A Hora #97 - Bolsonaros e o terror de exportação
Nesta edição do A Hora, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam a respeito do encontro de Donald Trump e Flávio Bolsonaro na Casa Branca, a aprovação do fim da escala 6x1 pela Câmara dos Deputados, a nova fase da Carbono Oculto e mais bastidores exclusivos.
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- Flávio Bolsonaro articula encontro com TrumpDonald Trump · Flávio Bolsonaro · Casa Branca · Protocolo imagético · Classificação de PCC e CV como terroristas · Marco Rubio · J.D. Vance
- Operação Carbono Oculto e crime organizadoOperação Carbono Oculto · Faria Lima · PCC · Comando Vermelho · Lavagem de dinheiro · Sonegação fiscal · Fintechs · Beto Louco · Mohamed · Combustíveis adulterados
- Pesquisa eleitoral Lula vs Flávio BolsonaroEscândalos do Dark Horse · Daniel Vorcaro · Banco Master · Pesquisa Datafolha · Eleitorado evangélico · Geração Lava Jato · Renda alta
- Fim da escala 6x1Escala 6x1 · Câmara dos Deputados · Senado Federal · Nicolas Ferreira · Sâmia Bonfim · PSOL · Centrão · Hugo Motta · Davi Alcolumbre
- Escândalos e PoderesSupremo Tribunal Federal · André Mendonça · Caso Master · Daniel Vorcaro · José Luiz de Oliveira Nima (Juca) · Delação premiada · Alexandre de Moraes · Gilmar Mendes · Ciro Nogueira · Cláudio Castro · Jorge Messias · Assembleia de Deus · Bispo Samuel Ferreira
Opa, Thaís. Salve, salve, Toledo. Eu sou José Roberto de Toledo e esta é A Hora, podcast sobre notícias aqui no O.O. Eu sou Thaís Bilenk e toda semana a gente bate um papo sobre os principais assuntos do noticiário. Hoje, hein? A Hora. O interesse de Trump no encontro com Flávio. Gisele Bündchen na Casa Branca. Óleo de peroba e o 6x1.
Batida contra o crime na Faria Lima, de novo. O discreto poder de André Mendonça. A hora e a vez do software que revela os segredos dos poderosos no celular. E na hora extra deste sábado, Zema, Caiado e o novo eleitorado de direita. Quer entender o que aconteceu essa semana? Chegou a hora.
E aí, Thais Bilenk, a gente não combinou nada pra fazer piada aqui no começo do programa, hein? Não, é que o noticiário já tá farto das piadas, a gente contou com isso. É verdade, a gente nunca... Nunca não, né? Porque sempre acontece isso. Mas essa, especialmente nesta quinta-feira, a gente trabalhou muito, né? Trabalhou e rimos também. E rimos muito. Tá, acho que vai ficar divertido. Vai dar tudo certo. É, assim torçamos. Olha lá, fica.
Thaís Bilenk, tivemos a visita de Flávio Bolsonaro, junto com o irmão Eduardo e mais um filhote da ditadura, ao Trump lá na Casa Branca, uma foto icônica, né, em que os três aparecem, o Trump aparece sentado assim, como se tivesse, continuava fazendo alguma coisa, entraram alguém, tirou uma foto e saíram, né. Mas teve mais do que isso, né, teve surpresas nessa visita, né.
Tiveram várias, né? Antes é bom lembrar, o programa foi ao ar, e depois saiu a pesquisa do Datafolha e depois dela outras mostrando a queda do desempenho do Flávio Bolsonaro na intenção de voto em decorrência dos escândalos do Dark Horse.
e da relação do Flávio Bolsonaro com o Daniel Vorcário do Banco Master. E aí surge, no meio de uma bateção de cabeça na campanha, cai o marqueteiro, troca a coordenação geral, uma confusão gerada pela crise, surge uma viagem de...
última hora do Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, com a promessa de encontro com o Trump, um encontro que não estava na agenda, então tinha expectativa e tensão até a última hora, até acontecer de fato esse encontro. E aí o Flávio sai do hotel, fala que está indo para a Casa Branca, mas que vai contar com quem se encontrou depois. Então o suspense continua, acaba o encontro, ele primeiro divulga essa foto, e a primeira coisa que chama a atenção é o fato dele estar de pé e o Trump...
sentado e depois quando aparece o Eduardo Bolsonaro e o Paulo Figueiredo também, os três de pé e o Trump sentado. Só para dar um contexto, em encontros do presidente dos Estados Unidos, principalmente com chefes de Estado, há o protocolo imagético, é claro, os dois têm que estar no mesmo nível, se os dois estão sentados, ou os dois estão sentados, ou os dois estão em pé. E muitas vezes, se querem demonstrar intimidade ou amizade, estão apertando as mãos.
Ou seja, a cenografia da foto era muito dispare do que, por exemplo, foi a cenografia da imagem do encontro do Lula com o Trump. E desde o início, a vacina que os bolsonaristas deram é que ele é um pré-candidato a presidente da República, portanto, ser recebido pelo Trump é sim um trunfo.
Agora, outros pré-candidatos e candidatos do mundo recebidos pelo Trump tiveram menções depois desse encontro, em geral positivas, nas redes sociais do Trump, coisa que não aconteceu. Agora, não deixa de ser um fato positivo e que virou a onda mesmo, que vinha muito negativa para uma onda menos negativa ou até um pouco positiva, a favor do Flávio ele ter conseguido esse encontro. É, assim.
Sim, ele mudou de assunto, digamos assim, embora continue falando de Dark Horse, porque as notícias não param, né? Mas tem um aspecto que eu acho que a imprensa até explorou pouco. A desculpa para o Flávio ir à Casa Branca era entregar um documento.
pedindo para ter intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, que é isso que significa você taxar PCC e Comando Vermelho como instituições terroristas e você dar uma carta branca para os militares americanos virem fazer festa aqui no nosso quintal. Ou seja, é um ato de entreguismo explícito.
Tem uma implicação no sistema financeiro, que é pouco falada. Se, de fato, essas facções forem consideradas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras, o sistema financeiro passa a ficar obrigado a fazer um compliance de prestadores de serviço de terceiro ou quarto grau. Isso assusta Faria Lima.
essa conta pode chegar para o próprio Flávio Bolsonaro, porque um bancão pode passar a ser responsabilizado e punido pelos Estados Unidos por ter feito uma transação cujo prestador tinha prestado serviço para alguém que é ligado à facção criminosa. E vamos falar muito sobre isso no terceiro bloco. Agora, o Flávio Bolsonaro é sócio...
do banqueiro que está preso e que operava fundos no mesmo lugar que o PCC. Então, se forem três ou quatro graus de separação, de fato, pode sobrar para o Flávio. Mas, enfim, vamos adiante. Vamos adiante, por quê? As primeiras informações dadas pelo G1 e outros veículos era que esse encontro tinha durado o tempo de uma foto. Depois, a informação da campanha do Flávio Bolsonaro é que o encontro foi longo, mais de uma hora.
E aí o Flávio Bolsonaro vai e dá uma entrevista na sequência dessa visita ao Trump. Aí é muito curioso que primeiro ele comete um ato falho de partida, dizendo que tinha sido convidado pelo presidente Lula para estar na Casa Branca. Repete isso até se corrigir, ser corrigido, e aí corrigir, desculpa, presidente Trump. E aí ele...
