Episódios de Blog do Kempes

DANIELLY PORTELA NO EPISÓDIO 94 DO KEMPODCAST

09 de maio de 20261h
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De "Jurada Mirim" do inesquecível programa do Irapuan Lima para uma das jornalistas mais conhecidas do Estado do Ceará. Com muita coragem e ousadia, começou cedo no rádio, mas o sucesso e a credibilidade foram suas marcas registradas na TV Verdes Mares, onde trabalhou por quase 15 anos. Depois, passou pela TV Diário e TV Otimista. Hoje, também é influencer Digital e a Mãe do Gui, que está prestes a se tornar jogador profissional. Danielly Portela é a convidada desta semana do KemPodCast.

KemPodCast é o Podcast do Canal do Blog do Kempes. Toda semana, uma personalidade da mídia e do esporte cearense é entrevistada pelo jornalista Mário Kempes. Sucesso no Youtube e na TV, agora também no melhor streaming de música e áudio do planeta.

Assuntos8
  • Carreira de Danielly PortelaInício no rádio e TV Verdes Mares · Experiência em Sobral como correspondente · Transição para apresentadora de telejornal · Saída da TV Verdes Mares · Trabalho na TV Diário e TV Otimista
  • Carreira como locutora oficial do FortalezaInício com apresentações de eventos · Projeto online do clube · Indicação e aceitação do convite · Experiência em jogos da Libertadores e Sul-Americana · Bordão "Lion Informa" · Participação no Esporte Espetacular
  • Filho de Artur LiraExperiência na Espanha (Gandia, Lagabias, Safor) · Processo de profissionalização e contrato · Influência do tio Felipe no esporte · Foco e disciplina do filho
  • O papel da comunicação e do jornalismo na sociedadeMudança no estilo dos telejornais · Impacto da internet e redes sociais · Responsabilidade dos influenciadores e jornalistas · Perigo das fake news e IA
  • Experiências Marcantes na CarreiraApresentação em caixa d'água em Maranguape · Trabalho em plantões e substituições · Viagem para cobrir greve em São Paulo
  • Impressão sobre clube FortalezaDecepção com a queda na Série B · Expectativa de retorno à Série A · Análise das justificativas do técnico Carpini · Importância do apoio da torcida
  • Desafios nas amizadesAmizade com Simone · Amizade com Mariana Sassa · Amizade com Alderson · Amizade com Luísa · Amizade com Denise
  • Decisões de Carreira e VidaDedicação excessiva à TV · Arrependimento por não ter estudado fora · Importância do equilíbrio entre vida profissional e pessoal
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E aí, turma, tudo bem com vocês? Mais um programa do Quem Podcast, toda semana no canal do blog no YouTube e todo domingo aqui na TVC, nove da noite, sempre depois do programa do Everte Lemus, o nosso TVC Esporte Clube Debate. Ó, e olha só, meus amigos, hoje mais uma vez, ó, vem até desse jeito, né, de terno, porque é um convidado espetacular.

gigante do nosso meio, grande jornalista, e olha, torcedora ferrenha do Lion, olha, a voz oficial do Fortaleza na Arena Castelão. Então, que prazer, olha, há muito tempo tentava trazer mais a agenda da mulher. Porque, além disso, ela é também mãe de craque de futebol, viu? Mãe de craque de futebol, que está jogando na Europa. Vamos falar bastante sobre isso. Dani, que alegria!

Ai, que prazer. Bom demais estar com você aqui, viu? Prazer todo meu. E a honra. Não falei, a mulher, a Maria, tentava tanto trazer essa mulher pra cá, mas a agenda da mulher viajando pela Europa, jogos... Ai, meu Deus do céu, até parece. Como é que tá, Gui? Gui tá ótimo, tá chegando agora dia 1º, né? Ele fica lá, termina a temporada, né? Aí ele vem. E aí a gente tá em busca de uma oportunidade pra ele ir realmente se profissionalizar.

Ele faz 18 anos agora, esse mês de maio. Caramba. E antes disso, ele não podia assinar contrato como profissional, porque menor de idade, estrangeiro. Aqui pode, porque é a terra dele. Sem dúvida. Mas lá fora não pode. Então, tem que esperar esse processo e a gente está vendo aí para ver se ele começa a ganhar o dinheirinho dele. Claro, pouquinho, não importa a divisão. É o que ele quer. Já decidiu mesmo, né, Daniel? É o que ele quer. Ele quer mesmo ser jogador, né? Aí ele chega dia 1º e a gente vai ver.

Se ele volta mesmo, para onde vai, a gente ainda não sabe. E como foi lá a experiência? Tu gostou? Tu foi lá há pouco tempo, né? Eu fui, eu fui duas vezes. Só explicar onde é que ele está, por favor, por favor. Ele está em Gandia, na Espanha, na comunidade de Valência. Ele fica uma hora de Valência, na cidade que ele está. Mas ele começou, não lá, ele começou em Lagabias. Lagabias. É. Ele foi para lá para terminar.

O terceiro ano que ele fazia aqui foi para lá terminar. Então, ele jogava lá no Gábia, que é o nome do clube de lá. E eu fui lá deixar, né? Porque... Ah, Fimária, meu Deus, eu não sei. É o coração. Ah, meu Deus, eu não sei nem. Você que tem três filhos, sabe? Nossa, mãe de Deus. Aí eu fui deixar, conheci a casa onde ele estava, conheci o clube, acompanhei treino e tudo.

E depois, aí ele veio no meio do ano e em setembro foi de novo. Aí já foi pra outro clube, que foi o Safor, que é onde ele tá agora, que é em Gandia. Ah, ok. E aí tá terminando a temporada lá agora, em maio. E aí são só planos, né? Pra ver o que Deus tá reservando pra ele.

Mas como é que você está? Você está assim, confiante? Como é que você está? Você vê que realmente dá? É, assim, eu não posso dizer, ah, é o melhor jogador do mundo. Não, né? É um jogador em formação. Total, certo. Mas é uma coisa que ele ama desde pequeno. Então, assim, meu irmão, o Felipe estimulou muito.

O Felipe jogou a vida inteira futsal, era goleiro. Até hoje ainda é uma risca lá. E, assim, naquela época não tinha essa questão do apoio dos pais, de investir. Também não tinha, não tinha essas escolinhas, não tinha nada. Ele jogava no colégio, né? E aí eu acho que ele ficou meio com aquele negócio assim, eu queria ter sido jogador se eu tivesse tido a oportunidade. Então, quando ele teve o primeiro sobrinho... É agora. O único sobrinho. Aí ele disse, é agora que eu vou. Então, ele levava para treino, ele que...

procurava, o Gui jogou nos bombeiros, jogava futsal nos bombeiros, ele que foi atrás de tentar colocar, de pedir pra ele fazer teste, não sei o que, entendeu? Jogou no Fortaleza, futsal, e ele estimulou muito, então assim, ele nasceu, vou dizer, praticamente com isso, né? E eu sempre achava, de verdade, que um dia eu disse, não, isso aí vai passar quando ele fizer 13, 14 anos, 15 anos, começar a namorar. Isso.

Não teve jeito. Não teve jeito. Que bom que ele é focado. Muito focado. Nem namoro ele quer, sério, porque ele diz que tira o foco. Ele diz, mãe, se eu tiver uma namorada, como é que eu vou estar aqui?

Garoto, tem, tem mesmo, viu? É impressionante, entendeu? Isso já é uma vantagem. É. De não beber, né? Isso ajuda também. Não fumar. Sempre foi assim, desde pequeno. Ah, amanhã tem treino. Eu já vou dormir cedo. Ah, não, eu não vou pro show porque amanhã eu tenho jogo. E assim, não era uma coisa que eu obrigava. Porque eu sempre gostei de criar assim. A gente orienta e obriga algumas coisas. Estudar, cuidar da saúde, o básico. Agora assim, você vai fazer violão.

Você vai jogar futebol, você vai lutar judô, não.

porque eu acho que nem para a missa eu obrigava. Boa. Essa eu gostei. É, porque eu acho assim, eu oriento, entendeu? Mas assim, eu não obrigava aí, porque eu acho que tudo que é obrigado se torna chato. Sem dúvida. Então, eu queria despertar isso nele. Por exemplo, olha, Gui, é o seguinte, eu vou para a missa, você quer ir comigo? Porque na hora que a gente está precisando, é bom, né, quando a gente vai pedir para Deus? Então, é bom a gente agradecer também quando está tudo bem.

E aí, eu fui colocando isso na cabeça dele e ele mesmo foi criando o hábito. Hoje, lá na Espanha, ele vai para a missa, todo domingo.

Entendeu? Então, nunca obriguei nada. Teve uma época que ele quis cantar e quis fazer violão. Foi fazer violão. Não diga isso, mãe, eu não quero mais, eu quero só futebol. Aí eu disse, tudo bem. Eu só cobrava mesmo escola. Isso aí eu nunca abri mão. Mas o restante eu acho que tem que vir dele.

