Reginaldo Lopes fala sobre reforma tributária, escala 6x1 e apps
No JP Ponto Final, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) comenta os avanços da reforma tributária, defende o fim da escala 6x1 e explica a proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O parlamentar também fala sobre regulamentação dos aplicativos, pejotização, previdência, empreendedorismo e os impactos da saúde mental no mercado de trabalho.
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Zé Marinho
Reginaldo Lopes
- Fim da escala 6x1Redução da jornada de trabalho para 40 horas · Dois dias de folga semanais · Impacto na qualidade de vida do trabalhador · Custos para empresas e setores · Adoecimento por questões psicossociais · Déficit previdenciário
- Reforma TributáriaModernização do sistema tributário · Imposto sobre valor agregado (IVA) · Declaração assistida · Imposto por dentro vs. por fora · Redução da carga tributária sobre consumo
- Regulamentação de AplicativosRelação trabalhador-plataforma · Seguro-saúde e contribuição previdenciária · Nanoempreendedor · Transparência do algoritmo · Concorrência leal
- Mentalidade EmpreendedoraAcesso a crédito e juros subsidiados · Liberdade de negociação salarial · Diferença entre CLT e trabalho autônomo · Previdência de capitalização
- Saúde Mental nas Empresas e NR1Impacto do estresse e adoecimento · Pandemia de doença mental pós-pandemia · Educação financeira e combate ao endividamento · Proposta de poupança compulsória sobre jogos
Salve, seja bem-vindo. Pois é, estamos falando dos estúdios da Jovem Pan aqui no Planalto Central do País, Brasília. Uma conversa boa. A gente fala de política, você sabe, né? A política define a sua vida, a casa que você mora, a escola do seu filho e a projeção de futuro. Hoje, nessa conversa boa aqui, o deputado Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais. Deputado, seja bem-vindo aqui aos estúdios da Jovem Pan. Obrigado.
Eu que agradeço, Maria, pelo convite. É uma alegria falar com todos os telespectadores e ouvintes da Jovem Pan. Pois é, o senhor tem participado muito dos momentos políticos, dos debates da reforma tributária. O senhor está com um projeto na pauta do Congresso Nacional sobre o fim da escala 6x1, que nós vamos falar depois. Antes, vamos falar um pouco sobre a reforma tributária. Como é que está? Já a partir do ano que vem já começa a aplicar a reforma tributária.
Super bem.
Nosso portal da reforma tributária, que está monitorando a obrigação acessória desse ano, que é, na verdade, calcular qual vai ser a líquida do imposto de valor agregado, que inicia no ano de 2027, foi considerado o mais moderno, tecnológico e mais potente data center do mundo em relação ao sistema tributário. Então, Zé Maria, nós vamos ter um sistema que é o pior do mundo.
mais confuso, mais complexo, mais atrasado do ponto de vista tecnológico, para ter um sistema mais moderno, que vai garantir ao povo brasileiro declaração assistida em relação ao imposto sobre consumo. Ou seja, o empresário, a cada 30 dias, vai receber e ele vai fazer uma análise contábil e confirmar se aquilo ali que ele vai pagar...
de imposto. Então é muito moderno. A promessa é de que era na taxa de impostos do Brasil, na carga tributária? Sim, você pode ter certeza. Hoje, o setor, o imposto sobre consumo, é esse imposto que o cidadão paga todos os dias. Mas é um imposto escondido. O cidadão não sabe o que está pagando.
Todo mundo só lembra de pagar imposto quando é imposto de renda, quando vai lá pagar. Mas quando vai no supermercado, você paga imposto. É isso que você falou. A política ali tem imposto. O imposto no Brasil, eu falo que ele é convarde, porque ele é por dentro. A partir de 2027, o imposto é por fora.
É o sujeito oculto, né, Leandro? Que tira 53% da receita dos mais pobres, porque o imposto hoje, na média, no setor industrial, produtos de valor agregado, chega até 53%. Ele vai cair para 26,5%. Essa é a trava, é o teto. E nós vamos arrecadar o mesmo tanto. Você deve estar perguntando, cidadão em casa, que milagre é esse? É porque no direito tributário, quando todos pagam...
