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180. Civilização em transição

15 de março de 202628min
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Uma crise psicológica do homem moderno está na raiz das guerras que estamos vendo hoje no mundo. Esse é o ponto de vista que eu compartilho aqui com você, com base em uma análise que Carl Jung fez das guerras mundiais que ele presenciou. Desde aquela época, segundo ele, a civilização está em transição.

Informações sobre retiros:

https://voceautoconsciente.com.br/retiro-vida-autoconsciente/

Por Regina Giannetti

Eu sou a voz e o coração que falam no Autoconsciente. Como mentora de vida interior, ajudo pessoas a viverem mais em paz consigo mesmas e conectadas com sua essência. Ofereço retiros presenciais e mentorias online. Encontre-me na Comunidade Autoconsciente, uma comunidade on line para autoconhecimento, meditações guiadas, e espiritualidade.

Sobre meus trabalhos: https://voceautoconsciente.com.br/meus-trabalhos/

Livro citado neste episódio:

"Civilização em transição", Carl Jung - Volume 10.3 de sua Obra Completa

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Assuntos11
  • Crise psicológica do homem modernoAbandono de tradições e rituais · Repressão de instintos primitivos · Insegurança existencial · Vulnerabilidade às forças do inconsciente · Desencanto com o progresso material
  • Origem e manifestação do arquétipo WotanWotan como deus da tempestade e frenesi · Despertamento através do ressentimento · Movimento da juventude alemã · Marcha de centenas de milhares · Capitalização política do sentimento coletivo
  • Fé e EspiritualidadeObservação de sonhos e fantasias em pacientes · Identificação do arquétipo Wotan · Manifestação de forças inconscientes coletivas · Papel da religiosidade na contenção de impulsos · Mecanismo psíquico por trás do fanatismo
  • Paralelo com operações históricasDesencanto com promessas de progresso · Crise climática e tecnológica · Risco de guerra mundial · Colapso econômico · Afloramento de aspectos sombrios da psique · Ascensão de líderes autoritários
  • Processo de Individuação como soluçãoTrabalho interior com a própria psique · Reconhecimento de traços sombrios · Integração de aspectos inconscientes · Desenvolvimento de consciência ampla e matura · Reconciliação entre razão e dimensão instintiva
  • Psicologia JunguianaConteúdos reprimidos da psique · Mitos e símbolos arquetípicos · Manifestação violenta de forças inconscientes · Contágio psíquico · Epidemia emocional nas massas
  • Transição da Era Medieval para a Era ModernaSupremacia da razão e da ciência · Abandono de mitos e símbolos · Questionamento do dogma religioso · Ideal de progresso material · Perda de conexão com o sagrado
  • Autoritarismo PoliticoSedução por narrativas ideológicas · Perda do senso crítico individual · Delirio coletivo · Identificação com o líder · Dissolução da identidade na massa
  • Simbolismo e linguagem da almaImportância dos rituais e símbolos · Mitos como histórias ancestrais · Conexão com o sagrado · Vida psíquica como fundamentalmente simbólica · Perda de sentido através do abandono simbólico
  • Caos versus ordemCrise como impulso transformador · Estabilização através da adversidade · Fenômeno individual refletido coletivamente · Escolha pela paz · Efeito da vibração coletiva consciente
  • Segurança PsicológicaFé religiosa como base de sentido · Promessa de segurança material · Desapontamento com a razão e ciência · Quebra de confiança no progresso · Insegurança sem fundamentos metafísicos
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neste episódio. Uma crise psicológica do homem moderno estaria na raiz das guerras que estamos vendo hoje no mundo. Esse é o ponto de vista que eu compartilho aqui com você com base em uma análise que Carl Jung fez das guerras mundiais que ele viveu. Desde aquela época, segundo ele, a civilização está em transição. Eu lhe dou as boas-vindas ao Autoconsciente, um podcast que fala de vida interior, a vida que a gente tem aqui dentro,

Eu sou Regina Gianetti, mentora de vida interior e a minha intenção é que ao terminar este episódio, você se sinta melhor do que quando começou. O meu trabalho é ajudar pessoas a viverem mais autoconscientes, mais conectadas com a sua essência, mais em paz consigo mesmas. Eu dou mentorias online, dou retiros presenciais e tem links para você conhecer os meus trabalhos na descrição deste episódio.