E vem dele, o futebol vem dele. Dani, só para encerrar sobre esse assunto, uma dúvida que eu tenho muita... Assim, a gente fala, a gente que convive, você sabe, você está lá em Fortaleza e tal, a gente sabe esse negócio de empresário, de categoria de base. Como é isso aí? Eu imagino, pô, cara, e para você que é mãe, né? É seu filho, é seu herdeiro, você deve dizer assim, pô, lá vem o cara, o que é que ele quer? É complicado, a gente sempre fica com o pé atrás, né? Tentando...

Procurar as pessoas certas, né? O que é que te orienta nisso aí? Você conversa com alguém? Porque eu imagino que o assédio deve ser grande. É, eu vou conversando e vou fuçando as coisas do jeito que eu fiz para ele ir para lá, né? Eu fui atrás da empresa do Rio, a 10 Academy. Fui procurando, né? Como é que fazia, como era esse intercâmbio.

Que é até do Amaury. Ok, sim. Um dos donos, o Amaury. E aí eu vou pesquisando. Hoje ele está com uma agência que faz essa intermediação. Não funciona como empresária essa agência. Mas ela faz essa intermediação. Olha, aqui no time tal, no país tal, tem isso aqui. Estão precisando disso aqui. Eles vão oferecer isso. Tem que pagar passagem ou não tem que pagar passagem. O salário é esse. Entendeu? Então a gente...

Eu vou pesquisando. Pelo menos você está bem monetada. Ok. Eu vou pesquisando. Você consegue. O resto é com Deus. Sem dúvida. E com o talento dele. Eu disse para ele, meu filho, se deu, vai depender só de Deus e de você. Isso.

Se você não for jogador de futebol, eu não vou ficar com a culpa. Porque eu fiz o que eu pude e o que eu não pude. Já entregou, exatamente. Exatamente. Que maravilha. Dani, falando um pouco sobre você, queria muito que você me dissesse... Eu estava perguntando aqui, pessoal, porque a Dani começou lá em Sobral. E eu tinha sempre uma dúvida, né?

Diz que a Dani é de Sobral. Não era de Sobral. Não, não sou de Sobral. E como é que tu foi parar lá, mulher de Deus? Foi assim, eu fiz em 96, eu sempre fui de TV, né? Comecei no Irapuã Lima, com 5 anos de idade. Aí vamos falar sobre isso. É, fiquei 6 anos no Irapuã, aí teve aquele ato. Adolescência, não sei o que, o que é que eu vou fazer e tal, tal.

Com 20 anos, mais ou menos, 19, 20 anos, eu decidi fazer o curso de radialista no sindicato. Sim, sim, sei o curso. Ainda não estava em faculdade nem nada e naquela época só existia praticamente UFC. Só era UFC. Então era mais difícil, né? Até mais difícil que o ENE hoje, eu acho. Era muito difícil. Era muito difícil. E aí eu fui fazer o curso de radialista e lá conheci algumas pessoas. Entre elas, o Moreira Brito, que é irmão do Roberto Moreira. Sim.

E ele tinha um programa, junto com o Augusto, de madrugada na Verdinha. Isso, exatamente. E aí aquela coisa de você estar conversando, estar no curso, terminando o curso junto e tudo. Aí ele disse, Dani, tu podia ir fazer algumas coisas lá pra gente? Vou perguntar lá se não tem alguma vaga de alguma coisa. Vai, porque é experiência pra começar e tal, né, na rádio. E aí ele conseguiu fazer umas participações gravadas no programa dele.

De madrugada. Não, eu ia de tarde, gravava pro programa de madrugada. Caramba, que massa.

E aí, pronto, foi ficando naquilo. E aí, quando você quer uma coisa, você vai atrás, né? Tá, tá. E aí eu fiquei de ouvido ligado e tudo, e eu disse assim, rapaz, eu gosto de televisão. Eu vou atrás da televisão, e eu sou o cara de pau. Bati lá na porta do Mancini. Que conversa é essa? Foi desse jeito? Foi desse jeito.

Bati na porta do Diá como o Mancini. Oi, Mancini, tudo bom? Eu sou a Daniela, estou fazendo um estágio ali na Rádio, na Verdinha, não sou formada. Não estou na faculdade, terminei o curso de radialista, porque naquela época eles encaravam muito a TV como rádio difusão. Então, apesar do sindicato pegar no pé, não era proibido. Por ser uma empresa de rádio difusão, o radialista podia participar. Uns anos depois foi que o negócio... Muito bom...

Pegou mais que foi na época que eu entrei na faculdade. Aí eu disse, eu sou radialista e tudo. Aí ele olhou para mim e disse assim... Fica aí uns dias fazendo... É...

Saí com os repórteres e tudo, aí saí com o PC, fiz matéria para o Globo Esporte, só para ele olhar. Aí o PC me dava umas dicas. Acompanhei muito a Giovana Teles, Kelly de Castro, Jânio Alves. Olha aí! Caramba! Fui bem, não é não? Nossa, que professor! Era! Eu saía de tarde com eles e ia acompanhar. E aí não sabia o que era off, não sabia o que era passagem, não sabia nada, porque são termos dia a dia em que eu não tinha faculdade.

E aí, um dia, o Mancini me chamou. Aí ele chamava todo mundo de doidinho. Ei, doidinha, vem cá. Foi assim, eu posso dizer que foi o melhor chefe que eu tive. Foi mesmo, caramba. Porque o Mancini, ele é muito, assim, eu pareço muito com ele, no sentido de não adular. Entendeu? Então, ele olhava pro texto e dizia assim, olha, tá uma porcaria. Faço de novo. Entendeu? E aí, eu sempre fui àquela pessoa, eu vou provar pra ele que eu vou fazer.

E aí, eu adorava. Então, quando ele chegou para mim, disse aquele jeito dele bem, né? Gaúcho, bem... Ei, doidinha, vem cá. Tem uma vaga lá para sobrar. Tu quer? Passei correspondente lá. Aí eu disse, para sobrar? Mas como é? Não tem ninguém sobrar. Aí ele disse, não, é por tua conta. Para tu morar lá, para não sei o quê. Aí eu disse, rapaz, não tenho nada a perder. 20 anos. Doida pelo emprego. Na TV Verdes Mares.

Eu não acredito que era assim, não. Aí ele, pô, então pronto, a gente vai lhe contratar. Na época, salário 500 reais. Meu Deus do céu. Claro que... Mas mesmo assim, ainda era pouco. Pra morar e sobrar. E tu não conhecia ninguém? Nada. Nada. Eu não sabia nem onde era sobrar na vida.

Rapaz, muita coragem. Me mandei pra Sobral. Sofri que só, porque eu detestava morar lá. Foram quantos anos? Três anos e meio. Minha nossa. Quando eu cheguei lá, Camps, não tinha, era tudo mato, posso dizer assim. Não tinha cinema, não tinha shopping. Ah, hoje tá bom demais. Hoje o interior é alto nível. Ah, Sobral tá um espetáculo. Então eu sofri muito, porque eu no auge da juventude, 20 anos de idade. Meu Deus. Eu pedia pra vir dar plantão aqui.

Pra poder passar o fim de semana aqui. E aí vim com a passagem paga. Porque a TV, quando me requisitava, ela pagava a passagem. E eu pedia pra estar prontão. Tu morava com quem? Eu morava só. Num quarto. Bem pequenininho. Aí depois fui conhecendo as pessoas. Aí fui pro apartamentozinho maior.

Entendeu? Mas foi assim. Mas aí é a experiência. Aí sim, eu imagino, né? Você fazer reportagem. Aí eu fazia reportagem porque eu tinha que cobrir a região norte. Tinha que mandar uma matéria todo dia. Na época da fita, tinha que vendir ônibus. Por isso que eu digo, hoje em dia, o povo reclama de barriga cheia. Você pega um celular, grava um off e manda.

Eu tinha que pegar a fita, botar naquele papelzinho madeira, ir lá para o quiosque da Brasileiro, para despachar a fita para vir para cá. Então, tinha um horário, porque demorava uns 4, 5 horas para despachar. Se fosse matéria do dia, factuar um acidente, uma coisa, a gente vinha deixar. Eles autorizavam, a gente vinha no carro. Aí vinha...

Mas eu adorava. Tem alguma matéria lá específica que tu disse assim, caramba, essa daqui me marcou? Porque depois tu acabou vindo, né, pra cá. É, depois eu acabei vindo pra cá, porque o sindicato começou a pegar no pé, né? Lembro disso aí, lembro demais. E devia pegar no pé hoje, né? Ou principalmente. Que tem um monte de... Hoje tá frouxo. Eu não tenho esses mais diploma, qualquer um pega o microfone e fala o que quer, fala o que não quer. Hoje não pega no pé. Mas na época que a gente fazia uma cor séria...

E todo mundo ainda tinha um lado radialista, né? Exatamente. A gente fez curso, precisava fazer. Exatamente. Mas na época eu recebi até a acusação de... Nossa, eu lembro daquele tempo. Como é que a gente fala, hein? Quando a pessoa está fazendo uma coisa... Ah, adulterando? Não, né? Era mais ou menos isso. Esqueci agora o nome. Mas era assim, como se eu não tivesse... Vamos supor, eu estou assinando como médica. Entendeu? Sem eu ser médica.

