Episódios de A Hora

A Hora #95 - Dólares de Vorcaro financiam filme de terror para bolsonarismo

15 de maio de 20261h10min
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Nesta edição do A Hora, José Roberto de Toledo e Thais Bilenky falam a respeito do áudio enviado pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro; o pacote de bondades do governo Lula; e bastidores exclusivos.

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Participantes neste episódio2
J

José Roberto de Toledo

HostJornalista
T

Thaís Bilenky

Co-hostJornalista
Assuntos6
  • Pesquisa eleitoral Lula vs Flávio BolsonaroRejeição de Flávio Bolsonaro · Direita não-bolsonarista · Eleições presidenciais · Pesquisas de intenção de voto · CPI do Banco Master
  • Áudio de Flávio Bolsonaro com Daniel VorcaroFinanciamento de filme 'Dark Horse' · Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Banco Master · Cyrus Naorasté · Jim Caviezel · Polícia Federal · Fundo de pensão
  • Libertadores: Jogos dos brasileirosProjeto de lei para cassinos, bingos e jogo do bicho · Senador Irajá · Senador João Dória · Senador Jacques Wagner · Senador Otto Alencar · Senador Rogério Carvalho · Bancada evangélica · Jogo do bicho · Cassinos · Bingos
  • Brasil Week em Nova YorkJantar organizado pelo Grupo Espera · Donald Trump Jr. · Wesley Batista · José Batista · André Esteves · JBS · Cipriani · Wall Street
  • Pacote de bondades do governoSubsídio para gasolina · Subsídio para óleo diesel · Subsídio para gás de cozinha · Programa Desenrola · Fim da taxa das blusinhas · Governo Lula
  • Pesquisa eleitoralPesquisa Quest · Pesquisa Datafolha · Modelo probabilístico da Eurasia · Popularidade de Lula · Rejeição de candidatos
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Opa, orista! Eu sou José Roberto de Toledo e esta é A Hora, podcast sobre notícias aqui no UOL. Toda semana a gente bate um papo sobre os principais assuntos do noticiário. Calma, atente já que a coisa vai ser um pouquinho diferente dessa vez. A Thaís Bilen, que me deixou sozinho aqui no estúdio, mas não nos abandonou. Porque a Thaís foi a trabalho para Nova York.

E na quarta-feira à noite, o voo que ia trazê-la de volta para o Brasil foi cancelado. Então a gente teve que mudar um pouco o script. O que aconteceu foi que a Thaís e eu gravamos a maior parte do programa na madrugada de quarta para quinta-feira e remotamente.

Eu tô aqui hoje só pra fazer as atualizações do noticiário que aconteceu nessa quinta-feira, enquanto eu vou de volta pro Brasil. Hoje, hein? A hora. Drama cinematográfico do pai vira filme de terror pra candidatura do filho. Dinheiro Master, divorcaro pra Flávio, reanima direita não-bolsonarista. Governo Lula estranha tanta boa notícia?

que até fica ressabiado. Lei que faz do Brasil uma grande Las Vegas avança no Senado. E a hora e a vez da lagosta com Trump, Júnior. E na hora extra deste sábado, quem tem mais medo e sofre mais com a violência e a criminalidade no Brasil? Ricos ou pobres? Quer entender o que aconteceu esta semana? Chegou a hora.

Opa, Thaís! Salve, salve, Toledo! Onde é que você está, mulher? Que lugar é esse? Que fundo é esse?

Então Toledo, eu estou no aeroporto de Nova York, no JFK, agora são dez e meia da noite aqui, onze e meia da noite da quarta-feira aí no Brasil, era para eu estar em voo para São Paulo, para a gente gravar na quinta-feira o programa no estúdio, mas meu voo foi adiado e uma longa confusão depois.

Eu estou aqui gravando para que a gente tenha programa para fazer. E já peço desculpa pela senhorinha aí que está fazendo anúncio de voo. Isso vai acontecer. É uma excepcionalidade, mas foi o jeito que a gente encontrou de ter um programa para apresentar essa semana. Tá certa.

Então, as pessoas já estão avisadas de que o som e a imagem podem não ser perfeitas, mas a informação não faltará, porque a Thais foi cobrir um evento.

que tem a ver com a bomba que explodiu hoje no Brasil, que foi a revelação pelo Intercept da parceria ou da sociedade entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcar. Mas vamos para o que interessa, né, Thais? Chega de quebra-gílica.

A Thaís Bilenk e eu discutimos primeiro o áudio do Flávio Bolsonaro para o Daniel Vorcaro, que foi revelado pelo The Intercept. Veja aí. Bom, Thaís Bilenk, vamos tentar aqui, com colaboração da nossa colega aí, que faz o serviço de alto-falante no aeroporto de FK em Nova Iorque.

Vai merecer um perfil na hora e a vez dessa mulher. É, exatamente. É, para outro dia, outro dia. Bom, enquanto você estava aí, bela e faceira, desfilando pelas ruas nova-aerquinas, aqui no Brasil, o site Intercept deu um furo.

que quebrou a internet, literalmente. Pelo menos a do site, a deles até quebrou mesmo, porque o site chegou a sair do ar, provavelmente, de tanta gente que acessou. E a matéria, a reportagem, que é assinada por vários jornalistas Intercept,

Basicamente dizia o seguinte, que mostrava uma troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro, filho, primeiro filho, o 01, e candidato a pré-candidato a presidente da república pelo PL, com o Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado, ou seja, seis meses atrás, na qual o Flávio acaba mandando um áudio longo, ele pede até desculpas por ser longo, para o Daniel Vorcaro.

Desculpa alguma coisa. É, exatamente. Por cara, o ex-dono do Master, ex-banqueiro que está preso, cobrando mais de uma centena de milhão de reais, que ele seria destinado, supostamente, para o financiamento de um filme chamado Dark Horse, que a tradução para o português poderia ser...

Literal é cavalo escuro, cavalo negro, mas não é isso. Dark Horse é aquele azarão, o cavalo que no turf ninguém aposta nele e ele acaba ganhando a corrida. Em referência à campanha de 2018 que o Bolsonaro se elegeu presidente. Bom, esse filme, Thaís, você sabe quanto custa? Eu sei que é mais que ainda estou aqui e agente secreto, né?

Olha, segundo o sócio de uma produtora que aparentemente, pelo menos disse que intermediou o negócio, que deu uma entrevista para a Daniela Lima no UOL, só a parte do Vorcaro seriam 24 milhões de dólares, que dá mais ou menos uns 120 milhões de reais, o que dá para fazer três, ainda estou aqui.

Agora, isso, que é um preço absurdo, quer dizer, não tem nenhum filme nacional que chega nem perto desse orçamento, o que já levanta suspeita, seria para contar a história do pai, do pai do Flávio, na campanha de 2018 e com um diretor americano.

de origem iraniana, chamado Cyrus Naorasté, que se especializou em filmes para a direita americana, filmes com fundo religioso e tal. E o ator que interpreta o Bolsonaro é o Jim Caviezel.

que ficou muito famoso em 2004, quando interpretou ninguém menos do que Jesus Cristo na Paixão de Cristo, filmada pelo Mel Gibson. Você vê como a carreira de alguém pode degringolar, de Messias do Mel Gibson a Messias Bolsonaro. É, realmente. E você leu a troca de mensagens e o áudio, você ouviu o áudio do Flávio?

