Episódios de Roda de Ginástica

EP 102 – Jogos Sul-Americanos da Juventude e muito mais.

01 de maio de 20261h8min
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Neste EP, comentamos tudo sobre os Jogos Sul-Americanos da Juventude e ainda mergulhamos em uma verdadeira salada de polêmicas pelo mundinho da ginástica

Aproveita o feriadão, dá o play e vem ouvir ginástica com a gente!

Participantes neste episódio2
A

Alex

Co-hostPastor
J

Júnior

Co-host
Assuntos7
  • Jogos Sul-Americanos da JuventudeDesempenho masculino por equipes · Desempenho feminino por equipes · Destaques individuais masculinos · Destaques individuais femininos · Comparativo com gerações anteriores · Importância da experiência internacional
  • Troca de nacionalidade na ginásticaCaso de Diana Larrui (França para Argélia) · Impacto na classificação para o Mundial · Comparativo com americanas naturalizadas para Filipinas · Críticas à Argélia por 'imperialismo reverso'
  • Caso Cristal Bezerra e Bia PragosoParecer da CBG e repreensão verbal a Bia Pragoso · Histórico de maus-tratos na ginástica brasileira · Falta de suporte da CBG no tratamento de lesões · Diferença de tratamento entre atletas
  • Ginástica RomêniaFederação Romena impede Amália Maraguarda de treinar · Recusa em financiar recuperação de lesão · Comparativo com a decisão de Ana Barbosa de sair do país
  • Desempenho Ana Barbosa NCAAVice-campeã de solo na NCAA · Comparativo com a equipe vencedora (Oklahoma)
  • Sabrina Voinea e a ginástica romenaParticipação no gala da Nadia Comanetti · Boatos de agressão física · Retorno aos treinos após cirurgia de apendicite
  • Competicoes e EventosCobertura do Troféu Brasil · Entrevista com Renata Valente · Novidades para o Pan
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Você está ouvindo Roda de Ginástica, seu podcast mais completo e sincerão sobre ginástica artística. Salve, salve, seja muito bem-vindo ao Roda de Ginástica. Agora é a continuação do episódio anterior, que a gente tem muita coisa para falar, então vamos dividir. Então a gente fez desse jeito.

Se você perdeu a primeira parte que a gente comentou, a Copa do Mundo de Oziek e a Copa do Mundo do Cairo com a participação das brasileiras, vai lá que a gente falou bastante coisa. E hoje temos muito mais coisas para falar, né? E aí, Júnior? E aí, Alex? Como é que vocês estão? Fala, pessoal. Mais uma parte aqui do episódio que a gente já começou na primeira parte. Muita fofoca, muita polêmica. E hoje vai ter muita mais polêmica, muito mais pop-up para conversar aqui. Então, bora que bora que tem muito papo hoje.

Fala pessoal, como é que vocês estão? Vamos dar continuidade aqui nesse episódio super especial e hoje a gente vai tocar naqueles assuntos que só o Roda tem coragem, né? A gente não tem medo do cancelamento e a gente vai falar sobre tudo. Vem com a gente que vai ser bem legal. Polêmicas, polêmicas. E é isso, gente.

Mas assim, a gente vai começar falando do desempenho do Brasil nos Jogos Sul-Americanos Junior que aconteceram lá na cidade do Panamá. A gente teve resultados muito bons por equipes, né? O ouro tanto no masculino quanto no feminino e algumas outras medalhas também. Vamos comentar porque... Enfim, né gente?

tem muita coisa para falar hoje é no masculino como eu comentei com vocês Brasil foi campeão medalha de ouro com 200 283.200 aqui do com Tiago Capela Matheus Fernandes José Luiz Miranda Rafael Passos e João Silva a gente teve ali a Argentina com a prata com 278 150

uma diferença de mais de 10 pontos. E depois o Equador, em terceiro, que para mim foi uma grande surpresa, eles ficaram com 270,400. E no índice do geral, a gente acabou ficando na quarta colocação, não tínhamos a medalha no índice do geral, tanto no masculino quanto no feminino, isso também aconteceu com o mesmo nível de competição.

O Thiago Capela ficou em quarto lugar, seguido ali do Matheus Fernandes. E o Rafael Passos em sétimo. Então o Brasil ficou em quarto, quinto e sétimo lugar. Aí depois teve o José Luiz Miranda e o Diogo Silva. Só para lembrar, pessoal, essa é uma competição que é multiesportiva, como se fossem os Jogos Sul-Americanos que acontecem. E vão acontecer também esse ano, se não me engano, lá na Argentina.

Essa é a versão para os juvenis. E o Brasil acabou conseguindo várias medalhas, e isso bombou o nosso quadro de medalhas como um todo. E no feminino, no caso aqui da competição por equipes,

A gente teve Brasil também com ouro, Ana Paula Delgado, Sofia dos Santos, Brenda Faria, Yasmin Mota e Sofia Soares, 184,900. E o Uruguai ficou em segundo lugar. Isso aqui me surpreendeu bastante, mas eu fiquei muito feliz por elas. 182,475, uma diferença muito pequenininha para o Brasil, 2,5 de diferença só.

e a Argentina ali em terceiro lugar com 179,650. Então a gente vê aqui que no masculino a gente conseguiu ganhar com uma certa vantagem, né? Mas isso não aconteceu no feminino. Aí temos muitos comentários sobre isso aí, né, pessoal? O que é que é começar? Eu vou começar aqui rapidinho, Renan, porque eu achei que o masculino foi muito legal do Brasil. Eu acho que os meninos estão vindo bem fortes aí. Eu fiquei bem feliz pelo resultado deles, Renan Aron.

com um certo conforto, como você comentou ali, entre o primeiro e o segundo lugar. E acho que os meninos fizeram direitinho, sabe? Teve questões que podem ser melhoradas, mas assim, dentro de tudo, os meninos foram muito bem, principalmente no solo, destacar o artístico do Thiago Capella, que eu achei muito interessante, sabe? Eu acho que aquele camp que eles fizeram com aquela treinadora italiana.

que veio até o Brasil para dar um camping para os meninos, foi muito bom para ele, sabe? Porque eu acho que os meninos ficaram muito mais fluídos no solo, fizeram as ligações de artístico com as acrobacias também, sabe? Achei as escalas do Tiago Capela muito interessantes também, como ele colocou na série.

Em consideração dos outros meninos também, achei muito interessante os resultados, sabe? Quase todo mundo pegou final, o Brasil chegou ali em cima. Então, estou fazendo uma lição de casa, os meninos estão fazendo certinho, estou vendo que os meninos do Pinheiros, principalmente, vêm se destacando bastante nas últimas competições. E a galera está subindo para o adulto esse ano, ano que vem. Então, tipo assim, tem muita gente para o masculino para a gente brincar de equipe, sabe? Eu acho que a questão do feminino...

A gente tem menos meninas que a gente pode contar, assim, com as notas, mas o masculino tem mais meninos que têm notas mais estáveis, sabe? Não só o Tiago Capela, por exemplo, o Pedro Silvestre também é um menino que está vindo agora para o adulto e tem umas notas super interessantes. Então, achei que os meninos foram, assim, super bem. E meus parabéns, sabe, para os treinadores, para os meninos também.

que voltaram para casa cheia de medalhas. Eu não tenho muitas considerações sobre o masculino. Acho que os meninos mandaram bem, fizeram o dever de casa, e isso já é um ponto importante, sim. Como o nosso masculino não tem tido muito destaque ultimamente, acho que chegar e fazer o básico já tem sido bem satisfatório. E meus comentários se restringem a isso mesmo, que eu não acompanhei tanto.

Eu concordo com vocês e assim, eles fizeram séries limpas, né? A gente teve, principalmente ali na competição por equipes, foram poucos erros. Eles competiram muito bem, mas faltou dificuldade. Só que assim, se você for pegar o que a competição precisava para vencer, eles fizeram mais que o suficiente, né? A gente conseguiu ali uma...

uma soberania mesmo, uma certa diferença para o segundo lugar na competição por equipes. Mas a gente olhando para nível mundo, porque a gente tem também a Olimpíada esse ano juvenil, é um pouquinho complicado, sabe? Enfim, acho que a gente precisa de mais dificuldade, acho que a gente consegue ver uma melhora sim com o investimento que está sendo feito. O Gino comentou...

