazendo genjum, falando mais sobre Deus. E vocês entendem que é uma mudança muito brusca? Uma pessoa que não falava de Deus em nenhum momento na internet. E depois, do nada, começou a falar sobre Deus, começou a ter um posicionamento diferente, um comportamento diferente. Para mim, isso soa falso.
Eu estou aqui julgando, peço perdão a Deus, porque, enfim, mas estou julgando mesmo, para mim soa falso, não soa como algo natural da pessoa, e eu posso estar errada, tá? Eu posso estar errada, mas para mim soa muito falso. Há uma das pessoas que eu mais admiro, além da Isabela, dentro do marketing, a Isabela é uma das pessoas que eu gosto muito, porque ela tem essa característica mais autêntica, que conversa comigo.
Outras pessoas que eu admiro muito e que também são assim, a Gabriela Prioli, a minha best, maravilhosa, ela também tem esse posicionamento, apesar do status que ela já alcançou dentro aí do meio artístico, da comunicação, essa relevância que ela alcançou.
Ela não abre mão de mostrar a sua face real Ou seja, ela é real o tempo todo Ela está mostrando que ela gosta de tal coisa Que ela é assim no offline Ou seja, ela pode até maquiar um pouquinho em determinadas situações Mas ela é 90%, 100%
90% é ela mesma E eu que a conheci presencialmente, pessoalmente Posso confirmar com todas as letras Ela é a mesma pessoa que eu vejo, que eu conheço no digital Pessoalmente ela é a mesma pessoa E eu tinha muito medo de quebrar a expectativa em relação a isso Eu tinha muito medo porque é uma pessoa que eu admiro demais É uma pessoa que eu tenho como referência
que eu vejo a minha história na dela em determinadas situações, e aí você chega para conhecer a pessoa e tem uma quebra de expectativa da pessoa não ser nada daquilo que você pensava, imaginava sobre ela, pautado naquilo que ela mostra no digital, é foda, é muito ruim. E aí quando eu tive a oportunidade de conhecê-la ano passado, foi um alívio para mim, foi um alívio. Eu conheci a mulher no palco, dando a palestra.
É a mesma Gabriela que tá falando na internet o tempo todo. Conheci presencialmente. É a mesma Gabriela que fala com as patricinhas emergentes no grupo privado dela que eu estou lá. É a mesma pessoa. Então isso pra mim é um afago no coração. Isso pra mim, sabe, me dá um ânimo. São pessoas que me enchem os olhos, me brilham os olhos. Porque não tem nada mais bonito do que a gente assumir a nossa vulnerabilidade, a nossa versão humana, gente.
Nós somos seres humanos, errantes. Eu amo uma música daqui de abelha que fala sou errada, sou errante, vou errando enquanto o tempo me deixar. É isso, eu sou errada, eu sou errante. E eu vou errando até o tempo me deixar, eu vou errando e consertando, errando e consertando, errando e consertando, eu só não posso parar.
Eu só não posso parar. Se eu estou ali tentando, é porque eu estou viva. Se eu estou ali tentando, colocando a minha cara tapa, é porque eu quero fazer diferente, é porque eu quero uma mudança, é porque eu quero evoluir, eu quero atingir determinada coisa, determinada posição social. Eu quero, eu estou ali querendo.
Quando eu não estou mostrando essa minha verdadeira versão errada, errante e acertante também, eu acabo caindo no limbo da descredibilidade, no limbo da desconfiança. Eu quero seguir um modelo de perfeição que não me pertence.
Um personagem que uma hora ou outra vai cair a máscara e eu vou ficar mais exposta do que eu ficaria se eu começasse a falar de verdade sobre quem eu sou. Entendem a diferença? Isso é muito perigoso. Em várias situações, gente, não somente na internet, no trabalho, em casa, nos relacionamentos que você tem, mostra quem você é, cara. Sustenta a tua versão, sustenta teu B.O.
