A Hora #103 - A goleada do filho de Gilmar, o W.O. de candidatos e as caneladas bolsonaristas
Nesta edição do A Hora, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam sobre a interferência de Trump na Copa do Mundo, a influência do filho de Gilmar Mendes na CBF, o início do período de defeso eleitoral e o xadrez político para as eleições em SP, MG e RJ.
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- Cenário eleitoral no Rio de JaneiroDesdobramentos da Operação Unha e Carne · Irmãos Canela · Milícia · Flávio Bolsonaro e Vorcaro · Eleições Rio de Janeiro
- Regras eleitorais e de acessoTitãs · Posse de Cássio Nunes Marques no TSE · Máquina pública · Censura
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Opa, Thaís!
Salve, salve, Toledo!
Eu sou José Roberto de Toledo e esta é A Hora, podcast sobre notícias aqui no UOL.
Eu sou Thaís Bilenck e toda semana a gente bate um papo sobre os principais assuntos do noticiário.
Hoje, hein?
A Hora.
O cartão vermelho de Trump e a prorrogação na CBF.
O apagão oficial nas eleições.
Socorro! Candidato sumiu em Minas e em São Paulo.
A hora e a vez das caneladas dos bolsonaristas no Rio.
E na hora extra deste sábado, mais aula, melhor salário.
Quer entender o que aconteceu essa semana?
Chegou a hora! Thaís Bilenk, hoje é quarta-feira, o que aconteceu?
Antecipamos a gravação um dia porque em São Paulo, diferentemente dos outros cantos do país, é feriado na quinta. Muito bem.
Então, se acontecer alguma coisa na quinta, você já nos perdoe.
E se não acontecer, vocês nos perdoem também. Toledo.
E aí, Tays Bilenk?
Aonde você estava no pênalti perdido do Brasil no primeiro tempo contra a Noruega?
Eu estava na frente da televisão, sentado no meu sofá, xingando muito. Assim, não era especificamente quem perdeu o pênalti, era, né?
A vida.
A vida, exato. Mas assim, Os responsáveis pelo futebol brasileiro, de modo geral.
De modo geral. E aonde você se enfiou quando o Brasil foi eliminado?
Acho que eu continuei no sofá em depressão, assim. Xingando a vida. Xingando internamente.
Continuou na mesma posição.
Eu só lembro que eu tava, eu tenho dois gatos, né, uma gata e uma gata, e eles estavam no sofá também. Eles saíram voando a hora que eu comecei a ver que perdeu o pênalti. Que eu devo ter gritado um pouquinho alto, assim.
É, a gritaria foi alta.
E você estava onde?
Eu também tava no sofá. Me enfiei debaixo do edredom depois, mas eu acho que a gente vai guardar esse momento como a gente guardou o 7 a 1, né?
Esse é um momento crucial. Eu vou, eu tenho uma teoria, eu até tô tentando convencer algum instituto a fazer uma pergunta, que é o seguinte: você joga futebol, jogou futebol nos últimos 30 dias, uma coisa assim, né? Você apostou em bet nos últimos 30 dias? A minha hipótese é que num corte populacional mais jovem, é capaz de você ter mais gente apostando em bet do que jogando futebol hoje no Brasil.
No meu senso, no da Tataís também, acho que isso com certeza é um volume de apostas, né?
Exato. E assim, tá faltando jogador, né? Claramente, como ficou evidenciado nessa Copa. Mas enfim, vamos ao que interessa.
Vamos falar da Copa também, não deixa de ser profissionalmente, né?
Profissionalmente, é isso aí. Bom, Thaís Bilenck, nessa Copa que tanto amargo nos deixou, teve um outro fato que poderia entrar no adjetivo inusitado, mas é muito mais grave do que isso, que foi o presidente do país anfitrião. Eram 3 anfitriões, mas tem um anfitrião que é mais importante que os outros, porque, né, a maior potência do mundo. Exatamente. A maior parte dos jogos finais vai ser lá, enfim, que são os Estados Unidos.
Teve um jogador, o principal jogador, a principal atacante americano recebeu um cartão vermelho, não ia jogar a partida seguinte que era eliminatória. E daí simplesmente o Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, convoca o presidente da FIFA, o Infantino, que não se perca pelo nome, para Casa Branca para dizer: olha, esse cartão vermelho precisa ser cancelado porque ele é injusto. Apresentou uma série de argumentos que não importa não vem ao caso se faziam sentido ou não, né?
Que inclusive foram para desmerecer o árbitro no caso brasileiro, cuja trajetória ele desabonou baseado nas próprias evidências.
Sim, ou seja, na sua imaginação, né, que é a principal fonte de evidências do Trump. E para surpresa de zero pessoas, o Infantino fez lá um teatro E cancelou o cartão vermelho e o jogador foi à partida, disputou a partida e os Estados Unidos perderam de 4 a 1, porque coincidências não existem, pero o que lá sai, lá sai, né? Agora, essa canetada do Trump, inédita, inacreditável, surpreendente, embora não seja, é também, só um parênteses, bem colocado, evidenciou uma situação de concentração de poder no mundo do futebol e de como as pressões extracampo são cada vez mais influentes e fortes e determinantes.
Só que tem um paralelo no Brasil, né? E você fez uma reportagem que tá saindo, espero, esse final de semana, mostrando os bastidores dessa história. Conta mais pra gente, não quero ficar eu contando a sua reportagem, né?
A relação da política com o futebol sempre houve. Estão juntas e quase embricadas o tempo inteiro, mas ela ganhou novos capítulos, começou um novo momento na CBF, na atual gestão. Basta dizer, não vamos nos alongar nesse assunto, que o representante do Brasil neste comitê disciplinar, que é quem delibera sobre eventuais anulações de cartão vermelho, e que deliberou nesse caso, em tese, porque o processo foi todo meio obscuro, como muitas vezes é, e o cartão vermelho foi anulado, a suspensão foi anulada, mas esse Tem um comitê que, a rigor, delibera sobre isso, e o representante do Brasil nele é o Francisco Mendes, que é filho do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Isso é o acaso? É uma grande—
Repita, repita, porque assim, não deve ser em qualquer país do mundo que uma pessoa importante da Confederação Nacional de Futebol é filho de um ministro da Suprema Corte, né?
É, ele tá lá, o Francisco Mendes, desde 2021 nesse cargo, né? E o mandato acabava em 25, foi renovado até 29. Então ele tem essa representação na FIFA por indicação da CBF, e antes de ele ter qualquer cargo ou assento na CBF. Ele só passa a integrar o sistema da confederação nesse ano agora, quando ele se elege vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol. E no sistema da CBF, os presidentes das federações têm direito a voto na assembleia da CBF para decidir, por exemplo, quem vai ser o presidente.
Então ele não votou ainda, por exemplo, porque o Samir Choudhury, que é o atual presidente, foi eleito no ano passado. Mas isso deu ao Francisco Mendes um lugar oficial nessa mesa.
E ele deliberou sobre o cartão do atacante dos Estados Unidos?
Olha, segundo eu conversei com todo o entorno da cúpula da CBF, esse comitê disciplinar, como outros também são, ele muitas vezes é mais pro forma do que efetivamente um poder de decisão, porque em vários momentos as coisas acontecem em subcomitês, em núcleos menores. Então, tipo assim, na mesa do infantil, ele não participou exato dessa deliberação em si.
É mais ou menos como era a Constituinte na época do Ulisses, né? Quem for a favor permaneça como está, aprovado.