O estágio que a gente teve recentemente de uma treinadora italiana lá no CT, a gente vê que tem tido melhora, né? Principalmente no cavalo com ossos. O primeiro colocado na classe 4 horas foi o brasileiro, foi o Matheus.

Então, é um aparelho que a gente está tendo um pouquinho de melhora, só que eu senti falta de dificuldade como um todo. Umas nossas vezes de 2.9, de 3, enfim. Mas a competição como um todo, né, estava com o AD bem baixo. Não foi exclusividade do Brasil, não. Total, amigo. E, tipo assim, eu acho que a questão do AD baixa também tem muito que ser uma questão de que eles não são adultos ainda, sabe? Então...

Já tinha esperado, já estava esperando mais ou menos.

umas 10 mais baixas, porque tampouco na idade desses meninos eles fazem muitas coisas, sabe? Então, de volta, acho que com o de baixo e a execução lá no teto, medalha, sabe? Tem como medalhar, tem como levar pra casa uma medalha de ouro, uma de prato, uma de bronze, os meninos levaram, sabe? Então, assim, eu sou muito defensor de fazer o seguro com uma execução lá em cima, sabe? E acho que o Brasil jogou muito bem no masculino nesse sentido. Total, total. Eles eles.

se propuseram a fazer aquela dificuldade, que era um pouco mais baixa, mas que eles conseguiriam acertar e acertaram. Mas assim, eu quero saber que a gente pode um pouco mais, sabe? É mais ou menos isso. Só que por essa competição, realmente, foi mais que o suficiente. A gente saiu de lá com medalha de ouro por equipes e eu acho que esse era o objetivo. Sim, amigo, total. Agora, no feminino,

falei aqui também do registrado delas, a gente já teve uma diferença muito pequenininha para uma zebra. O Uruguai conquistou a primeira medalha por equipes, já foi de prata, a Argentina que era a favorita ali, ficou com bronze, e o Brasil confirmou o favoritismo, só que teve uma diferença pequena, de dois pontos. Ainda mais considerando que nessa competição especificamente, a gente conta com quatro notas.

Então, o país que tem mais ginastas generalistas...

leva mais vantagem. Eu acredito que é por isso que o Brasil conseguiu aí, porque algumas ginastas do Uruguai e da Argentina estavam contando com 9. Então, as nossas meninas, elas fizeram também uma D mais baixa ali, mas acertando. Infelizmente, tivemos a perda da Sofia Soares, logo na primeira rotação, no primeiro dia de competição. Ela lesionou fazendo um Newtchenko com pirueta no salto.

E a gente não teve confirmação ainda de qual quadro dela, né? Mas ela não prosseguiu a competição. E nisso aí acabou que a gente ficou sem nota de descarte. Então era muito importante que as nossas meninas acertassem as séries, mesmo que mais simples, para poder garantir aí uma nota, porque as outras estavam realmente errando muito.

E deu certo a estratégia, né? Mas é aquela questão. Foi até levantado no Twitter, que eu vi durante as semanas atrás, quando o Rebeca e o Flávio participaram dessa competição, a gente ganhou com mais de 20 pontos de diferença. Agora foram dois pontos, né? Mas ainda assim uma vitória.

Igual no masculino, eu quero saber que as meninas conseguem um pouquinho mais, sabe? Porque, poxa, a gente tem uma safra boa, né? E as meninas são novas também, a Ana Paula e a Brenda, elas são juvenis, mas primeiro ano juvenil. Então, elas são, na verdade, para 2028, né? Elas podem competir no adulto. Mas, queria ver um pouquinho mais de dificuldade, sabe?

Enfim, só esse gostinho de quero mais. Só que se a estratégia foi colocar essa depressa competição, foi mais que válido. Amigo, eu achei as meninas do Brasil muito fofinhas. A minha consideração aqui para a Ana Paula é que é muito fofinha. Ela já tem a identidade visual dela, sabe? A Anjiva tem os copos dela.

Ela é muito fofinha, ela é muito delicada, ela tem uma elasticidade super fofa, então, tipo assim, virei presidente do fã-clube da Ana Paula Delgado no Brasil, sabe? Porque a menina, ela tem muito talento, eu acho muito fofinho, como a menina que tá chegando no juvenil agora, tá se jogando nas dificuldades, tá fazendo as coisas direitinho, faz a probacia difíceis, tem um artístico super legal também, então, eu acho que ela vem muito interessante aí.

E fiquei muito triste, sabe? Porque lesionar fazendo FTI é duro, né, amigo? E eu fiquei bastante chateado que eles ficaram revisitando o trauma da menina toda hora, colocando a câmera na cara dela, dando zoom, sabe? Repetindo a lesão da menina no ao vivo. Então, achei meio pai a isso. Porque, de volta de água, eu comentei várias vezes que não gosto muito de transmissão carniceira. Eu gosto de ver as meninas fazendo as coisas bem.

E quando cai, quando se machuca, tem que trocar a câmera na hora, na minha opinião.

Mas assim, de volta, acho que as meninas foram super bonitinhas. A Ana Paula, pra mim, é o destaque da equipe. Ela meio que deu aquela carregada na equipe no sentido do artístico, no sentido de colocar as meninas também num lugar de tranquilidade, sabe? Porque eu vi que ela tava nervosa, mas todo o tempo ela tava falando com as meninas, conversando, abraçando, tranquilizando. Então, tipo assim, como você comentou, em 2028 ela vai até entrando pro adulto.

Imagina se vira voltas que vão ter até lá, sabe? A menina pode chegar com o UP, pode chegar com... Imagina no primeiro ano de adulto se a menina conseguir ir para as Olimpíadas, sabe? Então tem muita coisa para acontecer ainda para ela, tem muito treino que fazer, muito elemento que aprender. E está sendo promissor, de volta. As outras meninas do Brasil também achei legal, achei limpinhas dentro de tudo, mas a Ana Paula, para mim, foi o destaque da competição.

Eu acho que, sem querer ser alarmista, mas eu acho que as gerações, à medida que o tempo está passando no Brasil, estão vindo cada vez com o nível técnico um pouco mais baixo. A gente repara que a gente saiu de uma geração Rebeca Flávia, que as meninas eram muito ali acima, e vem decrescendo, à medida que o tempo vem passando.

E isso não é um ataque às meninas, acho que é só um ponto para a gente ficar de olho, porque apesar da vitória, eu acho que teve muitos sinais de alerta para o nosso juvenil, né? Por exemplo, elas não terem conseguido nenhuma medalha de ouro individualmente, em nenhum aparelho.

Acho que isso é um alerta, porque o nível sul-americano adulto já é baixo e o juvenil mais baixo ainda, né? Então, não era um desafio extremamente complicado conseguir essa medalha, mas não veio. É por culpa das meninas? Jamais, gente, não estou falando isso. Acho que elas fizeram o melhor que elas podiam com o que elas tinham.

Mas tem alguns pontos que a gente precisa levantar aqui, até como discussão, para tentar distinguir o porquê que está acontecendo isso, né? Por exemplo, a Sofia lesionou lá no salto simples, que é um FT-Y, por provavelmente falta de altura ali, o motivo não vem aqui à tona, mas é uma pena, né?

E a Ana Paula tinha esse salto, deu uma regredida, está saltando só mortal esticado, então acho que tem alguns alertas ali que a gente pode ficar atento de porque essas meninas ainda estão com o nível tão abaixo, já ali nos anos finais, seus juvenis, né, então...

A gente tem que ficar bem de olho nelas, porque é o nosso futuro, nós não vamos depender de Rebeca, Flávia e Júlia para sempre. Então, é bom a gente ficar bem atento no que elas vêm apresentando, como elas vêm competindo, porque elas vão fazer nossa ginástica mais para frente, né? Então, a gente quer que elas estejam em um nível bom, para a gente não perder tudo que a gente já conquistou até aqui.

