Episódios de Blog do Kempes

MARCOS ANDRÉ BORGES NO EPISÓDIO 93 DO KEMPODCAST

01 de maio de 202659min
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Com 11 anos de idade, ele já havia mostrado as habilidades para empreender, no entanto, ouviu do Pai que ele era estudante profissional. Então, seguiu firme nos estudos e se formou em jornalismo, passou em concurso público, teve passagens na TV, no Rádio e no Jornal, mas a veia empreendedora falou mais alto e no final dos anos 1980 fundou a VSM Comunicação: a primeira empresa de assessoria de imprensa do Estado. Com isso, há mais de 3 décadas se tornou referência em comunicação coorporativa unindo experiência, expertise e inovação. Marcos André Borges é o convidado desta semana do KemPodCast.

KemPodCast é o Podcast do Canal do Blog do Kempes. Toda semana, uma personalidade da mídia e do esporte cearense é entrevistada pelo jornalista Mário Kempes. Sucesso no Youtube e na TV, agora também no melhor streaming de música e áudio do planeta.

Assuntos6
  • Trajetória de Christopher BorgliEmpreendedorismo desde a infância · Formação em jornalismo e início de carreira · Fundação da VSM Comunicação · Experiência em rádio, jornal e TV · Gestão de crise e relações públicas · Inovação e adaptação no mercado
  • Informações e comunicaçãoHistória e fundação da VSM · Serviços oferecidos (assessoria de imprensa, RP, consultoria) · Evolução e adaptação da empresa · Criação da Trends e seu papel · Posicionamento estratégico (boutique, sob medida)
  • Tecnologia e InovacaoEspírito empreendedor desde a infância · Desafios de empreender no Brasil · Importância da reinvenção e adaptação · Inteligência artificial e o futuro do trabalho · Diferença entre ser maior e ser melhor
  • Gestão de CrisesAbordagem em momentos de fragilidade do cliente · Importância da comunicação interna e externa · Prevenção e gestão de reputação · Trabalho com a comunidade e stakeholders · O papel da imprensa e redes sociais em crises
  • FutebolPaixão pelo Fortaleza · Experiência como atleta (judô, boxe, natação) · Assessoria de imprensa no futebol · Comparativo entre técnicos Rogério Ceni e Vojvoda · Importância do esporte na vida
  • Distribuição em plataformas de investimentoObjetivo de atrair investimento e fomentar ecossistema · Veículo de comunicação especializado em economia e negócios · Eventos corporativos e construção de consenso · Projeto Move Ceará e análise de projetos estratégicos · Intermediação entre setores público e privado
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E aí, turma, tudo bem com vocês? Mais um programa do Quem Podcast toda semana no canal do blog no YouTube. Já peço para você deixar seu joinha, sua curtida, seu like, comentário. Por favor, se você puder compartilhar melhor ainda. E lembrando, todo domingo, 9 da noite, aqui na TVC, sempre a personalidade da mídia e do esporte cearense. Hoje um privilégio. Hoje mais um, cara, pois esse programa só traz gente daquelas que a gente quer mesmo ouvir.

Falar um pouco sobre a carreira e sobre o trabalho magistral que ele fez durante...

Ainda está, mas são mais de 30 anos só na empresa dele, tá bom? Que ela desbravou esse mundo da assessoria de imprensa e agência corporativa de comunicação. Um espetáculo, cara. Para mim, um grande... Há muito tempo eu queria trazê-lo para cá, mas as agendas não estavam dando certo. E hoje, enfim, o homem liberou um pedacinho lá da agenda dele para vir aqui. Que privilégio, que honra. Marcos André Borges, cara, que alegria. Que privilégio mesmo, que honra. Muito obrigado por ter aceitado o convite, Marca.

Muito obrigado pelo convite, Camps, né? Nosso lindo campão aí, é uma satisfação enorme de estar aqui. Queria falar aqui para todo o seu público aí também, que dá um alô aí, que é uma satisfação estar aqui podendo falar para esse teu público.

Conversar com você, que você é um cara que eu admiro. Eu sempre o vi tratando de futebol, dos tempos para cá você tem abordado outros temas. Considero uma pessoa, assim como eu me considero, considero você uma pessoa onexialista, aquela pessoa que você transita em vários segmentos e sabe tratar, sabe extrair realmente das pessoas, do seu entrevistado.

Sua trajetória aqui na TVC, na GOLT, sou um grande admirador do seu trabalho. Eu fui criado desde que nasci dentro do futebol. Meu pai foi presidente do Fortaleza, sou conselheiro.

Eu desde criança acompanhei monstros sagrados como Milton Bezerra, Júlio Salles, Vila Marques e tal. E fui criado como criança. E hoje como adulto eu sou um assíduo seguidor seu, de onde você está. Estou sempre acompanhando, às vezes quando eu comento, eu estou lá as suas coisas. Eu vejo. E é muito bom a gente estar aqui hoje para bater esse papo. Mas para falar sobre você, sobre esse trabalho, sobre o seu trajetório, espetáculo, essa sua carreira incrível. Para quem não sabe, o Marcão aqui, olha, o seu marco.

Rapaz, é estranho, né? Ele quase se engancha quando ele fala, que pessoa, ele queria falar, que pode falar, não tem nenhum problema. E eu fico na dúvida, se eu chamo o Marcão, porque olha, para quem não sabe, a empresa do Marcão, a VSM, ela tinha umas festas. Olha, ele não vai lembrar, claro que ele não vai lembrar, Marcão. Eu acho que foi 2005.

Foi lá no Pirata, eu não lembro, 2005 ou 2006. Gente, era uma daquelas festas, ele distribuía, a festa era para jornalistas. Distribuía passagem para Fernando de Noronha. Era um negócio assim, televisões, um negócio absurda, coisa espetacular. Era conhecido demais as festas da VSM e eu sempre brincava com isso. Onde eu via algo bacana, eu disse, rapaz, parece as festas da VSM lá do mar. Ele não vai lembrar, mas só uma curiosidade.

No dia dessa festa eu fui lá e fui falar com ele. Eu disse, cara, eu tenho que conhecer. O que é esse cara que fala? Apertei a mão, disse, pô, parabéns, que festa espetacular. Óbvio que ele tinha lá, gente, tá. Um dos maiores nomes do jornalismo, eu apenas um foca. Ele não lembra, mas pra mim aquilo ficou marcado demais. E uma simpatia, uma simpatia. Eu não era, nunca fui ninguém, né? Mas um foca, tava começando no jornalismo. E ele chegou lá com uma...

Apertou minha mão, pô, fique à vontade, aproveite a festa, é nossa, é para nós jornalistas. Eu fiquei encantado. Eu nunca tinha me contado isso para você. Bacana. Muito, muito, uma lembrança magistral. É muito bom ver esse testemunho seu, rapaz, que bacana, né? Foi uma festa emblemática, icônica da nossa imprensa, que era a coletiva de imprensa. Isso, exatamente. Antes de vir para cá, eu passei ali na redação e o Christian estava justamente lembrando isso. Eu disse, rapaz, você acredita, Christian?

que eu falando com o Rodolfo Trindade, que o Júlio, o saudoso Júlio Trindade faleceu, quem toca hoje é o filho dele, Rodolfo, chegamos até a trocar umas ideias, mas a gente acaba sendo engolido pelas demandas do dia de trabalho, mas ainda tem um sonho de reeditar, fazer essa festa novamente, que ela chegou a um ponto que era uma festa para os jornalistas, mas a coisa tinha uma atratividade tão grande.

Que, rapaz, impressionante. Tem gente falsificando ingressos, que não eram jornalistas. Para a gente controlar isso, foi um negócio assim... Eu imagino. Ela tomou uma dimensão maior do que a gente imaginava. Mas, quem sabe, eu... Tomara! E aí, o nosso colega de imprensa voltando a fazer algo nesse sentido.

Marcos, uma dúvida particular que eu tenho, que acho que muitos que conhecem o seu trabalho, mas é o seguinte, você começa a ler no jornalismo e você tem essa sacada, essa ideia de criar uma empresa no final dos anos 80.