Todos podem pagar menor carga tributária. Exatamente, a justiça tributária. Deputado, um projeto seu está na pauta, né? São dois projetos, o da Erika Hilton e o projeto do senhor sobre o fim da semana 6x1. E aí o da Erika Hilton foi apensado ao seu. Então vamos lá. O projeto do deputado Reginaldo Lopes diz o seguinte, que o trabalhador terá que ter dois dias de folga por semana.
E a jornada de trabalho é hoje de 44 e pelo projeto dele cai para 36 horas. Mas o senhor já está pensando a cargo horário, repensando na verdade. Sim, Zé Maria. Uma boa oportunidade para eu explicar o contexto. Em 2019...
Eu apresentei a emenda constitucional 221 de 19. Ela é a primeira. O regimento da Câmara propõe que todos os assuntos correlatos são apensados. Por isso, a PEC da deputada Erika Hilton é apensada a minha PEC. Ela se torna a principal que vai à apreciação.
Lá em 2019, eu propunha sairmos de 44 horas semanais de trabalho para 36 horas, com dois anos de implementação e oito anos de transição. Ou seja, a cada um ano, reduziria uma hora de trabalho.
chegaríamos depois de oito anos a 36 anos. Vai dar tempo de adaptar, né? É, diluir o custo, o risco do processo infracionário ser transferido para o consumidor, para o preço. Só tem que passar uns sete anos. E agora o governo presidente Lula enviou um PL, um projeto de lei, aonde ele ouviu a sociedade...
E nós, que somos autores, nós fomos convidados em dezembro ao Palácio do Planalto, junto com o presidente Lula, nós decidimos uma convergência. Qual é esta convergência? Que o momento para essa década é uma redução para 40 horas.
permitindo, evidente, setores fazerem acordos coletivos para uma jornada menor. No Brasil já tem jornada de 24 horas, de 30 horas, de 36 horas, de 40 horas, de 44 horas. Então, o que nós estamos dizendo? No máximo, lá no TETOS...
No texto constitucional, hoje tem previsão de 44 horas. Então, a ideia é reduzir para 40 horas. E não tem uma previsão de escala. Aí sim nós vamos introduzir dois dias de folga. Hoje é um dia de folga. Por isso que fala o fim da escala 6 por 1. Dois dias de folga e um necessariamente no domingo, né? Sim, aí continua a obrigatoriedade do domingo do mês. Agora, não são consecutivos.
É de acordo a... O seu projeto prevê dois dias de descanso, mas esses dois dias podem ser negociados. Sim, vai ser de acordo a combinação do rodízio ali entre os funcionários daquele estabelecimento econômico. É porque a minha... Aí o senhor fez a pergunta.
Eu vou apresentar, então, agora, na instalação da Comissão Especial, uma emenda, a minha emenda constitucional. E o espírito é trazer para o debate, para que o relator que foi indicado, o deputado Léo Prats, da Bahia, possa, então, ter...
Um documento, ter uma proposta que representa esse anseio da sociedade, que nesse momento tem apoio de 80% da sociedade para o fim da escala 6x1, por uma escala 5x2 e a redução para 40 horas. Na juventude tem 90% de aprovação popular.
Só para explicar melhor o projeto. Então, o projeto define que a jornada de trabalho será de 40 horas semanais. Hoje, quatro. Hoje é um descanso obrigatório por semana.
Preferencialmente aos domingos e obrigatoriamente um domingo por mês. O seu projeto estabelece duas folgas e esses dois dias as empresas vão discutir com os sindicatos laborais de trabalhadores. E é por setor. Sim, tem setores, por exemplo, o setor da indústria. Praticamente é sábado e domingo.
Na indústria, 89% já pratica escala 5x2 com uma jornada de trabalho em média 39,2 horas.
