O Diabo Veste Prada 2
O Diabo Veste Prada 2 chega 20 anos depois com uma missão complicada: continuar uma história fechada e, ao mesmo tempo, atualizar um mundo que mudou completamente.
No Cinemático 608, Carlos Merigo, Bia Fiorotto, Ronald Villardo e Lucas De Britto analisam a sequência que tira o foco da rivalidade original e coloca todos os personagens no mesmo lado de um problema maior: a crise do jornalismo, a pressão das big techs e a sobrevivência da indústria.
O filme acerta ao trazer esses temas para o centro e dar novas camadas para personagens já conhecidos — especialmente uma Miranda que agora precisa jogar um jogo que não controla totalmente.
Ao mesmo tempo, tenta dar conta de muita coisa: nostalgia, comédia de moda, drama corporativo e comentário sobre o presente.
Funciona? Em partes.
👉 Já assistiu? Conta nos comentários o que você achou.
03:00 Equipe criativa e origem
05:17 Anna Wintour e o mito
10:34 Como o filme 2 nasceu
13:42 Poder editorial e marcas
17:48 Sinopse e notas
18:55 Orçamento e bilheteria
21:08 Opiniões sem spoiler
26:15 Ambiguidade e jornalismo
42:14 Filme pertinente demais
43:25 Ideias demais no roteiro
44:32 Miranda domesticada e romance ruim
46:57 Spoilers
50:20 Miranda ainda manipula
56:44 Figurino e quiet luxury
59:53 Nigel e Emily em destaque
01:04:54 Furos de lógica
01:05:00 Notas e despedida
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CRÉDITOS
Apresentação: Carlos Merigo
Pauta e Produção: Bia Fiorotto
Edição: Gabriel Pimentel
Trilha Sonora: Andre Graciotti
Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro
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- Crise do Jornalismo e MídiaPressão das big techs · Sobrevivência da indústria editorial · Queda do impresso · Desvalorização do trabalho criativo
- Sequência de O Diabo Veste PradaExpectativas e desafios da sequência · Atualização do mundo da moda e jornalismo · Recepção da crítica e público · Orçamento e bilheteria
- Personagem Miranda PriestlyMiranda domesticada · Adaptação às novas realidades · Manipulação e inteligência · Etarismo
- Produção e Roteiro do FilmeDavid Frankel · Aline Brosh McKenna · Acesso às marcas · Dificuldade de personagens ambíguos
- Influência de Anna WintourExperiência da autora Lauren Weisberger · Reação de Anna Wintour ao filme · Poder editorial na moda · Entrevista com ex-assistentes
- Figurino e EstiloQuiet luxury · Looks marcantes · Peruca de Meryl Streep · Evolução do estilo da Andy
- Personagens SecundáriosNigel · Emily Blunt · Romance da Andy · Assistentes de Miranda
Esse podcast é apresentado por b9.com.br Olá, eu sou o Carlos Merigo, esse é o Cinemático 608. E aí, Bia, tudo bem? What are you looking at? Ronald Villar, e aí, Ronald?
Então eu tentei arrumar um suéter cirúleo, mas o máximo que eu consegui foi esse verdinho aqui. E de volta que é o cinemático Lucas Debrito, o homem, a lenda. E aí, Debrito? Olá, gente, tudo bem? Bom, tô de preto, basiquinho. Deve ser uma coisa que a Miranda criticaria. Mas vamos lá, né?
Bora. Muito bem, vamos falar de O Diabo Veste Prada 2, que estreou agora nos cinemas no dia 30 de abril, certo? Sequência aí, quantos anos depois? 20, né? 20 anos? Exatamente 20 anos. Exatamente 20 anos. Demorou, né? Pra um sucesso cultural tão grande. Falaremos disso. Falaremos disso. Falaremos disso. Mas antes...
Mais entes. Rapidinho, siga a arroba cinemático nas redes sociais, você vê cortes, novos episódios e tudo mais. E também se inscreva no nosso canal no YouTube, youtube.com.br e dê o like, deixa o like aí pra você ver a claquetezinha. Pelo amor de Deus, deste raio, deste like. Se inscreve, você gosta da gente? Se inscreve aí, vai ficar aparecendo não vai acontecer nada além de aparecer na sua página inicial.
Olha, dependendo de como você apertar o like, o claquete pode virar outra coisa. Aquele que inventa uma lenda urbana. O claquete pode virar uma carinha. Dizem por aí. Já estão dizendo que a claquete é lenda urbana. É. Corre a boca pequena, saiu não. O like dourado, o like dourado. Muito bem. Vamos pra pauta? Vamos.
Você está aqui para nos ajudar a nos ajudar a nos escandalos. Clic, clic, clic, clic, every whack. Mas eu não me empatei, e tudo que eu preciso fazer é citar meu tempo até você fail. Não você pôs o trem, meu amor. Vou fazer algo desse trabalho. Você pode escrever um livro. O definitivo Miranda Priestly exposé. May as brilhas que eu perco, light my way.
Espera, espera. Eu espero que isso não esteja usando para o dinheirinho. É tudo isso. Fendi, nós precisamos disso. Os pão Brunello Cuccinelli. Eu amo esses. E você definitivamente precisa um set de sete de dois peças em um pedaço. Mas não a terracota, porque você é tão linda. Conta aí, Bia. Olha!
voltaram todos os originais do samba e do filme. Então, David Frankel, que é o diretor, ele é nova-iorquino, agora ele tá com 67 anos, é o diretor do primeiro filme. Mas também ele é Versace, e ele dirigiu episódios de Band of Brothers. Sacou? Versace? Versace 1? Sim. Ah, foi trocadilho. A gente não quer falar o que a gente tá pensando. Meus amigos entenderam, meu amigo. Meu Deus, tá bom.
Foi nicho, foi nicho. Foi, foi. Foi nicho, foi nicho, né? Perfeito. Eu vou atingir um público nichado. Ele dirigiu episódios de Band of Brothers, de Sex and the City, de Morning Show e de Inventando Ana. Então onde chamou, homem? Ele vai.
Tem uma conexão, tem uma conexão isso aí. Não, tudo tá conectado. Você não percebeu? Está tudo completamente, faz tudo sentido. Tudo faz sentido. Fiquei até gago. Fiquei gag. Ficou gag, ficou gag. Então, ele dirigiu o filme que traumatizou, meus amigos, uma geração que é Marla e eu. Ah, é dele.
É dele. É dele. Você aí que chora quando vê um labrador até hoje e não é por causa do livro, é por causa do filme, a culpa é dele. Ele também fez um Divã para dois com o Tommy Lee Jones e a Meryl Streep. E o último filme antes do Diabo Veste Parada 2 tinha sido o Jerry e Marge Tiram a Sorte Grande com o Bryan Cranston, nosso eterno doutor branco. Ciência, doutor. Walter.
aí a gente tem a Aline Brosch McKenna, que é a roteirista original do filme também e ela é bem conhecida por ter criado, dirigido e produzido Crazy Ex-Girlfriend que é uma série muito querida, inclusive por fãs de musicais e ela também fez parte da sala de roteiro da adaptação de Annie para os cinemas, que é musical clássico também, tem vários outros trabalhos, mas Players Ex-Girlfriend
Um currículo bem interessante. Agora vamos lá! Diabo Veste Prada é uma história em dois livros escritos pela autora Lauren Weisberg. Tá brincando. O primeiro... Não tô falando sério? Não sei disso, não. Tudo e tudo, vem aqui comigo. O primeiro livro, chama-se O Diabo Veste Prada, foi lançado em 2003 e foi adaptado para o cinema no filme que a gente conhece de 2006.
E A Vingança Veste Prada foi lançada em 2013. Mas esse livro não virou a sequência que vai ser o nosso assunto de hoje. Os dois livros têm versão brasileira. Eu esqueci de pegar a editora, mas você tem Google em casa e vai descobrir porque eu confio em você. Exato. Para quem não sabe ou não lembra, o primeiro livro é totalmente baseado, ainda que ela diga que não.
totalmente baseado na experiência que a autora teve quando foi, por pouco menos de um ano, assistente da Anna Wintour, que na época era diretora da Vogue. Colt! Inclusive, gente, como não lembrar do Michael Scott de The Office, quando ele começa a assistir Diablo Veste Prada, ele acha que a Miranda é boazinha, e aí ele joga o casaco na assistente. Aí ela fala assim, ele não terminou o filme. E aí depois, quando ele volta, ele pede desculpa porque ele terminou o filme e descobriu o que é.
por motivos de processinho, como eu falei, a autora sempre diz que não, gente, é uma coisa solta, assim, levemente baseada, eu pensei em várias coisas, veio para mim um sonho, ela vai falando, né, mas a própria Anna Wintour,
Ficou meio mordida na época. E declarou que o filme é uma obra interessante de entretenimento. E em 2024, ela falou pra BBC que cabe ao público e as pessoas com quem eu trabalho decidir se existe alguma semelhança entre Miranda Priestley e eu.