Você tem mais de 30 anos, são mais de 30 anos nessa estrada de acesso de comunicação, de empreendedorismo. Empreender agora é mais tranquilo, menos difícil, vamos lá. Mas lá naquele tempo, meu amigo, como foi? Me explica aí, por favor, cara. Você fala aí mais de 30 anos, na verdade são 37 anos. Quase 40.

Não sou tão velho, não. Eu comecei com o menor aprendiz, sabe? Ah, olha aí, rapaz. Era menor aprendiz, era contínuo. Contínuo. Contínuo, né? Mas, gente, na verdade, é o seguinte, eu sempre tive, desde criança, eu sempre tive esse espírito empreendedor. Ah, é? Eu sempre tive, sempre gostei de desafios. Eu, com 11 anos de idade, você tem uma ideia, eu morava ali na João Brígido, que fica entre a...

Você tem dentro do quadrante, fica entre Padre Valdivino e Antônio Salles e entre Rui Barbosa e Mons. Bruno. Perfeito. Eu morava lá, depois era a casa dos meus pais e depois passou a ser a primeira série da VSM Comunicação, passou a ser lá.

E eu pegava um ônibus, com 11 anos de idade, pegava um ônibus, ia até a praça, com o Antônio Salles, um ônibus, ia até a praça Coração de Jesus. E comprava chocolate, chiclete, essas coisas e tal. Aí botava minha banquinha pra vender. Quando comecei a fazer esse negócio, aí um dia meu pai era diretor do Denox, chegou ele e o motorista encostava no carro. Aí quando ele olhou assim pra mim...

Eu disse que é isso. Não, papai, estou vendendo umas coisas aqui. Se o senhor quer comprar, oferecer ele para o Zé Maria, que eram dois motoristas, Zé Maria e o Baiano, lembro se fosse hoje. Você não quer não comprar as coisas aqui. Tem muita coisa aqui. Aí o papai disse, olha, está certo, não tem problema nenhum você vender, ter seu dinheiro, conseguir suas coisas. Agora só tem uma coisa, bote uma coisa na sua cabeça, você é um estudante profissional.

No dia que você tirou a nota baixa, acabou essa brincadeira. Na minha cabeça, de 11 anos, eu me lembro que não sou se hoje, eu não entendi o que significava essa expressão estudante profissional. Eu fiquei me questionando, será que é? Porque o colégio que deveria me pagar, não meus pais pagaram o colégio? Faz uma coisa, eu gravei. Não podia tirar a nota baixa. Aí você fala, não posso tirar, senão vai acabar o meu negócio. E eu consegui fazer isso.

Com 13 anos, eu botei lá uma coisa chamada pizza fone. Nem se falava em delivery, né? Eu tive essa ideia de pensar. É, o que é que eu fazia? Eu pegava no forno lá de casa, botava, fazia as pizzas, né? Pegava aquelas pizzas pré-prontas, fazia. Aí, entregava de bicicleta. Eu pegava, botava o meu cartãozinho, e eu entregava na vizinhança o cartão. As pessoas pediam, ligava para o telefone fixo, né? Porque não tinha o celular. Caramba! Lá de casa, eu entregava. Mas sempre em mente, opa.

Não posso tirar. Nota baixa. E eu sempre consegui conciliar esse meu espírito empreendedor com a questão do colégio e com esporte. Eu sempre fui de esporte, tive uma vida de atleta, né? Sempre tive, inclusive lá no Cris eu jogava...

no time lá de futsal, no time de campo. Eu, como sempre tive esse espírito de liderança, eu era líder de classe, eu entrava até em coisa que nem eu era tão bom. Mas eu queria jogar tudo. Entrava no handball, ia para o vôlei, no basquete, até que, apesar dos meus 1,72m hoje, que lá menos ainda... Então eu jogava. Mas jogava com uma armadura, dava para jogar também. Joguei, treinei no Náutico, fiz atletismo, judô.

Fui campeão gordachim, fui vice-campeão brasileiro de judô, ali pela Academia Gautama, que fica ali na Rua Barbosa. Sim, sim. Eu me lembro desse com o Gervásio, que era irmão do professor Jorge Leandro, meu professor. Eu lembro, poxa, quantos troféus você levou para Gautama lá? Eu disse, pois é, tempo bom. Que, inclusive, o irmão do Jorge Leandro era o chinês que jogou no Ceará. Um jogador que jogou, acho que ele era volante e tal.

Eu estava no cantinho do frango, me encontrei, a gente estava relembrando essas épocas do judô. Treinei um tempo boxe, uns 5 anos de boxe na Nabelada, mas não lutei profissional boxe. Eu sei, era mais uma... É, nunca disputei campeonato. É uma coisa que de vez em quando eu faço mais como um relax, bem junto com os amigos. A gente diz assim, vai tirar uma luvazinha ali, é só para desestressar mesmo e tudo.

atleta mesmo, né? Não, hoje nunca deixei. Hoje eu tô com problema por conta do futebol. Fui teimoso, continuei jogando e foi se agravando, que era só um ligamento. LCA passou ao seu menisco, tíbia, patela numa perna, agora noutra.

Aí eu fico adiando, porque, poxa, eu podia ter resolvido com uma atroscopia tão simples. Aí se tornou uma coisa mais grave, eu disse, puxa vida, aí eu fico retardando, você vai ficando mais velho, é mais complexo, não pode deixar para depois. Ao mesmo tempo, como é complexo, é no mínimo uns três meses, um ou três meses, um ou outro, eu fico, pô, vai alterar meu dia a dia de trabalho, tem que ter um momento mais calmo. Eu nunca cheguei a esse momento mais calmo.

E eu estou nessa, rapaz, de tentar. Mas foi por causa do futebol, porque eu fiquei insistindo, e hoje o que é que eu faço? Eu pedalo, eu treino na academia e nado. Nado na Praia do Náutico, né? Nossa. Eu nado ali na Praia do Náutico. Triatleta. É, acordo quatro e meia da manhã para nadar, exatamente. Então, não posso ser esporte impacto. Enquanto eu não fizer essa operação, infelizmente... É, imagina. Né?

Eu fico pensando, puxa vida, rapaz, a nossa canarinha, mais uma Copa do Mundo vai perder meu talento. Quem sabe você tivesse já feito essa operação. Tinha resolvido, o Exa já teria havido. Mas, vale, assim, você começou lá, você tentava associar, tentava conciliar o estudo, o estudante profissional com o esporte e esse lado empreendedorismo. Aí você disse que desde o início você tinha essa idade, aí você...

Você passa no vestibular? Como é que você começa? Eu entrei com 17 anos na UFC, na época só tinha jornalismo lá, eram 25 por uma vaga, só tinha lá. E comecei com 17 anos, quando eu comecei, no primeiro semestre.

Eu já fiz uma seleção para a Rádio Universitária e já comecei a trabalhar lá. Era o Nonato Lima, que era a pessoa lá da rádio, fez. Você vai trabalhar aqui com a gente e tudo. Ganhava uma bolsa, que mal dava para pagar meu transporte. Porque eu ia...

E de onde? No PC Unifor ou no circular, mas assim, aí, mas para mim já foi, era uma realização. Eu lembro que chegou o, acho que era a Fran de Coutinho, presidente da Academia Cearense de Letras, eu sou o hospitalado no hotel aqui, que era um hotel horizontal, que tinha um colonial, lembro-se como se fosse hoje. Eu fui com meu gravadorzinho, de onde, lá, fazer uma entrevista, chegou, não vi aquela entrevista assim, sendo...

Rapaz, eu dentro do ônibus, eu escutando, tu acredita? Eu dentro do ônibus via passando a rádio, eu estava assim, meu Deus, aquilo é uma realização muito grande para mim. Então, comecei muito cedo. Já quando eu entrei lá, já comecei a trabalhar em rádio, depois jornal, televisão, passei um tempo na TV Manchete, que hoje é Rede TV.

Depois recebi um convite para o Jornal Povo. Lá no Jornal Povo passei por todas as editorias. Sem falar nos plantões, a gente pega de tudo. Tudo, exatamente. Cidade, polícia. Buraco, cano estourado, polícia e tal. Mas é bom porque deu uma visão geral. Eu imagino que isso te ajudou também. Cadernos especiais, pois é. Enfim, quando...