Fala que pediu veementemente a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Ele fala que o Trump perguntou sobre o pai dele num gesto humano. E...
outras coisas mais. Eu fui apurar um pouco essa história, como é que tinha sido tudo mais, e falei com uma fonte bolsonarista que opera o bolsonarismo nos Estados Unidos, muito ligada à Casa Branca e a estrategistas da extrema direita lá também, e ele atribui tudo, ele diz que o gênio da raça que marcou gols de placa seguidos nessa viagem foi o Paulo Figueiredo, que é o comentarista político e articulador do Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Neto do último ditador, João Batista Figueiredo, tomou posse em 79, foi presidente até 1974 para 85. E aí ele assiste fanaticamente o show do Paulo Figueiredo, o programa dele e tal, e eu fui assistir para comentar um aspecto que ele tinha falado da informação.
E aí o Paulo Figueiredo está lá 40 minutos falando mal do Rodrigo Constantino, que é, em tese, um outro bolsonarista, mas que estava desancando a família Bolsonaro, o encontro com o Trump, desacreditando todo esse esforço, todo esse movimento. Ele fala assim, ah, não, mas isso é normal. A gente não lê Revista Oeste, a gente não lê a mídia conservadora. A gente lê mesmo o mainstream e alguns veículos de esquerda. E no mainstream a gente presta muita atenção.
Só falta você me dizer que eles ouvem a hora, que aí eu vou ficar preocupado. Eles me alaram textualmente que eles prestam muita atenção na Mari Sanches, a correspondente do UOL. Bom, essa tem justificativa. Nos Estados Unidos, que é muito bem informada. O que a Mari Sanches tinha acabado de noticiar? Ela noticiou que no encontro com o Trump, do Flávio, o Trump elogiou o Lula.
ele, Trump, começa perguntando o que o Lula disse sobre o encontro que eles tiveram semanas antes na Casa Branca e o Flávio e os outros dois falam que o Lula elogiou, diz que o encontro tinha sido bom eles dizem que o Lula era um mentiroso e tal, mas o Trump sustenta
Foi bom mesmo. Positiva, ele diz, foi bom mesmo. E o Lula parece uma pessoa muito velha e tal, mas quando você se está com ele, ele começa a falar e agir, você percebe como ele é dinâmico e tal. Sustentou esse elogio. E depois, segundo a Mariana Sanches, o que acontece é que o Flávio Bolsonaro passa a falar sobre formar uma coalizão entre os países.
incluindo o Brasil e os Estados Unidos, uma coalizão de direita, fala sobre a eleição no Senado, formar uma maioria, e perde muito rapidamente a atenção do Trump, que pergunta em seguida sobre a Gisele Bündchen e a família Valente, que são os irmãos Valente do Jiu-Jitsu, cujo Joaquim, um dos irmãos, é casado com a Gisele Bündchen.
Eu ouvi, mas eu não consigo evitar a risada, porque foi uma apuração sensacional essa, né? Na quinta-feira à noite, depois que a gente já tinha gravado o programa, a mesma Mariana Sanches informou que os Estados Unidos decidiram declarar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras.
Isso feito dias depois do pedido do Flávio, o pedido textual do Flávio ao Donald Trump. E quem assina esse pedido é o Marco Rubio, que é o secretário de Estado dos Estados Unidos e o grande expoente da extrema-direita no governo Trump. É o grande aliado dos Bolsonaro no governo Trump e quem abre as portas para eles na Casa Branca. Logo depois do encontro com o Trump, o Flávio, o Eduardo e o Paulo Figueiredo estiveram com o Rubio.
e com o vice J.D. Vance, que também é da extrema-direita americana. Ou seja, o Rubio toma essa decisão como uma resposta ao pedido do Flávio numa cena que me parece muito já...
coordenada entre todos eles para beneficiar o Flávio eleitoralmente no Brasil. Um acordo entre aliados internacionais, Estados Unidos e Brasil, justamente para isso, para ter um impacto positivo na campanha do Flávio Bolsonaro no Brasil. Agora, isso acontece ao mesmo tempo em que o Cláudio Castro, ex-governador do...
O Rio de Janeiro anuncia que desistiu da candidatura dele ao Senado. Desistiu e foi desistido depois desse escândalo de bife de ouro e whisky de 5 milhões de reais. Ele se viu inviabilizado e fez um anúncio público de que não ia mais tentar disputar uma candidatura para o Senado. Então, assim, o Flávio consegue marcar esses gols em relação ao Trump e ao governo americano.
Mas no Brasil, o noticiário segue hostil. Falou também do Bolsonaro Pai, perguntou como ele estava, e disse que o Bolsonaro Pai é perseguido como ele próprio Trump foi, etc. E assim foi, ele não fez nenhum comentário público com o Trump depois disso, e o Flávio Bolsonaro conseguiu mudar de assunto, isso é um fato, mas o noticiário no Brasil atrapalhou um pouco os planos de virar essa página.
Sim, porque reportagens tanto do Intercept, que foi quem, né, precisa sempre dar os créditos, foi quem revelou o financiamento do Dark Horse, o Pangaré ou o Azarão, como você queira traduzir, o filme pelo Daniel Vorcaro, né, o grande vilão brasileiro do momento, e depois teve uma reportagem de dia pública, né, da agência pública, contando que o dinheiro...
dos investidores, ou seja, do Vorcaro, não chegou diretamente à produtora responsável pelo filme, mas usou uma empresa sediada na Hungria e que tem atuação na Europa e que é especializada em fazer isso, em pegar o dinheiro dos investidores e repassar para quem vai fazer o filme de verdade. E, segundo especialistas ouvidos pela pública, o principal motivo para você fazer isso é ocultar quem está bancando o filme.
O que explica, talvez, a divergência de versões entre o Mário Frias, secretário de cultura do Bolsonaro e atual deputado federal, e da própria produtora americana, dizendo que não tinha nenhum dinheiro do Vorcaro, e a versão do Flávio dizendo que tinha, e a versão da produtora daqui dizendo que tinha até contrato. Ou seja, eles não combinaram direito o esquema de como ocultar a origem.
E depois dessa revelação vem uma informação também do Intercept Brasil, que a casa onde mora Eduardo Bolsonaro, no Texas, é uma casa, uma mansão de seis milhões de reais, e o Intercept vai até a casa, bate na porta, e quem abre é a Luísa Bolsonaro, esposa do Eduardo.
falou que tinha sido uma ação ostensiva, que assustou a filha deles, que eles chamaram a polícia, mas o vídeo mostra ele tocando a campainha e ela atendendo. Então, nessa casa que, segundo o Intercept, vale seis milhões de reais. E aí, nunca se entendeu perfeitamente como que Eduardo Bolsonaro se sustenta. Sim, porque ele não é mais deputado federal, não tem mais renda.