Que ninguém não é nem doido de falar que é. Então ela já deixa a pianinha ali. Ela e o cabelito dela. E fica tudo certo. Só que eles fizeram uma curiosidade já. Eles fizeram uma screening. Pra aquelas screenings de pessoas convidadas. No início, lá no primeiro filme. E a Ana foi vestido pra Ada. Então assim…
Boba ela não é, né? Tem toda uma história aí por trás desse screening aí. Na verdade, já foi na pré-estreia que ela foi convidada. E aí ela contou essa história recentemente no podcast pro editor da New Yorker, o David Remnick, que é colega dela na Condé Nast. E ele me entrevistou no início desse ano, no final do ano passado. E ela dá uma entrevista longa que tá lá no canal da New Yorker. E ela fala desse evento em que ela foi convidada pra primeira do Diabo Besti Prada. Na época falava-se muito do filme e tal.
Aí ela foi, não me restou nada, não seria na Premiere, fui vestindo Prada, e aí achei o filme muito divertido, muito interessante e tal. Hoje em dia, na verdade, ninguém mais liga pra essa história de não ser, de disfarçar que não era ela, ninguém, pelo contrário, ela entrou junto com a Anne Hathaway no Oscar.
pra apresentar o filme Miranda Pricely. Encarnando a própria Miranda. Essa, inclusive, é a menina de Anne Hathaway, de Emily. Então, a Anna Wintour embarcou na promoção do Diablo Veste Prada, assim, loucamente. Ela entrevistou a Meryl Streep também, tem uns dois ou três anos, quando a Meryl Streep foi capa da Vogue. Tem as fotos delas juntas. Elas saíram na capa juntas, né? Inclusive com a Meryl Streep chamada Miranda. Isso, mas isso foi agora. Elas saíram na capa juntas agora.
foi ideia da nova editora da Vogue, mas há uns três ou quatro anos, a Anna Wintel entrevistou a Mary Striep, que a Mary Striep foi capa da Vogue, a Anna ainda era editora da revista. Agora ela é diretora global da Condé Nast, diretora artística.
Mas ela ainda era editora da revista há uns dois ou três anos, quando a Meryl Streep foi capa. E aí ela entrevistou a Meryl Streep, também tem esse vídeo, que é muito legal, de 20 minutos. E a Meryl Streep entrando no escritório dela, aí ela senta na frente, ela fala, meu Deus, será que eu vou conseguir esse emprego? E aí a Anna Wintour morre de rir. É muito bom. E aí elas começam a falar sobre a vida, enfim, falam sobre uma outra editora muito famosa.
Ah, ela tá... Lembrei. Era a promoção do filme The Post. Ah, sim. Em que a Meryl Streep interpreta...
Então, e a dona do Washington Post era muito amiga da Anna Wintour, porque a Anna Wintour veio de uma família de jornalistas, né? E ela fala sobre essa história e a gente atropelou a Bia aqui com um monte de informação. Mas, porra, não existe atropelar, a pauta é conjunta, ainda mais com vocês que sabem muito. Mas, depois do primeiro filme ser um sucesso e se tornar até uma coisa meio cult, né? Entre vários públicos.
Sempre rola o papinho do filme 2, será que não vai ter 2, onde é que tá o pessoal hoje? E quando saiu o livro 2, o papo reacendeu, mas ao longo de todos esses anos, as atrizes principais do filme sempre falaram que não tinham interesse em fazer um segundo.
Porque não se mexe. Já tá bom. Eu ouvi. O filme é excelente. Então elas que empataram o negócio. É isso? Tá bom. Aí, não, mas não é só elas. A gente vai chegar lá. A Anne Hathaway deu uma entrevista pra Variety falando que amava a equipe que ela trabalhou. Que ela queria voltar a trabalhar junto com eles, mas em algo totalmente diferente. Aí, depois, a Anne Hathaway e a Emily Blunt começaram a dar entrevistas falando que...
Poxa, talvez seria... Ah, agora que eu tô pensando bem, talvez seria legal e tal, mas não sei. Tipo, é o que você quiser, entendeu? Eu iria. E a própria roteirista Aline falou pro Hollywood Reporter nessa época que não queria. Ela não queria. Ela achou meio, ai galera, vamos superar, vamos fazer outra coisa.
Só que em 2024, de repente, a gente fica sabendo pelo deadline que a Disney tava desenvolvendo o roteiro de Diabo Vestipada 2. Aí você faz o E. Na miúda. Foi o que aconteceu. Em entrevista pra Vogue, a Aline diz que sempre amou os personagens. A roteirista Aline.
O que que tá acontecendo? Roteirista Aline? É a nova cabelê Leila Leila. É, entendeu? É isso. Ele acabou de criar roteirista Aline. Tá bom. A gente manda esse roteiro pro Sterblitz, que aí ele faz um pra você. Tá bom. Roteirista Aline.
A roteirista Aline, pra volta, disse que sempre amou os personagens, que sempre conversou com seus colegas da época sobre como uma sequência não faria sentido, mas que aqueles personagens eram muito legais. Só que a partir de 2019, ela passou a perceber, todos nós percebemos, uma grande mudança no mundo editorial, no mundo do jornalismo, da moda, a queda do impresso. Aqui no Brasil tem um grande momento que acontece, que é o passaralho da abril de 2018.
Olha, eu trouxe até lenço. Que deixou todo mundo segurado ali na cadeira, pelo amor de Deus, o que vai acontecer? E ela começou a se perguntar, nessa história toda, o que será que aquelas personagens estariam fazendo agora?
Para o Hollywood Reporter, ela completou a história dizendo que esses pensamentos todos fizeram ela ligar para o David Frankel e falar, escuta, você está com 15 minutinhos aí? É. Eu estava pensando numa coisa que você vai me chamar de doida, mas eu acho que faz sentido aqui. E aí ele achou bom, só que a gente tinha uma missão, que é fazer a Meryl Streep gostar da ideia.
Só isso. As meninas estão tudo vendidas o pessoal quer fazer. Mas não tem filme. Novinha, 40 anos tem casa pra comprar, tem um filho pra criar. É isso. É um dinheiro bacana, né? É um dinheiro bom pra ela, às vezes, comprar uma roupinha melhor. É, entendeu? Um conjuntinho. Um conjuntinho bonito, médio e viscosa. Os 3 mil dólares da Dior, no Natal. Né, então assim. No free shop, né, amigo? Comprar um perfume, um tobleirone gigante. Essas coisas.
A Roteirista Aline e a Meryl Streep se encontraram numa exibição de Diabo Veste Prada 1, em 2024, no Washington Heights Theatre. Essa exibição foi promovida pelo Lin-Manuel Miranda pra arrecadar fundos pra esse cinema.
E aí elas se encontraram, as duas passaram o dia, pipipi, popopó, conversando sobre onde aquelas personagens estariam. Porque eu imagino que elas assim, nossa, o Mary, sabe o que eu tava pensando? O que você acha que elas estariam acontecendo? Você acha que... Hein? Mary, olha pra cá. Então, elas passaram o dia nesse assunto.
Então, dessa forma, a roteirista Aline conseguiu fazer com que a Mary Striep se interessasse a ler um roteiro dela, a pensar em voltar, e aí eles conseguiram captar a atenção dela. E aí ela ainda diz que esse segundo filme não foi criado artificialmente para seguir a moda das sequências.
E aí ela ainda fala, olha, gente, máximo respeito por quem tá fazendo isso. Porque ela nunca sabe qual é o próximo jobzinho que ela pode pegar. Gente, nada contra. Tenho até amigos que são. Nesse caso…
com a gente. Nesse caso, foram anos de gente pensando que não, depois pensando que sim, um falando com o outro, até chegar em consenso de que, ok, nós temos alguma coisa pra falar nesse filme, além de qualquer tipo de atualização ou adaptação do segundo livro. Pra terminar com uma curiosidade, o David Frankel contou pro Film Seal que uma das maiores diferenças do primeiro pro segundo filme foi o Acesso às Marcas.
Que em 2005, durante a produção do primeiro filme, todo mundo tava fugindo, se pirulitando, morrendo de medo. Porque ninguém queria provocar ela na Weed. Ah, lógico. Eu não sou doido. Isso também demonstra o poder da política, né? O poder do editor de moda na época.
Ah, é mesmo. Naquela época, eu morava em São Paulo, quando saiu o livro, eu morava em São Paulo, e eu trabalhava com a Erika Palomino na Folha de São Paulo, que é minha amiga querida até hoje. Um beijo, Erika. E aquele... Um beijo, Erika. E a Folha de São Paulo concorria, fazia as coberturas de moda mais impactantes. A Folha e o Estadão competiam para fazer as melhores coberturas das semanas de moda. E as editoras que tinham mais...
voz na crítica de moda naquela época eram a Érica e a Lilian Patti no Estadão. E havia realmente as críticas que elas publicavam nos dois jornais, impactavam totalmente a indústria daquelas marcas ali que se apresentavam em São Paulo Fashion Week, especialmente em São Paulo Fashion Week, também em Fashion Rio, mas muito em São Paulo Fashion Week, guardando as proporções que a gente está tendo aí com a moda internacional, que é o caso da Vogue.