Aí, nesse caso aí, por exemplo, setores como shoppings, restaurantes e tal, que trabalham domingo, eles vão negociar, evidentemente, com os sindicatos. Fazer um revezamento ali, o rodízio entre aquele grupo de trabalhadores, colaboradores, e vão definir ali os dias de descanso.
Houve uma reação muito grande, muito forte. A gente viu que não tinha e tal, mas agora já existe. A CNI mostrou que haverá um aumento do custo muito forte e também dificuldades, inclusive, para manter certos setores. Como é que o senhor vê? O que eu vejo é que uma lei não pode engessar todos os setores, porque existem características próprias. Zé Maria, tenho muita desinformação.
Pensa bem, no passado, a gente trabalhava e o trabalho ficava no estabelecimento laboral, na empresa. Hoje, você trabalha na empresa e leva o trabalho na palma da mão, no notebook, no smartphone. Mudou muito. Olha, um trabalhador precisar ir seis vezes numa empresa para trabalhar mais quatro horas.
Realmente, não precisa. Nós temos que pensar na qualidade de vida desse trabalhador. As pessoas falam assim, eu falei isso na CNI com muita, eu sou muito amigo, eu condenei a reforma tributária, tenho admiração pelo setor agro, pelo setor empresarial, mas eles precisam compreender que o maior patrimônio de qualquer empresa é o método, processo e governança.
E os recursos humanos. O maior patrimônio não são os bens de capitais, não são as máquinas. É o ser humano. E esse trabalhador, ele está pedindo por mais um dia. Vários sindicatos patronais mudaram de...
opinião nesses últimos sete anos. Quando eu comecei, era muito contrário. Hoje, pela ausência e quando um trabalhador falta, eu fui no debate em São Paulo que tem 80% de falta dos seus trabalhadores pelo menos uma vez na semana. Porque ele precisa daquele dia para resolver ir na escola dos filhos, ir à igreja, buscar um curso de qualificação, ir ao banco. Ele precisa, ele está pedindo esse dia.
Você tem a alta rotatividade, não se contrata mais. Se o empresário convocar o jovem para trabalhar e propor 6x1, não preenche a vaga. Ele pode até aparecer na entrevista, às vezes nem aparece. Pode aparecer, mas não toma posse.
Olha, centenas de depoimentos. Quase milhares de empresas, sabe o que fizeram? Anteciparam no ano de 2026. E no ano de 2025, 5 por 2 e estão preenchendo vagas. Mas eu vou te dizer uma coisa. Em 88, o presidente Lula era deputado constituinte. O acordo era para 40 horas.
fizeram essa chamada, vamos fazer uma transição, 44 horas, permitindo acordos coletivos. A classe média, as pessoas com maior qualificação profissional, dois terços, são 105 milhões de trabalhadores do Brasil, dois terços conseguiram...
uma jornada melhor que 40 horas e conseguiram 5 por 2. Dois terços. Um terço não conseguiram. E não vão conseguir no acordo com o objetivo. 5 por 2 é fórum de sábado e domingo. E esse um terço, que representa 31,7 milhões de trabalhadores, e parece até paradoxal o que eu vou te falar, Zé Maria, mas no Brasil, quem trabalha mais...
Você sabe que ganha menos? Sim. E quem trabalha menos... Depende do conceito de trabalho. E quem trabalha menos, você sabia que entrega as obrigações operacionais num tempo menor do que quem trabalha mais?
Quem trabalha menos é mais produtivo de quem trabalha mais. O que comprova isso? Aí depende do setor. Tem setor que precisa estar lá e precisa trabalhar. E não tem como entregar se ele tem que estar no local. Se ele fizer um descanso. Porque é o seguinte. Quanto custa a redução da jornada de trabalho? O fim dessa escala 6x1? E quanto?
