Viva Bem – 02/05/2026 | José Bento
Cuidar da saúde íntima é essencial em todas as fases da vida — e a informação correta faz toda a diferença na prevenção e no bem-estar. No programa de hoje, o Viva Bem fala sobre os principais cuidados com a saúde da mulher, hábitos que ajudam na prevenção de doenças e os sinais de alerta que merecem atenção.
Márcio recebe o ginecologista Dr. José Bento para esclarecer dúvidas frequentes sobre saúde feminina, alterações hormonais, menopausa, exames preventivos e qualidade de vida. Em pauta, a importância do acompanhamento médico regular, os impactos da rotina na saúde da mulher e os cuidados essenciais para viver com mais saúde e equilíbrio.
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Márcio Atala
José Bento
- Envelhecimento e LongevidadeImportância da atividade física · Alimentação e saúde · Sono e bem-estar · Reposição hormonal
- Menopausa e ganho de massa muscularUso de análogos de GLP-1 · Importância da musculatura para autonomia · Riscos da perda de massa muscular
- Menopausa e EnvelhecimentoImpacto no cérebro · Segurança e evolução dos tratamentos · Benefícios para saúde cardiovascular e cognitiva
- Musculação e TreinoExercícios para pernas e glúteos · Produção de substâncias neuroprotetoras · Autonomia e saúde cerebral
- Qualidade de VidaLifespan vs. Healthspan vs. Happiness span · Papel da atividade física e do cérebro · Prevenção como medicina mais eficaz
- Necessidade de acompanhamento médicoDever do médico em orientar hábitos · Unanimidade sobre atividade física · Medicina preventiva e seus benefícios
- Saúde como prioridade femininaProgesterona e insônia na perimenopausa · Impacto da falta de ovulação · Importância do sono para o bem-estar
O papo de hoje é para as mulheres, aquelas que correm o dia inteiro, cuidam de tudo e de todos e muitas vezes deixam o autocuidado para depois. A gente vai falar sobre todas as suas fases, hormônios, prevenção de câncer de mama, colo de útero, menopausa, força muscular para envelhecer forte e com a mente saudável. Então, podem se acomodar porque o assunto do Viva Bem de hoje é a saúde da mulher.
Jovem Pan, viva bem, com Marcio Atala. E para nos contar como as mulheres devem se cuidar, eu tenho o prazer de receber o ginecologista especializado em saúde da mulher, doutor José Bento. Que prazer. Ah, o prazer é meu. Muito obrigado. Obrigado. Obrigado você. Obrigado pelo convite. Te admiro muito. Não é fácil você falar.
onde 70% da população não quer fazer o que você diz. E você continua falando, você continua insistindo, você continua orientando. Você está de parabéns, Marcio, te admiro muito. Muito bacana. Obrigado, a recíproca é verdadeira. E aí eu já posso, então, emendar. Por que você acha que as pessoas preferem ouvir?
aquilo que vai agradar os ouvidos, não aquilo que, no fundo, elas sabem que não deveriam seguir. É incrível isso. Às vezes eu fico me perguntando... Você sabe que as pacientes que eu recebo...
Elas já sabem o que eu penso. Quanto à atividade física, quanto à alimentação, quanto à reposição hormonal. Então, eu não tenho muita dificuldade em colocar isso para elas. Muitas vão me procurar com roupa de ginástica. Até que vamos começar uma aula de aeróbica.
Mas as seguidoras têm muita dificuldade, porque elas ainda não sentiram aquela coisa de que é preciso. Uma vez eu ouvi até você falando do significado, quer dizer, precisa ter um significado, quer dizer, realmente ela precisa entender que aquilo deve fazer parte da vida dela.
Porque, se não, daqui a 20 anos, ela vai... Porque quando você come uma coisa que você gosta, você come uma coisa, um fast food, por exemplo, que você tem prazer, você tem a recompensa na hora. Imediata, né? Imediata, mas a conta chega.
Agora, ao contrário, quando você faz uma atividade física, faz uma musculação, você não tem a recompensa na hora. Você vai ter a recompensa dali a 20 anos, 10 anos. Então, é diferente. Então, ela entender isso não é fácil. E aí, durante muito tempo, né? E a gente estava conversando um pouco antes de entrar aqui.