Episódio 180.

em Transição.

do psicanalista suíço Carl Jung. Me parece o assunto mais apropriado no momento em que eu escrevo o episódio, na segunda semana do explosivo mês de março de 2026. Eu realmente não sei como vai estar o mundo quando você estiver me escutando, mas nestes dias em que eu escrevo, nós estamos vendo cenas de drones e mísseis explodindo em grandes cidades, fortes tensões geopolíticas, temores de uma guerra mundial.

mais detalhes, não são necessários. E este não é um episódio para você se sentir pior com relação ao que está acontecendo no mundo. É um episódio para conhecer uma perspectiva sobre o que está acontecendo. No caso, a perspectiva da psicologia profunda de Carl Jung, que nos ajuda a entender algumas coisas. Jung passou pela Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Estava lá na Europa, no centro da confusão,

na psique dos seus pacientes e como aquilo se refletia na sociedade. Na visão dele, as causas dos grandes conflitos da sua época não eram econômicas, não eram disputas de território, nem de poder e de interesses políticos. Esses eram efeitos. A causa raiz era uma profunda crise psicológica que tinha sua origem no inconsciente coletivo e influenciava grupos e nações.

como análise dessa crise que Jung fez na primeira metade do século XX, tem algo em comum com o que acontece agora, nos nossos tempos. O que significa que, infelizmente, a humanidade está repetindo as mesmas histórias. Mas se tem algo que nos favorece, é que conhecer o que Carl Jung nos deixou ajuda a passar por esse momento delicado da nossa história com mais consciência.

essa consciência. Se você estiver, então vamos continuar essa conversa. Bom, senta que lá vem uma pequena história para a gente começar esse assunto. A humanidade, ao longo da sua trajetória evolutiva, sempre foi muito ligada à natureza, sempre teve alguma forma de religiosidade, tinha tradições, rituais, tinha mitos. Os mitos são histórias ancestrais que contam como é ser humano, com as suas forças, fraquezas,

Isso é da maior importância para a nossa formação. Os rituais e símbolos nos conectavam com o sagrado. Enfim, a vida sempre foi muito simbólica, como aliás é a psique humana. O simbolismo é a linguagem da alma. Essa vida ricamente simbólica, segundo Jung, era também um canal para a expressão de aspectos profundos e primitivos da nossa psique de forma não destrutiva.

por sua vez, conectava as pessoas a uma realidade maior que dava sentido à vida. E assim foi até a Idade Média, quando no Ocidente o homem se sentia no centro de um universo estável, sob a proteção divina, sabendo como agir para alcançar a felicidade eterna. Mas isso começa a mudar em meados do século XV com a transição para a Era Moderna.

a razão e a ciência, o ideal de progresso material. Ao longo do tempo vão sendo abandonados as antigas tradições, os mitos, os rituais, que passam a ser considerados coisas de um atraso, atrasadas. O poder e os dogmas das religiões são contestados e eles perdem a sua autoridade na vida das pessoas. Os antigos rituais e símbolos também já não têm mais lugar.

da sua intelectualidade, da sua civilidade, ele também procura domar os seus instintos primitivos e emoções. A sua fé está na razão. Ele acredita que a educação, a ciência e a organização racional da sociedade trariam inevitavelmente o progresso e um futuro melhor. Muito bem, chega o início do século XX e a civilização europeia parece estar no auge. As cidades crescem,

a ciência avança, a tecnologia traz confortos para a vida cotidiana, o progresso é notável. A razão parece ter conquistado o controle do mundo. Agora, o que ninguém esperava é que, dali a pouco, a Europa mergulhasse em guerras devastadoras, movidas por ideologias extremas, movimentos fanáticos e violentos. Muitos se perguntavam, mas como era possível que uma civilização tão sofisticada, tão racional,

retroceder daquela forma. Jung foi um dos que se fez essa pergunta e ele começaria a observar algo muito incomum na vida psíquica de pacientes que atendia e que mais tarde o ajudaria a identificar a profunda crise psicológica, moral e espiritual que estava na origem de tudo aquilo. O fenômeno que Jung começou a observar foi uma coincidência muito significativa nos sonhos e fantasias dos seus pacientes alemães.