Eu ouvi, eu li também a troca de mensagens, eles se chamam de irmão, têm uma intimidade, eles combinam diversos encontros antes desse áudio especificamente, um áudio de outubro de 2025, ou seja, muito próximo da...

da prisão, da primeira prisão do Vorcaro, mas também muito próxima... A véspera. E também muito próxima da liquidação do banco, de toda a história explodir. Ou seja, não dá para o Flávio, como ele quis dizer na sua resposta ao público, gravou um vídeo, soltou uma nota,

dizer que ele era uma negociação entre um filho com um empresário privado, sem dinheiro público, querendo contar a história do pai. Para bebedor de detergente contaminado com bactéria, talvez colhe, mas para a maioria das pessoas, acho que não.

Porque o ponto principal aí é que no dia que ele fala, na véspera da prisão, todo mundo sabia que o Banco Master era o Banco Master, que o Vorcaro era o chefe de uma gangue que fazia, aprontava quanto ele deve. Você que tem esse número na ponta da língua? É estimada a questão aí em torno de 50 bilhões de reais.

Exatamente. Então não estamos falando de um empresário qualquer, estamos falando de um criminoso que está preso, com a cabeça raspada, com roupa de detento. Eu acho que ele precisa ser julgado, tem um duvido processo legal, ele tem uma negociação de delação premiada em curso, a situação precisa seguir o seu curso normal e a gente não vai fazer pré-julgamento. O que dá para dizer é que a resposta do Flávio Bolsonaro...

ela está com algumas lacunas muito importantes. Primeiro, por que essa produção custa tão caro por essa indústria? E segundo, por que ele pediu esse dinheiro para essa pessoa? Terceiro, qual é a origem desse dinheiro? Mesmo que seja um empréstimo privado, a gente está falando de um senador da República, um ex-presidente, eles devem satisfação, inclusive aos próprios eleitores.

que também já estão preocupados e querendo entender o que está acontecendo. Então, independentemente de quem é quem, quem é julgado, quem vai ser condenado e quem não vai, a história não fecha. Simplesmente com a nota que ele soltou.

Agora, só lembrando que só faz delação premiada quem admite culpa. Se o cara é inocente, ele não vai ser premiado por uma delação sendo ele inocente. Ele está negociando a sua liberdade ou alguma vantagem, uma diminuição de pena, ou seja, está admitindo que ele fez errado. Mas enfim, concordo com você.

Aí tem uma reportagem, a Daniela Lima, nessa entrevista com o sócio da agência de comunicação, que seria intermediado o Tiago Miranda, ele diz que metade do dinheiro foi pago para a família Bolsonaro, ou seja, 12 milhões de dólares. E ele diz mais, ele diz que o Vorcaro não entrou dando um empréstimo, ele entrou como sócio, como investidor do filme.

que ele seria pago com os lucros que esse filme teria sendo exibido. Então, o Flávio Bolsonaro é sócio do Vorcaro nesse filme. É muito mais grave. É um candidato, um cara que quer ser presidente da República.

é sócio do cara que deu o maior golpe que a gente tem notícia até hoje no Brasil. Sócio no filme sobre o pai. É disso que se trata, tá certo? Então, vamos mudar as dimensões das coisas. E aí, para complicar, a Natália Portinari, colunista do OU, jornalista, repórter, teve acesso à investigação da Polícia Federal e aprofundou um aspecto da investigação que o Intercept começou. E ela conta ali...

de um empresário mineiro como Vorcaro, chamado Antônio Carlos Freixo Júnior, que é o dono de um grupo chamado Entre, um grupo que recebeu centenas de milhões em aportes das empresas da família do Vorcaro, e que esse grupo ajudou a montar uma operação envolvendo fundos.

Fundos administrados, adivinha por quem? Pela REAG, aquela empresa que administrava os fundos do PCC, lá na Faria Lima, que foi fechada, na operação da Receita Federal na Carbono Oculto. Pois bem, esse grupo, que também está sob investigação da Polícia Federal, foi objeto de uma...

fase dessa operação agora em janeiro, esse grupo, a família Vorcaro, constitui um fundo com recursos superestimados, um fundo podre, e a Entre seria responsável pela venda das cotas desse fundo para a família Vorcaro poder transformar recursos podres em dinheiro de verdade. E parte desse dinheiro teria vindo de fundos de pensão de funcionários públicos.

Portanto, se isso for verdade, se essa investigação da Polícia Federal se confirmar, além de tudo, Flávio está mentindo quando diz que não tem dinheiro público, porque o dinheiro é público, o dinheiro dos fundos de pensão dos funcionários públicos é público, não é dele, não é do Vorcaro. Na verdade, esses fundos aqui vão pagar com prejuízo, vão pagar com mico. Então, assim...

Do ponto de vista da investigação, para mim não resta muita dúvida de que tem muita coisa a ser esclarecida. Nós estamos no primeiro dia, primeiras, sei lá, algumas horas. Essa coisa ainda vai ter muito desdobramento. Mas que tem fundamento, tem. Que as conexões são inimagináveis do ponto de vista político. Quer dizer, se você fosse um roteirista, se você fosse o Mário Frias, que parece que é o roteirista desse filme.

o ex-ministro da cultura, secretário de cultura do Bolsonaro, você não teria imaginação suficiente para criar um cenário como esse.

Não, não, essa história foi uma bomba política, porque na semana passada a história era o Ciro Nogueira, que recebia, segundo a Polícia Federal, uma mesada de 500 mil reais do Borcaro para, em troca, fazer coisas como apresentar a emenda do FGC. Tinha aquela história toda. O Flávio Bolsonaro já desde o início tinha tentado...

se afastar, dizendo, olha, a justiça tem que ver, já estava toda uma situação. Bom, essa história de hoje muda tudo, absolutamente tudo. Os valores relacionados a esse filme, essa troca com o Vorcaro, é maior do que o contrato dele com a mulher do Alexandre de Moraes. É um valor extremamente alto.

O Vorcaro teve essa capacidade, ele mudou a ordem da grandeza da corrupção no Brasil. Antigamente a gente falava em milhões, agora a gente está falando em centenas de milhões e bilhões. É uma coisa assustadora mesmo.

E boa parte desse dinheiro não existe, né Toledo? Então tem isso também. Porque ele não conseguiu honrar suas dívidas no sistema financeiro, foi liquidado, as fraudes... Quando começa a cavucar, o buraco é bem mais embaixo. Todos esses políticos estavam cobrando dele, ou que tinham negócios, contratos, também não receberam tudo, pelo menos não o Flávio Bolsonaro, né? O Flávio ainda pegou metadinha lá. Mas... É, pegou metade. É, pegou metade.

É, agora, na hora de executar, de quem se beneficiou com o dinheiro, talvez eles tenham que devolver o dinheiro, vai ter que pagar em película. É o rolo do filme, como diria o meu amigo Daniel, que não é avorcaro, é só ebramate, vou deixar claro. Fato é que até quarta-feira, Flávio Bolsonaro era uma espécie de poste que ocupava o lugar do pai na eleição.

Importava dele tanto os eleitores, grande parte dos eleitores, quanto a rejeição. Depois do escândalo, Flávio ganhou uma personalidade própria e não de um jeito muito bom, porque ele vai somar a rejeição que já tinha importado do pai, a rejeição que ele ganhou por ter recebido o dinheiro.

do maior vilão da atualidade. Vamos ouvir agora, primeiro, o áudio revelado pelo Intercept, em que o Flávio pede dinheiro para o Vorcaro. E depois, a explicação do Flávio sobre por que ele tinha feito isso. Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente está passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida.

Não sei como é que vai ser daqui pra frente, como é que isso tudo vai acabar, mas tá na mão de Deus aí. E você também, eu sei que você tá passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda. Você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme.