E tem indicações da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, provocadas pelo Partido dos Trabalhadores para investigar exatamente o fluxo de caixa nessa situação toda. Para além do noticiário Dark Horse...
teve ainda a complicação envolvendo o Cláudio Castro, que trocou mensagens com Daniel Vorcaro reveladas pela Polícia Federal no momento em que pediu autorização que foi concedida pelo André Mendonça para fazer uma nova operação de busca contra o ex-governador Cláudio Castro do Rio, do PL do Rio, partido dos Bolsonaro.
e que mostrou que o Vorcar ofereceu degustação de 5 milhões de reais em Nova Iorque para o Cláudio Castro e outros nove homens. Era um encontro pequeno, era um encontro fechado de 10 pessoas em Nova Iorque durante a Brasil Week, aquela semana que a gente cobriu, né? Há algum tempo atrás, já não sei mais quanto tempo.
que ele foi a essa degustação que custou 5 milhões de reais. E aí depois a investigação da Polícia Federal mostra que eles mantiveram contato estreito e que outras experiências, como disse o Cláudio Castro, uma experiência incrível, foi oferecida pelo Vorcaro Alcastro como jantar num restaurante muito badalado em Nova York também, que oferece, e é famoso por isso, um bife folhado a ouro.
Tão incrível quanto os bilhões que foram destinados pelo governo Cláudio Castro ao Banco Master do dinheiro do fundo de pensão dos servidores do Estado. No meio da Rio Previdência. Exatamente. Bom, Thaís Bilenk, essa história continua, mas vamos deixar para o próximo bloco para falar sobre as repercussões eleitorais do escândalo do Black Horse e também da escala 6x1.
Vamos, e eu quero saber, vou cobrar no próximo bloco, o efeito na intenção de voto do Flávio Bolsonaro que tudo isso causou. Devo, não nego, pago assim que puder. Toledo, o nome desse bloco é Olho de Peroba e o 6x1. Mas a gente vai fazer um recuo estratégico aqui e primeiro contar a sua promessa, pague a sua dívida, aonde que ele perdeu pontos, o Flávio Bolsonaro.
Então, analisando a pesquisa da Datafolha, que foi feita uma semana depois de estourar o escândalo, e a gente tem um termo de comparação perfeito, porque a pesquisa anterior tinha acabado exatamente no momento em que estourou o escândalo, então você tem os dois pontos, não tem nenhuma pesquisa tão boa para comparar quanto o Datafolha com ele mesmo. Ficou claro o seguinte, Thais, o que aconteceu com o Flávio foi basicamente ele estancou aquele movimento, aquele momentum que ele tinha, aquela...
empurrão, embalo que ele vinha, isso acabou. Ele não só parou de crescer, como deu uma estancada e até deu uma refluída no total, se você pegar a intenção de voto, oscilações dentro da margem, quando a gente está falando do total do eleitorado, mas significativos que interrompem um movimento.
E se você pega a pesquisa estimulada, o que era um empate técnico virou uma diferença de nove pontos entre o Lula e o Flávio. Então é uma notícia ruim, bastante ruim, para quem vinha crescendo, tanto que gerou toda a comoção que gerou no meio político.
E como são essas que deu asas para essa articulação possível entre Zema e Caiado, os pré-candidatos do Novo e do PSD, a fazerem uma aliança. Estou falando isso só para fazer propaganda para a hora extra desse sábado. Muito apropriada a propaganda. Bom, mas o importante é onde houve essa movimentação do eleitorado? Quem que se mexeu e saiu, pelo menos momentaneamente, do eleitorado do Flávio Bolsonaro?
O Datafolha identificou com precisão isso, porque todas as oscilações que eu vou mencionar aqui ocorreram fora da margem de erro. E quando a gente analisa segmentos do eleitorado, a margem de erro cresce, porque é uma amostra menor. Então, estou falando, por exemplo, de eleitorado evangélico. Teve um tombo. Estou falando de eleitorado entre 25 e 34 anos, o que a Luciana Chong, diretora do Datafolha, chama de geração lava-jato.
porque é a geração que começou a se interessar por política em 2013, na jornada de 2013, depois continuou, 2014, eleição, 2015, processo do impeachment, que está há 10 anos mais velha hoje, e justamente aí também tomou um tombo. Ou seja, é um pessoal que leva muito em conta, tanto evangélicos quanto essa geração. Lava jato, a questão da corrupção é fundamental para eles. Mas não foi só aí. Também houve uma perda.
num eleitorado que tem uma renda mais alta. Essa parcela do eleitorado é menos significativa quantitativamente, mas ela é influente. E eu percebi isso conversando com pessoas que eu tinha certeza que num segundo turno entre Flávio e Lula votariam em Flávio e que hoje já sentem vergonha, pelo menos, de declarar que vão fazer isso.
Se no escurinho da urna vão fazer isso ou não, só vamos saber daqui a cinco meses se é que o segundo turno vai ser esse. Mas tem um constrangimento, isso é inegável. E isso gerou, e eu acho que isso dá gancho para falarmos do 6x1 e do Olho de Peroba, uma oportunidade para quem está em campanha...
não para 2026, mas para 2030, imaginando que em 2030 tanto Lula quanto talvez a família Bolsonaro não estejam mais no páreo, eu estou falando especificamente do deputado Nicolas, que começou a fazer vídeos sobre corrupção.
não ligadas ao Flávio, tentando colar isso no governo Lula, mas claramente pegando um espaço que ficou interditado politicamente para a família Bolsonaro, porque se você tem um telhado de vidro do tamanho que eles têm, agora ficou evidente no caso da Dark Horse, como é que eles vão ficar dando lição de moral nos outros?
É, então, e aí o vento continuou contra a candidatura do Flávio Bolsonaro empurrando o Lula, como mostra aí a análise da pesquisa. E aí formou-se uma onda na reta final da PEC pelo fim da escala 6x1, cuja votação foi aceleradíssima pelo presidente da Câmara, o Gumota, e terminou essa semana, aprovado em dois turnos no plenário da Câmara, com uma maioria esmagadora de votos.
A onda foi se formando nessa reta final. Tinha uma dúvida ainda sobre o Senado, o comportamento no Senado, a oposição como se comportaria na Câmara. O fato foi que o PL, o bolsonarismo, viu a onda chegando e falou a gente não vai tomar caldo. Vamos surfar. Vamos surfar. E o que ele fala? Ele faz um vídeo, o Nicolas Ferreira, deputado do PL de Minas Gerais, o deputado mais popular nas redes sociais, um dos políticos mais populares, se não o mais, em rede social também. Ele faz um longo vídeo.
em que ele diz, basicamente, o argumento dele é nós vamos votar a favor. Primeiro vamos pedir 4 por 3. Porque se eles estão querendo beneficiar, então beneficia de verdade. E aí vamos ver como o PT se posiciona. E daí quando der errado... E aí depois que não der e eles vão aprovar o 5 por 2, a gente vai votar a favor. Mas não é porque a gente acha boa essa medida populista em ano eleitoral. A gente vai votar a favor. Porque quando der errado, eles vão ter que resolver esse problema. Esse menino.
É uma resposta que ele tem muito sucesso retórico, o Nicolas Ferreira explica, inclusive, a relevância política que ele alcançou nesse primeiro mandato, fazendo bancadas pelo país, mostrou habilidade até em costuras políticas relevantes de bastidores também. Porém, aqui, nesse caso, ele fez um argumento que, no mínimo...