Era mais ou menos isso. Isso. Então, foi um horror. E aí, na época, eu falei, olha, é o seguinte, também não aguentava mais ficar em Sobral.

Eu disse, olha, ou eu venho para cá, falei com a Ritinha na época, ou eu venho para cá e vou pedir as contas, porque não dá mais. Chegou no limite mesmo? É. E eu preciso fazer a faculdade. Então, a faculdade foi a grande desculpa, vamos dizer assim. Porque eu digo, olha, se eu não fizer, lá em Sobran não tinha. Hoje tem. Hoje está tudo muito bom, entendeu? Aí eu disse, se eu não vier, eu não vou fazer a faculdade, o sindicato vai pegar no meu pé, eu vou perder o emprego.

né? Então, assim, ou vocês me trazem e aí surgiu a vaga, aí eu vim, aí depois pediram pra voltar. Foi uma confusão tão grande, mas acabei ficando. Ainda pediram pra voltar pra Sobral? Foi, pediram. Caramba. Não gostaram muito de ir lá. É, a pessoa que tinha ficado no meu lugar, eu não sei o que aconteceu, se foi algum problema, confusão, e aí disseram, não, vai ter que voltar de novo. Caramba. Eu chorava, parecia uma criança.

Aí depois vim definitivamente. Aí também, quando veio pra cá, aí foi na época, em 2000, quando eu vim pra cá, foi quando a Globo mudou todo o estilo dela, né? Do tipo de telejornal.

Deixou de ser só aquela coisa 3x4 aqui, ganhou estúdio grande, né? Passaram a ser dois apresentadores, a Globo só queria... Se fosse um casal, né? É, e se fosse formado, né? Tinha que ser jornalista mesmo, aí eu já estava na faculdade, aí tudo bem, já estava mais... E aí eu comecei a substituir. Fim de semana a gente fez uns testes, e aí fim de semana, nos plantões eu fazia. Ou, na época, Jornal do 10 e Jornal do Meio Dia. E aí foi ficando, ficando...

substituir muito a Cíntia, porque a Cíntia foi na época que ela engravidou dos gêmeos, né, e aí ela, a gravidez, assim, não era de risco, mas era mais complicado, tinha que estar mais enjoada, né, e tudo, e aí eu ia muito substituir a Cíntia, né, quando ela apresentava com a Simone.

E aí foi ficando, ficando, aí tiveram as mudanças. Aí saiu a Giovana, foi para Brasília, a Cintia foi para o 2, aí eu acabei ficando e pronto. E aí fiquei 13 anos na bancada. Mas, Tânia, dar repórter é uma coisa. É indiferente para ser um apresentador e editora também. Era, editora também. Então, assim, a responsabilidade é muito maior. E você era o rosto da TV meio-dia, era um negócio absurdo. E como foi essa mudança?

Porque a coisa não é lá em Sobral. Sim. Se aparecia, de vez em quando, outra coisa, né? O rosto era... Mas era o meu objetivo. Ah, então você tinha... Ser apresentadora era o meu objetivo. Ah, bacana. Porque na época do Irapuã, quando eu estava no programa do Irapuã, eu fazia... Eu era do mini-júri, mas lá no programa do Irapuã também tinha o jornalzinho do programa Irapuã Lima. E eu já apresentava esse jornalzinho.

Na época não tinha nem TP. Era aqui, ó. Baixando e lendo. Então eu apresentava. Era o jornalzinho do programa Irapuã Lima. Então ali eu já despertei a vontade de ser apresentadora de telejornal. Então eu tinha um objetivo. Eu disse, olha, eu não vou derrubar ninguém, não vou passar rasteiro de ninguém, falar de ninguém. Mas eu tô aqui na minha. Então eu tava sempre disponível. Eu sempre tava disponível pro plantão. Eu tava na faculdade.

O Valsinei me ligava. Eu ia, Dani, a Cíntia passou mal. Tu pode vir? Eu saia da faculdade e ia.

Então eu fui cavando meu espaço desse jeito. Porque era o meu objetivo. Entendeu? Mas Dani, ser solteira nesse período ajuda também, né? Ajuda. Ajuda porque não tinha nada, assim. Não tinha nada que me prendesse. Entendeu? Qualquer hora, qualquer... Quando eu tive o Gui, já foi em 2008. Eu já estava com mais de 10 anos na bancada. Já estava consolidada. Já estava consolidada. Já estava. Já podia...

Já. É dizer assim, não, hoje eu não posso e tudo. Mas mesmo assim, olha, eu até conto, o pessoal pensa até que é mentira. Quando eu tirei minha licença, na época eu podia emendar licença com férias. Hoje em dia parece que você tem que voltar, nem que você erra um dia ou dois. Para depois. Para depois tirar, o que eu acho um absurdo. Porque não tem diferença nenhuma. Não altera em nada. Precisa rebater um ponto no dia, amanhã entra de férias.

Não altera em nada. Né, essa lei aí não. Aham. E aí eu emendei. Aí os quatro meses. Quando eu entrei de férias?

Eu enlouqueci. Eu disse, pra que eu inventei de tirar férias? Eu quero voltar a trabalhar. Sentindo falta. Sentindo falta. Sentindo falta. Porque era o dia em casa...

amamentando, cuidando de menino, voltava, vendo a televisão, entendeu? E eu disse, pra que eu não deixei pra tirar essas férias depois com o Gui Maior e tudo? E eu sempre tive apoio. A minha mãe sempre me ajudou. Então, não foi aquela pessoa assim, que, ah, eu não tenho com quem deixar. Não, eu tinha minha mãe pra deixar. O Gui sempre teve babá. Entendeu? Então, assim, eu digo, meu Deus do céu. Que vacilo. Pra que que eu...

Porque eu gostava. Que maravilha, Dani. E que bom. Pelo menos, eu acho que ajudou bastante isso. E eu acho que ter essa disposição... Você falou do Diácono, né? Mas depois o Diácono saiu, o Mancini. Foi. E vieram outros. Aí veio o Prado. Isso. Né? Prado foi a pessoa que me deu a oportunidade de apresentar.

Foi ele que chegou para a Tíguez? Foi ele que chegou, né? Começou a fazer os testes e tudo. Aí eu perguntei, né? Se podia fazer, porque ele disse, não, todo mundo pode fazer os testes e tudo, né? Para apresentar. Então, vários repórteres faziam e tudo. E aí, quando foi depois, ele bateu o martelo. Quando a Cíntia foi para a noite, que precisava de alguém para ficar. E tu fez com quem? Tu dobrava com quem? Com a Simone. Era tu e a Simone? Eu e a Simone. Era vocês duas. Era, porque era a Simone e a Cíntia, né?

No meio-dia. No meio-dia. Naquele tempo era Jornal do Meio-dia. Jornal do Meio-dia. Só depois, aí veio o Erma e só depois o Luiz. Que aí, na época do Luiz, saiu de Jornal do Meio-dia para a CTV. CTV. É. Mas foi uma dupla muito boa também. Todos, eu acho que com a Simone também, teve o Erma. Mas depois, é claro, foi com o Luiz. É, foi ótimo. O Luiz sempre foi um companheiro muito legal, assim, de trabalhar. E a Simone foi aquela amiga que, até hoje, são mais de 30 anos.

Até hoje. Eu acho que... E depois você se reencontra com ela na TV Diário, né? É. Vocês têm um período também na TV Diário. É, na TV Diário e na TV Otimista. Aí é, na TV Otimista. E na TV Otimista. Perdez, nós vamos já falar na TV Diário e na TV Otimista. Mas com as suas lembranças da TV Vez Maris. E, aliás, você acabou saindo depois de um grande período. Foi. É, foi... Na verdade, ali foi... Eu digo que depois daquele momento ali, nada mais profissionalmente me abala. Não tenho emprego nenhum.

Que eu saia, que eu seja demitida, eu peça para sair, que me abale mais do que me abalou naquela época. Porque era a minha vida inteira ali, né? Total. Sem dor. Como você disse? Foram 17 anos de Verdes Mares. Quatro de rua, né? E o resto de... Na bancada. E aí foi o seguinte, eu não vou citar nomes, mas eu acho que teve com o Xixim.

Entendeu? Em você, falando de você? É, falando de mim, entendeu? Para dar oportunidade a outras pessoas e tal. Porque, assim, na época não existia um motivo.

Assim, a Daniele falta, a Daniele não apresenta bem, do jeito que a gente quer. Pelo contrário, eu só recebia elogio do estilo de apresentar. Eu fui acompanhando aquele estilo que a Globo queria, que era do jornal mais conversado. Eu fui fazendo tudo o que pediam. E nunca tive um feedback assim, olha, não está legal. E eu lembro que até uma pessoa chegou para mim, depois quando eu saí.

Ainda está lá essa pessoa. Ele disse assim, Dani, não sei como é que isso acontece, porque em outubro a gente teve aqui uma reunião de ajuste, de alinhamento e tudo, e o diretor chegou para mim e disse assim, se inspire na Daniela, é a melhor apresentadora que a gente tem aqui. Caramba. Em outubro, e aí em janeiro tu volta e isso acontece? É fuxico. É, sem dúvida. Foi algo pesado.