E como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Podia ser muito ruim, né? Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter efeito elevado a menos um aí, cara. Então se você...

Podemos dar um toque, uma posição ainda, né? Porque a gente precisa saber o que faz, cara, da vida. Porque já tem muita conta para pagar esse mês. E o mês seguinte também. E agora que é a reta final. Que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui. Porque senão a gente perde tudo, cara. Tudo contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podemos dar um toque aí, irmão? Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração, fica com Deus, cara.

Fala pessoal, mais do que nunca é fundamental a CPI do Banco Master já. Vamos separar os bandidos dos inocentes. Toda essa história que está sendo veiculada agora, nada mais é do que um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do seu próprio pai.

Zero de dinheiro público, zero de lei Rouanet, como esse governo gosta de fazer, gastar dinheiro público para fazer autopropaganda deles mesmos. Eu conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha mais governo Bolsonaro, não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele.

O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato que, ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, de o filme sequer ser concluído. Em função disso, inclusive, procuramos outros investidores para concluir esse filme. É de se notar a diferença de tom entre a primeira gravação, que o Flávio achava que só seria ouvida,

pelo Daniel Vorcaro, e a segunda gravação, que obviamente ele fez para todo mundo. A segunda ele estava lendo, aquele texto foi escrito e dava para ver pelo ângulo do olho dele que ele estava lendo um teleprompter. Ele faz uma voz impostada de quem quer mostrar a liderança, respeito. Já na primeira...

que era uma coisa quase confidencial, de irmão para irmão, de sócio para sócio, porque se o Vorcaro, como diz o Flávio, e como diz o dono da produtora em entrevista a Daniela Lima, estava botando dinheiro para financiar o filme, eles são sócios. E nessa conversa privada, o...

O tom do Flávio é completamente diferente, é um tom suplicante, cobrando, mas numa posição subalterna. E eu pergunto, qual das duas falas espelha melhor o real Flávio Bolsonaro?

Thaís, vamos falar então agora das consequências e das implicações políticas e eleitorais imediatas, até onde dá para prever, na direita primeiro? Vamos fazer isso. Vamos então, vamos para o segundo bloco.

Bom, tá, estamos de volta aqui agora para analisar as consequências político-eleitorais da bomba que explosou. Para onde foram os estilhaços aí? No seu ponto de vista, como é que isso bate na campanha eleitoral do Flávio e dos demais candidatos da direita?

Olha, Toledo, as reações imediatas do Romeu Zema, do Novo, e do Ronaldo Caiado, do PSD, os outros dois pré-candidatos da direita, foi cobrar explicação, dizer que é inaceitável, imediatamente repudiar, ou seja, não houve qualquer camaradagem, solidariedade, nada disso. Aliados políticos do próprio Flávio Bolsonaro admitindo para os jornalistas em off, reservadamente por enquanto.

que a situação é grave, que é muito difícil encontrar uma explicação. O Flávio Bolsonaro, só para citar o exemplo mais recente, que semana passada, quando sai a operação contra o Ciro Nogueira, se manifesta dando passo atrás, dizendo que, olha, tem que investigar isso. Ele também estendeu o braço e deu um abraço de afogados no Ciro Nogueira. E o que estão fazendo com ele agora, até essa quarta-feira noite, é a mesma coisa.

E é curioso, né, Thaís, porque o Flávio demorou umas três horas para conseguir dar uma resposta. Ele foi abordado pelo Intercept num quebra-queixo, aquela entrevista tumultuada numa porta, a portaria qualquer de Brasília.

Tentou negar, falou isso é mentira e foi embora. E três horas depois, gravou um vídeo, soltou uma nota com aquela resposta meio pífia. Mas na resposta mesmo pífia, ele faz uma sinalização clara. Ele diz assim, isso é coisa do... estou sendo perseguido...

pelo governo, pela Polícia Federal, eu sou uma vítima, é uma questão eleitoral, e, portanto, é a hora de fazer a CPI do Master. E o que ele está falando com isso? Ele está convidando todos aqueles que são suspeitos, com razão ou não, de estarem envolvidos no escândalo, de falarem, epa, sai a Polícia Federal, entra eu aqui, entra o Congresso para investigar a si própria.

Esse pareceu ser a boia de salvação que ele lançou para ver se cola, se outros potenciais atingidos e investigados aderem à ideia. Mas mesmo que haja essa adesão, a Polícia Federal não vai parar.

Claro, tem mais investigação. Toledo, tem uma questão que essa bomba coloca, que é, antes de vir à tona esse escândalo, qual era o ambiente para o Flávio Bolsonaro? Eu conversei com um dos principais líderes evangélicos do Brasil, uma das grandes referências do segmento evangélico.

E ele tinha me dito, isso faz alguns dias antes dessa história toda, que num segundo turno, entre Flávio Bolsonaro e Lula, não daria para votar no Flávio. Ele tinha reservas ao Flávio. Embora seja absolutamente antipetista e não tenha nenhuma simpatia pelo governo, ao contrário, o Flávio Bolsonaro não dava, por uma questão de avaliar a deslealdade dele, da família, em anos anteriores. Então ele tinha reservas.

e é uma pessoa com influência na bancada evangélica também, na política como um todo. O setor empresarial, Faria Lima, mercado financeiro, mesma coisa, tem alguns casos que são comentados nas rodas de coisas que o Flávio Bolsonaro fez, tipo...

assume o compromisso de participar de algum evento de banco. Não vai porque tem um problema de viagem, grava um vídeo, mas depois, logo em seguida, participa de outro evento. Ou seja, uma postura que vai deixando alguns ruídos na relação com pessoas ao ponto de ele ter se tornado a única opção considerada até então viável da direita e, portanto, ganhar uma adesão...

Parece que por exclusão de muita gente que não estava convencido do voto nele. Ia ter uma campanha ainda pela frente. Com esse escândalo agora e com as novas investigações, enfim, se as coisas estão caminhando da maneira que começaram a caminhar, ou seja, se as coisas continuarem nessa...

não faltarão motivos para muita gente que estaria em torno dele, da campanha dele, escapar. Ao ponto de já ter gente falando coisas tipo, cogitando tentar viabilizar outros nomes, que nem Lula, nem Flávio, enfim, tentando pensar alternativas. Isso antes da história estourar. Agora...

Neste contexto, neste momento, o ambiente se deteriora muito. Inclusive, aqui em Nova York, na Brasil Week, que são esses eventos de bancos, empresas, organizações brasileiras que se reúnem em Nova York uma semana em maio, todos os anos, e disputem questões relacionadas ao Brasil, à economia e ao mercado.

ter se espalhado um desânimo geral, mesmo antes dessa história. Eu conversei com o Ricardo Barros, que é o deputado do PP, ex-ministro da Saúde, um dos grandes líderes do Centrão, está aí há muitos anos prestando serviços na Câmara dos Deputados. Ele falou, o pessoal chegou aqui muito animado, mas está indo embora totalmente desanimado com essa perspectiva de ter o Lula favorito, porque essa é a avaliação.

O Lula está com um favoritismo frágil, delicado, isso antes da história do Flávio, evidentemente, mas tinha tendência de se relever. Isso foi dito, inclusive, pelo Chris Garman, que é o diretor da consultoria Eurasia, no modelo probabilístico de cálculo de chance de vitória do incumbente, que ele calcula em 55%. Todas as conversas já estavam girando em torno disso e o público.

que vai a Nova York, que vai para a Brasil Week, é um público antipetista na sua grande maioria. Então, o desânimo estava colocado. Perfeito. Quer dizer que o ânimo da Faria Lima virou desânimo em Wall Street, é isso? Exatamente.