Você falou tudo, Alex. E, assim, até Los Angeles, a gente tem a Rebeca, a gente tem a Flávia, a gente, talvez a Jade, a Lohane, né? São ginastas aí que vão continuar até Los Angeles. Mas, depois de Los Angeles, gente, realmente o bastão, acredito eu, vai ser passado.

aí a gente vai ter uma geração de meninas relativamente mais experientes aí você coloca aí a Sofia Weisberg você coloca a Júlia Coutinho a Júlia Soares talvez acredito que ela deva continuar também depois de Los Angeles mas a Júlia não é individual geral então a gente tem que ter ginásticas aí que são boas em todos os aparelhos gente

A gente tem que olhar para essas meninas mais novas, sabe? A gente tem que... Assim, eu esperava pelo menos um FTY, né? De algumas... Da Ana Paula, por exemplo. A Brenda chegou a apresentar, né? Falta limpar um pouquinho, mas apresentou. As outras equipes não estavam apresentando também.

Mas é aquela coisa, né? Eu imaginava que a gente poderia apresentar algo melhor, sabe? Algo melhor. Agora, de novo, voltando ao que eu falei, se foi a estratégia visando o nível da competição, beleza, beleza. Mas o problema é meu ver se a gente só estiver realmente fazendo aquilo ali.

É, meu ponto assim, o comparativo que eu faço para trazer esses questionamentos é as gerações anteriores, né? Porque a gente tinha as meninas do Flamengo ali antes delas, a Duda, a Coutinho, todas elas assaltavam FT-Y, a geração da Júlia, a Júlia nunca foi uma assaltadora e mesmo assim tinha FT-Y, Ana Luísa tinha FT-Y, todo mundo tinha FT-Y nessa idade e elas não apresentam ainda.

Não sei o que pode estar acontecendo, mas é um ponto interessante assim, assim, analisar, né? Legal, gente. E o Renan falou da Júlia, não estou entendendo, gente. Como assim a Júlia não é uma all-rounder? A nossa campeã do Brasil, a nossa all-rounder campeã do Brasil, não estou entendendo, Renan. O ataque é a nossa Júlia.

Gente, o Renan odeia a Julia Soares, vocês sabem, né? Por Deus, gente. A menina não fez nada, ele chamando a menina, falando que a menina não é completa, que a menina não tem isso, que a menina não tem aquilo. A nossa hour-round é brasileira, Renan. Espera só, ela vim com a UB de 5-3 e chocar o país. Espera só, a Julia vindo com DT-Y e um nópido de segundo salto, gente. Está mudo, Renan. Ah, sim. Enfim. É.

O grande destaque aqui, na verdade, da competição feminina e os destaques individuais, na verdade, deixa eu repetir essa parte, acabou que os grandes destaques individuais dessa competição foram as meninas que medalharam aqui no individual geral, né? Assim como aconteceu com o Tiago, a Ana Paula também ficou em quarto lugar.

Ficou pertinho ali da medalha. Mas o ouro ficou com a Mia Garcias, da Venezuela. Ela que foi a grande soberana ali. Se ela acertar, se ela acertar, era a medalha certa em todas as competições que ela participou. Isabela Marenco, do Uruguai. Gostei muito dela, essa ginasta aqui.

Foi a segunda colocada, com 48 a 650. E a medalha de bronze ficou com a Camila Buch, do Uruguai, com 47 pontos. A gente teve a Ana Paula em quarto, com 46 a 725. E a Sofia Santos, do Pinheiros.

46,525. Aí a Brenda em 7, 46,175. E a Yasmin Mota em 9, com 45,475. É aquilo que eu falei ainda, Renan, tipo assim, a Ana Paula tá fazendo quase um 47 ali no individual geral, que é nota que muita menina adulta tá fazendo também, viu? Então...

A menina está vindo aí. Eu acho que o grande destaque para mim aqui da Ana Paula nesse primeiro dia foi a trave. É que ela, apesar de ter caído, ela tirou 12.150 e ela não fez a saída. Ela fez uma saídinha só de mortal esticado. Ela já faz saída dela, tem uma rodada grupada, mas fez essa saída mais simples nessa competição. E tirou 12.150.

Então, assim, com as Ds, ela poderia ir para um 13 médio, para um 13 médio para alto, sabe? Sim, total. Tipo assim, amiga, ela está chegando no juvenil agora, sabe? Então, com esse potencial, não tem nem por que, sabe? Ela chegar colocando uma rondada dupla. Caripado ou grupado que ela tem? Grupado.

uma rodada duplo-grupado, não tem nem porquê, sabe? Se ela já garante uma nota legal ali só com o mortal esticado, sabe? Então, de volta. Eu acho que a menina está vindo com tudo aí. Vou forçar muito aqui no Roda.

Eu acho ela uma fofa, que é muito que hit mesmo. Agora, nas competições por aparelhos, a gente teve aqui no masculino, passando por eles aqui rapidinho. No solo, ouro para Turo Rossell, do Chile, 13.3. Prato para Matias Martínez, do Chile também, 12.9. E bronze para o Benjamin Fernandes, da Argentina, 12.6.

Aí tinha os dois brasileiros participando dessa final, o Rafael Passos ficou em sétimo, 11-5-3-4, e o Thiago Capela, ele teve vários erros nessa prova, e ficou ali na oitava colocação com 9-7-3-4.

Inclusive tivemos finais, tivemos brasileiros em todas as finais nessa competição. Tanto masculino contra feminino. Cavalo com alças, ouro para Matias Martínez da Chile, 12.6. Prata para Matias Ramos da Colômbia, 12.03.4. E brose para Maximiliano Salcedo da Colômbia, também 11.7.

Aí o José Luiz Miranda do Brasil ficou em quarto com 11.5. E o Matheus Fernandes em sétimo com 9.767. Ele que se classificou em primeiro lugar, mas acabou ficando nervoso e errou na final. A Golas, ouro para Domenique Godoy do Equador, 12.2.

O Matheus chegou e conquistou a prata nas argolas, 11,534. E o Diogo Silva também do Brasil, bronze, com 11,4. Mas aqui é aquela coisa que eu estava falando, gente. A execução deles foi muito boa.

mas a D foi bem baixinha, a do Matheus foi 2.8. Ele foi um ginasta extremamente limpo, merecedíssimo essa prata, mas, poxa, podia ter mais dado um pouquinho mais antes, sabe? Enfim, mas parabéns aos meninos aí.

pelas medalhas, prata e bronze. Na final de salto, o Arturo, do Chile, ficou com ouro, 13,33, prata para o Caleb Izaba, da Venezuela, 13,17, e bronze compartilhado do Esteban Serena, do Equador, 12,934, com o Thiago Capella, do Brasil.

também 12,934. E o Rafael Passos, também no Brasil, ficou em quinto lugar com 12,917. Final de paralelas, dobradinho do Brasil de novo, ouro para Matias Martínez do Chile, 12,767, prata para Rafael Passos.

12.3 e bronze para o Thiago Capela, 11.934. O Thiago também garantiu aqui esse bronze muito na execução, que foi de 8.934. Foi excelente a série.

mas AD de 3.0. Só que com a execução ele conseguiu compensar e chegar ao pódio. Barra fixa, Dominique Godori, Equador, ouro. Rossué Peralta, do Equador também, prata, com 11.834. E um bronze compartilhado de Maximiliano Salcedo e Matias Ramos, os dois da Colômbia, 11.467. José Luiz Miranda, do Brasil, ficou em sexto, com 11.2.

e Matheus Fernandes também em sexto lugar, também 11.2. Então, assim, pessoal, no masculino, assim também como feminino, depois que a gente vai comentar...

só teve o ouro por equipes. As outras medalhas foram prata ou bronze quando teve. E no feminino, a gente teve no salto o ouro da Eugênia Garcia, da Argentina, 12,963, prata para Yasmin Mota, do Brasil, 12,750, e o bronze para Sofia Timente, da Argentina, 12,637.