Mais ou menos, mais ou menos isso. Ainda que talvez eles não são representantes de diversos países em todos os continentes. Então eles não são consultados com assiduidade, né, para todas as decisões do comitê, né? O sistema FIFA tem um rodízio, tem um rodízio entre quem delibera, em que casos delibera. Essa situação é uma situação absolutamente politizada, espetacularizada, que envolveu simplesmente o presidente dos Estados Unidos.
Então é extraordinária no sentido de que não segue qualquer parâmetro de coisa, mas pôs luz, né, nessa figura que hoje é muito central e influente na CBF, ainda que não tenha um cargo na estrutura oficial da confederação e sim no sistema, né?
Então ele não participou dessa deliberação desse cartão específico?
Não participou, não participou. Mas a CBF teve que reagir, né? A derrota histórica do Brasil numa pior campanha da seleção em quase um século. Eliminado nas oitavas de final com resultados de jogos que deixaram a pontuação bem abaixo das últimas rodadas.
Primeiro lugar, se eu não me engano.
Exato. E também, enfim, uma campanha muito ruim em vários sentidos.
É difícil de ver.
E aí a resposta na CBF a isso é um pouco assim: ninguém nega que turbulências políticas na gestão do futebol interfira no desempenho em campo. Até porque você tem, a partir da gestão política, decisões de quem é o treinador, quais são as condições de jogo, como todas as— então é difícil dizer que não há correlação. Mas a gestão atual, que assumiu o ano passado, faz pouco mais de um ano, diz que as turbulências foram causadas pelas gestões anteriores, como sempre, e que portanto o ciclo novo que se iniciou a partir da chegada do novo grupo ainda não pôde colher seus frutos, a expectativa é para 2030.
Eles têm, a rigor, preocupações prementes com questões nacionais, sobretudo direito de transmissão do Campeonato Brasileiro, que é a principal fonte de receita dos clubes e que tá dando uma disputa ferrenha sobre os contratos, né, de como vão ser divididos esses recursos nas próximas rodadas do Brasileirão. E como tem uma disputa entre pares, nos clubes, nas federações, com a CBF, com os investidores que fazem aportes nesses blocos dos times.
É uma disputa, no mínimo para falar pouco, renhida entre eles por um mercado que fatura bilhões de reais.
Bom, desde Havelange que o futebol se tornou um dos maiores negócios do mundo. Ele, quando era presidente da FIFA, fez essa revolução que tem um lado muito positivo e tem um outro lado extremamente negativo. E é interessante, né? A gente tem até um podcast feito junto com a Rádio Novelo quando a gente tava na Piauí, que conta isso, a história da Amarelinha, né? Que é justamente como o futebol virou um negócio no pior de todos os sentidos.
Mas voltando aqui para o caso brasileiro, então, se eu entendi bem, a CBF fala Não é culpa minha, é culpa do— quando eu cheguei já tava assim, né, Homer Simpson. E agora vamos tratar de outro assunto, vamos mudar de assunto, vamos falar de Brasileirão. E vai ter liga, não vai ter liga, como é que é?
É, a discussão é a formação de uma liga única dos times, né, para organizar o campeonato.
Eles são tão desunidos que essa liga nunca vai sair.
Muito, muito interesse conflitante em disputa e uma atuação inédita da CBF nessa nova gestão de tentar fazer um esforço de pôr todo mundo na mesma mesa. Isso já aconteceu duas vezes. A atual gestão reuniu os 40 clubes e o Francisco Mendes com papel de destaque, por exemplo, quando eles foram juntos, os 40 clubes e as federações, para Alemanha.
Os 20 da primeira e os 20 da segunda divisão.
Mais os representantes das federações, enfim, fizeram um tour pela Europa em janeiro, depois outro nos Estados Unidos mais recentemente. E na Europa o Francisco Mendes tava lá fluente em alemão, fez doutorado na Alemanha, foi importante na conversa com a Bundesliga, né, que é a liga alemã. Tem uma mudança de padrão, né, dessa nova gestão, até por serem cartolas mais novos, de 30 anos, 40 anos, gente de Roraima, como é o próprio presidente, do Amapá, do Pará, de estados do Norte, que não precisamos ir muito longe para dizer que ele tinha um pouco, pouca influência até outro dia na CBF, né.
Tem essa peculiaridade no estatuto da CBF, né, que o presidente da Federação do Amapá tem o mesmo peso da Federação de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais. Ou seja, não importa quantos clubes você tenha, quantos jogadores federados você tenha, você vai, o teu voto vale 1, é 1 de 27.
E aí os clubes têm pesos diferentes. Então os da Série A, porque o voto das federações vale 3 pontos na assembleia, o da Série A vale 2 e o da Série B, do time da Série B, vale 1. Aí o critério é tentar equacionar isso para que no cômputo geral esteja equilibrada essa correlação de forças. Mas você tem razão, acaba favorecendo muitas vezes alianças internas que quando são traídas e rompidas dá muito ruim.
E bom, não vamos nos estender nisso, mas eu vou te fazer uma pergunta antes, e pode dar de novo, que você não vai responder hoje, mas vai responder no outro podcast, que já temos gravação marcada, que é: quem manda na CBF hoje?
Olha, não sou eu que vou responder, mas a resposta tá na boca dos dirigentes, dos jornalistas, de todo mundo que acompanha o futebol no Brasil.
Tá certo, mas você revelará esse nome no All Prime.
Olha ele fazendo uma bela, um belo crossover de propaganda.
Exatamente. Bom, agora O Trump, para que a gente não saia disso, aprontou mais uma além dessas do cartão vermelho. Por comparação, é nada, né? Ele foi lá na reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte, né, que era a organização de defesa da Europa, que Estados Unidos era o principal agente, deixou de ser, tá pulando fora praticamente, e simplesmente disse que acabou a tentativa de fazer um acordo com o Irã. Preço do petróleo, a última vez que eu olhei, já tava subindo 8% aqui.
E é engraçado, né, porque quando ele anunciou o acordo que não existia, preço do petróleo em baixa e ações em alta. Agora estão as ações em baixa e o preço em alta já está mais alto do que estava antes do início da guerra. Ou seja, o Trump continua sendo um fator de extrema incerteza no mundo, tanto política quanto econômico. No meio desse tudo, ainda estamos negociando, o Brasil está negociando uma tentativa de reduzir as tarifas de 25% e o Flávio Bolsonaro vai lá atrapalhar.
É, o prazo para o Trump decidir se vai aplicar essa sobretaxa ou não vai acabar semana que vem. O ceticismo entre o empresariado é muito grande, assim, de que simplesmente ele revogue e não dê as novas tarifas, né? As tentativas são negociar pelas beiradas, diminuir aqui, rever ali. É uma coisa bem técnica que tá sendo feita. São esses empresários que foram para o escritório de comércio americano fazer negociações e falar na audiência pública que foi realizada com esse intento.
E o Flávio Bolsonaro Senado, decidiu ir também. Chegando lá, ele repetiu o discurso que ele tinha feito antes. Então, o que que ele falou? Ele disse que novas tarifas agora resultariam em dividendo eleitoral para o Lula, como aconteceu da primeira vez.
Quer dizer, ele não tá preocupado com o Brasil, ele tá preocupado com a eleição dele, né? Tarifa depois da eleição, tudo bem, Trump, mas agora não.
Neste momento não vai ajudar minha candidatura.
Bom, com essa declaração ele já cometeu um harakiri, né? Porque, ou um seppuku, sei lá qual é o termo japonês, ele cometeu suicídio político porque tá dizendo: não, eu sou a favor das tarifas, só não quero agora porque senão vai me atrapalhar. É ridículo, o cara é um gênio da raça.