E aí eu voltei de férias, tirei férias. Mas sabe, Kempis, quando você sente, eu sinto. Total. Eu sei disso muito bem como é. Eu sinto. Você sentiu. Quando eu fui tirar férias em dezembro, eu juro para você, eu lembro aqui da cena, eu sentada aqui na bancada, eu estava sozinha nesse dia para apresentar, não sei o motivo, eu sentei, eu olhei para o estúdio e a sensação que eu tive é que era a última vez que eu estava ali.

Caramba, aquela energia que vem. Era. Entendeu? E aí depois eu saí, e nas minhas férias eu senti, até falei depois com uma amiga que eu falei assim, ela falou assim, e aí, como é que tá? De férias, não sei o quê. Eu disse, mulher, eu tenho certeza que eu não volto mais. Caramba. Meu Deus do céu. Ninguém falou nada assim. Nada, nada. Tu só tava com aquele pressentimento. É. Essa é uma mágoa que eu tenho. Até entendo os superiores não terem me dito nada, mas eu acho que podiam ter.

Mas eu senti, entendeu? E eu disse, eu sei que eu não volto mais com a pancada. E aí ela disse assim, que é isso, mulher, Maria, de jeito nenhum. Mas não tinha alguma coisa a ver? O que era? Você falou mal da endaiada, do gás botano. O que foi? Não, eu não sei, Kempis, eu não sei. Teve nada. Olha, eu sou... Um dia você foi com o cabelo...

Todo dia, eu não sei, entendeu? Nunca chegaram para ti? Nunca chegaram para mim para dizer o real. Dani, você não fica mais abancada. Não, a conversa foi o seguinte, eu saí, voltei. Sim, eu tinha engordado, porque naquela época a Globo tem aquele padrão, né? Tinha aquele padrão, hoje até ele já... É, hoje já está... Mas isso não é motivo, porque esse próprio diretor chegou já para a repórter. Na época, ele mandou fazer cirurgia de seio, porque estava com seio muito grande. Teve gente lá que fez cirurgia de mama por causa disso, entendeu?

Teve gente que foi demitida em dia de aniversário, você sabe. Então, assim, esse diretor não tinha filtro. Então, ele poderia muito bem, você está gorda. Como ele chegou para outra pessoa e disse. Para mim, não teve nada.

Então, assim, eu só posso imaginar que tem sido alguma fofoca, alguma coisa, entendeu? Porque, assim, eu sou muito transparente. Quem me conhece sabe. Sim, sim. Se eu não gostar, a minha cara vai ser feia para você. Entendeu? Se eu quiser dizer... Por isso que eu disse que eu pareço com o Mancini. Se eu quiser... Eu dizia muito. Não, esse texto aqui tem condição não, mulher. Pelo amor de Deus, troca isso aí. Ou vou cortar essa passagem aqui que está com erro de concordância. Ah, mas não sei o que. Não.

Pelo amor de Deus. Então, assim, eu sempre fui muito... Ou me ama ou me odeia. Então, assim, não tinha motivo pra isso. E aí eu voltei nas férias, num dia 13 de janeiro. Caramba, sabe até a data. Sei. E aí eu já fui com aquela... Meu Deus do céu. Sete horas da manhã. Quando eu entrei na redação, que eu vi o diretor, sete e meia da manhã lá... Eita, aconteceu alguma coisa. Eu disse, eu tinha certeza.

Porque ele não chegava às 7h30min, ele chegava às 11h, 10h. Aí ele me chamou. Só deu tempo para botar as corras na bancada. Aí ele me chamou. Aí disse, e aí, Dani, tudo bom? Eu disse, tudo bom. E aí, quais são os seus planos para 2013? Não, como foi de férias? Tudo bem. Aí eu disse, ah, não sei, vamos ver, né? Vamos pensar em alguma coisa diferente para o jornal e tudo.

Aí ele disse, é porque a gente vai precisar fazer umas mudanças, a gente está querendo mudar. E aí a partir de hoje você não faz mais parte da bancada. Nossa, meu Deus. Eu já sentia, mas você ouvi, né? É, é pesado. Aí eu disse... Aí na mesma hora ele disse assim, escolha a função que você quiser aqui na redação. Foi mesmo, foi desse jeito. Aí eu disse, nenhuma.

Como ele não me pegou de surpresa, nenhuma. Eu não quero ser chefe de redação, eu não quero ser repórter especial, eu não quero nada, eu quero ser apresentadora. Aí ele olhou para mim e disse assim, a gente não pode fazer a vida inteira a mesma coisa. Eu disse, quem determina isso é cada um. Para mim, a minha hora de parar não chegou ainda.

Aí eu disse, mas tudo bem. Eu me lembro desse discurso perfeitamente. Eu disse, mas tudo bem. Se é isso que você quer, eu quero que você me dê minhas contas. Aí ele disse, eu não estou dizendo isso, você está tirando palavra da minha boca. Eu disse, mas eu estou dizendo. Se você não me quer mais apresentadora, não alega nenhum motivo, eu tenho o direito de dizer que eu não quero ficar.

Eu não quero nada que tenha que me interesse. Eu passei a minha vida inteira profissional lutando para ser apresentadora. E do dia para a noite você diz que quer mudar, ok, é um direito seu. Como também é um direito meu não querer. Aí foi aquela coisa, não sei o que, porque você... Aí eu com licença. Aí me levantei, fui lá para o corredor, aí choveu de gente. Aí eu comecei a chorar, né, aquele nervosismo e tudo. Liguei para a Simone. A Simone foi... Dani, eu chego já aí, né, porque eu estava assim sem chão.

Imagina. Me lembro demais, né? A Simone parou na porta da TV e eu entrei no carro e fiquei com ela e ela me acalmando e tudo. Aí eu saí do carro, voltei e fui lá porque a gente tinha uma relação muito boa naquela época. Você sabe, né? A gente conversava com o diretor, com todo mundo e na época o Ricardo Nibon...

Era uma pessoa muito acessível. E aí eu voltei, falei com a secretária dele, disse, cadê o Nibon? Tá aí? Não, ele chega já. Eu disse, quando ele chegar, tu me avisa que eu quero falar com ele. Aí ela me ligou. Eu fiquei lá fora com a simônia praticamente a manhã toda, para não ficar lá na redação, tudo. Claro. E aí eu fui falar com o Nibon. O que é que eu queria falar com o Nibon? Que ele me desse as contas, porque eu não queria perder 17 anos de empresa.

Nibon, que era o superintendente do sistema VEI. E aí eu lembro demais, Nibon chegou e disse, o que é isso, Daniele? O que você vai fazer? Você quer que eu lhe transfira para a TV Diário? Sim, Mária, foi mesmo. Foi, falou assim. Falou. Aí eu disse, eu quero sair daqui agora, Nibon. Eu não quero mais botar o pé dentro desse sistema. Porque o desrespeito comigo foi muito grande. Não é que eu não possa ser retirada. É a maneira como você é retirada.

uma pessoa que já chegou a apresentar os três jornais da casa num dia só, do Bom Dia Ceará ao meio dia ou da noite, por problemas que havia, eu digo, não admito essa falta de respeito. Não admito. Ser tratada como se não fosse nada. Eu quero, por favor, que você me dê minhas contas.

Aí ele desistiu, daí ligou pro Girlano. Aí disse, tá bom, então você que sabe. Girlano, gerente de RH. Era, aí o Girlano, aí disse, Girlano, ó, o Daniel tá pedindo pra sair, mas vamos dar as contas dela pra ela não perder os direitos dela. Aí, Daniel, eu agi rápido antes que o diretor me demitisse. Entendi. Porque se ele demitisse, né? Aham. Aliás, se ele dissesse que eu tava pedindo pra sair, eu ia, não receberia. E era um bom tempo de casa. Nossa, 17 anos. E aí eu fiquei arrasada.

Mas, Dani, até hoje, nunca... Nem depois ele já saiu, as outras pessoas já saíram. Nunca chegaram assim, não. Na verdade, o que aconteceu foi isso. Eu só tenho achismo. Ou porque eu engordei, que não justifica, porque como ele não tinha papa na língua e não tinha filtro nenhum, ele poderia dizer, entendeu? Então eu só acredito que seja fofoca.

Acho que foi influência política, alguma coisa, não? Não sei. Alguma coisa que tu tenha falado. Como você sempre foi direta. É, não sei. Agora eu acho que você devia dizer, entendeu? Uhum. É, ele poderia dizer. Poxa, eu passo por você aqui nessa rua. Isso. Olho pra tua cara, não digo nada. Você tem que dizer assim, Daniele, o que foi que eu fiz contigo? Total, claro, claro. Entendeu? Não, Capes, eu sou porque você fez isso e...