Custa não fazer. Eu diria para você que não fazer, não acabar com a escala 6 por 1, custa mais ao país. Eu vou te contar qual é a conta. A conta é o seguinte, 2024. 484 mil funcionários afastados por questão psicossocial, estresse emocional, físico e mental para a Seguridade Social. E qual que é o maior déficit das contas públicas? Todo mundo fala em equilíbrio das contas públicas. Fala em reforma da Previdência. A reforma da Previdência é...
evitar que o trabalhador adoeça no trabalho. Esse ano 2025, fechou os dados, 545 mil trabalhadores afastados. O nosso déficit previdenciário é 8% de déficit nominal do PIB.
E o que acontece quando você tem uma poupança interna pequena e o déficit nominal grande? Aumenta a taxa de juros. A taxa de juros prejudica todo o setor empresarial, todos os tomadores de empréstimo, o cidadão que está endividado, 81 milhões de pessoas, o cheque especial, o consignado, o cartão de crédito. Então custa muito. E sem falar, se a gente continuar nesse ritmo, que depois da pandemia o Brasil vive uma pandemia de doença mental,
Em 10, 20 anos, nós vamos ter o apagão de mão de obra. Porque acontece dois problemas. Esse adoecimento, que afasta meio milhão de trabalhadores por ano, para a questão mental. E tem outro problema, que 36% desses trabalhadores não aceita formalizar, ter contrato formal, obrigação. É que é vender o tempo livre. Mas vender o tempo livre para o mercado regular, ele não topa. E o que as pesquisas estão dizendo?
80% topam sim, Zé Maria. Vender parte do seu tempo livre para o mercado formal e ter parte do seu tempo livre para a qualidade de vida. Então nós vamos empregar mais gente. Isso vai resolver o déficit fiscal do país. Eu fico com a impressão que isso que o senhor fala vai na contramão do seu projeto. Porque o projeto do senhor engessa mais. Não.
O mercado se regula exatamente porque não aceitar uma semana 6 por 1 é uma opção do trabalhador hoje. Então, mas aí o mercado fica sem trabalhador, porque o trabalhador está dizendo o seguinte, eu vendo sim 30% desses 36%, topa então formalizar no mercado formal. Então, você resolve o problema da falta de mão de obra.
A regularidade desse trabalhador no serviço... O senhor acha que vai formalizar a economia? Eu vou te dar um dado, vou dar um dado. Não é achismo, porque a gente tem que pegar os dados. Em 88, o setor empresarial falou que vai aumentar a informalidade, o desemprego, vai quebrar a economia, é um caos. O que aconteceu? Nós tínhamos 58% de informalidade no mundo do trabalho.
Caiu para 36%. Formalizou 22%. Porque a gente tem que pegar os dados que existem, que são verdadeiros. E a produtividade no Brasil...
Avançou, melhorou. Mas só que tem que, de fato, os mais vulneráveis, os trabalhadores com menor qualificação profissional, não conseguiram essa redução para 40 horas, ou para 36 horas, ou para 30 horas, e não conseguiram acabar com essa escala 6 por 1. Mas o que aconteceu nesses últimos quase 40 anos, Zé Maria? Aconteceu o seguinte, avanço tecnológico.
inteligência artificial embarcado nas máquinas e também generativa, que é a revolução, reforma tributária, só teve ganho de produtividade e competitividade. Eu, sinceramente, eu falei isso para a CNI e repito aqui, eu falei publicamente na agenda legislativa. Eu recebi a agenda legislativa da CNI. Participei de um debate com a senadora Tereza Cristina. E qual foi a minha posição quando me perguntaram sobre esse tema?
Um Brasil moderno, um país precisa para ser nação, ter um projeto de nação, um projeto para ser de indústria. Países que não têm indústria são países vulneráveis. Nós temos que ser um país industrializado. E tem que ser moderno, tecnológico, digital, sustentável. E aí, se você não tem... E uma economia livre, né? E é o seguinte, precisa desses colaboradores.
Então a indústria deveria ser a primeira, a CNI deveria ser a primeira confederação nacional a dizer sim. Como fez a Anfávia. A Anfávia apoia o fim do 6x1. Não assinou o manifesto que a CNI puxou. Porque compreender que isso é uma qualidade de vida. Talvez levaram lá do Ayrton Ford, da Ford, em 1920, que reduziu a jornada de trabalho, aumentou o salário para que os trabalhadores pudessem comprar o carro que eles fabricavam.