Eu resolvi empreender conversando com o saudoso Demócrata Duma, que eu conversava muito com ele. Inclusive a casa dele era aqui pertinho, em frente de Santo Cecílio. Ele era bem aceso. Onde meus filhos estudam, era a casa dele. Era. Hoje é um prédio. E ele chegou e me deu muita força. Quando eu disse, olha, Demócrata, estou pensando em empreender. Ele disse, rapaz, bacana, siga aí. Que maravilha. Siga aí o seu sonho, conte comigo.

Em muitos momentos da VSM, em alguns pontos de inflexão, algumas questões que eu tinha, eu ia conversar com ele. E às vezes chegava, e era interessante, tinha um escritório na casa dele, às vezes ele chegava e dizia assim, Marcos André, vamos fazer o seguinte, Marcos, meu filho, era Marcos, meu filho, vamos fazer o seguinte, vamos para o programa, aí tinha uns espreguiçadeiros, aquelas cadeiras, é como se tivesse uma terapia, ele deitado, olhando para o céu também, e a gente...

Vamos conversar um pouco sobre isso. Eu sempre saía com uma boa ideia. Eu sempre saía de lá com insight positivo, alguma coisa interessante. E eu dizia, puxa vida, rapaz, o Demócrito... Por isso que eu fiquei sem entender, rapaz, como é que foi as condições da morte dele, porque ele é um cara que...

Sempre foi um cara muito positivo, um cara muito espirituoso, um cara que ele chegou e uma vez disse para mim, olha, quando eu herdei esse jornal eu imaginava que isso aqui era uma sina, uma cruz que eu tinha que carregar. Depois eu comecei a ver como negócio. E você empreendeu, você inovou no jornalismo um outro tipo de negócio.

Isso é muito bacana. Então, eu ouvi dele, ele me chamava, Marcos André, o homem das causas impossíveis. Porque teve muito gerenciamento de crise, inclusive, por indicação dele, que eu tive que atuar e resolver. E lembro demais, na época dessa conversando com a Luciana do Mundo, estava lembrando disso aí. Mas, assim, foi muito bacana, porque eu já entrei na academia trabalhando.

Em rádio, jornal, televisão. Fiz um concurso para o Banco do Nordeste também, para trabalhar no setor de comunicação que ficava no GAP, no gabinete da presidência. Foi uma experiência boa, porque me deu uma visão de como era uma comunicação do presidente, do ministro, do estatal, né? Mas eu não me encontrava ali, sabe, Kempis? Mas impressionante, cara. Eu não me encontrava ali porque eu tive a possibilidade desse concurso, eu fazia um concurso lá.

que era básico, interno mesmo, para eu ficar e ser efetivado como funcionário. E eu uma vez na hora do almoço, eu estava lá e era puxado, viu? Porque eu entrava no banco, saia de casa para ir para o banco, eram seis meses, sete horas da manhã, para estar lá às oito.

Aí emendava, ia para a faculdade de lá, saía andando até para Zé de Alencar para pegar o ônibus para ir para a faculdade. Aí depois tinha uma época lá que saía de lá, 18 horas terminava a última, 7 horas já tinha uma economia, na faculdade de economia, problemas econômicos contemporâneos com Geraldo Nobre.

Caramba, mano. Aí chegava em casa 9 horas da noite. E no banco, às vezes, no intervalo de almoço, conversava muito com o meu chefe. Meu chefe foi editor dos principais jornalistas de Alagoas. E eu comecei a conversar com ele, que eu gostei da experiência do banco, mas ainda não me encontrava. E ele disse, rapaz, não faça como eu, não seja um jornalista frustrado, não. Vá seguir o seu caminho, o seu sobre. Eu sempre gostei de ouvir as pessoas mais experientes. A gente fala o caso do Demoto, né?

Eu tive muitas pessoas na imprensa que foram muito importantes para mim, disse daí o Edmar Noronha, que eu era uma pessoa dentro da casa dele, conversava muito com ele, aprendi muito, o Egito Serpa, que o Serpinha era meu melhor amigo, infelizmente morreu tragicamente no Mastê de Carmo.

de faculdade, chegou a trabalhar comigo, inclusive na VSM, no Serpinha, foi. O carro dele, passei no acidente, a gente estava esperando ele no carnaval, infelizmente que ele não conseguiu chegar. E lembro que eu sou o senhor hoje com adesivo da VSM, ele mantinha lá e trabalhava já na TV Verdes e Mares. Mas eu sempre gostei, voltando a conversar com as pessoas mais experientes, eu falei, poxa, o governo está me dizendo isso, aí eu pedi o desligamento do banco.

a família. Pois é, eu sempre tomei minhas decisões assim, até de forma autocrática, sabe? Eu não comunicava muito das coisas, não era meio rebelde nesse aspecto. E também nunca pedi. Meu pai sempre teve uma pessoa bem relacionada, nunca pedi, papai me indica pra tal canto, nem ele também, nem eu. Sempre busquei meus caminhos. Chegou na hora do almoço, eu disse, antigo, não estou mais no banco. Como assim?

Não, eu saí do banco, resolvi empreender, eu estava tentando conciliar ainda aqui com outras coisas que na área de comunicação, mas eu quero seguir com a minha própria empresa. Aquilo ali naquela época para os pais que queriam a estabilidade do Banco Brasil e do Banco Nordeste, era um negócio assim... Não acreditável, cara. Eles ficaram muito frustrados no primeiro momento, mas enfim, eu achei que tinha que seguir, seguir meu caminho.

E interessante que depois o Gouveia, esse senhor que era meu chefe...

uma idade mais avançada do que meu próprio pai, ele se aposentou e eu chamei ele para trabalhar comigo na VSM. Como é que pode, cara? Ele ficou muito feliz. Ou seja, eu sempre valorizei muito a questão da experiência, sabe? De aprender. E ele era um talento fantástico. É interessante que a VSM foi onde era essa minha casa, onde eu tinha a banquinha que eu vendia, passou a ser a sede da VSM, meu pai se mudou para um prédio.

E uma vez o papai chegou lá e o Gouveia estava acuchilando na hora do almoço na cadeira. E meu pai disse, não pode. Eu falei, o senhor da idade do Gouveia aqui, ele não vai, já que não vai em casa, tem que ter que arranjar um cantinho aqui para ele. Como ele gosta de rede, o papai ajeitou, não, veio assim, um quartinho lá para ele descansar. Aí o Gouveia tirava a cestazinha dele nessa... Que maravilha, cara. Pô, Marcão, mas assim, então assim, a ideia foi praticamente sua.

E você chamou duas pessoas, né? Foi. Você chamou dois colegas. Chamei o Sávio e a Valéria para trabalharem comigo.

A gente começou fazendo um jornal para a Prefeitura de Guaiúba, que tive o prazer de reencontrar com o Fradique Ascioli, que na época, hoje ele é promotor de justiça, ele era o promotor de justiça mais jovem do país. E se tornou prefeito de Guaiúba, a gente fez um jornal.

Então começando um projeto setorial. Aí vocês começaram com ele, então, lá. Estava trabalhando, ele estava relembrando isso daí. E logo em seguida fizemos um trabalho para o Banfó, que era do Zé Afonso Sancho, que era dono da tribuna do Ceará também. Tinha vindo aqui o Antônio Marmo Trevisan, que era um consultor conceituadíssimo.

no país e ia dar consultoria para o banco, ela dizia, a gente quer publicizar para o nosso cliente saber quem está investindo, quanto é isso aí eu conversando com a Tânia Sancho, filha do José Sancho diretora do banco e eu fui lá, eu sozinho conversar com ela

Aí eu disse, o valor é tanto. Eu arbitrei o valor porque era o primeiro cliente, tinha assessores de imprensa, não tinha. Aí ela disse, mas está muito caro, ela disse para mim. No dia desse, eu estava com essa empresa, para ir reencontrar, diz assim.

Mas como é que pode? Não, eu sou daqui da tribuna, mas eu sou amigo da família Queiroz, da família Duno. Se eu precisar, eu consigo usar os espaços tudinho. Eu disse, mas doutora, a senhora não acha que sai muito caro não para a senhora? Uma banqueira está pedindo favor para os outros concorrentes, podendo contratar um especialista para fazer o trabalho. Aí você me convenceu.