Vou votar a favor, mas eu sou contra. E estou torcendo para que dê errado. É isso. Não dá, né? Fica muito... Cara de pau. E aí, exatamente por este diagnóstico, a deputada Sâmia Bonfim, do PSOL de São Paulo, adotou uma estratégia, e eu acho que a gente tem que falar disso aqui, de desestabilizar o Nicolas Ferreira, o que é política. Isso é política, né?
Sem dúvida nenhuma. Isso é política da forma como a gente gosta de analisar, porque ele tava dando uma entrevista pra rádio Jovem Pan ou pra TV Jovem Pan e ela simplesmente aparece atrás dele com uma embalagem de óleo de peroba. E não faz mais nada e ele se desestabiliza e obviamente que isso repercutiu muito mais essa cena do que a entrevista que ele tava dando ou qualquer outra que ele tenha dado. E isso horas antes, né, dessa votação de E E
O fato é que a história... De lavada a favor da PEC. A tática de dizer, nós vamos propor 4x3, não colou, né? Porque a notícia que preponderou foi a notícia do fim da escala 6x1 e da adoção da escala 5x2. Que vai passar a valer, se aprovada no Senado e promulgada agora em 60 dias.
com uma transição de um ano, que é bem menor do que a transição que a oposição e os empresários e confederações defendiam de 10 anos, coisa assim. Então, no começo, já imediatamente, nesses 60 dias, os trabalhadores que estão submetidos à escala 6x1 atualmente passam a estar submetidos a uma escala 5x2, ou seja, ganham um dia de folga toda semana, mas com uma carga horária que vai passar de 44 para 40.
Nesse meio tempo vai ficar de 42, então eles vão trabalhar 24 minutos a mais todos os dias até completar a transição. Então as pessoas vão sentir esse efeito antes de apertarem o número na urna. Só dar um número aqui que eu acho que ajuda a entender o seguinte, se a gente levar em conta que a maré do Lula, de popularidade do Lula, vinha ruim desde o começo de 2025, tinha entrado no negativo e não tinha saído mais,
Simultaneamente a esse movimento da última, de uma semana só, de piora, de estancar a ascensão do Flávio Bolsonaro e de perda dele no eleitorado-chave, o Datafulli até faz uma classificação do eleitorado bolsonarista em nível 1, que é o que bebe detergente, talvez, e o nível 2, que é peronomútil. E foi nesse nível 2, ou seja, o bolsonarista que não é extremo, que ele perdeu votos também.
Mas, ao mesmo tempo, o Lula teve uma melhora de popularidade. Duas pesquisas atrás, ou seja, em abril, o Lula estava com menos 11 de saldo, se você subtrair o ótimo e bom, do ruim e péssimo. E agora ele está com menos 6. É uma diferença significativa. Tudo bem que você está tirando de um e somando com o outro, como se você contasse duas vezes, mas menos 6 é muito menos pior. Não é bom, mas é muito menos pior.
do que os menos 23 que o Bolsonaro tinha exatamente nessa época do ano, quatro anos atrás, e acabou perdendo de pouco. Então, de fato, são movimentos que devem preocupar a candidatura do Flávio. E eu, só para fechar esse bloco, eu falo aqui da importância de analisar esse movimento da Sene Bom Fim, mas eu estou falando mais amplamente do PSOL, porque a gente está num congresso de direita, de minoria governista, com pautas sempre muito...
Conservador. Conservadoras nos costumes e liberal na economia, em que ou é isso, ou é derrota. E aí, um projeto do PSOL, que é o partido de esquerda, a esquerda do governo, ele ganha apoio no governo, primeiro.
uma ampla adesão da esquerda e centro-esquerda. Ele chega no Congresso e ganha amplo apoio vocal do Centrão, que passa-se não só a apoiá-lo, mas defendê-lo. Assume a autoria, assume a relatoria. Hugo Motta se empenha na aprovação. Faz esse acordo com o governo a ponto de negociar com o próprio Davi Alcolumbre para a votação do Senado acontecer celeramente também. E é aprovado para virar uma bandeira eleitoral de todo mundo. Isso...
Para o governo e para o PT, é um recado muito claro de como atuar em questões caras à esquerda tradicional, como relações de trabalho. Regulamentação de aplicativo não deu certo mais de uma vez, todas as outras pautas em que o governo tentou emplacar sucesso, não conseguiu. A vitória veio mais à esquerda ainda, né? Sim.
de uma proposta de mais à esquerda que surge com o movimento no Rio de Janeiro de um vereador a partir de um movimento de organização popular, que vida não é só trabalho, né? Então tem aí... Mudou o vento, né? Imagina isso, a gente falando um mês atrás sobre a maior derrota histórica do governo no Congresso, agora falando de uma agenda que é 180 graus. É, e tem uma lição também disso, assim, que por que essa agenda de origem...
popular mesmo, bem capitalizada pela esquerda política, prosperou. Tem uma lição para se tirar desse movimento. De fato. Bom, para a gente não fazer aqui um 7 por 0, vamos ao próximo bloco? Vamos ao próximo bloco, mas de novo, propaganda para a hora extra desse sábado, que a gente vai continuar nesse assunto. É isso aí.
Essa quinta-feira, Toledo, você mencionou, trabalhamos bastante, sobretudo porque a Faria Lima acordou outra vez com batida, não policial, mas da Receita Federal e do Ministério Público. Policial também porque teve polícia civil e polícia militar no meio. Sim, numa continuidade, numa segunda fase da Operação Carbono Oculto, mas sem a Polícia Federal dessa vez, mas para investigar o mesmo esquema que liga facção de crime organizado à Faria Lima.
Exatamente, Thais Bilenk. É uma operação extremamente importante que eu acho que nem está recebendo toda a atenção que merece porque, como você disse, é uma segunda fase da Carbono Oculto que foi a maior operação policial já feita no Brasil. E essa segunda fase, ela...
É uma parceria da Receita Federal com o Ministério Público GAECO, especificamente o núcleo de combate ao crime organizado aqui no Ministério Público de São Paulo, com a Secretaria da Fazenda Estadual, ou seja, e a Polícia Militar e a Polícia Civil. Sem a Polícia Federal, por razões que a gente explica depois.
Por que essa operação é importante? Primeiro, ela mostra uma coisa fundamental que a gente não se cansa de falar e eu vou repetir de novo. É importante prender pessoas criminosas? É. Mas o mais importante é asfixiar financeiramente o sistema, porque senão a gente vai ficar enxugando o gelo para o resto da vida.
e essas facções e organizações vão ser cada vez maiores. Por que eu digo isso? Porque na Carbono Oculto, que aconteceu em agosto de 2025, eles desmontaram uma operação gigantesca envolvendo empresas de fachada, fintechs e fundos, operadoras e gestoras de fundos, algumas das maiores da Faria Lima, que faziam negócios bilionários. E em menos de um ano, na verdade em seis meses, os mesmos operadores do PCC Obrigado.