Lógico, você vai ter que se adequar aos ambientes Sim, porque a gente não vai Ora, eu vou sair com a roupa de casa De pijama e vou pro trabalho E tá tudo certo Não, a gente tem que se adequar As regras sociais Minimamente ali estabelecidas Pra manter uma organização social Não tô falando que isso não Não deva acontecer, deve A gente se adequa Mas os meus valores O que eu defendo Quem eu sou na minha essência não pode mudar Apenas Apenas
Tem que se manter intacto. E se for para mudar, que seja para evoluir. Tem pontos meus aqui que são baseados em contextos da minha história. Visões de mundo limitada que eu tinha. Então eu quero mudar isso daqui. Beleza. A gente muda. A gente evolui. Mas a base, o centro, não pode mudar a gente.
Eu sou uma pessoa que defendo justiça social, eu sou uma pessoa que defendo liberdade, eu sou uma pessoa que defende as diferenças, a igualdade entre as diferenças. Eu sou essa pessoa. Eu não posso, em algum momento, em determinado momento da minha vida, mudar o meu discurso somente por interesses de terceiros.
Janaína, você não vai mais poder falar sobre isso, você não vai mais poder falar sobre justiça social, você não vai mais poder falar sobre seus posicionamentos políticos, ideológicos, filosóficos, religiosos, você não vai mais poder falar sobre isso porque esse trabalho aqui não cabe isso. Vai ter trabalho que de fato não vai caber. Se não ferir esses princípios meus, se eu não tiver que passar por cima de ninguém para atingir aquele objetivo daquele trabalho, ok.
Beleza? Mas se ferir os meus princípios Eu tiver que passar por cima de alguém Desconsiderar o outro ser humano Que está dentro do jogo Somente para atingir um objetivo financeiro Social Não, eu não aceito isso Eu não compro isso
Isso faz parte de quem eu sou. Então, a todo momento, eu tento reforçar essa narrativa em todos os conteúdos que eu faço. Aqui no podcast, que é uma forma mais aberta, mais crua minha de comunicação com vocês, eu estou aqui como se eu estivesse numa mesa de bar. Eu estou aqui falando mesmo o que vem sem filtro, mas tentando trazer esse contexto para que vocês entendam as minhas ideias.
Lá no YouTube, onde o conteúdo é mais focado em educação, nas minhas redes sociais. Agora, inclusive, eu consegui fazer, porque para mim era tão difícil, gente, fazer um post onde eu conseguisse colocar todas as minhas versões e as pessoas entendessem. Para mim era muito difícil isso. Mas finalmente eu consegui. Então eu falo sobre comunicação não violenta e tudo isso que eu estou dizendo é comunicação, é linguagem.
A forma como você fala o que você pensa, o que você quer, o que você deseja, como você agora está se comportando. Isso tudo são linguagens narrativas, storytelling, e a gente vai comprando tudo isso, muitas vezes sem nem perceber, mas eu estou aqui para dizer para vocês, tenho mais criticidade em relação a isso.
Esse movimento, trazendo um pouco mais de teoria, tá? Pra gente aprofundar um pouco. Esse movimento de eu seguir a manada em determinados momentos faz parte dessa necessidade da gente querer pertencer. A Brené Brown, que é uma das autoras que eu mais amo, admiro, que fala sobre vulnerabilidade e que é uma pessoa que tá ali também na arena da vida, inclusive isso é uma frase dela, de um livro dela que eu li.
Ela fala assim, parafraseando o que ela disse, que a gente precisa estar na arena da vida. Quando a gente está na arena, a gente está vulnerável, a gente está mostrando a nossa versão. A gente está ali, errando, lutando, suando, e isso faz com que a gente evolua enquanto ser humano. Mas se eu estou na arquibancada, julgando quem está ali na arena...
fazendo a parte dele, fazendo o seu trabalho e se expondo para conseguir algo, para se manter em determinado lugar, essa minha posição da arquibancada, ela é muito favorável, ela é muito confortável. Eu não preciso fazer nada, eu estou aqui só olhando de cima, enquanto o outro está ali, mostrando quem ele é, para que ele veio, e eu estou só julgando, só julgando, só julgando, mas eu não me mostro, eu não me coloco.