Aí ela disse, quanto é o trabalho? Eu disse tanto, como é que é o pagamento? É 50, sem contrato, sem nada, no fio do bigode. Não, 50% agora, 50% no final. Ele não vem passar uma semana aqui, vamos fazer uma cobertura, marcar umas entrevistas com ele, vamos levar para o Bom Dia Ceará, papapá, papapá, tá certo. Aí ela chamou uma pessoa lá, um funcionário, acompanha ele aqui.

Aí eu fui lá, rapaz, eu nunca tinha visto o dinheiro da minha vida. De certo. Aí eu peguei essa sacola, o dinheiro, aí voltei lá na VSM, aí estava o Sábio e a Valera, aí eu disse, o que é isso? Rapaz, você é o 50% do nosso primeiro trabalho de assessoria de imprensa. Como assim? E tu vai fazer como? Gente, a gente já conhece como é que funciona o outro lado do balcão. Eu conheço. Eu sei o que é que interessa os jornalistas.

O que é que gera interesse de jornalismo? Você escreve, então, temos as relações com os veículos, vai dar certo. Deixa comigo. E deu, né? E assim, graças a Deus, deu certo. Você teve muitos clientes, irmão. Nossa, sim. Mas você também foi para o lado, você teve clientes, não só...

Na área de empresarial, em banco, né? Políticos. Mas antes de eu falar sobre isso aí, queria que você me dissesse o período que você teve no futebol. Que você foi a primeira empresa, na verdade, o primeiro trabalho de assessoria de imprensa que teve aqui em clube, em futebol, foi com você, foi com a sua empresa. É, rapaz, foi na época que Fortaleza acendeu para a primeira divisão.

E o Raimundo Delfino da Santana Têxtilis, que era Santana Têxtil na época, ele me fez o convite, disse, olha, você tem que fazer, a gente está querendo profissionalizar, faltaria a primeira divisão, então a gente precisa estruturar esse departamento, você topa esse desafio? Eu disse, rapaz, topo. Desde que o contrato não seja com o clube, seja com a Santana.

Porque eu não quero ter essa relação. Eu tenho uma relação histórica com o clube. Nasci dentro do Fortaleza. Meu pai foi presidente, sou conselheiro. Eu e minha irmã, a gente entrava em campo com a Antoinha. A Antoinha que conduzia. Passou a levar minhas filhas.

E a tuinha continua lá, quem sabe... A minha mais velha fez 17, a outra tá com 13, quem sabe vai levar meu neto, né? Então, eu tenho uma história com o Fortaleza, mas eu queria separar a questão profissional em relação... Eu sempre contribuí muito com o clube, continuo contribuindo hoje, espontaneamente, sem...

sem nenhum vínculo profissional, mas na época eu disse, olha, eu gostaria de fazer isso, mas profissional é com o Guilherme Santana. E assim foi. A gente estruturou o departamento de comunicação, começando a organizar as coletivas, com backdrop, colocando as marcas dos patrocinadores. Profissionalizar. Profissionalizar. Chamei o Júlio Manso para... Era meu estagiário na época lá também. Enfim.

Foi uma experiência bacana, foi muito legal. Mas eu imagino a mudança para você, porque era algo pioneiro, mais uma coisa pioneira sua. Porque futebol mexe com paixão e ainda tinha toda uma estrutura diferente. O rádio, que era muito forte naquele período, eu imagino o impacto que deve ter sido para você convencer, gente, agora vai ter entrevista coletiva, agora vai ter que ter um backdrop, nós vamos ter que pegar... Eu vou mudar esse culto.

A estrutura, né? Que a gente teve que fazer isso e adaptar, mas assim, deu super certo, né? E a gente viu depois a coisa se profissionalizando dos outros clubes também, né? Isso. Pronto, ali foi o primeiro passo, né? Com a semente que foi plantada, né?

E, assim, essa questão de desafio sempre foi afeita a desafios, eu sempre gostei de inovar. Eu costumo dizer que a pessoa diz, poxa, como é que consegue estar tanto tempo, o mesmo CNPJ, 37 anos, com tantas instabilidades políticas, econômicas, financeiras. Era uma das perguntas para mim. Aí eu disse, poxa, é uma frase que eu digo sempre, o segredo de uma tradição de sucesso é sair do tradicional. Ou seja, você nunca ficar na zona de conforto, você está sempre se reinventando.

Esse é o primeiro passo. E eu costumo dizer também, nós somos pioneiros por sermos inovadores. E somos inovadores porque estamos em constante transformação. Então a gente não para. Porque uma empresa, ela tem um ascendente de crescimento, tem um momento que ela atinge a maturidade. Sem dúvida. Se você não se reinventar aqui nesse ponto...

A tendência é que você tem uma descendente. Então, se você não estiver capacitando seus profissionais, se capacitando, se reivindicando, lançando novos serviços e aperfeiçoando esses trabalhos, inovando, você está fadado em sucesso, você acaba sendo engolido pela concorrência.

Eu tive a oportunidade de fazer um curso sempre para poder me reciclar. Eu, a Carlos, os nossos profissionais, a gente investe muito nisso. Mas, por exemplo, eu fiz uma oportunidade de fazer com poucas pessoas aqui do Brasil. Uma foi da Fundação Dom Cabral, na Nova Lima, onde é a sede. Faço muitos cursos, às vezes, em São Paulo também. Tem a Fundação Dom Cabral.

Mas uma das coisas que ele dizia é gestão da comunicação corporativa. Eu fiz uma especialização lá na Fundação Dom Cabral. E uma das coisas que a gente aprende é justamente essa questão de você estar sempre se reinventando. A gente faz muito esse exercício nas oficinas lá. De, poxa, isso aqui está bacana, mas pode ser melhor. Sem dúvida. Então, eu acho que essas duas coisas caminham junto. A experiência do dia a dia.

com a questão da academia, né? E hoje a Fundação Dom Cabral está entre as cinco maiores escolas de negócios do mundo, né? Então, assim, é uma coisa que eu acho importante e eu aconselho a quem está começando sempre. Hoje em dia, infelizmente...

Eu sinto uma distância da academia para o mercado, porque a gente tem uma dificuldade hoje muito grande quando vai selecionar nossos profissionais, não só por culpa da academia, mas dessa própria geração. Eu digo que uma geração, às vezes, está soltando muito epiderme, muito geração de TikTok, que acha que conhece de tudo e não conhece nada, não lê, não se aprofunda. Há dois anos, inclusive, tive a oportunidade do Wagner Borges de chamar para a gente dar uma contribuição.

Wagner Pau disse que é o coordenador do curso de jornalismo de comunicação da Unifor Ele tinha chamado alguns alunos que eram egressos da Unifor, eu sou do UFC Então fui até como inserção justamente para essa discussão De a gente tentar rever essa grade disciplinar de trazer mais próximo da realidade do mercado Então acho que é uma coisa que isso vai ajudar a dar alguns frutos Foi há dois anos, passamos o dia inteiro lá em Mersos Obrigado

Mas eu acho que parte muito também, não é só da academia, das pessoas. Sim, nós aqui do outro lado. Exatamente, porque se as pessoas chegam às vezes no leio, você quer aprofundar num determinado assunto, não tem profundidade para discutir, então isso me preocupa. Você está passando por outra transformação, você passou por várias transformações, a sua empresa, a FSM Comunicação e você... Porque a gente pode citar aqui, você saiu do plano cruzado, cruzeiro, você foi para o plano real, você saiu do...

analógico totalmente para o digital. Você saiu do telefone fixo, você foi para o celular, hoje é o WhatsApp. Você saiu do impresso, você está no digital, você está nas redes sociais. Você falou aí que você sempre tem que se reciclar. Mas o que que...

Como lá na sua empresa vocês lidam com isso? Vocês fazem curso? Vocês chamam alguém para vir ajudar vocês? Vocês vão para algum lugar para vocês se adaptarem a esse novo... Então, a gente vai, como você tem o exemplo lá de Novo Lima, como vamos em São Paulo também. Pois é, como a gente faz treinamentos, faz treinamentos à distância também.