Mas eu falo isso por conta do seguinte, o universo é um universo muito parecido.
onde os códigos realmente acontecem exatamente daquela maneira que a gente viu no primeiro filme, ou pelo menos aconteciam daquela maneira. Então quando ele para, aquela cena clássica do primeiro filme, em que o Nigel para e fala para a Andy, quando ela pergunta, poxa, mas o cara vai mudar a coleção porque a Anna não gostou? E ele falou, se dá, não entendeu ainda, né? A opinião dela é a única que importa.
Por que a opinião dela? Não. Porque a opinião dela é que vai definir se aquelas roupas estarão na revista. E a revista é a maior vitrine do mundo, em termos de moda, especialmente no mercado de luxo. É um escadinha de coisas, né? E aí acontecia a mesma coisa guardada nessas proporções brasileiras dentro dessa cobertura, dentro do universo ali de Folha de São Paulo, Estado de São Paulo e outros veículos brasileiros de moda também, mas muito Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. E o que acontece? Quando saiu esse livro...
Foi uma bomba no mundo da moda. Todo mundo, nossa, uma editora assistente da Anna Wintour publicou um livro falando mal dela. Então, assim, todo mundo queria saber o que estava acontecendo nesse livro. E o nome do livro é O Diabo Veste Prado. Eu lembro que eu fiz essa nota pro site da Érica quando saiu o livro. E logo assim que saiu o livro, já foi comprado pra fazer... Já compraram os direitos pra transformar em filme. Foi. Ele já nasceu...
Ele já nasceu comprado. É. Icônico também, mas já nasceu comprado pra virar filme.
Já, já nasceu. Vamos contar essa história, entendeu? O que aconteceu? Pro 2, meus amigos, vocês viram, né? São todas as marcas querendo estar no filme, emprestando roupa, emprestando local, emprestando tudo. Se quiser escrever Dior na testa, escreve. A gente ama vocês. Então, guarda a roupa aberta, Carlos Meri. Muito bem. Sinopse. Sinopse. Essa sinopse é adaptada da Vogue Brasil. Óbvio. Beijo, Vogue.
A sequência mostra o retorno de Andy à revista Runway, enquanto Miranda Priestly tenta sobreviver aos desafios da indústria editorial. Muito bem, repercussão desse segundo filme, Rotten Tomatoes tem 78% de aprovação da crítica.
Versus 87 do público. No Letterboxd 3.4 de 5. Meta Critic 63 de 100. E MDB 6.9 de 10. Pra gente comparar com o primeiro. É um pouquinho menor. Aqui no Word também é um pouquinho maior na verdade. 75% da crítica aprova o primeiro filme. Versus 76 do público. Um pouquinho menos. No Letterboxd 3.8 de 5. Lembrando que o segundo está com 3.4.
No Metaquit, que quase é a mesma coisa. 62 de 100. No MDB, um pouquinho mais. 7 de 10. Tá tudo ali, né? Assim, ó. É, bem próximo. Exatamente. O que é um sinal também, né? Sinal. Acho que também é. Cara, o primeiro filme custou, em 2006, entre 35 e 41 milhões de dólares. Essa é a história que temos. E a bilheteria, na época, foi de mais ou menos 329,7 milhões de dólares.
Faz 20 anos, então não sei fazer a conta da inflação aí. Porém, né? Apesar da bilheteria, toda a influência que o filme virou depois, né? Assim...
Um filme memético. Ele virou meme. Ele é um filme que se assina... Cara, é assim. Eu gosto de O Diabo Veste Para Dar 1. Eu não tenho uma relação forte com ele. Mas eu já assisti várias vezes. É formativo. Ele é no mínimo muito gostoso de ver. E no máximo várias outras coisas. Sabe?
É um filme, antigamente Quando a gente pegava o filme passando na TV Mas quando se pegava Tá passando Diabo Veste Pra De Ah, eu vou ver de onde tá até o final É isso Então tem isso O Guardian deu 100 milhões de dólares de orçamento Pra esse segundo filme Eu achei até
Comedido, perto do que eu imaginei que fosse. Mas o diretor, graciosamente, comentou depois que você termina de pagar algumas das maiores estrelas do cinema atual, o orçamento fica bem parecido com o do... Ninguém mandou querer as quatro de volta. As quatro, gente, por as quatro, eu incluo Stanley Tucci, tá? As quatro. Eu plantei até pesquisar, gente. O salário da My Stripe foi mais ou menos 15 milhões de dólares.
Só o dela. Por mim? Achei até que foi pouco. Até agora, são mais de 233.600 dólares arrecadados. Pode ficar tranquilo que vai aumentar, porque esse é só o primeiro final de semana de estreia. Lucas Debrito mesmo, responsável por 38 mil desse arrecadação. Só vi duas vezes, só vi duas vezes dessa vez. Nossa, eu...
Eu também, só vi duas vezes. Ai, gente. Muito bem. É isso, ó. Que é isso, hein? Eu só... Esperava mais. Eu tô viajando, mas eu vou passar um bala amanhã. Mas fica tranquila, calma aí. Vou passar um bala amanhã. Muito bem. Então vamos lá. Vamos primeiro aqui, opiniões sem spoiler. Lucas, começa você aí como nosso convidado de honra. O que você achou desse segundo filme? Você é fã do primeiro? Qual é que é?
Ah, assim, o primeiro, ele é formativo na minha vida, assim. É um filme que eu sei todas as falas. Tipo assim, dá play agora, eu sei a entonação, eu sei tudo. E mais do que isso, assim, eu acho que ele teve um papel. Ele tem um papel, ele me acompanha há muitos anos. Porque eu acho que ele faz parte desse boom de filmes dos anos 2000. E pra mim, que sou milênio barra geração Z, ali na curvinha.
É o Zilênio, o famoso Zilênio. Exatamente. É muito aquele filme do… Virar onde você entende que a sua profissão pode ser algo que você ama, né. Então veio muito nisso, assim, de quando eu era criança. Assisti e falava, nossa, dá pra trabalhar com algo legal.
Essa promessa que nos fizeram, né? Exatamente. Assim, até você parar de gostar do que você faz. Mas tudo bem, isso é uma outra conversa. Pois então, o que acontece é muito nessa linha, né? Então, ele é muito formativo pra mim. Na verdade, ele me trouxe uma das maiores lições de trabalho, assim. O filme 1. Eu ainda acho que é aquele momento em que a Andy pensa em desistir. Ela chega no escritório do Nigel. Eu ainda acho aquele diálogo muito atual. Eu ainda acho aquele diálogo muito formativo.
ele é muito importante. Você tá querendo mesmo? Exatamente. Você não tá tentando, você tá reclamando. Então eu acho que isso é muito interessante. Meus amigos sabem que é assim que eu aconselho em relação ao trabalho. Então ele é muito formativo pra mim. Então quando anunciaram esse dois…
Eu fiquei assim, não vai ser igual ao primeiro, né? A gente já coloca a expectativa lá embaixo, não tem a Neryl Streep. Então assim, eu vou me divertir. Eu só pensei nisso, eu vou me divertir, eu vou lá, vou me encontrar essa galera e eu sei que vai ser legal minimamente, né? Me saiu muito surpresa do cinema.
achei que o roteiro é muito inteligente o roteiro tem um ponto coisa que tem sido cada vez mais difícil nas sequências que a gente tem, muitos filmes sem ponto nenhum, sem nenhum tipo de narrativa, não querem chegar a lugar nenhum só querem ficar nesse fluxo de nostalgia que é da geração que é do nosso tempo mesmo mas achei que o filme foi muito inteligente
Gostei muito, assim. Eu fiquei até emocionado. Como encontrar meus amigos, assim, né? Reencontrar meus amigos. Então, cara, muito interessante visualizar a Miranda de 20 anos depois. Principalmente a Miranda. Eu acho que é muito interessante. Tudo que ela vem passando, a forma como ela tá e um pouco de como a maturidade.
Ela chega para as pessoas, para todo mundo mesmo, inclusive para ela. E principalmente gostei de ver uma Miranda que nem está de pé no jogo. Uma Miranda que também é fruto do jogo que está sendo jogado. Que não controla a bola e que só passa a bola, né? Então acho que muita gente tem reclamado do comportamento da Miranda, mas ela é isso, né? Ela é a moda. Então ela também é a representação do que a moda representa para o público.
Ela ganhou camadas, né, Lucas? Exatamente. Então, tipo assim, se ela não dita mais, se não é tudo do jeito dela, né. Por que não é tudo do jeito dela? Porque a moda, ela tá num outro lugar hoje com celular, com iPhone, com tudo, enfim. Então achei muito inteligente, assim. Mas nos momentos que ela precisa ser ácida, ela é muito ácida. E é dessa Miranda que eu gosto. A Miranda que vai atrás, que procura as inseguranças das pessoas.