O capitalista, hein? Não estou citando aqui ninguém socialista. A revolução industrial chegou e realmente eram jornadas extenuantes, de 16 horas. Enfim, de repente foi preciso regulamentar, mas a onda agora é liberar. Nessa mesma linha, o Congresso Nacional tem um novo debate, que é sobre a regulamentação dos aplicativos.
Uma proposta que foi apresentada ao Congresso, que está sendo relatada pelo deputado Augusto Coutinho, que é liberal e surpreendeu até setores que ficaram insatisfeitos quando viram que ele estava querendo.
Exatamente, vamos dizer, colocar marcos de responsabilidade das plataformas com relação à regularização, formalização e também com relação ao funcionário.
Esse assunto deu uma parada, né? Sim, mas o último texto do deputado Augusto Coutinho é um texto muito equilibrado. Eu, pessoalmente, gostei muito do texto. Primeiro, reconheceu a relação do trabalhador com a plataforma. A plataforma faz a mediação e o trabalhador autônomo...
fiscalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Eu gostei desse conceito. Ele fala de seguro, que é importante. Depois ele garantiu o seguro-saúde. Eu sou mais radical com ele, porque no direito previdenciário, eu sou contra o trabalhador pagar da plataforma. Quem tem que pagar é a plataforma. O trabalhador não precisa pagar. Nós, você que é de Medina, apesar que alguém falou bem o que você falou, que era de...
Taio Beiras. Não, ele é de Medina. Medina. Acho que ele teve parentes de Taio Beiras. Aí estava disputando. Eu garanti que o senhor é de Medina. É a minha região, mas eu sou de Medina. Então, lá tem trabalhadores rurais. E a Constituição de 88 garantiu o seguro e a postura especial para o trabalhador rural. O trabalhador de plataforma deveria ter o mesmo conceito. A contribuição deveria ser feita pela plataforma. Dentro daquele conceito que eu criei na reforma tributária, que chama nanoempreendedor.
O nanoempreendedor é uma pessoa física não contribuinte do ponto de vista tributário. E para o trabalhador de aplicativo, eu considerei que a receita líquida dele é 25% só do seu faturamento, porque 75% é custo. O que eu resolvi isso? Eu tirei a plataforma, o trabalhador de plataforma.
os trabalhadores da plataforma, os motofrentistas, os motoboy, os entregadores, os motoristas, os taxistas, os caminhoneiros autônomos, todos esses, eles não vão pagar imposto sobre serviço nem sobre mercadoria, porque o nano empreendedor considera que a receita dele, 75% é custo. Então ele pode faturar até R$ 3.500 por mês, R$ 192 mil por ano. Então eu estou dizendo isso, R$ 162 mil por ano, desculpa.
Então eu estou dizendo isso, que é possível a gente pensar. E já foi aprovado na reforma tributária. Eu criei essa figura. O nano. O nano empreendedor é uma pessoa física não contribuinte. Por exemplo, tem as revendedoras. As vendedoras de porta em porta são 5,1 milhões de pessoas que vendem. E às vezes é a segunda renda. E tem muito trabalhador de plataforma que é a segunda renda.
A ideia da plataforma é exatamente pegar isso, a segunda renda. E a gente podia fazer as micro-apositorias, a gente devia criar um sistema de apositorias. Nesse caso das plataformas, o senhor defende o quê? Que tenha vínculos de trabalho? Não.
que a plataforma é intermediadora e o trabalhador autônomo. E o tribunal trabalha regulo. Aí ele se colocaria como autônomo. Sim, como nanoempreendedor. Aí ele pagaria o seguro, o seguro-saúde. Ele não paga nada. Quem paga é as plataformas. E nem previdenciar. Quem deveria pagar a contribuição previdenciária são as plataformas. E elas topam. Não precisa cobrar. Hoje está justo o relacionamento? Não.