A gente sempre estimula que os nossos profissionais colaboradores façam isso também. E nessa questão, por exemplo, hoje a inteligência artificial, por exemplo, é uma coisa irrefragível. Impressionante mesmo. Se você for ver, por exemplo, entre a primeira escrita que se tem conhecimento, que é a escrita Linea B, na Grécia antiga, que é a escrita Linea B.

Até chegar à complexidade da filosofia do Platão, foram 1.200 anos. Hoje, você chega entre a IA tradicional, convencional e a IA generativa, levou entre 10 a 15 anos. Incrível.

Hoje você sai do IA generativo, eu estava vendo uma entrevista do Silvio Meira, que é lá do Porto Digital de Pernambuco, que é um cara desoptivo também, hoje é uma referência nacional e internacional nessa área de inovação e tecnologia, é conselheiro de empresas como a Magalu, como a MRV e tal. Eu estava vendo entrevista dele, ele dizendo que a próxima revolução entre a IA generativa, a chegar a uma complexidade de um platão contemporâneo, é 1.200 dias.

Ou seja, é uma velocidade incrível que as coisas se transformam. Na nossa área, por exemplo, hoje em dia não se cabe mais uma coisa de empirismo. Você chegar, por exemplo, teve uma época que a gente, para comparar, tinha cliente que chegava assim, para citar aqui, assessoria de imprensa.

que é um dos serviços que tudo começou. Hoje nós temos uma empresa, a gente chama de PR, Public Relations, que é conhecida mundialmente em relações públicas, que a gente trabalha o relacionamento estratégico com todos os públicos de interesse.

A assessoria de imprensa hoje não é o que representa o maior faturamento da empresa, mas ela abre portas também para outros serviços que a gente oferece. Então, a gente tem um respeito e um carinho muito grande como trata essa área, que ela é estratégica dentro da empresa, apesar de não representar a maior receita da gente.

Aí ficava um cliente querendo que a gente comparasse, por exemplo, você conseguiu tanto espaço na mídia espontânea, quanto é que isso corresponderia se fosse investimento publicitário? Isso não cabe, até porque, poxa, eu vou ficar comparando espaço de mídia espontânea com espaço, loteando espaço de um veículo de comunicação que não é nem nosso.

Total. Né? Sim. E até é uma contradição, porque eu digo que são duas coisas complementares. A publicidade e assessoria de imprensa, elas se complementam e é fundamental que tenha. Eu faço é estimular meus clientes. Eu disse, não, gente, não se confie só em mídia espontânea, não. Isso não resolve. Você tem que investir em patrocínio, você tem que investir em publicidade, em conteúdo de marca.

Até porque você quiser massificar, você não consegue. A notícia você dá uma vez, depois já não é mais novidade. Então, tinha muita essa questão. Hoje em dia, existem ferramentas de IPA digital, que você consegue mensurar e mostrar os retornos para os seus clientes de outra forma, sem que seja mostrando. Se fosse publicidade, não teria que custar. Então, a IA veio para ficar, é uma coisa importantíssima. Você tem que saber como usá-la.

Eu digo sempre lá quando eu conheço com a equipe... Os clientes procuram vocês? Alguns clientes já estão procurando vocês com isso? Sim, sim. Já estão nesse... Sim, e nós temos muitas ferramentas hoje no mercado. Tem que saber lidar com essas ferramentas, porque se não tiver inteligência humana para saber lidar, é também a forma de um prompt. Se você fizer um prompt pobre, ele vai te dar um resultado pobre. Perfeito.

igualmente pobre. E às vezes, por exemplo, chega alguém e mostra um texto para mim, você bate o olho, porque você, poxa, isso foi contra o C, contra o V. Eu acho que a inteligência, o chat GPT, a IA, ela tem que servir para nortear, para se subsidiar, não substituir o teu trabalho. Você tem que colocar algo do teu texto, do teu estilo ali dentro daquele texto. Então isso eu cobro muito, sabe?

Eu sou um defensor da inteligência artificial, mas sabendo usá-la. Marca um dos caracteres que eu acho que a sua empresa, pelo menos eu acho, de longe aqui. A Carla, sua esposa. O quanto ela lhe ajuda e o quanto ela fez com que a empresa conseguisse estar nesse período todo? A Carla já está há quanto tempo lá com você?

Paz, está aí, agora você me fez uma pergunta. Eu estou, esse ano, completando 20 anos de casado com a Carlinha. Juntos estamos há 22, né? Conheci a Carlinha, ela estava, inclusive, trabalhou aqui também, né? Aqui, isso, trabalhou aqui, exato. Trabalhou lá no Sistema Bezmar, lá na TV Diário também, na TV Cidade. Ela tem uma experiência muito grande em TV, né? Eu a conheci lá na redação da TV Diário.

Eu tinha ido lá para uma reunião com o Roberto Moreira, que era o diretor lá da TV, estava dentro daquele aquário, ficava aí na sua cor. Eu disse, mas Roberto, quem é aquela lourinha ali? Aí ele disse, não, rapaz, aquela ali é filha do Carlito Matos, por entender, do Ibama, não sei o quê e tal. Quer que eu te apresente? Eu disse, não, não, deixa aqui.

Se for, tu quer o telefone? Diz, não, eu não gosto, eu prefiro eu pedir, se eu tiver uma chance, eu vou pedir o telefone dela. Nesse dia não foi possível, eu tentei algumas vezes, eu ia lá, dava um incerto e ela não estava lá. Eu disse, poxa vida, rapaz, essa menina nunca está aqui, Roberto, quando vem aqui. Aí uma vez ele estava lá e chegou e disse assim, rapaz, ela está lá na APOC, na eleição dos professores, associação dos professores, estava fazendo a matéria lá, mas não sei que horas chega.

Eu disse, poxa vida, rapaz, não é possível, eu venho aqui, nunca está aqui. Ele disse, não.

Chegou Maria Tereza, Maria Tereza era a chefe de reportagem, diga para aquela menina voltar aqui para a Carlinhos, mas ela está na pauta, não, mas ela pode render aqui, já está entrando o pessoal do segundo turno aqui, vai lá e rende, manda ela entrar cá, e desfronto. O resto aqui, quando ela for escrever o off, eu cheguei lá.

e disse, desculpe, não quero atrapalhar, sei que você está escrevendo off e tal, mas eu queria depois poder, meu nome é Marcos André, é tudo bom, me apresentei e tal, eu queria trocar uma ideia contigo, pode me dar teu celular, e ela ficou gaguejante, disse, não, não sabe se é o seu celular, ela disse, não, é porque, eu disse, não, me dê o celular, e depois a gente conversa, aí começamos a trocar mensagem.

Aí foi quem se conheceu depois E Tem muitas histórias, tiveram muitos cupidos Nessa história aí Não só o Roberto Moreira A Simone Moraes, por exemplo, do PC Noronha Trabalhava com ela Aí a A Simone Simai

A Simão chegou, Marquinha, a Carla lá, disse que está conversando contigo, mas disse que tem uma fama meio assim, muito canada. Mas Carlinha, ele é solteiro e tal, não sei o quê. Isso aí não tem problema não, só vejo falar bem. Fez um RP, foi minha RP, minha relação entre o que foi a Simão nessa história aí. Que maravilha. E depois disso, eu chamei ela para trabalhar lá na VSM.

Hoje a minha sócia nas empresas, na VSM, na editora, na Trends, é uma peça fundamental, um pilar lá dentro da empresa. Então a gente se divide lá dentro. Ela fica muito no atendimento, no dia a dia e nessa parte administrativa financeira também. Além de ficar no atendimento, eu fico tanto nos projetos especiais como no atendimento, nessa questão de gestão de crise que a gente atua muito também.

Eu fico muito à frente dessa área aí, porque, como eu te falei, hoje a composição de receita da empresa mudou. Hoje em dia, por exemplo, a gente tem uma receita muito maior de consultoria, trabalhos de consultoria na área de comunicação, trabalhos de relações públicas específicas, não é necessariamente com imprensa, é desde público interno, acionista, relacionamento com acionista, como diversos stakeholders, os públicos de interesse.

muito gerenciamento de crise agora mesmo tem alguns que você deve ter conhecimento, está passando está acontecendo e a gente tem as pessoas nem sabem se somos nós que somos por trás as vezes o pessoal das redações da STV já ligam pra gente quando tem uma crise, vocês estão aí vocês que estão cuidando e tal desse caso e tal as vezes a gente já está lá as vezes a gente está negociando pra fazer o trabalho

Mas assim, então... A Carlinha, então, foi essencial, é um pilar para a empresa. Total, total. Ela ser jornalista lhe ajudou nesse ponto? Muito. Você acha que foi por ser jornalista? Muito. Porque esse lado empreendedorismo não é para qualquer um não, mano. Eu, por exemplo, eu acho que eu não tenho um jeito para empreendedorismo, eu acho.