Beto Louco e o Mohamed, que estão foragidos da justiça, conseguiram remontar a mesma operação para lavar dinheiro especificamente dos esquemas de sonegação e lavagem de dinheiro da...
na área de combustíveis. Refizeram com outras fintechs, e é muito impressionante, porque é muito rápido, e os volumes são de bilhões e bilhões e bilhões. É mais de 20 bilhões de reais que essas fintechs movimentaram nos últimos anos, essas são seis fintechs que foram alvo dessa operação, e uma delas teve a pachorra de movimentar um bilhão de reais em dinheiro vivo.
que é uma coisa para o tamanho dessas fintechs. Porque algumas, por exemplo, tem o BK Bank. Quanto é um bilhão em notas de 100? É muito mais do que... Você precisa de vários carros fortes para transportar. É muito volume de dinheiro, está certo? Ocupa o quê?
Eu não fiz essa conta, mas se a gente pensar que aquelas caixas do Geddel Vinhera Lima, lembra? Aquelas fotos ocupavam cinco caixas e tinha menos de 100 milhões de reais, tinha 56, 60 milhões de reais. Quer dizer, você multiplica aquilo por 20, que você vai ter uma noção do volume das cédulas ali. Um apartamento de sei lá quantos mais. Exatamente. Mas o que é o importante aqui?
Primeiro, o fato de ter sido uma operação que visa o esquema. Quer dizer, a Receita e o Ministério Público identificaram como funciona a mecânica e conseguiram, assim, do mesmo jeito que o crime organizado, o PCC, conseguiu rapidamente remontar o esquema, eles mais rapidamente ainda conseguiram identificar, o que é uma boa notícia. Porque significa que essas técnicas de investigação...
que usam mais a inteligência do que os braços e as pernas. Eu vi uma imagem ótima de uma pessoa envolvida diretamente nessa investigação, dizendo, olha, é o tipo de técnica de investigação que é o oposto do abapuru, que é aquela cabecinha com braços, mãos e pés gigantes. Você precisa justamente mobilizar os seus recursos, inclusive financeiros, para que a cabeça seja grande e os braços sejam proporcionais ao resto. Mas como é que funciona?
Eu acho que é importante a gente explicar, porque essa didática é permanente. É isso que ficou. As pessoas vão, são presas, os operadores são presos, os gestores de fundos são fechados, os master da vida são liquidados, mas o esquema é sempre o mesmo.
Tudo começa com dinheiro vivo vindo do crime, principalmente do narcotráfico. Você vai lá, vende cocaína, recebe em espécie. E o que você faz com esse dinheiro? Vai enterrar que nem o Pablo Escobar? Não. Você vai montar um esquema para lavar esse dinheiro e ele voltar para a economia formal. Como é que eles fazem isso? Eles montam uma rede gigantesca, falando do PCC, de empresas que são basicamente poços de gasolina.
açougue, loja de cosméticos, loja que vende cama, mesa e banho, franquias até, tudo que movimenta dinheiro em espécie. De preferência que movimenta bastante dinheiro, porque você vai misturar o dinheiro lícito das vendas dessas empresas com o dinheiro criminoso que vai entrar ali disfarçado como uma entrada de capital. Depois, qual que é o segundo passo? Eles contratam uma empresa de segurança.
dessas que têm carros fortes, para recolher esse dinheiro nessas centenas de lojas. Essa empresa não necessariamente precisa estar envolvida no esquema, pode ser uma prestadora de serviço lícita, que...
transporta e às vezes custodia esse dinheiro, guarda. Então você está botando dinheiro num carro forte e provavelmente levando para um cofre. Sabe-se lá para onde esse dinheiro vai. Porque ao mesmo tempo eles pegam uma fintech amiga, uma dessas seis, e fazem um depósito, que pode acontecer ou não. Mas fica lá registrado que essa fintech recebeu bilhões de reais dessas empresas, desses açougues, etc, etc, dessa rede do PCC. E lá...
Thaís, olha a cara de pau. Desde a Carbono Oculto, está proibido o uso de conta bolsão, que é aquela conta que você mistura o dinheiro de todo mundo e só tem um aplicativo que diz que aquele dinheiro é seu, mas para a Receita Federal, para as autoridades, é uma conta só, está tudo junto e misturado. Foi proibido. Três dessas fintechs continuaram usando contas bolsões, mesmo depois da proibição, e foi isso que chamou a atenção da Receita também. Aí o dinheiro vai lá e mistura.
É uma conta bolsão. Está em nome da Fintech. Não está em seu nome, não está em nome do açougue, não está em nome de ninguém. Está em nome da Fintech, tudo junto e misturado. E aí a Fintech começa a fazer um monte de operações. Ah, transferiu do açougue para o fornecedor de carne, do fornecedor de carne foi para a construtora tal. E assim vai, faz várias transações. E aí o passo seguinte, qual é? A Fintech...
transfere esse dinheiro ou alguma das empresas que recebeu esse dinheiro vai comprar cotas de um fundo, um fundo financeiro. E esse fundo financeiro, como a REAG administrava fundos, como o Banco Master tinha fundos, vai se entrar naquele sistema de camadas. Então, um fundo, o dono desse fundo é outro fundo, o dono do segundo fundo é uma empresa.
O dono dessa terceira camada, que é a empresa, é um outro fundo que tem um dono, um cotista único, que concede em Delaware, num paraíso fiscal, pode ser nos Estados Unidos, no Caribe, onde for. Então, tudo isso para ocultar quem é o real dono. E esse fundo vai comprar bens, vai comprar imóveis, vai comprar outras empresas, usinas, vai comprar...
empresas grandes, vai comprar carros de luxo. E assim você lava o dinheiro e traz do crime para bens físicos que podem ser usufruídos pelo crime, que podem ser usados para fazer o esquema. Mas esse é o esquema básico, mas tem outros detalhes. Isso aqui movimentou mais de 20 bilhões de reais em pouquíssimos anos, só com essas fintechs novas, porque as velhas movimentaram outro tanto.
Mais impressionante, não é só esse o crime. Tem junto o crime de sonegação e tem o crime de falsificação. Eles pegaram nessa mesma operação uma...
falsificação, uma adulteração de combustíveis feita com nafta, que é um componente que tem subsídio, é mais barato, que é usado no processo de refino. E que eles misturam nos combustíveis pra adulterar os combustíveis e com isso oferir mais lucro. Então, você entende? São vários crimes juntos num mesmo sistema.