E não teve essa justificativa. Eu quero, a gente quer mudança, mas não justifica. Tinha um mês que eu era, para ele, a melhor. E mesmo que, assim, eu estou falando isso porque se tivesse acontecido algo, o que eu imagino, imaginemos que fosse pela estética. Passe um mês para você voltar. Isso, exatamente. Por isso que eu acho que você tem razão nesse sentido. Se fosse por causa que você tenha engordado. Daniel, você está gorda. Então vamos fazer uma dieta e depois você volta. Isso.

E não tirar. E eu achei interessante... A partir de hoje você não faz mais parte da bancada. Não, escolha a função que você quer. Que você quiser. Caramba. Como se fosse me... Pra poder me... Entendeu? Um afago. É. Aí quer dizer que eu não servi... Eu ainda disse isso pra ele, sabe? Quer dizer que eu não sirvo pra apresentar, mas sirvo pra ser uma chefe de redação.

Não quero. É um negócio difícil, difícil. Mas aí depois passou, né? Nada melhor do que o tempo. Me arrependi de não ter ido para a TV Diário, porque eu acho que eu teria aprendido muito na TV Diário, pelo estilo que a TV Diário era. Você volta. Você vai, na verdade, para a TV Diário. Eu fui para a TV Diário em 2017, o Roberto Moreira me chamou. Como foi voltar? Imagina. Reencontrou muita gente.

Sabe aquele meme que diz, você não sabe o prazer que é já de volta? Foi a sensação que eu tive, né? Muito bom, muito bom. Porque aí eu já tinha passado...

Aquela coisa ruim de não querer mais nem pisar na calçada do sistema. Fiquei com outra proposta, outra ideia. Era outro chefe, era outra empresa. Entendeu? E quando eu encontrava esse diretor, eu cumprimentava. Entendeu? Nunca mais fui de sentar, conversar e tudo, mas... Fui madura o suficiente para cumprimentar. E foi muito boa a experiência, porque aí na TV Diário apresentou até programa policial.

Foi. Apresentou várias coisas. O Roberto Moreira é um gigante. É, o Roberto Moreira é maravilhoso. Ele vem aqui, mas... Ah, o Roberto é ótimo. Espetáculo, né, cara? E que história. Ele tem uma história linda. É, é. Linda, linda, linda. E outra coisa, ele é bem visionário, né? Muito. Porque aquela... A TV Diário... A TV Diário...

Deve tudo a ele, só existiu por causa dele E a história dele contando O Roberto é maravilhoso Tem que trazer, traga Roberto Moreira, rapaz Faça isso, por favor Mas lá na TV diária E você gostou, né? Gostei Foi um período que eu também trabalhei lá E foi muito bacana Aí começou a complicar quando a gente mudou Quando unificaram

É, aí teve, como é que eles falaram? A sinergia? Aí teve aquela... Era. Aí juntou tudo, aí eu acho que começou a não ficar legal. Aí você acabou deixando. Aí não, aí realmente eu fui desligada, porque o Roberto tinha me dado... Na época eu apresentava o jornal à noite, com o Frank. Isso. E aí eu não queria mais aquele horário da noite, que era de 6 a 11. Nossa. Então já não... Já estava puxado.

Não queria mais. Passava o dia em casa e seis horas da noite ia trabalhar. Achei que ficava três horas rodando ali atrás de uma vaga pro carro. Aí eu não queria. Não era meu estilo de jornal, que eu gostava e tudo. Aí eu pedi pra sair da apresentação. E aí o Roberto me botou como editora-chefe do...

do Diário Regional. E aí eu ficava no período da tarde. Foi bem legal, foi uma experiência bem legal também. Mas aí depois eles começaram os cortes. Então, em novembro de 2019, eles cortaram várias pessoas que estavam com o salário um pouco mais alto, como eu era da parte de editoria. Então, aí eles começaram com aquela história de uma pessoa faz várias coisas. Isso, eu lembro disso. E aí foram cortando. E aí eu entrei nesse corte. Mas aí foi tudo bem. Não foi como foi a...

É, escutar assim, olha, nós estamos, precisamos cortar, e pelo seu salário é você, sendo verdade ou não? Aham. Doeu bem menos do que... Eu não me falo sincero. É, do que a Verdes Mares, entendeu? Também eu não fui com a mesma expectativa, né? A Verdes Mares era outra coisa, era... E o que que, assim, e na Verdes Mares, pra você ter falado lá, eu acho que você tinha um carinho, né? Tinha, tinha, eu era louca por aquilo ali. Era louca, era a minha vida.

Entendeu? Não tinha nada que me fizesse faltar.

Não tinha roquidão, não tinha nada. Eu lembro que quando eu ia para o estádio, eu com a Larissa, né? Larissa Fernandes, a gente ia para o estádio. E no outro dia, aí eu ficava na arquibancada e dizia, eu não posso gritar lá. Eu ia do jornal para apresentar. E aí o pessoal ficava impressionado porque eu estava na bancada, né? Nessa época eu não tinha cor da internet, mas o pessoal assistia a telejornal. Aí no outro dia eu me via toda séria de plays apresentando o jornal.

E na noite anterior, eu escolhia uma ação do mundo, gritando, escolhia todo mundo na arquibancada. Eu lembro uma vez...

A gente é jornalista e está lá, e eu passando, e diz, menino, mas olha aí. Ah, rapaz, a Daniela. Ah, meu Deus do céu. E aí você vê lá, e é muito diferente. É, é muito diferente. Hoje está um negócio mais solto, está outro estilo. Mas naquela época era uma coisa mais formal. A gente foi quebrando aos poucos, porque a Globo foi pedindo isso. Você já podia rir, alguma brincadeira, você já fazia mais um comentário. Agora, assim, tudo muito polido. Não podia falar muito.

Como você percebeu já essa diferença? Você acha que você se encaixaria novamente? Não, né? Não. Hoje está bem diferente, né? Está um negócio complicado. Está muito escrachado. Está bem... Não gosto nem das legendas, eu gosto das tarjas. Não é meu estilo mais, não. Eu gosto daquela coisa solta, do improviso, de brincar e tudo. Mas eu acho que eu ainda sou do tempo que telejornal é telejornal. Entendeu? Tudo bem você se levantar e conversar.

Ah, não sei o quê, olha aqui o fulano mandou. Ok, mas tem umas coisas que não me...

É, deixou de ser algo como se fosse, não vou dizer algo sério, né? Mas como se fosse uma coisa mais polida, hoje está mais frouxo. Está muito escrachado. É, não precisa. E hoje tem muito policial, né? Muito, muito, né? Porque é audiência, né? Isso. Então, assim, você é um, por exemplo, é no horário do 190. Então, assim, para bater... Precisa disso. Precisa ter isso, né? Você liderou a audiência aí durante, eu não sei nem...

Eu acho que todo o período foi audiência de vocês. Era audiência. Porque quem sofria mais com audiência, por incrível que pareça, era o da noite. Com a Cintia. Por conta do pica-pau. Ah, era? SBT, era. Caramba. Eu lembro que a Ritinha ficava louca. Quando o pica-pau ganhava.

Era, era o desenho animado. A gente não, a gente... Aí tinha o barra pesada, então eram dois extremos. A gente concorria com o barra em termos de horário. Mas o nosso era comunidade, era coisa leve, e o barra era só sangue. Então era aquela coisa polarizada. Quem gostava de um...

E quem gostava do outro? Meu bairro na TV. Meu bairro na TV era ótimo. Olha, a gente saía do estúdio, a gente fez caravana. Eu lembro que eu grávida do Gui. A gente foi pra uma cidade, não lembro qual é a cidade. Eu tava com oito meses de grávida. E a minha mãe dizia assim, tu é louca. Tu vai ter esse menino no meio da rua, lá no interior. Tu não vai dar tempo de chegar aqui. Eu disse, tem nada não. Qual é o qual eu chamo? Se eu apaié e vou de helicóptero. Apresentei em cima do engravidado de refrigerante. Por quê?

A gente tinha a chamada de manhã, no Bom Dia era o Pérdigao. O Pérdigao muito alto. Então, eu tinha que ir de manhã, fazer a chamada para dizer o que ia ter no C1. E o Pérdigao muito alto. Ficava uma coisa desproporcional. Eu baixinha, com um buchão desse tamanho. Aí, arranjaram um engradado de refrigerante. E eu fiquei em cima do engradado. Ninguém sabia. Para poder ficar mais assim. Caramba. Que era em pé no meio da praça. Então, era ótimo. As pessoas vinham, abordavam a gente, conversavam.

Hoje eles estão fazendo esse esquema de novo de sair, né? Mas naquela época era novidade. Demais. Então, assim, não tinha TP, não tinha nada. Era na Basandé Coreia. Eu cheguei a subir em caixa d'água para apresentar o jornal lá em Maranguap. Muito legal era.

A experiência é de... Muito massa. A Dadinha, que é lá de Maranguape, que todo mundo da imprensa conhece a Dadinha, que é jornalista também, ela me ajudou, que eu disse, Dadinha, eu quero um local que eu mostre Maranguape todo, incluindo a serra. Aí ela, mulher, só tem a caixa d'água, depois vamos arranjar os bombeiros.