E você falou uma coisa muito interessante. Quando que a gente imaginou que ia ter um restaurante, uma padaria, a cada esquina, na palma da sua mão? Incrível! A natureza nunca podia imaginar uma coisa dessa. E hoje você tem uma oferta de alimento muito grande.
O movimento espontâneo diminuiu, né? Assim, eu sou de uma geração, você de ir em banco, de fazer mais movimento no dia a dia. Você acha que essa é a primeira geração que vai ter que aprender a dizer ou escolher mais na alimentação, ser mais criteriosa? Primeira geração que vai ter que programar um tempo de atividade física porque isso não está mais incorporado no nosso dia? Ah, mas não tenho a menor dúvida.
Eu lembro que a minha diversão, minha, dos meus irmãos, da minha mãe, a gente ia até um parque, um parque d'água branca. E aí, lá, brincava, brincava, brincava, chegava na hora do almoço, todos, então, nós voltávamos para casa, almoçávamos, e à tarde continuava a brincadeira, não tinha televisão.
Não tinha tela na mão. Então, é completamente diferente hoje. Mas eu acredito que eu vejo o movimento dos jovens, principalmente, dando muito mais atenção à atividade física. Outro dia, nós estávamos assistindo televisão, e eu ia ler, e a janela aberta, de repente, uma gritaria.
Fomos para a janela para ver o que é. Mas devia ter uns mil jovens correndo. Roupa de ginástica, aquela animação, aquela alegria. Isso numa quinta-feira à noite, no Itaim. Eu moro no Itaim, numa das ruas bem movimentadas. E eles curtindo, aproveitando.
Bebida alcoólica já diminuiu, as empresas estão perdendo bilhões de dólares com a diminuição do consumo da bebida alcoólica. Talvez a indústria que mais cresça hoje, a indústria do fitness, quantidade de gente que está fazendo mais atividade física. Procurando, né?
Já mais no dia a dia, né? Não tem jeito, gente. Hoje não tem como você deixar de fazer uma atividade física. Não tem. E aí a população está envelhecendo aqui no Brasil e muitas mulheres entrando na menopausa e convivendo com essa nova fase da vida.
Quais são as principais mudanças que acontecem no corpo da mulher, também em termos hormonais? E é possível viver bem? É possível? Porque eu ouço das mulheres assim, ah, cheguei na menopausa, não dá. Não dá, não dá para fazer, não dá mais para eu ter um corpo legal. Como que é isso?
Olha, Márcio, se existe uma mudança importante que tem na menopausa, diminuição do estradiol, hormônio feminino, é no cérebro. O cérebro da mulher, quando entra na menopausa, ele passa fome. Porque o estradiol, que é o responsável pela quantidade de glicose que ele consome, ele diminui aquela sensibilidade da insulina.
Quando ele começa a faltar, na época da menopausa, aumenta a resistência à insulina, diminui o transporte de glicose para o cérebro. O cérebro consome 20% da nossa energia, 20%.
E ele só pesa 2% do nosso peso corporal. Então, ele consome muita energia. E ele perde energia. Por isso que as mulheres começam a... Ah, minha memória está falhando. Estou muito ansiosa. Estou muito irritada. É fome cerebral. Ele não tem...
E para resolver isso, é só com a reposição? Só com a reposição. Você pode até com fitoterápico mimetizar o efeito do estrogênio, mas receptor.
de estrogênio no cérebro, é só o estrógeno que ocupa. Não tem jeito. E durante muito tempo, teve uma resistência grande a essa reposição associando aí alguns problemas de saúde futura. Hoje, está muito mais seguro. Hoje, com um bom acompanhamento, você pode fazer essa reposição para realmente...
cessar essa fome do cérebro? Sim, mas é uma ótima pergunta. Por que antes, então, as mulheres tinham medo? Porque o hormônio que a gente usava, e eu usei em muitas mulheres, era o hormônio de xixi de égua. Pegava o xixi de égua...
purificava esse xixi e dava, fazia comprimida e dava para as mulheres. As mulheres ficavam tomando xixi de égua, porque lá tinha estrogênio. E aí, lógico, melhoraram os sintomas, mas começavam a dar uma série de problemas. Câncer de mama, começava derrame cerebral, infarto do miocárdio. Então, era muito grave.
Teve um trabalho que foi feito nos Estados Unidos, então, parou de tomar porque mostrou o resultado do trabalho. Câncer de mama aumenta, infarto, e parou. Muito bem. Só que agora não.