Ana Paula Delgado também participou dessa competição e ficou em quinto lugar com 12.363. Barras assimétricas, ouro para ela novamente. Mia Garces da Venezuela, 12 pontos cravados. Depois Camila Buc, do Uruguai, 11.750. Ela teve uma D de 4.7, mas ela errou, acabou ficando com a prata aí atrás da Mia Garces.

E a mini Sofia, Sofia dos Santos, do Brasil, ficou com medalha de bronze, 11.550. A Ana Paula Delgado também participou dessa prova, ficou em sexto lugar com 10.6. Final de trave, Mia Garces, mais uma vez medalha de ouro, prata para Ana Paula Delgado.

Desculpa, minha HC da Venezuela, 3, 250, Ana Paula, 12, 800. E Ailingun Lan, do Paramá, em terceiro lugar, com 11,8, sendo medalhista da casa aí.

Não tivemos mais brasileiros na final de tráfego. Solo. Isabela Marenco, a minha favorita, em primeiro lugar do Uruguai, 12,525. Prata para a Mia Garces, da Venezuela, com 12,5. E o bronze para a Eugênia Garcia, da Venezuela, 12,275. Tivemos aí a Brenda Faria, do Brasil, ficando em quarto lugar, com 12,050. E a Yasmin Mota, ficando em sexto lugar, com 11,475.

E igualmente, no masculino, a gente não teve ouro individual no feminino. Mas algumas medalhas aqui ou ali. Só que assim, gente, o Brasil não foi soberano nessa competição. A gente perdeu uma ginasta, uma ginasta importante.

A gente conseguiu vencer ainda assim, mas o Brasil não foi soberano como poderia ter sido, sabe? Nessa competição. Ainda mais vindo aí do Uruguai que estava fazendo história, né? E uma Argentina bem fraquinha também. Ah, tipo assim, Renan, eu acho que de volta. É muito interessante para a gente ver como a gente está a nível de potência na região, sabe? Para o que de volta.

Essas competições, por mais que elas não valham vaga olímpica, vale vaga no mundial, elas servem muito como parâmetro para a gente ver como está a nossa ginástica, como estão as coisas para a gente, como está a nossa escola de ginástica, se a gente está preparando bem a base. E está dando certo, porque querendo ou não, o Brasil saiu bem em todos os esportes e competiu. Ganhamos, se eu não me engano, a colocação em primeiro lugar com mais medalhas no geral de todos os esportes. E saímos medalhados.

então eu acho que de volta ao Brasil se mostra como uma potência do esporte sabe e isso deveria ser motor e também parte do portfólio que a CBG e que os outros esportes também a confederação dos outros esportes vão levar para o governo federal e falar gente olha aqui ó Juventude tá trazendo resultado o que vocês como Estado podem fazer para

pra melhorar aqui a situação dessa galera, sabe? É investir em outros ginásios, é investir em mais competições, é uma nossa galera fazer não sei aonde, é liberar mais dinheiro pro esporte. Então, eu acho que tá fazendo uma lição de casa bem certinho, sabe? Eu acho que nesse momento também é muito interessante tanto pros meninos quanto pras meninas saírem medalhados, porque a medalha, querendo ou não, ela gera...

Essa vontade de ganhar mais, essa autoconfiança, falar, eu caí, eu fui mal na competição nesse aparelho, mas ainda assim sai medalhado, sabe? Então, se eu for melhor, eu posso garantir mais medalhas ainda. Então, de volta, eu achei que foi muito bom essa competição no geral para todos os esportes, não só para ginástica, mas para ginástica principalmente, sabe?

Por aí não tivemos muitas medalhas individuais, mas em equipe fomos lá e representamos, sabe? Eu acho que a medalha em equipe é muito mais saborosa do que a individual, porque a individual é muito difícil chegar ali sozinho, sabe? Ainda mais quando você tem muita gente treinando com você, as minhas da equipe e tudo mais. É meio que...

azedo e doce ao mesmo tempo porque você tá realizando seus sonhos mas você tá vendo suas amigas não realizando o sonho dela, sabe? Mas por equipe tá todo mundo feliz, todo mundo na maior alegria ali, então de volta eu acho que arrasaram muito

Sim, enquanto competição, acho que os Jogos Sulã foram maravilhosos. Acho que o Brasil, no geral, desempenhou muito bem. Nossas considerações são únicas exclusivamente, tendo em vista a ginástica enquanto modalidade que a gente acompanha e que a gente vê por um longo prazo.

Momentaneamente, acho que são resultados incríveis, acho que as meninas se motivaram, acho que essa experiência esportiva é muito boa para elas, conviver num centro olímpico, com outros esportes, com outras delegações, acho que essa experiência é incrível.

deixar elas sentirem o calor da competição, acho que isso vai fazer muita diferença, mas o que a gente observou também é válido, acredito que esses pontos que a gente trouxe anteriormente também são para alertar os fãs e também as comissões que nos escutam, para que eles possam ter um carinho com essas meninas, porque elas são talentosas também, e elas têm futuro, então acho que agora é o momento de dar uma olhada para elas, sabe?

Totalmente. E assim, eu queria fazer dois comentários aqui sobre as meninas que eu acho que foram os grandes destaques nessa competição. A Mia Garcias, da Venezuela, ela é treinada por um brasileiro. O Rodrigo Miranda, ele está trabalhando com a seleção da Venezuela e está trabalhando com ela também lá. Então, tem um dedinho brasileiro aí, uma curiosidade que não sei se todo mundo sabia.

E a outra é que o Uruguai, gente, isso aí foi algo histórico para o Uruguai. O Uruguai não tem programa de ginástica, praticamente. Eles estão começando do zero, a federação é pau-pér, sabe? Então, eles estão realmente investindo nessas meninas.

e pegaram ali uma safra que tem talento, que é a Isabela Marenco e a Camila Buck, e estão fazendo camping em vários lugares, gente. Estão fazendo camping no Japão, estão fazendo camping, não sei se fizeram na China também, mas estão fazendo camping no exterior, estão fazendo camping no Serginho, inclusive, também, lá com o Roger.

então é aquela coisa assim tentar trazer para tentar trazer aquele conhecimento técnico para dentro da confederação e trabalhar investir nessas meninas que é o que a gente está pedindo para as nossas também total rena e tipo assim é

Tem uma coisa que a gente fala na ginástica, que a repetição faz a coisa acontecer, sabe? E, tipo assim, se a menina, desde muito jovem, está acostumada a viajar, a conhecer outros países com a ginástica, a treinar em outros lugares, a treinar com outras meninas, a ter esse espírito mais de competição nelas, quando elas forem na vez adulta, elas não vão viver aquilo pela primeira vez, sabe? Porque a gente tem meninas, por exemplo, uma Luizabel.

que ela viveu a primeira vez em uma competição internacional grande, sendo a Copa do Mundo já como adulta, sabe? Então, eu acho que essa preparação desde muito jovem é muito interessante também para a capacitação dos atletas como adultos, porque senão a gente trabalha muito sobre a questão do psicológico, sabe? E uma vez que você trabalha o psicológico dessas meninas, esses meninos muito jovens...

de viajar, de estarem no sentido de ser um pouco mais independentes, porque querendo ou não, eles são crianças, sabe? E essas crianças dependem dos pais, dependem daquela rede de apoio deles que eles têm ali no ginásio todos os dias, então acho que capacitar eles também para verem o mundo de uma forma diferente, porque querendo ou não eles vão terminar viajando o mundo todo, eu acho que é muito fundamental para esse crescimento como atleta também, sabe? Sim, total, cara, total.

É sobre isso, gente. É sobre isso. E a gente quer muito que a nossa ginástica continue como está e que a nossa era de resultados não se resuma a essa equipe que foi formada lá na Rio 2016. Com Rebeca, Flávia, Jade, Johan. A gente quer renovação. Mas, enfim. Era isso, né, gente? Os comentários sobre o Jogo Sul.