E quando você começa a somar, os números são assustadores. E reiterados, porque tudo isso já tinha sido desmobilizado de alguma forma, passa meses e tudo de novo na mesma escala está acontecendo. Você falou a palavra-chave.
reiterado, não adianta fazer uma operação e prender 40 pessoas que sejam. Precisa fazer? Precisa. Mas o que você precisa é a vigilância constante. Porque esse negócio é o dia a dia. Depende menos das pessoas e mais da organização. Exatamente. Entendeu? Então, eu me pergunto o Beto Louco as noticiárias é que ele está fechando um acordo de relação na Bahia.
com o Ministério Público Estadual. É, porque são crimes estaduais. E, ao mesmo tempo, estava continuando operando esse esquema gigantesco, bilionário aqui. Qual é o sentido disso? De fechar um acordo que vai resolver 1% do problema. Mas, enfim, essa é outra questão. O que importa é isso que você falou. Tem que ser uma questão constante. Até hoje teve um fato aparentemente secundário, mas muito significativo, que foi fechar uma parceria formal entre a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo.
para a troca de informações, que vai agilizar muito as investigações, porque um vai poder colaborar com o outro sem passar pelas burocracias judiciais o tempo todo, vai agilizar o sistema, o que é uma boa notícia também. Os números, Thais, são...
absolutamente chocantes. Eu recebi um relatório do Fórum Nacional de Contrapirataria e Legalidade que faz um levantamento de todos os setores que são alvo de algum tipo de crime, seja ele de sonegação, os devedores contumazes, como é o caso de combustíveis, seja falsificação ou contrabando, como é o caso de cigarros, e daí...
os dados, os dados são inacreditáveis. Essa aqui é uma estimativa do tamanho do mercado, de quanto que os negócios ilegais operam. Então, se você somar vestuário, bebida alcoólica batizada, combustível adulterado, material esportivo fajuto, higiene pessoal falsificado, defensivo agrícola que é contrabandeado, ouro, gatonete...
celular, enfim, tudo. Eles estimam esse mercado em 335 bilhões de reais, o que equivaleria a uma perda de arrecadação de impostos, uma sonegação de 154 bilhões de reais. Isso daqui é um...
tamanho de um país, do PIB de um país. E é disso que se trata. É esse o grande problema. Prender é importante, mas é um pedaço. Toda essa operação de hoje, gigantesca, que envolveu centenas de pessoas, foram em várias... tem um monte de cidades da Grande Matão, teve no Rio de Janeiro, teve em Minas Gerais, teve Mato Grosso do Sul, é uma operação muito grande. Ela não teve um tiro, mas teve...
inteligência, teve uso sofisticado até de inteligência artificial pra identificar esses padrões do crime e teve marreta e furadeira pra estourar os cofres. Mas assim, tiro não teve nenhum. Então assim, pra onde você tem que mandar o recurso?
que mandar o recurso para quem faz inteligência. A Polícia Federal tem um setor de inteligência muito sofisticado, sobre o qual falaremos no próximo bloco. Mas, e a Receita Federal? Por que fica fora do Fundo Nacional de Segurança? Por que não você, ou Ministério Público, Estaduais, enfim, tem que ter um equilíbrio aí, porque senão a gente vai continuar enxugando o gelo.
É, é bem impressionante mesmo que tudo continue depois de tanta mudança, porque essa operação, a primeira fase da Carbono Oculto, mudou o rumo da história política do Brasil. Várias revelações vieram a reboque dela. E mesmo assim, estão aí com uma segunda fase e que já antecipamos terá que ter continuidade, né, Toledo? Vai ter que ter uma terceira, uma quarta, uma quinta, uma sexta. Isso aí.
Thaís Bilenk, trabalhamos juntos, você trabalhou muito mais do que eu, mas enfim, para mapear um novo núcleo de poder que parece estar se consolidando na moita no Supremo Tribunal Federal em torno do ministro André Mendonça.
E eu vou pegar um fato específico, que é o desempenho dele à frente como relator do caso Master, que teve uma repercussão que foi noticiada, mas que não recebeu talvez o carinho que merece, que foi a troca do último advogado, já trocaram vários, o Vorcaro já trocou várias vezes de advogado, mas o último foi uma troca bastante específica porque era o...
José Luiz de Oliveira Nima. Juca, especializado em delação, que saiu porque tentou negociar a delação do Vorcaro, do cliente dele, diretamente com os ministros da segunda turma do Supremo Tribunal Federal, meio que passando por cima do relator, que é o André Mendonça. E isso teve uma repercussão tão negativa que o Juca acabou caindo, porque o André Mendonça...
rompeu relações com ele e aí, o que você vai fazer com um advogado que não pode falar mais com o relator do caso, né? Você sabe mais detalhes dessa história, mas eu acho que ela ilustra bem o poder que o André Mendonça está ganhando dentro do Supremo hoje.
O que eu apurei é que o Juca ficou inviabilizado porque ele teve uma altercação com o André Mendonça em dado momento em que se negociava a delação. A delação é negociada oficialmente com a Polícia Federal ou com a PGR, a Procuradoria-Geral da República, mas ele estava discutindo termos com o André Mendonça.
E o André Mendonça foi muito duro na posição, cobrando que omissões não seriam toleradas, especificamente sobre o Davi Alcolumbre, naquela ocasião, naquela conversa. Os ânimos se acirraram e o André Mendonça declarou, depois disso, que ele só se comunicaria com a defesa do Daniel Vorcaro nos autos. Ou seja, rompeu com o advogado e o advogado ficou inviabilizado. E, portanto, saiu do caso. E, de fato, isso mostra que...
eu estou querendo chamar de um eixo gravitacional em torno do André Mendonça, porque a ideia da gravidade vem a calhar, porque a forma como ele exerce o poder é uma forma muito oposta a dos ministros do Supremo que hoje são um eixo gravitacional de poder lá dentro, né? Quais sejam.
Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, que articulam muito nos bastidores entre os ministros e com a política de modo geral. E são vocais, né? E são vocais e aparecem e dão entrevistas. A forma do André Mendonça fazer é o exato oposto. É um ministro que considera que articulações...
Atrasam o trabalho dele, o trabalho dele é nos autos, é tomar decisão, é fazer as audiências. Ele considera que falar com a imprensa não é trabalhar, trabalhar é... Enfim, ninguém chega ao Supremo Tribunal Federal sem fazer articulação, sem fazer política. Obviamente. Não seremos nós que vamos cair nesse conto. O que mostra que a forma dele articular, dele fazer ponte, dele conseguir construir decisões que...
o colocam no centro do noticiário como ele está agora, é uma forma muito discreta, em oposição à forma bastante vocal de outros ministros do Supremo. E o fato de não aparecer, você acha que ajuda ele a tomar menos pedrada do que o Gilmar e, principalmente, o Moraes tomam, inclusive dos senadores, da oposição?
Então, ele, por enquanto, está usufruindo dos louros, porque ele se tornou um símbolo, por oposição de um ministro técnico, implacável com a corrupção, e que doa quem doer, vai fazer o seu trabalho. Então, ele foi muito elogiado pelo próprio Flávio Bolsonaro, mas ele não se furtou a dar decisões contra um dos grandes aliados do bolsonarismo.
da família Bolsonaro, que foi o Ciro Nogueira, mas ele calibrou essa decisão. A Polícia Federal, quando foi pedir autorização para fazer a operação de busca contra o Ciro Nogueira, o senador, pediu para fazer buscas no Senado Federal. E ele disse, não, faz nos endereços dele, onde tiver que fazer, mas no Senado não tem necessidade de entrar lá, porque a emenda, o que vocês têm sobre a emenda que favoreceu o Master, não precisa entrar no Senado para constatar.
E tem também as decisões sobre o Cláudio Castro, principal aliado do Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. É. Então ele não está se furtando a entrar nesse vespeiro, né? Ele... Politicamente dá para dizer que ele é mais próximo, porque ele foi deixado na sombra, como você já contou aqui, durante a nomeação dele, ele ficou meses lá, sem que o Bolsonaro se mexesse para fazer andar no Congresso a indicação dele. Você acha que ele é mais próximo da Michelle do que dos filhos do Bolsonaro?