Tá certo. Agora, Thaís, quem é ouvinte do A Hora sabe que a gente avisou na semana passada que não ia parar no Ciro Nogueira. Então, a nossa previsão se concretizou. E eu prevejo que não vai parar nesse áudio do Flávio, não. Porque se tem esse, que esse áudio é cobrando. O que ele tá dizendo ali, ele fala, pô, dá o dinheiro aí. Você prometeu o dinheiro, preciso do seu dinheiro, senão vou ter que mandar embora o diretor, o ator famoso de Diabo A4.

Se teve esse áudio cobrando, certamente houve outros áudios antes combinando. Eu achei até a resposta do Flávio meio vacina, sabe? De alguém que sabe que tem mais coisa, que vai sair mais coisa, por isso que ele está tentando, olha para cá, olha para o outro lado, vamos falar de CPI, vamos deixar de ver esse negócio e tal. Agora, voltando à questão política aqui, que era a abordagem que se fez inicial, eu concordo plenamente com você. Aquela...

aparente unidade da direita em torno do Flávio, não chegou nem no começo da campanha eleitoral, antes da consolidação da candidatura. A ponto de Jatenego perguntando, vem cá, vai ser o Flávio mesmo? Não dá para trocar o candidato? Não tem outro filho aí? A Michelle? Sei lá o quê? Já começa essa conversa.

Isso é obviamente muito ruim para um candidato de oposição que estava achando que a eleição ganha. Mais do que isso, os palanques que ele montou com grande facilidade nos estados, agora ele virou uma pessoa tóxica. Como é que o Sérgio Moro vai apoiar o Flávio Bolsonaro com aquele discursinho dele lavajatista, tendo o cara sócio do Vorcaro? Vai ficar difícil.

Será que o Cleitinho vai ficar muito animado? Porque na véspera da história da bomba, o PL do Flávio Bolsonaro fechou um acordo com os republicanos do Cleitinho em Minas Gerais de estarem juntos e depois, combina depois quem é o candidato, se é o Cleitinho, se é outro e tal.

Essa aliança, o timing dela foi sensacional. E assim em outros estados. Então vai ficar muito mais caro para o Flávio fazer a aliança daqui para frente, lidar com o Arenão e abrir o espaço. Ressuscitou a candidatura do Caiado, ressuscitou a candidatura do Zema e abriu espaço até para uma zebra, para um Dark Horse de verdade aparecer.

Porque, como você está falando, tem muita gente que não gosta nem de um, nem de outro, muito pelo contrário. E aí, no muito pelo contrário, pode acontecer muita coisa. Quem é esse cara? Não faço a mínima ideia. Ah, é o Renan do Missão. Acho que não, mas, sei lá, a gente não previu o Pablo Marçal na eleição em São Paulo.

É, não, acho que isso não está dado ainda, não dá para saber. Mas eu acho que tudo mais constante, Flávio Bolsonaro vai se tornar tóxico para quem quer disputar a eleição, deputado federal, senador, governador, todos os cargos. Claro que vai ter o núcleo duro...

do bolsonarismo que vai fazer o discurso que tem que ser feito e tudo mais. Para um deputado federal pode funcionar, mas cargo majoritário é muito complicado. Hoje eu ouvi muito a seguinte frase, que tem um fundo de verdade, que é o seguinte, bom, se as pessoas estão tomando detergente com bactéria, não vai ser esse caso que vai fazer o cara deixar de votar no Flávio Bolsonaro. Depois de uma demonstração dessa, votar no Flávio é quase desimportante.

Quem vai deixar de votar são os independentes, são os indecisos que vão definir a eleição. E se a eleição fosse amanhã, não seria no Flávio que eles votariam. É, exatamente. Agora tem que ver até dia, primeiro domingo de outubro, tudo que vai acontecer.

Sim, exatamente. E a gente, mais uma vez, volta àquele nosso bordão de sempre. Essa eleição nem começou, a campanha nem começou, os candidatos nem são oficiais, nem foram formalizados perante a justiça eleitoral, e já aconteceu tudo o que já aconteceu, e vai acontecer muito mais. Agora ficou muito claro também o seguinte, como é uma campanha que tem dois candidatos líderes, que tem uma altíssima rejeição, ambos,

É uma campanha negativa. E o Flávio até agora não tinha sofrido nenhum ataque. Esse foi o primeiro. E já deu no que deu. Então, vejamos. Nessa quinta-feira, eu pedi a Pauver que fizesse um levantamento.

nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp, em todas as mídias que ela faz o acompanhamento permanente, para medir a quantidade de vezes que o Flávio Bolsonaro foi mencionado, não só nas últimas 24 horas, como nos últimos anos.

Pois bem, quarta para quinta-feira, essas 24 horas, são o pico da carreira política do Flávio Bolsonaro, se a gente for medir pela repercussão e citações ao nome dele nas mídias, nos grupos de WhatsApp, nas redes antissociais, etc. Ou seja, nem quando o pai ungiu ele como candidato do bolsonarismo, ele foi tão falado. Segundo a Pauver,

As menções começaram muito negativas, mas ele conseguiu reverter depois daquela resposta e depois, obviamente, da milícia digital bolsonarista entrar em ação, reequilibrou um pouquinho mais as mensagens positivas em relação às negativas, etc. Mas isso é só um pedaço da cena. Tem toda uma série de consequências políticas que vão ser medidas ao longo das próximas semanas, que não vão parar.

hoje ou amanhã, porque todas as articulações que o Flávio fez nos estados vão ter que ser reavaliadas, os aliados vão pensar duas vezes agora se vale mais a pena aparecer do lado do Flávio ou longe dele. E mais, tem gente até que vai defender a substituição, mas isso é assunto para a hora da semana que vem. Vamos falar do governo?

Vamos falar, então, da perspectiva do outro lado. Bom, e para o outro lado da rua, como é que esse escândalo está batendo? Como é que o governo federal, o governo Lula, o adversário do Flávio, está avaliando esse momento da campanha eleitoral?

Thaís, eu estou apreciando esse fundo aí do JFK, está vazio o aeroporto? Não, o aeroporto está fechado, que são 11 horas da noite, e os restaurantes estão fechados, os funcionários estão dormindo nos bancos. Estou eu aqui, eu e você, e nossos ouvintes. E o Virgílio, guerreiro da nação brasileira, é o Felipe Virgílio gravando com a gente. Nosso editor-chefe, Felipe Virgílio. E é isso aí.

Inclusive todas as bobagens que a gente fala é culpa dele. No ponto de vista jurídico, né? Virgília que paga a conta.