Sim, sim. É isso. E agora vamos para as polêmicas, porque são muitas polêmicas, a gente fez até um novo nomezinho aqui, salado de polêmicas, né, pessoal? Porque dessa vez foram várias coisas mesmo que aconteceram. E vamos começar com uma que a gente noticiou no nosso Instagram, que foi a troca de nacionalidade da Diana Larrui, da França para a Argélia.

A Argélia está com um programa de ginástica, depois que a Kriya Nemo naturalizou a argelina. E eles ganharam a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris e eles querem mais. E agora eles querem como equipe.

e começaram a naturalizar várias francesas e a Lahouy ela foi a segunda só esse ano né na verdade é que se naturalizou também a Lena Kenun foi naturalizado anteriormente a Gélia conseguiu classificar uma equipe para o campeonato mundial em cima da África do Sul tem um programa de ginástica próprio no campeonato africano que teve agora com a Lahouy

Então, assim, isso acabou levantando vários questionamentos, né? Porque, assim, quando ela trocou de nacionalidade, ela foi muito atacada por fãs franceses, por franceses que não aceitavam, falavam assim, ah, você se aproveitou de tudo aqui no sistema francês e foi lá, agora vai aceitar ir para a Argélia. A questão é que a menina já foi para a Argélia, nessas semanas que se passaram, já competiu com o prato africano.

já foi campinha africana e já classificou a equipe para o campeonato mundial pela primeira vez na história. Então assim, uma coisa que poderia ser aquele negócio assim, ah, ela pode ir se ela quiser, ia estar legal, vou apoiar. Depois o pessoal começou a ver que esse apoio pode na verdade tirar a vaga de ginástica que são de fato do continente africano, que foi o caso da África do Sul. E começou a gerar polêmica, né? O que vocês acham do assunto aí, pessoal?

Amigo, eu achei primeiro de tudo um bapho, sabe? Eu tô achando essa colonização reversa da África um babado ali na França, porque eles estão pegando as meninas sem dó nem piedade, começaram com a Keilia.

E estão levando todas as outras. Porque se for pegar ali na equipe francesa, na equipe da Algéria, não tem uma que nasceu na Algéria, né? Todas, basicamente, já seriam folhas da Algéria. Então, acho legal esse movimento que eles estão fazendo, sabe? De resgatar a cultura das meninas, de resgatar a raiz das meninas. E uma coisa que eu achei muito intrigante e legal ao mesmo tempo, que eu comentei lá no Twitter no outro dia.

foi que como a Argélia classificou por equipes para o Mundial, a Kylian não vai estar sozinha pela primeira vez, porque é sempre ela sozinha em todas as competições, ela em Copa do Mundo, ela no Mundial, nas Olimpíadas. A Argélia nunca consegue classificar por equipes.

mundial por equipe da Argélia é muito histórica e muito boa pra aquele Anemur também, porque ela já conquistou tudo o que ela podia ter conquistado sozinha, sabe? Medalha em Copa do Mundo medalha em Europeu, medalha nisso, medalha naquilo medalha em mundial medalha olímpica, então tipo assim a menina não tinha mais como provar ela mesma sabe? E eu acho que trazer a equipe junto com ela

traz muito apoio também, porque, querendo ou não, quando ela está competindo sozinha, a França está competindo com a equipe, e a metade das meninas ali são amigas dela, sabe? São meninas que treinavam com ela, então deveria ser muito solitário para ela trazer todo um país, carregar toda a responsabilidade do país nas costas. Então, eu estou muito, muito, muito feliz pela Argélia, porque, de volta, é um país que está trazendo umas meninas super interessantes, está fazendo o seu próprio ritmo na ginástica.

fazendo sua própria escola de ginástica também. Então, tipo assim, cara, muito feliz pela França, muito feliz pela Kélia também. Quando eu vi o vídeo dela vendo que realmente eles clavicaram pro Mundial por equipes, ela ficou muito mais feliz do que qualquer outra medalha que ela ganhou esse ano, sabe? Sozinha. Porque, de volta, é diferente você competir com todas as suas amigas, com a galera que tá ali, com você representar seu país em equipe. É muito diferente, sabe? Eu acho que bate de outra forma pras meninas.

Alex, você quer falar alguma coisa? Então, eu acho que esse movimento de troca de nacionalidade sempre vai ser polêmico, né? A gente vê ali pelas meninas dos Estados Unidos, que é um país que tem muita ginasta, e a gente sabe que as vagas para participar das competições principais são limitadas, então as meninas que acabam ficando ali na margem...

buscam outras alternativas para continuarem fazendo ginástica de alto rendimento e gera polêmica porque teoricamente você não se formou no seu país que você vai competir então sempre vai ter alguém que vai ver com maus olhos esse movimento e eu entendo essa revolta que causa mas eu acho que cada um

sabe ali o que faz melhor pra sua vida, né, a gente tem que entender também que o esporte é um trabalho pra essas pessoas e elas precisam de oportunidade, precisam ganhar dinheiro no final das contas, né, o mundo gira assim, não vai ter como a gente mudar muito isso.

Então, eu acho válido, eu acho que quando há o interesse do atleta, não é a federação, não é a FIG, não é a organização do esporte que tem que se meter, sabe? Acho que as pessoas têm que fazer o que elas acharem mais interessante para si. E no caso das meninas da França que estão saindo para a Gélia, acho justo, porque a federação francesa também já se mostrou ser uma federação muito complicada. Então, não tem porque a gente está passando por...

pano para eles, acho que as meninas sabem muito bem o que elas passam na pele para preferir fazer essa troca de nacionalidade, né? Então, eu fico feliz até pela Argélia ser um país com pouco notoriedade, assim, tirando a Nemu, não tem ninguém muito expressivo lá, então quem eles formarem, que puder botar a ginástica deles em evidência e, assim, trazer mais pessoas para o esporte, pessoas realmente argelinas, acho que vai ser bom para eles de qualquer forma, sabe?

E, cara, uma coisa que eu vejo diferente do caso das francesas com relação ao caso das americanas que se naturalizaram para as Filipinas, por exemplo, é que as francesas exporam, mas não foi como última opção de carreira, não foi como o resto, sabe? Foi como parte realmente de uma carreira. Agora, as americanas não. Elas tentam até...

não consegui mais, pela seleção americana, aí depois vão pra universidade, e no final lá elas meio que tentam combinar os dois pra poder carimbar o passaporte mais vezes, sabe? Basicamente o Renan descrevendo a Ema Malabuio aqui. É. Chamando a minha brincadeira, velho. Hoje o Renan já seifou. A Júlia Soares, a Ema Malabuio, quem será a próxima?

Mas nos Estados Unidos também tem uns que vão para outros lugares, né? Tem aquela Liz Brown que foi competir pela... Pelo Haiti. Gente, que vergonha. Pelo Haiti, isso. Que vergonha, sério. Enfim, acho que a menina nunca nem pisou no Haiti, né? E no episódio que a gente fez anterior, a parte 1 desse episódio, a gente comentou também o caso da Ana Colas, que poderia talvez ir para um país é...

ali do muçulmano, o Qatar era o grande nome da vez, mas até a Argélia já cogitaram também. Então, imagina a Argélia colocar Nemur, Colas e Diana Larrui numa equipe. É a França, dois. E assim, tem mais uma ginasta júnior francesa.

que os argelinos já estão de olho nela. E os franceses estão achando isso um absurdo. Como assim? Agora virou catálogo, para vocês naturalizaram essas meninas mais novas. Não era assim antigamente. É imperialismo reverso. Imagina se a gente tivesse roubado a Felipa Martins há tempo, Renan. O bapho brasileiro. A gente é pré-toque.

A gente está ficando por equipes em toque, meu Deus que sorte. Enfim, gente, essa aí foi a primeira polêmica. A segunda, vamos para a Romênia, né? A Romênia sempre tem uma bomba nova para estourar e, dessa vez, a bomba da vez foi com a Maraguarda, né?

ela é uma ginasta que a gente sempre comenta dela aqui, ela participou dos Jogos Olímpicos de Paris e se lesionou, teve um rompimento de LCA, está fazendo treinamento, já foi liberada para voltar a treinar, só que assim, a Federação Romena não deixa que ela treine no CT ou em nenhum ginásio que seja da Federação Romena.

justificativa, ela não está mais na seleção nacional. Só que assim, ela estava na verdade se recuperando de uma lesão, de uma lesão séria de LCA. E ela, durante esse tempo de recuperação, ela tentou também financiamento para a Federação Romena.