Certamente. Acho que eu mencionei, né? Ele tem uma gratidão a ela pela indicação, a sustentação da indicação dele nos quatro meses que o Davi Alcolumbre deu de geleira nele, que batalhou até o último dia pela aprovação. Não à toa estava com ele na hora da notícia de que ele tinha sido aprovado pelo Senado. Muito mais do que os filhos ou o próprio pai. Bolsonaro que fez a indicação, mas depois foi cuidar da vida.
Essas decisões todas que atingem o bolsonarismo, você acha que transformam ele num aliado do governo Lula ou ele pode surpreender o governo negativamente a qualquer momento? Você que acha isso. Fala aí o que você está vendo aí pela frente. A impressão que eu tenho é que o André Mendonça é meio que um agente de passe livre. Ele não tem compromisso nem com o bolsonarismo, mas tampouco com o governo ou com o lulismo. Então, se precisar...
Se a Polícia Federal ou a Procuradoria Geral da República os fatos indicarem que é preciso fazer uma busca e apreensão junto a alguém próximo do próprio Lula pessoalmente ou do PT, acho que não vai ter dúvida que pode acontecer até durante a eleição.
Certamente, também tenho essa impressão. Agora, se o Alexandre de Moraes tinha um trabalho muito intenso de bastidor de colher respaldo dos pares em plenário, no julgamento, mas também fora dele, nos corredores, para dar decisões duras contra o bolsonarismo em toda a trama, se o André Mendonça não está fazendo isso nas decisões que ele toma no caso Master, por exemplo, ele manda para respaldo da turma...
as decisões monocráticas de prisão, de decretação de prisão, e até agora ele teve. O Toffoli se declarou suspeito e nas outras foi 4 a 0, todas as decisões. Se ele não faz isso, ao mesmo tempo, não dá pra dizer que ele não tá tentando articular uma musculatura pra ele ganhar dentro do Supremo ao apoiar enfaticamente, publicamente, a indicação do Messias. Eu apurei que a intenção do Lula
Já a noticiada aqui e ali de voltar a indicar o Jorge Messias para essa vaga não está descartada. E isso, inclusive, é uma informação usada no entorno do André Mendonça, que quer ver o Messias aprovado e empenhou seu capital para isso. E eles dois contam com um apoio que tem impacto direto na opinião...
pública, que é o apoio da maior igreja evangélica do Brasil, que é a Assembleia de Deus. O bispo Samuel Ferreira da Assembleia de Deus do Brás disse pra gente em entrevista que quem perde com a derrota do Messias é o Brasil.
Não é uma derrota nem do André Mendonça, nem do Messias propriamente. Elogia muito o currículo do Messias e elogia muito o próprio André Mendonça. O Samuel Ferreira, a Assembleia de Deus, tem uma enorme influência política porque tem bancada, tem lideranças políticas com muito voto. Sim.
O que cria um bloco novo, quem sabe um terceiro polo. É, eu vejo isso como um eixo gravitacional, porque mesmo que o André Mendonça não queira jogar a rede para colher apoio, ele está atraindo apoios de segmentos que veem nele um condutor de uma agenda que interesse a esses segmentos. E veja que é uma posição singular hoje na política brasileira, porque é um polo que está se formando.
no centro das articulações políticas, das coisas que têm maior repercussão imediata, até na eleição, que não tem compromisso com nenhum dos dois outros polos. Então, aquela bipolaridade que a gente vai falar, fazendo mais uma vez propaganda do hora extra, talvez comece a se tornar multipolar. Mas estamos avançando os cavalos na frente da carroça.
Agora, antes de encerrar, você mencionou a troca da defesa do Daniel Vorcaro e na quinta-feira a notícia de que a Polícia Federal voltou a negociar a delação com o Daniel Vorcaro. Tinha um pepino que a Polícia Federal poderia ganhar enorme para descascar, caso não fechasse uma delação, mas a Procuradoria Geral da República fechasse?
que foi a informação da PGR, assim que a PF descartou a delação, a PGR disse que sim, se interessava e ainda quis aumentar o valor de multa do Daniel Vorcaro para fechar um acordo de 40 bilhões para 60 bilhões. E a negociação seguiu.
A Polícia Federal recua agora, mas veja só, se não houvesse esse recuo da PF, essa volta de negociação, o que poderia resultar disso é uma situação bem dramática, tá? E primeiro quem me alertou isso numa entrevista foi o professor de Direito André Perechmanes, que é advogado criminalista.
que a investigação da Polícia Federal poderia ficar vencida caso a delação fechada pela PGR tocasse nos mesmos pontos já levantados pelo trabalho da PF. Então, eles teriam que encontrar outro caminho para apresentar um pedido de denúncia à PGR, que é a titular da ação, que é a autoridade que denuncia o Supremo ou não.
E numa das conversas que eu tive lá com o pessoal do André Mendonça, com aliados dele e tudo mais, é uma situação muito hipotética, porque depende muito dos termos de delação, quais são os anexos, o que está sendo negociado, mas não dá para descartar que fosse virar um problemão para a Polícia Federal essa iniciativa solo da PGR. Muito bom. É um assunto que eu suspeito ao qual voltaremos muitas vezes em breve. Com certeza.
Toledore é a vez do software que quebra tudo. Celebrites, o que ele faz e o que ele já fez? Então, Thais Bilenk, é muito curioso como, muito rapidamente, a gente mudou o objeto das investigações policiais, principalmente os crimes de corrupção, crimes do colorinho branco, deixou de ser o grampo telefônico, que foi dominante durante...
décadas, eu diria, para se transformar no foco celular e principalmente as trocas de mensagens entre os acusados, os suspeitos, os investigados. E está aí o caso Master, não só ele. Um exemplo Master disso. Exatamente, que provaram ser, desde o Dark Horse até as trocas de mensagens.
do Daniel Vorcaro com políticos, com a namorada, com o Diabo A4, literalmente, as maiores peças de incriminação. Mas a pergunta que fica é, como a Polícia Federal, por exemplo, consegue pegar um celular sem senha,
em que a pessoa não fornece a senha, o dono não fornece a senha para a Polícia Federal, e quebrar a criptografia desse celular, quebrar todos os mecanismos de segurança e acessar o conteúdo. Tem vários softwares que prometem fazer isso, mas pelo que eu apurei entre investigadores de vários órgãos diferentes, o mais popular atualmente, não só no Brasil, mas talvez no mundo, pelo menos no mundo ocidental, é um software israelense chamado Celebrite, que...
Não é apenas um software, é um conjunto de ferramentas que se contrata a peso de ouro, literalmente, talvez de platina, para conseguir quebrar as criptografias dos vários modelos de celular, dos vários fabricantes dos diferentes sistemas operacionais, e que vai desde maneiras de explorar, digamos assim, fragilidades do sistema, encontrar...
portas dos fundos por onde eles conseguem acessar, até a coisa mais banal, entre aspas, que é ficar forçando senhas até o sistema entregar. E aí o que eu apurei é que tem algumas curiosidades que fazem muita diferença na hora da apreensão do celular. Por isso que é muito comum você ver algumas cenas policiais no momento da abordagem. A principal preocupação do policial é não mexe no celular.