O governo Lula decidiu responder pelos canais oficiais, com uma nota distribuída pela Secretaria de Comunicação, não na boca do candidato Lula, né? Porque entendeu exatamente isso, que isso é uma afronta à soberania, é um entreguismo de um candidato dizendo que com ele, esse candidato, Trump pode negociar melhores termos do que com o governo atual. São ambos os discursos, já tinham sido ensaiados, né, em rodadas anteriores dessa contenda aí.
E as pesquisas mostram até aqui, né, num saldo geral, num cômputo geral das pesquisas, que o que tinha para mexer na intenção de voto de um lado e do outro em relação a esse assunto até aqui permanece o mesmo, né. Não parece que vá ter novos estragos mantida essa mesma disputa nos termos atuais.
É, não dá para saber. Você tem razão, as alterações são marginais, mas a minha expectativa é que com a eliminação do Brasil a campanha eleitoral fosse começar para valer, até porque os prazos eleitorais começam a contar, estamos a 3 meses da eleição, regras novas. Só que curiosamente aconteceu o oposto, né? Mas é sobre isso a gente vai falar no próximo bloco.
Vamos para o próximo bloco e continuamos. A rigor, a campanha começou nessa semana no que diz respeito às restrições que os presidentes, ministros, governadores têm para usar a máquina que eles administram eleitoralmente, o chamado defeso eleitoral.
Eu confesso que é a primeira vez que eu ouço essa expressão. Talvez já tenha acontecido em outras eleições, mas dessa vez a palavra virou assim, é a palavra do momento em Brasília. Só se fala em defeso eleitoral para cá, defeso eleitoral para lá. Mais do que em qualquer outra coisa, virou uma coqueluche.
Defina.
É o período no qual existe uma série de regras impostas pela legislação eleitoral e implementadas pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre a gestão do Cássio Conká, o novo presidente do TSE indicado pelo Bolsonaro. Só que essas regras, elas dão uns parâmetros que não são assim detalhados o suficiente para dirimir qualquer tipo de dúvida. E o efeito começaram a valer 3 meses antes da eleição, foi sábado. Então, de sábado para cá aconteceram movimentos estranhíssimos em Brasília, mas não só em Brasília.
Porque, por exemplo, o Comitê de Ética da Presidência da República baixou um documento de 19 páginas dizendo o que que pode, o que não pode, dando exemplos. Eles tentaram ser didáticos, mas vou dar um exemplo. Aqui, exemplos práticos, né, dizem eles lá. Permitido divulgar em comunicação institucional informações objetivas sobre políticas públicas ou programas governamentais com foco no interesse público, sem menção a intenções eleitorais e sem linguagem persuasiva típica de campanha.
Ok, né, mas assim, ainda é genérico isso daqui. Daí, vedado Utilizar redes sociais institucionais para publicar de forma reiterada mensagens que associem diretamente a pessoa da autoridade a realizações administrativas, com slogans, chamadas emocionais, seja lá o que isso signifique, ou narrativas de êxito pessoal, especialmente quando inseridas em contexto pré-eleitoral ou acompanhadas de referências implícitas à futura candidatura.
A linguagem pode estar rebuscada do ponto de vista jurídico, mas do ponto de vista administrativo foi um absoluto desastre. Que que resultou isso daqui? Então você tem N situações. Por exemplo, a Empresa Brasileira de Comunicação, que é a empresa estatal, né, retirou do ar, segundo a Federação Nacional dos Jornalistas, quase 150 mil matérias do ar que foram publicadas no passado, entre 2023 até agora. Porque do passado, retroativamente, porque supostamente alguém interpretou lá que isso daqui veda que você tiver lá uma reportagem publicada em 2023 dizendo que o governo Lula comparativamente ao Bolsonaro sei lá o quê, pronto. Então tiraram, na dúvida, tiraram 150 mil matérias do ar.
É muita coisa.
Não, teve quase greve no EBC porque os caras falaram: isso é censura, não é? Já ultrapassou o limite do acesso à informação. Você tá vedando ao público tomar conhecimento de informações públicas.
Nossa, de um acervo passado.
Aí Tem ministro que, diante desse texto meio confuso aqui que foi publicado, parou de dar entrevista, falou: não dou mais entrevista, só dou entrevista por escrito.
A sanção para quem infringir essas normas?
Olha, no limite, vou fazer uma comparação muito exagerada, mas o Bolsonaro foi considerado inelegível porque usou o Palácio do Planalto para fazer um ato com embaixadores. Palácio do Alvorada. Instalações públicas para fazer um ato que foi considerado um ato de campanha lá, chamando os embaixadores para fazer campanha, na verdade, contra a própria Justiça Eleitoral. Então assim, os caras estão extremamente preocupados sobre como o TSE do Cássio, com K, vai julgar.
Porque imagina se você é um ministro e sem querer deixa o presidente, seu chefe, inelegível. Não é um risco que você quer correr, né? Então assim, tem ministro que parou de dar entrevista, falou que só se pronuncia por escrito. Pelo que dá para entender, você não pode fazer comparação. Se você não pode fazer comparação, como é que você vai dar um dado incomparável? Fala, olha, a taxa de, sei lá, mortalidade no Brasil por sarampo é tanto, mas quanto era 4 anos atrás?
Não posso falar. Pô, é ridículo, né? Aí tem ministro, tem outros ministros que continuam dando entrevista, então tem duas práticas diferentes no mesmo governo. Só que daí tem alguns fizeram comitês para decidir o que que vai ser dito, como vai ser dito, se pode ser dito, se não pode ser dito. Contas em redes sociais, muitas foram— a Receita Federal, por exemplo, tem uma conta nacional da Receita e as superintendências da Receita nos estados, que são regionais, têm as suas contas de divulgação, porque é muita coisa que a Receita faz, tem divulgação suspensas.
Não pode, só nacional tá valendo. Os releases mudaram, não tem mais frase institucional, é o mais seco possível. A Polícia Federal fez um post dizendo que ia mudar os seus releases, né, que é aquilo que é divulgado para imprensa, por causa do Defeso. Enfim, tá uma barafunda.
E assim, incorrendo em infração eleitoral, que o Cássio Nunes Marques não me ouça, em comparação com anos anteriores, eleições anteriores, essas regras foram endurecidas, pelo menos na interpretação do governo.
Você tem até apuração sobre isso na Advocacia-Geral da União, na AGU.
A interpretação é que sim, as restrições ficaram muito mais rígidas dessa vez, sobretudo porque as normas eleitorais são muito violadas nos municípios e nos estados. Então eles estão endurecendo na tentativa de passar régua, né? Para quem viola mais. E aí o fato é que também há uma avaliação de que os ministérios, o governo de modo geral, demorou para se preparar. E agora que o sino tocou, a correria foi grande.
Então assim, eu vejo dois lados aí, Thaís. De um, o público vai ser prejudicado porque vai ter muita informação de interesse público que não vai ser divulgada. Isso já aconteceu em eleições passadas. Tenho certeza que vai acontecer de novo, especialmente aquelas informações que não são muito boas para administração. Então, sei lá, taxa de homicídio, taxa de roubo de celular, de repente some essa estatística durante 3 meses, só volta depois que a eleição acaba.