Precisa garantir mais direitos. Eu vejo que são três pontos. A transparência é o algoritmo, o algoritmo que eles lutam, para saber com transparência, com preço, quanto que cobra o consumidor, quanto fica a plataforma e quanto fica o trabalhador. Isso é importante. Esta relação bem ajustada e quem fiscaliza, eu acho que como ficou no texto do...
O Augusto Coutinho ficou positivo, ou seja, reconhece o papel de intermediação das plataformas e também o trabalho autônomo. Eu acho que nós precisamos definir esse nanoempreendedor e a gente deve ter uma política de incentivo ao empreendedorismo no Brasil. Que esse cidadão começa ali como nanoempreendedor, mas ele deve ter crédito, ele deve ter aposentoria, ele deve ter qualificação, ele deve ter acesso a treinamento, ele deve ter financiamento.
Então, acho que é isso que é positivo. Então, é isso. Acho que é por aí que a gente deveria ajudar esses trabalhadores de aplicativos. Pois é. E a gente fala muito aqui em aplicativos de transporte. Nesse caso, é a regulamentação do quatro rodas, que é Uber, 1,99, enfim. Os transportes existem em 600.
600 grupos de plataformas desse tipo, que eu nem sabia que tinha tantos. Tem muitas. Tem regionais locais, micro-regionais, tem muitas plataformas. Isso. E a gente fala regulamentação, não, mas elas já estão regulamentadas. E regulamentadas pela empresa. A empresa coloca as suas regras e pronto. Quer dizer, não pode existir um setor onde a regulamentação é do próprio.
Do próprio setor. A reforma tributária tem uma obrigação acessória. Então, a gente vai saber com transparência o faturamento. Vamos saber também com transparência o faturamento desse trabalhador. Eu estou dizendo que não tem que ter obrigação acessória nenhuma para esse trabalhador. Mas é evidente que a gente deve ter um controle justamente para saber se a plataforma está pagando os devidos impostos que são justos para a nação.
Pois é, mas o meu raciocínio é o seguinte, é que tudo está se direcionando. Ela faz a mediação, então ela faz a mediação do trabalhador, mas ela também faz a mediação... Ela é empresa de tecnologia, não é de transporte. Ela faz a mediação com o restaurante, com a logística, com o supermercado.
Com as entregas. Ela também tem que ter qual responsabilidade para saber se aquele setor está sonegando ou não. Porque voltamos lá. Nós vamos reduzir a carga tributária no Brasil no princípio da concorrência leal. Porque quando alguém não paga imposto é uma concorrência desleal. Porque não tem café grátis. Para o senhor Antônio de uma padaria não pagar imposto, o senhor Manuel está pagando para ele. Então a gente ajustou muito isso na reforma tributária.
Mas o que eu queria dizer é o seguinte, a exemplo do que acontece nas plataformas de transporte, existem agora empresas que mediam vários tipos de trabalho. E tem também os contratos PJ que aumentaram no país inteiro, que é uma realidade e que é uma nova relação. Pode chegar a um ponto de regulamentação? Eu defendi hoje na bancada do meu partido.
juros para empreender porque quem está pagando juros são os pobres selic 15% quem paga são os pobres 65% no brasil do crédito ele é direcionado ele é subsidiado
Então, você tem muitos créditos para o empresário, os bancos públicos, tem muito para a agronegócio, para a agricultura familiar. Então, nós devemos ter um programa que unificasse juros para empreender. Para o empreendedorismo. O Brasil precisa tratar e ter acesso a crédito para esses empreendedores, não com esse absurdo de uma taxa de 15%.
Então, subsidiar esses juros e fazer o Brasil ser o grande país do empreendedorismo, da prosperidade. O Brasil é muito dinâmico e tem essa pejotização. As pessoas sonham em ter liberdade, em empreender. Eu sou favorável. Agora, eu estou protegendo, no fim da escala 6x1, aquele trabalhador que fez a opção para o CLT. Nós temos que protegê-los. Porque setores liberais falam assim, vamos fazer por hora. Não tem problema. Quanto que é a hora nos Estados Unidos do trabalhador? 60 dólares.