E se você não tá muito no teu lugar, muito na tua cabeça ela consegue sim te atingir. E é exatamente por isso que ela faz de tudo pra que as pessoas tenham autoestima. Pra que ela não precise utilizar esse tipo de recurso. Porque é um recurso baixo, fácil. E ela é mestre nisso. Então eu acho que isso é muito interessante. Gostei, assim, da dinâmica. Eles são maravilhosos, né? Porque é uma coisa você ver 20 anos atrás quando Annie Hathaway tinha 20 anos. E agora ela é uma movie star, né? É um negócio de tudo. Você vê ela?
Ela é perfeita, assim. Ela é a minha atriz preferida desde o Diário da Princesa, assim. Então, cara, foi tempo de reencontrar o meu eu de 12 anos. Só que muito mais interessante, com muito mais camadas e com muito menos certo e errado, assim. Então, acho que a experiência que eu tive no cinema foi uma experiência deliciosa, assim.
E achei que, cara, valeu muito a pena esperar 20 anos. Porque realmente a gente chegou num momento onde tem um ponto. Algo a ser dito mesmo. Então eu saí muito feliz, assim. Espero que não tenha um três. Que eu acho que três um monte. Tá bom já. Eu acho que é uma sequência muito boa. Mas eu já pensei numa história pro três. Conta aí, Ronald. Não, não dá seu pitch não. Manda um bem pra Fox e vê se vai rolar. Roteristaline. Arroba gmail.com E aí
olha, eu tenho que acelerar embaixo de tudo que o Lucas falou, porque concordo com ele, absolutamente tudo que ele disse, e eu lembro de uma coisa, o Lucas falou certo e errado, né e esse é uma essa é uma grande questão desse segundo filme era também já no primeiro filme onde havia ainda aquela brincadeira com aquela toxicidade da Miranda, né sim
que evidentemente é uma caricatura dentro daquilo ali. É, uma sátima. Pelo que eu vi de entrevistas, de muita gente comentando, inclusive entrevistas de ex-assistentes da Anna Wintour, falando que aquilo é absolutamente caricatural, que ela é, sim, uma...
editora exigente não muito dada ela é britânica, né? Então ela não é muito amável, uma pessoa muito não é muito da galera, né? Não é muito, mas ela não é muito com ninguém, tanto que tem um documentário Women Bosses, é um documentário de antes de O Diabo Veste Prada que seguiram a Anna Wintour numa semana da vida dela e ela vai nas festas que ela tem que ir porque ela tem que representar a vô e ela fica realmente 20 minutos na festa E aí
Ela bebia só água e ficava 20 minutos embora. Ela tinha que trabalhar. No dia seguinte, ela estava às 7 da manhã na revista. Depois de ter jogado tênis. Ela acordava de manhã para jogar tênis e para a revista. Ela era a primeira a chegar. Então, ela é realmente uma workaholic.
Deslocando para esse assunto do certo e errado, eu estava vendo essa semana um episódio de um podcast chamado Primeiro Tratamento, que é o podcast do nosso amigo Bruno Bloch. Isso, exatamente. Que fez o método exposto. Bruno, que é um dos roteiristas da nossa série aqui do B9, método exposto. Então, já fazendo... Exatamente. Segunda temporada está na Audible. Isso, a Audible. E ele tem um podcast que chama Primeiro Tratamento, que é um podcast de roteiristas para roteiristas. Então, ele apresenta esse podcast junto com o Pipo Cordeiro.
que é executivo de uma produtora de São Paulo. E nessa semana, por acaso, não estavam falando de Diabo Veste de Prada, mas eu achei que tinha tudo a ver. Eles começam o episódio discutindo sobre a dificuldade que a gente tem no audiovisual atual de ter personagens mais ambíguos, que não sejam completamente bonzinhos ou completamente malvados. As pessoas estão um pouco com medo de escreverem personagens que tenham essas características, que podem ir para os dois lados.
que na verdade é boa parte do mundo, como as pessoas são. Ninguém é totalmente mau, totalmente bom, guardadas as proporções e os limites até onde isso pode chegar, mas ninguém é totalmente bonzinho ou totalmente malvado. E as pessoas não estão escrevendo personagens assim. Eles debatem isso nesse episódio dessa semana do primeiro tratamento. Eu associei imediatamente ao Jabba Veste Prada 2, porque nesse filme...
A gente encontra personagens, reencontra esses nossos velhos amigos, né Lucas? A gente reencontra esses personagens andando numa corda bamba o tempo inteiro. Eles estão o tempo inteiro entre dois lados e tomando decisões nas vidas deles que podem salvar, save their asses, assim, porque eles podem manter, podem sobreviver as situações que eles estão vivendo, todos eles. Estão todos na corda bamba e aí quando eles estão na corda bamba, eles flertam com alguma coisa que pode não ser muito legal.
aí eles resistem, eles flertam de novo, depois eles tentam se equilibrar ali, e...
Eu acho que não dá para ninguém bater no peito e dizer eu jamais viveria uma situação desse tipo, porque em algum momento da sua vida tem uma encruzilhada ali que você, em nome da sua vivência, se você já trabalhou, você já viveu. Em algum momento você tem que tomar uma decisão ali e ver onde é que estão os seus próprios limites ali. E aí você se testa também para ver até onde você vai.
E aí essa é a grande resposta, até onde você vai? E o filme trata disso, o roteiro da roteirista Line não é medroso nesse aspecto, porque todos os personagens estão ali dialogando com essa corda bamba o tempo inteiro sem dar muito spoiler. Outra coisa que eu achei muito interessante nesse filme, adicionando a tudo que o Lucas falou,
é o lamento que ele traz para todo mundo que é jornalista. Não tem um jornalista cuja crítica eu não tenha lido, com quem eu não tenha conversado já, que não saia desse filme com uma certa melancolia. Porque o filme é uma sobrevivência. Ele é uma luta pela sobrevivência do jornalismo, do bom jornalismo, do jornalismo profissional, do jornalismo que ainda segue.
algum padrão, de um jornalismo que não se rende ao poder de um anunciante, de um jornalismo que tenta ser o mais livre que ele puder. A gente sabe que o jornalismo completamente isento é mera utopia, mas a isenção é uma coisa que a gente sempre está buscando.
Pelo menos eu falo dos jornalistas que estão trabalhando nas suas respectivas redações. Está sempre procurando, buscando uma determinada isenção. Ainda que ela seja utópica, ela sempre tem que ser buscada. E esse assunto, olha que incrível, ele não está sendo debatido no Spotlight, não está sendo debatido em outro filme que fale de jornalismo entre aspas série, mas está falando de uma revista de moda.
trazendo esse universo para essa revista de moda. E aí eu lembro da minha experiência fazendo isso, eu era meio, a Érica não era, a Miranda, a Érica é a pessoa mais gentil e doce e generosa que eu conheço.
Mas eu era meio Andy, porque assim, não tenho a ver nada com aquele mundo da moda, mas eu tava lá como editor assistente da Erika. Conta a história da Bermuda. Você pode contar a história da Bermuda aqui? Qual a história da Bermuda? Não lembro mais. Que você, carioca, foi de Bermuda pra um evento em São Paulo? Não foi um evento. Foi a minha primeira semana em São Paulo. Então, gente, carioca, me mudei pra São Paulo, né? Convite da Erika pra ser editor assistente do site dela que ela tava lançando. Aí fui pra São Paulo e fui...
Ela me chamou pra almoçar no sábado. A gente trabalhou a semana inteira. Vamos almoçar no restaurante tal, no sábado. Ah, nós fomos jantar. E eu fui de bermuda. Não vejo problema algum. Gente, quando eu entrei no restaurante... Estou achando até agora... Então, mas só que lá em 2014...
lá em 2003, não era, porque quando eu entrei no restaurante de bermuda, todo mundo, plaf, aí eu falei, gente, acho que eu não devia ter vindo de bermuda, né, ou seja, foi tipo, virei a Andy ali naquele momento, com o negócio de Cerulean, todo mundo lembra a minha cara, mas enfim, aí os jornalistas estão saindo melancólicos, porque aquilo realmente diz respeito a uma realidade muito palpável nas redações atualmente.
que é você ver as empresas de comunicação tentando virar empresas de tecnologia, porque é assim que o mundo está exigindo que elas se tornem. O jornalismo, a velocidade do jornalismo comprometendo a qualidade da apuração de muita coisa acontecendo. A gente vê isso em várias áreas, não só do jornalismo de cultura.