A Alemanha havia saído da Primeira Guerra Mundial completamente derrotada, humilhada e obrigada a indenizar seus adversários pela destruição que ela causou. Isso acabou de acabar com a economia do país. Havia hiperinflação, desemprego generalizado, descontentamento, muito ressentimento na população. Até a religiosidade do povo estava abalada. A sua fé cristã não havia sido capaz de impedir a barbárie da guerra.

e a devastação do país. Havia um profundo desencantamento com tudo. Foi nesse cenário, então, que o Jung começou a escutar de jovens alemães que faziam terapia com ele, relatos de sonhos e fantasias com imagens de primitividade, de fúria, de tempestades, de guerras, de um arrebatamento coletivo. Isso começou a se repetir aqui e ali e, claro, chamou a atenção do Jung. Não era uma simples coincidência.

Era um fenômeno psíquico que ele precisava investigar. E ele, que era um profundo conhecedor de mitos, identificou nessas imagens a figura de um personagem da mitologia germânica chamado Wotan, deus da tempestade e do frenesi, que inflamava paixões e a ânsia da batalha, que era também um andarilho e a artista da ilusão por excelência. Muito bem, ao longo de anos e mais anos,

sonhos e fantasias que se associavam a essa figura mitológica, esse arquétipo, como ele dizia. Arquétipos são matrizes do comportamento humano de todas as culturas e de todas as épocas que habitam o inconsciente coletivo da humanidade. Aparentemente, o ressentimento que era tão presente na época havia revolvido uma camada muito antiga e instintiva da psique do povo alemão. E sem a contenção da fé cristã,

muito tempo manteve Votan adormecido, a força psíquica desse arquétipo começa a se manifestar. Tem um texto que Jung escreveu em 1936, em que ele descreve assim de uma forma muito impressionante como foi que o deus mitológico, belicoso, arrebatador de multidões, andarilho, foi se revelando no comportamento das pessoas. Abre aspas. Nós ouvimos ganhar vida no movimento da juventude alemã.

E logo no início, o sangue de várias ovelhas foi derramado em honra à sua ressurreição. Armados com mochila e alaúde, jovens loiros, às vezes também garotas, eram vistos como andarilhos incansáveis em todas as estradas, devotos seguidores do Deus errante. Mais tarde, o papel de andarilho foi assumido por milhares de desempregados, que podiam ser encontrados em todos os lugares em suas jornadas sem rumo.

eles já não perambulavam mais, mas marchavam em centenas de milhares. Fecha aspas. Essa última imagem da marcha de centenas de milhares é uma referência de Jung ao movimento encabeçado por um certo líder político que catalisou todo aquele sentimento crescente na população. Eu não vou falar aqui o nome dele, porque o algoritmo das plataformas penaliza vídeos em que aparecem certos nomes e palavras, tá? Vamos apenas chamar de H,

esse político alemão que ficou muito conhecido, porque os seus discursos raivosos dialogavam com o sentimento das pessoas naquele momento. H. inflamou aquele sentimento e criou um inimigo comum a ser odiado. Criou toda uma narrativa que conquistou as pessoas. Pessoas que estavam psicologicamente fragilizadas e tomadas pela fúria de Wotan. H. foi como a personificação de Wotan,

delírio coletivo. Bom, nós sabemos muito bem no que foi que deu essa história, no estouro e nas atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Passados os anos da onda de fanatismo e destruição que varreu a Europa e da aniquilação atômica de duas cidades do Japão, Jung concluiu a sua análise da crise psicológica que estava na raiz de tudo aquilo. Eu faço aqui um apanhado das principais causas da crise psicológica, moral e espiritual também,

de que Jung fala e que se refletiu nos grandes conflitos da sua época. Segundo ele, essa crise foi o preço que o homem moderno pagou por ter abraçado unilateralmente, radicalmente, a racionalidade. Como se o humano pudesse ser 100% razão e isso apagasse os instintos, os impulsos, a natureza primitiva e irracional que igualmente fazem parte dele.