Eles falaram assim, simplesmente, ué, você não vai lá para a INSEE, para os Estados Unidos, por que a gente tem que pagar pela sua recuperação, então? Rapaz, sério, se eu fosse a Malha, eu ia dar um tapa na cara dessa pessoa, mas enfim. Nossa, Renan, tipo assim.

Nós aqui do Roda tivemos uma conversa no privado com a Amália, ela soltou todas as fofocas pra gente. Tipo assim, gente, pesada a história, porque o pessoal da Romênia realmente tá se negando a pagar a recuperação das meninas, sabe? A menina foi lá, se jogou, se matou, se literalmente se lesionou pelo país, e eles não tão tendo a vergonha na cara de ir lá e pagar a recuperação da menina, sabe? Sempre que eu falo que a Ana Barbosa aqui é a melhor...

decisão que ela teve na carreira dela foi meter o pé daquele buraco de país a galera duvida mas aí ó mais uma prova de que a melhor decisão que a Ana Barbosa teve foi meter o pé daquele buraco de país porque olha o jeito que ele está na trata dele velho sem noção demais e a Barbosa ela meteu o pé de lá

diretamente conseguiu, logo no primeiro semestre, o título de vice-campeã de solo da NCAA. Perdendo para quem? Para Jordan Childs. Então, a Ana Barbosa empatou com mais umas ginastas lá, porque, assim, geralmente empata umas cinco em cada posição.

Na NCAA. Porque o máximo é 10, né? Ela tirou 9,95. Então várias ginásticas geraram essa mesma pontuação. Ela é co-vice campeã de solo da NCAA. Empatada com umas meninas lá. E a Jordan é co-campeã também. Nem a UCLA da Jordan, nem a Stanford da Dani Barboso foram finalistas da...

da NCE, elas perderam na semifinal, e quem venceu foi o Oklahoma, que, para quem não conhece, é uma universidade do interior dos Estados Unidos, só que eles são muito bons na ginástica, principalmente na ginástica feminina. O Vitaly Guimarães, ele é ex-ginasta do Oklahoma Sooners, do masculino, eles também tiveram resultados expressivos, o Yul Moldauer também.

No feminino, elas não têm nomes expressivos. Geralmente são ginastas que não tiveram grandes representações pelos Estados Unidos. Quando tem, foi, sei lá, um pano, entendeu? Mas elas focam muito na execução e com isso conseguem sempre ganhar os títulos lá. Elas são meio que imbatíveis, assim, sabe?

E é uma universidade que já teve várias ginastas brasileiras, tá? A Coral Borda, a Tatiana Figueiredo, lá no final dos anos 90 e nos anos 2000, elas competiram a NCAA. Se o Roda já existisse naquela época, a gente saía comentando toda semana os resultados delas.

Pois é, amigo. Eu acho que a Amália tem muito o que fazer lá nos Estados Unidos, ela está indo para uma universidade também com um bom sistema de recuperação, bom sistema de fisioterapia, mas o processo que a Romênia vai tomar na bunda vai doer para eles, vai voltar 10 vezes mais forte, porque o que eles estão fazendo com essa menina é um totalmente escaso, sabe?

E de volta, mostra muito aquele negócio das fofocas, sabe? Do destrato que eles têm com certos atletas, em comparação com outros, enquanto uns podem fazer tudo, outros não têm direito a nenhuma recuperação saudável e como se deve para manter o esporte desse nível, sabe? Então, assim, de volta, eu acho que a Romênia está errando muito no sentido da confederação, na estratégia deles e como eles tratam os atletas.

E, infelizmente, isso é mal para o esporte, sabe? Tipo assim, abre brecha para a gente medalhar no lugar da Romênia, sim, o que é bom para a gente, mas abre mal os precedentes para o esporte, sabe? Porque em 2026 algo assim acontecer, para mim é um absurdo, sabe? Eu acho que a Federação de Ginástica deveria interver nesses casos, sabe?

e realmente mostrar que tem consequências para esse tipo de coisa dentro de uma federação, sabe? De maus tratos, de falta de cuidados, enfim. Eu fico puto, mano, de escutar essas coisas. Sim, cara, sim. E falando nessa questão de diferença de tratamento, teve uma polêmica também com relação a Sabrina Voinei, a nossa princesa da polêmica na Romênia aí.

Ela participou do gala da Nádia Comanetti, como medalhista olímpica, porque ela na Romena tem status de medalhista olímpica, por conta daquela polêmica que aconteceu. E a Barboso não estava presente. Aí os fãs começaram a perguntar, será que ela foi convidada? Será que ela não foi? Querendo ou não, a Sabrina ali é a menina dos olhos da ginástica romena.

E falando em olhos, aparentemente ela estava com o olho roxo um tempo atrás, porque boatos de que Sabrina Boineia caiu no tapa como atleta do autoturofilismo. Acho que a gente já chegou comentar isso aqui no podcast, mas a gente...

postou isso no Instagram, e antes disso ela tava voltando de cirurgia, tá? Porque ela fez uma cirurgia de apendicite, a bichinha tá com o ano cheio. E agora já voltou a treinar também, já tá com o Morse de volta, já tá fazendo os chusos, já tá fazendo os cilivas. Ela quer porque quer essa medalha que não veio até hoje.

Pois é, mano. E quando ela postou que ela tava treinando de novo, eu fui lá perguntar pra ela se ela tava treinando já totalmente e era, tipo assim, duas semanas depois da cirurgia de apendicite, a menina tava mandando um chuzo duro, sabe? Eu falei assim, mulher, tu é doida. Sem espaço pras básicas, Sabrina. Ela fala assim, se você é básica, por favor, nem fale comigo.

Não aceita acrobacia menos que F. E também recentemente essa semana nós tivemos uma atualização sobre o caso da Cristal Bezerra, que nós comentamos aqui anteriormente no Roda. É uma questão muito delicada que rolou com ela, foram muitas acusações, foram muitas coisas que aconteceram, a mãe dela foi até a televisão, isso virou uma coisa midiática, muitas pessoas atacando a Beatriz Pragoso, a Bia, que...

que foi a treinadora envolvida no caso, sem saber muito bem como que era a história, o que tinha acontecido, mas essa semana saiu o parecer da CBG, que aparentemente já tinha saído fazia algumas semanas, mas começou a viralizar essa semana nos grupos e no Twitter, e o pessoal veio comentar aqui com a gente também, se a gente ia se pronunciar sobre o assunto, porque nós temos uma entrevista com a Bia também, nós comentamos sobre o caso da perspectiva da Cristal também, anteriormente.

Mas, pelo que nós vimos, o Conselho de Ética da CBG fez uma repreensão verbal para a Bia. E essa foi a decisão da CBG, de não suspender, de não fazer nenhum tipo de sanção em contra-treinadora, senão uma repreensão.

E provavelmente a treinadora vai ter que fazer alguns cursos de safety gymnastics e segue a vida, sabe? O que vocês acharam dessa relação, de tudo que aconteceu e como foi tratada a situação, Renan e Alex? Olha, cara, eu acho que esse assunto já deu muito pano para a manga, né?

E dado agora uma baixa, acho que passou um tempo, a gente consegue ver as coisas com mais clareza, eu percebo que essa pena foi uma pena bem branda. Eu acho que com o disco, com a situação, acho que a Bia não foi a vilã que muitas pessoas tentaram pintar sobre ela. A Cristal é uma pena o que tem acontecido com ela, acho que ninguém merece passar pelo que ela passou.

mas ali houve uma má gestão da família, houve uma má gestão da confederação como um todo. Então, eu acho que teve muitos erros aí com como lidar com esse caso. Então, eu acho que a pena foi aplicada.