É interessante ouvir isso de você, que ela, que ela é de redação, que ela é de... A gente tem que se policiar até um pouco, né? Porque como a gente trabalha junto, a gente às vezes leva para dentro da casa. A gente às vezes conversa demais sobre o trabalho. A gente tenta se segurar e até as meninas reclamam, né? As nossas filhas. Pô, vocês já estão falando de trabalho de novo na hora do almoço. Puxa vida, olha aí, né? Então a gente tem que ter esse cuidado, né?

E para mim, ela é uma pessoa fundamental, profissionalmente, como esposa, como companheira, é uma colega, é aquela esposa companheira, confidente, das horas das alegrias, nas horas difíceis, desafiadoras também, até junto à minha própria família, meus pais, então eu sou uma pessoa muito família.

Uma coisa que eu acho que é importantíssima para o sucesso profissional, que você tenha uma família bem estruturada. Tive isso dentro de casa, com os valores cristãos morais que eu recebi dos meus pais e familiares. Procuro passar isso para minhas filhas, para a Nina e para a Clara.

Então a gente procura passar isso. Tudo que a gente conquistei na minha vida, eu atribuo a Deus e agradeço a Deus. Até nos momentos de dificuldade, eu sei, olha, ele deve estar lá em cima, querendo me apontar alguma coisa. Deve ter algum motivo para isso, né? Então, assim, eu sou uma pessoa, sou muito família, sou realmente... E essa questão, acho que, dos valores morais e religiosos que a gente passa para as nossas filhas, né? Inclusive, comecei lá...

Quando Serpinha faleceu, a tia Helena, esposa do Egídio, criou o Novo Caminho, que é o movimento da igreja católica, né? Carismática, e lá, depois eu comecei como um grupo de jovens, era só eu, alguns primos e os dois irmãos, aí a Carlinha depois, enquanto casal, passamos a fazer como casal, né? Também.

grupo de casais, então é um pilar muito importante, eu acho a família e Deus, né? Estamos presentes na vida da gente. Que maravilha, Mariano, espetacular. Você falou em gestão de crise, que eu acho que é o seu ponto forte lá. Cara, como é que vocês lidam com isso no primeiro e para quando o cliente chega para vocês? Você deve ter visto aí o que aconteceu, como é que você pode nos ajudar?

Eu imagino que para vocês deve ser também muito complexo, porque o cliente precisa ajudar a imagem, e você trabalha para isso. A primeira coisa que a gente lida com uma pessoa que está emocionalmente, normalmente está emocionalmente muito abalada, porque ela está dentro do negócio.

Então a gente tem que agir com assertividade, com inteligência emocional e com pragmatismo, porque a pessoa está muito envolvida emocionalmente. Você acaba sendo até um pouco psicólogo, você é um pouco bombeiro, você vai apagar incêndio.

Você se sente até um pouco advogado criminalista penal, porque a pessoa está em uma situação de extrema fragilidade. Quando já é cliente, normalmente nossos contratos a gente tem, em muitos dos casos, que isso foi até uma ideia que veio do cliente, muitas soluções vêm dos clientes. Vamos saber. Vem de um cliente nosso, um dia desse eu estava conversando isso com o Arizinha de Saca Valcante, lá do Grupo Sá.

O pai dele, o outro que numa situação difícil, já que você se sente desconfortável de negociar numa situação de fragilidade do cliente, multe quem quiser como se fosse um seguro. Se tiver crise, já está lá. Você não vai precisar de negócio. Então, já sendo cliente, normalmente a gente já tem essa cláusula. Mas quando não é cliente, a gente chega, às vezes, no momento, gente que não teve a visão de investir em comunicação.

Porque a comunicação também e a gestão de risco, gestão de reputação, ela é uma espécie de complice da comunicação. Ou seja, tem muitas crises que com a experiência que a gente tem, com a sensibilidade, que a gente consegue se antever, se preparar, se prevenir e evitar que elas aconteçam. E se acontecer, se você já tem um trabalho que você está fortalecendo a sua reputação, a sua imagem institucional, quando a crise vem você está em bases mais sólidas para enfrentar. Eu costumo fazer a analogia que é um dos prédios das fundações lá no Japão.

para aguentar os terremotos. Então, se você já tem um trabalho, tem uma cultura de comunicação, você vai enfrentar e vai sair da crise de uma forma com menos prejuízo.

pessoa que não tem, uma empresa que não tem essa cultura, ela já fica mais fragilizada, né? Então, isso é uma coisa que a gente costuma dizer da importância de se investir em comunicação, né? E é você, é você que conversa com, geralmente, com a pessoa que vai lá nesse momento de fragilidade. Sim, mas quando a gente cria o gabinete de crise, por exemplo, aí a gente bota uma equipe disciplinar, inclusive a própria Carla participa também, né? Dessas questões, enfim.

Isso aí a gente até hoje mesmo, hoje à tarde tem dois clientes nossos lá que eu vou estar acompanhando eles no Ministério Público Federal, na audiência e tal, porque a gente tem que estar muito linkado com o jurídico das empresas, com a área técnica, tem que estar muito em sintonia.

para saber até que ponto a gente pode ir, o que é que pode fazer para tentar preservar a imagem institucional, a reputação. Porque a reputação é o que fala sobre você quando você não está na sala. Sem dúvida. Então, você tem muita preocupação e hoje em dia cada vez mais. É com seus colaboradores, porque é importante essa comunicação interna, e dar uma satisfação, ser transparente com isso que está acontecendo, com a imprensa.

Mas com teus clientes, teus parceiros, teus fornecedores, às vezes com a comunidade do entorno também, que muitas vezes envolve também. Qual o ponto? Numa gestão de crise, Marcon, hoje em dia, vocês trabalham muito mais o quê? TV, rádio, jornal. Eu sei que depende da empresa, mas imaginemos uma empresa grande. Sei lá, eu não vou dizer o nome da empresa, mas imaginemos uma empresa grande, uma empresa gigante.

Qual o foco que vocês trabalham mais? A empresa que pede, não, eu queria que você fosse mais para a rede social. A gente está percebendo que nós estamos sendo muito xingados por causa disso. A empresa chega colocando, brifando a gente. Ela chega. Ela chega, mas só que aí a gente vai ter que passar com o nosso olhar. Perfeito.

enquanto consultor de comunicação, dizer, não, gente, você está imaginando isso, mas não é bem por aí. Interessante. Aí, o caminho é esse. Então, um exemplo aqui, na época da privatização da Coelcio, a gente fez um trabalho para o governo do estado, através da Arce, a agência reguladora que nos contratou, foi a primeira empresa contratada, inclusive, no Brasil, para fazer um trabalho junto a um setor público. A gente fez esse trabalho lá.

E os gringos, quando chegaram do lado, achavam que o problema estava só na imprensa. Eu disse, rapaz, vocês se comunicaram com o público interno? Porque cada colaborador aqui dentro da Coelci, ele é um agente multiplicador de formação e outra coisa. Às vezes os caras ficam inseguros sabendo as notícias pelo vizinho ou pela imprensa. A comunicação tem que ser de dentro para fora.

Caramba, você falou desse jeito. Falei isso para eles. Para os gringos. Eles preocupados com CPI, na SEMPLA, vamos trabalhar também, mas vamos primeiro começar arrumando a casa. Depois a gente vai trabalhar junto ao Legislativo, depois vamos para a imprensa também, paralelo. Então, assim, teve um caso aqui da Craft Foods, por exemplo, que é a segunda maior empresa de alimentos do mundo. Ela comprou na época, resolveram investir em castanha, que é a Irassema.