e civilizada, ele também baniu da sua vida tradições, mitos e simbolismos, que passaram a ser considerados atrasados. Superstissões, bobagens, mas eram justamente o que fazia uma conexão com as suas raízes profundas e organizava a sua vida psíquica. Agora, não é porque alguém decide ser conscientemente uma coisa que faz desaparecer a sua porção inconsciente e os conteúdos que habitam ali, os conteúdos da sua sombra,

os conteúdos do inconsciente coletivo da humanidade, que carregam os mitos, os símbolos, os arquétipos de todas as culturas e de todos os tempos. Quando se tenta reprimir essas forças inconscientes, o que acontece? Acontece que mais cedo ou mais tarde eles irrompem de uma forma violenta, eles saem, eles se manifestam de uma forma violenta. O que mais aconteceu ao homem moderno que desestruturou a sua vida psíquica?

Quer dizer, a fé religiosa convicta, que era a regra que dava sentido à vida até a Idade Média, se transferiu, na modernidade, para a confiança de que a razão e a ciência trariam progresso e bem-estar social. Mas essa confiança foi quebrada pela guerra, pelo caos e a miséria material e moral,

Essa confiança foi abalada pela percepção de que a cada passo em direção ao progresso parecia significar uma ameaça de catástrofes ainda piores. Jung avaliou que tudo isso deixou as pessoas inseguras, sem ter no que acreditar e psicologicamente mais suscetíveis. Suscetíveis às forças primitivas da sua psique, que a razão não pôde controlar.

penas, mas forças que pertencem ao inconsciente coletivo, de repente você tem uma massa de pessoas compartilhando dos mesmos sentimentos e motivações. É como uma epidemia, em que o contágio é psíquico. Aí, em algum momento, as pessoas são atraídas por um líder com o qual se identificam, se deixam seduzir pelas ideias desse líder, perdem o senso crítico, perdem a identidade e se diluem naquela massa.

que grandes grupos abraçam apaixonadamente ideologias, mesmo que sejam delirantes, fora da realidade, e têm comportamentos radicais. Isso explica o fanatismo. Com a sua análise daquele período da história, então, na Europa, Jung mostra que em períodos de crise, quando as estruturas sociais estão mais fragilizadas e não oferecem segurança, as pessoas ficam mais vulneráveis às forças do seu inconsciente, que muitas vezes são destrutivas.

E o mesmo fenômeno que acontece dentro de cada um se reflete na sociedade, que se torna vulnerável aos movimentos irracionais, radicais e altamente destrutivos. Eu não sei se você também ficou com essa impressão, mas para mim, a análise que Jung faz daquele momento tem pontos em comum com o que nós estamos vivendo hoje. É bem verdade que a nossa realidade é muito mais complexa que a daqueles tempos, nem se compara.

que nós temos hoje. O momento histórico também é muito diferente hoje. Mas ainda assim, tem algumas coisas em comum. Hoje também existe um desencanto com o progresso. De uns anos para cá, foi se firmando a percepção de que a nossa tecnologia avançada, a nossa economia sofisticada e o modo de vida cheio de facilidades que a gente tem, não cumpriram a promessa de prosperidade, de felicidade que nos foi vendida. E para completar, trouxe uma série de efeitos colaterais.

que a gente não esperava. Outro dia eu vi no Instagram um vídeo de pouco mais de um minuto que resume perfeitamente isso. Era o vídeo de um jovem de no máximo 30 anos que tinha a intenção de ser engraçado, mas falava de algo muito sério, não tinha graça nenhuma. Ele dizia algo assim.