Ô Thaís, o governo, essa semana, eu acabei de ouvir uma frase de um ministro dizendo o seguinte, foi tanta notícia boa que os petistas estão até desconfiados. Porque veja bem, os caras anunciaram subsídio para gasolina. Vai ter desconto, isso talvez um dia, quem sabe, chegue na bomba, mas vai ter para a distribuidora lá, quase um real por litro. Vai ter desconto, subsídio no óleo diesel.

vai ter subsídio no gás de cozinha. Tudo isso para enfrentar a inflação, que teve uma alta nesse mês, uma alta bastante significativa. Mas antes disso, já tinha anunciado o desenrola. E agora cada vez sai um detalhe a mais. Então, os bancos que aderirem ao desenrola terão que perdoar em até um mês todas as dívidas abaixo de um valor, se não me engano, de R$100. Enfim, o governo está...

abrir o saco de bondades e não para de sair coisa lá de dentro. Já tinha anunciado outras medidas na venda, já estou até esquecendo, já não lembro de tudo. Essa semana o governo editou a medida provisória e acaba com a taxa das blusinhas, que é o imposto cobrado para a importação de produtos que custam até 50 dólares, ou seja, 250 reais, aproximando, grosseiramente.

que é algo muito popular, porque é aquela comprinha que você faz no site chinês, etc. E foi essa taxa das buzinhas, inclusive, que fez a chave virar das pessoas aqui em Nova York, segundo o Ricardo Barros, o deputado que eu citei no outro bloco.

porque eles entenderam que o governo faria qualquer negócio para melhorar o desempenho do Lula, a popularidade, portanto se reeleger, e viram nisso uma chance quase inescapável de ele se reeleger. Eles estão apostando que ele é o favorito antes da história do Flávio sair, ou seja, agora tudo muda. E, Toledo... Eu fico me perguntando, Thaís, esses caras achavam que o governo não ia fazer nada, que não ia ter campanha, que o governo não ia usar a caneta, que estava morto todo mundo de férias?

Eles estavam, a gente chama eles um conjunto grande de pessoas e tem pessoas e pessoas, mas de modo geral, o que eu ouvi aqui essa semana é que havia quase uma euforia com o Flávio Bolsonaro pelo desempenho dele que surpreendeu muita gente nas pesquisas de intenção de voto.

desconsiderando que tem muito aí de recall do pai, desconhecimento do candidato, uma rejeição muito alta, desconsiderando todos os fatores que têm que ser levados em consideração para avaliar a pesquisa. Mas tudo bem, não é obrigação das pessoas saberem analisar a pesquisa. O fato é que havia toda uma euforia, toda uma expectativa em relação a ele.

E as pessoas querem crer no que elas querem crer. Então elas não querem ouvir que o adversário é favorito. Quando começaram a ouvir que o adversário é favorito, na avaliação de consultores, de analistas políticos, de banqueiros, de empresários, vários painéis, dando um panorama nesse sentido. Mais do que isso, não só que o Lula seja simplesmente favorito.

mas que tem um diagnóstico consensual no mercado aqui de que o Brasil está com ventos a seu favor, ventos favoráveis, sobretudo em termos do fluxo de capital no mundo, por conta da guerra, a questão do combustível, do petróleo. Então, a avaliação que se faz aqui é que os indicadores macroeconômicos brasileiros estão...

sólidos, estão positivos para o Brasil e que o Brasil pode se beneficiar dos próximos meses, que é o tempo que vai demorar até acontecer a eleição. Então, a chave virou. Eu acho isso extremamente interessante. Você foi a primeira que noticiou isso logo na segunda-feira, quando você começou a trabalhar. Mas eu estou surpreso porque eu sou mais cético do que um banqueiro americano. Isso não é normal. Eu estou... O pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal pedal

eu tô com aquele petista desconfiado lá aqui eu não me surpreendo, você é muito esse cara, é o cara que fala assim eu não vou ficar feliz pra depois não sofrer você é essa pessoa vou comentar com isso com o meu analista que eu não tenho é, eu posso

Então, essa pesquisa Quest, essa semana, que teve um impacto político também, que ela deu... As variações estão todas dentro da margem, tá? No máximo três pontos, que é o limite da margem de erro. Então não dá pra dizer que melhorou, piorou, caiu, oscilou, né? Mas como oscilou, contrariamente a todas as outras pesquisas anteriores, a favor do Lula, isso virou manchete, né?

E criou um fato político, dando a impressão de que o governo ensaiava uma recuperação. Eu tenho uma interpretação um pouco diferente. As pesquisas da Quest tinham uma avaliação muito pior do governo Lula do que o Datafolha, por exemplo, e outras pesquisas que eu confio. Na verdade, o que teve foi uma adequação.

entrou na faixa que as outras pesquisas já estavam dando, tá certo? E assim, eu não acho que o Lula esteja em recuperação. Eu acho que talvez o Lula tenha parado de piorar. O que...

para a situação que vinha de descalabro contínuo, de perda de popularidade contínua, já é um alívio e pode vir a ser uma boa notícia se no mês que vem ou daqui a duas semanas as pesquisas mostram que ele continua parado. Porque parado nessa altura, mesmo com déficit, já é melhor. Daí até uma recuperação é outra coisa.

O modelo probabilístico da Eurasia, que o Chris Garman relatou, é que se o incumbente tem 45% de aprovação há seis meses da eleição, as chances dele se reeleger são de 78%. Eles usam um banco de dados de 500 eleições no mundo inteiro nos últimos 40 anos, pesquisas feitas pela Ipsos Public Affairs, pelo Instituto, e aí eles...

fazem essa conta de quanto, né, há três meses da eleição, a popularidade em tanto, bom, há seis meses da eleição, 45% de aprovação, tem um desempenho de 78% de reeleição, são incumbentes, em geral, em primeiro mandato, na sua primeira reeleição. O Lula está no...

Quarto, quer tentar o quarto mandato, na terceira, na segunda reeleição, mas quarta, enfim, você entendeu? E tem 80 anos, tem todos os outros ônus que ele carrega. É, só vou pedir um parênteses aqui. Alexa, acender luzes.

Obrigado, Alex. É que elas apagaram. Deu meia-noite aqui, ela apaga a luz sozinha, entendeu? Aí ficou... Fiquei no escuro aqui, tá? Bom, acho interessante esse modelo. Se eu estivesse seguindo apenas...

um modelo de voto econômico tradicional, eu tenderia a concordar totalmente com essa avaliação. Mas tem o problema do endividamento. E tanto é um problema que o governo fez os desenroladores de afogadilha. Exato. Para tentar colher frutos eleitorais.

A Veire ainda se de fato colherá, se terá adesão que precisa ter dos bancos, das pessoas, etc, etc. O que me chamou a atenção na pesquisa da Quest é que a melhora de avaliação, a oscilação positiva, não foi nem a melhora, né? Da avaliação positiva do Lula não se deu entre o mais endividado. Não é no público mais pobre, né? É justamente num público que tem mais perfil bolsonarista do que lulista. Mas enfim, outras pesquisas virão.

Toledo, só um comentário muito rápido. O fato de que o Person of the Year é um prêmio que a Câmara de Comércio Brasil e Estados Unidos concede anualmente com o apoio de todos esses bancos e empresas que organizam a Brasil Week, etc.

E esse ano, o premiado é o Gisele Aurieno, que é o dono da JHSF, uma empreendedora de luxo, que faz empreendimentos de luxo de vários tipos. E ele fez diversas palestras e falas em vários eventos, enfim.

E ele diz que o mercado de luxo vai muito bem, obrigado. Que é um mercado muito resiliente, que tem muita receita. Ele é um mercado, evidentemente, de investimentos muito altos, mas de retornos altíssimos. E o mercado, nas palavras dele, está resiliente e está sem quaisquer dificuldades. Ele faz umas ressalvas de que veja bem os juros e tal. Bom, os juros são os vilões.

A Selic é a vilã de Nova York essa semana, claro, mas o cenário objetivo, concreto deste momento é muito positivo no mercado de luxo. É, a prisão do Vorkar não foi suficiente para abalar esse mercado, mas vamos esperar mais umas semanas aí.

O governo Lula e a campanha do Lula sabem que a capacidade de coordenação, que a competência dessa milícia bolsonarista digital é muito grande e que eles têm até capacidade para tentar fazer do limão uma limonada. De alguma maneira, como a exposição do Flávio foi tão alta como a Pauver mostrou, isso significa que até alguns bolsonaristas empedernidos ali, que tomam...