Talvez menos no jornalismo de cultura, mas mais no jornalismo de política, por exemplo. A gente vê umas coisas meio malucas acontecendo por conta dessa velocidade que as pessoas têm que publicar as coisas e a economia da atenção bombando. E esse é um dos dilemas que a Miranda enfrenta nesse filme. Então eu achei que eles conseguiram fazer...
essa atualização de uma maneira muito inteligente. Esse roteiro realmente está muito inteligente, muito palpável. Por isso eu acho esse filme menos, entre aspas, muitas aspas, divertido do que o primeiro. Eu acho um filme mais reflexivo. A belisca melancolia, né? Ainda que você dê umas risadas, você tem algumas frases muito bem feitas e seja divertido. Tem participações incríveis, Donatella Versace, Mark Jacobs e um monte de gente aí. Donatella Versace sendo maltratada.
É em italiano. Pela em inglês. São muitas camadas, gente. São muitas camadas. É muito, muitas camadas. São muitas camadas. E é isso. Eu acho que o 3 vai acabar vindo aí. Não sei. Tenho essa impressão que vai ter um 3. E eu queria deixar aqui pra quem tem uma curiosidade de saber.
Conhecer as verdadeiras ex-assistentes da Anna Wintour, a nova editora da Vogue, que é a Chloe Malley, fez uma entrevista com três ex-assistentes da Anna Wintour pro podcast The Run-Through. The Run-Through, o nome do podcast não é esse à toa, que ela apresenta no site da Vogue, tá lá. E ela entrevista três ex-assistentes e elas fazem a comparação com o filme.
com os livros e com os filmes. E é muito divertido, e você vê que elas são assistentes normais, são pessoas como a gente é. Enfim, o filme é uma caricatura muito bem feita, muito divertida, mas realmente não passa de uma caricatura. E é tudo que dá pra falar agora sem os spoilers. Não, e até continuando o ponto do Ronald, gente, eles entrevistaram a verdadeira Emily no The Run-Through. Saiu semana passada.
E ela é a stylist da Cherise Theron. Ela nunca disse que era ela até esse momento. Ela disse agora, disse na semana passada. Ela criou a carreira dela, foi viver a carreira dela. Ela já é muito bem sucedida, é uma grande stylist no mundo da moda. E ela é a verdadeira Emily. Ela, inclusive, diz que ela que falou pra Lauren. Na época, a Million Girls would kill for this job. Então, tipo assim, tá lá no YouTube da Vogue. Muito bem. E você, Bia? Conta aí.
Bom, gente, agora que os especialistas se pronunciaram. Eu, dentro de mim, existem duas lobas. A Shakira. A Shakira e a Vanessa Wolff. A primeira é... Eu fiquei... Eu gostei do filme. Eu gostei do filme, vamos lá. Eu gostei do filme. A primeira loba fica pegando coisinhas do filme. Que são...
O conflito principal se resolve em dois minutos. É foda. Tem muito do que acontece para aquilo se resolver que eu adoraria ter visto. Concordo. Embora, se você for... Você pode ter a boa vontade de completar esse pensamento. Dá para fazer isso. Gostaria de ter visto? Gostaria de ter visto. Tem até...
Menos looks do que eu queria que tivesse. A minha vontade era de cada cena um flash. Eu queria chorar lágrimas de marcas caras. É lindo, é lindo. Mas tem um momento específico. Aí, gente, é uma questão de gosto, tá? Tem um momento específico que ela fala muito de um vestido. Que a Anne Hathaway fala muito de um vestido. E quando aparece o dito vestido, eu penso... Ah, vem aí o vestido, tá na mala.
Mas não, era aqui. Mas tudo bem. Exato. Eu também tive... Tudo bem. Eu fui com a Nina assistir o filme e a gente ficou assim. É esse o vestido? A Nina. É quiet luxury. É quiet luxury. É, o quiet luxury. Tem até momentos que eu gosto tanto deles. Eu gosto de Diabo Vestiprada. Eu gosto da relação. Eles estão se divertindo muito fazendo esse filme, gente. Então, a vontade que dá...
É de ver eles conversando mais. É mesmo. Eu acho que tem um outro momento também. Em que uma conversa importante que a Miranda vai ter com o Nigel. Que eu também acho que é lindo. Mas podia ter alguma outra coisa ali pra deixar mais… Menos repenti. Ficou pouco, né? Esse é um momento que eu não gosto do filme. Eu não gosto desse momento. Eu não gosto dessa série. Mas isso é spoiler, gente.
É, não, ó. Momento de conversa. Não, conversa, conversas gerais. Conversas gerais que ela tem que ter um édio de forma geral. Pessoas conversam. Um filme é feito de conversa. Beleza, beleza. Pontos que estou... Ana, isso posto. Eu passei duas horas sem piscar no cinema.
sem piscar, a ponto de eu ignorar atrás de mim, foi assistir com a minha amiga Ana Luísa que já esteve aqui em alguns episódios e aí, diva que amamos muito, e aí a gente tava juntas no cinema e atrás da gente tinha quatro adolescentes geração alfa fãs da Sossou Careca que não calavam a boca, mas assim
Era assim, era uma coisa... As pessoas faziam e eles continuavam. Aí começa a elevar o degrau do chill, que é você virar. Isso. E aí, cara, eu usei a minha melhor cara de má, mas eu fui sumariamente ignorada. Fui colocada no meu lugar de véia. Ô, tia! Eu vou falar... Para de encher o saco. Tia, cala a boca! Vou falar no meu filme sim. Enfim, mas em certo momento, eles já nem estavam mais me importunando, porque eu estava tão dentro do filme.
E me divertindo com essas pessoas. Eu amei a casa da amiga que a Andy tá. Gostei que é isso, né? O sucesso da vida adulta tem várias caras. Então, ela é bem sucedida. A gente sabe disso. Mas também, porra, são vários outros jeitos. Aquele tipo de sucesso. Isso a gente já viu desmoronar já tem uns anos. E até hoje, talvez as gerações passadas estejam tentando...
ficar em paz com isso, que é o caminho tradicional, não existe mais. Então, você também precisa entender que o seu melhor tem caras diferentes, momentos diferentes. Então, cara, eu achei uma delícia, eu adorei as músicas. Toca Vogue da Madonna, é claro, tem que tocar, todo mundo vai dançar na cadeira.
as coisas que precisam acontecer acontecem de um jeito muito gostoso a Emily Blunt está muito engraçada o casal que a Emily Blunt faz está muito engraçado e aí a gente tem essa crítica pertinente a esses bilionários que chegaram pra a gente fala o Justin Trudeau está muito bom ele está, não confundir com o Justin Trudeau marido de Keith Perry
que também parece que fez parece que fez um motor de política não lembro parece que aconteceu alguma coisa aí com ele ninguém sabe é padrasto da Daisy, é isso que ele é isso
Eu adoro quando a gente fala deles de uma forma ridícula, como eles são ridículos, né? E aí a gente no Braincast sobre Betis, pessoal, que saiu faz pouco tempo. Qual que é o número, Merigo? Você lembra? 629? Já perdi a conta faz tempo já. E gente, Betis e Braincast no seu computador de Spotify. Vai aparecer.
Gente, não tem muito tempo. É com o Altair e tal. Foi no Google. Nesse episódio, o Altair fala sobre capitalismo financeiro e sobre como existe sempre uma nova forma de contornar uma crise botando no cu de quem está na base. Basicamente.
E aqui a gente vê isso refletido nessa ideia de que tudo vai virar, como os meninos falaram, uma empresa de tecnologia. Tudo vai virar um serviço assinável. Tudo vai ser reduzido em nome de ficar de pé. Mas o que fica de pé é uma casca, né? Que dentro tá cheia de IA. E as coisas perdem a alma, como a própria Andy fala no filme. E aí, essa melancolia que vem é foda por causa do final. Porque...
Dá uma sensação de, poxa, o quão real pode ser isso, né? Será que a gente poderia fazer algo do tipo? Será que existe algum tipo de mobilização? Será que se a gente se juntar? Versus o que a gente vê, que é bem desesperançoso. E eu sei que desesperança também é uma ferramenta pra deixar a gente quietinho. Claro, com certeza. Então, a gente vai botando essas coisas na balança, mas no final é um filme muito divertido. E poderia ser uma bosta.
ele é bem feito, é bem pensado quem é fã, como os meninos que são super super fãs gostaram eu que sou fã mais normal, adorei também me diverti e saí com a música da Dolce e da Lady Gaga na cabeça, eu tô o dia inteiro bitch, só faço isso e continuo minha vida, entendeu?
Muito bem. Ó, vou ser rapidinho pra gente ir pros spoilers. A Bia usou uma palavra que é pertinente. E eu acho que é isso que eu fiquei com ela na cabeça. Porque eu achei que seria uma bomba, assim. Ah, a palavra é pertinente. Eu achei que eu usei uma palavra pertinente que seria… Pertinente. A sua palavra é pertinente e a palavra é pertinente. E eu acho que o filme é pertinente. Porque ele tem essa sequência, né, que tem…
É surpreendentemente relevante, né? De você trazer esses quatro para abordar a morte do jornalismo, crise da revista, domínio dos bilionários, das big techs, desvalorização do trabalho criativo. Acho que eles conseguem, de maneira surpreendente, colocar tudo isso lá e ser essa sequência millennial, né? Como o Lucas falou, a geração que acreditou no esforço, no currículo, no emprego dos sonhos, né?
