183. Os paradoxos da vida
Os paradoxos dão um nó na nossa cabeça. Contrariando a nossa lógica, nos levam direto para aquilo que evitamos. Nos dão o inverso do que buscamos. Nos fazem criar o que mais tememos. Você quer entender esses tais paradoxos? Então escute aqui. Ser capaz de sustenta-los é essencial para a gente poder lidar com as contradições e a imprevisibilidade da vida.
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Por Regina Giannetti
Eu sou a voz e o coração que falam no Autoconsciente. Como mentora de vida interior, ajudo pessoas a viverem mais em paz consigo mesmas e conectadas com sua essência. Ofereço retiros presenciais e mentorias online. Encontre-me na Comunidade Autoconsciente, uma comunidade on line para autoconhecimento, meditações guiadas e espiritualidade.
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- Paradoxos da vidaAceitar a complexidade da realidade · Sustentar paradoxos · Meditação e equanimidade · Tradições espirituais e interdependência · Ordem e caos
- Mensagem de EmmanuelCrítica à estupidez humana · Otimismo através do pessimismo · Luiz Brandoni
Há momentos em que sentimos que algo precisa mudar na nossa vida, mas não encontramos tempo nem espaço para refletir sobre isso. É então que cabe fazer um retiro. Precisamos sair do cotidiano e olhar para dentro, para ter clareza do que não está funcionando e poder fazer mudanças.
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Contrariando a nossa lógica, nos levam direto para aquilo que evitamos. Nos dão o inverso do que nós buscamos. Nos fazem criar o que mais tememos. Você quer entender esses tais paradoxos? Então, escuta aqui. Ser capaz de sustentá-los é essencial para a gente poder lidar com as contradições e a imprevisibilidade da vida.
Eu lhe dou as boas-vindas ao Autoconsciente, um podcast que fala de vida interior, a vida que a gente tem aqui dentro com a gente mesma. Eu sou Regina Gianetti, mentora de vida interior e a minha intenção é que ao terminar este episódio você se sinta melhor do que quando começou. O meu trabalho é ajudar pessoas a viverem mais autoconscientes, mais conectadas com a sua essência, mais em paz consigo mesmas.
Eu dou mentorias online e retiros presenciais. Tem links para você conhecer os meus trabalhos na descrição deste episódio. O Autoconsciente é um podcast serial. Os episódios têm uma sequência em que os temas vão se aprofundando. Então, se você está chegando agora, escuta desde o número zero. Tenho uma jornada de autoconhecimento aqui para você.
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Veja se você já se encontrou em situações do tipo que eu vou descrever agora. Uma pessoa quer se sentir segura de que um projeto dela vai dar certo. Então, imagina situações que podem atrapalhar o seu projeto e começa a controlar as coisas para evitar essas situações. Só que quanto mais ela tenta controlar as coisas, menos segura se sente sobre o resultado do projeto.
Ou seja, o que ela faz para se sentir segura gera o efeito contrário. Outro exemplo. Uma pessoa quer evitar de sentir ansiedade e faz de tudo para se manter calma. Então ela tenta afastar pensamentos e preocupação, evita situações que a deixam nervosa, foge de lugares movimentados, evita encontrar pessoas agitadas.
Ela se preocupa tanto, tanto em evitar situações que afetem a sua calma, que isso começa a deixá-la ansiosa. Bom, eu não me surpreenderia que você já tenha vivenciado situações semelhantes, em que algo que você fez para se afastar de uma situação indesejável levou você direto para ela, ou ampliou o tamanho dela.
E isso acontece mesmo na nossa vida. É quando nos deparamos com paradoxos. Um paradoxo é uma situação, uma ideia ou dinâmica em que elementos aparentemente opostos ou contraditórios coexistem, dependem um dos outros ou até produzem um ao outro. E isso dá um nó na nossa cabeça. Os paradoxos contrariam a nossa lógica binária.
Segundo essa lógica, se você tem duas coisas que são opostas e escolhe uma, automaticamente exclui a outra. Tipo, se você vai para o norte, não vai para o sul. Se você está aqui, você não está lá. Se você acende a luz, elimina a escuridão.
Acontece que nem tudo na vida se comporta assim. Há muitas situações em que você não elimina uma coisa porque escolheu o oposto dela. Há muitas situações em que você não se livra de uma coisa lutando contra ela, mas você a piora justamente porque está lutando contra ela. Assim se comportam os paradoxos.
Eles sempre existiram, sempre representaram um desafio para o nosso modo de entender a realidade. E hoje, no mundo altamente complexo em que a gente vive, é fundamental entender que eles não são uma incoerência, mas um aspecto natural da realidade com a qual a gente precisa aprender a lidar.