IP, para provar que apoiam o Bolsonaro, ficaram agora sabendo que o Flávio é o candidato deles. Então é capaz até a intenção de voto estimulada do Flávio até crescer um pouquinho, né? Mas vai aumentar também a rejeição, provavelmente. Isso a gente vai ver na próxima rodada de pesquisa. Aliás, deve sair agora, nesse final de semana, uma pesquisa data folha que terminou.

praticamente na mesma hora que estourou o escândalo do Flávio, então ela vai servir de comparação. E espero que a Folha e o Datafolha tenham recursos para fazer uma nova pesquisa na semana que vem, para a gente justamente poder comparar o que mudou, se é que vai mudar alguma coisa na intenção de voto dos brasileiros e na rejeição dos brasileiros aos seus candidatos. Afinal de contas, essa é uma eleição.

que não é uma eleição de sonhos, não é uma eleição sobre sonhos, é uma eleição sobre pesadelos.

em que as pessoas vão votar em quem elas acham menos pior. Então, vai ser só o começo. Aliás, nem começou e já está assim. Só um adendo. A campanha, como eu sempre digo, só termina quando acaba mesmo. Nesse caso, ela nem começou. Só para você ter uma ideia. Começou uma conversa nos Estados Unidos de os Estados Unidos pararem de exportar gasolina e óleo diesel para o mundo inteiro.

e depois só reabrir para aqueles parceiros que, sei lá, vão ajudar a abrir o Estreito de Hormuz. Se isso acontecer, vai ter um impacto nas importações brasileiras, porque parte da gasolina e do diesel que é consumida aqui é refinada lá nos Estados Unidos. Então, como eu digo, tudo pode acontecer, inclusive nada. Ô Thaís, você tem uma história muito boa sobre cassino? Vamos lá, vou contar.

Vamos lá, então. E lá em Nova Iorque, nos Estados Unidos, mesmo lá, a Thaís Bilenk descobriu que a lei que quer transformar o Brasil numa grande Las Vegas está prosperando no Senado.

Daís Bilenk, além das bets, além do jogo do bicho, além de todos os jogos legais e ilegais que já existem no Brasil, nós ainda vamos ter cassino?

Ó, tem gente trabalhando por isso. Tô lendo. Eu tava aqui assistindo a palestra do senador Irajá, que é de Tocantins, filho da Cátia Abreu, do PSD, e ele começou a fazer uma defesa bastante enfática dos cassinos no Brasil, como fonte de renda, de receita, turismo, enfim, uma série de dados e tudo mais. E o João Dória, do LIDI.

Pegou o microfone e falou só, Luta está correta, prossiga, dê um apoio público a ele. Por trás dessa cena, tem um projeto de lei, que o Caminho está há muitos anos no Congresso Nacional, que propõe a regulamentação dos cassinos, dos bingos e do jogo do bicho no Brasil.

O relator é o senador Irajá. Esse projeto já passou na Câmara, já passou na Comissão de Constituição e Justiça, CCJ, do Senado, e falta votar no plenário. É a última etapa para ele ser aprovado. Há algum tempo atrás, o senador Irajá tentou aprovar o requerimento de urgência para acelerar a tramitação desse projeto no plenário, mas foi derrotado. Foi derrotado por 36 votos a favor.

contra e 28 a favor. É um quórum muito baixo, diz ele, e de fato é, não tinham nem perto dos 81 senadores na sessão. E eles enfrentam uma oposição convicta do segmento evangélico, que é uma bancada bastante expressiva no Senado. Então, esse é um voto com o qual ele não conta. Mas ele conta com voto de, inclusive, alguns governistas como Jacques Wagner.

do PT da Bahia, o Otto Alencar, do PSD da Bahia, o Rogério Carvalho, que é petista também, que votaram a favor do projeto na CCJ. Então, esse projeto é um projeto que tem apoio de muitas lideranças partidárias, de bancadas no Senado, mas ele tem esse óbvio de opinião pública por ser um avanço dos jogos num país de endividados pelos jogos.

Cheio de viciados em jogos, inclusive. E o que ele prevê? Quantos cassinos abririam no Brasil? Seriam 35 licenças de cassino no Brasil. Uma por estado, mais São Paulo, por ser o mais populoso, seriam três licenças. Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia seriam duas licenças.

O Pará e a Amazonas seriam duas licenças também, porque são extensões territoriais maiores. O cassino, necessariamente, segundo esse projeto, o cassino seria num resort associado a um empreendimento que vem com hotel, gastronomia, centro de convenções, enfim, é um grande empreendimento em que o cassino estaria dentro, né? Não seria simplesmente só um cassino.

E a previsão do senador Irajá é que, se aprovado esse projeto, e aí a gente está falando dos cassinos, mas também a gente está falando do jogo do bicho e do bingo. Ele diz que seriam 20... Tudo junto. Quer dizer, eu falei de cassino e falei jogo do bicho meio de sacanagem, mas o jogo do bicho também seria legalizado e o bingo também. Aquela pega velhinha que existia até décadas atrás.

O argumento dele é que existe, né? Existe o bicho clandestino e o jogo do bicho está na mão do crime organizado. E tem gente, segundo ele, que quer fazer a coisa séria, pagar imposto com as restrições que a lei vier a impor, né? Agora, Toledo, o que eu tenho de apuração é que o jogo do bicho, os empresários do setor, que é que dá para chamar assim, né? Enfim, as pessoas bicheiros, eles têm uma associação.

para fazer lobby no Congresso, entendeu? Como as várias outras associações, eles estão organizados, fazendo o trabalho de convencimento dos senadores, enfim, fazendo o que se faz para aprovar um projeto como esse em Brasília, né? E eles são a favor? São a favor, eles estão a favor desse projeto. Se é bom para o bicheiro, só pode ser bom para a sociedade, não tem dúvida nenhuma, claro.

argumento do senador Irajá é não adianta fingir que não existe jogo do bicho, binho, existe. Ele é clandestino, então tem que trazer para a legalidade. É mais ou menos guardadas aí poucas diferenças pontuais, o argumento que se usou para legalizar as BEDs. Só que no momento em que as BEDs foram legalizadas até agora, elas explodiram em número de plataformas. E continuam a vendas ilegais.

legalizou, mas tem uma enorme quantidade de ilegais, agora por esse argumento devia legalizar o uso de drogas no Brasil também, porque é uma realidade, vamos cobrar imposto do PCC enfim, mas Thais, minha dúvida é a seguinte tentaram uma vez, não conseguiram no final do ano passado

Você acha que o clima mudou? Que tem mais chance desse negócio passar? O lobby das bets vale também para os cassinos?

Eu fiz essa pergunta para o senador. Ele disse que, veja bem, o voto de um senador leva em consideração alguns argumentos que não necessariamente o eleitor deste mesmo senador vai considerar. Então, o que ele diz? Vão ser 20 bilhões de reais de impostos todo ano, 150 bilhões de reais investidos no mínimo para pôr esses empreendimentos de pé.

dois milhões de novos empregos. E aí o que vai acontecer? É dinheiro novo circulando na economia para a construção civil, para os serviços, para tudo mais. Ou seja, tem ambiente político, segundo ele, sim, porque é um grande projeto para ter novidade e agenda positiva esse ano, que é ano de eleição. Diz ele agora.

os senadores evangélicos não vão concordar com ele, entendeu? Então, assim, a pressão é permanente, ela está colocada, o senador Irajá está viajando em campanha por esse projeto, ganhou respaldo aqui, inclusive, e falta só uma etapa, que é a votação no plenário. É, vai colocar o Lula numa situação difícil, se for aprovado, né? Porque ainda mais com votos de petistas e do...