Na recompensa do trabalho duro e agora recebe demissão por SMS, né? Enquanto tá ganhando… Demissão em base. Muito boa essa cena. Aliás, é bem cruel, mas é isso, né? 2026 é na nossa cara. Na veia, né? Porém…
eu acho que o filme tenta fazer coisa demais, né? Assim, você tem essa homenagem nostálgica, você tem tudo isso que eu falei, você tem um drama sobre legado, comentários sobre A, atualização geracional, comédia de moda, né? Então...
Comédia de moda. Não é? Comédia de moda, que é o que o filme... É o gênero? É o gênero, né? Comédia de moda. Comédia de moda, que não é comédia romântica. Não, de jeito nenhum, é comédia de moda. Então, acho que tem um pouco isso. Ele é bom nas ideias, mas tem uma fragilidade em conseguir ser fechado por si só. Eu vi uma crítica, acho que é da New Republic, que eles comparam que o filme original é tipo um vestido, né? Bem cortado e bem...
bem ajustado no corpo. E esse segundo filme é uma calça cargo. Então... Ai, que exagero, meu Deus. Mas também é hora de que ele vai ler a crítica, gente. Tentando caber com ele. Mas é isso, acho que ele é divertido, melancólico, como disse o Ronald. Tem esse negócio que também muita gente criticando, que você tem uma Miranda domesticada. Mas eu acho isso legal, porque no fim...
Ah, ela tem que se adaptar, cara. Exato, ganha camadas, vira uma pessoa. É engraçado, é bom, é interessante. Ela vai ter que enfrentar forças. Eu vou falar nos spoilers, vou falar sobre isso nos spoilers. É, ela tem que enfrentar muitas forças aí. RH, corte de orçamento, dependência de anunciante, métricas digitais, né.
O pessoal da ESG, né? É, exato, o da ESG. Compliance. Compliance. É muito bom. Eu acho que é legal essa parte dela se adaptar. O que eu menos gosto no filme é... Eu acho que tem uma... Eles tratam de uma problemática e que no fim acho que o filme se entrega a ela. Eu acho que é meio... Talvez seja triste, mas...
o jeito. E, cara, o romance da Andy é completamente descartável, né? O que é aquilo? Caralho, eu nem lembrava. Fiquei com vergonha daquela cena, daquele cara. Pra que isso? Eu não quero ver isso. Parece uma exigência de Hollywood pra ter par romântico, né? Gente, mas o par romântico, você tem que querer pegar o par romântico, né?
É, pois é. Que aquele homem, ninguém nem quer nem pegar. Ninguém quer. Quem que é esse mano? É que ele saísse da minha tela. Sai daí, sai daí. Sai, sai. Assim como aquele vestido que eu fiquei… Ah, é esse? Isso. O par romântico é… Ah, é esse? Quando ele aparecia, tu ficava… Sai, sai daí, meu. Cara, te chamo o nome. Quero ver o filme, você tá na minha frente.
Cadê a Miranda? Isso, muito bem. Mas é isso, é legal, divertido, gostosinho, assim como é o primeiro filme, tá atual, o elenco tá afiado, e tem respeito pelo original, e é isso, funciona, né? A Nina gostou? Gostou, gostou. Ela ficou fissurada no primeiro filme.
E, assim, ela não tem toda... Ela não tem 20 anos de separação de história. E eu acho que uma coisa que pegou muito pra ela, esse diagnóstico da mídia que o filme faz, né? Isso pra ela não quer dizer muita coisa. Então, acho que ela não pega muito esse lance. Ela vai gostar mais de ver... Vai ficar com a parte boa. Isso, vai ficar com a comédia da moda, né? Como eu falei, acho que ela vai gostar mais. Então é isso, vamos pros spoilers?
Vamos! Amigos, liberados. Falando da Miranda, falando da Miranda domesticada, o negócio é o seguinte, a Miranda tem ao lado dela assistente e a Miranda, falando da Miranda
que é uma enviada especial do Compliance. Fica bem claro isso pra gente ali dentro daquela história. É verdade, Mari. Ela tá na reunião e... Moeiranda, a gente não fala mais isso. A gente não fala mais isso. O trabalho, parte do trabalho daquela assistente é justamente ficar... E ela cede, que ela sabe o que ela está fazendo ali.
O que eu não posso falar mais? Isso, aquilo, não sei o que lá. New Jersey. E aí você meio que... Não, ela fala... Mill Around, New Jersey, methadone. Quando ela fala New Jersey, ela fala New Jersey. Qual das coisas eu não posso falar? Qual das coisas eu não posso falar, né?
E aí ela começa, ela pendura o próprio casaco. Então todas aquelas coisas que hoje em dia são evidentemente… Ela pendura o próprio casaco com dificuldade. Isso é legal, e não sei se vocês repararam, mas assim essa cena dela pendurando o casaco é a forma como a Andy tá vendo a cena acontecendo. Ah, é verdade! Porque até a câmera como faz, é a forma como a Andy tá vendo a cena. É a interpretação da Andy de como seria a Miranda colocando um tabaco.
Então é quase como se fosse a forma como é filmado. Não é realista. É uma forma do tipo… É a cabeça da Andy, né. É tipo zoom de novela, entendeu? É tipo assim… Caralho, muito longo. O negócio veio assim. Então essa interpretação é tão absurdo pra Andy que ela vê daquela forma. A Miranda pendura o casaco dela, provavelmente, há muito dano já. Só que pra ela é tão absurdo que ela olha dessa maneira. E ela fica cansada.
eu achei as assistentes pouco explorados a primeira assistente e a segunda assistente eu acho que tinha muita história ali daquelas duas assistentes a menina e a menina a primeira e a segunda e o segundo assistente dela tem histórias incríveis ali que você enxerga na hora que você vê aqueles personagens, você percebe as mudanças do filme e você quer saber mais sobre eles então assim como tinha na primeira pode só falar uma coisa né
Se te interrompei, não desculpa. O podcast é seu. Imagina, sem vocês não há podcast. É verdade. Que é nisso que você falou, eu fiquei meio com uma sensação de uma passada de bastão, assim. Caso tenha mais, essa galera vai assumir.
É, concordo. Pode ser? Mas eu fiquei com vontade de saber mais deles, mas assim, como eu falei antes, a rotarista Aline colocou é o Diabo Veste Prada, o inimigo é outro, né? É isso. Porque o inimigo não é mais a Miranda que é o problema que você tem que contornar. Estão todos juntos pra contornar um outro problema. Verdade. Que é o fim da revista, o inimigo é outro. Então assim...
deslocou todo mundo pra outro lado pra que eles ficassem juntos, apesar das diferenças deles, e aí eu acho, de novo vou bater nessa tecla de novo, acho muito legal que eles têm a cena do carro, né, famosa cena do carro, que quando a Miranda joga que ela sabia tudo que estava acontecendo acontece isso no primeiro filme e acontece isso agora quando ela tá no carro, ela joga, ela já sabia que ela tava fazendo o livro, acho que tem que fazer esse livro mesmo, ah, mas eu não vou fazer faz o livro, conta a história o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro, ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah, o livro ah ah, o livro ah ah, o livro ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah
Se você fizer, eu ainda ganho alguns anos no top. Ah, é verdade. Mas nem sobre ela. É isso, exatamente. Então, assim, uma preocupação minha eu sinto que as pessoas estão ficando menos inteligentes ao longo dos anos. Tipo assim, a Miranda não tá sendo a Miranda. Gente, vocês estão assistindo? Vocês não assistiram? Vocês não assistiram direito. Vamos entender, né? Tá no design, tá no design. Se show, rapidinho, interpretação.
mas assim, ela continua sendo Miranda totalmente manipuladora, manipulou todo mundo identificou suas fragilidades eu acho que as pessoas estão incomodadas, Lucas eu acho que elas estão incomodadas em ver a fragilidade da Miranda e a fragilidade dela aparece não só no texto dela no comportamento de uma pessoa que já enxerga o fim ainda que ela esteja assumindo a direção global coisa que a Ana Wintour assumiu recentemente ainda que ela esteja assumindo a direção artística global da Elias Clark lá o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o
Ela já enxerga o fim ali, como todo executivo da idade dela enxerga. Já começa a enxergar o epílogo ali da história acontecendo. E ainda assim, ela consegue manipular todo mundo para que esse epílogo seja o mais longo possível, para que ela possa estender o máximo que ela conseguir ali. E já olhando para o lado... Ela é uma pessoa autocentrada, é uma pessoa extremamente narcisista, uma pessoa que não consegue imaginar a revista sem ela, e ela não está errada.
entende? Ela ainda é ela então eu acho que isso é muito interessante por outro lado, tem uma discussão interessante também de etarismo, né porque ela é chamada de velha o tempo inteiro no filme e assim, e ela leva a revista com sangue nos olhos como gostam de dizer por aí, né o outro chama ela de, o Tech Bro lá chama ela de Miranda Beasley é a Miranda Beasley because you're a beast
E ela ficou olhando. Gente, aquela cena. Eu já vi essa cena acontecendo. Eu também vi essa cena acontecendo. Então, é muito. A cara dela. Ela fez exatamente a cara que a gente vê quando vê um editor sênior lidando com essas pessoas. Vindo do além. Com essas ideias incríveis. Harvard MBA. Não importante.