Como diz o filósofo francês Edgar Morin, hoje, mais do que nunca, precisamos ser capazes de sustentar os paradoxos. Esta é a palavra, sustentar. Isso é essencial para a gente poder lidar com as contradições e a imprevisibilidade da vida. Sem ser capaz de sustentar paradoxos, fica mais difícil viver numa realidade complexa.
Para começar, por que os paradoxos são desafiadores para nós?
Essa é uma questão com várias camadas. Nós vamos explorar algumas. Uma camada é o modo de percepção da realidade, com base em opostos. Ou seja, a gente percebe uma coisa em oposição à outra, ou no contraste com outra. A gente percebe o que é luz, porque ela tem o oposto, que é a escuridão. Percebe o que é alto, em relação ao seu oposto, o baixo.
Percebe o agradável em relação ao desagradável, o quente em relação ao frio e por aí vai. São incontáveis os pares de opostos que nos permitem perceber a realidade e criar o nosso sistema de valores.
do que é bom e ruim, o que é desejável e indesejável, o que é certo e o que é errado e etc. Nessa percepção dual de dois polos da realidade, nós intuímos que se uma coisa é oposta à outra, então uma exclui a outra. É a negação da outra. É uma lógica assim. Aqui eu tenho há e aqui eu tenho não há.
Vemos a e não a como coisas separadas, como extremos inconciliáveis. Como se ao escolher uma delas, a gente estivesse automaticamente evitando a outra, ou anulando a outra. Uma segunda camada da nossa dificuldade em lidar com paradoxos é a dualidade das nossas emoções.
As emoções são regidas por dois sistemas do cérebro que são opostos um ao outro. De um lado, o sistema de recompensa, que nos estimula a buscar experiências positivas para nós. Experiências de prazer, afeto, conquista, satisfação das nossas necessidades, pertencimento. O sistema de recompensa nos motiva a ter essas experiências e nos recompensa com a sensação de bem-estar.
De outro lado, tem o sistema de evitação, que age para nos proteger de tudo que possa representar uma ameaça à nossa segurança. Situações perigosas, que trazem risco de nos ferirmos fisicamente ou emocionalmente, ter algum tipo de perda, sofrer rejeição.
Para nos manter afastados de situações ameaçadoras, o sistema de evitação gera as emoções de medo, ansiedade, estresse, raiva, vergonha, culpa, emoções que trazem mal-estar. Então veja que tanto racionalmente como emocionalmente, nós estamos sempre transitando entre opostos. Entendemos, experienciamos os opostos como as extremidades de uma régua.
E o problema com os paradoxos é que há e não há não estão em extremidades, mas de uma certa forma eles se tocam. É justamente o que encontramos quando, como no exemplo que eu dei antes, uma pessoa fica ansiosa porque faz de tudo para evitar a ansiedade.
Uma terceira camada da nossa dificuldade em lidar com paradoxos é o modo de pensamento simplificador que nós tendemos a ter. Eu explorei esse assunto no episódio 181, né? Para viver num mundo complexo. Você escutou? Se não, vai lá e escuta. Vale a pena.
Mas resumindo rapidamente aqui o episódio, é sobre as ideias do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, que faz uma crítica ao pensamento simplificador que caracteriza a era moderna, do século XVII em diante. Uma época de grande desenvolvimento da razão e da ciência, a verdade, e que também criou um modo muito quadradinho, muito cartesiano de entender a realidade.
A ambição do pensamento simplificador foi explicar os fenômenos da natureza de modo que eles se tornassem previsíveis como um relógio, um grande relógio cósmico regido por leis. Agora, para explicar esses fenômenos, era preciso eliminar contradições. Não se podia admitir que algo fosse há e não há ao mesmo tempo, porque assim não haveria previsibilidade, não haveria certezas, não haveria leis.
Então o pensamento simplificador tratou de resolver contradições, de eliminar tensões entre opostos. E tratou também de consolidar uma lógica de causa e efeito direto e simples. Uma coisa assim, quando se faz A, acontece B. Mas verdade seja dita, muito antes da ciência, desde os tempos mais remotos da humanidade, essa lógica de causa e efeito simples e direta já fazia parte da nossa vida.
porque ela é de fácil observação nos fenômenos da natureza, nas coisas da nossa vida prática. Tem ainda uma outra lógica típica do pensamento simplificador que a gente usa muito.
É a lógica linear que diz assim, mais esforço gera melhor resultado. Por exemplo, se você quer chegar em menos tempo ao seu destino, você caminha mais rápido. Se um gole d'água não sacia sua sede, você toma mais água. Coisas assim a gente faz o tempo todo. E funciona perfeitamente em situações do mundo material, físico, em sistemas simples.