Tem que entender o erro e bola pra frente. Não dá pra viver só de polêmica, de o que aconteceu ou deixou de acontecer, sabe? Eu acho que a menina pagou o preço mais alto, mas infelizmente na ginástica tem sido assim. Eu não acho legal, mas também não acho justificável crucificar a Bia por uma coisa que aconteceu que não só tem ela como a parte mais errada da história, sabe?

Total, Alex. E, tipo assim, pra adicionar aqui no seu comentário rapidinho, antes do Renan colocar os comentários dele também, eu acho que tem uma questão muito histórica também da ginástica no Brasil, sabe? Porque eu acho que a galera pegou muito a Bia pra Cristo, não passando pano pras atitudes dela, porque realmente eu não concordo com a situação como se deu, sabe? Mas eu acho que pegaram muito a Bia pra Cristo no sentido de que...

Ele escolher, a galera escolheu uma pessoa para atacar e tipo, mano, atacaram ele sem não entender a história, sem esperar o aparecimento da CBG, sabe? Infelizmente...

A ginástica no Brasil, ela tem um histórico de maus tratos, ela tem um histórico de ser um esporte que, infelizmente, as meninas passaram por mais condições. A gente escutou muitas histórias já da Daiane, da Dani, da Laís, de todas as meninas que passaram por esse ciclo com o Oleg, inclusive com a Irina. E essas pessoas, infelizmente, nunca foram culpabilizadas pelas coisas que fizeram no passado, sabe?

Então, por um lado, eu vejo uma mudança nesse sentido da CBG abranger o assunto e abordar o assunto, sabe? Investigar, tomar o tempo para investigar e dar a sanção tal qual como eles imaginaram que deveria ser com base nas investigações deles. Mas isso vem de um histórico de muitas coisas sem serem culpabilizadas, sabe? Então eu acho que, infelizmente...

O que rolou da relação da Bia com a Cristal nesse sentido foi muito um repasse daquilo que a gente está acostumado a ser a ginástica, sabe? Que a ginasta tem que ser muito magra, tem que ser muito pequenininha, tem que estar sempre comendo bem, enfim, tem que fazer certos tipos de coisas para atingir certos objetivos, sabe?

E isso é muito enraizado na nossa história de ginástica do Brasil, porque eu fui ginasta no Brasil, eu treinei em clubes no Brasil, eu experimentei isso com outros treinadores também, sabe? De controlar o que a gente comia, controlar quanta água a gente tomava durante o treino. Não estou falando que esse foi o caso da Cristal com a Bia, mas foi coisas que eu experimentei na minha vida como atleta, sabe? Então, eu vejo que isso é algo que é repassado de...

treinadores mais antigos, para os treinadores novos, para os outros treinadores que estão chegando, para os estagiários, e acho que isso também é uma oportunidade para a gente, tipo assim, dar uma olhada para isso com um olhar mais pedagógico, sabe? De como a gente pode mudar essa situação, de como a gente pode fazer melhor pelos atletas para manter um espaço mais seguro, tanto pelos atletas também como os treinadores, porque é difícil você estar na posição do treinador também, sabe? Porque muito do seu sucesso é medido de...

de coisas que não estão na sua mão, sabe? De como o atleta vai se portar ali na competição, de como ele vai medalhar ou não. E muito do seu sucesso está sendo baseado naquilo que você não tem controle. Porque você pode fazer o máximo, você pode ser o melhor treinador, mas se o seu atleta não chegar ali a lhe fazer no momento, o seu sucesso não vai chegar também, sabe?

Então, é muito difícil, porque é um esporte que demanda muito, sabe, das duas partes, tanto do atleta quanto do treinador. Então, eu acho que esse caso da Bia, a gente tem que olhar muito com cuidado também para ele, sabe, para ver como a gente pode melhorar as coisas daqui em diante. Porque, de volta, já foi visto, já foi revisado pela CBG e não tem muito mais o que a gente possa fazer, sabe, em relação a isso.

Sim, total, amigo. Você falou a questão do caráter pedagógico. A própria repreensão em si, o documento, menciona o caráter pedagógico. E assim...

Eu acho que isso é muito importante, porque o óbvio precisa ser dito. A ginástica é um esporte que está passando por diversas mudanças estruturais, e o que era tolerado em nome do alto rendimento antigamente, hoje não é mais aceitável. E as coisas não mudam da noite para o dia. A gente não tem como fazer isso como se fosse um interruptor. E a Bia é produto desse...

dessa atmosfera que aceitava tudo aí em nome do alto rendimento. Não somente ela, mas toda essa lei dos treinadores que a gente tem hoje. Todo mundo teve algum contato ali com o Oleg, algum contato com o Alexandrov, enfim. São treinadores que tiveram esse princípio muito enraizado e, querendo ou não, acabaram passando para frente.

E também não é culpa deles. Até porque a ginástica é um esporte que foi inicialmente pensado para treinamento militar. Então, você pensa que a ginástica é de altíssimo rendimento, ou seja, a seleção brasileira, a seleção olímpica, que está treinando para as Olimpíadas, vai exigir muitos sacrifícios que são insuportáveis para pessoas que são normais até para outros atletas.

E competir com lesão, infelizmente, na ginástica é normal, porque o esporte exige tanto do corpo que o ginástica nunca está sem lesão. Essa é a realidade. A gente teve aí alguns exemplos. O Vitor Rosa, não sei quem está ouvindo aqui, a gente que lembra do Pan de 2007, ele competiu o Pan com o dedinho quebrado, quer dizer, ele quebrou durante a competição.

e terminou como se nada tivesse acontecido e só percebeu que quebrou depois. A gente tem a Flávia também lá em Paris, que ela caiu e estava com o superfílio aberto, também competiu, a Rebeca também estava lesionada, a Jade estava lesionada, a Lohane tem uma lesão crônica no pé, mas ainda assim não para de competir. A gente teve a Dayane, que inúmeras vezes competiu com o joelho ruim.

A Caroline Pedro, que as pessoas geralmente não olham para ela, ela fez toda aquela maratona de treinamentos, ela foi reserva nos Jogos Língulos de Paris, e ela treinou, assim como as Olímpicas, ela participou de tudo, deu o melhor dela, e continuou ainda competindo por uns dois, três meses até o Campeonato Brasileiro.

com os dois joelhos, desculpa, os dois ombros rompidos. Então, assim, sacrifício físico é inerente à ginástica, né? Infelizmente, as oportunidades já são muito poucas de tempo de tela, e quando elas têm, são aqueles quatro minutos ali ao todo, com sorte, se fizer em violão geral.

Então não é a mesma coisa que o futebol. A oportunidade de competir tem um peso muito maior na ginástica do que tem para um jogo de futebol, por exemplo. E a questão é achar o equilíbrio, saber o limite do corpo do atleta e respeitar esse limite. É o que a Rebeca tem feito e que tem levado ela a ter esse resultado tão específico que ela teve, que ela vem tendo.

a Flávia, a Jade também, elas estão trabalhando com essa forma, mas de pacificar, não sei se é a palavra correta, mas em inglês sim, mas...

de construir, na verdade, esse estado de competição e estar pronta para competir as competições corretas. Eu acho que o esporte olímpico, o esporte de alto rendimento, no geral, nenhum deles é saudável. Você está colocando seu corpo ali.

No limite, na prova, na beira da lesão mesmo. Então, assim, quem quer se provar vai ter que sentir o gosto amargo da dificuldade, da dor. E faz parte da ginástica, principalmente da ginástica de alto rendimento. Sobre as condutas adotadas ali no processo.

Eu acho que a CBG investigou se a pena coube, é porque a Bia deve ter tido sua parcela de culpa, mas eu não acho que ela mereça ser classificada por isso, porque ela se mostra treinadora muito aberta, muito humana.