Agora é um tipo de hormônio que faz no laboratório que tem a mesma estrutura molecular da mulher que ela produzia quando ela tinha 20 anos de idade, quando ela tinha 30 anos de idade, que ela produzia durante a gravidez.
Então, não tem efeito colateral, porque é exatamente o hormônio que ela usava. Então, o organismo já sabe o que é aquilo. E não tem o efeito colateral. Agora, tem muito de via de acesso. Não pode ser por via oral. Tem que ser por via transdérmica, para não ter a primeira passagem no fígado, ou subdérmica, que são aqueles implantes. Pode ser adesivo também. Existe agora também um anel. Nos Estados Unidos tem um anel vaginal.
que a mulher coloca com estradiol e aí faz a reposição de uma maneira segura. E hoje a gente sabe que quando a mulher faz essa reposição hormonal, diminui a incidência em 30% do Alzheimer, diminui 50% a incidência de doenças cardiovasculares, de derrame cerebral, de osteopenia, de osteoporose, de sarcopenia. Então...
É importante, a reposição hormonal hoje tem que... Esse papo está bom. Então, vamos lá. A gente, fazendo a reposição, eu consigo diminuir, assim, ou quase anular esses sintomas e também diminuir a incidência de algumas doenças.
A gente sabe que a obesidade é fator de risco para todas as doenças. Você falou aqui. Talvez tirando osteoporose, o resto... Se tem uma coisa que a mulher não tem, é osteoporose. Por quê? Por causa do peso dela. Ela começa a pressionar. É a única coisa boa, acho que, da obesidade. É isso. E aí, a gente tem duas situações que me chamam a atenção hoje em dia.
O Brasil tem mulheres mais de 30% obesas, no último dado do Vigitel.
E aí você tem uma procura muito grande por esses medicamentos hoje que ajudam a emagrecer. Os análogos de LP1, por exemplo, as famosas canetinhas. Que você acaba também numa restrição calórica muito severa, perdendo um pouco de massa muscular. E me chamou a atenção até uma foto da Demi Moore, que apareceu agora numa premiação.
praticamente pele e osso. Então, eu queria te perguntar isso. Você sente uma procura muito grande por um emagrecimento? E, obviamente, é uma boa ferramenta, mas você sente uma preocupação exagerada em emagrecer, independente do estilo de vida? E aí?
abrindo mão de massa muscular, que é tão importante no envelhecimento. Bom, eu venho martelando isso, eu falo, eu falo, eu falo. Não tome essas canetinhas se você não tiver uma preocupação com a sua quantidade de músculo. Então, aumentar a quantidade de proteína, fazer uma atividade física. Então, canetinha não é para quem quer, é para quem merece. Você precisa merecer o uso dessa caneta.
Então, o que é merecer? Fazer uma atividade física, você ter uma boa alimentação, você dormir, porque sem dormir também você não faz músculo, e aí sim você vai usar a canetinha, sob supervisão médica. Então, você tem que ir no médico a cada 15 dias, porque aí ele vai fazer uma bioimpedança, vamos ver quanto você perdeu de músculo, quanto você perdeu de gordura, se está no caminho certo, porque senão você fica mais doente do que antes.
Para uma mulher que está envelhecendo, qual a importância dessa musculatura com 60, 70, 80? Nossa, isso é fundamental. Isso é longevidade, é saúde. A mulher tem que se preocupar com músculo, não tem que se preocupar com gordura. Lógico, obesidade não é uma coisa que você deve deixar de lado. Autonomia.
Independência. E eu falo isso para todo mundo. A pior coisa que pode existir é você depender de uma pessoa para ir no banheiro, para comer, para dormir, para levantar. Isso é a pior coisa. E como é que você consegue essa independência?
Com músculo, é só fazendo atividade física, musculação, né? Exercício de resistência. Mas muito se fala também da força das pernas, não só para autonomia, mas também cognição. Queria que você explorasse um pouco esse assunto. Então, voltando um pouco o que acontece com a mulher quando ela começa a diminuir a quantidade de estradiol. Então, o cérebro sofre.