Talvez o melhor amigo dele no Congresso, que é o Joaquim Wagner. Porque como é que ele se diz contra as bets e vai votar, vai chancelar a cassina? Qual a lógica disso, né? Mas só um caos. Anos atrás eu estava em Foz do Iguaçu, peguei um táxi e pedi para ele me levar.

para a Argentina, atravessar a fronteira, que é pertinho. Eu queria ir nas cataratas argentinas, mas a pergunta que ele me fez foi, ah, o senhor vai no cassino? Falei, que cassino? Não, tem um cassino aqui na fronteira. Ele falou, não, não, quero ir lá na catarata. Por quê? Daí eu acendei a luz, falei, vem cá, mas...

É comum as pessoas pegarem um táxi para ir no cassino? Falaram, ah, é, tem um voo de Brasília, que eu sempre pego alguém lá e levo para o cassino, o cara pede para eu ficar esperando, e depois ele volta, pega o voo e vem embora. Ah, tá bom. Então não espanta que tenham aprovado já na Câmara e na CCJ do Senado, viu?

É, é, Toledo. Quem não vai a Las Vegas vai a Argentina. Exato, é isso aí. Muito bom, muito bom, Thais Bilenk. Tudo vai melhorar, só uma questão de tempo. Thais, que história é essa de a hora, a vez da lagosta com o Trump? Vamos nessa, vou contar mais esse caso.

E a Thaís Bilenk foi comer lagosta com ninguém menos do que o Trump, Júnior. Thaís Bilenk, você foi comer lagosta com o Trump? Não é bem essa a história, mas digamos que o enunciado não está errado, tá? Você comeu lagosta? Comi. E o Trump estava lá? O filho.

Ah, mas é Trump! Vou contar essa história. Foi o seguinte. Segunda-feira à noite, primeiro dia oficial da Brasil Week, tinha diversos eventos acontecendo simultaneamente, antes e depois. E tinha um jantar cujo endereço foi revelado pouquíssimas horas antes do encontro.

acontecer e a programação do jantar também. Foi um jantar organizado pelo Grupo Espera, do João Camargo, né? No Cipriani. O Cipriani é um restaurante muito conhecido em Nova York e ele tem mais de um. Ele tem não exatamente um restaurante, é um salão exatamente na frente do touro de Wall Street. Touro mesmo, touro, aquele símbolo de Wall Street.

E esse salão é um salão muito bonito, com teto côncavo. Abobadado. Abobadado. E era uma recepção de gala com um backdrop. Então foi chegando, por exemplo, o Wesley Batista com a Tiziana, a esposa dele, o dono da JBS. Daí eles fizeram a foto no backdrop e tal. Foram entrando. Eu fui falar com o Wesley Batista para ver se ele dava...

contava alguma coisa e tal, e ele não queria falar, e ficou meio preciso jogar meu chiclete fora, tentando achar um papelzinho, assim, bom, aí ele passou, eu catava, nessa hora eu catava da boca. Qualquer notícia vale, né, que sabor de chiclete o Joesley Batista.

Aí eu fui indo atrás, eles organizaram uma sala VIP para os VIPs, porque é assim, nesses eventos, em Nova York, mas em Lisboa também, no Gilmar Paluso e tal, você tem os VIPs ordinários que fazem as viagens para participar dos eventos oficiais. Aí você tem os VIPs dos VIPs, o VIPs número 2, que vão a essas...

festas mais badaladas e encontros mais que tem convites mais contados e tal, que vão a essa cerimônia. Vamos pro camarote. Vamos pro camarote. E assim que você chega lá, você tem o VIP do VIP do VIP, o VIP mesmo, o triple A.

que é o camarimzinho dos grandes vips. E aí ele foi direto para o camarote. Eu vi ele a caminho de lá, tinha umas mesinhas com guardanapo. Um guardanapo na mesa, que nem era um guardanapo. Alguém tinha largado lá, ele pegou para jogar o chiclete dele e entrou no camarote ultra vip. Imagina quando o dono do guardanapo foi usar o guardanapo, a surpresa que ele não teve.

Eu tava largado lá. Mas aí, logo depois, chega o Wesley Batista, tava lá também. O Wesley Batista tava... Que vem a ser o irmão do Wesley. Que vem a ser o irmão, que é dono da JBS também. E junto, meio na mesma hora, assim, chega o Donald...

Trump Jr., que é o filho do Trump, que é o vice-presidente das organizações Trump, se apresenta como empresário e tudo mais, e ia ser uma das atrações da noite nesse evento. E aí tinham outros VIPs AAA lá no camarote deles. Enquanto isso, todos os outros VIPs número 2, os VIPs número 1 foram, os VIPs número 2 estavam num grande salão.

onde tinham projeções, simulando como se fosse o céu estrelado, em outros momentos o skyline de Nova York, mulheres tocando violino, dispostas ao redor do salão. E aí, isso que a gente estava brincando aqui, servindo canapés, inclusive um canapé de lagosta, enfim, lula, camarão, camarão frito, uma variedade... Lula com Trump de novo? Não.

Não tinha lua, era camarão. Camarão frito, tinha esse de lagosta e tinham outros. E as pessoas circulando, conversando, etc. Aí eles abrem um backdrop que estava colocado, que era onde ia acontecer o jantar, as mesas estavam já dispostas, as pessoas foram encaminhadas para as mesas, então os VIPs dos VIPs dos VIPs, os VIP número 3 tinham...

Uma área reservada de mesas bem próxima do palco, que ficava separada das outras mesas, com uma corda de veludo vermelha e seguranças bem fortes, restringindo o acesso a essa área. Você tinha que apresentar um cartãozinho. A pessoa que me recebeu, eu estava na mesa 30, só que ela viu três.

E me deu o cartãozinho. Thaís, desculpa. Conhecendo o repórter, você colocou o seu polegar na frente do zero? Não, mas eu não tirei o dela. Porém, a mulher do lado dela viu e tirou de mim o cartãozinho da mesa 3. A mesa 3 estava muito boa, a mesa 3. Eu fiquei na mesa 30.

E aí, Toledo, nisso que eu tava indo, entrar nessa área das mesas, o André Esteves chega, então ele chega, ele nem vê nada de salão VIP, não sei o que, ele vai direto falando com todo mundo, não sei o que, todo despachado do jeito dele, assim, e eles sobem no palco, quem apresenta a cerimônia é a Camila.

Camargo Dantas, que é a filha do João Camargo, e a CEO, a presidente do grupo, faz um discurso de abertura dizendo que o investimento da China, qualquer investimento é bem-vindo, mas que o Brasil não quer depender excessivamente de um país, que o Brasil quer estreitar laços com outros, diversificar suas relações bilaterais e que, enfim, é um evento para estreitar laços com investidores americanos, obviamente.

E depois começam essas conversas entre, estava no palco o Wesley Batista, o André Esteves, o Donald Trump Jr. e mais duas outras pessoas, e a Camila mediando essa mesa. E aí ela faz algumas rodadas de perguntas e ela pergunta, na primeira vez de o Wesley Batista falar,

Ela faz uma pergunta e ele fala assim, olha só, eu vou tomar liberdade aqui de contar uma história muito pessoal. Ah, um detalhe que não é detalhe. 98%, 99% das pessoas eram brasileiras. Não só lá, como em todos os eventos dessa Brasil Week. Vem cá, desculpa.