Então tem esse prejuízo claro para o público, que vai ter menos informação ou informação descontextualizada. E por outro, de alguma maneira, o espírito da lei tá sendo cumprido, porque a vantagem competitiva que os incumbentes, para usar uma palavra que não existe em português, levam sobre os adversários de oposição era muito grande. E agora não só ela tá sendo praticamente anulada por esse defeso eleitoral exacerbado, como ainda cria um risco de o governante ser impedido de disputar a eleição, no limite, né, no pior dos cenários.
Então A gente tá vendo uma situação, claro, isso daqui tudo vai evoluir, tem 3 meses ainda para mudar, mas o começo mostra um cenário muito menos favorável para o incumbente do que historicamente foi. E eu tenho números para provar. Eu pedi para a Paovera Consultoria, que faz monitoramento de redes sociais, grupos de WhatsApp, do noticiário, do YouTube, etc., etc., para medir o que que tinha acontecido com o governo federal e com o governo de São Paulo, que eu queria ter um termo de comparação.
No governo federal, nesses 2, 3 primeiros dias, a gente tá gravando na quarta-feira, então é de sábado até agora, as postagens do governo e dos ministros que estão diretamente sujeitos a essa regra caíram 75%, ou seja, só 25% do que costumavam ser em volume. E as citações da mídia tradicional ao governo federal e aos seus ministros caiu já 27%, porque óbvio, né, você tem menos publicação oficial, você tem menos reportagem a respeito, porque essas publicações acabam sendo fonte de boa parte do noticiário.
Então, por incrível que pareça, a contradição que tá acontecendo é: começou a campanha oficialmente, Brasil foi eliminado da Copa, começou o calendário eleitoral, e a presença dos candidatos de situação caiu. Você vai dizer, ah, mas é só perseguição da Justiça Eleitoral do caso Concá, bolsonarista, ao governo federal. Não. No governo de São Paulo, governo Tarcísio de Freitas, nós ainda podemos dizer o nome dos governantes, felizmente, né, um bolsonarista, houve uma queda de 79% nas postagens do Instagram, postagens das contas institucionais do governo, dos seus secretários, e uma queda de 50% do volume de notícias na mídia tradicional que cita o governo ou secretários, ou caiu pela metade.
Vai impactar a eleição? Vai fazer com que o Tarcísio não seja eleito? A gente vai falar sobre isso daqui a 2 blocos, mas não, não chega tanto. Mas é impressionante como a gente vai pagar um preço como sociedade, porque isso daqui vai ter, vai se evitar propaganda, vai, mas vai se evitar muita informação de interesse público de circular e vai dificultar muito a vida dos jornalistas. As autoridades param de dar entrevista, né, especialmente em Brasília, ou na quem cobre governo, vai ter um problemão pela frente, um problemão, e que eventualmente pode esbarrar até na justiça, né.
Sim, eu temo que esse assunto não vá se— porque essa matéria, já saíram várias reportagens sobre esse assunto, eu acho que vão continuar saindo mais por uma semana. Em geral, toda eleição assim, né, a primeira semana tem esse noticiário e tal, depois a coisa entra no um rame-rame normal e sai. Mas eu acho que dessa vez talvez há uma chance desse assunto continuar se a coisa for levada ao pé da letra pela justiça mesmo, e até com impugnação de candidatura.
Mais uma que o TSE vai segurar, hein? Porque com inteligência artificial, fake news, redes sociais, já vai dar um trabalhinho.
Vai sim. Thaís Bilenk, eleição começou de fato. Esse mês a gente vai ter as convenções partidárias que vão oficializar o nome dos candidatos, e daí a gente vai sair daquela conversa de pré-candidato, das hipóteses sobre quem é candidato, quem não é. Mas ainda temos muitas incertezas, e talvez o estado dos maiores colégios eleitorais, aqueles que têm um peso definitivo na eleição presidencial, a situação mais esdrúxula é de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, onde a gente tem um candidato incumbente que é raquítico do ponto de vista eleitoral, que era o ex-vice que assumiu no lugar do Zema, Mateus Simões, que tem menos de 5%, varia de pesquisa para pesquisa, mas assim, tá um dígito na metade de baixo.
Aí você tem o Lula sem palanque, porque tentou, insistiu, insistiu, insistiu, Rodrigo Pacheco, senador, deu para trás, falou não vai ser de qualquer jeito. Daí ele trocou, tentou convencer a Marília, ex-prefeita de Contagem, a ser a candidata pelo PT. Ela tá muito bem nas pesquisas para o Senado, não vem que não tem, também não deu certo. E agora tem uma discussão sobre Quem vai ser, qual vai ser o palanque do Lula lá. E o Flávio Bolsonaro também não tá melhor.
E para complicar ainda mais, você tem um candidato que é o favorito, que é o Cleitinho, senador, que disse que só ia definir se ia ser candidato ou não depois da Copa. Para o Brasil, a Copa já acabou, mas até agora o Cleitinho não se pronunciou. Que que você tem a contar sobre Minas Gerais para gente?
Então, Minas Gerais é essa situação em que ninguém tem candidato, né? Você tá ruim para um lado, pelo menos Não tá bom para o outro. E o Kassab, presidente do PSD, a gente entrevistou ele essa semana no UOL News e ele deu risada quando eu questionei sobre isso, falando: Minas Gerais era conhecida por ter políticos exímios, né? E simplesmente eles sumiram. A situação então, como você começou a descrever, é essa: o Lula insistiu no palanque do Rodrigo Pacheco, que acabou não dando em nada.
A tentativa Marília Campos naufragou. No partido começaram a pensar em alternativas de candidaturas puras do PT. E aí até o nome do Patrus Ananias, ex-ministro, foi alçado aí a eventualmente ser um candidato, mas já com uma perspectiva de desempenho bastante tímida em relação à importância de Minas Gerais, segundo o maior.
O Patrus está afastado da política. Tem outros nomes que eles sempre cogitam ali, deputados estaduais ou federais que já foram candidatos em outras eleições, mas ninguém que apareça com dois dígitos em nenhuma pesquisa.
O Lula tentou depois aproximação com o Calil, Alexandre Calil, ex-prefeito de BH, que tentou disputar em 22 o governo, disputou com apoio do Lula, mas eles basicamente romperam depois da eleição, se afastaram, e o Calil se recusou a fazer esse palanque para o Lula lá. Então tá com apagão. Mas do lado de lá, a situação é tão dramática quanto. O Flávio Bolsonaro não fechou apoio com o Mateus Simões, que era do Novo do Zema e foi para o PSD do Kassab, exatamente para sair candidato a governador.
O Simões tem compromisso com o Zema, que até agora é pré-candidato também a presidente da República, e não com Flávio Bolsonaro. Então eles não estão coligados. O que que o PL tem dito que vai fazer? Vai lançar também algum nome próprio. Quem, né? São dois nomes que estão na mesa no momento. O Vitório Medioli, que foi prefeito de Betim, se filiou ao PL, tava cotado para sair candidato a deputado estadual, é um empresário, já teve essa eleição para Betim que foi bem-sucedida, mas não é um nome que esteja agregando muitos apoios e mudando o tabuleiro.
A outra possibilidade é o Flávio Roscoi, que é dirigente da indústria de Minas Gerais, também não tem expressão eleitoral medida nas pesquisas e também não tá gerando atração de outros partidos. Então você tem dois candidatos, os principais dois candidatos, sem palanques, estruturados. Aí você tem o Cleitinho que fica sempre dizendo que não tá inclinado, que não tá decidido, que ele não tem, ele teria condições de ser candidato porque o partido bancaria, ele é do Republicanos, uma candidatura eventualmente até pura, mas ele disse que não tá com disposição de fazer essa campanha.