É muito fácil manter essa posição da arquibancada. E você acaba sendo essa pessoa irrelevante no jogo da vida. Porque você não consegue atingir os resultados que você quer ou que aquela pessoa está conquistando e você deseja a mesma coisa que ela.
Porque você está na arquibancada, você não se expõe, você não se coloca, você não mostra as suas vulnerabilidades. Eu não estou dizendo aqui que você vai ter que abrir a sua vida e falar sobre tudo na internet. Eu não estou dizendo isso. Ou nos ambientes de trabalho, ou nos relacionamentos afins que você tenha.
Eu não estou dizendo para ser um livro aberto à sua vida. Eu não estou dizendo que você está passando por uma situação XYZ e abre a câmera do celular e começa a narrar isso para as pessoas como se as pessoas tivessem alguma coisa a ver com isso que você está vivendo. Esse tipo de pessoa já existe, tá? E eu não vou nem dizer o nome aqui porque vocês conhecem. É uma pessoa que faz a vida um reality show. Que tem aí suas contradições, que usa de tudo. Absolutamente.
tudo pra fazer conteúdo, não importa quem ela esteja passando por cima não importa se é pai, se é filho se é marido, se é mãe não importa, ela tá ali pelo conteúdo e para o conteúdo, então tudo vira conteúdo na vida dessa mulher vocês devem saber quem é, não vou dizer o nome
Não é isso, tá? Isso também não é realidade, verdade. Isso não é vulnerabilidade real. Isso é uma jogada de marketing. Isso é um estilo de vida pautado em atender a expectativa dos outros. Porque eu tenho que estar mostrando o tempo todo o que eu estou fazendo, o que eu estou comendo, o que eu estou pensando, o que eu estou vivendo, para que as pessoas fiquem comigo. É uma necessidade muito grande, inclusive, de se sentir acolhida e pertencida. Essa é a análise que eu faço.
É uma pessoa que tem a necessidade muito grande de estar pertencendo a um grupo, de ter essas pessoas que estão ali cultuando ela. Isso para mim também não rola. Não rola. Eu não sou a pessoa que vai jogar na internet tudo que eu estou vivendo. Não. Mas eu quero sempre defender os mesmos posicionamentos que eu tenho.
Para que não soe discordante, para que não soe conflitante com os meus discursos anteriores, com aquilo que eu já construí anteriormente. Porque a minha história precisa ser coerente. Em determinados momentos vão haver mudanças, mas a minha história precisa ser coerente. E a mesma Brené que fala da arena da vida, onde a gente precisa estar nessa arena da vida para aprender, para evoluir enquanto ser humano, gente... A gente...
pra mim não tem nada mais bonito, não tem nada mais bonito do que você ser essa pessoa que tá dando a cara tapa, essa pessoa que tá ali, sabe, tentando, errando, fazendo diferente, evoluindo, não tem nada mais bonito pra mim, talvez porque eu seja também essa pessoa.
E aí eu me atraio por pessoas parecidas comigo. Isso também a psicologia explica. A psicologia comportamental explica. A gente vai atrás dos nossos pares. Então os meus pares ideais são pessoas que estão também nesse movimento de querer evolução, gente. São pessoas que não param apesar dos problemas, apesar do contexto, apesar das pessoas ao redor. São pessoas que não se deixam...
baixar a cabeça, não se deixam ficar por muito tempo no chão. Eu já caí várias vezes, eu já fiquei na lama várias vezes, mas eu não desisti. Eu não me permiti ficar nesse lugar de lama, eu não me permiti ficar nesse lugar de subserviência, de pessoa que não pode existir plenamente.