E contrataram a gente porque tinha a comunidade pichando muro na imprensa, era porrada todo dia na imagem da empresa. A gente tem que contratar vocês para trabalhar na imprensa. A gente disse, gente, a origem, a causa está aqui na comunidade, do lado de vocês. Não vai adiantar em trabalhar. A imprensa é a consequência.

Aí nós criamos um programa Bom Vizinho, envolvemos os colaboradores, pedimos para liberar eles um pouco mais cedo, quem estivesse interessado em trabalhar junto à comunidade, fomos para dentro da comunidade, nós ajudamos a comunidade a criar um próprio jornal deles, levamos para mostrar visitas da comunidade guiadas, para mostrar o investimento que estava sendo feito em tecnologia, na questão de sustentabilidade, meio ambiente, mudou, acabou a pichação, acabou os efeitos na imprensa.

É tão bacana esse trabalho, esse programa que a gente desenvolveu, uma empresa searante desenvolveu isso e eles exportaram esse modelo que foi criado, nós ganhamos inclusive prêmios com isso daí, um modelo criado pela VSM Comunicação para as três Américas, porque ele tinha também fábricas na América Central e na América do Norte.

Otáculo! E eu não imaginava que vocês poderiam fazer um trabalho desse. Então vocês foram praticamente para dentro da comunidade, através dos colaboradores, para resolver um problema que para eles, eles imaginavam. Fizemos, já fomos para dentro da comunidade, no caso da Petrobras, ali na Lubinol também, tinha uma questão do entorno, fizemos ali no Mucuripe.

teve uma questão que hoje em dia ali no Riacho Maceió, que hoje lá tem hoje tem prédios, inclusive um cliente nosso lá que é a Coméia, tem o Sky e tem o An, que são os grandes superprédios, né? Lá atrás, com a Norpá teve um problema lá na época do Riacho Maceió com a comunidade, fomos pra dentro mesmo lá. Caramba!

A própria Carlinhos, com experiência de televisão, ela é lá para entrevistar e entrevistar o pessoal da comunidade e a gente mostrar para eles qual era o plano da empresa, para dar uma segurança para eles também. Então a gente faz muito esse trabalho também.

Que maravilha, não sabia disso, rapaz, é interessante, muito bom saber, eu fico impressionado. E é interessante você falar, né, que por mais que o cliente chegue dando uma sugestão para vocês, ó, eu acho que é melhor, a nossa crise aqui, a nossa crise de imagem está na TV, e você ter essa visão. É que às vezes eles, como leigos, né, eles acham que talvez a solução esteja ali, e essa questão do cliente, eu, por exemplo, quem vai hoje pessoalmente para essas duas audiências é isso.

Eu levo às vezes alguém da equipe, às vezes eu vou sozinho, porque o cliente às vezes quer conversar com você. Tem coisas que não dá para terceirizar, sabe? Total, sem dúvida. Então a gente, assim, a gente chegou a uma fase da vida da gente que a gente passa a ser mais qualitativo do que é quantitativo, mais seletivo em todos os aspectos, em tudo, em qualidade de vida, de opções que você faz, e isso também a gente levou para dentro da empresa.

a gente passou por 37 anos por várias fases da empresa. Então chegou um momento da empresa que eu disse, poxa, não tem mais interesse a gente dizer, ah, somos a maior empresa.

Eu quero me posicionar no mercado sendo a melhor empresa, não mais a maior empresa. E a gente foi um posicionamento estratégico da VSM Comunicação, muito bem planejado, a gente com profissionais tratamos, olha, nós vamos fazer agora um trabalho de boutique, de alfaiataria, sob medida.

Ou seja, em determinadas áreas, como por exemplo, assessoria de imprensa, gerenciamento de crise, vamos, clientes que são mais sensíveis, não vamos tratar como commodity não. Vamos trabalhar isso de uma forma de que a gente possa dar um trabalho customizado, sob medida, isso faz toda a diferença.

Mas isso é uma questão de posicionamento. Não questiono empresas que façam diferente, porque são nichos de mercado diferentes. Às vezes a pessoa fala, eu quero escalar, minha intenção é essa. E está tudo bem, está tudo certo. Mas a gente tomou essa decisão. Porque os clientes que a gente tem hoje, eles têm um tratamento muito personalizado, muito customizado. Gostumamente por esse modelo que nós adotamos.

E graças a Deus tem dado muito certo. Chegar quase 40 anos no mercado, eu acho que solidifica demais a marca, mas eu acho que principalmente você criou uma imagem muito boa da sua empresa. Você acha que você tem, você tem hoje, onde você fala Marcos André Bosch? Você é um cara bem querido. Onde você foi? Na política?

Graças a Deus temos muitos amigos. Exatamente. Mas eu acho que é por causa também do trabalho, né? Faça alguma coisa errada para você, se você vai ter seus amigos aí. É para aquele dali, não quero conversa mais nunca e tal. Então, isso ajuda demais esse seu trabalho de... Eu achei muito interessante você dizer assim, eu vou lá. Eu vou lá conversar com ele, porque às vezes o cara não quer terceirizar. Você acha que isso é um dos diferenciais que você conseguiu ter esse...

Esse meio de campo de você para o futebol, para a política, para a indústria, para a economia, isso aí acaba... Olha, isso daí eu acho que faz muita diferença. Inclusive, quando a gente resolveu empreender...

mais uma vez, inovar com a criação da Trends. Ah, ia falar da Trends, mas eu queria muito que você falasse da Trends. Nós embarcamos na Trends, essa característica, esse perfil, por exemplo, desses relacionamentos que foram construídos ao longo desse tempo com a BSM Comunicação.

Então, isso daí, esse contato, esse face-to-face, esses relacionamentos que a gente criou, né? Eu, desde criança, fui empreendedor, mas sempre fui muito comunicativo, gosto muito de conversar com as pessoas, né? Então, a gente levou isso também, porque a Trends, ela é uma plataforma de atração de investimento para o ecossistema econômico local, de fomento desse ecossistema econômico, mas ela...

É também veículo de comunicação especializado para a área de economia e negócio, para empreender investidores, empresários, se levam de grandes empresas, alta gestão pública, profissionais liberais. É uma empresa também de eventos corporativos, que a gente faz eventos corporativos para o público high-ticket, eventos com temas verticais, transversais, aliás, que pegam diversos segmentos de mercado.

A gente é uma empresa de construção de consenso, então esse relacionamento para a gente foi muito importante, com o setor público e privado, então a gente faz muito essa intermediação entre os interesses do setor econômico, setor produtivo, setor público.

E a gente tem uma relação, graças a Deus, muito boa no judiciário, no ministério público, no executivo, seja municipal ou no legislativo estadual. A gente fez muito ministro de treino para procuradores, promotores, desembargadores, para juízes. Então a gente acaba conhecendo, sabe como é que eles pensam também. Então, a gente, por exemplo...

Na época da pandemia, o sindicato das escolas particulares atribuiu a gente o retorno às aulas. Coisas que nos protocolos intramuros no governo não estavam sendo resolvidas. Então a gente pegou um programa de debate da Trens, levamos lá o Flávio Ataliba, secretário executivo do planejamento do governo do estado, levamos o Henrique representando do 7 de setembro, o Henrique Soares, filho do...

Edilson Soares e levamos o Alexandre Salles do Ministério Público para construir consenso fizemos lá e chegamos a conclusão de consenso lá dentro, construção civil também tinha problemas com cronologia das obras levando o Tribunal de Contas do Estado para fazer isso, fazemos demais isso aí temos então

A Trends exerce um papel muito grande nesse trabalho também de facilitador dessa ponte. Temos projetos especiais na Trends, um deles, por exemplo, o Move Ceará, para dar ideia de movimento, Move-se, Move-se-ará. A gente criou, patrocinado pela Assembleia Legislativa.

E o que a gente fez? A gente revisitou todos os projetos estratégicos aqui do estado do Ceará. Ceará 2050, Foto Alí 2040, Cluxes Econômicos, rotas estratégicas. A gente revisitou, viu o que tinha de conexão entre eles, a gente deu uma atualizada da nossa visão, colocamos dentro da nossa plataforma, que é uma plataforma independente da Trends, mas tem um link que leva para lá.