Enfim, então para onde o Cleitinho for vai junto algum vento, porque para quem não tá acompanhando a eleição lá, as pesquisas mostram o Cleitinho disparado em primeiro, na casa dos 30% ou mais de intenção de voto. O Kalil, ex-prefeito de BH, ex-presidente do Atlético Mineiro e candidato derrotado a governador na eleição passada, não chega, tá ali no máximo 12, 15, ou seja, metade do Cleitinho. Tem uma rejeição alta. Ele acha que não foi eleito 4 anos atrás por causa do Lula, pagou um preço alto por isso.
Cada um acredita no que quiser, né? Como você disse, é uma aliança improvável que se repita, porque ali vai tentar sair como candidato independente. Agora, eu ouvi de pessoas que estão no arco, digamos, petista— PT lá tem aliados de outros partidos aliados em Minas Gerais— uma defesa de que o PT apoiasse o Gabriel Azevedo do MDB, cara jovem, foi presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, exatamente, muito ligado ao Rodrigo Pacheco.
Que não vai ganhar a eleição, muito improvável, tá? Também ali menos de só com um dígito nas pesquisas. Mas o MDB é um partido grande e com penetração em Minas Gerais, né? Minas Gerais é o estado que tem o maior número de prefeituras no Brasil e os prefeitos são cabos eleitorais importantes. Enfim, poderia agregar e trazer esse arco mais para o centro, né? O que seria fundamental. Lembrando que em Minas Gerais a votação historicamente é rachada.
Dá para se traçar uma diagonal no mapa de Minas Gerais. A porção norte costuma votar no Lula, no candidato do PT, e a porção sul no candidato da oposição antipetista, né? Essa eleição tá tão embaralhada que eu nem sei se esse mapa vai se repetir.
Também não sei se aquela máxima que que constatou nas últimas, todas as eleições desde a redemocratização, quem ganha em Minas ganha no país, se ela vai se aplicar a depender dessa disputa.
É, tem uma explicação, né? Não é causa, não é causal, eu sei que não é isso que você tá dizendo, mas eu gosto sempre de, porque Minas exatamente ao meio do caminho entre o Sudeste e o Nordeste, que são as duas regiões que definem eleição no Brasil, porque são as mais populosas, são, tem maior eleitorado. Se você somar as duas, dá 2/3 do eleitorado. O Sul, o Norte, o Centro-Oeste juntos dá 30%. Então a eleição é definida basicamente no Norte, no Nordeste e no Sudeste.
E Minas, embora esteja tecnicamente no Sudeste, tem uma parte que é a parte mais pobre, Norte do estado, que vota muito parecido com o Nordeste. Então essa coincidência de— é porque ela é uma síntese das duas principais regiões que acabam definindo a eleição. Mas de fato continua uma incógnita absoluta. Há Antes da eleição você não ter candidato em Minas Gerais, não sabe nem se o favorito vai ser candidato ou não.
Eu acho que vai ser, que é o Cleitinho, mas é inusitado, né, que não vai fazer campanha para nenhum deles, ou vai fazer, mas enfim, não tá claro. Agora, se a situação dele está difícil, Lula e Flávio Bolsonaro, veja só a situação do Caiado, candidato do PSD. O Caiado tem um correligionário saindo candidato, candidato da situação, que é o Mateus Simões, mas o Mateus Simões apoia o Zema. Então ele tem, mas não tem. Por sua vez, o Caiado em outros estados tem candidatos favoritos, diferentemente de Minas.
Então, sei lá, Rio de Janeiro, Eduardo Paes. O Eduardo Paes é candidato ao governo favorito, é melhor colocado nas pesquisas. O Eduardo Paes não tem um compromisso com Caiado. O compromisso dele, ainda que muito tímido, envergonhado, é com o Lula, né? E aí o partido faria uma campanha para o Caiado sem o seu principal cabo eleitoral, uma situação bastante complexa de se entender. Aí você pega o exemplo da Bahia, que é um colégio eleitoral muito importante no Nordeste.
O Otto Alencar lá, que é o senador, presidente estadual do partido, apoia o Lula. Isso tá combinado desde o dia 1, não vai apoiar o Caiado. Quem deve apoiar o Caiado lá é o ACM Neto, que vai disputar o governo contra o Jerônimo Rodrigues do PT pela União Brasil. Então, mais um lugar onde ele tem, mas não tem E aí você tem ainda São Paulo, e aqui chegamos nós, né? Em São Paulo, o PSD apoia o Tarcísio. Tarcísio, por sua vez, apoia o Flávio Bolsonaro, não o Caiado.
A situação dele também assim tá um salve-se quem puder, cada um por si, cada diretório fazendo suas próprias contas. E aí chega em São Paulo, que também não tá fácil para ninguém.
Então, em São Paulo, uma situação muito peculiar porque Nas pesquisas que têm saído até agora, saiu uma do Datafolha recentemente sobre a qual eu vou falar um pouquinho, você tem o nome do atual governador, Tarcísio de Freitas, obviamente candidato à reeleição. Você tem o Fernando Haddad, que tá em pré-campanha desde que saiu do Ministério da Fazenda, né? Tem uma ou duas atividades por dia do Haddad claramente em campanha, principalmente na Grande Matão, né, onde ele foi pior na eleição anterior, que ele perdeu para o Tarcísio como governador.
E daí você tem candidatos nanicos de esquerda. Só isso cria uma situação que prevesse que não vai ter segundo turno, porque se você tem 3 candidatos nanicos que vão somar juntos um ponto, alguma coisa, né, 2, sei lá, o mais provável é que o candidato mais votado dos 2 principais leve já no primeiro turno, que é o cenário que o Datafolha apontou nessa pesquisa que saiu a semana passada. Haveria espaço para uma candidatura que roubasse, aspas, votos do Tarcísio de Freitas, uma candidatura mais de centro, para forçar um segundo turno? Até agora ela não se concretizou e não há sinal de que isso vai acontecer.
Se fosse para ter, seria de um PSD para fazer dobradinha com Caiado, e já se manifestou, já declarou apoio para o—
exatamente. Então a situação em São Paulo é meio inédita por só ter dois candidatos realmente fortes, mas já aconteceu em eleições anteriores de um candidato ganhar no primeiro turno, especialmente quando o PSDB era o partido dominante no estado. Então Serra foi eleito no primeiro turno em 2006, reeleito na verdade, né? O Alckmin foi eleito em 2010. Ali apertadinho, 50,6%, e reeleito em 2014 com 57%.
Então, bem ou mal, é o eleitorado herdado pelo Tarcísio, né? É o ex-eleitorado tucano.
É, então sobre isso que eu queria falar um pouquinho, porque eu fui dar uma olhada nos cruzamentos da pesquisa do Datafolha e tem algumas coisas que são esperadas e tem outras que nem tanto. No cenário atual, ele estaria eleito no primeiro turno por uma margem apertada, mas tá mais provável que se elegesse. Graças a quem? Graças principalmente a Grande Matão, que é o interior de São Paulo, onde ele tem uma vantagem maior historicamente.
O candidato do PT tem mais dificuldade pelos homens. E aí está, tem uma diferença muito grande de intenção de votos entre homens e mulheres em São Paulo. Entre as mulheres tem disputa, O Haddad, se fosse só o eleitorado feminino, seria outra eleição. E entre os evangélicos, onde ele ganha de lavada do Haddad. Agora, olhando os dados da pesquisa, quer dizer, as dificuldades da própria candidatura do Haddad são as de sempre: homens, interior, evangélicos.