O cérebro da mulher na menopausa encolhe, encolhe, diminui de tamanho. Para você, então, reverter, primeiro, você precisa melhorar os seus hábitos. Os seus hábitos os dividem. Então, dormir melhor, se alimentar melhor, fazer a reposição hormonal, mais fazer atividade física. E atividade física da perna. Porque com a perna, com esses músculos que a gente tem na perna, tem no glúteo,
você aumenta a quantidade de irisina. São certas substâncias que são produzidas quando você faz musculação que vai para o seu cérebro. O seu cérebro aumenta outras substâncias, que é o BDNF, não importa esse nome difícil aí para você, mas essa substância faz você ter mais neurônio.
faz você aumentar as suas conexões cerebrais. Olha que loucura. Quer dizer, você fica mais inteligente quando você faz exercícios de perna. Então, é subir escada, fazer agachamento, é o leg press. Então, você tem que se preocupar com o seu bumbum. Isso é que você tem que se preocupar para você ter autonomia. Porque autonomia não é só músculo, autonomia também cerebral.
E aí, durante décadas e décadas, a atividade física sempre teve muito associado, é claro, exercício físico, a sua forma física. E eu lembro quando eu falava muito sobre a importância da atividade física para melhorar sua memória, sua cognição. Isso era uma coisa muito distante. Hoje isso está muito mais presente.
Você acha que para muitas mulheres esse significado que a gente estava falando hoje, talvez não seja pela forma física, mas seja para manter isso? Quer dizer, já que a gente está vivendo muito mais, que a gente viva.
com autonomia, inclusive, das nossas decisões, afastando problemas de demência e Alzheimer, por exemplo? Você sabe que quando chega uma paciente que faz atividade física no consultório, eu percebo que ela faz atividade física, ela tem um olhar.
diferente, ela tem um aspecto diferente, ela tem um cabelo diferente, é tudo decorrente da atividade física e ela tem um raciocínio muito mais rápido, a gente percebe isso, aquela que chega, que é, tô começando ainda não sei vou duas vezes, vai mais ou menos tal, ai eu mudei agora, então não consigo essas desculpas que a gente tá cansado de ouvir, mas não
Não pode ter desculpa. Você fazendo atividade física, é o que você falou, Márcio. Você consegue ter essa longevidade com saúde. E mais do que isso. Antigamente se falava em lifespan. É você viver mais. Ou seja, a qualquer custo. Pode ser numa UTI, está lá. Você tendo um bom seguro de saúde, então você consegue esse lifespan. Aí depois falava em healthspan.
Que é longevidade com saúde. Hoje é happiness span. Ou seja, você viver mais...
com saúde, mas feliz. Quer dizer, você tem que ter... E para ter felicidade, você precisa ter cérebro para entender uma piada, para entender uma conversa, para sair, para ver uma peça de teatro, para ver um cinema, para você viajar, você precisa ter cérebro. E para ter cérebro, não tem jeito. Você precisa fazer atividade física. Você precisa fazer um movimento. Tem que fazer um movimento. Eu costumo falar que é assim...
É que quando você... Pô, eu estou nessa área faz um tempo. Então, quando você fala lá atrás, tal, talvez poucas pessoas olhassem por esse caminho. Mas eu costumava falar que é o seguinte, a gente, quando vem para esse plano, a gente tem essa máquina, que é o nosso corpo. Igual quando você compra um aparelho, você tem um manual de instrução. E nesse manual de instrução, que é o nosso corpo,
Ele exige movimento para o bom funcionamento do corpo. Um corpo com movimento, ele vai conseguir realizar muitas, se não quase todas as funções com mais facilidade. Se você for num médico do sono, ele vai prescrever atividade física. Se você for num cardiologista, ele vai falar. Se for num pediatra, ele vai falar da importância. Aí você vai lá, oncologista, psiquiatra, chegou até o geriatra, todos eles falaram da atividade física.
porque está no nosso manual. E não é que a gente queira impor isso para as pessoas. Como que você acha que a gente pode, de uma maneira mais amigável, explicar que isso está no nosso manualzinho?
Olha, é o que você falou, eu acho que se existe uma unanimidade entre os médicos, é atividade física. Qualquer médico, porque se você for em dois ou três ginecologistas diferentes, que fazem reposição hormonal, e eu prescrever um gel para você, você vai no outro e ele vai prescrever o adesivo.
Você vai no outro, ele vai prescrever um... Todos estão certos, mas unânime é só atividade física. Eu acho que é um dever do médico, hoje, ele perguntar se... Não importa qual é a especialidade do médico, se o indivíduo está fazendo, se o seu paciente está fazendo atividade física. Ele tem que perguntar isso. Ele tem que perguntar sobre o sono.