Ela tá ali com o seu grupo, você vê que o caso da Cristal foi uma coisa isolada, porque a gente tem contato com mães, com pais de outros atletas, meninas que treinam pela Bia, e eles defendem ela até o final, gente. Então...

não é uma regra, é uma exceção, o caso da Cristal. Então, eu acho que nada que me falem vai me convencer de que a Bia teve uma postura muito tirana nesse caso, porque eu acho que não foi o que aconteceu. Sim, cara, e a Bia é uma treinadora muito jovem, né? Ela tem 30 e poucos anos, praticamente a minha idade, e tudo que ela conheceu e venceu na ginástica está sendo ressignificado hoje.

por conta dessas coisas que a gente comentou aí que não são mais aceitas. E nesse processo aí acaba errando e erros têm consequências. Aí o que foi oferido aí foi passivo de repreensão para ela, só que ao mesmo tempo, aqui entre a gente no podcast, a gente teve acesso a outras informações que não cabem a nós.

divulgar, a gente não sabe se foram divulgadas, até onde a gente sabe não foram, mas assim, não cabem a nós, e que adicionam várias camadas aí na situação, né? Então é realmente problemático pegar e colocar tudo nas costas da Bia, falar que ela é a bruxa e tal, várias coisas, assim, para mim não me parece justo. A única certeza que eu tenho é que a Cristal foi a grande prejudicada da história, infelizmente.

E a CBG, como entidade, eu acho que ela poderia ter dado mais suporte para a Cristal, no tratamento das lesões dela, que foram adquiridas, enquanto ela defendia o Brasil, que isso é muito importante, e se foi buscando um melhor rendimento, que lesionou, foi para a seleção, foi para o Brasil.

E ela já foi o TNA do Brasil. Se você for pegar em 2021, que foi ano olímpico, nós não levamos a equipe. Mas por que a gente não levou a equipe? Porque a gente não tinha ginástica o bastante em 2019 para poder montar uma equipe e levar para o Mundial, gente. Não tinha, não tinha. Era uma coisa absurda. Letícia teve que voltar de aposentadoria de anos para poder...

ter alguma menina para poder fazer um salto ali para a gente. Então, assim, e acabou tendo que fazer individual geral no Campeonato Mundial. Uma coisa absurda, absurda. E chegamos em Tóquio ali, caso nós tivéssemos classificado a equipe, a Cristal estaria no bolo dos ginastas ali.

disputando vaga na equipe. Ela estava na equipe do Pan, ela medalhou na equipe do Pan, que classificou a Rebeca. Então, assim, ela foi uma ginasta que eu imaginei que a CBG como entidade poderia dar mais atenção, sabe? Total, né? Desculpa, pode falar. Eu queria comentar aqui também que o mesmo comentário que eu vi sobre a Romênia...

casos com a Cristal, sabe? De maltratar maltratar no sentido não de machucar a menina mas de destratar no sentido de não dar o atendimento sabe? De não tratar bem a lesão das meninas e não olhar bem, sabe? Pra como ela tava machucada, porque como você comentou, ela tava no time A do Brasil sabe? Até certo ponto, então quer dizer que qualquer momento que a menina lesiona já não serve mais não vai E aí

não vai investir em fisioterapia, em recuperação para a menina. Então, eu acho muito perigoso isso, sabe? Porque isso abre para os seus dentes para a gente virar uma Romênia, se bobear, sabe? Mas eu acho que, de volta, a CBG, principalmente, está aprendendo muito com isso, sabe? Porque no ciclo de Paris, muitas meninas importantes machucaram. A Rebeca machucou, a Jade machucou, a Lohane, que já veio machucado, machucou de novo, o Flávio machucou. Então, eu acho que...

abriu muito o olho deles pra eles também investirem mais em preparação física, em fisioterapia, mas, de volta, pecaram com a menina e, infelizmente, quem pagou o pato foi ela, sabe? Exatamente, cara, e assim, aí depois fala assim, ah, porque ela não queria vir pro Rio fazer tratamento no Rio. Ué, gente, a CBG é tão pobre, assim, que não tem como fazer uma parceria com uma fisioterapia lá em São Paulo, sabe? Então, assim... Se tá duro, fecha-se quiosque, então, né?

É, fecha esse quioste, gente. E não tinha desculpa, tá? Não tinha desculpa porque já era ali 2022, 2023. É, 2023 a Cristal estava na equipe ainda. Era a Compete-U-Pan. Então, assim, já estava ali com o orçamento pra Paris, tá?

Já estava. Então, assim, não é desculpa, não. Mas é aquele negócio. Espero que tenham aprendido com a lição, né? Porque não dá pra gente repetir o que aconteceu em Tóquio, gente. A gente só vai não repetir Tóquio se a gente der a devida atenção para as nossas atletas. E isso também envolve tratamento de lesão, gente.

uma coisa muito séria, elas estão ali e é a profissão delas, se elas estão dando tudo e estão no âmbito ali da CBG, estão aptas para representar o Brasil, elas precisam de um carinho a mais, um certo olhar a mais, sabe? Enfim, pesamos o clima de novo.

Sim, eu acho que pra fechar no tema da Bia, Renan, eu acho que é muito importante a gente salientar que, tipo assim, que já foi o caso revisto pela CBG, analisaram o lado da Bia, analisaram o lado da Cristal, escutaram os médicos, escutaram, todo mundo tinha que escutar, e tomaram desâncias que eles tinham que tomar, sabe? Então eu acho que não cabe a gente como fãs, porque de volta, no final do dia a gente tem um podcast aqui, mas nós somos fãs da ginástica só, sabe? Não somos parte da CBG, não somos parte de nenhum clube no Brasil.

Então, eu acho que de volta não cabe a gente julgar, não cabe a galera ter que ficar julgando também. Quem tinha que julgar, julgou e...

e já tá, sabe? Tipo assim, eu tenho certeza que a CBG vai fazer a Bia fazer cursos, fazer a Bia se educar, não só a Bia, mas os outros treinadores também se educar nesse sentido, porque isso é muito perigoso, sabe? Pode ter uma linha muito tênue entre o que é você treinar com a ginástica todos os dias, sei lá, 9, 10 horas do dia.

E a linha do limite do respeito, sabe? Porque, querendo ou não, você passa mais tempo com aquela pessoa do que com a sua família e aquela pessoa com a família dela. Então, tipo assim, você cria laços com aquela pessoa que é muito difícil você manter o profissional no sentido de você não entrar na vida daquela pessoa, sabe? Porque, de volta, você está passando muito tempo com ela. Mesma coisa que com os nossos amigos do trabalho.

Eu, por exemplo, eu passo mais tempo com os meus amigos no trabalho do que com a minha família em casa, porque eu passo mais tempo no meu dia no trabalho. Então, querendo ou não, existe uma troca maior, sabe? Existe um nível de confiança maior. Mas de volta, é muito importante que a CBG invista nesses cursos, nessas orientações, para que a galera também entenda, sabe? Que também há limites para o atleta. Vocês falaram tudo, vocês falaram e hablaram absolutamente tudo.

Não tenho nada a acrescentar. Então foi isso, pessoal. Muito obrigado por nos ouvirem mais uma vez. Eita. Então foi isso, pessoal. Muito obrigado por nos ouvirem mais uma vez. A gente hablou pra caramba, mas a gente sabe que vocês gostam de episódios hablantes. E fiquem ligados aí que tem mais coisa também. A gente vai cobrir o Troféu Brasil daqui a algumas semanas. Antes do troféu vai ter uma entrevista super bacana com a Renata Valente.

do Sojipa, sendo publicada. Então, fiquem de olho aí, que vai ter bastante coisa bacana por aí. E novidades também para o Pan, né? A gente tem novidades para o Pan aí. Só que isso fica mais para frente, que a gente está desenhando ainda. É isso, pessoal. Mais de três horas a gente falando de ginástica entre esses dois episódios que lançamos aí, parte 1 e 2. Parabéns, vou falar de novo. É isso, pessoal. Mais de três horas de ginástica entre a parte 1 e 2, a gente falando sobre ginástica.

e assim, muita, muita coisa aconteceu muita, muita coisa pra comentar muita fofoca, muita intriga muito comentário pra fazer mas é isso, batemos aí a meta de fazer os dois episódios dessa vez um pouquinho atrasado, mas saiu até a próxima galera

EP 102 – Jogos Sul-Americanos da Juventude e muito mais. | Castnews Index — Castnews Index