Mas também tem algumas coisas que me mostram que a candidatura do Haddad pode crescer quando a campanha eleitoral começar de verdade, principalmente no horário eleitoral, que não é gratuito. Por que que eu digo isso? Porque entre eleitores do PT, pessoas que se declaram petistas, ele não tem 100% das intenções de voto. Na verdade, tem um número significativamente grande para ganhar nesse eleitorado. Vamos pegar aqui a intenção de voto estimulada, vai, porque além de tudo, na espontânea Tá muito baixo o número de pessoas que falam espontaneamente o nome do candidato.
Na espontânea tem, tá, 21 do Tarcísio, só 21, é muito baixo. O Haddad tem 8 e 3 para o atual governador, ou seja, o cara nem sabe o nome do Tarcísio, então que daria 24. 1 para o candidato do PT, também não sabe que é o Haddad, dá 9. 5 para outras respostas e 8 em branco nenhum. E 55% de não sabe. Se há 3 meses da eleição mais da metade do eleitorado paulista não sabe em quem vai votar para governador, imagina para senador 1 e para senador 2.
E deputado estadual?
Esse daí ele nem lembra em quem votou. Tem essa aí, uma pesquisa da Datafolha mostrando que a maioria não lembra em qual deputado votou, né? Então assim, é, vai ser aquela desespero essa eleição, né? Já, já Se para governador tá assim, agora quando você vai para estimulada, aí o Tarcísio vai para 46 no Datafolha e o Haddad chega a 30. No público masculino é 52 a 28, no feminino é 41 a 32, é bem menor a diferença, tem disputa, né? 41 a 32, ainda assim grande, 9 pontos, mas 9 pontos, né?
Como é um segundo turno no primeiro Reserva, né? Só tem 2 candidatos com força, você sai de um, vai para o outro. Agora olha esse dado aqui, Thaís Bilenk. Se a gente olha pela preferência partidária dos eleitores que se declaram simpatizantes do PT, só 69% declaram voto no Haddad, mesmo estimulada. 16% estão declarando voto no Tarcísio. É muito alto. E tem um número significativo que tá declarando nome, voto outros nomes, ou não sabe, enfim.
Então nem a militância petista tá consolidada em torno do nome do Haddad. Tem 31% aí de petista que não tá votando nele. 16% do eleitorado do Lula em São Paulo, 16% das pessoas que se declaram simpatizantes do PT, que dizem que tem preferência partidária pelo PT, preferem o Tarcísio ao Haddad, estão declarando voto no Tarcísio e não no Haddad.
É isso, na campanha do Haddad deveria ser um alerta.
Você tem uma ideia? Porque o PL se tornou um partido também, né? Historicamente quase só o PT aparecia nesse tipo de pesquisa de preferência partidária com dois dígitos.
Fizemos um interessante blog a respeito.
Exatamente. Agora o PL passou a ter um peso significativo. Vou te dizer exatamente quanto, porque é maior do que na média nacional. Tem 15% de preferência partidária no Estado de São Paulo o PL contra 24% do PT. Então, no PL, 90% dos simpatizantes do PL declaram voto no Tarcísio. Então é um fato inédito. Nunca um candidato do PT tem menos, proporcionalmente, menos votos nos simpatizantes do seu partido do que do partido adversário grande.
É a primeira vez que eu vejo isso. Pode ter tido algum outro caso, mas assim, historicamente, a regra é o contrário. O Haddad tem possibilidade de crescer. Você pode ler isso como copo cheio, vazio. Copo vazio, aqui a campanha ainda não colou. Copo cheio, que você tem espaço, né, que você pode ter, você tem por onde crescer.
A vitória do Haddad é levar essa disputa para o segundo turno. Eu não é a expectativa, a perspectiva não é que ele ganhe, mas que ele ganhe tempo.
Concordo totalmente, porque é o interesse do Lula.
E o eleitorado que o Lula quer que está, é exatamente esse que tá mais propenso ao Haddad, é o mesmo eleitorado, as mulheres, né?
Exato. Mas assim, o Haddad, vamos lembrar, ele perdeu em 2022 para governador de São Paulo, mas ele teve o melhor desempenho de um candidato da história do PT. Se ele conseguir reproduzir o que ele teve de voto, já seria uma grande vitória. Só que teve segundo turno em São Paulo, e agora que tá pintando é que não vai ter segundo turno.
Rodrigo Garcia no meio do caminho, cujos votos foram suficientes para levar para exatamente.
Agora veja só, de quem votou, de quem se lembra que votou no Haddad em 2022, só 3 em cada 4 estão declarando o voto nele agora. E tem 9% que estão declarando no Tarcísio, e o resto é outras respostas, é gente que não tá engajada. Então, de fato, a campanha ainda tá fraca, né? Tudo bem, é pré-campanha, isso acontece. O governador tá em exposição, é natural esses números não são assim um fenômeno, mas, mas o risco de ser para o PT e para o Lula de São Paulo decidir no primeiro turno é bastante significativo, é bastante significativo, o que criaria um enorme problema para o Lula.
De certa maneira pode influenciar a campanha do Lula de tentar ganhar no primeiro turno.
Ah, sim, dele correr para garantir.
Exatamente, para evitar o risco de um segundo turno e que seus votos de, sei lá, Missão, Caiado, etc., vão todos para o Flávio, né? Só uma última coisa, conversando com Alexandre Rolo, nosso consultor para assuntos de justiça eleitoral, nós vamos ter um outro fenômeno nesse ano, que é a maioria dos partidos não tá coligada, né?
Cita aí. Não, PSD anunciou o vice sendo o próprio Kassab, chapa pura. Então não tá considerando, ainda há tempo para mudar, mas até aqui o Partido Progressista o Republicanos, o União Brasil não estão coligados com nenhum candidato a presidente.
O que significa que praticamente os partidos vão ter o seu tempo de televisão e ele vai ser muito grande. O que que acontece quando o PP tem uma bancada significativa, União Brasil tem uma bancada significativa, PSD também? Quando eles não estão coligados, nem tem candidato, bom, PSD tem candidato, mas União Brasil, PP Você tira ele da conta e, portanto, proporcionalmente cresce o tempo do PT, cresce o tempo do PL, cresce o tempo do Caiado.
Digamos um estoque de 10 minutos que é dividido proporcionalmente pelos 5 candidatos. Se você só tem 3, você divide 10 por 3 e não por 5.
Exatamente, porque é proporcional à bancada de deputados federais, né?
Sim, mas você não aumenta o tempo total. O tempo total é fixo.
O tempo daquela eleição é 10 minutos, né? O tempo de propaganda para candidato à presidência é 10 minutos. Se tem menos partidos disputando, seja com candidato, seja coligado a outro candidato, esse tempo é excluído e fica só os remanescentes, quem tá na disputa.
O Kassab disse que nessa entrevista que os palanques regionais são menos importantes nessa campanha do que eram 10 anos atrás. Assim, se fosse 10 anos atrás, ele diria que o caiado tava frito, mas nesse ano não, porque a campanha acontece nas redes sociais. Nós acrescentamos aqui nas redes sociais e na televisão, porque ele vai ter um tempo, ele é uma bancada expressiva na Câmara dos Deputados, o PSD. Então o tempo do Caiado na televisão, se for bem aproveitado, pode dar alguma coisa a mais para ele na urna.
Exatamente. Ou seja, a moral dessa história é que há 3 meses da eleição ninguém nunca não sabe nada.