Ele tem que saber como está esse sono. 70% das pessoas no Brasil dormem mal. Dormem com dificuldade. Dormem menos do que deveria. Tem que perguntar. Alimentação. Isso é o dever do médico. Orientar o seu paciente, não só tratar a doença que está ali. Quer dizer, fazer uma prevenção. É a medicina mais barata que existe. É a medicina mais eficaz e a mais barata é a preventiva. Então...
Eu falo, eu, sabe, eu falo, eu mostro, eu posto o que eu estou fazendo. Muitas falam assim, poxa, o senhor é uma inspiração. Eu posto lá, vou fazer 70 anos, eu tenho 60, vou fazer 69, quase 70 anos. É todo dia atividade difícil. Mas domingo, domingo. Mas qual que é o problema? Seu corpo sabe que é domingo? Ele não sabe que é domingo. Ele não está nem aí, ele quer movimento.
Agora, você comentou o sono. 72% dos brasileiros relatam dormir mal ou um sono de qualidade insuficiente, seja em horas ou qualidade. A mulher entrando na menopausa, ela tem esse prejuízo? Não, sono. Às vezes é o primeiro sintoma. É o problema do cérebro. Primeiro sintoma, porque o primeiro hormônio que começa a diminuir é a progesterona. A mulher começa a não ovular. E quando ela não ovula...
Ela não produz o corpo lúteo. O corpo lúteo é uma estrutura que é formada no ovário depois da ovulação. Quando o folículo se rompe para dar saída ao óvulo, ele volta, atrofia e forma esse corpo lúteo, ou corpo amarelo. E ali que é produzido a progesterona. E a mulher, conforme vai ficando mais velha, 40 anos, 45 anos, ela não ovula todo mês. Ela ovula 8.
seis, cinco, quatro vezes no ano. Ah, mas doutor, eu menstruo? Não, menstruação não tem nada a ver com ovulação. Você pode menstruar. Mas é esse descontrole hormonal que ocorre quando a mulher não produz progesterona, ela começa a ter insônia. Então, o primeiro hormônio que a gente precisa dar na perimenopausa, antes da menopausa, porque menopausa é um marco.
É uma data. Então, você entrou na menopausa dia 15 de maio de 2026. Até o dia 15 de maio de 2027 você não menstruou. Ah, então a menopausa foi no dia 15 de maio de 2026. É uma data.
Mas você sofre na perimenopausa, você sofre na pós-menopausa. E tudo isso chama-se climatério. Essa área, então, de sofrimento da falta de hormônio que a mulher tem. Na perimenopausa, antes da menopausa, você já tem que fazer a reposição. Porque um dos primeiros sintomas é a insônia. É irritabilidade, ansiedade.
E pergunta ruim que eu vou fazer agora, tem como você...
adiar a menopausa com algum tipo de tratamento ou estilo de vida? Você sabe que eu estou tendo muita paciente que não tem nenhum sintoma da menopausa. Menopausa, insônia, não tem, está fazendo sua atividade física. E as mulheres que fazem atividade física têm menos sintomas. Não tem secura vaginal, não tem aumento de peso. Estão ótimas, 42 anos.
Eu falo, bom, e você veio aqui por quê? Porque eu não quero os teus sintomas. Eu não quero sofrer com a perda de hormônio. Tanto de sintomas, os sintomas que a gente está falando, quanto de saúde. Olha...
que mulheres inteligentes, então antes mesmo de ter qualquer modificação menstrual, elas já estão procurando uma ajuda. Aí você fala assim, bom, mas tem como adiar? Não tem como adiar, tem como você simplesmente passar pela menopausa e não sentir absolutamente nada. Isso é possível.
Nem insônia? Nem insônia. Nem irritabilidade? Nada. Nada. Bom, mas aquele negócio que o senhor falou da fome, que o cérebro tem fome, você está dando estradiol. Antes dele ter fome, você já dá estradiol para ele. Não diminui a quantidade de estradiol. Não diminui, ainda ele não tem sofrimento nenhum. E você consegue, através de exames, entender o quanto é necessário dessa...
Basicamente através da consulta, através dos sintomas. Dos sintomas. Então, dos sintomas, você já começa a perceber que está começando a diminuir e você já repõe. Entendi. Então, ela já começa a falar assim, olha, eu antes da menstruação já estou começando a ter insônia. Opa, antes da menstruação é progesterona. Ela não está produzindo progesterona.