Aí tem, tem uma foto, tem imagem, eu subindo na escadinha da caixa d'água, fui apresentar lá de cima, toda amarrada, com os bombeiros lá em cima, para poder ter a vista. Muito bom, era muito bom. Conquistava o público desse jeito. Era muito bom, era muito legal.

E depois, Dani, assim, desses... Óbvio, você falou do Perdigão, falou da Simone, falou do Luiz, da própria Cíntia. Tem alguém que você carrega até hoje? Por exemplo, Mariana Sassa, uma pessoa que eu acho... Mariana. Eu tenho meus amigos ainda daquela época, né? Simone. Simone, Moraes e PC, né?

Simônia eu falo toda hora Ontem de tarde eu estava conversando, falo tudo Então assim, a gente é amiga Amiga mesmo, aquela amiga assim de Ah, eu estou precisando, seja lá o que for É uma doença É um dinheiro, é um Passa aqui em casa que eu estou sem carro A gente é amiga desse jeito

Aí tem a doida da Mariana, né? Vem aqui, uma espetáculo. Maravilhosa. Deu uma guinada na carreira, assim. Graças a ela. Ficou rica, dame. Tá rica. Mari, mulher! Me ensina como é escritora, palestrante. Empreendedora. Empreendedora. É outro nível. Fui falar com a médica um dia e fui no Instagram da médica, quando eu vejo lá.

A Mariana ensinando a mulher. Eu disse, rapaz... É outro patamar mesmo. É outro patamar. Então são pessoas que eu tenho até hoje, assim. A Simone, de conviver mesmo, né? Mariana, da TV Diário, eu tenho o Alderson.

Grande Alderson. Adoro, o Alderson era meu chefe na TV Diário, editou chefe e virou amigo. Amigo até hoje. Vinha falando com ele agora também, porque eu tava vindo pra cá. Grande jornalista. Entende, dedicado. E fez um implante agora na cabeça. Tô doido pra saber como é que tá isso aí. Aí inchou. Porque era natural inchar, aí eu peguei e disse menino, tu não vai trabalhar não, né? Vou sim.

meu filho, não faça isso. Não vai, porque ele foi com a cabeça inchada, os olhos inchados. Aí, nesse onde eu tava perguntando, tu tá bem? Tá vivo? Aí ele dizia que tava bem. O Alderson, a Luísa, né, a Luísa. Sim, a Luísa. Sei quem é. A Luísa, que agora tá na TV Assembleia, né, mas é minha amiga de estádio, de sair, da gente sair junto. Aí era TV Diário, né? Aham, isso. Denise, gata show, que eu conheci na TV Diário. Espetáculo. Queria ter o mínimo de disposição na Denise.

É outro patamar. Que acorda quatro horas da manhã e vai dormir meia-noite. Não, e agora quer ser advogada, né? Advogada ou delegada, sei lá, que ela é nesse rumo aí do direito. Não é a pessoa ainda não. E tu uma faculdade de direito, meu amigo, dando plantão, trabalhando feriado. É louco, tem condição. E vai pra academia. Não é. Olha, Denise, eu canso a olhar.

Estava viajando agora para o Chile, está rica mesmo. Está riquíssima. Nossa. Mas eu imagino que também, além de ter sido durante muito tempo apresentadora, o que deve ter aparecido de empresário, político.

Faça isso. Ei, tem como sair aquela notinha? Tem como fazer isso aí? Como é que vocês lidavam com isso aí? Querendo ou não, Dani, a empresa era muito... Era mais... Vamos ser justos, é o programa mais visto da televisão. Não, a gente não tinha muito essa abordagem. Não chegava isso para vocês? Não, porque a Verdes Mares, ela tinha muito aquele... A história, acho que, da Globo, ela era meio que... Botava um patamar. Então, assim...

Eles tratavam isso aí de diretoria para diretoria. Não chegava até vocês. Não chegava. Agora sim, sempre foi um cartão de visita. Entendeu? Olha, eu sou a Daniela Portela na TV Verdes Mares. Caramba. Então sempre, entendeu? Hoje lá está mais complicado. Parece que você não pode ganhar mais nenhuma caneca. Mandar uma caneca para você não pode. Tem que mandar para o RH, para o RH sorteado. Ah, essas coisas não estão para mim não, tu entendeu? E Dani, como era andar na rua?

Imagina. Até hoje. Até hoje. Se eu chegar numa loja, que tem uma pessoa mais velha, que eu digo mais dessa faixa etária, que os novinhos não conhecem. E aí eu disse, é boa tarde. Aí a pessoa disse, vale a mulher do jornal. Daniel Portela, é? Digo, é.

Caramba, que massa. Ah, eu te assistia muito, não sei o quê. Ah, o Jornal Sem Você não é mais a mesma coisa. Aí vem aquelas coisas, né? Aquela coisa, sem machinha. Mas até hoje ainda tem gente. E na rua era muito, né? Era autógrafo, que naquela época não tinha selfie. Era autógrafo, né? Era muito legal, era muito legal. E assim, a gente sabia mesmo que estava fazendo, prestando um serviço.

Entendeu? Que a gente colocasse ele, as pessoas se baseavam naquele... Você sair de casa e dizer assim, quando eu chegar em casa, eu vou assistir o jornal para ver aquele acidente que teve lá na Delta. É verdade. Hoje em dia você não... É, hoje em dia você vai... Você vê tudo no telefone. Eu sou uma que não assiste mais telejornal. Fortaleza Ordinária já... Fortaleza Ordinária domina.

Já está lá, a gente já sabe. Pronto, isso aqui que saiu no Fortaleza Ordinário vai sair no Telejornal. Eu nem sei como é que funciona mais essa questão de audiência, né? Claro que tem tudo. Televisão não se acabou, nem vai se acabar nunca. É igual na época do rádio e da TV, né?

Mas eu acredito que se você for parar para prestar atenção, a internet está muito dentro, né? Demais. WhatsApp, mande sua pergunta pelo WhatsApp, mande sua reclamação, mande sua imagem. As redes sociais e tal. A rede social. E, Dani, você fez também rádio. A gente trabalhou junto com um programa de rádio. Eu estou tentando até lembrar, porque a minha passagem foi rápida. Mas você fez rádio também. Fiz, fiz rádio. Fiz na Assumpção também. Ah, é verdade. Na Assumpção. Lembro que quando os mamonas morreram...

Nossa, já estava lá? Eu estava na Assunção. Eu fazia um programa de manhã, do Brega. Ah, rapidito, você imagina? Ah, rapaz, não sabia dessa na Rádio Assunção. Era, era. Me lembro, fiquei arrasada, porque eu soube, eu adorava o estilo dos mamonas e tal na época. Era, era um domingo. E nunca quis seguir na rádio, não, Dani? A tua voz é tão linda, né? Não, é porque... Obrigada. Eu acho que por conta da TV, né? Na verdade, Kempis...

Ah, o foco sempre era TV, né? É, na verdade, se você me perguntasse, o que você faria diferente?

Boa. Eu não teria me dedicado tanto. Sério? Sério. Sério, porque eu acho que no final não é que não vale a pena. Não é que eu me arrependa do que eu vivi. Ah, você iria de novo para a Sobral? Eu iria. Para viver tudo o que eu vivi? Sim. Mas, por exemplo, eu devia...

ter olhado exatamente a hora de sair, de mudar, de ter estudado fora. Quando o Gui disse que queria ir estudar fora e fazer futebol, mais pelo futebol ele foi, não pelo estudo, mas eu sempre dizia isso. Se algum dia o Guilherme quiser ir, eu vou, porque eu entrei muito nova na TV, com 20 anos de idade. E passei a minha fase e a minha vida inteira lá. Eu saio de lá com 30 e tantos anos.

Não que fosse velha para recomeçar, mas aí eu com filho, casada. Eu ia botar mochila nas coxas para a Europa? É, não dá. Dos Estados Unidos? Não ia. Não dá, sem dúvida. E com a TV, a minha paixão era tão grande que eu não admitia. Entendi. Entendeu? Eu de férias, era muito louca. Eu de férias, eu teve um período lá que a gente tinha uns intercâmbios. E aí a empresa mandava, eu cheguei para São Paulo.

Aí pela empresa, tudo direitinho. E teve uma outra época que eu tirei férias e eu pedi pro Prado pra ir pra Globo do Rio, porque eu já tinha trabalhado na de São Paulo e queria ir pra do Rio. Eu peguei as minhas férias, fui por minha conta pro Rio de Janeiro pra ficar um mês trabalhando lá. Não acredito, não. Tu ficou trabalhando nas tuas férias? Fiquei muito louca, né? Demais, mulher. Por isso que eu digo, não faria mais a mesma coisa, entendeu?

No final, o que que eu ganhei? Ah, meu Deus. A partir do dia você não tá mais na bancada, porque...

E como foi essa experiência? Ficar um mês, mulher? Foi ótimo. Gostou, pessoal. Foi maravilhoso. Percebeu diferença. Foi ótimo, fazia vivo, entrava no jornal. Entendeu? O pessoal lá te acolheu bem. Muito, muito bem. Muito bem. Todo mundo era louco pelo Prado, então, assim, quem ia de Fortaleza pra lá, né? Já era bem recebido. Já era bem recebido. E em São Paulo foi maravilhoso, mas aí, quando eu fui pro intercâmbio de São Paulo, era o intercâmbio da TV mesmo. A TV disse, não, vamos mandar a Daniela. Aham.