Olha só então, Toledo, resumindo essa ópera: em Minas não tem candidato, em São Paulo os candidatos que tem sumiram, só tem 2, só tem 2, e um deles o eleitor dele próprio ainda não tá vendo Tá aí. E no Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, todos que começam a virar candidatos são derrubados. Vamos fazer um bloco só sobre isso então?
Vamos, vamos falar só do Rio agora.
Toda dessa semana, novas ações da Polícia Federal no Rio de Janeiro atingindo com unha e carne o bolsonarismo, né? É o nome da operação, Unha e Carne. E dessa vez atingiu uma figura que significa muita coisa no Rio de Janeiro, sem dúvida nenhuma.
Foi a 6ª fase dessa Operação Unha e Carne. É curioso que a 5ª fase aconteceu uma semana antes apenas. E nessa 6ª fase, em princípio, era só para fazer busca e apreensão em torno dos irmãos Canela, principalmente do Márcio Canela, deputado estadual, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro, e o irmão Marcelo Canela, Laila foi vice-prefeito de Belford Roxo e era do grupo político do Vaguinho, ex-prefeito de Belford Roxo, e da esposa dele, que foi ministra do Lula, né?
Você vai lembrar dessa história. Esse grupo político, eu vou voltar um pouquinho, começar a contar essa história em 1993, quando é eleito o primeiro prefeito de Belford Roxo, que alguns anos antes tinha se emancipado num plebiscito prefeito de outro município da Baixada Fluminense e se tornado um colégio eleitoral à parte. Então o primeiro prefeito foi eleito em 1993 e foi assassinado em 1995, 2 anos depois. Exatamente. É uma região da Baixada Fluminense, pé de serra, um dos últimos municípios da Baixada, eternizado por uma letra do Violeta de Belford Roxo, do Aldir Blanc e do Mas é um município muito peculiar porque há uma presença muito forte do crime organizado no município.
Tem uma milícia que tem uma presença marcante na região, o que ajudou a transformar Belford Roxo num curral eleitoral. Por que que eu digo isso? Porque é muito difícil candidatos que não são da cidade ter nenhuma votação expressiva lá. Você tem uma ideia, a esposa do Vaguinho, que é deputada, ela tinha uma divisão política. O Vaguinho era prefeito, o Marcelo Canelas era vice-prefeito, o Márcio Canela, que foi objeto dessa operação e acabou preso nessa operação, era deputado estadual, e a mulher, esposa do Vaguinho, era deputada federal.
Fizeram arranjo e dividiram todos os cargos mais importantes entre eles. Na eleição de 2022, no segundo turno de 2022, houve um racha porque a direção estadual do PT conseguiu convencer o Vaguinho e a Daniela a apoiarem o Lula no segundo turno. Os irmãos Canella ficaram com os Bolsonaro e o grupo rachou. Essa articulação eu diria que foi um presente de grego para o Lula. Porque se você compara a votação que ele teve no primeiro turno com a votação que ele teve no segundo turno, ele teve um ganho no Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, e em Belford Roxo especificamente.
Ele cresceu mais na média do estado do Rio do que em Belford Roxo em pontos percentuais. Ou seja, o que ele ganhou de voto, uma contracampanha lá, ele não valeu a pena dado que a contrapartida para esse apoio do Vaguinho e da Daniela a ele no segundo turno fosse um ministério. Ela virou ministra do Turismo e saiu com 6 meses de governo por causa de um escândalo. Entre outras coisas, apareceu uma foto dela, do Vaguinho e do dono da milícia condenado por homicídio num palanque.
Não só tinha essa conexão como o fato de que esse miliciano foi empregado na prefeitura nessas gestões desse grupo político. Ele tinha uma conexão íntima. Antes disso, ainda na gestão, mas já na gestão do Cláudio Castro, houve, por exemplo, uma operação policial para desalojar o Comando Vermelho de uma comunidade pobre do município que acabou ocupada pela milícia, essa mesma milícia. É uma região que quem é de fora não entra. A Daniela foi a deputada mais votada do Rio de Janeiro Porque ficou com 40% dos votos para deputado federal de Belford Roxo.
Belford Roxo tem 350 mil eleitores, é um grande colégio eleitoral, é o oitavo maior colégio eleitoral do Rio de Janeiro. E o Márcio Canella foi o deputado estadual mais votado do Rio pela mesma circunstância, também teve uma porcentagem muito alta de voto. Quer dizer, é um curral eleitoral, ninguém entra de fora, ninguém entra. E tem essa história de de violência política. E nessa sexta operação que aconteceu essa semana, sexta etapa da Operação E-Carne, eram só mandados de busca e apreensão, não tinha nenhum mandado de prisão.
Mas quando foram fazer a busca e apreensão no carro do Márcio Canela, deputado estadual, acharam um fuzil, um fuzil, se eu não me engano, 5,56, que é de uso restrito das forças de segurança. Não é para qualquer um ter, que ele veio alegar depois que pertencia à sua escolta, etc. Mas não interessa, você tinha um fuzil que você não podia ter no seu porta-malas. O cara foi preso em flagrante, né?
Diferentemente do Bolsonaro, né, que também teve uma busca e apreensão lá, mas já tava preso, mas já tava preso e as armas já tinham sido entregues.
Exatamente. Por que que eu tô contando essa história, Thaís? Porque política no Rio de Janeiro é um caso à parte, como a gente já falou várias vezes, e cada operação nova da Polícia Federal reforça isso. Nessa essa fase foram alvos os irmãos Canela, principalmente o Márcio Canela, que terminou preso. Mas na fase anterior, sobrou um pouco para essa fase também, foram alvo empresários de uma mesma família que detém uma enorme rede de postos de gasolina no Rio de Janeiro.
E esses empresários, especialmente um deles, foi inclusive preso em outras investigações no passado, acusado de lavar dinheiro através dos postos de combustível. E há agora uma suspeita de que ele usou essa mesma rede, tem mais, já teve mais de 70 postos, atualmente acho que tem uns 50 e poucos que a família trabalha, foi acusado de quê? De lavar dinheiro numa campanha do Cláudio Castro a governador, porque ele concentrou, a campanha do Cláudio Castro concentrou a compra de combustível dos seus carros de campanha nos postos dessa rede, que é um modelo clássico.
Temos N exemplos de uso de posto de gasolina para lavagem de dinheiro. Você tava lembrando até o caso do Ramagem, né?
Abastecia 3 vezes por dia o carro dele estando foragido nos Estados Unidos, no mesmo posto, e com notas sequenciais, né?
Nota fiscal uma seguida da outra. Esse caso ainda é uma investigação que tá em andamento, ninguém foi condenado nessa operação ainda. Todo mundo tem direito de defesa. Mas por que que ela é significativa do ponto de vista político? O Flávio Bolsonaro já tinha perdido todos os seus aliados no Rio de Janeiro. Bacelar, presidente da Assembleia Legislativa, que acabou preso em outra fase da mesma operação, era advogado de quem? Da família Trabá.
Perdeu Bacelar, que era candidato Era lá atrás o candidato a governador. Aí perdeu o Cláudio Castro, que ia ser candidato a senador. E agora o Márcio Canella ia ser o outro candidato a senador que ia apoiar o Flávio Bolsonaro. Cogitava-se inclusive colocar a Rogéria, mãe do Flávio, como primeira suplente do—
então assim, numa articulação que envolveu o Antônio Rueda, que é o presidente do União Brasil, partido deles, né? Ele mesmo mudou o domicílio eleitoral dele para o Rio de Janeiro para sair candidato a deputado pelo União Brasil do Rio. Numa articulação direta com os Canela.