Tipo assim, gente, pelo amor de Deus, esse cara existe. Ele tá na faria lima agora. Esse cara existe. Gente, essas pessoas estão vendendo infoproduto pra vocês, tá? Tem essa parte também. Exatamente, exatamente. E é assim, então, só pra reforçar isso que o Lucas falou, a Miranda continua sendo a Miranda do mesmo jeito. Ela se moldou pra ela continuar sobrevivendo.
Mas ela continua sendo a Miranda e ela se manifesta ali. Nos pontos-chave onde ela precisa se manifestar, ela se manifesta. Quando ela tem a grande ideia de vender a revista pra Lucy Liu. Aquela carinha que ela faz é sensacional. Gente, queria isso. Queria saber mais disso. Poxa vida. Mas ainda isso é uma coisa melancólica, Bia. Porque assim, é uma saída que é uma saída que é um... É achar o bilionário bonzinho, né? É um quebra galho.
pra poder coisir por mais tempo. Não fica, porque a indústria não tá mais funcionando daquele jeito, né? Então, assim, ela dá um jeito pra ter mais alguns anos ali, mas a indústria não é mais assim. Então, até isso é um pouco melancólico. Agora, só pra terminar essa coisa que eu não paro de falar, tem uma cena que eu adorei que no começo do filme, quando a Andy aparece pra ela,
E ela entende o que está acontecendo, o que a Andy está fazendo ali, que ela chama a assistente fulana, chama fulana, get fulana on the phone, é um... Toca a pessoa perto. Coloca fulana no fone, é um botão só que ela aperta, é muito bom, ela consegue apertar um botão. E no final, quando a Andy está vestindo um colete cerúleo.
que é igual o suéter, que ela tava da mesma cor. É o suéter cortado. É o mesmo suéter cortado, né? É o mesmo suéter cortado, inclusive ela tá com a mesma camisa que ela usou por baixo. A mesma roupa. Então é isso. Só que a roupa, quando você conhece o seu corpo, enfim, é isso. Só que agora ela sabe que ela tá dentro daquela roupa. Aquele é, provavelmente, o suéter que foi lançado recentemente por uma marca muito importante, que eu não lembro mais qual é. Mas ela tá usando, ela tá...
feliz com quem ela é, num carro de importância dentro daquela estrutura. A sala dela tem o mesmo tamanho da sala do Nigel, da Miranda e a dela. E eu imagino que numa possível continuação, eu acho que a Andy assume a revista como a Chloe Malley assumiu e ela se torna, a Miranda fica como diretora global da revista. Não sei, estou pensando aqui num possível... Possíveis plots. Possíveis plots.
Uma coisa que eu achei legal é que você até estava falando da cena do Parro depois que elas conseguem vender que a Miranda não está necessariamente feliz. Ela consegue entender que ela conseguiu fazer com que o pior cenário não acontecesse. Então a gente conseguiu ali dentro dos piores cenários desse cenário.
E eu acho muito legal essa cena, porque a indivídua pra ela fala assim… E ela prometeu liberdade editorial pra gente, né. E a Miranda responde, for now. É! Eu acho isso muito inteligente. Um amigo fez uma observação interessante. Como sempre, a Miranda, o sucesso dela é porque ela consegue enxergar lá na frente. Exatamente. Então ela já tá enxergando. Ela já tá enxergando for now. Ela já sabe que vai dar merda, mas ela sabe que o caminho entre o agora e a merda dá pra ser caminhado.
Lucas, o que você acha? Eu acho que tem algum incômodo também das pessoas com a Miranda na composição do personagem. Porque você... Não sei se você observou, mas a peruca que a Meryl Streep está usando é uma peruca com o cabelo mais...
mais ralinho. Ela não tá com aquele cabelo, né, o cabelo mais jovem, né? O cabelo de uma mulher mais velha mesmo. Que é mais ralinho. E mais ralinho. E isso é uma coisa que eu já vi algumas pessoas incomodadas com isso. Não, a peruca não está boa. Deixa eu te explicar, passaram 20 anos. Aí...
É isso. É normal que essa personagem o cabelo dela esteja, não esteja como ele era. É uma peruca, podia ser a mesma peruca. Exato. Eu acho que não é intencionalmente porque é uma personagem que envelheceu 20 anos. E uma coisa que eu não me incomodo a peruca e até as pessoas me incomodam assim os looks são mais simples, né. E eu fico pensando gente, vamos entender com o texto, né.
No mundo que a gente vive hoje você não pode necessariamente usar aquelas peças e statements que a Miranda utilizava em 2006. Então acho que também tem uma questão até de entender em que momento do ano que o filme se passa. O filme se passa na primavera. Então assim, por que ela estaria usando um casaco de pele? Primeiro que ela não pode usar casaco de pele mais.
Exatamente, exatamente. Da mesma forma que ela não pode falar New Jersey, entende? Então, tipo assim, é na mesma linha, né. Então eu acho que a galera acaba… Mas mesmo assim, mesmo entendendo esse ângulo do figurino eu ainda senti falta…
De um figurino um pouco mais marcante. De um figurino que você fala assim, o Bal. Você fica, tipo assim, muito chocado. Talvez a gente tivesse surpreendido com o primeiro vestido dela. Que ela usa no Met Gala fake que eles fazem ali no início do filme. O Valentino, aquele vestido é Valentino. Sim.
Não tivesse vazado fotos, né? Tipo, se a gente não tivesse visto paparazzi antes Acho que talvez eu poderia ter ficado Uau, surpreso Porque não teve nenhum look Que eu me surpreendi, porque eu já tinha visto todos Vocês gostaram do vestido De quadradinho colorido Da Andy? Ele era tudo aquilo mesmo?
Eu acho que ele era tudo o que a Andy interpreta como moda, né? Então ela não é aquela pessoa que, tipo… Porque é isso, assim, eu não acredito que as pessoas mudam de fato. Eu acredito que elas calibram certas coisas dentro delas, né? Pra Andy, aquele vestido faz todo sentido pra ela ficar impactada com aquele vestido. Quiet Luxury é meio isso, né? E o contexto, né? Pensa.
Ela falava, ela nunca foi dos Hamptons. Então é uma interpretação do que ela acha. Tanto que o Nigel discorda. Ele fala assim, isso não é quite luxury. Com esse, absolutely not. E ela mesmo assim, ela insiste, porque ela é a Angie. Ela consegue pegar o vestido. Então também é um pouco dessa interpretação de que a Angie não é uma pessoa que acerta sempre. A Angie não é, ela não deveria ser a nossa referência de hipóteses de moda no filme.
Quem deveria ser essa pessoa deveria ser a Emily. E também é essa pessoa no primeiro filme. Então a Andy é só uma pessoa que aprendeu uma coisa ou outra enquanto ela esteve na runway. Que é o que ela fala pro Nigel. Então é um pouco isso, assim. Tem o Lux Bond, mas eu acho que ela aprendeu proporção. Eu engordei as bolsas dela. Eu acho que ela não entende nada de bolsa até hoje.
As bolsas delas são horrorosas. Eu odeio aquelas bolsas carteira. Eu tenho pavor daquilo. Mesmo que seja coach. Não funciona. Então, funciona pros carteiros. Então, realmente, assim, não acho que é legal. Mas, cara…
Eu amo esse filme, eu amei esse filme. Mas é isso, eu ainda tô tentando entender dentro da minha cabeça o quanto que é… Porque eu amo esses personagens. E o quanto é porque realmente, tipo, nossa, meu Deus esse filme vai ser mais do que… Vai se sustentar por 20 anos, sabe? Mas acho que ele também não tem muito essa função. Então eu acho que é uma boa sequência. É uma sequência muito competente, sabe? Então eu fico muito feliz, assim. E gostei muito que mantiveram… Cria mais do Nigel.
Eu acho que o Nigel, ele aparece muito no primeiro filme. Muito mais do Nigel, cara. Ele se tornou um personagem tão mais legal com o passar do tempo. Existe uma coisa dessa figura que tá lá. Ele é turrão, às vezes. Mas você sabe que ele pode amolecer também. É, então... Aquela cena do Forever My Girl é muito...
Eu que tomei nessa cena. Eu queria abraçar ele. Eu falei, gente, que coisa linda assim, né. E é engraçado, porque até um ponto legal de contar. Porque depois mostra que enquanto ali naquele primeiro baile do início do filme, ele tava no celular.