Eu levantei a cabeça e comecei a fazer de novo. Todas as vezes em que eu parei de produzir conteúdo e depois eu voltei, foi esse momento que eu estava ali alinhando a minha rota. Foi esse momento que eu estava analisando. Janaína, peraí, você está saindo por um caminho que não está sendo o verdadeiro. Você está indo por um caminho que não te representa. Volta. Então, todos esses momentos que eu dei pausa nos meus conteúdos, que eu reformulei os meus conteúdos.
foi para me alinhar internamente, foi para ser verdadeira comigo mesma, foi para ser autêntica, apesar de todas as críticas e julgamentos do que esperam de mim. Mas uma coisa é certa, quanto mais real você é, mais verdadeiro você é, mais as pessoas vão querer estar próximas de você, porque vai existir uma similaridade, vai existir no fundo, no fundo, pessoas que se parecem.
Ora, aquela pessoa ali é ser humano como eu, ela passa por problemas como eu, ela sofre como eu, e isso gera identificação real, isso gera conexão real, que é tudo que o marketing fala pra gente ter, né? E a gente vai tentando fazer isso de uma forma maquiada, sendo uma coisa que a gente não é.
Eu não compro mais essa ideia. E eu reafirmo e falo para vocês. Sejam autênticos. É outra palavra que está muito viralizada. E muito até desgastada dentro da internet. Porque tudo é autêntico agora. Mas nada é verdadeiro. Tudo é autêntico, mas nada é verdadeiro. Então sejam verdadeiros. Sejam autênticos de verdade. Comecem, gente, a serem autênticos mesmo. E aí, Janaína, mas se eu mostrar...
somente a face real minha, os meus problemas, as pessoas também não vão se interessar por isso. Não, você não vai só mostrar só isso. Você vai mostrar o seu conteúdo, o que você tem a oferecer para as pessoas. Porque o que sustenta uma comunidade não é só você mostrar quem você é, mas também o que você tem a oferecer para essa comunidade.
Se eu tenho a oferecer o meu conhecimento de CNV para as várias relações da vida, para as várias situações da vida, isso eu sei que gera mudança e contribui para a vida da pessoa. Então as pessoas vêm até mim para consumir esse conteúdo de CNV e quando elas chegam elas percebem que, opa, a Janaína não é somente uma facilitadora em CNV. A Janaína não é somente um especialista em CNV, a Janaína também é ser humano.
É mãe, é esposa, é mulher. E passa por situações comuns. Assim como eu, que também sou mulher. E vocês vão se identificando aí com as minhas características. É isso que torna o combo perfeito. O meu conteúdo, ele atrai, ele retém.
mas também a minha versão ser humano, porque não dá para separar CPF de CNPJ, não dá para separar CPF do meu registro profissional, eu sou uma única pessoa, e quanto mais a gente mostrar que somos uma única pessoa, profissional e pessoal na mesma pessoa, mais quem está do outro lado da tela, mais quem trabalha com a gente, vive com a gente, convive com a gente, vai se sentir mais confortável de estar perto,
Da gente E sendo bem redundante mesmo Sabe a Bianca Andrade? É outra pessoa que eu também admiro no digital É uma pessoa errada, errante Sempre na estrada, sempre distante Vai errando e quanto tempo vai deixando ela errar A Bianca é outra que eu também não seguia No tempo lá dos primórdios Do YouTube, mas que eu vim conhecer já Nessa fase já famosa Depois do Big Brother e tudo mais E é uma pessoa que dá a cara a tapa
É uma pessoa que está ali, mostrando a vida real dela, mostrando quem ela é, o posicionamento dela, a mudança, a maturidade, a evolução. E a gente vai acompanhando isso e vai se sentindo verdadeiramente pertencente àquela história.