E fizemos uma escutativa com a equipe multidisciplinar, jornalistas, relações públicas, profissionais de marketing, estatísticos, economistas, cientistas políticos, sociólogos. Então, nós fizemos um trabalho de curadoria de todo esse material e fizemos uma escutativa nas 14 macro-regiões do Estado.

indo para as cidades polos e o vindo do setor de serviço, começa a indústria. Não só a vocação desses setores, mas também os gargalos, os gaps, os desafios, porque aqueles tinham dificuldade. Então nós criamos 14 manifestos.

Na época, esse trabalho, o Evandro Leitão estava com o presidente da Assembleia, e foi patrocinado por ele. Desses 14 manifestos, nós entregamos e fizemos isso como projeto de Estado, não projeto de governo, até porque ninguém sabia quem seria o governador. Poderia ter sido o capitão Wagner, poderia ter sido o Roberto Claudio, e foi o eu mando de freitas.

Então, foi com o projeto de Estado. Entregamos ao governador todos esses anseios e necessidades. No ano seguinte, nos reunimos com a Secretaria de Planejamento para colaborar no plano plurianual, no PPA do governo. No terceiro ano, fomos para as comissões técnicas da Assembleia para ver o que fazia sentido virar projeto de indicação, projeto de lei. Ou seja... Foi bem aceito. Muito bem aceito. Então, quer dizer, a gente...

promove, né? O próximo ano a gente já está querendo fazer esse movimento novamente, a partir desse novo governo que vai vir no próximo ano. Então é uma contribuição que a gente dá também para a sociedade, né? Espetacular, que negócio lindo, não sabia disso. Estou descobrindo cada coisa. Aqui daria um programa só para falar sobre a Trends, se a gente for falar só da Trends, né? Que foi uma coisa também que a gente aprendeu muito, sabe?

A gente aprendeu muitas lições, porque teve uma época também que a VSM Comunicação...

E treinos e tudo, a gente ficou muito dependente. E isso é muito perigoso, quando você tem muitos contratos públicos, ele dá um certo comodismo.

Então a gente reviu isso, a gente passou por algumas situações que a gente começou a ver, opa, gente, isso aqui é a questão do setor público é importante, mas isso aqui é uma poupança. É bom a gente ter isso aqui e não depender disso aqui. A gente tem que ver do setor privado. A gente teve esse reposicionamento também da empresa que foi muito importante. O setor privado hoje é o que mais?

Hoje é o que garante o dia a dia da empresa. O setor público que vem é para investimento, é para poupança. A gente tenta separar. Pô, Marcão, estamos chegando. Eu lhe disse, antes de começar o programa, eu falei para ele. Marcão, passa rápido, mas não falando nem do Fortaleza. Não é que ele vai dizer que eu queria que ele falasse. Afinal, Rogério Senna ou Voivoda? Qual é o maior treinador?

Rapaz, o Rogério Senna foi um cara que foi fundamental na reestruturação do Fortaleza para chegar ao que ele está hoje. Ele tinha uma visão, inclusive, de infraestrutura do clube que ele exigiu, de projeto, de planejamento. Fez um trabalho fantástico. Mas, assim, é um amigo que eu hoje troco mensagem de vez em quando com ele. Fiquei com relação muito boa com o Rogério.

Eu tive uma impressão até diferente, eu achava o Rogério um cara meio arrogante, meio jeito dele, mas nada disso é um cara espetacular. Quando você convive com ele, o cara é muito humilde, muito tranquilo. Mas o Voivolda, eu acho que não tem comparação. O que ele fez pelo Fortaleza, é uma coisa assim que...

Para quem viveu tudo o que viveu no Fortaleza, tudo o caos. A gente passou por Série C, tudo o que nós passamos. E veio o time indo para tudo o que é cumprido. Não, ele... Para mim são os dois principais técnicos colocando o Voivodo no patamar um pouco acima do 100. Só para vocês terem ideia, quando a gente fala assim, hoje em dia é meio difícil, mas ainda tem, mas sem aquelas pessoas que ajudam o clube.

Pois pronto, está aqui, é esse. Esse aqui ajuda, forte. E faz tempo, viu, meus amigos? Faz tempo que ajuda, viu? Faz muito tempo. É porque, obviamente, na publicidade, e eu acho que também não tem que dar, porque se for da publicidade, aí, meu amigo, o Maracanã vem, o Icasa. Vai vir todo mundo, isso aí, ele não dá. Mas, pô, Marcão, queria tanto falar mais coisa aqui, falar mais a transita. Queria muito, é uma das coisas que eu queria muito, falar sobre rede social, setor privado, setor público.

Onde é que vocês se entregam mais? Qual é o melhor para trabalhar? Você falou do judiciário, eu fui assessor de imprensa do Tribunal de Justiça, Marcão, fiquei impressionado. Chamar as pessoas de vossa excelência, um trabalho assim, eu, caramba, como deve ser difícil o trabalho aqui com o pessoal.

ou a comunidade médica. Eu tenho tantas histórias de media trade com desembargadores que você... Eu queria que ele dissesse o media trade, como foi que ele fez o media trade com o Codo Alto, mas ele volta, ele vai e vai. Fez o media trade com o Codo Alto, gente. No auge, hein? No auge. O baixinho com o Marlene Matos e tudo. Uma pedra bruta para ser lapidada. Mas é uma figura fantástica. Demais. Um cara de uma pureza, assim, de um coração.

Um dos melhores jogadores que você viu com a camisa do Fortaleza? Sim, posso considerar que ele está entre esses grandes. O cara diferenciado, desequilibrava, aquelas cavadinhas que ele tinha lá. Impressionante, né? Marcão, obrigado, meu amigo. Dá para a gente falar muita coisa ainda, muita coisa mesmo. Que bom, que privilégio. Obrigado pela aula que você deu. É uma satisfação de poder vir de novo aqui. A conversa foi muito boa. Só tenho que lhe agradecer e poder compartilhar esses momentos aí.

trajetória de vida, né? Que massa. De sucesso, amigo. De muito sucesso. Pra nós. Ninguém fica... Não, você teve muito... Você teve, tem e vai ter muito sucesso. Porque ninguém fica quase 40 anos no mercado como você falou, com o mesmo CNPJ, é um negócio raro, amigo. Ainda mais na nossa... Na nosso rama, esse ramo de comunicação, que é difícil, que é complicado, ainda passar por tantas mudanças no país, na política, na economia, na indústria. E tudo isso...

Graças a um lá de cima, né? Sem Deus, que sem ele ninguém consegue fazer nada, né? Eu faço diariamente minhas orações pessoais, eu sempre faço uma reflexão de como é que foi o meu dia anterior, de onde é que eu acho que eu poderia ter sido uma pessoa melhor, onde é que eu posso mudar naquele dia quando ele se levanta. Antes de me levantar da cama é sagrado. E agradecimento, eu peço muito pouco, sabe? Eu agradeço muito mais do que peço, que a gente tem que agradecer, né? Só a gente poder se levantar tudo, de poder trabalhar e ter a nossa família.

já é uma bênção grande de Deus. Sem dúvida. Marcão, obrigado de coração. Eu te agradeço. Virar de novo, sem dúvida alguma. Eu tenho que chamar a dona Simone Moraes. Simone Moraes, tem que vir aqui. Ela tem participação nessa história. Tem que vir aqui, como eu vou falar sobre o Cupido. O PC também já veio aqui. Mas, gente, obrigado vocês que chegaram até aqui. Se estão até aqui é porque vocês gostaram, deixe seu like no YouTube, deixe sua curtida, comentem.

compartilha, ajuda demais. E se você está na TVC, olha, não esquece, é todo domingo, nove da noite aqui na TVC, sem profissionalidade da mídia e do esporte cearense, hoje foi o querido Marcos André Borges. Olha, um dos grandes, um dos gigantes da nossa comunicação, sócio-fundador da VSM Comunicação, da Trends, um espetáculo que tem trânsito, esse tem trânsito livre, meu amigo. Olha, nos três poderes, no quarto poder, onde for no futebol, então um grande abraço. Gente, obrigado de coração, até a próxima.

MARCOS ANDRÉ BORGES NO EPISÓDIO 93 DO KEMPODCAST | Castnews Index — Castnews Index