E quanto que é a hora trabalhada no Brasil? 6,35 dólares. É muito diferente. 60 dólares uma hora do trabalhador mais simples na economia norte-americana. Aqui, 6,35 reais. Imagine esse trabalhador com 6,35 reais. Com nenhuma garantia.
sem fundo de garantia de tempo civil, sem proteção à saúde, sem previdência compulsória, como seria o futuro desse país? Então, às vezes, a ideia parece bonita, dá uma liberdade, mas é a barbárie, na verdade. Então, nós temos dois modelos.
Então, é evidente que aqueles que querem ousar empreender, têm talento, querem ter uma relação comercial na pessoa justa, não tem problema algum. Aí ele tem a liberdade de fazer a negociação do salário, mudar, ele tem um serviço qualificado para vender.
Porque aí, com certeza, demanda oferta e procura. Mudou demais as relações de trabalho. Nós temos que compreender essas mudanças e temos que garantir algum tipo de previdência, de capitalização. A CLT ficou velha? Não, ela tem um papel. Eu acho que são modelos de propostas e propósitos diferentes. Tem pessoas que preferem essa segurança da CLT e tem pessoas que...
Prefere essa ousadia da livre negociação direta com o empresário. Os sindicatos estão entendendo isso? Então, acho que o governo também tem que entender isso melhor.
Nós temos que ter juros para empreender, crédito para empreender, subsidiar esses setores que estão buscando empreender no país, gerar prosperidade, gerar empregos. Então, nós temos que ter também um olhar para esses trabalhadores, para esses novos trabalhadores. Precisamos ter uma previdência de capitalização, porque a nossa previdência é uma previdência compulsória. É uma previdência de...
Repartição, junta tudo e reparte. Nós precisamos também ter para esses trabalhadores novos do mundo do empreendedorismo um modelo de previdência que eles podem, inclusive, utilizar os seus próprios recursos para empreender. Ter um fundo desses trabalhadores de capitalização, onde a gente deve fomentar eles a poupar e ter uma poupança doméstica.
Nós temos um país muito atrasado do ponto de vista da educação financeira. Por que nós somos uma população super atendividada? São por vários problemas. A receita é pequena, a renda per capita precisa melhorar, nós vamos colocar mais dinheiro no bolso do povo, fazer o Brasil ficar mais rico e melhorar a renda per capita. Mas tem um problema agora dos jogos, nós temos que acabar com esses cassinos na palma da mão.
acabar, não pode ter cassino online, tem que acabar. Jogos esportivos é outra coisa, cassino online é proibido, não tem previsão constitucional, a gente tem que acabar com esse negócio. Mas nós temos que ter uma cultura educacional, nós temos que mostrar para o nosso povo, e a escola, lá na primeira infância, não é só ensinar equação de primeiro grau, equação de segundo grau, integral, derivada, nós temos que ensinar matemática financeira, porque os ricos, eles são rentistas, eles colocam o dinheiro para gerar juros para eles. Nós, os mais pobres...
trabalha para pagar juros. Então não podemos aceitar isso. Eu tenho até uma proposta que eu vou apresentar. O senhor não é pobre há muito tempo. Nós temos que apresentar uma proposta, Zé Maria, que é o seguinte, se a pessoa jogar...
Se ela jogar R$100, nós temos que pegar 50% dessa renda, fazer uma poupança compulsória para ela. E cinco anos depois liberar para ela, para ela perceber o que ela perdeu jogando e o que ela ganhou de juros sobre juros, devolvendo para criar uma cultura de política de educação financeira.
Pois é, essa conversa aqui com o deputado Reginaldo Lopes, o autor desse projeto que está em debate no Congresso Nacional, ganhou prioridade, que é o fim da semana 6x1. Deputado, muito obrigado, foi uma boa conversa aqui no Panto Final. E obrigado a você, continue aqui na Jovem Pan.
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