Não é falso, é real. Quando a marca dela, que ela fez todo um show, um show business, para lançar a marca dela, foi por água abaixo, por conta da base que deu errada, gente, essa mulher, ela poderia ter sumido e nunca mais ter voltado e colocado as caras na internet. Ela não morreria de fome, com certeza não. Ela poderia ter feito isso. Mas o que foi que ela fez? Ela deu um tempo.
Dê uma pausa para resolver o problema internamente dentro da empresa, para se organizar internamente e depois vir e mostrar a cara de novo. Para dizer, gente, olha, errei. Ponto. Errei. E a partir de agora eu vou tentar fazer diferente. A partir de agora a marca vai fazer diferente.
E isso é bonito, isso é bonito, enquanto estava todo mundo lá descendo a lenha nela, porque esperavam algo maravilhoso, esperavam algo, sabe, a nível do que ela vinha propagando e publicizando, nessa antecipação do lançamento da marca dela.
Essas pessoas foram muito cruéis, muito cruéis. Foram para aquele tribunal da internet mesmo. Colocaram ela lá na cadeira da ré e condenaram a mulher. Não serve para nada. Ela errou, não serve para nada. E aí a gente entra naquela discussão do erro. Como a gente lida com o erro? Por que que na internet, na rede social, é muito mais fácil a gente ser seduzido pelo discurso de ser perfeito, perfeita?
Porque o erro não é bonito. Não foi até um tempo. Agora está começando a parecer mais como algo natural. Errar sempre foi entendido pela sociedade como algo feio.
Algo que não é virtuoso. Você errou, você está no limpo. Você não serve, você não presta. E a gente ouve esse discurso desde criança. Reforça isso na vida adulta. Isso é comunicação violenta, que é pautada na nossa educação violenta. Ouvimos o tempo todo, se você errou, você vai ser castigado por isso, vai ser punido por isso. E a gente chega na vida adulta querendo punir os outros.
Querendo castigar os outros Se eles estão errando Se eles estão mostrando ali a face real Ser humano que ele é Só que gente, todo mundo é feito da mesma matéria Eu sou feita de carne e osso Você é feito de carne e osso também Então somos passíveis a erro A priori
Somos passíveis a erro. A comunicação não violenta vem exatamente, nos dá essa liberdade de falar sobre isso de forma muito clara, coerente, respeitosa, sem julgar, sem condenar nenhum.
pessoa, inclusive já me retratando aqui porque eu julguei a Bettina lá atrás, ela pode até estar fazendo um movimento verdadeiro, não sou verdadeiro pra mim, ela vai me convencer depois de muito tempo se eu não ver outra mudança brusca dela aí ela me convence de que realmente é uma mudança real, mas enquanto isso pra mim ainda sou falso mas a CNV ela vem mostrar isso
Gente, vocês podem ser quem vocês são a todo momento. Use da CNV para você falar sobre o que você sente, o que você pensa, o que você necessita para fazer pedidos. Use da CNV para isso, para sustentar a sua autenticidade, a sua versão humana. Eu precisava falar sobre isso porque estava engasgado. Engasgado mesmo. Eu estava vendo esse movimento crescendo e eu disse, espera aí, gente.
tá acontecendo alguma coisa. Ou todo mundo tá muito exausto, cansado mesmo da internet, tá todo mundo chutando balde, e aí eu vou ser quem eu quero ser mesmo, e já chegou num patamar que eu posso fazer isso, porque são pessoas que já atingiram o sucesso financeiro, profissional, então agora elas se sentem meio que autorizadas. Também tem isso, né? As pessoas se sentem meio que autorizadas a mostrar essa versão, porque já conseguiram...