Mas quando se trata de sistemas complexos como a psique humana, as relações humanas, as organizações, a sociedade, as lógicas do pensamento simplificador não funcionam como o esperado. E a gente se depara com os paradoxos.
Eu vou agora descrever para você três situações paradoxais bastante comuns na nossa vida. A primeira é, o que eu persigo se afasta. Uma boa metáfora para ilustrar isso é a da bola na piscina.
Imagine que uma bola daquelas grandes e coloridas que as crianças usam para brincar flutua no centro de uma piscina olímpica, dentro de um ginásio. Não tem vento, não tem ninguém dentro da piscina e ela parece assim um espelho d'água.
Uma pessoa quer muito pegar a bola no centro da piscina e ela mergulha e começa a nadar rapidamente em direção à bola. E o que acontece? Os movimentos dela criam ondas que afastam a bola. É algo assim que acontece em situações da vida em que a gente intensifica uma ação para obter um resultado. E o resultado acaba sendo o inverso do que a gente busca.
No trabalho, por exemplo, uma pessoa resolve trabalhar mais horas para ser mais produtivas. E isso pode até acontecer no começo. Mas depois de um certo tempo surgem cansaço, perda de foco, irritabilidade. E qual é o resultado?
ela se torna improdutiva. Numa relação afetiva, a pessoa quer se sentir segura dos sentimentos do parceiro e começa a pedir provas de amor, a cobrar a atenção e a presença do outro. Quanto mais ela faz isso, mais sufoca o parceiro, que começa a se distanciar, deixando a pessoa insegura. Quer dizer, a ênfase dela em se sentir segura resultou em maior insegurança.
Numa situação de comunicação, a pessoa acredita que quanto mais argumentos ela apresentar, mais efetiva vai ser em convencer o outro do que ela quer. Aí a pessoa insiste mais e mais na argumentação até que o outro não escuta mais nada ou até discute com ela. E o seu esforço de argumentação não dá resultado. Em quantas outras situações da vida algo assim acontece?
A gente não está conseguindo o que quer e faz mais do mesmo, com mais esforço, dobra a aposta e o resultado é o inverso. Uma segunda situação paradoxal é o que eu nego se fortalece.
Um exemplo clássico envolve pensamentos e sentimentos. A pessoa tem pensamentos negativos ou intrusivos e diz para ela mesma, eu não posso pensar nisso. Mas quando ela afirma que não pode pensar em algo, ela já está pensando. E quanto mais ela nega o pensamento, mais ele volta.
Com emoções negativas acontece a mesma coisa. A pessoa sente tristeza, sente inveja ou medo e diz, eu não posso sentir isso.
Aí ela se sente mal porque está sentindo o que ela não quer sentir. E os sentimentos todos continuam por ali. Outro exemplo de algo que se nega e só fica mais forte por causa disso são os aspectos sombrios da psique. Os impulsos egoístas, fraquezas, comportamentos moralmente reprováveis, instintos.
Quando uma pessoa nega os aspectos sombrios da sua psique, eles não só não desaparecem, como também são projetados nos outros. Digamos que a pessoa reprima a sua agressividade. Isso não a impede de ver e de se incomodar com a agressividade dos outros, até o ponto em que a atitude dos outros pode provocar a agressividade dela própria. Negar descontentamentos com uma situação também não funciona.
Num relacionamento, por exemplo, a pessoa pode evitar de expressar incômodos com o outro para não gerar conflito com ele. E com isso, ela guarda ressentimentos, silencia necessidades, finge que está tudo bem. Isso vai criando uma tensão dentro dela, até que em algum momento, com todo aquele sentimento acumulado, ela explode e acaba criando com ainda mais intensidade o conflito que ela estava tentando evitar.
E olha, não é somente em situações da nossa vida pessoal que esse paradoxo se manifesta. Na vida coletiva também. Um exemplo típico é a radicalização de opiniões e posicionamentos que a gente vê tanto atualmente. Quanto mais um grupo de pessoas tenta negar ou anular o grupo que pensa diferente, mais esse grupo reage e se fortalece. E assim, um vai radicalizando o outro.
Então, veja, tem certas coisas que se a gente nega, tenta agir como se elas não existissem, essas coisas se fortalecem e nós acabamos tendo que nos haver com elas de qualquer jeito. E para encerrar, uma terceira situação paradoxal. O que eu temo, eu crio. O que eu tento afastar de mim, me alcança.
Um dos exemplos é o medo da ansiedade que eu já citei anteriormente. A pessoa evita a todo custo se colocar em situações que possam causar ansiedade. Isso, por si só, faz a pessoa se sentir ansiosa. O medo do fracasso também provoca esse paradoxo.