colapso na economia global e blá blá blá blá blá, falava um monte de outras coisas que eu nem estou me lembrando agora. Bom, sem comentários, né? Em um minuto o moço deu a letra do que está acontecendo e provocando uma grande insegurança na humanidade, como nos tempos de Jung. Hoje também estamos testemunhando um afloramento, como a gente nunca viu, pelo menos nós que estamos vivos hoje, um afloramento de aspectos psíquicos sombrios, traços do comportamento humano egoístas e destruídos,

que, em geral, a nossa consciência civilizada condena e reprime. A agressividade, a intolerância, ganância, violência, crueldade, arrogância, imposição pela força. Esses aspectos sombrios nunca deixaram de existir, é verdade, mas eles eram camuflados, eram disfarçados. Hoje está tudo muito às claras, revelado à luz do dia. Outra coisa em comum com o que Jung descreve,

O que também nunca deixou de existir. Mas hoje parece que está na moda, até na sociedade que se autodenomina a maior democracia do mundo. A gente já viu esse filme, né? Junto com o autoritarismo, vem o fanatismo, vem a insensatez. Agora a hora de a gente se perguntar, o que nós vamos fazer com isso? Nós, humanidade. Vamos voltar então para Jung. Ele diz no seu livro que essas forças do inconsciente humano, seja o inconsciente pessoal,

coletivo, elas não são inevitavelmente destrutivas. O problema não é a existência delas. O problema é nós não termos consciência delas, nem fazer nada para lidar com elas. Já na época de Jung, o ser humano havia conquistado um poder tecnológico imenso, mas ainda não havia aprendido o básico, lidar com as profundezas da sua psique. Ele acreditava que sem esse conhecimento interior, as forças inconscientes continuariam a

A verdadeira transformação da civilização, diz Jung, não dependeria apenas de reformas políticas ou sociais, mas de um trabalho profundo de cada um de nós com a própria psique. Cada um de nós precisaria aprender a olhar para dentro de si mesmo, reconhecer os seus traços sombrios, assumir responsabilidade por eles e integrá-los.

o que Jung chamou de endividação. Somente quem se conhece de verdade poderia estar imune à pressão das massas e à sedução das ideologias coletivas. A grande tarefa do homem moderno, então, não seria apenas transformar o mundo exterior, mas também tornar-se consciente do seu próprio mundo interior, reconciliar a razão com a sua dimensão instintiva, criando uma consciência mais ampla e mais madura. Pode parecer que, neste momento, a gente está muito distante disso.

Mas olha, talvez não estejamos tão distantes assim. Um dos paradoxos da vida é que o caos é um caminho para a ordem. Nós vemos como isso acontece na nossa vida pessoal. Quando entramos em uma crise muito séria e sentimos ameaçada a nossa segurança, até mesmo a nossa sobrevivência, nós somos obrigados a fazer alguma coisa para sair daquilo, não é? O caos nos impulsiona a restabelecer a ordem. Com a vida coletiva, não é diferente.

Mesmo os fenômenos que vivemos individualmente, vivemos coletivamente. O caos coletivo também é um caminho para a ordem. Mas nós precisamos querer isso. Querer a ordem. Querer a paz. É fato que, neste momento, algumas lideranças mundiais e parte de seus povos parecem não querer a paz. Mas eles não são a maioria. Disso a gente pode ter certeza. Se queremos a paz, vibremos pela paz.

Nessa guerra, eu escolhi um lado, o lado da paz. Eu vibro pela paz, eu rezo pela paz, eu ajo pela paz. Estou fazendo isso agora. Imagine se milhares, milhões, bilhões de nós fizermos o mesmo. Se vibrarmos, rezarmos e agirmos consistentemente pela paz. Quem sabe juntos, em vigília, o que aconteceria? Não é possível saber se isso teria algum efeito na escolha dos que querem.

guerra, mas pelo menos criaria paz na nossa mente, no nosso coração, nas nossas relações. E isso já pode ser o começo da transição da civilização. Para encerrar, eu deixo aqui uma frase de Jung sobre encarar as nossas sombras e para onde isso nos leva. Ele escreveu assim,

e a beleza. A luz sempre nascerá da noite. Que você esteja bem. Um abraço. Centro é a marca número um do mundo e especialista em multibenefícios. Ajuda a recuperar energia e apoia o metabolismo. Estudos clínicos mostram que preserva memória e cognição, além de contribuir para cabelo, pele e unhas. Centro. Você de bem a melhor.