Ele tava mandando aquilo pro filho do Erg, né. Que era pra ele contratar a Andy. E eu fiquei pensando, nossa, será que o Nigel que vazou essa matéria? Porque parte de mim ficou pensando assim será que a gente vai ver ele dando troco no que a Miranda fez pra ele no primeiro filme? Eu fiquei pensando, nossa, então ele vai ser lá. Até poderia acontecer.
Você tava querendo achar que o Nigel era o André Leontelli, né? Então, eu fiquei pensando, nossa, ele tá tanto dando junto com a Miranda talvez ferrando ela pelas costas dela e ela não sabe. Porque ela não percebe ele, né? Porque fica muito evidente que ela não percebe ele que é ele lá na cena lá de Milão, que ela vai e finalmente a Andy abre os olhos dela. Porque é isso, né? A Miranda é essa pessoa. Ou ela te percebe.
Ela não te percebe, você não existe pra ela. Então, tipo, Nigel é da direito, então é um pouco isso, assim. Fiquei pensando, nossa, será que eles vão colocar o Nigel como um grande traidor? Será que ele vai ser essa pessoa que tá conspirando contra a Miranda há 20 anos a ponto de, sei lá, de, sei lá, fiquei pensando, antes do Erwin morrer, né? Eu fiquei com a sensação dele morrendo na coisa, mas eu fiquei extremamente vestiurada. Nossa, já pensou se o Erwin vai lá pra cá.
anuncia o Nigel como presidente global. E foi tipo, nossa, a Miranda vai passar mal. Então, eu tive que pensar em várias coisas pro plot e nada disso aconteceu. Mas queria ter visto mais do Nigel. E pra fechar, cara, a Emily, né? Ela é quem ela é mesmo, né, velho? Nossa, eu amo, eu amo muito. Ela falando que o povo deu Dior, deu Dolce & Gabbana de graça pro povo.
O dado mineral do Earth, icônico. Ela tava indignada, indignada. Icônico. E ela tentando comprar o runway. Eu fiquei bastante impressionado. E nessa cena, a Miranda é a mais Miranda possível, né.
Quando ela fala que você é só uma vendedora. É, eu acho que a Emily Blanchi, ela tá presente, assim, ali. Porque, nossa, aquele choro foi tão verdade. A Lágrima foi tão verdade. Ficou pena dela, ficou pena dela. E aí, pra fechar, eu acho que é interessante o início do filme, quando a Miranda…
finge que não lembra da Andy. E depois, quando ela vai lá pra Dior e finge que não lembra da Emily, assim, né. É muito um jogo psicológico do quanto que a gente dá muito mais importância pros nossos chefes do que eles dão importâncias pra gente, assim, né. Fico pensando, lembrando dos meus ex-chefes, tem uma ex-chefe ali que eu falo…
Ela, da mesma forma que eu falaria se a Miranda tivesse sido minha chefe ela nem lembra que eu existo ela impactou tanto a minha vida e provavelmente eu não impactei quase nada na vida dela, então é engraçado, porque ela joga com isso eu queria até que ela tivesse mantido eu não queria que ela tivesse virado pra Andy lá naquela casa eu sempre soube que seria alguma coisa eu não queria que ela tivesse falado isso não
Mas não dá pra não lembrar de uma ex-assistente. E diz não pra você, né. Dá pra não lembrar, dá pra não lembrar. Só que não dá pra não lembrar de alguém que questionou sua autoridade. Alguém que virou e falou assim, colocou seu sistema em chego.
Até porque ela termina o primeiro filme. Quando ela termina o primeiro filme, que ela entra no carro, né? Ela vê a Andy na rua. Ela entra, ela faz um carão, entra no carro e ela dá um sorriso. Tipo assim, tipo, vai, minha filha. Vai, você é a Miranda. Vai lá ser feliz. Vai lá ser feliz. Fala isso mesmo, que ela seria... É uma boa ideia, ela ser a próxima Miranda. Enfim, vai, fala aí, gente.
Não, gente, eu concordo. Gênero número e degrau. A única coisa também que eu vou adicionar brevemente é que aquela cena do quarto, em que estão as três, que ela vai descobrir o que a Emily fez, é uma repetição daquela...
dinâmica das três muito engraçada, porque a gente vê ela tão mais madura agora que de fato ela tá, mas ali ela é meio garota de novo que ela olha e fala meu Deus, como assim? O que é isso? Eu não acredito que você faria isso, eu não acredito que Pati Patatá faria uma palhaçada dessa e a Miranda tá assim, meu amor
Já sabia. Não sabe de nada, querida. A visão além do alcance inacreditável. E outra, cadê a Gisele Binti? Podia ter ido de novo brincar dessa brincadeira, né? Pena que não foi. Olha, não duvido que tenha o chamado, porque tem muitas participações especiais de gente. Tem gente, né? Tem muita influencer de moda participando. Tem, tem a Gaga. Tem a mina do Chicken Shop Dente também, do nada. Não, tem um monte de gente. Agora tem só uma coisa que eu não entendi no filme, só pra fechar. Ouvinte, a gente vai fechar, tá?
tem só uma coisa que eu quero lembrar que é o seguinte quando elas reclamam que vão pegar um voo a revista está economizando dinheiro elas vão pegar um voo econômico, classe econômica, elas vão de classe econômica mas quando elas chegam em Milão aí está no hotel uma suíte gigantesca com todos os carros do mundo, gente isso não faz sentido
Mas eu acho que tem uma parte de uma lógica de um mundo corporativo. Que pode ser que o voo seja pelo Elias Clark. E a hospedagem possa ser pelas houses, pelas casas de moda. Ah, faz sentido, é verdade. Elas vão falar sobre as coleções. Então pode ser uma comitiva de imprensa, onde eles podem fechar o roteiro. Pode ser, salvou. Salvou o roteirista Aline. Entendeu? De pouco, de discursos diferentes.
Centro de Custo. É muito redação, gente. Centro de Custo é muito redação. Com essa eu encerro minha participação. Muito bem, vamos dar notinhas. Como é que você... Lucas Lebrito. A minha síntese é competente demais. Eu amo meu quarteto, eles são meus amigos. Eles representam boa parte do meu pensamento.
E é muito, assim, é uma simbiose muito grande que eu sinto em relação a esse filme. Sinto pra mim que eu acho que é muito competente. Eu tenho pontos que eu mudaria mesmo, assim. Mas eu acho que pelo que o filme se propõe a fazer, ele é muito competente nisso.
Então eu acho que, putz, tendo visto tantas sequências ruins na minha vida, nossa, tendo me prestado a ir ao cinema, ver tanta coisa ruim, ver uma coisa boa e competente, cara, tem se tornado realmente uma exceção, né? E acho que, pô, você colocar um elenco desse calibre pra fazer uma coisa, tipo, você colocar isso em um itúteo que tava no conclave esses dias, tipo assim, essa massa dinheiro.
Não é só dinheiro. Pra Mary, 76 anos, não é só dinheiro. Tirá-la de casa, né? Exatamente, não é só grana. Então acho que, pra mim é sim, porque é muito competente mesmo. E você, Ronald? Gente, o negócio é o seguinte, não sei se vocês sabem, mas a Madonna não autoriza o uso das músicas dela pra filme, pra publicidade, pra nada.
Ela não autoriza. E ela autorizou o uso de Vogue pro Diabo Veste de Prada. Eu tenho uma questão. Eu não posso dar menos de cinco. Se não vão cancelar minha carteira. Caramba! Então, obviamente, é cinco que eu vou dar pra esse filme. Não há nenhuma discussão. Ela tinha que estar nesse filme. Tinha. Também acho. Ela tinha que estar pelo menos na primeira fila do desfile ali.
Só aparecer, né? Concordo. Muito bem. Mas é cinco, sem dúvida. Você é, Bia. Eu se divirto, Carlos Merigo. Quatro estrelas com solidez. Então é você o chatinho que dá três. Três? Eu achei que ia rolar um três e meio. Ele fez um comentário hétero, deu nota de hétero. Comentário hétero, nota de hétero. Perdão, gente.
Mas olha, gente, no tom do que me ouve o cinemático, tá. Que nota 3, primeiro lugar, é bom. É bom, é bom. É verdade, é verdade. É verdade. Nossa média fica 4.25. Tá bom, tá bom. A gente tem que contratar o Lucas pra gerenciador de crises, né?
sinceramente, é a pessoa pra quem eu ligaria se acontecesse alguma coisa. Eu tenho trabalhado no mercado corporativo há tantos anos, que eu saí do menor, saí do corporativo, né? É verdade. Então é, você aprende uma coisa ou outra de jogo político, né? Então sendo uma pessoa aí que eu gosto...
né, tipo, disso. Então é muito legal, porque o filme toca pra mim nesse lugar também porque é um jogo corporativo, né. Esliça a nossa cara. Eu acho que é interessante, é muito legal. Mas me liguem, gente, podem me ligar que eu venho. Bora, então é isso, gente. Até o próximo episódio. Beijo! Beijo!
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Método Exposto (série)B3