Foi logo quando eu tinha vindo de Sobral. E aí foi maravilhoso, porque de lá eu coloquei minha primeira matéria nacional. Caramba! Que eu pedia para colocar aqui e ninguém deixava. Eu ainda não estava pronta. Não sei o que, que eu não morava em Sobral. E aí eu fui para lá. Quando as coisas têm que acontecer, né? E peguei uma... Era uma greve que tinha lá no ABC. Greve nessas indústrias de carro. Sim. E aí eu fui fazer para a Globo News. A gente ficava pela Globo News.

E eu fiz a matéria pro Jornal das 10, na Globo News, e no outro dia o Bom Dia Brasil botou no ar. Caramba. Espetáculo. Eu queria muito recuperar essa matéria, mas eu acho que não tem como. Ah, tá. Foi na época de... Acho que foi 2,99, por aí. Maravilhoso. Foi maravilhoso. Saí de lá me achando.

Foi bom, foi muito bom. Agora sim, eu não me dedicaria mais tanto, entendeu? Eu viveria mais a minha vida, me dedicaria mais. Eu ia fazer um curso de inglês, eu ia... Mas não, eu só queria a TV. A TV era a minha vida, de sete às duas. Duas horas eu ia pra casa, ou então ia pubar com os amigos.

Então você chegava às sete da manhã. Era, saia duas. Saia duas. E só queria saber de jornal. Só queria saber de jornal. Rapaz, o negócio é... Pô, Dani, a gente tem tanta coisa para conversar, mas espera aí. Eu estou vendo o que já estamos indo para o final, mas eu queria muito que você falasse desse seu novo momento como a locutora oficial lá da... Ah, é muito massa. Por favor, fala aí. Porque você...

Pra quem não sabe, pra quem não conhece, a Dani é torcedora do Fortaleza naquele estilo, tá bom, meus amigos? Desde do ventre. Torcedora mesmo, tá bom? Acho que representa bem. Torcedora sócio. Eu acho espetáculo. Deve ser muito bom, né? Muito legal. Porque foi assim, eu fazia já há algum tempo apresentações dos eventos do Fortaleza, né? O Burunga, na época que estava na parte de eventos, me chamava.

E aí eu fazia. E aí depois o Marcel, diretor de marketing, lá do Fortaleza, me chamou para fazer o online, que era uma ideia lá que eles tiveram para a pessoa se associar e ter acesso exclusivo e tal. Então eu fiquei duas temporadas lá. 2001, acho que 2022. Sim, fazia as lives do Fortaleza, naquela época que teve a pandemia e tudo, a live do Cassiano.

E aí, passou um tempo, terminou o projeto lá do online e tal, passou um tempo eu recebi uma ligação do Baima, perguntando se eu não queria ser a locutora, porque eles estavam lá fazendo as reformulações e tal, e tal, e estavam perguntando se eu não queria ir. Na verdade, quem me indicou foi até o Kleber Dias. Ligaram para o Kleber, acho que foi o Baima que ligou para o Kleber, e o Kleber disse, acho que não podia, acho que o Kleber já estava na TV, lá no sistema.

E aí ele disse, por que você não bota a Daniela e tal, não sei o quê. E aí o bairro me ligou. Aí eu disse, vale, meu Deus do céu, eu nunca fiz isso na vida. Mas agora eu vou. Mas eu disse, eu vou.

E como é que tá sendo essa experiência? Tu chega lá que horas? Tu chega com o clube, chega só? Não, eu chego só pelo menos duas horas antes. Porque o time chega uma hora e meia antes do jogo. O jogo é oito e meia, o time chega sete. E eu tenho que fazer a chegada deles, né? Às vezes eu desço ou às vezes eu fico lá em cima mesmo. Depende de como é o jogo, que tipo de jogo é. Agora, a experiência melhor foi Libertadores, Sul-Americana.

E outra coisa, até aproveito pra agradecer aqui meu amigo Antero, porque olha, o que eu aperiei esse Antero quando ele tava aqui. Anterinho, pelo amor de Deus, como é que diz o nome desse jogador? Ele conhece tudo, né? E eu não conhecia nada. Nossa. Aí ele mandava o saldo, ele morri de rir. Aí o Antero, ele, já sei, peraí que eu te digo. Aí eu dizia, esse aqui, aí, leia assim mesmo, não sei o quê. Olha, o Antero me ajudou muito.

Aí ele foi embora e me deixou aqui só. Nossa Senhora, tem que ajudar, tem que dizer.

Pô, que massa, Dani. Então, tem que ficar lá. Realmente, eu não tinha pensado nisso, porque tem uns nomes, principalmente os estrangeiros. Pois é, nessa época de Libertadores, era difícil, entendeu? E aí, eu tinha que passear a assistir mais jogos, né? Mas, no começo, já foi... Os do Brasil, tudo bem, mas esses outros... Estrangeiros. Tem uns nomes. Aí, tinha hora que eu dizia, eu vou dizer do jeito que eu quiser. Porque, tenho certeza que se eu chegar lá, eles não vão dizer o nome da gente direito.

Perfeito, perfeito. Mas, aí, foi dando certo. Aí, foi ficando. Eu comecei em maio de 2023.

Então foi 23, 24, 25, tô na quarta temporada. Caramba, que massa. E adoro, adoro. E assim, o pessoal gosta? É ótimo, a equipe é ótima. A equipe é ótima, tem o Clésio, né, que é até aqui. O Clésio é um espetáculo. O Clésio é maravilhoso, me ajudavam muito, porque eu tinha que saber os detalhes, né? Tipo assim, cartão amarelo, não é só pegar o microfone de cartão amarelo, você tinha que ter.

os macetes, né? E aí os meninos iam me dizendo, olha Dan, diz assim, diz assado. E aí eu fui aprimorando, aí criei até o bordão do Lion Informa. Isso, que é interessante. Pois é, porque foi na época que estourou o Lion, aí contei a vinheta aí, Lion Informa. Aí tem cartão amarelo, não sei o quê. E aí você vai aprimorando, entendeu? E vai prestando atenção. Inclusive, eu participei até de uma matéria, essa foi muito legal, do Esporte Espetacular. Eles fizeram matéria com cinco locutores do país. Corinthians, Fluminense.

Flamengo, e eu tava no meio. E o outro, eu acho que era um do Rio Grande do Sul, não sei se era Grêmio. Que massa. Foi muito legal. Foram 10 minutos de matéria. A pessoa da Globo veio pra cá.

Foi pra cada clube, né? E acompanhava. Foi acompanhando, acompanhou a minha narração e tudo. Lembro até, lembro demais, foi um jogo que o Fortaleza perdeu. Por favor, no dia que eles vieram. Eu digo, droga, vocês vieram logo no dia que foi, porque a gente perdeu. Mas foi muito legal. Eles acompanharam minha chegada no estádio, como é que era lá. Entendeu? Fizeram entrevista. Foi muito bom. Deu uma matéria de 10 minutos no... Caramba, que espetáculo, Dani.

No Esporte Espetacular. Tá no meu Instagram. Foi muito legal. Tem uma olhada aí, gente, no Instagram da Dani. Pois é. Espetáculo. O nome do Instagram? Dani Portela, ponto jornalista.

daniportela.jornalista. Vou deixar aqui na descrição, para vocês darem uma olhada. E aí, falando sobre Fortaleza, como é que você vê o Fortaleza? O que você explica o Fortaleza? Na opinião da torcedora, torcedora Daniela, o que aconteceu? Mata de raiva.

moto de raiva foi uma grande decepção, né? a queda porque ele veio numa ascensão assim maravilhosa foi de orgulho, assim, muito orgulho eu acompanhei, fui pra viagens, fui pra Argentina primeiro jogo na Argentina fui pra final da Sul-Americana no Uruguai então a gente tinha assim muito orgulho, não que não tenha mais orgulho mas assim, não deixa de ser um banho de água fria, né? demais mas acontece, e eu sempre digo, ó pior já a gente teve, né? quem já viveu lá? eu assistia Fortaleza e Matar...

Quem é que convenceu o Guigui? Ai, tadinho, sofreu tanto na infância. Mãe, por que meus amigos que estão no Ceará e eu estou no Fortaleza? Porque um dia você vai estar por cima e eles não vão estar. Quando o Fortaleza melhorou, eu digo, tá vendo? Eles me disseram, mãe, ainda bem que tu não me deixou, eu estou no Ceará. Eu digo, nunca. Maravilha, Nossa Senhora. Mas, assim, eu espero realmente que suba.

tá aí na liderança, mas tá muito apertado, né? É, série B é bem complicado mesmo. Hoje tá na liderança e não sei daqui pra lá como é que vai estar, né? Quando o programa aqui for pro ar. Mas enfim... É no dia das mães, tá? Dia das mães, olha aí. Dia das mães. Então pronto, já vai ter tido o jogo, né? Daqui pra lá.