determinado patamar e dali elas conseguem viver plenamente sem o palanque, sem o palco das pessoas. Mas também pode ser uma jogada de marketing, né? Então a gente fica sempre nessa incerteza do que é, do que não é. A Brené, que eu falei lá atrás, vou até pegar o livro dela aqui, ela fala que esse movimento de você querer pertencer a um grupo, comprando a narrativa daquele grupo,
para se sentir incluído, ela chama isso de efeito ralo, que é quando uma pessoa, um líder, ou seja, a Bettina ou o Yezer, eles são pessoas de referência, influenciam a resposta deles, o posicionamento deles, tem muita influência, tem maior peso dentro de um grupo e as pessoas vão imitando esse comportamento. Eu vi muito isso nos comentários do Yezer também.
no post que ele fez. Algumas pessoas dizendo assim, ah, eu também quero fazer posts igual o seu, mostrar mais um pouco da minha vulnerabilidade. Enquanto tinha outras pessoas que diziam assim, será mesmo que não é uma jogada de marketing? Então, quando essas pessoas que dizem, eu quero imitar o seu conteúdo, eu quero mostrar a minha versão vulnerável,
Essas pessoas estão se sentindo autorizadas porque o líder delas, o Yezer, que é o criador de conteúdo referência para elas, conseguiu fazer isso. Então se ele conseguiu, eu também quero seguir esse movimento. E aí eu começo a imitar o comportamento dessa pessoa. Tem outro termo que a Brené usa que é o efeito Ben-Dwan, que é o instinto humano de seguir os outros mesmo quando se discorda deles.
E aqui, gente, a gente falando de questões de trabalho, é muito difícil você ser a última pessoa a dizer que discorda do grupo quando todo grupo, tirando você, já concordou com aquela ideia. É muito mais difícil você mostrar uma opinião diferente, discordar, quando todas as pessoas que estão ali naquele meio junto com você já concordaram, ou seja, ser o ponto de inflexão daquele grupo. Você tem que ter muita coragem.
Muita coragem para se expor, para se colocar vulnerável naquele momento. E a Brené fala sobre isso, né? Todo mundo animado com a decisão. Eita, vamos fazer dessa forma. Mas você internamente não concorda. Já passei por uma situação como essa. Internamente eu não concordo com aquela situação. Eu não concordo com aquela tomada de decisão. Mas eu não tenho coragem de ir contra o grupo. Porque o grupo é maior do que eu.
Eu sozinha, com outro grupo, eu vou estar me expondo e provavelmente eu não vou ser ouvida porque o grupo já decidiu. É muito difícil. E aí, isso é um movimento humano, tá? Esse movimento Bedouin é humano. A gente vai agindo, a gente vai se adequando a esses grupos e tendo sabedoria, gente.
Tendo sabedoria de saber quais brigas eu quero comprar, quais conflitos eu quero comprar. Se aquela decisão que foi tomada pelo grupo de fato me fere muito internamente, fere os meus valores, eu não concordo de jeito nenhum, não consigo fazer concessão, eu tenho que me opor.
Eu tenho que me colocar na arena, ter coragem de me colocar na arena e discordar. E levantar o debate novamente. Mas se é algo que, mesmo eu discordando, eu consigo superar pelo grupo, então beleza. Passo por cima daquilo que eu acredito, que acho que é o melhor caminho.
E a gente segue. Mas isso é também um movimento humano de se sentir pertencente ao grupo. Tanto o primeiro, o efeito ralo, como o segundo, são movimentos que a gente faz para se sentir pertencente ao grupo. E nenhum dos dois é o melhor para nós. O melhor é o viver e aprender, que a Brené também fala sobre isso. O viver e aprender é o quê?
Eu estou me colocando na arena, eu me coloco no jogo, me coloco em risco, estou errando, mas eu também estou buscando acertar. É não olhar o erro como fatalismo, é olhar o erro como uma possibilidade, uma oportunidade de mudança, de ressignificar, de evolução. E aí ela fala, o viver é de fato você se expor, é você de fato se colocar, é você de fato sustentar o que você acredita, quem você é.