Para evitar de se sair mal em alguma coisa, a pessoa procrastina, adia decisões ou nunca considera o seu trabalho bom o suficiente para ser concluído. O que ela faz para evitar o fracasso? A paralisa. Ela não faz o que precisa fazer e acaba se sentindo fracasso.
O medo da rejeição também. Para evitar de ser rejeitada pelo outro, a pessoa não sai de perto, dá uma atenção excessiva para o outro ou se mostra carente. E isso incomoda o parceiro e ele se afasta para ter o seu espaço. Ou seja, a pessoa tanto fez para não ser rejeitada e acabou criando a rejeição.
Agora é o momento da pergunta que não quer calar. Como lidamos com esses tais paradoxos? Edgar Morin diz que, para começar, nós precisamos assumir que o mundo não funciona apenas segundo lógicas simples do tipo ou isso ou aquilo. A realidade da vida, da natureza, do universo, contém o simples, mas não é algo de todo o simples.
E é inútil querer que ela seja previsível e controlável. A realidade é complexa. É um tecido de agentes e acontecimentos que são heterogêneos, têm a sua individualidade e, ao mesmo tempo, são inseparavelmente associados. Nessa realidade complexa, elementos aparentemente opostos coexistem.
interagem e muitas vezes produzem um ao outro. Nessa realidade complexa, duas ideias que parecem incompatíveis podem ser simultaneamente verdadeiras, necessárias e interdependentes. Por exemplo, ordem e caos. Tendemos a pensar que ordem é boa e caos é ruim, como se a vida saudável dependesse de eliminar completamente o caos.
mas sistemas vivos precisam dos dois. Se houvesse apenas ordem absoluta, tudo seria fixo e incapaz de mudar.
Imagine a vida de um ser sem nenhuma adaptação, nenhuma novidade, nenhuma transformação. O ser ficaria estagnado, não haveria aprendizado, evolução e nem criatividade. Pois é o caos, a desordem que às vezes se manifesta na vida do ser, que o leva à adaptação e à evolução. A vida se mantém e prospera justamente na tensão entre esses dois polos.
É certo que uma pessoa precisa de ordem psíquica, estrutura, identidade e coerência para funcionar. Mas crescimento psicológico acontece quando ela se abre por inesperado que causa alguma desorganização interna. As mudanças importantes da vida começam em períodos de crise, de dúvida, de perda de referências.
O caos desestrutura antigos padrões, abrindo espaço para uma reorganização. Sendo assim, não se trata de resolver paradoxos, nem de eliminá-los, mas de sermos capazes de sustentá-los. Isso significa reconhecer que duas coisas aparentemente opostas podem coexistir, sem que uma precise eliminar a outra.
Filósofos como Mohan têm teorias e métodos para desenvolver o pensamento complexo, que permite lidar com paradoxos. Mas talvez a gente não precise de tudo isso. Existem outros caminhos. A prática da meditação, por exemplo, que nos treina a observar as coisas como elas são, com equanimidade, sem julgar o que está presente como bom ou ruim, desejável ou indesejável.
As tradições espirituais que nos ensinam sobre a interdependência de todos os seres e coisas, sobre a complementaridade dos opostos, a contemplação dos mistérios que se manifestam na nossa vida, a aceitação da realidade, a confiança na perfeição da mente divina que a tudo governa. E por falar em perfeição, eu tenho uma história para encerrar este episódio.
Como um bom paradoxo, não vai parecer sobre perfeição, mas vai acabar sendo. Recentemente faleceu o ator argentino Luiz Brandoni, aos 86 anos. Eu assisti uma minissérie com ele. O título é O Faz Nada. Passa na Disney Channel.
Bom, o Brandoni deixou um vídeo para ser divulgado após a morte dele. Um vídeo com uma mensagem à humanidade. E é uma mensagem muito crítica e sarcástica. Sobra alfinetada até para Jesus. O Brandoni fala acidamente sobre a estupidez do ser humano, a alienação, o comodismo, a futilidade, tudo de pior que ele vê no ser humano.
No final ele diz que de tão pessimista, ele é otimista. Porque os extremos se tocam, o frio queima. Ele está dizendo então que a estupidez acaba levando à sabedoria, à alienação, à lucidez, à futilidade, ao propósito.
Olha que interessante. A realidade é tão perfeita que quando nos perdemos é que podemos nos encontrar. E no fim da mensagem, ele manda todo mundo para aquele lugar, que eu acho que é o jeito dele de dizer que você esteja bem. Um abraço.
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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver, pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
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