Mas eu espero que coloquem a casa em ordem Eu acho que agora deu uma melhorada Entendo as justificativas do Carpini Em termos de Eu tinha só esse time Mas também eu acho que você

Se o time se transformou agora nesses últimos jogos, com os mesmos jogadores, então faltava um acerto. Perfeito. Entendeu? Não era só jogador, não era só o Carpini. Total. Entendeu? Ah, é falta de entrosamento? Não sei, mas não são as mesmas peças? Não trocou ninguém. Um encaixe. E aí começou a engrenar. Então, realmente faltava um ajuste. Nem ele pode culpar só os jogadores, nem a gente pode culpar só o Carpini. Então, eu acho que...

Acho que ele tem que se aproximar ainda mais da torcida. Teve aquele momento que ficou meio balançado. Acho que não é o certo. Acho que tem que puxar a torcida para ele.

E a torcida tem que fazer a parte dela agora com calma, né? Também não precisa violência, não precisa... Nada de... Aquela capacitada daquela época. Nossa. Vou tirar uma dúvida agora aqui. Você é da mesma geração, praticamente da mesma geração que eu. A gente vive o rádio, jornal, TV, o impresso e tal. E agora as redes sociais. Você é uma influência também, né? É, eu tento. Você trabalha. Não, é sim, você é influência, sim.

E aí como é que você vê esse novo momento para os comunicadores, para os jornalistas, principalmente para essa geração que já passou, né? Porque são vários, a gente citou aqui vários jornalistas que não estão mais na TV. É, as pessoas podem até achar assim, ah, porque não é o momento dela, mas assim, eu sou muito... Eu acho que a pessoa tem que ter muita responsabilidade quando ela vai indicar alguma coisa. Como influencer, por exemplo, eu não vou indicar uma coisa que eu não use, que eu não faço.

Você quer manter a sua credibilidade. É, é a credibilidade. Olha, uma vez eu fiz uma publi, vamos dizer assim, para uma empresa de... Pode dizer uma empresa. Eu estou tentando me lembrar que era um aluguel de carros. Uma empresa de aluguel de carros. Eu estava com o carro alugado, fiquei um período com o carro alugado, aluguei com eles e fiz uma publi para eles. Eles pediram para fazer, eu fiz. E aí depois o dono me mandou um áudio de uma senhora.

A senhora dizia assim. Ah, olha, é só para lhe dizer que eu vou querer o carro, viu? Vou ficar uma semana com o carro, porque eu vi a Daniela Portela falando de vocês e se ela está dizendo que é bom. Oh, que massa. Eu lembro dela da época do jornal. Entendeu? Então, assim, olha a responsabilidade. Se eu pego uma empresa vagabunda. Fulera. Que não entrega. Aham. Que o carro não presta. Que enrola a pessoa. Perfeito. Eu tenho um nome a Zé Lá. Sem dúvida.

Sem dúvida. Eu tenho 30 anos de profissão. Só de jornalismo. Fora a minha época de Irapuã, que não deixa de ser também uma época. Mas assim, então eu acho que as pessoas têm que ter muito cuidado com o que elas indicam, com o que elas dizem, o que elas fazem. Entendeu? Ainda mais agora nessa época de IA, que o povo inventa tudo. Inventa, inventa. Olha, está um perigo. Demais.

Está um perigo. Demais. Tem que ter muito cuidado. Muito cuidado. Então, assim, a irresponsabilidade das pessoas, ela, assim, ultrapassa. Ontem mesmo eu vi um vídeo e fiquei impressionada. Aquela confusão do Robinho Júnior com o Neymar. Tinha um vídeo feito de ar, uma página.

Que a gente olha lá em cima, memes, não sei o quê. Mas até a pessoa ter o cuidado de olhar. Era o Neymar puxando o menino, tacando tapa na cara, empurrando. Entendeu? Então, assim, ninguém... A gente não viu as imagens verdadeiras. Mas do jeito que aquilo ali estava, se circula... Alguém pode pegar. Alguém pode pegar e soltar. E até você provar mesmo que você era um estrago na vida de uma pessoa. Já acabou. Total. Então, acho que as pessoas têm que ter mais responsabilidade. Eu acho que os influenciadores...

que não são jornalistas, eles têm que ter mais cuidado ainda, porque não é só pegar um microfone, pegar um celular e sair falando. Você tem que ter a responsabilidade, você tem que apurar. Sou do tempo que tinha que apurar. Perfeito. Entendeu? Então, assim, eu acho que as pessoas têm que ter muito cuidado, porque a fake news rola...

Tá, tá solta. Tá solta. Tá complicado. E esse ano, com política... Nossa! Não, meu Deus. E ainda que eu queria falar contigo, Dani, mas nós já estamos no final. Queria muito falar contigo. Só pra você ter ideia, queria tanto falar de muitas outras coisas, porque passa rápido demais. Passa, passa rápido. Nós não falamos do Irapuã, do período do Irapuã. É verdade. Queria muito que você falasse sobre isso. Queria muito que você falasse quando você apresentou, quando você, em algumas vezes, foi no Bom Dia.

Porque para ir para o bom dia tem que acordar um pouquinho mais cedo. Tem, tem. Eu queria muito que você me dissesse como é. E eu ia só de última hora, porque era sempre assim, vem que o fulano não veio. E aí como é que você fazia para tirar esse plantão para viver? Cara, e agora? Eu não estou te dizendo que eu não vivia. Que teve dia que eu apresentei os três jornais.

Queria muito que você falasse desse diário. Pois é. Mas, sim, não vão faltar oportunidades. Vai vir aqui novamente, como eu sempre falo. Passa tão rápido que a gente precisa de outro programa. Queria muito que a gente falasse quem foi melhor, Voivô da Rogério Senna. Qual foi o maior dirigente do Fortaleza? É Paz, é Ribamar? Não pode nem falar agora que isso já dá uma confusão. Resumindo, acho que cada um teve o seu momento e a sua importância. Perfeito. Para aquela época.

Entendeu? Talvez hoje a gente não estivesse vivendo o que a gente está vivendo se o Rogério Senna tivesse passado aqui. E não tivesse se mantido se o Voevoda também não tivesse. Então, eu acho que um não exclui o outro. Que massa. Boa, boa. Eu acho que um não exclui o outro. O Paes, ele foi o grande boom, eu acredito, como presidente. Mas isso também não quer dizer que os outros não foram. O presidente do Papa Penta. Entendeu?

Então, assim, cada um no seu momento. É porque eu acho que também tem as épocas, né? Sim. Você vai dizer hoje quem é melhor, o Pelé ou o Neymar?

E o Silvio Castro, se a gente for falar em Brana, o Papa teve sua história. Exatamente. Então, assim, você não pode. Aí eu fico dizendo para o meu filho, eu digo que, olha, o Pelé naquela época era um cara. Talvez hoje ele não fosse isso. A bola era outro, o uniforme era outro, o tipo de futebol era outro. Até o gramado era outro. O gramado era outro. Aí tem sintético, tem CC sintético. Então, assim, eu acho que cada um na sua importância. Eu acho que um não exclui o outro. Entendeu? Perfeito.

O Dani, obrigado. Eu que agradeço o convite. Nossa, eu queria muito falar, mas eu honrado mesmo. Obrigado de coração. Dois que falam muito, né? Estouro o tempo. Era para a gente falar. Eu já disse o projeto com a nossa presidente Helena. A gente tem que aumentar aqui meia hora, nem que seja no YouTube. Uma hora a gente fala aqui para a TV e para o YouTube e depois mais meia hora no YouTube para a gente ficar conversando um pouco mais.

E aí ficaria até um papo mais gostoso para relembrar mais coisas, momentos interessantes. Tem muita história. Essa da caixa d'água eu queria muito ouvir mais.

Dani, obrigado de coração De nada, meu amigo, muito obrigada Quero lhe parabenizar pela sua dedicação Porque eu sei o seu esforço Sei tudo que você passou para colocar o blog do Campos O que ele está hoje A sua credibilidade Fico muito feliz quando eu lhe vejo lá no canal Gold Eu juro para você que eu tenho orgulho Quando eu vejo, assim como eu vejo Muito bem o Juscia que começou a narrar Que tinha as dificuldades e as críticas dele O Antero que vai narrar a Copa do Mundo Depois de ter narrado

Então, cada um no seu momento. Então, assim, eu quero parabenizar, porque não é fácil o que você fez. Não é fácil. Obrigado mesmo. Eu sou do meio, eu sei. E eu desejo toda a sorte do mundo para você e conte comigo sempre. Para nós, Dani. Para nós, para nós. Sucesso, sorte. Obrigada. Gente, vocês sabem, estou aqui no canal do blog no YouTube. Se vocês chegaram até aqui, é porque vocês estão gostando. Deixe seu like, deixe seu joinha.

E não esquece, olha, todo domingo, nove da noite na TVC, sempre a personalidade da mídia e do esporte de hoje. Espetáculo, jornalista, influência.

Demais, mãe do Gui Mãe do Gui, essa é a mais importante Um grande abraço, gente Tchau, gente