Não toca no celular, não pega no celular. Por quê? Se o celular, obviamente, estiver já desbloqueado, é muito mais fácil de você acessar o conteúdo dele, o conteúdo que está na nuvem, porque as senhas já estão quase todas elas superadas. Vai ter algumas de alguns aplicativos específicos, mas a parte mais difícil já está feita. Mas isso é raro. A segunda hipótese é...
A polícia, principalmente a Polícia Federal, mas não só ela, a Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público, pedirem a senha. Me passa a senha do seu celular. Se a pessoa for inocente, não tiver nada a esconder, ela vai passar a senha. Mas nem sempre isso acontece. Com a Deolane, por exemplo, a famosa influencer, que foi presa semana passada, o Ministério Público pediu a senha para ela e ela não deu. O tempo...
que o celular está bloqueado, faz diferença. Se ele foi desligado, pior ainda. Então, tem uma série de circunstâncias que aumentam ou diminuem o tempo que vai levar para os investigadores, usando todas as ferramentas que o Celebrite oferece, ou softwares parecidos, para conseguir quebrar a criptografia, quebrar os sistemas de segurança e acessar os dados que estão lá dentro. E isso...
Também tem diferenças dos modelos, porque toda vez que, por exemplo, a Apple lança um iPhone novo, ela renova os mecanismos de segurança, sejam eles de hardware, do equipamento em si, seja do software, do sistema operacional que vem junto. E pelo que eu apurei, hoje em dia, quebrar até o iPhone 15...
é meio moleza para o Celebrite, é meio rápido deles conseguirem fazer. Do 16 e do 17, principalmente 17, já demora muito mais tempo. A empresa, nesses casos, fala em best efforts, né? Vamos envidar os nossos maiores esforços para conseguir quebrar, mas aí entra um outro fator. Depende da conta que você tem com a Celebrite, porque não é uma coisa que você vai lá, compra, instala e sai operando e esquece. Não.
você tem todo um suporte e toda vez que sai uma atualização do sistema operacional do telefone, seja iPhone ou outras marcas, outros sistemas operacionais, eles lançam uma atualização e cobram por isso.
Então, olhando nas compras públicas dos entes estatais brasileiros, eu descobri que a Celebrite já faturou, nos últimos anos, mais de 100 milhões de reais vendendo licenças e serviços para agências de segurança, Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministérios Públicos Estaduais, Polícia Militar, Polícia Civil. Se pegar todos os estados, eu diria que vai chegar perto do meio bilhão de reais nos últimos, talvez na última década.
e custa, portanto, muito caro. E quem tem a maior, digamos assim, a melhor assinatura, a mais premium, que dá acesso a mais ferramentas, que consegue quebrar com mais rapidez quase todos os modelos, é a Polícia Federal. Agora, você, o UOL já noticiou, acho que a Carla, né? Noticiou que a Polícia Federal apreendeu três celulares do Vorka. É, a Carla Araújo. Carla Araújo, né? Um deles é praticamente a fonte de tudo que vazou até agora.
Então eu fico imaginando que os dois que faltam são iPhones 17. Também pensei a mesma coisa. Mas é isso, Thaís Bilenk. É só pra mostrar como o tempo do fuzil, da bala, da pistola, daquela...
que entra nos filmes de ação, policiais, hoje em dia está superado. Isso é o menos importante numa investigação. Inteligência e tecnologia hoje comandam o processo investigatório e é muito importante a gente ter isso em mente e largar a ideia de que é fuzil que vai resolver o problema da segurança pública no Brasil. Não é.
Muito bem. Interessantíssimo. Celebrites, novidades por aqui. É isso aí. Bom, agora, infelizmente, não temos o que fazer. Vamos ter que ir para a Horácia. Eu acho que é o melhor momento do programa, Therese Blanc. Não sei, não entendo por que essa resistência.
Toledo, a gente tá no torneio de frases ditas por ex-governadores. Sim. O placar está em quatro pra você, três pra mim e dois pra Horácia. Tá disputando, não sei o que você tá reclamando, tá super acirrada, você pode virar facilmente o placar hoje. É isso que vai acontecer agora.
Quem é a vítima, Horácio? Opa, Toledo! Salve, Thaís! Vamos continuar o torneio com frases supostamente ditas por ex-governadores. O personagem da semana é Magalhães Pinto, ex-governador de Minas Gerais. Frase 1. Fui eu quem deflagrou a Revolução e por isso sou um homem que deve merecer confiança.
Frase 2. A política tem seus próprios tempos e nem sempre coincidem com o que se espera de fora. Frase 3. Política muda como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. Tchan, tchan, tchan. Ah, Thaís Vilento. É que a gente concordou em tudo. Primeira é falsas, segunda e terceira verdadeiras. Vamos ver se acertamos ou se a Horácia vai nos ultrapassar.
Resposta. A primeira frase é verdadeira e pode ser encontrada em arquivos do acervo da FGV. A segunda frase é falsa. A terceira é verdadeira e também encontrada em acervo. Bom, eu acertei uma, fui para cinco. A Thaís acertou uma, foi para quatro. E a Horácia acertou duas e empatou com a Thaís. Está cinco a quatro a quatro.
Muito bem, Thais Bilenk, o que dizem os nossos ouvintes?
Olha só, o Thales Augusto no grupo de Zap. Dia 29 de maio é meu aniversário, 48 anos. Tenho um pedido, Toledo e Thaís, podem me dar parabéns? Forte abraço para vocês e a todos da hora. Parabéns, Thales Augusto. Parabéns, Thales, para você e todos os geminianos desta semana, inclusive um mais lindinho de todos.
Que eu não vou nem dar o nome. É, desconfio quem seja. Jossa Rassi no Spotify. Melhor dupla para comentar as principais notícias. Amo! Valeu, Jota. E o Fabrício Lacerda no grupo de Zap. Nesse último episódio, a Thaís e o Toledo estavam cheios de intimidades com a física quântica. Gostei de ver.
Sou professor de física em BH e essas intervenções justificam minha recomendação da hora para os meus estudantes do ensino médio. Tamo junto, Fabrício. Manda umas dicas de outros temas. Uma colinha pra gente aqui. Eu tava com medo da gente ser reprovado. Obrigado, viu, Fabrício. Jeremoca escreveu no Spotify. Amo quando o episódio tem pautas sérias unidas a doses cavalares de humor. É bestificante mesmo.
Ceci Porto no Spotify. Análises inteligentes e envolventes. Toledo é grande comentarista. E Thais, a melhor storyteller que eu conheço. Grande dupla.
Storytelling, hein? Chique, hein? Chique. Ah, esnobou agora, hein? É, essa foi topzera. Cessi, tamo junto. Bárbara Manfrinato lá no Spotify. O que vocês tomam nessas canecas, Taís Vitor Leiro? Água, café, chá, suco de cevada? Beijos de um ouvinte assídua. Tintim, todo. Não revelaremos. Bárbara, fica o mistério. Não sei se vocês repararam, mas a gente vai se animando ao longo do programa, né? Água que passarinho não bebe.
Manuel da Silva no YouTube. Parabéns, Thaís e Toledo. Ótimo programa de jornalismo crítico, conduzido por uma dupla de jornalistas de elevado nível profissional. Vou pedir aumento. Obrigado. Até a próxima semana. Até.