Sim, porque mandam no partido no Rio de Janeiro. Então vai ficar um pouco complicado para o Rueda perder um cabo eleitoral importante, embora o Curral continue lá, né? Realmente a situação da política no Rio, ela deixou de ser uma cobertura política e passou a ser uma cobertura majoritariamente policial.
Então você tem candidato a governador, o Douglas Ruas do PL, que é, não é nem plano B, ele é plano C talvez, Você tem candidato ao Senado, 2 que já caíram, sim, né? Então aí agora falando Crivella, tentando levantar novos nomes. Então se a situação não tá definida em Minas, tá difícil para ele, nem tanto em São Paulo.
No Rio de Janeiro, que é o estado natal dele, por onde ele foi eleito senador, é o berço do bolsonarismo, a situação não tá, tá complicada. E esses elos mesmo que indiretos, com milicianos, né? Lembrar, o Flávio e o pai homenageavam, elogiavam milicianos, né? A gente, alguns acabaram presos e outros até mortos, né? Só vai criando mais um fator de complicação para candidatura do Flávio. Quer dizer, não é só o Trump que atrapalha o Flávio, não, não é só seus amigos fluminenses também.
A hora é a vez das caneladas bolsonaristas no Rio de Janeiro.
É isso aí.
Que história!
Michele Bolsonaro contrariou a trajetória convencional de uma ex-primeira-dama. Desde que Jair Bolsonaro deixou a presidência, ela não sai do noticiário.
Se o Bolsonaro não tivesse perdido a eleição, ela não seria presidente do PL Mulher.
Michele tem se tornado uma das figuras mais influentes da política brasileira, mas também uma das mais difíceis de acessar. Boa parte do que o público sabe sobre sua trajetória vem da própria versão que ela ouviu Leilô contar.
Nós não passamos fome, mas nós passamos dificuldade.
Mas o que existe para além dessa narrativa? Eu decidi que era hora de mergulhar na história de Michele.
Os filhos não consideram a madrasta como família.
Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou, e eu não tinha feito nada contra ele.
Descobri como Michele de Paula Fimo Reinaldo se tornou Michele Bolsonaro. Este é Michele, Um podcast original UOL Prime, disponível no UOL, no YouTube do UOL Prime e em todas as plataformas de podcast.
Bom, Toledo, a gente tá começando com um torneio novo auspicioso da inteligência superficial, com frases ditas supostamente por primeiras-damas.
Muito bem, eu perdi na última rodada, né, o torneio anterior dos ex-presidentes do Senado.
A minha vitória foi digna de Copa do Mundo, virada histórica dos 40, prorrogação do segundo tempo.
Foi uma Argentina você.
Eu sou a Messi daqui, gente.
Eu sou o cara que bateu o pênalti para o Brasil. Vamos lá, quem é a nossa primeira-dama de hoje, Horácio?
Opa, Toledo! Salve, Thaís! Vamos iniciar um torneio com frases supostamente ditas por primeiras-damas e ex-primeiras-damas. Hoje a personagem é Janja, esposa do presidente Lula. Frase 1: Eu sou essa pessoa propositiva que vai e faz. Frase 2: Toda mulher que ocupa espaço incomoda. Frase 3: O silêncio nunca foi uma opção para mim.
Tchan, tchan, tchan, tchan! Atenção! Opa, divergências, muitas divergências!
Então eu acho que a primeira é verdadeira e você acha que ela é falsa.
Eu acho que é verdadeira a segunda, você também acha que é verdadeira.
Na terceira eu acho que é falsa e você acha que é verdadeira.
Ou seja, emoção, emoção aí. Vai lá, conta pra gente.
Resposta: a primeira frase é verdadeira e foi dita em entrevista em 2022. As frases 2 e 3 são falsas.
Zerei.
Não, não zerou. Você não falou que a terceira era. Ai, você zerou, Toledo!
Eu zerei, você acertou duas.
Então a Horácia fez uma.
Tá 2 para Thaís Bilenck, 1 para Horácia, 0 para o Toledo. Eu falei que era o batedor de pênalti do Brasil.
Olha aí, muito bem! Gostei desse começo.
Achei muito ruim esse começo. Vou reclamar na CBF.
Tenta outra vez. Toledo, antes da gente ir para os recados, eu quero Dá um erramos meu aqui, uma correção. Eu falei, a gente tava falando na edição passada sobre a Michele Bolsonaro e o grupo político dela, as aliadas, e eu comentei sobre a Damares Alves, a senadora do Distrito Federal, e incorretamente disse que ela é filiada ao PL como a Michele, mas não é, é ao Republicanos.
Aproveitando, o UOL lançou essa semana um novo podcast chamado Michele, né?
Feito pela espetacular Adriana Negreiros.
Recomendamos que você ouça fortemente.
Serão 3 episódios, o primeiro já saiu.
Vamos lá então. Antônio Monteiro no YouTube: quero parabenizar Toledo, a Thaís e toda a equipe desse programa, que a meu ver poderia ser diário, porque vocês elucidam qualquer situação dos fatos que ocorrem nesse Brasil. O Antônio Monteiro, muito obrigado, mas por favor, né?
E o Demerval no Zap: muito massa o episódio de hoje pela agilidade da equipe, que abordou até o pastor do cigarro. Obrigada, Demerval.
A gente fumou mesmo.
Eu, hein?
Joana escreveu no nosso grupo de WhatsApp: a interpretação toledista da história brasileira faz uso de um caso bem específico de micro-história para ilustrar uma história estrutural feita por meio de estatística da pobreza.
Ele faz mesmo. A Lúcia no Zap: agora a nossa Thaís arrasou na resposta de hoje sobre o voto das mulheres. E mais a Priscila Silvério no Spotify: ainda bem que mulher vota e ainda bem que a Hora existe. Tamo junto!
Foi a melhor resposta improvisada da Thaís Bilencki na história desse programa. A Zila escreveu lá no YouTube: primeira vez que assisto o programa e adorei, aprofundou com mais calma assuntos noticiados na semana, virei fã. Boa, Zila, bem-vinda!
E a Lu Martins no Spotify: adorei saber da pesquisa sobre as escolas de samba. Eu também, Lu.
Fez sucesso. Você sabe que o autor recebeu até sugestões graças ao programa, que é, nós vamos colaborar com a ciência, por incrível que pareça. E o Israel Alencar escreveu no YouTube: sou fã desses dois, além disso a produção, trilha sonora muito bons como sempre. Obrigado, Israel.
O podcast A Hora é uma produção do UOL e depende do talento e do esforço de muita gente. É importante citar um por um.
Apresentação: Thaís Bilenck e José Roberto de Toledo.
Roteiro: Thaís Bilenck, José Roberto de Toledo e Larissa Delacorte.
Coordenação geral e produção: Marina Paulista.
Editor-chefe: Felipe Virgili.
Operação e tratamento de áudio: Jefferson Barbosa. Edição: Vitor Direção de imagens: João Lins.
Trilha sonora: Arthur Decloé.
Design: Eric Fiori.
Motion design: Leonardo Henrique Rodrigues.
Coordenação de design: Gisele Pungã e Renê Cadinho.
Coordenação de operações: Danilo Esperandil.
Distribuição: Larissa Couto.
Gestão do grupo de WhatsApp: Márcia Ribeiro.
Coordenação do estúdio: Eduardo Bonavita.
Diretor do canal UOL é o Antônio Morel.
O diretor de conteúdo do UOL é o Murilo Garavello.
Semana que vem.
Até o próximo episódio!
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