Eu tenho que perguntar. Se só vai brasileiro, por que precisa ser em Nova York? Porque se não for em Nova York, eles não vão, é isso? Pois é, essa é a situação. O que acontece é que estava lá todo mundo brasileiro assim. Para não dizer que é todo mundo, eu conversei com dois lobistas americanos que falavam inglês, que estavam sentados na mesma mesa que eu, lá no fundão. Mas...

Era um evento para brasileiros, mas tinha uma pessoa que falava inglês, que era o filho do Trump. Então o evento aconteceu em inglês. Todos os palestrantes falaram em inglês. E o Wesley Batista foi fazer a sua fala inicial. E na fala inicial dele, ele fala assim, olha o seguinte.

Eu preciso dar meu depoimento. Em 2007, a gente começou a investir aqui. Eu vim com a minha família morar nos Estados Unidos, com as crianças. Eu sou um grande admirador dos Estados Unidos. Eu me identifico com a cultura, sobretudo da vida rural, porque eu cresci em fazenda, eu cresci assim. Eles vieram no interior de Goiânia, começaram com o açougue do pai e foram prosperando até se tornar o maior exportador de proteína animal do mundo. São...

enormes fornecedores de carne nos Estados Unidos, inclusive são um dos maiores empresários nos Estados Unidos, ao ponto de terem feito uma doação para a cerimônia de posse do Trump nos Estados Unidos e são altamente influentes na Casa Branca, sobretudo quando diz respeito na relação com o Brasil, na relação com o Lula, intermediando conexões entre eles e telefonemas, enfim. Ele e o Wesley, o Wesley, o José Batista, são absolutamente influentes, inclusive pelo tamanho do império que eles construíram com a JBS.

O Temer concordaria com você? O Temer estava em Nova York, mas não foi a esse evento. O Temer é ligado ao lead do João Dória e o João Dória e o lead fazem eventos que são... Ninguém assume isso, mas que, de alguma forma, concorrem com os do Espera. Mas, enfim.

Esse é o outro assunto. O Wesley, então, fica falando dessa admiração que ele tem pelos Estados Unidos e aí ele passa a dizer que incentivava, conclamava todos os presentes a investirem nos Estados Unidos. Ele falava que toda vez que ele pode, ele dá esse conselho, esse incentivo para os brasileiros investirem nos Estados Unidos.

E aí, ele falou isso tantas vezes e tão entusiasmadamente que quando ele termina de falar, o Donald Trump Jr. fala eu também acho, você está contratado. Então...

O Wesley fala, não, mas veja bem, eu não estou falando isso porque você está aqui, eu estou falando isso porque eu, de fato, penso assim. Ele falou, não, mas tudo bem, está ótimo, a gente concorda e tudo mais. Então, começou assim, essa mesa e tudo mais. E depois, o André Esteves também falou das oportunidades de negócio. Foi um evento muito sobre as qualidades do ambiente de negócios nos Estados Unidos e a necessidade de o Brasil tentar se aproximar mais tanto de um ambiente...

inspirado no modelo americano de negócios no Brasil, quanto também estreitar as relações para aumentar as transações comerciais entre os dois países, entre a iniciativa privada nos dois países, oportunidades de negócio. Afinal, era isso, esse é o tema da Brasil Week, né? Então, o jantar seguiu assim e é isso, tinha muita gente importante circulando por lá.

Eu fiquei muito impressionado com a sua denominação para os VIPs dos VIPs dos VIPs, que você chamou de AAA, porque é exatamente a linguagem que a gente usava lá na Grande Matão para se referir quando o cara era muito top, era AAA, né? Aqui na tradução para o português brasileiro, que é mais simplório do que o da Grande Matão, a gente poderia traduzir por A gargalhada, que é A-A-H-A-H-A-H-A.

muito bom Thaís Bilenk também dá pra falar que é VIP ao cubo você tem o VIP, o VIP ao quadrado e o VIP ao cubo VIP ao cubo, muito bem é isso aí, muito bom a lagosta de Thaís Bilenk com Trump Thaís eu vou te liberar que já são mais de meia noite já estamos na madrugada de quinta-feira e você tem um voo pra pegar amanhã cedo e você precisa dormir, você vai dormir no banquinho aí do lado não

Eu descobri que existe uma cabine no saguão, onde você dorme, tem uma cama. É isso que eu vou fazer. Você aluga? Você aluga isso? Aluga. Quem chegar primeiro pega? Aluga? Não, não. É paga. É bem paga, inclusive. Mas eu não vou ter que sair e passar de novo pela polícia, passar posto. Eles me colocaram num hotel onde eu estaria chegando agora, basicamente, se eu tivesse ido. Então, estamos juntos.

então, boa noite para você espero que você descanse tenha uma boa viagem de volta e nos vemos por aqui nos vemos daremos notícia, Toledo, obrigada pela colaboração, compreensão e tudo mais que você eu estou achando o máximo estou achando divertidíssimo esse programa todo improvisado digamos que tem sua graça

É engraçado, eu gostei. Valeu, Thaís, boa noite pra você. Valeu, Tô lendo. Até mais.

Essa foi a Hora e a Vez da Lagosta com Trump Jr. Eu queria fazer um pedido de desculpas antecipado, porque nesse programa não vai ter a hora mais importante de todas, que é a hora da Horácia. Botei ela até aqui na minha frente, no lugar da Thaís, para homenageá-la, já que hoje ela não vai abrir a boca. Porque, claro, eu não ia fazer uma desfeita com a Thaís e jogar o jogo só com a Horácia e sem ela, né?

Sem contar o risco de perder para Horácia sem a Thaís estar aqui, o que seria um duplo vexame. Então, melhor assim para todo mundo. E vamos à hora que eu mais gosto, que é a hora do comentário dos ouvintes das cartinhas. Vamos lá. Pedro Iglesias no Spotify.

Ninguém explica uma pesquisa como Toledo. Eu começo a me interessar por elas. Muito obrigado, Pedro Iglesias. Depois você passa o pix aí. Leila lá no Spotify também. Thaís e Toledo, nesse tempo de tanta informação distorcida, tenho deixado para me informar sobre o grosso da política com vocês. Os confio. Grande abraço e obrigada. Essa é a ideia, viu, Leila?

A ideia é que a gente consiga poupar vocês daquilo que nem sempre é confiável. Pate lá no nosso grupo de zap sobre os áudios do Flávio Bolsonaro. Taísio Toledo nesse momento fazendo a pauta e torcendo para o Jim Caviezel não aparecer na Polícia Federal depois da gravação. Felizmente isso não aconteceu até agora.

e a Rose lá no nosso grupo no WhatsApp. O país está tão enlouquecido que nem com essa a extrema-direita vai se incomodar. Ela está se referindo, obviamente, ao áudio do Flávio sobre o Vorcaro. Vai ter uma justificativa. Não era dinheiro público. Você sabe que era?

porque, no fundo, o que o grupo do Vorcaro fazia era fabricar dinheiro de mentirinha. E eles auferiam lucro com o dinheiro de verdade que, muitas vezes, fundos de pensão de funcionalismo público de vários estados e prefeituras aplicavam por influência política, que o Vorcaro conseguia junto aos seus parceiros na política.

e aplicavam lá no banco. Então, ao contrário do que diz o Flávio Bolsonaro, pode ser que sim, haja dinheiro público envolvido no financiamento do filme sobre o pai dele. E, finalmente, da Silva, também no grupo de Zap. Agente secreto custou 28 milhões. O Vorcaro financiou Star Wars brasileiro com essa grana. É por aí mesmo. Até a próxima semana.

E aí

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