E aprender é sempre estar nesse movimento de se autoavaliar, de se auto perceber e observar o que em mim ainda precisa ser mudado, o que em mim ainda precisa ser melhorado. Esse movimento interno faz com que a gente seja cada vez mais a nossa melhor versão.
Que todo mundo fala por aí também A nossa melhor versão nada mais é do que isso É a gente manter coerência com quem a gente é Ser autêntico com quem a gente é De verdade Vai ter determinados momentos Que eu vou julgar Como eu fiz agora há pouco Vai ter determinados momentos que eu vou criticar Vai ter determinados momentos que eu vou acertar e muito Que eu vou ser empática Que eu vou ter compaixão E tá tudo certo? Isso faz parte da vida Faz parte do movimento de quem eu sou Complexa enquanto ser humano Apenas E aí
Então é isso, gente. Eu espero que vocês tenham gostado de papear junto comigo sobre isso. Vamos comprar essa ideia de ser verdadeiro, verdadeira desde o início? E aí a gente vai mostrando a nossa real versão, porque eu sinto que esse movimento também vem de um cansaço coletivo.
Vem desse cansaço e vem desse movimento antiprodutivista da gente estar sempre consumindo, produzindo, mostrando o que está fazendo, mostrando o que está dando certo. Só que, na verdade, a gente está exausto de mostrar que dá certo, porque, na verdade, não dá. Mostrar ali os bastidores, porque, sim, isso também é um movimento de conexão. A gente já sabe disso, mas está faltando ainda.
Essa verdade. Para mim falta esse fundo de verdade. E aqui é um espaço. Onde eu tento exercer. Essa minha versão. Essa minha honestidade com vocês. É um valor. Inegociável meu. A honestidade. A autenticidade. Comigo mesma em primeiro lugar. E aí eu transpareço isso para vocês. E nos conteúdos que eu faço.
Eu vou te influenciar a ser quem você é de verdade. Eu quero te influenciar a ter coragem de assumir os seus erros, mas também assumir as suas vitórias. Porque nem só de erro vive a vida, nem só de batalha vive a vida. A gente também é acerto, a gente também é vitória, a gente também é sucesso. Então mostrar isso em conjunto dá muito mais ânimo de acompanhar você nas redes sociais, de me acompanhar nas redes sociais.
Então eu quero te influenciar a isso, tá? Nada desse papinho de desinfluenciando. E aí eu mostro eu lavando os pratos. Desinfluenciando. Aí eu mostro eu na igreja. Porque antes eu não mostrava. Agora eu tô mostrando.
Te desinfluenciando Aí eu mostro que eu tenho conta pra pagar Não, isso não é um movimento real, tá? Isso é mais um movimento viral aí Que tá acontecendo na internet Seja real, seja coerente Seja honesto, honesta com quem você é Em primeiro lugar E aí tá tudo certo E aí a gente vai conseguir sim fazer da internet Um lugar mais saudável pra se habitar
um lugar mais feliz para se habitar, onde não somente fotos performáticas fazem sucesso, mas aquela foto do cotidiano, onde lá no início atraía muita gente, onde lá no início era isso o conteúdo, essas fotos voltam a fazer sentido e as pessoas não acham estranho.
Não acham feio Porque isso é a vida, gente A vida tem esses contrastes A vida, muitas vezes, não é essa resolução 4K Que a gente mostra no Instagram A vida, muitas vezes, é aquela foto HGA Sabe? Borrada
Manchada Mas que é bonita por si só É bonita porque ela é real Ela é verdadeira, tá bom? Então é isso, o papo foi longo Espero que vocês tenham gostado Comenta aqui o que você tem achado desse movimento Comenta aqui se você também está sendo Essa versão autêntica de si mesmo Comenta aqui se você está vivendo o seu personagem Está querendo mudar isso Eu te encorajo a fazer isso, tá bom? Um cheiro e até o próximo episódio