Por isso que ela está assim, eu estou começando a perceber que eu estou diferente, eu não sou a mesma. Opa, isso aí é falta de hormônio. Ah, diminuiu a libido, está tudo bem com o meu casamento, o meu relacionamento está ótimo, mas está diminuindo a libido, não sei o que está acontecendo. Não estou rendendo como eu rendia na atividade física.
Testosterona. Então, pela conversa... Porque o exame da mulher, Márcio, é muito complicado. A mulher, ela flutua demais. Mas é uma loucura. Então, você não consegue, através dos exames, você saber se ela está com falta de estrogênio.
A testosterona, você consegue marcar a testosterona de maneira fidedigna a partir de 100, mas a mulher tem no máximo 50, 60. Então, a testosterona é muito boa para dosar para homem, mas para a mulher não serve, não adianta. Então, é conversa, conversa e ela se conhecer nessa fase principalmente. Mas a mulher se conhece, ela... Poxa vida, ela...
Tá, ela vai no cabeleireiro uma vez por semana, no mínimo, no mínimo. Então, por quê? Porque ela quer, tá mais bonita, ela olha no espelho, ela vê o cabelo, ela vê o rosto, ela vai na dermatologia. Faz a unha. Faz a unha, a unha tá quebradiço, o cabelo tá caindo, ela sabe, ela percebe o homem. Percebe essa alteração, né? Percebe, percebe sim. Queria que você desse aqui.
Algumas dicas para as mulheres que estão nos assistindo, para que elas conseguissem, eu gostei disso que você falou, passar sem perceber por esse momento. A gente sabe, isso é comprovado cientificamente, que a mulher que tem bons hábitos tem muito menos sintomas da menopausa. Agora, não é porque você não tem sintoma que você não precisa de hormônio.
Porque a mulher fala para mim, fala assim, eu não sinto nada na menopausa. Minha menstruação faz dois anos e eu não sinto nada. Então, senta aqui na minha frente, vou te fazer umas perguntas. Na terceira ou quarta pergunta, pá, já pego uma falta de hormônio.
É secura vaginal, é aumento do abdômen, é diminuição da massa muscular, é irritabilidade, é esquecimento, é... Não, são mais de 100, o sono complicado. Então, são mais de 100 sintomas, não tem jeito, você pega. Agora, se você tiver bons hábitos, a reposição hormonal...
é mais... Nossa! Mulher, fala assim... Doutor, eu estou vivendo minha melhor época. Porque ela já tinha bons hábitos, ela continua com bons hábitos, mas agora ela está com combustível.
Uma mulher com bons hábitos, uma mulher que ainda não adotou bons hábitos. As duas fazendo a reposição, quem tem bons hábitos consegue um resultado melhor. Muito melhor, mas muito melhor. Aquela que não tem bons hábitos fica no 60%. Ah, melhorou isso, mas isso aqui está difícil. Ah, mas não sei isso. Então é mais complicado até o trabalho do médico. Mas aquela que tem bons hábitos virou voa, voa. E ela fala isso.
Vou ter a minha melhor época. Eu, olha, não me... Lógico, ela está com uma cabeça ótima. A mulher de 50 anos de idade tem uma cabeça maravilhosa. 55 anos de idade, 60 anos de idade. Está voando, sabe? O que atrapalha são os hormônios. Você repondo e ela continuando com aqueles bons hábitos, vai voar. Vai voar.
Foi um prazer gigantesco bater esse papo com você. Já está convidado para voltar. Vamos embora. Porque eu tenho certeza que tem muito assunto em relação a esse nosso estilo de vida. Tem muito mito em relação também a essa questão do hormônio, que nem você falou, era um hormônio antigamente que a gente extraía da urina da...
enfim, tem muita coisa que a gente tem a contribuir principalmente nós precisamos falar de reposição de suplementos nós precisamos falar qual é o tipo de exercício que essas mulheres podem fazer e Márcio, nós temos tanta coisa para conversar muito legal muito obrigado obrigado
Gente, final do Viva Bem de hoje, certeza que você curtiu. E você já sabe, esse programa já está disponível no canal do YouTube da Jovem Pan News, está no Spotify, para você ver, rever, ouvir e compartilhar. Semana que vem, nosso encontro está marcado e eu espero por você.
Jovem Pan, viva bem, com Márcio Atala. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.
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